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A “era Emerson Leão” no Santos terminou. Depois de exatos dois anos, o treinador deixa nesta quinta-feira o clube com o qual conquistou o Campeonato Brasileiro em 2002 e foi vice da Copa Libertadores da América de 2003.

O presidente santista Marcelo Teixeira aceitou o pedido de demissão do técnico logo após a derrota por 4 a 2 para a LDU, em Quito, na noite de quarta-feira, informou o diretor de futebol santista Francisco Lopes, em entrevista à rádio Jovem Pan.

O jogo de quarta foi o de ida das oitavas-de-final da Copa Libertadores, quando o time vencia por 2 a 0 na casa do adversário. Agora, na próxima terça-feira, os brasileiros precisam de uma vitória por três gols de diferença para avançarem na competição.

Leão colocou seu cargo à disposição depois de o time perder por 3 a 1 no último domingo na Vila, para o Cruzeiro, quando a torcida pediu sua demissão. Naquele momento, Teixeira evitou polêmica, e manteve o treinador no comando temendo um abalo ainda maior para seus atletas no Equador.

“Ficou algo bom para ele e para o clube. Concluímos esta situação que acabou agradando o Emerson Leão e o Santos. É uma separação amigável. Estávamos com essa pressão, que não cabia a um time acostumado às vitórias”, comentou Lopes.

Ex-técnico da seleção brasileira, Leão estava em sua segunda passagem pelo clube do litoral paulista desde maio de 2002 – a primeira foi entre janeiro de 1998 e julho de 1999. Nos dois períodos, ele disputou 244 jogos pelo time, conquistou 126 vitórias, empatou 63 vezes e sofreu 55 derrotas.

Na temporada 2004, quando encontrou a maior resistência por parte da diretoria, torcida e, até mesmo, do elenco, ele comandou a equipe em 24 oportunidades, com 14 vitórias, quatro empates e seis derrotas.

O estopim para a crise, que gerou ira da torcida e insatisfação dos dirigentes foi a eliminação do Santos do Campeonato Paulista, quando foi goleado por 4 a 0 para o São Caetano em uma atuação apática.

A isso sucedeu-se uma crise de relacionamentos, que culminou com as dispensas de Doni e Robson por parte da diretoria e a contestação do trabalho do técnico feita pelo meia Diego, que exigiu não ser mais substituído – nos primeiros 14 jogos no ano, ele foi trocado nove vezes.

“O Leão foi um parceiro nosso ao longo destes anos. Ele fez um trabalho maravilhoso aqui e as portas estão abertas. Ele foi muito elegante ao conversar comigo ontem e dizer que o time precisava de uma guinada, que precisava mudar”, informou Francisco Lopes.

Ele evitou dar detalhes sobre o acerto. Há cerca de um mês, Marcelo Teixeira evitou demitir o técnico por causa do alto valor da multa contratual, estipulada em mais de R$ 1 milhão.

“Foi um acerto bom para os dois lados. Foi uma situação que partiu dele e algo que ficou confortável. Não dava mais para esperar essa pressão”, argumentou o diretor, referindo-se às exigências de assessores do clube, que já não suportavam a presença de Leão.

Wanderley Luxemburgo

É o nome que surge como substituto de Leão no comando do Santos. O ex-treinador do Cruzeiro estaria na mira do português Benfica, mas se não acertar na Europa aceitaria um eventual convite do clube santista.

Francisco Lopes, inclusive, admitiu que “pessoas ligadas ao Santos mantiveram contatos com o treinador durante esta madrugada e as coisas estão aceleradas, mas nada definido por enquanto”.

Até que a situação se resolva, o Santos será comandado interinamente por Márcio Fernandes, treinador da categoria júnior. Neste sábado, a equipe recebe o Juventude na Vila Belmiro, em jogo da quinta rodada do Campeonato Brasileiro.

“O Wanderley é um nome de consenso dentro da diretoria e o técnico que todo clube de nível quer, principalmente em um momento como este”, disse Lopes.

O ex-goleiro Zetti, técnico-revelação do Campeonato Paulista-04, é defendido por parte da diretoria santista. Ele foi jogador do clube durante três anos e corre por fora pela vaga deixada por Leão.


Data: 05/05/2004
Competição: Copa Libertadores
Local: Estádio Casa Blanca, em Quito, Equador.
Árbitro: Oscar Ruíz (COL)
Cartões: Jácome, Espíndola, Obregón e Salas (L); André Luis, Paulo César e Clainton (S).
Gols: Robinho (02-1), Elano (04-1) e Ambrossi (17-1); Urrutia (02-2), Ambrossi (27-2) e Salas (39-2).

