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Santos 1 x 1 Benfica

Data: 08/10/2016, sábado, 16h05.
Competição: Amistoso
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 10.149
Renda: R$ 575.152,00
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Auxiliares: Rogério Pablos Zanardo e Bruno Salgado Rizo (ambos de SP).
Cartões amarelos: Luiz Felipe (S).
Gols: Salvio (01-2, de pênalti) e Fábian Noguera (42-2).

SANTOS
Vanderlei (John/João Paulo), Victor Ferraz (Daniel Guedes), David Braz (Lucas Veríssimo), Luiz Felipe (Fábian Noguera) e Zeca (Caju); Renato (Yuri/Fernando Medeiros), Thiago Maia (Léo Cittadini/Walterson), e Elano (Vecchio/Matheus Oliveira); Jean Mota (Paulinho/Joel), Copete (Rafael Longuine) e Ricardo Oliveira (Giovanni/Rodrigão/Léo).
Técnico: Dorival Junior

BENFICA
Ederson; André Almeida (Alan Benitez), Luisão, Lisandro López (Rúben Diaz) e Eliseu (Yuri Ribeiro); Celis, Danilo e Cervi (Dálcio); Salvio, Carrillo (Léo/Diego Gonçalves) e Luka Jovic (José Gomes).
Técnico: Rui Vitória



Santos arranca empate com Benfica e garante festa para ídolos

O Estádio Urbano Caldeira foi palco de um evento especial para os torcedores do Santos neste sábado. Após proporcionar muitas alegrias aos santistas, foi a vez da Vila Belmiro receber uma homenagem. O ‘Alçapão’, que completa 100 anos na próxima quarta-feira, recebeu um amistoso do alvinegro contra o Benfica. Além disso, o clube também preparou uma grande festa para homenagear seus ídolos Léo e Giovanni. Mas faltou avisar os portugueses. Cobrando pênalti no início do segundo tempo, Salvio marcou e quase estragou a festa alvinegra. Porém, no apagar das luzes, o zagueiro Fábian Noguera deixou tudo igual no duelo.

O ex-lateral esquerdo jogou os 10 minutos finais da primeira etapa pela equipe portuguesa. Já pelo Peixe, Léo entrou na reta final do duelo e viu de perto o empate com o alvinegro. Outro ídolo, o ex-meia Giovanni entrou também no fim do primeiro tempo, foi homenageado no intervalo, e ainda jogou mais alguns minutos. Os dois pouco acrescentaram na partida. Mas o que valeu foi a festa na Vila Belmiro.

O jogo

Jogo bom no início, confusão e homenagens

Assim que a bola rolou na Vila Belmiro, a primeira boa oportunidade do amistoso foi do Santos. Logo aos dois minutos, Celis recuou mal e Ricardo Oliveira apareceu livre na entrada da área. O atacante, porém, tentou driblar o goleiro Ederson e foi interceptado. O Benfica não deixou barato e respondeu com duas chances claras logo em seguida. Primeiro, Salvio chutou de fora da área e a bola passou por cima do travessão. Na sequência, Eliseu cruzou na marca do pênalti e Cervi certou um bonito voleio, assusta Vanderlei.

Após a pressão inicial dos portugueses, o Santos cresceu no jogo e equilibrou as ações. Tanto que aos 14 minutos, Ricardo Oliveira mandou uma bomba de fora da área, quase abrindo o placar na Vila. No lance seguinte, o próprio camisa 9 arriscou mais uma de longe. O goleiro Ederson rebateu e Copete isolou.

E se alguém pensava que os times iriam entrar de forma ‘leve’ por ser um amistoso, o meia Cervi tratou de acabar com esse papo. Aos 24 minutos, o argentino deu uma entrada dura em Renato. O volante ficou no chão por alguns segundos e pediu para ser substituído após a pancada. Yuri entrou em seu lugar. Após o choque, Luisão discutiu com Luiz Felipe e os jogadores se estranharam.

O clima seguiu tenso. Aos 29 minutos, o zagueiro Luiz Felipe revidou a falta em Cervi e levou cartão amarelo. E para amenizar os ânimos, só a presença de um ‘Messias’ em campo. No minuto seguinte, o Santos promoveu a entrada de Giovanni na vaga de Ricardo Oliveira. Com G10 em campo, o jogo voltou ao normal e ficou mais com cara de amistoso. Porém, as equipes diminuíram o ritmo e o duelo perdeu intensidade.

Preocupado com a sequência do Peixe no Campeonato Brasileiro, o técnico Dorival Júnior promoveu alterações por atacado na equipe. Victor Ferraz, Zeca, Elano, Luiz Felipe, Thiago Maia e Jean Mota saíram e deram a vaga para Daniel Guedes, Caju, Vecchio, Fábian Noguera, Léo Cittadini e Paulinho, respectivamente.

Como já veio com o time remendado, o Benfica promoveu apenas uma mudança antes do intervalo. E foi a substituição mais esperada do dia. Aos 39 minutos, Léo entrou na vaga de Carrilo na equipe portuguesa. Porém, o ex-lateral teve pouco tempo para mostrar alguma coisa e o primeiro tempo terminou 0 a 0 na Vila Belmiro.

Mais homenagens e redenção no fim

Após o apito de Raphael Claus, o ex-meia Giovanni foi ovacionado pela torcida alvinegra e recebeu algumas homenagens no gramado. Mesmo assim, o ‘Messias’ retornou para o segundo tempo na Vila, mas saiu logo aos quatro minutos, sendo novamente reverenciado pelos santistas. Mas antes disso, o Benfica já havia jogado água no chopp do Peixe.

