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Coritiba 2 x 1 Santos

Data: 21/08/2016, domingo, 18h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 21ª rodada
Local: Estádio Major Antônio Couto Pereira, em Curitiba, PR.
Público: 7.972 pagantes (8.838 total)
Renda R$ 177.455,00
Árbitro: Claudio Francisco Lima e Silva (SE)
Auxiliares: Ailton Farias da Silva e Daniel Vidal Pimentel (ambos de SE).
Cartões amarelos: Neto Berola (C); Leo Cittadini, Gustavo Henrique e Jean Mota (S).
Gols: Ricardo Oliveira (14-2), Kléber (27-2) e Iago (41-2).

CORITIBA
Wilson, Dodô, Luccas Claro, Juninho e Benítez (Evandro); Edinho, João Paulo e Juan; Raphael Veiga, Kleber e Neto Berola (Iago).
Técnico: Paulo César Carpegiani

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Caju; Renato, Léo Cittadini e Lucas Lima (Jean Mota); Vitor Bueno (Joel), Copete (Rodrigão) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior.



Santos cede a virada para o Coxa e vê o Palmeiras se afastar

O Santos desperdiçou a chance de chegar à vice-liderança do Campeonato Brasileiro ao ceder na capital paranaense a virada para o Coritiba, por 2 a 1, depois de estar vencendo no estádio Couto Pereira. Com 36 pontos, o Peixe está quatro pontos atrás do líder Palmeiras, na quarta colocação. Já o Coxa termina a rodada mais longe da zona de rebaixamento, com 25 pontos, na 14ª colocação.

Depois de uma primeira etapa sem bola na rede, a equipe paulista abriu o placar aos 14 minutos do segundo tempo, com Ricardo Oliveira, que aproveitou falha de João Paulo e com liberdade foi para o gol. Kléber, aos 27 minutos, mostrou oportunismo para deixar tudo igual. Mas Iago, aos 41 minutos, com um golaço, fechou a contagem.

O jogo

Sem se importar em ser um visitante indesejável, o Peixe começou a partida tentando pressionar e logo no primeiro minuto Caju encontrou Ricardo Oliveira entrando na cara do gol, mas a arbitragem parou o lance para anotar o impedimento. Mais lançamento, aos seis minutos, desta vez para Copete, e Wilson deixou meta para interceptar. Aos oito minutos, Lucas Lima recebeu, dominou e bateu cruzado, pela linha de fundo.

O Coxa tentou reagir e chegou pela primeira vez no ataque aos 14 minutos, com Raphael Veiga, que foi carregando a bola e resolveu soltar o tiro, por cima do gol, isolando. O jogo era morno e o Santos tinha dificuldade de sair jogando. Em cobrança de falta, aos 20 minutos, Vitor Bueno mandou à direita do alvo.

Grande tentativa de Ricardo Oliveira, aos 31 minutos, pegando de primeira e obrigando Wilson a fazer grande defesa. Vacilo da defensiva alviverde, aos 36 minutos, Dodô aproveitou para dominar e cruzar rasteiro para Kléber completar e Vanderlei operar um milagre diante do ex-time. Aos 44 minutos, Neto Berola partiu para a jogada individual, invadiu a área e foi travado na bola por Caju.

Para a etapa final, as equipes retornaram sem modificações. Contra-ataque santista, aos seis minutos, com Vitor Bueno, que carregou a bola, abriu espaço e arrematou forte, para fora, com desvio. As duas equipes dependiam dos erros do adversário para criar. Mas, aos 14 minutos, o erro foi falta. João Paulo tocou para trás e serviu Ricardo Oliveira, que só teve trabalho de tirar do goleiro para abrir o placar.

O gol deu mais tranquilidade ao Peixe, que podia esperar mais para usar o contra-ataque, enquanto o Coxa dominava as ações, mas sem conseguir chegar a meta adversária. Aos 26 minutos, Juan cobrou falta fechada na área alvinegra e Luiz Felipe subiu para afastar o perigo. Mas, aos 27 minutos, Evandro chutou, Vanderlei fez uma linda defesa, mas Kléber, com oportunismo, apareceu para balançar as redes.

O Coritiba jogava bem, especialmente após tomar e fazer seu gol. Aos 32 minutos, Evandro recebeu lançamento preciso e arrematou na trave. Na reposta, aos 39 minutos, Renato levantou, Gustavo Henrique desviou e Wilson foi tirar no ângulo para ceder escanteio. Porém, aos 41 minutos, Iago mandou um petardo, de longe, e estufou as redes para decretar a virada com um golaço.

Irritado, Ricardo Oliveira reclama de postura defensiva do Santos

O Santos parecia que iria conquistar mais três pontos no Campeonato Brasileiro até a metade do segundo tempo da partida contra o Coritiba, no Couto Pereira, quando vencia por 1 a 0. No entanto, o Peixe recuou muito na reta final e acabou sofrendo a virada dos donos da casa. Autor do gol alvinegro, o centroavante Ricardo Oliveira saiu de campo bastante irritado com a postura da equipe.

“O que aconteceu foi que recuamos e demos vida para o Coritiba. Foi isso que aconteceu, quer mais o quê? Fizemos 1 a 0, mas demos confiança para eles e levamos a virada”, disse o atacante.

Mais calmo, o volante Renato preferiu ponderar sobre a atuação do Santos. No entanto, o veterano lamentou a falta de pontaria do Peixe, que desperdiçou algumas boas oportunidades antes de sofrer o empate, apesar de também ter levado uma bola na trave.

“Tivemos oportunidade de fazer o segundo gol, mas infelizmente não conseguimos concluir em gol. Eles foram eficientes, fizéramos dois gols e a gente não conseguiu nosso objetivo que era a vitória”, afirmou o veterano.

Na próxima rodada, o Santos encara o Figueirense na Vila Belmiro, domingo, às 11h (de Brasília). Antes, porém, o Peixe recebe o Vasco, quarta-feira, às 19h30, pela Copa do Brasil. Já com o reforço de Thiago Maia, Zeca e Gabigol, campeões olímpicos pela Seleção Brasileira, o volante Renato pregou foco no jogo eliminatório e valorizou a volta dos atletas.

“São jogadores importantes e vão nos ajudar até o final do campeonato. Já temos um jogo importante na quarta, pela Copa do Brasil, então temos que virar o chip para que possamos fazer um bom jogo em casa, conseguir a vitória e só depois pensar no Figueirense em casa”, concluiu.

Após virada, Dorival pede Santos mais agressivo nos próximos jogos

Não foi só o torcedor do Santos que se desapontou com o resultado e com a atuação da equipe na derrota para o Coritiba por 2 a 1, de virada, neste domingo. O técnico Dorival Júnior fez críticas ao desempenho do Peixe, especialmente considerando-se que o Alvinegro teve uma semana livre para treinos, e pediu por uma equipe mais agressiva nas próximas partidas.

