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Cruzeiro 2 x 1 Santos

Data: 23/09/2018, domingo, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 26ª rodada
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, MG.
Público: 9.029 presentes (5.583 pagantes e 3.446 não pagantes)
Renda: R$ 78.179,50
Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC)
Auxiliar: Helton Nunes e Neuza Ines Back (ambos de SC).
Cartões amarelos: Murilo (C); Victor Ferraz e Dodô (S).
Gols: Gabriel (15-1); Sassá, (01-2) e Raniel (37-2).

CRUZEIRO: Fábio; Edilson, Manoel, Murilo (Léo) e Egídio; Ederson (Robinho), Ariel Cabral, Bruno Silva, Rafael Sóbis (Sassá) e David; Raniel.
Técnico: Mano Menezes

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Robson Bambu e Dodô; Alison (Yuri), Diego Pituca e Carlos Sánchez (Bryan Ruíz); Rodrygo, Bruno Henrique e Gabriel.
Técnico: Cuca



Cruzeiro supera problemas e bate o Santos de virada no Mineirão

Era um jogo cheio de adversidades para o Cruzeiro: o adversário, o Santos, chegou ao Mineirão, na noite deste domingo, com um histórico de nove jogos sem perder e oito duelos sem sofrer um gol. Além disso, diante dos próximos importantes compromissos, o técnico Mano Menezes mandou a campo seu time alternativo, com várias alterações. Mas a vontade de vencer falou mais alto e a Raposa bateu o Peixe, por 2 a 1, de virada.

O Santos foi melhor no primeiro tempo e deixou o gramado com o placar favorável. Além disso, com grandes chances. Na etapa final, Sassá e Raniel comandaram o time celeste nos gols para a vitória de virada no Gigante da Pampulha. Apesar do resultado, o Peixe perdeu grandes chances e poderia ter feito mais gols.

Com o resultado, o Cruzeiro chegou a 37 pontos, na sétima colocação. À distância para o G6 ainda é grande, o Atlético-MG, sexto, tem 42 tentos. O Santos tem 32 pontos, na 10ª posição.

O jogo

O técnico Mano Menezes achou por bem mandar ao campo uma escalação alternativa. Sua equipe tem uma importante decisão no duelo contra o Palmeiras, na quarta-feira, pela Copa do Brasil, e, diante disso, os jogadores reservas são melhores opções para não correr riscos desnecessários.

A opção reserva do Cruzeiro se mostrou bastante útil. A Raposa adiantava a marcação e dava trabalho para a defesa do Santos conseguir jogar. Com isso, o Peixe se defendia mais, observava a Raposa em seus ataques. O time celeste jogava bastante pela esquerda nos primeiros minutos.

E quanto o Cruzeiro era melhor em campo o Santos chegou ao seu gol. Em cruzamento na área, aos 15 minutos de jogo, Gabriel Barbosa, Gabigol, de cabeça, mandou para o fundo das redes.

No jogo passado, o zagueiro Murilo teve uma grande oportunidade e não conseguiu fazer. O técnico Mano Menezes tratou o assunto como “a falta de sorte” que o defensor vive. Ela voltou no duelo contra o Santos, neste domingo. Isso porque a Raposa passou a pressionar em busca do empate. Aos 23, em cruzamento na área, Murilo subiu mais que todo mundo e desviou de cabeça. A bola pegou no pé da trave e voltou no goleiro.

O Cruzeiro mostrou uma deficiência na sua busca pelo empate. O excesso de passes errados. Isso acontece pela falta de entrosamento do time reserva celeste que não tem costume de jogar junto. O Santos percebeu a situação e passou a pressionar a saída de bola do Cruzeiro.

Outra situação que se mostrou ruim na primeira etapa foi a parceria entre Raniel e David. Rafael Sóbis também não mostrava mais a qualidade que teve em outros tempos – atualmente mais lento e pesado, pouco soma para o grupo.

Com os erros do Cruzeiro e o Peixe pressionando no ataque, a equipe de Cuca passou a ser mais frequente no ataque e levava mais perigo. Aos 41, com Gabigol, o Santos quase levou problemas para o goleiro Fábio. Em bola dominada na área, ele chutou e o arqueiro celeste conseguiu defender.

Na volta do intervalo, o técnico Mano Menezes fez duas alterações. Colocou Robinho em campo, isso deixaria o time mais organizado para buscar o ataque. Além disso, o treinador azul mandou para o duelo o atacante Sassá, no lugar de Rafael Sóbis, dando mais velocidade e força.

No primeiro lance Sassá empatou. Em jogada pelo lado, Edilson cruzou e o atacante testou a bola para colocar no fundo das redes.

Mesmo após o gol, o Santos seguiu melhor na partida. O time de Cuca conseguia se defender bem e buscava o jogo com qualidade. O comando de ataque tinha Gabigol.

Aos 13 minutos, Gabigol teve grande chance. Em contra-ataque do Peixe, a bola chegou nele. O jovem avançou dentro da área e chutou. O goleiro Fábio defendeu e no rebote o atacante novamente manda no arqueiro celeste.

Aos 33 o Santos perdeu um gol incrível. Em ótima jogada na área, Gabigol deixou o zagueiro Manoel na saudade e chutou. No rebote de Fábio, Bruno Henrique errou um gol impressionante.

Quem não faz…

Aos 38 o Cruzeiro virou. Em ótima jogada pela esquerda, Raniel colocou a cabeça na bola e no cantinho. O tento mostrou dedo do técnico Mano Menezes, que colocou Sassá e Robinho no jogo e os atletas foram fundamentais durante a etapa complementar para a virada.

Cuca vê derrota injusta e exalta atuação de Fábio: “Pegou bolas incríveis”

O técnico Cuca não escondeu o abatimento após a derrota para o Cruzeiro neste domingo, no Mineirão, por 2 a 1. Após a partida, o treinador santista concedeu entrevista coletiva e garantiu que sua equipe merecia ter vencido o jogo. Apesar de ter criado uma série de oportunidades para balançar as redes, o Peixe acabou parando no goleiro Fábio, que, para o comandante alvinegro, foi o melhor homem em campo.

“Hoje foi um dia em que as coisas em termos de finalização não deram certo, porque esse foi o jogo em que mais criamos em termos de chances claras. Geralmente, se faz pelo menos um gol, mas não fizemos nenhum. Méritos para o Fábio, que pegou bolas incríveis, defendendo chutes do Gabriel. Então, são jogos assim em que você vai ganhando e perdendo gols, que fica o receio de você tomar o gol, já que não fez. Foram duas jogadas aéreas que nós não conseguimos neutralizar, e o Cruzeiro fez os gols. Mas, no geral, acho que fomos melhores e merecíamos a vitória”, afirmou Cuca.

