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Treinador recebeu notícia da diretoria assim que chegou à Baixada Santista com a delegação do Peixe. Derrota por 6 a 2 para o Vitória foi a gota d’água



Vagner Mancini não está mais no comando do Santos. Desde que assumiu o clube, em 19 de fevereiro, o treinador conquistou 14 vitórias e nove empates em 29 jogos – foram seis derrotas.

Mancini foi demitido no início da noite desta segunda-feira, logo que chegou à Baixada Santista com a delegação do Peixe. No último domingo, a equipe perdeu por 6 a 2 para o Vitória, em Salvador. O resultado originou uma série de protestos.

Na tarde desta segunda-feira, cerca de 30 torcedores foram recepcionar os santistas no Aeroporto de Guarulhos. Munidos de pipoca, eles reclamavam da postura dos jogadores em campo e queriam cobrá-los no saguão, em frente ao desembarque de voos domésticos. Mas, seguindo orientação dos responsáveis pela segurança em Cumbica, o ônibus que seguiria para Santos com a delegação entrou na pista do aeroporto para evitar o contato dos jogadores com os torcedores.

Na chegada da delegação ao CT Rei Pelé, os torcedores santistas jogaram ovos no ônibus. Mancini seguiu para uma reunião com o presidente Marcelo Teixeira, da qual saiu desempregado.

O trabalho de Mancini, chegou a ser bastante elogiado no clube, com a chegada à final do Campeonato Paulista, conquistando um resultado melhor do que Palmeiras e São Paulo e acertando o time, mesmo com pouco tempo de trabalho.

A eliminação precoce na Copa do Brasil, com derrota na Vila para o CSA, foi mal digerida no clube e marcou o início da pressão para a saída do treinador, que desde então foi ganhando corpo.

Desavenças entre jogadores, brigas internas e resultados ruins passaram a fazer parte da rotina do treinador no clube da Baixada. Com Vanderlei Luxemburgo e Muricy Ramalho desempregados, a demissão de Mancini passou a ser questão de tempo, mesmo com o presidente santista bancando a permanência do treinador, que por sua vez também falava em seguir no clube.

Muricy e Luxemburgo na pauta

Para o lugar de Mancini, Muricy Ramalho e Vanderlei Luxemburgo são os dois nomes mais fortes. O ex-são-paulino, que recusou uma proposta de R$ 400 mil do Palmeiras na semana passada, é o preferido do presidente Marcelo Teixeira. O Santos, inclusive, já tentou Muricy em outra ocasião. Foi em junho do ano passado. A diretoria santista fez um convite para o então técnico tricolor, que acabou não aceitando. Com o não do campeão brasileiro, Cuca, hoje no Flamengo foi contratado.

Já Luxemburgo, demitido do Palmeiras recentemente e que tem três passagens pela Vila Belmiro (1997/1998, 2004 e 2006/2007), pode não ser o número 1 de Marcelo Teixeira, mas goza de bastante prestígio entre muitos conselheiros influentes do Santos.


Treinador não resiste à pressão após outro resultado negativo e deixa o comando santista após 14 jogos

Após a derrota por 3 a 2 na Vila Belmiro na noite desta quarta-feira para o Atlético-MG, o técnico Cuca não resistiu à pressão e resolveu pedir demissão do comando do Santos.

Em entrevista coletiva concedida após a partida, ele anunciou sua decisão.

“Conversando com a diretoria entendemos que é o momento de sair do Santos, infelizmente não da maneira que a gente queria. Não vai ser possível continuar, mas não faltou vontade. Sigo o meu caminho desejando sorte ao Santos do fundo do coração e agradecendo a todos. Tive aqui um curto convívio, mas sempre profissional”, declarou.

De acordo com o ex-técnico santista, o time da Vila poderia ter até conseguido uma vitória fácil nesta quarta, mas desperdiçou novamente muitas chances de gol. “O campeonato tem outro turno, deixo o Santos em um momento em que ainda há tempo hábil para reação”, assinalou.

O treinador sequer chegou a conceder uma entrevista coletiva e apenas fez um pronunciamento para se despedir do clube.

Campanha

Em sua curta passagem na equipe paulista, Cuca teve um desempenho muito ruim. Em 14 confrontos, foram apenas 3 vitórias, 4 empates e 7 derrotas.

No dia 16 de julho, após perder para o Figueirense por 3 a 0 em Santa Catarina, na 12ª rodada do Brasileirão, o treinador já havia pedido demissão, mas na ocasião foi convencido pela diretoria a continuar.

