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Paulista 3 x 1 Santos

Data: 19/01/2006
Competição: Campeonato Paulista – 3ª Rodada
Local: Estádio Jayme Cintra, em Jundiaí, SP.
Público: 8.584 pagantes
Árbitro: Carlos Roberto dos Santos
Auxiliares: César Augusto Ferro e Marcos Joel Alves
Cartões amarelos: Abraão, Luiz Fernando e Amaral (P); Fabinho e Gilmar (S).
Gols: Wilson (30-1) e Fabinho (42-1); Luiz Fernando (16-2) e Abraão (49-2, de pênalti).

PAULISTA
Rafael; Bosco, Dema, Réver e Fabio Vidal; Gleydson, Amaral, Wilson (Jean Carlo) e Luiz Fernando (Lucas); Abraão e Jaílson (Wesley)
Técnico: Vagner Mancini

SANTOS
Fábio Costa; Neto (Cleber Santana), Julio Manzur, Luiz Alberto e Kléber; Fabinho, Maldonado, Wendel e Luciano Henrique (Rodrigo Tabata); Geílson (Gilmar) e Jonas
Técnico: Vanderlei Luxemburgo


Santos perde pênalti e a primeira partida do ano

O Santos sofreu na noite desta quinta-feira sua primeira derrota no Campeonato Paulista 2006 e a primeira desde o retorno de Vanderlei Luxemburgo. Pela terceira rodada, a equipe do litoral foi até Jundiaí para somar mais três pontos, mas acabou surpreendida pelo Paulista, que triunfou por 3 a 1 no estádio Jayme Cintra.

Como irá realizar seu primeiro clássico no Estadual apenas na nona rodada, quando enfrentará o Corinthians dia 12 de fevereiro, no Pacaembu, o time alvinegro traçou como meta aproveitar os confrontos contra adversários de menos tradição para acumular pontos antes de encarar os favoritos ao título.

O projeto alvinegro, porém, já sofreu abalos. Isso porque o Santos desperdiçou dois pontos na estréia, ao empatar com o São Bento por 1 a 1 na casa do adversário, além de tropeçar nesta noite diante do Paulista.

Para o volante Fabinho, autor do único gol santista, a equipe já melhorou em relação às rodadas anteriores, mas ainda não chegou ao estágio ideal. “O time tem comprometimento, mas precisamos trabalhar muito ainda. É preciso aprender a usufruir as chances que tivermos para não sermos surpreendidos depois”, alertou o camisa 5.

Tentando encerrar o jejum de conquistas no Paulista, que já dura 22 anos, os visitantes até tiveram oportunidades de vencer pela segunda vez na competição, mas não aproveitaram. Na melhor delas, o atacante Jonas perdeu um pênalti no primeiro tempo, quando o jogo ainda estava 0 a 0.

Com o resultado desta quinta-feira, o time de Vanderlei Luxemburgo permanece com quatro pontos na classificação geral e é passado pelo próprio Paulista. O clube de Jundiaí se recuperou da derrota na rodada anterior, diante do Rio Branco, e agora soma seis pontos.

Na próxima rodada, os dois times voltam a campo no domingo e jogam como anfitriões. Às 16h, o Santos recebe o Marília, na Vila Belmiro, na Baixada. O Paulista, por sua vez, volta a atuar no Jaime Cintra, em Jundiaí, mas diante do Juventus, às 17h.

O jogo
Com posturas ofensivas, as duas equipes fizeram um início de partida bastante movimentado e aberto. Santos e Paulista usaram as laterais do campo para chegar à meta contrária. O time do litoral foi o primeiro a oferecer perigo, em cabeçada para fora de Geílson, com cinco minutos de bola rolando.

Os anfitriões deram o troco aos 11min. Jaílson recebeu em velocidade pelo meio, invadiu a área, mas foi prensado no momento do chute, conseguindo apenas um escanteio. A equipe de Luxemburgo voltou a assustar com Geílson, mas o camisa 9 furou feio após chute cruzado de Wendel.

Jonas, em disparo de fora da área, e Luciano Henrique, batendo com força pela esquerda, também chegaram perto de superar o goleiro Rafael, que se destacou ainda mais aos 23min. Bastante exigido, o camisa 1 brilhou ao defender pênalti batido por Jonas. O atacante chutou fraco, no canto direito, e Rafael encaixou a bola.

Sete minutos depois, o prejuízo santista se tornou ainda maior. Após cruzamento da esquerda, Wilson aproveitou sobra em bate-rebate dentro da área e tocou à direita de Fábio Costa para estufar as redes e inaugurar o marcador para os anfitriões.

Fabinho, no entanto, salvou o primeiro tempo do Santos com um belo gol aos 42min. Contratado nesta temporada, o volante acertou um forte chute de fora da área e mandou a bola no ângulo direito de Rafael, que nada pôde fazer para impedir a igualdade.