“Esperava uma melhora maior depois da semana de trabalhos, mas não aconteceu. A luta é pela melhor colocação possível, estar entre os primeiros. Não podemos bobear como hoje ou em um ou outro jogo anterior. Temos que ter uma postura mais agressiva se quisermos brigar por algo maior. Perder pontos importantes nos penaliza, como já está acontecendo, por uma colocação melhor. Temos que ter um time forte, competitivo, que lute com maior intensidade pelos resultados que temos deixado ao longo do caminho”, disse o comandante.

Até a metade do segundo tempo, o Santos vencia o jogo por 1 a 0 e, se tivesse mantido o resultado durante os 90 minutos, terminaria a rodada na segunda colocação, apenas um ponto atrás do líder Palmeiras. Com a derrota, porém, o Peixe caiu para a quarta posição e, caso o Corinthians vença o Vitória nesta segunda, o time de Dorival Júnior deixará o G4.

“Não pode acontecer o que aconteceu ao longo da partida. Tínhamos o jogo bem administrado, trabalhando a bola depois do primeiro gol, criando oportunidades, mas passamos a ter dificuldades. Coritiba começou a pressionar, entrando no nosso campo, tirando saída de bola e complicando transição. A partir desse momento eles prevaleceram e tiveram méritos. Os últimos minutos foram decisivos na definição do resultado”, finalizou.

Santos 2 x 1 Coritiba

Data: 22/05/2016, domingo, 11h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 2ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 7.472 pagantes
Renda: R$ 212.190,00
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG).
Auxiliares: Pablo Almeida da Costa e Celso Luiz da Silva (ambos de MG).
Cartões amarelos: Victor Ferraz, Zeca, Vitor Bueno e Gustavo Henrique (S); Alan Santos e Kléber Gladiador (C).
Gols: Kléber Gladiador (19-1); Vitor Bueno (16-2) e Renato (51-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia, Vitor Bueno (Matheus Nolasco) e Lucas Lima; Gabriel e Joel (Ronaldo Mendes).
Técnico: Dorival júnior.

CORITIBA
Wilson; Dodô, Rafael Marques, Juninho e Carlinhos; João Paulo, Alan Santos (Ícaro), Ruy (Thiago Lopes) e Cesar González; Leandro e Kleber Gladiador (Guilherme Parede).
Técnico: Gilson Kleina



Renato marca aos 51 e Peixe vira em cima do Coritiba na Vila Belmiro

Ricardo Oliveira não pôde entrar em campo neste domingo e Joel não conseguiu substituir o camisa 9 à altura. E quando a equipe mais precisava de um centroavante, foi Renato, que mesmo puxando a coxa, acabou assumindo a posição. O volante de origem marcou, de cabeça, o gol da primeira vitória do Santos no Campeonato Brasileiro, quando o relógio já marcava 51 minutos da etapa final.

Apesar dos protestos do Coritiba pelos sete minutos de acréscimo, mesmo com a pausa para hidratação dos atletas, a virada por 2 a 1 ainda manteve a invencibilidade de Dorival Júnior no estádio Urbano Caldeira. Agora são 30 jogos, 10 meses e 17 dias sem saber o que é perder como mandante.

Apesar dos primeiros três pontos, o Alvinegro Praiano se mostrou sonolento desde o início do confronto, talvez pelo horário das 11 horas. Lucas Lima, que aparentemente estava recuperado de sua lesão no tornozelo direito, mostrou muita limitação nos movimentos e acabou sacado ainda no intervalo, quando o Coxa já vencia graças a gol de Kléber Gladiador, após passe de Leandro, ex-Santos. O duelo deste domingo pode ter sido a última vez do meia com a camisa santista.

Assim como Gabriel, outro que decepcionou nesta 2ª rodada, o camisa 20 se apresenta nesta segunda à Seleção Brasileira para a disputa da Copa América e pode ser negociado com o exterior neste período. A dupla corre o risco de perder até nove rodadas do Brasileirão, caso o Brasil vá à final.

Neste cenário, o gol de empate só poderia sair em um lance inusitado. Quando menos se esperava, aos 19 da etapa final, Vitor Bueno cobrou falta de longa distância e o goleiro Wilson aceitou.

O jogo

Como de costume, já na movimentação da torcida no entorno da Vila Belmiro era possível perceber o alto número de famílias e crianças. Típico de uma partida na manhã do domingo. Mas, diferente de outras oportunidades, o alçapão não encheu para ver um Santos um tanto quanto sonolento.

Lucas Lima teve seu nome gritado pela torcida pouco antes do apito inicial, mas, alguns minutos depois, ouviu protestos. O meia ainda parecia incomodado com sua lesão no tornozelo direito e se movimentava pouco, apesar de alguns bons passes.

O Coritiba, por sua vez, se postou como manda o figurino de um visitante. Sempre com seus dez jogadores de linha na marcação atrás do meio de campo e explorando os contra-ataques. E, desta forma, a equipe de Gilson Kleina anulou o Peixe de Dorival e causou calafrios nos santistas em suas investidas.

Logo na primeira oportunidade, aos 19 minutos, Dodô enfiou linda bola para Leandro, ex-Santos, entrar na área pela direita do ataque. O jogador cruzou rasteiro e Kléber Gladiador só empurrou para as redes. 1 a 0 Coxa.

Cinco minutos depois, a jogada se repetiu nas costas de Zeca, que sofria sem cobertura, por pouco os paranaenses não ampliaram em plena Vila Belmiro. As duas jogadas ao menos serviram para acordar do Santos.

Aos 25, Lucas Lima deixou Joel na cara do gol. O camaronês acertou a trave e Gabriel mandou para o gol, mas nada valia em função da posição irregular do substituto de Ricardo Oliveira.

E quando se esperava uma pressão alvinegra, a zaga voltou a falhar. González recebeu por cima de David Braz e Gustavo Henrique e serviu Leandro. O atacante percebeu a saída desesperada de Vanderlei e só tocou por cobertura. A bola bateu no travessão e saiu pela linha de fundo. Silêncio nas arquibancadas, ainda assustadas.

O Santos não conseguia empolgar, errava muitos passes e mostrava uma lentidão incomum. Chegou a marcar com Joel, mas novamente o camaronês estava impedido. E o prejuízo só não foi maior na primeira etapa porque Alan Santos, cria da base do santista, desperdiçou chance clara de gol, aos 41.

Virada dramática
O retorno dos times ao segundo tempo cumpriu o que se imaginava, com Paulinho na vaga de Lucas Lima. O camisa 20 agora se apresenta à Seleção Brasileira sem saber se voltará a vestir a camisa do Peixe e com a certeza de que precisa se recuperar totalmente de sua lesão para ser útil na Copa América.

