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Coritiba 0 x 0 Santos

Data: 20/08/2017, domingo, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 21ª rodada
Local: Estádio Major Antônio Couto Pereira, em Curitiba, PR.
Público: 9.262 presentes (8.426 pagantes e 836 não pagantes).
Renda: R$ 186.685,00
Árbitro: Sandro Meira Ricci (Fifa-SC)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Carvalho Van Gasse (ambos de SP)
Cartões amarelos: Márcio, Matheus Galdezani e Neto Berola (C); Lucas Lima (S).

CORITIBA
Wilson; Léo, Márcio, Walisson Maia e William Matheus; João Paulo, Alan Santos, Matheus Galdezani (Neto Berola) e Carleto (Filigrana); Iago Dias (Anderson) e Alecsandro.
Técnico: Marcelo Oliveira

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Lucas Veríssimo e Zeca; Alison, Léo Cittadini e Lucas Lima; Copete, Bruno Henrique e Kayke (Nilmar).
Técnico: Levir Culpi



Santos fica no zero com o Coxa e perde chance de encostar nos líderes

O Santos entrou em campo com a missão de tirar a diferença para os líderes do Campeonato Brasileiro, mas não soube aproveitar os tropeços dos rivais diretos. Cometendo muitos erros na hora de concluir e se safando de uma derrota por mais uma boa atuação de Vanderlei, o time da Baixada ficou no 0 a 0 com o Coritiba na noite deste domingo, no Couto Pereira.

Com o resultado, o Santos perde a chance de encostar no Grêmio, vice-líder, e no Corinthians, líder, que perderam pontos na rodada. Com 37 conquistados, o time continua três atrás dos gaúchos e dez atrás do rival, que entra em campo na próxima quarta, contra a Chapecoense, para fazer um jogo atrasado da 20ª rodada.

O jogo:

O primeiro tempo da partida mostrou o Santos bem postado no campo e com bastante espaço para criar as jogadas, principalmente pelo lado direito. Contando com bons passes de Lucas Lima e uma participação razoável de Léo Cittadini, o time paulista só não abriu o placar por incompetência da dupla Copete e Kayke.

O colombiano, que faz ótima temporada, teve talvez o seu pior primeiro tempo com a camisa santista, errando lances fáceis. No melhor deles, em contra-ataque de cinco santistas contra quatro do Coxa, ele tentou passe difícil, com a perna direita, e mandou nos pés do zagueiro.

O centroavante, porém, conseguiu ter um destaque negativo maior por perder duas boas chances de marcar. A melhor veio aos 25 minutos de bola rolando, após “casquinha” de Bruno Henrique. Esperto, ele tomou a frente do zagueiro e ficou cara a cara com Wilson, mas chutou mal, para fora. Depois, aos 45, recebeu na entrada da área e tentou de esquerda, mas mandou na bandeira de escanteio.

A etapa final começou com o Peixe tentando abrir vantagem logo de cara, talvez impulsionado pelas palavras do técnico Levir Culpi. Em boa performance, Lucas Lima deu duas boas enfiadas para Bruno Henrique, mas a zaga conseguiu travar na hora certa.

O Coxa, porém, conseguiu se acertar no ataque e passou a levar perigo. Iago, aos oito minutos, quase marcou ao chutar forte, no ângulo, mas parou em boa defesa de Vanderlei. Na resposta, Bruno Henrique recebeu pela esquerda, encarou a marcação e cruzou. A zaga afastou mal e a bola ficou com Léo Cittadini, que chutou por cima do gol.

O jogo caiu com o passar do tempo, à medida em que a chuva ficava mais forte, e só voltou a ter lances de perigo nos minutos finais. Neto Berola, porém, conseguiu mais atrapalhar do que ajudar o Coxa, perdendo três chances claras de marcar. Na melhor, em rebote da trave após chute de Alan Santos, ele preferiu segurar a bola em vez de chutar para o gol vazio.

Levir reclama da chuva e afirma que faltou “contundência” ao Santos

O técnico Levir Culpi ficou decepcionado mais com a falta de gols do que com o empate do Santos diante do Coritiba, na noite deste domingo, no Couto Pereira, em partida válida pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. Para o treinador, ambas equipes mereciam balançar a rede, mas sofreram também com a chuva que caiu sobre a capital paranaense.

“É difícil, a chuva atrapalhou os dois times. Faltou contundência. O penúltimo passe faltou. Fizemos várias situações, mas foram poucas finalizações”, avaliou o treinador, que não abandonou o bom humor para fazer uma crítica ao futebol da etapa final.

“A melhor jogada talvez tenha sido a do nosso massagista. Ele entrou em campo e levou uma voadora, perdeu todos os utensílios. Acho que foi uma das melhoras jogadas (risos)”, disse Levir, reconhecendo que o ponto conquistado pelo Peixe ficou de bom tamanho.

