Cruzeiro - Acervo Santista

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Santos 0 x 1 Cruzeiro

Data: 01/08/2018, quarta-feira, 19h30.
Competiçao: Copa do Brasil – Quartas de final – Jogo de ida
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 7.134 pagantes
Renda: R$ 147.429,00
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO).
Auxiliares: Fabricio Vilarinho da Silva e Bruno Raphael Pires
VAR: Bráulio Machado (principal), Helton Nunes e Marcelo de Lima Henrique (apoio).
Cartões amarelos: Gabriel (S); Henrique, Rafinha e Rafael Sóbis (C).
Gol: Raniel (35-2).

SANTOS
Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Dodô; Alison, Renato (Daniel Guedes) e Diego Pituca (Copete); Rodrygo, Bruno Henrique e Gabriel.
Técnico: Cuca

CRUZEIRO
Fábio, Romero, Léo, Dedé, Egídio, Henrique, Lucas Silva, Thiago Neves (Rafinha), Robinho (Rafael Sóbis), Arrascaeta e Barcos (Raniel).
Técnico: Mano Menezes



Letal, Cruzeiro vence o Santos na Vila e abre vantagem na Copa do Brasil

O Cruzeiro venceu o Santos por 1 a 0 na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. Com o resultado fora de casa, a Raposa pode avançar à semifinal com um empate no dia 15, no Mineirão.

Na reestreia do técnico Cuca no Peixe, Mano Menezes mostrou que comanda uma equipe letal. O Cruzeiro não foi vistoso, mas ofereceu poucos espaços ao alvinegro e fez o gol da vitória no melhor momento dos donos da casa no segundo tempo, aos 35 minutos.

Dois minutos depois de Gabigol desperdiçar boa chance, Raniel recebeu na meia-lua, balançou para cima de David Braz e encontrou um espaço pelo meio das pernas do zagueiro. A bola foi no cantinho e venceu o goleiro Vanderlei. Nos instantes finais, não houve tempo de reação.

A decisão marcou o primeiro uso do VAR em competição de âmbito nacional no Brasil. Aos 21 minutos, o árbitro Wilton Pereira Sampaio consultou o vídeo e, 27 segundos depois, soube por meio do ponto eletrônico que Dedé não cometeu pênalti em Gabigol.

O jogo

As estratégias das duas equipes ficaram claras nos primeiros minutos: o Santos tentando manter a posse de bola e controlar o jogo até encontrar espaços para marcar. O Cruzeiro bem postado na defesa em busca de contra-ataques.

O Peixe teve bom início e acuou a Raposa, mas pecou, como de costume na temporada, no último passe. As jogadas começavam bem, porém, terminavam mal. E no melhor momento na partida, quando as brechas começaram a aparecer por volta dos 30 minutos, os visitantes foram inteligentes e esfriaram o jogo, fazendo cera e chamando atendimento médico.

Na sequência, o Cruzeiro teve as melhores chances do primeiro tempo: um chute de fora de Lucas Silva aos 34 minutos, espalmado por Vanderlei, e segundos depois, quando Arrascaeta recebeu quase na pequena área, mas o goleiro saiu bem nos pés do uruguaio.

A tônica da partida se manteve na segunda etapa, mas o Cruzeiro passou a dividir a posse de bola e ter maior controle do jogo. Rodrygo, válvula de escape no primeiro tempo, sumiu. Bruno Henrique teve um ou outro lampejo, mas seguiu distante daquele de 2017.

Aos 21 minutos, o VAR foi acionado pela primeira vez em uma competição continental. Pelo ponto, o árbitro ouviu que Gabigol caiu na área, mas o zagueiro Dedé não cometeu pênalti. O intervalo foi de 27 segundos.

O jogo ficou morno até uma boa substituição do técnico Cuca, aos 27 minutos, quando Daniel Guedes entrou no lugar de Renato, mal em campo, e Victor Ferraz foi para o meio-campo. O lado direito voltou a ficar forte e, pela esquerda, o Peixe teve sua melhor chance.

Dodô aproveitou rebote e levantou na área para Gabriel vir de trás e, sozinho, chutar de primeira para ótima defesa de Fabio aos 33 minutos. O Santos foi para cima, a torcida se levantou… E aí veio o castigo. Dois minutos depois, Raniel recebeu na meia-lua, deslocou David Braz e acertou o canto de Vanderlei.

Nos minutos finais, o alvinegro se lançou ao ataque, mas não teve forças para reagir. O Cruzeiro venceu e obteve ótima vantagem nas quartas de final da Copa do Brasil. A Raposa jogará por um empate para avançar à semifinal no dia 15, no Mineirão.

Bastidores – Santos TV:

Cuca vê Santos um pouco melhor que o Cruzeiro e afirma: “Tem nada acabado”

Na reestreia pelo Santos, Cuca gostou da atuação na derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. O técnico admitiu a falta de um armador, mas viu pontos positivos e mostrou confiança na reação no Mineirão, dia 15. A Raposa jogará por um empate para avançar à semifinal.

“Se formos pegar jogo desde o primeiro tempo, vemos jogo com poucas chances, truncado, Cruzeiro faz marcação atrás e tenta sair, buscando o contra-ataque. Mano sabe jogar mata-mata, sabe que é importante não perder. Jogaram fechadinhos e tivemos dificuldade pela falta de espaço. Fica claro no comando as necessidades, jogador que tem um deslumbro, criação melhor. Faltou isso e a definição, tínhamos o controle, sem ceder o contra-ataque, bem posicionados, mas não era o suficiente. Sentíamos a falta de algo mais, ela vieram, Gabigol chutou e passou perto, depois goleiro pegou e a bola ainda sobrou no pé bom do Pituca. Cruzeiro valorizava bem o empate, sem grandes riscos, até que o Raniel protegeu, defendeu e chutou bem, na única chance clara. Mexida melhorou um pouco, depois perdemos um Pituca, que não é um meia. Tentamos com ele adiantado, tentamos com Copete, com presença na área e bom cabeceio, chute forte. Jogava assim lá fora e acabou que não surtiu efeito. Temos que lamentar a derrota, mas não o jogo. Jogamos um pouco melhor e fomos castigados com o gol que tomamos”, disse Cuca, em entrevista coletiva.

“É relativo. Sabemos que isso poderia acontecer. Se ganhássemos de 1 a 0, faríamos o adversário vir com tudo. Perdendo em casa, não acontece assim. Tem que ter posicionamento exposto e pode ser bom. Resultado incentiva a buscar o jogo. Tem nada acabado”, completou.

Na saída de campo, Victor Ferraz reclamou do azar santista e do “gol espírita” do Cruzeiro, marcado por Raniel entre alguns defensores do Santos. Cuca preferiu adotar discurso diferente.

“Se você bater em cima disso é pior, não dá para lamentar falta de sorte. Não tivemos eficácia, tivemos chances claras e não fizemos. Temos que ter calma porque as oportunidades vêm. Com uma ou duas vitórias, meninos ficam mais soltos e coisas acontecem mais fáceis”, concluiu.

