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Maringá 2 x 2 Santos

Data: 06/05/2015, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa do Brasil – 2ª fase – Jogo de ida
Local: Estádio Willie Davids, em Maringá (PR).
Público: 16.142 pagantes
Renda: R$ 677.255,00
Árbitro: Thiago de Alencar Gonzaga
Auxiliares: Leandro dos Santos Ruberdo e Claysson Vieira de Morais.
Cartões amarelos: Ítalo, Rafael Santiago, Rhuan (M); Gabriel, Elano, Paulo Ricardo, Gustavo Henrique (S).
Gols: Elano (24-1), Marquinhos Gabriel (10-2), Fabiano (37-2) e Rodrigo Dantas (46-2)

MARINGÁ
Ednaldo; D. Gerônimo, Fabiano, Marcelo Xavier e E. Edinho; Ítalo, Eurico, Serginho Paulista (Rhuan) e Max (Alex); Rodrigo Dantas e Gabriel Barcos (Rafael Santiago).
Técnico: Claudemir Sturion

SANTOS
Vladimir, Cicinho, Gustavo Henrique, Paulo Ricardo e Caju; Lucas Otávio, Leandrinho, Elano (Serginho) (Thiago Maia) e Marquinhos Gabriel; Lucas Crispim (Diego Cardoso) e Gabriel.
Técnico: Marcelo Fernandes



De ressaca e com reservas, Santos leva gol no fim e empata com o Maringá

No primeiro jogo após o título paulista, time vencia até o fim, mas levou dois gols em nove minutos e deixou escapar a classificação para a terceira fase da Copa do Brasil

O Santos curtiu a ressaca do título paulista sem Robinho, Lucas Lima, Ricardo Oliveira e seus principais astros, sem bom futebol e também sem vitória. Poupando titulares, o Peixe vencia até os 46 minutos do segundo tempo, mas cedeu o empate por 2 a 2 ao Maringá, fora de casa. O jogo da volta acontece na próxima quarta-feira, na Vila Belmiro.

Depois de tanta adrenalina e tensão na final do Paulistão, o torcedor alvinegro merecia um descanso para o coração e os nervos. Mesmo assim, não teve uma noite lá muito tranquila. O primeiro susto veio no segundo minuto da partida, quando Gabriel Barcos marcou para os paranaenses, mas teve gol anulado. Depois, com os gols de Elano e Marquinhos Gabriel, a partida se desenrolava tranquila, mas dois gols dos paranaenses em oito minutos (Fabiano e Rodrigo Dantas) colocaram água no chopp santista.

Mesmo sem seus principais jogadores, o Santos dominou a partida – embora não tenha tido uma grande atuação. O desentrosamento, a má qualidade do gramado e até a limitação técnica de alguns atletas proporcionaram jogadas feias e fizeram com que, mesmo tendo maior posse de bola, o Peixe pouco criasse.

Com dificuldades para criar, também pelos buracos no campo do Estádio Willie Davids, a solução alvinegra veio pelo alto. Cicinho cruzou e Elano, assim como já havia feito contra o Londrina, na última fase da competição, testou firme para as redes. O Peixe então passou a controlar o jogo, foi pouco ameçado e ampliou a vantagem com Marquinhos Gabriel, no ínicio do segundo tempo.

Com a classificação encaminhada, Marcelo Fernandes começou a observar os reservas dos reservas do Peixe, e os garotos, pouco acostumados a jogar, sentiram o cansaço. Apoiado pela torcida que lotou o estádio, o Maringá, limitadíssimo, mas valente, cresceu, diminuiu a vantagem aos 38 minutos e conseguiu o empate aos 46 minutos da etapa final.

Agora, o time da Vila Belmiro se foca no Brasileirão, competição na qual estreia domingo, contra o Avaí, na Ressacada, às 18h30. Se espantar a zebra e avançar à terceira fase da Copa do Brasil, o Santos pegará Sport ou Chapecoense. A equipe catarinense venceu a primeira partida por 2 a 0, em Chapecó, e abriu boa vantagem para a volta em Pernambuco.

