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Santos 2 x 0 Estudiantes

Data: 24/04/2018, terça-feira, 21h30.
Competição: Copa Libertadores – Grupo 6 – 4ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 10.969 pagantes
Renda: R$ 409.460,00
Árbitro: Eber Aquino (PAR)
Auxiliares: Dario Gaona e Rodney Aquino (ambos do PAR)
Cartões amarelos: Alison (S); Campi, Braña, Dubarbier, Escobar e Lattanzio (E).
Cartão vermelho: Escobar (E).
Gols: Gabigol (43-1) e Lucas Veríssimo (04-2).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Alison, Léo Cittadini (Renato) e Jean Mota; Copete (Arthur Gomes), Rodrygo (Vitor Bueno) e Gabriel.
Técnico: Jair Ventura

ESTUDIANTES DE LA PLATA
Andújar; Sánchez, Desábato; Schunke, Braña, Rodríguez (Escobar), Gómez (Gímenez), Dubarbier (Lattanzio) e Campi; Melano e Otero.
Técnico: Lucas Bernardi



Em noite de redenções, Santos vence o Estudiantes e encaminha classificação

Em noite de redenção para Copete e Gabigol, o Santos venceu o Estudiantes por 2 a 0 na noite desta terça-feira, na Vila Belmiro, chegou a nove pontos no Grupo 6 e ficou bem perto da vaga nas oitavas de final da Libertadores da América. Os gols foram marcados por Gabriel Barbosa e Lucas Veríssimo.

Copete não atuava desde o dia 11 de março, em derrota para o São Bento. Com Eduardo Sasha fora por causa de pancada no tornozelo esquerdo e Arthur Gomes debilitado por conta de um entorse no joelho direito, o colombiano teve chance de ser titular e foi muito bem. Foi dele a assistência para Gabriel no primeiro gol.

E por falar em Gabigol, ele honrou o apelido. Depois de dois meses de jejum, o camisa 10 desencantou. Com a categoria de seus melhores momentos, o Menino da Vila deslocou Andújar e correu para abraçar o técnico Jair Ventura.

O Peixe controlou o jogo desde o primeiro minuto, pouco sofreu e poderia até ter feito mais gols. Rodrygo não fez gol ou deu assistência, mas foi um dos destaques. Em um lance no segundo tempo, quase fez um golaço. A joia voltou a cansar e foi mais uma vez substituída no segundo tempo.

O jogo

O Santos dominou os 46 primeiros minutos de jogo. O Peixe controlou a partida desde o apito inicial e acuou o Estudiantes na Vila Belmiro. O goleiro Vanderlei foi um mero espectador.

As primeiras oportunidades vieram com Rodrygo, pelo lado esquerdo do ataque. Logo aos dois minutos, Copete, de volta ao time após mais de um mês, acertou o travessão.

Com Rodrygo inspirado, Gabigol aceso e Copete melhor do que nas últimas atuações, o Peixe seguiu perto do gol, que quase veio aos 17 minutos, em finalização de chapa do Gabigol rente à trave esquerda de Andújar.

O alvinegro chegava à intermediária ofensiva com facilidade, mas pecava no último passe. Na segunda metade do jogo, o time passou a exagerar nos cruzamentos. Com três zagueiros, o Estudiantes levava a melhor.

E quando parecia mais distante de abrir o placar, o Santos saiu na frente. Copete acertou lindo lançamento de direita para Gabigol, com muita categoria, deslocar Andújar aos 43 minutos. O atacante desencantou depois de dois meses de jejum. Na comemoração, correu para os braços do técnico Jair Ventura. E vários jogadores abraçaram o colombiano.

Na segunda etapa, o cenário não mudou. E logo aos quatro minutos, o Santos ampliou. Jean Mota cobrou falta na cabeça de Lucas Veríssimo. O zagueiro marcou pela terceira vez com a camisa do Peixe.

Aos 14 minutos, o Estudiantes criou sua melhor chance. E na verdade, nem teve mérito. Dubarbier cruzou, David Braz afastou mal, a bola bateu em Otero e quase entrou. Vanderlei nem se mexeu.

Os argentinos se lançaram ao atacante e, enquanto isso, o Santos teve espaço no contra-ataque. E foi dessa forma que o terceiro gol quase veio aos 19 minutos, quando Gabigol recebeu longo lançamento de Jean Mota e chutou bem, para boa defesa de Andújar. Na sequência, em nova ligação direta, agora com Dodô, Rodrygo arrancou, mas errou na hora de cruzar.

Aos 27 minutos, Rodrygo quase fez um golaço. Domínio perfeito em cruzamento de Daniel Guedes, drible para a direita e chute raspando o travessão. E aos 37, veio a resposta, em linda defesa do goleiro Vanderlei em voleio de Sanchéz. Nos minutos finais, os argentinos não esboçaram a reação e o Santos confirmou a vitória.

Melhor em campo, Rodrygo explica vômito em vitória do Santos: “Tranquilo”

Rodrygo foi eleito, pelos organizadores da Libertadores, o melhor jogador na vitória do Santos por 2 a 0 sobre o Estudiantes nesta terça-feira, na Vila Belmiro. A vitória encaminhou a classificação do Peixe às oitavas de final.

E mais do que sua atuação, o atacante chamou a atenção por passar mal em campo. Ele recebeu um chute no estômago e vomitou. Os médicos solicitaram a sua saída, mas ele pediu para permanecer.

“É um campeonato muito difícil, mas tudo está na cabeça, é manter a concentração. Acabei vomitando ali fora, mas só joguei para fora e voltei tranquilo. Já estou pronto para tomar outra, tranquilo (risos)”, disse Rodrygo, à Fox Sports.

No segundo tempo, Rodrygo quase fez um golaço. Ele recebeu um cruzamento de Daniel Guedes no segundo pau, dominou perfeitamente a bola, driblou e chutou rente ao travessão. Ele acabou substituído, ovacionado pelos mais de 10 mil torcedores presentes.

