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Santos 0 x 0 Real Garcilaso-PER

Data: 24/05/2018, quinta-feira, 19h15.
Competição: Copa Libertadores – Grupo 6 – 6ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 5.016 pagantes
Renda: R$ 119.075,00
Árbitro: Alexis Herrera (VEN)
Auxiliares: Luiz Murillo e Jorge Urrego (ambos da VEN).
Cartões amarelos: Daniel Guedes e Lucas Veríssimo (S); Morales, Cóssio e Arismendi (RG).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Diego Pituca (Copete), Jean Mota (Renato) e Vitor Bueno (Yuri Alberto); Gabriel, Rodrygo e Eduardo Sasha.
Técnico: Jair Ventura

REAL GARCILASO
Morales; Arismendi, Dulanto, Lojas e Cóssio; Kontogiannis, Tragodara (Mendoza), Archimbaud, Ramúa (Pérez) e Landauri (Santillán); Vidales.
Técnico: Tabaré Silva



Santos decepciona, só empata com o Garcilaso, mas avança como líder

Em dia de greve dos caminhoneiros e de filas quilométricas nos postos de gasolina, faltou combustível ao Santos na noite desta quinta-feira, na Vila Belmiro, no empate em 0 a 0 com o Real Garcilaso-PER.

Diante de uma equipe fraca e já eliminada, o Peixe penou. Sem inspiração, abusou dos cruzamentos e ouviu vaias ao apito final. A única boa notícia foi a classificação como líder do Grupo 6 e a vantagem de decidir as oitavas de final da Libertadores da América em casa. O Estudiantes-ARG venceu o Nacional-URU e avançou como segundo.

Em baixa e longe do futebol ofensivo pregado pelo técnico Jair Ventura, o Santos voltará a campo no domingo para enfrentar o Cruzeiro, no Pacaembu, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro.

O jogo

O Santos teve 75% da posse de bola no primeiro tempo, girou o jogo de um lado para o outro a todo tempo, mas não criou como poderia. Longe disso.

Foram duas chances claras, uma com Rodrygo, aos 16 minutos, depois de lançamento de Jean Mota, e outra em boa finalização de Eduardo Sasha, aos 37′. No rebote, Vitor Bueno, com pouco ângulo, desperdiçou na pequena área.

Na saída para o intervalo, os poucos torcedores presentes na Vila Belmiro se dividiram entre aplausos e vaias. Uma das organizadas gritou: “Não é mole não, jogando com vontade ninguém ganha do Peixão”.

Nas primeiras ações do segundo tempo, o Santos até pareceu que seria um time diferente, mas não foi assim. Depois de certa pressão, o Peixe voltou a ser monótono.

Posse de bola sem objetividade, desorganização e excesso de cruzamentos. Nada muito trabalhado e noite sem inspiração de pilares da equipe, como Eduardo Sasha, Rodrygo e Gabigol. Diego Pituca, estreante em Libertadores, se destacou.

Nos minutos finais, o técnico Jair Ventura confirmou o discurso de ofensividade, que só fica na teoria, e colocou Yuri Alberto e Copete nas vagas de Vitor Bueno e Pituca, respectivamente. Sim, o Peixe terminou com um meia e cinco atacantes.

O 4-1-5 deu certo? Não. No desespero, o alvinegro ainda assustou o fraco Garcilaso em alguns momentos, porém, merecidamente, o zero não saiu do placar. E a bola comemorou o apito final.

E na Argentina, o Estudiantes virou sobre o Nacional-URU, venceu por 3 a 1 e se classificou como segundo colocado do Grupo 6. O Santos venceu a equipe de La Plata na Vila Belmiro e também em Quilmes.

Bastidores – Santos TV:

Jair fala ‘verdades’ para defender o Santos: “Não podemos apagar a luta”

O Santos tem sido cobrado pelo desempenho ruim nos últimos jogos. E depois do empate em 0 a com o Real Garcilaso-PER nesta quinta-feira, na Vila Belmiro, o técnico Jair Ventura se defendeu com “verdades”.

“O treinador fica confortável com os dois, nunca só com o resultado (também o desempenho). Os objetivos são objetivos. Queremos dar show também. E vamos trabalhar para dar alegria à torcida. Podemos ser campeões sem jogar melhor futebol, mas vamos trabalhar para isso. Podemos melhorar, estamos trabalhando para isso. Ano de pilares no Santos, a troca de gestão, troca de comando técnico e troca de elenco. Saíram 16 jogadores. É desculpa ou verdade? Ainda mais com Copa e pré-temporada curta. Não estamos alcançando o futebol objetivo, mas que bom que estamos conseguindo os objetivos. E agora é transformar isso em situações ainda melhores. Agora é mata-mata. Santos foi eficiente, queremos alcançar os objetivos e alcançar o futebol vistoso. Não podemos apagar a entrega do grupo, perdemos mais um machucado, o terceiro seguido, Pituca saiu com cãibras e nem foi pra oração, estava desgastado. Torcida tem toda razão quando só conquistamos objetivos e não jogamos bonito. Mas Santos está vivo. São poucas vivas em três competições”, disse Jair, em entrevista coletiva.

O treinador explica a formação tática e o excesso de cruzamentos – mais de 50 na partida. O discurso foi de valorizar a classificação em primeiro lugar do Grupo 6 para as oitavas de final.

“Jogamos no 4-2-4 sem cara de área, trazendo Rodrygo e Gabriel para flutuar e ganhar um meio. É um subsídio (cruzamento), não algo que treinou. Treinamos a valorização da posse, aproximação, comunicação entre linhas e entrar com toques rápidos. Com as dificuldades, usamos os cruzamentos e chutes de fora da área. Não treinamos assim. O que menos treinamos foram cruzamentos. Usamos como subsídio. Foram mais de 20 finalizações no total”, explicou.

“Quando vamos encontrar time com linha de cinco e linha de quatro na frente, tem que alternar o jogo. Cruzamos muito, sim, mas chutamos muito de média e longa distância, uma situação contra a retranca. Tivemos dificuldade de entrar, se defenderam bem. Não podemos tirar a vontade que os jogadores tiveram, a entrega, jogamos no campo deles, mas não fomos eficientes pela vitória. Torcida queria a vitória, tudo que eu falar pode soar como desculpa, queremos a vitória também, todos nós, fizemos o nosso melhor para conseguir, mas hoje não conseguimos. Não dá para apagar a luta, acabamos com cinco atacantes, tentando. Talvez um gol num momento melhor abre situação até para goleada. Ficamos tristes pela não vitória, mas com chave difícil, 10 títulos envolvidos, fomos superior e nos classificamos com duas rodadas de antecedência. Pelo jogo hoje, foi ruim, temos obrigação de vencer, mas no somatório total, em grupo difícil, passamos em primeiro. E isso não dá para esconder”, completou.