Logo no primeiro minuto, José Gomes entrou na área e foi derrubado por Lucas Veríssimo. Pênalti para os Encarnados. Salvio bateu no meio e abriu o placar na Vila. Após o gol, o jogo ficou lento, praticamente parado.

As duas equipes promoveram diversas alterações e o bom ritmo da primeira etapa desapareceu. O Santos ainda assustou após bom passe de Rafael Longuine para Rodrigão. O centroavante dominou e bateu forte. A bola passou perto do travessão. Mesmo assim, a partida ficou arrastada na Vila Belmiro.

Após boa parte do segundo tempo passar sem emoção, José Gomes foi mais uma vez pra cima de Lucas Veríssimo. E o zagueiro cometeu outro pênalti claro. O próprio centroavante do Benfica bateu. Mas desta vez, o goleiro João Paulo salvou os santistas.

Quando parecia que a vitória ficaria com os portugueses, o zagueiro Fábian Noguera aproveitou cobrança de falta de Matheus Oliveira, subiu mais que todo mundo e escorou para o gol. O defensor ainda contou a falha do goleiro Ederson para marcar seu primeiro tento com a camisa do Peixe e garantir a festa na Vila Belmiro.

Bastidores – Santos TV:

Léo agradece despedida com festa na Vila: “Passa um filme”

A despedida oficial de Léo com a camisa do Santos foi exatamente do jeito que o ex-lateral queria. Apesar do Benfica quase ter estragado a festa realizada neste sábado, na Vila Belmiro, o gol de Fábian Noguera no fim garantiu a igualdade no marcador e deixou a comemoração perfeita para o eterno camisa 3.

“Eu fiquei meio temeroso, porque o jogo estava muito rápido e até um pouco violento. Acabou que deu tudo certo. Agora nós fechamos o ciclo com chave se ouro”, afirmou Léo, em entrevista coletiva após o amistoso contra a equipe portuguesa.

Em 2014, ano em que encerrou sua carreira, o ex-lateral-esquerdo viveu um litígio com a diretoria que comandava o Peixe naquela época. Tanto que o “Guerreiro da Vila”, como é conhecido pela torcida, acabou se aposentando discretamente. Sua última partida oficial pelo alvinegro foi contra o Mixto-MT, pela Copa do Brasil, na Arena Pantanal. Porém, após mais de dois anos, Léo vibrou com a festa de despedida.

“É a minha segunda casa, é minha vida esse clube. Eu fiquei andando ali no gramado da Vila e já não tinha mais ninguém. Passa um filme de tudo o que vivi. Vitórias, derrotas, conquistas, frustrações. Mas a sensação é de dever cumprido e de agora estar com a cabeça mais tranquila, mais leve, sabendo que deixei um legado”, disse.

Maior campeão pelo Santos após a ‘Era Pelé’, o ex-lateral-esquerdo conquistou oito títulos: Libertadores, Recopa Sul-Americana, Copa do Brasil, duas edições do Campeonato Brasileiro e três do Paulistão. Com a camisa alvinegra, foram 455 jogos oficiais entre os anos de 2000 e 2005 e de 2009 a 2014.

Agora oficialmente aposentado, Léo já participa de algumas ações nos bastidores do Santos e não pretende abandonar o futebol. “Vou procurar trabalhar fora de campo para tentar retribuir de alguma forma o que o clube me deu. Pretendo ir para a Europa. Passar, não sei, seis meses ou um ano indo aos clubes europeus para ver como é feita a gestão, a logística. Faz-se necessário. O futebol exige isso. Quanto mais conhecimento tiver é melhor”, completou o ex-lateral santista.

Convidado de honra da festa, Giovanni vibra com amistoso: “Foi fácil aceitar”

Apesar da festa que o Santos promoveu neste sábado ser direcionada para a Vila Belmiro, que completa 100 anos na próxima quarta-feira, e para o ex-lateral-esquerdo Léo, que ganhou sua despedida oficial, o amistoso contra o Benfica também teve uma presença ilustre e que roubou os holofotes no empate em 1 a 1.

Convidado por Léo, o ídolo Giovanni entrou aos 30 minutos do primeiro tempo e saiu de campo no começo da segunda etapa. O ‘Messias’, como ficou conhecido pela torcida, também recebeu algumas homenagens no intervalo do duelo. Apesar do jeito tímido e de preferir não aparecer muito, o ex-camisa afirmou que não foi difícil aceitar participar da festa.

“Estou muito feliz. Foi um pouco inesperado. Eu realmente não tinha a noção do que seria essa festa. Passa muita coisa na cabeça. A gente relembra todos os jogos, não só dentro de campo. No vestiário, tive a oportunidade de estar no CT, almoçar com o pessoal. A gente sempre relembra tudo aquilo que nós vivenciamos. Eu tinha que aceitar. A escolha foi fácil”, brincou Giovanni.

Autor do convite, Léo retrucou logo na sequência. “Nunca corri tanto atrás de alguém como corri atrás dele. Mas é um ídolo que eu tenho e ele não poderia ficar fora”.

Aposentado desde 2010, Giovanni surpreendeu e superou as expectativas. Afinal, estava previsto que o ex-meia jogaria apenas alguns minutos no final do primeiro tempo e depois pararia. Porém, G10 ainda voltou do intervalo e fez algumas jogadas antes de ser substituído por Rodrigão.

“Tem muito atleta que quando para tem uma outra mentalidade. Mas eu sempre mantenho minha parte física e jogo minhas peladas por aí. Mas no meu caso, eu sabia que não estava carregando nenhum peso. O pessoal iria entender errasse um passe, coisa que não acontece com quem está começando. Temos de aproveitar sempre o momento, porque passa. Eu sempre ouvia isso quando era jovem. E passa mesmo, muito rápido. Agora, a gente fica só olhando”, afirmou Giovanni.