O Coritiba, no entanto, parecia à vontade no duelo e tocava a bola com tranquilidade. O Santos não conseguia pressionar, mas, apesar de não fazer por merecer, os donos da casa chegaram ao empate.

O relógio marcava 19 quando Vitor Bueno cobrou falta de longa distância e viu o goleiro Wilson tocar na bola, mas, sem força para impedir o gol. Falha fatal e tudo igual na Vila.

Dorival então sacou Joel, que voltou ao time sem brilho depois de passar os últimos dias com caxumba, e colou em campo o talismã Ronaldo Mendes. Era o Santos em busca da virada e da primeira vitória na competição.

O Coxa já não assustava mais nas escapadas, como na etapa anterior, e o Santos, mesmo em uma manhã não muito inspirada, tentava o gol na marra. Aos 28, Zeca quase o fez um lindo voleio, que quase sobrou para Thiago Maia completar.

Após isso, o jovem Matheus Nolasco foi para campo na vaga de Vitor Bueno, que apesar do gol não fez uma apresentação satisfatória. A esta altura, o Santos tinha dez minutos para alcançar os três pontos diante de seu torcedor.

E o torcedor teve de sofrer até o último segundo. Renato, sentindo a coxa, mas sem poder sair por causa do limite de substituições, apareceu dentro da área, como centroavante, e de cabeça marcou o gol da virada aos 51 minutos.

Apesar de toda a reclamação dos jogadores do Coritiba pelos sete minutos de acréscimo (houve parada técnica), não houve tempo para mais nada. Fim de jogo e vitória do Peixe.

Santos TV – Bastidores:

Herói do jogo, Renato diz que estava com três câimbras no momento do gol

Renato não fez uma grande partida neste domingo, assim como toda a equipe santista. Porém, o dia estava reservado para o volante na partida contra o Coritiba, válida pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Antes do apito inicial, o camisa 8 ganhou um placa da diretoria pelos seus 37 anos, festejados dia 15, e mais de 300 jogos com a camisa alvinegra. Mas, foi no último minuto do jogo que Renato fechou com chave de ouro ao garantir a vitória de virada por 2 a 1 do Peixe, mesmo sem as condições ideais para estar em campo.

“Tive cãibra no posterior, na panturrilha, deu até no adutor esquerdo. Fiquei porque não tinha como sair. Fui no sacrifício e consegui fazer o gol”, revelou o jogador, lembrando que Dorival Júnior já tinha sacado Lucas Lima, Joel e Vitor Bueno.” O Victor fez uma jogada espetacular, o Dodô ficou sem condições de ir na bola, e eu fui feliz no cabeceio”, detalhou o lance de sua consagração.

Apesar da alegria pelo raro gol, Renato não deixou de apontar sua preocupação com o futebol apresentado pelo Santos nestas duas primeiras rodadas e às vésperas de perder suas principais estrelas para a Seleção Brasileira. “Tem que ter superação, o elenco sabe da responsabilidade. Os jogadores vão ter oportunidade e a gente espera que eles mantenham o nível”, avisou.

Mas, o calor também foi justificativa para o jogador tentar explicar o jogo sonolento e de muitos erros do Peixe frente ao Coxa. A partida ás 11 horas desde domingo foi disputada sob um calor 27º na Baixada.

“Quando está muito calor como hoje, acaba prejudicando os dois lados, o jogo acaba ficando lento, às vezes cansamos mais rápido. Se está nublado, um calor ameno, é bom. No Sul é até bom, mas pega, por exemplo, em Recife ou aqui em Santos, com sol. Deixa todo mundo cansado. É um horário bom, pois trás a família para o estádio, mas, para nós, acaba prejudicando”, explicou, sem esconder a sensação de alívio.

Apesar de vitória, Dorival reprova atuação e cobra resposta da equipe

A vitória do Santos por 2 a 1 em cima do Coritiba deu ao time da Baixada os primeiros três pontos no Campeonato Brasileiro, mas, não aliviaram as críticas do técnico Dorival Júnior. Em sua análise do confronto, o treinador não escondeu sua insatisfação com a atuação de seus comandados e admitiu que o gol aos 51 minutos do segundo tempo, marcado por Renato, teve méritos apenas pelo espírito de luta do time.

“Não foi só o primeiro tempo. A partida toda foi abaixo. O Santos esteve bem abaixo, em termos de uma postura geral. Tanto defensiva quanto ofensivamente. Ganhamos o jogo na base da superação, da vontade, da garra. Fica difícil uma análise um pouco mais direta”, avaliou o comandante, claramente irritado com o futebol do Santos na Vila Belmiro.

“Não podíamos jogar como estávamos, por dentro, porque estava muito congestionado. Fizemos ao contrário. Começamos a entrar com jogadores de fora em momentos errados. Fizemos o jogo que o Coritiba gostaria, a partir do gol inicial da partida. Tínhamos de tentar jogar pelo lado. Isso estava comprometendo nossa transição”, explicou.

Nem mesmo o fato do Peixe ter mantido sua invencibilidade jogando em casa acalmou Dorival. Uma derrota neste domingo colocaria fim a série de pouco mais de 10 meses sem sofrer um revés na Vila e seria a primeira desde que o atual técnico retornou ao clube, em julho do ano passado.

“Foi um resultado alcançado, mas ninguém está satisfeito com esse resultado e temos consciência disso. A Vila é importante a partir do momento que você envolve o adversário e jogue bem. Não foi isso que aconteceu hoje. Não adianta termos a Vila a nosso favor, se não tivermos uma equipe taticamente preparada e tecnicamente presente para que as coisas aconteçam”, ponderou, já preocupado em não repetir o péssimo primeiro turno do Brasileirão de 2015.

“É um fator que temos de pensar, analisarmos bem e voltarmos para nossas origens. Até porque não podemos ter um início de competição que tivemos ano passado e comprometeu”, concluiu Dorival, que agora terá a missão de preparar o Santos para o duelo contra o Figueirense, fora de casa, na quarta-feira.

Vitor Bueno revela dica de Arzul no gol e David Braz reclama do calor

Os jogadores do Santos deram declarações distintas na saída do campo da Vila Belmiro depois da primeira vitória da equipe no Campeonato Brasileiro. Os três pontos só chegaram depois de uma virada dramática em cima do Coritiba, por 2 a 1, com gol no último lance do confronto. Antes, Vitor Bueno arrancou o empate em gol de falta graças a uma dica do preparador de goleiros Arzul.

