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Santos 2 x 3 Corinthians

Data: 13/10/2005, quinta-feira, 20h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 16ª rodada (Jogo remarcado)
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 13.041 (ninguém pagou entrada)
Árbitro: Cléber Wellington Abade (SP)
Auxiliares: Everson Luís Luquesi Soares e Marinaldo Silvério (ambos de SP)
Cartões amarelos: Kleber e Zé Elias (S); Roger e Carlos Alberto (C).
Cartões vermelhos: Luizão (S) e Carlos Alberto (C).
Gols: Cláudio Pitbull (12-1) e Betão (35-1); Luciano Henrique (24-2), Nilmar (27-2) e Carlos Alberto (42-2, de pênalti).

SANTOS
Saulo; Paulo César, Ávalos (Rogério), Luís Alberto e Kléber; Fabinho (Luciano Henrique), Heleno, Zé Elias e Ricardinho; Cláudio Pitbull (Luizão) e Giovanni.
Técnico: Nelsinho Baptista

CORINTHIANS
Fábio Costa; Coelho, Betão, Marinho (Bobô) e Gustavo Nery; Bruno Octávio, Wendel, Rosinei e Roger (Dinelson); Nilmar e Tevez (Carlos Alberto).
Técnico: Antônio Lopes



Corinthians vence Santos em clássico remarcado e quebra o tabu

Não faltou emoção e confusão no bis do clássico entre Santos e Corinthians, válido pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. Numa partida recheada de lances polêmicos, expulsões, protestos, invasão da torcida e até de pênalti não marcado, a equipe do Parque São Jorge venceu por 3 a 2, de virada, e disparou na liderança da competição nacional.

Com este resultado, o Corinthians chega aos 62 pontos e abre seis pontos de vantagem sobre o vice-líder Goiás. E ainda com um jogo a menos, já que tem o clássico com o São Paulo para repetir. O Santos, por sua vez, estaciona na sétima colocação, com 48 pontos.

De quebra, os comandados do técnico Antônio Lopes encerram um jejum de 11 jogos sem vitória sobre o arqui-rival da Baixada Santista. A última vitória corintiana havia sido em 2001.

Na partida anulada por ter sido apitada pelo árbitro Edílson Pereira de Carvalho, envolvido no esquema de manipulação de resultados, o Santos tinha vencido por 4 a 2. Um dos motivos que deixou os jogadores do time de Nelsinho Baptista irritados antes mesmo de o jogo acontecer.

Mesmo assim, até os 39min do segundo tempo, quando o árbitro Cléber Wellington Abade marcou pênalti de Zé Elias em cima de Nilmar, a partida foi recheada de emoção. O time visitante saiu perdendo, empatou, ficou novamente em desvantagem e virou o jogo com o pênalti.

No entanto, um ato de protesto do meia Giovanni, que na saída de jogo chutou a bola para a arquibancada, iniciou uma confusão generalizada. Além de um desentendimento entre o goleiro Saulo e o atacante Carlos Alberto, autor do gol da virada e que foi expulso no lance, muitos torcedores invadiram o gramado.

“O Giovanni tinha de ser expulso, chutou a bola lá na arquibancada levando a torcida contra o árbitro”, disparou o técnico do Corinthians, Antônio Lopes.

Diante da confusão, o árbitro Cléber Wellington Abade optou por não encerrar a partida. Ele preferiu esperar a saída dos torcedores do gramado. No entanto, os jogadores do Santos foram para o vestiário e se recusaram a voltar para realizar os três minutos restantes.

Enquanto isso, o árbitro foi alvo de protestos por parte de dirigentes santistas e só encerrou o jogo depois que sofreu uma agressão de um torcedor. Ele alegou falta de segurança para que o restante da partida fosse realizado.

Agora, resta ao Santos esperar para ver o que será feito pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Diante das imagens do tumulto, o estádio pode ser inteditado e o time perder mando de campo.

“Se isso acontecer é ruim porque perdemos a nossa casa e o direito de jogar com a nossa torcida. Mas vamos esperar e deixar o departamento jurídico analisar esta situação”, ponderou o treinador do Santos, Nelsinho Baptista.

Na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, Santos e Corinthians voltam a campo no domingo, dia 16 de outubro. Enquanto o time da Baixada Santista recebe o Goiás, na Vila Belmiro, às 18h10, a equipe do Parque São Jorge duela com o arqui-rival Palmeiras, no estádio do Morumbi, às 16h.

