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Santos Futebol Clube x Club Deportivo Social y Cultural Cruz Azul

Santos FC x CD Cruz Azul






Retrospecto:

03 jogo
01 vitória
02 empates
00 derrota
04 gol pró
03 gol contra
01 saldo

Resultados:

17/08/1982 – Santos 1 x 1 Cruz Azul – Amistoso – Jasso, México
21/05/2003 – Santos 2 x 2 Cruz Azul – Libertadores – Azteca, Ciudad del México
28/05/2003 – Santos 1 x 0 Cruz Azul – Libertadores – Vila Belmiro, Santos, Brasil

Santos 1 x 0 Cruz Azul

Data: 28/05/2003, quarta-feira, 21h40.
Competição: Copa Libertadores – Quartas de final – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 18.977 pagantes
Arbitro: Epifanio González (PAR)
Cartões amarelos: Júlio Sérgio, Diego, William (S); Zepeda, Jiménez, Cabrera e Campos (CA).
Cartão vermelho: Brown
Gol: Robinho (13-1).

SANTOS
Júlio Sérgio; Wellington, Pereira, Alex e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano (Nenê) e Diego; Robinho (Fabiano) e William (Douglas).
Técnico: Emerson Leão

CRUZ AZUL
Perez; Cabrera (Zepeda), Angeles (Gutiérrez), Brown, Osorio e Jiménez; Hernandez, Corona (Ledesma) e Chitiva; Palencia e Campos.
Técnico: Enrique Meza



Santos vence Cruz Azul e está nas semifinais da Libertadores

Quem esperava um show dos meninos de Leão acabou vendo uma exibição pragmática, bem mais ao estilo Luiz Felipe Scolari. Sem criatividade e numa noite pálida, o Santos priorizou o futebol de resultados e venceu o Cruz Azul por 1 a 0, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro.

Com o placar, se classificou para as semifinais da Taça Libertadores da América _no jogo de ida, disputado na Cidade do México, houve empate de 2 a 2.

Agora, o campeão brasileiro aguarda o vencedor do confronto entre Independiente de Medellín e Grêmio, que se enfrentam na noite de quinta-feira na Colômbia, para conhecer seu próximo rival no torneio. As semifinais devem começar na próxima quarta-feira.

Confira aqui os principais lances do jogo.

O silêncio da torcida do Santos durante boa parte do primeiro tempo disse tudo: o jogo foi monótono e os dois times _principalmente o do México_ erraram tudo o que tinham direito. Até passes curtos, mais simples de serem executados, foram desperdiçados várias vezes.

Como abriu o placar logo aos 13min (Robinho aproveitou rebote do goleiro Pérez após chute de William), o clube brasileiro ficou tranquilo e deixou de jogar em velocidade. Decidiu esperar o Cruz Azul em seu campo e contar com as inúmeras trapalhadas do meio-campo asteca, que tinha dificuldades em sair jogando.

Sem a pressão por ter de correr atrás do resultado, o Santos foi levando a partida em banho-maria. Salvo algumas jogadas individuais de Diego e Robinho, a equipe se portou sem brilho _daí a apatia da torcida, satisfeita com o resultado parcial que levava o time do técnico Leão às semifinais do torneio continental.

Enquanto isso, o Cruz Azul não tinha grandes recursos para provocar maiores emoções. Sempre com Palencia e Chitiva, a equipe tentava chutar a gol de todas as distâncias. Sempre fraco, nas mãos do goleiro Júlio Sérgio, ou então muito longe do gol.

O intervalo não foi capaz de por fim à apatia santista na Vila Belmiro. O Cruz Azul, pelo menos, teve de sair para o ataque, mas suas deficiências técnicas ficaram ainda mais evidentes com as frustradas tentativas de chutes de longa distância e nenhum sucesso na ligação entre meio-campo e ataque. Pior que isso, a defesa fez todo o possível para entregar o jogo. Em várias oportunidades entregou a bola de graça para o adversário, que não soube aproveitar as chances.

Aos 20min, Leão tirou Robinho e colocou Fabiano _numa clara opção pela manutenção do resultado. Antes, William havia dado lugar a Douglas, mas a mudança não surtiu efeito. Na prática, significou apenas a troca de um atacante atabalhoado por outro atacante atabalhoado.