Depois do intervalo, as equipes voltaram com um ritmo mais lento em relação à etapa inicial. Por isso, a primeira chance de gol aconteceu apenas aos 16min. E o Paulista não a desperdiçou. Luiz Fernando carregou pelo meio e disparou com força, à esquerda de Fábio Costa, para recolocar os anfitriões em vantagem.

O gol mudou o panorama da partida. Luxemburgo fez todas suas alterações e tentou colocar a equipe mais à frente. Vagner Mancini, por sua vez, apostou nos contra-ataques em busca do terceiro para fechar a contagem.

O estreante Cleber Santana e Fabinho fizeram Rafael trabalhar, mas o goleiro mostrou segurança. No ataque, o Paulista se esforçou para marcar mais um e atingiu seu objetivo já nos acréscimos, quando Jean Carlo sofreu pênalti. Abraão bateu firme e fechou a contagem em 3 a 1.

Data: 01/08/2004
Competição: Campeonato Brasileiro – 1º turno – 20ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em São Paulo, SP.
Público: 12.960
Renda: 160.716,00
Árbitro: Antonio
Cartões amarelos: Léo e Deivid (S) e Hernani (P).
Gols: Robinho (11-1), Elano (15-1), Ricardinho (42-1) e Robinho (45-1); Basílio (18-2) e Fabinho (38-2).

SANTOS
Tápia, Flávio, Ávalos, Domingos e Léo (Márcio Careca); Fabinho, Bóvio (Basílio), Ricardinho e Elano (Marcinho); Deivid e Robinho.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

PAYSANDU
Paulo Musse, Alex Pinho, Flávio Tanajura e Júlio Santos; Alonso, Wilson Surubim, Bebeto Campos, Hernani (Jobson) e Carabina (Maurílio); Cláudio (Vinicius Carioca) e Leonardo.
Técnico: Givanildo.



Robinho brilha, e Santos goleia e mantém liderança

Robinho jogou neste domingo pela primeira vez uma partida oficial com chuteiras douradas. E brilhou como seu calçado. Foi a estrela do Santos, líder isolado do Brasileiro e time com o melhor ataque, 47 gols, mesmo sem Diego.

Neste domingo, na goleada de 6 a 0 sobre o Paysandu –a maior do time na competição–, em sua primeira partida depois da transferência do amigo para o Porto, o atacante voltou a marcar gols e a dar dribles como as pedaladas consagradoras no título de 2002.

Marcou duas vezes e, de acordo com o Datafolha, foi o atleta que mais finalizou (seis vezes) e o segundo jogador mais acionado na partida. Junto com Deivid, foi o principal driblador do jogo, com seis fintas certas.

A festa só não foi completa porque no final do jogo Robinho caiu depois de tentar uma bicicleta. Ele machucou o braço e foi para um hospital fazer exames –segundo os médicos santistas, ele só teve um leve edema e não é dúvida para os próximos jogos.

O atacante abriu o placar logo aos 11min. O lateral Flávio, sob pressão, deu um chutão para frente. Júlio Santos e Flávio Tanajura se atrapalharam e, entre eles, Robinho dominou a bola, tirou o goleiro da jogada e chutou de direita, para voltar abrir o placar.

Aos 15min, Flávio cruzou com precisão da direita. Elano subiu livre e, de cabeça, tocou no canto direito do goleiro, para ampliar a vantagem santista.

A primeira finalização do Paysandu foi só aos 27min, com Júlio Santos, de cabeça. Àquela altura, o técnico Givanildo Oliveira já havia colocado no aquecimento dois jogadores –Jóbson, que estava no banco por causa de uma virose, e Maurinho.

As alterações, ainda no primeiro tempo, fizeram o time paraense melhorar e pressionar o Santos, que explorar os contra-ataques. Mas a reação durou pouco tempo.

A três minutos do final do primeiro tempo, Bóvio lançou Deivid na direita. O atacante avançou em velocidade e cruzou para Robinho. O artilheiro do Santos deixou a bola passar, enganando a zaga do Paysandu, que não acompanhou Ricardinho. O meia ficou livre, de frente para o gol e tocou à esquerda, sem chance para o goleiro Paulo Musse.

Mas o Santos queria mais antes do intervalo. No minuto final, Flávio lançou Deivid pela direita. A bola estava mais para o zagueiro Alex Pinho, que furou. O atacante santista então foi à linha de fundo e cruzou para Robinho, de cabeça, marcar o quarto gol.

No segundo tempo, Vanderlei Luxemburgo deixou o time ainda mais ofensivo, com a entrada de um terceiro atacante (Basílio) no lugar do volante Bóvio.

E o reserva deixou sua marca. Em um contra-ataque, aos 18min, Deivid cruzou da direita e achou Basílio sozinha na área. Ele matou no peito e encheu o pé, para marcar o quinto gol santista.

Aos 38min, foi a vez de Fabinho experimentar de fora da área. A bola tocou na trave e nas costas de Paulo Musse antes de entrar.

“Temos feito a nossa parte. Quem está atrás vai ter de torcer contra a gente”, festejou Robinho.