“Não foi como nós queríamos, mas levando em consideração o que aconteceu no jogo, foi a lógica. O gramado estava alto, dificultou muito a atividade. Mas não faltou a parte física de ninguém. Foi muito equilibrado, acho que o jogo não merecia o 0 a 0, mas não tivemos competência de colocar a bola para dentro”, observou.

Mesmo com as ressalvas à criação de jogadas, Levir fez questão de exaltar o desempenho do meia Lucas Lima. Para ele, o que faltou mesmo ao time da Baixada foi um poder de fogo maios do trio formado por Bruno Henrique, Copete e Kayke, além de Nilmar, que entrou no segundo tempo.

“Lucas Lima é um jogador acima da média. Ele tem uma distribuição de bola excelente. Ele fez isso, distribuiu muito bem, mas faltou completar os lances. Mas ele produziu o normal, mas faltamos finalizar”, concluiu o comandante.


Coritiba 2 x 1 Santos

Data: 21/08/2016, domingo, 18h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 21ª rodada
Local: Estádio Major Antônio Couto Pereira, em Curitiba, PR.
Público: 7.972 pagantes (8.838 total)
Renda R$ 177.455,00
Árbitro: Claudio Francisco Lima e Silva (SE)
Auxiliares: Ailton Farias da Silva e Daniel Vidal Pimentel (ambos de SE).
Cartões amarelos: Neto Berola (C); Leo Cittadini, Gustavo Henrique e Jean Mota (S).
Gols: Ricardo Oliveira (14-2), Kléber (27-2) e Iago (41-2).

CORITIBA
Wilson, Dodô, Luccas Claro, Juninho e Benítez (Evandro); Edinho, João Paulo e Juan; Raphael Veiga, Kleber e Neto Berola (Iago).
Técnico: Paulo César Carpegiani

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Caju; Renato, Léo Cittadini e Lucas Lima (Jean Mota); Vitor Bueno (Joel), Copete (Rodrigão) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior.



Santos cede a virada para o Coxa e vê o Palmeiras se afastar

O Santos desperdiçou a chance de chegar à vice-liderança do Campeonato Brasileiro ao ceder na capital paranaense a virada para o Coritiba, por 2 a 1, depois de estar vencendo no estádio Couto Pereira. Com 36 pontos, o Peixe está quatro pontos atrás do líder Palmeiras, na quarta colocação. Já o Coxa termina a rodada mais longe da zona de rebaixamento, com 25 pontos, na 14ª colocação.

Depois de uma primeira etapa sem bola na rede, a equipe paulista abriu o placar aos 14 minutos do segundo tempo, com Ricardo Oliveira, que aproveitou falha de João Paulo e com liberdade foi para o gol. Kléber, aos 27 minutos, mostrou oportunismo para deixar tudo igual. Mas Iago, aos 41 minutos, com um golaço, fechou a contagem.

O jogo

Sem se importar em ser um visitante indesejável, o Peixe começou a partida tentando pressionar e logo no primeiro minuto Caju encontrou Ricardo Oliveira entrando na cara do gol, mas a arbitragem parou o lance para anotar o impedimento. Mais lançamento, aos seis minutos, desta vez para Copete, e Wilson deixou meta para interceptar. Aos oito minutos, Lucas Lima recebeu, dominou e bateu cruzado, pela linha de fundo.

O Coxa tentou reagir e chegou pela primeira vez no ataque aos 14 minutos, com Raphael Veiga, que foi carregando a bola e resolveu soltar o tiro, por cima do gol, isolando. O jogo era morno e o Santos tinha dificuldade de sair jogando. Em cobrança de falta, aos 20 minutos, Vitor Bueno mandou à direita do alvo.

Grande tentativa de Ricardo Oliveira, aos 31 minutos, pegando de primeira e obrigando Wilson a fazer grande defesa. Vacilo da defensiva alviverde, aos 36 minutos, Dodô aproveitou para dominar e cruzar rasteiro para Kléber completar e Vanderlei operar um milagre diante do ex-time. Aos 44 minutos, Neto Berola partiu para a jogada individual, invadiu a área e foi travado na bola por Caju.

Para a etapa final, as equipes retornaram sem modificações. Contra-ataque santista, aos seis minutos, com Vitor Bueno, que carregou a bola, abriu espaço e arrematou forte, para fora, com desvio. As duas equipes dependiam dos erros do adversário para criar. Mas, aos 14 minutos, o erro foi falta. João Paulo tocou para trás e serviu Ricardo Oliveira, que só teve trabalho de tirar do goleiro para abrir o placar.

O gol deu mais tranquilidade ao Peixe, que podia esperar mais para usar o contra-ataque, enquanto o Coxa dominava as ações, mas sem conseguir chegar a meta adversária. Aos 26 minutos, Juan cobrou falta fechada na área alvinegra e Luiz Felipe subiu para afastar o perigo. Mas, aos 27 minutos, Evandro chutou, Vanderlei fez uma linda defesa, mas Kléber, com oportunismo, apareceu para balançar as redes.