Ao contrário do amigo Léo, que afirmou pretender continuar no futebol, o ‘Messias’ prefere seguir sua vida longe das quatro linhas. “Não posso dizer ‘nunca’, mas no momento meu pensamento é de estar em casa com a minha família. Sabemos que o futebol tem um desgaste muito grande, viagens. Meu pensamento é de permanecer como estou”, concluiu.

Noguera estreia com gol e afirma estar pronto para jogar no Santos

Após passar três meses apenas treinando com o elenco do Santos, o zagueiro Fabián Noguera finalmente fez sua estreia com a camisa do novo clube. E logo no primeiro compromisso, o defensor mostrou que tem estrela. Quando o amistoso contra o Benfica, neste sábado, na Vila Belmiro, caminhava para uma derrota santista, o argentino escorou de cabeça e contou com a falha do goleiro Ederson para empatar o duelo.

Depois de um período de adaptação e recondicionamento físico, Noguera vibrou com o tento marcado e disse estar pronto para ganhar mais oportunidades na equipe comandada por Dorival Júnior.

“Foi um gol muito importante. Quando um jogador espera sua estreia, sonha com gol. Fiquei muito tempo parado, sem jogar, mas agora já estou pronto. Quando o Dorival precisar, estou à disposição. Tem três meses que estou aqui treinando com o grupo. Tive uma pequena lesão, mas não foi nada”, disse.

O defensor não atuava desde outubro do ano passado, quando foi afastado pelo Banfield, da Argentina, por ter recusado a renovação contratual. Ele acertou um pré-contrato com o Santos e foi apresentado no dia 6 de julho. Aos 23 anos, o zagueiro tem a concorrência no elenco alvinegro de David Braz, Gustavo Henrique (que rompeu o ligamento do joelho e só volta em 2017), Luiz Felipe e Lucas Veríssimo.

Agora, Noguera vive a expectativa de ser relacionado para o seu primeiro jogo oficial com a camisa alvinegra. E isso pode acontecer já na próxima quinta-feira, quando o Santos encara o São Paulo, às 21h (de Brasília), no Pacaembu, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Léo brinca com provocação ao Barça em 2011: “Não me arrependo”

Apesar de ser o maior campeão pelo Santos após a ‘Era Pelé’, conquistando oito títulos, como Libertadores, Copa do Brasil, Brasileirão, entre outros, o ex-lateral-esquerdo Léo também marcado pela sua postura fora de campo. Fora das quatro linhas, ele gostava de sempre provocar os adversários. Tanto que é lembrado até hoje pelos rivais por uma frase que disse após levantar a taça da Liberta, em 2011.

“No Japão, a gente se encontra lá. Vamos pegar o Barcelona lá, vamos ver se é tudo isso”, disse o ex-camisa 3 na ocasião, na festa que o clube fazia dentro da Vila Belmiro após a conquista.

Depois do empate em 1 a 1 com o Benfica, em amistoso que faz parte das comemorações pelos 100 anos da Vila Belmiro, Léo riu da famosa provocação ao Barcelona e não perdeu a oportunidade de dar uma ‘cutucada’ nos rivais do alvinegro. “Não me arrependo, não. Eu paguei para ver, paguei mesmo. Eu tive a oportunidade… Quero ver se outros vão ter, né”, disse o ex-jogador, soltando uma larga risada logo em seguida.

Após a provocação de Léo, o Santos encarou o Barcelona na final do Mundial de Clubes em 2011 e voltou ao Brasil seu o título e com uma sonora goleada de 4 a 0 na bagagem.

Passada a derrota para o Barça, o ex-lateral seguiu jogando no Peixe e encerrou sua carreira em 2014 de forma discreta, pois estava em litígio com a diretoria que comandava o clube na época. Na tarde deste sábado, mais de dois anos após pendurar as chuteiras, finalmente ganhou sua despedida no alvinegro.

Em amistoso do Santos contra o Benfica, que terminou empatado em 1 a 1, o ídolo jogou dez minutos pelo Peixe e outros dez pela equipe portuguesa, clube onde também virou referência nos quatro anos em que atuou. No intervalo do amistoso, ele recebeu uma placa do ex-presidente santista Marcelo Teixeira.

“Desde a minha chegada, tive uma identificação muito grande com esse clube. Sempre fui muito preso a esse clube. Quando voltei (ao Brasil), já estava certo com outro clube e recebi uma ligação do Santos. Abri mão de tudo para vir para cá. Eu tenho prazer de estar aqui. É a minha segunda casa, é minha vida esse clube”, completou o ex-lateral.

Santos 0 x 0 Flamengo

Data: 26/05/2013, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª rodada
Local: Estádio Mané Garrincha, em Brasília, DF.
Público: 63.501 pagantes
Renda: R$ 6.948.710,00
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Marrubson Melo Freitas (DF).
Cartões amarelos: Henrique (S); Luiz Antônio (F).

SANTOS
Rafael; Rafael Galhardo (Patito Rodríguez), Edu Dracena, Durval e Léo; Renê Júnior, Arouca, Cícero e Montillo (Felipe Anderson); Neymar e Henrique (Gabriel).
Técnico: Muricy Ramalho

FLAMENGO
Felipe; Léo Moura, Renato Santos, Marcos González e Ramon; Luiz Antônio (Carlos Eduardo), Elias, Renato Abreu e Gabriel (Paulinho); Rafinha e Hernane (Marcelo Moreno).
Técnico: Jorginho



Na despedida de Neymar, Santos e Flamengo não saem do zero em Brasília

O craque santista pouco apareceu durante os 90 minutos e agora vai desfilar nos gramados europeus com a camisa do Barcelona

O que poderia ser uma grande festa, com o estádio Mané Garrincha, em Brasília, cheio e a despedida de Neymar, acabou em um empate sem gols entre Santos e Flamengo, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro. O craque santista pouco apareceu durante os 90 minutos e agora vai desfilar nos gramados europeus com a camisa do Barcelona. Os rubro-negros foram melhores e desperdiçaram diversas chances claras. Assim, as duas equipes somaram apenas um ponto neste início de Série A.