O Santos voltará a campo para enfrentar o Botafogo, sábado, no Engenhão, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Peixe ocupa a 17ª colocação e está na zona de rebaixamento.

Cuca cita três zagueiros, cogita 4-4-2 e promete variações táticas no Santos

Após a derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, Cuca prometeu testar variações táticas no Santos. O Peixe voltará a enfrentar a Raposa no dia 15, no Mineirão, e será eliminado nas quartas de final se não vencer.

O técnico sentiu a falta de um armador na decisão e pode procurar a solução em um 4-4-2. Outra alternativa é escalar três zagueiros.

“Testamos Victor Ferraz por ali (pelo meio), tem essa qualidade técnica, tem boa visão de jogo. Na jogada que perdemos o gol, jogada foi feita por ele por ali. Se não temos opções, cria-se alternativas e mudança de esquema. Sem um determinado jogador, duas linhas de quatro e dois atacantes.. Vamos criando, treinar um pouquinho para poder colocar em prática depois”, disse Cuca, em entrevista coletiva.

“Jogamos muito tempo com três zagueiros, Alison de zagueiro e laterais adiantados, Rodrygo por dentro, campo de ataque total, tivemos o controle assim. Como foi bem posicionado, apareceu (a formação). Se sai na frente, passaríamos a fazer o que o Cruzeiro fez, defender mais atrás e aí aparece a velocidade dos pontas. Poderia ter acontecido, mas não saímos na frente”, completou.

Cuca elogia David Braz e Gabigol, mas diz que não “puxará saco” de ninguém

David Braz e Gabigol não vivem bom momento no Santos. Criticados por parte da torcida, eles foram “vilões” na derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, pela ida das quartas de final da Copa do Brasil.

O zagueiro vacilou na marcação de Raniel no gol cruzeirense. O atacante, minutos antes, perdeu a melhor chance da partida após cruzamento de Dodô, chute de primeira e boa defesa de Fabio.

Há dois dias no Santos, Cuca percebeu a cobrança do torcedor na Vila e elogiou a dupla, mas prometeu não priorizar ninguém, independentemente do status no elenco ou questões financeiras.

“Isso (pressão) não chega no vestiário, chega no campo. Jogador escuta tudo. Dentro se ouve tudo que acontece na arquibancada. Vem direto para você. Todos sentimos, mas são profissionais, sabem que é assim. No momento que não se ganha, cobrança vai nos experientes. Tem que ter calma, paciência. São bons jogadores, tem outros também e tenho que ter tempo para vê-los. Não adianta chegar em um dia e pedir 300 jogadores. Tem que recuperar moral, alto astral, e depois fazer alguma coisa. Sem puxar o saco, com trabalho, correção, como sempre fizemos”, analisou.

Santos x Cruzeiro marca primeiro uso do VAR em competição nacional

A derrota do Santos, nesta quarta-feira, diante do Cruzeiro, entrou para a história do futebol brasileiro. Isso porque, pela primeira vez, o recurso do VAR (video assistant referee – assistente de árbitro de vídeo, traduzido do inglês) foi utilizado em uma competição de nível nacional.

Aos 21 minutos do segundo tempo, o árbitro Wilton Pereira Sampaio consultou o vídeo e, 27 segundos depois, soube por meio do ponto eletrônico que Dedé não cometeu pênalti em Gabigol. As equipes duelaram na Vila Belmiro pela partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil.

É importante ressaltar que a tecnologia já havia sido usada no Brasil. Porém, anteriormente, o VAR só entrou em ação em disputas regionais.


Santos 0 x 1 Cruzeiro

Data: 27/05/2018, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 7ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 10.670 presentes (8.504 pagantes e 2.166 não pagantes).
Renda: R$ 349.730,00
Árbitro: Paulo Roberto Alves Junior (PR)
Auxiliares: Pedro Martinelli Christino e Luciano Roggenbaum (ambos do PR).
Cartões amarelos: Diego Pituca (S); Henrique, Egídio e Robinho (C).
Gol: Bruno Silva (30-2).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Gustavo Henrique, David Braz e Dodô; Diego Pituca (Bruno Henrique), Renato (Léo Cittadini), Jean Mota; Rodrygo, Gabriel e Eduardo Sasha (Yuri Alberto).
Técnico: Jair Ventura

CRUZEIRO
Fábio; Edílson (Lucas Romero), Dedé, Léo e Egídio; Henrique, Lucas Silva, Robinho, Thiago Neves (Raniel); Rafael Sobis e Sassá (Bruno Silva).
Técnico: Mano Menezes



Vanderlei opera milagre, mas não evita derrota do Santos para o Cruzeiro

As quase 11 mil pessoas presentes no Estádio do Pacaembu viram uma atuação do Santos nada muito diferente das últimas partidas. Com dificuldades para criar, o time comandado por Jair Ventura pouco fez ofensivamente, principalmente no segundo tempo, e viu Vanderlei em mais uma grande tarde. O goleiro, porém, não evitou a derrota do Peixe por 1 a 0 para o Cruzeiro, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro.

O primeiro tempo teve dois cenários bem distintos. Os 20 minutos inciais foram de muita intensidade, com ambos os times em busca do gol e criando boas chances. Aos poucos, o ritmo foi caindo e a posse de bola passou a ser a prioridade do Cruzeiro, que tentava conter a velocidade do Santos. Assim, porém, o Peixe criou sua melhor chance, no contra-ataque, com Gabigol, que foi interceptado por Dedé de forma providencial. Do lado cruzeirense, Rafael Sobis foi quem criou mais perigo.

A intensidade de parte dos 45 minutos iniciais não foi repetida em um minuto sequer do segundo tempo. Mesmo em casa, o Santos adotou uma postura cautelosa e passou a ter o contra-ataque como trunfo para sair com os três pontos. Do lado do Cruzeiro, a posse de bola era a estratégia e com ela saiu o gol da vitória. Aos 30 minutos, Bruno Silva aproveitou o desvio de Raniel no escanteio e colocou para o fundo da rede.

Nos minutos finais, o Santos tentou pressionar e Bruno Henrique por pouco não conseguiu o empate. Porém, a Raposa também esteve perto de ampliar a vantagem, com Rafael Sóbis. No fim do jogo, o time da casa saiu de campo sob vaias da torcida.

O jogo

Como um jogo entre dois times que precisam do resultado, o início foi de bastante intensidade, com os dois ataques obrigando muito trabalho dos goleiros. Logo no primeiro minuto, Rafael Sobis tentou surpreender Vanderlei, mas teve o chute desviado. Na sequência, a resposta do Santos veio com Jean Mota, que tentou um arremate bonito no cruzamento de Dodô, mas concluiu nas mãos de Fábio.

A rápida movimentação do trio de ataque do Peixe formado por Gabriel, Rodrygo e Sasha é sempre uma preocupação para os adversários e atenção redobrada é a palavra de ordem. Porém, Léo se complicou na saída de bola e tocou nos pés do camisa 10 santista, que cortou para o meio e testou o goleiro do Cruzeiro, providencial para espalmar. A resposta mineira, aos 11 minutos, foi com Sobis, que bateu rasteiro e sem grande perigo para Vanderlei.