O Coritiba jogava bem, especialmente após tomar e fazer seu gol. Aos 32 minutos, Evandro recebeu lançamento preciso e arrematou na trave. Na reposta, aos 39 minutos, Renato levantou, Gustavo Henrique desviou e Wilson foi tirar no ângulo para ceder escanteio. Porém, aos 41 minutos, Iago mandou um petardo, de longe, e estufou as redes para decretar a virada com um golaço.

Irritado, Ricardo Oliveira reclama de postura defensiva do Santos

O Santos parecia que iria conquistar mais três pontos no Campeonato Brasileiro até a metade do segundo tempo da partida contra o Coritiba, no Couto Pereira, quando vencia por 1 a 0. No entanto, o Peixe recuou muito na reta final e acabou sofrendo a virada dos donos da casa. Autor do gol alvinegro, o centroavante Ricardo Oliveira saiu de campo bastante irritado com a postura da equipe.

“O que aconteceu foi que recuamos e demos vida para o Coritiba. Foi isso que aconteceu, quer mais o quê? Fizemos 1 a 0, mas demos confiança para eles e levamos a virada”, disse o atacante.

Mais calmo, o volante Renato preferiu ponderar sobre a atuação do Santos. No entanto, o veterano lamentou a falta de pontaria do Peixe, que desperdiçou algumas boas oportunidades antes de sofrer o empate, apesar de também ter levado uma bola na trave.

“Tivemos oportunidade de fazer o segundo gol, mas infelizmente não conseguimos concluir em gol. Eles foram eficientes, fizéramos dois gols e a gente não conseguiu nosso objetivo que era a vitória”, afirmou o veterano.

Na próxima rodada, o Santos encara o Figueirense na Vila Belmiro, domingo, às 11h (de Brasília). Antes, porém, o Peixe recebe o Vasco, quarta-feira, às 19h30, pela Copa do Brasil. Já com o reforço de Thiago Maia, Zeca e Gabigol, campeões olímpicos pela Seleção Brasileira, o volante Renato pregou foco no jogo eliminatório e valorizou a volta dos atletas.

“São jogadores importantes e vão nos ajudar até o final do campeonato. Já temos um jogo importante na quarta, pela Copa do Brasil, então temos que virar o chip para que possamos fazer um bom jogo em casa, conseguir a vitória e só depois pensar no Figueirense em casa”, concluiu.

Após virada, Dorival pede Santos mais agressivo nos próximos jogos

Não foi só o torcedor do Santos que se desapontou com o resultado e com a atuação da equipe na derrota para o Coritiba por 2 a 1, de virada, neste domingo. O técnico Dorival Júnior fez críticas ao desempenho do Peixe, especialmente considerando-se que o Alvinegro teve uma semana livre para treinos, e pediu por uma equipe mais agressiva nas próximas partidas.

“Esperava uma melhora maior depois da semana de trabalhos, mas não aconteceu. A luta é pela melhor colocação possível, estar entre os primeiros. Não podemos bobear como hoje ou em um ou outro jogo anterior. Temos que ter uma postura mais agressiva se quisermos brigar por algo maior. Perder pontos importantes nos penaliza, como já está acontecendo, por uma colocação melhor. Temos que ter um time forte, competitivo, que lute com maior intensidade pelos resultados que temos deixado ao longo do caminho”, disse o comandante.

Até a metade do segundo tempo, o Santos vencia o jogo por 1 a 0 e, se tivesse mantido o resultado durante os 90 minutos, terminaria a rodada na segunda colocação, apenas um ponto atrás do líder Palmeiras. Com a derrota, porém, o Peixe caiu para a quarta posição e, caso o Corinthians vença o Vitória nesta segunda, o time de Dorival Júnior deixará o G4.

“Não pode acontecer o que aconteceu ao longo da partida. Tínhamos o jogo bem administrado, trabalhando a bola depois do primeiro gol, criando oportunidades, mas passamos a ter dificuldades. Coritiba começou a pressionar, entrando no nosso campo, tirando saída de bola e complicando transição. A partir desse momento eles prevaleceram e tiveram méritos. Os últimos minutos foram decisivos na definição do resultado”, finalizou.

Coritiba 1 x 0 Santos

Data: 22/11/2015, domingo, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 36ª rodada
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba, PR.
Público: portões fechados devido a punição do STJD.
Árbitro: Marielson Alves Silva (BA)
Auxiliares: Cleriston Clay Barreto Rios (SE) e Rafael da Silva Alves (RS)
Cartões amarelos: Luis Cáceres, Carlinhos e Walisson (C); Paulo Ricardo, Neto Berola e Ledesma (S).
Cartão vermelho: Vladimir (S).
Gol: Henrique Almeida (12-2).

