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Santos 1 x 0 Audax-SP

Data: 08/05/2016, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – Final – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 16.018
Renda: R$ 934.920,00.
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Auxiliares: Anderson José de Moraes Coelho e Alex Ang Ribeiro (ambos de SP).
Cartões amarelos: Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Thiago Maia e Gabriel (S); Velika e Bruno Paulo (A).
Gol: Ricardo Oliveira (44-1).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia, Lucas Lima (Paulinho) e Vitor Bueno (Ronaldo Mendes); Gabriel e Ricardo Oliveira (Joel).
Técnico: Dorival Júnior

OSASCO AUDAX
Sidão; Francis (Rodolfo), Yuri, Bruno Silva (Felipe Rodrigues) e Velicka; Tchê Tchê, Camacho e Juninho (Wellington); Bruno Paulo, Mike e Ytalo.
Técnico: Fernando Diniz



Ricardo Oliveira quebra jejum, Santos segura pressão e leva o Bi Paulista

O Santos é Campeão Paulista pela 22ª vez em sua história. Em uma partida de amplo domínio do Osasco Audax na tarde deste domingo, na Vila Belmiro, o Peixe saiu de campo vencedor graças a gol isolado de Ricardo Oliveira, aos 44 minutos do primeiro tempo. O Camisa 9 não marcava desde 4 de abril, mas, em um rápido contra-ataque, o centroavante deu uma linda caneta em Bruno Silva e só tocou na saída de Sidão.

A vitória coloca o Peixe com o mesmo número de títulos Estaduais que o Palmeiras, apenas cinco taças atrás do Corinthians. É o quinto título Paulista do alvinegro praiano em oito finais seguidas, sendo o sétimo bicampeonato.

Ao Osasco Audax, fica a lição de que a equipe precisa ser mais efetiva com seu estilo de toque de bola que, neste domingo, deu ao time quase 70% de posse de bola em plena Vila Belmiro, mas não foi suficiente para garantir um título histórico da agremiação que tem apenas 11 anos desde sua fundação.

Agora, o Santos deve mais uma vez usar todos seus reservas na quarta-feira, quando a equipe viaja ao Acre para enfrentar o Algavez, na Arena da Floresta, em Rio Branco, às 19h30, pela segundo fase da Copa do Brasil. No sábado, provavelmente com os titulares de volta, o Peixe visita o Atlético-MG, no estádio Independência, em Belo Horizonte, às 18h30, pela estreia no Campeonato Brasileiro.

Enquanto isso, o Audax, que deve ter sua equipe toda desconfigurada, já que só dois jogadores têm contrato com o time de Osasco após o Paulista e tantos outros já se acertaram com grandes equipes do país, se prepara para a disputar a Série D no Nacional, que tem previsão para começar em junho.

O jogo

A Vila Belmiro estava lotada, empolgada e ansiosa para o apito inicial do árbitro. Mas, quem ainda não acreditava que o Audax era capaz de manter o mesmo estilo de jogo independente da circunstância teve sua prova final. A equipe de Fernando Diniz praticamente silenciou a casa alvinegra durante 44 minutos com seu toque de bola envolvente, calmo e com marcação alta.

O primeiro chute a gol do Peixe aconteceu apenas aos 13 minutos, quando Ricardo Oliveira pegou na orelha da bola e sequer levou perigo. Antes, Ytalo, logo no primeiro minuto, e Velika, aos 5, já tinham assustado Vanderlei.

De pé em pé, o Audax esperava o momento certo para concluía gol. Assim, desta forma, Mike e Juninho também causaram calafrios nos santistas com finalizações de fora da área. E para piorar o cenário, Lucas Lima caiu no gramado aos 23 e pediu substituição.

O meia passou toda a semana em tratamento intensivo no CT Rei Pelé por causa de um entorse ligamentar no tornozelo direito, mas não suportou o ritmo da final e Dorival recorreu a Paulinho para dar andamento no jogo.

Mesmo com onze jogadores inteiros novamente, o Santos seguiu sofrendo. O Audax esteve perto de abrir o placar pelo menos mais três vezes, sendo a mais perigosa com Tchê Tchê, que viu seu chute cruzado da esquerda acertar a trave e passar nas costas do goleiro Vanderlei.

Na sequência da jogada, o Santos teve sua melhor chance com Ricardo Oliveira, que recebeu dentro da área e bateu rasteiro. A bola quicou no gramado e Sidão acabou efetuando a defesa com o rosto. O lance, no entanto, parecia isolado diante de tanto domínio do Audax. Mas, os 68% de posse de bola não valem de nada sem que a rede seja balançada.

E como futebol nunca foi um esporte justo, a equipe de Osasco acabou castigada. Aos 44, Vitor Bueno lançou Ricardo Oliveira em um contra-ataque mortal do Peixe. Ricardo Oliveira recebeu no mano a mano, deu uma linda caneta em Bruno Silva e só tocou na saída de Sidão. Um golaço do pastor no último lance na primeira etapa.

Fernando Diniz, precisando de pelo menos um gol, resolveu sacar Francis e colocar Rodolfo, deixando a equipe praticamente com três zagueiros e dois alas. O ritmo do jogo, porém, não se alterou, com o Santos correndo atrás do toque de bola de seu adversário. E aos 5 minutos, Vanderlei salvou o Peixe ao abafar Mike, que recebia sozinho de frente para o goleiro.

Aos 10 minutos, Vanderlei teve de trabalhar de novo para evitar gol de Velika em cobrança de falta. No rebote, Ytalo divide com o camisa 1 e a bola saiu apenas para escanteio. Apesar da vantagem no placar, o Santos seguiu sendo dominado e apostando no contra-ataque, enquanto a equipe de vermelho jogava contra o relógio. A posse de bola já era de 70% para os visitantes e o alvinegro praiano chegava a colocar seus onze jogadores atrás da linha de intermediária defensiva.

Aos 32, quando só o goleiro Sidão não estava com os pés no campo defensivo do Peixe, Tchê Tchê recebeu na esquerda e teve espaço para alçar na área. Bruno Paulo apareceu entre David Braz e Gustavo Henrique e cabeceou no travessão. Mais uma vez, Vila Belmiro aflita.

Mas, aos 37, o Santos acabou lesado pela arbitragem. Joel, que entrou no lugar do cansado Ricardo Oliveira, tabelou com Ronaldo Mendes, outro que foi para o jogo, mas na vaga de Vitor Bueno, e estufou as redes de Sidão. Mas, equivocadamente, o auxiliar assinalou impedimento e anulou o gol.

E quando a arbitragem não atrapalhou, foi o próprio jogador do Peixe que perdeu a chance de definir a vitória. Em um dos poucos contra-ataques que deram certo para os mandantes, Victor Ferraz entrou na área com liberdade e só rolou para Ronaldo Mendes, que sem goleiro isolou por cima do travessão.

Mas, nada podia impedir o quinto título do Peixe nos últimos oito anos, quando a equipe alcançou todas as finais. Após o apito final, a festa deu o tom na Vila Belmiro pelo segundo ano seguido.

Jogadores do Peixe elogiam Audax, mas valorizam inteligência santista

Depois do apito final do árbitro, a festa tomou conta da Vila Belmiro. Tanto nas arquibancadas quanto dentro das quatro linhas, os santistas comemoraram a vitória por 1 a 0 em cima do Audax na tarde deste domingo que deu ao Peixe mais um título do Campeonato Paulista. Os jogadores falaram com muito entusiasmo da conquista e não deixaram de ressaltar a estratégia montada para suportar a pressão exercida pela equipe de Fernando Diniz.

“O Audax pode até ter sido melhor que a gente, mas, a gente foi eficiente na hora de fazer o gol”, comentou David Braz, um dos mais empolgados. “O hino pode responder por mim. É um orgulho que nem todos podem ter. É um time com maior respeito na Terra, time de Pelé. Muita felicidade, muita alegria. Meu terceiro título, ganhei um com o Palmeiras”, completou o defensor.

“O Audax é um time que jogou muito futebol, mas o jeito de jogar contra eles é assim, não pode ser diferente”, explicou Zeca, esperançoso com o Campeonato Brasileiro. “Pode-se esperar tudo. O trabalho está sendo bem feito, fomos corados com o título. Agora é comemorar, agradecer a Deus, me deu oportunidade, me deixou aqui, trouxe o Dorival. O time foi se encaixando. Ano passado perdemos a Copa do Brasil, ficamos muito chateados, e agora pudemos dar essa alegria ao torcedor”, disse o lateral esquerdo.

Vanderlei, que mais uma vez se mostrou muito seguro no gol, foi outro atleta campeão neste domingo que fez questão de falar sobre o adversário. “Muito feliz. Ainda mais contra uma equipe qualificada como o Audax. Uma equipe que fica com a bola. Mas nossa equipe foi incisiva com jogadores de qualidade”.

Renato, que atuou por oito anos no Sevilla, da Espanha, disse que chegou a lembrar de quando enfrentava o Barcelona durante a final frente a equipe de Fernando Diniz. “A gente, no primeiro jogo, já teve essa oportunidade. Eles dão espaço, já vivi isso lá fora, contra o Barcelona. Ganhamos de 3 a 0. Podíamos ter matado o jogo hoje com Ronaldo Mendes, mas, foi com emoção”, analisou o camisa 8, já de olho no futuro do time.
“A gente, como os outros clubes, gosta de ter sequência com o jogador. A gente sabe como é complicado, tem o exemplo do Corinthians, que perdeu vários jogadores para a China. Mas, se sair, a vida continua. Quem sabe não surge novos talentos. Que venha o Brasileiro”.