Aos poucos, a partida perdeu em intensidade e o Cruzeiro passou a ser melhor. Se Léo quase entregou do lado mineiro, Gustavo Henrique fez questão de “retribuir” o presente. O zagueiro errou o passe na saída de bola e deixou com Robinho, que acionou Rafael Sobis na entrada da área. O atacante pegou firme e obrigou grande defesa do arqueiro santista.

Jogando em casa, o Santos voltou a sofrer com a falta de criatividade e continuou apostando nos flancos do campo para as jogadas mais promissoras. Uma das mais perigosas, porém, veio em uma grande jogada de Rodrygo, que atuou mais centralizado no primeiro tempo. Aos 35 minutos, o “raio” acionou Gabriel para sair sozinho em direção à Fábio, mas o camisa 10 não contava com a recuperação de Dedé. O zagueiro alcançou o rival e deu o bote preciso antes do chute.

A intensidade do primeiro tempo ficou no vestiário assim que os times foram para o intervalo. Na segunda etapa, as propostas estavam bem definidas e, enquanto o Cruzeiro tinha a bola e trocava passes em busca de espaço, o Santos apostava na boa aplicação defensiva e nos contra-ataques para assustar Fábio.

As chances, sem grande perigo, criadas pela Raposa nos 20 minutos iniciais fizeram Jair Ventura atender às solicitações dos torcedores presentes no Pacaembu que, desde o intervalo, pediam a entrada de Bruno Henrique. O atacante, em sua reestreia na temporada depois de problemas físicos e clínicos, conseguiu uma boa arrancada logo em seu primeiro lance, mas acabou perdendo o ângulo para conclusão.

Aos 29 minutos, o Cruzeiro conseguiu sua melhor chance na partida. Raniel aplicou um grande chapéu e encontrou o caminho livre para avançar, mas abriu grande bola do lado direito para Robinho. O meia saiu cara a cara com Vanderlei e tentou encobrir o goleiro santista, que operou um milagre e pôs para escanteio. Na cobrança do tiro de canto, porém, a grande intervenção do arqueiro do Peixe pouco adiantou. Bruno Silva aproveitou o desvio e testou para as redes.

Atrás no placar, o Santos ensaiou uma pressão na reta final da partida e abriu espaços para o contra-ataque do Cruzeiro. Bruno Henrique quase marcou em sua reestreia na temporada e Sobis, do outro lado, fez tudo certo, mas a bola saiu rente à trave de Vanderlei.

Bastidores – Santos TV:

Rodrygo condena falta de pontaria do Santos e diz entender vaias

O Santos não conseguiu se impor diante do Cruzeiro neste domingo, no Pacaembu, e somou mais uma derrota no Campeonato Brasileiro, a quarta em sete jogos. Atuando diante de seus torcedores, os comandados de Jair Ventura pouco criaram, mas as chances limitadas pararam nas finalizações ruins, problema principal do time na tentativa de um melhor resultado.

A insatisfação dos torcedores com a atuação do time foi externada assim que dado o apito final. Todos os jogadores, assim como Jair, saíram de campo vaiados, fato que Rodrygo tratou como natural diante dos recentes resultados ruins. “Pode ter certeza que eu estou mais revoltado que eles. Eles são torcedores, eu sou jogador e também torcedor do Santos, então entendo”, disse o jovem ao canal Premiere.

Apesar de algumas jogadas criadas, o Santos pouco criou perigo à meta de Fábio. Ainda no primeiro tempo, Gabriel teve a principal chance do time santista na partida, mas acabou desarmado por Dedé. Já nos 45 minutos finais, os flancos do campo se tornaram a principal válvula de escape, por onde Bruno Henrique quase conseguiu deixar o seu. Para o mais novo “raio” da Vila Belmiro, porém, a as finalizações ruins determinaram o revés.

“Aconteceu hoje a mesma coisa do jogo passado. A gente pressionou, pegamos uma equipe mais forte também, tomamos um gol no erro de marcação”, avaliou. “Claro que uma derrota pesa muito, mas a gente precisa manter a tranquilidade e seguir com nosso trabalho, porque as coisas vão voltar a dar certo. O gol está faltando em todos os últimos jogos. Precisamos parar de tomar e voltar a fazer”, finalizou Rodrygo.

Jair lamenta nova derrota e clama por reforços no Santos

As vaias ao apito final dizem muito a respeito da paciência da torcida do Santos com Jair Ventura. Neste domingo, o treinador viu uma atuação regular de seu time, mas novamente uma derrota. Desta vez, diante de pouco menos de 11 mil pessoas, o time da Vila Belmiro acabou vendo o Cruzeiro criar boas chances, mais uma boa atuação de Vanderlei, mas o revés por 1 a 0.

Após a partida, Jair teve dar explicações sobre o mais recente resultado negativo, o quarto em sete rodadas do Campeonato Brasileiro. A opção do treinador foi pelo discurso firme, cobrando uma recuperação rápida de seus jogadores para voltarem a dar alegria ao torcedor santista.

“O jogo foi aberto, de muitas chances criadas e muito equilíbrio. As duas equipes tentaram jogar, qualquer uma poderia vencer, mas acabamos punidos em uma jogada de bola parada. A gente fica triste,claro, mas não dá para abaixar a cabeça, porque só nós somos responsáveis por isso. Para reverter a gente precisa trabalhar e fazer mais, dar uma resposta o mais rápido possível. A torcida precisa voltar a sorrir”, disse o treinador.

Logo no aquecimento, Jair Ventura teve de mudar sua estratégia inicial. Não pela forma do time jogar, mas com as peças. Gustavo Henrique entrou em campo para substituir Veríssimo, vetado pelo departamento médico. O exemplo foi o utilizado pelo treinador para justificar o elenco enxuto e a necessidade de reforços.

“A gente sabe da necessidade de reforços, mas entendemos as dificuldades financeiras. Não é uma questão de achar que não precisa, é das dificuldades. Hoje a gente nem tinha jogador para completar a lista de suplentes no banco, com tantas lesões. A torcida não quer saber, ela quer vitória. Temos de dar um jeito em meio a todas as dificuldades”, ressaltou.

Jogadores do Santos isentam Jair de culpa e pedem “resposta rápida”

“Resposta rápida” e “recuperação” são as palavas de ordem ouvidas nos bastidores do Santos para findar a sequência ruim pela qual o time vem passando recentemente. Apesar da classificação na Libertadores, o Peixe soma quatro derrotas em sete jogos no Campeonato Brasileiro, sendo a mais recente delas para o Cruzeiro, no último domingo, por 1 a 0.

A repercussão da derrota teve seus primeiros desfechos logo após o apito final contra a Raposa, onde os pouco menos de 11 mil presentes não pouparam o time e a comissão técnica de vaias. Após a partida, Jair Ventura prometeu um trabalho ainda mais intenso para reencontrar o caminho das vitórias e o treinador teve seu discurso corroborado pelos atletas.