“Eu vi que ele (goleiro Wilson) relou na bola. Essa bola do Brasileiro varia muito. O Arzul, nosso preparador de goleiro, falou para eu bater firme nela, porque ela varia muito de direção”, contou o jovem jogador, minimizando a atuação ruim da equipe neste domingo.

“O mais importante foi a vitória. O grupo está todo de parabéns pela entrega dentro de campo. Sabíamos que não era um jogo fácil, ainda mais pelo horário. Não estamos acostumados a jogar assim, mas, graças a Deus deu tudo certo”, completou.

Enquanto muitos atletas se dirigiam para o vestiário sem dar declarações, David Braz foi à torcida, bateu no peito, agradeceu o apoio, mas não deixou de reclamar do horário das 11 horas.

“Isso que dá jogar esse horário. O desgaste é muito grande. Olha como está o sol. Um jogo complicado, contra um time que veio atrás. Tivemos que trabalhar a bola dos dois lados. Com muita raça e determinação conseguimos a virada”, disse o zagueiro.

Gabriel, que fez sua última partida antes de se apresentar à Seleção Brasileira para a Copa América, não garantiu que volta, mas também não confirmou sua situação.

“É difícil falar isso, mas estou muito feliz no Santos. É um privilégio jogar na Vila, com a torcida ao lado. Estou muito feliz aqui, o Santos é minha casa, mas, afirmar isso (que quer ficar) é muito complicado”, despistou o camisa 10, apagado neste domingo.


Coritiba 1 x 0 Santos

Data: 22/11/2015, domingo, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 36ª rodada
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba, PR.
Público: portões fechados devido a punição do STJD.
Árbitro: Marielson Alves Silva (BA)
Auxiliares: Cleriston Clay Barreto Rios (SE) e Rafael da Silva Alves (RS)
Cartões amarelos: Luis Cáceres, Carlinhos e Walisson (C); Paulo Ricardo, Neto Berola e Ledesma (S).
Cartão vermelho: Vladimir (S).
Gol: Henrique Almeida (12-2).

CORITIBA
Wilson; Leandro Silva, Walisson, Juninho e Carlinhos; João Paulo, Luis Cáceres (Guilherme Parede), Thiago Lopes e Juan; Kleber (Ícaro) e Henrique Almeida.
Técnico: Pachequinho

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz (Daniel Guedes), Werley, Paulo Ricardo e Chiquinho; Ledesma, Leandrinho, Serginho (Neto Berola) e Lucas Lima (Léo Cittadini); Geuvânio e Nilson.
Técnico: Dorival Júnior



Com time reserva, Peixe perde para o Coritiba e vê G4 mais longe

O Santos perdeu uma grande oportunidade de voltar ao G4 do Campeonato Brasileiro neste domingo. Depois de assistir o São Paulo ser goleado pelo Corinthians, o Peixe tinha a chance de recuperar seu posto diante do Coritiba. Mas, com todos os titulares de linha, com exceção de Lucas Lima, poupados, o Peixe não teve forças mais uma vez como visitante. Apesar de jogar com os portões do Estádio Couto Pereira fechados, em função de uma punição imposta pelo STJD, a equipe Coxa-Branca venceu a segunda partida seguida e deixou a zona de rebaixamento graças a derrota do Avaí para o Fluminense no mesmo horário.

O único gol do jogo foi marcado pelo artilheiro do time paranaense. Henrique Almeida foi às redes aos 12 minutos do segundo tempo, após linda jogada individual de Thiago Lopes. Com isso, o Coxa chegou aos 40 pontos e subiu para a 15ª colocação. Já o Santos estacionou nos 55 pontos, agora na 6ª posição, sendo ultrapassado pelo Inter, que venceu o Grêmio e alcançou os mesmos 56 pontos do São Paulo, que permanece no G4 após a 36ª rodada.

Agora, o Santos ‘vira a chave’ e passa a pensar exclusivamente na Copa do Brasil. Nesta quarta-feira, o alvinegro praiano recebe o Palmeiras às 22 horas, na Vila Belmiro, para o primeiro duelo da grande final da competição por mata-mata, que além do título, pode render a tão sonhada vaga na próxima Libertadores. Pelo Brasileirão, o Peixe visita o Vasco no domingo, às 17 horas, em jogo marcado para São Januário.

Já o Coritiba terá a semana inteira para recuperar seus atletas e se preparar para mais uma decisão na luta contra o descenso. A equipe paranaense visita o Palmeiras, no Allianz Parque, às 18 horas do domingo. Como o Verdão é justamente o adversário do Peixe nas finais da Copa do Brasil, é grande a chance do Coxa novamente enfrentar uma equipe formada por jogadores reservas, pois três dias depois acontecerá o segundo e decisivo clássico paulista.

O jogo

Antes mesmo da bola rolar, Dorival Júnior explicou a opção de escalar um time repleto de reservas em uma partida tão importante para o time no Campeonato Brasileiro. “Nós jogamos com um campo ruim na quinta, fatalmente teremos o mesmo gramado na quarta. Ontem, alguns jogadores me colocaram essa situação, de que estão sentindo. O Palmeiras jogou ontem (sábado). Então, não tive dúvidas (para poupar). É mais do que bom senso e tínhamos que tomar essa decisão em um momento decisivo”, disse o treinador, já ciente de que seu concorrente direto, o São Paulo, havia levado uma goleada do Corinthians e não poderia mais pontuar na rodada.

Mas, o jogo foi quem acabou pagando caro por isso nos primeiros 45 minutos. O Peixe até ditou o ritmo do confronto com o desesperado Corinthians. Os paranaenses, sem poder contar com a força de sua torcida em função de uma punição imposta pelo STJD, passou quase todo o tempo marcando atrás da linha da bola, claramente preocupado em não sair atrás no placar.

Mesmo assim, as duas melhores chances de gol no jogo foram do Coxa. Primeiro, logo aos cinco minutos, quando Henrique Almeida recebeu cruzamento de Carlinhos e bateu de primeira. A bola assustou Vanderlei, mas saiu à direita no goleiro santista.

A outra oportunidade aconteceu só aos 35. Kléber recebeu na entrada da área, de costas para o gol e só rolou para Cáceres, que bateu forte. A bola desviou em Ledesma e fugiu do alcance do camisa 1 alvinegro, que só pôde torcer antes de ver a bola raspar sua trave esquerda.

Lucas Lima, o único titular de linha do Peixe em campo, foi o destaque da equipe. O meia sofreu com a forte marcação, porém, mesmo assim, participou das poucas jogadas que o time criou. Geuvânio também tentou algumas jogadas ao seu estilo, mas, sem sucesso. Para piorar, a chuva arreou forte e dificultou o toque de bola dos santistas em um campo muito molhado.