Assim, a partida foi se arrastando até o final. Só aos 39min a torcida resolveu começar a acreditar na classificação iminente e cantou. Mas ficou o susto e a impressão de que, se repetir a exibição desta noite, o Santos pode ver o sonho do tricampeonato continental adiado mais uma vez.

Santos avança à semifinal e persegue rastro de 1963

Time bate o mexicano Cruz Azul e está a 4 jogos da glória que viveu há 40 anos na Libertadores

Uma semifinal contra um rival brasileiro. Uma final contra o Boca Juniors. E uma decisão do Mundial contra o Milan. O ano de 1963 está bem vivo para o Santos.

O time de Robinho e Diego bateu o Cruz Azul por 1 a 0 ontem na Vila Belmiro e já está entre os quatro melhores da América no ano.

Espera pelo adversário das semifinais, que pode ser o Grêmio (há 40 anos foi o Botafogo), vislumbra uma final da Libertadores contra o mais popular time argentino (foi assim no bicampeonato continental) e está de olho no campeão europeu (em três partidas, duas sem Pelé, superou o Milan para ser o melhor do planeta).

Apesar de não ter feito grande partida ontem, o Santos conseguiu a vantagem mínima que precisava depois do empate em 2 a 2 no México. De quebra, manteve a sua invencibilidade na Libertadores -desde 1978, uma equipe não ganha o principal interclubes do continente sem derrota.

O solitário gol santista saiu cedo. Aos 14min da primeira etapa, Robinho foi bem mais esperto que o goleiro Perez. O arqueiro mexicano saiu bem do gol quando Willian recebeu na entrada da área, fez boa defesa, mas deixou a bola escapar. Robinho deu um salto sobre Perez e saiu com a bola. Com o gol escancarado, só rolou para abrir o marcador.

Na comemoração, o meia-atacante atravessou o campo, tirou a camisa e extravasou como há muito não se via -após ser comparado com Pelé no México, o jogador caiu muito de rendimento.

Se no estádio Azteca o Cruz Azul mostrou velocidade e fôlego, na Vila Belmiro o tradicional time mexicano exibiu lentidão e pouca disposição física. Os santistas pressionavam e pouco eram ameaçados em contra-ataques.

Autor de dois gols no jogo de ida, o atacante Palencia teve atuação discreta. Pouco criou e, quando teve a chance de finalizar, no nível do mar (onde a “”velocidade da bola” é menor), errou a meta.

Sem Fábio Costa no gol e sem Ricardo Oliveira no ataque, o time do técnico Leão não esteve muito inspirado. Se o jogo contra o Nacional nas oitavas-de-final foi dramático, a partida de ontem foi quase sempre morna, insossa.

No segundo tempo, Robinho foi mais uma vez sacado da equipe. Além do gol, o jogador brilhou em um lance de efeito, em que deu um chapéu no adversário e armou o contra-ataque com um passe de letra. No mais, foi bem marcado e pouco produziu.

Fabiano, que substituiu Robinho, teve a grande chance para ampliar o marcador aos 24min do segundo tempo, mas na cara de Perez mandou a bola por cima do travessão com um chute potente.

Diego mais uma vez comandou o time. No México, seu talento decretou o empate com gol de fora da área. Ontem, seu controle de bola e sua catimba (levou cartão por simular falta) deram o tom.

A única boa chance de gol do Cruz Azul veio apenas nos minutos finais, quando Zepeda bateu forte de fora da área -o goleiro Júlio César, prestigiado por Leão apesar de Fábio Costa ter sido liberado pelos médicos, espalmou de forma estranha para escanteio.

Os torcedores deixaram a Vila Belmiro eufóricos mesmo com a atuação razoável da equipe, que enfrentará nas semifinais o Grêmio ou o Independiente Medellín.

E para os santistas que já pensam no Milan, vale a pena lembrar que o time italiano tinha em 1963 vários brasileiros: Dino Sani, Amarildo e Altafini, o Mazzola. Neste ano, a equipe conta com Dida, Roque Júnior, Serginho e Rivaldo. O vice-campeão de 1963 também contava com um Maldini (Cesare), assim como o Milan atual (Paolo).

Rendimento foi insatisfatório, admitem atletas

Jogadores do Santos procuraram ao final da partida ressaltar o êxito de ter alcançado a vaga para a fase semifinal e minimizar o rendimento da equipe, considerado insatisfatório por eles mesmos.

