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Santos 0 x 1 Figueirense

Data: 28/08/2016, domingo, 11h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 22ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.456 pagantes
Renda: R$ 465.045,00
Árbitro: Bruno Arleu de Araújo (RJ)
Auxiliares: Thiago Henrique Neto Correa Farinha e Dilbert Pedrosa Moisés (ambos do RJ)
Cartões amarelos: Copete, Thiago Maia e Renato (S); Ferrugem e Weley (F).
Gol: Rafael Moura (02-2, de pênalti).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz (Jean Mota), Luiz Felipe e Zeca; Thiago Maia, Renato, Lucas Lima e Vitor Bueno (Emiliano Vecchio); Copete (Gabriel) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior

FIGUEIRENSE
Gatito Fernández; Ayrton, Werley, Marquinhos (Bruno Alves) e Marquinhos Pedroso; Elicarlos (Jefferson), Jackson Caucaia, Ferrugem (Renato) e Dodô; Lins e Rafael Moura.
Técnico: Tuca Guimarães



Santos cai diante do Figueirense na Vila Belmiro e fica fora do G4

No jogo de despedida do atacante Gabriel, que acertou a sua ida à italiana Internazionale e foi a campo apenas no segundo tempo, o Santos acabou surpreendido pelo Figueirense na Vila Belmiro, na manhã deste domingo. O time da casa atacou durante quase todo o tempo, mas sofreu um gol em pênalti convertido pelo centroavante Rafael Moura, no princípio da etapa complementar, e amargou a derrota por 1 a 0.

O resultado manteve o Santos com 36 pontos ganhos no Campeonato Brasileiro e fora da zona de classificação à Copa Libertadores da América. Já o Figueirense, que evoluiu sob o comando do técnico Tuca Guimarães, subiu para 24 pontos e ganhou um respiro na luta travada contra o rebaixamento.

O Santos terá tempo para se reabilitar do tropeço diante da equipe catarinense. Voltará a atuar pelo Brasileiro apenas em 8 de setembro, contra o Internacional, no Beira-Rio. Pela Copa do Brasil, o jogo de volta contra o Vasco será no dia 21, em São Januário – a ida terminou com vitória santista, por 3 a 1.

O jogo

Atuando na Vila Belmiro, com o apoio de sua torcida, o Santos não se importou com o forte calor que fazia no litoral paulista e tomou a iniciativa de atacar o Figueirense. Para levantar o público, Lucas Lima mostrava bom entrosamento com Victor Ferraz do lado direito, com direito a um bonito chapéu sobre Elicarlos no princípio da partida.

Contido, o Figueirense soube barrar as investidas do Santos e apostou nos chutes de longa distância para encurtar o caminho para o gol, vez ou outra assustando o goleiro Vanderlei. O time visitante, no entanto, sofreu duas baixas ainda no primeiro tempo – Marquinhos e Elicarlos se machucaram, cedendo espaço para Bruno Alves e Jefferson.

Antes da segunda substituição da equipe catarinense, o Santos quase inaugurou o placar em uma cobrança de falta de Ricardo Oliveira, aos 14 minutos. A bola desviou em Rafael Moura, que estava na barreira, e acertou o travessão.

Dez minutos mais tarde, o time da casa queria que uma nova oportunidade em jogada de bola parada fosse da marca da cal. Victor Ferraz fez um cruzamento da direita, dentro da área, e a bola bateu na mão de Bruno Alves. O árbitro Bruno Arleu de Araújo considerou o lance legal, revoltando o público santista.

Com o passar do tempo, o Santos se mostrou frustrado por não reverter os mais de 70% de posse de bola que tinha na partida em perigo para o Figueirense. O time de Dorival Júnior rodou de um lado a outro até o intervalo, porém passou a errar muitos passes e a facilitar o trabalho da defesa adversária.

Para resolver o problema no segundo tempo, Dorival recorreu a Gabriel. O atacante recém-chegado da Itália, onde alinhavou a sua transferência para a Internazionale, foi o substituto do colombiano Copete, apagado em campo.

Logo no primeiro minuto de jogo com Gabriel no gramado, porém, o Santos sofreu um baque. Jefferson invadiu a área pela esquerda e caiu em um choque com Thiago Maia. Pênalti. Rafael Moura se apresentou para a cobrança, bateu no canto, e Vanderlei não alcançou a bola.

A missão do Santos ficaria ainda mais complicada a partir de então, já que o Figueirense aproveitou a vantagem para atuar completamente recuado. Ainda assim, os donos da casa quase chegaram ao empate aos 15 minutos. Luiz Felipe cabeceou firme depois de escanteio batido por Lucas Lima, e a bola tocou em Gatito Fernández e no travessão. Na sobra, Ricardo Oliveira ajeitou para o zagueiro concluir novamente na pequena área, e o goleiro teve agilidade e reflexo para evitar o gol.

Temendo o poderio ofensivo santista, o técnico Tuca Guimarães sacou Ferrugem para a entrada de Renato. Dorival Júnior respondeu imediatamente, com ousadia, trocando David Braz por Jean Mota.

Como era esperado, o final do jogo foi de muita pressão do Santos, ainda que desorganizada. Até porque o Figueirense sabia se defender, Dorival apostou a sua última ficha no argentino Emiliano Vecchio, que ocupou a vaga de Vitor Bueno. Não adiantou. O time da casa chegou a colocar a bola para dentro com Gabriel, aproveitando cruzamento rasteiro de Ricardo Oliveira da esquerda, mas a jogada foi anulada por impedimento.

Despedida de Gabriel cria ambiente de festa na Vila mesmo após derrota

Nem parecia que o Santos havia acabado de perder por 1 a 0 (com gol de pênalti do centroavante Rafael Moura) para o Figueirense, neste domingo, na Vila Belmiro. Assim que a partida acabou, o clube do litoral paulista criou um ambiente festivo em seu estádio para se despedir do atacante Gabriel, vendido para a Internazionale, da Itália.

Gabriel viu imagens de sua trajetória pelo Santos serem exibidas no telão da Vila, foi saudado pelo rapper Emicida ainda no gramado, onde um bandeirão com a sua imagem era aberto, e ganhou uma placa do presidente Modesto Roma Júnior. Aplaudindo o público, que retribuía prontamente, o prata da casa ainda pegou um microfone para discursar.

“Muito obrigado. Estou indo embora, mas lodo estarei de volta porque aqui é a minha casa, o meu lugar”, bradou Gabriel, levando as mãos aos olhos, como se fosse chorar, porém sorridente.

O jogador ainda lembrou que a sua saída será financeiramente benéfica para o Santos, uma vez que a Inter de Milão investiu € 29,5 milhões (R$ 108 milhões) no negócio. “É um momento difícil para o clube, e isso também pesou na minha decisão. O Santos me ajudou aos oito anos, e agora é a minha hora de ajudar. Estou indo embora e deixando o clube muito bem. Muito obrigado por tudo. Amo vocês e logo estarei de volta”, despediu-se Gabriel.

Antes de descer para o vestiário, o reforço da Internazionale ainda recebeu o carinho de muitos companheiros de Santos – Ricardo Oliveira foi um dos que abraçaram demoradamente o amigo. Pouco antes, ainda com a bola rolando, Gabriel havia completado para o gol um cruzamento do centroavante, mas o lance acabou anulado por impedimento.

Jogadores do Santos culpam Gatito por tropeço diante do Figueirense

O goleiro Gatito Fernández deixou o gramado da Vila Belmiro com o reconhecimento até dos adversários do Figueirense na manhã deste domingo. Para os jogadores do Santos, o paraguaio, com grandes defesas no segundo tempo, tornou-se o principal responsável pela derrota por 1 a 0 para a equipe catarinense.

“Devemos primeiro enaltecer o Figueirense, que fez o que dava. Foi o jogo em que Deus não quis. A bola não entrou. O Gatito, que nem vinha jogando sempre, fez defesas que não existem”, lamentou o lateral direito Victor Ferraz. “Ficamos tristes demais porque queríamos encostar na frente na tabela, mas também sabíamos que perderíamos em casa em algum momento”, completou.

De fato, o Santos pressionou o Figueirense durante toda a partida. Acabou castigado por um pênalti convertido pelo centroavante Rafael Moura logo no princípio do segundo tempo – e, a partir de então, Gatito passou a chamar ainda mais a atenção. O goleiro salvou a sua equipe em uma cabeçada de Luiz Felipe na pequena área e voltou a parar o zagueiro no rebote, por exemplo, além de ter feito uma defesa plástica em um chute de fora da área do argentino Emiliano Vecchio.

“Quando você vê que o goleiro adversário trabalhou tão bem, é um sinal de que a sua equipe teve oportunidades e não conseguiu concretizar em gol. Lutamos muito, mas, infelizmente, o Gatito está de parabéns. Damos os méritos para ele e já começamos a trabalhar para buscar uma vitória contra o Inter”, projetou o veterano volante Renato, de olho no compromisso de 8 de setembro, no Beira-Rio.

Maior encarregado de marcar os gols do Santos, o centroavante Ricardo Oliveira se mostrou mais resignado do que os seus companheiros. “Faltou ser efetivo na hora de concluir. Criamos ocasiões para matar o jogo no primeiro tempo. Aí, infelizmente, em um contra-ataque, o Thiago Maia tentou sair do lance, e o jogador deles (Jefferson) foi inteligente para ficar na frente e sofrer o pênalti. O Figueirense fez o gol em uma bola, e perdemos a partida”, sintetizou.

Rafael Moura valoriza empenho do Figueirense contra “moleque de ouro”

Autor do único gol do jogo contra o Santos, convertendo um pênalti na manhã deste domingo, Rafael Moura deixou o gramado da Vila Belmiro bastante satisfeito. O centroavante valorizou a disposição do Figueirense para obter o resultado positivo diante de uma equipe que fazia festa para se despedir do atacante Gabriel, vendido para a Internazionale, da Itália.