Outro que externou toda sua alegria aos microfones foi Paulinho. Escolhido por Dorival Júnior para entrar no jogo quando Lucas Lima teve de sair, o atacante lembrou das polêmicas em que se envolveu nos últimos tempos até a conquista do Campeonato Paulista com a camisa do Peixe.

“Uma linda volta por cima. Teve aquele problema com a camisa do Corinthians, vinha sendo alvo de críticas no Flamengo por conta de festas, mas, isso é passado. Eu vim para o Santos não só para dizer que fiz parte desse elenco. Vim para ajudar e a gora é pensar no Brasileiro”, avisou o jogador, que está emprestado al alvinegro apenas até dezembro e ainda pertence ao rubro-negro carioca.

Oliveira revela sacrifício para jogar e Lucas Lima enaltece capitão

O Santos confirmou seu favoritismo na tarde deste domingo e, apesar do Audax ter ditado o ritmo o jogo todo, ficou com o título do Campeonato Paulista pela 22ª vez na história. E o gol da vitória veio dos pés de Ricardo Oliveira, que não marcava desde 4 de abril. Para aumentar ainda mais a idolatria do camisa 9 no alvinegro praiano, após o apito final, ele mesmo revelou que entrou em campo no sacrifício.

“Até antes de começar o jogo aqui eu era dúvida, mas a vontade de ajudar era grande. Só isso, porque a glória pertence a Deus somente. Os méritos são de todos. Somos campeões mais uma vez. Eu não fiz um treino com o time durante a semana e vim direto para o jogo”, contou o centroavante, sem revelar qual era seu problema para jogar.

Com a lesão no tornozelo de Lucas Lima no último domingo, ninguém cogitou em nenhum momento durante a semana que Ricardo oliveira pudesse perder a final. Mas, os próprios jogadores sabiam da situação delicada do artilheiro. “Eu estou muito feliz por ele. Ele merece. Hoje ele jogou com muita dor e deu o título para nós”, reforçou o camisa 20, que ficou em campo por apenas 23 minutos até cair e pedir substituição.

“A última decisão é minha. Aqueci sem dor, mas a gente sabe que não é a mesma coisa e eu tive a consciência de estar saindo para não prejudicar minha equipe”, explicou o jogador em meio a comemoração do título. “Foi no sacrifício, sabemos que não fizemos uma grande partida, principalmente no primeiro tempo, mas vale o sofrimento de todo mundo. Saímos campeões”, vibrou.

E se existia alguma dúvida sobre um possível corte de Lucas Lima da Seleção Brasileira por causa da lesão que o tirou da partida contra o Audax, neste domingo, o meia tranquilizou a todos. “Não preocupa, não. Cheguei a fazer exame hoje de manhã, mas não me preocupa muito. Não deu lesão ligamentar, apenas um edema”, avisou.

Dorival destaca humildade do Santos para aceitar domínio do Audax

O Santos sofreu para conquistar o Campeonato Paulista neste domingo, na Vila Belmiro. Conforme o técnico Dorival Júnior ressaltou após a vitória por 1 a 0 sobre o Grêmio Osasco Audax, a decisão foi dominada pela equipe adversária, vazada pelo centroavante Ricardo Oliveira em um contra-ataque, no final do primeiro tempo.

“Dessas 30 partidas em que estou aqui, foi a primeira vez em que uma equipe nos evolveu na Vila. É difícil marcar o Audax, que tem uma proposta definida há quatro anos e sabe se comportar”, elogiou Dorival, apesar de admitir que “a responsabilidade maior é sempre da equipe grande”.

Outras equipes grandes, no entanto, caíram diante do Audax. O time treinado por Fernando Diniz derrotou o Palmeiras na fase de grupos, goleou o São Paulo nas quartas de final e superou o Corinthians, nos pênaltis, nas semifinais.

“Fomos humildes. Demos um passo atrás para marcar e conseguimos encaixar apenas aquele contra-ataque do gol”, resumiu Dorival. “Sofremos, mas é preciso sofrer para alcançar. Tivemos humildade de jogar dentro de uma característica normal, que é o contra-ataque do Santos”, acrescentou.

Assim como os seus comandados, o técnico santista aplaudiu o adversário após a conquista do título. “O momento é do Audax também. Temos que reconhecer. Tiro o chapéu para o Audax”, afirmou.

Dorival Júnior já iniciou até campanha para que Fernando Diniz leve o seu estilo ousado, com constante troca de passes e alternância de funções entre os jogadores, para um grande clube.

“O Fernando é preparado para vestir a camisa de qualquer time. Ele terá facilidade. Já o indiquei para alguns diretores, que talvez não tenham acreditado em um profissional que está preparado. Quem sabe ele tenha essa oportunidade agora. O seu trabalho já vem dando resultado há algum tempo, com jogadores que não são conhecidos e mantendo uma base. Isso é altamente elogiável. Só o Audax envolveu o Santos aqui dentro”, repetiu Dorival Júnior, humildemente.

Oliveira explica motivo de ter feito sacrifício: “Acho que líder é isso”

Ricardo Oliveira marcou o gol da vitória do Santos sobre o Audax neste domingo e foi decisivo para a conquista de mais um título Paulista do clube. Nas três finais que disputou desde que retornou ao Peixe, o camisa 9 foi às redes em todas. E, dessa vez, o jogador de 36 anos teve de superar muita dor no joelho direito para entrar em campo e ajudar a equipe na Vila Belmiro.

“Foi uma semana difícil para mim depois do primeiro jogo. Eu tive que ficar resguardado na fisioterapia, cuidando do joelho, fazendo um trabalho especial à parte com os fisioterapeutas. Eu não fiz um trabalho com o time durante a semana e vim direto para o jogo. Esse é o futebol. Os companheiros que treinaram na minha posição esperavam atuar. Agradeço a eles pela compreensão, do Dorival também, da comissão técnica. Valeu a apena todo o trabalho”, comentou o centroavante.

O que mais surpreendeu é que em nenhum momento o jogador deu a entender que não teria condições de jogar a decisão do Estadual. Na festa do título, no salão de Mármore dentro do estádio Urbano Caldeira, Oliveira confessou que a omissão foi proposital.

“(a decisão de jogar) foi minha. Claro que em conjunto com o departamento médico, com os fisioterapeutas e com o Dorival. É uma decisão e vale um sacrifício. Eu entendo o peso de responsabilidade que eu tenho por ser um dos líderes desse elenco, por ser capitão”, disse.

“Eu acho que nós temos que contagiar. E eu acredito muito no exemplo. Acho que líder é isso, além de palavras ele tem de dar exemplo lá dentro. Eu vim com muita vontade. Fui no meu limite e, graças a Deus, está ai, mais um título”, completou.

Depois de garantir que não existe qualquer negociação para deixar o Peixe na janela de transferência do meio do ano, Ricardo Oliveira minimizou o fato de já ser considerado um dos maiores ídolos recentes dos torcedores alvinegros.

“Eu já disse que meu maior objetivo aqui nunca foi ser ídolo. Eu vim para o Santos para marcar uma história bonita e acho que essa história está sendo construída, com exemplo, com dedicação. Quase um ano e meio e são três finais e dois títulos. Obrigado. Eu sou grato ao Santos, que me fez sentir mais uma vez o peso dessa camisa, dessa grandeza, dessa história. Valeu a pena por tudo isso”, concluiu o jogador.

Peixe tem quase 90% de aproveitamento com Dorival na Vila

O estádio Urbano Caldeira, o velho alçapão da Vila Belmiro, apesar de sua aparência rústica e até castigada pelo tempo, está longe de ser uma dessas arenas ‘padrão Fifa’ e costumeiramente recebe públicos inferiores a oito mil torcedores. Mas a mística, a proximidade com o gramado e, quem sabe, a alma dos tempos áureos de Pelé ainda pairam sobre o gramado. Nele, o Santos se torna uma equipe quase imbatível, principalmente se estiver sob o comando do técnico Dorival Júnior, como aconteceu neste domingo, com a vitória por 1 a 0 sobre o Audax, que garantiu o título do Campeonato Paulista.

Os números do atual treinador do Peixe no local são impressionantes. Em três passagens pelo clube, Dorival ostenta um aproveitamento de 89% dos pontos disputados na Vila mais famosa do mundo, como dizem os torcedores santistas. São 47 vitórias, seis empates e apenas duas derrotas, com 144 gols a favor e 52 gols contra.

O título do Campeonato Paulista deste domingo, em cima do Audax, apenas prolongou a invencibilidade do Santos em seu temido território. Agora, são 24 vitórias e quatro empates em pouco mais de dez meses. O último revés aconteceu ainda quando a equipe era comandada por Marcelo Fernandes, em 5 de julho do ano passado, quando o Grêmio saiu de campo com os três pontos após vencer por 3 a 1, em duelo válido pelo Campeonato Brasileiro.

Depois disso, Dorival Júnior retornou ao clube e o torcedor nunca mais viu seu time do coração sucumbir a qualquer adversário na Vila. Em Paulistas, esse sabor é ainda mais especial, já que são mais de cinco anos sem derrota na Baixada. O Palmeiras, em 3 de abril de 2011, foi o último a bater o Peixe em sua casa graças a um magro 1 a 0.