Bastidores – Santos TV:

Capitão dos reservas, Elano critica queda de produção: ‘É nisso que dá’

Camisa 22 foi substituído aos 27 minutos do segundo tempo e assistiu do lado de fora ao Maringá marcar dois gols e garantir o jogo de volta na Vila Belmiro, quarta-feira

Substituído aos 27 minutos do segundo tempo, Elano viu do banco de reservas o Santos levar dois gols do Maringá, empatar em 2 a 2 e não conseguir eliminar o jogo de volta da segunda fase da Copa do Brasil. Com gols marcados aos 37 e aos 46, o clube paranaense garantiu a partida da próxima quarta-feira, na Vila Belmiro ao igualar o placar aberto pelo próprio Elano, aos 23 do primeiro tempo, e ampliado por Marquinhos Gabriel já na etapa complementar.

Na saída do gramado do Willie Davids, o capitão do Peixe criticou a queda de rendimento da equipe sem associar este fato à sua saída de campo. Para o camisa 22, falta de atenção foi o motivo para a equipe sofrer dois gols em nove minutos e deixar Maringá com gosto de derrota.

– Infelizmente aconteceu, mas não foi só pela minha saída. Tem que ter um pouquinho mais de atenção para que isso não aconteça. Não pode baixar o volume de jogo, tem que manter uma consistência de jogo e quando você não faz isso no futebol de hoje, é nisso que dá. A gente vai embora triste, tínhamos que fazer o resultado para o torcedor que veio até aqui – afirmou Elano.

Agora, o Santos foca atenções na primeira rodada do Brasileirão, quando enfrentará o Avaí na Ressacada, em Florianópolis, domingo, às 18h30. Nesta partida, os titulares estarão de volta ao time do técnico Marcelo Fernandes. O jogo de volta da segunda fase da Copa do Brasil será no meio da semana seguinte, na Vila Belmiro.

Caso entre em campo contra o Avaí, Elano fará seu jogo de número 300 com a camisa do Santos. Esta é a terceira passagem do camisa 22 pela Vila Belmiro, e o atual contrato acaba no fim de maio.

Santos 1 x 0 Londrina

Data: 15/04/2015, quarta-feira, 19h30.
Competição: Copa do Brasil – 1ª Fase – Jogo de Volta
Local: Estádio Martins Pereira, em São José dos Campos, SP.
Público: 11.134 pagantes
Renda: R$ 523.440,00
Árbitro: Igor Junio Benevenuto (MG)
Assistentes: Bruno Raphael Pires (GO) e João Patricio de Araujo (GO).
Cartões amarelos: Gustavo Henrique e Lucas Lima (S); Jhon Murillo, Wéverton, Dirceu, Diogo Roque, Henry Kanu e Sílvio (L).
Gol: Elano (04-2).

SANTOS
Vladimir; Cicinho, Werley, Gustavo Henrique (Paulo Ricardo) e Zeca; Valencia, Lucas Otávio, Elano (Geuvânio) e Lucas Lima; Marquinhos Gabriel e Gabriel (Leandrinho).
Técnico: Marcelo Fernandes

LONDRINA
Vítor; Lucas Ramon (Jhon Murillo), Dirceu, Sílvio e Lino; Germano (Léo Maringá), Diogo Roque e Rone Dias; Wéverton, Paulinho (Henry Kanu) e Arthur.
Técnico: Cláudio Tencati



Equipe mista do Santos repete placar sobre Londrina e avança de fase

Recheado de reservas, o Santos passou sufoco no primeiro tempo, quando contou com o travessão e com Cicinho, que salvou uma bola em cima da linha, para descer para o vestiário com o empate sem gols. Porém, com uma nova postura na segunda etapa, o Peixe chegou ao seu gol, com Elano, após cobrança de escanteio, e apenas administrou o restante da partida contra o Londrina para confirmar a vaga na segunda fase da Copa do Brasil, já que também venceu o primeiro duelo, no Paraná, por 1 a 0.

O resultado conquistado na noite desta quarta-feira, diante de um bom público no estádio Martins Pereira, em São José dos Campos, credenciou o Peixe a encarar o Maringá na sequência da competição nacional. O adversário, mais um paranaense, se classificou nesta quarta-feira com a derrota por 3 a 1 para o Madureira, no Rio de Janeiro. O gol fora de casa foi determinante para a classificação da equipe que, em casa, bateu os cariocas por 2 a 0.