O primeiro tempo foi de muita correria, mas sem muita inspiração. O Flamengo criou as melhores chances, com Rafinha e Gabriel. Já na etapa final, os cariocas seguiram tendo as melhores chances, mas novamente não as aproveitaram para desespero da torcida, que era ampla maioria, presente no Mané Garrincha.

O jogo

O confronto começou com as duas equipes buscando o ataque. O Flamengo aproveitava melhor os espaços e chegava próximo ao gol. Os rubro-negros quase abriram o placar com 11 minutos. Após cruzamento na área, Rafinha apareceu livre e tocou, mas viu Rafael fazer grande defesa para salvar o Santos. Os paulistas tinham dificuldade de transpor a marcação adversária e Neymar pouca aparecia em campo.

O craque arriscou seu primeiro chute somente aos 17 minutos. Após tabela com Montillo, Neymar tentou colocar a bola no ângulo de Felipe, mas a viu ir por cima do travessão de Felipe. O lance acabou sendo o único dos paulistas, pois o Flamengo conseguia chegar com mais frequência ao ataque, mas esbarrava na defesa do Santos, que tirava o perigo.

Depois de um período com muita correria, mas poucas chances de gol, o Flamengo teve novamente grande chance marcar, aos 42 minutos. Hernane recebeu a bola na área, de frente para rafael. No entanto, o atacante preferiu tocar para Gabriel, mas o meio demorou muito para finalizar e acabou travado pela zaga santista. Renato Abreu ainda pegou o rebote, só que chutou por cima do travessão. Assim, o duelo foi para o intervalo com a igualdade no marcador no Mané Garrinha.

No segundo tempo, o panorama da partida seguiu o mesmo. O Santos não tinha organização no setor ofensivo e não incomodava o goleiro Felipe. O Flamengo conseguia chegar com mais facilidade ao ataque, mas também não ameaçava Rafael. Na melhor chance dos primeiros minutos, Elias arriscou de fora da área e a bola passou a direita do gol santista. A resposta do Santos aos nove minutos. Após cruzamento, Henrique escorou para Neymar, mas o atacante foi travado no momento da finalização.

O confronto melhorou e as duas equipes passaram a criar mais chances. Aos 23 minutos, Neymar cobrou falta e obrigou Felipe a voar para fazer a defesa. Já o Flamengo respondeu três minutos depois. Gabriel foi lançado na área, tocou por cima de Rafael, mas viu Durval aparecer para salvar os paulistas.

Os rubro-negros começaram a aproveitar mais os espaços e quase abriram o placar aos 32 minutos. Em contra-ataque rápido, Marcelo Moreno foi lançado e finalizou para grande defesa de Rafael, que salvou o gol com o pé. Dois minutos depois, foi a vez de Carlos Eduardo desperdiçar oportunidade. O atacante viu o goleiro santista falhar após cruzamento, mas chutou errado, para fora.

Nos minutos finais, as duas equipes ainda tentaram o gol da vitória, mas na base da vontade. Nenhuma conseguiu criar chance clara e o duelo acabou mesmo em um frustrante empate sem gols em Brasília.

Bastidores – Santos TV:

Após choro em último jogo pelo Santos, Neymar tenta fazer a ficha cair

Já na execução do Hino Nacional Brasileiro, o novo reforço do Barcelona começou a chorar por causa da despedida

O atacante Neymar não conteve as lágrimas antes de disputar o seu último jogo pelo Santos , o empate sem gols com o Flamengo, neste domingo, no Mané Garrincha. Já na execução do Hino Nacional Brasileiro, o novo reforço do Barcelona começou a chorar por causa da despedida.

“A ficha já está começando a cair. Está na garganta. Vou tomar água para ela cair realmente”, comentou Neymar, sorrindo, bem mais tranquilo ao final da sua partida derradeira pela equipe da Vila Belmiro.

Durante o jogo, o atacante não conseguiu se destacar. Recebeu poucas vezes a bola e arriscou algumas conclusões em cobranças de falta, mas sem precisão e força suficientes para vencer o goleiro Felipe. No intervalo, seu time demorou muito a voltar ao gramado do Mané Garrincha.

“Foi emocionante, no vestiário. Agradeci aos meus companheiros por todos os momentos juntos, de treinamentos a jogos, a concentrações, a viagens, a conquistas e até a derrotas. Torço muito por eles”, discursou Neymar.Em seu adeus, o astro ainda falava muito do Santos e pouco do novo clube. “Ainda não sei quando vou viajar a Barcelona. Vou ver isso direitinho”, explicou, sem antecipar emoções. “Vamos ver como será quando eu chegar lá e vestir a camisa.”

