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Santos 0 x 0 Independiente-ARG

Data: 28/08/2018, terça-feira, 19h30.
Competição: Copa Libertadores – Oitavas de final – Jogo de volta
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 36.566 pessoas (33.642 pagantes e 2.924 não pagantes.)
Renda: R$ 964.598,50.
Árbitro: Julio Bascúnan (CHI).
Auxiliares: Carlos Astroza e Claudio Rios (ambos do CHI).
Cartões amarelos: Gustavo Henrique, Alison e Derlis González (S); Brítez e Bustos (I).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo (Robson Bambu) e Diego Pituca; Alison (Jean Mota), Carlos Sánchez e Derlis González; Rodrygo, Gabriel e Bruno Henrique (Bryan Ruiz).
Técnico: Cuca

INDEPENDIENTE
Campaña; Figal, Brítez, Franco e Gastón Silva; Francisco Silva, Bustos (Domingo) e Pablo Hernández; Silvio Romero (Braian Romero), Meza e Gigliotti.
Técnico: Ariel Holan



Santos volta a empatar com o Independiente e aguarda pela Justiça

Em partida de pouca criatividade e muita “pilha”, o Santos empatou em 0 a 0 com o Independiente-ARG na noite desta terça-feira, no Pacaembu. Com o resultado, o Peixe está por ora eliminado por conta da punição da Conmebol. A partida terminou antes do fim, aos 35 minutos do segundo tempo, por conta de arremessos de bomba e tentativas de invasão ao gramado.

A confederação declarou o Peixe como derrotado por 3 a 0 na ida, em Avellaneda, pela suposta escalação irregular de Carlos Sánchez. Em campo, as equipes empataram em 0 a 0 lá.

O alvinegro promete ir até as “últimas consequências” pela reversão do resultado. Se obter sucesso, o 0 a 0 da ida seria mantido e, com o mesmo placar na volta, a Conmebol precisaria encontrar solução, como uma disputa de pênaltis ou nova partida entre os clubes.

Se não obter sucesso, o Santos será eliminado nas oitavas de final da Libertadores. O Independiente espera para enfrentar Racing ou River Plate nas quartas.

O jogo

Motivado pela decisão da Conmebol, o Santos transformou a raça em pilhação e errou muitos passes, exagerou nas faltas e pouco criou.

A maioria das jogadas foram tentadas pelo alto – e em vão. O melhor lance veio numa arrancada de Rodrygo, com passe perfeito para Gabigol. O camisa 10, sozinho, parou no goleiro Campana, aos sete minutos.

O Independiente, copeiro, picou o jogo, valorizou cada saída de bola e deixou o tempo passar.

O Peixe só voltou a finalizar aos 30 minutos, quando Derlis González atravessou o jogo e Bruno Henrique chutou colocado, mas fraco, para o goleiro encaixar.

Aos 38, Sánchez enfiou boa bola para Gabigol na ponta direita. O atacante chutou cruzado e Campana desviou para escanteio.

E aos 43, quase veio o castigo. Sánchez cobrou um de vários escanteios ruins e, após contra-ataque perfeito, o goleiro Vanderlei cometeu pênalti com a defesa exposta e três dos visitantes contra um. O camisa 1 deu esperança à equipe e defendeu a cobrança de Meza.

A nova tentativa do técnico Cuca num 4-4-2 com quatro atacantes não funcionou, mesmo com o diferencial de Rodrygo pela esquerda e Bruno Henrique por dentro. Faltou criatividade na etapa inicial.

O Santos voltou para o segundo tempo com esquema tático diferente (e corrigido). Bryan Ruiz entrou na vaga de Bruno Henrique.

Sem quatro atacantes, o Peixe passou a criar mais. Aos seis minutos, Victor Ferraz cruzou e Gabigol, na pequena área, desviou para fora. E aos 10, Sánchez cruzou, Bryan Ruiz e Gustavo Henrique desviaram e a bola foi para fora.

A resposta do Independiente veio quando o placar marcava 17 minutos. Francisco Silva chutou de fora da área e Vanderlei se esticou inteiro para defender com a ponta dos dedos.

O Independiente passou a dominar o jogo e ficar mais perto do gol. O Santos piorou com o passar do tempo e viu uma bola no travessão de Vanderlei, em chute de Hernández aos 28.

Aos 35, após uma bomba no gramado, o jogo foi paralisado. Outras foram arremessadas e, com tentativas de invasão e policiamento em campo, a arbitragem encerrou a eliminatória.

Bastidores – Santos TV:

Cuca não poupa Santos por erro com Sánchez: “Tem que melhorar muito”

O técnico Cuca não teve papas na língua ao falar sobre o episódio envolvendo o uruguaio Carlos Sánchez, que, segundo a Conmebol, foi escalado de maneira irregular no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores, contra o Independiente, em Avellaneda. Após a partida, que foi cancelada por falta de segurança nesta terça-feira, no Pacaembu, o treinador santista foi bastante crítico à diretoria do clube.

“Podem amanhã até me mandarem embora, mas tenho que falar: o Santos tem que melhorar muito profissionalmente, internamente, muito, não é pouca coisa. Isso que ocorreu é um erro muito grave, porque é o bê-a-bá, isso resulta em tudo o que aconteceu hoje, sem poder dormir em cima dos erros que foram causados, que não foram por nós, mas de uma forma geral é nosso, porque é o Santos”, afirmou Cuca.

Revoltada por conta da decisão da Conmebol em punir o Santos, a torcida do clube ameaçou invadir o gramado já na reta final da partida. Alguns torcedores chegaram a pular o alambrado do estádio, mas foram contidos pelos policiais. Um deles, inclusive, fez com que Cuca se intrometesse na confusão, pedindo aos militares para que maneirassem na forma com a qual lidava com os santistas mais exaltados.

“Quero poder ajudar o Santos com a experiência que eu tenho vivida em outros clubes, até recentemente, nos clubes de São Paulo, poder mostrar algum caminho para o pessoal, mas o pessoal tem que abrir os braços, melhorar junto”, completou Cuca.

Com a eliminação na Copa Libertadores, o Santos terá apenas o Campeonato Brasileiro para disputar até o final da temporada. Atualmente, o time figura na 12ª colocação na tabela, último posto que garante vaga na Copa Sul-Americana do ano que vem. Basta saber se a diretoria irá manter Cuca no cargo mesmo após as duras críticas por conta da falta de profissionalismo de quem hoje dirige o Peixe.