“Temos que manter a calma e recuperar a boa fase logo, dar a resposta. A gente treina bola parada quase sempre e acabamos tomando um gol assim. Não podemos culpar o Jair, porque é a gente que está em campo”, disse Gabriel na zona mista. Sobre as vaias, o atacante diz ser normal diante dos recentes resultados. “É normal a torcida fazer isso. Eles querem que a gente ganhe. Estamos criando chances e uma hora a bola vai entrar”, completou.

Apesar da derrota, o ponto positivo foi a boa reestreia de Bruno Henrique com a camisa do Peixe. O atacante ganhou alguns minutos em campo e quase conseguiu o gol que daria o empate contra o Cruzeiro. Seguindo a mesma linha dos companheiros, alertou para a necessidade de uma recuperação e comentou sobre sua condição física.

“Fico feliz por estar de volta, pelo apoio da torcida que pediu minha entrada. Mas a gente fica triste pela derrota. Quinta-feira temos a chance de nos recuperarmos e a vitória é importante demais. Temos que focar e responder logo para voltar a dar alegrias, trabalhando para que a bola volte a entrar”, revelou Bruno Henrique, que passou por uma sequência de problemas físicos e clínicos no início da temporada.

Desde que assumiu o comando do santos no início de 2018, Jair Ventura já esteve à beira do campo em 30 jogos. São 12 vitórias, seis empates e 12 derrotas, retrospecto que conta negativamente. O treinador, porém, se mostrou ciente da pressão e da responsabilidade.

“A vida do treinador é de pressão contínua. Estamos trabalhando, mas não está sendo o suficiente. Temos de assumir a responsabilidade, sabemos que a torcida está chateada e com razão, porque os resultados não estão aparecendo. Vamos fazer mais para voltar a vencer”, concluiu Jair.

Vice-presidente do Santos banca continuidade de Jair: “Ele segue”

Dentro de campo, o Santos saiu derrotado para o Cruzeiro no Estádio do Pacaembu. Fora dele, as vaias foram a tônica das arquibancadas e Jair Ventura saiu como principal culpado para os pouco menos de 11 mil presentes, principalmente pela falta de criatividade e efetividade do time nos últimos jogos. Após a partida deste domingo, porém, o treinador teve sua permanência no cargo garantida pelo vice-presidente Orlando Rollo.

“O treinador segue no comando, o Jair (Ventura) segue”, disse rapidamente o dirigente na zona mista.

A presença do vice para dar justificativas é explicável, já que o presidente do clube, José Carlos Peres, está com a Seleção Brasileira, como chefe da delegação em Londres.

Diretoria do Santos vai ao CT para apoiar o técnico Jair Ventura (Em 28/05/2018)

O vice-presidente Orlando Rollo e Andres Rueda e José Carlos de Oliveira, integrantes do Comitê de Gestão do Santos, foram ao CT Rei Pelé na tarde desta segunda-feira para demonstrar apoio ao técnico Jair Ventura. Vale lembrar que o presidente José Carlos Peres, chefe da delegação brasileira, ficará em Londres até o dia 3. Rollo é o mandatário interino.

Na conversa com Jair, algumas críticas sobre o comando do elenco foram feitas, mas, em geral, o tom foi de prestígio ao treinador, admitindo-se a necessidade de reforços e as dificuldades financeiras e políticas do clube. Os dirigentes também se reuniram e cobraram o elenco.

Com a derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro, no Pacaembu, no último domingo, o Peixe tem 48% de aproveitamento em 2018. Ou seja, mais perde do que ganha pontos. No total, são 12 vitórias, 12 derrotas e seis empates.


Cruzeiro 1 x 1 Santos

Data: 27/08/2017, domingo, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 22ª rodada
Local: Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, MG.
Público: 12.055 pagantes
Renda: R$ 171.127,00
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Auxiliares: Rafael da Silva Alves e Elio Nepomuceno de Andrade Junior (ambos do RS).
Cartões amarelos: Lucas Veríssimo e David Braz (S).
Gols: Rafinha (09-2) e Bruno Henrique (21-2).

CRUZEIRO
Fábio; Ezequiel, Murilo, Digão e Diogo Barbosa; Hudson, Lucas Silva (Nonoca), Thiago Neves (Arrascaeta) e Rafinha (Élber); Sassá e Rafael Sóbis.
Técnico: Mano Menezes.

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Alison, Renato (Léo Cittadini) e Lucas Lima; Copete (Nilmar), Bruno Henrique e Ricardo Oliveira (Kayke).
Técnico: Levir Culpi



Com tempos distintos, Santos e Cruzeiro ficam no 1 a 1 no Mineirão

Santos e Cruzeiro fizeram um jogo de tempos diferentes na noite deste domingo, no Mineirão, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Peixe começou muito melhor, dominou completamente a primeira etapa e abriu o placar com Bruno Henrique. A Raposa, por sua vez, se recuperou após o intervalo, pressionou o time comandado por Levir Culpi e chegou ao empate com Rafinha.

Com a igualdade, o alvinegro terminou a rodada com 38 pontos, manteve-se em terceiro, mas segue bem distante do líder Corinthians, que perdeu para o Atlético-GO no último sábado e parou nos 50. Já o time mineiro ficou com 31 e segue estacionado na sexta posição no torneio nacional.

O jogo

O jogo começou bem morno e estudado no Mineirão. De ressaca após a classificação para a final da Copa do Brasil, na última quarta-feira, o Cruzeiro até tentou ditar o ritmo nos primeiros minutos, mas não conseguiu penetrar na defesa santista. Tanto que a maior chance da Raposa surgiu em um chute de longe de Thiago Neves, aos 7 minutos, defendido por Vanderlei.

O Peixe, por sua vez, cadenciava o jogo no meio de campo e espera o momento certo para dar o bote. Ele veio aos 21 minutos, quando Lucas Lima deu lindo lançamento para Copete do lado direito. O colombiano dominou, levantou a cabeça e cruzou para Bruno Henrique, que apenas escorou para abrir o placar e colocar o alvinegro em vantagem no Mineirão.

O Cruzeiro sentiu o tento e viu o Santos crescer no confronto. Aos 30, Bruno Henrique tocou para Ricardo Oliveira, que arriscou de fora da área. A bola, porém, subiu muito e passou por cima do gol de Fábio.

Já aos 35 minutos, o zagueiro Digão errou na saída de bola e entregou no pé de Lucas Lima. Mesmo com o gol aberto, o camisa 10 tentou tocar para Ricardo Oliveira e acabou desperdiçando a jogada.

A equipe comandada por Levir Culpi seguiu muito superior e teve a chance de sair para o intervalo com um 2 a 0 no placar. Porém, após belo toque de cabeça de Ricardo Oliveira, Bruno Henrique, que saiu na cara de Fábio, tenta tocar por cima, mas acabou acertando a rede pelo lado de fora.

Cruzeiro cresce e busca o empate
Após ser envolvido pelo Santos na primeira etapa, o Cruzeiro voltou do intervalo partindo para cima em busca do empate. Logo aos 4 minutos, Rafael Sóbis recebeu dentro da área, fez o pivô e rolou para Ezequiel. O lateral bateu de esquerda e mandou por cima do gol de Vanderlei.

