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Estudiantes 0 x 1 Santos

Data: 05/04/2018, quinta-feira, 21h30.
Competição: Copa Libertadores – Grupo 6 – 3ª rodada
Local: Estadio Centenario Ciudad de Quilmes, em Quilmes, Argentina.
Árbitro: Roddry Zambrano (EQU)
Auxiliares: Christian Lescano e Juan Macías (EQU)
Cartões amarelos: Campi (E); David Braz e Vanderlei (S).
Gol: Arthur Gomes (18-1).

ESTUDIANTES DE LA PLATA
Mariano Andújar; Facundo Sánchez, Leandro Desábato, Jonathan Schunke e Gastón Campi; Iván Gómez, Lucas Rodríguez, Gastón Giménez (Mariano Pavone) e Carlo Lattanzio (Juan Bautista Cascini); Lucas Melano e Juan Ferney Otero (Pablo Lugüercio).
Técnico: Lucas Bernardi

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Alison, Renato (Gustavo Henrique) e Jean Mota; Arthur Gomes (Léo Cittadini), Rodrygo (Diogo Vitor) e Eduardo Sasha.
Técnico: Jair Ventura



Com show de Vanderlei, Santos vence o Estudiantes e vira líder

O Santos sofreu, mas venceu o Estudiantes por 1 a 0 na noite desta quinta-feira, em Quilmes, pela terceira rodada da fase de grupos da Libertadores. Com o resultado, o Peixe assumiu a liderança do Grupo 6, com sete pontos.

O alvinegro segurou a pressão dos argentinos nos minutos iniciais e abriu o placar em contra-ataque perfeito aos 19′, criado por Rodrygo e encerrado por Arthur Gomes após finalização na trave de Eduardo Sasha.

No segundo tempo, depois de perder grandes chances para ampliar, o Santos sofreu, mas viu Vanderlei fazer pelo menos quatro ótimas defesas para garantir o resultado. Depois de trauma na mão esquerda sofrido no treino da última quarta, o goleiro foi para campo no sacrifício e se destacou.

O jogo:

O Estudiantes começou o jogo pressionando o Santos. Sem saída de bola, o Peixe só tentava se marcar e viu os argentinos ficarem perto do primeiro gol. Aos nove minutos, Melano finalizou na trave. Na sequência, Schunke cabeceou para linda defesa do goleiro Vanderlei.

E quando o alvinegro parecia perto de sofrer o gol, veio a luz. Eduardo Sasha iniciou o contra-ataque, Rodrygo deu bom passe para Arthur Gomes, a bola voltou para Sasha, que deu uma meia-lua em Desábato e finalizou na trave. Arthur, impedido, só empurrou no rebote para abrir o placar.

Depois do gol, o Santos passou a controlar mais o jogo e sofrer menos. O Estudiantes, pouco criativo, abusou da bola parada e do jogo aéreo. O único susto veio em contra-ataque puxado por Melano. O atacante arrancou sozinho, mas finalizou longe.

E aos 44, o Peixe quase ampliou. Rodrygo arrancou pela esquerda e cruzou, Arthur Gomes chutou para rebote de Andújar e Jean Mota, sozinho na pequena, chutou por cima do travessão de forma inacreditável.

O Estudiantes veio para o tudo ou nada e o Santos se postou para o contra-ataque. Aos 10, veio nova oportunidade de fazer o segundo gol. Jean Mota foi à ponta e tocou para trás, Eduardo Sasha serviu Arthur, e o atacante foi à linha de fundo, mas exagerou na força do cruzamento e ninguém empurrou.

Aos 14 minutos, o time de La Plata respondeu. Lattanzio se antecipou a Daniel Guedes no segundo pau e bateu de barriga. Vanderlei, no reflexo, salvou mais uma. E a pressão só voltou aos 36′.

Campi cruzou na área, Melano cabeceou, Vanderlei não segurou e, no rebote, o goleiro fez milagre em finalização de Pavone à queima-roupa. Aos 42, o camisa 1 fez nova intervenção espetacular em cabeceio de Pavone, garantindo o 1 a 0.

Bastidores – Santos TV:

Após vitória e liderança, Jair diz que Santos aprendeu a ser “copeiro”

Para Jair Ventura, a maior lição do Santos na vitória sobre o Estudiantes foi aprender a ser “copeiro”, definição dos times cascudos, que sabem defender na hora certa para administrar resultados. Foi assim no 1 a 0 em Quilmes na noite desta quinta-feira, com show do goleiro Vanderlei e zagueiros muito exigidos.

Com os três pontos, o Peixe assumiu a liderança do Grupo 6 da Libertadores. Por causa das circunstâncias, Jair entende que essa é a principal parte da viagem, sem muita preocupação com a atuação em si.

“Jogo muito difícil. Joguei aqui ano passado. Foi bem complicado e acho que o Santos foi copeiro hoje, foi competitivo, lutou, soube jogar. O gramado não estava tão regular, mas competiu e conseguimos uma bela vitória. Assumimos a liderança do nosso grupo, mas hoje, a nossa lição, é que fomos copeiro. Nada impede que o Santos seja um time jovem, mas que jogue competindo”, disse Jair.

“Tivemos dificuldades em fazer nosso jogo apoiado na saída de bola. Analisamos. O Otero e o Melano marcam muito forte esta saída. Foi uma estratégia dentro da partida. Não jogamos em uma nota só, tentamos adaptar. Quando tem que propor, nós jogamos como vencemos o Palmeiras. Esta versatilidade é importante. Tenho que agradecer aos jogadores pela entrega, saíram exaustos do jogo”, completou.