Cuca se envolve em confusão com a PM para defender torcedor

O técnico Cuca se envolveu em uma grande confusão na noite desta terça-feira, após o fim adiantado do confronto com o Independiente, no Pacaembu, pela volta das oitavas de final da Copa Libertadores. Isso porque o treinador santista foi tentar defender um dos torcedores detidos pelos policiais, fato que não agradou os militares.

Segundo Cuca, a força que estava sendo utilizada pelos soldados para deter os torcedores que invadiram o gramado era desnecessária. Além da invasão, pedaços de cadeiras, sinalizadores e bombas foram arremessadas no gramado, o suficiente para que a Polícia Militar entrasse em confronto com os santistas.

“Quando estava saindo de campo, um torcedor tentou invadir, os policiais o detiveram, mas do jeito que o menino estava, tentei tirar a gravata que o policial deu nele, porque o olho dele já estava saindo, ele estava desesperado. Faria isso por qualquer pessoa. Queria só tirar a mão do policial, “você está matando o menino, calma, não precisa fazer tanta força assim”. Faria isso por um argentino, brasileiro, qualquer um. Força exagerada demais em cima do menino, não era necessário”, disse Cuca em entrevista coletiva.

Ao lado de seguranças do Santos e alguns jogadores, Cuca rapidamente se viu cercado pela imprensa, policiais e outras pessoas que tinham acesso ao gramado. Apesar da grande confusão, o treinador conseguiu se dirigir ao vestiário posteriormente e, mais calmo, explicou a situação, garantindo que não possui qualquer rusga com a polícia.

“Está errado o rapaz de invadir o campo, mas não precisava disso. Mas não teve o que falaram, não levei porrada, só fui tentar acalmar uma situação, o Vladimir também estava. Enfim, já passou. Não tem nada demais, respeito e muito o trabalho da polícia, sempre vou respeitar”, completou.

Com o fim da partida aos 37 minutos do segundo tempo, o Santos foi eliminado da Libertadores graças à Conmebol, que decidiu penalizar o Peixe com uma derrota simbólica de 3 a 0 após a escalação de Carlos Sánchez, que, na visão da entidade, tinha de ter cumprido suspensão no jogo de ida contra o Independiente.

Victor Ferraz desabafa após eliminação no Santos: “Um dos piores dias da minha vida”

Capitão do Santos, Victor Ferraz desabafou após o empate em 0 a 0 com o Independiente na noite desta terça-feira, no Pacaembu, e a eliminação nas oitavas de final da Libertadores da América.

O lateral-direito lamentou a decisão da Conmebol – ainda mais por ter sido horas antes da partida -, e se colocou no lugar do torcedor santista.

“Sou um cara extremamente centrado, mas até para mim foi muito difícil. Você se sente incapaz. Fugiu do que a gente poderia fazer. Se a gente toma os 3 a 0 na ida, a culpa era nossa. Agradecemos ao torcedor que acreditou, mas não deu. Era o jogo da minha vida. Acordei de manhã, olhava a internet, não tinha saído o resultado, dormia mais um pouquinho. São duas copas perdidas estranhamente”, disse Victor Ferraz.

“Agora, com a cabeça mais fria, ele (árbitro) foi prudente. A situação era perigosa. Eu queria na hora que ele não acabasse o jogo. Sabia que não faríamos três gols, mas queria pelo menos um, para que a nossa luta tivesse recompensa. O futebol é feito para os torcedores. Os caras pegaram dois dias de ônibus para um jogo que não valeu (em Avellaneda) Recebemos várias mensagens de torcedores que fizeram loucuras para nos ver. Isso não valeu de nada. O jogo não valeu, a Conmebol tirou o resultado. Fomos com a motivação, apoio da torcida. Fizemos o que dava. Essa noite foi uma das piores da minha vida”, completou.

Gabigol mininiza chances perdidas: “Decidiram o jogo fora do campo”

Gabigol perdeu as duas principais chances do Santos, uma em cada tempo, no empate em 0 a 0 com o Independiente na noite desta terça-feira, no Pacaembu. O camisa 10, porém, minimizou os lances.

“Não foi isso que decidiu. O jogo foi decidido fora do campo. Fomos muito prejudicados. Ficamos tristes pela confusão, não queremos brigas, mas entendemos a revolta. Fomos injustiçados na Copa do Brasil (contra o Cruzeiro) e hoje resolveram fora de campo”, disse o atacante.

O Santos promete recorrer na Conmebol, mesmo que não tenha vencido. A confederação declarou o Peixe derrotado por 3 a 0 por conta da escalação irregular de Carlos Sánchez na ida das oitavas de final da Libertadores da América, em Avellaneda. Se o departamento jurídico conseguir, o 0 a 0 seria mantido e, com a nova igualdade no Pacaembu, alguma solução teria que ser tomada, como apenas uma disputa de pênaltis.

“Se derem 0 a 0 lá e 0 a 0 aqui, a gente vem e bate os pênaltis, a torcida iria comparecer, mas é difícil”, explicou.

Por fim, Gabriel prometeu entrega máxima do elenco até o fim do ano, mesmo sem a disputa de títulos. O Santos tem apenas o Campeonato Brasileiro e é o 12º colocado, com 24 pontos.

“Estamos jogando no Santos, um clube imenso, com uma grande torcida. Não há motivação maior. Se só tivesse amistosos até o fim do ano, teríamos a mesma vontade”, concluiu.

Rodrygo diz que faria o mesmo da torcida e lamenta última Libertadores

A partida entre Santos e Independiente-ARG terminou em 0 a 0 antes do fim por conta de atos de parte da torcida – tentativas de invasão e bombas arremessadas ao gramado. Em entrevista após o apito final, Rodrygo entendeu o ocorrido e disse que faria o mesmo.

“Eu sou torcedor, sei como é, e faria a mesma coisa dos santistas no estádio. A gente ficou tranquilo (com as bombas e tentativas de invasão”, disse o atacante.

A joia disse que todos sabiam da dificuldade de reverter o 3 a 0 imposto pela Conmebol na ida pela escalação irregular de Carlos Sánchez, mas acreditava numa virada histórica.