Dodô pede ajuda à torcida do Santos: “Meninos sentem as vaias”

O clima ficou hostil na Vila Belmiro depois do empate do Santos em 0 a 0 com o Real Garcilaso-PER na noite desta quinta-feira, na Vila Belmiro. Após o apito final, a torcida organizada gritou frases como: “Ou joga por amor ou joga por terror” e “Se domingo não ganhar, o pau vai quebrar”.

Diante desse cenário, Dodô pediu ajuda aos santistas. O lateral-esquerdo afirma que a ansiedade atrapalhou o Peixe pela Libertadores e garante que as vaias prejudicam os mais jovens.

“Sobre a ansiedade, pode ser um pouco, principalmente mais jovens. Rodrygo tentou muito de fora da área. Todos queremos vencer e ficamos ansiosos, mas mostrou que estávamos incomodados. Eu trabalhei na Sampdoria com um treinador que me fez crescer muito. E dizia que eu tinha que ser menos brasileiro, menos bonito. Não estimulava jogo plástico e bonito. E aqui é o contrário. Ele incentiva o Rodrygo e a todos pelos lances plásticos. Eu mesmo protagonizei alguns. De fora, parece que ele tem cobrado não fazermos. E é o contrário. Eu tinha que ser menos brasileiro possível e isso me deixava triste. Não jogava do jeito que queria. Faz parte da adaptação. A mensagem que quero deixar é que temos estimulado o jogo bonito. Torcedor do Santos, não queremos jogo feio. Pelo contrário. Temos protagonizado lances bonitos durante o ano. E melhor ainda é alcançar objetivos. Sabemos o momento político e financeiro do Santos. No começo do ano, poucos de vocês apontavam o Santos como favorito. E saímos como primeiro depois de seis jogos. Temos que valorizar, sim. Temos dado o máximo. Torcedor quer 3 ou 4 a todo jogo, mas é impossível. Grêmio, melhor da América, não goleia sempre. Temos procurado evoluir”, disse Dodô.

“E dentro do DNA Ofensivo, essa busca por ele, queremos apoio do torcedor no momento ainda mais difícil da Libertadores. Foi triste hoje, estádio vazio. Contra o Estudiantes estava uma atmosfera fantástica, talvez o melhor jogo no ano. E hoje, com menos gente, com atmosfera um pouco menos bonita, a mensagem que eu quero deixar é: precisaremos de vocês. Juntos podemos alcançar o objetivo de passar para as quartas. Meninos têm sentido as vaias. Peço apoio. Juntos podemos passar. Separados, será difícil. Meninos têm ficado ansiosos com as vaias. E queremos deixar eles livres para fazer o jogo que o Santos merece”, completou.

Rodrygo, um dos destaques do time, não foi bem nesta quinta. Yuri Alberto, que entrou no segundo tempo, também foi discreto. O Santos terminou a partida com Jean Mota no “meio-campo” e cinco atacantes: Rodrygo, Yuri, Sasha, Gabigol e Copete.

Com lesão de grau 2, Vitor Bueno só voltará ao Santos depois da Copa

Vitor Bueno só voltará a jogar pelo Santos depois da Copa do Mundo na Rússia, em julho. O meia sofreu uma lesão de grau 2 após entorse no tornozelo esquerdo no empate em 0 a 0 com o Real Garcilaso-PER na noite desta quinta-feira, na Vila Belmiro, pela Libertadores. A informação foi inicialmente publicada pelo GloboEsporte.com.

Bueno foi substituído no segundo tempo da partida e saiu de campo carregado por um companheiro ao apito final. O prazo de recuperação é de um mês, quando as competições no Brasil já estarão paralisadas por conta da Copa.

Vitor Bueno ganhou a vaga de titular do Peixe com o técnico Jair Ventura e buscava reeditar a boa fase de 2016, quando foi revelação do Campeonato Brasileiro. A lesão, porém, o impede de ter sequência. No ano passado, ele passou por cirurgia no joelho.

Sem Bueno, o Santos segue com dificuldades na saga por um armador. Com o retorno de Bruno Henrique, Jair deve optar por quatro atacantes e Rodrygo mais recuado, com Gabigol e Sasha na frente.


Nacional-URU 1 x 0 Santos

Data: 01/05/2018, terça-feira, 21h30.
Competição: Copa Libertadores – Grupo 6 – 5ª rodada
Local: Estádio Gran Parque Central, em Montevidéu, Uruguai.
Árbitro: Wilmar Roldan (COL)
Auxiliares: Alexander Guzman e Cristian de la Cruz (ambos da COL).
Cartões amarelos: Léo Cittadini e Alison (S); De Pena, Romero e Barcia (N).
Cartão vermelho: Léo Cittadini (S).
Gol: Barcia (12-2)

NACIONAL
Conde; Fucile, Corujo, Polenta e Espino; Romero, Oliva, Zunino (Rodríguez) e Viúdez (Barcia); De Pena (Bueno) e Bergessio.
Técnico: Alexander Medina

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Luiz Felipe, David Braz e Dodô; Alison, Léo Cittadini e Jean Mota (Vecchio); Copete (Arthur Gomes), Rodrygo (Vitor Bueno) e Gabriel.
Técnico: Jair Ventura



Apático, Santos perde para o Nacional, mas avança na Libertadores

O Santos perdeu por 1 a 0 para o Nacional na noite desta testa terça-feira, no Uruguai, mas se classificou para as oitavas de final da Libertadores da América com uma rodada de antecedência. Antes de entrar em campo, o Peixe viu Real Garcilaso e Estudiantes empatarem. No fim da quinta rodada, o alvinegro continuou na liderança, a um ponto dos uruguaios e desperdiçou a chance de garantir o primeiro lugar.

A notícia da classificação antecipada não fez bem ao Santos. Apático, o time da Baixada Santista foi dominado pelo Nacional desde a segunda metade do primeiro tempo e não criou uma chance clara de gol em mais de 90 minutos no Estádio Parque Central.

O gol do Decano veio aos 12 minutos do segundo tempo, em falha coletiva da defesa santista. Copete perdeu bola no ataque, Daniel Guedes, Luiz Felipe e Léo Cittadini deixaram Espino sozinho, e o cruzamento encontrou Barcia, livre, no segundo pau, após cochilo de Dodô e Vanderlei estático na pequena área. Em vantagem, o Nacional administrou o resultado com tranquilidade.

O jogo:

Já classificado para as oitavas de final, o Santos entrou em campo disposto a marcar forte e explorar os espaços para contra-atacar. Nos minutos iniciais, a estratégia deu certo e o Nacional pouco criou. Na segunda metade do primeiro tempo, porém, os uruguaios cresceram e estiveram muito perto de abrir o placar.

