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Avaí 0 x 1 Santos

Data: 18/08/2010, quarta-feira, 21h50.
Competição: Copa Sul-Americana – Segunda fase – Jogo de volta
Local: Estádio da Ressacada, em Florianópolis, SC.
Árbitro: Evandro Rogério Roman
Auxiliares: Altemir Hausmann e Hilton Moutinho Rodrigues.
Cartões amarelos: Caio e Rudnei (A); Rodriguinho e Neymar (S)
Gol: Zé Eduardo (23-1).

AVAÍ
Renan; Patric, Rafael, Émerson e Eltinho; Marcinho Guerreiro, Rudnei (Bruno Silva), Caio e Davi (Marcos); Robinho (Sávio) e Vandinho.
Técnico: Antonio Lopes

SANTOS
Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo (Marcel); Arouca, Rodriguinho, Marquinhos (Madson) e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Zé Eduardo.
Técnico: Dorival Júnior



Santos vence mas Avaí fica com a vaga

Sonho santista de conquistar tudo no ano é frustrado. Equipe catarinense conquista classificação graças à vantagem conquistada no primeiro jogo

Não deu para o Santos. O Avaí fez valer a vantagem conquistada no primeiro jogo, quinta-feira passada, no Pacaembu, quando venceu por 3 a 1, e está nas oitavas de final da Copa Sul-Americana. O Peixe quebrou um jejum que durava três jogos e voltou a vencer: mas por um insuficiente 1 a 0, nesta quarta, no estádio da Ressacada, em Florianópolis. Faltaram mais dois gols para a equipe alvinegra. É o fim do sonho santista de conquistar tudo em 2010. O time é o atual campeão paulista e da Copa do Brasil. Já o time catarinense continua na luta para chegar à primeira Taça Libertadores de sua história.

Agora, o Avaí aguarda o vencedor de Universidad San Martín-PER e Emelec-EQU, que se enfrentam nos dias 15 e 23 de setembro.

O jogo

Com 14 minutos de jogo, o Avaí poderia estar vencendo o Santos por 2 a 0. A equipe da casa começou em cima, tocando muito bem a bola e envolvendo a equipe visitante, que dava muitos espaços, principalmente entre o zagueiro Durval e o lateral-esquerdo Léo. Por ali, abriu-se um enorme espaço que o lateral-direito Patric, do Avaí, soube ocupar. Aos 40 segundos de jogo, Patric avançou por ali, chegou até a entrada da área, sem ser incomodado, e mandou uma bomba de pé direito. Rafael espalmou.

O Santos tinha dificuldades para sair jogando. Sofria com a forte marcação do Avaí. Rudnei e, principalmente, Marcinho Guerreiro eram carrapatos que não desgrudavam de Paulo Henrique Ganso e Neymar. Aos 14, a equipe catarinense teve uma grande chance para marcar, mas o capitão santista Edu Dracena salvou. Primeiro, o zagueiro se atrasou para sair e deu condições para Rudinei, que entrou livre pelo meio e tocou na saída de Rafael. Dracena correu, correu e conseguiu alcançar a bola, quando ela já começava a ultrapassar a linha fatal. Valeu como um gol alvinegro.

A partir dos 20 minutos, porém, o jogo mudou de lado. O Peixe colou a bola no chão e passou a tocar bem, sempre em direção do gol, como tem sido o seu estilo neste ano. Marquinhos, que foi revelado pelo Avaí e até hoje é reverenciado pela torcida, apareceu e dividiu as atenções com Ganso. Aos 23, ele acertou um lindo toque de calcanhar para Zé Eduardo, que dominou, passou pela marcação e, mesmo sem ângulo, pegou um chute certeiro, que entrou no canto direito de Renan. Um belo gol, que renovava as esperanças santistas.