O Santos voltará a enfrentar o Estudiantes para encaminhar a classificação às oitavas de final da Libertadores no dia 24 de abril, na Vila Belmiro, pela quarta rodada da primeira fase.

Vanderlei supera dores para brilhar em vitória do Santos

No sacrifício, Vanderlei foi o melhor jogador do Santos na vitória por 1 a 0 sobre o Estudiantes nesta quinta-feira, em Quilmes, pela terceira rodada da fase de grupos da Libertadores da América. O goleiro sofreu um trauma na mão esquerda no treinamento desta quarta, mas superou as dores e foi para o jogo. E brilhou.

O goleiro fez pelo menos quatro grandes defesas para segurar o resultado na Argentina. Eleito melhor em campo pelos organizadores da Libertadores, o camisa 1 dividiu os méritos e alertou o time.

“Agradeço pela vitória e pela oportunidade. Sabíamos que seria difícil, campo acanhado, apoio da torcida, e sabíamos do espaço para contra-ataque. Fizemos o gol e poderíamos ter feito outro. Vieram para cima, suportamos bem e saímos com uma vitória muito importante”, analisou Vanderlei, em entrevista ao SporTV.

As defesas dão tranquilidade maior para os jogadores. Vão ter oportunidade de definir. Faltou passe final no contra-ataque e seguramos bola, rifamos muito. Serve de aprendizado. Sobre a nota (da atuação), deixo para vocês (da imprensa). O importante é fazer um grande trabalho”, completou.

Veja abaixo todas as defesas de Vanderlei na partida contra o Estudiantes.

Sasha diz que vitória superou expectativas do Santos: “Um ponto não seria ruim”

O empate não seria ruim, mas o Santos venceu o Estudiantes por 1 a 0 nesta quinta-feira, em Quilmes, e assumiu a liderança do Grupo 6 da Libertadores da América. Eduardo Sasha admite que o resultado supera as expectativas do Peixe.

“A gente veio para pontuar. Um ponto não seria ruim, mas conseguimos uma vitória muito importante para enfrentarmos ele em casa e podermos aumentar ainda mais a vantagem”, disse Sasha, ao SporTV.

Sasha foi decisivo. O atacante finalizou a bola na trave antes de Arthur Gomes, na pequena área, só empurrar para o fundo das redes.

“Foi um gol coletivo, saímos em um contra-ataque muito rápido. Eu, Rodrygo e Arthur estamos de parabéns pelo belo gol”, emendou.


Santos 3 x 1 Nacional

Data: 15/03/2018, quinta-feira, 19h15.
Competição: Copa Libertadores – Grupo 6 – 2ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 20.982 presentes (18.077 pagantes e 2.905 não pagantes).
Renda: R$ 791.540,00
Árbitro: Ulises Mereles (PAR)
Assistentes: Dario Gaona e Carlos Cáceres (ambos do PAR).
Cartões amarelos: Léo Cittadini, Rodrygo, Gabigol e David Braz (S); Corujo, Polenta, Romero, Oliva e Zunino (N).
Cartão vermelho: Gabriel (S).
Gols: Eduardo Sasha (19-1); Rodrygo (02-2), Oliva (37-2) e Eduardo Sasha (38-2).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota; Alison; Eduardo Sasha, Léo Cittadini (Guilherme Nunes), Vecchio (Dodô) e Rodrygo (Arthur Gomes); Gabriel.
Técnico: Jair Ventura

NACIONAL-URU
Conde; Peruzzi, Corujo (Bueno), Arismendi e Polenta; Romero (Viúdez), Oliva, Espino e Zunino; De Pena (Rodríguez) e Bergessio.
Técnico: Alexander Medina



Santos supera expulsão de Gabigol e vence Nacional com golaço de Rodrygo

O Santos superou a expulsão de Gabigol, ainda no primeiro tempo, para vencer o Nacional-URU por 3 a 1 nesta quinta-feira, no Pacaembu, pela segunda rodada da Libertadores, com dois gols de Eduardo Sasha e um de Rodrygo. O Peixe assumiu a vice-liderança do Grupo 6 da competição continental.

O alvinegro pressionou desde os primeiros minutos e abriu o placar com Eduardo Sasha. Os donos da casa poderiam ter aberto melhor vantagem na etapa inicial. E aos 43′, veio a ducha d’água fria. Pendurado após cartão amarelo por reclamação, Gabigol fez falta boba no zagueiro Arismendi e recebeu a segunda advertência. Ao sair de campo, foi chamado de burro pela torcida.

No segundo tempo, o Santos voltou disposto a se defender para garantir a vitória. E a “tranquilidade” veio logo aos dois minutos, quando Rodrygo arrancou, passou por três e venceu o goleiro Conde. Um golaço! O Peixe ainda desperdiçou cobrança de pênalti com Arthur Gomes aos 27 minutos.

O Nacional esboçou a reação com gol de Oliva, aos 37 minutos mas o Santos nem deixou os uruguaios comemorarem. Segundos depois, Sasha fez o segundo dele e decretou a vitória no Pacaembu.

O jogo:

O Santos fez valer o mando de campo e foi para cima do Nacional desde os primeiros minutos. As melhores jogadas do Peixe saíram pelos lados do campo, nas triangulações de Léo Cittadini com Jean Mota ou Eduardo Sasha.

O gol, porém, veio da bola parada, treinada insistentemente pelo técnico Jair Ventura nos últimos dias no CT Rei Pelé. Aos 19 minutos, Jean Mota colocou a bola na cabeça de Sasha, que cabeceou no meio, mas o goleiro Conde aceitou.