CORITIBA
Wilson; Leandro Silva, Walisson, Juninho e Carlinhos; João Paulo, Luis Cáceres (Guilherme Parede), Thiago Lopes e Juan; Kleber (Ícaro) e Henrique Almeida.
Técnico: Pachequinho

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz (Daniel Guedes), Werley, Paulo Ricardo e Chiquinho; Ledesma, Leandrinho, Serginho (Neto Berola) e Lucas Lima (Léo Cittadini); Geuvânio e Nilson.
Técnico: Dorival Júnior



Com time reserva, Peixe perde para o Coritiba e vê G4 mais longe

O Santos perdeu uma grande oportunidade de voltar ao G4 do Campeonato Brasileiro neste domingo. Depois de assistir o São Paulo ser goleado pelo Corinthians, o Peixe tinha a chance de recuperar seu posto diante do Coritiba. Mas, com todos os titulares de linha, com exceção de Lucas Lima, poupados, o Peixe não teve forças mais uma vez como visitante. Apesar de jogar com os portões do Estádio Couto Pereira fechados, em função de uma punição imposta pelo STJD, a equipe Coxa-Branca venceu a segunda partida seguida e deixou a zona de rebaixamento graças a derrota do Avaí para o Fluminense no mesmo horário.

O único gol do jogo foi marcado pelo artilheiro do time paranaense. Henrique Almeida foi às redes aos 12 minutos do segundo tempo, após linda jogada individual de Thiago Lopes. Com isso, o Coxa chegou aos 40 pontos e subiu para a 15ª colocação. Já o Santos estacionou nos 55 pontos, agora na 6ª posição, sendo ultrapassado pelo Inter, que venceu o Grêmio e alcançou os mesmos 56 pontos do São Paulo, que permanece no G4 após a 36ª rodada.

Agora, o Santos ‘vira a chave’ e passa a pensar exclusivamente na Copa do Brasil. Nesta quarta-feira, o alvinegro praiano recebe o Palmeiras às 22 horas, na Vila Belmiro, para o primeiro duelo da grande final da competição por mata-mata, que além do título, pode render a tão sonhada vaga na próxima Libertadores. Pelo Brasileirão, o Peixe visita o Vasco no domingo, às 17 horas, em jogo marcado para São Januário.

Já o Coritiba terá a semana inteira para recuperar seus atletas e se preparar para mais uma decisão na luta contra o descenso. A equipe paranaense visita o Palmeiras, no Allianz Parque, às 18 horas do domingo. Como o Verdão é justamente o adversário do Peixe nas finais da Copa do Brasil, é grande a chance do Coxa novamente enfrentar uma equipe formada por jogadores reservas, pois três dias depois acontecerá o segundo e decisivo clássico paulista.

O jogo

Antes mesmo da bola rolar, Dorival Júnior explicou a opção de escalar um time repleto de reservas em uma partida tão importante para o time no Campeonato Brasileiro. “Nós jogamos com um campo ruim na quinta, fatalmente teremos o mesmo gramado na quarta. Ontem, alguns jogadores me colocaram essa situação, de que estão sentindo. O Palmeiras jogou ontem (sábado). Então, não tive dúvidas (para poupar). É mais do que bom senso e tínhamos que tomar essa decisão em um momento decisivo”, disse o treinador, já ciente de que seu concorrente direto, o São Paulo, havia levado uma goleada do Corinthians e não poderia mais pontuar na rodada.

Mas, o jogo foi quem acabou pagando caro por isso nos primeiros 45 minutos. O Peixe até ditou o ritmo do confronto com o desesperado Corinthians. Os paranaenses, sem poder contar com a força de sua torcida em função de uma punição imposta pelo STJD, passou quase todo o tempo marcando atrás da linha da bola, claramente preocupado em não sair atrás no placar.

Mesmo assim, as duas melhores chances de gol no jogo foram do Coxa. Primeiro, logo aos cinco minutos, quando Henrique Almeida recebeu cruzamento de Carlinhos e bateu de primeira. A bola assustou Vanderlei, mas saiu à direita no goleiro santista.

A outra oportunidade aconteceu só aos 35. Kléber recebeu na entrada da área, de costas para o gol e só rolou para Cáceres, que bateu forte. A bola desviou em Ledesma e fugiu do alcance do camisa 1 alvinegro, que só pôde torcer antes de ver a bola raspar sua trave esquerda.

Lucas Lima, o único titular de linha do Peixe em campo, foi o destaque da equipe. O meia sofreu com a forte marcação, porém, mesmo assim, participou das poucas jogadas que o time criou. Geuvânio também tentou algumas jogadas ao seu estilo, mas, sem sucesso. Para piorar, a chuva arreou forte e dificultou o toque de bola dos santistas em um campo muito molhado.

“O campo é bom, mas está encharcado, choveu muito. Temos que ficar espertos porque pode ser um jogo perigoso. Já estávamos esperando”, comentou o camisa 20 do Santos.

Para a segunda etapa, o Coritiba voltou diferente. Na escalação e na postura. O técnico Pachequinho resolveu se arriscar e colocou o atacante Guilherme Parede no lugar do meio-campista Cáceres. E o time entendeu o recado, partindo para cima do Santos assim que o árbitro reiniciou o confronto no Couto Pereira.

Vanderlei precisou trabalhar em uma tentativa de pressão dos donos da casa, que abusaram das bolas aéreas. Na sequência, ainda aos 3 minutos, Thiago Lopes soltou a bomba de longe e obrigou o goleiro santista a espalmar para longe.