“Precisam respeitar o Figueirense, pelo tanto que correu e batalhou por essa vitória. Todo o mundo está extenuado. Tivemos um jogo difícil na quarta-feira e jogamos logo cedo neste domingo, debaixo de um sol forte”, comentou Rafael Moura, que chegou a cair no gramado, de cansaço, ao final da partida contra o Santos.

Quando citou o compromisso anterior do Figueirense, o jogador se referiu à vitória por 4 a 2 sobre o Flamengo, pela Copa Sul-americana, conquistada com três gols dele no Orlando Scarpelli. “Estávamos com a autoestima lá em cima por causa do jogo contra o Flamengo. Fomos merecedores de mais uma vitória. Precisávamos muito disso”, afirmou.

Para Rafael Moura, o triunfo teve ainda mais valor porque foi conquistado com Gabriel em campo. Titular na campanha vitoriosa da Seleção Brasileira nos últimos Jogos Olímpicos, o atacante entrou no segundo tempo e deu adeus ao Santos antes de se apresentar à Inter de Milão.

“Acho que o Robinho e o Neymar também perderam os seus jogos de despedida. Desejo muita sorte ao Gabriel, um moleque de ouro, mas hoje precisávamos estragar a festa dele porque era dia de festa do Figueirense”, sorriu Rafael Moura.

Gabriel reforça desejo de voltar ao Santos no futuro e exalta a sua venda

Apesar da derrota por 1 a 0 para o Figueirense, na manhã deste domingo, o atacante Gabriel esbanjou alegria na Vila Belmiro. O Santos preparou uma festa para se despedir do jogador que vendeu à Internazionale, da Itália, após a partida, com direito às presenças dos seus familiares e do rapper Emicida, a um bandeirão especialmente confeccionado para o prata da casa, à entrega de placa e à exibição de um vídeo sobre a sua trajetória no telão do estádio.

Com tanta festa, Gabriel enfatizou diversas vezes – a primeira delas com um microfone em punho, diante dos torcedores posicionados nas arquibancadas da Vila – que gostaria de defender novamente o Santos no futuro. “Estou indo embora, mas logo voltarei porque aqui é a minha casa, o meu lugar”, repetiu o atacante, já em entrevista coletiva. “Aprendi muita coisa no Santos, não só como jogador, mas como pessoa. Foram mais de dez anos de grandes experiências. O que fica é o meu agradecimento”, complementou.

Ficarão também os € 29,5 milhões (R$ 108 milhões) que a Inter de Milão investiu em Gabriel, ajudando a equilibrar as finanças do Santos. O medalhista de ouro nas Olimpíadas do Rio de Janeiro exaltou tanto a quantia quanto o seu desejo de atuar pelo clube do litoral paulista outra vez.

“Estou saindo pela porta da frente, acho que como a venda mais cara da história do clube. O Santos me tirou de São Bernardo, de onde eu não tinha nada, com oito anos, e me deu tudo. Hoje, estou deixando uma grande coisa para eles. Fizeram muito por mim e agora estou fazendo para eles”, orgulhou-se Gabriel, que resolveu não insistir na ideia de seguir na Vila até o fim do ano – a exemplo do que fará o xará Gabriel Jesus no Palmeiras após concretizar a negociação com o Manchester City, da Inglaterra. “A gente conversou bastante aqui. Entendi que o momento do clube não era fácil”, afirmou.

Aos 19 anos, Gabriel agora começa a se preocupar com o seu novo desafio. O atacante avisou que contará com a ajuda de amigos e familiares em Milão, além da colaboração dos brasileiros que já estão lá, para se adaptar e corresponder com as expectativas da Inter. “É uma nova etapa da minha vida. Gostei muito da conversa que tive com eles. Estou muito ambicioso. Vão montar um grande time, e quero fazer parte disso”, declarou.

Lamentando apenas a derrota deste fim de semana, o reforço da Internazionale ainda teve tempo de falar sobre as memórias que levará consigo. “Não me arrependo de nada do que fiz no clube – briguei, fui expulso, fiz gol, fui vaiado, aplaudido… enfim, vivi tudo intensamente. O Santos é a minha casa. Ainda não caiu a ficha de que não estarei mais na Vila, com a torcida gritando a minha música, com os meus pais no camarote. Mas estou tranquilo. Fiz grandes coisas pelo Santos e entendo que este é outro momento. A Inter é uma grande equipe, que está se reconstruindo, e quero crescer com eles”, projetou o ex-santista.

Em baixa na temporada, Lucas Lima herda a camisa 10 do Santos

Com a venda de Gabriel para a Inter de Milão, Lucas Lima herdará a camisa 10 do Santos. Um dos principais jogadores do elenco, o meia passará a ter que lidar com o peso de vestir o número que já foi de Pelé justamente quando está em baixa na temporada.

Em suas 12 aparições no Campeonato Brasileiro de 2016, Lucas Lima acertou 471 passes – uma média de 39,25 por jogo, de acordo com dados do Footstats. Além da queda em relação ao ano passado, quando ostentava um índice de 44,5 toques certos por partida, o jogador caiu de rendimento nas últimas rodadas. Se forem analisados apenas os últimos cinco confrontos que participou, o novo camisa 10 do Peixe acertou 36,6 passes por partida, tendo tido uma atuação mais fraca contra a Ponte Preta, pela 15ª rodada, quando tocou a bola para os seus companheiros apenas 30 vezes.

A queda de produção e as lesões podem ter sido fatores que frustraram o objetivo do jogador de 26 anos de ir jogar na Europa. Depois de já ter afirmado publicamente que tinha o desejo de ser vendido nesta janela de transferência, Lucas Lima chegou a ser especulado em clubes de ponta na Europa, porém nenhuma proposta que agradasse parece ter sido recebida na Vila Belmiro. O prazo para o fim das contratações na Europa é o dia 31 de agosto, quarta-feira.

Um dos quesitos que mais evidencia essa baixa do atleta é o número de desarmes que ele realiza. Nesse fundamento, que Lucas Lima sempre mostrou bons índices para um jogador de ataque, houve uma brusca queda. Das 22 vezes que ele roubou a bola de adversários no Brasileirão, 21 foram nos seus oito primeiros jogos, tendo desarmado oponentes apenas uma vez, contra o Coritiba, nas últimas quatro partidas.

O índice de finalizações corretas de Lucas Lima, no entanto, melhorou em comparação com a última edição do Campeonato Brasileiro. Neste ano, o meia acerta um a cada dois chutes que dá, enquanto em 2015 esse número cai para próximo a um acerto na meta a cada três tentativas.

Apesar disso, Tite parece não ver a má fase do meia como um empecilho. Em sua primeira convocação como técnico da Seleção Brasileira, o treinador chamou o jogador do Santos para integrar o elenco que irá enfrentar o Equador, no dia 1 de setembro, e a Colômbia, no dia 6, pelas Eliminatórias da Copa de 2018.

Contratado do Internacional em 2014, Lucas Lima usava a camisa 20, enquanto Gabigol vestia a 10. Antes, o número era usado por Montillo. O meia deverá utilizar a nova numeração já na próxima partida, contra o Internacional, pela 23ª rodada do Brasileirão, no dia 8 de setembro, quinta-feira.

Problema antigo, desempenho fora de casa afasta título brasileiro do Santos

Após a derrota para o Figueirense por 1 a 0 na última rodada, o Santos estacionou na quinta colocação com 36 pontos no Campeonato Brasileiro. Antes cotado como forte candidato ao título, o time paulista vê o troféu se afastando cada vez mais por uma falha antiga da equipe: o desempenho como visitante.

Nesta edição do Brasileirão, o Peixe é apenas o nono melhor visitante da competição. Dos 33 pontos que disputou ao visitar os adversários, o clube conquistou somente onze – um aproveitamento de 33,3%. Essa mesma sina se repetiu em 2015, quando o Santos encerrou o ano com a sétima colocação, mas foi o segundo pior visitante, melhor apenas que o Joinville, rebaixado como lanterna do torneio.

Com o mesmo número de jogos disputados fora de casa, o Palmeiras, primeiro colocado e melhor visitante do Brasileiro, somou 17 pontos, seis a mais do que o Peixe. Caso o Santos tivesse um desempenho similar, estaria hoje com 42 pontos, na vice-liderança do torneio.

Apesar de sempre apresentar bons desempenhos dentro da Vila Belmiro, isso não é suficiente para brigar pelo título. O histórico do Campeonato Brasileiro mostra que os times campeões da competição na era dos pontos corridos tiveram bons desempenhos fora de casa. Em 2015, por exemplo, o campeão Corinthians conseguiu roubar 31 pontos dos adversários atuando como visitante – um aproveitamento de 54,4%. No mesmo ano, o Santos conquistou 17,5% dos pontos como visitante.

Com quase um turno inteiro ainda pela frente, o Peixe ainda disputará mais oito jogos em território adversário. Para tentar mudar o seu índice e voltar para o G4, o time já precisa melhorar o desempenho para a próxima rodada, no dia 8 de setembro, quando enfrentará o Internacional, no Estádio Beira-Rio.

Figueirense 2 x 2 Santos

Data: 25/05/2016, domingo, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 3ª rodada
Local: Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, SC.
Público: 5.927 torcedores
Renda: R$ R$ 86.670,00
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhaes (RJ)
Auxiliares: Rodrigo F. Henrique Correa e Luiz Claudio Regazone (ambos do RJ).
Cartões amarelos: Elicarlos e Jaime (F); Rafael Longuine, Matheus Nolasco e Paulinho (S).
Cartão vermelho: Gustavo Henrique (S).
Gols: Rafael Moura (37-1) e Vitor Bueno (41-1, de pênalti); Joel (11-2, de pênalti) e Ermel (46-2).