Jair vibra por resgate de Copete no Santos: “Eu não liberei”

Em má fase, Copete vinha brigando por um vaga no banco de reservas do Santos. E nessa terça-feira, a situação mudou. O colombiano aproveitou o problema no tornozelo de Eduardo Sasha e as dores no joelho de Arthur Gomes após entorse para ser titular e se destacar nos 2 a 0 sobre o Estudiantes, na Vila Belmiro.

Copete foi procurado por alguns clubes, como o Vitória, mas Jair Ventura optou por sua permanência. O técnico explica suas motivações e comemora pela decisão aparentemente correta.

“Trabalhamos o Copete para recuperá-lo e hoje deu passe decisivo (na assistência para Gabigol) Ele aproveitou a oportunidade da melhor maneira possível. Ele trabalha demais e não vivia no seu melhor momento. Hoje foi importante. Se eu fizesse o que todos queriam, teria emprestado o Copete”, disse Jair, em entrevista coletiva.

“Tiveram muitas propostas para o Copete e eu não liberei. Quis recuperá-lo, trazê-lo pra gente. Ele não estava em um momento bom, mas temos que recuperar esses atletas. A gente critica as pessoas. A gente julga muito. E julgaram o Copete para nada, o menino entrou e fez um grande jogo”, completou.

A contusão de Eduardo Sasha não preocupa o departamento médico e o atacante deve retornar contra o Nacional, no Uruguai, dia 1º de maio. De qualquer forma, Copete mostrou que pode ser importante na temporada.

Gabigol minimiza jejum, comemora vitória e cita “bronca” de Jair

Depois de dois meses sem marcar, Gabigol quebrou o jejum ao abrir o placar na vitória do Santos por 2 a 0 sobre o Estudiantes nesta terça-feira, na Vila Belmiro. O resultado encaminhou a classificação do Peixe às oitavas de final. O alvinegro precisa de um ponto contra Nacional no Uruguai e Real Garcilaso em casa.

O camisa 10 minimiza o período sem marcar, exalta a vitória, destaca a mobilidade no ataque e cita uma bronca do técnico Jair Ventura.

“A gente procura movimentar bastante, sabemos que temos atacantes leves. Copete e Sasha já jogaram de centroavante, hoje fui eu. Jair fica até meio bravo quando fico saindo da área. Centroavante não tem que fazer só gol. Tem que batalhar, lutar, abrir espaço para os companheiros, o importante é ajudar o time na vitória”, disse Gabriel à Fox Sports.

“Não pesa (o jejum de gols), eu venho fazendo o que sempre treinei. Pude ter calma na hora da fazer o gol, muito bom voltar a marcar. Não me incomoda, o que me incomoda é não ganhar. Hoje conseguimos uma vitória e tem o bônus do gol”, completou.

Léo Cittadini e Vecchio viram novas preocupações no Santos

Depois de entorse no tornozelo de Eduardo Sasha e entorse no joelho de Arthur Gomes, o Santos ganhou novas preocupações no departamento médico: Léo Cittadini e Vecchio

Cittadini sofreu uma entorse durante a vitória por 2 a 0 sobre o Estudiantes, nesta terça-feira, na Vila Belmiro. E Vecchio não foi relacionado por causa de tendinite. O técnico Jair Ventura citou os problemas físicos, mas não deu detalhes dos locais ou da gravidade.

O Santos voltará a campo para enfrentar o Nacional, no Uruguai, dia 1º de maio, pela quinta rodada da fase de grupos da Libertadores. O Peixe espera recuperar todo o elenco para a partida. Se empatar, o alvinegro garante a vaga nas oitavas de final com um jogo de antecedência.

Bruno Henrique, com lesão muscular de grau 2 na coxa esquerda, é desfalque certo. De qualquer forma, o atacante já estaria suspenso na Libertadores por conta de uma expulsão contra o Barcelona de Guayaquil, na edição de 2017 da competição continental.


Bahia 1 x 0 Santos

Data: 21/04/2018, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 2ª rodada
Local: Estádio da Fonte Nova, em Salvador, BA.
Público: 15.875 presentes (15.588 pagantes e 287 não pagantes).
Renda: R$ 317.748,00
Árbitro: Claudio Francisco Lima e Silva (ambos do SE).
Auxiliares: Cleriston Clay Barreto Rios e Ailton Farias da Silva (SE).
Cartões amarelos: Douglas, Nino Paraíba, Régis e Marco Antônio (B); David Braz, Léo Cittadini e Dodô (S).
Gol: Junior Brumado (49-2)

BAHIA
Douglas, Nino Paraíba, Tiago, Lucas Fonseca e Léo; Gregore e Elton; Zé Rafael (Allione), Vinícius (Régis) e Marco Antônio (Brumado); Edigar Junio.
Técnico: Guto Ferreira

SANTOS
Vanderlei, Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Alison, Léo Cittadini (Diego Pituca) e Jean Mota; Eduardo Sasha (Arthur Gomes), Rodrygo (Bruno Henrique) e Gabriel.
Técnico: Jair Ventura



Bahia marca gol aos 49 e Santos perde a primeira no Brasileirão

O Santos conseguiu suportar uma forte pressão do Bahia no primeiro tempo, quando Vanderlei e a trave salvaram o time da Baixada Santista, mas acabou pagando caro por não aproveitar as chances claras em contra-ataques na etapa final do confronto com o Bahia na noite desse sábado. No último lance da partida, aos 49 minutos, a defesa santista se perdeu em cobrança de escanteio e Junior Brumado garantiu a vitória do tricolor por 1 a 0 na Fonte Nova, em Salvador, onde os santistas não sabem o que é triunfar desde 2003.

O resultado interrompe a série de três vitórias seguidas da equipe de Jair Ventura e impede que o Alvinegro Praiano alcance a liderança provisória do Campeonato Brasileiro após duas rodadas. Por enquanto, o Peixe fica na quinta posição, com três pontos. O Bahia se recupera da derrota na estreia, mas ocupa a nona posição neste momento.