“Entramos tentando fazer história, mas sabíamos que seria difícil. Uma vez ou outra isso acontece”, afirmou.

Por fim, Rodrygo lamentou a última Libertadores pelo Santos. Ele se apresentará no Real Madrid em julho de 2019 e só poderá atuar num possível retorno à Vila Belmiro.

“Não sei quando vou jogar Libertadores de novo pelo Santos. Fico muito triste. Posso jogar se talvez eu voltar um dia”, concluiu.


Entidade vê erro do Peixe e decreta vitória do Independiente por 3 a 0 em jogo das oitavas da Libertadores; Sánchez pode jogar nesta terça, e clube vai recorrer ao Tribunal Arbitral do Esporte



A Conmebol puniu o Santos, em decisão divulgada nesta terça-feira, no Paraguai, por considerar irregular a escalação do meio-campista Carlos Sánchez no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores, contra o Independiente, na Argentina – na última terça-feira, os times tinham empatado em 0 a 0, em Avellaneda. O clube vai recorrer da decisão, de acordo com o advogado Mario Bittencourt, que participou da defesa do Santos.

A entidade modificou o resultado da partida e decretou vitória do Independiente por 3 a 0. Nesta terça, no Pacaembu, o Santos terá que vencer por quatro gols de diferença para avançar direto para as quartas de final – 3 a 0 leva a disputa para os pênaltis.

O Tribunal de Disciplina da Conmebol divulgou comunicado às 10h49 da manhã, menos de nove horas antes do jogo de volta das oitavas de final da Libertadores, marcado para 19h30. Além da punição ao clube, a suspensão de um jogo ao atleta tinha sido mantida, mas a entidade voltou atrás: Sánchez está liberado para jogar nesta terça. A entidade deu prazo de sete dias para o Santos recorrer.

“A Conmebol resolve declarar como perdedor o Santos Futebol Clube na partida disputada em 21 de agosto, determinar o resultado de 3 a 0 a favor do Club Atlético Independiente e confirmar a suspensão do jogador Carlos Andrés Sanchez Arcosa”, diz trecho do comunicado.

O Santos promete recorrer também ao TAS, Tribunal Arbitral do Esporte, com sede na Suíça. O clube havia apresentado uma defesa por escrito na última sexta e pôde reforçar os argumentos oralmente na segunda. A delegação santista no Paraguai teve o presidente José Carlos Peres, o diretor jurídico Rodrigo Gama e o advogado Mario Bittencourt – este último conhecido como “o advogado do Fluminense”, por ter atuado no caso Héverton, que culminou no rebaixamento da Portuguesa e na salvação do Flu no Campeonato Brasileiro de 2013.

O Peixe protocolou uma petição pedindo a reconsideração da decisão com relação à parte da decisão da Conmebol que determina que o Sánchez não pode jogar nesta terça-feira porque isso é contrário às normas da Fifa, que diz que se os pontos foram tirados, o jogador não pode ser suspenso.

Um advogado especializado no tema consultado pelo GloboEsporte.com afirmou que o regulamento da Fifa não se aplica ao caso, apenas aos torneios da Fifa. O regulamento da Conmebol não é claro nesse sentido.

Até o final da tarde, o Santos vai dar entrada numa outra petição, para que a Conmebol anuncie os motivos que levaram a entidade a punir o clube. O Peixe quer fundamentar o recurso com as justificativas da entidade.

O Santos se pronunciou através de um comunicado oficial em seu site:

“O Santos FC vem a público manifestar o descontentamento e a resignação com a punição imposta ao Clube pelo Tribunal Disciplinar da Conmebol na manhã desta terça-feira.

Não bastasse o estranhar da lenta decisão, a punição publicada não tem o menor embasamento legal ou jurídico. Além do que, pune duplamente o Santos FC, com a perda do jogo e a manutenção da suspensão do jogador Carlos Sánchez.

Por fim, em busca do direito do torcedor santista, o Clube declara publicamente que irá à todas instâncias cabíveis, a fim de que a Justiça sobre o caso seja feita.”

Veja abaixo o comunicado da Conmebol, na íntegra:

“Considerando:

(i) Que os citados artigos 56 e 19.3 permitem a qualquer clube reclamar contra o resultado de uma partida por motivo de escalação indevida de um jogador do time adversário até 24 horas depois da partida e o Club Atlético Independiente interpôs a citada reclamação dentro do prazo e formato

(ii) Que o Santos Futebol Clube apresentou por escrito sua defesa no tempo e formato no dia 24 de agosto de 2018 e no dia 27 de agosto de 2018 foi concedido o direito de ser ouvido em audiência diante deste Tribunal antes da sua decisão

(iii) Que o Tribunal de Disciplina decidiu que o Santos não cumpriu o dever de se comunicar diretamente com a Unidade Disciplinaria conforme o artigo 9 do Regulamento da Conmebol Libertadores 2018

(iv) Conforme o Artigo 19.1 do RD (Regulamento Disciplinar), qualquer time que seja responsável por uma escalação indevida se considerará como perdedor desse jogo por 3-0

(v) Que o Tribunal de Disciplina decidiu o Santos Futebol Clube como responsável da infração de escalação indevida do jogador Carlos Andres Sanchez no cumprimento da sanção pendente de 1 partida de suspensão

Portanto, o Tribunal de Disciplina decidiu:

1) Fazer valer a reclamação apresentada pelo Club Atlético Independiente;
2) Declarar como perdedor o sanrtos Futebol Clube da partida disputada ante o Club Atlético Independiente, correspondente a ida das oitavas de final da Libertadores 2018 e, em consequência:
3) Determinar o resultado de 3 a 0 a favor do Club Atlético Independiente em conformidade ao artículo 19 do Regulamento Disciplinar da Conmebol
4) Confirmar a suspensão do jogador Carlos Andrés Sanchez Arcosa por uma partida, a qual deve ser cumprida na partida seguinte da Libertadores 2018 (o jogo desta terça no Pacaembu).