O Santos adiantou cercou o Avaí, que ficou preso em sem campo sem poder sair. Vinha bola de todos os lados e a defesa catarinense ia se virando do jeito que dava. Ganso, Neymar e Marquinhos, com menção honrosa a Zé Eduardo, comandavam as ações. O Peixe voltava a jogar bem, como não se via desde as melhores noites da Copa do Brasil. Mas faltava o gol, algo que sobrou na campanha vitoriosa do mata-mata nacional. Na verdade, faltavam ainda mais dois gols.

Dois gols que não vieram. O Santos começou o segundo tempo com a bola nos pés, trocando passes, mas insistindo muito nas jogadas pelo meio. Isso porque os dois laterais, Pará e Léo, não apareceram para o apoio. Marcando implacavelmente, o meio de campo do Avaí ia destruindo as jogadas do Peixe e, graças aos espaços deixados pelos santistas, criou chances de gol.

Aos 7 e 15, o time catarinense só não empatou o jogo porque Rafael salvou. No primeiro lance, Robinho escapou pela direita e chutou cruzado, tantando acertar o ângulo direito. No segundo, Vandinho pegou a bola na entrada da área e chutou rasteiro, buscando o canto direito do goleiro santista. Nos dois lances, o camisa 1 do Peixe espalmou.

Com o paredão azul cada vez mais fechado, graças principalmente à entrada do volante Marcos no lugar do meia Davi, o Santos sofria para se aproximar. Marquinhos, que fez um ótimo primeiro tempo, perdeu fôlego no segundo, virou presa fácil para a marcação e foi substituído por Madson, aos 27 minutos.

A alteração não surtiu efeito. O Santos continuou sem conseguir entrar na defesa adversária. Dorival, então, foi para o tudo ou nada. Tirou o lateral-esquerdo Léo para colocar mais um atacante, Marcel. Mesmo assim, o ataque do Santos continuava descoordenado. Marcel, por exemplo, a não ser por uma cabeçada aos 40, sem muito perigo, não fez nenhuma diferença.

Apesar de todo o volume de jogo do Peixe, o Avaí não passou por nenhum grande apuro no segundo tempo e, até com certa tranquilidade, assegurou sua classificação.

Santos 1 x 3 Avaí

Data: 12/08/2010, quinta-feira, 21h50.
Competição: Copa Sul-americana – Segunda Fase – Jogo de ida
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 6.673 pagantes
Renda: R$ 168.675,00
Árbitro: Ricardo Marques (MG)
Auxiliares: Márcio Santiago e Dibert Pedrosa
Cartões amarelos: Edu Dracena (S); Davi, Marcos, Eltinho e Rafael (A).
Gols: Rudnei (17-1); Vandinho (19-2), Zé Eduardo (24-2) e Vandinho (30-2).

SANTOS
Rafael (Felipe); Pará, Edu Dracena, Durval e Léo (Paulo Henrique Ganso); Arouca, Wesley e Marquinhos; Madson (Neymar), Zé Eduardo e Marcel.
Técnico: Dorival Júnior

AVAÍ
Zé Carlos; Patric, Rafael, Émerson e Eltinho; Marcinho Guerreiro, Rudnei (Bruno Silva), Caio e Davi (Marcos); Robinho e Vandinho (Sávio).
Técnico: Antônio Lopes



Santos é derrotado pelo Avaí e se complica na Sul-americana

Mesmo com a dupla Neymar e Ganso em campo durante todo o segundo tempo, o Santos foi surpreendido e perdeu para o Avaí por 3 a 1, nesta quinta-feira, no estádio do Pacaembu, pela partida de ida da Copa Sul-Americana.

Com o resultado, o time santista vai precisar vencer o adversário por 3 a 0 no jogo de volta, marcado para a próxima quarta-feira, dia 18, na Ressacada, para conseguir a classificação para a próxima fase da competição. Já a equipe catarinense pode perder por até 2 a 0 que mesmo assim garante a vaga.