Depois de abrir o placar, o alvinegro se armou para o contra-ataque e teve algumas chances para marcar. Na primeira, Gabigol colocou para dentro, mas impedido. Segundos depois, Léo Cittadini chutou cruzado, a bola passou pela pequena área e ninguém empurrou.

O alvinegro iria para o intervalo contente com a vitória parcial e a boa atuação, mas Gabriel não deixou. Nos instantes finais, O camisa 10 se deixou levar pelo jogo truncado, com sete cartões amarelos, e, já pendurado após advertência por reclamação, fez falta boba em Arismendi e foi para o chuveiro. A torcida o vaiou e chamou de “burro”.

O Santos voltou para a segunda etapa com Dodô na vaga de Vecchio. Jair quis ter Jean Mota no meio-campo para minimizar os efeitos da inferioridade numérica. E deu certo. Logo nos primeiros minutos, Dodô lançou Rodrygo. A joia arrancou, fez fila e colocou para o fundo das redes, dando tranquilidade ao Peixe no Pacaembu.

Com 2 a 0 no placar, o Peixe se fechou na defesa e se segurou bem, sem ceder chances claras de gol aos uruguaios. E aos 27 minutos, o alvinegro perdeu chance preciosa para matar o jogo. Arthur Gomes sofreu o pênalti e bateu, mas parou no goleiro Conde. Segundos depois, o Nacional quase diminuiu em chute de Viúdez da entrada da área.

Os uruguaios vieram para cima e esboçaram a reação com gol de Oliva, aos 37 minutos. Segundos depois, porém, o Santos garantiu a vitória mais uma vez com Sasha. O atacante recebeu lindo passe de Alison para deslocar o goleiro e colocar o “ufa” na boca da torcida.

Nos minutos finais, o Peixe administrou o resultado, sofreu poucos sustos e pulou para a segunda colocação do Grupo 6 na Libertadores. Foi a primeira vitória após quatro jogos sem os três pontos.

Bastidores – Santos TV:

Jair vê melhor jogo do Santos no ano: “Taticamente perfeito”

O técnico Jair Ventura acredita que o Santos fez a sua melhor partida em 2018 na vitória por 3 a 1 sobre o Nacional-URU nesta quinta-feira, no Pacaembu, pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores da América.

“Fizemos bons jogos também, mas como não vencemos, se apaga. Por termos jogado com um a menos, com entrega tática e física, pode-se dizer que foi (o melhor jogo). Pela importância, melhorar na tabela… Hoje é vitória da entrega, de um jogo taticamente perfeito, de valores individuais, mas da entrega, principalmente”, disse o treinador.

Jair destacou o planejamento feito pela comissão técnica. Como o Peixe poupou todos os titulares contra o São Bento, teve fôlego para aguentar com um a menos após a expulsão de Gabigol.

“Vale ressaltar o planejamento. Se a gente tivesse jogado com a equipe principal no último jogo, não teríamos fôlego para jogar com um a menos e vencermos. Futebol é feito de profissionais e temos que seguir as coisas, independentemente do resultado”, ponderou Jair.

Rodrygo supera Diego e se torna o mais novo a marcar em Libertadores

A cada jogo, a cada gol, Rodrygo vai derrubando recordes. Na noite dessa quinta-feira, depois de faltar na escola, o jovem atacante do Santos se tornou o mais novo jogador a marcar um gol em uma edição de Copa Libertadores da América na vitória santista por 3 a 1 em cima do Nacional.

Com 17 anos, dois meses e seis dias, Rodrygo teve maturidade e sabedoria para se livrar de dois defensores e bater por baixo do goleiro com apenas dois minutos do segundo tempo, quando sua equipe já vencia os uruguaios no Pacaembu por 1 a 0, mas tinha um jogador a menos em campo por conta da expulsão de Gabriel.

Antes dele, outro menino revelado pelas categorias de base do Peixe era o dono da marca. Diego, hoje meia do Flamengo, marcou na vitória do Santos contra o América de Cali, na Colômbia, por 5 a 1, em 2003.

Diego tinha 17 anos, 11 meses e cinco dias quando superou Coutinho, outro ídolo alvinegro, que com 18 anos, oito meses e cinco dias anotou seu primeiro gol em uma disputa de Libertadores. Na ocasião, o Peixe goleou o Deportivo Municipal da Bolívia por 6 a 1, em casa.

Agora, Rodrygo é o jogador mais novo jogador do Santos a defender a equipe na Libertadores, o mais novo a marcar um gol na competição continental, depois de ter batido três recordes de Neymar com a camisa do Peixe, todos por causa de sua idade.

“Fico feliz por ser o mais jovem a fazer gol. Venho realizando um sonho a cada dia. Espero conseguir muitos recordes ainda”, comentou o jogador em entrevista coletiva, logo após mais uma partida histórica em sua curta carreira.

Gabriel pede desculpas, mas se diz injustiçado e ignora protesto da torcida

Gabriel poderia ter complicado o Santos nessa quinta-feira. O camisa 10 e capitão do Santos conseguiu receber dois cartões amarelos e um vermelho antes mesmo do intervalo da partida contra o Nacional, pela segunda rodada da Copa Libertadores. Sorte do atacante e do Peixe que a equipe de Jair Ventura teve forças para superar o Nacional por 3 a 1 no Pacaembu mesmo com um jogador a menos por tanto tempo.

Primeiro, Gabriel se envolveu em confusão com Oliva e recebeu seu primeiro amarelo devido a um empurrão no adversário. Aos 44 minutos, ao tentar pressionar a saída de bola dos zagueiros do Nacional, Gabriel acabou chegando atrasado e acertando Polenta.