O discurso segundo o qual “o importante foi o resultado” predominou. “Libertadores não é campeonato de excelentes partidas, é de resultado. Não estou aqui para dar show. Estou aqui para vencer”, declarou o lateral-esquerdo Léo.

O meia Renato destacou o futebol do Cruz Azul, que, segundo ele, não se intimidou com o fato de atuar na “panela de pressão” da Vila Belmiro.
“O time deles é muito bom. Não repetimos o futebol de outros jogos, mas saímos com a vaga. É o que importa.”

O novato meio-campista Wellington, que atuou improvisado na lateral direita, disse que se preocupou em cumprir as instruções de Leão -anular os avanços do adversário pelo lado e dar apoio ofensivo ao meia Elano. “Fizemos o que pudemos. Infelizmente, não deu para marcar mais gols.”

Segundo o meia Diego, o principal mérito do time foi conseguir manter o equilíbrio emocional e ter capacidade para sustentar o 1 a 0 quando percebeu a dificuldade para marcar o segundo gol. “A equipe batalhou muito, mas não foi feliz. Graças a Deus, soubemos administrar o resultado.”

Para o zagueiro Alex, destaque santista no jogo, o placar não foi mais elástico porque o time estava ansioso demais para garantir a vitória. “A equipe se superou, mas faltou um pouco de tranquilidade na hora de finalizar por causa da ansiedade de acabar logo com o jogo.”

Preterido, Fábio Costa absolve Leão

Sacado da partida de ontem por Emerson Leão, o goleiro Fábio Costa se disse insatisfeito por ter ficado de fora, mas afirmou compreender a atitude do treinador.

Embora os médicos do clube tenham liberado Fábio Costa, recuperado de uma lesão na virilha, Leão preferiu manter na equipe o reserva Júlio Sérgio, alegando que precisava preservar o titular.

Para Fábio Costa, a controvérsia acerca do episódio estava “sendo criada” pela imprensa. “É claro que eu gostaria de jogar. Não fiquei satisfeito, mas acatei a decisão e, de certa forma, até compreendo a intenção dele”, disse.

Mesmo fora do time, Fábio Costa e o zagueiro André Luis, que também não atuou por contusão, chegaram à Vila no ônibus da delegação, junto com os demais companheiros, e assistiram à partida do setor de cadeiras.



Técnico estuda utilizar mais um “menino” (Em 28/05/2003)

O meia Wellington, 21, poderá se converter hoje na surpresa da escalação do Santos, atuando improvisado na ala direita.

Por considerar Reginaldo Araújo um lateral de estilo acentuadamente marcador, o técnico Leão busca um jogador de característica ofensiva para ocupar o setor nos momentos em que o time atacar.

Ele já testou -e aprovou- o meia Elano na posição, mas prefere aproveitar o jogador no meio-campo, onde o atleta seria mais útil.

Embora meia de origem, Wellington estava na lateral-direita quando ascendeu dos juniores para o time principal, em 2000. Ontem, ele participou do treino coletivo entre os titulares, mas o técnico não assegurou que o aproveitará.

“O Wellington é um jogador que possui velocidade e habilidade. Estamos procurando alternativas”, disse o treinador.

No comando do ataque, desta vez Willian deverá ganhar a disputa com Douglas para ser o titular. Embora Douglas tenha sido escalado nas três últimas partidas, Willian foi colocado no time titular no treinamento de ontem.


Cruz Azul 2 x 2 Santos

Data: 21/05/2003, quarta-feira, 21h40.
Competição: Copa Libertadores – Quartas de final – Jogo de ida
Local: Estádio Azteca, na Cidade do México.
Público e renda: N/D
Árbitro: Oscar Ruiz (COL)
Cartões amarelos: Reginaldo Araújo e Paulo Almeida (S); Jimenez e Hernandez (CA)
Gols: Palencia (18-1) e Renato (22-1); Palencia (06-2) e Diego (32-2).

CRUZ AZUL
Peréz; Brown, Gutiérrez, Galindo (Osório) e Hernandez; Chitiva (ortiz), Campos, Davino e Jiménez; Zepeda (Cacho) e Palencia.
Técnico: Enrique Meza

SANTOS
Júlio Sérgio; Reginaldo Araújo (Nenê), André Luís, Alex e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano e Diego; Robinho (Fabiano) e Douglas (William).
Técnico: Emerson Leão



Santos suporta a altitude e arranca empate no México

O Santos esteve em desvantagem por duas vezes no placar, mas superou a altitude de 2.300 metros da Cidade do México e empatou por 2 a 2 com o Cruz Azul, nesta quarta-feira, na partida de ida das quartas-de-final da Taça Libertadores.

