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Palmeiras 1 x 2 Santos – 5 x 3 pênaltis

Data: 27/03/2018, terça-feira, 20h30.
Competição: Campeonato Paulista – Semifinal – Jogo de volta
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 36.591 presentes (34.743 pagantes e 1.848 não pagantes)
Renda: R$ 1.327.610,00
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Auxiliares: Herman Brumel Vani e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa.
Cartões amarelos: Felipe Melo e Willian (P); David Braz, Lucas Veríssimo, Alison e Eduardo Sasha (S).
Gols: Eduardo Sasha (13-1), Bruno Henrique (16-1) e Rodrygo (39-1).
Pênaltis: Palmeiras: Dudu, Tchê Tchê, Victor Luis, Moisés e Guerra converteram. Santos: Gabriel, Artur Gomes e Jean Mota converteram. Diogo Vitor desperdiçou.

PALMEIRAS
Jailson; Tchê Tchê, Antônio Carlos, Thiago Martins e Victor Luis; Felipe Melo, Bruno Henrique e Lucas Lima (Guerra); Dudu, Keno e Willian (Deyverson).
Técnico: Roger Machado

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Alison; Eduardo Sasha (Diogo Vitor), Renato (Leandro Donizete), Arthur Gomes e Rodrygo (Jean Mota); Gabriel.
Técnico: Jair Ventura



Jailson brilha, Palmeiras vence Santos nos pênaltis e vai à final

Com Jailson herói nas duas partidas contra o Santos, o Palmeiras está na final do Campeonato Paulista. O Verdão esteve longe de apresentar um grande futebol, mas mesmo assim, mostrou garra e buscou o resultado pelos mais 37 mil presentes no Pacaembu e todos os que acompanharam de longe a derrota por 2 a 1 no tempo normal e a classificação emocionante nas penalidades.

Como o Verdão havia vencido o primeiro jogo por 1 a 0, a decisão foi para os pênaltis. E aí brilhou a estrela de Jailson. O goleiro pegou a cobrança de Diogo Vitor, e o Palmeiras venceu a disputa por 5 a 3.

O jogo:

O Palmeiras começou o duelo decisivo marcando apenas a partir do meio-campo. Provavelmente, por um misto de cansaço físico da equipe, que não reuniu condições de treinar desde a primeira partida semifinal, e estratégia para administrar a vantagem.

A estratégia, inédita com Roger Machado este ano (tirando o segundo tempo do primeiro duelo contra o Santos), não surtiu efeito. Mesmo assim, o Verdão só alterou sua postura após ver o Peixe abrir o placar.

O Palmeiras voltou do intervalo ainda com apoio dos 36.591 presentes. Mas a atmosfera não chegava próxima do que a equipe encontra no Allianz Parque, e o nervosismo nas arquibancadas só foi crescendo e sendo refletido nos atletas em campo.

Quando o segundo tempo começou, o Santos se defendia como se tivesse a classificação assegurada (o resultado levaria para as penalidades). Já o Palmeiras atacava como se restasse apenas cinco minutos no marcador para balançar as redes, com absoluto desespero. Era como se o Verdão tentasse emplacar contra-ataques em todas as jogadas, mesmo com a defesa adversária bem postada.

Em dado momento, ficou difícil definir se o time transmitia nervosismo para a torcida, ou se era o contrário. Ao contrário do habitual, Roger não demorou a fazer mudanças e trocou Lucas Lima, apagado nas duas partidas contra o ex-time, e Willian por Guerra e Deyverson. Jair respondeu fechando ainda mais sua equipe: Rodrygo deixou o campo e Jean Mota entrou.

Palmeiras e Santos seguiram sem criar absolutamente nenhuma oportunidade no segundo tempo. A única celebração dos alviverdes foi quando Moisés foi chamado para entrar na vaga de Bruno Henrique. De novo, Jair respondeu rápido e, mais uma vez, de forma defensiva: Diogo Vitor e Leandro Donizete entraram para as saídas de Sasha e Renato.

Mas se faltou emoção na etapa final, sobrou nas penalidades. O Palmeiras converteu suas cinco cobranças, com Dudu, Tchê Tchê, Victor Luis, Moisés e Guerra, enquanto Diogo Vitor parou em Jailson. E assim, o Palmeiras está na final do Campeonato Paulista.

Veja as cobranças de pênaltis no vídeo abaixo:

Sem ‘mimimi’, Jair valoriza Santos após eliminação: “Fortalecidos”

Alinhado ao discurso do elenco, Jair tirou coisas positivas da eliminação do Santos para o Palmeiras na semifinal do Campeonato Paulista. O técnico acredita que o Peixe provou o seu valor ao vencer o rival por 2 a 1 no Pacaembu, nesta terça-feira, antes da derrota nos pênaltis.

“Mostramos poder de reação, mesmo sendo um time em formação. Ainda temos o Bruno Henrique para voltar e o Léo Cittadini, que foi uma baixa pelo grande momento. Hoje infelizmente bateu na trave, mas vencemos a forte equipe do Palmeiras, que tem o maior orçamento do Brasil, com praticamente três times”, afirmou o treinador.

Depois de elogiar o elenco do Palmeiras, Jair foi questionado sobre as deficiências do grupo santista, principalmente pela ausência de um meia após a saída de Lucas Lima. E o treinador não reclamou.

“Vou extrair máximo do meu elenco usando a base. Tenho outra opção? Vamos criar alternativas, usar sistemas diferentes. Vou trabalhar com o que tem. Não sou de mimimi, de ficar chorando. Vamos trabalhar dentro do elenco”, explicou, antes de despistar sobre reforços.

“O departamento de futebol está trabalhando, mas a gente trabalha de maneira interna”, completou.

Bastidores – Santos TV:

Diogo Vitor ganha apoio no Santos: “Responsabilidade não é dele”

Diogo Vitor foi o único santista a perder um pênalti na eliminação para o Palmeiras na semifinal do Campeonato Paulista. O atacante parou no goleiro Jailson. Depois de chorar ao sair do campo, o jovem recebeu o apoio de todos no Peixe.

“A gente ganha e perde junto. É bola para frente. Ele tem cabeça boa”, disse o técnico Jair Ventura.

“O Diogo deu a cara. Teve personalidade. Estamos com ele e vai superar”, afirmou Gabigol.

“Só quem está lá dentro sabe como é. Acertos e erros fazem parte da nossa vida. Temos que saber lidar. Tenho certeza que o Diogo vai dar muitas alegrias ao torcedor do Santos. Vamos ajudá-lo a superar. Responsabilidade não é dele”, explicou David Braz.

“Somos jovens, temos de erguer a cabeça. Falei para o Diogo que temos muitas decisões para disputar. Estamos no caminho certo”, concordou Rodrygo.