Na saída da delegação do vestiário para o ônibus, apesar de admitir que pediu desculpas aos companheiros, Gabriel reclamou do critério do árbitro Ulises Mereles e se defendeu alegando que sequer cometeu falta no lance que originou seu segundo cartão amarelo e, consequentemente, a expulsão.

“Acho que o primeiro lance eu empurrei o jogador querendo proteger o Rodrygo e acabou sendo um cartão que, se a gente for analisar, pode ser considerável. Mas, acho que na segunda jogada, não. Eu pressionei vários jogadores e na hora do último jogador ele tocou na bola antes do que eu. Eu estou em alta velocidade e acabo me chocando, acabo passando reto”, relembrou.

“É difícil falar se é para cartão ou não. Na minha opinião, acho que teve jogadas bem piores e ele não deu cartão, então, acho que o critério não foi o mesmo. Mas, errei, pedi desculpas para os meus companheiros, para o professor Jair. Acho que é uma coisa que eu tenho que melhorar, entrar um pouco menos pilhado. Mas, eu creio que o segundo lance foi um pouco injusto”, argumentou.

Boa parte dos torcedores que estava nas arquibancadas do Pacaembu não interpretaram as jogadas como Gabriel. Muitas vaias e até xingamentos de “burro” foram disparados contra o atleta em meio a sua caminhado rumo ao vestiário. Questionado, o camisa 10 do Santos minimizou as críticas.

“Não posso reclamar da torcida porque acho eles estão ali na emoção do jogo para dizer as coisas e não é o que aconteceu. Foi um lance muito rápido, eu acabei chegando depois, mas eu não toquei nele, ele que me chutou”, reiterou Gabriel, sobre o lance que originou sua expulsão.

“Eles (torcedores) também me chamam de craque, goleador e eu não escuto. De burro também não vou escutar. Foi no calor do jogo, eu aceito as críticas e os elogios, mas não levo isso para mim”, avisou.

Gabriel está fora do duelo contra o Estudiantes, na Argentina, dia 5 de abril, pela terceira rodada da Libertadores. O atacante já havia desfalcado o Santos no clássico contra o Corinthians por causa de um cartão que recebeu por ter chutado a bola depois de um apito de paralisação do árbitro. Ao todo, já são quatro gols, cinco cartões amarelos e um vermelho em apenas seis jogos na temporada.

Jair não expõe Gabigol, mas alerta: “Não vamos passar a mão”

A expulsão de Gabigol no primeiro tempo não impediu a vitória do Santos por 3 a 1 sobre o Nacional-URU nesta quinta-feira, no Pacaembu, mas incomodou o técnico Jair Ventura. A torcida chamou o camisa 10 de “burro”.

“Gestor de pessoas” e “educador”, nas palavras do próprio, Jair não expõe Gabriel, mas admite que a situação precisa ser repensada e não vai passar a mão na cabeça do jogador.

“Gabriel pediu desculpa para todo o grupo. Eu, como educador, tenho que rever as coisas. Estamos revendo e fazendo, mas eu preservo na hora de falar sobre situações internas. Se procurarem minhas coletivas, jamais vou expor situações de dentro do vestiário ou da minha sala. Ele já pediu desculpa, admitiu, e não estamos aqui para passar a mão, mas não vamos expor o menino”, disse o treinador.

Gabriel recebeu cinco cartões amarelo e o vermelho em seis partidas pelo Santos em 2018. Antes da Libertadores, o atacante cometeu outro ato imaturo. Pendurado, finalizou após o árbitro assinar impedimento na vitória sobre o Santo André e desfalcou o time no empate em clássico contra o Corinthians.

A diretoria do Santos vai analisar o caso, mas, em um primeiro momento, não cogita punir Gabigol. Em casos semelhantes no futebol brasileiro, multas no salário são comuns.


Real Garcilaso 2 x 0 Santos

Data: 01/03/2018, quinta-feira, 19h15.
Competição: Copa Libertadores – Grupo 6 – 1ª rodada
Local: Estádio Inca Garcilaso de la Vega, em Cusco, Peru.
Público e renda: N/D
Árbitro: Gery Vargas (BOL).
Auxiliares: José Antelo e Juan Montaño (ambos da BOL).
Cartões amarelos: Dulanto (RG); Lucas Veríssimo, Vitor Bueno e Vecchio (S).
Gols: Johnny Vidales (07-1) e Alfredo Ramúa (44-2).

REAL GARCILASO
Diego Morales, Arismendi, Gustavo Dulanto, Lampros Kontogiannis e Iván Santillán; Luis García (Jean Pierre Archimbaud) e Luis Álvarez; Johnny Vidales (Ángel Pérez), Alfredo Ramúa e Julio Landauri (Alexis Cóssio); Óscar Franco.
Técnico: Óscar Ibañez

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota (Arthur Gomes); Alison; Renato, Vecchio (Vitor Bueno), Eduardo Sasha (Rodrygo) e Copete; Gabriel.
Técnico: Jair Ventura



Santos é dominado e perde para o Garcilaso em estreia no Peru

O Santos perdeu para o Real Garcilaso nesta quinta-feira, na altitude de 3.400 metros em Cusco, no Peru, pela estreia na Libertadores da América. Pelo número de chances criadas pelos donos da casa, o 2 a 0 ficou barato.

O Garcilaso dominou o jogo desde o princípio e abriu o placar logo aos sete minutos, com gol de Vidales. O Santos teve chance para empatar, com Gabigol, e depois apenas sofreu até o intervalo. Na segunda etapa, o cenário foi mantido. O Peixe poderia ter empatado em chute de Vecchio, mas foi tão exigido a ponto de poder ser goleado. Vanderlei fez ótimas defesas e só não evitou o golaço de Ramúa, de fora da área, aos 44.