O jogo de volta será na próxima quarta-feira, na Vila Belmiro. O Santos precisa de uma vitória simples para chegar na semifinal.

A partida desta quarta em nada lembrou os dois confrontos santistas contra o Nacional de Montevidéu, pelas oitavas-de-final. Na ocasião, os brasileiros enfrentaram a violência dos adversários e sofreram para eliminá-los nos pênaltis.

Contra o Cruz Azul, uma equipe mais técnica, a principal tarefa do sistema defensivo santista era neutralizar o habilidoso atacante Francisco Palencia, responsável pelas principais jogadas do adversário.

O time mexicano também abusou dos chutes de longa distância. Aos 12min, Zepeda recebeu a bola na entrada da área santista, percebeu o goleiro Júlio Sérgio adiantado e tocou por cobertura. A bola bateu no travessão.

Seis minutos depois, no entanto, o Cruz Azul marcou seu gol. Palencia resolveu arriscar de fora da área e acertou um chute indefensável, no ângulo de Júlio Sérgio.

A vantagem mexicana não abateu o Santos. Aos 22min, Renato pegou o rebote na entrada da área do Cruz Azul e acertou um chute cruzado e rasteiro, que venceu Perez.

Com a igualdade no placar, o Santos teve à sua disposição os contra-ataques e poderia ter ido para o intervalo com vantagem no placar. O problema é que seus atacantes -principalmente Robinho- não foram felizes nas finalizações.

O Santos voltou com uma alteração para o segundo tempo. O técnico Emerson Leão tirou o lateral-direito Reginaldo Araújo e colocou em campo o meia-atacante Nenê.

Logo aos 6min, Chitiva fez boa jogada em cima de Elano, improvisado na lateral-direita, e cruzou para Palencia, que marcou o seu segundo gol na partida.

Leão promoveu alterações para tentar chegar ao empate. Mas, talvez sentindo a altitude de 2.300 metros acima do nível do mar, os jogadores do Santos pareciam cansados.

Aos 32min, no entanto, William disputou a bola com o goleiro Perez fora da área mexicana. Diego pegou o rebote e acertou um chute de muita categoria, no ângulo do goleiro do Cruz Azul, empatando a partida.

Nos minutos finais, o Santos segurou a pressão mexicana e arrancou um empate fora de casa.

Diego salva Santos na altitude mexicana

Time fica duas vezes em desvantagem, reage e joga na Vila por vitória simples para ir à semifinal da Libertadores

Com gols de Renato e Diego, o Santos arrancou um empate em 2 a 2 ontem diante do Cruz Azul, no estádio Azteca, na Cidade do México, em jogo de ida das quartas-de-final da Libertadores-03.

Os times voltam a jogar na próxima quarta-feira na Vila Belmiro, com o Santos precisando de uma vitória simples -um novo empate leva aos pênaltis.
O vencedor enfrenta o ganhador da chave entre Grêmio e Independiente Medellín (COL), que fazem a primeira partida hoje.

Com o resultado, os santistas mantiveram a invencibilidade na Libertadores-2003 -são agora quatro vitórias e cinco empates.

Apesar da recepção como esquadrão comparável à equipe da época de Pelé e Coutinho, o Santos não correspondeu às expectativas no gramado, e o empate representou a um excelente placar para os brasileiros.

“Acabou sendo um bom resultado, porque saímos atrás duas vezes e buscamos a diferença”, disse ao final um ofegante Diego, mostrando que a altitude foi um rival a mais para os brasileiros.

O time se mostrou muito individualista, principalmente seu astro Robinho, mas também Diego abusou no primeiro tempo.

O técnico Emerson Leão observou isso e se mostrou irritado. “Estamos muito egoístas. Com mais passes, faríamos mais gols”, disse o treinador no intervalo.

Os dois times davam liberdade no meio-campo, mas formavam muralhas na entrada da área. Por isso, não é de estranhar que os gols no primeiro tempo saíssem em chutes de longa distância.

