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Corinthians 2 x 0 Santos

Data: 03/06/2017, sábado, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 4ª rodada
Local: Estádio de Itaquera, em São Paulo, SP.
Público: 40.169 pagantes (total de 40.436)
Renda: R$ 2.110.601,50
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Auxiliares: Rafael da Silva Alves e Elio Nepomuceno de Andrade Júnior (ambos de RS).
Cartão amarelo: Vitor Bueno (S)
Cartão vermelho: Bruno Henrique (S)
Gols: Romero (24-1) e Jô (29-1).

CORINTHIANS
Cássio; Fagner, Pedro Henrique, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel, Maycon (Camacho), Jadson (Clayson), Rodriguinho (Fellipe Bastos) e Romero; Jô.
Técnico: Fábio Carille

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz (Yuri) e Copete; Renato, Thiago Maia e Vladimir Hernández (Rafael Longuine); Vitor Bueno, Ricardo Oliveira (Rodrigão) e Bruno Henrique.
Técnico: Dorival Junior



Corinthians complica o Santos e isola-se provisoriamente na ponta

O Corinthians continua com rendimento quase irrepreensível nos clássicos disputados em 2017. Na noite deste sábado, fez um grande segundo tempo para vencer o Santos por 2 a 0 em Itaquera. Os gols de Romero e Jô – Rodriguinho e Pedro Henrique também colocaram a bola na rede, mas a arbitragem assinalou impedimento – asseguraram a liderança isolada do Campeonato Brasileiro à equipe campeã paulista. Ao menos por um dia.

Com 10 pontos ganhos, o Corinthians deixou para trás Cruzeiro e Chapecoense, que também iniciaram a quarta rodada com 7 e irão se enfrentar no domingo, no Mineirão. Coritiba e Fluminense, vitoriosos diante de Atlético-PR e Vitória respectivamente, neste sábado, têm 9 cada. Em situação complicada, o Santos soma apenas 3 e está próximo da zona de rebaixamento.

O jogo

Enquanto a torcida do Corinthians gritava que “lugar de peixe é dentro do aquário”, o Santos começava a se mostrar à vontade fora dos seus domínios. Assustou o rival logo aos seis minutos, quando Pablo furou feio em um cruzamento vindo da direita. A bola ficou nos pés de Bruno Henrique, que chutou em cima de Pedro Henrique.

Com pouco mais de 30% de posse de bola até então, o Corinthians adotou a tranquilidade para reverter o panorama da partida. Trocou muitos passes, à procura dos melhores espaços para incomodar o Santos. Foi assim que, aos 16 minutos, Jô apareceu livre do lado esquerdo da área e rolou para trás. A zaga cortou antes que Rodriguinho pudesse concluir a jogada.

Seria pela direita, contudo, que o Corinthians criaria as suas melhores oportunidades de gol, conforme Fábio Carille não demorou a perceber. Por ali, a marcação do lateral esquerdo improvisado Copete era bastante deficiente – o atacante colombiano foi iludido mais de uma vez por dribles de corpo de Fagner e ainda contava com pouco apoio defensivo de Bruno Henrique.

Mas só as triangulações entre Jadson e Fagner do lado direito foram insuficientes para o Corinthians fazer o goleiro Vanderlei trabalhar. Apesar de ter melhorado consideravelmente, o Corinthians passou a abusar do jogo aéreo para encurtar o caminho para o gol, e a área santista, ao contrário do setor onde estava Copete, permanecia muito povoada.

Nesse novo cenário, o Santos se apegou aos contra-ataques para surpreender o rival. Bruno Henrique se provou uma boa opção para avançar em velocidade pela esquerda, mas o apagado Vladimir Hernández estava longe de acompanhar o ritmo pelo meio. Pela direita, Vitor Bueno quase abriu o placar aos 28, quando correu entre os zagueiros corintianos e esbarrou em uma saída de gol providencial de Cássio.

Antes do intervalo, houve mais uma chance para cada lado. Primeiro, aos 40, Fagner inverteu o jogo para a esquerda, e Victor Ferraz deixou a bola passar. Rodriguinho dominou e soltou o pé – foi o primeiro chute do Corinthians na direção do gol –, parando em defesa de Vanderlei. Três minutos mais tarde, o lateral direito santista tentou se redimir com uma conclusão de primeira. A bola passou perto da meta.

Sem fazer alterações no intervalo, Carille se viu obrigado a mexer no Corinthians com menos de cinco minutos da etapa complementar. Maycon reclamou de dores e cedeu lugar a Camacho, que foi a campo com a missão de dar mais qualidade à saída de bola dos donos da casa. Dorival Júnior, em pé na sua área técnica desde o início do clássico, preferiu aguardar para responder.

Era melhor agir logo. Com outro ímpeto, o Corinthians se lançou ao ataque e acuou o Santos. Teve dois gols anulados em menos de cinco minutos. Aos 11, Rodriguinho completou para dentro em posição irregular. Aos 15, Pedro Henrique cabeceou para a rede, mas o assistente considerou que Romero, impedido, atrapalhou a ação de Vanderlei – para revolta de quem já comemorava nas arquibancadas.

Preocupado, Dorival trocou o apático Hernández por Rafael Longuine. Não adiantou. Ainda em cima do Santos, o Corinthians finalmente fez o assistente correr para o centro do campo, aos 24 minutos. Jô desviou a bola de cabeça depois de levantamento de Fagner, e Romero se esticou para finalizar cruzado, premiando a boa apresentação do seu time no segundo tempo.

Cabia mais. Depois de o artilheiro de Itaquera aumentar a sua marca para 19 gols no estádio, o algoz de todos os rivais do Corinthians empolgou-se para confirmar a fama de carrasco – em grande estilo. Aos 29 minutos, Jô girou muito bonito dentro da área do Santos, no ar, para aproveitar a bola ajeitada por Rodriguinho e superar Vanderlei.

O clássico estava definido. Ainda assim, Carille entrou em ação novamente, substituindo Jadson por Clayson. No Santos, Ricardo Oliveira e David Braz haviam deixado o gramado da Zona Leste paulistana para as entradas de Rodrigão e Yuri. Com eles, as esperanças de Dorival se foram de vez após uma cotovelada de Bruno Henrique, punido com a expulsão, em Romero.

Nos minutos finais, já com Fellipe Bastos no posto de Rodriguinho, o Corinthians tocou a bola tranquilo, ao som de “olé”. Entre os torcedores organizados, houve também quem festejasse a vitória sobre o Santos com sinalizadores, gesto repreendido com violência pela Polícia Militar.

Bastidores – Santos TV:

Após derrota, Dorival diz que resultados são ‘questão de tempo’

Depois de três derrotas e apenas uma vitória no Brasileirão, o técnico do Santos, Dorival Júnior, reconhece o momento ruim do time alvinegro e criticou as oscilações da equipe nas últimas partidas do torneio. Neste sábado, a equipe perdeu para o Corinthians por 2 a 0 em Itaquera, pela 4ª rodada da competição, com gols marcados no segundo tempo de jogo, depois de uma primeira etapa equilibrada.

“Quem vê (somente) o primeiro tempo contra o Corinthians, acaba até questionando o resultado. Fizemos um primeiro tempo bom, mas o segundo ruim. No domingo passado (contra o Cruzeiro), foi o inverso. Essas oscilações comprometem”, disse o treinador, em coletiva de imprensa depois da derrota na Arena Corinthians.

Dorival negou que a derrota possa pressionar sua situação como comandante do clube e espera resultados melhores nas próximas rodadas. “Acredito e confio no trabalho que está sendo desenvolvido. É questão de tempo para que os resultados aconteçam. Sempre que tem derrota é natural que a responsabilidade recaia sobre o treinador”.

A derrota fez o Santos cair para a 15ª posição na tabela do Brasileirão depois dos resultados deste sábado, com apenas três pontos conquistados.

Santistas picham subsede após revés e prometem ‘café amigável’ no CT

O Santos já estava sendo alvo de críticas por parte da torcida há muito tempo. Porém, a gota d’água aconteceu neste sábado, quando a equipe comandada por Dorival Júnior perdeu para o Corinthians por 2 a 0, em Itaquera, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. Após o revés, um grupo de cerca de 15 torcedores esperou o ônibus com a delegação para protestar no CT Rei Pelé.