O Peixe sofria para sair jogando e tinha um buraco no meio-campo entre a defesa e o ataque. Na melhor chance do Nacional, Espino chutou de longe, o goleiro Vanderlei errou no rebote e Romero, na pequena área, chutou na trave.

O alvinegro finalizou apenas duas vezes em 47 minutos, uma bola isolada por Gabigol e uma falta cobrada de forma direta por Daniel Guedes, acima do travessão. Rodrygo foi o destaque solitário. A joia deu duas canetas em Fucile e foi o desafogo santista pela esquerda.

Na segunda etapa, o Santos sucumbiu. O Nacional voltou ainda mais ofensivo e o Peixe, dominado, não soube se defender. Aos 12 minutos, o castigo veio em falha coletiva da defesa.

Copete perdeu a bola no ataque, caiu e pediu falta. O juiz mandou seguir, De Pena encontrou Espino entre Daniel Guedes e Luiz Felipe, e o cruzamento foi para Barcia, sozinho, só empurrar. Dodô cochilou na marcação e o goleiro Vanderlei não saiu na pequena área.

Com a vantagem, o Nacional recuou as linhas e passou a administrar o jogo. O Santos, passivo, seguiu sem criar oportunidades claras de gol. As entradas de Vecchio, Arthur Gomes e Vitor Bueno não surtiram efeito. Rodrygo, substituído após pancada de Fucile, foi substituído e preocupa. O camisa 9 se contorcia de dor em campo. A noite só pode ser pior se a joia tiver se lesionado.

Bastidores – Santos TV:

Jair pede equilíbrio ao Santos dentro e fora de casa: “Tem que vender caro”

O Santos está classificado para as oitavas de final da Libertadores da América com uma rodada de antecedência, mas mostrou fraqueza como visitante na derrota por 1 a 0 para o Nacional nesta terça-feira, no Uruguai. O Peixe foi dominado e não esboçou reação.

Depois do tropeço, o técnico Jair Ventura pediu equilíbrio ao alvinegro. Em casa, os santistas venceram e convenceram diante de Nacional, no Pacaembu, e Estudiantes, na Vila Belmiro. Fora, perderam para o Real Garcilaso, no Peru, e derrotaram o Estudiantes com muitas dificuldades na Argentina.

“Eu cobro bastante, na vitória, empate, derrota, goleada e jogo ruim. Busca da excelência é complicada. Entraremos em todas as competições para brigar por títulos. Tivemos grande aprendizado. Sofremos na altitude, grandes jogos em casa e não tão bom fora. É buscar o equilíbrio. Competição vai entrar no mata-mata e não adianta só jogar bem em casa. Tem que vender caro fora como contra o Estudiantes. Fator campo na Libertadores é muito importante”, disse Jair, em entrevista coletiva.

O treinador analisou a derrota para o Nacional e lamentou o lance do gol de Barcia em fundamento muito treinado nos últimos dias: a proteção defensiva aos cruzamentos.

“Difícil atribuir a derrota por um único motivo. Entramos classificados. E por já estarmos classificados, foi por conta do Santos ser superior. Não por mérito dos outros. A nossa responsabilidade é buscar o primeiro lugar e a obrigação de jogar no nosso melhor. Mas o adversário trabalhou muito bem nos nossos erros. As melhores chances deles foram nos nossos erros. As melhoras oportunidades fora do Nacional. Treinamos muito nossos cruzamentos. Acabamos tomando gol em um dos 30 cruzamentos. Mérito do Nacional. A responsabilidade é nossa. Não fizemos um grande jogo como fizemos contra o Estudiantes, em casa”, completou.

Santistas admitem superioridade do Nacional em derrota: “Má partida”

O Santos perdeu por 1 a 0 para o Nacional nesta terça-feira, no Uruguai, sem ter criado uma oportunidade clara de gol. Três finalizações e apenas uma na direção do gol. E como não poderia ser diferente, os jogadores admitiram o rendimento abaixo do esperado.

O goleiro Vanderlei e o volante Alison analisaram a atuação em Montevidéu. A dupla, alicerce santista na temporada, não foi bem. O camisa 1 mostrou insegurança e o volante não marcou como de costume.

“Não fizemos uma boa partida, como contra o Estudiantes. Eles foram superiores e conseguiram a vitória”, resumiu Alison, ao SporTV.

“Fizemos uma má partida. Tivemos a proposta do contra-ataque, mas não tivemos oportunidades. Falhamos no último passe. Fomos pressionados, era o jogo da vida deles. Agora é buscar o primeiro lugar”, analisou Vanderlei.

“É um grupo difícil, era importante classificar o quanto antes. Temos a oportunidade de passar primeiro e pensar nos outros campeonatos”, completou.

Mesmo com a derrota, o Santos se classificou para as oitavas de final com uma rodada de antecedência. O Peixe buscará o primeiro lugar do Grupo 6 no dia 24, em partida contra o Real Garcilaso-PER, no Pacaembu.

Cittadini é expulso no vestiário e desfalcará o Santos na Libertadores

Léo Cittadini recebeu o segundo cartão amarelo nos minutos finais da derrota por 1 a 0 para o Nacional, nesta terça-feira, no Uruguai. O árbitro Wilmar Roldan só percebeu após o apito final e foi expulsar o meia no vestiário. Com isso, ele será desfalque do Santos na partida contra o Real Garcilaso-PER, dia 24, no Pacaembu.

Cittadini pode ser substituído por Renato ou Vecchio. Outra alternativa é escalar Bruno Henrique ao lado de Eduardo Sasha e Rodrygo, com Rodrygo mais recuado, numa espécie de armador.

Bruno ficará à disposição pela primeira vez na fase de grupos da Libertadores. O atacante foi suspenso por cinco partidas pela expulsão em cusparada na eliminação santista para o Barcelona de Guayaquil, em 2017.

Rodrygo torce o tornozelo e vira preocupação no Santos

Além da derrota para o Nacional, no Uruguai, a derrota do Santos nesta terça-feira, pela Libertadores, trouxe outra notícia ruim: Rodrygo substituído após entorse no tornozelo esquerdo.

O atacante do Peixe foi marcado de forma dura por Fucile e, em uma das divididas no segundo tempo, o camisa 9 foi tocado, sofreu a torção e se contorceu de dor em campo antes de ser substituído por Vitor Bueno.

“Minha preocupação maior não foi a derrota, mas a lesão no Rodrygo. Lamentável pararem a técnica, habilidade e improviso com a violência. Uma pena. Vamos torcer para que não seja nada grave. Intensidade é muito alta. Se perdermos jogadores por pancada ou carrinho, prejudica mais ainda. Cobramos futebol arte e é parado com violência”, disse Jair Ventura, em entrevista coletiva.