Agora, o Santos pensa exclusivamente no clássico contra o São Paulo, marcado para às 18h30 (de Brasília) do próximo domingo, na Vila Belmiro. O confronto vale vaga na decisão do Campeonato Paulista.

A sequência do Londrina não é diferente. Depois de bater o Coritiba por 1 a 0, no último fim de semana, o Tubarão, atual campeão estadual, visita o Coxa neste domingo, no estádio Couto Pereira, de olho em uma vaga na final do Campeonato Paranaense.

O jogo

O jogo entre Santos e Londrina atraiu o público de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, em São Paulo, que compareceu em bom número estádio Martins Pereira. Com o apoio das arquibancadas, o Peixe entrou em campo apenas com quatro titulares: Vladimir, Gustavo Henrique, Valencia e Lucas Lima.

No entanto, logo no primeiro lance após o apito inicial do árbitro, o jovem zagueiro do Peixe fez uma falta dura e, além de receber cartão amarelo, sentiu o músculo posterior da coxa e precisou ser substituído. Paulo Ricardo, mais um revelado pelas categorias de base do alvinegro praiano, foi chamado imediatamente.

Durante toda a primeira etapa, o Santos deteve mais a bola em seu domínio, mas não conseguia aprofundar e finalizar. Tão exigido em Londrina, o goleiro Vitor, do Tubarão, passou os primeiros 45 minutos sem praticar uma única defesa.

Marquinhos Gabriel se movimentou bastante, mas errou muitos passes e Gabriel não conseguia se desvencilhar da marcação. Elano chegou a aparecer com frequência nos primeiros minutos, pela ponta direita, mas, aos poucos, foi ‘sumindo’ do jogo.

Por outro lado, o Londrina desceu para os vestiários lamentando não ter aberto o placar. Vladimir salvou o Santos duas vezes, primeiro em chute de fora da área de Germano e depois em bela jogada bela direita do atacante Arthur.

Após os 40 minutos, a pressão do time paranaense aumentou e só não se concretizou em gol porque Cicinho salvou o Peixe. Após confusão na área em cobrança de escanteio, o zagueiro Dirceu bateu firme e o lateral afastou, em cima da linha, com a cabeça.

No lance seguinte, outro escanteio e desta vez o travessão livrou o time da Vila Belmiro de levar o primeiro gol.

Na segunda etapa, Marcelo Fernandes não alterou a escalação, mas mexeu na postura da equipe. O Peixe partiu para cima e foi premiado com um gol logo aos quatro minutos. Lucas Lima cobrou aberto, pela esquerda, e Elano, completamente sozinho, nem precisou saltar para cabecear no ângulo e abrir o placar.

Mesmo depois de abrir vantagem, o Santos seguiu no ataque e chegou em boas condições de marcar, com Marquinhos Gabriel e Paulo Ricardo, em duas chances claras em menos de dois minutos.

O Londrina passou a jogar mais exposto, tentando apostar nos contra-ataques, mas dando muito espaço ao time santista. Bom para o torcedor, que passou a acompanhar um jogo mais aberto e empolgante.

O Londrina ainda chegou a assustar em bolas paradas, mas Vladimir pouco trabalhou na etapa complementar. O Santos passou a apenas administrar sua vantagem e diminuiu o ritmo, já que teria de levar três gols para ser eliminado.

Desta forma, o duelo em São José dos Campos terminou mais uma vez com a vitória magra do Peixe, assim como no primeiro confronto entre as duas equipes, garantindo a vaga aos paulistas na Copa do Brasil.­­

Elano pensa em aposentadoria e planeja trabalhar à beira do campo

Com a faixa de capitão no braço, aos 34 anos, Elano entrou em campo nesta quarta-feira e acabou sendo decisivo ao marcar o gol da vitória santista em cima do Londrina, por 1 a 0, na partida que confirmou o Alvinegro praiano na segunda fase da Copa do Brasil. Além da classificação, o duelo em São José dos Campos fez com que o clube alcançasse a vitória de número 3000 em sua história.

“Três mil vitórias, e na sua história eu pude fazer um gol. Para mim, atravessando a rua, eu já estou feliz por tudo que o Santos proporcionou para a minha carreira”, disse o experiente meia, ídolo da torcida santista.