Na atual temporada, Dorival Júnior levou o Santos a sete vitórias e três empates em partidas disputadas na Vila Belmiro. O aproveitamento dos pontos disputados chama a atenção, mas está longe do feito de 2015, quando o treinador bateu a marca de 96,5% ao liderar o Peixe em 18 vitórias e apenas um empate. Na passagem de 2010, foram 22 vitórias, dois empates e duas derrotas para se ter a marca de 87% de aproveitamento dos pontos.

Dorival Júnior como técnico do Santos, na Vila:

Geral:
47 vitórias
6 empates
2 derrotas
144 gols a favor
52 gols contra
89% de aproveitamento de pontos

Em 2010:
22 vitórias
2 empates
2 derrotas
75 gols a favor
23 gols contra
87% de aproveitamento de pontos

Em 2015:
18 vitórias
1 empate
49 gols a favor
10 gols contra
96,5% de aproveitamento de pontos

Em 2016:
7 vitórias
3 empates
20 gols a favor
7 gols contra
80% de aproveitamento de pontos

Santos reconhece grande campanha do Audax e aplaude rival no pódio

Apesar da derrota para o Santos, por 1 a 0, que causou a perda do título paulista, o Audax foi valorizado, inclusive, pelos atletas do Peixe. Quando o time de Osasco recebia as premiações pelo segundo lugar, atletas da equipe campeã se aproximaram e aplaudiram os adversários, demonstrando respeito pelo que foi produzido, ao longo da competição, por Fernando Diniz e seus comandados.

O técnico Dorival Júnior fez questão de lembrar que, pela primeira vez, o Santos viu uma equipe que jogou com posse de bola, mesmo atuando na Vila. “Estou há 30 partidas aqui, e foi a primeira vez que fomos envolvidos em casa. Muito difícil de marcar”, afirmou o comandante, que assumiu o Peixe em julho de 2015.

“O Audax é campeão, junto com o Santos. Jogaram muito, fizeram um grande trabalho, com todos os atletas participando da partida”, exaltou o zagueiro David Braz, que teve trabalho para parar o ataque dos osasquenses.

Ricardo Oliveira, autor do gol do título, também fez questão de parabenizar os vice-campeões. “Todo mundo se encantou com o Audax. Temos que aplaudir o time deles”, afirmou o camisa 9, que aproveitou contra-ataque para definir o título santista.

Ao longo do campeonato, a equipe de Fernando Diniz se notabilizou por não temer nenhum adversário. Mesmo enfrentando os grandes, o estilo de jogo não se modificou. Com isso, o Audax foi capaz de vencer o Palmeiras na primeira fase e, posteriormente, eliminar o São Paulo, nas quartas, e o Corinthians, na semifinal do Paulistão.

Com seis santistas, FPF anuncia seleção do Paulista; Diniz é o técnico

A Federação Paulista de Futebol anunciou, nesta segunda-feira, a seleção do Campeonato Paulista, encerrado no último domingo. O campeão Santos dominou a lista, colocando seis nomes entre os eleitos. A sensação Audax também marcou presença, com dois atletas e o técnico do torneio, Fernando Diniz.

Entre os escolhidos do Peixe, quatro atuam mais como defensores: o goleiro Vanderlei, o zagueiro Gustavo Henrique, o lateral esquerdo Zeca e o volante Thiago Maia. Além deles, Lucas Lima e Gabriel, convocados para a Seleção, também entraram no time.

Dois dos principais destaques do Audax, Tchê Tchê e Camacho foram recompensados com a entrada na equipe. Os jogadores devem deixar o clube de Osasco. Tchê Tchê está perto do Palmeiras, enquanto o próprio presidente da equipe, Vampeta, admitiu que Camacho deve ir para o Corinthians.

Completando a seleção, o time do Parque São Jorge teve dois selecionados: Fagner e Felipe. O centroavante Roger, que jogou pelo Red Bull e foi o artilheiro do Paulista, também foi escolhido. Ele já foi negociado com a Ponte Preta, para a disputa da Série A.

Palmeiras e São Paulo foram os grandes que não tiveram representantes na equipe ideal do Campeonato Paulista. O Tricolor caiu nas quartas, ao perder para o Audax, enquanto o Verdão parou na semifinal, caindo nos pênaltis para o Santos.

Confira a seleção do Paulistão:

Vanderlei (Santos); Fagner (Corinthians), Felipe (Corinthians), Gustavo Henrique (Santos) e Zeca (Santos); Thiago Maia (Santos), Camacho (Audax), Tchê Tchê (Audax) e Lucas Lima (Santos); Gabriel (Santos) e Roger (Red Bull). Técnico: Fernando Diniz (Audax).

Sobrando nos Paulistas, Peixe está decidido em buscar título Brasileiro

O torcedor santista se acostumou a ver seu time vitorioso em Campeonatos Paulistas. O domínio é amplo. São sete títulos nos últimos onze anos. No domingo, o sétimo bicampeonato veio em cima do Audax, de novo na Vila Belmiro. Mas, é cada vez mais forte o desejo de jogadores, torcida e diretoria pelo título do Campeonato Brasileiro, que já começa neste fim de semana. Ricardo Oliveira, capitão da equipe, foi incisivo quando questionado se o Peixe terá condições de lutar no topo da tabela nesta temporada.

“Se eu falar para você que não dá para falar que é possível, eu não sou merecedor de vestir essa camisa. Não sou merecedor. A gente está falando do Santos. Agora, é claro, Campeonato Brasileiro é muito difícil, a gente sabe”, disse o centroavante, preocupado em não deixar o alvinegro repetir os erros de 2015, que acabaram frustrante o objetivo santista mais uma vez.

“Precisamos ser fortes dentro de casa e mostrar a mesma força fora. Não se ganha um Brasileiro só vencendo dentro de casa. Você precisa vencer fora também. É um momento, após a comemoração, de refletir e colocar novos desafios. É momento da gente brigar para ganhar esse campeonato”, enfatizou.

Ano passado, o Santos sofreu no primeiro turno logo após também ter conquistado o Estadual. E, apesar da reação na segunda metade, o time terminou a Brasileiro com apenas uma vitória fora de casa, o que acabou sendo crucial para o desprestigiado sétimo lugar na tabela de classificação justamente na edição que o clube quebrou um jejum de cinco anos sem figurar no G4.

“É um campeonato muito difícil. Já tem o Atlético-MG fora, depois tem o Coritiba em casa. A gente tem que fazer diferente dos outros anos. A gente tem que começar melhor para, quando chegar a reta final, termos um tropeço ou outro, mas, continuar lá em cima”, projetou Victor Ferraz.

O Peixe não vence o Campeonato Brasileiro desde 2004 e vem amargando campanhas modestas, com exceção a 2007, quando ficou com o vice. Há oitos anos o time da Baixada não termina o nacional acima do sétimo lugar. E, em 2016, para quebrar essa escrita, a aposta é novamente nas jovens promessas.

Esse ano, com os compromissos da Seleção Brasileira com a Copa América Centenária e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a tendência é que Dorival Júnior não conte com Ricardo Oliveira, Lucas Lima, Gabriel, Thiago Maia e Zeca em muitas rodadas. Além disso, é praticamente inevitável que alguns atletas sejam negociados na janela de transferências de julho.

“Eles estão prontos. Jogaram vários jogos esse campeonato (Paulista) sem a gente. Foram bem, fizeram gols, ajudaram o time a vencer. Nosso elenco é muito forte”, disse Ricardo Oliveira, passando confiança aos coadjuvantes da equipe que terão de assumir a responsabilidade.

“Se não tiver pronto é a hora de estar. É a hora que vai precisar. Estão treinando muito, esperando a oportunidade e a oportunidade vai estar ai. Tem que dar o melhor, chamar a responsabilidade, mostrar personalidade. Mas, os meninos estão preparados”, completou Victor Ferraz, também um dos líderes do elenco.

Audax-SP 1 x 1 Santos

Data: 01/05/2016, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – Final – Jogo de ida
Local: Estádio Municipal José Liberatti, em Osasco, SP.
Público: 12.269 pagantes
Renda: R$ 463.730,00
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza
Auxiliares: Herman Brumel Vani e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa.
Cartões amarelos: André Castro e Wellington (A); Lucas Lima e Gustavo Henrique (S).
Gols: Mike (12-2) e Ronaldo Mendes (34-2).

OSASCO AUDAX
Sidão; André Castro, Yuri, Bruno Silva e Velicka; Tchê Tchê, Camacho e Juninho (Wellington); Bruno Paulo, Mike e Ytalo.
Técnico: Fernando Diniz

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia, Vitor Bueno (Paulinho) e Lucas Lima (Ronaldo Mendes); Gabriel (Joel) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior



Santos arranca empate do Audax na primeira partida da decisão

A primeira partida da decisão do Campeonato Paulista foi disputada na tarde deste domingo, em Osasco. No acanhado Estádio José Liberatti, diante de aproximadamente 13 mil torcedores, o Santos começou em desvantagem, mas conseguiu arrancar o empate por 1 a 1 do Audax.

Às 16 horas (de Brasília) do próximo domingo, na Vila Belmiro, as duas equipes disputam a partida final e decidem por pênaltis em caso de novo empate. O Santos, invicto em seus domínios há 27 partidas, não perde no estádio desde o mês de julho do ano passado.

Superior na etapa inicial em Osasco, o Santos acertou duas bolas na trave com o centroavante Ricardo Oliveira. Na etapa complementar, o Audax passou a mandar no jogo e saiu na frente por meio de Mike. Ronaldo Mendes, substituto do lesionado Lucas Lima, definiu o resultado da primeira partida da final.