Apesar de ter enxergado uma superioridade notável do Santos mesmo jogando no Mineirão, Cuca não deixou de dar os méritos da vitória cruzeirense ao goleiro Fábio, que vive ótimo momento na temporada, sendo extremamente decisivo para o time celeste, que, além de brigar por uma vaga no G6 do Brasileirão, também luta para chegar à final da Copa do Brasil e à semifinal da Libertadores.

“Hoje, pela importância das defesas que ele fez, foi o melhor em campo, porque pegou quatro, cinco bolas à queima roupa. Se entra uma dessas, a gente ganha o jogo. O Cruzeiro foi ganhar o jogo perto dos 40 minutos. Paramos para fazer as trocas, o Cruzeiro bateu rápido a falta e acabou fazendo o gol”, prosseguiu Cuca.

“Lamento muito pela partida que nós fizemos. Se você vem aqui e perde, caso o Cruzeiro tenha sido melhor que você, natural. Teve uma bola que saí comemorando, não vi ninguém comemorando, por que? Porque ela não entrou. Temos que trabalhar agora para que essa bola volte a entrar. O torcedor fica triste, lógico, também ficaria”, concluiu o treinador santista, surpreso com a falta de sorte do seu time neste domingo.

Santos reclama de suposto pênalti não marcado em Gabigol

O Santos saiu de campo incrédulo com a quantidade de chances desperdiçadas neste domingo, contra o Cruzeiro, no Mineirão. Passada a vitória celeste por 2 a 1, o técnico Cuca reconheceu a grande atuação do goleiro Fábio, que salvou diversas vezes sua equipe, mas não esqueceu de um suposto pênalti não marcado em cima de Gabigol.

Logo no início do segundo tempo, Rodygo ganhou disputa de bola com Murilo na linha de fundo e fez o cruzamento rasteiro para Gabigol, que chegou livre para finalizar. Ao dominar a bola, porém, o camisa 10 a deixou escapar um pouco, enquanto Bruno Silva vinha com tudo por trás dele. O volante cruzeirense tropeçou e acabou tocando no tornozelo do atacante santista, dentro da área, o que fez com que ele prontamente fosse ao chão.

“Também tivemos um pênalti não marcado. Não é choro, mas, se o juiz marca, poderíamos ter saído com a vitória. Outro dia jogamos aqui, não jogamos muito bem, e saímos com a vitória. Eles têm um elenco bom, mas hoje merecíamos vencer. Infelizmente, perdemos”, disse o técnico Cuca.

Após o lance, o zagueiro Murilo teve de ser substituído por Léo. Na disputa com Rodrygo, o defensor cruzeirense acabou caindo no chão e deslocando o ombro. Após receber atendimento médico, ficou definido que seria melhor ele não permanecer na partida, evitando um agravamento do problema.

Dodô lamenta derrota decidida no fim: “Perdemos para nós mesmos”

Dodô foi bastante crítico após a derrota do Santos para o Cruzeiro no Mineirão, por 2 a 1. Na saída de campo, o lateral-esquerdo preferiu deixar os méritos do rival de lado e garantiu que o Peixe, que não perdia no Brasileiro havia sete rodadas, voltará para casa com o resultado negativo graças à falta de atenção do time nos minutos finais.

“O sentimento é que perdemos para nós mesmos. Tivemos inúmeras chances de matar o jogo, fazer 2 a 0, 2 a 1. É complicado, porque fizemos um jogo bom, acabamos pagando por uma desatenção. Temos que refletir, treinar bastante finalização para não voltarmos a cometer os mesmos erros do início do Brasileiro, em que jogávamos melhor, mas não vencíamos”, disse Dodô ao Premiere.

O jogador santista também comentou sobre a falta de eficiência da equipe no segundo tempo, quando teve diversas oportunidades para assegurar o resultado positivo, mas não converteu. Em uma dessas chances, inclusive, Bruno Henrique acabou cabeceando para fora após ótima defesa do goleiro Fabio em jogada individual de Gabigol.

“A gente espera que não prejudique, sabemos que os nossos atacantes têm que ter confiança na cara do gol. Tivemos inúmeras chances, não aproveitamos, mas agora é erguer a cabeça, descansar e na quinta-feira, lá no Pacaembu, aproveitar as chances e sair com os três pontos para dar um ânimo maior pra buscarmos o nosso principal objetivo, que é a Libertadores”, completou Dodô.

Ausência de Gustavo Henrique expõe problemas na defesa do Santos

O Santos mostrou ter sentido bastante a falta de Gustavo Henrique no último domingo, na derrota para o Cruzeiro por 2 a 1, no Mineirão, pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro. Nem mesmo o técnico Cuca escondeu a importância do zagueiro santista, que não pôde atuar em Belo Horizonte por ter de cumprir suspensão automática após levar o terceiro cartão amarelo no empate sem gols com o São Paulo.

“Eu não ia falar nada sobre esquema, porque não foi perguntado, mas ele é importantíssimo, principalmente no jogo aéreo. Acho que faz falta, é um jogador com quem estamos acostumados a jogar”, afirmou Cuca, que acabou colocando Robsom Bambu para jogar ao lado de Luiz Felipe.

No último domingo, os dois gols cruzeirenses foram consequência de jogadas aéreas. No primeiro, Sassá apareceu nas costas da zaga para cabecear no cantinho, vencendo Vanderlei. Já no segundo, a defesa do Peixe vacilou ainda mais, deixando um enorme espaço na área para Raniel receber passe de cabeça de David e também de cabeça estufar as redes.

Com o resultado, o Santos viu ir embora uma sequência de nove jogos sem derrota – desconsiderando o revés simbólico para o Independiente na Libertadores, que, na prática, terminou em 0 a 0. Além disso, havia oito jogos que o Peixe não sofria um gol.

“Dói mais, porque a gente merecia ganhar o jogo. Se o futebol tivesse mérito, mas não tem. Você tem que começar a construir uma invencibilidade novamente, perdemos uma invencibilidade de novo jogos, oito sem tomar gol. Vamos trabalhar para fazer um bom jogo contra o Vasco, já pedindo a força do torcedor. Merecemos as críticas, mas não podemos criticar os meninos porque eles perderam gols, ninguém perde por querer. Se estivéssemos em uma noite feliz, teríamos ganhado o jogo”, completou Cuca.