Vídeo: Neymar chora ao se despedir de companheiros no vestiário

Vídeo: Neymar se despede de amigos no CT Rei Pelé: “Eu vou mas eu volto”

Vídeo: #ObrigadoNeymar – Santos faz vídeo em homenagem a Neymar, que está de saída.
O clube reuniu imagens de diversas época da vida do camisa 11, desde os primeiros gols no futsal até o nascimento do seu filho, Davi Lucca

Neymar despede-se de torcida santista no Facebook

Craque narrou carta de despedida, veja no vídeo abaixo

“Galera !! Tô aqui reunido com amigos e familiares e eles me ajudaram a escrever algumas coisas aqui… É que não vou aguentar até segunda-feira… Minha família e meus amigos já sabem a minha decisão. Segunda-feira assino contrato com o Barcelona. Quero agradecer aos torcedores do Santos por esses 9 anos incríveis. Meu sentimento pelo clube e pela torcida nunca mudará. É eterno !! Só um clube como o Santos FC poderia me proporcionar tudo o que vivi dentro e fora de campo. Sou grato a maravilhosa torcida do peixe que me apoiou mesmo nos momentos mais difíceis. Títulos, gols, dribles, comemorações e as canções que a torcida criou pra mim estarão pra sempre em meu coração… Fiz questão de jogar a partida amanhã em Brasília. Quero ter a oportunidade de mais uma vez entrar em campo com o ‘manto’ e ouvir a torcida gritar meu nome… como diz o hino, ‘é um orgulho que nem todos podem ter…’ É um momento diferente pra mim, triste (despedida) e alegre (novo desafio). Que Deus me abençoe nas minhas escolhas… E estarei sempre em Santos !! #Toiss”

Paysandu 2 x 3 Santos

Data: 24/08/2005, quarta-feira, 21h45.
Competição: Campeonato Brasileiro – 22ª rodada
Local: Estádio Mangueirão, Belém, PA.
Público: 31.338 pagantes
Renda: N/D
Árbitro: Wagner Tardelli Azevedo(Fifa-RJ)
Auxiliares: Aristeu Leonardo Tavares (Fifa-RJ) e Hilton Moutinho Rodrigues (Fifa-RJ)
Cartões amarelos: Marquinhos, Vânderson, Felipe Saad, Marco Aurélio e Luiz Augusto (P); Zé Elias, Bóvio, Halisson, Giovanni, Élton e Wendel (S).
Cartão vermelho: Felipe Saad (P)
Gols: Róbson (32-1), Marco Aurélio (38-1) e Giovanni (44-1); Geílson (05-2) e Zé Elias (27-2).

PAYSANDU
Alexandre Fávaro; Marco Aurélio, Marquinhos, Felipe Saad e Cléber (Leandro Eugênio); Vânderson, Marabá, Carlos Alberto (Gian) e Luiz Augusto e Rodrigo (Balão); Róbson.
Técnico: Gílson Kleina

SANTOS
Saulo; Bóvio, Ávalos (Halisson), Luiz Alberto e Wendel; Zé Elias, Élton, Ricardinho e Giovanni (Flávio); Robinho e Diego (Geílson).
Técnico: Gallo



Robinho cumpre promessa e Santos encosta no líder

“Espero poder deixar o Santos na liderança do Brasileiro”. Robinho se despediu do Santos da forma com que prometeu: perto da liderança. Mesmo com atuação apagada do atacante, o clube paulista venceu o Paysandu por 3 a 2, de virada, no Mangueirão, depois de estar perdendo por dois gols, e agora divide a primeira colocação do Campeonato Brasileiro com o Corinthians.

A frase, dita pelo craque em julho, não foi seguida à risca, mas a equipe do técnico Gallo já aparece com a mesma pontuação do rival, 39, perdendo apenas no número de vitórias (12 contra 11).

Já o Paysandu permanece em situação deliciada e não consegue sequer deixar a zona do rebaixamento. O clube de Belém segue com 16 pontos e não sai da lanterna do Nacional-05.

Ao contrário de sua despedida da Vila Belmiro, quando marcou dois gols, Robinho não balançou as redes, mas contribui para a virada obtida com gols de Giovanni, Geílson e Zé Elias – dois deles no segundo tempo.

A segunda promessa da noite, porém, não pôde ser cumprida. No intervalo, Robinho garantiu que faria “o seu” na etapa completamentar. Ele chegou a esboçar algumas “pedaladas”, contudo, foi contido pela forte marcação do volante Marabá.

“Ficaria triste se fizesse um gol e o Santos não saísse vitorioso. Agora é torcer para os companheiros continuarem bem aqui. Quero agradecer esse torcedor, que sempre me aplaudiu”, acrescentou.

Ambos os times voltam a campo no próximo domingo. O Paysandu enfrenta o Fluminense, às 18h10, no Rio de Janeiro. O Santos recebe o Coritiba, no mesmo horário, na Vila Belmiro.

O jogo

Com a obrigação de vencer em casa, o Paysandu começou a partida encurralando o Santos no campo de defesa. Atuando pelas laterais, o time de Belém chegava com muito perigo ao ataque e só não abriu o placar pelas boas defesas do goleiro Saulo.

A melhor delas surgiu aos 17min. Marabá ficou com a sobra da defesa na direita e chutou cruzado. O camisa 1 paulista, bem colocado, conseguiu espalmar pela linha de fundo e evitar o primeiro gol do confronto.

Até aos 22min, o Santos já havia perdido o zagueiro Ávalos e o atacante Diego, ambos machucados. Assim, o time bicolor voltou a assustar aos 24min. Após cobrança de escanteio, Róbson desviou de cabeça e Saulo fez ótima defesa.

Aos 32min, porém, o Paysandu abriu o placar. Depois de falta pela direita, Róbson subiu mais que o zagueiro Luiz Alberto e cabeceou no canto esquerdo de Saulo. Seis minutos mais tarde, o clube paraense ampliou, quando Marco Aurélio recebeu bola da esquerda, dominou e chutou rasteiro.