Foi o primeiro jogo do Santos após a conquista do título da Copa do Brasil, que assegurou ao time da Vila Belmiro a vaga na próxima edição da Taça Libertadores da América.

Nesta quinta-feira à noite, o técnico Dorival Júnior não pode contar pela primeira vez com os atacantes Robinho e André. O primeiro retornou ao Manchester City, enquanto o segundo foi negociado com o Dínamo de Kiev.

O treinador santista também deixou o atacante Neymar e o meia-atacante Paulo Henrique Ganso no banco de reservas. Os jogadores retornaram ao Brasil na quarta-feira após defenderem a seleção brasileira no amistoso diante dos EUA –vitória por 2 a 0. Eles entraram no segundo tempo. Lesionado, Neymar deixou o gramado aos 42min.

O jogo

Mesmo sem contar com o quarteto que foi titular nas conquistas do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil, o Santos entrou em campo com uma formação ofensiva e buscando o ataque desde o início da partida. A equipe santista ameaçou pela primeira vez aos 8min, quando o meio-campista Marquinhos cobrou falta pela direita e mandou direto para o gol, mas o goleiro Zé Carlos desviou para fora.

O Avaí marcava forte no meio de campo e saía rápido para o ataque. Aos 17min, o time catarinense desceu pela direita e após um bate-rebate, a bola sobrou para Rudnei, que mandou para as redes, abrindo o placar.

Mesmo com o gol sofrido, o time alvinegro continuou melhor do que o adversário. Aos 28min, Madson cruzou da direita e Marcel cabeceou, mas o goleiro Zé Carlos fez bela defesa. No final da etapa inicial, em outra jogada pelos lado do campo, a bola foi cruzada para Madson, que bateu de primeira e quase marcou.

Perdendo o jogo, o técnico Dorival Júnior voltou para a etapa complementar com suas duas principais estrelas. Neymar entrou na vaga de Madson, enquanto Paulo Henrique Ganso substituiu Léo. Com isso, Pará foi deslocado para o lado esquerdo e Wesley foi improvisado na direita.

No entanto, as mudanças não deram resultado. Logo no primeiro minuto, Vandinho recebeu e tocou na saída de Rafael, que fez a defesa. No lance, o goleiro se chocou com o atacante e teve que ser substituído. Aos 19min, em outro contra-ataque, Vandinho avançou livre e encobriu o goleiro reserva Felipe, aumentando o placar: 2 a 0.

Depois do segundo gol sofrido, o Santos reagiu. Aos 24min, Neymar arrancou e passou para Zé Eduardo, que encheu o pé e diminuiu: 2 a 1.

Porém, em outra jogada rápida, Caio foi lançado e rolou para Vandinho que, livre, só teve o trabalho de empurrar para a rede e fechar o placar: 3 a 1.

Santos 1 x 0 San Lorenzo

Data: 11/10/2006
Competição: Copa Sul-Americana – Oitavas-de-final – Partida de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 6.824 pagantes
Renda: R$ 17.265,00
Árbitro: Jorge Larrionda (URU)
Auxiliares: Walter Rial e Líber Prudente (ambos do URU).
Cartões amarelos: Domingos e Carlinhos (S); Orión, Rivero, Hirsig e Lavezzi (SL).
Gol: Wellington Paulista (37-1).

SANTOS
Felipe; Paulo (Denis), Manzur, Domingos e Carlinhos; Heleno, Fabinho (Zé Roberto), André Oliveira e Rodrigo Tabata; Leandro (Jonas) e Wellington Paulista
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

SAN LORENZO
Orion; Tula, Méndez, Quattrocchi e Jonathan Bottinelli; González, Rivero, Husain e Hirsig (Dario Bottinelli); Lavezzi (Jimenez) e Silvera (Acevedo)
Técnico: Oscar Ruggeri



Santos vence, mas é eliminado pelo San Lorenzo

Agora o Santos pode se concentrar totalmente na briga pelo título do Campeonato Brasileiro. Não existe mais o “problema” Copa Sul-Americana. Na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, a equipe alvinegra venceu o San Lorenzo, da Argentina, por 1 a 0, mas não avançou às quartas-de-final da competição. Isso porque na partida de ida, na casa do rival, o time amargou uma derrota por 3 a 0.