O jogo

Apesar do estilo de jogo do Audax, marcado pelo toque de bola e arriscado em alguns momentos, o Santos preferiu não pressionar o adversário na marcação. Os pupilos de Dorival Júnior atacavam a bola apenas se percebiam chance de roubá-la, de maneira coordenada.

O Santos quase marcou o primeiro gol em Osasco aos 35 minutos do primeiro tempo. Após roubada de bola no meio de campo, Lucas Lima acionou Ricardo Oliveira. O centroavante invadiu a área pela direita e acertou chute forte na trave defendida por Sidão.

Cinco minutos antes do final do tempo regulamentar, o Santos assustou novamente. Em cobrança de falta, Ricardo Oliveira fez a bola quicar diante de Sidão, que se atrapalhou e espalmou para o travessão. Vitor Bueno chegou a completar no rebote, mas o goleiro conseguiu se recuperar.

O Audax pouco fez durante o primeiro tempo, e Fernando Diniz mandou os reservas para o aquecimento antes do fim da metade inicial. Já nos acréscimos do árbitro Flavio Rodrigues de Souza, Bruno Silva avançou pela esquerda e, da intermediária, encontrou Mike nas costas da zaga. O atacante se esticou, mas mandou para fora.

O técnico Fernando Diniz resolveu trocar Juninho por Wellington no intervalo e o time passou a atacar de forma consistente. Aos 12 minutos do segundo tempo, o Audax abriu o placar. Tchê Tchê recebeu na direita e cruzou para Mike, que tirou a marcação de Gustavo Henrique e finalizou com sucesso.

Aos 16 minutos do segundo tempo, Lucas Lima recebeu longo lançamento do zagueiro David Braz e bateu para defesa de Sidão. Atingido pela marcação na jogada, o meia santista sentiu o tornozelo direito e, chorando, acabou substituído por Ronaldo Mendes.

Em vantagem e sem a necessidade de marcar Lucas Lima, o Audax cresceu e levou perigo aos 23 minutos do segundo tempo. Em uma jogada pelo meio, Mike tabelou com Ytalo e precisou se esticar para completar para o gol. Atento, Vanderlei desviou pela linha de fundo.

Aos 34 minutos do segundo tempo, pouco depois de ouvir gritos de “olé” da torcida local, o Santos chegou ao empate. De maneira infantil, Tchê Tchê tocou rasteiro para o meio no campo de defesa e teve passe interceptado por Ronaldo Mendes. Com espaço, o substituto de Lucas Lima chutou forte e Sidão não conseguiu evitar o gol.

Bastidores – Santos TV:

Herói santista lamenta lesão de Lucas Lima, mas se coloca à disposição

De maneira improvável, Ronaldo Mendes terminou a primeira partida da decisão do Campeonato Paulista como herói santista. Autor do gol de empate por 1 a 1 com o Audax na tarde deste domingo, o jogador disse torcer pela recuperação do titular Lucas Lima, mas se colocou à disposição para a segunda final.

Travado no momento de uma finalização, Lucas Lima torceu o tornozelo direito no segundo tempo e deixou o gramado chorando. O meia saiu do Estádio José Liberatti de muletas e passou a ser dúvida para o confronto decisivo, marcado para as 16 horas (de Brasília) do próximo domingo, na Vila Belmiro.

“É um jogador insubstituível na nossa equipe e acredito que até no futebol brasileiro. Vamos torcer para que possa se recuperar e nos ajudar no final de semana. Caso não se recupere, vou estar à disposição do professor Dorival para fazer o melhor”, declarou Mendes.

Com o time praiano em desvantagem no marcador, o jovem de 23 anos de idade entrou no lugar de Lucas Lima. Após ouvir gritos de “olé” da torcida local, Ronaldo Mendes interceptou passe de Tchê Tchê na intermediária e empatou em um chute potente aos 34 minutos do segundo tempo.

“Foi minha primeira final e acho que o Campeonato Paulista é o maior Estadual do Brasil. Sei que o Lucas é muito importante dentro do grupo e fiquei muito triste pela forma que aconteceu, mas feliz por ter aparecido a oportunidade naquele momento e por eu poder dar esse resultado”, declarou.

Com o empate em Osasco, o Santos mantém boas chances de título na Vila Belmiro, já que não perde em seu estádio há 27 partidas, desde o mês de julho do ano passado – em caso de nova igualdade, o campeão sai nos pênaltis. Responsável pelo gol fora de casa, Ronaldo Mendes evita o clima de euforia.

“Dominei a bola, girei e estava de frente. Os marcadores foram recuando e tive felicidade no chute para marcar. Foi um gol muito importante para equilibrar as chance de título dentro da Vila Belmiro, mas que não nos dá vantagem”, pontuou o atleta.

Lucas Lima deixa estádio de muletas, e Dorival tenta ser otimista

O meia Lucas Lima, principal jogador do Santos, deixou o Estádio José Liberatti de muletas após o empate por 1 a 1 contra o Audax, neste domingo. Questionado sobre a possibilidade de contar com meia na decisão do Campeonato Paulista, o técnico Dorival Júnior tentou ser otimista.

Lucas Lima sentiu lesão aos 16 minutos do segundo. Após longo lançamento do zagueiro David Braz, o meia dominou e chutou para defesa de Sidão. No momento em que finalizou, atingido pela marcação, o meia santista acabou torcendo o tornozelo direito.

O atleta deixou o gramado chorando e foi substituído por Ronaldo Mendes, autor do gol do Santos. Na saída do estádio, de muletas, ele entrou rapidamente em um carro e preferiu não conceder entrevista. “Só deu uma torcida”, afirmou, em entrevista à ESPN Brasil, antes de entrar no veículo.

O segundo e decisivo confronto entre Santos e Audax pela final do Campeonato Paulista está marcado para as 16 horas (de Brasília) do próximo domingo, na Vila Belmiro. Lucas Lima deve passar por exames já na segunda-feira para saber o grau da lesão.

“Preocupa, é natural. Foi uma torção no momento da batida em gol e não teve como ficar em campo. Vamos acompanhá-lo ao longo da semana”, disse Dorival Júnior. Pouco depois, ele foi contundente: “Eu vou contar com o Lucas no último jogo, com certeza.”

No momento em que perdeu o meia, Dorival Júnior resolveu promover a entrada de Ronaldo Mendes, que empatou o jogo em um chute de longe após interceptar passe de Tchê Tchê. A despeito do possível desfalque de Lucas Lima, o técnico santista mantém a confiança.

“Minha preocupação é com meu adversário, e não com o rendimento do Santos. Não tenho dúvida que o rendimento do Santos será bom, mas nosso adversário é altamente qualificado e também tem possibilidades de fazer um resultado lá dentro, com certeza. Nada está definido” disse Dorival Júnior.

Jogando na Vila Belmiro, o Santos tem uma invencibilidade de 27 partidas, já que não perde desde o mês de julho do ano passado. Em caso de empate com o Audax na tarde do próximo domingo, o título do Campeonato Paulista será decidido em cobranças de pênaltis.

Diniz joga favoritismo para o Santos, mas vê time pronto para encarar a Vila

O técnico Fernando Diniz, assim como o seu time, não abre mão de um estilo para comentar as partidas: adotando um tom calmo e pensativo na hora de dar as entrevistas, ele elogiou bastante a partida disputada por Santos e Osasco Audax na tarde deste domingo, no estádio José Liberatti, em Osasco, pela primeira final do Campeonato Paulista. Para ele, o 1 a 1 veio com um gosto “amargo” por ter levado um gol aos 34 minutos do segundo tempo, mas nada que assuste para o segundo jogo, na Vila.

“Fica um gosto amargo, mas faz parte do jogo, da vida. O importante é continuar lutando, naquela hora era nossa melhor hora no jogo, mas bola para frente”, comentou o treinador, que assegurou não ter se surpreendido com o fato de os santistas evitarem a famosa “pressão alta” na saída de bola, como haviam feito São Paulo e Corinthians, nas quartas e semifinal da competição, respectivamente.

“A gente treinou para as duas situações, pressão alta, como foi na Vila (vitória santista por 2 a 1, no último jogo da fase de classificação), e para esse tipo de jogo que favorece o santos. Não entregamos nada ali atrás, lá no campo de ataque, se cometesse erro, a gente sofria. Não fomos surpreendidos, não”, observou o comandante.

Para Diniz, seus atletas não sentiram o peso de decidir o título da competição. Na sua avaliação, além das difíceis eliminatórias pelas quais tiveram de passar até a decisão, os jogadores já sabem o que esperar da Vila Belmiro por causa do bom desempenho obtido em Itaquera, diante do Corinthians. O rival tinha 100% de aproveitamento em 12 jogos disputados em casa na temporada, mas os visitantes conseguiram um empate por 2 a 2 no tempo normal e levaram a vaga nos pênaltis.

“O jogo contra o Corinthians já foi o melhor treino que a gente podia ter para encarar um estádio lotado como vai ser na Vila Belmiro. Qualquer cochilo que você der diante de times dessa qualidade é uma chance de gol iminente. O mais importante do jogo da Vila é estudar e entender bastante a qualidade e a característica do Santos jogando em casa”, analisou, deixando viva a possibilidade de levar o título.

“Pela tradição e pelos jogadores selecionáveis, é inevitável o favoritismo do Santos. Mas, quando duas equipes chegam na final, todo mundo tem chance de ganhar. Lá na Vila o Santos é praticamente imbatível há algum tempo, mas temos que ir lá procurar fazer nosso melhor jogo no ano”, encerrou.