Cruzeiro 1 x 2 Santos – 3 x 0 pênaltis

Data: 15/08/2018, quarta-feira, 19h30.
Competição: Copa do Brasil – Quartas de final – Jogo de volta
Local: Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, MG.
Público: 49.513 presentes (43.464 pagantes e 6.049 não pagantes).
Renda: R$ 1.432.225,00
Árbitro: Rodolpho Toski Marques (PR)
Auxiliares: Bruno Boschilia (PR) e Alessandro Alvaro Rocha de Matos (BA).
Cartões amarelos: Gustavo Henrique, Gabriel e Vladimir (S); Edilson (C).
Cartão vermelho: Vladimir (S).
Gols: Thiago Neves (09-1), Gabriel (41-1) e Bruno Henrique (38-2).
Pênaltis: Lucas Silva (gol), Bruno Henrique (defesa), Raniel (gol), Rodrygo (defesa), David (gol) e Jean Mota (defesa). Fábio fez 3 defesas.

CRUZEIRO
Fábio; Edilson, Dedé, Léo e Egídio; Henrique, Lucas Silva, Robinho (Rafinha), Thiago Neves e De Arrascaeta (David); Hernán Barcos (Raniel).
Técnico: Mano Menezes

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Luiz Felipe (Gustavo Henrique) e Dodô; Renato (Daniel Guedes), Diego Pituca e Artur Gomes (Jean Mota); Rodrygo, Bruno Henrique e Gabriel.
Técnico: Cuca



Cruzeiro vence o Santos nos pênaltis e avança na Copa do Brasil

O Santos foi guerreiro. Ao iniciar o jogo, no Mineirão, na noite desta quarta-feira, em confronto válido pelas quartas de final da Copa do Brasil, o Peixe entrou em campo com o placar contrário. Na partida de ida, a Raposa venceu por 1 a 0. Na volta, o clube da Vila Belmiro resolveu complicar: no tempo normal conseguiu vencer por 2 a 1, de virada. Nos pênaltis, no entanto, o goleiro Fábio brilhou, defendeu todas as cobranças e o Cruzeiro classificou-se com 3 a 0.

O Cruzeiro foi superior na maior parte do jogo. Nos dois tempos, a Raposa conseguiu criar mais e ter chances para fazer gols. O Santos, porém, em alguns momentos chegava, mas ainda foi um Peixe travado, com pouca criatividade.

Precisando do resultado, o Santos entrou em campo com uma postura ofensiva. O técnico Cuca colocou sua equipe com quatro homens de frente, em busca de um gol logo no início da partida para dar tranquilidade do empate no placar agregado.

Nos primeiros minutos o técnico Cuca precisou fazer uma substituição em sua equipe. O zagueiro Luiz Felipe sentiu a coxa esquerda e precisou deixar o gramado. Gustavo Henrique foi chamado.

O Cruzeiro marcava a saída de bola do Santos. Os primeiros minutos começaram intensos e para a Raposa o resultado apareceu. Aos 12 minutos, Thiago Neves recebeu na direita, cortou para o meio e chutou rasteiro para abrir o placar.

Aos 14, o Santos teve uma grande chance. Em cruzamento na área, após falta em Rodrigo, Gustavo desviou de cabeça e levou muito perigo ao time do Cruzeiro.

O tento deixou o jogo mais lento. O Cruzeiro passou a estudar mais as jogadas e deixava o confronto amarrado. O Santos não conseguia infiltrar na defesa azul. Vale ressaltar que o time de Mano Menezes não estava fechado. A principal aposta de Cuca era Rodrygo, mas o setor ofensivo do Peixe não vivia bom momento.

Quando o primeiro tempo caminhava para o final, aos 41 minutos, o Santos conseguiu o empate na partida. Em ótimo chute de Gabriel, de fora da área, a bola pegou na bochecha da meta de Fábio.

O gol colocou o Santos novamente na partida. No placar agregado, neste momento, a partida estava em 2 a 1.

Na volta para a etapa complementar, o Cruzeiro assustou o Santos logo aos 9 minutos. Em cobrança de escanteio, a bola chegou até o zagueiro Dedé. Ele desviou de cabeça e a redonda parou na trave do goleiro Vanderlei. No rebote, a defesa conseguiu proteger a redonda e o arqueiro segurou firme.

Na medida que o tempo ia passando, o Cruzeiro mostrava quem mandava no jogo. No lance seguinte, o Cruzeiro fez uma bela jogada, uma troca de passes envolvente entre seus homens de meio campo, Robinho, Arrascaeta e Thiago Neves, finalizando com o lateral Edilson, na cara do gol, mas a zaga tirou em cima da linha.

O Santos seguia com grande dificuldade para criar seus lances no meio campo. Com isso, a bola chegava com mais dificuldade na frente. Rodrygo que não estava acostumado a jogar centralizado, praticamente como um armador, tinha dificuldades para cumprir a função.

Após os 30 minutos, o Santos passou a ficar com a bola nos pés. O Cruzeiro se fechou. O Peixe trocava passes, tentava de todos os lados. Em cruzamento da direita, a bola chegou em Bruno Henrique que mandou para o fundo das redes.

O Cruzeiro se mandou para o ataque. Aos 42, a Raposa quase conseguiu o empate. Rafinha aproveitou o rebote dentro da área e chutou e Vanderlei fez uma defesa milagrosa.

Lance polêmico ao final da partida:

Árbitro acaba a partida antes de terminar os acréscimos, quando o Santos saia em contra-ataque perigoso com atacante Gabriel do saindo sozinho na cara do goleiro Fábio do Cruzeiro. Jogadores do Santos cercam o árbitro para reclamar e o goleiro reserva Vladimir é expulso. Veja o vídeo abaixo.

Cuca destaca ‘jogo precioso’ dos ‘guerreirinhos’ do Santos em eliminação

Cuca ficou orgulhoso da vitória do Santos por 2 a 1 sobre o Cruzeiro nesta quarta-feira, no Mineirão, com eliminação na sequência por meio das penalidades máximas nas quartas de final da Copa do Brasil.

O técnico destacou a entrega do time e lamentou a decisão da arbitragem nos acréscimos. O apito final ocorreu quatro segundos antes dos 50 minutos previstos, durante contra-ataque com passe de Victor Ferraz para Gabigol sair sozinho contra o goleiro Fabio. Nos pênaltis, Bruno Henrique, Rodrygo e Jean Mota perderam e a Raposa venceu por 3 a 0.