Com contrato válido até 4 de maio, data do término do Campeonato Paulista, e com um salário de ‘apenas’ R$ 50 mil, o atleta está negociando sua renovação contratual com o Santos, mas seus planos já não ficam restritos ao que pode render em campo. Elano sabe que o fim de sua carreira está se aproximando e isso também está sendo tratado com Dagoberto Santos, CEO da diretoria do Peixe.

“Nós tivemos uma conversa com o Dagoberto, temos alguns projetos, não sei se será possível, sei que minha carreira está chegando ao fim. Devo jogar mais um ou dois anos, mas espero seguir no Santos, gostaria de continuar trabalhando no clube”, revelou.

Elano já conquistou dois Brasileiros, dois Paulistas e uma Libertadores da América com a camisa do Santos. Foram duas passagens, de 2001 a 2005 e de 2011 a 2012, antes de retornar nesta temporada. Marcado principalmente pela geração que tirou o clube de um incômodo jejum de título, em 2002, o jogador planeja, após sua aposentadoria, seguir atuando como membro da comissão técnica do Santos.

“Eu tenho vontade de trabalhar na parte de campo, me identifico na parte de campo, acho que poderia acrescentar ali. A parte de dirigente acho que não daria”, explicou.

Por enquanto, a ideia é apenas embrionária. Mais conversas devem acontecer até o próximo mês e, apesar de ter propostas de fora, segundo Dagoberto Santos, Elano não parece ter pressa para resolver sua situação.

“(Vou resolver) Sentando, conversando com minha família e passando para o presidente algumas ideias, vamos ver. Minha maior alegria de falar com essa diretoria é que são grandes amigos também”, finalizou o jogador.


Vídeos: (1) Gols e (2) melhores momentos

Santos 8 x 0 Bolívar

Data: 10/05/2012, quinta-feira, 19h30.
Competição: Copa Santander Libertadores – Oitavas de final – Jogo de volta
Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 15.060 pagantes
Renda: R$ 535.445,00
Árbitro: Martín Vázquez (URU).
Auxiliares: Carlos Pastorino e Carlos Changala (ambos do URU).
Cartões amarelos: Flores, Campos, Canteros e Valverde (B).
Gols: Elano (06-1), Neymar (21-1, de pênalti), Ganso (27-1), Alan Kardec (29-1) e Neymar (36-1); Elano (05-2), Ganso (07-2) e Borges (14-2).

SANTOS
Rafael; Henrique, Edu Dracena, Durval e Juan; Adriano, Arouca (Ibson), Elano (Felipe Anderson) e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Alan Kardec (Borges).
Técnico: Muricy Ramalho

BOLIVAR-BOL
Argüello; Rodríguez, Frontini e Valverde; Alvarez (Siquita), Flores, Cardozo (Miranda), Campos e Lizio; Arce e Cantero (Reyes).
Técnico: Guillermo Ángel Hoyos



Santos revive era Pelé, dá show e atropela o Bolívar na Libertadores por 8 a 0

Ganso faz gol de letra, Neymar quebra recorde e Santos se vinga de bolivianos com verdadeiro massacre

O Santos reviveu nesta quinta-feira os tempos aúreos da era Pelé e provou por que é considerado um dos favoritos para conquistar a Taça Libertadores. Com direito a uma bela atuação de Neymar e uma pintura de Ganso, a equipe paulista deu um verdadeiro espetáculo para a torcida que compareceu à Vila Belmiro, massacrou o Bolívar por 8 a 0 e se classificou para as quartas de final da competição. Na próxima fase, o Santos encara o Vélez Sarsfield, da Argentina.

Após perder a partida ida por 2 a 1, na Bolívia, o time da Baixada Santista precisava de uma vitória simples para avançar. O time paulista não fez por menos, se aproveitou da fragilidade dos bolivianos e fez um primeiro tempo avassalador, abrindo 5 a 0. Destaque para Neymar, que marcou o seu 106º gol pelo Santos e ultrapassou Serginho Chulapa e João Paulo como maior artilheiro do time na era pós-Pelé. Ganso ainda marcou um golaço de letra. A exibição de gala santista teve continuidade na segunda etapa e o Santos lembrou os tempos áureos de Pelé, cravando 8 a 0.