Tribunal de Disciplina da Conmebol”


Independiente 0 x 0 Santos (Punição: 3 x 0)

Data: 21/08/2018, terça-feira, 21h45.
Competição: Copa Libertadores – Oitavas de final – Jogo de ida
Local: Estádio Libertadores da América, em Avellaneda, Argentina.
Árbitro: Diego Haro (PER).
Auxiliares: Jonny Bossio e Victor Raez (ambos do PER).
Cartões amarelos: Bustos, Francisco Silva, Cerutti e Gastón Silva (I); Lucas Veríssimo, Carlos Sánchez, Dodô e Gabriel (S).
Cartão vermelho: Dodô (S).

INDEPENDIENTE (ARG)
Campaña; Bustos, Burdisso, Brítez e Gastón Silva; Francisco Silva, Pablo Hernández e Meza; Cerutti (Verón), Romero (Pizzini) e Gigliotti.
Técnico: Ariel Holan

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Dodô; Alison, Diego Pituca e Carlos Sánchez (Bryan Ruiz); Rodrygo (Derlis González), Bruno Henrique (Eduardo Sasha) e Gabriel.
Técnico: Cuca



Santos vai bem na defesa, não chuta e segura empate com o Independiente

O Santos empatou em 0 a 0 com a o Indpendiente-ARG na noite desta terça-feira, em Avellaneda, pela ida das oitavas de final da Libertadores da América.

O Peixe foi muito bem defensivamente, mas pouco criou e terminou a partida sem uma finalização sequer a gol. Aos 36 minutos do segundo tempo, Dodô foi expulso e quase complicou o alvinegro.

Bruno Henrique e Rodrygo erraram tudo, a bola pouco chegou em Gabigol e as entradas de Derlis González e Eduardo Sasha no segundo tempo não surtiram efeito. Gigliotti, livre na pequena área, desperdiçou chance inacreditável na etapa final.

O Santos tentará a vaga nas quartas de final da Libertadores na próxima terça-feira, no Pacaembu. Novo 0 a 0 leva a decisão para os pênaltis. Empate com gols classifica o Independiente por conta do gol qualificado.

O jogo

O Santos não se intimidou com o Estádio Libertadores da América e foi para cima do Independiente nos primeiros minutos. Com as linhas de defesa adiantadas e marcação alta, o Peixe dominou as ações iniciais.

O problema foi a má atuação do trio de ataque, principalmente Bruno Henrique. Gabigol e Rodrygo também destoaram. E com a bola batendo e voltando, os donos da casa se animaram.

A defesa do Peixe se manteve bem postada, então o Rojo apostou na bola parada e nas finalizações de fora da área. Meza, Cerutti e Gigliotti levaram perigo dessa forma.

Aos 25 minutos, o alvinegro teve sua melhor chance, quando Sánchez enfiou ótimo passe para Rodrygo e a joia foi preciosista, deu um toque a mais e foi cortado por Francisco Silva. Bruno Henrique estava sozinho no segundo pau.

No segundo tempo, o Santos não conseguiu mais controlar o jogo e viu o Independiente se lançar ao ataque. Para a sorte do Peixe, foi mais suor do que qualidade.

A defesa alvinegra se manteve bem postada e o Rojo não criou uma jogada sequer pelo meio. Enquanto isso, o ataque se manteve inerte. Bruno Henrique e Rodrygo erraram quase tudo e foram substituídos no começo da etapa final para as entradas de Derlis González e Eduardo Sasha.

A melhor chance do Independiente veio com Gigliotti, aos 24 minutos. Vanderlei não saiu do gol, Cerutti ganhou pelo alto de Victor Ferraz e ajeitou para o centroavante, livre na pequena área, isolar. Na metade final do segundo tempo, os donos da casa seguiram insistindo, mas só assustaram de longe ou em cruzamentos. Aos 31, eles voltaram a ficar perto do primeiro gol.

Silva bateu de fora da área e Vanderlei espalmou para o escanteio. No levantamento, Burdisso cabeceou fraco e o goleiro, inseguro, soltou. No rebote, Brítez fez falta e não conseguiu marcar.

Aos 36 minutos, Dodô recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. Dali em diante, o Santos se fechou na defesa e segurou o empate em Avellaneda. Em resumo: defesa muito bem, ataque muito mal.

Bastidores – Santos TV:

Cuca lamenta atuação dos pontas e minimiza Santos sem finalizar em empate

O Santos não finalizou uma vez sequer a gol no empate em 0 a 0 com o Independiente-ARG nesta terça-feira, em Avellaneda, mas o técnico Cuca minimizou a falta de poderio ofensivo.

O treinador admitiu o rendimento ruim de Rodrygo e Bruno Henrique, porém, lembrou da derrota por 1 a 0 para o América-MG, pelo Campeonato Brasileiro, ainda sob o comando do auxiliar Serginho Chulapa.

“Jogamos compacto, uma zona de 40 metros, e não encaixamos um contra-ataque. Rodrygo e Bruno Henrique saíram machucados. Se estivessem em uma boa noite, teríamos grandes chances de fazer um gol. Hoje, mais do que jogar bem, era um bom resultado. Levamos a decisão para o Brasil”, disse o técnico, em entrevista coletiva.

“Lembro do Santos sair com 30 e poucas finalizações contra o América-MG e não ganhar. Quantas finalizações teve o adversário? Foi jogo de poucas chances e temos que valorizar o resultado”, completou o treinador.

Pituca diz que Santos não conseguiu se impor, mas comemora empate na Argentina

Diego Pituca admitiu que o Santos não conseguiu se impor, mas comemorou o empate em 0 a 0 com o Indepediente-ARG na noite desta terça-feira, em Avellaneda, pela ida das oitavas de final da Libertadores da América.

“Sabíamos que seria difícil. Viemos para ganhar, não conseguimos e levamos esse empate. Em casa vamos em busca da classificação. Não conseguimos impor nosso jogo, mas empate é comemorado e vamos levar a classificação”, disse Pituca, à Fox Sports.

O Peixe foi muito bem na defesa e só sofreu em cruzamentos ou finalizações de fora da área, porém, não finalizou uma vez sequer a gol. Depois de Dodô ser expulso, aos 36 minutos do segundo tempo, o alvinegro segurou o empate.

Conmebol avalia punição por escalação de Sánchez; Santos não vê risco

A Conmebol avalia punição ao Santos por suposta escalação irregular de Carlos Sánchez no empate em 0 a 0 com o Independiente nesta terça-feira, em Avellaneda, pela ida das oitavas de final da Libertadores da América. Se confirmada, o Peixe perderia por 3 a 0. O alvinegro, porém, não vê risco.