Os santistas cobraram mais raça da equipe, além de pedirem a saída de Dorival. Os indivíduos chegaram até a atirar pedras na direção do veículo. O grupo saiu do local apenas após a chegada de uma viatura da Polícia Militar. Logo na sequência, os jogadores e o treinador conseguiram ir embora.

Além disso, os torcedores da capital também mostraram sua indignação com o momento do time. Isso porque a subsede alvinegra, localizada na avenida Indianópolis, na Zona Sul de São Paulo, amanheceu pichada e com um vidro quebrado neste domingo. Frases como “acabou a paz”, “time covarde” e “mais raça”, foram estampadas nos muros e portões do local.

E as manifestações não devem parar por aí. Nas redes sociais, os santistas estão se organizando para um ‘cafezinho amigável’ na reapresentação do time no CT Rei Pelé, que acontece na tarde desta segunda-feira. Mais de 600 pessoas confirmaram presença em um evento criado no Facebook.

Vale lembrar que esta não é a primeira vez que a torcida se revolta com o time nesta temporada. Após a derrota por 2 a 1 para o Palmeiras, no Paulistão, os muros da Vila Belmiro foram pichados.

Santos não tolera derrota para o Corinthians e demite Dorival Júnior

Dorival Júnior não é mais técnico do Santos. A derrota para o Corinthians, em Itaquera, foi a gota d’água para a cúpula santista, que resolveu interromper o trabalho do treinador para buscar um novo profissional. Modesto Roma Júnior, presidente do clube, seguia com o pensamento de manter o treinador no comando da equipe, mesmo com o mau momento do time, mas acabou ficando isolado e cedeu à pressão de dirigentes, conselheiros e torcedores. Em uma reunião na tarde desse domingo, Dorival foi comunicado oficialmente e pessoalmente de sua demissão. Levir Culpi, sem clube atualmente, é um nome que agrada a diretoria do Peixe, mas ainda não houve qualquer contato. Por enquanto, Elano comandará o time de forma interina.

Desde o apito final no clássico deste sábado, o clima de instabilidade e incertezas passou a pairar na Vila Belmiro. Cartolas e pessoas influentes na rotina do clube passaram a trocar mensagens e ligações e até uma reunião chegou a ser feita na Baixada Santista durante a noite para avaliar qual postura seria adotada.

No CT Rei Pelé, o elenco foi recebido com muito protesto de torcedores que aguardaram a viagem da equipe de volta a Santos. A subsede do clube na Capital Paulista também amanheceu com pichações nos muros e portões, assim como já havia ocorrido durante o Campeonato Paulista, em reflexo a uma derrota para o Palmeiras.

Dorival Júnior não tinha qualquer problema com o elenco para desenvolver seu trabalho e contava com a confiança de Modesto Roma Júnior. O que pesou foi a pressão externa, que diante dos resultados insatisfatórios na temporada, se tornou insustentável para o mandatário santista. Mesmo contra vontade, Modesto foi convencido a demitir Dorival Júnior.

Em 2017, o Peixe conseguiu 15 vitórias, quatro empates e oito derrotas sob o comando do agora ex-treinador. Apesar do Santos ser o único clube brasileiro invicto na Libertadores da América e estar classificado na Copa do Brasil, a queda nas quartas de final do Campeonato Paulista, o início ruim no Campeonato Brasileiro e principalmente o fato de não ter vencido nenhum clássico no ano culminaram para um descontentamento quase que generalizado com o trabalho que vinha sendo feito.

Corinthians 1 x 0 Santos

Data: 04/03/2017, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 7ª rodada
Local: Estádio de Itaquera, em São Paulo, SP.
Público: 36.111 pagantes
Renda: R$ 1.991.856,80
Árbitro: Leandro Bizzio Marinho
Auxiliares: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa e Daniel Paulo Ziolli
Cartões amarelos: Gabriel, Jadson, Rodriguinho, Pablo (C); Vladimir (S).
Gol: Jô (02-2).

CORINTHIANS
Cássio; Fagner, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel, Jadson, Rodriguinho (Giovanni Augusto), Maycon e Romero (Léo Jabá); Jô (Kazim).
Técnico: Fábio Carille

SANTOS
Vladimir; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Cleber e Zeca; Yuri (Rafael Longuine), Thiago Maia e Vitor Bueno; Bruno Henrique, Copete (Rodrigão) e Kayke (Thiago Ribeiro).
Técnico: Dorival Junior



Jô decide mais uma vez e Corinthians passa pelo Santos em Itaquera

O Corinthians conseguiu transpor mais um obstáculo no início de ano e do trabalho do técnico Fábio Carille à frente do clube. Apenas três dias depois de sofrer para se classificar na Copa do Brasil diante do Brusque, o Alvinegro se impôs sobre o Santos na tarde/noite deste sábado, no estádio de Itaquera, e conquistou sua segunda vitória em clássicos na temporada, juntando-se ao Derby de duas semanas atrás. A segunda com gol marcado por Jô, dessa vez logo no começo do segundo tempo.

Com o triunfo conquistado, mais uma vez por um gol de diferença, como em todas as outras vitórias do ano, o Timão chega a 18 pontos, se mantém como melhor campanha do Campeonato Paulista e abre mais vantagem no Grupo A do torneio, cada vez mais perto de assegurar uma vaga no mata-mata. O Peixe, por sua vez, fica com 10 pontos e segue atrás de Ponte e Mirassol, líderes da sua chave e, no momento, classificados à fase seguinte.

O jogo

O primeiro tempo do clássico teve um ator principal e 21 outros coadjuvantes dentro de campo. Mesmo conseguindo chegar com razoável tranquilidade ao gol adversário, os corintianos acabaram ofuscados pela grande atuação do goleiro santista Vladimir. Reserva de Vanderlei e motivo de desconfiança da torcida, o arqueiro realizou pelo menos quatro defesas difíceis e evitou que o Peixe fosse para os vestiários em desvantagem.

A primeira foi aos oito minutos do primeiro tempo, quando Romero tabelou com Arana e achou Maycon em boa condição na entrada da área. O garoto arriscou chute forte, no canto direito, e viu o adversário voar para fazer a defesa. Depois, em uma das poucas investidas dos visitantes na etapa inicial, Kayke recebeu bom passe de Vitor Bueno na grande área e tentou dar de bico com o pé direito, mas mandou fraco, na mão de Cássio.

Depois de uma breve intervenção dos seus parceiros, que não conseguiram segurar a bola na frente, Vladimir voltou a aparecer quando Jadson bateu escanteio pelo lado direito, na segunda trave, e Balbuena cabeceou no canto oposto. O goleiro, que já havia dado dois passos para a direita, conseguiu se recuperar e espalmou a bola. Seis minutos depois, Vladimir encaixou chute forte de Jadson.

Dali até o intervalo, porém, foi que os corintianos tiveram seus melhores lances. Aos 40 minutos, em breve inversão de Romero para o lado direito, o paraguaio recebeu ótimo passe de Fagner dentro da área e tentou passe rasteiro para Jô. Lucas Veríssimo fez o corte para trás e ia marcando um gol contra até que Vladimir, com muito reflexo, esticou o braço esquerdo para fazer a defesa. Dois minutos depois, ele pôde agradecer o gramado ao ver Jô, livre na pequena área, escorregar e chutar fraco para fácil intervenção do santista.

A magia que Vladimir parecia ter feito no gol defendido pelo Santos acabou assim que os times mudaram de lado. Procurando manter um ritmo forte de marcação, o Timão logo conseguiu abrir o placar. Após boa triangulação entre Guilherme Arana, Rodriguinho e Romero, o paraguaio acionou o lateral esquerdo na linha de fundo e o garoto descolou lindo cruzamento na segunda trave. Lá estava Jô, que ganhou de Cleber e testou sem chances para o arqueiro.