O jogo

Mordido por ter de repetir um clássico que venceu por 4 a 2, no dia 31 de julho, o Santos iniciou a partida desta noite contra o Corinthians com a mesma postura ofensiva do jogo anulado. A equipe tocou bem a bola desde o início e envolveu facilmente o arqui-rival, que pouco levou perigo.

Exercendo forte marcação no meio-de-campo, os santistas se movimentaram bem no ataque e abriram o placar logo aos 12min. Com categoria, o meia Giovanni enfiou a bola para Cláudio Pitbull na direita, entre Betão e Wendel. O atacante chutou forte cruzado e abriu o placar na Vila Belmiro.

Apresentando futebol apático e sem criatividade alguma, o Corinthians não se encontrou em campo no primeiro tempo. O trio ofensivo formado por Roger, no meio-de-campo, Nilmar e Tevez, no ataque, apareceu pouco e não conseguiu articular sequer uma boa jogada.

No entanto, o time do Parque São Jorge chegou ao gol de empate em jogada de bola parada, aos 35min. Rogério, que entrara no lugar de Ávalos, machucado, fez falta boba em Tevez na esquerda. Coelho cruzou para a área e Betão cabeceou forte para o chão, sem chances para o goleiro Saulo.

Empolgado com o empate, o elenco corintiano conseguiu se manter mais no campo de ataque, mas sem levar muito perigo ao camisa 1 santista. O que não aconteceu com Fábio Costa, que ainda teve de defender um chute de Paulo César, aos 42min, após falha de Gustavo Nery.

“Estávamos bem no jogo, mas não podemos tomar um gol de bola parada. Não culpo ninguém, mas vamos ter de correr mais no segundo tempo para tentar a vitória”, comentou o atacante Cláudio Pitbull, no intervalo da partida.

No segundo tempo, as equipes voltaram com a mesma formação que terminaram a primeira etapa. Mas o panorama da partida mudou, já que o Corinthians começou a pressionar mais. Apesar disso, a equipe da capital assustou pouco o gol defendido por Saulo.

Com a ausência de lances de perigo, sobrou espaço para a polêmica. Aos 18min, Nilmar roubou a bola do zagueiro Rogério e avançou na grande área, até ser derrubado por Saulo. O árbitro, no entanto, errou e não marcou penalidade máxima a favor do Corinthians.

Dois minutos depois, o atacante Luizão, que havia entrado em campo aos 19min no lugar de Cláudio Pitbull, deu duas cotoveladas seguidas em Wendel. Sem nem mesmo ter tocado na bola, o jogador do Santos foi expulso de campo por Cléber Wellington Abade.

A equipe da Vila Belmiro não se abalou com o fato de estar com um jogador a menos e ficou em vantagem aos 24min, quando Luciano Henrique desviou de ombro uma falta cruzada pelo lateral-direito Paulo César.

O novo empate do Corinthians, contudo, não demorou a sair. Aos 27min, Coelho cruzou da direita, Rosinei desviou de cabeça e Saulo fez boa defesa. Depois que a bola bateu no travessão, o atacante Nilmar, oportunista, desviou para o fundo do gol.

Aproveitando a superioridade numérica em campo, o time da capital continuou com forte ímpeto ofensivo. Tanto que virou a partida aos 42min, em cobrança de pênalti de Carlos Alberto. A penalidade foi cometida por Zé Elias em cima do atacante Nilmar. Depois disso, rolou a confusão.

Diretoria santista enlouquece e culpa Zveiter

Francisco Lopes xinga árbitro do clássico na Vila; Ricardinho e Zé Elias dizem que presidente do STJD causou tumulto.

A partida entre Santos e Corinthians na noite desta quinta-feira, na Vila Belmiro, remarcada por decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), deixou torcida, dirigentes e jogadores santistas transtornados.

O clássico terminou antes do apito final de Cléber Welington Abade, que registrou invasão do gramado por parte da torcida. O Timão levou a melhor de virada por 3 x 2, e quebrou um tabu de quatro anos sem vencer o rival.

“Isso é uma palhaçada. Ele (Abade) é muito ruim e jamais deveria estar aqui hoje. Ele prejudicou o jogo. Não marcou um pênalti sobre o Giovanni e ainda expulsou o Luizão sem razão”, bronqueou-se o diretor de futebol Francisco Lopes.

“Isso tudo aconteceu porque o árbitro é fraco e ruim. A situação já era complicada e todos sabiam que poderia ter confusão, e ele ainda deixa tudo mais difícil fazendo esses absurdos”, emendou.