O jogo:

O primeiro tempo do Santos em Cusco foi para ser esquecido. Quase tudo deu errado e o Real Garcilaso dominou os 45 minutos iniciais. O 1 a 0 no intervalo ficou barato.

Os peruanos pressionaram desde o início e abriram placar já aos 7, quando Santillán passou facilmente por Daniel Guedes, David Braz não cortou e Jean Mota deixou Vidales antecipar no segundo pau para marcar.

O Peixe poderia ter melhorado a sua situação aos 16, quando Vecchio acertou um de seus poucos passes para Sasha rolar e Gabigol, sem goleiro, chutar fraco para a defesa afastar em cima da linha. De ali em diante, foi um sufoco.

O alvinegro perdeu quase todas pelo alto, sofreu com chutes de fora da área e Vanderlei foi, como de costume, decisivo. O meio-campo inexistiu com Renato e Vecchio e foi salvo por Alison. Copete foi o pior.

O Santos só voltou ao assustar no último lance, em falta de longe cobrada por Jean Mota. A bola passou perto da trave direita de Morales. O apito do árbitro foi um alívio.

E o enredo no segundo tempo não foi alterado. Logo aos dois minutos, Vanderlei fez mais uma bela defesa em chute de Ramúa, garçom e melhor jogador do Garcilaso.

Aos oito minutos, o Peixe teve a segunda grande chance de empatar. Eduardo Sasha tabelou com Daniel Guedes e tocou para Vecchio, da entrada da área, sozinho, chutar por cima do gol.

A reação, porém, foi só um esboço. Os donos da casa continuaram em cima, principalmente com finalizações de longe. Vanderlei seguiu trabalhando durante todo o tempo.

Na segunda metade da etapa final, o Santos não teve forças para reagir. Jair tentou mudar o cenário com Arthur Gomes, Vitor Bueno e Rodrygo, mas não deu certo. O Garcilaso conseguiu administrar o resultado e ainda fez o segundo gol aos 44 minutos, em lindo chute de Ramúa de fora da área, aos 44 minutos. Com o resultado positivo, os peruanos assumem a liderança do Grupo 6.

Bastidores – Santos TV:

Jair minimiza derrota do Santos na Libertadores: “Já passou”

Jair Ventura minimizou a derrota do Santos por 2 a 0 para o Real Garcilaso nesta quinta-feira, em Cusco, no Peru, pela estreia na Libertadores. O técnico disse que a estratégia caiu por terra com o primeiro gol dos peruanos, aos sete minutos, e já projetou o clássico contra o Corinthians, no domingo, às 17h (de Brasília), no Pacaembu, pela décima rodada do Campeonato Paulista.

“Nossa estratégia foi quebrada com um gol aos sete minutos, mas botamos a bola no chão, fizemos nosso jogo apoiado. Nossa maior dificuldade foi o tempo na bola. Nas nossas jogadas de passes longos, a bola ia sempre para fora. Paciência. É o nosso primeiro jogo. Não é a estreia que queríamos. Não vamos nos abalar com a derrota de hoje. Já passou. É pensar no clássico agora”, afirmou.

“Não foi surpresa porque o nosso observador técnico esteve aqui, analisou muito bem a equipe do Real. Aconteceu tudo que vimos nos vídeos, mas entre você observar e conseguir neutralizar a diferença é muito grande. Quando passei a equipe adversária aos meus atletas, tem um lance que o jogador deles chuta antes do meio de campo. Todos ficaram: “Caramba”. Tomamos um gol quase do meio da rua. Sabíamos dessa dificuldade. Tentamos neutralizar os chutes de média e longa distância. Tentamos ficar mais próximos possíveis do passe longo, já que eles têm o timing da bola. Sofremos com os escanteios. Eles agrediram a bola e tiveram êxito. Quem já jogou na altitude sabe. Nossa estratégia foi quebrada com um gol aos sete minutos”, completou.

Jair diz não ter medo de barrar medalhões no Santos: “Meritocracia”

A meritocracia virou um jargão no futebol. A expressão significa o predomínio de quem tem mais mérito em um grupo. No Santos, parte da torcida entende que isso está em falta.

Não é de hoje que uma boa parcela dos santistas acredita que jogadores como Renato, David Braz e Victor Ferraz, capitães e líderes do elenco, merecem sair do time titular. Depois de Dorival Júnior, Levir Culpi e Elano, porém, eles foram mantidos com o técnico Jair Ventura no começo desta temporada.

Para tranquilizar o torcedor, Jair promete escalar quem estiver melhor tecnicamente e/ou fisicamente. Ele cita o exemplo de Jefferson, goleiro ídolo do Botafogo barrado por Gatito. O comandante entende que, no momento, os santistas ainda merecem a titularidade.

“A história não pode ser apagada, são líderes, mas se tiver alguém da posição em melhor momento, vai jogar. Não posso ser justo com um jogador e prejudicar uma instituição maior do que todos nós, sendo injusto com o elenco. Eu penso no Santos. No todo. Não em um ou dois. São importantíssimo, conto demais, mas falo em meritocracia. Não vou deixá-los jogando se tenho um melhor fora por causa de gestão. Vai jogar quem estiver melhor, isso independe de salário, poder dentro do grupo… Não tem jeito. Eu barrei o maior salário do Botafogo, de Seleção, o Jefferson. O grupo entendeu que Gatito estava no melhor momento. Sendo justo, ganha-se o grupo. Todos têm a melhor chance”, disse Jair Ventura, em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva.