Rodrygo iniciou o tratamento com gelo ainda no banco de reservas e será avaliado pelo departamento médico do alvinegro para saber se há alguma lesão. Em uma primeira avaliação, não acreditam em algo grave. A princípio, não haverá necessidade do exame de ressonância magnética.

Veja abaixo os lances do duelo entre o atacante Rodrygo e o lateral direito Fucile.

Em manifesto, Santos repudia declarações de Fucile: “Precisou apelar para a violência”

“Nossos Rodrygos não pararão. Nem com ameaças, nem com faltas, nem com exageros. Nem mesmo com Fucile”, escreveu o clube em nota oficial

A declaração do ex-santista Fucile, lateral-direito do Nacional, que afirmou que “precisou tirar Rodrygo de campo por ter tomado três canetas”, não foi bem digerida pelo Santos. Nesta quarta-feira, o Peixe divulgou um manifesto repudiando a fala do uruguaio.

Apesar de não incluir no comunicado, o clube estuda medidas, como pedir uma punição a Fucile. O gerente de futebol, William Machado, conversará com o presidente José Carlos Peres para avaliar se vale a pena se aprofundar nessa história

Aos 28 minutos do segundo tempo, o atacante tentava se livrar da marcação da equipe adversária, porém sofreu falta de Fucile pelo lado esquerdo do campo. O Menino da Vila foi atendido ainda dentro de campo sentindo muitas dores e teve de ser substituído imediatamente.

Depois de sentir o tornozelo, Rodrygo mal conseguia caminhar. Com uma bolsa de gelo no local, o atacante do Peixe ficou desolado no banco de reservas até o término da partida. Ele ainda será avaliado.

A princípio, sua situação não preocupa. Rodrygo já não manca mais, e Peixe acredita que não foi nada grave, apenas uma torção. Há a possibilidade de o Menino da Vila ficar à disposição contra o Grêmio, neste domingo, em Porto Alegre.

Confira a nota oficial do Santos na íntegra:

“Os Meninos da Vila nascem para jogar bola e são estimulados para isso. Nem sempre se ganha, mas aqui é lugar de jogar futebol. Dar e tomar dribles faz parte. Tomar três dribles desconcertantes de um novo craque do mundo do futebol não significa uma mancha na carreira. Mas tirar esse craque de campo, com uma falta grave, e reconhecer que o tirou por não saber como não tomar o quarto drible, isso é.

O lateral Jorge Fucile, do Nacional do Uruguai, e que jogou no próprio Santos FC em 2012, admitiu que precisou apelar para a violência para frear o atacante Rodrygo. O mais novo raio da Vila passará por exames assim que chegar ao Brasil. Fará isso para saber a gravidade da contusão que só existiu porque um adversário não sabe ainda, já em final de carreira e mesmo ainda jogando por um dos clubes mais tradicionais do esporte, que respeito à um colega de profissão é elementar.

Como afirmou nosso técnico Jair Ventura “A técnica não pode perder para a violência”. E se depender do Santos FC isso nunca acontecerá. Nem sempre ganhamos, é verdade. Mas nos entristecemos ao ver decisões como as tomadas pelo jogador uruguaio. Nossos Rodrygos não pararão. Nem com ameaças, nem com faltas, nem com exageros. Nem mesmo com Fucile.”


Santos 2 x 0 Estudiantes

Data: 24/04/2018, terça-feira, 21h30.
Competição: Copa Libertadores – Grupo 6 – 4ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 10.969 pagantes
Renda: R$ 409.460,00
Árbitro: Eber Aquino (PAR)
Auxiliares: Dario Gaona e Rodney Aquino (ambos do PAR)
Cartões amarelos: Alison (S); Campi, Braña, Dubarbier, Escobar e Lattanzio (E).
Cartão vermelho: Escobar (E).
Gols: Gabigol (43-1) e Lucas Veríssimo (04-2).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Alison, Léo Cittadini (Renato) e Jean Mota; Copete (Arthur Gomes), Rodrygo (Vitor Bueno) e Gabriel.
Técnico: Jair Ventura

ESTUDIANTES DE LA PLATA
Andújar; Sánchez, Desábato; Schunke, Braña, Rodríguez (Escobar), Gómez (Gímenez), Dubarbier (Lattanzio) e Campi; Melano e Otero.
Técnico: Lucas Bernardi



Em noite de redenções, Santos vence o Estudiantes e encaminha classificação

Em noite de redenção para Copete e Gabigol, o Santos venceu o Estudiantes por 2 a 0 na noite desta terça-feira, na Vila Belmiro, chegou a nove pontos no Grupo 6 e ficou bem perto da vaga nas oitavas de final da Libertadores da América. Os gols foram marcados por Gabriel Barbosa e Lucas Veríssimo.

Copete não atuava desde o dia 11 de março, em derrota para o São Bento. Com Eduardo Sasha fora por causa de pancada no tornozelo esquerdo e Arthur Gomes debilitado por conta de um entorse no joelho direito, o colombiano teve chance de ser titular e foi muito bem. Foi dele a assistência para Gabriel no primeiro gol.

E por falar em Gabigol, ele honrou o apelido. Depois de dois meses de jejum, o camisa 10 desencantou. Com a categoria de seus melhores momentos, o Menino da Vila deslocou Andújar e correu para abraçar o técnico Jair Ventura.

O Peixe controlou o jogo desde o primeiro minuto, pouco sofreu e poderia até ter feito mais gols. Rodrygo não fez gol ou deu assistência, mas foi um dos destaques. Em um lance no segundo tempo, quase fez um golaço. A joia voltou a cansar e foi mais uma vez substituída no segundo tempo.

O jogo

O Santos dominou os 46 primeiros minutos de jogo. O Peixe controlou a partida desde o apito inicial e acuou o Estudiantes na Vila Belmiro. O goleiro Vanderlei foi um mero espectador.

As primeiras oportunidades vieram com Rodrygo, pelo lado esquerdo do ataque. Logo aos dois minutos, Copete, de volta ao time após mais de um mês, acertou o travessão.

Com Rodrygo inspirado, Gabigol aceso e Copete melhor do que nas últimas atuações, o Peixe seguiu perto do gol, que quase veio aos 17 minutos, em finalização de chapa do Gabigol rente à trave esquerda de Andújar.

O alvinegro chegava à intermediária ofensiva com facilidade, mas pecava no último passe. Na segunda metade do jogo, o time passou a exagerar nos cruzamentos. Com três zagueiros, o Estudiantes levava a melhor.

E quando parecia mais distante de abrir o placar, o Santos saiu na frente. Copete acertou lindo lançamento de direita para Gabigol, com muita categoria, deslocar Andújar aos 43 minutos. O atacante desencantou depois de dois meses de jejum. Na comemoração, correu para os braços do técnico Jair Ventura. E vários jogadores abraçaram o colombiano.