Os atletas do Peixe saíram do gramado assim que os problemas tiveram início, e foram para os vestiários revoltados com atuação do juiz. A torcida, por sua vez, chamou Abade de “Edílson”, em alusão ao ex-árbitro pivô do escândalo da arbitragem do futebol brasileiro.

“Isso tudo está acontecendo por culpa de quem anulou a partida (Luiz Zveiter, presidente do STJD). Se ele não tivesse tomado esta decisão absurda, nada teria acontecido”, disparou Zé Elias.

“É um absurdo, uma vergonha. Culpa sim de quem tomou esta decisão lamentável. Este jogo sequer deveria estar acontecendo”, completou Ricardinho.

Para Nelsinho, Luizão prejudicou o Santos

Treinador acha que rival que marcava o centroavante também deveria ser expulso, mas perda do jogador foi fundamental.

“A perda do Luizão atrapalhou todo o trabalho da equipe”, resumiu Nelsinho Baptista ao tentar explicar a derrota do Santos para o Corinthians por 3 x 2 na noite desta quinta-feira, na Vila Belmiro.

O centroavante foi expulso um minuto após entrar em campo, no segundo tempo, em substituição a Cláudio Pitbull. Luizão sequer tocou a bola, e antes de receber um passe de Zé Elias acertou uma cotovelada num marcador e recebeu o cartão vermelho.

“Naquele lance os dois jogadores fizeram falta, eles se agarraram. Se tivesse que ter expulsão, teria que ser para os dois lados. Ficamos com um a menos e o Corinthians aproveitou”, comentou.

O Peixe saiu na frente do placar, cedeu o empate, fez 2 x 1 e depois levou a virada em pênalti duvidoso marcado pelo árbitro Cléber Welington Abade.

“O lance do pênalti, o que ele marcou, não existiu. Houve um no Giovanni que ele não marcou e isso refletiu diretamente no resultado”, lamentou o treinador.

“Mas eu gostei muito do espírito da nossa equipe em campo, esta foi a melhor das nossas quatro partidas. Tivemos muita atitude, com todos se empenhando ao máximo. Estávamos todos muito motivados antes do jogo e entramos em campo para vencer esta partida”, argumentou.

Questionado a respeito do extra-campo, Nelsinho se irritou. “Eu não quero responder nada sobre árbitro e Tribunal. Não vou falar nada sobre o Zveiter, só sobre o jogo”.

O futuro do Santos no Campeonato Brasileiro também foi comentado pelo técnico. “Eu acho que agora precisamos pensar só no próximo jogo e dar seqüência ao trabalho. Ficou mais complicado ainda, e agora vamos focar o próximo jogo”.

Neste final de semana o Alvinegro praiano recebe o Goiás, e corre o risco de perder o mando de campo em função da invasão de campo por parte da torcida, revoltada com erros do árbitro.

“Se isso acontecer é ruim porque perdemos a nossa casa e jogar com a nossa torcida. Mas vamos esperar e deixar o nosso departamento jurídico analisar esta situação”, afirmou.

“Mas eu já vi grandes estádios serem invadidos. Também invade-se o Morumbi. Eu já vim aqui com o Corinthians, com o Palmeiras e nunca aconteceu nada. Não é problema da Vila Belmiro, mas uma bola de neve que cresceu com a obrigação de jogarmos novamente”, completou.

Advogado santista quer abandono do certame

Representante jurídico do Santos quer que o clube deixe o Brasileiro; presidente fala oficialmente nesta sexta-feira.

O advogado santista Mário Melo, que responde pelo departamento jurídico do clube, gostaria que o time do litoral paulista abandonasse o Campeonato Brasileiro depois do clássico desta quinta-feira com o Corinthians.

“Se depender de mim o Santos mela este Brasileiro, entra na Justiça Comum e não joga mais”, disse Melo após reunião com o corpo diretivo do Peixe ainda nos vestiários da Vila Belmiro.

Um novo encontro dos dirigentes acontece nesta sexta-feira, e uma decisão deve ser anunciada pelo presidente Marcelo Teixeira à tarde em entrevista coletiva no CT Rei Pelé.

“Eu tenho a minha opinião pessoal, mas quem toma a decisão, logicamente, é o presidente. Mas ele já sabe o que eu penso, e vamos conversar novamente com mais calma nesta sexta’, afirmou.

O clássico remarcado pelo STJD em função do escândalo da arbitragem terminou com vitória corintiana por 3 x 2 e revoltou a torcida e a diretoria do Alvinegro praiano.

Alguns torcedores invadiram o gramado, e isso pode render um gancho longo ao estádio. Giovanni e Saulo, por atitudes anti-desportivas, correm o risco de também pegarem suspensões.