A goleada desta quinta-feira é a sexta maior da história da Libertadores e remete à temporada de 2010, quando o Santos colecionou placares históricos como as humilhantes vitórias contra Naviraiense (10 a 1) e Guarani (8 a 1), ambos pela Copa do Brasil e passeio frente o Ituano (9 a 1).

Nas quartas de final, o atual campeão da Libertadores terá uma parada dura pela frente. Os santistas enfrentam os argentinos do Vélez Sarsfield na próxima fase. A primeira partida acontece na semana que vem na Argentina e o Santos terá a vantagem de decidir a vaga em casa.

Com a vaga assegurada nas quartas do torneio continental, o time de Muricy Ramalho volta as suas atenções para a final do Campeonato Paulista. O Santos tem uma mão na taça, pois venceu o Guarani por 3 a 0 no jogo de ida e decide o título neste domingo, às 16hs, no Morumbi.

O jogo

Precisando de uma vitória simples para se classificar, o Santos começou a partida a todo vapor e abriu o placar aos 5 minutos. Elano aproveitou ajeitada de cabeça de Neymar e fez o primeiro do Santos em belo chute de fora da área.

O Bolívar logo acusou o golpe e começou a apelar. Arouca e Ganso levaram entradas duras de Campos e Canteros, respectivamente, e tomaram amarelo. Substituindo Fucile na lateral direita, o volante Henrique escapou sozinho pela direita e Argüello fez bela defesa para o Bolívar.

Após a bela intervenção, veio o vacilo do goleiro boliviano. Após escanteio, Argüello empurrou “bisonhamente” Edu Dracena dentro da área e o árbitro marcou pênalti. Neymar bateu no canto esquerdo do goleiro e fez o seu 105º gol pelo time da Baixada, ultrapassando Serginho Chulapa e João Paulo no status de maior artilheiro do Santos na era pós-Pelé.

O show do Santos no 1º tempo não parou por aí. Aos 28 minutos Neymar avançou pela esquerda e cruzou na área, Ganso tocou de letra e fez um golaço na Vila Belmiro. O fôlego do Santos era interminável. Um minuto depois, Allan Kardec marcou o quarto em chute rasteiro de fora da área. Antes do fim do 1º tempo, Neymar ainda marcou mais um para o time da Vila Belmiro, após passe de Juan e o time de Muricy abriu 5 a 0 na primeira etapa, levando a sua torcida ao delírio.

O segundo tempo mal começou e o show do Santos continuou. Aos 4 minutos, Neymar fez bela jogada pela esquerda e tocou para Elano, que basteu rasteiro para ampliar. Ganso fez o sétimo em cobrança de falta. Ainda teve tempo para Borges, substituto de Allan Kardec, marcar o oitavo e fechar a atuação história do Santos nesta noite de quinta-feira. Uma noite inesquecível para os torcedores santistas.

Bastidores – Santos TV:

‘Mordido’, Neymar decreta: ‘Quando jogamos bola, não tem para ninguém’

Craque lembra dos episódios ocorridos em La Paz, onde foi atingido por uma laranja arremessada da torcida, e afirma que Peixe deu o troco

Foi fácil perceber. O Santos entrou de forma diferente em campo para encarar o Bolívar, na goleada desta quinta-feira, por 8 a 0, na Vila Belmiro, pela partida de volta das oitavas de final da Libertadores. Claramente motivado pelos episódios ocorridos no jogo de ida em La Paz, onde o Peixe perdeu por 2 a 1, Neymar, Ganso & Cia deram um show de técnica e eficiência.

Depois da partida, o camisa 11, autor de dois gols, admitiu a motivação especial para o jogo na Vila. Alvo de uma laranja arremessada pela torcida na Bolívia, o atacante já tinha avisado ao sair de campo em La Paz que “teria volta no Brasil”. Mas, mesmo assim, repetiu o discurso do treinador Muricy Ramalho e revelou que o objetivo do time era responder a tudo só com futebol.

– Quando o Santos joga bola, não tem para ninguém. Estávamos mordidos e devolvemos na bola. O Santos não sabe brigar ou guerrear, viemos para jogar e devolver na bola tudo o que fizeram lá – afirmou o craque.