Cinco minutos depois, a pressão cruzeirense deu resultado. Após lindo lançamento de Lucas Silva, a defesa santista parou na jogada e Rafinha apareceu livre para bater cruzado e empatar o duelo no Mineirão.

O tento animou a Raposa, que se lançou ao ataque para buscar a virada. Aos 22 minutos, Rafinha saiu na cara de Vanderlei após erro na saída de bola do Peixe. O atacante tocou por cima do goleiro e já se preparava para comemorar a virada. Porém, Lucas Veríssimo tirou de cabeça, em cima da linha, e salvou o Santos.

Nos minutos restantes, o Cruzeiro seguiu melhor, enquanto o Santos buscava um contra-ataque que não veio. Sendo assim, a partida terminou mesmo no empate em 1 a 1.

Levir vê empate justo, mas avisa: “Quem quer chegar na ponta precisa vencer”

O Santos foi melhor que o Cruzeiro no primeiro tempo, abriu o placar com Bruno Henrique, e perdeu a oportunidade de ‘matar’ o duelo. Na segunda etapa, porém, a Raposa cresceu, dominou as ações, chegou ao empate com Rafinha e quase conseguiu a virada na noite deste domingo, no Mineirão, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Na visão do técnico Levir Culpi, a igualdade em Belo Horizonte foi merecida, já que o confronto teve tempos diferentes.

“O jogo teve dois tempos, um de cada time. O Santos esteve melhor no primeiro tempo, mas com algumas dificuldades nós tivemos na articulação. Não vou colocar publicamente o que achei de cada jogador. Levo o resultado pelo que aconteceu no jogo. Hoje os dois mereceram o empate. Resultado justo”, explicou o comandante em entrevista coletiva coletiva após o jogo no Mineirão.

O empate deste domingo foi o quarto seguido do Santos no Campeonato Brasileiro. Antes disso, o alvinegro havia ficado no 0 a 0 contra Avaí, Fluminense e Coritiba, respectivamente. Mesmo mantendo-se na terceira posição, com 38 pontos, os santistas seguem bem distantes do líder Corinthians, que perdeu do Atlético-GO no último sábado e segue com 50.

“Quem quer chegar na ponta do campeonato precisa vencer. O empate não é bom por dar só um ponto. Jogamos para vencer. Empatar contra o Corinthians é normal, mas quero os três pontos, nunca queremos um. O título é o objetivo de um clube do tamanho do Santos. Penso jogo a jogo, não gosto de fazer cálculos. Tem que buscar no campo”, concluiu Levir.


Santos 0 x 1 Cruzeiro

Data: 28/05/2017, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 3ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 7.025 pagantes
Renda: R$ 198.775,00
Árbitro: Eduardo Tomas de Aquino Valadão (GO)
Auxiliares: Fabrício Vilarinho da Silva e Cristhian Passos Sorence (ambos de GO).
Cartões amarelos: Henrique e Léo (C); Copete (S).
Gols: Thiago Neves (38-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca (Copete); Renato, Thiago Maia e Vladimir Hernández (Jean Mota); Vitor Bueno, Bruno Henrique e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior

CRUZEIRO
Fábio; Lucas Romero, Dedé (Caicedo), Léo e Diogo Barbosa; Henrique, Ariel Cabral, Hudson (Ábila), Arrascaeta (Thiago Neves) e Alisson; Rafael Marques.
Técnico: Mano Menezes



Thiago Neves garante vitória celeste sobre o Santos na Vila Belmiro

O Santos não conseguiu fazer prevalecer o mando de campo neste domingo e acabou derrotado por 1 a 0 pelo Cruzeiro, em partida válida pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. Após a vitória no último fim de semana sobre o Coritiba, o Peixe queria aproveitar o embalo para não deixar os primeiros colocados se distanciarem, no entanto, sofreu com a falta de poder ofensivo na Vila Belmiro.

Sem Lucas Lima, se recuperando de um estiramento na coxa direita, e Dorival Júnior, suspenso por conta da expulsão na última rodada, o Santos teve dificuldades para criar jogadas de perigo e, inclusive, foi inferior ao rival mineiro em boa parte do primeiro tempo. Com Copete os donos da casa melhoraram no segundo tempo e agrediram mais o Cruzeiro, porém, o goleio Fábio seguiu trabalhando pouco na Vila Belmiro.

Se o Santos estava sem Lucas Lima, o Cruzeiro também sofreu com a ausência de grandes nomes, como Ábila e Thiago Neves, que só entraram no segundo tempo por opção de Mano Menezes e acabaram garantindo a vitória celeste com uma bela jogada já na reta final da partida.

O jogo

O Cruzeiro mandou no início do primeiro tempo. Mesmo atuando fora de casa, a equipe comandada pelo técnico Mano Menezes não se intimidou e foi para cima do Santos, no entanto, esbarrou no forte esquema defensivo dos anfitriões.

Consistente, o Santos não fazia um grande jogo, mas também não permitia que os adversários pudessem levar perigo. Sem poder contar com seu treinador à beira do campo, cumprindo suspensão por ter sido expulso no duelo contra o Coritiba na rodada passada, o Peixe se fechou e aos poucos foi equilibrando a partida.

Aos 32 minutos Bruno Henrique desperdiçou a melhor chance do primeiro tempo. O atacante saiu de trás do meio-campo, ganhou a disputa mano a mano com o zagueiro Léo, no entanto, ao entrar na área teve seu arremate defendido pelo goleiro Fábio.

No segundo tempo o jogo ficou mais violento. Copete, pelo lado do Santos, e Léo, pelo lado do Cruzeiro, foram advertidos com cartão amarelo logo nos primeiros dez minutos da etapa complementar, enquanto as equipes seguiam com dificuldades de furar o bloqueio defensivo. Mano Menezes ainda perdeu o zagueiro Dedé, que sentiu um desconforto e teve de ser substituído por Luis Caicedo.

Posteriormente, Thiago Neves entrou no lugar de Arrascaeta e mostrou serviço. Aos 31 minutos Ábila acionou o meia livre em contra-ataque, deixando-o cara a cara com Vanderlei. Ele tentou tocar na saída do goleiro, porém, teve seu arremate bloqueado pelo santista, desperdiçando a melhor chance do segundo tempo.

Seis minutos depois de frustrar a torcida celeste, Thiago Neves se redimiu. Ábila novamente o acionou dentro da área e dessa vez a bola acabou parando no fundo das redes. Vindo de trás, o meia não titubeou na frente de Vanderlei e garantiu a importante vitória da equipe mineira fora de casa.

Bastidores – Santos TV:

Filho de Dorival esquece desfalque de Lucas Lima e crê em derrota injusta
Substituindo Dorival Jr, suspenso, Lucas Silvestre não estreou com pé direito no comando técnico do Santos

A derrota para o Cruzeiro na Vila Belmiro foi inevitavelmente relacionada à ausência de Lucas Lima em campo neste domingo. Se recuperando de um estiramento no músculo posterior da coxa direita, o meia deve voltar a reunir condições físicas para ir a campo apenas às vésperas do clássico contra o Palmeiras, no próximo dia 14 de junho, em duelo válido pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro.

