Navegando Posts marcados como eleição

No cargo desde 1999, Marcelo Teixeira foi reeleito para mais um mandato na presidência do Santos.

Teixeira, filho de Milton Teixeira, que presidiu o clube nos anos 80, derrotou por 1.525 a 998 votos o líder da oposição, o empresário Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro.

Esse será o quarto mandato (2004-2005) de Teixeira -o terceiro consecutivo na Vila Belmiro. Ele pôde concorrer novamente graças a uma mudança no estatuto santista.

Ontem, 2.532 associados, dos 10.568 que tinham direito à voto, compareceram no clube. Tiveram ainda oito votos nulos e um em branco.

Após a divulgação do resultado, Teixeira já prometeu resolver as pendências do departamento de futebol. “A partir de terça-feira vamos sentar para negociar as renovações de contrato [entre as quais, a do técnico Emerson Leão], além de buscar novas contratações.”

Derrotado, Ribeiro declarou que voltará para casa “com a consciência tranquila e em paz”.

Pela manhã, houve muita confusão. A chapa da oposição não concordou com a escolha dos mesários, 50, ao todo, e ligados à situação.

Uma discussão entre as partes atrasou o início do pleito em 50 minutos, até que foram escolhidos dez mesários, da oposição.


Marcelo Teixeira permanecerá na presidência do Santos no biênio 2002/03. A chapa Rumo Certo, da situação, venceu a Resgate, da oposição, liderada pelo empresário Fernando Silva.

O pleito definiu a renovação de um terço do Conselho Deliberativo (150 conselheiros e 50 suplentes) e no início de janeiro o dirigente terá sua reeleição oficializada.

Dos 10.258 sócios aptos a votar, apenas 1.954 compareceram à Vila Belmiro. O grupo de Teixeira recebeu 1.083 votos, contra 871 do de Silva. Cinco associados votaram em branco e um anulou.

“Minha meta é dar prosseguimento ao trabalho que iniciamos há um ano e dez meses. Esse espaço seria muito curto para que o Santos pudesse crescer, principalmente pela forma que assumi, e da maneira como estava o clube”, disse o presidente, em entrevista à Folha Online.

Teixeira descartou um desmanche no time profissional para a temporada 2002. Segundo ele, “a base é boa e será mantida”. Entre as prioridades está a renovação de contrato de Marcelinho Carioca. As negociações entre as duas partes já foram iniciadas.

O técnico Cabralzinho não deve continuar no clube após o Campeonato Brasileiro. Existe a possibilidade da contratação de Oswaldo Oliveira, atualmente no Fluminense. O gerente de futebol do clube carioca, Paulo Angioni, também é pretendido pela direção santista.


A chapa 2, de oposição, denominada Novos Rumos, tendo a frente o ex-presidente Marcelo Teixeira, venceu as eleições para a renovação do Conselho Deliberativo do Santos FC por 1.296 votos contra 852, da Tradição Alvinegra, da situação, liderada pelo atual vice presidente José Paulo Fernandes.

Teixeira, que já dirigiu o Santos de 1991 a 1993, derrotou o candidato apoiado por Pelé.

A votação para o Conselho Deliberativo do Clube começou as 11h15 no domingo e se estendeu até as 18h15 de forma tranquila.

Diferente do clima de tensão da primeira tentativa de eleição, no último dia 4, que acabou sendo suspensa por uma liminar da Justiça, não houve confusão nem brigas entre os candidatos.

Certa de 120 seguranças e mais 60 homens da Polícia Militar garantiram a ordem na Vila Belmiro durante o pleito.

A propaganda de boca-de-urna foi proibida, mas os sócios puderam usar bonés, botons e adesivos dos candidatos.

“É uma honra para mim voltar à presidência do Santos. Os associados mostraram que querem mudança, e vamos trabalhar para garantir isso”, disse Teixeira.

O Santos não ganha um título de expressão nacional há 15 anos (1984).



Observação: Na matéria da Folha de SP ignoraram as recentes conquistas do Torneio Rio SP (1997) e da Copa Conmebol (1998).



Clima tenso envolve eleição no Santos ( Em 12/12/1999 )

Após brigas na primeira tentativa de votação, Polícia Militar fica hoje de prontidão na Vila Belmiro

O risco de confronto físico entre integrantes das duas chapas que disputam hoje a eleição no Santos vai colocar em prontidão a Polícia Militar na cidade. O tenente-coronel Renato Ferreira da Cruz, comandante do policiamento na cidade, afirmou que não haverá esquema especial, mas as equipes que estiverem patrulhando o bairro da Vila Belmiro estarão orientadas para pedir reforço em caso de aglomeração diante do estádio santista.

“Tenho uma cidade inteira para policiar, não posso me concentrar somente no Santos, mas essa eleição nos preocupa. Se pressentirmos alguma agressão, passaremos a deslocar pessoal para a Vila Belmiro”, afirmou Cruz.