FIGUEIRENSE
Gatito Fernandéz; Ayrton, Jaime, Bruno Alves e Marquinhos Pedroso; Elicarlos (Ermel), Jocinei, Ferrugem e Bady (Ortega); Guilherme Queiroz (Dudu) e Rafael Moura.
Técnico: Vinícius Eutrópio

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia, Vitor Bueno (Serginho) e Rafael Longuine (Matheus Nolasco); Paulinho e Joel. (Luiz Felipe).
Técnico: Dorival Junior



Com um a menos, Santos sofre empate aos 46 e segue sem vencer fora

O Santos esteve muito perto de acabar com o jejum de vitórias fora de casa em Campeonatos Brasileiros. Na noite desta quarta-feira, a equipe de Dorival Júnior absorveu bem os desfalques de Lucas Lima, Gabriel e Ricardo Oliveira e esteve a frente do placar diante do Figueirense, no estádio Orlando Scarpelli. Mas, aos 46 minutos, a equipe da casa arrancou o empate e frustrou os planos do Peixe.

A arbitragem do jogo sofreu muita pressão durante os 90 minutos e deixou o gramado com a escolta policial. Isso porque os dois gols santistas saíram após cobranças de pênaltis. Vitor Bueno e Joel balançaram as redes. Antes, Rafael Moura abriu o placar. E com a expulsão de Gustavo Henrique, que acertou uma voadora em Dudu, no segundo tempo, o Santos acabou sendo pressionado até levar um belo gol de Ermel, já nos minutos finais. Assim, a última vitória santista fora de casa no Brasileirão segue sendo o 1 a 0 em cima do Cruzeiro, na 21ª rodada da edição de 2015, há nove meses.

O resultado deixa o Santos com quatro pontos na competição, em campanha de uma vitória, um empate e uma derrota, na provisória 8ª posição neste início da 3ª rodada. Por outro lado, a equipe de Florianópolis segue sem vencer, diante de três empates, o que dá ao time apenas três pontos e a 15ª posição na tabela, que ainda pode piorar no desenrolar dos próximos jogos.

O jogo

Quem esperava um Santos cauteloso por não ter seus principais jogadores em campo e principalmente pelo fato de estar longe da Vila Belmiro se enganou. Dorival Júnior se mostrou determinado a arrancar os três pontos diante do Figueirense, em Florianópolis, e postou sua equipe com uma marcação alta, surpreendendo o adversário.

Desta maneira, o Peixe dominou toda a primeira etapa. Os donos da casa chegaram ao ataque pela primeira fez só aos 13 minutos, mesmo assim, sem levar perigo a Vanderlei. A resposta santista veio em seguida e por pouco o placar não foi aberto.

Joel recebeu em profundidade e rolou para o meio da área. Sozinho, Rafael Longuine furou embaixo das traves. Paulinho pegou a sobra e também se atrapalhou. Chance inacreditável desperdiçada pelo Santos.

Apesar do vacilo, o alvinegro praiano não se abalou e seguiu ditando o ritmo do jogo, já com mais de 60% de posse de bola. Faltava apenas encaixar o último passe, que sempre acabava bloqueado pelos defensores do Figueira. E o castigo veio aos 37 minutos.

David Braz se perdeu na linha de impedimento e deixou Rafael Moura em posição legal nas costas de Victor Ferraz na única subida efetiva do Figueirense. O centroavante dominou e não perdoou: 1 a 0.

A alegria, no entanto, não durou muito tempo. Aos 41 minutos, Ferrugem saltou para afastar a bola da área e acabou tocando com o braço na bola. Pênalti assinalado pelo árbitro Wagner do Nascimento Magalhaes e convertido por Vitor Bueno.

Na segunda etapa, a partida parecia que manteria o mesmo ritmo. Logo no primeiro minuto, Vitor Bueno ficou de frente para o goleiro Gatito, mas isolou a finalização por cima do travessão. No lance seguinte, Baby cabeceou livre e obrigou Vanderlei a trabalhar pela primeira vez no confronto.

Mas o jogo esquentou mesmo aos 10 minutos, quando Joel se antecipou a Jaime dentro da área e caiu. Novamente, sem titubear, Wagner do Nascimento Magalhaes apontou para a marca da cal. Desta vez, o camaronês colocou a bola debaixo dos braços e também foi feliz na cobrança. 2 a 1 e muita reclamação da torcida, que ecoava o grito de “vergonha” das arquibancadas.

A pressão sobre a arbitragem só aumentou aos 17 minutos, quando Thiago Maia acertou Ferrugem dentro da área santista e o juiz do jogo, desta vez, nada marcou. A partida chegou a ficar paralisada diante de tanta reclamação e o massagista do Figueirense acabou expulso.

Dai para frente, todos os lances eram muito questionados e o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães parecia perder o comando do duelo. A situação só foi amenizada aos 22 minutos, quando Gustavo Henrique deu um ‘golpe de karatê’ em Dudu e foi expulso sem apresentação do cartão amarelo.

O Peixe, então, se limitou apenas a marcar, enquanto o Figueirense partiu para o tudo ou nada nos minutos finais. A pressão só surtiu efeito aos 46 minutos, quando Marquinhos Pedroso cruzou da esquerda e Ermel acertou um lindo voleio para empatar a partida e manter a sina do Santos em não vencer como visitante.

Dorival culpa expulsão e gols perdidos por novo tropeço fora de casa

“Expulsão” e “efetivo”. Essas foram as palavras mais utilizadas por Dorival Júnior depois do empate por 2 a 2 com o Figueirense no estádio Orlando Scarpelli. O treinador santista, apesar da fala mansa, não escondeu seu descontentamento com o zagueiro Gustavo Henrique, pela expulsão direta aos 22 minutos do segundo tempo, quando o Peixe vencia por 2 a 1, e com a má pontaria de seus atacante, principalmente diante das chances criadas na etapa inicial.

“O jogo, até o momento da expulsão, foi um. E depois foi outro completamente diferente. Facilitamos para que o Figueirense alcançasse o gol. Perdemos uma ótima oportunidade em razão do que vínhamos produzindo. Demos as condições ou proporcionamos as condições para que o Figueirense alcançasse a recuperação”, avaliou o treinador santista, convicto de que seus comandados poderiam ter matado o jogo antes do fatídico cartão vermelho.

“Até o momento da expulsão, nós tínhamos posse de bola e envolvíamos a equipe do Figueirense. Poderíamos ter tido sorte melhor no primeiro tempo. Poderíamos ter sido mais efetivos também. Temos de estar mais preparados para definirmos, porque não é a todo momento que vamos envolver um adversário como envolvemos hoje”, avisou.

Apesar da vitória ter escapado aos 46 minutos do segundo tempo, Dorival aprovou a atuação da equipe no primeiro teste sem Lucas Lima, Gabriel e Ricardo Oliveira. O treinador valorizou o fato do Peixe ter finalizado mais a gol e ter ficado mais tempo que o adversário com a bola sob seu domínio.

“O Santos tem esse perfil. Joga dessa maneira. Jogou o Paulista assim, o Brasileiro do ano passado assim. Procuramos manter posse de bola e jogada em velocidade. Não fomos felizes por completo por não sabermos aproveitar as oportunidades que tivemos”, disse, antes de novamente cobrar uma nova postura dos jogadores.

“É aquilo que falei: tem de jogar futebol de uma maneira fria, equilibrada, sempre buscando intensidade e tendo consciência, sabendo administrar. O jogo estava totalmente a nosso favor para que pudéssemos definir a qualquer momento. De repente, proporcionamos isso por causa da expulsão”, concluiu Dorival Júnior.

Renato ameaça reclamar de gol do Figueirense, mas vê lance normal

O gol de Ermel, já quase aos 47 minutos do segundo tempo, evitou a vitória santista em Florianópolis nesta quarta-feira. O lance que decretou o 2 a 2 no placar gerou reclamações de alguns jogadores santistas, mas, depois do apito final, o capitão Renato se dirigiu ao árbitro com outra postura. A polêmica foi criada porque Vanderlei saiu para cortar o cruzamento vindo da direita e acabou furando o soco. O goleiro pediu falta, mas a jogada seguiu e acabou na conclusão de Ermes para as redes.

“Ele (Vanderlei) foi para pegar a bola e achei que tinha tomado um tranco. Mas, vimos que o Vanderlei perdeu o tempo da bola. Não tem de lamentar. Ele (árbitro) não apitou, correu o jogo. Essa foi a única reclamação. Não era o que queríamos. Diante da circunstância da partida, a gente correu e o resultado não veio”, explicou o camisa 8, ao Sportv.

Agora o Santos volta a Baixada Santista para iniciar a preparação para o duelo de domingo, contra o Internacional, às 18h30, na Vila Belmiro. Gustavo Henrique é o único desfalque de Dorival Júnior. O zagueiro levou o cartão vermelho direto na segunda etapa da partida no Orlando Scarpelli. Luiz Felipe e Lucas Veríssimo brigarão pela vaga.

Figueirense 0 x 0 Santos

Data: 24/10/2015, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 32ª rodada
Local: Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, SC.
Público: 7.634 pagantes
Renda: R$ 120.180,00
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Auxiliares: Alessandro A Rocha de Matos (BA) e Cleriston Clay Barreto Rios (SE)
Cartões amarelos: João Vitor, Dudu, Sueliton, Thiago Heleno, Fabinho (F); Gustavo Henrique e Ledesma (S).

FIGUEIRENSE
Alex Muralha; Sueliton (Bruno Dybal), Thiago Heleno, Bruno Alves e Juninho; João Vitor (Marcão), Fabinho, Yago e Rafael Bastos (Thiago Santana); Carlos Alberto e Dudu.
Técnico: Hudson Coutinho

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Werley, Gustavo Henrique e Zeca; Renato, Ledesma (Léo Cittadini) e Lucas Lima; Marquinhos Gabriel, Geuvânio (Neto Berola) e Nilson (Ricardo Oliveira).
Técnico: Dorival Júnior



Peixe empata sem gols e agora seca rivais para não perder vaga no G4

Com um time recheado de reservas, o Santos não passou de um empate por 0 a 0 com o Figueirense na noite deste sábado e agora vê sua posição do G4 ameaçada. Dorival Júnior mandou o time a campo no Orlando Scarpelli, em Florianópolis, sem David Braz, Thiago Maia, e Ricardo Oliveira. Paulo Ricardo ainda sentiu uma indisposição estomacal e foi cortado em cima da hora, além de Gabriel, que cumpriu suspensão. Com isso, a falta de entrosamento ficou latente em campo e o ponto conquistado nesta 32ª rodada do Campeonato Brasileiro ficou até barata para o time da Baixada Santista.