“O campo é bom, mas está encharcado, choveu muito. Temos que ficar espertos porque pode ser um jogo perigoso. Já estávamos esperando”, comentou o camisa 20 do Santos.

Para a segunda etapa, o Coritiba voltou diferente. Na escalação e na postura. O técnico Pachequinho resolveu se arriscar e colocou o atacante Guilherme Parede no lugar do meio-campista Cáceres. E o time entendeu o recado, partindo para cima do Santos assim que o árbitro reiniciou o confronto no Couto Pereira.

Vanderlei precisou trabalhar em uma tentativa de pressão dos donos da casa, que abusaram das bolas aéreas. Na sequência, ainda aos 3 minutos, Thiago Lopes soltou a bomba de longe e obrigou o goleiro santista a espalmar para longe.

A resposta do Peixe veio aos 8 minutos. Sem conseguir entrar na fechada defesa do Coritiba, Neto Berola também arriscou de fora da área. A bola passou perto, mas o goleiro Wilson só acompanhou a saída da bola.

O jogo ganhou velocidade. Com as duas equipes precisando da vitória e a clara falta de entrosamento do Peixe, a partida ficou aberta, com seguidos contra-ataques. E em uma saída de bola errada dos paulistas, Henrique Almeida quase abriu o placar, mas novamente Vanderlei evitou o gol.

E o gol que estava ficando maduro acabou saindo aos 12 minutos. Thiago Lopes fez jogada individual e entrou no meio da zaga santista. Antes de ser barrado, o jogador encontrou Henrique Almeida livre, quase dentro da pequena área. O centroavante não perdoou e, de perna esquerda, deslocou Vanderlei para abrir o placar e marcar seu 11º gol neste Brasileirão, retificando a posição de artilheiro isolado do Coxa na competição.

O gol deixou o jogo imprevisível. O Santos partiu para o ataque e voltou a assustar em nova finalização de longe. Mas os espaços entre a defesa e o ataque só aumentaram e a defesa do Peixe passou a ter de segurar a equipe Coxa-Branca praticamente no ‘mano a mano’ em todas as jogadas.

Nos minutos finais, o Santos pressionou, chegou a acertar a trave em cabeada de Nilson e viu Wilson salvar o Coxa em duas oportunidades. Desta forma, o árbitro encerrou o jogo e a festa foi mesmo dos donos da casa, que comemoraram muito a saída da zona de rebaixamento. Por outro lado, o Santos viu o G4 ficar mais longe e caiu para 6º.

Dorival revela pedido de titulares e não joga a toalha na briga pelo G4

O Santos entrou em campo neste domingo ciente dos resultados de seus concorrentes na disputa por uma vaga no G4 do Campeonato Brasileiro. A derrota do São Paulo deu ao Peixe a chance de retomar seu posto e, consequentemente, deixar o Internacional, que bateu o Grêmio, para trás. Porém, Dorival mandou a campo uma equipe toda reserva, a exceção do goleiro Vanderlei e o meia Lucas Lima. No final, a derrota de 1 a 0 não só evitou que o time entrasse no G4 novamente, como também o fez cair para a 6ª colocação. Por isso, o técnico do Santos teve de explicar sua escolha em Curitiba.

“Com as chuvas que têm caído em Curitiba, seria impossível jogar com a equipe titular. Ontem (sábado), ao fim do treino, os jogadores se reuniram e vieram em direção a nós (comissão técnica). Pediram para que nós modificássemos a equipe por não estarem recuperados. Natural, como teremos um jogo mais físico do que técnico na quarta, porque nosso gramado está muito complicado, eu não poderia tomar outra decisão”, afirmou o treinador.

Lucas Lima, que deixou o campo no segundo tempo depois de correr muito e até se destacar entre os santistas, refutou a possibilidade da pressão em cima do Peixe ter aumentado para as finais da Copa do Brasil depois do tropeço diante do Coxa.

“Não pressiona, não. Já há pressão natural. Estamos focados. O jogo é muito importante, principalmente jogando em casa. Nossa obrigação é essa mesmo e queremos muito ser campeões”, disse o meia.
Dorival inclusive falou sobre a escolha de escalar Lucas Lima entre os titulares e aproveitou para lamentar a lesão de Serginho, que o obrigou a mudar de estratégia ainda no primeiro tempo.

“O Lucas fez a saída para a Seleção Brasileira, atuou pouco, então, ele precisava de um pouco de trabalho. Já era definido que ele jogasse de 60 a 70 minutos, no máximo. Da mesma forma o Victor (Ferraz), já estava tudo programado. Não esperava ter perdido o Serginho naquele momento, tivemos que fazer uma alteração muito precoce e isso ai complicou um pouco daquilo que eu imaginava. Eu tive que inverter as alterações. E eu optei até em função do gol do Coritiba, por uma posição que resguardasse a gente para quarta-feira”, explicou, antes de defender a forma como armou sua equipe para o duelo deste domingo, no Couto Pereira.

“Custou o resultado? Olha, nós jogamos, criamos as melhores oportunidades, tivemos muita posse de bola, procuramos o jogo a todo momento. O Coritiba foi feliz, com dois ou três ataques que conseguiu encaixar e acabou fazendo o gol e nós não tivemos como recuperar”.
Por fim, Dorival Júnior concluiu que não errou em arriscar neste domingo com uma formação alternativa diante de uma equipe que entrou em campo para uma verdadeira final, já que luta contra o rebaixamento. Agora, mesmo faltando apenas duas rodadas, o treinador não joga a toalha.

“Hoje também era uma decisão. Tivemos que fazer uma opção, os próprios jogadores solicitaram. Jogamos quinta em campo sem condições, não recuperaríamos para o jogo de quarta. Então, acredito que a atitude foi correta. Vamos em busca (da vaga no G4) nesses dois jogos dificílimos, mas o Santos estará preparado. Vamos lutar até o último momento. Complicou? Sim, talvez. Não dependemos mais das nossas forças, mas acreditamos que podemos estar ali brigando pela quarta colocação”, encerrou o comandante santista.

Santos 3 x 0 Coritiba

Data: 08/08/2015, sábado, 21h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 17ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 12.657 pagantes
Renda: R$ 306.585,00
Árbitro: Igor Junio Benevenuto (MG)
Auxiliares: Kleber Lúcio Gil e Carlos Berkenbrock (ambos de SC).
Cartões amarelos: Lucas Lima (S); João Paulo, Ivan, Ruy e Juninho (C).
Gols: SANTOS: Geuvânio (19-1) e Ivan (43-1, contra); Ricardo Oliveira (14-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Thiago Maia (Elano), Renato (Paulo Ricardo) e Lucas Lima; Gabriel, Ricardo Oliveira e Geuvânio (Neto Berola).
Técnico: Dorival Júnior

CORITIBA
Wilson; Ivan (Juan), Rafael Marques, Leandro Silva e Juninho; Alan Santos (Thiago Galhardo), João Paulo e Ruy; Rafhael Lucas, Henrique Almeida (Fabrício Baiano) e Evandro.
Técnico: Ney Franco



Santos mantém ascensão e afunda o Coritiba na Vila Belmiro

O Santos aproveitou a fragilidade do Coritiba para continuar em alta sob o comando de Dorival Júnior. Na noite deste sábado, a equipe do litoral paulista recebeu o lanterna do Campeonato Brasileiro na Vila Belmiro e venceu por 3 a 0, com gols de Geuvânio, Ivan (contra) e Ricardo Oliveira.