A indiferença santista pela Sul-Americana, existente desde o começo do certame e principalmente após o tropeço na Argentina, aumentou depois de uma boa seqüência no Brasileirão. Com três vitórias consecutivas no Nacional, o Santos assumiu a vice-liderança e voltou a sonhar com o tricampeonato, mesmo o líder São Paulo estando sete pontos à frente. Tal motivação fez o técnico Vanderlei Luxemburgo escalar uma equipe reserva esta noite.

A atitude do treinador indiciou que não fazia parte dos planos do clube da Baixada realizar uma viagem ao México (para pegar o Toluca, agora adversário do San Lorenzo, pelas quartas-de-final da Sul-Americana). No entanto, os jogadores que entraram em campo demonstraram vontade, apesar de faltar criatividade na armação das jogadas.

O San Lorenzo, por sua vez, adotou uma postura normal para um time que tem uma vantagem de três gols: atuou com cautela e sem se arriscar no ataque. E a proposta do time argentino, primeiro campeão da Sul-Americana, em 2002, deu certo.

“Faltou um pouco mais de finalizações e jogadas pelos lados. Nós sabíamos que eles viriam fechados porque já tinham o resultado da Argentina. Agora é pensar no Brasileiro. Estamos em um bom momento e podemos encostar no líder”, disse Zé Roberto – o meia, Denis e Jonas foram os titulares que entraram no decorrer do jogo.

O jogo entre San Lorenzo e Toluca-MEX, pelas quartas-de-final da Copa Sul-Americana, ainda não tem data marcada. Porém, a primeira partida será na Argentina. Já o Santos, eliminado, se concentra no Campeonato Brasileiro, competição pela qual pega o Botafogo, no sábado, às 18h10, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.

O jogo
Precisando vencer por uma diferença de quatro gols para ir para a próxima fase da Copa Sul-Americana sem necessitar dos pênaltis, o Santos iniciou a partida dominando o San Lorenzo. No entanto, teve a posse da bola e não conseguiu criar.

Bem postado na defesa e apostando no contra-ataque, foi o time argentino que quase marcou primeiro. Aos 20min, Lavezzi recebeu dentro da área, dominou e chutou cruzado, procurando o ângulo esquerdo de Felipe. Mas a bola foi para fora.

Aos 31min, Silvera aproveitou cruzamento da direita, em cobrança de escanteio, e cabeceou sozinho dentro da área. Porém, mais uma vez a bola foi para fora. Seis minutos depois, o Santos conseguiu abrir o placar para dar ânimo à equipe. Carlinhos cruzou da esquerda e Wellington Paulista desviou de cabeça, para o fundo das redes argentinas.

Mesmo depois do gol, o Santos continuou explorando as jogadas aéreas e abusou dos chutes de longa distância, que não deram resultado.

No segundo tempo, o Santos voltou com a mesma formação, e continuou sem criatividade para chegar ao gol adversário. E pior. O San Lorenzo começou a sair de trás e atacar a equipe da casa. Com isso, Luxemburgo resolveu colocar alguns titulares.

Com Dênis, Jonas e Zé Roberto em campo, a equipe alvinegra voltou a pressionar. Porém, com mais criatividade. Diferentemente da primeira etapa, quando o Santos abusou das bolas aéreas e de chutes de longa distância, o time conseguiu tabelar mais perto da área e chegar perto do gol.

Prova disso foi uma bola na trave, aos 34min. Zé Roberto fez uma bela jogada pela direita, rolou para o meio da área e André chegou para chutar de primeira. Mas a bola explodiu no travessão e o Santos perdeu a chance de diminuir a vantagem rival, o que deixaria a equipe de Luxemburgo a um gol de levar a decisão para os pênaltis.