A resposta do Peixe veio aos 8 minutos. Sem conseguir entrar na fechada defesa do Coritiba, Neto Berola também arriscou de fora da área. A bola passou perto, mas o goleiro Wilson só acompanhou a saída da bola.

O jogo ganhou velocidade. Com as duas equipes precisando da vitória e a clara falta de entrosamento do Peixe, a partida ficou aberta, com seguidos contra-ataques. E em uma saída de bola errada dos paulistas, Henrique Almeida quase abriu o placar, mas novamente Vanderlei evitou o gol.

E o gol que estava ficando maduro acabou saindo aos 12 minutos. Thiago Lopes fez jogada individual e entrou no meio da zaga santista. Antes de ser barrado, o jogador encontrou Henrique Almeida livre, quase dentro da pequena área. O centroavante não perdoou e, de perna esquerda, deslocou Vanderlei para abrir o placar e marcar seu 11º gol neste Brasileirão, retificando a posição de artilheiro isolado do Coxa na competição.

O gol deixou o jogo imprevisível. O Santos partiu para o ataque e voltou a assustar em nova finalização de longe. Mas os espaços entre a defesa e o ataque só aumentaram e a defesa do Peixe passou a ter de segurar a equipe Coxa-Branca praticamente no ‘mano a mano’ em todas as jogadas.

Nos minutos finais, o Santos pressionou, chegou a acertar a trave em cabeada de Nilson e viu Wilson salvar o Coxa em duas oportunidades. Desta forma, o árbitro encerrou o jogo e a festa foi mesmo dos donos da casa, que comemoraram muito a saída da zona de rebaixamento. Por outro lado, o Santos viu o G4 ficar mais longe e caiu para 6º.

Dorival revela pedido de titulares e não joga a toalha na briga pelo G4

O Santos entrou em campo neste domingo ciente dos resultados de seus concorrentes na disputa por uma vaga no G4 do Campeonato Brasileiro. A derrota do São Paulo deu ao Peixe a chance de retomar seu posto e, consequentemente, deixar o Internacional, que bateu o Grêmio, para trás. Porém, Dorival mandou a campo uma equipe toda reserva, a exceção do goleiro Vanderlei e o meia Lucas Lima. No final, a derrota de 1 a 0 não só evitou que o time entrasse no G4 novamente, como também o fez cair para a 6ª colocação. Por isso, o técnico do Santos teve de explicar sua escolha em Curitiba.

“Com as chuvas que têm caído em Curitiba, seria impossível jogar com a equipe titular. Ontem (sábado), ao fim do treino, os jogadores se reuniram e vieram em direção a nós (comissão técnica). Pediram para que nós modificássemos a equipe por não estarem recuperados. Natural, como teremos um jogo mais físico do que técnico na quarta, porque nosso gramado está muito complicado, eu não poderia tomar outra decisão”, afirmou o treinador.

Lucas Lima, que deixou o campo no segundo tempo depois de correr muito e até se destacar entre os santistas, refutou a possibilidade da pressão em cima do Peixe ter aumentado para as finais da Copa do Brasil depois do tropeço diante do Coxa.

“Não pressiona, não. Já há pressão natural. Estamos focados. O jogo é muito importante, principalmente jogando em casa. Nossa obrigação é essa mesmo e queremos muito ser campeões”, disse o meia.
Dorival inclusive falou sobre a escolha de escalar Lucas Lima entre os titulares e aproveitou para lamentar a lesão de Serginho, que o obrigou a mudar de estratégia ainda no primeiro tempo.

“O Lucas fez a saída para a Seleção Brasileira, atuou pouco, então, ele precisava de um pouco de trabalho. Já era definido que ele jogasse de 60 a 70 minutos, no máximo. Da mesma forma o Victor (Ferraz), já estava tudo programado. Não esperava ter perdido o Serginho naquele momento, tivemos que fazer uma alteração muito precoce e isso ai complicou um pouco daquilo que eu imaginava. Eu tive que inverter as alterações. E eu optei até em função do gol do Coritiba, por uma posição que resguardasse a gente para quarta-feira”, explicou, antes de defender a forma como armou sua equipe para o duelo deste domingo, no Couto Pereira.

“Custou o resultado? Olha, nós jogamos, criamos as melhores oportunidades, tivemos muita posse de bola, procuramos o jogo a todo momento. O Coritiba foi feliz, com dois ou três ataques que conseguiu encaixar e acabou fazendo o gol e nós não tivemos como recuperar”.
Por fim, Dorival Júnior concluiu que não errou em arriscar neste domingo com uma formação alternativa diante de uma equipe que entrou em campo para uma verdadeira final, já que luta contra o rebaixamento. Agora, mesmo faltando apenas duas rodadas, o treinador não joga a toalha.