O Figueirense jogou com a gana de quem briga para fugir do rebaixamento. A equipe teve muitas oportunidades de marcar, principalmente no primeiro tempo, mas parou nas defesas de Vanderlei e na falta de pontaria de seus atacantes. Com isso, chega aos 35 pontos, por enquanto, ainda na 15ª posição.

Com 50 pontos, o Peixe agora só se mantém temporariamente na 4ª colocação por causa dos critérios de desempate, já que o Internacional bateu o Joinville e alcançou a mesma pontuação. O Palmeiras, que poderia ultrapassar o alvinegro, acabou derrotado pelo Sport também neste sábado. Porém, o São Paulo, que visita o Coritiba neste domingo, ainda pode assumir o posto no pelotão de elite ainda nesta rodada.

Agora, o Figueirense tem a semana inteira para se preparar para o duelo do próximo sábado, contra o Coritiba, no Couto Pereira, às 21 horas. Já o Santos faz confronto direto pelo G4 com o Palmeiras, às 17 horas do domingo, na Vila Belmiro.

O jogo

Dorival Júnior não conseguiu colocar em campo neste sábado o time principal do Santos. O desgaste dos atletas causado pela brigada partida contra o São Paulo no meio de semana ‘obrigou’ o técnico a fazer algumas alterações. E a equipe sentiu a falta de entrosamento em campo.

Mais ligado e com o ímpeto de anfitrião, o Figueirense dominou as ações no primeiro tempo. Com Dudu atormentando a defesa santista e Sueliton aparecendo com perigo pela direita, o Figueira criou as melhores oportunidades. Porém, pecou na pontaria.

Aos 19 minutos, Yago bateu cruzado e Vanderlei fez grande defesa. No rebote, Dudu pegou de primeira, mas o goleiro do Peixe operou um milagre, ainda quase caído, e evitou o gol.

Aos 24, em lance isolado, após lançamento da intermediária, Dudu dominou a bola no peito foi empurrado por Gustavo Henrique pelas costas dentro da área. Mas Leandro Pedro Vuaden mandou o atacante se levantar e nada marcou, revoltando os poucos torcedores no Orlando Scarpelli.

Na sequência, a reclamação só mudou de lado. Geuvânio recebeu passe também dentro da área e acabou sendo puxado por Juninho. Mais uma vez, Vuaden ignorou a jogada.

O Santos chegava esporadicamente ao ataque. Lucas Lima tentava algumas jogadas individuais, mas a lentidão na saída de bola e os excessivos erros de passe acabavam rápido com as jogadas. Já o Figueirense seguia martelando em busca do primeiro gol.

Aos 29, Sueliton entortou Zeca pela direita do ataque e cruzou. Carlos Alberto chegou atrasado e a bola cruzou da a área santista com muito perigo. E pouco antes do intervalo, aos 43, Dudu recebeu lindo lançamento e saiu na cara do gol. O atacante tentou encobrir Vanderlei, já vendido no lance, mas deu de canela e desperdiçou a melhor oportunidade de gol dos primeiros 45 minutos.

A segunda etapa começou com o peixe tentando mudar o cenário da partida e partindo para cima. A blitz pegou o Figueirense de surpresa. Marquinhos Gabriel arrancou pela esquerda, fez linda jogada e cruzou. Geuvânio furou a cabeçada, mas teve a chance de marcar com seu forte chute de esquerda na sequência. Muralha salvou o time da casa.

Sueliton, então, fez questão de mostrar que seguiria dando trabalho. O lateral passou por dois jogadores santistas e acertou bateu. Dessa vez foi Vanderlei que teve de trabalhar para manter o 0 a 0 no placar.

Diferente da primeira etapa, o jogo passou a ser disputado de forma mais equilibrada. Mas, com muitos erros de passe, o que deixou o duelo mais feio de se ver. Os lances de perigo aconteciam por causa de jogadas individuais, como a de Sueliton aos 19 minutos. Pouco antes de se machucar e ser substituído, o lateral outra vez assuntou ao arriscar chute de longe, mas a bola saiu pela linha de fundo.

Dorival então resolveu apostar em Neto Berola e Ricardo Oliveira. Geuvânio e Nilson deixaram o jogo e o Santos passou a apostar mais no correria de seus contra-ataques, enquanto o Figueira de novo foi punido pela falta de eficiência. Aos 33, Thiago Santana não conseguiu completar cruzamento da esquerda e Juninho pegou a sobra e mandou mais uma bola nas mãos do camisa 1 santista.

O jogo ganhou muita emoção nos minutos finais, com as duas equipes se contra-atacando seguidamente, mas não era noite de gols em Florianópolis e a partida acabou mesmo com o empate sem gols, que acabou desagradando os dois lados.

Poupado, Ricardo Oliveira admite “jogo complicado” em Florianópolis

O empate sem gols na noite deste sábado não foi nada bom para o Santos. Diante de uma equipe que briga apenas para não entrar na zona de rebaixamento, o Peixe encontrou muitas dificuldades e por muito pouco não deixou o estádio Orlando Scarpelli com uma derrota na bagagem. Ricardo Oliveira, um dos jogadores poupados por Dorival Júnior, atuou apenas na parte final do jogo e pouco fez em campo. Depois do apito final, o camisa 9 reconheceu a noite infeliz dos santistas.

“Jogo muito complicado. A equipe deles com uma proposta muito cautelosa, jogando no contra-ataque. Infelizmente, não tivemos grandes chances durante o jogo”, analisou o artilheiro do campeonato Brasileiro.

Além do centroavante, Dorival Júnior deixou David Braz e Thiago Maia de fora da partida. Com isso, o time da Vila Belmiro esteve em campo com uma formação bastante diferente do que a habitual, com a dupla de zaga formada por Werley e Gustavo Henrique, e Nilson no ataque. No meio, a ideia inicial do treinador era apostar em Paulo Ricardo, mas, com uma indisposição estomacal, o jovem jogador deu lugar a Ledesma em cima da hora. E Geuvânio atuou na vaga do suspenso Gabriel.

“Nós sempre estamos falando a respeito da força do nosso elenco. Me foi perguntado logo depois do jogo contra o São Paulo, no Morumbi, se eu estaria à disposição e eu disse que sim. Mas isso não significava que eu ia jogar. Ele (Dorival) tomou a decisão de optar pelo Nilson, e agente aqui, sempre na retaguarda, sempre motivando o companheiro que está la dentro”, explicou Oliveira.

Com isso, o Santos espera ter todos seus principais jogadores para a partida da próxima quarta-feira, contra o São Paulo, com a vaga na decisão da Copa do Brasil em jogo. E o goleador santista deixou claro que, mesmo com a vantagem de ter vencido o duelo de ida por 3 a 1, o espírito é o mesmo no clube praiano.

“Uma coisa eu te asseguro, vocês vão ver nossa postura na quarta-feira e vamos mostrar que não tem nada de ‘tranquilidade’, de ‘já ganhamos’, de ‘estamos na final’. Da mesma forma que conseguimos fazer gols no Morumbi, eles têm jogadores muito fortes, que podem fazer gols na Vila também. Nossa postura vai ser muito agressiva, poque queremos essa vaga na final”, garantiu.

Depois do San-São, é importante lembrar que o desafio no domingo é contra o Palmeiras, que vai à Vila Belmiro para um confronto direto na briga pelo G4 do Brasileirão.

Dorival Jr valoriza ponto fora de casa e culpa desgaste por tropeço

Dorival Júnior evitou lamentar o empate sem gols com o Figueirense neste sábado. O técnico do Peixe sabe que a posição da equipe na tabela de classificação ficou ameaçada, mas prefere valorizar o ponto conquistado fora de casa com uma equipe que precisou superar a falta de entrosamento em função da ausência de tantos titulares.

“Esse ponto tem que ser valorizado pela maneira com que foi alcançado, conquistado. É uma conquista, sim, porque as dificuldades foram grandes para o time estar em campo, jogando de igual e tentando criar. Mesmo com todos esses aspectos saímos com um ponto que vai ajudar e muito na sequência do campeonato”, avaliou.

O treinador também fez questão de enaltecer o trabalho de seu rival, neste sábado. Dorival elogiou a postura do Figueira, que briga apenas para fugir da zona da degola na competição e minimizou o fato do Peixe seguir com apenas uma vitória no Brasileiro como visitante.

“Hoje (sábado) nós enfrentamos um adversário muito difícil e complicado de se jogar. O Figueirense sempre complica jogando em sua casa. Foi um jogo disputado, forte, em que o Santos não se omitiu em momento nenhum. Tecnicamente não foi o que esperávamos em razão do desgaste anterior, mas acima de tudo temos que reconhecer as qualidades do Figueirense, as dificuldades que ele criou em um jogo franco e aberto”, disse.

O desgaste, aliás, fez com que Dorival resolvesse poupar alguns jogadores, de olho na partida da próxima quarta-feira, contra o São Paulo, pelo segundo confronto da semifinal Copa do Brasil, e para o clássico diante do Palmeiras, no próximo domingo, pelo Brasileiro.

“Estávamos sofrendo com esse desgaste. O David (Braz) vem lutando com uma dorzinha que ele sente e isso nos preocupa há algum tempo, temos cuidado especial com ele, tiramos de um trabalho ao longo da semana para estar melhor durante as partidas. Já o Ricardo foi mais precaução, por tudo que ele correu na quarta e dificultou nossa recuperação. Mesmo assim, fomos valentes pra conquistar um ponto”, concluiu.