A partida também marcou o retorno de Bruno Henrique aos gramados. O atacante se lesionou em janeiro, logo em sua primeira partida na temporada. Desde então, lutou contra uma lesão na retina de seu olho. Por outro lado, Gabriel, mais uma vez titular, chegou ao oitavo jogo sem balançar as redes pelo Santos.

O jogo

Apesar de uma escalação de certa forma ofensiva no papel, o Santos decepcionou seu torcedor no primeiro tempo. Os primeiros 25 minutos de jogo foram de pressão total dos donos da casa. O Peixe se viu encurralado e sem posse de bola.

Vanderlei precisou aparecer com uma grande defesa logo aos quatro minutos. Pouco depois, Elton chegou a balançar as redes, mas cometeu falta em Alison e o lance foi anulado, o que não tirou o ímpeto dos tricolores. Aos oito minutos, Vanderlei pegou, no contrapé, chute de Nino Paraíba. No rebote, Edigar Junior mandou na trave.

O Santos dependia exclusivamente dos lampejos de Rodrygo. O jovem se apresentava como único jogador de ataque do Peixe a dar trabalho aos seus marcados. E dos pés dele por muito pouco o Santos não abriu o placar aos 22, depois de drible desconcertante e tabela com Gabriel.

Mas foi só. Apesar do Bahia aos poucos diminuir o ritmo de forma natural, os tricolores seguiram até o intervalo com o comando das ações, enquanto os visitantes limitaram-se a se defender com muita eficiência.

O panorama não mudou depois do intervalo. No primeiro minuto de boal rolando, novamente Vanderlei teve de mostrar toda sua agilidade em chute rasante de Zé Rafael.

Demorou, mas o Santos cresceu na partida após os dez minutos. Jair Ventura conseguiu organizar sua equipe de uma forma que o Bahia até continuou com o domínio das ações, mas o alvinegro passou a ser perigoso nos contra-ataques.

Rodrygo, Gabriel tiveram oportunidades claras, mas falharam na pontaria. Do outro lado, Zé Rafael seguindo sendo o jogador mais incisivo dos mandantes, mas Vanderlei parecia uma parede no gol.

O jogo ficou tenso do lado de fora. O Árbitro Claudio Francisco Lima e Silva acabou expulsando o técnico Guto Ferreira e o auxiliar de Jair Ventura. Mesmo assim, as duas comissões técnicas apostaram nos jogadores oriundos do banco de reservas em busca do gol da vitória.

O destaque ficou por conta de Bruno Henrique, que não atuava desde janeiro por causa de uma lesão na retina do olho. Os santistas que compareceram a Fonte Nova só não aprovaram a saída de Rodrygo. Vaias também puderam ser ouvidas quando o Bahia decidiu trocar Zé Rafael por Allione.

Com as mexidas, o jogo ficou franco, imprevisível e emocionante em seus minutos finais. O Santos desperdiçou dois contragolpes e pagou caro. No último segundo de jogo, o Bahia chegou ao gol da vitória. Allione cobrou escanteio baixo, Elton tocou de calcanhar e Junior Brumado escorou, à queima roupa com Vanderlei, para o fundo do gol.

Na próxima rodada, o Bahia tem nova oportunidade em casa no domingo, diante do Atlético-PR, às 16 horas. Já o Santos, como teve seu duelo com o Vasco adiado, só volta a atuar pelo nacional por pontos corridos contra o Grêmio, dia 6 de maio, em Porto Alegre, em jogo válido pela quarta rodada. Antes, o alvinegro terá o Estudiantes na Vila, na próxima terça, e o Nacional, no Uruguai, dia 1º maio, pela Copa Libertadores da América.

Bastidores – Santos TV:

Jair admite primeiro tempo ruim do Santos e lamenta “falta de gordura”

Depois de vencer o Ceará na estreia do Campeonato Brasileiro, o Santos conheceu sua primeira derrota na competição na noite desse sábado ao cair por 1 a 0 diante do Bahia, na Fonte Nova. Agora, o time só volta a campo pelo nacional na quarta rodada, frente ao Grêmio, em Porto Alegre, em confronto marcado para o dia 6 de maio. Isso porque a partida contra o Vasco, que aconteceria nessa segunda, no Pacaembu, foi adiada para julho.

Sendo assim, o Peixe tem grandes chances de ficar na parte de baixo da tabela, com apenas três pontos somados até lá. O empate em Salvador, que escapou por muito pouco, poderia lhe dar uma condição um pouco melhor. E o fato foi lamentado por Jair Ventura em entrevista coletiva.

“Isso atrapalhou nossos objetivos. Como o jogo com o Vasco acabou adiado e sofremos essa derrota, não ficaremos entre os primeiros. Queríamos ter gordura para brigarmos na parte de cima da tabela, mas, não será possível”, comentou o técnico santista, que analisou a atuação de seus comandados nesse sábado de forma bastante realista.

“Um primeiro tempo onde encontramos muita dificuldade de jogar, não fizemos nosso jogo apoiado, de sair da pressão do Bahia. Conseguimos jogar no segundo, equiparar o volume de jogo. O Jogo ficou muito aberto, mas muito faltoso. Isso para um time leve como o Santos atrapalha. No último minuto, um escanteio rasteiro, a bola quica e sofremos o gol. Estamos tristes pela derrota”.

Apesar de identificar erros, Jair Ventura evitou críticas pesadas pelo lance que gerou o gol do Bahia aos 49 minutos do segundo tempo e lembrou que esse tipo de emoção sempre vai acontecer no futebol, para o bem ou para o mal.

“Não tivemos próximos do que temos apresentado, o segundo tempo mostra que não vínhamos bem no primeiro. O primeiro tempo não foi bom, mas oscilações acontecem. Mudamos de postura no segundo tempo, criamos, colocamos a bola no chão, a equipe criou e o jogo ficou aberto e no último minuto a gente nem conseguiu dar a saída de bola. Dói tomar gol no último minuto, mas são coisas do futebol, quando a gente faz, a gente comemora, quando é contra é muito triste”, concluiu.