“Acho que foi um grande jogo, digno de duas equipes grandes, com muita tradição, camisa, acostumadas a ganhar competições assim. Temos que enaltecer o espírito, a postura, estratégia. É difícil jogar aqui, campo cheio, sairmos atrás, ter equilíbrio para tocar e desenhar jogadas. Buscamos empate, com paciência de definir e virar o jogo, viramos. Não quero culpar a arbitragem, acho que Rodolpho fez grande arbitragem, mas deu 49, um minuto a mais na falta para o Cruzeiro e não fechou o 50. FIFA pede tanto para deixar jogo aberto, colocar o VAR para sair mais gols e jogo acabar assim? Não foi prejuízo só do lance, mas emocional. Eu sabia que ia perder. Cruzeiro foi se preparar e meu time inteiro em cima da arbitragem, entrei para tirá-los e não estávamos com cabeça boa. Perdi assim no Maracanã, Flamengo e Botafogo com Dodô expulso e derrota nos pênaltis. Desestabilizou. Cuca não está culpando, um se preparou e outro foi reclamar. Normal”, disse Cuca, em entrevista coletiva.

“Estou muito orgulhoso dos meninos pelo que fizeram. Temos elenco reduzido, queria muito passar, mas podemos cuidar das outras duas frentes. Viemos aqui e vencemos, são os meninos deles que precisam da ajuda no sábado contra o Sport descansado. Precisamos de apoio e compreensão”, completou.

Perguntado sobre o interesse em Vagner Love e Marcelo Moreno, antecipado pela Gazeta Esportiva, o técnico Cuca confirmou, mas preferiu enaltecer os atuais atletas.

“Estamos em busca desse nomes que você falou (Vagner Love e Marcelo Moreno), provavelmente podemos fechar um e temos outras opções. Mas quero enaltecer meu grupo, esses guerreirinhos que deram o máximo, venceram. Falar em outros jogadores seriam um crime”, concluiu.

Luiz Felipe sente músculo “abrir” e passará por exame no Santos

Com dores na coxa esquerda, Luiz Felipe foi substituído aos seis minutos da vitória do Santos por 2 a 1 sobre o Cruzeiro na noite desta quarta-feira, no Mineirão, com a eliminação nos pênaltis nas quartas de final da Copa do Brasil.

O zagueiro sentiu o músculo posterior “abrir” e está preocupado. Ele será tratado e reavaliado pelo departamento médico nesta quinta-feira, de acordo com a assessoria de imprensa do clube.

Se não reunir condições, Luiz Felipe será substituído por Gustavo Henrique contra o Sport, sábado, na Vila Belmiro, pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro.



Abaixo a análise do ex-árbitro Sálvio Spínola, comentarista da ESPN, sobre o lance polêmico ao final da partida.




Santos 0 x 1 Cruzeiro

Data: 01/08/2018, quarta-feira, 19h30.
Competiçao: Copa do Brasil – Quartas de final – Jogo de ida
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 7.134 pagantes
Renda: R$ 147.429,00
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO).
Auxiliares: Fabricio Vilarinho da Silva e Bruno Raphael Pires
VAR: Bráulio Machado (principal), Helton Nunes e Marcelo de Lima Henrique (apoio).
Cartões amarelos: Gabriel (S); Henrique, Rafinha e Rafael Sóbis (C).
Gol: Raniel (35-2).

SANTOS
Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Dodô; Alison, Renato (Daniel Guedes) e Diego Pituca (Copete); Rodrygo, Bruno Henrique e Gabriel.
Técnico: Cuca

CRUZEIRO
Fábio, Romero, Léo, Dedé, Egídio, Henrique, Lucas Silva, Thiago Neves (Rafinha), Robinho (Rafael Sóbis), Arrascaeta e Barcos (Raniel).
Técnico: Mano Menezes



Letal, Cruzeiro vence o Santos na Vila e abre vantagem na Copa do Brasil

O Cruzeiro venceu o Santos por 1 a 0 na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. Com o resultado fora de casa, a Raposa pode avançar à semifinal com um empate no dia 15, no Mineirão.

Na reestreia do técnico Cuca no Peixe, Mano Menezes mostrou que comanda uma equipe letal. O Cruzeiro não foi vistoso, mas ofereceu poucos espaços ao alvinegro e fez o gol da vitória no melhor momento dos donos da casa no segundo tempo, aos 35 minutos.

Dois minutos depois de Gabigol desperdiçar boa chance, Raniel recebeu na meia-lua, balançou para cima de David Braz e encontrou um espaço pelo meio das pernas do zagueiro. A bola foi no cantinho e venceu o goleiro Vanderlei. Nos instantes finais, não houve tempo de reação.

A decisão marcou o primeiro uso do VAR em competição de âmbito nacional no Brasil. Aos 21 minutos, o árbitro Wilton Pereira Sampaio consultou o vídeo e, 27 segundos depois, soube por meio do ponto eletrônico que Dedé não cometeu pênalti em Gabigol.

O jogo

As estratégias das duas equipes ficaram claras nos primeiros minutos: o Santos tentando manter a posse de bola e controlar o jogo até encontrar espaços para marcar. O Cruzeiro bem postado na defesa em busca de contra-ataques.

O Peixe teve bom início e acuou a Raposa, mas pecou, como de costume na temporada, no último passe. As jogadas começavam bem, porém, terminavam mal. E no melhor momento na partida, quando as brechas começaram a aparecer por volta dos 30 minutos, os visitantes foram inteligentes e esfriaram o jogo, fazendo cera e chamando atendimento médico.

Na sequência, o Cruzeiro teve as melhores chances do primeiro tempo: um chute de fora de Lucas Silva aos 34 minutos, espalmado por Vanderlei, e segundos depois, quando Arrascaeta recebeu quase na pequena área, mas o goleiro saiu bem nos pés do uruguaio.

A tônica da partida se manteve na segunda etapa, mas o Cruzeiro passou a dividir a posse de bola e ter maior controle do jogo. Rodrygo, válvula de escape no primeiro tempo, sumiu. Bruno Henrique teve um ou outro lampejo, mas seguiu distante daquele de 2017.

Aos 21 minutos, o VAR foi acionado pela primeira vez em uma competição continental. Pelo ponto, o árbitro ouviu que Gabigol caiu na área, mas o zagueiro Dedé não cometeu pênalti. O intervalo foi de 27 segundos.

O jogo ficou morno até uma boa substituição do técnico Cuca, aos 27 minutos, quando Daniel Guedes entrou no lugar de Renato, mal em campo, e Victor Ferraz foi para o meio-campo. O lado direito voltou a ficar forte e, pela esquerda, o Peixe teve sua melhor chance.

Dodô aproveitou rebote e levantou na área para Gabriel vir de trás e, sozinho, chutar de primeira para ótima defesa de Fabio aos 33 minutos. O Santos foi para cima, a torcida se levantou… E aí veio o castigo. Dois minutos depois, Raniel recebeu na meia-lua, deslocou David Braz e acertou o canto de Vanderlei.