A confederação emitiu um comunicado nesta quarta-feira informando sobre a investigação. Sánchez foi suspenso por três partidas em 2015, pelo River Plate, por ter agredido a um gandula contra o Huracán, em novembro, pela semifinal da Sul-Americana. O uruguaio não disputou outras partidas da Conmebol desde então.

A confederação, em seu centenário em 2016, declarou anistia para as suspensões. O Independiente afirma que a redução foi de metade das penas e Sánchez não poderia ter atuado em Avellaneda. O Santos tranquiliza o torcedor.

“Não há risco. A torcida pode ficar tranquila. O Sistema COMET, da Conmebol, informa a baixa no cumprimento de sanções disciplinares ao Carlos Sánchez desde 24 de maio de 2018. É o único sistema oficial e eletrônico da Conmebol”, disse Rodrigo Gama Monteiro, gerente jurídico do Santos, à Gazeta Esportiva.



Observação:

Em 28/08/2018, a Conmebol puniu o Santos por considerar irregular a escalação do meio-campista Carlos Sánchez no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores, contra o Independiente, na Argentina, quando os times empataram em 0 a 0 em Avellaneda.

A entidade modificou o resultado da partida e decretou vitória do Independiente por 3 a 0, forçando o Santos a tentar vencer a segunda partida por quatro gols de diferença para avançar direto para as quartas de final. O resultado de 3 a 0 levaria a disputa para os pênaltis.

Santos 0 x 0 Real Garcilaso-PER

Data: 24/05/2018, quinta-feira, 19h15.
Competição: Copa Libertadores – Grupo 6 – 6ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 5.016 pagantes
Renda: R$ 119.075,00
Árbitro: Alexis Herrera (VEN)
Auxiliares: Luiz Murillo e Jorge Urrego (ambos da VEN).
Cartões amarelos: Daniel Guedes e Lucas Veríssimo (S); Morales, Cóssio e Arismendi (RG).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Diego Pituca (Copete), Jean Mota (Renato) e Vitor Bueno (Yuri Alberto); Gabriel, Rodrygo e Eduardo Sasha.
Técnico: Jair Ventura

REAL GARCILASO
Morales; Arismendi, Dulanto, Lojas e Cóssio; Kontogiannis, Tragodara (Mendoza), Archimbaud, Ramúa (Pérez) e Landauri (Santillán); Vidales.
Técnico: Tabaré Silva



Santos decepciona, só empata com o Garcilaso, mas avança como líder

Em dia de greve dos caminhoneiros e de filas quilométricas nos postos de gasolina, faltou combustível ao Santos na noite desta quinta-feira, na Vila Belmiro, no empate em 0 a 0 com o Real Garcilaso-PER.

Diante de uma equipe fraca e já eliminada, o Peixe penou. Sem inspiração, abusou dos cruzamentos e ouviu vaias ao apito final. A única boa notícia foi a classificação como líder do Grupo 6 e a vantagem de decidir as oitavas de final da Libertadores da América em casa. O Estudiantes-ARG venceu o Nacional-URU e avançou como segundo.

Em baixa e longe do futebol ofensivo pregado pelo técnico Jair Ventura, o Santos voltará a campo no domingo para enfrentar o Cruzeiro, no Pacaembu, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro.

O jogo

O Santos teve 75% da posse de bola no primeiro tempo, girou o jogo de um lado para o outro a todo tempo, mas não criou como poderia. Longe disso.

Foram duas chances claras, uma com Rodrygo, aos 16 minutos, depois de lançamento de Jean Mota, e outra em boa finalização de Eduardo Sasha, aos 37′. No rebote, Vitor Bueno, com pouco ângulo, desperdiçou na pequena área.

Na saída para o intervalo, os poucos torcedores presentes na Vila Belmiro se dividiram entre aplausos e vaias. Uma das organizadas gritou: “Não é mole não, jogando com vontade ninguém ganha do Peixão”.

Nas primeiras ações do segundo tempo, o Santos até pareceu que seria um time diferente, mas não foi assim. Depois de certa pressão, o Peixe voltou a ser monótono.

Posse de bola sem objetividade, desorganização e excesso de cruzamentos. Nada muito trabalhado e noite sem inspiração de pilares da equipe, como Eduardo Sasha, Rodrygo e Gabigol. Diego Pituca, estreante em Libertadores, se destacou.

Nos minutos finais, o técnico Jair Ventura confirmou o discurso de ofensividade, que só fica na teoria, e colocou Yuri Alberto e Copete nas vagas de Vitor Bueno e Pituca, respectivamente. Sim, o Peixe terminou com um meia e cinco atacantes.

O 4-1-5 deu certo? Não. No desespero, o alvinegro ainda assustou o fraco Garcilaso em alguns momentos, porém, merecidamente, o zero não saiu do placar. E a bola comemorou o apito final.

E na Argentina, o Estudiantes virou sobre o Nacional-URU, venceu por 3 a 1 e se classificou como segundo colocado do Grupo 6. O Santos venceu a equipe de La Plata na Vila Belmiro e também em Quilmes.

Bastidores – Santos TV:

Jair fala ‘verdades’ para defender o Santos: “Não podemos apagar a luta”

O Santos tem sido cobrado pelo desempenho ruim nos últimos jogos. E depois do empate em 0 a com o Real Garcilaso-PER nesta quinta-feira, na Vila Belmiro, o técnico Jair Ventura se defendeu com “verdades”.

“O treinador fica confortável com os dois, nunca só com o resultado (também o desempenho). Os objetivos são objetivos. Queremos dar show também. E vamos trabalhar para dar alegria à torcida. Podemos ser campeões sem jogar melhor futebol, mas vamos trabalhar para isso. Podemos melhorar, estamos trabalhando para isso. Ano de pilares no Santos, a troca de gestão, troca de comando técnico e troca de elenco. Saíram 16 jogadores. É desculpa ou verdade? Ainda mais com Copa e pré-temporada curta. Não estamos alcançando o futebol objetivo, mas que bom que estamos conseguindo os objetivos. E agora é transformar isso em situações ainda melhores. Agora é mata-mata. Santos foi eficiente, queremos alcançar os objetivos e alcançar o futebol vistoso. Não podemos apagar a entrega do grupo, perdemos mais um machucado, o terceiro seguido, Pituca saiu com cãibras e nem foi pra oração, estava desgastado. Torcida tem toda razão quando só conquistamos objetivos e não jogamos bonito. Mas Santos está vivo. São poucas vivas em três competições”, disse Jair, em entrevista coletiva.