Denis preocupa Santos
O Santos pode ter uma baixa significativa para a reta final do Campeonato Brasileiro. O lateral-direito Denis torceu o joelho esquerdo na segunda etapa da vitória alvinegra sobre o San Lorenzo e é dúvida para o compromisso frente ao Botafogo, no Rio de Janeiro, pelo Nacional.

San Lorenzo 3 x 0 Santos

Data: 27/09/2006
Competição: Copa Sul-Americana – Oitavas-de-final – Jogo de ida
Local: Estádio Pedro Bidegain, El Nuevo Gasómetro, em Buenos Aires, Argentina.
Público e Renda: N/D
Árbitro: Carlos Chandía
Cartoes amarelos: Vobril, Botero e Lavezzi (C); Ronaldo Guiaro (S).
Gols: González (07-1), Jiménez (15-2) e Lavezzi (22-2)

SAN LORENZO
Orión; Tula, Méndez (Alvarado), J. Bottinelli, Vobril; González (Botero), Acevedo, Husain, D. Bottinelli; Lavezzi (Ulboa) e Jiménez.
Técnico: O. Ruggeri

SANTOS
Fábio Costa; Luiz Alberto (André), Manzur e Ronaldo Guiaro; Dênis, Heleno (André Luiz), Tabata (Rodrigo Tiuí), Cléber Santana e Kleber; Jonas e Wellington Paulista.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Santos perde na Argentina e se complica na Copa Sul-Americana

O Santos complicou sua situação na Copa Sul-Americana-2006 ao perder por 3 a 0 para o San Lorenzo, na noite desta quarta-feira, no estádio Nuevo Gasómetro, em Buenos Aires, pelas oitavas-de-final.

O confronto de volta está marcado para o dia 11 de outubro. Para ficar com a vaga na próxima fase, o Santos precisa vencer por quatro gols de diferença –vitória por 3 a 0 leva a decisão para os pênaltis.

O técnico do Santos, Vanderlei Luxemburgo, não contou nesta noite com o volante Maldonado, que não foi inscrito na competição, e com o meia Zé Roberto, poupado para melhorar a forma física.

Sem eles, Luxemburgo optou por começar a partida no esquema 3-5-2, com Manzur, Ronaldo Guiaro e Luiz Alberto na zaga. Na frente, o ataque foi formado por Jonas e Wellington Paulista.

Na primeira vez em que chegou ao ataque, a equipe argentina marcou o gol. Aos 7min, Adrián Gonzalez cobrou falta com categoria, sem chance de defesa para Fábio Costa, e fez 1 a 0. A bola tocou no travessão antes de entrar.

Em desvantagem, o Santos tentou se organizar em campo e passou a jogar no campo do adversário. Aos 20min, o time da Baixada chegou com perigo. O zagueiro Luiz Alberto recebeu lançamento longo, dentro da área do San Lorenzo, e bateu forte, exigindo boa defesa do goleiro Orion.

Aos 34min, o San Lorenzo respondeu. Adrián Gonzalez se encarregou de outra cobrança de falta e exigiu ótima defesa de Fábio Costa.

Para a etapa final, o Santos voltou com duas novidades: entraram André Luiz e André e deixaram a equipe Luiz Alberto e Heleno.

Com a equipe mais ofensiva, o Santos tentou pressionar o adversário e chegou com perigo numa cabeçada de Wellington Paulista.

Mas, aos 15min, o San Lorenzo marcou o segundo gol. Jimenez recebeu lançamento nas costas da defesa santista –Ronaldo Guiaro não conseguiu cortar– e, dentro da área, chutou forte, rasteiro, sem defesa para Fábio Costa.