As bolas na rede do atacante o elevaram ao posto de maior artilheiro isolado após a era Pelé, com 106 gols marcados. De quebra, Neymar também virou o 16º maior goleador da história do Peixe, ao lado de Álvaro. Ao comemorar o seu primeiro contra o Bolívar, de pênalti, o craque formou com os braços o T em alusão à expressão ‘É Tois’, criada a partir da gíria ‘É nós’, para celebrar a união com seus amigos.

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No Twitter, Neymar ironiza técnico do Bolívar: ‘Muito prazer’

Antes do primeiro jogo, em La Paz, treinador Ángel Guillermo Hoyos havia dito não conhecer o atacante santista. Resposta veio na bola

O técnico do Bolívar, Ángel Guillermo Hoyos, cutucou uma onça com vara curta. Antes do primeiro jogo contra o Santos, válido pelas oitavas de final da Libertadores, em La Paz, ele disse à imprensa boliviana que não conhecia Neymar. O atacante santista encarou a declaração como uma provocação. Na altitude de 3.660 metros da capital boliviana, e em meio a um clima hostil – com botinadas dos zagueiros e objetivos atirados da arquibancada no gramado -, Neymar não conseguiu render bem. Nesta quinta-feira, porém, ele deu a resposta. E em grande estilo.

O camisa 11 comandou o massacre na Vila Belmiro: 8 a 0, resultado que foi a sexta maior goleada da história da Libertadores. Neymar fez “só” dois gols. Na comemoração, fez uma reverência, como se estivesse se apresentando a alguém desconhecido. Parecia a resposta certa a Ángel Guillermo Hoyos.

E se alguém ainda tinha dúvida, Neymar matou a charada no Twitter, logo após o jogo, quando postou a foto abaixo com a seguinte legenda:

– Muito prazer.

Goleada do Santos no Bolívar é a 6ª maior da história da Libertadores

Neymar e companhia colocaram mais uma vitória santista na galeria de maiores do torneio

Faltou um gol para o Santos superar sua maior goleada na história da Libertadores, mas os 8 a 0 em cima do Bolívar nesta quinta-feira, na Vila Belmiro, já foram suficientes para colocar este jogo na sexta colocação entre as maiores goleadas da história do torneio sul-americano.

O Santos tem também a quarta colocação nesse ranking. Em 1962, com Pelé e companhia, fez 9 a 1 no Cerro Porteño na Vila Belmiro. A maior goleada da história ainda é do Peñarol, que em 1970 fez 11 a 2 no Valencia da Venezuela. O Santos tem agora as três maiores goleadas de um time brasileiro na Libertadores.

Em 2008, outro time boliviano sofreu nas mãos do Santos. O San José tomou 7 a 0, placar igual a de outras goleadas de Palmeiras e Cruzeiro na competição.

Veja as maiores goleadas da história da Libertadores:
1º – Peñarol (URU) 11 x 2 Valencia (VEN) – 15/03/1970
2º – River Plate (ARG) 9 x 0 Universitário (BOL) – 11/03/1970
Peñarol 9 x 0 The Strongest (BOL) – 22/03/1971
4º – Santos 9 x 1 Cerro Porteño (PAR) – 28/02/1962
Peñarol 9 x 1 Everest (EQU) – 07/07/1963
6º – Santos 8 x 0 Bolívar – 10/05/2012
Blooming (BOL) 8 x 0 Deportivo Italia (VEN) – 07/04/1985

São Paulo 4 x 1 Santos

Data: 04/12/2011, domingo, 17h00
Competição: Campeonato Brasileiro – 38ª rodada (última)
Local: Estádio Romildo Ferreira, em Mogi Mirim, SP.
Público: 4.948 pagantes
Renda: R$ 101.915,00
Árbitro: Rodrigo Braghetto (SP)
Auxiliares: Vicente Romano Neto e Carlos Nogueira Junior (ambos de SP)
Cartões amarelos: Felipe Anderson e Bruno Aguiar (S).
Gols: Luis Fabiano (12-1), Cícero (33-1) e Lucas (38-1); Elano (16-2) e Luis Fabiano (35-2).

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Jean, João Filipe, Rhodolfo e Juan; Wellington, Denílson, Cícero (Ivan Piris) e Lucas (Henrique); Fernandinho (Marlos) e Luis Fabiano.
Técnico: Emerson Leão.