“O Lucas Lima faria falta em qualquer time do Brasil. Temos um grupo forte, que pode suprir essa ausência. Se o juiz tivesse dado um pênalti no Bruno [Henrique], talvez não terminasse o jogo com uma derrota. A última vez que conversei com o médico, ele tinha dito algo para ele voltar próximo ao jogo contra o Palmeiras”, disse o auxiliar técnico Lucas Silvestre, filho de Dorival Jr, na coletiva de imprensa após o jogo.

Além de Lucas Lima, quem também não subiu as escadas que dão acesso ao gramado foi Dorival Jr. O treinador santista foi expulso no duelo contra o Coritiba, na última rodada, e foi substituído neste domingo pelo seu filho Lucas Silvestre. Tentando seguir as instruções do pai, o auxiliar técnico do Peixe, no entanto, não conseguiu voltar para casa com os três pontos.

Embora o Santos tenha demonstrado a mesma fragilidade de outros jogos que ficou sem Lucas Lima, todo o elenco preferiu encarar a derrota com outros olhos. Tentando se livrar da dependência do camisa 10 do Peixe, o grupo crê que o resultado deste domingo foi construído muito por conta da grande consistência defensiva do Cruzeiro.

“Não tivemos uma atuação ruim. Infelizmente não aproveitamos as chances de gol. Eles aproveitaram”, afirmou Lucas Silvestre.

“Enfrentamos uma grande equipe, que briga pelo título. O Vanderlei fez uma grande defesa. Não vi uma disparidade grande entre as duas equipes. Dentro do que o Cruzeiro propôs, se defendeu bem”, concluiu.


Cruzeiro 2 x 2 Santos

Data: 20/11/2016, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 36ª rodada
Local: Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, MG.
Público: 13.902
Renda: R$317.185,00
Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC)
Auxiliares: Kleber Lúcio Gil e Carlos Berkenbrock (ambos de SC).
Cartões amarelos: Lucas Romero, Henrique e Alisson (C); Vanderlei, Lucas Lima e Jean Mota (S).
Cartão vermelho: Arrascaeta (C).
Gols: Arrascaeta (21-1); Ricardo Oliveira (02-2), Ricardo Oliveira (16-2, de pênalti) e Manoel (43-2).

CRUZEIRO
Rafael, Lucas Romero, Léo, Manoel, Bryan; Henrique, Ariel Cabral (Bruno Nazário), Arrascaeta, Robinho (Marcos Vinicíus); Willian (Ábila) e Alisson.
Técnico: Mano Menezes

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Fabián Noguera (Léo Cittadini) e Zeca; Renato, Thiago Maia (Jean Mota) e Lucas Lima; Vitor Bueno (Lucas Veríssimo), Copete e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior



Santos leva empate no fim e vê título do Brasileirão ficar distante

O que parecia difícil ficou praticamente impossível para o Santos. A equipe de Vila Belmiro começou perdendo para o Cruzeiro, com gol de Arrascaeta, conseguiu buscar a virada com dois de Ricardo Oliveira, mas acabou levando o empate nos minutos finais, após cabeçada de Manoel.

Com a igualdade, os comandados de Dorival Júnior chegaram aos 68 pontos, viram o Palmeiras vencer o Botafogo por 1 a 0, em São Paulo, e praticamente deram adeus ao título do Campeonato Brasileiro. Apesar disso, o Peixe ainda manteve a vice-liderança da competição, beneficiado pelo empate do Flamengo com o Coritiba, no Maracanã.

O Cruzeiro, por sua vez, ficou com 48 pontos, eliminou qualquer chance matemática de cair para a Série B, mas também não tem mais possibilidade de alcançar uma vaga na Copa Libertadores de 2017.

O jogo

Apesar do forte sol em Belo Horizonte, partida começou morna no Mineirão. O Santos até tentava impor seu estilo de jogo, com posse de bola e troca de passes, mas o Cruzeiro marcava em cima e até chegava mais na área do Peixe, mas sem assustar muito. Tanto que a primeira boa oportunidade surgiu apenas aos 15 minutos. Ariel Cabral desviou de cabeça na entrada da área e achou Robinho. O meio solta uma bomba e quase acertou o ângulo esquerdo de Vanderlei.

A Raposa seguiu melhor e abriu o placar seis minutos depois. Após cruzamento da esquerda, Arrascaeta ganhou pelo alto de Zeca. A bola quicou na frente de Noguera, mas o defensor não conseguiu cortar, e o uruguaio bateu rasteiro no canto direito de Vanderlei, deixando a equipe de Minas em vantagem.

Mesmo com o gol sofrido, o Santos seguiu muito mal no jogo. Com dificuldade para criar, os comandados de Dorival Júnior sofriam com a velocidade de Cruzeiro e quase levaram mais um. Aos 30 minutos, Arrascaeta apareceu novamente, driblou David Braz e Noguera com uma facilidade enorme e bateu forte, obrigando Vanderlei a fazer ótima defesa.

Percebendo os problemas defensivos e precisando vencer para seguir sonhando com título, Dorival não esperou o primeiro tempo acabar e trocou Noguera por Léo Cittadini. Com isso, o volante Thiago Maia foi recuado para atuar como zagueiro ao lado de David Braz. A mudança fez o Peixe melhorar na partida, mas nada que fizesse a equipe chegar ao empate antes do intervalo.

Quando o sol parou de aparecer no gramado do Mineirão, a partida começou a ficar quente. Logo no primeiro minuto do segundo tempo, Alisson chutou de fora da área e assustou o goleiro santista Vanderlei. Apesar de boa chance, quem colocou a bola na rede foi o Peixe. E se estava difícil para o alvinegro criar boas jogadas, o Cruzeiro praticamente deu o gol de bandeja. Lucas Romero recuou errado e entregou a bola nos pés de Ricardo Oliveira. Livre de marcação, o artilheiro apenas desviou na saída de Rafael para deixar tudo igual em Minas.

O empate logo cedo animou o Santos, que melhorou e passou a ter mais a posse de bola. E não demorou muito para os comandados de Dorival Júnior ficarem em vantagem. Aos 15 minutos, Copete tabelou com Léo Cittadini e e foi derrubado na área por Lucas Romero. Pênalti. Na cobrança, Ricardo Oliveira tirou o goleiro Rafael da foto e virou a partida para o alvinegro.

Após ficar na frente do placar, o Peixe recuou e conseguiu segurar o Cruzeiro, que ainda teve Arrascaeta expulso. E quando parecia que a vitória seria santista, o zagueiro Manoel apareceu livre após cobrança de falta de Bryan, e em posição de impedimento, desviou de cabeça no canto direito de Vanderlei. Empatando o duelo e praticamente acabando com as chances do Santos ser campeão brasileiro.