O lance, que empolgou a torcida presente no estádio e fez o volume da torcida corintiana alcançar o nível mais alto até então, parecia que transformaria o clássico em um jogo mais atrativo, com o Santos saindo para o ataque. Dorival Júnior, insatisfeito com a produção ofensiva do seu time, tirou Kayke e Yuri, mandando a campo Thiago Ribeiro e Rafael Longuine, abrindo mão de um centroavante e apostando na movimentação dos escolhidos.

Até os 31 minutos, porém, o jogo não teve nem sequer um outro chute a gol. Quem quebrou essa marca foi, mais uma vez, um jogador do Corinthians. Léo Jabá, que acabara de entrar no lugar de Ángel Romero, puxou contra-ataque, driblou Rodrigão e invadiu a área. O garoto, com Victor Ferraz ainda pela frente, cortou para o pé direito e tentou o chute, mas acabou mandando por cima do gol.

Na base da pressão e nas bolas mandadas em direção a Rodrigão, que entrou após Dorival desistir da ausência de um camisa 9, o Peixe ainda tentou buscar o empate. Carille, satisfeito com o 1 a 0, apostou em Kazim e Giovanni Augusto no lugar de Jô e Rodriguinho. Sem qualidade na hora de armar as jogadas, porém, restou aos alvinegros da Baixada lamentar outro revés em clássico e, aos donos da casa, celebrar com a Fiel.

Bastidores – Santos TV:

Ferraz vê derrota em Itaquera como “normal” e mira Libertadores

Com apenas duas finalizações, o Santos foi envolvido pelo Corinthians em Itaquera e acabou derrotado por 1 a 0 na noite deste sábado, em clássico válido pela sétima rodada do Campeonato Paulista. Após o duelo, o lateral direito do Santos, Victor Ferraz, afirmou que perder no estádio alvinegro é “normal” e já projetou a estreia do Peixe na Copa Libertadores da América, nesta quinta-feira, no Peru.

“Essas duas finalizações dizem muito o que foi o jogo. No primeiro tempo, eles foram bem melhores, mas no segundo tivemos boas oportunidades, com cruzamentos, rodando a área deles com perigo. Eles acabaram vencendo, jogaram bem”, analisou o jogador.

“Agora temos que focar na Libertadores, que é o nossos objetivo na temporada. A derrota no clássico não vai mudar em nada a nossa motivação para quinta-feira. Estamos muito focados, nos fechamos ali e combinamos de esquecer essa derrota”, acrescentou.

Com a derrota, o Santos não conseguiu inserir uma sequência de vitórias no Campeonato Paulista, já que havia superado o Botafogo-SP no último sábado, mesmo que jogando mal. A equipe é apenas a terceira colocada do Grupo D, com 10 pontos ganhos, e não se classificaria para o mata-mata do Estadual.

“Esse ano a gente começou tropeçando em alguns times que não tropeçávamos. Perder para o Corinthians aqui é normal, é jogo parelho”, disse, recordando o histórico recente do Peixe na competição. “Essa geração é bicampeã paulista, faremos de tudo para vencer que é o que a gente mais deseja”, acrescentou.

Dorival lamenta desfalques em revés e espera contar com trio na quinta

Apesar de o Santos pouco ter agredido o Corinthians na derrota por 1 a 0, na noite deste sábado, em Itaquera, Dorival Júnior analisou o clássico em Itaquera como “disputado ao extremo”. Após a partida, o técnico também lamentou os desfalques dos meio-campistas Renato e Lucas Lima e do centroavante Ricardo Oliveira.

“Tivemos um grande jogo, disputado ao extremo. Corinthians começou bem. Tentamos de todas as formas depois do gol, melhoramos consideravelmente adiantando nossa marcação. Natural que o gol tenha feito toda a diferença. O equilíbrio da partida foi grande, porém, o Corinthians conseguiu finalizar”, analisou.

Para o duelo desta noite, Dorival não pôde contar com três dos principais jogadores do elenco santista. Lucas Lima ficou de fora por lesão no joelho esquerdo, Ricardo Oliveira foi preservado para uma melhor cicatrização do ferimento na orelha direita e Renato ainda se recupera de um estiramento na panturrilha.

A expectativa do treinador é contar com o trio na quinta-feira, quando o Santos estreia na Copa Libertadores da América, às 21h45 (de Brasília), contra o Sporting Cristal, no Peru.

“São três jogadores que fazem falta a qualquer equipe. Os três no mesmo momento é natural que traga um prejuízo grande. Espero contar com os três na quinta-feira. Com a chegada deles, espero que a equipe volte a crescer”, afirmou.

Dorival, porém, não se esqueceu da delicada situação da equipe no Estadual. Após sete rodadas, o Peixe é o terceiro colocado do Grupo D, com 10 pontos, fora da zona de classificação.

“Temos nossas preocupações com o Campeonato Paulista e vamos lutar para obter uma das vagas para a segunda fase da competição. Paralelo a isso, a abertura que uma Libertadores traz, é um diferencial. Estamos preparando esses três jogadores para contar com eles”, concluiu.

Dorival isenta Cleber e admite preocupação com má fase do Santos

Dorival Júnior saiu em defesa de Cleber após a derrota por 1 a 0 para o Corinthians, na noite do último sábado, em Itaquera. No lance do gol do Timão, o zagueiro era o responsável pela marcação no atacante Jô, que recebeu cruzamento de Arana e venceu o zagueiro no alto para dar a vitória à equipe da casa.

“O Cleber vem melhorando a cada rodada, não tem essa de culpado pelo gol, é coletivo. Não existe isso. Ele ficou um bom tempo parado e temos que ter essa paciência. Os novos jogadores estão buscando adaptação e com ele não é diferente”, explicou o treinador.

Melhor jogador do Santos no jogo, o goleiro Vladimir também isentou Cleber de culpa pelo gol ao reconhecer a boa assistência feita pelo lateral esquerdo corintiano. “Ali foi apenas um detalhe. O cruzamento foi muito bom, rápido. O Jô fez a leitura aérea e o gol”, opinou.

Essa foi a terceira derrota do Santos nos últimos cinco jogos do Campeonato Paulista. A equipe soma 10 pontos e ocupa apenas a terceira posição do Grupo D, fora da zona de classificação para as quartas de final. E Dorival Júnior não esconde a preocupação com o mau momento do Peixe.

“Somos profissionais, naturalmente estamos preocupados, é a terceira derrota que tivemos esse ano. Diferente do ano anterior, que teve uma equipe consistente, e esse ano ainda não conseguimos encontrar. O treinador tem que tentar preparar novas situações para que essas perdas sejam minimizadas”, disse o técnico, que em seguida relativizou.

“Esses resultados não tem acompanhados o que a equipe representa. A segunda etapa o time teve outra maneira de jogar, foi pra cima, no primeiro tempo teve bons momentos na partida, mas o Santos ainda está procurando equilíbrio”, concluiu.

Corinthians volta a usar telão para provocar: “Pescaria em Itaquera”

Famoso por uma provocação feita ao Internacional, o telão do Estádio de Itaquera voltou a atacar na noite deste sábado. Desta vez, porém, a vítima foi o Santos, cujo o mascote é a baleia. O clube escreveu a seguinte mensagem: “#PescariaemItaquera”.

A provocação se referiu à vitória por 1 a 0, em duelo foi válido pela sétima rodada do Campeonato Paulista. No Twitter, a agremiação também não deixou barato, usando a hashtag nos posts após o embate. No Instagram, a mensagem estampou a imagem de Jô comemorando o gol da vitória.

Essa não foi a primeira vez que o telão do estádio de Itaquera proporcionou uma provocação a um clube rival. Em 2015, após vitória por 2 a 1 sobre o Internacional, o Corinthians escreveu “#poenodvd”, em referência ao DVD com supostos erros de arbitragem a favor do Timão enviado pelo Colorado à CBF nas vésperas da final da Copa do Brasil de 2009, vencida pelo clube paulista.

Com o triunfo, o Corinthians segue com a melhor campanha do Campeonato Paulista, com 18 pontos ganhos, ocupando a liderança do Grupo A. O Peixe, por sua vez, é apenas o terceiro colocado do Grupo D, com 10 pontos, fora da zona de classificação à segunda fase.