Diogo Vitor tem um dos melhores aproveitamentos do elenco em cobranças de pênalti e converteu nas quartas de final contra o São Bento. Ele entrou no segundo tempo da vitória por 2 a 1 sobre o Palmeiras, com a eliminação na sequência.

Jair ganha opção com Rodrygo e prevê novas formações no Santos

O Santos foi eliminado na semifinal do Campeonato Paulista, mas venceu o Palmeiras por 2 a 1, com o Pacaembu lotado de torcedores alviverdes na noite desta terça-feira. E o desempenho faz com que Jair Ventura projete coisas boas para o time na temporada.

Uma delas é a variação tática com quatro atacantes e um deles mais recuado, o caso de Rodrygo no clássico. A joia voltou um pouco para o meio-campo, enquanto Arthur Gomes, Eduardo Sasha e Gabigol trocaram de posição entre as pontas e o meio a todo momento. A movimentação confundiu a defesa do Palmeiras nos gols, de Sasha e Rodrygo.

“Vou extrajr o máximo do meu elenco, usando a base. Tenho outra opção? Vamos criar alternativas, usar sistemas diferentes. Vou trabalhar com o que tem. Não sou de mimimi, de ficar chorando. Vamos trabalhar dentro do elenco e encontrar opções, como fizemos hoje (terça)”, disse Jair.

Rodrygo atuou como meia nas categorias de base e a função não é novidade. No elenco, há falta de armadores. Sem Lucas Lima, Vecchio, Jean Mota, Diogo Vitor e Vitor Bueno foram testados, e sem sucesso.

“Acho uma boa, até porque fiz essa função na base, com muitos jogos como meia ou falso 9. É uma posição que o Jair pode me usar também, mas tudo depende dos treinamentos e de como ele quer escalar a equipe”, explicou Rodrygo.

O lateral-esquerdo Dodô, jogador com boa leitura tática, explica que a formação tática pode ser mantida, mas alterada a cada atleta escalado.

“Na verdade, essa formação a gente já usou no primeiro jogo, o 4-2-3-1, mas entrou o Rodrygo no lugar do Diogo e a interpretação do mesmo esquema tático é diferente de jogador para jogador. O Rodrygo tem um pouco mais de mobilidade. Essa questão dos externos a gente corrigiu pelo vídeo, vimos que eu estava deixando ele (Dudu ou Keno) receber a bola largo para depois diminuir espaço. Hoje eu já estava mais perto deles, jogando mais aberto e tentando antecipar ou diminuir espaço mais rápido. Eles são muito rápidos e complicaram bastante no primeiro jogo. Foi um correção do Jair e deu certo”, analisou.

Paulistão revive final entre grandes da capital após 15 anos

Qual foi a última vez que dois clubes do Trio de Ferro protagonizaram a final do Campeonato Paulista? Muita gente talvez não se lembre de primeira, mas, não é de se surpreender, afinal já são 15 anos desde o último clássico paulistano em uma decisão do Estadual mais concorrido do país.

O Santos foi o principal intruso nesse período, com 10 participações em finais de 14 possíveis. A edição de 2005 não é levada em consideração neste levantamento, pois, apesar de ter tido o São Paulo campeão e o Corinthians vice, a fórmula de disputa adotada se deu por pontos corridos.


Santos 0 x 1 Barcelona de Guayaquil

Data: 20/09/2017, quarta-feira, 21h45.
Competição: Copa Libertadores – Quartas de final – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 12.730 pagantes
Renda: R$ 766.160,00,00
Árbitro: Victor Carrillo (PER)
Auxiliares: Raul Lopez Cruz e Victor Raez (ambos do PER).
Cartões amarelos: Daniel Guedes e Bruno Henrique (S); Beder Caicedo, Marcos Caicedo e Jonatan Álvez (B).
Cartões vermelhos: Jonatan Álvez e Gabriel Marques (B); Bruno Henrique (S).
Gol: Jonatan Álvez (21-2).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Alison (Fabián Noguera), Leandro Donizete (Kayke) e Vecchio (Jean Mota); Copete, Bruno Henrique e Ricardo Oliveira.
Técnico: Levir Culpi

BARCELONA DE GUAYAQUIL
Banguera; Pedro Velasco, Aimar, Arreaga e Beder Caicedo; Gabriel Marques, Matías Oyola e Damián Díaz (Castillo); Esterilla (Ayovi), Marcos Caicedo (Erick) e Jonatan Álvez.
Técnico: Guillermo Almada



Santos perde para o Barcelona-EQU dentro da Vila e dá adeus à Libertadores

No dia 10 de agosto, o Santos foi pressionado desde o início pelo Atlético-PR em plena Vila Belmiro, mas conseguiu ‘achar’ um tento no fim e avançou na Libertadores. Na noite desta quarta-feira, a história se repetiu. Mesmo jogando em casa e com a vantagem do empate sem gols, o Peixe foi amplamente dominado pelo Barcelona de Guaiaquil. Desta vez, porém, o desfecho foi triste para os mais de 12 mil presentes em Urbano Caldeira. Aos 22 minutos do segundo tempo, Jonatan Álvez fez 1 a 0 para o time equatoriano, que saiu da Baixada Santista com a classificação.

Fora da competição continental, os santistas concentram-se apenas no Campeonato Brasileiro no restante da temporada.

O jogo:

Como é típico de Libertadores, o jogo começou bastante truncado e cheio de contato físico na Vila Belmiro. Explorando a velocidade de Daniel Guedes, o Peixe chegou duas vezes pelo lado direito antes dos 5 minutos, mas não conseguiu concluir em gol.

O Barcelona, por sua vez, chegou pela primeira vez aos 11, quando Esterilla desviou cruzamento de Velasco. A cabeçada, porém, passou longe do gol de Vanderlei.

Com Alison e Leandro Donizete no meio de campo, o Santos optou por fazer um jogo mais de marcação, ‘deixando a bola’ nos pés do time equatoriano, que pressionou muito. Aos 14, Oyola arriscou de longe e Vanderlei salvou. Na cobrança de escanteio, a redonda passou dentro da pequena área e ninguém desviou.

Mesmo acuado, Peixe quase abriu o placar aos 18 minutos, quando David Braz desviou cobrança de falta e cabeceou no travessão.

Apesar do susto santista, quem seguiu dominando as ações foi o Barcelona. Aos 28, Caicedo recebeu bola na área e soltou uma bomba por cima do gol.

Nos minutos seguintes, porém, o time equatoriano não conseguiu fazer o domínio se transformar em boas chances e a partida foi para o intervalo no 0 a 0.

A partida seguiu na mesma toada após o intervalo, com o Peixe recuado e o Barcelona pressionando. Porém, a equipe equatoriana não conseguia furar a forte marcação santista e acabava arriscando de longe.