Bastidores – Santos TV:

Renato joga a toalha sobre título: “Não conseguimos seguir na briga”

Após Ricardo Oliveira marcar de pênalti e virar o jogo contra o Cruzeiro, neste domingo, no Mineirão, o Santos encostava no Palmeiras e ficava a dois pontos da liderança. Porém, menos de um minutos depois, o Verdão fez 1 a 0 contra o Botafogo, no Allianz Parque, e voltou a abrir quatro de vantagem na ponta. Como se não bastasse, o Peixe ainda levou o empate da Raposa no fim e ficou em situação bem complicada na luta pelo título do Campeonato Brasileiro.

Com 68 pontos e seis atrás do alviverde, o alvinegro precisa vencer seus dois últimos jogos, contra Flamengo e América-MG, e torcer para que o rival seja derrotado por Chapecoense e Vitória. Praticamente fora da briga, o volante Renato jogou a toalha na saída de campo.

“Infelizmente não conseguimos seguir na luta pelo título com uma vitória hoje. Se não formos campeões, temos de buscar a melhor classificação. Temos de fazer um bom jogo (contra o Flamengo)”, afirmou o camisa 8 santista.

Na partida diante do Cruzeiro, os santista ainda viram Arrascaeta ser expulso. Porém, mesmo com um a mais em campo, o alvinegro acabou levando o empate aos 43 minutos do segundo tempo, em cabeçada do zagueiro Manoel, que estava em posição irregular.

“(Faltou) segurar um pouco mais a bola com um a mais. Conseguimos sair no contra-ataque para matar o jogo. Na bola parada, Manoel foi feliz. A gente treina (o posicionamento), não é loucura. A gente faz durante a partida, se precisar, como precisou. Já fizemos assim contra a Ponte Preta, entrando o Yuri, eu ficando do lado igual”, concluiu Renato.

Dorival lamenta erro de arbitragem e não desiste de título: “Até o fim”

Até os 43 minutos do segundo tempo, o Santos vencia o Cruzeiro por 2 a 1, no Mineirão, seguia a quatro pontos de distância para o líder Palmeiras e mantinha vivo o sonho do título do Campeonato Brasileiro. Porém, após cobrança de falta de Bryan, o zagueiro Manoel subiu mais que a zaga santista e deixou tudo igual no duelo. Na cabeçada, o defensor estava em posição irregular, mas a arbitragem validou o gol.

O tento deixou o Peixe em situação complicada no Brasileirão e o técnico Dorival Júnior lamentou o erro contra a sua equipe. “Estávamos melhor na partida, mas fomos penalizados mais uma vez. Volto a frisar, por um erro claro que comprometeu nosso resultado e tirou o brilhantismo de uma virada e sequência de grandes jogos que vínhamos fazendo. Lamentamos, sim, porque mais uma vez nos afastamos por conta de uma condição extra, além do normal de uma partida. E um erro como esse acaba tirando possibilidade real de conquista de título”, afirmou o comandante, em entrevista coletiva após o empate no Mineirão.

Com a igualdade, os comandados de Dorival Júnior chegaram aos 68 pontos, viram o Palmeiras bater o Botafogo por 1 a 0, em São Paulo, e praticamente deram adeus ao título do Campeonato Brasileiro. Agora, o alvinegro precisa vencer seus dois últimos jogos, contra Flamengo e América-MG, e torcer para que o rival seja derrotado por Chapecoense e Vitória. Apesar da dificuldade, Dorival ainda não jogou a toalha.

“E não vai abaixar (a cabeça), vamos continuar e brigar até o fim, até a última possibilidade que exista. Acho que já vimos aí grandes viradas em outros momentos e não será diferente. Ninguém sabe o que pode acontecer. Se o Palmeiras confirmar o título, ótimo, merecido. Do contrário, estaremos aí. Teremos outra decisão com o Flamengo e não tenho dúvidas de que iremos lá fazer nosso melhor e buscar o melhor resultado”, concluiu o técnico santista.

Oliveira reclama de ‘falta de inteligência’ após empate com um a mais

Após começar perdendo por 1 a 0, no Mineirão, na tarde deste domingo, o Santos buscou a virada contra o Cruzeiro e caminhava rumo a sua quinta vitória seguida no Campeonato Brasileiro. E para facilitar as coisas, o Peixe ainda contou com a expulsão do cruzeirense De Arrascaeta após falta dura em cima de Thiago Maia. Porém, mesmo com um a mais em campo, os santistas levaram o empate aos 43 minutos do segundo tempo, após o zagueiro Manoel, em posição irregular, aproveitar cobrança de falta e cabecear para o fundo das redes.

Autor dos dois gols que colocaram o alvinegro em vantagem em Belo Horizonte, o atacante Ricardo Oliveira lamentou o erro nos minutos finais que praticamente acabou com as chances do Santos conquistar o Campeonato Brasileiro.

“O primeiro tempo não foi dos melhores, mas no segundo viramos o jogo. Com um jogador a mais, temos de ser inteligentes. Ficar com a bola, fazer o goleiro jogar e encontrar espaços. Eles avançaram e numa bola parada levamos o empate”, afirmou o centroavante na saída do gramado.

Com o empate no fim, os santistas chegaram aos 68 pontos, viram o Palmeiras bater o Botafogo por 1 a 0, em São Paulo, e ficaram em situação complicada na luta pelo título. Agora, o alvinegro precisa vencer seus dois últimos jogos, contra Flamengo e América-MG, e torcer para que o rival seja derrotado por Chapecoense e Vitória.

Perguntado sobre a remota possibilidade matemática de levantar a taça, Oliveira preferiu focar apenas no duelo contra o Flamengo, no próximo domingo, às 17h (de Brasília), no Maracanã, pela penúltima rodada do Brasileirão. “Nosso trabalho é dar o melhor a cada jogo. Hoje, infelizmente, não conseguimos o resultado. É pensar no próximo”, concluiu o artilheiro santista.

Após falha contra o Cruzeiro, Noguera pede desculpa à torcida do Santos

Durante o empate em 2 a 2 entre Cruzeiro e Santos, no Mineirão, no último domingo, uma substituição acabou chamando a atenção. Logo aos 35 minutos do primeiro tempo, o técnico Dorival Júnior sacou o zagueiro Fabián Noguera e promoveu a entrada do meia Léo Cittadini. Momentos antes, o defensor havia cometido uma falha no gol marcado por Arrascaeta.

Após a troca, o argentino mostrou abatimento no banco de reservas e foi até uma rede social para pedir desculpas aos torcedores do alvinegro. Criticado por parte da torcida, que o considera “lento”, Noguera justificou o erro cometido no lance, afirmando que estava com o medo de cometer pênalti no meia cruzeirense.

“Em primeiro lugar, quero pedir desculpas e admitir meu erro no primeiro gol do Cruzeiro. Na cobertura, eu tentei ir perto dele, mas não tão fortemente, por medo de ser marcado um pênalti contra nós… Como todos devem saber, não por culpa das minhas decisões, eu vim arrastando um tempo de inatividade de um ano que me custou muito. Trabalhei em dois períodos todo esse tempo, o que me fez chegar em ótimas condições físicas. Esta é a minha primeira experiência internacional, em um novo país, com novos costumes, língua nova e longe da minha família. Ainda estou me adaptando”, escreveu.