Nos minutos finais, o alvinegro se lançou ao ataque, mas não teve forças para reagir. O Cruzeiro venceu e obteve ótima vantagem nas quartas de final da Copa do Brasil. A Raposa jogará por um empate para avançar à semifinal no dia 15, no Mineirão.

Bastidores – Santos TV:

Cuca vê Santos um pouco melhor que o Cruzeiro e afirma: “Tem nada acabado”

Na reestreia pelo Santos, Cuca gostou da atuação na derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. O técnico admitiu a falta de um armador, mas viu pontos positivos e mostrou confiança na reação no Mineirão, dia 15. A Raposa jogará por um empate para avançar à semifinal.

“Se formos pegar jogo desde o primeiro tempo, vemos jogo com poucas chances, truncado, Cruzeiro faz marcação atrás e tenta sair, buscando o contra-ataque. Mano sabe jogar mata-mata, sabe que é importante não perder. Jogaram fechadinhos e tivemos dificuldade pela falta de espaço. Fica claro no comando as necessidades, jogador que tem um deslumbro, criação melhor. Faltou isso e a definição, tínhamos o controle, sem ceder o contra-ataque, bem posicionados, mas não era o suficiente. Sentíamos a falta de algo mais, ela vieram, Gabigol chutou e passou perto, depois goleiro pegou e a bola ainda sobrou no pé bom do Pituca. Cruzeiro valorizava bem o empate, sem grandes riscos, até que o Raniel protegeu, defendeu e chutou bem, na única chance clara. Mexida melhorou um pouco, depois perdemos um Pituca, que não é um meia. Tentamos com ele adiantado, tentamos com Copete, com presença na área e bom cabeceio, chute forte. Jogava assim lá fora e acabou que não surtiu efeito. Temos que lamentar a derrota, mas não o jogo. Jogamos um pouco melhor e fomos castigados com o gol que tomamos”, disse Cuca, em entrevista coletiva.

“É relativo. Sabemos que isso poderia acontecer. Se ganhássemos de 1 a 0, faríamos o adversário vir com tudo. Perdendo em casa, não acontece assim. Tem que ter posicionamento exposto e pode ser bom. Resultado incentiva a buscar o jogo. Tem nada acabado”, completou.

Na saída de campo, Victor Ferraz reclamou do azar santista e do “gol espírita” do Cruzeiro, marcado por Raniel entre alguns defensores do Santos. Cuca preferiu adotar discurso diferente.

“Se você bater em cima disso é pior, não dá para lamentar falta de sorte. Não tivemos eficácia, tivemos chances claras e não fizemos. Temos que ter calma porque as oportunidades vêm. Com uma ou duas vitórias, meninos ficam mais soltos e coisas acontecem mais fáceis”, concluiu.

O Santos voltará a campo para enfrentar o Botafogo, sábado, no Engenhão, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Peixe ocupa a 17ª colocação e está na zona de rebaixamento.

Cuca cita três zagueiros, cogita 4-4-2 e promete variações táticas no Santos

Após a derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, Cuca prometeu testar variações táticas no Santos. O Peixe voltará a enfrentar a Raposa no dia 15, no Mineirão, e será eliminado nas quartas de final se não vencer.

O técnico sentiu a falta de um armador na decisão e pode procurar a solução em um 4-4-2. Outra alternativa é escalar três zagueiros.

“Testamos Victor Ferraz por ali (pelo meio), tem essa qualidade técnica, tem boa visão de jogo. Na jogada que perdemos o gol, jogada foi feita por ele por ali. Se não temos opções, cria-se alternativas e mudança de esquema. Sem um determinado jogador, duas linhas de quatro e dois atacantes.. Vamos criando, treinar um pouquinho para poder colocar em prática depois”, disse Cuca, em entrevista coletiva.

“Jogamos muito tempo com três zagueiros, Alison de zagueiro e laterais adiantados, Rodrygo por dentro, campo de ataque total, tivemos o controle assim. Como foi bem posicionado, apareceu (a formação). Se sai na frente, passaríamos a fazer o que o Cruzeiro fez, defender mais atrás e aí aparece a velocidade dos pontas. Poderia ter acontecido, mas não saímos na frente”, completou.

Cuca elogia David Braz e Gabigol, mas diz que não “puxará saco” de ninguém

David Braz e Gabigol não vivem bom momento no Santos. Criticados por parte da torcida, eles foram “vilões” na derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, pela ida das quartas de final da Copa do Brasil.

O zagueiro vacilou na marcação de Raniel no gol cruzeirense. O atacante, minutos antes, perdeu a melhor chance da partida após cruzamento de Dodô, chute de primeira e boa defesa de Fabio.

Há dois dias no Santos, Cuca percebeu a cobrança do torcedor na Vila e elogiou a dupla, mas prometeu não priorizar ninguém, independentemente do status no elenco ou questões financeiras.

“Isso (pressão) não chega no vestiário, chega no campo. Jogador escuta tudo. Dentro se ouve tudo que acontece na arquibancada. Vem direto para você. Todos sentimos, mas são profissionais, sabem que é assim. No momento que não se ganha, cobrança vai nos experientes. Tem que ter calma, paciência. São bons jogadores, tem outros também e tenho que ter tempo para vê-los. Não adianta chegar em um dia e pedir 300 jogadores. Tem que recuperar moral, alto astral, e depois fazer alguma coisa. Sem puxar o saco, com trabalho, correção, como sempre fizemos”, analisou.

Santos x Cruzeiro marca primeiro uso do VAR em competição nacional

A derrota do Santos, nesta quarta-feira, diante do Cruzeiro, entrou para a história do futebol brasileiro. Isso porque, pela primeira vez, o recurso do VAR (video assistant referee – assistente de árbitro de vídeo, traduzido do inglês) foi utilizado em uma competição de nível nacional.

Aos 21 minutos do segundo tempo, o árbitro Wilton Pereira Sampaio consultou o vídeo e, 27 segundos depois, soube por meio do ponto eletrônico que Dedé não cometeu pênalti em Gabigol. As equipes duelaram na Vila Belmiro pela partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil.

É importante ressaltar que a tecnologia já havia sido usada no Brasil. Porém, anteriormente, o VAR só entrou em ação em disputas regionais.