Zagueiro do Santos reclama do ataque depois de derrota para o Bahia

O Santos sofreu uma dolorosa derrota na noite desse sábado. O time estava prestes levar um ponto para casa como visitante, chegar à liderança provisória no Campeonato Brasileiro e manter uma invencibilidade de quatro partidas quando acabou levando um gol do Bahia no último lance do confronto na Fonte Nova.

O baque pela derrota por 1 a 0 foi notório e, após o apito final, o zagueiro Lucas Veríssimo não escondeu sua irritação. O defensor lembrou as oportunidades desperdiçadas pelo setor ofensivo, principalmente no segundo tempo e pouco antes da equipe levar o gol em cobrança de escanteio.

“Um lance que não pode acontecer, a equipe vinha bem, faltou matar, criamos oportunidades, sabíamos que seria difícil. Esse gol no finalzinho não poderia acontecer, o time teria de estar atento. Vamos corrigir para não voltar a acontecer”, declarou o jogador do Peixe.

Bruno Henrique é a boa notícia em derrota do Santos. Mas, quem sai?

O Santos teve nesse sábado, em campo, seu principal jogador de volta. Depois de pouco mais de três meses, Bruno Henrique pisou no gramado com a camisa do Alvinegro Praiano. A substituição até gerou controvérsias diante da escolha de Jair Ventura pela saída de Rodrygo. Mas, a empolgação pelo retorno do camisa 11 ofuscou até mesmo as críticas em cima do técnico santista.

Uma bolada logo no início da partida contra o Linense, no estádio Gilbertão, em Lins, pela primeira rodada do Estadual, acabou causando uma lesão na retina do olho direito do jogador, que passou por cirurgia no local e teve de concluir seu tratamento na Alemanha.

O veloz e habilidoso atacante ficou em campo por cerca de 25 minutos e não conseguiu evitar a dolorosa derrota para o Bahia, na Fonte Nova, em Salvador. Foram dois cruzamentos errados, nenhuma finalização a gol e cinco passes certos de oito tentados, além de uma falta cometida.

Os números, no entanto, pouco importam. O que o torcedor espera é que em pouco tempo Bruno Henrique volte ao ritmo de 2017, quando terminou a temporada com 53 jogos, 18 gols, 11 assistências e muitos dribles desconcertantes.

“A grande novidade, uma boa notícia, apesar da derrota, é a volta do Bruno Henrique. A gente sentiu que ele ainda está um pouco sem ritmo. Normal, ele só jogou oito minutos do primeiro jogo do Campeonato (Paulista). Entrou em um jogo quente, pesado, de força, e correspondeu. Criou algumas chances, deu passes, dribles. O Santos ganha com o retorno desse jogador e vai ficar mais forte quando ele estiver 100%”, avaliou o técnico Jair Ventura.

A tendência é que Bruno Henrique volte ao time titular aos poucos, mas, no clube é consenso que é questão de tempo até o atacante recuperar seu espaço entre os 11. Nesse sábado, Jair optou por sacar Rodrygo, mas o jovem vem se destacando e sua saída certamente pode gerar muita reclamação dos torcedores.

O quebra-cabeça tem outras duas peças: Eduardo Sasha e Gabriel. O segundo é cria do clube, ostenta a camisa 10 e representa um alto investimento. O problema é que Gabriel não balança a rede há oito jogos. Por outro lado, Sasha tem se mostrado tão importante que a diretoria santista topou até envolver Zeca na negociação com o Internacional para segurar o jogador na Vila Belmiro.

Correndo por fora está Arthur Gomes, que apesar de reserva no momento, atuou nos últimos nos 20 jogos do Santos no ano, acabou ficando de fora apenas de uma partida, prova da confiança do treinador em seu futebol.

O problema é todo de Jair Ventura a partir de agora. O que interessa para os santistas é que Bruno Henrique, enfim, está de volta e certamente o grupo alvinegro fica mais forte e ambicioso para a temporada com o camisa 11 reintegrado.


Santos 2 x 0 Ceará

Data: 14/04/2018, quinta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 15.513 presentes (12.268 pagantes e 3.245 não pagantes).
Renda: R$ 526.550,00
Árbitro: Rodrigo D’alonso Ferreira (SC).
Auxiliares: Helton Nunes e Thiaggo Americano Labes (ambos de SC).
Cartões amarelos: Rafael Carioca (C).
Gols: Pio (41-1, contra) e Rodrygo (05-2).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Alison, Léo Cittadini (Vitor Bueno) e Jean Mota (Diego Pituca); Eduardo Sasha, Rodrygo (Arthur Gomes) e Gabriel.
Técnico: Jair Ventura

CEARÁ
Éverson; Pio, Valdo, Luiz Otávio e Rafael Carioca; Ernandes, Juninho e Ricardinho (Reina); Wescley (Roberto), Felipe Azevedo (Arnaldo) e Arthur
Técnico: Marcelo Chamusca



Aniversariante, Santos domina o Ceará e vence em estreia no Brasileirão

No dia do aniversário de 106 anos, o Santos controlou todo o jogo e venceu o Ceará neste sábado por 2 a 0, no Pacaembu, pela estreia no Campeonato Brasileiro. Os gols foram marcados por Pio (contra) e Rodrygo, um em cada tempo.

O Peixe fez valer o fator casa e dominou as ações desde os primeiros minutos. Se Gabigol estivesse inspirado, a goleada certamente viria. Léo Cittadini foi o destaque santista. Arthur, artilheiro do Brasil em 2018, com 16 gols, não se destacou pelo Vozão.

O jogo

Em dia de festa pelo aniversário de 106 anos, o Santos não deixou o convidado Ceará se sentir confortável no Pacaembu. O Peixe assumiu o controle do jogo desde os primeiros minutos, sofreu pouco na defesa e criou boas chances.

Léo Cittadini quase abriu o placar aos 24 minutos, em chute de fora da área. Lucas Veríssimo fez a bola raspar a trave em cabeceio aos 31. E depois de martelar, o alvinegro saiu na frente aos 41.

Daniel Guedes recebeu bom passe de Jean Mota e cruzou bonito, Rodrygo tentou de letra, mas furou, e Dodô desviou no segundo pau. Pio se atrapalhou com o goleiro Éverson marcou contra.