LDU
J. Espinoza; Jácome, Espíndola, G. Espinoza e Reasco; Obregón, Urrutia, Ambrossi, Aguinaga; Salas e Paredes (González).
Técnico: Carreño

SANTOS
Julio Sérgio; Marco Aurélio, André Luis, Pereira (Paulo César) e Léo; Paulo Almeida, Claiton (Luis Augusto), Preto Casagrande e Diego; Robinho e Elano (Daniel).
Técnico: Émerson Leão



Santos perde de virada e se complica na Libertadores

Depois de um começo empolgante, com dois gols em apenas quatro minutos, o Santos não conseguiu segurar o resultado e perdeu por 4 a 2 para a LDU (Liga Deportiva Universitária), em Quito, no Equador, em jogo de ida das oitavas-de-final da Taça Libertadores, na madrugada desta quinta-feira.

O resultado deve aumentar a pressão dos torcedores santistas em relação ao trabalho do técnico Emerson Leão, duramente criticado após a derrota em casa para o Cruzeiro, por 3 a 1, na última rodada do Campeonato Brasileiro.

O Santos mostrou muita competência e oportunismo no começo da partida. Logo aos 2min, Robinho arriscou de fora da área e marcou um bonito gol. Dois minutos depois, Elano fez boa jogada individual e aumentou.

Depois da vantagem, o Santos recuou e deu espaço para o adversário. O meio-campista Paul Ambrosi diminuiu aos 18min. Apesar da pressão, a LDU não conseguiu chegar ao empate na etapa inicial.

O time equatoriano empatou aos 3min da etapa final, com Patrício Urrutia, aproveitando um passe de cabeça, completamente livre dentro da área.

Com apenas Robinho isolado no ataque, o Santos não teve força para pressionar o adversário, que chegou ao gol da virada aos 27min, novamente com Ambrosi, completando um cruzamento da direita. Aos 40min, Franklin Salas marcou de cabeça e assegurou a boa vantagem de sua equipe.

O jogo de volta será disputado na próxima terça-feira, na Vila Belmiro. Para ficar com a vaga evitando os pênaltis, o Santos precisa vencer por três gols de diferença.

Leão cai: queda no Paulista e Diego puseram fim a passagem do técnico

Até o ano passado Leão era intocável na Vila Belmiro, tinha poder para indicar contratações à diretoria e dispensar jogadores.

O processo de fritura começou quando não foi capaz de levar o time, que mantém praticamente o mesmo grupo que há dois anos ganhou o Brasileiro, ao título paulista, prioridade da diretoria.

Ele foi criticado pela forma como montou a equipe que foi eliminada depois de humilhante goleada sofrida diante do São Caetano.

Na ocasião expodiu outra crise. Como havia feito em quase todo o Estadual, Leão substituiu o meia Diego, que saiu reclamando. O treinador já havia entrado em atrito com o jogador ao se queixar dos rumos dado aà carreira do astro por seu pai, que também é empresário do camisa 10. Depois das seguidas queixas de Diego, teve fim a sina de substituições.

Por fim, o treinador teve que suportar a interferência do presidente do clube, Marcelo Teixeira, em questões técnicas.

O cartola, sem avisar o treinador, decidiu afastar o goleiro Doni e o atacante Robson (Robgol), do elenco. Os dois, especialmente o primeiro, eram apostas fortes de Leão.

A era Leão:

Quando assumiu: 05/2002
Títulos: Brasileiro 2002
Jogos oficiais: 127
Aproveitamento: 61%
Vitórias: 67
Empates: 31
Derrotas: 29

Colocação por campeonato:

Brasileiro 02: Campeão
Brasileiro 03: Vice-campeão
Libertadores 03: Vice-campeão
Paulista 03: Eliminado na 1ª fase
Sulamericana 03: Eliminado nas Quartas-de-final
Paulista 04: Eliminado na Semifinal

Paysandu 2 x 1 Santos

Data: 23/10/2002, quarta-feira, 20h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 20ª rodada
Local: Estádio do Mangueirão, em Belém, PA.
Público: 34.023
Renda: N/D
Árbitro: Antonio Pereira da Silva (GO)
Cartões amarelos: Sandro, Márcio e Jóbson (P); Alberto e Robert (S).
Cartão vermelho: Diego (S).
Gols: Zé Augusto (11-1) e Elano (13-1); Vandick (42-2).