“Hoje também era uma decisão. Tivemos que fazer uma opção, os próprios jogadores solicitaram. Jogamos quinta em campo sem condições, não recuperaríamos para o jogo de quarta. Então, acredito que a atitude foi correta. Vamos em busca (da vaga no G4) nesses dois jogos dificílimos, mas o Santos estará preparado. Vamos lutar até o último momento. Complicou? Sim, talvez. Não dependemos mais das nossas forças, mas acreditamos que podemos estar ali brigando pela quarta colocação”, encerrou o comandante santista.

Coritiba 0 x 0 Santos

Data: 26/04/2014, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 2ª rodada
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba, PR.
Público: 12.354 pagantes (14.288 total)
Renda: R$ 254.825,00
Árbitro: Emerson de Almeida Ferreira (MG).
Cartões amarelos: Luccas Claro, Zé Love e Gil (C); Cicinho, Alison e Alan Santos (S).

CORITIBA
Vanderlei; Victor Ferraz, Luccas Claro, Leandro Almeida e Carlinhos; Chico (Geraldo), Baraka, Gil e Robinho (Roni); Zé Eduardo e Julio César (Jajá).
Técnico: Celso Roth.

SANTOS
Aranha; Cicinho, David Braz, Jubal e Emerson Palmieri; Alison, Alan Santos e Cícero; Gabriel (Stéfano Yuri), Thiago Ribeiro (Lucas Lima) e Leandro Damião (Geuvânio).
Técnico: Oswaldo de Oliveira



Santos e Coritiba maltratam a bola e empatam sem gols no Paraná

Difícil de assistir. Mais díficil ainda de jogar. Assim foi mais um empate do Santos no Campeonato Brasileiro, desta vez, diante do Coritiba, no Estádio Couto Pereira, pela segunda rodada. Sem inspirações, com performances apáticas de seus principais jogadores, o Peixe não fez uma boa partida e deu indícios de que o empate foi bom demais.

Com muitos desfalques, Oswaldo de Oliveira testou uma formação com três volantes e três atacantes. Sem sucesso. Ao todo, o Santos teve apenas três finalizações. Sem um meia de armação no time, o Santos teve enorme dificuldade em trabalhar a bola no campo de ataque, enquanto que do outro lado, se não fosse a grande atuação do goleiro Aranha, melhor do Santos na partida, o time da Vila Belmiro poderia ter conhecido seu primeiro revés no Campeonato Nacional.

O jogo marcou o reencontro do Santos com Zé Eduardo, o Zé Love, campeão da Libertadores com a camisa do Peixe. O agora camisa 7 do Coxa Branca, teve a grande chance de jogo depois de um lance malabarístico, de bicicleta, que acabou acertando a trave da meta santista.

Depois de dois empates, o Santos terá pela frente o Grêmio no próximo final de semana. A partida contra o time gaúcho será a última em que o Santos jogará na Vila Belmiro antes da paralisação da Copa do Mundo.

O jogo

Delete os dez minutos iniciais de partida. A partir daí é que realmente a bola rolou no Couto Pereira e já com uma chance de gol perdida por Zé Love, sim, aquele. Cara a cara com Aranha, o camisa 7 do Coxa escorregou na hora de finalizar com o pé direito, jogando para fora. Pouco tempo depois, foi a vez do Santos responder na mesma moeda. Gabriel foi lançado nas costas da defesa, viu a saída do goleiro Vanderlei e decidiu dar um toque por cobertura. O chute do atacante santista passou do lado do gol do goleiro do Coritiba.

A partir daí, os lances em que o Santos teve destaque foram todos no sistema defensivo, no sufoco. Ao todo, o time da casa teve duas chances de abrir o placar. Em muitos deles, se não fosse o goleiro Aranha, o Peixe estaria em maus lençóis.

Aos 14 minutos, Zé Eduardo, no lado esquerdo do ataque, avançou e chutou cruzado obrigando o goleiro santista a fazer difícil defesa, no rebote, Robinho, também do Coritiba, encontrou um muro formado por jogadores do Santos bloqueando sua tentativa de finalização. A pressão não parou por aí. Aos 17, após cobrança de escanteio, bate e rebate dentro da pequena área, até que Jajá encontrou espaço suficiente para acertar a trave até que Emerson afastou.

Apático dentro de campo, o Santos parecia estar relaxado demais com o futebol apresentado. Gabriel, que poderia ter aberto o marcador logo no início de partida, era o jogador mais perigoso do Peixe. A segunda finalização do Santos aconteceu somente aos 38 minutos, de novo com o camisa 7. Alan Santos lançou para Gabriel na ponta direita, que driblou dois marcados e teve seu chute desviado para escanteio. E só. De resto nada mais do Peixe procurando o gol.

Vendo que seu time não rendeu absolutamente nada do que esperava no primeiro tempo, Oswaldo de Oliveira mexeu. Uma troca que com certeza deixou o torcedor, de certa forma, feliz. Entrou Geuvânio no lugar de Leandro Damião. O jogo não mudou de cara, mas pelo menos a postura do Santos melhorou. Mais incisivo e com a posse de bola no ataque, porém chutes no gol que é bom, nada.