Mesmo assim, aos 12 minutos, o Barcelona arrancou suspiros da torcida na Vila. Após cruzamento rasteiro de Ayovi, Caicedo apareceu livre na área e bateu forte. A bola, porém, explodiu na zaga. No rebote, Oyola mandou por cima do gol.

A pressão equatoriana surtiu efeito aos 22 minutos, quando Castillo cruzou na área e Jonatan Álvez apareceu livre entre os zagueiros para desviar de cabeça e abrir o placar na Vila.

Após o tento, os papeis se inverteram dentro de campo. Vencendo, o Barcelona se posicionou totalmente atrás, enquanto o Peixe foi em busca do empate.

Porém, a pressão santista não foi tão grande como o esperado. Mesmo com um a mais dentro de campo, já que Jonatan Álvez foi expulso, de forma injusta aos 25, a equipe comandada por Levir Culpi não conseguiu assustar o goleiro Banguera.

Os minutos foram passando, o time equatoriano ‘esfriou’ o jogo e a torcida, e o Santos não conseguiu fazer o gol que levaria a decisão para os pênaltis. Ainda teve tempo para Bruno Henrique e Gabriel Marques serem expulsos, além de uma chance clara perdida pelo time da Vila Belmiro no último lance.

Santistas temem pressão após eliminação na Libertadores: “Pau vai cantar”

A derrota por 1 a 0 para o Barcelona de Guaiaquil, na Vila Belmiro, que culminou com a eliminação do Santos nas quartas de final da Libertadores, trouxe consequências imediatas na noite desta quarta-feira.

Logo após o apito final, alguns torcedores tentaram invadir os vestiários e ainda apedrejaram o ônibus que trouxe a delegação do Peixe ao estádio. E além disso, o técnico Levir Culpi sabe que a pressão aumentará bastante nas próximas semanas.

“Vai pesar muito (a derrota). É um ano político. Podem esperar que o pau vai cantar. Vamos tentar segurar as pontas e dar o nosso melhor. Senão, o técnico vai embora”, resumiu Levir em entrevista coletiva, citando as eleições presidenciais do alvinegro, que acontecem em dezembro.

Eliminado na Copa Libertadores da América, o Santos disputa agora somente o Campeonato Brasileiro. Na próxima rodada, a equipe santista encara o Atlético-PR, neste sábado, às 21h (de Brasília), em jogo válido pela 25ª rodada.

Mesmo ocupando a terceira colocação, com 41 pontos, Levir sabe que será difícil elevar o ânimo da equipe para a sequência da temporada.

“Vou ter que tirar alguma coisa da cartola. Tudo que você pode pensar sobre o Santos agora é depressivo. Teremos que ser fortes. Não existe alguém que perdoe o Santos depois de uma situação dessas. É questão de convicção. Entrar com o time e recuperar essa derrota”, concluiu.



Santos 4 x 2 Flamengo

Data: 26/07/2017, quarta-feira, 21h45.
Competição: Copa do Brasil – Quartas-de-final – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 12.507 pagantes
Renda: R$ 525.080,00
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Auxiliares: Bruno Boschilia (PR) e Rafael da Silva Alves (RS).
Cartões amarelos: Victor Ferraz, Vecchio, David Braz e Lucas Veríssimo (S); Berrío, Alex Muralha, Guerrero e Márcio Araújo (F).
Gols: Berrío (09-1), Bruno Henrique (33-1); Guerrero (01-2), Copete (08-2), Victor Ferraz (10-2) e Copete (48-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota; Yuri (Rafael Longuine, 24’/2ºT), Vecchio (Léo Cittadini, 41’/2ºT) e Lucas Lima; Copete, Bruno Henrique e Ricardo Oliveira (Vladimir Hernández, 30’/2ºT).
Técnico: Levir Culpi

FLAMENGO
Alex Muralha; Pará, Réver, Rafael Vaz e Trauco; Márcio Araújo, Cuéllar (Willian Arão, 45’/2ºT) e Diego; Berrío (Rodinei, 15’/2ºT), Everton (Gabriel, 34’/ 2ºT) e Guerrero.
Técnico: Zé Ricardo



Em jogaço, Santos vence por 4 a 2, mas Flamengo avança na Copa do Brasil

Nos últimos anos, Santos e Flamengo ficaram marcados pelo jogo espetacular que protagonizaram em 2011, com show de Neymar e Ronaldinho Gaúcho. Na ocasião, o Rubro-Negro levou a melhor, vencendo por 5 a 4 na Vila Belmiro, pelo Brasileirão. Nesta quarta-feira, no mesmo palco, mas pela Copa do Brasil, as equipes relembraram aquele confronto, protagonizando um novo jogaço, com viradas e várias alternativas. Desta vez, o Peixe levou a melhor, ganhando por 4 a 2. Porém, quem saiu feliz do estádio mais uma vez foi o Mengão, que segurou a vantagem de dois gols de diferença e conseguiu avançar para as semifinais.

Na próxima fase do torneio mata-mata, o Fla terá pela frente o Botafogo, que venceu o Atlético-MG por 3 a 0, também nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro. O primeiro embate entre as equipes acontece no dia 16 de agosto. Antes disso, porém, o time comandado por Zé Ricardo mira suas forças no Campeonato Brasileiro, onde pega o Corinthians no domingo, às 16h (de Brasília), em Itaquera.

Já o Santos, fora da Copa do Brasil, viaja até Porto Alegre para encarar o Grêmio, também no domingo, às 19h, pela 17ª rodada do Brasileirão.

O jogo:

Como uma boa final deve ser, o duelo começou eletrizante na Vila. Precisando reverter a vantagem de 2 a 0 do Flamengo, o Santos se lançou ao ataque desde os primeiros minutos, mas esbarrou na defesa bem postada do Rubro-Negro, que aproveitou um contragolpe e jogou um balde de água gelada na torcida santista.

Logo aos nove minutos, Diego, ex-Menino da Vila, deu lindo passe para Berrío. O colombiano ganhou da zaga na corrida e bateu por cima de Vanderlei para abrir o placar e aumentar a vantagem do Mengão.

Com tento sofrido, o alvinegro passou a precisar vencer por 4 a 1 para avançar na Copa do Brasil. Mesmo com a missão ingrata, os santistas não se abateram e quase chegaram ao empate no lance seguinte, quando Victor Ferraz cruzou na área e Copete cabeceou muito perto da trave direita e Muralha.

Após a chance perdida, porém, o Peixe começou a sentir o nervosismo da desvantagem e não conseguiu chegar com qualidade ao ataque. Já o Flamengo, satisfeito com o resultado, passou a ‘cozinhar’ o Santos no meio de campo, além de fazer a famosa ‘cera’ em cada falta marcada pelo árbitro Leandro Vuaden.