Dorival vê Lucas Lima “caçado” e pede atenção especial aos árbitros

Lucas Lima recebeu sofreu sete faltas neste sábado, durante o empate por 0 a 0 com o Figueirense. O camisa 20 foi o jogador do Peixe que mais teve dificuldades de se desvencilhar a marcação, muitas vezes dobrada ou até mesmo feita por três jogadores. A prática tem se tornado rotineira em jogos do Santos. Em Florianópolis, Lucas Lima não conseguiu segurar sua insatisfação e ficou claramente irritado com a situação, discutiu com jogadores adversários e acabou dando uma atenção demasiada a este obstáculo individual. Para Dorival Júnior, a reação de seu meia é compreensível.

“Você tem que entender também o outro lado. Você apanhar, apanhar, apanhar e as coisas não acontecerem, é natural que desequilibre qualquer um. E isso tem acontecido na maioria dos jogos. O jogo no meio da semana foi assim, os jogos anteriores da mesma forma. Nós não queremos privilégio, mas queremos uma atenção especial para isso que está acontecendo. É um rodízio. E é claro, é nítido que isso está fazendo com que exista um desequilíbrio natural do atleta”, explicou o técnico santista, dando uma boa dose de razão ao seu atleta.

“Por mas que nós estejamos em cima, sempre chamando a atenção, é uma reação que faz com que qualquer um perca a cabeça e saia de uma normalidade e tenha uma reação inesperada em algumas situações”, completou.

O alerta de Dorival Júnior, no entanto vem acompanhado de um conselho para o próprio jogadores. Refém do próprio talento, Lucas Lima vai ter de se adaptar a este tipo de jogo, segundo o técnico.

“Ele está cativando uma condição em razão das suas qualidades, do potencial que possui. E é natural que tenha que conviver e aprenda a conviver com reações desse tipo, porque muitas delas ainda acontecerão”, avisou.

Arbitragem
Leandro Pedro Vuaden apitou a partida no estádio Orlando Scarpelli neste sábado e foi muito criticado por não ter marcado dois pênaltis, um para cada time. O árbitro gaúcho não viu pênalti no lance que Gustavo Henrique empurra Dudu pelas costas, dentro da área, e também ignorou o puxão de Juninho em Geuvânio, quando o atacante já recebia passe para sair na cara do gol.

Mas, para Dorival Júnior, o empate sem gols neste 32ª rodada não tem qualquer relação com a arbitragem. Pelo contrário. Após a partida, o treinador do Santos demostrou muito respeito com Vuaden ao revelar que ele foi a campo no dia seguinte ao falecimento de seu pai.

“Não acho que ele influenciou. E nós temos que entender. Ele foi até um profissional acima do normal. Ter perdido o pai no dia de ontem (sexta) e estando aqui hoje (sábado) para apitar uma partida de futebol, acho que nós temos, antes de tudo, reconhecermos um valor de uma pessoa, um ser humano, um profissional, que fez seu máximo. Alguns lances sempre acontecem, mas não acho que ele teve interferência diretamente, não. Se teve, foi um errinho para um lado, um errinho para o outro. Eu acredito que tenha sido uma arbitragem tranquila, até em relação a tudo que temos visto anteriormente, e apenas lastimamos e sentimos pela passagem de seu pai”, comentou Dorival Júnior.

Santos 3 x 2 Figueirense

Data: 01/10/2015, quinta-feira, 21h00.
Competição: Copa do Brasil – Quartas de final – Jogo de volta
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 25.930 pagantes (29.468 total)
Renda: R$ 1.281.485,00
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO)
Auxiliares: Jesmar Benedito Miranda de Paula e Evandro Gomes Ferreira (ambos de GO).
Cartões amarelos: Leandro Silva, Saimon, Carlos Alberto (F).
Gols: Gabriel (20-1), Marquinhos Gabriel (28-1) e Bruno Alves (36-1); Neto Berola (02-2) e Carlos Alberto (41-2).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato e Rafael Longuine (Neto Berola); Marquinhos Gabriel (Marquinhos), Gabriel (Serginho) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior

FIGUEIRENSE
Felipe; Leandro Silva, Bruno Alves, Saimon e Juninho; Jefferson, Fabinho, Ricardinho (Dudu) e Bruno Dybal (Carlos Alberto); Thiago Santana e Elias (Clayton).
Técnico: Hudson Coutinho



Peixe despacha o Figueira e garante San-São na semifinal da Copa do Brasil

Os jogadores do Santos não negam a preferência pela Vila Belmiro. Em compensação, provam a cada oportunidade que o Pacaembu é, sim, a segunda casa santista. Nesta quinta-feira, o time de Dorival Júnior passeou em cima do desfalcado Figueirense e chegou à nona vitória seguida no estádio paulistano. Aliás, onde não perde em competições nacionais desde 2010. A vitória por 3 a 2 confirmou o favoritismo do Peixe, que já havia vencido em Santa Catarina, por 1 a 0. Com isso, está confirmado o clássico contra o São Paulo em uma das semifinais da Copa do Brasil. Do outro lado, Palmeiras e Fluminense decidem uma vaga na grande final. A CBF ainda fará os sorteios para definir a ordem dos mandos e os horários dos jogos, mas as datas estão reservadas para 21 e 28 de outubro.

Nesta quinta, Gabriel mais uma vez foi o grande nome do jogo. O jovem atacante de 19 anos abriu o placar, depois de receber longo lançamento de Marquinhos Gabriel e ainda contar com a sorte, já que a bola desviou no goleiro Felipe antes de entrar. Pouco tempo depois, o camisa 10 retribuiu o ‘favor’ e mostrou toda sua técnica ao dar um lindo passe de ‘trivela’ para o meia do Peixe ampliar de cabeça.

Ainda no primeiro tempo, Bruno Alves descontou, após cobrança de escanteio. Porém, no primeiro lance da etapa complementar, Neto Berola marcou seu primeiro gol em 16 jogos pelo Peixe e decretou a classificação do Alvinegro praiano para enfrentar o São Paulo na próxima fase. Carlos Alberto ainda descontou novamente, mas nada que alterasse o rumo da classificação santista.

Independentemente de comemoração ou lamentação, agora as duas equipes voltam suas atenções para o Campeonato Brasileiro. Neste domingo, o Santos luta para entrar no G4 na partida contra o Fluminense, às 16 horas, na Vila Belmiro. No mesmo dia e horário, o Figueirense visita o Goiás, no Serra Dourada, em duelo direto na briga contra o rebaixamento.

O jogo

Longe da Vila, mas com apoio maciço de seu torcedor na capital paulista, o Santos se mostrou à vontade na noite desta quinta-feira e jogou do jeito que gosta contra o desfalcado Figueirense.

O clube catarinense até iniciou a partida de forma ousada, com uma marcação alta e tocando bem a bola. Thiago Santa chegou a aparecer livre nas costas de Daniel Guedes logo aos quatro minutos, mas acabou adiantando muito a bola e perdendo o domínio.

O problema do Figueira era a falta de entrosamento da equipe. Gabriel usava a linha de impedimento mal feita de seu rival para aparecer sempre com perigo pelas pontas. E, aos 20 minutos, mesmo com menos posse de bola, o Peixe abriu o placar justamente desta forma. Marquinhos Gabriel lançou do campo de defesa e o camisa 10 recebeu livre, já dentro da área. Sem ângulo, Gabriel tentou cruzar para Ricardo Oliveira, mas a bola bateu na perna do goleiro Felipe e entrou no cantinho.

Era tudo o que o Santos queria. A torcida se empolgou e o time cresceu. Assim, não demorou para o placar ser movimentado mais uma vez. Desta vez, Gabriel retribuiu a assistência e, em um lindo cruzamento de ‘trivela’, pela direita, encontrou Marquinhos Gabriel livre, no meio da zaga do Figueirense. De cabeça, o meia ampliou: 2 a 0.

Apagado, Ricardo Oliveira por pouco não deixou sua marca depois de uma cobrança de escanteio. Felipe defendeu a cabeçada do centroavante. Mas, para quem esperava um Figueirense já entregue, veio a surpresa aos 36 minutos. Escanteio pela esquerda do ataque dos visitantes e o zagueiro Bruno Alves se antecipou na primeira para diminuir antes do intervalo.

Se alguém no Figueirense se empolgou com o gol marcado pouco antes do fim da primeira etapa, esse sentimento durou apenas enquanto os times descansavam nos vestiários, porque, assim que o duelo recomeçou, o Peixe não perdeu tempo e marcou seu terceiro gol. Neto Berola, que entrou no lugar de Rafael Longuine, aproveitou cruzamento de Daniel Guedes e partiu para o abraço.

O técnico Hudson Coutinho, mesmo ciente de que só um milagre lhe traria a classificação, resolveu rodar o elenco e usou suas três substituições. O time, já sem qualquer responsabilidade, passou a dominar as ações e rondar o gol de Vanderlei.

Thiago Santana perdeu uma grande chance, pela esquerda, ao estufar as redes pelo lado de fora, e Saimon por pouco não diminuiu o marcador ao aproveitar cobrança de escanteio e cabecear com perigo, à direita de Vanderlei. Mas, a deficiência técnica impediu qualquer tipo de reação. Carlos Alberto, em jogada individual, ainda descontou aos 41 minutos do segundo tempo, mas a equipe pecava no ‘último passe’ e, mesmo em maioria em alguns ataques, não conseguia ser efetivo.

Ao Santos, restou administrar, jogar com a vantagem estabelecida e até mesmo se poupar em campo. Dorival também usou todas as alterações a que tem direito e o jogo caiu de ritmo, até de uma forma natural. Nos instantes finais, foi possível apenas ouvir os gritos de “olé” da torcida do Peixe, agora ciente de que terá uma missão bem mais difícil pela frente, contra o São Paulo.

Bastidores – Santos TV:

Dorival reprova atuação do Santos na vitória em cima do Figueirense

O Santos atingiu seu objetivo. Venceu o Figueirense mais uma vez e garantiu vaga na semifinal da Copa do Brasil. Mas o semblante de Dorival Júnior durante a entrevista coletiva deixou claro que o técnico não estava satisfeito com os dois gols que a equipe sofreu, e muito menos pelo desempenho em campo.