Na estreia da Libertadores, com derrota por 2 a 0 para o Real Garcilaso, no Peru, David Braz e Renato não atuaram bem. Victor Ferraz, que vivia má fase, se recupera de luxação no ombro direito e vem sendo substituído por Daniel Guedes. Outros atletas contestados por parte da torcida são Vecchio e Copete. Os gringos são titulares com Jair desde a primeira rodada do Campeonato Paulista.

Após derrota na Libertadores, Alison prevê reação do Santos em clássico

Alison, um dos poucos destaques do Santos na derrota por 2 a 0 para o Real Garcilaso nesta quinta-feira, em Cusco, no Peru, o comemora que a próxima partida seja contra o Corinthians, no domingo, às 17h (de Brasília), no Pacaembu, pela décima rodada do Campeonato Paulista.

“Futebol é bom porque hoje o resultado negativo pode ser recuperado na sequência. É nossa oportunidade no clássico e precisamos da vitória”, disse Alison, à Fox Sports.

Sobre a derrota no Peru, Alison evitou culpar a altitude e admitiu que o Peixe finalizou pouco. Apenas duas chances foram criadas: uma com Gabigol, no primeiro tempo, e outra de Vecchio, na segunda etapa.

“Sabíamos da dificuldade. Claro que a gente não está aqui para colocar a culpa em nenhuma adversidade, mas eles souberam administrar a vantagem de saber como funciona o tempo da bola na altitude. Resultado é ruim, claro, mas agora é manter o foco para recuperar esses pontos”, analisou.

“Faltou um pouco (chute de fora da área). Sabíamos que poderíamos utilizar. Não adianta lamentar, estamos tristes, mas é primeiro jogo e temos chance de recuperar”, completou.

Rodrygo é o mais novo a jogar Libertadores na história do Santos

Rodrygo entrou para a história do Santos na noite desta quinta-feira, na derrota por 2 a 0 para o Real Garcilaso, no Peru. Com 17 anos e 50 dias, o Menino da Vila se tornou o mais jovem a atuar pelo Peixe na Libertadores.

Rodrygo superou Diego, hoje no Flamengo, que entrou em campo com 17 anos, 11 meses e cinco dias em 2003, em vitória por 5 a 1 sobre o América-COL, em Cali. Veja o ranking abaixo.

Promovido ao elenco profissional do Santos em outubro de 2017 pelo ex-técnico Elano, Rodrygo fez a primeira viagem internacional de sua carreira. Ele é um dos reservas de Jair Ventura.

1º – Rodrygo – 17 anos e 50 dias
01/03/2018 – Real Garcilaso 2 x 0 Santos

2º – Diego – 17 anos e 11 meses e 5 dias
05/02/2003 – América de Cali-COL 1 x 5 Santos

3º – Felipe Anderson – 18 anos e 26 dias
11/05/2011 – Once Caldas 0 x 1 Santos

4º – Joel Camargo – 18 anos, 4 meses e 25 dias
13/02/1965 – Universidad de Chile-CHI 1 x 5 Santos

5º – Coutinho – 18 anos, 8 meses e 10 dias
21/02/1962 – Santos 6 x 1 Deportivo Municipal-BOL

6º – Thiago Carleto – 18 anos e 10 meses e 20 dias
14/02/2008 – Cúcuta-COL 0 x 0 Santos

7º – Leonardo – 18 anos e 11 meses e 07 dias
16/02/2005 – Bolívar-BOL 4 x 3 Santos


Goleiros:
Vanderlei
Vladimir
João Paulo


Laterais:
Daniel Guedes
Dodô
Victor Ferraz
Caju
   


Zagueiros:
David Braz
Lucas Veríssimo
Luiz Felipe
Gustavo Henrique
Robson Bambu
 


Volantes:
Alison
Renato
Guilherme Nunes
Matheus Jesus
   


Meias:
Emiliano Vecchio
Vitor Bueno
Jean Mota
Léo Cittadini
Diogo Vitor
Diego Pituca


Atacantes:
Gabriel
Bruno Henrique
Eduardo Sasha
Copete
Rodrygo
Yuri Alberto
Arthur Gomes
Rodrigão
 


Técnico:
Jair Ventura



Santos Futebol Clube

– Presidente: José Carlos Peres (2018-2020)
– Patrocínio: Caixa (Master) e Algar (peito)
– Fornecedor: Santos/Kappa

Elenco:

G – Vanderlei Farias da Silva
G – Vladimir Orlando Cardoso de Araújo Filho
G – João Paulo Silva Martins

LD – Daniel Guedes da Silva
LE – José Rodolfo Pires Ribeiro (Dodô)
LD – Victor Ferraz Macedo
LE – Wanderson de Jesus Martins (Caju)

Z – David Braz de Oliveira Filho
Z – Lucas Veríssimo da Silva
Z – Luiz Felipe do Nascimento dos Santos
Z – Gustavo Henrique Vernes
Z – Robson Alves de Barros (Robson Bambu)

V – Alison Lopes Ferreira
V – Renato Dirnei Florêncio
V – Guilherme Nunes da Silva
V – Matheus Sousa de Jesus

M – Emiliano Gabriel Vecchio
M – Vitor Frezarin Bueno
M/LE – Jean Mota Oliveira de Souza
M – Leonardo Cittadini (Léo Cittadini)
M – Diogo Vitor da Cruz
M – Diego Cristiano Evaristo (Diego Pituca)

CA – Gabriel Barbosa Almeida
A – Bruno Henrique Pinto
A – Eduardo Colcenti Antunes (Eduardo Sasha)
A – Jonathan Copete
A – Rodrygo Silva de Goes
A – Yuri Alberto Monteiro da Silva
A – Arthur Gomes Lourenço
CA – Rodrigo Gomes dos Santos (Rodrigão)

T – Jair Zaksauskas Ribeiro Ventura



Histórico:

O Santos divulgou nesta segunda-feira a lista dos 30 jogadores inscritos na fase de grupos da Libertadores, que começa para o Peixe contra o Real Garcilaso, em Cusco, no Peru.