Sem conseguir penetrar na zaga do Mengão, o alvinegro começou a arriscar chutes de longa distância. De tanto tentar, a equipe comandada por Levir Culpi alcançou o empate. E foi em grande estilo. Aos 33 minutos, Bruno Henrique avançou pela esquerda e soltou uma bomba de fora da área. A bola entrou na gaveta, sem chances para Muralha.

A igualdade deu um novo ânimo ao Peixe, que passou a pressionar o Flamengo. Porém, uma polêmica aos 40 minutos acabou roubando a cena no jogo. Bruno Henrique recebeu passe no meio, avançou para dentro da área e foi derrubado por Réver. Pênalti marcado para o Peixe.

Mas após assinalar a infração, Leandro Vuaden foi bastante pressionado pelos flamenguistas, conversou com o quarto árbitro e acabou anulando a penalidade, alegando que o zagueiro tocou na bola e cometeu falta no lance. Os santistas se revoltaram com a arbitragem e gritos de ‘vergonha’ foram ouvidos na Vila. Porém, o primeiro tempo acabou mesmo no 1 a 1.

Precisando marcar mais três vezes para avançar, o Santos viu o Flamengo jogar um novo balde de água congelada logo no primeiro minuto de jogo. Everton passou como quis pela zaga do Peixe e rolou para Guerrero. Matador, o peruano bateu firme para fazer 2 a 1 na Vila.

Porém, quem achou que o Rubro-Negro ‘matou’ o duelo e foi dormir, perdeu um jogaço em Urbano Caldeira. Sete minutos depois, Copete subiu mais que todo mundo em cobrança de escanteio e empatou novamente.

Na jogada seguinte, Bruno Henrique ajeitou para Victor Ferraz, que chutou forte e virou a partida para o Peixe.

Após a virada, a torcida enlouqueceu na Vila Belmiro. Porém, o Flamengo conseguiu segurar a pressão do alvinegro e voltou a ‘esfriar’ o jogo, abafando a pressão dos santistas. No último minuto, Copete ainda conseguiu marcar o quarto. Mas não havia tempo para mais nada. Faltou um gol para o Santos e o Rubro-Negro saiu de Urbano Caldeira com a classificação.

Bastidores – Santos TV:

Santos envia ofício à CBF acusando repórter e pedindo anulação de jogo com Fla

O Santos enviou um ofício à CBF na tarde desta quinta-feira pedindo a anulação da vitória por 4 a 2 sobre o Flamengo, na última quarta, que culminou na eliminação do Peixe nas quartas de final da Copa do Brasil. Segundo o clube, o motivo é a interferência externa na decisão do árbitro Leandro Pedro Vuaden, que voltou atrás na marcação de um pênalti a favor do alvinegro.

Os santistas acusam o repórter Eric Faria, da TV Globo, de ter se comunicado com o quarto árbitro, Flávio Rodrigues, que foi quem avisou Vuaden antes da decisão final de anular a penalidade.

No documento, a diretoria do Peixe pediu uma série de intervenções: a anulação da partida, punição do sexteto de arbitragem, proibição da presença de repórter na beira do campo em todos os jogos realizados pela CBF e descredenciamento do jornalista citado no documento.

Como álibi, o Santos cita o exemplo do clássico Fla-Flu de outubro de 2016, quando alguns dirigentes do tricolor acusaram Eric Faria de ‘proteção’ ao Rubro-Negro. O repórter da Globo usou o Twitter para se defender da polêmica. “Alguns me acusam de ter falado com o 4 arbitro. Leviano. Mentiroso. Quem estava mais perto dele? O Levir Culpi. Cuidem de suas frustrações”, citou o jornalista em seu Twitter.

Confira o ofício enviado pelo Santos na íntegra:

“A
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL
Avenida Luís Carlos Prestes, nº 130
Barra da Tijuca -Rio de Janeiro
CEP: 22.775-055

Ref.: arbitragem na partida da Copa do Brasil ente Santos e Flamengo, de 26/07/2017

Ilustríssimo Sr. Presidente da CBF, Dr. Marco Pólo Del Nero

Vimos, pelo presente, apresentar para vosso conhecimento, os fatos repugnáveis ocorridos ontem, 26 de julho de 2017, em partida de volta das quartas de final da Copa do Brasil, entre Santos e Flamengo.

Tais fatos influenciaram diretamente no resultado da partida e, principalmente, na não classificação do Santos para as semifinais da competição.

Ocorre que aos 40 minutos do primeiro tempo, quando o placar da partida estava empatado em 1 a 1, o árbitro Leandro Pedro Vuaden anotou um pênalti do zagueiro Réver, do Flamengo, sobre o atacante Bruno Henrique, do Santos. Insistimos: ele anotou a penalidade.

O árbitro, autoridade máxima da partida, estava a poucos metros de distância do lance e interpretou o contato do zagueiro com o atacante como faltoso e dentro dos limites da grande área. Porém, mais de 1 minuto após de sua marcação, influenciado pelo 4º árbitro, Sr. Flavio Rodrigues de Souza, que estava na linha de meio-campo, a penalidade foi cancelada e o Sr. Vuaden determinou a cobrança de escanteio.

Novamente, estamos diante de um caso em que o árbitro revoga sua marcação por comunicação do quarto árbitro, cuja participação teria sido provocada pelo repórter de campo, Sr. Eric Faria, da Rede Globo de televisão, que é elemento alheio ao certame, devendo se comportar como jornalista e não como torcedor de seu time do coração.

Aliás, esta atitude do repórter parece ser recorrente, visto que já foi criticada pela Diretoria do Fluminense.

Reportar ao 4º árbitro sua impressão do lance após ver replay na televisão não é função nem atitude condizente com um jornalista esportivo.

Esta ação repudiável foi testemunhada por dezenas de pessoas e pode ser constatada no vídeo da partida e em fotografias tiradas por outros veículos de mídia.

Destacamos que é a terceira oportunidade recente em que interferências externas atuam na remarcação de lances capitais de partidas de futebol no Brasil, a saber:

– Fluminense x Flamengo, em 13 de outubro de 2016;
– Avaí x Flamengo, em 11 de junho de 2017;
– Santos x Flamengo, em 26 de julho de 2017;

Entendemos que tais fatos devam ensejar a anulação da partida, pelo bem do futebol nacional e da credibilidade da entidade que V.Sa preside.

As decisões do árbitro são soberanas e a interferência externa não é autorizada pela FIFA ou CBF, tampouco recomendada pela comissão de arbitragem nacional.

Do ponto de vista desportivo e institucional, solicitamos as providências perante a comissão de arbitragem, para análise da conduta do árbitro e seus auxiliares, bem como junto a detentora dos direitos de transmissão sobre a postura de seus prepostos.