“Vou encaminhar representações contra o Santos, e a Vila Belmiro pode ser suspensa de três a seis meses”, avisou Leonardo Serafim, procurador do STJD, cujo pedido deve ser julgado ainda nesta sexta-feira.

A agenda do Campeonato Brasileiro guarda para este domingo, no litoral paulista, o confronto entre Santos e Goiás.

Corinthians não quer mais jogar na Vila

Vice de futebol garante que clube tentará evitar voltar ao estádio do Santos. Antônio Lopes critica estrutura da Vila.

SANTOS – O Corinthians não pretende voltar a jogar na Vila Belmiro, em Santos. A partida contra o Santos, vencida pelos corintianos, nesta quinta-feira à noite, terminou em confusão, com invasão de campo de torcedores santistas.

Segundo o vice-presidente de futebol corintiano, André Sanchez, o clube tentará usar de todos os meios para nunca mais jogar no estádio santista. Segundo o dirigente, a decisão parte do presidente do clube, Alberto Dualib.

“Nós vamos fazer de tudo para nunca mais jogar na Vila Belmiro. Isso é palavra do presidente, minha e de todo corintiano. Até com juniores é difícil jogar aqui. Se o 2º Batalhão de Choque não está aqui correríamos perigo de vida”, disse Sanchez.

As palavras do dirigente ganharam apoio de Antônio Lopes, técnico do Corinthians. “Não pode ter jogo aqui. O Corinthians não pode vir aqui jogar com o Santos. Nem o Corinthians nem os outros grandes clubes de São Paulo. Aqui nesse estádio não tem condição de ter um clássico desse”, afirmou Lopes.

Para Sanchez, o clássico contra o São Paulo, no próximo dia 24, terá mais segurança por ser disputado no Morumbi. No jogo original o Corinthians havia perdido por 3 a 2, assim como havia sido derrotado pelo Santos, 4 a 2.

“Se é o clássico contra o São Paulo, o jogo vai ser polêmico, mas lá tem segurança”, afirmou, para depois completar revoltado. “É um absurdo no ano de 2005 correr risco de vida (num estádio)”, disse.

Fim do Jejum do Corinthians

Corintianos quebram sequência de 11 jogos sem vitória diante do Santos.

ANO / PLACAR / TORNEIO
2002 – 1 x 0 – Torneio Rio-SP
2002 – 3 x 1 – Amistoso
2002 – 4 x 2 – Brasileirão
2002 – 2 x 0 – Brasileirão
2002 – 3 x 2 – Brasileirão
2003 – 1 x 1 – Brasileirão
2003 – 3 x 1 – Brasileirão
2004 – 3 x 2 – Brasileirão
2004 – 1 x 1 – Brasileirão
2005 – 3 x 0 – Paulistão
2005 – 4 x 2 – Brasileirão (jogo anulado pelo STJD)
2005 – 2 x 3 – Brasileirão (jogo remarcado)

Juventude 3 x 1 Santos

Data: 08/10/2005, sábado, 18h10.
Competição: Campeonato Brasileiro – 31ª rodada
Local: Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul (RS)
Público: 4.142 pagantes
Renda: R$ 10.168,00
Árbitro: Elvécio Zequeto (MS).
Auxiliares: Alécio Aparecido Lezzo (MS) e Celso Barros da Silva (MS)
Cartões amarelos: Antônio Carlos, Ramalho, Enílton e Juliano (J); Luizão, Fabinho, Luís Alberto, Giovanni e Bóvio (S).
Cartão vermelho: Flávio (S)
Gols: Cláudio Pitbull (08-2), Enílton (10-2), Caíco (20-2) e Enílton (40-2).

JUVENTUDE
Fabiano; Índio, Daniel e Antônio Carlos; Juliano, Ramalho, Lauro, Caíco (Tucho) e Roger; Enílton (Magal) e Marcelinho (Marlon).
Técnico: Valteir Gomes (interino)

SANTOS
Saulo; Flávio, Ávalos, Luís Alberto e Kleber; Fabinho, Heleno (Basílio), Élton (Bóvio) e Giovanni; Cláudio Pitbull e Luizão (Geílson).
Técnico: Nelsinho Baptista



Juventude derruba o Santos em Caxias

Não foi neste sábado que o Santos conseguiu fazer sua primeira boa apresentação sob o comando de Nelsinho Baptista. No início da noite, a equipe paulista foi até o estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, e perdeu por 3 a 1, de virada, para o Juventude, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O resultado prejudica o objetivo alvinegro de se manter próximo ao líder Corinthians e de embalar justamente para enfrentar o arqui-rival, em seu próximo compromisso. Com 48 pontos, o Santos cai para o sétimo lugar na classificação geral.