A igualdade no Mineirão deixou o Santos precisando de um milagre para conquistar o título do Brasileirão. Com 68 pontos e seis atrás do Palmeiras, o alvinegro precisa vencer seus dois últimos jogos, contra Flamengo e América-MG, e torcer para que o rival seja derrotado por Chapecoense e Vitória.

“Infelizmente, alguns dos pontos que deixamos na estrada em encontros anteriores, contra rivais que lutam para evitar o rebaixamento, nos levou a estar em uma posição para matar ou morrer. Mas eu não considero justas as críticas para mim e para a equipe, já que temos feito um grande esforço para que hoje ainda tenhamos chances matemáticas para ganhar o Brasileirão e termos alcançado a vaga para a fase de grupos da Copa Libertadores depois de vários anos”, concluiu Noguera.

Tropeço do Galo garante Santos na fase de grupos da Libertadores

Agora é oficial: o Santos está garantido na fase de grupos da Copa Libertadores da América de 2017. Após ficar no 2 a 2 contra o Cruzeiro, neste domingo, no Mineirão, o Peixe foi beneficiado pelo empate do Atlético-MG por 3 a 3 com o Santa Cruz, no Arruda, e não tem mais possibilidade de sair do G3 do Campeonato Brasileiro.

Se a igualdade diante da Raposa praticamente acabou com a chance do alvinegro conquistar o título, o tropeço do Galo foi um alento para os santistas, que agora entrarão diretamente nos grupos da Liberta, fugindo da disputa da primeira fase da competição continental em 2017.

Como o Atlético não venceu o Santa, acabou ficando com 62 pontos, seis a menos que o Peixe. Por conta disso, mesmo que os comandados de Dorival Júnior percam para Flamengo e América-MG, o Galo precisará vencer todos os seus jogos para empatar em pontos com o alvinegro. Porém, mesmo que isso aconteça, os mineiros ainda ficarão atrás dos santistas por conta do número de vitórias.

Vale lembrar que na próxima temporada, a chamada ‘pré-Libertadores’ terá um grau de dificuldade maior que as edições anteriores. Com as novas regras da competição, será preciso passar por dois times até entrar na fase de grupos, totalizando quatro jogos a mais no calendário do próximo ano

O Peixe não disputa uma Libertadores desde 2012. Na oportunidade, ainda com Neymar e Ganso na equipe, o alvinegro acabou sendo eliminado pelo Corinthians na semifinal, após empate em 1 a 1, no Pacaembu, no dia 20 de junho daquele ano.

Com título longe e G3 garantido, Santos pega o Fla por R$ 3,4 milhões

Matematicamente, o Santos ainda está vivo na disputa pelo título do Campeonato Brasileiro. Porém, com o empate em 2 a 2 com o Cruzeiro, no último domingo, no Mineirão, os santistas dependem de um milagre para levantar a taça. Em contrapartida, os comandados de Dorival Júnior garantiram a vaga na fase de grupos da Copa Libertadores da América de 2017, beneficiados pelo tropeço do Atlético-MG contra o Santa Cruz.

Por conta disso, o Peixe teoricamente ficaria sem pretensões nas duas últimas rodadas do Brasileirão. Porém, o duelo do próximo domingo contra o Flamengo, no Maracanã, às 17h (de Brasília), ainda tem seu valor. Na verdade, são exatamente R$ 3,4 milhões.

A quantia é válida pela premiação de acordo com a posição dos times na tabela do torneio. O vice-colocado, por exemplo, receberá R$ 10,7 milhões. Já o terceiro, R$ 7,3 milhões. O campeão levará R$ 17 milhões para casa. No total de premiações, a CBF desembolsará R$ 60 milhões.

Atualmente na terceira colocação e sem chances matemáticas de título, o Fla precisa vencer o alvinegro para garantir a premiação. “Logicamente que estamos frustrados, mas passamos a ter o objetivo secundário, que é a disputa do vice-campeonato. É um confronto direto. Temos que nos recuperar para estarmos preparados para o jogo da semana que vem”, disse o técnico rubro-negro Zé Ricardo.

O Santos, por sua vez, ainda sonha com a conquista da taça. Com 68 pontos e seis atrás do líder Palmeiras, o Peixe precisa vencer seus dois últimos jogos, contra Flamengo e América-MG, e torcer para que o rival seja derrotado por Chapecoense e Vitória. Apesar da missão praticamente impossível, Dorival Júnior ainda não jogou a toalha.

“Teremos outra decisão e não tenho dúvidas de que iremos lá fazer nosso melhor e buscar o resultado. Não estamos abrindo mão (do campeonato), pelo contrário. Vamos acreditar até o último momento. O Santos ainda tem reais condições de estar chegando”, afirmou o comandante santista.

Paulinho é dispensado do Santos após discutir com torcedor na Vila

Paulinho não faz mais parte do plantel santista. O atacante foi dispensado do clube antes mesmo do término de seu contrato de empréstimo, que vai até o dia 31 de dezembro. Após discutir com um torcedor no triunfo santista sobre o Vitória, na última quinta-feira, na Vila Belmiro, o jogador foi cortado do treinamento do último sábado, ficou fora da lista de relacionados para o embate diante do Cruzeiro, no último domingo, no Mineirão, e não vestirá mais a camisa do Peixe.

O atleta deve ir ao CT Rei Pelé ainda nesta semana apenas para pegar seus pertences e logo seguida voltará ao Flamengo, dono de seus diretos.

Relacionado para o duelo contra o Vitória, Paulinho sequer saiu do banco de reservas. Porém, durante um aquecimento, ele foi provocado por torcedor, que também é conselheiro do clube. Como resposta, o atacante fez um sinal com as mãos, dando a entender que tinha dinheiro no bolso. Alguns dirigentes do clube viram a situação e logo em seguida pediram o desligamento do jogador.

Vale lembrar que Paulinho já havia sido afastado pelo técnico Dorival Júnior em outra oportunidade, no começo de agosto. Na ocasião, o clube pensou em devolvê-lo ao Flamengo. Porém, após ficar cerca de dois meses treinando separado, o atacante foi reintegrado ao elenco e ganhou algumas oportunidades, sendo até titular na derrota do Santos por 2 a 0 para o Internacional, no Beira-Rio, no duelo que culminou com a eliminação do clube na Copa do Brasil.

Com seu ‘renascimento’, a diretoria chegou até a cogitar uma possível prorrogação do empréstimo ao Rubro-Negro. Esse último problema, porém, acabou sendo a pá de cal na passagem de Paulinho pelo Peixe.

O atacante chegou ao alvinegro no início da temporada por indicação de Dorival. Na época, o Santos pagou R$ 300 mil pelo empréstimo do jogador de 28 anos. No começo do ano, ele começou o Campeonato Paulista como titular, mas nunca conseguiu emplacar uma boa sequência de jogos, e perdeu espaço com as chegadas de Rodrigão, Jean Mota e Copete.