Não obstante, solicitamos a V.Sa que tome as providências no sentido de:

a) Anular a partida;
b) Proibir que repórteres permaneçam na lateral do campo e se comuniquem com a equipe de arbitragem durante as partidas;
c) Punir adequadamente a equipe de arbitragem que atuou em referida partida;
d) Descredenciar o Sr. Eric Faria como repórter de campo.

Certos de sua compreensão e providências, firmamos a presente com o respeito e as homenagens de praxe.”


Santos 1 x 0 Ponte Preta – 4 x 5 pênaltis

Data: 10/04/2017, segunda-feira, 20h00.
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Competição: Campeonato Paulista – Quartas de final – Jogo de volta
Público: 37.145 presentes (33.236 pagantes e 3.909 não pagantes)
Renda: R$ 1.515.650,00
Árbitro: Rafael Gomes Felix da Silva
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse e Danilo Ricardo Simon Manis.
Cartões amarelos: Vitor Bueno, Victor Ferraz (S); Clayson, Reynaldo e William Pottker (PP).
Gol: David Braz (15-1).
Pênaltis:

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima; Bruno Henrique (Copete), Vitor Bueno (Jean Mota) e Ricardo Oliveira (Kayke).
Técnico: Dorival Junior

PONTE PRETA
Aranha; Nino Paraíba (Jeferson), Marllon, Yago e Reynaldo; Jádson, Elton e Wendel (Naldo); Clayson, Lucca (Ravanelli) e Pottker.
Técnico: Gilson Kleina



Braz vai de herói a vilão e Ponte despacha o Santos nos pênaltis

O Santos entrou no Pacaembu, na noite desta segunda-feira, disposto a reverter a vantagem da Ponte Preta e avançar para as semifinais do Campeonato Paulista. Empurrado por mais de 37 mil torcedores, o Peixe deixou de lado a apatia demonstrada no duelo de ida, em Campinas, pressionou a Macaca desde os primeiros minutos e venceu por 1 a 0, com um golaço marcado por David Braz.

Porém, como a equipe comandada por Dorival Júnior perdeu pelo mesmo placar no Moisés Lucarelli, o confronto foi decidido nos pênaltis. Ironicamente, Braz foi único jogador que perdeu uma penalidade, defendida pelo goleiro Aranha, e a Ponte ficou com a vaga na semifinal do Estadual.

Com a classificação, a Macaca terá pela frente o Palmeiras na semifinal do Paulistão. Como o Verdão ostenta a melhor campanha do torneio, o primeiro duelo será em Campinas e a confronto decisivo acontece na casa do alviverde.

O jogo

Como já era esperado, o duelo começou quente no Pacaembu. Precisando de dois gols para avançar, o Santos começou em cima da Ponte. Logo aos cinco minutos, Ricardo Oliveira recebeu lançamento, avançou para dentro da área e bateu cruzado. A bola passou raspando a trave direita do goleiro Aranha.

No lance seguinte, Lucas Lima mandou uma bomba de longe e assustou novamente o arqueiro da Macaca. Mostrando um futebol diferente das últimas partidas, o Peixe abandonou a lentidão e pressionava a saída de bola da Ponte. Acuado, o time de Campinas tentava colocar morosidade na partida, pensando na vantagem de ter vencido o primeiro jogo por 1 a 0.

Os minutos foram passando, a equipe comandada por Dorival Júnior continuou pressionando e foi premiada aos 15 da primeira etapa. E foi em grande estilo. Após cobrança de falta de Lucas Lima, Bruno Henrique desviou de cabeça para dentro da área. Lucas Veríssimo tentou uma bicicleta e bola sobrou para David Braz. Mesmo sendo zagueiro, ele mostrou extrema categoria para emendar um lindo voleio e abrir o placar no Pacaembu. Golaço!

Após a abertura do marcador, o Santos diminuiu um pouco o ímpeto inicial e deixou a Macaca ‘respirar’ um pouco na partida. Mesmo assim, o time comandado por Gilson Kleina não conseguia incomodar o goleiro Vanderlei, que não fez uma defesa sequer durante todo o primeiro tempo.

Antes do intervalo, ainda sobrou tempo para os santistas reclamarem de um pênalti em cima de Bruno Henrique. O atacante foi empurrado dentro da área, mas o árbitro Rafael Gomes Felix da Silva, o mesmo daquela polêmica vitória do Peixe sobre o Red Bull Brasil, mandou o lance seguir, revoltando torcedores e atletas do Peixe.

Ao contrário do que aconteceu na etapa inicial, a equipe comandada por Dorival Júnior voltou do intervalo com um ritmo mais tranquilo. A Ponte, por sua vez, não se mostrava disposta a arriscar e apenas apostava nos contra-ataques. Porém, não demorou muito para o Santos retomar as rédeas do jogo e ter a primeira oportunidade.

Aos 9 minutos, Victor Ferraz cruzou na área e a defesa da Macaca afastou. No rebote, Zeca dominou, cortou para a perna direita e soltou uma bomba, obrigando o goleiro Aranha a fazer boa defesa e salvar o time de Campinas. Logo depois, aos 12, Vitor Bueno cobrou falta para dentro da área, a bola passou por todo mundo e assustou o arqueiro pontepretano.

A pressão continuou. Aos 17 minutos, Zeca recebeu de Lucas Lima, avançou na entrada da área e arriscou mais um chute. A bola foi no cantinho esquerdo de Aranha, mas bateu na trave.

Após sofrer novamente com a pressão santista, a Ponte finalmente ‘acordou’ aos 26 minutos e teve sua primeira grande oportunidade com Ravanelli. O meia bateu falta direto para o gol e Vanderlei salvou o Peixe. No lance seguinte, Elton cruzou na área e Yago mandou para o fundo das redes. Porém, o defensor estava impedido e o empate da Macaca foi anulado.

A pequena pressão da Ponte parou por aí. Porém, o Santos também ‘pregou’ no gramado e pouco assustou Aranha. No último suspiro, aos 47 minutos, o colombiano Jonathan Copete recebeu fora da área, dominou no peito e mandou um vôlei. A bola passou muito perto da trave direita. Após a chance perdida, o árbitro Rafael Gomes Felix da Silva apitou o fim da partida, decretando a decisão por pênaltis no Pacaembu.

Na primeira cobrança, Kayke marcou para o Santos. Ravanelli empatou. David Braz, autor de um golaço no primeiro tempo, parou em Aranha. Depois, Yago venceu Vanderlei e colocou a Ponte em vantagem. Jean Mota, que entrou na reta final da partida, bateu com categoria e marcou o segundo do alvinegro.

A Macaca, porém, seguia mostrando categoria nas penalidades. Clayson tirou Vanderlei e manteve o time de Campinas na frente. Na sequência, Copete também deslocou Vanderlei. Jadson anotou mais um para a Ponte.