Aos 21min, Lavezzi recebeu lançamento longo e, percebendo, a saída de Fábio Costa, tocou por cobertura, marcando o terceiro gol do San Lorenzo na partida.

Pelo Campeonato Brasileiro, o Santos volta a campo no dia 5 de outubro, quando faz o clássico contra o Corinthians no estádio do Pacaembu.

Cruzeiro 1 x 0 Santos ( 3 x 4 nos pênaltis )

Data: 13/09/2006, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa Sul-Americana – Fase preliminar – Jogo de volta
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, MG.
Público: 4.278 pagantes
Renda: R$ 18.620,00
Árbitro: Wilson de Souza Mendonça (PE)
Cartões amarelos: Gladstone (C); Wellington Paulista e Heleno (S).
Gols: Wagner (05-2).

CRUZEIRO
Fábio; Gabriel, Thiago Heleno, Gladstone e Júlio César; Fábio Santos, Élson, Martinez (Sandro) e Wagner; Geovanni e Carlinhos Bala (Diego).
Técnico: Oswaldo de Oliveira

SANTOS
Felipe, Ronaldo Guiaro, Luiz Alberto e Domingos; Paulo (Dênis), Heleno, Cléber Santana, Rodrigo Tabata (Kléber) e Carlinhos; André Oliveira (Jonas) e Wellington Paulista
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Nos pênaltis, Santos elimina Cruzeiro e segue na Sul-Americana

O Santos segue na Copa Sul-Americana e vai enfrentar o argentino San Lorenzo, no próximo dia 27, em Buenos Aires. O Peixe garantiu sua vaga na fase internacional da competição, nos pênaltis (4 x 3), depois de ser derrotado, por 1 x 0, no tempo normal, nesta quarta-feira, no Mineirão. Dessa forma, houve uma inversão no resultado do jogo de ida, que tinha sido ganho pelo time santista, também por 1 x 0, no Pacaembu.

O time santista jogava pelo empate e podia perder até por um gol de diferença, desde que marcasse no Mineirão, o que acabou não acontecendo. Sem a sua força máxima, repetindo procedimento do primeiro jogo, o Peixe atuou com o regulamento debaixo do braço e priorizou a marcação. Só passou a atacar depois que o Cruzeiro marcou o seu gol, recorrendo até mesmo a jogadores titulares, como o lateral-direito Dênis, que substituiu a Paulo.

Só que o time de Vanderlei Luxemburgo não teve a força ofensiva necessária para conseguir o empate, que garantiria a vaga nos 90 minutos, obrigando a decisão pelos pênaltis. Quando o Peixe conseguiu finalizar, o goleiro Fábio, da Raposa, teve boa participação. Já o Cruzeiro também criou chances para ampliar o placar, mas faltou pontaria a seus atacantes. Quando o chute saiu certo, o jovem goleiro Felipe apareceu bem. Aos 45min, ele salvou o gol em chute de Fábio Santos.

O Cruzeiro não conseguiu a vaga nos pênaltis, mas, pelo menos quebrou o jejum de vitórias no Mineirão. O clube celeste não conseguia ganhar nesse estádio desde os 2 x 0 sobre o Corinthians, pela 11ª rodada do Nacional, em 12 de julho. Desde então, foram cinco empates e uma derrota. A vitória sobre o São Caetano, por 3 x 0, a única no período, foi no Independência.

A vitória sobre o Santos e a classificação para enfrentar o San Lorenzo, eram consideradas fundamentais para amenizar a crise no Cruzeiro e ajudar na reação no Brasileiro, a partir do jogo contra o Palmeiras, no próximo domingo, novamente no Mineirão. A estréia do lateral-direito Gabriel e o retorno de cinco titulares, que estavam contundidos, casos de Thiago Heleno, Fábio Santos, Martinez e Wagner não garantiram a vaga.