A relação de atletas não tem muitas novidades, mas tem um dado interessante: dos 30 inscritos, metade (15) são revelados na base do Peixe. O atacante Diogo Vitor, recém-promovido, conta com a confiança do treinador e aparece na lista.

A grande surpresa é a presença de Diego Pituca na lista. O meia não está no entre os atletas disponíveis do Peixe no Campeonato Paulista.

Veja os inscritos do Santos para a fase de grupos da Libertadores:

– Goleiros: (3) Vanderlei, Vladimir e João Paulo;
– Zagueiros: (5) David Braz, Lucas Veríssimo, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Robson Bambu;
– Laterais: (4) Daniel Guedes, Dodô, Caju e Victor Ferraz;
– Volantes: (4) Alison, Renato, Guilherme Nunes e Matheus Jesus;
– Meias: (6) Vecchio, Vitor Bueno, Jean Mota, Léo Cittadini, Diogo Vitor e Diego Pituca;
– Atacantes: (8) Gabriel, Bruno Henrique, Eduardo Sasha, Copete, Rodrygo, Yuri Alberto, Arthur Gomes e Rodrigão.

Veja a numeração:

1 – Vanderlei
2 – Luiz Felipe
3 – Jean Mota
4 – Victor Ferraz
5 – Alison
6 – Gustavo Henrique
7 – Vitor Bueno
8 – Renato
9 – Rodrygo
10 – Gabriel
11 – Bruno Henrique
12 – Vladimir
13 – Rodrigão
14 – David Braz
15 – Copete
16 – Dodô
17 – Daniel Guedes
18 – Guilherme Nunes
19 – Léo Cittadini
20 – Vecchio
21 – Diego Pituca
22 – Caju
23 – Arthur Gomes
24 – João Paulo
25 – Diogo Vitor
26 – Robson Bambu
27 – Eduardo Sasha
28 – Lucas Veríssimo
29 – Yuri Alberto
30 – Matheus Jesus


O Santos confirmou em 08/03 a saída de Matheus Jesus, que tinha contrato até o final de 2018. O volante será reforço do Gamba Osaka, time do técnico Levir Culpi no Japão. Sem espaço no Peixe, ele foi cedido pelo Estoril-POR até o fim deste ano.


Atlético-PR 2 x 3 Santos

Data: 05/07/2017, quarta-feira, 19h15.
Competição: Copa Libertadores – Oitavas de final – Jogo de ida
Local: Estádio Vila Capanema, em Curitiba, PR.
Público: 13.770 pagantes
Renda: R$ 243.395,00
Árbitro: Roberto Tobar (CHI)
Auxiliares: Marcelo Barraza e Claudio Rios (ambos do CHI)
Cartões amarelos: Otávio, Thiago Heleno (A).
Gols: Nikão (06-1), Kayke (25-1); Bruno Henrique (11-2), Kayke (22-2) e Ederson (26-2).

ATLÉTICO-PR
Weverton; Cascardo, Thiago Heleno, Paulo André e Sidcley; Otávio, Lucho Gonzalez (Pablo), Rosseto (Gefita), Coutinho (Carlos Alberto); Nikão e Ederson.
Técnico: Eduardo Baptista

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima (Vecchio); Copete, Bruno Henrique e Kayke (Fabián Noguera).
Técnico: Levir Culpi



De virada, Peixe bate o Furacão e consegue vantagem para volta

Em uma partida repleta de alternativas na Vila Capanema, em Curitiba, o Santos venceu o Atlético Paranaense por 3 a 2, pelo primeiro encontro valendo pelas oitavas de final da Libertadores da América. Com o resultado, a equipe alvinegra vai levar para a casa a vantagem de poder garantir a vaga para a sequência da competição mesmo com um empate.

O Furacão começou embalado e, aos seis minutos, Nikao aproveitou cruzamento para estufar a rede e abrir o placar. O Peixe chegou ao empate aos 25 minutos, com Kayke tocando por cima de Weverton. A virada veio na segunda etapa, com Bruno Henrique, aos 11 minutos, Kayke, com um golaço, aumentou a vantagem e Ederson descontou para o Rubro-Negro.

As equipes se encontram novamente para o jogo de volta no dia 10 de agosto, às 21h45 (de Brasília), na Vila Belmiro, em Santos.

O jogo

O Furacão começou a partida pressionando, sufocando o Peixe. Aos dois minutos, Ederson fez a jogada individual e cruzou, mas ninguém conseguiu alcançar. A pressão deu resultado aos seis minutos, depois que Sidcley chegou pela lateral e cruzou rasteiro para Lucho, que furou, mas contou com a chegada de Nikão, que bateu de primeira e abriu contagem.

O gol animou ainda mais o torcedor, que empurrou o time para chegar perto do segundo, aos oito minutos, com Thiago Heleno subindo para testar por cima da meta de Vanderlei. A marcação rubro-negra estava adiantada, acuando o Santos. Aos 16 minutos, a primeira chegada de perigo da equipe alvinegra, com Kayke cabeceando para o meio da área e Bruno Henrique errando a finalização.