Agora, o Timão volta as suas atenções para a Copa do Brasil. Nesta quinta-feira, às 21h30 (de Brasília), a equipe visita o Luverdense, em Lucas do Rio Verde, pelo jogo de ida da terceira fase. No mesmo dia, mas às 21h45, o Santos estreia na Copa Libertadores da América, no Peru, contra o Sporting Cristal.

Quem também entrou na onda foi o atacante Kazim, que utilizou sua própria rede social para interagir com a torcida. Já aparentemente integrado aos apelidos dos adversários no Brasil, ele perguntou aos seus seguidores: “Quem vai comer peixe com nós?”.

Santos 2 x 1 Corinthians

Data: 11/09/2016, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 24ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 8.610 pessoas
Renda: R$ 434.160,00
Árbitro: Raphael Claus (SP).
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse e Danilo Ricardo Simon Manis (ambos de SP).
Cartões amarelos: Copete e Vecchio (S); Fagner (C).
Gols: Marlone (36-1); Vitor Bueno (25-2) e Renato (40-2).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes (Caju), Gustavo Henrique, Luiz Felipe e Zeca; Renato, Thiago Maia (Vecchio), Jean Mota e Vitor Bueno (Walterson); Copete e Rodrigão.
Técnico: Dorival Junior

CORINTHIANS
Cássio; Fagner, Vilson, Balbuena e Uendel; Camacho, Giovanni Augusto (Willians), Marlone, Rodriguinho e Lucca (Romero); Gustavo (Marquinhos Gabriel).
Técnico: Cristóvão Borges



Santos vira para cima do Corinthians na Vila Belmiro e fica perto do G4

Apesar dos desfalques do lateral direito Victor Ferraz, do meia Lucas Lima e do centroavante Ricardo Oliveira, além de uma atuação ruim no princípio do clássico deste domingo, o Santos conseguiu reagir no Campeonato Brasileiro com uma vitória por 2 a 1 sobre o Corinthians, na Vila Belmiro. O time da casa havia sofrido um belo gol de Marlone no primeiro tempo, mas chegou à virada com Vitor Bueno, de pênalti, e Renato, de cabeça, no segundo.

O resultado deixou o Santos com 39 pontos ganhos, na quinta colocação, apenas um atrás do próprio Corinthians, o pior dos times que estão na zona de classificação para a Copa Libertadores da América. Antes do tropeço diante do rival, os comandados de Cristóvão Borges se mostravam entusiasmados, já falando em uma “possibilidade muito real” de conquistar o título.

O jogo

Com a mesma formação ousada utilizada no bom segundo tempo da vitória sobre o Sport, deixando Camacho como único volante de origem no meio-campo, o Corinthians pretendia se sentir em casa para atacar na Vila Belmiro.

Do outro lado, no entanto, o desfalcado Santos se apegou à torcida única presente no estádio para tentar se beneficiar da postura ofensiva corintiana e acuar o rival no princípio do clássico. Rodrigão chegou a cabecear a bola na trave logo aos seis minutos, porém o árbitro Raphael Claus viu impedimento na jogada.

O tempo passou, e o Corinthians controlou o ímpeto santista, sendo ainda mais incisivo quando atacava. Como aos 18 minutos, quando Fagner foi à linha de fundo do lado direito da área e cruzou para trás. Renato cortou mal, e o próprio lateral visitante emendou cruzado – para fora, mas com perigo.

O lado direito do ataque, onde Marlone jogava bem, parecia mesmo o melhor caminho para o Corinthians incomodar a defesa do Santos. Aos 34, Fagner voltou a aparecer, só que um pouco mais atrás, enfiando a bola para Rodriguinho avançar pelo meio. O armador concluiu na saída de Vanderlei, por cima do travessão. Era um prenúncio do que estava por vir.

Dois minutos mais tarde, o Corinthians abriu o placar. Marlone – pela direita – clareou e acionou Rodriguinho, que fez uma bela assistência de letra para o companheiro chutar para a rede já dentro da área. Um golaço.

A mudança no marcador desanimou a torcida santista. Enquanto um e outro ainda tinham forças para gritar que apoiavam “o time da virada”, o Corinthians ficou próximo de ampliar no final do primeiro tempo. Na melhor dessas chances, Rodriguinho completou de primeira um cruzamento da esquerda de Uendel, na pequena área, e Vanderlei teve reflexo para defender.

Sem alterações no intervalo, o Santos também não mudou muito de postura no começo da etapa complementar, permitindo que o Corinthians voltasse a ocupar o campo de ataque. O time da casa até se mostrava empenhado, mas sem criatividade, sentindo a ausência de Lucas Lima.

O técnico Dorival Júnior, então, resolveu recorrer à entrada de Vecchio no lugar de Thiago Maia – a princípio, quem sairia seria Jean Mota. No Corinthians, Cristóvão Borges trocou Gustavo pelo ex-santista Marquinhos Gabriel e colaborou com a estratégia adversária.

O Santos levou a melhor depois das substituições. Aos 24 minutos, Vilson trombou com Luiz Felipe dentro da área, e o árbitro enxergou pênalti no lance. Vitor Bueno se apresentou para a cobrança, deslocou Cássio e conferiu para empatar o clássico.

Satisfeito, Dorival mandou Caju a campo na vaga de Daniel Guedes, jogando Zeca para o lado direito. Já Cristóvão foi mais comedido quando Giovanni Augusto reclamou de dores musculares e optou pelo contestado Willians.

Empurrado por sua torcida, o Santos assumiu totalmente o controle do clássico a partir de então, tirando proveito do posicionamento defensivo do Corinthians, que já errava muitos passes. O gol da virada parecia questão de tempo. E era.

Aos 40 minutos, Jean Mota cobrou escanteio, e Renato se antecipou a Fagner para cabecear para dentro. De imediato, Cristóvão Borges sacou o inofensivo Lucca para gastar a sua última ficha com Romero, que pouco tempo teve para mudar os rumos do clássico na Vila Belmiro.

Bastidores – Santos TV:

Gustavo Henrique admite início ruim contra o Timão, mas destaca força do elenco

Vindo de três derrotas, o Santos começou perdendo para o Corinthians, com gol de Marlone, neste domingo, na Vila Belmiro, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. Após fazer uma apresentação ruim no primeiro tempo, o Peixe dava impressão de que seguiria com o jejum de vitórias. Porém, os comandados de Dorival Júnior cresceram na segunda etapa e buscaram a virada por 2 a 1. O zagueiro Gustavo Henrique reconheceu a má apresentação no início do clássico, mas vibrou com o resultado final.

“Primeiro tempo nós sofremos um pouco por causa do entrosamento, eles estavam marcando bem. No segundo nós mudamos nossa postura e conseguimos a vitória”, afirmou o defensor.

Para o clássico diante do Timão, o Santos entrou em campo sem Lucas Lima, Victor Ferraz e Ricardo Oliveira, suspensos. O volante Thiago Maia, que cumpriu suspensão contra o Internacional, na última quinta-feira, entrou em campo neste domingo. Porém, o volante não fez uma boa apresentação e foi substituído por Emiliano Vecchio.

Após a entrada do argentino, o Peixe empatou com Vitor Bueno, de pênalti, e buscou a virada aos 40 minutos do segundo tempo, com Renato. Segundo o zagueiro, as boas entradas de Vecchio e Jean Mota, que deu a assistência para o segundo gol, mostram a força do elenco santista.

“Sabíamos que estávamos mal, mas também temos consciência da força do grupo. Nos fortalecemos no intervalo. Falamos que o jogo não tinha acabado ainda e conseguimos vencer”, completou.

Com a vitória, o Santos se recuperou no Brasileirão, chegou aos 39 pontos e encostou no próprio Corinthians, que está em quarto, com 40.