Na segunda etapa, o cenário não mudou. E logo aos quatro minutos, o Santos ampliou. Jean Mota cobrou falta na cabeça de Lucas Veríssimo. O zagueiro marcou pela terceira vez com a camisa do Peixe.

Aos 14 minutos, o Estudiantes criou sua melhor chance. E na verdade, nem teve mérito. Dubarbier cruzou, David Braz afastou mal, a bola bateu em Otero e quase entrou. Vanderlei nem se mexeu.

Os argentinos se lançaram ao atacante e, enquanto isso, o Santos teve espaço no contra-ataque. E foi dessa forma que o terceiro gol quase veio aos 19 minutos, quando Gabigol recebeu longo lançamento de Jean Mota e chutou bem, para boa defesa de Andújar. Na sequência, em nova ligação direta, agora com Dodô, Rodrygo arrancou, mas errou na hora de cruzar.

Aos 27 minutos, Rodrygo quase fez um golaço. Domínio perfeito em cruzamento de Daniel Guedes, drible para a direita e chute raspando o travessão. E aos 37, veio a resposta, em linda defesa do goleiro Vanderlei em voleio de Sanchéz. Nos minutos finais, os argentinos não esboçaram a reação e o Santos confirmou a vitória.

Melhor em campo, Rodrygo explica vômito em vitória do Santos: “Tranquilo”

Rodrygo foi eleito, pelos organizadores da Libertadores, o melhor jogador na vitória do Santos por 2 a 0 sobre o Estudiantes nesta terça-feira, na Vila Belmiro. A vitória encaminhou a classificação do Peixe às oitavas de final.

E mais do que sua atuação, o atacante chamou a atenção por passar mal em campo. Ele recebeu um chute no estômago e vomitou. Os médicos solicitaram a sua saída, mas ele pediu para permanecer.

“É um campeonato muito difícil, mas tudo está na cabeça, é manter a concentração. Acabei vomitando ali fora, mas só joguei para fora e voltei tranquilo. Já estou pronto para tomar outra, tranquilo (risos)”, disse Rodrygo, à Fox Sports.

No segundo tempo, Rodrygo quase fez um golaço. Ele recebeu um cruzamento de Daniel Guedes no segundo pau, dominou perfeitamente a bola, driblou e chutou rente ao travessão. Ele acabou substituído, ovacionado pelos mais de 10 mil torcedores presentes.

Jair vibra por resgate de Copete no Santos: “Eu não liberei”

Em má fase, Copete vinha brigando por um vaga no banco de reservas do Santos. E nessa terça-feira, a situação mudou. O colombiano aproveitou o problema no tornozelo de Eduardo Sasha e as dores no joelho de Arthur Gomes após entorse para ser titular e se destacar nos 2 a 0 sobre o Estudiantes, na Vila Belmiro.

Copete foi procurado por alguns clubes, como o Vitória, mas Jair Ventura optou por sua permanência. O técnico explica suas motivações e comemora pela decisão aparentemente correta.

“Trabalhamos o Copete para recuperá-lo e hoje deu passe decisivo (na assistência para Gabigol) Ele aproveitou a oportunidade da melhor maneira possível. Ele trabalha demais e não vivia no seu melhor momento. Hoje foi importante. Se eu fizesse o que todos queriam, teria emprestado o Copete”, disse Jair, em entrevista coletiva.

“Tiveram muitas propostas para o Copete e eu não liberei. Quis recuperá-lo, trazê-lo pra gente. Ele não estava em um momento bom, mas temos que recuperar esses atletas. A gente critica as pessoas. A gente julga muito. E julgaram o Copete para nada, o menino entrou e fez um grande jogo”, completou.

A contusão de Eduardo Sasha não preocupa o departamento médico e o atacante deve retornar contra o Nacional, no Uruguai, dia 1º de maio. De qualquer forma, Copete mostrou que pode ser importante na temporada.

Gabigol minimiza jejum, comemora vitória e cita “bronca” de Jair

Depois de dois meses sem marcar, Gabigol quebrou o jejum ao abrir o placar na vitória do Santos por 2 a 0 sobre o Estudiantes nesta terça-feira, na Vila Belmiro. O resultado encaminhou a classificação do Peixe às oitavas de final. O alvinegro precisa de um ponto contra Nacional no Uruguai e Real Garcilaso em casa.

O camisa 10 minimiza o período sem marcar, exalta a vitória, destaca a mobilidade no ataque e cita uma bronca do técnico Jair Ventura.

“A gente procura movimentar bastante, sabemos que temos atacantes leves. Copete e Sasha já jogaram de centroavante, hoje fui eu. Jair fica até meio bravo quando fico saindo da área. Centroavante não tem que fazer só gol. Tem que batalhar, lutar, abrir espaço para os companheiros, o importante é ajudar o time na vitória”, disse Gabriel à Fox Sports.

“Não pesa (o jejum de gols), eu venho fazendo o que sempre treinei. Pude ter calma na hora da fazer o gol, muito bom voltar a marcar. Não me incomoda, o que me incomoda é não ganhar. Hoje conseguimos uma vitória e tem o bônus do gol”, completou.

Léo Cittadini e Vecchio viram novas preocupações no Santos

Depois de entorse no tornozelo de Eduardo Sasha e entorse no joelho de Arthur Gomes, o Santos ganhou novas preocupações no departamento médico: Léo Cittadini e Vecchio

Cittadini sofreu uma entorse durante a vitória por 2 a 0 sobre o Estudiantes, nesta terça-feira, na Vila Belmiro. E Vecchio não foi relacionado por causa de tendinite. O técnico Jair Ventura citou os problemas físicos, mas não deu detalhes dos locais ou da gravidade.

O Santos voltará a campo para enfrentar o Nacional, no Uruguai, dia 1º de maio, pela quinta rodada da fase de grupos da Libertadores. O Peixe espera recuperar todo o elenco para a partida. Se empatar, o alvinegro garante a vaga nas oitavas de final com um jogo de antecedência.

Bruno Henrique, com lesão muscular de grau 2 na coxa esquerda, é desfalque certo. De qualquer forma, o atacante já estaria suspenso na Libertadores por conta de uma expulsão contra o Barcelona de Guayaquil, na edição de 2017 da competição continental.


Estudiantes 0 x 1 Santos

Data: 05/04/2018, quinta-feira, 21h30.
Competição: Copa Libertadores – Grupo 6 – 3ª rodada
Local: Estadio Centenario Ciudad de Quilmes, em Quilmes, Argentina.
Árbitro: Roddry Zambrano (EQU)
Auxiliares: Christian Lescano e Juan Macías (EQU)
Cartões amarelos: Campi (E); David Braz e Vanderlei (S).
Gol: Arthur Gomes (18-1).