“Muito diferente daquilo quem o Santos vinha jogando. Resultado, lógico, deixa satisfeito, mas o principal não foi executado. Talvez, pelo resultado alcançado, não tenha chamado tanto a atenção, mas precisamos melhor muito para que possamos ir bem na próxima partida, contra o Fluminense, pelo Campeonato Brasileiro”, alertou o comandante.

Dorival não gostou, principalmente, do fato de sua equipe não ter aproveitado a larga vantagem no placar agregado para se poupar e administrar o jogo. Pelo contrário, deixou o Figueirense crescer no segundo tempo e, apesar de a classificação não ter corrido riscos, os jogadores acabaram saindo de campo bem mais desgastados do que se imaginava.

“O maior problema hoje (quinta) foi o desgaste excessivo. Jogamos muito distante, com bolas alongadas desde o primeiro tempo. Não encaixamos nossa primeira bola, perdemos muito a segunda bola, não tínhamos presença no ataque, como sempre fazemos. Hoje, talvez nosso maior prejuízo tenha sido esse, essa falta de posse de bola. E demos, inclusive, chance para que o adversário pudesse nos contra-atacar, com espaço para isso”, analisou Dorival, sempre preocupado com a recuperação de seus atletas, já que o clube não pretende abrir mão de nenhuma competição.

“Nós vamos continuar acompanhando os dois campeonatos da mesma forma. Não faremos opção. Agora, nosso foco passa a ser o Fluminense”, concluiu.

Com gol e assistência, Marquinhos Gabriel diz que está dando a vida em campo

Com seus direitos ligados ao Al Nassr, da Arábia Saudita, Marquinhos Gabriel está emprestado ao Santos até dezembro. Depois de ficar perto de ser dispensado, o jogador tem provado a cada jogo seu valor e, nesta quinta, voltou a ser importante para o Peixe na vitória por 3 a 2 em cima do Figueirense, que garantiu a equipe na semifinal da Copa do Brasil.

“Eu estou dando minha vida, né? Fazendo o máximo dentro de campo. Às vezes na técnica não vai, a gente vai procurar na raça, na dedicação”, afirmou o meia.

Depois de balançar as redes contra o Fluminense, Marquinhos Gabriel mostrou todo o entrosamento dele com Gabriel nesta quinta. Primeiro, o meia fez a assistência para o atacante abrir o placar. Em seguida, foi a vez de Gabriel servir Marquinhos, que não desperdiçou.

“A gente vem numa crescente. Foi uma bela assistência do Gabriel. A gente tem treinado bastante contra-ataque. Sabemos o que temos que fazer dentro de campo. Temos que voltar a ter pegada. Deixamos a desejar nessa parte”, comentou o jogador, lembrando a importância da equipe esquecer um pouco da Copa do Brasil.

“Agora temos um jogo decisivo, contra o Fluminense. Primeiro vamos concentrar e esperar o sorteio (dos mandos das semifinais), mas temos jogos importantes antes”.

Aliás, o adversário nesta semifinal da competição por mata-mata promete dar mais trabalho que o Figueirense. Apesar de não ter perdido nenhuma partida para o São Paulo nesta temporada, Marquinhos Gabriel faz questão de ressaltar que o momento é outro.

“São situações diferentes. O São Paulo tem outro treinador, agora é Copa do Brasil. São coisas de passado. Precisamos manter o foco aqui. A equipe deles melhorou muito e vamos trabalhar por mais um título”, finalizou.

Apesar de vitória e bom retrospecto no Pacaembu, Santos jogará semi na Vila

Mesmo com a vitória sobre o Figueirense por 3 a 2 na Copa do Brasil e o recorde de público no ano como mandante, jogando no Pacaembu, o Santos irá jogar as semifinais da competição nacional contra o São Paulo na Vila Belmiro. A confirmação veio através do presidente do clube, Modesto Roma Júnior, após o jogo desta quinta-feira.

“Vamos mandar na Vila. A festa foi bonita hoje, mas não vou deixar nossos amigos lá na Vila. Tenho certeza que vamos fazer uma peixada lá junto com o Carlos Miguel (Aidar, presidente do São Paulo). Eu não abro mão da Vila. Não abro!”, afirmou o dirigente.

Jogar no Pacaembu, mesmo com 25.939 pagantes (29.438 espectadores) e uma ótima renda como no duelo contra o Figueira, não agrada a comissão técnica e os jogadores, podendo ser uma das causas para o Santos atuar na Vila Belmiro no duelo contra o São Paulo pela Copa do Brasil. A ordem das partidas ainda não foi definida, mas as datas das partidas serão nos dias 21 e 28 de outubro.

“A questão não é renda. As torcidas não estão nos abandonando. Nós temos que usar da nossa estratégia para jogar na Vila quando é dia de Vila. E jogar em São Paulo quando é dia de São Paulo. Precisamos ter o equilíbrio para sabermos quando é necessário utilizarmos a pressão da Vila Belmiro e também para jogarmos em um estádio tão agradável como o Pacaembu”, afirmou o presidente santista.

Apesar das reclamações pela diretoria ter colocado o jogo para ser disputado no Pacaembu o Santos tem um ótimo retrospecto no recinto da capital paulista. Desde 2010, a equipe da Vila Belmiro venceu 14 partidas e empatou três no estádio jogando em competições nacionais. Pela Copa do Brasil foi o segundo triunfo. Ainda assim, Modesto Roma prefere o histórico da equipe na Vila Belmiro.

“Vocês dizem que o Santos é imbátivel na Vila, então eu vou jogar na Vila. Eu compenso a perda de arrecadação ano que vem. Se eu for campeão, vou compensar com a Libertadores. Tenho certeza que a minha torcida vai me apoiar”, sentenciou o dirigente santista.

Gabriel marca contra Figueira e se iguala a Neymar na Copa do Brasil

No jogo em que o Santos se garantiu nas semifinais da Copa do Brasil, o atacante Gabriel se igualou a Neymar. Na noite desta quarta-feira, o jogador marcou um gol no estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP), diante do Figueirense, que foi derrotado pelo elenco da Vila Belmiro por 3 a 2. Com isso, o jovem de 19 anos está empatado em tentos com o atleta do Barcelona, dividindo o posto de maior goleador da história do Peixe no torneio, ambos com 13.

“Muito contente em alcançar essa marca. Ser o maior artilheiro do Santos em Copa do Brasil com grandes jogadores que esta equipe teve, mas eu não penso no individual e sim no coletivo, eu quero muito ser campeão”, afirmou.

De quebra, Gabigol ultrapassou Robinho no ranking de artilheiros santistas na Copa do Brasil. Jogando no futebol chinês, o ex-jogador do Santos tem 12 gols, ficando atrás de Gabriel e Neymar.

Na atual edição, Gabigol tem seis gols e empatou na artilharia da competição com Ronaldo, do Ituano, clube que já está eliminado da competição. Um rival em potencial pelo topo da tabela de goleadores é Alexandre Pato, do São Paulo, que tem quatro tentos.

Em seu gol contra o Figueirense, Gabriel recebeu um belo passe de Marquinhos Gabriel aos 20 minutos do primeiro tempo. O atacante invadiu a área e, sem ângulo, tentou servir Ricardo Oliveira, mas a bola desviou no goleiro Felipe e foi para o fundo das redes.

O jogador até teve outras oportunidades para bater o recorde e se tornar o maior artilheiro do Santos na Copa do Brasil, mas o técnico Dorival Júnior optou por tirar Gabigol aos 26 minutos do segundo tempo.

Refugiados sírios vão ao Pacaembu e assistem a triunfo santista na Copa do Brasil

Após irem a Vila Belmiro, cerca de 80 refugiados sírios marcaram presença novamente em um jogo do Santos. Na noite desta quinta-feira, no estádio do Pacaembu, em São Paulo, os “convidados especiais” assistiram à vitória do Peixe diante do Figueirense por 3 a 2 e vibraram muito com a experiência de ver a partida.

A ação que é promovida pelo Santos é feita em parceira com a Oasis Solidário, associação que dá assistência aos refugiados no Brasil. O sírio Amer Masarani, presidente da entidade, está no Brasil desde 1996 e afirmou que a ideia partiu do time da Vila Belmiro, lembrando que a equipe é famosa por atos de solidariedade, como quando parou a guerra de Biafra, na Nigéria, em 1969.

“Essa ação foi iniciativa do Santos mesmo. Historicamente eles têm um trabalho muito grande com esse tipo de solidariedade, tanto que eles pararam uma guerra uma vez. Eles chamaram a gente para trazermos os refugiados sírios. Fizemos isso na Vila Belmiro e agora viemos para o Pacaembu”, relata Amer.

Segundo Amer, a ação promovida pelo time santista serve para os sírios recém-chegados ao Brasil esquecerem os traumas causados pelos conflitos da região. O presidente da Oasis Solidário afirma que os refugiados esperam ter uma chance de viver sem preocupações no país sul-americano, diferente dos muitos outros estrangeiros que chegam aqui.

“Quando eu vim pra cá em 1996 estava na esperança de melhorar meu futuro, eles por outro lado querem ter uma chance de viver. O jogo do Santos para o povo distrair, esquecer o trauma causado pela guerra. Deixar as preocupações de lado, principalmente aquelas que eles viveram em meio a tanto sofrimento”, revela.

Inicialmente eram esperados 100 sírios, mas muitos não foram ao jogo porque trabalham à noite ou estavam cuidando a família. Inclusive, entre os refugiados que estão no Brasil existem esportistas. Segundo Amer, um jogador de futebol, que atuava no Al-Ittihad Aleppo, tradicional clube do país asiático, não pôde ir à partida porque estava no serviço.

Os sírios presentes no Pacaembu mostraram empolgação em conhecer o estádio. Alguns arriscavam um “obrigado” para agradecer as pessoas que os ajudavam a chegar em seus lugares. Um grupo mais empolgado entoou o grito de “Santos!”, aguardando o início do confronto contra o Figueirense.