O Santos não recuou depois de sair na frente e ampliou logo aos quatro minutos, na primeira grande jogada de Gabigol. O camisa 10 roubou a bola no ataque e acionou Sasha antes de assistência na cabeça de Rodrygo, livre, só para empurrar. Quinto gol do raio em 2018, o quarto no Pacaembu e o segundo de cabeça.

Com a desvantagem, o Ceará se expôs e o Peixe teve muito espaço para contra-atacar. O goleiro salvou o Vozão em dois lances consecutivos, aos sete e 12 minutos, em chute de fora da área de Jean Mota e cruzamento de Rodrygo para Gabigol, sozinho.

Depois de alguns minutos de calmaria, o jogo voltou a ficar eletrizante aos 24, quando Daniel Guedes cruzou na cabeça e Léo Cittadini cabeceou por cima do travessão. Aos 26, Arthur finalizou de fora da área para a primeira boa defesa de Vanderlei. Segundos depois, Gabigol arrancou e arriscou da entrada da área, colocado, e a bola beijou a trave.

Sem forças pela reação, o Ceará “administrou a derrota”, sem pressionar nos minutos finais. o Santos, com a vitória assegurada, criou poucas chances nos minutos finais e perdeu a chance de golear na estreia do Brasileirão.

Bastidores – Santos TV:

Jair comemora trinca, elogia Cittadini e prevê céu como limite para Rodrygo

O Santos venceu a terceira partida consecutiva neste sábado, no Pacaembu, ao derrotar o Ceará por 2 a 0. Mais do que os três pontos e a boa sequência, o técnico Jair Ventura comemora a evolução do time e o controle do jogo válido pela estreia no Campeonato Brasileiro.

“Implementamos jogo apoiado, tivemos controle do jogo, mais oportunidades de um placar elástico. É cedo, primeira rodada, mas estou falando dos 20 jogos que estou no comando do Santos e vejo evolução a cada jogo. Concretizamos nossa terceira vitória, Palmeiras, Estudiantes e Ceará, dois jogos fora… Tendência é crescer”, disse o técnico, em entrevista coletiva.

Jair aproveitou a oportunidade para elogiar Léo Cittadini e comentar a boa fase de Rodrygo. Para o treinador, o garoto de 17 anos tem potencial para chegar longe. Muito longe.

“Fez partida fantástica. Treinou muito bem nessa semana. Saiu por conta de lesão. Voltou na Libertadores, ficou em cima e hoje sustentou. Teve grande partida junto com todo o time. Coletivo foi muito forte. Implementamos bem o que treinamos durante a semana”, analisou.

“É difícil falar onde o Rodrygo pode chegar. Céu é o limite para quem tem essa qualidade. É uma joia!”, completou.

Rodrygo comenta habilidade e gol em estreia: “Estou acostumado”

Rodrygo tem 17 anos e estreou pelo Campeonato Brasileiro com louvor. O atacante fez um dos gols do Santos na vitória por 2 a 0 sobre o Ceará, neste sábado, no Pacaembu.

Foi o quinto gol da joia em 2018, o quarto no Pacaembu e o segundo de cabeça. Nada mal para quem foi recém-promovido ao elenco profissional e possui 1,73 m de altura. E isso tudo não parece ser novidade para ele.

“Ficha não caiu. Continuo trabalhando para fazer gols. Espero fazer muitos nesse Brasileirão”, disse Rodrygo, ao Premiere, antes de comentar sobre ‘jogar fácil’.

“Tem que jogar, né? Estou acostumado a jogar assim, para frente, habilidoso”, completou.

Depois de se tornar titular aos poucos com o técnico Jair Ventura, entrando no segundo tempo dos jogos, Rodrygo se firmou na equipe e vem de boas atuações em sequência. E o ano está só no começo…

Gabigol perde chances, mas aprova atuação: “Participei dos gols”

Gabigol não teve uma noite inspirada neste sábado, na vitória do Santos por 2 a 0 sobre o Ceará, no Pacaembu. É verdade que o camisa 10 iniciou a jogada do segundo gol, mas desperdiçou várias chances em contra-ataques.

O atacante prefere valorizar sua participação como um todo e o resultado na estreia no Campeonato Brasileiro, que encerra um jejum de 12 anos sem vencer na primeira rodada.

“Tentei fazer o gol, tive algumas chances, mas importante é a vitória, participei dos dois gols. O mais importante às vezes não é o gol. Estou feliz pela minha participação e pela vitória”, disse Gabigol, ao Premiere.

“Era ideal sair ganhando, foi uma bela vitória. Não ganhava há muito tempo na estreia. Conseguimos quebrar esse tabu”, completou.

Jair lança Pituca, encerra testes e prevê sequência para time titular

O Santos estreou mais um jogador profissional neste sábado: Diego Pituca entrou nos minutos finais da vitória por 2 a 0 sobre o Ceará, no Pacaembu. O meia de 25 anos vinha apenas treinando no CT Rei Pelé depois de ser promovido do time B no início de 2018.

O técnico Jair Ventura elogia, mas avisa: os testes acabaram. A tendência é a manutenção do time titular com Vanderlei, Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Alison, Renato e Jean Mota; Eduardo Sasha, Rodrygo e Gabigol.

“Pituca foi o 32º jogador no ano. Estava treinando bem, buscou espaço, acabou não inscrito no Paulista e teve sua chance. Em vez de lamentar, treinador tem que achar alternativas e isso que eu gosto de fazer. A estreia dele é importante, no gelo. Jogou no Santos B, mas sem estrear no time principal. Ele entrou, foi bem, tirou essa situação da estreia. Fico feliz e ele está também. Santos ganha mais um jogador”, disse Jair.

“Testes acabaram, sei o que podem dar, e agora farei substituições com que o jogo pedir. Briga está aberta, mas tendência é manutenção. Tive mudança de suspensão e ordem médica (Gabigol e Léo Cittadini). Mudanças necessárias. Então a tendência é que consigamos dar sequência e padrão ao time. Não foram mudanças, foram voltas”, completou.