ESTUDIANTES DE LA PLATA
Mariano Andújar; Facundo Sánchez, Leandro Desábato, Jonathan Schunke e Gastón Campi; Iván Gómez, Lucas Rodríguez, Gastón Giménez (Mariano Pavone) e Carlo Lattanzio (Juan Bautista Cascini); Lucas Melano e Juan Ferney Otero (Pablo Lugüercio).
Técnico: Lucas Bernardi

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Alison, Renato (Gustavo Henrique) e Jean Mota; Arthur Gomes (Léo Cittadini), Rodrygo (Diogo Vitor) e Eduardo Sasha.
Técnico: Jair Ventura



Com show de Vanderlei, Santos vence o Estudiantes e vira líder

O Santos sofreu, mas venceu o Estudiantes por 1 a 0 na noite desta quinta-feira, em Quilmes, pela terceira rodada da fase de grupos da Libertadores. Com o resultado, o Peixe assumiu a liderança do Grupo 6, com sete pontos.

O alvinegro segurou a pressão dos argentinos nos minutos iniciais e abriu o placar em contra-ataque perfeito aos 19′, criado por Rodrygo e encerrado por Arthur Gomes após finalização na trave de Eduardo Sasha.

No segundo tempo, depois de perder grandes chances para ampliar, o Santos sofreu, mas viu Vanderlei fazer pelo menos quatro ótimas defesas para garantir o resultado. Depois de trauma na mão esquerda sofrido no treino da última quarta, o goleiro foi para campo no sacrifício e se destacou.

O jogo:

O Estudiantes começou o jogo pressionando o Santos. Sem saída de bola, o Peixe só tentava se marcar e viu os argentinos ficarem perto do primeiro gol. Aos nove minutos, Melano finalizou na trave. Na sequência, Schunke cabeceou para linda defesa do goleiro Vanderlei.

E quando o alvinegro parecia perto de sofrer o gol, veio a luz. Eduardo Sasha iniciou o contra-ataque, Rodrygo deu bom passe para Arthur Gomes, a bola voltou para Sasha, que deu uma meia-lua em Desábato e finalizou na trave. Arthur, impedido, só empurrou no rebote para abrir o placar.

Depois do gol, o Santos passou a controlar mais o jogo e sofrer menos. O Estudiantes, pouco criativo, abusou da bola parada e do jogo aéreo. O único susto veio em contra-ataque puxado por Melano. O atacante arrancou sozinho, mas finalizou longe.

E aos 44, o Peixe quase ampliou. Rodrygo arrancou pela esquerda e cruzou, Arthur Gomes chutou para rebote de Andújar e Jean Mota, sozinho na pequena, chutou por cima do travessão de forma inacreditável.

O Estudiantes veio para o tudo ou nada e o Santos se postou para o contra-ataque. Aos 10, veio nova oportunidade de fazer o segundo gol. Jean Mota foi à ponta e tocou para trás, Eduardo Sasha serviu Arthur, e o atacante foi à linha de fundo, mas exagerou na força do cruzamento e ninguém empurrou.

Aos 14 minutos, o time de La Plata respondeu. Lattanzio se antecipou a Daniel Guedes no segundo pau e bateu de barriga. Vanderlei, no reflexo, salvou mais uma. E a pressão só voltou aos 36′.

Campi cruzou na área, Melano cabeceou, Vanderlei não segurou e, no rebote, o goleiro fez milagre em finalização de Pavone à queima-roupa. Aos 42, o camisa 1 fez nova intervenção espetacular em cabeceio de Pavone, garantindo o 1 a 0.

Bastidores – Santos TV:

Após vitória e liderança, Jair diz que Santos aprendeu a ser “copeiro”

Para Jair Ventura, a maior lição do Santos na vitória sobre o Estudiantes foi aprender a ser “copeiro”, definição dos times cascudos, que sabem defender na hora certa para administrar resultados. Foi assim no 1 a 0 em Quilmes na noite desta quinta-feira, com show do goleiro Vanderlei e zagueiros muito exigidos.

Com os três pontos, o Peixe assumiu a liderança do Grupo 6 da Libertadores. Por causa das circunstâncias, Jair entende que essa é a principal parte da viagem, sem muita preocupação com a atuação em si.

“Jogo muito difícil. Joguei aqui ano passado. Foi bem complicado e acho que o Santos foi copeiro hoje, foi competitivo, lutou, soube jogar. O gramado não estava tão regular, mas competiu e conseguimos uma bela vitória. Assumimos a liderança do nosso grupo, mas hoje, a nossa lição, é que fomos copeiro. Nada impede que o Santos seja um time jovem, mas que jogue competindo”, disse Jair.

“Tivemos dificuldades em fazer nosso jogo apoiado na saída de bola. Analisamos. O Otero e o Melano marcam muito forte esta saída. Foi uma estratégia dentro da partida. Não jogamos em uma nota só, tentamos adaptar. Quando tem que propor, nós jogamos como vencemos o Palmeiras. Esta versatilidade é importante. Tenho que agradecer aos jogadores pela entrega, saíram exaustos do jogo”, completou.

O Santos voltará a enfrentar o Estudiantes para encaminhar a classificação às oitavas de final da Libertadores no dia 24 de abril, na Vila Belmiro, pela quarta rodada da primeira fase.

Vanderlei supera dores para brilhar em vitória do Santos

No sacrifício, Vanderlei foi o melhor jogador do Santos na vitória por 1 a 0 sobre o Estudiantes nesta quinta-feira, em Quilmes, pela terceira rodada da fase de grupos da Libertadores da América. O goleiro sofreu um trauma na mão esquerda no treinamento desta quarta, mas superou as dores e foi para o jogo. E brilhou.

O goleiro fez pelo menos quatro grandes defesas para segurar o resultado na Argentina. Eleito melhor em campo pelos organizadores da Libertadores, o camisa 1 dividiu os méritos e alertou o time.

“Agradeço pela vitória e pela oportunidade. Sabíamos que seria difícil, campo acanhado, apoio da torcida, e sabíamos do espaço para contra-ataque. Fizemos o gol e poderíamos ter feito outro. Vieram para cima, suportamos bem e saímos com uma vitória muito importante”, analisou Vanderlei, em entrevista ao SporTV.

As defesas dão tranquilidade maior para os jogadores. Vão ter oportunidade de definir. Faltou passe final no contra-ataque e seguramos bola, rifamos muito. Serve de aprendizado. Sobre a nota (da atuação), deixo para vocês (da imprensa). O importante é fazer um grande trabalho”, completou.