Quando o primeiro tempo caminhava para o final, o Santos conseguiu descontar. Aos 44min, Geílson deu belo passe para Giovanni, que, livre de marcação, apenas desviou na saída de Alexandre Fávaro.

“A marcação sobre mim está muito forte, mas é bastante leal. Vou tentar me movimentar mais no segundo tempo para escapar deles. Vai sair um [gol] meu agora”, afirmou Robinho, que passou toda a etapa inicial sem concluir contra o gol.

Na volta do intervalo, o Santos retornou mais ligado. Assim como prometeu, Robinho passou a se movimentar mais no ataque e abriu espaços para Giovanni e Ricardinho encostarem.

Assim, o time não demorou a empatar. Aos 5min, Élton avançou pelo meio e serviu Geílson na área. O atacante bateu forte e acertou o canto direito da meta, sem chance de defesa. Aos 12min, o Paysandu quase fez o terceiro. Cléber avançou pela esquerda, invadiu a área e soltou a bomba para bela defesa de Saulo.

O gol da virada santista aconteceu aos 27min, quando a bola sobrou para Zé Elias na esquerda chutar no ângulo direito da meta para garantir a vitória do time da Vila Belmiro.

Robinho se despede com dever cumprido

Atacante fez sete jogos em sua volta ao Santos e leva equipe para à vice-liderança do Brasileiro.

A vontade de Robinho em encerrar sua participação no Santos recolocando a equipe no topo da tabela foi, enfim, alcançada. Sofrendo forte marcação individual, o atacante não fez gol, mas contribuiu para a vitória sobre o Paysandu, por 3 x 2, de virada, em Belém.

Com isso, o time da Vila assumiu a liderança do Brasileiro ao lado do Corinthians, com 39 pontos, porém, o Santos segue em desvantagem em número de vitórias, 12 a 11. Para Robinho, sua festa de despedida poderia ter sido completada com pelo menos um gol.

“O mais importante é que o Santos saiu com a vitória. Claro que eu poderia ter feito um ‘golzinho’ no final, mas não tem problema. Para mim, foi uma honra ter jogado no Santos”, declarou o atleta.

Encerrando seu vínculo no clube paulista, iniciado na equipe profissional em abril de 2002, diante do Guarani, Robinho afirma que continuará tentando ajudar o elenco alvinegro, desta vez como torcedor.

Desde a volta do camisa 7, sob a condição de contratado do Real Madrid, o Santos não perdeu mais no Brasileiro, completando seu sétimo jogo invicto, com quatro vitórias e três empates.

“Irei para o Real Madrid, mas é claro que estarei torcendo pelo Santos. Espero que o Santos seja campeão desse ano”, informou o atacante, que fez 190 partidas com a camisa alvinegra, com 81 gols.

Robinho segue para o Rio de Janeiro nesta quinta-feira às 7 horas, embarcando para Madri às 15 horas. A apresentação do craque em seu novo clube acontece na sexta-feira.

Vitória traz prejuízo para time santista

Peixe perde seis atletas para segunda partida do returno, ante Coritiba, no domingo; time continua favorito mesmo sem Robinho, crê Gallo.

A vitória de virada do Santos diante do Paysandu, na estréia do returno do Brasileiro-05, representou o salto da equipe alvinegra em três posições. Porém, nem tudo foi festa. O jogo em Belém terminou com um saldo de seis baixas para o próximo jogo do clube, contra o Coritiba, domingo, na Vila.

A mais sentida delas – e já prevista desde julho – é do atacante Robinho, que realizou seu último compromisso pelo Santos. Além disso, a equipe não terá os meio-campistas Bóvio, Giovanni e Zé Elias, advertidos com o terceiro cartão amarelo, e com os jogadores Ávalos e Diego, que saíram de campo contundidos.

Se não bastasse, o Santos segue sem Paulo César, Fabinho e Basílio, lesionados. Com tantas perdas, o técnico Gallo já começa a pensar na remontagem do Santos para a segunda rodada do 2º turno.

“Fica complicadíssimo querer definir antecipadamente o Santos com tantos problemas, mas estamos aqui justamente para resolver essas situações”, lamentou o treinador.

Gallo entende que o time da Vila continua sendo candidato ao título nacional, mesmo sem a presença da maior revelação do clube pós-Pelé. Em 12 jogos pela competição nacional deste ano, Robinho perdeu apenas uma vez, diante do Flamengo, pela 4ª rodada.

“O Robinho segue sua vida lá no Real Madrid, e o Santos segue por aqui. O Santos não vai parar sem o Robinho. É lógico que eu fico triste em não poder contar com ele, mas não é por isso que a equipe deixará de ser forte. Estamos preparados para buscar o título”, espera.

“O trabalho continua. Temos que nos adaptar sem o Robinho e procurar manter o mesmo nível do time”, complementou Zé Elias.


Vídeos: (1) Reportagem Globo e (2) Gols.

Santos 4 x 3 Figueirense

Data: 21/08/2005, domingo.
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 18.124 pagantes
Renda: 130.000,00
Árbitro: Luiz Antônio Silva Santos (RJ)
Auxiliares: Beival do Nascimento Souza e João Luiz Ribeiro Magalhães (ambos do RJ).
Cartões amarelos: Zé Elias (S); Marquinhos Paraná e Axel (F).
Gols: Élton (18-1), Robinho (22-1, de pênalti), Giovanni (27-1) e Robinho (30-1, de pênalti); Cléber (02-2), Michel Bastos (09-2) e Edmundo (13-2).