Já o Santos, que ocupa a terceira colocação no Brasileiro, com 39 pontos, a quatro do líder São Paulo, havia priorizado a competição nacional, embora considerasse importante seguir na Sul-Americana. No próximo domingo, o time santista pega a Ponte Preta, em Campinas, enquanto a Raposa recebe o Palmeiras, no Mineirão.

O jogo

Obrigado a vencer, o Cruzeiro tomou a iniciativa do ataque, logo no início da partida, procurando arriscar chutes de longa e média distâncias. Em cinco minutos, o time celeste já havia batido duas vezes, de longe, para fora, mas com algum perigo para o goleiro Felipe. Na primeira vez, a 1min, foi Martinez quem chutou e, na segunda, foi Geovanni, com a bola indo para escanteio.

No minuto seguinte, o Peixe levou um susto, quando o volante Fábio Santos, um dos quatro jogadores que voltou após ausência por contusão, tentou um passe e a bola desviou em Luiz Alberto, encobrindo por pouco o gol defendido por Felipe. O começo da partida foi caracterizado por um Santos muito cauteloso, que praticamente não atacava, e um Cruzeiro tentando impor um ritmo mais veloz de chegada à frente.

Aos 16min, quando Carlinhos Bala chutou de dentro da grande área, o Cruzeiro já havia finalizado cinco vezes, contra nenhuma do time santista. Mas, se o time mineiro demonstrava qualidade para criar jogadas ofensivas, não mostrava pontaria nas conclusões. A primeira vez que uma finalização teve a direção certa, foi aos 19min, quando o baixinho Carlinhos Bala conseguiu cabecear, mas tocou fraco na bola, facilitando a defesa de Felipe.

O goleiro Fábio, do Cruzeiro, por sua vez, tinha pouco trabalho. A primeira vez que interferiu foi aos 23min, em um cruzamento da esquerda, quando colocou a escanteio. Já a equipe celeste seguia finalizando. Aos 27min, Ronaldo Guiaro tentou cortar um chute de longe e ajeitou para Carlinhos Bala, que demorou para arrematar, permitindo a recuperação do zagueiro santista.

A partida, a partir dos 30min, caiu muito o ritmo, tornando-se monótona e sem qualidade. Os dois times erravam muitos passes – 18 pelo Cruzeiro e 14 do Santos -, além de permitirem muitas recuperações de bola por parte do adversário: 13 do Peixe, contra 10 da Raposa. Os donos da casa, que no início, tentavam as jogadas de linha de fundo, especialmente pela direita, com o estreante lateral Gabriel, passaram a concentrar as jogadas pelo meio.

Nos primeiros 45min, o time de Oswaldo de Oliveira finalizou 12 vezes, 11 delas para fora, enquanto a equipe de Vanderlei Luxemburgo arrematou apenas três vezes, duas sem direção e uma facilmente defendida por Fábio. O primeiro chute a gol do Peixe aconteceu somente aos 33min, por intermédio de Cléber Santana, que errou por muito o alvo.

Wellington Paulista, único atacante escalado por Luxemburgo, reconheceu que o time finalizou pouco. “Temos de chegar mais de trás, tocando a bola para chegarmos em condições de finalizar”, afirmou. Já o volante Fábio Santos observou os erros de conclusão. “Estamos pecando na finalização e isso não pode acontecer em um jogo tão difícil. É preciso mais concentração”, analisou o jogador cruzeirense.

O Cruzeiro voltou com a mesma formação para o segundo tempo. “Não foi ruim, tivemos domínio, mas precisamos intensificar a nossa movimentação para ganhar a partida”, analisou Oswaldo de Oliveira. Já o Santos mexeu em duas posições. Entraram Kléber e Jonas para as entradas de Rodrigo Tabata e André Oliveira. “Vamos forçar o ritmo no meio, pois o Cruzeiro tem jogadores voltando e podem sentir”, justificou Vanderlei Luxemburgo.