O resultado fez o Santos se distanciar da zona de rebaixamento da competição, computando agora com 20 pontos ganhos. Já em situação de desespero, o Coritiba totaliza apenas 12, assim como Vasco e Joinville (que irão se enfrentar no domingo, em São Januário).

O Vasco também é justamente o próximo oponente do Santos – a partida será na de quarta-feira, outra vez na Vila Belmiro. Na mesma noite, o Coritiba tentará se reabilitar diante de outra equipe paulista, o Palmeiras, no Couto Pereira.

O jogo

O Santos obedeceu ao coro dos seus torcedores que estavam na Vila Belmiro e foi para cima do Coritiba desde os primeiros minutos de partida. Com rápidas trocas de passes de seus homens de frente, não demorou a virar alvo da truculência da marcação adversária.

Aos 17 minutos, no entanto, o Santos deu a primeira mostra de que não poderia ser contido com violência. Lucas Lima fez ótima lançamento para Ricardo Oliveira, que ajeitou a bola de cabeça da esquerda para o meio da área. Diante do gol, Gabriel acertou o travessão.

Nem houve tempo para muita lamentação pela chance perdida. Dois minutos mais tarde, Geuvânio clareou para dentro da área pela direita e soltou o pé para acertar o canto do gol defendido por Wilson.

A desvantagem no placar desestabilizou ainda mais o Coritiba. Sem criatividade para dar uma resposta ao Santos, o time visitante apelava para as finalizações de longa distância quando conseguia atacar.

Seguro em campo, o Santos chegou ao segundo gol ainda antes do intervalo. Aos 43, Gabriel rolou a bola para a passagem de Lucas Lima pelo lado direito da área. O meia cruzou rasteiro para o meio, onde Ivan se antecipou a Geuvânio e anotou contra, para frustração de Ney Franco.

O técnico do Coritiba resolveu entrar em ação no intervalo, trocando Ivan por Juan. Como a sua equipe não reagia, ele esperou mais seis minutos para mexer de novo já no segundo tempo. Alan Santos saiu para a entrada de Thiago Galhardo.

Dorival Júnior mudou o Santos pela primeira vez pouco depois, já que Renato reclamou de dores. Bastante aplaudido, o veterano deu lugar a Paulo Ricardo e viu do banco de reservas o seu time ampliar o marcador.

Aos 14 minutos, Geuvânio recebeu a bola do lado direito e teve visão de jogo para cruzar rasteiro para Ricardo Oliveira, que levou a melhor na disputa com a marcação e finalizou para dentro.

Combalido, o Coritiba apostou a sua última ficha em Fabrício Baiano, substituto de Henrique Almeida, porém já tinha forças apenas para cometer faltas mais duras nos atacantes do Santos. Por sua vez, o satisfeito Dorival mandou a campo Neto Berola e Elano nos lugares de Geuvânio e Thiago Maia antes de a bola parar de rolar na Vila Belmiro.

Bastidores – Santos TV:

Jogadores do Santos tentam evitar empolgação depois de nova vitória

Os jogadores do Santos ainda nem haviam deixado o gramado da Vila Belmiro, em meio à comemoração dos torcedores pela vitória por 3 a 0 sobre o Coritiba, e já repetiam o discurso comedido adotado desde a ascensão sob o comando de Dorival Júnior.

“Demos uma respirada, mas ainda estamos muito longe de onde queremos chegar. Apesar de a crescente ser boa, temos obrigação de ir mais à frente na tabela”, pregou o meia Lucas Lima, no final da noite deste sábado.

Ainda que a momentânea 12ª colocação do Campeonato Brasileiro, com 20 pontos ganhos, não satisfaça completamente os santistas, a sequência de bons resultados já serviu para fazer o time fugir da zona de rebaixamento.

“Assino embaixo do que o Lucas falou. Foi uma vitória importante para abrir distância para quem está atrás na tabela, fundamental por ser dentro de casa, mas já devemos pensar no próximo jogo”, avisou o centroavante Ricardo Oliveira, respeitando o também ameaçado Vasco, adversário de quarta-feira, de novo na Vila Belmiro.

O artilheiro do Campeonato Brasileiro ainda aproveitou para repetir o mantra apregoado por Dorival Júnior. “Teremos mais uma final”, disse Ricardo Oliveira. “Isso não é jogada de marketing. Não existe empolgação com a nossa evolução. Cada jogo é uma final para não deixarmos escapar nem um ponto. Esse é o espírito, o caminho para continuar crescendo na competição”, completou.

Artilheiro, Ricardo Oliveira enaltece a sua forma física aos 35 anos

O centroavante Ricardo Oliveira marcou o último gol do Santos – o seu décimo no Campeonato Brasileiro – na vitória por 3 a 0 sobre o Coritiba, na noite deste sábado, e saiu ovacionado do gramado da Vila Belmiro. “Feliz”, conforme repetiu muitas vezes, o artilheiro da competição atribuiu a boa fase ao seu condicionamento físico.

“Sempre fui disciplinado, regrado, cuidando do meu corpo e da minha saúde. Isso é a colheita do que plantei em todos esses anos de futebol profissional e amador. Eu me encontro bem, em plena forma. É algo notório nos jogos”, comemorou Ricardo Oliveira, de 35 anos.

Os gols marcados como veterano também ajudam a estreitar o vínculo do centroavante com o Santos, clube que ele já havia defendido em 2003. “Tive uma primeira passagem, mas essa de agora tem um gosto muito doce”, definiu. “A minha empolgação é nítida. O que importa é que estou feliz e fazendo o que mais gosto”, acrescentou, ainda sorridente.

O entusiasmo é tamanho que já começa fazer com que Ricardo Oliveira sonhe com uma vaga na Seleção Brasileira do técnico Dunga. Para Dorival Júnior, o seu comandante no Santos, o experiente atacante tem totais condições de ser útil à equipe nacional.

Meninos da Vila destacam evolução pessoal sob o comando de Dorival

A chegada de Dorival Júnior ajudou a motivar dois jovens atacantes do Santos. Satisfeitos com mais uma vitória no Campeonato Brasileiro – por 3 a 0 sobre o Coritiba, neste sábado, na Vila Belmiro –, Geuvânio e Gabriel enalteceram o treinador após a partida.