Já Lucas Lima, por sua vez, bateu no ângulo e manteve o Peixe vivo. Porém, William Pottker marcou o último e confirmou a Macaca na semifinal do Campeonato Paulista.

Bastidores – Santos TV:

Zeca destaca bom jogo e defende técnico após queda nos pênaltis

Após apatia e lentidão na primeira partida, em Campinas, o Santos ‘acordou’ contra a Ponte Preta, no duelo desta segunda-feira, no Pacaembu, alcançou a vitória por 1 a 0 e igualou a vantagem construída no confronto de ida. Porém, a boa apresentação não foi suficiente para o Peixe conquistar a classificação, já que a Macaca venceu nos pênaltis e conquistou a vaga na semifinal do Campeonato Paulista.

Apesar da eliminação precoce, o lateral-esquerdo Zeca, que acertou uma bola na trave no segundo tempo, valorizou a partida feita pela equipe comandada por Dorival Júnior.

“Fizemos uma boa partida e não merecíamos sair daqui eliminados. Infelizmente perdemos, mas a equipe jogou bem”, ressaltou.

A derrota coloca mais pressão em cima do técnico Dorival Júnior, que vem sendo criticado por parte da torcida alvinegra. No duelo desta segunda, inclusive, o comandante foi vaiado e chamado de ‘burro’ após tirar Bruno Henrique para promover a entrada de Copete. Apesar das cobranças, Zeca defendeu o técnico santista.

“O treinador levantou esse time, tirou a gente da zona de rebaixamento em 2015. Essa pressão é criada pela mídia. Estou bem chateado pela derrota, mas agora é levantar a cabeça e pensar na Libertadores”, concluiu o lateral-esquerdo.

Dorival se diz tranquilo com pressão e mira vaga na Libertadores

O Campeonato Paulista já é passado para o Santos. Pelo menos é o que acredita o técnico Dorival Júnior. Após a derrota nos pênaltis para a Ponte Preta, nesta segunda-feira, no Pacaembu, que culminou com a eliminação no Estadual, o comandante santista mostrou ter certeza de que o Peixe conseguirá se reerguer e buscará a classificação para as oitavas de final da Copa Libertadores.

“Nós vamos buscar nossa classificação. Hoje nós não temos somente uma equipe. Temos um grande elenco, montado e preparado. Tivemos algumas derrotas no Paulistão em que dificilmente fomos envolvidos. Vejo o Santos muito bem encaminhado e pronto para grandes conquistas. O time vai corresponder. Eu não tenho dúvidas”, ressaltou o treinador, em entrevista coletiva após a partida desta segunda.

Apesar de acreditar na classificação santista no torneio continental, Dorival conviverá com uma intensa pressão até o próximo compromisso pela Liberta, no próximo dia 19, contra o Independiente Santa Fe, em Bogotá, na Colômbia. O comandante, porém, não se vê ameaçado no cargo.

“Estou muito tranquilo em relação ao que venha acontecer futuramente. Esse tipo de pressão existe a partir do momento que você não faça um momento de um resultado ou outro. Na primeira derrota contra o São Paulo já aconteceu uma manifestação. Isso faz parte. Meu trabalho está sendo desenvolvido. Diretoria mantém até ter confiança no trabalho”, concluiu Dorival.

Modesto banca Dorival e dispara contra árbitro: “Incompetente”

Logo após o pênalti anotado por William Pottker, na noite desta segunda-feira, no Pacaembu, que decretou a eliminação do Santos no Campeonato Paulista, muitas especulações quanto ao futuro do técnico Dorival Júnior no clube já começaram a surgir.

Porém, o presidente Modesto Roma Júnior nem esperou o ‘calor do jogo’ terminar e já tratou de garantir a permanência do treinador. O mandatário, inclusive, demonstrou muita irritação quando foi perguntado sobre uma possível saída do comandante.

“O Dorival não vai sair do Santos. Não se ganha título com treinador ping-pong”, resumiu Modesto, em entrevista após o duelo desta segunda.

Se estava demonstrando alguma irritação com a pergunta sobre Dorival, o presidente santista se revoltou de vez ao comentar a atuação ao árbitro Rafael Felix. Segundo Modesto, a Federação Paulista errou ao escalá-lo para a partida.

Ainda no primeiro tempo, Bruno Henrique foi empurrado dentro da área. Porém, a arbitragem não​ anotou o pênalti e deixou o jogo seguir. Vale lembrar que Rafael também apitou a polêmica vitória santista sobre o Red Bull Brasil, na primeira fase do Paulistão.

“O lance do Bruno foi pênalti. Ele reconheceu a agressão e não marcou como deveria. Juiz incompetente. Disseram que escolheram entre os oito melhores árbitros. Esse aí está entre os oito piores. Não digo que é má pessoa, mas não tinha competência para o jogo mais complicado das quartas de final. Mesmo que o Santos tivesse marcado 11 gols, o árbitro seria no máximo nota 8”, esbravejou o mandatário.

Capitão revela profecia e Aranha se emociona com classificação

A Ponte Preta suportou mais de 30 mil santistas no estádio do Pacaembu, muita pressão do veloz ataque do Peixe, viu a trave salvar a equipe no segundo tempo para, só após os pênaltis, ‘cair na real’ e comemorar a classificação à semifinal do Campeonato Paulista. Emocionados, os atletas valorizaram a campanha e a força psicológica do grupo, mas, no meio de tanta euforia, o capitão Wendel revelou uma profecia sua feita poucos minutos antes da bola rolar contra o Santos.

“Falei para o Aranha que a gente iria levar para os pênaltis e que ele daria a classificação à Ponte. Agora é ir em frente, concentrar e contar com a torcida para lotar mais uma vez o Moisés Lucarelli e nos ajudar na busca da vaga à final do Estadual”, contou o próprio volante.

E, no fim, o camisa 1 da Macaca acabou mesmo sendo decisivo ao defender a cobrança de David Braz, o único a desperdiçar entre todos os atletas das duas equipes. Após o apito final, Aranha intercalava o sentimento de emoção e de companheirismo com o grupo do time campineiro.

“A gente fez um campeonato muito bom, poderia ter até se classificado com uma certa facilidade, acabamos nos complicando em casa, mas a gente lutou bastante, tivemos competência, não fomos desleais, e todo mundo colaborou da maneira que pôde. O pessoal me passou todas as cobranças de pênalti. Até na hora eu tive ajuda ali de trás, isso influencia”, comentou, antes de lembrar da semifinal de 2008, quando também foi crucial para colocar a Ponte na decisão do Estadual depois do duelo com o Guaratinguetá.