SANTOS
Júlio Sérgio; Maurinho (Pereira), Preto, André Luis e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano (Wellington) e Robert (Bernardi); Diego e Alberto.
Técnico: Emerson Leão

PAYSANDU
Marcão; Marcos, Gino, Márcio e Souza; Sandro (Vandick), Vânderson, Jóbson e Wélber (Valdomiro); Zé Augusto e Balão (Albertinho)
Técnico: Hélio dos Anjos


Em jogo tumultuado, Santos perde do Paysandu em Belém

Em uma partida que terminou de forma tumultuada, o Paysandu venceu o Santos por 2 a 1, hoje, estádio Mangueirão, em Belém do Pará, pelo Campeonato Brasileiro. Foi a terceira derrota consecutiva do Santos, que tem 32 pontos. O Paysandu, que briga para sair do rebaixamento, tem 22.

A confusão começou aos 42min do segundo tempo, quando Jóbson lançou Vandick, que marcou o segundo gol do Paysandu. Os jogadores reclamaram muito de impedimento -que não existiu- e partiram para cima do auxiliar.

Os policiais correram para protegê-lo. Na confusão, o zagueiro Preto levou uma forte pancada na cabeça, caiu sangrando em campo e precisou ser levado de ambulância para fora do estádio. O técnico Émerson Leão foi atingido por gás de pimenta nos olhos. A partida ficou interrompida por 28 minutos.

O começo do primeiro tempo foi muito movimentado. Logo a 1min, o lateral-esquerdo Léo derrubou Balão dentro da área e o árbitro goiano Antonio Pereira da Silva marcou a penalidade.

Para sorte do Santos, Jóbson cobrou muito fraco, no canto esquerdo de Júlio Sérgio, que defendeu com facilidade.

Apesar da chance desperdiçada, o Paysandu não desanimou e continuou buscando o primeiro gol da partida. Aos 11min, o lateral-direito Marcos cruzou da direita, Júlio Sérgio não conseguiu afastar e a bola sobrou para Zé Augusto, que completou de pé esquerdo com o gol vazio.

Mas o Santos não demorou muito para chegar ao empate. Dois minutos depois, Robert, que substituiu o suspenso Robinho, cruzou na cabeça de Preto, que ajeitou para Elano, completamente livre, tocar de cabeça.

O Paysandu foi perigoso no primeiro tempo, mas os erros de passe impediram a equipe paraense de chegar com mais frequência ao ataque.

Aos 38min, o Santos perdeu Diego. Ele revidou uma entrada de Sandro com um pontapé. O árbitro viu e colocou o meio-campista santista para fora da partida.

Com um jogador a menos, o Santos passou o segundo tempo inteiro se defendendo. O Paysandu, apesar de dominar a partida, errava muito os passes e não conseguia chegar na área do adversário.

Aos 42min, o Paysandu fez o gol que que lhe garantiu os três pontos -e criou todo o tumulto.



Fontes: Folha de São Paulo e Revista Lance.

Para comandar a equipe, ex-técnico da seleção brasileira ganhará quase a metade que seu antecessor Celso Roth

Desempregado desde o ano passado, quando treinou o Juventude no Brasileiro -que, sob seu comando, caiu de produção e correu risco de rebaixamento-, o ex-técnico da seleção brasileira Emerson Leão reassumiu ontem o Santos, quase três anos após deixar o clube.

A apresentação do treinador não atraiu torcedores à Vila Belmiro. Para substituir Celso Roth, Leão firmou um acordo por seis meses. Nesse período, ganhará R$ 55 mil mensais, salário inferior aos R$ 100 mil pagos ao técnico gaúcho, que não aceitou reduzir sua remuneração para ficar.

A nova união entre Santos e Leão é uma aposta de ambos para tentar recuperar prestígio. O clube não conquista títulos de importância desde 1984. Já o técnico caiu no ostracismo após a fracassada passagem pela seleção brasileira, em 2001.

Coincidentemente, Leão é o treinador que mais tempo ficou à frente do Santos nos últimos 16 anos. Entre janeiro de 1998 e agosto de 1999, ele permaneceu no clube durante 474 dias.

Segundo o historiador do Santos, Francisco Mendes Fernandes, o último a superar a marca de Leão foi Castilho, que ficou 625 dias entre maio de 1984 e fevereiro de 1986. Castilho obteve o último título de expressão (o Paulista-84), e Leão é o responsável pela última conquista internacional (a Conmebol-98).