O Peixe equilibrou as ações e, aos 25 minutos, Jean Mota iniciou a jogada, trabalhando com Lucas Lima, que lançou Kayke. O atacante invadiu a área e tocou por cima de Weverton para deixar tudo igual. O jogo mudou depois do empate, ficando mais restrito ao meio-campo. Aos 32 minutos, Lucho recebeu na área foi travado e ficou pedindo pênalti, sem ser atendido. Aos 35 minutos, Vanderlei trabalhou bem ao parar cruzamento errado de Otávio. Furacão no ataque, aos 44 minutos, mas o chute de Lucho parou na trave após desvio de Vanderlei.

Para a segunda etapa, as equipes voltaram sem modificações. Logo no primeiro minuto, Rosseto perdeu a bola para Thiago Maia, que encontrou Kayke que, sozinho, parou na defesa de Weverton. A resposta veio aos cinco minutos, em contra-ataque com Douglas Coutinho, que bateu cruzado, para fora. Porém, aos 11 minutos, Victor Ferraz fez a jogada, Weverton não agarrou o chute e Bruno Henrique, em cima da linha, empurrou para a rede para decretar a virada.

O Atlético voltou a pedir pênalti, aos 19 minutos, depois que Carlos Alberto fez fila e foi tocado por Jean Motta. O jogo seguiu. A partida voltou a ficar pegada e equilibrada. Até que, aos 22 minutos, Kayke recebeu cruzamento rasteiro e de letra apareceu para desviar e marcar um golaço na Vila. A torcida atleticana, mostrando irritação, começou a pedir a queda de Eduardo Baptista.

Porém, era um confronto com muitas alternativas e, aos 26 minutos, Sidcley cruzou, Rosseto escorou e Ederson apareceu para desviar e descontar para o Rubro-Negro. Aos 31 minutos, Lucas Lima cobrou falta, a defesa afastou e, na sobra, Bruno Henrique chutou cruzado em cima da zaga. Aos 38 minutos, Bruno Henrique invadiu a área, fez a fila e chutou pela linha de fundo. O Atlético estava aberto, mas não conseguia forçar, facilitando o trabalho do Peixe, que segurou a vantagem para a volta.

Kayke valoriza jogo ‘sábio’ do Santos e torce por dupla com Oliveira

A ‘decisão’ contra o Atlético-PR começou da pior maneira possível para os santistas. Antes mesmo dos 10 minutos de jogo, o Furacão já vencia por 1 a 0, na Vila Capanema. Porém, mesmo com a desvantagem no placar, o Santos soube manter a tranquilidade e buscou a virada por 3 a 2, nesta quarta-feira, no confronto de ida das oitavas de final da Libertadores.

E o triunfo no Paraná só foi possível graças a Kayke. Oportunista, o atacante marcou duas vezes, sendo que o último foi um golaço de letra. Porém, mesmo após a bela apresentação, o camisa 11 preferiu valorizar a partida inteligente do alvinegro.

“É um recurso (gol de letra). O Bruno Henrique foi feliz no drible. Vimos o gol rapidinho no vestiário após o jogo e fico feliz por ser auxiliado pelo Bruno, Copete, Lucas Lima. Fica mais fácil com eles. Temos que dar valor ao nosso jogo. Jogamos de forma sábia e saímos daqui com o que esperávamos”, explicou Kayke.

Vale lembrar que o camisa 11 só assumiu a titularidade do Peixe após problemas de Ricardo Oliveira. O centroavante sentiu contusão no tornozelo depois do clássico contra o Corinthians, no dia de 3 de junho. Além disso, ele também foi acometido com uma pneumonia.

Porém, o camisa 9 já está recuperado e voltou a treinar no CT Rei Pelé. Aproveitando a boa fase, Kayke não se intimida com o retorno de Oliveira e até projeta uma dupla de ataque com o capitão do santista. “Estou esperando pelo retorno do Ricardo. É um grande jogador e meu amigo. Já já ele voltará e podemos tranquilamente jogar juntos também”, disse.

Com a vitória, o Santos leva uma imensa vantagem para o jogo de volta. Agora, o Peixe pode até ser derrotado por 1 a 0 ou 2 a 1, na Vila Belmiro, no próximo dia 10 de agosto, que consegue a classificação para as quartas de final da Libertadores.

“Temos que esquecer a vantagem. Atlético-PR pode reverter, mas não podemos deixar. Ainda não passamos de fase”, concluiu Kayke.

‘Dono do jogo’, Lucas Lima valoriza dedicação do Santos: “Honramos”

Lucas Lima foi o ‘dono’ da partida entre Santos e Atlético-PR, nesta quarta-feira, na Vila Capanema. Inspirado, o camisa 10 chamou a responsabilidade, colocou a bola no chão e conduziu o Peixe na virada por 3 a 2 sobre o Furacão, no confronto de ida das oitavas de final da Libertadores.

O meia, inclusive, foi eleito o melhor em campo pelos organizadores da competição. Porém, mesmo assim, Lucas Lima acabou sendo substituído por Emiliano Vecchio aos 42 minutos do segundo tempo. Incomodado com a saída, ele chegou a reclamar com a comissão técnica, mas negou qualquer atrito com Levir Culpi e exaltou a raça dos santistas no Paraná.

“Foi mais uma situação que nossa defesa estava pedindo um volante para proteger mais o setor, foi só no calor da partida mesmo. O mais importante foi o empenho e a dedicação da nossa equipe, honramos aí com o apoio da nossa torcida maravilhosa e conseguimos um grande resultado”, disse o meia na saída do gramado.