Com o resultado de 1 a 1, o Audax precisa de uma vitória simples na Vila Belmiro, no próximo domingo, às 16h (de Brasília), para conquistar seu primeiro Campeonato Paulista. Em caso de nova igualdade, por qualquer que seja o placar, a decisão irá para a disputa de pênaltis.

Santistas valorizam empate e apostam em força na Vila Belmiro

O gol marcado na condição de visitante na primeira final do Campeonato Paulista não garante qualquer vantagem para a decisão, mas os santistas valorizaram o empate por 1 a 1 com o Audax, alcançado em Osasco na tarde deste domingo. Confiantes, os alvinegros creem na força da Vila Belmiro.

“Seria importante vencer para ficar com uma vantagem maior, mas infelizmente não conseguimos. Agora, a vantagem que temos é decidir em casa e todos sabem da nossa força na Vila. Contamos com o apoio do torcedor para buscar mais um título e espero que estejamos em uma tarde feliz”, disse o zagueiro David Braz.

O Santos iniciou o jogo sem pressionar o adversário na marcação e foi amplamente superior durante o primeiro tempo. Ricardo Oliveira acertou a trave duas vezes na metade inicial, uma delas em cobrança de falta. Na etapa complementar, o centroavante teve nova chance de marcar.

“Todo o mundo queria sair daqui com a vitória, mas deu empate e foi justo. Levamos a decisão para a nossa casa e esperamos levantar o troféu lá dentro. Temos que trabalhar durante a semana e aproveitar a vantagem de decidir na Vila Belmiro”, disse Ricardo Oliveira.

O Santos defende uma série de 27 partidas sem derrota em seu estádio, já que não perde desde o mês de julho do ano passado. Levando em conta apenas jogos válidos pelo Campeonato Paulista, a última derrota na Vila Belmiro data de 2011, diante do Palmeiras.

“São dois jogos e não tem favorito. Agora, é vencer na Vila Belmiro, a gente tem essa força. Ganhamos a condição de jogar em casa e vamos usar isso a nosso favor. O estádio vai estar lotado e vamos partir para cima deles”, afirmou o jovem atacante Gabriel.

O segundo e decisivo confronto entre Santos e Audax está marcado para as 16 horas (de Brasília) do próximo domingo. Com uma torção no tornozelo direito, Lucas Lima foi substituído por Ronaldo Mendes durante o segundo tempo e pode desfalcar o time praiano.

Apesar da possível ausência do meia da Seleção Brasileira, Victor Ferraz mantém o otimismo. “Vamos jogar na Vila Belmiro com casa cheia e adoramos atuar assim. A torcida vai inflamar e a gente vai para cima na tentativa de ganhar o título”, afirmou o lateral.


Vídeos: Reportagem Globo Esporte e pênaltis na íntegra.

Palmeiras 2 x 1 Santos – 4 x 3 pênaltis

Data: 02/12/2015, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa do Brasil – Final – Jogo de volta
Local: Allianz Parque, em São Paulo, SP.
Público: 39.660 pagantes
Renda: R$ 5.336.631,25
Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Carvalho Van Gasse (ambos de SP).
Cartões amarelos: Matheus Sales, João Pedro e Dudu (P); Gabriel (S).
Gols: Dudu (11-2), Dudu (39-2) e Ricardo Oliveira (41-2).

PALMEIRAS
Fernando Prass; João Pedro (Lucas Taylor), Jackson, Vitor Hugo e Zé Roberto; Matheus Sales e Arouca; Robinho, Dudu e Gabriel Jesus (Rafael Marques); Barrios (Cristaldo).
Técnico: Marcelo Oliveira

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz (Werley) e Zeca; Renato, Thiago Maia (Paulo Ricardo) e Lucas Lima; Marquinhos Gabriel, Gabriel (Geuvânio) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior



Com gol de Prass, Palmeiras bate Santos nos pênaltis e festeja tricampeonato

A moderna arena do Palmeiras pulsou como o velho Estádio Palestra Itália na noite desta quarta-feira. Depois de vencer o Santos por 2 a 1 no tempo normal, o time da casa ganhou por 4 a 3 nos pênaltis com o goleiro Fernando Prass na cobrança decisiva e conquistou o tricampeonato da Copa do Brasil, primeiro título após a reforma do campo.

O atacante Dudu, vilão do vice paulista diante do próprio Santos, marcou os dois do Palmeiras. Nos minutos finais, Ricardo Oliveira fez o gol que provocou os pênaltis. Nas cobranças, além de defender o chute de Gustavo Henrique, Fernando Prass anotou o gol do título.

Fechado para reformas entre 2010 e 2014, o Palestra Itália foi reinaugurado em novembro do ano passado e diante do Santos recebeu 39.660 torcedores, um recorde da nova arena. Palco da conquista da Copa Libertadores 1999, o estádio não abrigava uma festa de título desde a conquista do Campeonato Paulista 2008.

Com o triunfo sobre o Santos, a Sociedade Esportiva Palmeiras comemora seu 12º título nacional, um recorde. Além do tri da Copa do Brasil (1998, 2012 e 2015), o clube ganhou a Taça Brasil (1960 e 1967), o Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1967 e 1969), o Campeonato Brasileiro (1972, 1973, 1993 e 1994) e a Copa dos Campeões (2000).

O título é especial para Marcelo Oliveira, derrotado nas três decisões anteriores que disputou da Copa do Brasil (em 2011 e 2012 pelo Coritiba e em 2014 pelo Cruzeiro). Com o feito, ele se junta a Vanderlei Luxemburgo e Luiz Felipe Scolari na galeria de técnicos campeões pelo Palmeiras desde 1977 – Flávio Murtosa, auxiliar do gaúcho, também triunfou.

Se não teve regularidade para brilhar nos pontos corridos do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras jogou o suficiente para bater adversários como Cruzeiro, Internacional e Fluminense nas séries eliminatórias da Copa do Brasil. Assim, além do título, o primeiro da gestão de Paulo Nobre, iniciada em 2013, garantiu uma vaga na Copa Libertadores 2016.

O jogo

Trajado com meias e calções brancos, como na final do histórico Campeonato Paulista 1993, o Palmeiras quase saiu na frente antes do minuto inicial. Pouco depois da saída de bola, Arouca cabeceou, Barrios desviou e Gabriel Jesus, livre, bateu para defesa do goleiro Vanderlei.

Inteligentemente, o Santos procurou explorar a fragilidade do jovem João Pedro na marcação. Aos sete minutos, Zeca desceu pela esquerda e cruzou para Marquinhos Gabriel finalizar. Após grande defesa de Fernando Prass, Victor Ferraz apanhou o rebote e acertou a trave.

O Palmeiras, como há muito não se via, ditou o ritmo do jogo e criou boas chances de marcar. Em uma oportunidade clara, aos 27 minutos, Robinho cruzou da direita para Lucas Barrios. O centroavante esperou o quique da bola e cabeceou para defesa de Vanderlei.

Gradualmente, o Santos aumentou o volume de jogo e equilibrou as ações, mas não conseguiu levar perigo a Fernando Prass até o final do primeiro tempo. Lesionado, o zagueiro David Braz foi substituído por Werley ainda na etapa inicial. Assim como Gabriel Jesus, trocado por Rafael Marques.

O marcador inalterado no primeiro tempo preocupou a torcida alviverde, mas o Palmeiras manteve a frieza e finalmente abriu o placar aos 11 minutos da etapa complementar. Lucas Barrios fez pivô e tocou para Robinho entrar na área. O meia cruzou e Dudu apenas empurrou para o gol. De tipoia, Gabriel Jesus deixou o banco para comemorar na beira do gramado.

Lucas Barrios, lesionado, saiu para entrada de Cristaldo. Em seguida, o técnico Marcelo Oliveira colocou Lucas Taylor no lugar de João Pedro, advertido com o amarelo. Dorival Júnior, por sua vez, tirou Thiago Maia e Gabriel e lançou Paulo Ricardo e Geuvânio.

O Palmeiras fez o segundo aos 39 minutos do segundo tempo. Em cobrança de falta pelo lado direito do ataque, Robinho levantou na área. De cabeça, Vitor Hugo desviou para o meio. Dudu acompanhou a jogada e completou para o fundo das redes.

A alegria alviverde durou pouco, já que o Santos fez sua torcida vibrar no setor visitante dois minutos depois. No lance que provou a decisão por pênaltis, Marquinhos Gabriel cobrou escanteio pelo lado esquerdo do ataque, Werley desviou de calcanhar e a bola sobrou livre para finalização certeira de Ricardo Oliveira.

Pelo Santos, Geuvânio, Lucas Lima e Ricardo Oliveira converteram seus pênaltis. Marquinhos Gabriel e Gustavo Henrique desperdiçaram. Pelo Palmeiras, Zé Roberto, Jackson, Cristaldo e Fernando Prass marcaram. Rafael Marques errou. E a Sociedade Esportiva Palmeiras ganhou por 4 a 3.

Bastidores – Santos TV:

Frustrado, Renato admite: “Sabíamos que isso poderia acontecer”

A perda do título da Copa do Brasil para o Palmeiras na noite desta quarta-feira caiu como um balde de água gelada sobre o Santos. Depois de uma recuperação incrível no Campeonato Brasileiro e uma campanha irretocável na Copa do Brasil, o Peixe termina o ano sem a vaga no G4 e sem o título nacional. Sendo assim, também sem uma vaga na próxima Copa Libertadores da América. Após o jogo. Renato, jogador mais experiente do elenco santista, com 36 anos, reconheceu que a equipe estava ciente do risco quando resolver priorizar apenas as finais diante do Verdão.