SANTOS
Vladimir; Pará, Bruno Aguiar, Vinícius Simon e Éder Lima; Anderson Carvalho, Ibson, Elano e Felipe Anderson (Breitner); Diogo e Alan Kardec.
Técnico: Tata (interino).



São Paulo goleia reservas do Santos, mas fica fora da Libertadores

Vitória do Internacional no Rio Grande do Sul tira equipe do Morumbi da principal competição continental de 2012

Se aproveitando da fragilidade dos reservas do Santos, o São Paulo fez a sua parte e goleou o rival por 4 a 1, na tarde deste domingo, no Estádio Romildo Ferreira, o Romildão, em Mogi Mirim. Apesar do grande resultado, o time do Morumbi não conseguiu se classificar para a próxima edição da Copa Libertadores da América e terminaram o Nacional em 6º, com 59 pontos. O Santos terminou em 10º.

Os são paulinos conseguiram assistir a dois dos três resultados que precisava. O Figueirense empatou com o Avaí, o Coritiba perdeu para o Atlético-PR, mas o Internacional venceu o Grêmio.

Agora, depois de encerrar a sua participação no Brasileirão, o time de Muricy Ramalho inicia nesta segunda-feira a sua viagem rumo ao Japão, onde irá disputar o Mundial de Clubes da Fifa. Já os comandados de Émerson Leão entram de férias e só voltam a jogar na próxima temporada.

O jogo

Com chances matemáticas de se classificar para a Copa Libertadores da América 2012, o São Paulo começou o jogo pressionando os reservas do Santos e criando boas oportunidades de gol. Logo aos sete minutos, o atacante Luis Fabiano teve uma boa chance de marcar, mas o seu arremate foi bem defendido por Vladimir, que venceu a disputa com Aranha e foi escalado no gol santista neste clássico.

Mas, se na primeira jogada Vladimir levou a melhor sobre o atacante, na segunda, o centroavante não perdoou. Aos 12, Fernandinho cruzou da esquerda para Luis Fabiano que, levou a melhor sobre a zaga e tocou de cabeça no contrapé do goleiro: 1 a 0 para os são-paulinos.

Com o domínio total das ações e com o Santos pouco produzindo no ataque, o São Paulo quase ampliou a sua vantagem aos 26. Denílson lançou Jean, que soltou a bomba e acertou o travessão de Vladimir. Na sobra, a zaga afastou o perigo.

Porém, os santistas não conseguiram resistir por muito mais tempo. Aos 33, Cícero arriscou de fora da área, de pé esquerdo, no ângulo, aumentando a vantagem da equipe do Morumbi.

Com o Santos desnorteado em campo, o São Paulo ainda chegou ao seu terceiro gol antes do intervalo. Lucas, aos 38, fez boa jogada individual e, em outro chute de fora da área, ampliou o placar para o seu time.

Antes do final do primeiro tempo, o São Paulo esteve próximo do quarto gol, com Fernandinho. Aos 40, o atacante levou a melhor sobre Pará e bateu rasteiro, no canto esquerdo de Vladimir. Na volta do intervalo, aos quatro, os são paulinos quase chegaram ao quarto. No entanto, Cícero tentou toque de “letra”, após completar chute de Luis Fabiano, facilitando a defesa de Vladimir.

Mesmo sem muita inspiração, o Santos reagiu e conseguiu descontar. Aos 16, Elano acertou boa cobrança de falta, no meio do gol, superando Rogério Ceni e anotando o primeiro de sua equipe em Mogi Mirim.

Só que o São Paulo continuava melhor e, novamente com Luis Fabiano, aos 35, balançou as redes. O centroavante são-paulino fez bom lance individual e chutou cruzado, sem força, mas Vladimir não conseguiu evitar o quarto gol do adversário.

Depois do segundo gol de Luis Fabiano na partida, o que se viu foi um clássico no qual os dois times somente aguardavam o apito final do árbitro, para encerrarem suas participações no campeonato deste ano.