Após vitória no clássico, Dorival elogia arbitragem: “Foi digna”

Apesar da virada por 2 a 1 sobre o Corinthians, neste domingo, na Vila Belmiro, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Santos ainda não esqueceu a polêmica arbitragem na derrota para o Internacional, na última quinta-feira, em Porto Alegre. Na entrevista coletiva após o triunfo no clássico, o técnico Dorival Júnior elogiou o trio que apitou o jogo desta tarde, voltando a criticar o juiz Rodrigo Raposo, que expulsou Lucas Lima no Beira-Rio, após interpretar que o meia estava retardando o reinício da partida.

“A arbitragem hoje foi digna. Independentemente do que aconteceu, o trio de arbitragem foi bem de um modo geral. O que nós vimos na quinta pode ser considerada qualquer situação, menos uma arbitragem. E nós já tínhamos percebido isso desde o começo, não foi só com a expulsão”, disparou o comandante santista.

Com três derrotas seguidas antes do clássico, para Coritiba, Figueirense e Internacional, respectivamente, o Santos tinha se afastado do G4. Com a vitória sobre o Corinthians, o Peixe encostou novamente na zona de classificação para a Libertadores. Chegando aos 39 pontos, os santistas mantiveram a quinta colocação, mas colou no próprio Timão, que não saiu dos 40 e está em quarto.

O técnico Dorival Júnior destacou a importância do triunfo deste domingo e voltou a alfinetar o árbitro Rodrigo Raposo. “A derrota de quinta eu desconsidero, mas nós precisávamos dessa recuperação. Além de ser um clássico histórico, ganhamos de um rival direto na parte de cima da tabela”, completou.

Renato valoriza paciência do Santos para buscar virada no clássico

Aos 36 minutos do primeiro tempo, o meia Marlone tabelou com Rodriguinho e abriu o placar para o Corinthians contra o Santos, na Vila Belmiro. Com a derrota parcial, o Peixe ficava sete pontos atrás do Timão e se distanciava mais da briga pelo G4 do Campeonato Brasileiro. Além disso, a equipe já vinha com o peso de três derrotas seguidas no torneio, para Coritiba, Figueirense e Internacional. Por conta desses problemas, os santistas mostraram nervosismo no começo do clássico, tanto que até o experiente Renato estava cometendo erros pouco comuns.

Porém, após o intervalo, os comandados de Dorival Júnior colocaram a cabeça no lugar e pressionaram o Corinthians até conquistar a virada. E ela veio justamente com Renato. Aos 40 minutos do segundo tempo, o volante subiu mais do que todo o mundo e desviou a cobrança de escanteio de Jean Mota, decretando a vitória santista.

Após a partida, o camisa 8 destacou a paciência dos jogadores para buscar o resultado, mesmo com todas as adversidades. “Sofremos o gol e mantivemos a tranquilidade. Tivemos paciência e não fomos de uma vez porque poderíamos tomar o segundo. Essa foi a tônica do jogo. Fomos eficientes e fizemos o que sabemos” comentou o herói do clássico.

Para o duelo diante do Timão, o Santos entrou em campo sem Lucas Lima, Victor Ferraz e Ricardo Oliveira, suspensos. Para Renato, a vitória deste domingo mostrou que o Alvinegro praiano tem elenco para disputar o Brasileirão na parte de cima da tabela.

“Isso aqui é um grupo, e todos vão ter oportunidades. Todos treinam e aproveitam as chances. O Jean Mota jogou e deu o passe da virada. É uma vitória do grupo, que perdeu três jogadores fundamentais”, completou.

Herói no clássico, Renato recebe elogios de Dorival: “Impressionante”

Aos 37 anos de idade, o volante Renato dá demonstrações claras de que realmente é igual vinho. Mesmo com a experiência, o atleta segue em alto nível e sendo fundamental para o Santos nesta temporada. Neste domingo não foi diferente. Aos 40 minutos do segundo tempo, o camisa 8 subiu mais do que a zaga do Corinthians e desviou o escanteio para o fundo das redes, virando o jogo e decretando a vitória santista por 2 a 1, na Vila Belmiro, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Ditando o ritmo do meio campo do Peixe, Renato também vem mostrando faro de gol. Além do tento diante do Timão, o volante já marcou na vitória sobre o Vasco, pelas oitavas da Copa do Brasil, e também foi decisivo na virada sobre o Coritiba, na segunda rodada do Brasileirão, no dia 25 de maio. Detalhe é que os três gols foram de cabeça.

Após a vitória no clássico deste domingo, o técnico Dorival Júnior rasgou elogios ao camisa 8. “Não é de hoje que o Renato faz uma campanha impressionante. Qualidade que dá, sequência e frequência com que trabalha. E acima de tudo um equilíbrio. Com Renato em campo, Santos tem padrão de jogo bem definido. Com postura e liderança que tem perante todo o grupo. E ele melhora a cada dia. É impressionante a longevidade dele como atleta. A maneira como se cuida e como se prepara. É um dos grandes profissionais com que trabalhei.”

Vitor Bueno ressalta personalidade para iniciar reação santista

Horas depois de ser decisivo para a vitória por 2 a 1 do Santos sobre o Corinthians, de virada, na Vila Belmiro, o meia Vitor Bueno já estava na TV Gazeta para participar do programa Mesa Redonda da noite de domingo. O jogador de 22 anos falou com orgulho do gol de pênalti que marcou no clássico paulista.

“Todo o mundo sabe que o nosso batedor oficial é o Ricardo Oliveira. Treino bastante também. Ele não estava, e eu já havia feito um gol de pênalti contra o Figueirense. Então, consigo me ver cobrando as bolas paradas do Santos. Tive personalidade para bater e fazer o gol”, comentou Vitor Bueno.

O meia garantiu que se preparou para a oportunidade da marca da cal na Vila, estudando as ações do goleiro Cássio, do Corinthians. “Sei que ele cai para aquele lado na maioria das vezes. Por sinal, é para onde mais bato”, sorriu. “Mas, na hora, já vou determinado a chutar para um canto. Não olho para o goleiro. Só vejo um pouco do reflexo dele e bato.”

Seja como for, Vitor Bueno converteu o pênalti e abriu caminho para o triunfo do Santos, que havia deixado a desejar no primeiro tempo, sofrendo um gol do também meia Marlone. Após o empate, o volante Renato sacramentou a virada com uma cabeçada já aos 40 minutos do segundo tempo.

“Tivemos desfalques importantes, mas quem entrou deu conta do recado. Realmente, não estávamos bem no primeiro tempo. O Corinthians criou bem mais chances e estava mais perto do segundo gol do que a gente do primeiro”, reconheceu, enaltecendo o trabalho do técnico Dorival Júnior. “O professor conversou com a gente no intervalo e mudou as nossas cabeças. Precisávamos ir para cima e entramos de outro jeito. Felizmente, saímos com a vitória”, celebrou.

Passado o clássico, Vitor Bueno agora já se concentra na sequência do Campeonato Brasileiro e em conquistar ainda mais espaço no Santos. O atleta vindo do Botafogo-SP para o clube do litoral paulista lembrou que poderá dar um grande retorno ao baixo investimento feito pela diretoria em sua contratação. “Não chegou a R$ 1 milhão”, apontou o meia.

Sem Copete, Santos terá retorno de três titulares contra o Botafogo

Apesar da virada por 2 a 1 sobre o Corinthians, neste domingo, na Vila Belmiro, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, o técnico Dorival Júnior tem pelo menos uma coisa para lamentar. Após tomar o terceiro cartão amarelo no triunfo sobre o Timão, o atacante Jonathan Copete é desfalque certo do Santos para o próximo compromisso no torneio, diante do Botafogo, nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro.

Líder de assistências do alvinegro no Brasileirão, com quatro passes, o colombiano ainda não tem um substituto definido. Na tarde desta segunda-feira, Dorival começa a preparação para a partida contra o Fogão e deve dar pistas sobre a nova formação. O argentino Emiliano Vecchio, que chegou a treinar na vaga de Copete na semana passada, é o mais cotado para ficar com a vaga de titular.

Apesar da ausência do colombiano, o técnico santista tem três motivos para sorrir. Afinal, Victor Ferraz, Lucas Lima e Ricardo Oliveira retornam ao time, após cumprirem suspensão contra o Corinthians. Com isso, Daniel Guedes, Jean Mota e Rodrigão, que foram titulares no clássico, retornam ao banco de reservas.