Santos 0 x 1 Cruzeiro

Data: 27/05/2018, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 7ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 10.670 presentes (8.504 pagantes e 2.166 não pagantes).
Renda: R$ 349.730,00
Árbitro: Paulo Roberto Alves Junior (PR)
Auxiliares: Pedro Martinelli Christino e Luciano Roggenbaum (ambos do PR).
Cartões amarelos: Diego Pituca (S); Henrique, Egídio e Robinho (C).
Gol: Bruno Silva (30-2).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Gustavo Henrique, David Braz e Dodô; Diego Pituca (Bruno Henrique), Renato (Léo Cittadini), Jean Mota; Rodrygo, Gabriel e Eduardo Sasha (Yuri Alberto).
Técnico: Jair Ventura

CRUZEIRO
Fábio; Edílson (Lucas Romero), Dedé, Léo e Egídio; Henrique, Lucas Silva, Robinho, Thiago Neves (Raniel); Rafael Sobis e Sassá (Bruno Silva).
Técnico: Mano Menezes



Vanderlei opera milagre, mas não evita derrota do Santos para o Cruzeiro

As quase 11 mil pessoas presentes no Estádio do Pacaembu viram uma atuação do Santos nada muito diferente das últimas partidas. Com dificuldades para criar, o time comandado por Jair Ventura pouco fez ofensivamente, principalmente no segundo tempo, e viu Vanderlei em mais uma grande tarde. O goleiro, porém, não evitou a derrota do Peixe por 1 a 0 para o Cruzeiro, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro.

O primeiro tempo teve dois cenários bem distintos. Os 20 minutos inciais foram de muita intensidade, com ambos os times em busca do gol e criando boas chances. Aos poucos, o ritmo foi caindo e a posse de bola passou a ser a prioridade do Cruzeiro, que tentava conter a velocidade do Santos. Assim, porém, o Peixe criou sua melhor chance, no contra-ataque, com Gabigol, que foi interceptado por Dedé de forma providencial. Do lado cruzeirense, Rafael Sobis foi quem criou mais perigo.

A intensidade de parte dos 45 minutos iniciais não foi repetida em um minuto sequer do segundo tempo. Mesmo em casa, o Santos adotou uma postura cautelosa e passou a ter o contra-ataque como trunfo para sair com os três pontos. Do lado do Cruzeiro, a posse de bola era a estratégia e com ela saiu o gol da vitória. Aos 30 minutos, Bruno Silva aproveitou o desvio de Raniel no escanteio e colocou para o fundo da rede.

Nos minutos finais, o Santos tentou pressionar e Bruno Henrique por pouco não conseguiu o empate. Porém, a Raposa também esteve perto de ampliar a vantagem, com Rafael Sóbis. No fim do jogo, o time da casa saiu de campo sob vaias da torcida.

O jogo

Como um jogo entre dois times que precisam do resultado, o início foi de bastante intensidade, com os dois ataques obrigando muito trabalho dos goleiros. Logo no primeiro minuto, Rafael Sobis tentou surpreender Vanderlei, mas teve o chute desviado. Na sequência, a resposta do Santos veio com Jean Mota, que tentou um arremate bonito no cruzamento de Dodô, mas concluiu nas mãos de Fábio.

A rápida movimentação do trio de ataque do Peixe formado por Gabriel, Rodrygo e Sasha é sempre uma preocupação para os adversários e atenção redobrada é a palavra de ordem. Porém, Léo se complicou na saída de bola e tocou nos pés do camisa 10 santista, que cortou para o meio e testou o goleiro do Cruzeiro, providencial para espalmar. A resposta mineira, aos 11 minutos, foi com Sobis, que bateu rasteiro e sem grande perigo para Vanderlei.

Aos poucos, a partida perdeu em intensidade e o Cruzeiro passou a ser melhor. Se Léo quase entregou do lado mineiro, Gustavo Henrique fez questão de “retribuir” o presente. O zagueiro errou o passe na saída de bola e deixou com Robinho, que acionou Rafael Sobis na entrada da área. O atacante pegou firme e obrigou grande defesa do arqueiro santista.

Jogando em casa, o Santos voltou a sofrer com a falta de criatividade e continuou apostando nos flancos do campo para as jogadas mais promissoras. Uma das mais perigosas, porém, veio em uma grande jogada de Rodrygo, que atuou mais centralizado no primeiro tempo. Aos 35 minutos, o “raio” acionou Gabriel para sair sozinho em direção à Fábio, mas o camisa 10 não contava com a recuperação de Dedé. O zagueiro alcançou o rival e deu o bote preciso antes do chute.

A intensidade do primeiro tempo ficou no vestiário assim que os times foram para o intervalo. Na segunda etapa, as propostas estavam bem definidas e, enquanto o Cruzeiro tinha a bola e trocava passes em busca de espaço, o Santos apostava na boa aplicação defensiva e nos contra-ataques para assustar Fábio.

As chances, sem grande perigo, criadas pela Raposa nos 20 minutos iniciais fizeram Jair Ventura atender às solicitações dos torcedores presentes no Pacaembu que, desde o intervalo, pediam a entrada de Bruno Henrique. O atacante, em sua reestreia na temporada depois de problemas físicos e clínicos, conseguiu uma boa arrancada logo em seu primeiro lance, mas acabou perdendo o ângulo para conclusão.

Aos 29 minutos, o Cruzeiro conseguiu sua melhor chance na partida. Raniel aplicou um grande chapéu e encontrou o caminho livre para avançar, mas abriu grande bola do lado direito para Robinho. O meia saiu cara a cara com Vanderlei e tentou encobrir o goleiro santista, que operou um milagre e pôs para escanteio. Na cobrança do tiro de canto, porém, a grande intervenção do arqueiro do Peixe pouco adiantou. Bruno Silva aproveitou o desvio e testou para as redes.

Atrás no placar, o Santos ensaiou uma pressão na reta final da partida e abriu espaços para o contra-ataque do Cruzeiro. Bruno Henrique quase marcou em sua reestreia na temporada e Sobis, do outro lado, fez tudo certo, mas a bola saiu rente à trave de Vanderlei.

Bastidores – Santos TV:

Rodrygo condena falta de pontaria do Santos e diz entender vaias

O Santos não conseguiu se impor diante do Cruzeiro neste domingo, no Pacaembu, e somou mais uma derrota no Campeonato Brasileiro, a quarta em sete jogos. Atuando diante de seus torcedores, os comandados de Jair Ventura pouco criaram, mas as chances limitadas pararam nas finalizações ruins, problema principal do time na tentativa de um melhor resultado.

A insatisfação dos torcedores com a atuação do time foi externada assim que dado o apito final. Todos os jogadores, assim como Jair, saíram de campo vaiados, fato que Rodrygo tratou como natural diante dos recentes resultados ruins. “Pode ter certeza que eu estou mais revoltado que eles. Eles são torcedores, eu sou jogador e também torcedor do Santos, então entendo”, disse o jovem ao canal Premiere.