Data: 30/04/2011 – 16h00
Competição: Campenato Paulista – Semifinal – Jogo único
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 44.675 pagantes.
Renda: R$ 1.232.468,00
Árbitro: Raphael Klaus.
Auxiliares: Luis Alexandre Nilsen e Mauro André de Freitas.
Cartões amarelos: Casemiro, Miranda e Juan (SP) e Paulo Henrique Ganso (S).
Gols: Elano (15-1) e Paulo Henrique Ganso (27-2).

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Xandão, Alex Silva e Miranda; Jean, Casemiro (Fernandão), Carlinhos Paraíba, Ilsinho (Willian José) e Juan; Marlos (Rivaldo) e Dagoberto.
Técnico: Paulo César Carpegiani

SANTOS
Rafael; Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro); Arouca, Danilo, Elano (Adriano) e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Zé Eduardo (Bruno Aguiar).
Técnico: Muricy Ramalho



Neymar e Ganso brilham, Santos mantém sina de carrasco do São Paulo e vai à final

E mais uma vez o Morumbi lotado de são-paulinos sucumbiu diante dos Meninos da Vila. Em show de Neymar, Ganso e Elano na tarde deste sábado, o Santos ganhou por 2 a 0, manteve a sina de carrasco do rival tricolor em jogos de mata-mata neste século e está na final do Campeonato Paulista em busca do bi.

O técnico Muricy Ramalho teve papel fundamental na vitória. No intervalo realizou uma substituição surpreendente ao sacar Zé Eduardo para a entrada do zagueiro Bruno Aguiar. “A bola não para na frente, então vamos adiantar o Ganso e o Elano”, explicou. E foi da cabeça de Elano e dos pés de Ganso que saíram os gols.

Assim, o time da Baixada elimina pela quarta vez consecutiva os são-paulinos em duelos de mata-mata. Tudo começou no Brasileiro de 2002, com a geração de Diego e Robinho, passou pela Copa Sul-Americana de 2004, e mais recentemente no Paulista de 2010 e agora em 2011.

Mais do que isso, a equipe alvinegra garante vaga na final, para defender o título conquistado no ano passado, e viaja com moral para o México, onde enfrenta na terça-feira o América, pelas oitavas de final da Copa Libertadores.

Apesar da maratona de compromissos e da longa viagem neste domingo à América do Norte, Muricy mandou a campo força máxima.

“Consultei todas as pessoas, médicos, fisiologistas, e me deram um Ok. Perguntei para os jogadores também. Infelizmente o calendário é apertado, mas o futebol é dessa maneira”, justificou.

Em cinco minutos de bola rolando, duas falhas na saída de bola, uma para cada lado, e quase o placar foi inaugurado. Neymar foi o primeiro a roubar a bola, de Alex Silva, invadiu a área sozinho e chutou na trave. Na sequência foi Danilo quem perdeu a bola no meio, o time da casa puxou o contra-ataque, mas Marlos foi travado por Durval.

No primeiro tempo, os donos da casa tiveram mais domínio de bola, enquanto os visitantes da Baixada procuravam atacar na velocidade de Neymar.

“Estamos superiores na posse de bola, no toque de bola. As chances deles foram no começo do jogo. O São Paulo está querendo jogar”, opinou Rogério Ceni, na saída para o intervalo.

Dagoberto foi o principal nome do ataque são-paulino, e dos pés do camisa 25 surgiram as melhores chances de gol. O goleiro Rafael realizou duas importantes defesas por volta dos 30min. O avanço surpresa de Jean, pelo lado são-paulino, e de Léo, pelo lado santista, também resultou em lances de perigo.

“Estamos tocando a bola, é um jogo tenso, complicado, e podemos matar a partida em um lance de contra-ataque. Uma bola parada também pode decidir, são detalhes”, apontou Léo.

Houve equilíbrio na etapa inicial, com oito finalizações para cada lado, só que mais posse para os são-paulinos.

Muricy alterou a estratégia na volta para o segundo tempo. Passou a atuar com três zagueiros e fez a diferença.

Aos 16min, Justamente o trio Neymar, Ganso e Elano, que passaram a ter mais liberdade na frente, fizeram a jogada do gol pelo lado esquerdo. Ganso colocou a bola na cabeça de Elano, que só desviou de Rogério Ceni.

Aos 27min, Ganso tocou nas costas da zaga, Neymar invadiu a área e segurou a bola a espera do camisa 10, que recebeu e bateu para estufar as redes.