“Estou muito feliz, não tinha como ser diferente, mas o mérito não é apenas meu. Todos os jogadores tiveram a competência para fazer os gols aqui dentro, com o estádio lotado e uma pressão imensa. Eu pensei naquela decisão (de 2008) a todo momento. Eu não estou aqui à toa. Tudo tem seu tempo. Hoje era para eu estar aqui. Aonde vamos chegar eu não sei, mas vamos lutar bastante pela Ponte”, concluiu.

Talvez o jogador mais empolgado e eufórico após a confirmação da classificação da Ponte Preta, William Pottker, responsável por converter a última cobrança e acabar com qualquer esperança santista, valorizou o poder de superação do time sobre um adversário mais forte e melhor, tecnicamente.

“Garra, garra, pensamento positivo, a força está na cabeça. O que diferencia é só a camisa, a força está na cabeça”, disse.

Agora, a partir do próximo fim de semana, o desafio da Macaca será contra o Palmeiras, líder da primeira fase do Campeonato Paulista. O primeiro confronto será no Moisés Lucarelli, em Campinas, enquanto o duelo da volta deve ocorrer no Allianz Parque, na Capital, uma semana depois.


Internacional 2 x 0 Santos

Data: 19/10/2016, quarta-feira, 19h30.
Competição: Copa do Brasil – Quartas de final – Jogo de volta
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, RS.
Público: 15.065 pagantes.
Renda: R$ 188.390,00.
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moises e Luiz Claudio Regazone (ambos do RJ).
Cartões amarelos: Andrigo (I).
Gols: Aylon (09-1) e Eduardo Sasha (42-2).

INTERNACIONAL
Danilo Fernandes; Eduardo (Ceará), Alan, Ernando e Geferson; Fabinho, Eduardo Henrique, Alex, Andrigo (Valdívia) e Eduardo Sasha; Aylon (Vitinho).
Técnico: Celso Roth

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz (Rafael Longuine), Luiz Felipe e Zeca (Rodrigão); Renato, Thiago Maia e Lucas Lima; Paulinho (Joel), Copete e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior



Apático, Santos perde para reservas do Inter e dá adeus à Copa do Brasil

Quando o técnico Celso Roth anunciou que o Internacional viria com um time praticamente reserva para encarar o Santos, na noite desta quarta-feira, no Beira-Rio, nem o mais fanático torcedor colorado apostava fielmente em uma classificação para as semifinais da Copa do Brasil. Porém, mesmo entrando em campo com força máxima e levando vantagem de ter vencido o duelo de ida por 2 a 1, na Vila Belmiro, o Peixe foi apático em Porto Alegre e perdeu por 2 a 0, sendo eliminado do torneio mata-mata.

E a classificação colorada foi garantida com gols de dois atacantes reservas. No começo do primeiro tempo, Aylon marcou de cabeça. Já no final da partida, Eduardo Sasha bateu com categoria e garantiu a vaga na semifinal da Copa do Brasil, onde irá encarar o Atlético-MG, que perdeu do Juventude por 1 a 0 em Caxias do Sul, mas avançou em decisão por pênaltis.

Eliminados, os santistas voltam suas forças apenas para o Campeonato Brasileiro. No próximo domingo, o Peixe visita a Chapecoense, às 19h30 (de Brasília). Com 55 pontos e na quarta colocação, o alvinegro segue vivo na briga por uma vaga na Copa Libertadores de 2017.

Já no Internacional, o foco agora é total no clássico diante do Grêmio, também no domingo, às 17h (de Brasília), na arena do rival. Com 36 pontos e lutando contra o rebaixamento, os colorados seguem tendo como prioridade a reta final do Brasileirão, mesmo conquistando a vaga na Copa do Brasil.

O jogo

Apesar de entrar com apenas três titulares, o Internacional começou massacrando o Santos no Beira-Rio. Forçando a saída de bola do alvinegro, o Colorado chegava com facilidade e apostava nas bolas aéreas. De tanto insistir, os gaúchos foram premiados aos nove minutos de jogo. O meia Alex cobrou escanteio e Aylon apareceu livre dentro da área. Sem precisar pular, o atacante escorou de cabeça e abriu o placar em Porto Alegre.

Como perdeu por 2 a 1 no duelo de ida, na Vila Belmiro, a vitória mínima garantia na classificação ao Inter. Por conta disso, o Santos ‘acordou’ no jogo e partiu pra cima. Aos 13 minutos, Lucas Lima bateu colocado de fora da área e obrigou o goleiro Danilo Fernandes a fazer boa defesa.

Com a desvantagem no marcador, os comandados de Dorival Júnior passaram a ter a posse de bola e dominavam o meio-campo. Porém, o Peixe esbarrava na força defensiva do Colorado e não encontrava espaços para acertar o último passe.

Apesar de ficar com a bola nos pés, o Santos não assustava e sofria com as boas chegadas do Inter. Aos 34 minutos, Gefferson mandou na área e após confusão defensiva, Eduardo Sasha apareceu sozinho e bateu pro gol, mas foi travado por Luiz Felipe.

Lento na saída de jogo, o Peixe parecia alheio à eliminação momentânea e praticamente não correu atrás do empate. Tanto que a única boa chance desperdiçada foi aos 43 minutos. Após cruzamento de Lucas Lima, Ricardo Oliveira escorou de cabeça e viu Danilo Fernandes fazer grande defesa, garantindo a vantagem colorada antes do intervalo.

O segundo tempo começou praticamente igual ao que foi visto na primeira etapa. O Santos, apesar ter a bola dominada no meio de campo, seguia apático e ainda sofria com os contra-ataques do Inter. Aos 10 minutos, Fabinho apareceu como homem surpresa no ataque, arriscou de longe e quase ampliou para os gaúchos.

Aos 17 minutos, o Peixe chegou bem pela primeira vez após o intervalo e arriscou em bola lançada para Copete. Antes dela chegar no colombiano, Alan Costa e Eduardo brigaram por espaço para impedir a jogada e se chocaram. O jovem lateral levou a pior e precisou ser substituído por Ceará.

Mesmo jogando contra o relógio, o Peixe continuou mostrando pouca vontade para empatar. Tanto que as melhores oportunidades continuaram sendo para o Internacional. Aos 28 minutos, Alex levantou na área e a bola fica com Ernando. O zagueiro pegou de primeiro e mandou no travessão, quase ampliando o marcador.

Precisando do empate para continuar na Copa do Brasil, o técnico Dorival Júnior sacou o zagueiro David Braz e colocou o meia Rafael Longuine em campo. Logo depois, o comandante trocou Paulinho e Zeca por Joel e Rodrigão, respectivamente.

Apesar das mudanças, o Santos seguiu sem mostrar nenhuma vontade de conquistar a vaga. E o castigo veio no apagar das luzes. Aos 42 minutos do segundo tempo, Eduardo Sasha avançou dentro da área e tocou por cima de Vanderlei. Golaço que fechou o caixão santista e garantiu a classificação do Inter para as semifinais da Copa do Brasil.