O treinador explica a formação tática e o excesso de cruzamentos – mais de 50 na partida. O discurso foi de valorizar a classificação em primeiro lugar do Grupo 6 para as oitavas de final.

“Jogamos no 4-2-4 sem cara de área, trazendo Rodrygo e Gabriel para flutuar e ganhar um meio. É um subsídio (cruzamento), não algo que treinou. Treinamos a valorização da posse, aproximação, comunicação entre linhas e entrar com toques rápidos. Com as dificuldades, usamos os cruzamentos e chutes de fora da área. Não treinamos assim. O que menos treinamos foram cruzamentos. Usamos como subsídio. Foram mais de 20 finalizações no total”, explicou.

“Quando vamos encontrar time com linha de cinco e linha de quatro na frente, tem que alternar o jogo. Cruzamos muito, sim, mas chutamos muito de média e longa distância, uma situação contra a retranca. Tivemos dificuldade de entrar, se defenderam bem. Não podemos tirar a vontade que os jogadores tiveram, a entrega, jogamos no campo deles, mas não fomos eficientes pela vitória. Torcida queria a vitória, tudo que eu falar pode soar como desculpa, queremos a vitória também, todos nós, fizemos o nosso melhor para conseguir, mas hoje não conseguimos. Não dá para apagar a luta, acabamos com cinco atacantes, tentando. Talvez um gol num momento melhor abre situação até para goleada. Ficamos tristes pela não vitória, mas com chave difícil, 10 títulos envolvidos, fomos superior e nos classificamos com duas rodadas de antecedência. Pelo jogo hoje, foi ruim, temos obrigação de vencer, mas no somatório total, em grupo difícil, passamos em primeiro. E isso não dá para esconder”, completou.

Dodô pede ajuda à torcida do Santos: “Meninos sentem as vaias”

O clima ficou hostil na Vila Belmiro depois do empate do Santos em 0 a 0 com o Real Garcilaso-PER na noite desta quinta-feira, na Vila Belmiro. Após o apito final, a torcida organizada gritou frases como: “Ou joga por amor ou joga por terror” e “Se domingo não ganhar, o pau vai quebrar”.

Diante desse cenário, Dodô pediu ajuda aos santistas. O lateral-esquerdo afirma que a ansiedade atrapalhou o Peixe pela Libertadores e garante que as vaias prejudicam os mais jovens.

“Sobre a ansiedade, pode ser um pouco, principalmente mais jovens. Rodrygo tentou muito de fora da área. Todos queremos vencer e ficamos ansiosos, mas mostrou que estávamos incomodados. Eu trabalhei na Sampdoria com um treinador que me fez crescer muito. E dizia que eu tinha que ser menos brasileiro, menos bonito. Não estimulava jogo plástico e bonito. E aqui é o contrário. Ele incentiva o Rodrygo e a todos pelos lances plásticos. Eu mesmo protagonizei alguns. De fora, parece que ele tem cobrado não fazermos. E é o contrário. Eu tinha que ser menos brasileiro possível e isso me deixava triste. Não jogava do jeito que queria. Faz parte da adaptação. A mensagem que quero deixar é que temos estimulado o jogo bonito. Torcedor do Santos, não queremos jogo feio. Pelo contrário. Temos protagonizado lances bonitos durante o ano. E melhor ainda é alcançar objetivos. Sabemos o momento político e financeiro do Santos. No começo do ano, poucos de vocês apontavam o Santos como favorito. E saímos como primeiro depois de seis jogos. Temos que valorizar, sim. Temos dado o máximo. Torcedor quer 3 ou 4 a todo jogo, mas é impossível. Grêmio, melhor da América, não goleia sempre. Temos procurado evoluir”, disse Dodô.

“E dentro do DNA Ofensivo, essa busca por ele, queremos apoio do torcedor no momento ainda mais difícil da Libertadores. Foi triste hoje, estádio vazio. Contra o Estudiantes estava uma atmosfera fantástica, talvez o melhor jogo no ano. E hoje, com menos gente, com atmosfera um pouco menos bonita, a mensagem que eu quero deixar é: precisaremos de vocês. Juntos podemos alcançar o objetivo de passar para as quartas. Meninos têm sentido as vaias. Peço apoio. Juntos podemos passar. Separados, será difícil. Meninos têm ficado ansiosos com as vaias. E queremos deixar eles livres para fazer o jogo que o Santos merece”, completou.

Rodrygo, um dos destaques do time, não foi bem nesta quinta. Yuri Alberto, que entrou no segundo tempo, também foi discreto. O Santos terminou a partida com Jean Mota no “meio-campo” e cinco atacantes: Rodrygo, Yuri, Sasha, Gabigol e Copete.

Com lesão de grau 2, Vitor Bueno só voltará ao Santos depois da Copa

Vitor Bueno só voltará a jogar pelo Santos depois da Copa do Mundo na Rússia, em julho. O meia sofreu uma lesão de grau 2 após entorse no tornozelo esquerdo no empate em 0 a 0 com o Real Garcilaso-PER na noite desta quinta-feira, na Vila Belmiro, pela Libertadores. A informação foi inicialmente publicada pelo GloboEsporte.com.

Bueno foi substituído no segundo tempo da partida e saiu de campo carregado por um companheiro ao apito final. O prazo de recuperação é de um mês, quando as competições no Brasil já estarão paralisadas por conta da Copa.

Vitor Bueno ganhou a vaga de titular do Peixe com o técnico Jair Ventura e buscava reeditar a boa fase de 2016, quando foi revelação do Campeonato Brasileiro. A lesão, porém, o impede de ter sequência. No ano passado, ele passou por cirurgia no joelho.

Sem Bueno, o Santos segue com dificuldades na saga por um armador. Com o retorno de Bruno Henrique, Jair deve optar por quatro atacantes e Rodrygo mais recuado, com Gabigol e Sasha na frente.