O veterano Palencia abriu o placar aos 17min, ao se livrar do zagueiro Alex e emendar um chute, de fora da área, direto para o ângulo direito de Júlio Sérgio.

O Santos aplicou a mesma receita para empatar a partida quatro minutos depois. A bola sobrou para o volante Renato na entrada da área. Ele chutou forte e cruzado, sem defesa para Pérez.

Alex e Elano também experimentaram de fora, levando perigo aos mexicanos, que responderam com Zepeda -ele mandou a bola no travessão brasileiro.
Os chutes potentes foram beneficiados pelo efeito pelo ar rarefeito da altitude de 2.300 m da Cidade do México.

Para o segundo tempo, além de trocar o calção preto pelo branco, o Santos veio com Nenê no lugar de Reginaldo Araújo, exigindo que Elano fosse à lateral direita.

E foi por esse setor que saiu o segundo gol mexicano. A bola cruzada da direita foi interceptada por Palencia para as redes.
Como fizera após o primeiro gol, a torcida no estádio Azteca gritava “olé” a cada passe dos atletas do Cruz Azul e vaiava bem alto cada toque dos visitantes.

Já o Santos insistia nos chutes de longe, seja com Diego, Elano ou André Luís. Aos 15min, Leão apostou em outra mudança, tirando um Robinho improdutivo e colocando pelo meia Fabiano para tirar espaço do rival.

O Cruz Azul, porém, continuava pressionando, com várias chances em jogadas pela direita.

Já o Santos tentava desorganizadamente o empate, que aconteceu aos 31min. O goleiro Pérez errou ao sair para disputar uma bola fora da área com William. A bola sobrou para Diego, que dominou e, da intermediária oponente, bateu por cobertura, superando o guarda-meta e um zagueiro.



Cruz Azul amedronta “o poderoso Santos” (Em 21/05/2003)

Recebido com fama de esquadrão no México, clube joga pelas quartas da Taça Libertadores e considera o empate bom

A julgar pela festiva recepção proporcionada por torcedores e pela imprensa mexicana, o Santos entrará em campo na condição de favorito para a partida de hoje, às 21h40, no estádio Azteca, contra o Cruz Azul, pelas quartas-de-final da Taça Libertadores-2003.

O time defenderá uma invencibilidade de oito partidas no torneio sul-americano (quatro vitórias e quatro empates). É o único que ainda não perdeu na competição -o Racing argentino também não sofreu derrota, mas foi eliminado na disputa de pênaltis pelo América de Cali (Colômbia).

Dezenas de torcedores em busca de autógrafos e várias equipes de TV aguardaram a chegada do Santos, na noite de anteontem, ao aeroporto da Cidade do México.

O mais assediado foi o atacante Robinho, classificado pelo “El Universal”, o principal jornal do país, como “o novo rei do futebol”. No diário “El Economista”, o campeão brasileiro foi qualificado como “o poderoso Santos”.

“Vamos enfrentar essa equipe como se Pelé ainda estivesse nela”, disse ao “El Sol de Mexico” o técnico Enrique Meza, resumindo o espírito de luta que, segundo ele, vai prevalecer no Cruz Azul.

O principal trunfo do time mexicano é atuar em casa, onde ainda não perdeu nos quatro jogos que fez nesta Libertadores.

Para o técnico Leão, o jogo será “perigoso” porque, segundo ele, embora novato em Libertadores, o futebol mexicano evoluiu mais nos últimos anos que o dos demais países latino-americanos.

“O México conservou o aguerrimento, a velocidade e acrescentou técnica. Se a seleção brasileira não consegue vencê-lo, alguma coisa tem de bom”, afirmou, em referência às quatro últimas partidas entre as duas seleções (duas vitórias mexicanas e dois empates).

Por isso, e apesar do favoritismo, os santistas se dizem satisfeitos se arrancarem um empate, já que o time tem problemas. Estará desfalcada de dois importantes jogadores, o goleiro Fábio Costa e o atacante Ricardo Oliveira -artilheiro da Libertadores, com nove gols-, ambos machucados.

Além disso, os efeitos da altitude de 2.300 metros da Cidade do México começaram a se manifestar ontem. O lateral Léo teve sangramentos no nariz e reclamou da dificuldade de respirar.

“Não perdendo, a possibilidade de a gente conquistar a vaga na Vila [Belmiro] será bem maior”, resumiu o meia Renato.