O jogo ficou bastante fraco durante a segunda etapa, mas pelo menos o Coritiba seguiu sendo o time mais objetivo e que a cada vez que rondava a área santista. Demorou bastante para a primeira finalização da etapa final acontecer. Aos 20, o volante Gil foi quem apareceu pelo lado esquerdo do ataque. Ele fez boa jogada, cruzou para Zé Love, que rolou Robinho chegar chutando de primeira. A bola acabou resvalando na zaga santista e indo para a linha de fundo.

Celso Roth, técnico do Coritiba, viu seu time melhor em campo e fez mudanças de acordo, com o time. Um dos jogadores que entrou, o meia Geraldo, quase que marcou um golaço. Jajá, outro que veio do banco, foi quem fez a jogada na intermediária e cruzou para Geraldo. Dentro da área, nas costas de Cicinho, Geraldo chutou de primeira, o chamado bate-pronto, mas a bola foi para fora, com muito perigo.

Muitos chutões, pouca organização e uma quantidade enorme de passes errados. Sem criação. Por isso, Lucas Lima foi chamado e entrou no lugar do apagado Thiago Ribeiro. Logo quando entrou, o Santos teve seu melhor momento na partida. Com uma excelente troca de passes, a bola chegou para Gabriel na entrada da grande área. O camisa 7 do Peixe resolveu surpreender o goleiro Vanderlei chutando de primeira. Mas não pegou tão bem na bola e o chute saiu fraco para defesa fácil do goleiro do Coxa.

Antes do fim de jogo, o lance capital da partida veio dos pés de Zé Love. Em cruzamento para a área do Peixe, Zé emendou uma bicicleta e acertou a trave – mais uma. O Coritiba esboçou outras jogadas de ataque, mas nada tiveram sucesso. Um jogo apático, onde jogadores do Santos viram o empate com bons olhos.

Bastidores – Santos TV:




Vídeos: (1) Gols e (2) melhores momentos.

Coritiba 1 x 2 Santos

Data: 16/09/2012, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 25ª rodada
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba, PR.
Público: 22.389 pessoas, sendo 20.274 pagantes.
Renda: R$ 494.086,00
Árbitro: Ronan Marques da Rosa (SC).
Auxiliares: Rodrigo Pereira Joia e Rodrigo Henrique Correa (ambos do RJ).
Cartões amarelos: Escudero (C); Douglas, Neymar e Gérson Magrão (S).
Gols: Deivid (09-1); Neymar (25-2) e Neymar (37-2).

CORITIBA
Vanderlei; Ayrton, Escudero, Demerson e Eltinho; Willian, Gil, Lincoln (Ruidíaz) e Everton Ribeiro (Marcel); Robinho (Éverton Costa) e Deivid.
Técnico: Marquinhos Santos

SANTOS
Rafael; Bruno Peres (Douglas), Bruno Rodrigo, David Braz e Juan; Ewerton Páscoa (Bernardo), Arouca, Gérson Magrão e Patito Rodríguez; Neymar e André (Bill).
Técnico: Muricy Ramalho



Neymar brilha com dois gols e Santos vira sobre o Coritiba no Couto

Astro santista definiu a partida no segundo tempo, com direito a um golaço passando pelo meio da zaga do time paranaense

De virada e com dois gols de Neymar, com boa atuação na segunda etapa, o Santos bateu o Coritiba por 2 a 1 em duelo direto no Couto Pereira, subindo na classificação do Campeonato Brasileiro. Com 33 pontos, o Peixe já foca o G10, enquanto o Coritiba, com 28 pontos, volta a se preocupar com as proximidades da zona de rebaixamento.

O Alviverde saiu na frete com gol de Deivid, aos nove minutos, aproveitando cobrança de falta para aparecer na área e desviar para as redes. Na segunda etapa, Neymar resolveu sozinho, aos 25 minutos, deixando defesa e goleiro para trás para deixar tudo igual com um golaço no Alto da Glória. Aproveitando rebote, Neymar fechou a contagem, aos 37 minutos.

Na próxima rodada, o Coritiba vai ao Recife, no domingo, quando enfrenta o Sport, na Ilha do Retiro. Já o Santos encara a Portuguesa, sábado, em partida marcada para o Estádio do Canindé, em São Paulo.

O jogo

Com uma tarde ensolarada e mais de 30°C de temperatura, as equipes começaram a partida em ritmo lento, apenas se estudando. Aos poucos a equipe da casa tentava impor seu ritmo, mas sem conseguir penetração na defesa paulista. Aos cinco minutos, Vanderlei quase entregou ouro na saída de bola, mas se recuperou no lance. O Coxa começou a apertar e, aos nove minutos, Ayrton cobrou falta e Deivid apareceu para testar para o fundo das redes.

O Peixe errava muitos passes e o time paranaense aproveitava para crescer na partida. Aos 16 minutos, Lincoln abriu espaço e bateu para boa defesa de Rafael, que espalmou pela linha de fundo. Aos 18 minutos, Robinho ganhou da defesa santista e obrigou o goleiro a deixar a meta para interceptar. Na resposta, Patito Rodrigues fez a jogada, lançou André e Demerson apareceu para cortar.