Veja abaixo todas as defesas de Vanderlei na partida contra o Estudiantes.

Sasha diz que vitória superou expectativas do Santos: “Um ponto não seria ruim”

O empate não seria ruim, mas o Santos venceu o Estudiantes por 1 a 0 nesta quinta-feira, em Quilmes, e assumiu a liderança do Grupo 6 da Libertadores da América. Eduardo Sasha admite que o resultado supera as expectativas do Peixe.

“A gente veio para pontuar. Um ponto não seria ruim, mas conseguimos uma vitória muito importante para enfrentarmos ele em casa e podermos aumentar ainda mais a vantagem”, disse Sasha, ao SporTV.

Sasha foi decisivo. O atacante finalizou a bola na trave antes de Arthur Gomes, na pequena área, só empurrar para o fundo das redes.

“Foi um gol coletivo, saímos em um contra-ataque muito rápido. Eu, Rodrygo e Arthur estamos de parabéns pelo belo gol”, emendou.


Santos 3 x 1 Nacional

Data: 15/03/2018, quinta-feira, 19h15.
Competição: Copa Libertadores – Grupo 6 – 2ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 20.982 presentes (18.077 pagantes e 2.905 não pagantes).
Renda: R$ 791.540,00
Árbitro: Ulises Mereles (PAR)
Assistentes: Dario Gaona e Carlos Cáceres (ambos do PAR).
Cartões amarelos: Léo Cittadini, Rodrygo, Gabigol e David Braz (S); Corujo, Polenta, Romero, Oliva e Zunino (N).
Cartão vermelho: Gabriel (S).
Gols: Eduardo Sasha (19-1); Rodrygo (02-2), Oliva (37-2) e Eduardo Sasha (38-2).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota; Alison; Eduardo Sasha, Léo Cittadini (Guilherme Nunes), Vecchio (Dodô) e Rodrygo (Arthur Gomes); Gabriel.
Técnico: Jair Ventura

NACIONAL-URU
Conde; Peruzzi, Corujo (Bueno), Arismendi e Polenta; Romero (Viúdez), Oliva, Espino e Zunino; De Pena (Rodríguez) e Bergessio.
Técnico: Alexander Medina



Santos supera expulsão de Gabigol e vence Nacional com golaço de Rodrygo

O Santos superou a expulsão de Gabigol, ainda no primeiro tempo, para vencer o Nacional-URU por 3 a 1 nesta quinta-feira, no Pacaembu, pela segunda rodada da Libertadores, com dois gols de Eduardo Sasha e um de Rodrygo. O Peixe assumiu a vice-liderança do Grupo 6 da competição continental.

O alvinegro pressionou desde os primeiros minutos e abriu o placar com Eduardo Sasha. Os donos da casa poderiam ter aberto melhor vantagem na etapa inicial. E aos 43′, veio a ducha d’água fria. Pendurado após cartão amarelo por reclamação, Gabigol fez falta boba no zagueiro Arismendi e recebeu a segunda advertência. Ao sair de campo, foi chamado de burro pela torcida.

No segundo tempo, o Santos voltou disposto a se defender para garantir a vitória. E a “tranquilidade” veio logo aos dois minutos, quando Rodrygo arrancou, passou por três e venceu o goleiro Conde. Um golaço! O Peixe ainda desperdiçou cobrança de pênalti com Arthur Gomes aos 27 minutos.

O Nacional esboçou a reação com gol de Oliva, aos 37 minutos mas o Santos nem deixou os uruguaios comemorarem. Segundos depois, Sasha fez o segundo dele e decretou a vitória no Pacaembu.

O jogo:

O Santos fez valer o mando de campo e foi para cima do Nacional desde os primeiros minutos. As melhores jogadas do Peixe saíram pelos lados do campo, nas triangulações de Léo Cittadini com Jean Mota ou Eduardo Sasha.

O gol, porém, veio da bola parada, treinada insistentemente pelo técnico Jair Ventura nos últimos dias no CT Rei Pelé. Aos 19 minutos, Jean Mota colocou a bola na cabeça de Sasha, que cabeceou no meio, mas o goleiro Conde aceitou.

Depois de abrir o placar, o alvinegro se armou para o contra-ataque e teve algumas chances para marcar. Na primeira, Gabigol colocou para dentro, mas impedido. Segundos depois, Léo Cittadini chutou cruzado, a bola passou pela pequena área e ninguém empurrou.

O alvinegro iria para o intervalo contente com a vitória parcial e a boa atuação, mas Gabriel não deixou. Nos instantes finais, O camisa 10 se deixou levar pelo jogo truncado, com sete cartões amarelos, e, já pendurado após advertência por reclamação, fez falta boba em Arismendi e foi para o chuveiro. A torcida o vaiou e chamou de “burro”.

O Santos voltou para a segunda etapa com Dodô na vaga de Vecchio. Jair quis ter Jean Mota no meio-campo para minimizar os efeitos da inferioridade numérica. E deu certo. Logo nos primeiros minutos, Dodô lançou Rodrygo. A joia arrancou, fez fila e colocou para o fundo das redes, dando tranquilidade ao Peixe no Pacaembu.

Com 2 a 0 no placar, o Peixe se fechou na defesa e se segurou bem, sem ceder chances claras de gol aos uruguaios. E aos 27 minutos, o alvinegro perdeu chance preciosa para matar o jogo. Arthur Gomes sofreu o pênalti e bateu, mas parou no goleiro Conde. Segundos depois, o Nacional quase diminuiu em chute de Viúdez da entrada da área.

Os uruguaios vieram para cima e esboçaram a reação com gol de Oliva, aos 37 minutos. Segundos depois, porém, o Santos garantiu a vitória mais uma vez com Sasha. O atacante recebeu lindo passe de Alison para deslocar o goleiro e colocar o “ufa” na boca da torcida.

Nos minutos finais, o Peixe administrou o resultado, sofreu poucos sustos e pulou para a segunda colocação do Grupo 6 na Libertadores. Foi a primeira vitória após quatro jogos sem os três pontos.

Bastidores – Santos TV:

Jair vê melhor jogo do Santos no ano: “Taticamente perfeito”

O técnico Jair Ventura acredita que o Santos fez a sua melhor partida em 2018 na vitória por 3 a 1 sobre o Nacional-URU nesta quinta-feira, no Pacaembu, pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores da América.

“Fizemos bons jogos também, mas como não vencemos, se apaga. Por termos jogado com um a menos, com entrega tática e física, pode-se dizer que foi (o melhor jogo). Pela importância, melhorar na tabela… Hoje é vitória da entrega, de um jogo taticamente perfeito, de valores individuais, mas da entrega, principalmente”, disse o treinador.