O grupo que foi ao Pacaembu já está sob os cuidados da Oasis. A associação trata de ajuda-los a encontrar emprego e moradia, além de ensinar o português para quebrar a barreira do idioma.

“Os refugiados antes de chegar no aeroporto se comunicam com a gente através da nossa página. Nossa associação vai busca-los lá, faz a preparação dos documentos deles com a Polícia Federal, carteira de trabalho, emprego, além de procurar moradias para eles. Também ensinamos português para eles porque a maior barreira é o idioma”, sentencia.

Ricardo Oliveira não reclama de desgaste: “Qualquer um gostaria de ter”

A vitória do Santos por 3 a 2 em cima do Figueirense expôs um cansaço maior que o normal por parte da equipe santista. O time não rendeu o que era esperado e viu a equipe de Santa Catarina muitas vezes dominar as ações do jogo. A atuação inclusive rendeu críticas do técnico Dorival Júnior. Por outro lado, o capitão Ricardo Oliveira fez questão de agradecer às 29.468 pessoas que foram ao Pacaembu prestigiar a equipe nesta quinta à noite e admitiu um esforço extra.

“Fica o agradecimento pelo apoio do torcedor, que compareceu para incentivar. A gente tenta fazer o que está dentro das nossas possibilidades. Em concordância com o departamento de fisiologia. A gente está pensando em como recuperar, pois já domingo temos jogo importante. Estamos conseguindo manter a parte boa”, comentou o artilheiro do time na temporada.

Mas, ao ser questionado de forma insistente sobre a maratona de jogos a que o time vem sendo submetido, o centroavante de 35 anos evitou fazer qualquer reclamação. Vale lembrar também que, após a partida contra o Fluminense, o camisa 9 ficará à disposição de Dunga para os dois primeiros jogos do Brasil nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo, dias 8 e 13. Pelo Brasileirão, o Santos enfrenta o Grêmio, no Sul, dia 15.

“Temos agora que recuperar o quanto antes, porque temos jogos dentro de casa e queremos vencer pelo Campeonato Brasileiro. Está ótimo. É uma sequência que qualquer jogador gostaria de ter. Temos esses dias para recuperar, temos jogo domingo. Depois, sim, é se apresentar à Seleção Brasileira”, minimizou Oliveira.

Ao falar sobre o São Paulo, próximo adversário na Copa do Brasil, o experiente jogador usou poucas palavras e preferiu ressaltar o peso da competição, e o fato de três times paulistas estarem entre os quatro que sobraram pela briga do título.

“É uma grande equipe, com grandes jogadores. É uma semifinal aberta. A Copa do Brasil desse ano mostra a força dos paulistas. Temos três clubes de São Paulo (na semifinal) e nós esperamos aquilo que nós traçamos para a Copa do Brasil, que é chegar a uma final. Porém, sabendo que temos que passar pela semifinal”, concluiu.

Dorival detona CBF por perder titulares em reta final: “É o Brasil”

A boa fase do Santos na temporada vai custar ao clube perder quatro jogadores na próxima semana por causa de convocações. Lucas Lima e Ricardo Oliveira vão servir a Seleção principal nas Eliminatórias Sul-americanas para a Copa do Mundo, enquanto Gabriel e Zeca se apresentarão à Seleção olímpica. Portanto, no período de dez dias sem jogos pelo Campeonato Brasileiro e pela Copa do Brasil, Dorival Júnior sequer poderá aperfeiçoar sua equipe ou mesmo dar aos seus principais atletas o tão aguardado período de recuperação.

“Praticamente vai me tirar a possibilidade de trabalhar a equipe, porque são 40% da equipe fora. O que seria um ponto altamente favorável, para mim em particular, vai ser uma perda considerável, porque ele vão continuar jogando. O desgaste vai ser o mesmo. A recuperação vai inexistir, porque vamos receber de volta um dia antes do jogo. O prejuízo todo será do Santos”, esbravejou o treinador.

Logo após a partida deste domingo, contra o Fluminense, os jogadores santistas já se apresentam às seleções. O time olímpico atuará dias 9 e 12, em Manaus. Já a equipe principal entrará em campo dias 8, no Chile, e 13, em Fortaleza. Dia 15, Todos viajam com o Santos para Porto Alegre, local do confronto direto com o Grêmio por uma vaga no G4 do Brasileirão, seis dias antes da primeira semifinal contra o São Paulo, pela Copa do Brasil.

“Não vou conseguir preparar a equipe sem quatro jogadores fundamentais. Vai provocar um prejuízo grande na semifinal. Quem faz tabela não trabalha diretamente com futebol. Não tem ideia do prejuízo que proporciona, porque não imagina que êxito leva a convocações. É o Brasil. Não temos o que reclamar. Temos que trabalhar. Fazer o quê?”, questionou o treinador santista, inconformado com a situação.

Time
Dorival Júnior também se mostrou ansioso em poder contar com seus atletas lesionados. Nesta quinta, Lucas Lima não pôde jogar por causa de um estiramento na coxa direita e Geuvânio segue em tratamento também de um problema na coxa, este, porém, mais acentuado.

“É natural que fazem muita falta. Estão habituados àquilo que a equipe joga. O Lucas Lima espero contar já neste domingo. Geuvânio possivelmente para a segunda partida contra o São Paulo (dia 28). Talvez não na primeira. Vamos tentar acelerar, mas acho difícil. No mais, melhor aguardar”, explicou Dorival, antes de enaltecer o crescimento de outros atletas durante essa fase de necessidade do elenco em mostrar sua força.

“O Berola está começando a encontrar um caminho, a buscar uma regularidade importante. O Gabriel realmente vem crescendo muito. Vem chamando atenção, tem jogado de uma mameira madura, equilibrada. Tem participado de quase todos nossos gols. Vamos esperar que ele continue assim, se interesse ainda mais, porque ele tem capacidade para jogar não só finalizando, mas também armando, fato comprovado pelo segundo gol”, elogiou o técnico.

Dorival agradece escolha “sensata” de Modesto e vê rival “perigoso”

O objetivo santista em levar a partida desta quinta para o Pacaembu foi alcançado. O time venceu, garantiu vaga na semifinal da Copa do Brasil e bateu seu recorde de público na temporada. 25.930 pessoas pagaram para assistir a vitória por 3 a 2 em cima do Figueirense, mas 29.468 estiveram no estádio paulistano. A renda de R$ 1.281.485,00 também agradou a diretoria santista, que só arrecadou um valor superior na decisão do Campeonato Paulista, contra o Palmeiras, quando o clube registrou seu segundo maior público no ano, com 14.662 espectadores, e arrecadou R$ 1.555.280,00. Na ocasião, porém, além do fato da partida valer um título, o valor dos ingressos também eram mais caros. Já para esta quinta, havia até uma promoção, que liberava meia-entrada para os setores de arquibancada, caso o torcedor fosse à bilheteria com a camisa do Santos.

“Ninguém gosta de sair da Vila Belmiro. Essa é a grande verdade. Mas o que for decidido, nós acataremos”, disse, curto e grosso, Dorival Júnior, ao ser questionado sobre as possibilidades para a semifinal, frente ao São Paulo.

Em seguida, ao ser informado que o presidente Modesto Roma Júnior já se antecipou e confirmou o mando do Peixe na Vila Belmiro, o técnico se mostrou aliviado.

“Posição sensata. Fico feliz com isso e vamos nos preparar para os dois jogos”, afirmou.

O último San-São, aliás, foi disputado justamente na Baixada Santista. Naquela oportunidade, no entanto, o público e a renda decepcionaram. 5.552 torcedores levaram ‘apenas’ R$ 342.290,00 aos cofres do clube.

Aproveitando a oportunidade, Dorival Júnior fez questão de deixar claro, principalmente para o seu torcedor, que a vitória conquistada recentemente em cima do Tricolor Paulista não servirá como parâmetro para esta decisão.

“Aquela partida da Vila Belmiro foi muito bem disputada. O número de gols não condiz com aquilo que naturalmente aconteceu, pelo equilíbrio que tivemos. O Santos prevaleceu em determinado momento, mas hoje o São Paulo é mais compacto e equilibrado. Teremos dois grandes jogos”, avisou, lembrando os 3 a 0 impostos na 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, há menos de um mês.

“O histórico inexiste nesse momento. São duas partidas com outra característica. O São Paulo é perigoso, está evoluindo na competição, com todas essas incertezas que falam, mas está praticamente dentro do G4, brigando por vaga, como o Santos. Não vejo esse desequilíbrio todo”, explicou, minimizando as turbulências recorrentes em seu rival por consequência de alguns atritos entre diretoria, comissão técnico e elenco.

Figueirense 0 x 1 Santos

Data: 23/09/2015, quarta-feira, 19h30.
Competição: Copa do Brasil – Quartas de Final – Jogo de ida
Local: Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, SC.
Público: 9.580 pessoas
Renda: R$ 172.590,00
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Auxiliares: Alessandro A Rocha de Matos (BA) e Rafael da Silva Alves (RS).
Cartões amarelos: Leandro Silva (F); Gabriel e Victor Ferraz (S).
Gol: Gabriel (33-2, de pênalti).

FIGUEIRENSE
Alex Muralha; Leandro Silva, Thiago Heleno, Bruno Alves e Marquinhos Pedroso; Dener (Jefferson) (Rafael Bastos), Fabinho, João Vitor e Yago; Clayton e Marcão (Thiago Santana).
Técnico: Hudson Coutinho

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato e Lucas Lima (Serginho); Marquinhos Gabriel, Gabriel (Marquinhos), Ricardo Oliveira (Nilson).
Técnico: Dorival Júnior



Em jogo polêmico, Peixe vence Figueira e abre vantagem na Copa do Brasil

Gabriel precisou marcar três vezes para dar uma importante vitória para o Santos, nesta quarta-feira, por 1 a 0 em cima do Figueirense, no Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis. O camisa 10 do Peixe teve dois gols anulados no primeiro tempo, o primeiro de forma muito polêmica pela demora da arbitragem em assinalar impedimento, mas, em cobrança de pênalti sofrido por ele mesmo na segunda etapa, decretou a vantagem dos paulistas no confronto válido pelas quartas de final da Copa do Brasil.