O reinício da partida não foi diferente. O Cruzeiro tentando tomar a iniciativa ofensiva e arriscando os chutes de longa distância, como aos 4min, com Élson, enquanto o Santos seguia priorizando a defesa. Aos 6min, o time da casa marcou o seu gol. Heleno fez falta em Fábio Santos, que foi batida rapidamente. Gabriel avançou pela direita e cruzou para Wagner marcar. Felipe ainda tocou na bola, mas não evitou o gol, em lance muito reclamado pelos jogadores santistas e por Vanderlei Luxemburgo.

Após o gol celeste, o Santos modificou a sua postura, passando a ter mais pressa e também a atacar mais. Cléber Santana em chute forte ameaçou o goleiro Fábio. O Cruzeiro, entretanto, teve mais espaços nos contra-ataques e quase ampliou, aos 16min, quando o zagueiro Thiago Heleno, duas vezes, finalizou, mais não conseguiu acertar o gol. Aos 19min, o goleiro da Raposa bobeou, em bola recuada para ele, e quase permitiu o empate santista.

Mais ofensivo, o Peixe criou oportunidades para empatar a partida. Aos 26min, Kléber cruzou e Jonas cabeceou bem, obrigando o goleiro Fábio a difícil defesa, colocando a bola para o escanteio. Mas se o Santos atacava, a esse momento o Cruzeiro contra-atacava, deixando o jogo aberto. Apesar da pressão final, o time mineiro não conseguiu o segundo gol e a decisão foi mesmo para os pênaltis.

Santos condena atuação de árbitro

A decisão do árbitro Wilson Souza Mendonça em dar prosseguimento ao lance que originou o gol do meia cruzeirense Wagner revoltou o técnico do Santos, Vanderlei Luxemburgo, e o capitão da equipe, o zagueiro Luiz Alberto. Com a vitória da Raposa no tempo normal, a decisão da vaga foi decidida somente nas penalidades, com êxito santista, que alcançou a etapa internacional da Copa Sul-Americana.

Luxemburgo não economizou críticas ao juiz da partida, classificando Mendonça como arrogante, confuso e complicado. Segundo Luxa, o árbitro acumula diversos afastamentos no quadro de arbitragem devido a sucessivos erros cometidos em campo.

“Ele nos prejudicou mais uma vez. O Wilson tava com o apito na boca à espera do atendimento médico e não poderia ter deixado seguir a jogada. Ele é um pouco complicado e arrogante, apitando como se fosse o senhor do espetáculo. Tem sido afastado constantemente”, esbravejou Luxa.

Não bastasse a reclamação sobre a feitura do gol do Cruzeiro, o comandante alvinegro também considerou estranha a decisão de Mendonça em determinar as cobranças de penalidades no lado em que a torcida local era maior. “Ele escolheu as cobranças no lado da torcida do Cruzeiro. Qual o critério ele adotou para mandar os pênaltis a favor do Cruzeiro?”, indagou.

A jogada que resultou no gol do cruzeirense Wagner ocorreu após uma cobrança de falta rápida, cometida pelo volante Heleno no meio-campista Fábio Santos na segunda etapa. O atleta santista aguardava o atendimento médico em virtude da entrada ríspida no atleta da Raposa, entretanto, Mendonça deu prosseguimento ao jogo autorizando a cobrança da falta mesmo afastada do local onde originou a falta.

A bronca com Wilson de Souza Mendonça não ficou restrita ao técnico Luxemburgo. O zagueiro Luiz Alberto avalia que o árbitro deveria interromper a seqüência da jogada que culminou no gol adversário.

“Que eu saiba, quando um jogador está no chão sentindo muitas dores, o árbitro tem o dever de esperar um pouquinho. E pior é que depois ele acompanhou o lance com as mãos na cintura, totalmente fora da jogada. Não sei o que passa nas cabeças desses árbitros. Para completar, ele mandou cobrar os pênaltis no lado do Cruzeiro”, criticou Luiz Alberto à rádio Itatiaia.