“Difícil, complicado. A gente sabia que poderia acontecer, mas a equipe está de parabéns, lutou até o final, mas, infelizmente, não conseguimos ser campeões”, comentou o volante, já na saída de campo, enquanto os palmeirenses iniciavam a comemoração.

Todos os outros jogadores do Peixe deixaram o campo rapidamente e em silêncio. Renato foi o único a falar antes de descer aos vestiários. O clima era de muita decepção, principalmente pelo futebol que a equipe apresentou no Palestra Itália.

Agora, o Santos finaliza a temporada no próximo domingo, contra o Atlético-PR, às 17 horas, na Vila Belmiro, pela última rodada do Campeonato Brasileiro. Em sétimo lugar na tabela de classificação, o clube luta apenas para entrar direto na fase de oitavas de final da Copa do Brasil no próximo ano.

Dorival chama Vila de “brejo” e assume responsabilidade pela derrota

Com um semblante sereno, obviamente nada feliz, mas, ao mesmo tempo, tranquilo, Dorival Júnior concedeu entrevista coletiva ainda no Palestra Itália, logo depois do Santos acabar derrotado pelo Palmeiras nos pênaltis e, assim, perder a chance de título da Copa do Brasil. O treinador fez questão de chamar toda a responsabilidade pelo resultado negativo, mas fez algumas ressalvas em uma tentativa de explicar os motivos que colaboraram para o clube não alcançar seu objetivo ao fim da temporada.

“Futebol você perde num todo e a responsabilidade é do treinador, não dos jogadores. Assumo essa condição. Fizemos nosso melhor e realmente não foi uma grande noite. De todo o período que aqui estou, foi a partida mais abaixo em relação ao que a equipe vinha atuando e fomos penalizados com o resultado. A maneira como perdemos marca muito, porque a campanha era irrepreensível. Aguardávamos um final diferente, por tudo que o Santos havia produzido”, confessou o treinador, que só mudou a fisionomia, para mais sisuda, quando questionado se a equipe alvinegra teria caído de produção nesta reta final. Neste momento, não faltou reclamações até para a Vila Belmiro.

“Não, pelo seguinte: nós tivemos um campo muito pesado, praticamente jogamos em um barro, em um brejo contra o Flamengo. Foi a única partida que jogamos abaixo. Fomos para Joinville, Curitiba, novamente campos encharcados, pesados. Faríamos a final na quarta, tomamos todas as medidas possíveis. Fomos ao limite”, explicou, refutando criticar as últimas atuações do Peixe.

“Tudo foi debatido, conversado para as decisões e não vi a equipe caindo de produção. Fez uma boa partida na primeira final e estava preparada na segunda partida. Tem dia que não acontece, não produzimos. O Palmeiras tem méritos e fez o resultado”, exclamou.

Outro ponto que deixou Dorival Júnior mais incomodado do que o próprio resultado adverso nesta quarta-feira foi a crítica sobre a escolha da comissão técnica em mandar apenas os reservas nas duas últimas rodadas do Brasileiro, quando o Santos acabou derrotado em ambos e viu a chance de conquistar uma vaga no G4 ir por água abaixo, para apostar tudo na Copa do Brasil, que também não veio.

“Quem fala isso desconhece os fatos, o dia a dia. Jogamos 12 jogos com gramado enxercado, pesado. Pegamos a Vila com um campo pisoteado. Os jogadores não suportam. Braz acabou sentindo hoje. Jogamos quinta e domingo. O Palmeiras quarta e sábado, 24 horas de diferença. Não tirei jogadores em momento nenhum, até o momento que eles me pediram. As pessoas que falam, falam com desconhecimento de causa. Não tem ideia do que é você ficar torcendo para os jogadores não se machucarem”, esbravejou o treinador.

Dorival tenta explicar derrota, mas admite Santos perdido em campo

Dorival Júnior proporcionou uma cena rara no futebol brasileiro. Logo após conceder entrevista coletiva, o treinador do Peixe interrompeu a entrevista do técnico campeão, Marcelo Oliveira, e o parabenizou pela conquista da Copa do Brasil em cima do seu Santos. A cena rendeu aplausos de todos que estavam na sala de imprensa. O treinador do Palmeiras agradeceu ao gesto de Dorival, que mais cedo teve dificuldades para explicar os verdadeiros motivos para a derrota do Peixe por 2 a 1, no Palestra Itália, que acabou com o sonho de título e de uma vaga na Libertadores depois das cobranças de pênaltis.

“(O Palmeiras) prevaleceu em volume. Não conseguimos a troca de passes que sempre tivemos. Em alguns momentos, sentimos a desorganização. O Santos não jogou com a leveza que vinha jogando. Estávamos preparados, fizemos uma semana excelente. Infelizmente, foi uma noite em que as coisas não aconteceram, bem na partida mais importante”, lamentou o técnico.

Diante da falta de argumentos, Dorival Júnior preferiu reconhecer os méritos do alviverde da Capital, mas sem antes deixar de lembrar as possibilidades que o Peixe teve de construir uma vitória na Vila Belmiro, na primeira final, que lhe desse mais tranquilidade para a decisão.

“Criamos muito na primeira partida, procuramos jogar, envolvê-los em todos os sentidos, tivemos a penalidade, possibilidades reais. Não fomos felizes. Talvez fosse o momento do Palmeiras. Foi uma noite muito boa, as coisas encaixaram. O Santos não se achou. Temos que reconhecer que o Palmeiras foi mais eficiente e tem que ser parabenizado”, afirmou.

Por fim, o comandante santista refutou fazer qualquer tipo de crítica sobre a ideia de seus dirigentes em alterar a data da primeira decisão, o que acabou, aparentemente, favorecendo o rival, que teve oportunidade de recuperar jogadores como Arouca, enquanto o Santos, ao invés de enfrentar o Palmeiras embalado pelas vitórias, chegou para o “jogo do ano” com um sobrepeso em função da impossibilidade de alcançar o G4 do Brasileiro a uma rodada do fim do Campeonato Brasileiro.

“É hipótese. Prefiro não falar. Não sei o que aconteceria. Temos que reconhecer o valor do Palmeiras, mereceu. Se deu muito bem nos pênaltis. Tivemos uma campanha equilibrada no ano. O Santos passou por grandes adversários, se credenciou a chegar e talvez merecesse melhor sorte”, finalizou.

Rafa Marques chama R. Oliveira de “mau caráter” e Dudu ironiza “pastor”

Os jogadores do Palmeiras não pouparam críticas ao atacante santista Ricardo Oliveira após a conquista do título da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, no Palestra Itália. Inconformado com a provocação feita pelo centroavante no último encontro das equipes no Brasileirão, Dudu acusou o rival de se aproveitar de um discurso religioso para mascarar suas atitudes fora do gramado. O alviverde afirmou que comportamento adotado por Oliveira não é condizente com a função de pastor exercida por ele em igrejas evangélicas.

“Desse cara aí eu nem falo. Eu nem falo. O cara fala que é pastor e faz umas coisas dessas, tenta humilhar as pessoas de alguma forma. A pessoa tem que ter mais respeito. O cara tem uma carreira brilhante, não precisa ficar falando essas coisas e dizendo que é pastor para cobrir os erros dele. É uma coisa muito feia”, disse Dudu, em referência a uma careta que Ricardo Oliveira fez para provocar o goleiro Fernando Prass ao anotar um dos gols na vitória por 2 a 1 do Santos sobre o Palmeiras, pelo segundo turno do Campeonato Brasileiro.

A revolta do elenco palmeirense era tamanha que os jogadores imitaram a faceta do santista ao posarem para a foto do título. O atacante Rafael Marques chegou a pegar uma máscara do centroavante com um torcedor para usá-la na comemoração da conquista. “Foi pela falta de respeito que ele teve por nós. Ele tem que aprender a respeitar meus companheiros, não importa qual seja o resultado da minha equipe. Ele extrapolou no último jogo contra nós no Brasileiro. Isso mostra o quanto ele, além de ser mau caráter, também é mentiroso”, disparou.

Dudu, autor de dois gols na final, ainda pegou um microfone durante a volta olímpica e puxou um dos gritos da torcida para provocar o rival. “Santos o c…! Lugar de peixe é dentro do aquário”, gritou o atacante, acompanhado em seguida pela massa alviverde. Ao conceder entrevista, o jogador lembrou que o Palmeiras está classificado à Copa Libertadores e desejou sorte ao Santos na disputa do Campeonato Paulista.

“Quando o Santos passou pelo São Paulo, eles falaram que iriam ser campeões. Falaram que iriam humilhar a gente nos dois jogos. As coisas não são assim. Futebol é dentro de campo e tem que ser jogado. Para ganhar é preciso mostrar os motivos que te fazem ser campeão. Então, no ano que vem, quando eles forem jogar com a gente, eu acho que não vão falar mais isso. Vão ter mais um pouco de respeito. E boa sorte para eles no primeiro semestre. Eles vão jogar o Campeonato Paulista, estavam tão crentes de que iam disputar a Libertadores e que iriam nos humilhar nos dois jogos. As pessoas precisam ter mais respeito e humildade”, provocou o atacante.