Obs.: O primeiro gol do Santos conforme o replay foi realmente do Dodô mas o árbitro deu gol contra do Pio.

Estudiantes 0 x 1 Santos

Data: 05/04/2018, quinta-feira, 21h30.
Competição: Copa Libertadores – Grupo 6 – 3ª rodada
Local: Estadio Centenario Ciudad de Quilmes, em Quilmes, Argentina.
Árbitro: Roddry Zambrano (EQU)
Auxiliares: Christian Lescano e Juan Macías (EQU)
Cartões amarelos: Campi (E); David Braz e Vanderlei (S).
Gol: Arthur Gomes (18-1).

ESTUDIANTES DE LA PLATA
Mariano Andújar; Facundo Sánchez, Leandro Desábato, Jonathan Schunke e Gastón Campi; Iván Gómez, Lucas Rodríguez, Gastón Giménez (Mariano Pavone) e Carlo Lattanzio (Juan Bautista Cascini); Lucas Melano e Juan Ferney Otero (Pablo Lugüercio).
Técnico: Lucas Bernardi

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Alison, Renato (Gustavo Henrique) e Jean Mota; Arthur Gomes (Léo Cittadini), Rodrygo (Diogo Vitor) e Eduardo Sasha.
Técnico: Jair Ventura



Com show de Vanderlei, Santos vence o Estudiantes e vira líder

O Santos sofreu, mas venceu o Estudiantes por 1 a 0 na noite desta quinta-feira, em Quilmes, pela terceira rodada da fase de grupos da Libertadores. Com o resultado, o Peixe assumiu a liderança do Grupo 6, com sete pontos.

O alvinegro segurou a pressão dos argentinos nos minutos iniciais e abriu o placar em contra-ataque perfeito aos 19′, criado por Rodrygo e encerrado por Arthur Gomes após finalização na trave de Eduardo Sasha.

No segundo tempo, depois de perder grandes chances para ampliar, o Santos sofreu, mas viu Vanderlei fazer pelo menos quatro ótimas defesas para garantir o resultado. Depois de trauma na mão esquerda sofrido no treino da última quarta, o goleiro foi para campo no sacrifício e se destacou.

O jogo:

O Estudiantes começou o jogo pressionando o Santos. Sem saída de bola, o Peixe só tentava se marcar e viu os argentinos ficarem perto do primeiro gol. Aos nove minutos, Melano finalizou na trave. Na sequência, Schunke cabeceou para linda defesa do goleiro Vanderlei.

E quando o alvinegro parecia perto de sofrer o gol, veio a luz. Eduardo Sasha iniciou o contra-ataque, Rodrygo deu bom passe para Arthur Gomes, a bola voltou para Sasha, que deu uma meia-lua em Desábato e finalizou na trave. Arthur, impedido, só empurrou no rebote para abrir o placar.

Depois do gol, o Santos passou a controlar mais o jogo e sofrer menos. O Estudiantes, pouco criativo, abusou da bola parada e do jogo aéreo. O único susto veio em contra-ataque puxado por Melano. O atacante arrancou sozinho, mas finalizou longe.

E aos 44, o Peixe quase ampliou. Rodrygo arrancou pela esquerda e cruzou, Arthur Gomes chutou para rebote de Andújar e Jean Mota, sozinho na pequena, chutou por cima do travessão de forma inacreditável.

O Estudiantes veio para o tudo ou nada e o Santos se postou para o contra-ataque. Aos 10, veio nova oportunidade de fazer o segundo gol. Jean Mota foi à ponta e tocou para trás, Eduardo Sasha serviu Arthur, e o atacante foi à linha de fundo, mas exagerou na força do cruzamento e ninguém empurrou.

Aos 14 minutos, o time de La Plata respondeu. Lattanzio se antecipou a Daniel Guedes no segundo pau e bateu de barriga. Vanderlei, no reflexo, salvou mais uma. E a pressão só voltou aos 36′.

Campi cruzou na área, Melano cabeceou, Vanderlei não segurou e, no rebote, o goleiro fez milagre em finalização de Pavone à queima-roupa. Aos 42, o camisa 1 fez nova intervenção espetacular em cabeceio de Pavone, garantindo o 1 a 0.

Bastidores – Santos TV:

Após vitória e liderança, Jair diz que Santos aprendeu a ser “copeiro”

Para Jair Ventura, a maior lição do Santos na vitória sobre o Estudiantes foi aprender a ser “copeiro”, definição dos times cascudos, que sabem defender na hora certa para administrar resultados. Foi assim no 1 a 0 em Quilmes na noite desta quinta-feira, com show do goleiro Vanderlei e zagueiros muito exigidos.

Com os três pontos, o Peixe assumiu a liderança do Grupo 6 da Libertadores. Por causa das circunstâncias, Jair entende que essa é a principal parte da viagem, sem muita preocupação com a atuação em si.

“Jogo muito difícil. Joguei aqui ano passado. Foi bem complicado e acho que o Santos foi copeiro hoje, foi competitivo, lutou, soube jogar. O gramado não estava tão regular, mas competiu e conseguimos uma bela vitória. Assumimos a liderança do nosso grupo, mas hoje, a nossa lição, é que fomos copeiro. Nada impede que o Santos seja um time jovem, mas que jogue competindo”, disse Jair.

“Tivemos dificuldades em fazer nosso jogo apoiado na saída de bola. Analisamos. O Otero e o Melano marcam muito forte esta saída. Foi uma estratégia dentro da partida. Não jogamos em uma nota só, tentamos adaptar. Quando tem que propor, nós jogamos como vencemos o Palmeiras. Esta versatilidade é importante. Tenho que agradecer aos jogadores pela entrega, saíram exaustos do jogo”, completou.

O Santos voltará a enfrentar o Estudiantes para encaminhar a classificação às oitavas de final da Libertadores no dia 24 de abril, na Vila Belmiro, pela quarta rodada da primeira fase.