Nacional-URU 1 x 0 Santos

Data: 01/05/2018, terça-feira, 21h30.
Competição: Copa Libertadores – Grupo 6 – 5ª rodada
Local: Estádio Gran Parque Central, em Montevidéu, Uruguai.
Árbitro: Wilmar Roldan (COL)
Auxiliares: Alexander Guzman e Cristian de la Cruz (ambos da COL).
Cartões amarelos: Léo Cittadini e Alison (S); De Pena, Romero e Barcia (N).
Cartão vermelho: Léo Cittadini (S).
Gol: Barcia (12-2)

NACIONAL
Conde; Fucile, Corujo, Polenta e Espino; Romero, Oliva, Zunino (Rodríguez) e Viúdez (Barcia); De Pena (Bueno) e Bergessio.
Técnico: Alexander Medina

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Luiz Felipe, David Braz e Dodô; Alison, Léo Cittadini e Jean Mota (Vecchio); Copete (Arthur Gomes), Rodrygo (Vitor Bueno) e Gabriel.
Técnico: Jair Ventura



Apático, Santos perde para o Nacional, mas avança na Libertadores

O Santos perdeu por 1 a 0 para o Nacional na noite desta testa terça-feira, no Uruguai, mas se classificou para as oitavas de final da Libertadores da América com uma rodada de antecedência. Antes de entrar em campo, o Peixe viu Real Garcilaso e Estudiantes empatarem. No fim da quinta rodada, o alvinegro continuou na liderança, a um ponto dos uruguaios e desperdiçou a chance de garantir o primeiro lugar.

A notícia da classificação antecipada não fez bem ao Santos. Apático, o time da Baixada Santista foi dominado pelo Nacional desde a segunda metade do primeiro tempo e não criou uma chance clara de gol em mais de 90 minutos no Estádio Parque Central.

O gol do Decano veio aos 12 minutos do segundo tempo, em falha coletiva da defesa santista. Copete perdeu bola no ataque, Daniel Guedes, Luiz Felipe e Léo Cittadini deixaram Espino sozinho, e o cruzamento encontrou Barcia, livre, no segundo pau, após cochilo de Dodô e Vanderlei estático na pequena área. Em vantagem, o Nacional administrou o resultado com tranquilidade.

O jogo:

Já classificado para as oitavas de final, o Santos entrou em campo disposto a marcar forte e explorar os espaços para contra-atacar. Nos minutos iniciais, a estratégia deu certo e o Nacional pouco criou. Na segunda metade do primeiro tempo, porém, os uruguaios cresceram e estiveram muito perto de abrir o placar.

O Peixe sofria para sair jogando e tinha um buraco no meio-campo entre a defesa e o ataque. Na melhor chance do Nacional, Espino chutou de longe, o goleiro Vanderlei errou no rebote e Romero, na pequena área, chutou na trave.

O alvinegro finalizou apenas duas vezes em 47 minutos, uma bola isolada por Gabigol e uma falta cobrada de forma direta por Daniel Guedes, acima do travessão. Rodrygo foi o destaque solitário. A joia deu duas canetas em Fucile e foi o desafogo santista pela esquerda.

Na segunda etapa, o Santos sucumbiu. O Nacional voltou ainda mais ofensivo e o Peixe, dominado, não soube se defender. Aos 12 minutos, o castigo veio em falha coletiva da defesa.

Copete perdeu a bola no ataque, caiu e pediu falta. O juiz mandou seguir, De Pena encontrou Espino entre Daniel Guedes e Luiz Felipe, e o cruzamento foi para Barcia, sozinho, só empurrar. Dodô cochilou na marcação e o goleiro Vanderlei não saiu na pequena área.

Com a vantagem, o Nacional recuou as linhas e passou a administrar o jogo. O Santos, passivo, seguiu sem criar oportunidades claras de gol. As entradas de Vecchio, Arthur Gomes e Vitor Bueno não surtiram efeito. Rodrygo, substituído após pancada de Fucile, foi substituído e preocupa. O camisa 9 se contorcia de dor em campo. A noite só pode ser pior se a joia tiver se lesionado.

Bastidores – Santos TV:

Jair pede equilíbrio ao Santos dentro e fora de casa: “Tem que vender caro”

O Santos está classificado para as oitavas de final da Libertadores da América com uma rodada de antecedência, mas mostrou fraqueza como visitante na derrota por 1 a 0 para o Nacional nesta terça-feira, no Uruguai. O Peixe foi dominado e não esboçou reação.

Depois do tropeço, o técnico Jair Ventura pediu equilíbrio ao alvinegro. Em casa, os santistas venceram e convenceram diante de Nacional, no Pacaembu, e Estudiantes, na Vila Belmiro. Fora, perderam para o Real Garcilaso, no Peru, e derrotaram o Estudiantes com muitas dificuldades na Argentina.

“Eu cobro bastante, na vitória, empate, derrota, goleada e jogo ruim. Busca da excelência é complicada. Entraremos em todas as competições para brigar por títulos. Tivemos grande aprendizado. Sofremos na altitude, grandes jogos em casa e não tão bom fora. É buscar o equilíbrio. Competição vai entrar no mata-mata e não adianta só jogar bem em casa. Tem que vender caro fora como contra o Estudiantes. Fator campo na Libertadores é muito importante”, disse Jair, em entrevista coletiva.

O treinador analisou a derrota para o Nacional e lamentou o lance do gol de Barcia em fundamento muito treinado nos últimos dias: a proteção defensiva aos cruzamentos.

“Difícil atribuir a derrota por um único motivo. Entramos classificados. E por já estarmos classificados, foi por conta do Santos ser superior. Não por mérito dos outros. A nossa responsabilidade é buscar o primeiro lugar e a obrigação de jogar no nosso melhor. Mas o adversário trabalhou muito bem nos nossos erros. As melhores chances deles foram nos nossos erros. As melhoras oportunidades fora do Nacional. Treinamos muito nossos cruzamentos. Acabamos tomando gol em um dos 30 cruzamentos. Mérito do Nacional. A responsabilidade é nossa. Não fizemos um grande jogo como fizemos contra o Estudiantes, em casa”, completou.