SANTOS
Saulo; Bóvio, Ávalos, Luiz Alberto e Wendel; Zé Elias, Élton (Gavião), Ricardinho e Giovanni (Léo Lima); Robinho e Diego
Técnico: Gallo

FIGUEIRENSE
Édson Bastos; Dudu (Rodrigo Souto), Cléber, Bebeto e Marquinhos Paraná; Axel, Bilu, Fernandes (Rogerinho) e Michel Bastos; Edmundo e Alexandre (Adriano)
Técnico: Adilson Batista



Show e susto marcam 1ª despedida de Robinho

Uma despedida vitoriosa. No seu último jogo pelo Santos na Vila Belmiro, Robinho marcou dois gols e ajudou o time santista na complicada vitória por 4 a 3 contra o Figueirense, neste domingo à noite, pela última rodada do primeiro turno do Campeonato Brasileiro.

Após o primeiro tempo do jogo, a impressão que todos tinham era que seria um adeus em grande estilo. Terminado os 45 minutos iniciais, o Santos vencia por 4 a 0 e a torcida estava extasiada no estádio. Entretanto, em apenas 13min da segunda etapa os visitantes marcaram três gols, pressionaram e por pouco não estragaram a despedida de Robinho.

Antes de a bola rolar, os torcedores promoveram uma grande festa na Vila. Na entrada do Santos ao gramado, centenas de crianças com a camisa alvinegra se espalharam pelo campo para esperar o atacante, que, para conseguir pisar no gramado, teve que ser carregado por um segurança.

“Vai ser difícil essa despedida, porque aqui é minha casa. Sempre me identifiquei muito com o Santos e devo tudo o que consegui ao clube e a torcida”, disse Robinho, cercado por microfones.

Quando a bola rolou, o atacante se destacou no primeiro tempo e ajudou o Santos a chegar aos 36 pontos, ocupando a quarta colocação do certame. Na partida, Robinho fez seus dois gols de pênalti, enquanto Giovanni e Elton completaram o marcador.

Mas o adeus definitivo do atacante só será na próxima quarta-feira, no Mangueirão, quando o Santos enfrenta o Paysandu pela primeira rodada do segundo turno. Depois da partida em Belém, o atleta se transfere oficialmente para o Real Madrid, indo atuar ao lado de Ronaldo e Roberto Carlos no clube espanhol.

Vítima do Santos esta noite, o Figueirense termina o primeiro turno em situação difícil. Com 19 pontos a equipe está na zona do rebaixamento, no 20º lugar e só venceu quatro jogos até o momento.

Neste domingo, o técnico Adilson Batista estreou no comando do time e, apesar da briosa reação no segundo tempo, não conseguiu evitar a derrota. Destaque para o atacante Edmundo, que fez um gol e criou as melhores jogadas da equipe.

Agora, o Figueirense volta a campo na próxima quinta-feira quando receberá em Florianópolis o Atlético-MG, outro clube presente na zona do descenso.

O jogo

O Santos começou o jogo em cima do Figueirense, tocando a bola com muita facilidade. A cada toque ou tentativa de pedalada, Robinho levantou a torcida nas arquibancadas. Empolgado, os donos da casa não demoraram a inaugurar o placar.

Aos 18min, Ricardinho chutou cruzado, mas a bola bateu na trave. No rebote, Elton chutou forte, no alto, e estufou as redes.

O gol de Elton foi apenas um aperitivo para o que estava por vir. Aos 22min, Robinho tentou girar dentro da área e foi puxado por Marquinhos Paraná. Pênalti, que o atacante cobrou no ângulo direito de Edson Bastos e levou à loucura a torcida presente ao estádio. Na comemoração, os jogadores do Santos ergueram Robinho, que beijou o escudo santista.

Estava muito fácil. O Santos trocou passes com extrema desenvoltura e categoria e não demorou a fazer o terceiro. Aos 27min, Giovanni bateu de fora da área, a bola desviou em Dudu e entrou no ângulo esquerdo de Edson Bastos.

A torcida ainda comemorava quando Diego, aos 29min, foi derrubado dentro da área. Pênalti, que os torcedores, em coro, pediram para Robinho cobrar. Novamente o atacante ajeitou a bola e, com categoria, deslocando Edson Bastos, fez seu segundo gol no jogo. Desta vez, se ajoelhou e beijou o gramado da Vila Belmiro.

Atônitos, os jogadores do Figueirense observavam o passeio do Santos em campo. O atacante Edmundo, isolado na frente, mal tocou na bola e foi presa fácil no meio da zaga paulista. Para sorte dos catarinenses, os donos da casa diminuíram o ritmo e a primeira etapa terminou sem mais gols.

“Estamos jogando bem e ganhando, mas vamos ver se melhoramos ainda mais no segundo tempo. Foi muito bom fazer esses dois gols”, disse Robinho, na saída para os vestiários.

O Figueirense voltou para o segundo tempo com Rodrigo Souto no lugar de Dudu. Aos 2min, o time conseguiu diminuir, com Cléber aparecendo sozinho na segunda trave e completando de cabeça cruzamento de Fenandes.

O Santos, acomodado, passou a se esforçar pouco e, aos 9min, levou o segundo gol. Edmundo deu ótimo passe para Michel Bastos, que entrou sozinho na área e tocou na saída de Saulo. Foi o décimo gol do lateral-esquerdo no Brasileiro.

A incrível reação catarinense prosseguiu e, aos 13min, Edmundo colocou de vez fogo na partida. O atacante recebeu passe de Alexandre e da entrada da área chutou no canto direito de Saulo sem chances para o goleiro.

Apático, o Santos e Robinho não conseguiram melhorar de rendimento e por pouco não sofreram o empate aos 32min, quando Cléber novamente subiu sozinho e acertou o travessão de Saulo.