Bastidores – Santos TV:

Dorival culpa pane inicial por eliminação na Copa do Brasil

Apesar de entrar com apenas três titulares contra o Santos, nesta quarta-feira, no Beira-Rio, o Internacional começou massacrando o Peixe. De tanto insistir, os gaúchos foram premiados logos aos nove minutos de jogo e abriram o placar com Aylon, após cobrança de escanteio. No final da partida, Eduardo Sasha ainda marcou mais um e garantiu a classificação do Colorado para as semifinais da Copa do Brasil.

Para o técnico Dorival Júnior, a desatenção no início do duelo foi determinante para a eliminação do alvinegro no torneio mata-mata.

“Tivemos alguns minutos iniciais que nos custaram muito caro na partida. Trouxemos a equipe do Internacional desnecessariamente para cima. E em uma jogada de bola parada, eles acabaram abrindo o marcador. Tiveram uma proposta de jogo e foram felizes. Eles se fecharam, marcaram com intensidade. A equipe do Santos tentou jogar, mas estava complicado para criar. Buscamos movimentações. Tivemos algumas oportunidades, mas não conseguimos com aquela clareza que sempre criamos e em razão disso nós tivemos dificuldades”, justificou-se o comandante santista em entrevista coletiva após a eliminação.

Dias antes da partida desta quarta-feira, o Internacional deixou claro que seu foco segue sendo a fuga do rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Por conta disso, o técnico Celso Roth poupou seus titulares para o duelo, como já havia feito no jogo de ida, no dia 28 de setembro, na Vila Belmiro, vencido pelo Peixe por 2 a 1.

Mesmo com a superioridade técnica em relação aos reservas do Colorado, Dorival reconheceu os méritos dos gaúchos e não demonstrou irritação com a apresentação do Santos no Beira-Rio.

“Não existe essa conotação de time reserva. Jogamos contra Inter e Grêmio (no domingo). Tivemos uma equipe forte hoje. O Santos também se doou, foi ao limite, teve intensidade. O Inter se fechou bem, tivemos um bom tempo com a bola nos pés. Tentamos, fomos para cima, não nos acovardamos. Natural que se jogue contra duas equipes que não vinham atuando e tenha uma conotação diferente. Mas não subestimamos. Enfrentamos com todas as nossas forças”, concluiu o comandante santista.

Lucas Lima não encontra explicação para eliminação do Santos

Enquanto o Internacional deixou claro seu foco no Campeonato Brasileiro e veio com reservas nesta quarta-feira, no Beira-Rio, o Santos entrou em campo com força máxima e tinha tudo para sair de Porto Alegre classificado para as semifinais da Copa do Brasil. Porém, como o futebol não é uma ciência exata, os santistas foram derrotados por 2 a 0 e acabaram eliminados do torneio mata-mata.

E além da partida desta quarta, o Colorado já havia entrado com um time alternativo no jogo de ida, disputado na Vila Belmiro, no dia 28 de setembro. No primeiro embate, o Peixe chegou a abrir 2 a 0. Mas o gol de Seijas fora de casa fez a diferença no confronto em Porto Alegre.

“Não temos como explicar. Pecamos no começo do jogo e pagamos por isso. Tomamos o gol de bola parada. Não conseguimos segurar e sofremos outro no fim. Agora é levantar a cabeça”, afirmou o meia Lucas Lima na saída do gramado.

Após a eliminação na Copa do Brasil, o elenco santista não volta para a Baixada Santista. Os comandados de Dorival Júnior viajam direto para Chapecó, onde o time enfrenta a Chapecoense neste domingo, às 19h30 (de Brasília), na Arena Índio Condá, em jogo válido pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Fora do torneio mata-mata, o Peixe mira todas suas atenções no Brasileirão. Com 55 pontos e na quarta colocação, o alvinegro ainda tem chances matemáticas de título. Porém, a distância de nove pontos para o líder Palmeiras, faz os santistas pensarem principalmente em garantir a vaga para a Copa Libertadores da próxima temporada.

Após queda, Oliveira pede para santistas ‘esfriarem a cabeça’

Como venceu o duelo de ida por 2 a 1, na Vila Belmiro, no dia 28 de setembro, o Santos começou a partida contra o Internacional, nesta quarta-feira, momentaneamente classificado para as semifinais da Copa do Brasil. Porém, logo aos nove minutos de jogo, Aylon apareceu livre na pequena área após cobrança de escanteio e pulverizou a vantagem santista.

Precisando de um empate para ficar com a vaga, o Peixe até teve a posse de bola no meio-campo, mas não conseguiu criar e foi castigado no fim, após gol de Eduardo Sasha, que fechou o caixão santista e determinou a eliminação do alvinegro no torneio mata-mata. O atacante Ricardo Oliveira reconheceu a superioridade dos gaúchos, mas disse que o Santos lutou até o fim do duelo.

“Agora é momento de esfriar a cabeça, a gente procurou o jogo a todo momento. Tentamos e não conseguimos ser eficientes na hora de finalizar e criar jogadas de perigo. Paciência. Méritos a equipe adversária que marcou dois gols”, afirmou o centroavante na saída do gramado do Beira-Rio.

Presidente do Santos viaja para cobrar elenco após eliminação

A derrota por 2 a 0 para os reservas do Inter, nesta quarta-feira, no Beira-Rio, não foi digerida por parte da torcida a até mesmo pelo presidente Modesto Roma Júnior. Após o revés, que causou a eliminação do Peixe nas quartas de final da Copa do Brasil, o mandatário alterou sua agenda de compromissos e viaja nesta quinta-feira para Porto Alegre.

A ideia é reunir os atletas e o técnico Dorival Júnior para cobrar explicações e motivar o grupo para o restante da temporada. A forma como o alvinegro atuou diante do Colorado não agradou a diretoria. Apáticos, os santistas sofreram um gol logo no início, com Aylon, e mesmo com a eliminação iminente, criaram poucas oportunidades e não assustaram o Inter, que ainda marcou mais um no fim do segundo tempo, com Eduardo Sasha, e fechou o caixão santista.

Mesmo não concordando com algumas escolhas da comissão técnica durante a partida desta quarta-feira, Modesto não cogita a possibilidade de demitir o comandante Dorival Júnior.

A queda na Copa do Brasil fez a pressão aumentar no Peixe. Além de um grupo de conselheiros ter enviado uma carta pedindo a saída de Dorival, uma das principais organizadas do clube declarou nesta quarta-feira, após a eliminação, ser a favor da troca no comando técnico da equipe.

Apesar disso, Modesto pretende mostrar que está do lado do elenco e também do treinador, pensando na sequência da temporada.