Santistas admitem superioridade do Nacional em derrota: “Má partida”

O Santos perdeu por 1 a 0 para o Nacional nesta terça-feira, no Uruguai, sem ter criado uma oportunidade clara de gol. Três finalizações e apenas uma na direção do gol. E como não poderia ser diferente, os jogadores admitiram o rendimento abaixo do esperado.

O goleiro Vanderlei e o volante Alison analisaram a atuação em Montevidéu. A dupla, alicerce santista na temporada, não foi bem. O camisa 1 mostrou insegurança e o volante não marcou como de costume.

“Não fizemos uma boa partida, como contra o Estudiantes. Eles foram superiores e conseguiram a vitória”, resumiu Alison, ao SporTV.

“Fizemos uma má partida. Tivemos a proposta do contra-ataque, mas não tivemos oportunidades. Falhamos no último passe. Fomos pressionados, era o jogo da vida deles. Agora é buscar o primeiro lugar”, analisou Vanderlei.

“É um grupo difícil, era importante classificar o quanto antes. Temos a oportunidade de passar primeiro e pensar nos outros campeonatos”, completou.

Mesmo com a derrota, o Santos se classificou para as oitavas de final com uma rodada de antecedência. O Peixe buscará o primeiro lugar do Grupo 6 no dia 24, em partida contra o Real Garcilaso-PER, no Pacaembu.

Cittadini é expulso no vestiário e desfalcará o Santos na Libertadores

Léo Cittadini recebeu o segundo cartão amarelo nos minutos finais da derrota por 1 a 0 para o Nacional, nesta terça-feira, no Uruguai. O árbitro Wilmar Roldan só percebeu após o apito final e foi expulsar o meia no vestiário. Com isso, ele será desfalque do Santos na partida contra o Real Garcilaso-PER, dia 24, no Pacaembu.

Cittadini pode ser substituído por Renato ou Vecchio. Outra alternativa é escalar Bruno Henrique ao lado de Eduardo Sasha e Rodrygo, com Rodrygo mais recuado, numa espécie de armador.

Bruno ficará à disposição pela primeira vez na fase de grupos da Libertadores. O atacante foi suspenso por cinco partidas pela expulsão em cusparada na eliminação santista para o Barcelona de Guayaquil, em 2017.

Rodrygo torce o tornozelo e vira preocupação no Santos

Além da derrota para o Nacional, no Uruguai, a derrota do Santos nesta terça-feira, pela Libertadores, trouxe outra notícia ruim: Rodrygo substituído após entorse no tornozelo esquerdo.

O atacante do Peixe foi marcado de forma dura por Fucile e, em uma das divididas no segundo tempo, o camisa 9 foi tocado, sofreu a torção e se contorceu de dor em campo antes de ser substituído por Vitor Bueno.

“Minha preocupação maior não foi a derrota, mas a lesão no Rodrygo. Lamentável pararem a técnica, habilidade e improviso com a violência. Uma pena. Vamos torcer para que não seja nada grave. Intensidade é muito alta. Se perdermos jogadores por pancada ou carrinho, prejudica mais ainda. Cobramos futebol arte e é parado com violência”, disse Jair Ventura, em entrevista coletiva.

Rodrygo iniciou o tratamento com gelo ainda no banco de reservas e será avaliado pelo departamento médico do alvinegro para saber se há alguma lesão. Em uma primeira avaliação, não acreditam em algo grave. A princípio, não haverá necessidade do exame de ressonância magnética.

Veja abaixo os lances do duelo entre o atacante Rodrygo e o lateral direito Fucile.

Em manifesto, Santos repudia declarações de Fucile: “Precisou apelar para a violência”

“Nossos Rodrygos não pararão. Nem com ameaças, nem com faltas, nem com exageros. Nem mesmo com Fucile”, escreveu o clube em nota oficial

A declaração do ex-santista Fucile, lateral-direito do Nacional, que afirmou que “precisou tirar Rodrygo de campo por ter tomado três canetas”, não foi bem digerida pelo Santos. Nesta quarta-feira, o Peixe divulgou um manifesto repudiando a fala do uruguaio.

Apesar de não incluir no comunicado, o clube estuda medidas, como pedir uma punição a Fucile. O gerente de futebol, William Machado, conversará com o presidente José Carlos Peres para avaliar se vale a pena se aprofundar nessa história

Aos 28 minutos do segundo tempo, o atacante tentava se livrar da marcação da equipe adversária, porém sofreu falta de Fucile pelo lado esquerdo do campo. O Menino da Vila foi atendido ainda dentro de campo sentindo muitas dores e teve de ser substituído imediatamente.

Depois de sentir o tornozelo, Rodrygo mal conseguia caminhar. Com uma bolsa de gelo no local, o atacante do Peixe ficou desolado no banco de reservas até o término da partida. Ele ainda será avaliado.

A princípio, sua situação não preocupa. Rodrygo já não manca mais, e Peixe acredita que não foi nada grave, apenas uma torção. Há a possibilidade de o Menino da Vila ficar à disposição contra o Grêmio, neste domingo, em Porto Alegre.

Confira a nota oficial do Santos na íntegra:

“Os Meninos da Vila nascem para jogar bola e são estimulados para isso. Nem sempre se ganha, mas aqui é lugar de jogar futebol. Dar e tomar dribles faz parte. Tomar três dribles desconcertantes de um novo craque do mundo do futebol não significa uma mancha na carreira. Mas tirar esse craque de campo, com uma falta grave, e reconhecer que o tirou por não saber como não tomar o quarto drible, isso é.

O lateral Jorge Fucile, do Nacional do Uruguai, e que jogou no próprio Santos FC em 2012, admitiu que precisou apelar para a violência para frear o atacante Rodrygo. O mais novo raio da Vila passará por exames assim que chegar ao Brasil. Fará isso para saber a gravidade da contusão que só existiu porque um adversário não sabe ainda, já em final de carreira e mesmo ainda jogando por um dos clubes mais tradicionais do esporte, que respeito à um colega de profissão é elementar.

Como afirmou nosso técnico Jair Ventura “A técnica não pode perder para a violência”. E se depender do Santos FC isso nunca acontecerá. Nem sempre ganhamos, é verdade. Mas nos entristecemos ao ver decisões como as tomadas pelo jogador uruguaio. Nossos Rodrygos não pararão. Nem com ameaças, nem com faltas, nem com exageros. Nem mesmo com Fucile.”