Após o apito final, alívio e emoção na Vila. De pé, todos os torcedores aplaudiram Robinho, que retribuiu o carinho mandando beijos para os torcedores nas arquibancadas.

“Estou muito feliz, graças a Deus vencemos. A torcida sempre me apoiou e eu agradeço o carinho de todos. Queria uma despedida da Vila com vitória e consegui fazer dois gols e ajudei o Santos a vencer”, disse o atacante.

Robinho na Vila

Com a partida deste domingo, Robinho disputou 88 jogos com a camisa do Santos na Vila Belmiro, com um cartel de respeito. Nessas partidas, saiu vitorioso em 61 duelos, empatando 18 e sofrendo somente nove derrotas. Além disso, fez 47 gols naquele que é o seu palco predileto.

Pelo Santos, até agora, o atacante participou de 190 jogos, vencendo 108, empatando 42 e perdendo 40 vezes. No total, balançou as redes 81 vezes com a camisa santista. A estréia foi no dia 24 de março de 2002, pelo torneio Rio-São Paulo, quando o Santos venceu o Guarani por 2 a 0, na Vila. Robinho entrou no segundo tempo do jogo, na vaga de Robert.

Santos 2 x 0 Real Madrid

Data: 20/06/1996, quinta-feira, 18h30.
Competição: Amistoso
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 2.120 pagantes
Renda: R$ 22.485,00
Árbitro: Oscar Roberto Godói (SP).
Gols: Camanducaia (49-1) e Jamelli (46-2, de pênalti).

SANTOS
Edinho; Claudio, Sandro, Narciso, Marcos Adriano; Gallo (Cerezo), Baiano (Marcos Paulo), Robert (Marcelo Passos) e Jamelli; Macedo (Camanducaia) e Giovanni (Batista).
Técnico: José Teixeira

REAL MADRID
Contreras; Chendo, Sanz, Vaqueriza e Lasa (Molina); Quique, Fernando Redondo (Guti, depois Rincón), Martine (Gomez) e Milla; Ivan Perez e Zamorano (Jaime).
Técnico: Fábio Capello


Jogo de despedida do meia Giovanni, vendido ao Barcelona da Espanha por US$ 7.7 milhões, o maior valor pago por um jogador na história do futebol brasileiro.



Giovanni dá adeus hoje ao Santos ( Em 20/06/1996 )

O meia Giovanni se despede hoje da torcida santista em um amistoso, a partir das 18h30, contra o Real Madrid (Espanha), no estádio da Vila Belmiro, em Santos.

Na chegada ontem cedo do meia ofensivo ao Aeroporto Internacional de Cumbica (Guarulhos), foi o empresário Juan Figger, responsável pela venda do passe do jogador ao Barcelona por US$ 7,8 milhões, quem melhor definiu a negociação.

“Foi a maior transação envolvendo um jogador sul-americano. Superou a venda de Maradona que, na época, custou US$ 4,5 milhões”, disse Figger.

Giovanni assinou contrato por cinco temporadas e receberá salário anual de US$ 1 milhão, livre de imposto de renda.

“A conversação com os dirigentes do Barcelona foi cansativa, mas dentro do esperado. O Barcelona fez todos os esforços”, disse Giovanni. “Assinei por cinco anos e eles ainda terão a prioridade de renovação. Caso não demonstrem interesse, recebo o passe livre”, disse.

Amigos

Em Santos, ao passar em frente ao Centro de Treinamento do Santos, Giovanni parou o carro e foi rever os amigos. “Não posso esquecer deste grupo. Passei uma fase maravilhosa na Vila Belmiro”, confessou.

O jogador se colocou à disposição do técnico José Teixeira para a partida contra o Real Madrid.

“Os dirigentes do meu novo clube não colocaram nenhum empecilho na minha participação nesse amistoso. Estou à disposição do professor Teixeira”, disse.

Giovanni se mostrou empolgado com a receptividade que encontrou em Barcelona. “Deu para sentir o fanatismo do espanhol pelo futebol. Isso é muito bom, motiva qualquer jogador”, disse.

O ex-craque do Santos declarou que sempre teve “o sonho de jogar em um grande clube europeu”. Ele espera repetir no Barcelona o futebol refinado que empolgou o técnico Bobby Robson, do Barcelona, que sugeriu a sua contratação.

“Confio no meu futebol e na força do Barcelona, mas só o tempo dirá se eu serei bem-sucedido”, disse Giovanni.

Mudança

O jogador viaja entre os dias 18 e 20 de julho para a cidade espanhola, onde tratará pessoalmente da mudança da sua família. No dia 25, se apresenta no estádio Nou Camp ao técnico Bobby Robson para início dos treinamentos.

Além de Giovanni, o Barcelona contratou para a próxima temporada o francês Blanc e os espanhóis Luiz Enrique e Pizzi.

Dirigente não revela valor da transação

O presidente do Santos, Samir Abdul-Hak, não quis divulgar o valor oficial da transação do passe de Giovanni com o Barcelona em entrevista coletiva que concedeu ontem à tarde na Vila Belmiro.

Disse apenas que “foi a maior transação já feita por um clube brasileiro”.

O procurador de Giovanni, José Martins, que disse ter visto o contrato firmado entre o Santos e o Barcelona, afirmou que o clube paulista recebeu US$ 7,8 milhões.

Segundo ele, o Barcelona pagará US$ 5 milhões até o final de julho, US$ 1 milhão em novembro ou dezembro e a última parcela, US$ de 1,8 milhão, em fevereiro de 97.

Martins disse que o Santos vai pagar US$ 200 mil a Giovanni como parte dos 10% a que ele tem direito. Os US$ 600 mil restantes ficam por conta do Barcelona.





Fonte: Estadão