Corinthians 1 x 0 Santos

Data: 01/06/2016, quarta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 5ª rodada
Local: Estádio de Itaquera, em São Paulo, SP.
Público: 30.187 pagantes
Renda: R$ 1.460.047,00
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Auxiliares: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa e Gustavo Rodrigues de Oliveira (ambos de SP).
Cartões amarelos: Zeca e Vitor Bueno (S).
Gol: Giovanni Augusto (37-2).

CORINTHIANS
Walter; Fagner, Felipe, Vilson e Uendel; Cristian, Bruno Henrique (Rodriguinho), Marquinhos Gabriel (Lucca), Guilherme e Giovanni Augusto; Luciano (André).
Técnico: Tite

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Renato, Thiago Maia, Serginho (Maxi Rolón), Léo Cittaedini (Paulinho), Vitor Bueno; Elano (Joel).
Técnico: Dorival Junior



Corinthians faz gol “chorado” no fim e vence clássico contra o Santos

O Corinthians martelou, falhou nas finalizações e pressionou praticamente os 90 minutos para conseguir um gol na noite desta quarta-feira, no estádio de Itaquera, assegurando a vitória sobre o Santos no primeiro clássico da equipe neste Campeonato Brasileiro. O gol “chorado” do time saiu aos 37 minutos da etapa final, com o meia Giovanni Augusto, melhor em campo pelo lado dos paulistanos.

O embate, que praticamente foi de ataque do Timão contra defesa do Peixe, leva o time do Parque São Jorge aos 10 pontos conquistados na tabela do Nacional. O clube da Vila Belmiro, por sua vez, jogou para segurar o ímpeto do rival e teve sucesso por muito tempo. Desfalcado de suas principais estrelas, porém, não foi capaz de segurar ao menos um ponto na capital paulista, permanecendo com quatro na competição.

O jogo

O primeiro tempo foi dominado completamente pelo Corinthians, que só viu o seu gol ser ameaçado justamente no primeiro lance da partida. Logo aos quatro minutos, Renato pegou sobra de bola dentro da área, após escanteio batido por Elano, e chutou prensado por Giovanni Augusto. A bola, que bateu no braço do meia, iria para fora, mas Walter se esticou e colocou novamente para escanteio. Os santistas chegaram a reclamar de pênalti, mas Vuaden nem deu ouvidos.

O ataque fortuito dos visitantes acabou ofuscado pela boa performance corintiana na sequência. No ataque seguinte, Cristian recebeu a bola na intermediária ofensiva, ajeitou para o pé direito e chutou forte. A bola foi no meio do gol, mas Vanderlei soltou na primeira oportunidade e teve de correr para fazer a defesa antes da chegada de Luciano.

Depois, aos 12 minutos, Uendel bateu falta da intermediária na segunda trave. Luciano correu por fora da marcação de Thiago Maia e cabeceou no canto, mas Vanderlei fez grande defesa, pulando para o lado esquerdo, e mandou pela linha de fundo. O lateral esquerdo, por sinal, foi responsável pelas melhores jogadas ofensivas da equipe, sempre chegando com liberdade devido à marcação pouco eficiente de Vitor Bueno. Até o intervalo, foram mais três chances de bola na rede, todas desperdiçadas pelos donos da casa.

Aos 25, Uendel cruzou bola na segunda trave e Giovanni Augusto, livre, na pequena área, tentou tocar para o meio da área, mas mandou para fora. Dois minutos depois, Giovanni recebeu bola na latera da área, girou sobre a marcação de Renato, pedalou para cima de Zeca e conseguiu fazer bom cruzamento para o meio da área. Luciano, um pouco desequilibrado , cabeceou por cima. Guilherme, atrás, reclamou bastante do companheiro. O mesmo Guilherme que, continuando a pressão, fez bom cruzamento para a linha da pequena área, onde Vilson subiu mais alto que Gustavo Henrique para cabecear. Vanderlei, firme, agarrou a bola e não deu rebote.

No segundo tempo, o panorama se mostrou parecido com dos primeiros 45 minutos. Satisfeito com o desempenho do Corinthians, o técnico Tite manteve os seus titulares apostando em uma melhora na precisão das finalizações. Do outro lado, Dorival Júnior buscou dar um pouco mais de profundidade ao seu ataque, até então inexistente, e optou pela entra de Paulinho no lugar de Léo Cittadini.

O desenho tático do jogo, no entanto, continuou o mesmo. Com a bola a todo momento, o Timão movimentava a bola de lado a lado, mas só conseguia realmente levar perigo nas bolas alçadas na área, principalmente as paradas. Em um escanteio, aos 15 minutos, o gol quase saiu. A zaga santista não conseguiu afastar após toque de Felipe e a bola ficou para Vilson. Sem marcação, o zagueiro teve tempo de girar, mas, na hora do chute, deu um toque fraco, com o pé esquerdo, e parou em defesa tranquila de Vanderlei.

Tite, então, resolveu modificar suas peças, mandando a campo Lucca e Rodriguinho nos lugares de Marquinhos Gabriel, dessa vez sumido, e Bruno Henrique. O resultado foi uma pressão mais ofensiva, também ajudada pela proximidade do final da partida. A dificuldade em acertar passes em sequência, no entanto, continuou, levando os anfitriões ao desespero pela falta de eficiência no domínio territorial.

Não havia outro jeito de o gol sair, no entanto, que não fosse de uma bola parada. E de um jeito muito corintiano. Aos 37, após falta pelo lado direito, Guilherme recuperou a bola pela esquerda, já dentro da área. O meia cruzou para Felipe, que desviou para trás. Cristian novamente desviou para trás e a bola acabou no peito de Giovanni Augusto, que havia batido a falta. Sem marcação, ele tocou por baixo das pernas de Vanderlei e decretou o triunfo corintiano.

Dorival explica estratégia e pede paciência: “Não tem nada perdido”

A derrota que poderia trazer a pressão e um clima já próximo ao de uma pequena crise no Santos aconteceu nesta quarta-feira. O revés por 1 a 0 diante do arquirrival Corinthians, em Itaquera, expôs os problemas da equipe, agora com três derrotas em cinco jogos no Campeonato Brasileiro, e já despertou o discurso que é embasado em palavras como “paciência”, “tranquilidade” e “recuperação”. Dorival Júnior inclusive falou diretamente ao seu torcedor.

“Só quero pedir o apoio do torcedor. Com paciência é que conseguiremos uma recuperação. Nada está perdido, o campeonato está só começando, mas o Santos tem condições de jogar em uma melhor condição que vem mostrando até o momento”, avisou, tentando passar uma tranquilidade, mas ainda sem ter ideia do que vai planejar para o duelo contra o Botafogo, no Pacaembu

“O que vamos fazer para o domingo eu não sei. Primeiro quero saber se teremos uma baixa ou outra, para saber se teremos uma formação mais agressiva, jogando dentro das nossas características”, despistou.

A tal característica citada pelo treinador se diz respeito ao retorno dos atacantes, que nesta quarta começaram no banco de reservas. A modificação surpreendente, com seis homens de meio de campo, forçou uma explicação do técnico já na coletiva de imprensa.

“Hoje, o que eu imaginava é que no segundo tempo nós tivéssemos a possibilidade um pouco mais real de contratar. Nós tivemos, saíamos com a bola, mas pecamos na transição, e tudo aquilo que foi pensado foi por água abaixo”, disse, garantindo que jogou pelos três pontos e não apenas para segurar um empate fora de casa.

“Não. Nós tínhamos uma estratégia, que foi utilizada no segundo tempo. Você percebeu que no segundo tempo eu coloquei três atacantes. Eu não vim para empatar. Eu vim para ganhar o jogo. E tomamos o gol no final da partida. A estratégia era segurarmos para usarmos bolas que fatalmente teríamos o contra-ataque”, reforçou, ainda com o peso do fracasso pelo resultado.