“O professor vem conversando muito com a gente. O entrosamento está cada vez melhor”, comentou Geuvânio, que abriu o placar para o Santos nesta noite. “Foi um bom chute, e a bola entrou no cantinho. Aí, foi só correr para o abraço”, sorriu.

Gabriel passou em branco, mas não deixou de ter uma atuação importante para o Santos construir o resultado positivo. “Estou aprendendo bastante com o professor. Antes, vinha fazendo alguns jogos bons e outros, ruins. Consigo manter uma regularidade agora. Devo continuar assim”, disse o também Menino da Vila.

Mais falante, Geuvânio aproveitou para enaltecer ainda a experiência do “extraordinário” centroavante Ricardo Oliveira, artilheiro do Campeonato Brasileiro, e a criatividade do meia Lucas Lima. Ele tem se divertido com a reação do quarteto ofensivo santista na competição.

“Estou muito feliz pelas brincadeiras que vejo na internet. Nos jogos, passamos a colocar em prática aquilo que treinamos. Vamos continuar trabalhando forte para todos serem ainda mais felizes”, concluiu Geuvânio.

Dorival avisa que a realidade do Santos ainda é a luta contra a degola

Assim como os seus comandados, o técnico Dorival Júnior evitou se empolgar com a vitória por 3 a 0 sobre o lanterna Coritiba, que fez o Santos se distanciar da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Para o comandante, ainda é cedo para alimentar maiores ambições na competição.

“Não é a nossa realidade. O Santos está brigando contra o rebaixamento”, sentenciou Dorival. “Conquistamos pontos importantes, mas isso não é suficiente. Essa foi a conversa que tivemos com os jogadores após a partida”, contou.

Os três importantes pontos conquistados contra o Coritiba fizeram o Santos totalizar 20, subindo momentaneamente para a 12ª colocação do Brasileiro – ameaçada pela sequência da rodada, neste domingo.

“Pela aproximação de pontos, é natural abrir a possibilidade para outras situações. Mas, se não continuarmos pontuando, não adianta nada. Até o início da rodada, éramos só a primeira equipe fora da zona de rebaixamento. É por isso que não dá para relaxar e achar que as coisas estão acontecendo de outra forma”, discursou Dorival.

Os jogadores compraram a ideia do treinador santista. Todos eles têm dito que cada partida é como uma final na luta contra a degola. A próxima será contra o também ameaçado Vasco, na noite de quarta-feira, outra vez na Vila Belmiro.

“Todos são adversários duríssimos. O Coritiba está na última posição, mas nos pressionou na Vila, dificultando bastante o nosso trabalho. O Vasco tem uma belíssima equipe e também vai oferecer muitos riscos. Não podemos perder o espírito”, alertou o centroavante Ricardo Oliveira.


Vídeos: (1) Gols e (2) melhores momentos.

Santos 2 x 2 Coritiba

Data: 21/07/2013, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 8ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 9.577 pagantes
Renda: R$ 273.395,00
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Auxiliares: Marcelo Bertanha Barison e José Eduardo Calza (ambos do RS).
Cartões amarelos: Leandro Almeida (C).
Gols: Neílton (20-1) e Alex (41-1); Cícero (19-2) e Alex (42-2).

SANTOS
Aranha; Rafael Galhardo (Pedro Castro), Edu Dracena, Durval e Léo; Alan Santos, Cícero, Leandrinho (Cicinho) e Montillo; Neílton e Willian José (Giva).
Técnico: Claudinei Oliveira

CORITIBA
Vanderlei; Victor Ferraz, Leandro Almeida, Chico e Iberbia; Junior Urso, Robinho, Alex e Botinelli (Keirrison); Geraldo (Everton Costa) e Deivid.
Técnico: Marquinhos Santos



Alex faz a diferença e arranca empate para o Coritiba diante do Santos

Jogando em casa, paulistas ficaram na frente duas vezes, mas com dois gols do meia, o Coritiba conseguiu um ponto e divide a liderança com o Botafogo

Em uma partida muito movimentada na Vila Belmiro, o Santos perdeu um caminhão de oportunidades e não passou de um empate em 2 a 2 diante do Coritiba, que tinha em seu lado Alex, que buscou o ponto para manter a invencibilidade do time no Campeonato Brasileiro 2013. Enquanto a equipe paulista chega aos 12 pontos, ainda próximo do G-4 da competição, o Coxa, com 16 pontos, fica com a vice-liderança.

Depois de muito equilíbrio nos primeiros minutos, o Peixe abriu o placar aos 20 minutos da primeira etapa, com Neílton, que entrou na área com liberdade, recebeu na medida e empurrou para o fundo das redes. O empate veio com Alex, aos 41 minutos, tocando por cima de Aranha para marcar. Depois do intervalo, Cícero, aos 19 minutos, fez o segundo. Mas Alex, aos 42 minutos, apareceu para igualar.

Na próxima rodada, o Santos vai a Campinas, onde no sábado encara a Ponte Preta, no Estádio Moisés Lucarelli. Já o Coritiba terá pela frente o Vitória, domingo, no Estádio Couto Pereira, em Curitiba.

O jogo

A partida começou brigada na Vila, com as duas equipes buscando o ataque e enfrentado forte marcação. Aos dois minutos, Cícero cobrou falta venenosa e Vanderlei espalmou para salvar. O Coxa respondeu com Júnior Urso, que arriscou de fora da área, mas sem força, fácil para Aranha. A equipe alviverde errava muitos passes no meio-campo, proporcionando alguns contra-ataques ao Peixe.

Lancei incrível aos 11 minutos. Robinho deixou para Alex, que invadiu a área e acertou a trave. No rebote, Deivid, de frente para o gol, mandou pela linha de fundo. O Coritiba subiu de produção e tinha maior posse de bola no ataque. Pelo lado do Santos, sem conseguir entrar na defesa coxa-branca, Montillo arriscou um petardo, de longe, e a boa passou com perigo. Victor Ferraz respondeu de pronto, aos 17 minutos, entrando em diagonal e batendo no ângulo, para fora.

O Peixe chegou ao gol aos 20 minutos, em jogada pela direita que sobrou para Neílton, que com liberdade, dentro da área, só teve o trabalho de empurrar para as redes. O Coritiba sentiu o gol e passou a dar mais espaço. Aos 29 minutos, Galhardo chegou pela direita e mandou a bomba pela linha de fundo. Jogada individual de Alex, aos 36 minutos, e chute saiu torto. Tabela santista na área, aos 39 minutos, e Wiliam José aparece na frente de Vanderlei para arrematar para fora. Aí apareceu o talento de Alex, que aos 41 minutos recebeu com liberdade e com um toque de categoria por cima de Aranha deixou tudo igual.