A eleição no clube paulista ganhou proporções semelhantes a de um pleito municipal. Os candidatos colocaram faixas e cartazes pelas ruas, e a disputa é assunto nos principais pontos de encontro de Santos.

No último dia 4, data para a qual estava originalmente marcada a eleição, houve confusão e troca de agressões entre integrantes das duas chapas que disputam o comando do clube.

A situação está representada pela chapa Tradição Alvinegra, encabeçada pelo atual vice-presidente do clube, José Paulo Fernandes, que tem apoio de Pelé, ex-jogador do time.

A chapa de oposição é a Novos Rumos, cujo candidato à presidência é Marcelo Teixeira, que já dirigiu o Santos.

A votação começa às 10h de hoje, mas a movimentação nos arredores do clube deverá ter início por volta das 8h.

Liminar

Na primeira tentativa de realizar a eleição, o presidente do Conselho Deliberativo, Florival Barletta, teve de deixar a Vila Belmiro escoltado pela polícia, pois estava sendo ameaçado por apoiadores das duas facções, inconformados com a suspensão da votação naquele dia.

O motivo da suspensão foi uma liminar (decisão provisória da Justiça) obtida nos tribunais pelo conselheiro Nelson Barros Rodrigues. Ele pleiteava sua inclusão na lista dos efetivos, o que automaticamente garantiria sua reeleição como conselheiro, independentemente da chapa vencedora.

Para fazer seu pedido à Justiça, Rodrigues se baseou no estatuto do clube, que prevê a efetivação do conselheiro após cinco mandatos consecutivos.

O impasse foi superado dias depois, com um acordo entre as duas chapas, fazendo com que Rodrigues e mais 61 conselheiros fossem registrados como suplentes de efetivo. Com isso, ele retirou a ação na Justiça, o que garantiu a realização, hoje, da eleição.

O clima tenso que envolve o Santos, clube brasileiro de maior expressão internacional nas décadas de 60 e 70, ao lado do Botafogo-RJ, é fruto das campanhas irregulares da equipe, uma das mais tradicionais do país.

O Santos não ganha um título de expressão nacional há 15 anos. A última grande conquista do clube foi o Paulista de 84, conquistado com uma vitória sobre o Corinthians, no Morumbi.

Nesta década, o Santos deixou escapar, em 95, a chance de se sagrar, pela primeira vez em sua história, campeão brasileiro. O time foi derrotado pelo Botafogo-RJ no jogo final, em São Paulo.

Neste ano, o Santos ficou fora da final do Paulista e não se classificou para a segunda fase do Campeonato Brasileiro. O clube também foi eliminado do torneio seletivo para a Libertadores.


O candidato Miguel Kodja Neto, que tem o apoio de Pelé, será o único candidato para a eleição presencial no Conselho Deliberativo do clube, marcada para o dia 07/01/1994. O slogan de sua campanha é “Pés no chão”.

Saiba quem é Miguel Kodja

Miguel Kodja Neto, 58, que deverá ser empossado como presidente do Santos na próxima sexta-feira, já participou da diretoria do clube em duas gestões. Em 90-91, ele foi vice-presidente de Administração e Finanças, quando o presidente era Antônio Aguiar. No ano seguinte, participou por um ano da gestão de Marcelo Teixeira, atual presidente do Santos, como diretor administrativo e financeiro.

Casado há 29 anos e pai de quatro filhos, Kodja é dono da Transportes Sancap, uma transportadora rodoviária de cargas, em Santos, que tem 120 funcionários.
Kodja chegou a se filiar por um tempo ao PDS (atual PPR). Hoje, diz estar afastado da política.

Teixeira não cobrará dívida

Marcelo Teixeira, 29, que deverá passar o cargo de presidente do Santos para Miguel Kodja Neto, 58, na próxima sexta-feira, confirmou ontem à Folha, por telefone, que investiu dinheiro do próprio bolso no clube. “Não sei quanto investi, mas calculo que seja menos do que US$ 1,5 milhão”, afirmou.

Teixeira não classifica esse investimento como razão de uma dívida do clube para com sua família. Ele disse não pensar em cobrar esse dinheiro “por amor ao Santos”. “Poderia ter vendido um ou dois jogadores para ter o dinheiro de volta, mas não o fiz e nem tenho interesse em fazê-lo. O Santos não tem dívida nenhuma”, afirmou.

Para ele, a iniciativa do futuro presidente de fazer uma auditoria nos departamento do clube é “totalmente válida”. Segundo Teixeira, a informatização do clube foi uma de suas metas. “O novo presidente terá todos os dados e negócios feitos no clube documentados”, garantiu.


Em eleição simbólica no Conselho Deliberativo, aos 27 anos de idade, toma posse o mais jovem Presidente da história do Clube, Marcelo Teixeira.

Filho do ex-presidente Milton Teixeira (1983-1987), o novo presidente pretende investir alto em reforços (cerca de U$ 1 milhão).