Por enquanto, assume o Santos de forma interina o técnico Márcio Fernandes. Neste Campeonato Brasileiro, ele já comandou a equipe na quarta rodada, logo após a saída de Emerson Leão, no empate por 0 a 0 contra o São Paulo na Vila Belmiro.



Márcio Fernandes assume comando. Outros técnicos não foram tentados

Ex-técnico do time de juniores, Márcio será o treinador do Peixe contra o Náutico. Dirigente nega sondagem a Gallo e Chulapa

O diretor de futebol do Santos, Luiz Antônio Ruas Capella, afirma que Márcio Fernandes, que era comandante do time de juniores no início do ano e vinha atuando como auxiliar técnico de Cuca, assumirá o comando do time a partir desta quinta-feira e deverá dirigir a equipe contra o Náutico, domingo, em Recife. O dirigente só não soube dizer se Fernandes será efetivado ou não na vaga de Cuca, que pediu demissão após a derrota por 3 a 2, de virada, para o Atlético-MG (veja no vídeo), nesta quarta-feira, na Vila Belmiro.

– O Márcio é um técnico da nossa confiança e manterá a programação. Não posso dizer se é interinamente ou não, pois não estávamos esperando esse resultado e a demissão do Cuca – afirma Capella.

O diretor santista nega que o clube já tenha entrado em contato com Alexandre Gallo, que treinou o Santos em 2005 e foi demitido recentemente do Atlético-MG, e com Serginho Chulapa, ex-jogador e técnico santista. Surgiu a informação que os jogadores santistas teriam pedido a contratação de Chulapa aos dirigentes.

– Não houve esse pedido dos jogadores. E a contratação do técnico é uma decisão da diretoria e não de jogadores – afirma o dirigente.

Após a saída de Emerson Leão, Fernandes assumiu o comando da equipe no clássico contra o São Paulo, na Vila Belmiro. O jogo terminou 0 a 0.


A “era Emerson Leão” no Santos terminou. Depois de exatos dois anos, o treinador deixa nesta quinta-feira o clube com o qual conquistou o Campeonato Brasileiro em 2002 e foi vice da Copa Libertadores da América de 2003.

O presidente santista Marcelo Teixeira aceitou o pedido de demissão do técnico logo após a derrota por 4 a 2 para a LDU, em Quito, na noite de quarta-feira, informou o diretor de futebol santista Francisco Lopes, em entrevista à rádio Jovem Pan.

O jogo de quarta foi o de ida das oitavas-de-final da Copa Libertadores, quando o time vencia por 2 a 0 na casa do adversário. Agora, na próxima terça-feira, os brasileiros precisam de uma vitória por três gols de diferença para avançarem na competição.

Leão colocou seu cargo à disposição depois de o time perder por 3 a 1 no último domingo na Vila, para o Cruzeiro, quando a torcida pediu sua demissão. Naquele momento, Teixeira evitou polêmica, e manteve o treinador no comando temendo um abalo ainda maior para seus atletas no Equador.

“Ficou algo bom para ele e para o clube. Concluímos esta situação que acabou agradando o Emerson Leão e o Santos. É uma separação amigável. Estávamos com essa pressão, que não cabia a um time acostumado às vitórias”, comentou Lopes.

Ex-técnico da seleção brasileira, Leão estava em sua segunda passagem pelo clube do litoral paulista desde maio de 2002 – a primeira foi entre janeiro de 1998 e julho de 1999. Nos dois períodos, ele disputou 244 jogos pelo time, conquistou 126 vitórias, empatou 63 vezes e sofreu 55 derrotas.

Na temporada 2004, quando encontrou a maior resistência por parte da diretoria, torcida e, até mesmo, do elenco, ele comandou a equipe em 24 oportunidades, com 14 vitórias, quatro empates e seis derrotas.

O estopim para a crise, que gerou ira da torcida e insatisfação dos dirigentes foi a eliminação do Santos do Campeonato Paulista, quando foi goleado por 4 a 0 para o São Caetano em uma atuação apática.

A isso sucedeu-se uma crise de relacionamentos, que culminou com as dispensas de Doni e Robson por parte da diretoria e a contestação do trabalho do técnico feita pelo meia Diego, que exigiu não ser mais substituído – nos primeiros 14 jogos no ano, ele foi trocado nove vezes.

“O Leão foi um parceiro nosso ao longo destes anos. Ele fez um trabalho maravilhoso aqui e as portas estão abertas. Ele foi muito elegante ao conversar comigo ontem e dizer que o time precisava de uma guinada, que precisava mudar”, informou Francisco Lopes.

Ele evitou dar detalhes sobre o acerto. Há cerca de um mês, Marcelo Teixeira evitou demitir o técnico por causa do alto valor da multa contratual, estipulada em mais de R$ 1 milhão.