Apesar de algumas jogadas criadas, o Santos pouco criou perigo à meta de Fábio. Ainda no primeiro tempo, Gabriel teve a principal chance do time santista na partida, mas acabou desarmado por Dedé. Já nos 45 minutos finais, os flancos do campo se tornaram a principal válvula de escape, por onde Bruno Henrique quase conseguiu deixar o seu. Para o mais novo “raio” da Vila Belmiro, porém, a as finalizações ruins determinaram o revés.

“Aconteceu hoje a mesma coisa do jogo passado. A gente pressionou, pegamos uma equipe mais forte também, tomamos um gol no erro de marcação”, avaliou. “Claro que uma derrota pesa muito, mas a gente precisa manter a tranquilidade e seguir com nosso trabalho, porque as coisas vão voltar a dar certo. O gol está faltando em todos os últimos jogos. Precisamos parar de tomar e voltar a fazer”, finalizou Rodrygo.

Jair lamenta nova derrota e clama por reforços no Santos

As vaias ao apito final dizem muito a respeito da paciência da torcida do Santos com Jair Ventura. Neste domingo, o treinador viu uma atuação regular de seu time, mas novamente uma derrota. Desta vez, diante de pouco menos de 11 mil pessoas, o time da Vila Belmiro acabou vendo o Cruzeiro criar boas chances, mais uma boa atuação de Vanderlei, mas o revés por 1 a 0.

Após a partida, Jair teve dar explicações sobre o mais recente resultado negativo, o quarto em sete rodadas do Campeonato Brasileiro. A opção do treinador foi pelo discurso firme, cobrando uma recuperação rápida de seus jogadores para voltarem a dar alegria ao torcedor santista.

“O jogo foi aberto, de muitas chances criadas e muito equilíbrio. As duas equipes tentaram jogar, qualquer uma poderia vencer, mas acabamos punidos em uma jogada de bola parada. A gente fica triste,claro, mas não dá para abaixar a cabeça, porque só nós somos responsáveis por isso. Para reverter a gente precisa trabalhar e fazer mais, dar uma resposta o mais rápido possível. A torcida precisa voltar a sorrir”, disse o treinador.

Logo no aquecimento, Jair Ventura teve de mudar sua estratégia inicial. Não pela forma do time jogar, mas com as peças. Gustavo Henrique entrou em campo para substituir Veríssimo, vetado pelo departamento médico. O exemplo foi o utilizado pelo treinador para justificar o elenco enxuto e a necessidade de reforços.

“A gente sabe da necessidade de reforços, mas entendemos as dificuldades financeiras. Não é uma questão de achar que não precisa, é das dificuldades. Hoje a gente nem tinha jogador para completar a lista de suplentes no banco, com tantas lesões. A torcida não quer saber, ela quer vitória. Temos de dar um jeito em meio a todas as dificuldades”, ressaltou.

Jogadores do Santos isentam Jair de culpa e pedem “resposta rápida”

“Resposta rápida” e “recuperação” são as palavas de ordem ouvidas nos bastidores do Santos para findar a sequência ruim pela qual o time vem passando recentemente. Apesar da classificação na Libertadores, o Peixe soma quatro derrotas em sete jogos no Campeonato Brasileiro, sendo a mais recente delas para o Cruzeiro, no último domingo, por 1 a 0.

A repercussão da derrota teve seus primeiros desfechos logo após o apito final contra a Raposa, onde os pouco menos de 11 mil presentes não pouparam o time e a comissão técnica de vaias. Após a partida, Jair Ventura prometeu um trabalho ainda mais intenso para reencontrar o caminho das vitórias e o treinador teve seu discurso corroborado pelos atletas.

“Temos que manter a calma e recuperar a boa fase logo, dar a resposta. A gente treina bola parada quase sempre e acabamos tomando um gol assim. Não podemos culpar o Jair, porque é a gente que está em campo”, disse Gabriel na zona mista. Sobre as vaias, o atacante diz ser normal diante dos recentes resultados. “É normal a torcida fazer isso. Eles querem que a gente ganhe. Estamos criando chances e uma hora a bola vai entrar”, completou.

Apesar da derrota, o ponto positivo foi a boa reestreia de Bruno Henrique com a camisa do Peixe. O atacante ganhou alguns minutos em campo e quase conseguiu o gol que daria o empate contra o Cruzeiro. Seguindo a mesma linha dos companheiros, alertou para a necessidade de uma recuperação e comentou sobre sua condição física.

“Fico feliz por estar de volta, pelo apoio da torcida que pediu minha entrada. Mas a gente fica triste pela derrota. Quinta-feira temos a chance de nos recuperarmos e a vitória é importante demais. Temos que focar e responder logo para voltar a dar alegrias, trabalhando para que a bola volte a entrar”, revelou Bruno Henrique, que passou por uma sequência de problemas físicos e clínicos no início da temporada.

Desde que assumiu o comando do santos no início de 2018, Jair Ventura já esteve à beira do campo em 30 jogos. São 12 vitórias, seis empates e 12 derrotas, retrospecto que conta negativamente. O treinador, porém, se mostrou ciente da pressão e da responsabilidade.

“A vida do treinador é de pressão contínua. Estamos trabalhando, mas não está sendo o suficiente. Temos de assumir a responsabilidade, sabemos que a torcida está chateada e com razão, porque os resultados não estão aparecendo. Vamos fazer mais para voltar a vencer”, concluiu Jair.

Vice-presidente do Santos banca continuidade de Jair: “Ele segue”

Dentro de campo, o Santos saiu derrotado para o Cruzeiro no Estádio do Pacaembu. Fora dele, as vaias foram a tônica das arquibancadas e Jair Ventura saiu como principal culpado para os pouco menos de 11 mil presentes, principalmente pela falta de criatividade e efetividade do time nos últimos jogos. Após a partida deste domingo, porém, o treinador teve sua permanência no cargo garantida pelo vice-presidente Orlando Rollo.

“O treinador segue no comando, o Jair (Ventura) segue”, disse rapidamente o dirigente na zona mista.

A presença do vice para dar justificativas é explicável, já que o presidente do clube, José Carlos Peres, está com a Seleção Brasileira, como chefe da delegação em Londres.

Diretoria do Santos vai ao CT para apoiar o técnico Jair Ventura (Em 28/05/2018)

O vice-presidente Orlando Rollo e Andres Rueda e José Carlos de Oliveira, integrantes do Comitê de Gestão do Santos, foram ao CT Rei Pelé na tarde desta segunda-feira para demonstrar apoio ao técnico Jair Ventura. Vale lembrar que o presidente José Carlos Peres, chefe da delegação brasileira, ficará em Londres até o dia 3. Rollo é o mandatário interino.