Para a etapa final, a mesma formação para as duas equipes. Aos dois minutos, Neílton recebeu lançamento em profundidade e Victor Ferraz apareceu para travar e impedir a conclusão da jogada. Ataque coxa-branca, aos nove minutos, o estreante Ibérbia deixou a defesa para trás e bateu em cima de Edu Dracena. O Peixe era um pouco superior, mas sem poder de definição.

Alex voltou a aparecer com um cruzamento preciso, aos 16 minutos, que encontrou a cabeçada certeira de Chico, que parou nas mãos de Aranha. Após cobrança de escanteio, Chico desviou e a bola beijou a trave. Mas a resposta foi fatal. Depois de cobrança de falta, Cícero subiu na área e testou firme para balançar as redes. Neílton chegou a marcar, aos 21 minutos, mas o árbitro anotou impedimento.

O Coxa quase chegou ao empate com Bottinelli, que recebeu na área e com oportunismo desviou pela linha de fundo. O jogo pegou fogo e, aos 23 minutos, bela jogada individual de Montillo, que carimbou a trave. No rebotem Giva bateu a queima roupa e Vanderlei fez milagre. Após quase dois anos fora dos gramados, Keirrison entrou em campo aos 33 minutos. Mas quem quase marcou foi Giva, que parou mais uma vez em Vanderlei. É quando Alex, sempre ele, surge no meio da defesa em bela tabela e chuta no cantinho para deixar tudo igual, aos 42 minutos.

Bastidores – Santos TV:

Claudinei avalia empate do Santos como “amargo”, mas isenta jovens de culpa

Santos esteve à frente do placar contra o Coritiba por duas vezes, mas cedeu o empate

Um empate com “gosto amargo”. Foi assim que o técnico do Santos , Claudinei Oliveira, definiu o r esultado de 2 a 2 contra o Coritiba, na tarde deste domingo, em partida válida pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro . Apesar de demonstrar frustração pelas inúmeras oportunidades perdidas, o treinador santista reconheceu o equilíbrio da partida.

“Principalmente pelas chances que a gente teve depois que fizemos o segundo gol. Eu acho que no primeiro tempo o Coritiba foi melhor. Nos segundo, tivemos mais volume de jogo, marcamos pressão a saída de bola. A sensação que eu tenho é que foi um jogão. Para quem não torce para nenhum dos times, foi um dos melhores jogos do Brasileiro”, disse Claudinei.

O treinador não acredita que a pouca idade de boa parte do ataque santista tenha sido determinante para os erros nas finalizações. Além do experiente Montillo, os jovens Neilton, Giva e Pedro Castro perderam ao menos uma chance clara de gol.

“O Alex também saiu cara a cara com o Aranha, e acertou a trave. Eles não perderam o gol porque são jovens. Perderam porque o goleiro foi bem ou tiveram uma infelicidade. (Também pesa) o momento do jogo e o emocional. Acho que a experiência pesa no momento de segurar a bola”, afirmou.

Lamentação por empate demonstra evolução do Santos, acredita Claudinei

O treinador ainda se mostrou contrário da opinião do lateral esquerdo Léo, que afirmou que a equipe não precisa mais provar nada

Para o técnico Claudinei Oliveira, as lamentações do elenco santista por causa do empate por 2 a 2 contra o Coritiba , em partida disputada no último domingo, na Vila Belmiro, são uma demonstração da evolução do Santos desde que ele assumiu o comando da equipe.

“Olhando para trás, estamos aqui lamentando um empate contra uma equipe que começou a rodada na liderança do campeonato, que é muito entrosada, muito bem armada”, declarou o treinador após o duelo contra os paranaenses.

O treinador ainda se mostrou contrário da opinião do lateral esquerdo Léo, que afirmou que a equipe não precisa mais provar nada.

“Eu particularmente acho que a gente sempre tem que provar alguma coisa”, disse o treinador, citando as desconfianças que cercaram as vitórias contra Atlético-MG, São Paulo e Portuguesa. “Disseram que ganhamos do São Paulo por 2 a 0 porque eles estavam em crise. Sempre tem um ‘mas’. A gente tem que trabalhar para não ter mais esse ‘mas'”.

Claudinei promete conversar sobre posicionamento com Thiago Ribeiro

Thiago Ribeiro foi contratado por 3 milhões de euros (R$ 8,75 milhões) pelos alvinegros, após o Santos fracassar nas tentativas por outros nomes para o setor ofensivo

Novo reforço do Santos , o atacante Thiago Ribeiro chega para ajudar o clube praiano em busca dos seus objetivos no segundo semestre, tanto na Copa do Brasil quanto no Campeonato Brasileiro. O técnico interino, Claudinei Oliveira, elogiou a nova contratação do Peixe, mas fez questão de destacar que pretende conversar com o jogador para saber qual será o seu aproveitamento dentro da equipe santista.

“Precisamos esperá-lo chegar, primeiro. Ele vinha jogado como meia na Itália (no Cagliari), atrás do centroavante. Precisamos ver em que situações ele está apto para jogar. É um jogador bom de atuar pelas beiradas também. Temos de conversar com ele e saber em que situações o Thiago se sente bem”, disse Claudinei, após o empate com o Coritiba, no último domingo, na Vila Belmiro.

Thiago Ribeiro foi contratado por 3 milhões de euros (R$ 8,75 milhões) pelos alvinegros, após o Santos fracassar nas tentativas por outros nomes para o setor ofensivo, como Robinho, do Milan, Kleber, do Grêmio, e Fernandinho, do Al-Jazira-EAU.

Apesar disso, o treinador santista não garante que o atleta será titular incontestável do Peixe. “Temos de valorizar quem está no grupo e respeitar quem está aqui também. Estávamos entre os últimos, subimos na tabela, estamos em sétimo lugar, e com o mesmo time. Ele chega com peso e qualidade para jogar. Mas todos estão buscando seu espaço. Vai depender de quem estiver jogando. É questão de fazer as coisas com coerência e honestidade”, concluiu.

Além de Thiago Ribeiro, que assinou até dezembro de 2017 com o clube praiano, a cúpula alvinegra já havia acertado as contratações dos laterais Cicinho, que estava na Ponte Preta, e Eugênio Mena, chileno que defendia a Universidad do Chile. O volante Misael, que rescindiu com o Grêmio e pertence ao Deportivo Maldonado-URU, também foi contratado.

Léo recordista

Lateral-esquerdo fez a sua 446ª partida com a camisa alvinegra e é o 10º que mais vezes defendeu o clube da Vila Belmiro na história.