“Foi um acerto bom para os dois lados. Foi uma situação que partiu dele e algo que ficou confortável. Não dava mais para esperar essa pressão”, argumentou o diretor, referindo-se às exigências de assessores do clube, que já não suportavam a presença de Leão.

Wanderley Luxemburgo

É o nome que surge como substituto de Leão no comando do Santos. O ex-treinador do Cruzeiro estaria na mira do português Benfica, mas se não acertar na Europa aceitaria um eventual convite do clube santista.

Francisco Lopes, inclusive, admitiu que “pessoas ligadas ao Santos mantiveram contatos com o treinador durante esta madrugada e as coisas estão aceleradas, mas nada definido por enquanto”.

Até que a situação se resolva, o Santos será comandado interinamente por Márcio Fernandes, treinador da categoria júnior. Neste sábado, a equipe recebe o Juventude na Vila Belmiro, em jogo da quinta rodada do Campeonato Brasileiro.

“O Wanderley é um nome de consenso dentro da diretoria e o técnico que todo clube de nível quer, principalmente em um momento como este”, disse Lopes.

O ex-goleiro Zetti, técnico-revelação do Campeonato Paulista-04, é defendido por parte da diretoria santista. Ele foi jogador do clube durante três anos e corre por fora pela vaga deixada por Leão.


Data: 05/05/2004
Competição: Copa Libertadores
Local: Estádio Casa Blanca, em Quito, Equador.
Árbitro: Oscar Ruíz (COL)
Cartões: Jácome, Espíndola, Obregón e Salas (L); André Luis, Paulo César e Clainton (S).
Gols: Robinho (02-1), Elano (04-1) e Ambrossi (17-1); Urrutia (02-2), Ambrossi (27-2) e Salas (39-2).

LDU
J. Espinoza; Jácome, Espíndola, G. Espinoza e Reasco; Obregón, Urrutia, Ambrossi, Aguinaga; Salas e Paredes (González).
Técnico: Carreño

SANTOS
Julio Sérgio; Marco Aurélio, André Luis, Pereira (Paulo César) e Léo; Paulo Almeida, Claiton (Luis Augusto), Preto Casagrande e Diego; Robinho e Elano (Daniel).
Técnico: Émerson Leão



Santos perde de virada e se complica na Libertadores

Depois de um começo empolgante, com dois gols em apenas quatro minutos, o Santos não conseguiu segurar o resultado e perdeu por 4 a 2 para a LDU (Liga Deportiva Universitária), em Quito, no Equador, em jogo de ida das oitavas-de-final da Taça Libertadores, na madrugada desta quinta-feira.

O resultado deve aumentar a pressão dos torcedores santistas em relação ao trabalho do técnico Emerson Leão, duramente criticado após a derrota em casa para o Cruzeiro, por 3 a 1, na última rodada do Campeonato Brasileiro.

O Santos mostrou muita competência e oportunismo no começo da partida. Logo aos 2min, Robinho arriscou de fora da área e marcou um bonito gol. Dois minutos depois, Elano fez boa jogada individual e aumentou.

Depois da vantagem, o Santos recuou e deu espaço para o adversário. O meio-campista Paul Ambrosi diminuiu aos 18min. Apesar da pressão, a LDU não conseguiu chegar ao empate na etapa inicial.

O time equatoriano empatou aos 3min da etapa final, com Patrício Urrutia, aproveitando um passe de cabeça, completamente livre dentro da área.

Com apenas Robinho isolado no ataque, o Santos não teve força para pressionar o adversário, que chegou ao gol da virada aos 27min, novamente com Ambrosi, completando um cruzamento da direita. Aos 40min, Franklin Salas marcou de cabeça e assegurou a boa vantagem de sua equipe.

O jogo de volta será disputado na próxima terça-feira, na Vila Belmiro. Para ficar com a vaga evitando os pênaltis, o Santos precisa vencer por três gols de diferença.

Leão cai: queda no Paulista e Diego puseram fim a passagem do técnico

Até o ano passado Leão era intocável na Vila Belmiro, tinha poder para indicar contratações à diretoria e dispensar jogadores.

O processo de fritura começou quando não foi capaz de levar o time, que mantém praticamente o mesmo grupo que há dois anos ganhou o Brasileiro, ao título paulista, prioridade da diretoria.

Ele foi criticado pela forma como montou a equipe que foi eliminada depois de humilhante goleada sofrida diante do São Caetano.