Na partida de volta, marcada para a próxima quinta-feira, às 21h, no estádio do Pacaembu, o Santos jogará por qualquer empate. O Figueirense avança mesmo se vencer por um gol de diferença, desde que marque pelo menos duas vezes. Se repetir o 1 a 0, o time de Santa Catarina levará a decisão para os pênaltis. Na semifinal, Santos ou Figueirense enfrentam o vencedor do duelo entre São Paulo e Vasco.

Em oitavo lugar na tabela de classificação, com 40 pontos, o Alvinegro Praiano ainda sonha em chegar ao G4. Já o Figueira é o 18º, com 18 pontos, e luta para deixar a zona de rebaixamento.

O jogo

Apesar de atuar em casa, o Figueirense não teve forças para pressionar o veloz time santista no Orlando Scarpelli. Agora efetivado, Hudson Coutinho acabou mandando a campo o que tinha de melhor e não cumpriu a promessa de poupar alguns atletas para a Copa do Brasil. Mesmo assim, o domínio era santista.

Aos 10 minutos, Renato bateu de fora da área e obrigou Alex Muralha a fazer a primeira defesa do jogo. Com maior posse de bola, o Peixe concentrava suas jogadas em Lucas Lima. E foi dos pés do meia que surgiu a grande polêmica do jogo.

Aos 19 minutos, o camisa 20 cobrou falta na área e Gabriel só tocou para o fundo do gol. Depois de aproximadamente dois minutos de muita comemoração, a arbitragem acabou anulando o gol, causando uma revolta generalizada dos atletas santistas.

No lance, o assistente baiano Alessandro Rocha de Matos não levantou a bandeira e nem correu para o meio. Depois de conversar com o árbitro gaúcho Anderson Daronco, eles resolveram marcar impedimento do atacante, que realmente estava à frente da linha defensiva do Figueirense.

Gabriel ainda teve outra boa chance de marcar, mas errou o alvo na saída de Muralha. O time da casa respondeu em cobrança de escanteio. Thiago Maia tocou de cabeça e Marcão por pouco não desviou para o gol.

Antes de descer para o vestiário, Gabriel chegou a marcar mais um gol, mas novamente se viu frustrado por estar em posição irregular. O último lance de perigo saiu de uma cabeçada de Gustavo Henrique, que raspou a trave de Muralha e não entrou.

Mesmo sem alterações nas escalações, a partida se reiniciou um pouco diferente no segundo tempo. Mais corajoso, o Figueirense passou a dar trabalho para a defesa do Peixe. Aos 11, Leandro Silva fez boa jogada pela direita e cruzou forte, rasteiro, mas a bola cruzou toda a área sem que ninguém chegasse para marcar.

Com Lucas Lima marcado mais de perto, o Peixe forçou as jogadas pelas pontas, com Gabriel e Marquinhos Gabriel. Mas o jogo ficou feio, truncado, com muito perde e ganha no meio de campo.

Aos 25, Gabriel escapou pela ponta direita, entrou na área, e bateu cruzado. Muralha cortou e, na sequência, dividiu com Ricardo Oliveira, para salvar o Figueirense.

E depois de dois gols anulados, finalmente Gabriel pôde comemorar de verdade. Aos 31, o camisa 10 sofreu pênalti de Leandro Silva. Depois de desperdiçar os últimos quatro pênaltis, Ricardo Oliveira viu o jogador de 19 anos assumir a responsabilidade de marcar. A bola passou embaixo de Muralha, mas entrou.

Nos minutos finais, Ricardo Oliveira quase ampliou em chute forte de fora da área. A resposta do Figueirense veio pelo alto. A equipe abusou das jogadas aéreas em uma tentativa desesperada de evitar a derrota diante de seu torcedor, mas não foi o suficiente. Assim, a primeira partida pelas quartas de final da Copa do Brasil terminou com a vitória dos paulistas por 1 a 0.

Bastidores – Santos TV:

Lucas Lima enaltece vitória sem gol sofrido em Santa Catarina

O Santos fez o que se esperava dele no primeiro confronto diante do Figueirense, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Mesmo longe de seus domínios, o Peixe venceu por 1 a 0, graças a gol de Gabriel, em cobrança de pênalti já na segunda etapa, e abriu uma boa vantagem para o duelo de volta. Lucas Lima admitiu a satisfação do elenco na saída de campo.

“Acho que fizemos um excelente primeiro jogo. Sabemos que não tem nada decidido ainda. Valeu muito por primeiramente não ter tomado gol, e a gente fez um golzinho que também vai contar muito para o segundo (jogo)”, ressaltou o meia.

Na partida de volta, o Santos não terá a força da Vila Belmiro, onde vem de um retrospecto de nova vitórias nos últimos nove jogos. A diretoria decidiu levar o jogo da próxima quinta-feira, às 21 horas, para o Pacaembu, em São Paulo, em busca de uma receita maior com bilheteria. Mesmo assim, Lucas Lima confia na classificação, porém, prega total respeito ao adversário, que vive situação dramática no Campeonato Brasileiro.

“A gente tem uma vantagem boa, mas a gente sabe que no futebol tudo pode acontecer. Então, vamos continuar respeitando a equipe do Figueirense, que é uma equipe qualificada. Vamos entrar com tudo e aproveitar agora para descansar e pensar no Brasileiro”, completou o camisa 20, já preocupado com a partida deste domingo, contra o Internacional, na Vila.

Dorival estranha arbitragem, mas comemora vitória “agressiva”

Pelo segundo jogo seguido, o Santos se viu pivô de uma polêmica com a arbitragem. Depois da expulsão equivocada de David Braz no clássico de domingo, contra o Corinthians, nesta quarta-feira, Gabriel teve um gol anulado de forma retardada, quando os times já se posicionavam para reiniciar o jogo. O atacante realmente estava impedido, mas a forma como tudo aconteceu, as conversas entre o árbitro Anderson Daronco e o assistente Alessandro A. Rocha de Matos deixaram Dorival Júnior e todos do banco santista consternados. No fim, o Santos venceu o Figueirense por 1 a 0 e o treinador externou sua visão do lance, refutando qualquer chateação particular.

“Não, chateado não. Apenas a movimentação do árbitro e do bandeira foram simultâneas ali. Só estranhei o que aconteceu porque os dois se voltaram para o meio de campo. Não sei o que houve, se foi ou não, mas a penas a movimentação dos dois foi igual. Nós achávamos que tudo tinha sido normal. Nos surpreendeu, mas ainda bem que conseguimos corrigir isso e fizemos o gol”, comentou Dorival, minimizando a influência da arbitragem na vitória do Peixe fora de casa, no primeiro duelo válido pelas quartas de final da Copa do Brasil.

“Acho que o Santos fez uma partida equilibrada, dentro de sua características. Isso foi importante para a vitória em cima do Figueirense, que nos dá uma boa vantagem, mas temos que ficar concentrados”, analisou.

Além da vitória, Dorival Júnior voltou a enfatizar o desempenho de seus comandados. Apesar do placar magro, na visão do comandante santista, o Santos se impôs em Florianópolis e, muito por isso, o time da casa quase não chegou ao gol de Vanderlei.

“Eu acho que também em razão da postura do Santos, que agrediu a todo momento. Agressividade de combate, eu digo. E fez com que nós tivéssemos a posse de bola. Dentro dessa posse de bola, que trabalhássemos variando as jogadas de lado e de meio. Criamos inúmeras oportunidades”, concluiu.

Após perder quatro pênaltis seguidos, Oliveira ‘passa a bola’ para Gabriel

Quando Leandro Silva cometeu pênalti em Gabriel aos 31 minutos do segundo tempo, nesta quarta, de um duelo até então empatado por 0 a 0, todos os olhares santistas foram para Ricardo Oliveira. Apesar de todo o crédito com a torcida e com o próprio grupo, o artilheiro não vive uma boa fase quando o assunto é penalidade máxima. O camisa 9 desperdiçou as últimas quatro cobranças de maneira seguida e podia colocar a vitória sobre o Figueirense em xeque. No entanto, o experiente atacante de 35 anos e capitão do time soube perceber que o momento não era favorável e ‘autorizou’ Gabriel a tomar a responsabilidade, em Florianópolis. O jovem de 19 anos também assustou a todos, já que o goleiro Muralha chegou a tocar na bola, mas converteu a cobrança em gol e deu a vitória ao time da Vila Belmiro.

“Acima do individual, está o coletivo. Eu já vinha falado com Gabriel há muito tempo, já vinha conversando com ele. Ele sofreu o pênalti, estava confiante. Pegou a bola, merecido, jogou muito. Nos ajudou bastante com a vitória, que era o que a gente esperava”, explicou Ricardo Oliveira.

Autor de 30 gols em 50 jogos disputados nesta temporada, o centroavante caracterizou suas falhas em cobranças de pênaltis. Nas quatro ocasiões, Oliveira bateu no mesmo lugar: baixo, à direita dos goleiros. Foi assim na derrota por 3 a 2 diante do São Paulo, na vitória por 1 a 0 em cima do Vasco, no empate por 0 a 0 com o Atlético-PR e também quando o clube bateu a Chapecoense por 3 a 1.

Agora, mesmo que tenha perdido definitivamente o posto de batedor oficial, o jogador minimiza a situação e reforça a ideia de que o mais importante são os resultados positivos que a equipe venha a alcançar na sequência do ano. Por fim, Ricardo Oliveira admitiu que a vitória por 1 a 1 nesta quarta deixou o Peixe muito próximo das semifinais da Copa do Brasil.

“Importante a vantagem, mas sabemos que é um jogo de 180 minutos. Respeitamos o Figueirense, mas sabemos que saímos com um resultado a nosso favor”.