Essa é a primeira derrota do time alvinegro desde a chegada de Nelsinho, que tinha obtido uma vitória sobre o São Caetano (2 x 0) e um empate sem gols com o Fortaleza.

Como consolo, o atacante Cláudio Pitbull desencantou e marcou o único gol dos visitantes, seu primeiro em três jogos desde a chegada à Vila Belmiro. Luizão, que também estreou há duas rodadas, teve atuação apagada e acabou substituído ainda no intervalo.

No Juventude, o resultado acabou com um jejum de seis rodadas sem triunfo, seqüência que culminou com a demissão de Sebastião Lazaroni. A equipe gaúcha não vencia desde o dia 7 de setembro, quando superou o Paraná por 2 a 0. Desde então, foram quatro derrotas e dois empates.

Comandado pelo interino Valteir Gomes, o Juventude chega aos 38 pontos e se distancia um pouco da zona de rebaixamento. O time gaúcho se mantém na briga por uma vaga na Copa Sul-Americana de 2006 e alivia um pouco o ambiente enquanto a diretoria busca um novo treinador no mercado.

As duas equipes voltam a campo na próxima semana, quando disputam jogos remarcados devido ao escândalo da arbitragem. Na quarta-feira, o Juventude recebe o Fluminense no Alfredo Jaconi, enquanto o Santos, no dia seguinte, pega o Corinthians na Vila Belmiro, no litoral paulista.

O jogo

Em momento complicado no Brasileiro, o Juventude tentou desde o início pressionar o Santos em seu campo de defesa. Apostando principalmente na velocidade do atacante Marcelinho, a equipe gaúcha não deu sossego aos defensores adversários e criou algumas chances.

Depois de dois disparos cruzados de Marcelinho, o meia Caíco perdeu grande oportunidade aos 6min. Ele recebeu passe rasteiro da direita e, quase na pequena área, bateu de primeira, mandando a bola sobre o travessão de Saulo.

O Santos respondeu com Cláudio Pitbull, duas vezes. Na primeira, ele tentou ajeitar para Luizão em vez de chutar e acabou errando o passe. Depois, aos 24min, recebe assistência de Giovanni e, desequilibrado, bateu prensado pela marcação, conseguindo escanteio. Na cobrança, Fabiano deu sorte e fez a defesa após a bola tocar a trave em cabeceio.

Saulo também teve trabalho, sobretudo em novo chute de longa distância que quase surpreendeu o goleiro adiantado, e em finalização forte de Marcelinho, da entrada da área. Em termos ofensivos, o Santos mostrou sentir falta de Ricardinho, na seleção brasileira. A equipe de Nelsinho Baptista pecou constantemente na aproximação à dupla Cláudio Pitbull e Luizão.

Após o intervalo, o técnico interino Valteir Gomes mexeu no Juventude, colocando Marlon no lugar de Marcelinho. “Criamos algumas oportunidades no primeiro tempo, mas faltou um pouco de capricho na finalização”, comentou. “Estamos precisando de uma referência na área e o Marlon é especialista nisso”, explicou ele na volta do vestiário.

Antes mesmo que a alteração pudesse surtir efeito, o time gaúcho teve grande oportunidade de abrir o placar. Luís Alberto cortou cruzamento com a mão e o árbitro marcou pênalti. No entanto, Caíco, aos 3min, cobrou muito mal e mandou a bola sobre o travessão do goleiro Saulo.

O erro custou caro aos anfitriões. Cinco minutos mais tarde, Cláudio Pitbull foi lançado em velocidade, tirou Fabiano da jogada com um toque de peito e empurrou a bola para o gol vazia, colocando o Santos em vantagem. A festa paulista, porém, durou pouco.

Aos 10min, Luís Alberto não soube cortar cruzamento da esquerda e se desentendeu com Saulo. Enílton, então, aproveitou o vacilo e completou sem dificuldades para o fundo das redes, deixando tudo igual no Alfredo Jaconi.

Após acertar a trave santista, o Juventude conseguiu virar o marcador aos 20min. Enílton fez bela jogada pela esquerda e cruzou para Caíco, que desviou de primeira para colocar os mandantes em vantagem no marcador.

O Santos, então, partiu para o ataque colocando Basílio em campo. Mas, logo após a expulsão de Flávio, foi o time gaúcho que marcou. Aos 40min, Enílton recebeu cruzamento da esquerda e cabeceou com estilo para fechar o placar.