Vanderlei supera dores para brilhar em vitória do Santos

No sacrifício, Vanderlei foi o melhor jogador do Santos na vitória por 1 a 0 sobre o Estudiantes nesta quinta-feira, em Quilmes, pela terceira rodada da fase de grupos da Libertadores da América. O goleiro sofreu um trauma na mão esquerda no treinamento desta quarta, mas superou as dores e foi para o jogo. E brilhou.

O goleiro fez pelo menos quatro grandes defesas para segurar o resultado na Argentina. Eleito melhor em campo pelos organizadores da Libertadores, o camisa 1 dividiu os méritos e alertou o time.

“Agradeço pela vitória e pela oportunidade. Sabíamos que seria difícil, campo acanhado, apoio da torcida, e sabíamos do espaço para contra-ataque. Fizemos o gol e poderíamos ter feito outro. Vieram para cima, suportamos bem e saímos com uma vitória muito importante”, analisou Vanderlei, em entrevista ao SporTV.

As defesas dão tranquilidade maior para os jogadores. Vão ter oportunidade de definir. Faltou passe final no contra-ataque e seguramos bola, rifamos muito. Serve de aprendizado. Sobre a nota (da atuação), deixo para vocês (da imprensa). O importante é fazer um grande trabalho”, completou.

Veja abaixo todas as defesas de Vanderlei na partida contra o Estudiantes.

Sasha diz que vitória superou expectativas do Santos: “Um ponto não seria ruim”

O empate não seria ruim, mas o Santos venceu o Estudiantes por 1 a 0 nesta quinta-feira, em Quilmes, e assumiu a liderança do Grupo 6 da Libertadores da América. Eduardo Sasha admite que o resultado supera as expectativas do Peixe.

“A gente veio para pontuar. Um ponto não seria ruim, mas conseguimos uma vitória muito importante para enfrentarmos ele em casa e podermos aumentar ainda mais a vantagem”, disse Sasha, ao SporTV.

Sasha foi decisivo. O atacante finalizou a bola na trave antes de Arthur Gomes, na pequena área, só empurrar para o fundo das redes.

“Foi um gol coletivo, saímos em um contra-ataque muito rápido. Eu, Rodrygo e Arthur estamos de parabéns pelo belo gol”, emendou.


Palmeiras 1 x 2 Santos – 5 x 3 pênaltis

Data: 27/03/2018, terça-feira, 20h30.
Competição: Campeonato Paulista – Semifinal – Jogo de volta
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 36.591 presentes (34.743 pagantes e 1.848 não pagantes)
Renda: R$ 1.327.610,00
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Auxiliares: Herman Brumel Vani e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa.
Cartões amarelos: Felipe Melo e Willian (P); David Braz, Lucas Veríssimo, Alison e Eduardo Sasha (S).
Gols: Eduardo Sasha (13-1), Bruno Henrique (16-1) e Rodrygo (39-1).
Pênaltis: Palmeiras: Dudu, Tchê Tchê, Victor Luis, Moisés e Guerra converteram. Santos: Gabriel, Artur Gomes e Jean Mota converteram. Diogo Vitor desperdiçou.

PALMEIRAS
Jailson; Tchê Tchê, Antônio Carlos, Thiago Martins e Victor Luis; Felipe Melo, Bruno Henrique e Lucas Lima (Guerra); Dudu, Keno e Willian (Deyverson).
Técnico: Roger Machado

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Alison; Eduardo Sasha (Diogo Vitor), Renato (Leandro Donizete), Arthur Gomes e Rodrygo (Jean Mota); Gabriel.
Técnico: Jair Ventura



Jailson brilha, Palmeiras vence Santos nos pênaltis e vai à final

Com Jailson herói nas duas partidas contra o Santos, o Palmeiras está na final do Campeonato Paulista. O Verdão esteve longe de apresentar um grande futebol, mas mesmo assim, mostrou garra e buscou o resultado pelos mais 37 mil presentes no Pacaembu e todos os que acompanharam de longe a derrota por 2 a 1 no tempo normal e a classificação emocionante nas penalidades.

Como o Verdão havia vencido o primeiro jogo por 1 a 0, a decisão foi para os pênaltis. E aí brilhou a estrela de Jailson. O goleiro pegou a cobrança de Diogo Vitor, e o Palmeiras venceu a disputa por 5 a 3.

O jogo:

O Palmeiras começou o duelo decisivo marcando apenas a partir do meio-campo. Provavelmente, por um misto de cansaço físico da equipe, que não reuniu condições de treinar desde a primeira partida semifinal, e estratégia para administrar a vantagem.

A estratégia, inédita com Roger Machado este ano (tirando o segundo tempo do primeiro duelo contra o Santos), não surtiu efeito. Mesmo assim, o Verdão só alterou sua postura após ver o Peixe abrir o placar.

O Palmeiras voltou do intervalo ainda com apoio dos 36.591 presentes. Mas a atmosfera não chegava próxima do que a equipe encontra no Allianz Parque, e o nervosismo nas arquibancadas só foi crescendo e sendo refletido nos atletas em campo.

Quando o segundo tempo começou, o Santos se defendia como se tivesse a classificação assegurada (o resultado levaria para as penalidades). Já o Palmeiras atacava como se restasse apenas cinco minutos no marcador para balançar as redes, com absoluto desespero. Era como se o Verdão tentasse emplacar contra-ataques em todas as jogadas, mesmo com a defesa adversária bem postada.

Em dado momento, ficou difícil definir se o time transmitia nervosismo para a torcida, ou se era o contrário. Ao contrário do habitual, Roger não demorou a fazer mudanças e trocou Lucas Lima, apagado nas duas partidas contra o ex-time, e Willian por Guerra e Deyverson. Jair respondeu fechando ainda mais sua equipe: Rodrygo deixou o campo e Jean Mota entrou.

Palmeiras e Santos seguiram sem criar absolutamente nenhuma oportunidade no segundo tempo. A única celebração dos alviverdes foi quando Moisés foi chamado para entrar na vaga de Bruno Henrique. De novo, Jair respondeu rápido e, mais uma vez, de forma defensiva: Diogo Vitor e Leandro Donizete entraram para as saídas de Sasha e Renato.