Jair destacou o planejamento feito pela comissão técnica. Como o Peixe poupou todos os titulares contra o São Bento, teve fôlego para aguentar com um a menos após a expulsão de Gabigol.

“Vale ressaltar o planejamento. Se a gente tivesse jogado com a equipe principal no último jogo, não teríamos fôlego para jogar com um a menos e vencermos. Futebol é feito de profissionais e temos que seguir as coisas, independentemente do resultado”, ponderou Jair.

Rodrygo supera Diego e se torna o mais novo a marcar em Libertadores

A cada jogo, a cada gol, Rodrygo vai derrubando recordes. Na noite dessa quinta-feira, depois de faltar na escola, o jovem atacante do Santos se tornou o mais novo jogador a marcar um gol em uma edição de Copa Libertadores da América na vitória santista por 3 a 1 em cima do Nacional.

Com 17 anos, dois meses e seis dias, Rodrygo teve maturidade e sabedoria para se livrar de dois defensores e bater por baixo do goleiro com apenas dois minutos do segundo tempo, quando sua equipe já vencia os uruguaios no Pacaembu por 1 a 0, mas tinha um jogador a menos em campo por conta da expulsão de Gabriel.

Antes dele, outro menino revelado pelas categorias de base do Peixe era o dono da marca. Diego, hoje meia do Flamengo, marcou na vitória do Santos contra o América de Cali, na Colômbia, por 5 a 1, em 2003.

Diego tinha 17 anos, 11 meses e cinco dias quando superou Coutinho, outro ídolo alvinegro, que com 18 anos, oito meses e cinco dias anotou seu primeiro gol em uma disputa de Libertadores. Na ocasião, o Peixe goleou o Deportivo Municipal da Bolívia por 6 a 1, em casa.

Agora, Rodrygo é o jogador mais novo jogador do Santos a defender a equipe na Libertadores, o mais novo a marcar um gol na competição continental, depois de ter batido três recordes de Neymar com a camisa do Peixe, todos por causa de sua idade.

“Fico feliz por ser o mais jovem a fazer gol. Venho realizando um sonho a cada dia. Espero conseguir muitos recordes ainda”, comentou o jogador em entrevista coletiva, logo após mais uma partida histórica em sua curta carreira.

Gabriel pede desculpas, mas se diz injustiçado e ignora protesto da torcida

Gabriel poderia ter complicado o Santos nessa quinta-feira. O camisa 10 e capitão do Santos conseguiu receber dois cartões amarelos e um vermelho antes mesmo do intervalo da partida contra o Nacional, pela segunda rodada da Copa Libertadores. Sorte do atacante e do Peixe que a equipe de Jair Ventura teve forças para superar o Nacional por 3 a 1 no Pacaembu mesmo com um jogador a menos por tanto tempo.

Primeiro, Gabriel se envolveu em confusão com Oliva e recebeu seu primeiro amarelo devido a um empurrão no adversário. Aos 44 minutos, ao tentar pressionar a saída de bola dos zagueiros do Nacional, Gabriel acabou chegando atrasado e acertando Polenta.

Na saída da delegação do vestiário para o ônibus, apesar de admitir que pediu desculpas aos companheiros, Gabriel reclamou do critério do árbitro Ulises Mereles e se defendeu alegando que sequer cometeu falta no lance que originou seu segundo cartão amarelo e, consequentemente, a expulsão.

“Acho que o primeiro lance eu empurrei o jogador querendo proteger o Rodrygo e acabou sendo um cartão que, se a gente for analisar, pode ser considerável. Mas, acho que na segunda jogada, não. Eu pressionei vários jogadores e na hora do último jogador ele tocou na bola antes do que eu. Eu estou em alta velocidade e acabo me chocando, acabo passando reto”, relembrou.

“É difícil falar se é para cartão ou não. Na minha opinião, acho que teve jogadas bem piores e ele não deu cartão, então, acho que o critério não foi o mesmo. Mas, errei, pedi desculpas para os meus companheiros, para o professor Jair. Acho que é uma coisa que eu tenho que melhorar, entrar um pouco menos pilhado. Mas, eu creio que o segundo lance foi um pouco injusto”, argumentou.

Boa parte dos torcedores que estava nas arquibancadas do Pacaembu não interpretaram as jogadas como Gabriel. Muitas vaias e até xingamentos de “burro” foram disparados contra o atleta em meio a sua caminhado rumo ao vestiário. Questionado, o camisa 10 do Santos minimizou as críticas.

“Não posso reclamar da torcida porque acho eles estão ali na emoção do jogo para dizer as coisas e não é o que aconteceu. Foi um lance muito rápido, eu acabei chegando depois, mas eu não toquei nele, ele que me chutou”, reiterou Gabriel, sobre o lance que originou sua expulsão.

“Eles (torcedores) também me chamam de craque, goleador e eu não escuto. De burro também não vou escutar. Foi no calor do jogo, eu aceito as críticas e os elogios, mas não levo isso para mim”, avisou.

Gabriel está fora do duelo contra o Estudiantes, na Argentina, dia 5 de abril, pela terceira rodada da Libertadores. O atacante já havia desfalcado o Santos no clássico contra o Corinthians por causa de um cartão que recebeu por ter chutado a bola depois de um apito de paralisação do árbitro. Ao todo, já são quatro gols, cinco cartões amarelos e um vermelho em apenas seis jogos na temporada.

Jair não expõe Gabigol, mas alerta: “Não vamos passar a mão”

A expulsão de Gabigol no primeiro tempo não impediu a vitória do Santos por 3 a 1 sobre o Nacional-URU nesta quinta-feira, no Pacaembu, mas incomodou o técnico Jair Ventura. A torcida chamou o camisa 10 de “burro”.

“Gestor de pessoas” e “educador”, nas palavras do próprio, Jair não expõe Gabriel, mas admite que a situação precisa ser repensada e não vai passar a mão na cabeça do jogador.

“Gabriel pediu desculpa para todo o grupo. Eu, como educador, tenho que rever as coisas. Estamos revendo e fazendo, mas eu preservo na hora de falar sobre situações internas. Se procurarem minhas coletivas, jamais vou expor situações de dentro do vestiário ou da minha sala. Ele já pediu desculpa, admitiu, e não estamos aqui para passar a mão, mas não vamos expor o menino”, disse o treinador.

Gabriel recebeu cinco cartões amarelo e o vermelho em seis partidas pelo Santos em 2018. Antes da Libertadores, o atacante cometeu outro ato imaturo. Pendurado, finalizou após o árbitro assinar impedimento na vitória sobre o Santo André e desfalcou o time no empate em clássico contra o Corinthians.

A diretoria do Santos vai analisar o caso, mas, em um primeiro momento, não cogita punir Gabigol. Em casos semelhantes no futebol brasileiro, multas no salário são comuns.