Na ocasião expodiu outra crise. Como havia feito em quase todo o Estadual, Leão substituiu o meia Diego, que saiu reclamando. O treinador já havia entrado em atrito com o jogador ao se queixar dos rumos dado aà carreira do astro por seu pai, que também é empresário do camisa 10. Depois das seguidas queixas de Diego, teve fim a sina de substituições.

Por fim, o treinador teve que suportar a interferência do presidente do clube, Marcelo Teixeira, em questões técnicas.

O cartola, sem avisar o treinador, decidiu afastar o goleiro Doni e o atacante Robson (Robgol), do elenco. Os dois, especialmente o primeiro, eram apostas fortes de Leão.

A era Leão:

Quando assumiu: 05/2002
Títulos: Brasileiro 2002
Jogos oficiais: 127
Aproveitamento: 61%
Vitórias: 67
Empates: 31
Derrotas: 29

Colocação por campeonato:

Brasileiro 02: Campeão
Brasileiro 03: Vice-campeão
Libertadores 03: Vice-campeão
Paulista 03: Eliminado na 1ª fase
Sulamericana 03: Eliminado nas Quartas-de-final
Paulista 04: Eliminado na Semifinal

Pouco mais de três meses depois de ter sido contratado, o técnico Cabralzinho foi demitido ontem do Santos. No início da noite, o gerente de futebol do clube, Ilton José da Costa, iria anunciar o nome do substituto, mas o anúncio foi adiado para até amanhã.

“Existe um universo de treinadores empregados e outro universo de desempregados. Estamos dentro do universo dos desempregados”, disse Costa. Entre os prováveis técnicos sondados pelo Santos estão Celso Roth, Leão e Wanderley Luxemburgo.

Uma semana depois de o presidente do Santos, Marcelo Teixeira, vir a público para dizer que Cabralzinho estava confirmado para a temporada 2002, o treinador foi vítima de uma divisão interna no clube. Parte dos dirigentes queria a sua saída. “Vamos mudar para ver o que vai dar”, disse Costa.

O contrato de Cabralzinho terminaria no próximo dia 31. Embora não tivesse sido convocado para assinar um novo compromisso, ele estava incumbido de fazer o planejamento da pré-temporada do Santos. Anteontem, chegou a visitar hotéis e campos de treinamento no interior paulista, mas já estava desgastado.

Após a desclassificação do time no Brasileiro, a diretoria do Santos procurou outros técnicos, entre os quais Oswaldo de Oliveira, Wanderley Luxemburgo, Carlos Alberto Parreira e o próprio Celso Roth. Paulo César Carpegiani e Mário Sérgio foram sondados.

Mesmo quando afirmou que Cabralzinho ficaria, Marcelo Teixeira fez ressalvas ao trabalho dele. Disse que ele havia cometido erros que provocaram a eliminação da equipe do Brasileiro.

Além disso, algumas das pretensões de Cabralzinho -que assumiu após a saída de Geninho e a rápida passagem do auxiliar Serginho pelo cargo- para a próxima temporada eram contrárias aos planos da diretoria santista. O técnico pretendia montar uma comissão técnica com nomes indicados por ele, como o preparador físico Carlito Macedo, com quem trabalhou no próprio Santos em 1995, na campanha do vice-campeonato brasileiro daquele ano. A direção santista, porém, não concordava com as indicações nem com a saída de jogadores cujas dispensas eram pedidas pelo treinador.

A assessoria de imprensa do técnico Celso Roth informou ontem que o treinador foi procurado duas vezes pelo Santos -uma pelo presidente do Conselho Deliberativo, José da Costa Teixeira, e outra por Marcelo Teixeira. Nas duas ocasiões, o acordo não teria ocorrido porque o Santos não se dispunha a pagar o salário que o técnico pretendia receber.

Com a saída de Cabralzinho e a chegada de um novo treinador, o Santos vai tentar agilizar a contratação de reforços. O Flamengo tem interesse no meia Robert, que poderia ser envolvido numa troca com o meia-atacante Edílson, que deixará o clube carioca. O acordo poderia ser em forma de empréstimo, com o Flamengo pagando parte do salário de Edílson. O gerente de futebol do Santos descartou Robert como parte da troca.

O clube também tenta negociar com André Cruz (Sporting, de Portugal), Argel (Porto) e Adhemar, ex-São Caetano, que atua no futebol alemão. Outros atletas pretendidos são o atacante Oséas e o lateral Rodrigo, do Cruzeiro. O Santos quer trocá-los pelo atacante Fumagalli e pelo lateral Rubens Cardoso -o primeiro atualmente emprestado ao Guarani, e o segundo, ao Grêmio. O clube mineiro, porém, não aceita incluir Oséas no negócio e oferece o meia Paulo Isidoro, que não interessa ao Santos.