“Em determinado momento do jogo, tivemos todas essas possibilidades. Erramos essa saída de bola. No último passe, no penúltimo passe, acabamos desperdiçando bolas importantes que poderiam ter sido fatais se tivéssemos frieza”.

Dentro de todo o cenário desenhado por Dorival Júnior na véspera do jogo, Elano foi a principal surpresa na função de centroavante. Coube ao comandante alvinegro, então, mais explicações. “Ele executou uma posição importante para mim, jogando sem referência. O Corinthians joga dessa maneira, com quatro meias que não dão uma referência à zaga adversária. De repente, dando essa liberdade ao Elano… Ele bate bem na bola, uma jogada que ele pudesse fazer seria importante”, disse Dorival, que no segundo tempo colocou Maxi Rolón para tentar mudar o jogo.

“Primeiro que eu precisava prender um pouco mais a bola, ter mais posse de bola, e o Maxi tem essa característica. Ele tem uma boa troca de passes, era isso que eu pensava para o momento e foi o que tentei fazer. Foi uma tentativa”, concluiu, sem esconder o semblante de frustração.

Dorival ainda lamenta desfalques e lentidão na chegada de reforços

O Santos fez nesta quarta-feira seu terceiro jogo sem Lucas Lima, Gabriel e Ricardo Oliveira. E a derrota para o Corinthians foi a segunda seguida da equipe da Baixada, que antes perdeu para o Internacional em plena Vila Belmiro e só empatou com o Figueirense. O sinal de alerta foi ligado e, apesar do discurso no clube ser de “bola para frente”, Dorival Júnior ainda não conseguiu esquecer a falta que o trio faz à equipe.

“Nós perdemos a nossa velocidade. Isso é uma constatação. É um fato. É real. Ela depende muito das jogadas do Lucas (Lima) e as movimentas agudas do Gabriel e do Ricardo. Isso faz uma diferença muito grande. Alguns jogadores que estão entrando possuem uma outra característica. Não podemos querer que eles joguem do mesmo jeito”, explicou, demonstrando até mesmo um certo desânimo com os reforços que estão sendo contratados até agora.

“Peça de reposição a altura com três em nível de Seleção é muito difícil de se encontrar. Nós já avisávamos que isso ia acontecer. O Santos não tinha possibilidade de ir ao mercado antes. Contratamos alguns jogadores que estarão aptos apenas após o dia 20. Chegou o Rodrigão, a apresentação do Yuri é essa semana…”, completou.

Mas o campeonato Brasileiro não para e Dorival sabe que seu time precisa reagir rápido, independente dos nomes que estejam na escalação. O Peixe soma apenas quatro pontos em 15 disputados até agora e domingo já tem novo desafio, desta vez frente ao Botafogo, no Pacaembu.

“Não podemos pensar só nisso. Temos de assumir um pouco mais essa condição, sabíamos que perderíamos (os jogadores), precisamos acelerar nossa entrada no Brasileiro. Os jogadores que estão aqui também precisam mostrar. O torcedor dificilmente vai entender, mas é natural que passemos por um processo um pouco diferente”, avisou ainda na Arena Corinthians.

Ao concluir, Dorival deixou claro que mesmo sabendo que seu grupo passaria por uma espécie de metamorfose após a disputa do Campeonato Paulista, a falta de espaço livre no calendário dificultou uma nova montagem da equipe.

“Estávamos focados nas finais (do Paulista). Não tinha como preparar uma equipe alternativa para o Brasileiro. Temos de ter essa tranquilidade a partir de agora. A exigência do torcedor vai continuar existindo, natural, mas a paciência é necessária nesse momento”, finalizou, consciente de que a pressão vai aumentar significativamente depois da derrota por 1 a 0 para o Corinthians.

Braz reclama do árbitro e Vitor Bueno critica postura do time no clássico

O gol de Giovanni Augusto, já aos 36 minutos do segundo tempo, decretou a segunda derrota seguida do Santos no Campeonato Brasileiro. O sentimento dos santistas após o clássico contra o Corinthians em Itaquera era de irritação e frustração por não ter conseguido arrancar ao menos um ponto fora de casa em uma partida que o time da Vila Belmiro claramente jogou mais preocupado em segurar o adversário do que em atacar.

Na saída de campo, David Braz esbravejou com o árbitro gaúcho Leandro Pedro Vuaden, que assinalou uma falta na lateral da área na origem do gol corintiano. “Se analisar bem a falta na lateral que ele marcou no Giovanni não foi. Não tem personalidade de marcar contra (o time da casa). Esses árbitros não têm personalidade. Não houve a falta ali. O Vuaden estava bem, mas faltou isso ai”, reclamou o zagueiro.

Já o jovem Vitor Bueno garante que o Santos não entrou em campo apenas para segurar um empate, independente da opção de Dorival Júnior ter iniciado o confronto sem nenhum atacante. “Viemos com o intuito de ganhar. Aconteceu que numa bola parada acabamos tomando o gol”, resumiu, já preocupado com a situação do Peixe no Brasileirão. “Não podemos ter muita paciência nesse início do campeonato. Não podemos aceitar perder aqui dentro dessa maneira”, avisou.

Após a 5ª rodada do nacional por pontos corridos, o Alvinegro Praiano soma apenas 4 pontos, ocupa agora a 14ª colocação na tabela e ainda pode assistir a situação piorar até o fim da rodada. No próximo domingo, o desafio será contra o Botafogo, às 11 horas, no estádio do Pacaembu.

Surpresa no clássico, Elano pede apoio do torcedor e cobra reação

Mais do que as ausências dos atacantes na equipe, Elano entre os titulares foi a maior novidade do clássico desta quarta-feira. O meia 34 anos, que atualmente exerce mais uma função de auxiliar de Dorival júnior do que propriamente de jogador, contou após a derrota por 1 a 0 para o Corinthians que sabia que ia jogar desde segunda-feira e pediu, muitas vezes, a compreensão do torcedor diante do momento conturbado do Peixe no Campeonato Brasileiro.

“Eu já sabia que ia jogar há dois dias”, comentou, antes de cutucar o jornalista que lembrou que esse foi apenas seu sexto jogo no ano. “Tenho poucas partidas…tenho 320 pelo Santos”, resmungou o jogador, que na verdade tem agora 313 jogos com a camisa alvinegra.

“Precisamos melhorar. Tivemos um empenho adequado, mas não vencemos. A gente sabe que o torcedor está preocupado, mas a gente pede a confiança do torcedor para que vá ao Pacaembu no domingo e nos ajude a voltar a vencer”, disse, minimizando até mesmo as perdas de Lucas Lima, Gabriel e Ricardo Oliveira.

“É um conjunto. A gente ter perdido três jogadores fundamentais, mas temos que nos recuperar o mais rápido possível. Jogamos no Santos e, independente de quem jogue, temos que fazer o Santos vencer”, avisou.

Elano ainda fez coro a reclamação de David Braz na saída de campo e disse que Zeca garantiu, no vestiário, não ter feito a falta que originou no gol do Corinthians. Mas, para o experiente jogador, o problema maior foram os erros cometidos pela própria equipe do Santos no clássico.

“Nós cometemos alguns erros, principalmente quando tivemos a possibilidade de sair para o contra-ataque. A gente não deixou de atacar. A gente veio para criar e aproveitar esse contra-ataque. Tivemos um pequeno treino, porque foram só dois dias (desde a derrota para o Inter, no domingo). Mas não foi esse o principal. Temos que voltar a vencer independente da forma que a gente jogue”, explicou, desconversando sobre o fato de Dorival ter começado o clássico sem atacantes de ofício.

Dorival enterra “DNA”, Santos faz sua pior partida e pressão aumenta

Há pouco mais de três semanas, o Santos conquistava o título do Campeonato Paulista com uma postura irreconhecível diante o Osasco Audax em plena Vila Belmiro. Uma semana depois, em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva, Dorival Júnior externava seu arrependimento e anunciava que não abdicaria novamente de jogar para frente, mesmo que isso lhe custasse um resultado negativo.

Nesta quarta-feira, entretanto, o técnico santista jogou por terra todo seu discurso, voltou a colocar a necessidade como prioridade e acabou colaborando para a pior partida do Santos no Campeonato Brasileiro.