Na conversa com Jair, algumas críticas sobre o comando do elenco foram feitas, mas, em geral, o tom foi de prestígio ao treinador, admitindo-se a necessidade de reforços e as dificuldades financeiras e políticas do clube. Os dirigentes também se reuniram e cobraram o elenco.

Com a derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro, no Pacaembu, no último domingo, o Peixe tem 48% de aproveitamento em 2018. Ou seja, mais perde do que ganha pontos. No total, são 12 vitórias, 12 derrotas e seis empates.


Cruzeiro 1 x 1 Santos

Data: 27/08/2017, domingo, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 22ª rodada
Local: Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, MG.
Público: 12.055 pagantes
Renda: R$ 171.127,00
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Auxiliares: Rafael da Silva Alves e Elio Nepomuceno de Andrade Junior (ambos do RS).
Cartões amarelos: Lucas Veríssimo e David Braz (S).
Gols: Rafinha (09-2) e Bruno Henrique (21-2).

CRUZEIRO
Fábio; Ezequiel, Murilo, Digão e Diogo Barbosa; Hudson, Lucas Silva (Nonoca), Thiago Neves (Arrascaeta) e Rafinha (Élber); Sassá e Rafael Sóbis.
Técnico: Mano Menezes.

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Alison, Renato (Léo Cittadini) e Lucas Lima; Copete (Nilmar), Bruno Henrique e Ricardo Oliveira (Kayke).
Técnico: Levir Culpi



Com tempos distintos, Santos e Cruzeiro ficam no 1 a 1 no Mineirão

Santos e Cruzeiro fizeram um jogo de tempos diferentes na noite deste domingo, no Mineirão, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Peixe começou muito melhor, dominou completamente a primeira etapa e abriu o placar com Bruno Henrique. A Raposa, por sua vez, se recuperou após o intervalo, pressionou o time comandado por Levir Culpi e chegou ao empate com Rafinha.

Com a igualdade, o alvinegro terminou a rodada com 38 pontos, manteve-se em terceiro, mas segue bem distante do líder Corinthians, que perdeu para o Atlético-GO no último sábado e parou nos 50. Já o time mineiro ficou com 31 e segue estacionado na sexta posição no torneio nacional.

O jogo

O jogo começou bem morno e estudado no Mineirão. De ressaca após a classificação para a final da Copa do Brasil, na última quarta-feira, o Cruzeiro até tentou ditar o ritmo nos primeiros minutos, mas não conseguiu penetrar na defesa santista. Tanto que a maior chance da Raposa surgiu em um chute de longe de Thiago Neves, aos 7 minutos, defendido por Vanderlei.

O Peixe, por sua vez, cadenciava o jogo no meio de campo e espera o momento certo para dar o bote. Ele veio aos 21 minutos, quando Lucas Lima deu lindo lançamento para Copete do lado direito. O colombiano dominou, levantou a cabeça e cruzou para Bruno Henrique, que apenas escorou para abrir o placar e colocar o alvinegro em vantagem no Mineirão.

O Cruzeiro sentiu o tento e viu o Santos crescer no confronto. Aos 30, Bruno Henrique tocou para Ricardo Oliveira, que arriscou de fora da área. A bola, porém, subiu muito e passou por cima do gol de Fábio.

Já aos 35 minutos, o zagueiro Digão errou na saída de bola e entregou no pé de Lucas Lima. Mesmo com o gol aberto, o camisa 10 tentou tocar para Ricardo Oliveira e acabou desperdiçando a jogada.

A equipe comandada por Levir Culpi seguiu muito superior e teve a chance de sair para o intervalo com um 2 a 0 no placar. Porém, após belo toque de cabeça de Ricardo Oliveira, Bruno Henrique, que saiu na cara de Fábio, tenta tocar por cima, mas acabou acertando a rede pelo lado de fora.

Cruzeiro cresce e busca o empate
Após ser envolvido pelo Santos na primeira etapa, o Cruzeiro voltou do intervalo partindo para cima em busca do empate. Logo aos 4 minutos, Rafael Sóbis recebeu dentro da área, fez o pivô e rolou para Ezequiel. O lateral bateu de esquerda e mandou por cima do gol de Vanderlei.

Cinco minutos depois, a pressão cruzeirense deu resultado. Após lindo lançamento de Lucas Silva, a defesa santista parou na jogada e Rafinha apareceu livre para bater cruzado e empatar o duelo no Mineirão.

O tento animou a Raposa, que se lançou ao ataque para buscar a virada. Aos 22 minutos, Rafinha saiu na cara de Vanderlei após erro na saída de bola do Peixe. O atacante tocou por cima do goleiro e já se preparava para comemorar a virada. Porém, Lucas Veríssimo tirou de cabeça, em cima da linha, e salvou o Santos.

Nos minutos restantes, o Cruzeiro seguiu melhor, enquanto o Santos buscava um contra-ataque que não veio. Sendo assim, a partida terminou mesmo no empate em 1 a 1.

Levir vê empate justo, mas avisa: “Quem quer chegar na ponta precisa vencer”

O Santos foi melhor que o Cruzeiro no primeiro tempo, abriu o placar com Bruno Henrique, e perdeu a oportunidade de ‘matar’ o duelo. Na segunda etapa, porém, a Raposa cresceu, dominou as ações, chegou ao empate com Rafinha e quase conseguiu a virada na noite deste domingo, no Mineirão, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Na visão do técnico Levir Culpi, a igualdade em Belo Horizonte foi merecida, já que o confronto teve tempos diferentes.

“O jogo teve dois tempos, um de cada time. O Santos esteve melhor no primeiro tempo, mas com algumas dificuldades nós tivemos na articulação. Não vou colocar publicamente o que achei de cada jogador. Levo o resultado pelo que aconteceu no jogo. Hoje os dois mereceram o empate. Resultado justo”, explicou o comandante em entrevista coletiva coletiva após o jogo no Mineirão.

O empate deste domingo foi o quarto seguido do Santos no Campeonato Brasileiro. Antes disso, o alvinegro havia ficado no 0 a 0 contra Avaí, Fluminense e Coritiba, respectivamente. Mesmo mantendo-se na terceira posição, com 38 pontos, os santistas seguem bem distantes do líder Corinthians, que perdeu do Atlético-GO no último sábado e segue com 50.

“Quem quer chegar na ponta do campeonato precisa vencer. O empate não é bom por dar só um ponto. Jogamos para vencer. Empatar contra o Corinthians é normal, mas quero os três pontos, nunca queremos um. O título é o objetivo de um clube do tamanho do Santos. Penso jogo a jogo, não gosto de fazer cálculos. Tem que buscar no campo”, concluiu Levir.