Mas se faltou emoção na etapa final, sobrou nas penalidades. O Palmeiras converteu suas cinco cobranças, com Dudu, Tchê Tchê, Victor Luis, Moisés e Guerra, enquanto Diogo Vitor parou em Jailson. E assim, o Palmeiras está na final do Campeonato Paulista.

Veja as cobranças de pênaltis no vídeo abaixo:

Sem ‘mimimi’, Jair valoriza Santos após eliminação: “Fortalecidos”

Alinhado ao discurso do elenco, Jair tirou coisas positivas da eliminação do Santos para o Palmeiras na semifinal do Campeonato Paulista. O técnico acredita que o Peixe provou o seu valor ao vencer o rival por 2 a 1 no Pacaembu, nesta terça-feira, antes da derrota nos pênaltis.

“Mostramos poder de reação, mesmo sendo um time em formação. Ainda temos o Bruno Henrique para voltar e o Léo Cittadini, que foi uma baixa pelo grande momento. Hoje infelizmente bateu na trave, mas vencemos a forte equipe do Palmeiras, que tem o maior orçamento do Brasil, com praticamente três times”, afirmou o treinador.

Depois de elogiar o elenco do Palmeiras, Jair foi questionado sobre as deficiências do grupo santista, principalmente pela ausência de um meia após a saída de Lucas Lima. E o treinador não reclamou.

“Vou extrair máximo do meu elenco usando a base. Tenho outra opção? Vamos criar alternativas, usar sistemas diferentes. Vou trabalhar com o que tem. Não sou de mimimi, de ficar chorando. Vamos trabalhar dentro do elenco”, explicou, antes de despistar sobre reforços.

“O departamento de futebol está trabalhando, mas a gente trabalha de maneira interna”, completou.

Bastidores – Santos TV:

Diogo Vitor ganha apoio no Santos: “Responsabilidade não é dele”

Diogo Vitor foi o único santista a perder um pênalti na eliminação para o Palmeiras na semifinal do Campeonato Paulista. O atacante parou no goleiro Jailson. Depois de chorar ao sair do campo, o jovem recebeu o apoio de todos no Peixe.

“A gente ganha e perde junto. É bola para frente. Ele tem cabeça boa”, disse o técnico Jair Ventura.

“O Diogo deu a cara. Teve personalidade. Estamos com ele e vai superar”, afirmou Gabigol.

“Só quem está lá dentro sabe como é. Acertos e erros fazem parte da nossa vida. Temos que saber lidar. Tenho certeza que o Diogo vai dar muitas alegrias ao torcedor do Santos. Vamos ajudá-lo a superar. Responsabilidade não é dele”, explicou David Braz.

“Somos jovens, temos de erguer a cabeça. Falei para o Diogo que temos muitas decisões para disputar. Estamos no caminho certo”, concordou Rodrygo.

Diogo Vitor tem um dos melhores aproveitamentos do elenco em cobranças de pênalti e converteu nas quartas de final contra o São Bento. Ele entrou no segundo tempo da vitória por 2 a 1 sobre o Palmeiras, com a eliminação na sequência.

Jair ganha opção com Rodrygo e prevê novas formações no Santos

O Santos foi eliminado na semifinal do Campeonato Paulista, mas venceu o Palmeiras por 2 a 1, com o Pacaembu lotado de torcedores alviverdes na noite desta terça-feira. E o desempenho faz com que Jair Ventura projete coisas boas para o time na temporada.

Uma delas é a variação tática com quatro atacantes e um deles mais recuado, o caso de Rodrygo no clássico. A joia voltou um pouco para o meio-campo, enquanto Arthur Gomes, Eduardo Sasha e Gabigol trocaram de posição entre as pontas e o meio a todo momento. A movimentação confundiu a defesa do Palmeiras nos gols, de Sasha e Rodrygo.

“Vou extrajr o máximo do meu elenco, usando a base. Tenho outra opção? Vamos criar alternativas, usar sistemas diferentes. Vou trabalhar com o que tem. Não sou de mimimi, de ficar chorando. Vamos trabalhar dentro do elenco e encontrar opções, como fizemos hoje (terça)”, disse Jair.

Rodrygo atuou como meia nas categorias de base e a função não é novidade. No elenco, há falta de armadores. Sem Lucas Lima, Vecchio, Jean Mota, Diogo Vitor e Vitor Bueno foram testados, e sem sucesso.

“Acho uma boa, até porque fiz essa função na base, com muitos jogos como meia ou falso 9. É uma posição que o Jair pode me usar também, mas tudo depende dos treinamentos e de como ele quer escalar a equipe”, explicou Rodrygo.

O lateral-esquerdo Dodô, jogador com boa leitura tática, explica que a formação tática pode ser mantida, mas alterada a cada atleta escalado.

“Na verdade, essa formação a gente já usou no primeiro jogo, o 4-2-3-1, mas entrou o Rodrygo no lugar do Diogo e a interpretação do mesmo esquema tático é diferente de jogador para jogador. O Rodrygo tem um pouco mais de mobilidade. Essa questão dos externos a gente corrigiu pelo vídeo, vimos que eu estava deixando ele (Dudu ou Keno) receber a bola largo para depois diminuir espaço. Hoje eu já estava mais perto deles, jogando mais aberto e tentando antecipar ou diminuir espaço mais rápido. Eles são muito rápidos e complicaram bastante no primeiro jogo. Foi um correção do Jair e deu certo”, analisou.

Paulistão revive final entre grandes da capital após 15 anos

Qual foi a última vez que dois clubes do Trio de Ferro protagonizaram a final do Campeonato Paulista? Muita gente talvez não se lembre de primeira, mas, não é de se surpreender, afinal já são 15 anos desde o último clássico paulistano em uma decisão do Estadual mais concorrido do país.

O Santos foi o principal intruso nesse período, com 10 participações em finais de 14 possíveis. A edição de 2005 não é levada em consideração neste levantamento, pois, apesar de ter tido o São Paulo campeão e o Corinthians vice, a fórmula de disputa adotada se deu por pontos corridos.