A derrota por 1 a 0 para o Corinthians, principal rival santista, na fria noite de Itaquera ficará marcada por números negativos. O Peixe finalizou apenas duas vezes em todo o jogo, sendo que só um chute de Renato, após escanteio, acertou o alvo. O número de passes trocados pelos comandados de Dorival também foi o menor do time nestas cinco rodadas de competição: 256 passes certos e 33 errados.

Foram nada menos que 42 bolas rebatidas pela equipe da Baixada, 43 lançamentos, 25 deles sem endereço certo, e apenas 9 cruzamentos na área corintiana, com 7 deles equivocados. Em nenhum dos quatro jogos feitos pelo Santos no Brasileirão até aqui os números da equipe foram tão ruins. E vale destacar que nesta lista estão as derrotas para Internacional, Atlético-MG, além de um empate com o Figueirense e uma vitória de virada em cima do Coritiba, conquistada apenas aos 51 minutos do segundo tempo.

Agora, a pressão em cima do treinador santista começa a crescer. Nas redes sociais e nos fóruns de torcedores alvinegros, eram centenas de postagens em meio a madrugada pedindo a cabeça do técnico. E a maior reclamação bate justamente na tecla do abandono do famoso “DNA” do clube. A tradição de se jogar ofensivamente, em busca do gol, sempre. A escalação de um time sem atacantes de ofício e com Elano na função de homem mais avançado no clássico incomodou demais boa parte dos torcedores.

“É apenas povoando mais o meio. Tiramos uma referência e jogamos mais ou menos como o Corinthians joga. É o que estamos tentando fazer. Liberdade de movimentação, penetrações, mas agora com mais posse de bola”, justificou o técnico, antes da bola começar a rolar. Na prática, porém, não foi isso que aconteceu.

O Santos teve apenas 37% de posse de bola na primeira etapa. No segundo tempo, mesmo com as trocas de Léo Cittadini por Paulinho no intervalo, Elano por Joel aos 24 minutos, e Serginho por Maxi Rolón aos 30, o Peixe aumentou apenas em 1% seu tempo de domínio da bola. E o placar magro, graças a gol de Giovanni Augusto aos 36 minutos da etapa final, foi garantido pela grande atuação do goleiro Vanderlei, que fez pelo menos seis defesas notáveis, enquanto Walter, o arqueiro de Tite, se limitava a bater tiros e meta em resumo.

A campanha do Santos no Campeonato Brasileiro já é pior do que a do último ano. Em cinco rodadas na edição de 2015, à época sob o comando de Marcelo Fernandes, o Peixe conseguiu cinco pontos, um a mais do que a equipe tem hoje. O clube acorda nesta quinta na 14ª colocação, mas ainda pode cair na tabela, dependendo do complemento da rodada. A reação precisa ser imediata, já contra o Botafogo, na manhã do domingo, no estádio do Pacaembu. Do contrário, o time pode bater outra marca negativa: entrar na zona de rebaixamento uma rodada antes em comparação com a última temporada. O que se esperava, ao menos, é que os atacantes voltem e o time honre as tradições do clube.

Santos 2 x 0 Corinthians

Data: 06/03/2016, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 8ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 9.635 pagantes
Renda: R$ 322.880,00
Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza
Auxiliares: Daniel Paulo Ziolli e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa
Cartões amarelos: Victor Ferraz e Lucas Lima (S).
Gols: Ricardo Oliveira (08-1) e Ricardo Oliveira (40-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo (Luiz Felipe), Gustavo Henrique e Zeca; Renato, Thiago Maia, Gabriel (Rafael Longuine), Lucas Lima e Serginho (Paulinho); Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior

CORINTHIANS
Cássio; Fagner (Edilson), Balbuena, Yago e Guilherme Arana; Bruno Henrique, Willians, Romero (Alan Mineiro), Danilo e Lucca; Luciano (André)
Técnico: Tite



Com dois de Ricardo Oliveira, Santos acaba com invencibilidade do Corinthians

Quando um time leva um clássico mais seriamente do que outro, geralmente sai vencedor. Foi o que aconteceu na Vila Belmiro, na tarde de domingo. Ricardo Oliveira superou dores no joelho para deixar o Santos com força máxima e fazer os gols da vitória por 2 a 0 sobre o Corinthians, escalado com seis reservas e agora não mais invicto.

O artilheiro, que ficou emburrado por ter negada sua transferência à China, atuou pela primeira vez diante de seus torcedores e foi festejado antes mesmo de a bola rolar. Sem mágoa, a maior parte do público chegou ao estádio e foi dele embora gritando o mesmo nome.

Preocupado com a visita ao Cerro Porteño, na próxima quarta-feira, pela Copa Libertadores, o Corinthians entrou em campo só com cinco titulares. Mais interessado, o Santos começou a partida e não demorou a abrir o placar, aos oito minutos, em rebote aproveitado por Oliveira.

Após o intervalo, os visitantes cresceram com a entrada de Alan Mineiro, que deixou o meio-campo mais encorpado. Até houve chances, mas os donos da casa acabaram matando o jogo em um contra-ataque, aos 39 minutos. Ricardo Oliveira cortou Yago, encobriu Cássio e definiu o triunfo merecido do time que se importou em ter força máxima.

Recuperado da derrota da semana passada para o Red Bull, o Santos chegou aos 15 pontos e se manteve na primeira colocação do Grupo A do Campeonato Paulista. O Corinthians, mesmo estacionado nos 17, segue com a melhor campanha da competição e a liderança folgada do Grupo D.

O jogo

O Santos perdeu a bola logo que deu a saída, o que não foi uma boa amostra do primeiro tempo. Passado o erro inicial, os anfitriões se estabeleceram no campo de ataque e trocaram passes com muita facilidade até abrir a contagem, ainda aos oito minutos.

Em uma tentativa feita só por três jogadores do Corinthians de apertar a saída, Renato saiu com liberdade e acionou Lucas Lima na direita, aproveitando que Guilherme Arana estava preocupado em perseguir Gabriel. O meia virou com precisão, de pé direito, para Serginho. Cássio rebateu o chute, e Ricardo Oliveira se viu com o gol vazio.

A formação praiana ainda seguiu em cima por alguns minutos, criando chance em saída estranha de Cássio – Serginho errou a puxeta –, antes de tirar o pé. Os visitantes passaram a ter posse de bola, mas seu meio-campo não funcionava e as opções de beirada eram ruins.

Houve uma única boa jogada até o intervalo, em lance no qual Romero colocou a bola entre as pernas de Renato e serviu Danilo. A finalização foi muito ruim. Tite, então, acionou o meia Alan Mineiro, abrindo Danilo na direita por uma chegada de maior qualidade e um meio mais encorpado.

Mudou a disposição do Corinthians, que passou a rodar melhor a bola e chegar com mais perigo. O Santos parecia letárgico e permitia lances como um lateral rápido a Willians, que fez a bola chegar a Lucca na área. De calcanhar, o atacante deixou Arana em ótima posição – para uma conclusão ruim, por cima.

A opção feita por Dorival Júnior foi trocar Serginho por Paulinho, apostando em uma força ofensiva maior. Os visitantes seguiram em sua busca e quase alcançaram o empate com Alan Mineiro, em dividida com Vanderlei. Lucas Veríssimo foi substituído na zaga santista pelo estreante Luiz Felipe. Do outro lado, o ex-santista André substituiu Luciano.

Foi Lucca quem teve boa chance, cabeceando nas mãos de Vanderlei após ótima jogada de Denilo. Pensando na Libertadores – não há outra explicação possível –, Tite acionou Edílson como última opção, sacando Fagner. Atacando por seu setor, Ricardo Oliveira deixou na cara do gol Gabriel, que perdeu.

O Corinthians passou a buscar mais agressivamente o ataque e se abriu aos contragolpes. Essa chance não foi desperdiçada pelo Santos. Aos 39 minutos, Ricardo Oliveira recebeu na intermediária, venceu o duelo com Yago e bateu também o goleiro Cássio.