O Santos adiantou a marcação e equilibrou as ações em busca do empate. Aos 24 minutos, Neymar cobrou falta na área e Vanderlei saiu para segurar. Patito Rodrigues mandou um petardo de fora da área, aos 35 minutos, e obrigou Vanderlei a fazer grande defesa. O goleiro coxa-branca operou um milagre aos 40 minutos, após cabeçada de Neymar, à queima-roupa.

Depois do intervalo, as equipes voltaram sem modificações. Aos três minutos, Robinho recebeu lançamento e bateu na saída de Rafael, para fora. Outra grande oportunidade para o Coritiba foi criada aos cinco minutos, com Éverton Ribeiro, que dentro da are chutou em cima do goleiro santista. Deivid, a seu estilo, desperdiçou lance inacreditável, aos seis minutos, desviando com liberdade, de frente pra o gol, para fora.

Bernardo, que havia acabado de entrar, cobrou falta na cabeça de Bruno Rodrigues que, aos 10 minutos, desviou por cima da meta. O Alviverde respondeu na mesma moeda, com Escudero testando desequilibrado, pela linha de fundo. Lesionado, Bruno Peres deixou o gramado para a entrada de Douglas. Aos 23 minutos, confusão na área coxa-branca, a bola sobrou para André tocar de voleio para fora.

O Santos chegou ao empate aos 25 minutos, com um golaço de Neymar, que fez fila na defesa, tirou o goleiro Vanderlei da jogada e tocou de mansinho para o fundo das redes, silenciando o Alto da Glória. Aos 31 minutos, Patito Rodriguez fez o levantamento e Neymar cabeceou para fora. A virada veio aos 36 minutos, novamente com Neymar, que pegou rebote após chute de Patito e empurrou par ao gol. O resultado confirma a recuperação do Peixe e interrompe a boa sequência do Coxa.

Bastidores – Santos TV:

Muricy lamenta arbitragem muito rigorosa e vaias “chatas” a Neymar

Atacante fez os dois gols do Santos na vitória sobre o Coritiba, mas recebeu cartão amarelo após comemoração exaltada no segundo

Depois da vitória sobre o Coritiba, por 2 a 1, em Curitiba, na tarde deste domingo, pelo Campeonato Brasileiro, o técnico do Santos, Muricy Ramalho, lamentou o “chato” comportamento da arbitragem e torcida com relação a Neymar. De acordo com o treinador, estes fatores podem prejudicá-lo na Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil.

“Ele só foi festejar, algo que é. É bom senso. O futebol tem poucos jogadores como o Neymar, que traz o público aos estádios. Então fico chateado porque não podemos fazer mais nada. Nos puniram mais uma vez”, explicou Muricy, referindo-se ao cartão amarelo aplicado a Neymar, após a comemoração “exaltada” no segundo gol santista.

Neymar, que chegou a três cartões amarelos e terá que cumprir suspensão automática, não poderá enfrentar a Portuguesa, no próximo final de semana. A jovem estrela foi o destaque alvinegro contra o Coxa, marcando os dois gols, sendo o primeiro um golaço, na virada do Peixe, sendo muito vaiado pelos torcedores locais.

“Ele é o maior jogador do país. Nós estamos desvalorizando demais este garoto. Ele não está caindo mais, mas está sofrendo falta todo o tempo. Este negócio de pegar no pé do jogador está muito chatinho. Nós temos que ver o que estamos querendo. Ele é o único que está dando show, e estão destruindo ele. Ele é a aposta do Mundial. Ele é diferente”, explicou o comandante.

Muricy Ramalho praticamente descarta vaga no G-4: “Está difícil”

Após vitória por 2 a 1 sobre o Coritiba de virada, Santos é o décimo colocado no Brasileiro

Nem mesmo a vitória sobre o Coritiba, fora de casa, na tarde deste domingo, foi o suficiente para que o técnico do Santos, Muricy Ramalho, mudasse de opinião em relação às chances que o time tem de se classificar à próxima Copa Libertadores da América. O time é o décimo colocado no Brasileiro.

“Sonhar, nós podemos até sonhar, mas está muito difícil. Estamos perdendo jogadores toda hora, então eu acho improvável. Os times que estão lá na frente têm planteis melhores e estão jogando bem”, analisou o treinador do Peixe, em entrevista à TV Bandeirantes .

Nos próximos dias, Muricy Ramalho deverá ter mais desfalques. Isto porque o meia Ganso já estaria fechado com o rival São Paulo. O comandante alvinegro voltou a falar sobre a novela envolvendo o camisa 10 santista, mas não quis dar mais informações sobre a negociação.

“Por enquanto, não tem nada. Todo mundo falou que já está certo, mas não está. Eu estou lá dentro do clube e posso dizer isto. No entanto, a chance existe”, finalizou Muricy.