Com vice e sem vaga no G4, Santos vai deixar de ganhar R$ 7,2 milhões

“Nadou, nadou, nadou… e morreu na praia”. A metáfora é antiga, mas resume bem a forma como o Santos encerra seu ano. Depois de se reerguer no primeiro semestre, passando por um início de temporada repleto de turbulências extra-campo e muita desconfiança, e que acabou ficando marcado pelo título do Campeonato Paulista, o alvinegro praiano encerra seus trabalhos, ainda com uma partida a realizar, pela última rodada do Campeonato Brasileiro, antes das férias coletivas, com um gosto amargo na boca. A perda da Copa do Brasil e o insucesso na tentativa de ficar com uma vaga no G4 do nacional por pontos corridos já surtem efeito negativo imediato no clube. Com o fracasso nestas duas competições, o Peixe vai deixar de embolsar pelo menos R$ 7,2 milhões.

A derrota para o Palmeiras no Palestra Itália na grande decisão da Copa do Brasil fará com que o prêmio pago pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ao campeão, de R$ 4 milhões, seja destinado aos cofres alviverdes. O vice-campeonato renderá apenas a metade do valor ao time da Vila Belmiro.

E depois de findar o jejum de cinco anos e entrar no G4 do Campeonato Brasileiro, o time de Dorival Júnior não conseguiu se manter no posto por mais de seis rodadas. Quando faltavam apenas quatro jogos para o fim da competição, a equipe emendou uma série de um empate e duas derrotas e caiu na tabela. Neste domingo, na partida de despedida, contra o Atlético-PR, em casa, servirá apenas para tentar amenizar o prejuízo.

Caso sustentasse a quarta posição, o Santos receberia R$ 3,2 milhões da CBF. Agora, dependendo de uma combinação de resultados, o máximo que o clube arrecadará com premiação são R$ 2,2 milhões, com um quinto lugar. Em um pior cenário, que é a oitava colocação (não há possibilidade do time terminar a competição abaixo disso), ‘apenas’ R$ 1,2 milhão serão repassados ao alvinegro praiano. Mantendo sua sétima colocação de momento, R$ 1,3 milhão serão pagos, com um acréscimo de R$ 100 mil se a equipe ficar em sexto lugar.

A ausência na próxima edição da Copa Libertadores da América também acaba frustrando planos do departamento de marketing para uma alavancada e valorização da marca em 2016. Confirmando-se a classificação do São Paulo no domingo, contando que Corinthians e Palmeiras já asseguraram suas vagas na competição continental, o Peixe terá muita dificuldade em atrair patrocinadores e parceiros com todos seus rivais locais tendo uma possibilidade de exposição muito maior na mídia.

Desde janeiro de 2013, o clube não chega a um acordo de no mínimo uma temporada para o espaço nobre da camisa. O famoso patrocinador master.

Apesar de “impacto”, Dorival pede calma e segue otimista para 2016

Perda de título para um rival costuma acarretar em desdobramentos internos e uma pressão muitas vezes insustentável para técnicos, jogadores e até dirigentes. No Santos, mesmo depois do fim do sonho de conquistar sua segunda Copa do Brasil e de ficar com uma vaga na próxima Libertadores da América, Dorival Júnior tenta minimizar a queda e prefere destacar o que enxerga de positivo diante deste cenário.

“Só lembrar o começo do ano. Terminamos um ano com uma equipe reconhecidamente forte. Infelizmente, não conquistamos a segunda final, mas chegamos com uma equipe montada, com jogadores numa crescente, despontando, aparecendo muito bem na temporada. Não vejo situação de desespero. Muito diferente do ano passado”, comparou o treinador, relembrando uma temporada que se encerrou cheia de incertezas e que antecedeu um momento de instabilidade muito grande no clube, com uma debandada de atletas, ações na Justiça e atrasos salariais.

Mesmo assim, Dorival não tentou mascarar as consequências de uma derrota que joga todo o esforço de um semestre inteiro por água abaixo. Para o treinador, ser vice realmente tem um peso muito grande no Brasil.

“Impacto sempre tem. No nosso pais, só se reconhece o primeiro. Foi o que falei para o Marcelo (Oliveira) na quarta passada. O segundo é a pior colocação, talvez pior que o último. Nunca é reconhecido, mas desvalorizado. Erramos em algum momento, alguém vai errar para o outro chegar a ser campeão. Perdemos. Mas não podemos baixar a cabeça”, comentou.

O plano era disputar a competição mais importante do continente. Agora, as coisas mudam um pouco. Os objetivos do Peixe para 2016 serão mais uma vez buscar essa vaga, pensando em 2017, mas principalmente tentar acabar com o jejum de 11 anos e conquistar o título Brasileiro, competição na qual o alvinegro praiano sequer conseguir obter um resultado melhor que um sétimo lugar nos últimos sete anos.

“Não muda o planejamento. Temos muitas coisas definidas. Conversamos nos últimos três, quatro meses. Chegamos a coisas muito mais boas do que ruins. Pegamos qualquer time de igual para igual. Tem que sair fortalecido. Mesmo que seja uma derrota doída, tem que se fazer presente em 2016. Algumas coisas serão corrigidas. O Santos se vê preparado para um ano muito melhor”, projetou Dorival Júnior, tentando manter seus jogadores e sua torcida animados com o futuro do time.


Santos 1 x 0 Palmeiras

Data: 25/11/2015, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa do Brasil – Final – Jogo de ida
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 14.116 pagantes
Renda: R$ 1.631.560,00
Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (SP) substituído por Marcelo Aparecido de Souza (SP).
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Carvalho Van Gasse (ambos de SP).
Cartões amarelos: Renato, Ricardo Oliveira, Gabriel e Victor Ferraz (S); Fernando Prass, Matheus Sales, Barrios, Arouca, Lucas e Dudu (P).
Cartão vermelho: Lucas (P)
Gol: Gabriel (33-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Thiago Maia (Nilson), Renato e Lucas Lima; Marquinhos Gabriel (Geuvânio), Gabriel (Neto Berola) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior

PALMEIRAS
Fernando Prass; Lucas, Jackson, Vitor Hugo e Zé Roberto; Matheus Sales (Amaral) e Arouca; Robinho, Dudu e Gabriel Jesus (Kelvin); Barrios (Rafael Marques).
Técnico: Marcelo Oliveira



Gabigol marca após perder pênalti e Santos sai na frente do Palmeiras

Santistas ficam a um empate do título

O Santos iniciou a briga pelo título da Copa do Brasil de maneira bem-sucedida na noite desta quarta-feira. Gabigol desperdiçou uma cobrança de pênalti na Vila Belmiro, mas se redimiu ao marcar o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Palmeiras. Assim, o time alvinegro depende de um empate para conquistar o título.

O segundo confronto está marcado para as 22 horas (de Brasília) da próxima quarta-feira, no Estádio Palestra Itália, com ingressos já esgotados. Diferentemente do restante da Copa do Brasil, na decisão os gols anotados como visitante não têm peso diferenciado.

A exemplo da final do Campeonato Paulista, em que Dudu perdeu pênalti no Palestra Itália, Gabigol falhou na Vila Belmiro. O Santos dominou o jogo sem correr maiores riscos, mas conseguiu marcar o gol da vitória apenas a 12 minutos do fim do tempo regulamentar, com a redenção de seu camisa 10.

O duelo realizado na noite desta quarta-feira foi o sexto entre os clubes na temporada. Até o momento, o Santos, campeão paulista sobre o rival, venceu quatro jogos, todos na Vila Belmiro, e o Palmeiras levou a melhor duas vezes, ambas no Palestra Itália.

A decisão reúne os dois maiores ganhadores de títulos nacionais. O Palmeiras detém 11 taças do gênero, entre elas a Copa do Brasil (1998 e 2012). Já o Santos ostenta nove conquistas, inclusive a Copa do Brasil (2010), com Dorival Júnior no comando. Marcelo Oliveira, por sua vez, amarga três vices do torneio.

O jogo

A primeira partida da final da Copa do Brasil teve um começo eletrizante na Vila Belmiro. Logo aos dois minutos, o Palmeiras teve falta do lado esquerdo e Robinho levantou na área. O goleiro Vanderlei deu rebote e o zagueiro Jackson, de cabeça, perdeu boa chance de abrir o placar.

Pouco depois, Lucas Lima quase marcou gol olímpico. Após nova cobrança de escanteio santista, aos quatro minutos, Arouca puxou a camisa de Ricardo Oliveira e o árbitro Luiz Flavio de Oliveira deu o pênalti. Na cobrança, Gabigol acertou a trave esquerda de Fernando Prass.

Espremida em seu setor, a torcida palmeirense comemorou a cobrança ineficiente de Gabigol como se fosse um gol. Aos 12 minutos, porém, os visitantes ficaram preocupados. Gabriel Jesus sofreu falta banal no campo de defesa, sentiu lesão no ombro e precisou ser substituído por Kelvin.

A despeito do pênalti perdido por Gabigol no começo da partida, o Santos manteve o domínio das ações com facilidade. O Palmeiras, como de costume, incapaz de articular boas jogadas a partir do meio de campo, apostou em lançamentos e chutões, sem sucesso.

O meia Lucas Lima foi participativo, mas o Santos não conseguiu movimentar o placar durante o primeiro tempo. Na última oportunidade do time da casa, Victor Ferraz fez boa jogada pela direita e cruzou para finalização de Ricardo Oliveira. Fernando Prass, milagrosamente, evitou o gol duas vezes.