Durante a entrevista que concedeu no salão do Conselho Deliberativo do clube, o técnico provocou desconforto entre os dirigentes por ter anunciado a contratação do atacante Alberto, 27, do Rio Branco -a intenção era divulgar a informação somente após a assinatura do contrato pelo jogador- e a dispensa do meia Esquerdinha, que será devolvido ao São Caetano.

O técnico disse que trabalhará com os novatos oriundos das categorias de base, mas afirmou que também necessitará de jogadores “experientes”. “Para trabalhar com jovens, é preciso uma retaguarda. Eles têm o direito de errar, mas quem busca o imediatismo, o resultado, não pode errar. Então, temos de formar uma base”, declarou.

O primeiro nome dessa “base” poderá ser o volante Rincón (atualmente sem clube), que, apesar dos atritos que acumulou com a diretoria, tem chances de retornar ao Santos, depois de uma passagem pelo Cruzeiro. O diretor de futebol Francisco Lopes admitiu que os contatos com o jogador estão sendo mantidos.


A diretoria do Santos resolveu hoje não renovar o contrato do técnico Celso Roth. A decisão foi tomada devido ao impasse nos valores financeiros entre as partes. O presidente Marcelo Teixeira queria reduzir o salário do treinador de R$ 100 mil para cerca de R$ 55 mil, mas a proposta foi recusada pelo gaúcho.

Segundo a assessoria de imprensa do clube, o nome do novo técnico será anunciado até segunda-feira. Entre os mais cotados estão Nelsinho Baptista, demitido do São Paulo, e Emerson Leão, que já esteve no cargo em 1998, quando o time conquistou a Copa Conmebol.

Sob o comando de Roth neste ano, o Santos fracassou nas duas competições que disputou. Foi eliminado pelo Inter-RS logo na segunda fase da Copa do Brasil e terminou o Torneio Rio-São Paulo em nono lugar. O desempenho no interestadual fez a equipe ficar de fora tanto do Supercampeonato Paulista quanto da Copa dos Campeões.



Santos demite Roth e deve anunciar Leão

Clube oficializa dispensa de treinador e faz proposta para ex-técnico da seleção comandar a equipe no Brasileiro

O Santos oficializou ontem a dispensa de Celso Roth, que não aceitou diminuir seu salário para permanecer no clube, e poderá confirmar hoje a contratação de Emerson Leão como novo treinador do time da Vila Belmiro.

A opção Leão ganhou força depois de Nelsinho Baptista, que treinava o São Paulo até a semana passada, ter pedido R$ 100 mil mensais -o clube admitia pagar até R$ 80 mil- e, com receio de não receber, exigido ainda o pagamento adiantado de seis meses de salários para assumir o Santos.

Em nota divulgada ontem, a diretoria do clube santista informou que o substituto de Celso Roth se enquadrará na política administrativa da equipe.
Ontem, Leão recebeu duas propostas -uma do Santos e outra do Atlético-MG, que ontem perdeu o técnico Levir Culpi. A tendência do treinador é optar pelo Santos, já que, do clube mineiro, ele ainda tem algum dinheiro a receber, referente a uma dívida pendente desde sua primeira passagem por Belo Horizonte, em 1997.

Nos dois últimos dias, um representante do Santos manteve contato com Leão e fez a ele uma oferta. A oficialização do acerto dependia ontem de uma convocação do presidente Marcelo Teixeira para que Leão viajasse para Santos a fim de se reunir com os dirigentes.

Se voltar ao Santos -ele trabalhou no clube em 1998 e 1999-, Leão deverá aceitar uma das exigências da diretoria, que é manter a atual comissão técnica. Esse também foi um dos motivos que inviabilizou a contratação de Nelsinho Baptista.

A apresentação do sucessor de Celso Roth deverá acontecer na segunda-feira pela manhã. Para o período da tarde, está previsto o retorno das férias do grupo de jogadores. Assim, o novo treinador começaria a trabalhar imediatamente.

Antecessor de Luiz Felipe Scolari na seleção brasileira, Leão está desempregado desde que deixou o Juventude-RS, no ano passado.

Depois do vice-campeonato brasileiro de 1995, quando o time era comandado por Cabralzinho, Leão foi o treinador que melhores resultados obteve no Santos. Além da conquista da Copa Conmebol em 1998, ele levou o time às semifinais do Campeonato Paulista de 1999, do Campeonato Brasileiro em 1998, da Copa do Brasil no mesmo ano e à final do Torneio Rio-São Paulo em 1999, contra o Vasco, que acabou ficando com o título da competição.