Matheus Sales, advertido com o cartão amarelo na etapa inicial, acabou substituído por Amaral no intervalo, o que não foi suficiente para impedir uma nova chance do Santos logo aos dois minutos. Gabigol recebeu de Lucas Lima e chutou para mais uma defesa de Prass.

O Palmeiras procurou responder rápido e Dudu lançou Barrios dentro da área. O centroavante, tocado por trás pelo zagueiro David Braz, caiu e pediu pênalti, mas não foi atendido por Luiz Flavio de Oliveira. Aos 22 minutos, o árbitro solicitou a própria substituição e Marcelo Aparecido de Souza assumiu o apito.

Sem criatividade, o Palmeiras jogava para empatar. Aos 33 minutos, o Santos finalmente foi premiado por sua imposição e impetuosidade. Gabigol recebeu de Ricardo Oliveira na ponta da área, driblou o volante Amaral e definiu com categoria diante de Fernando Prass.

Aos 42 minutos, o lateral direito Lucas foi expulso por chutar a bola em cima de Lucas Lima, que entrou em campo pendurado por dois amarelos. Na última oportunidade do jogo, já nos acréscimos, Ricardo Oliveira driblou Fernando Prass e a bola sobrou limpa para Nilson, que conseguiu chutar para fora. Assim que o juiz apitou o fim, houve confusão entre os dois times.

Reportagem do Globo Esporte:

Após perder pênalti, Gabriel avisou Dorival que iria decidir a final

Gabriel por pouco não se tornou vilão da grande final da Copa do Brasil entre Santos e Palmeiras. No primeiro duelo entre os rivais, disputado na noite desta quarta-feira, o camisa 10 santista desperdiçou um pênalti ainda no primeiro tempo e perdeu uma grande oportunidade na etapa final, ao ficar cara a cara com Fernando Prass, que acabou evitou o gol. Mesmo assim, o jovem de 19 anos não se abalou e teve cabeça boa para se manter focado para marcar um belo gol e garantir a vitória do Peixe na Vila Belmiro por 1 a 0.

“Não sofri, não. Tenho confiança, todo mundo me apoiou, confio no meu potencial. Acontece, já tive experiência assim, já vi gente passar por isso”, explicou Gabriel, falando sobre a bola que explodiu na trave em sua cobrança de pênalti.

“Bati forte, no canto. Tentei tirar dele, mas a bola acabou pegando na trave. Faz parte. Eu acho que bati bem, mas Deus é maravilhoso comigo, me abençoou com esse gol. Foi um belo jogo”.

Depois da partida, Dorival Júnior comentou como o jogador se comportou no vestiário e revelou que nem precisou falar com seu atacante.

“Eu não tive que falar nada para ele. Não abri a boca. Ele é um cara com personalidade. O jogador, quando perde um pênalti, um gol, ele sabe muito bem. Ficar falando mais vai causar um certo desequilíbrio. E ele falou: ‘professor, vou decidir esse jogo’”, afirmou o técnico, explicando que o jogador segue como batedor mesmo após a falha.

“Desde que o Ricardo (Oliveira) perdeu pênaltis em seguida, o Gabriel assumiu, foi feliz nas últimas cobranças. Ele bateu muito bem. O Fernando foi para o lado da bola, infelizmente ela tocou na trave, mas ela foi com força, no canto. A trave que interferiu diretamente”, opinou Dorival.

Agora, com a vantagem de jogar pelo empate no Allianz Parque, Gabriel avisa que o Peixe não vai se apegar ao regulamento e promete um time ofensivo mesmo na casa palmeirense, na próxima quarta-feira.

“A gente criou, como pode criar lá e fazer gols. A imprensa quer falar que a gente é favorito, que vai fazer três, quatro (gols). É um jogo muito difícil. Quarta é fazer um grande jogo lá. A gente pode jogar para ganhar como ganhou aqui”, finalizou o artilheiro isolado da Copa do Brasil, agora com 8 gols.

Lucas Lima reclama de cera, mas santistas valorizam vitória magra

Fernando Prass foi o grande nome da primeira final a Copa do Brasil. O goleiro palmeirense não conseguiu evitar a derrota, mas manteve seu time vivo na briga pelo título. Após o jogo da noite desta quarta, na Vila Belmiro, os jogadores do Peixe evitaram reclamar, mas admitiram que poderiam ter construído uma vantagem maior do que o 1 a 0 que ficou no placar depois dos primeiros 90 minutos.

“Pelas oportunidades que a gente teve, poderia sair com placar melhor. Infelizmente não aconteceu, mas levamos uma vantagem lá para a Arena. Claro que não vamos jogar só com a vantagem, vamos lá pra ganhar”, comentou o zagueiro David Braz, que teve pouco trabalho, já que o Verdão sequer finalizou uma bola a gol em todo o jogo.

Já Lucas Lima saiu de campo com um discurso sincero e de quem se incomodou com a postura de seu rival nesta quarta, sem esconder a frustração por ter vencido ‘apenas’ por um gol de diferença.

“Foi muito pouco, pô. A equipe deles só veio para se defender. Com 1 minuto de jogo eles já estavam enrolando lateral. A gente sabia que seria assim, fizemos o dever de casa, porque não tem nada ganho. Agora é fazer um grande jogo lá”, afirmou o camisa 20, que estava pendurado com dois cartões amarelos, mas conseguiu passar o confronto sem problemas com a arbitragem.

Victor Ferraz, que fez sua primeira partida inteira depois de dois meses afastado por causa de uma lombalgia, valorizou a vitória conquistada depois de um jogo muito brigado, com diversos lances ríspidos, discussões e uma expulsão (Lucas, do Palmeiras).

“Não tem essa de atropelar. É um jogo de paciência. É Santos e Palmeiras, final e Copa do Brasil, clássico. É jogo nervoso mesmo. A gente já conhece eles, eles nos conhecem, nosso grupo está de parabéns, nossa torcida também. Agora é fazer um grande jogo lá e levantar a taça”, bradou o lateral santista.

Dorival esbraveja e acusa arbitragem de amarrar o jogo: “um absurdo”

Se de um lado os palmeirenses deixaram o gramado da Vila Belmiro revoltados com a não marcação de um pênalti em Lucas Barrios no segundo tempo, no lado santista o descontentamento com a arbitragem de Luiz Flávio de Oliveira, que acabou substituído por Marcelo Aparecido devido a uma lesão, também foi grande. O técnico Dorival Júnior concedeu entrevista coletiva bastante irritado com a atuação dos homens do apito depois da vitória do Peixe por 1 a 0 em cima do Verdão, na primeira decisão da Copa do Brasil.

“(O jogo) foi amarrado, truncado. Não deixaram correr. Tivemos 40% de bola rolando no primeiro tempo. Um absurdo. E foi o que aconteceu. Infelizmente é assim, não tem jeito. Evitam algumas atitudes, deixam correr a coisa. Não foi uma má arbitragem, não influenciou no resultado, mas é muito pouco de bola rolando para um jogo. Isso é um absurdo”, esbravejou o treinador.

Além da reclamação pela forma como os árbitros conduziram o clássico, na opinião do técnico, contribuindo para o descontrole emocional dos atletas em campo, Dorival também ficou se mostrou muito irritado com uma jogada em que o zagueiro alviverde Jackson teria desferido uma cotovelada em Ricardo Oliveira.

“Os dois árbitros estavam bem atrás da linha da bola. Impossível que não tenham visto. Gosto muito do Marcelo (Aparecido, que estava como quarto árbitro ainda), muito competente, muito sério, mas a jogada foi muito nítida. Houve um favorecimento do Palmeiras, era jogada para desclassificação do Jackson”, afirmou o comandante alvinegro.

Análise
Falando sobre o jogo, Dorival Júnior viu um confronto de poupa técnica, mas elogiou a postura do seu time dentro das circunstâncias.

“Uma disputa muito grande, perde e ganha, jogo truncado, amarrado, mas fizemos uma grande partida, uma vantagem importante para uma partida de 180 minutos”, comentou, antes de explicar a entrada de Nilson já nos minutos finais. “É lógico, você está buscando. O Palmeiras perdeu um homem, tentei de todas as formas, até o último momento. Tivemos a chance do segundo gol, ele não foi feliz na conclusão, uma pena”, completou, lembrando do lance inacreditável desperdiçado pelo centroavante, que antecedeu o apito final.

Quando questionado sobre se o jogo poderia tomar outro rumo, caso Gabriel convertesse o pênalti logo aos cinco minutos do primeiro tempo, Dorival Júnior refutou analisar uma situação que não se concretizou.

“Muito difícil analisar em cima de hipótese, mas acho que dificilmente o Palmeiras mudaria o jeito de atuar, assim como o Santos não mudaria se tivesse feito o gol. É circunstancial, é muito difícil, mas não acho que o Palmeiras não teria mudado, porque se prepararam para uma partida como essa”, ponderou.

Placar magro ofusca massacre do Peixe nas estatísticas da 1ª final

Os primeiros 90 minutos da decisão da Copa do Brasil já se foram. Em partida marcada por lances fortes, discussões e poucas jogadas vistosas em uma partida de futebol, o Santos abriu vantagem ao decretar o placar de 1 a 0 na Vila Belmiro. O resultado, porém, não diz muito o que foi o clássico da noite desta quarta. O time de Dorival Júnior ditou o ritmo do jogo o tempo inteiro, criou chances claras de gol e fez de Fernando Prass, goleiro palmeirense, o jogador com atuação mais destacada no confronto.

Para começar, o Peixe teve o controle das ações por ter obtido a posse da bola em 57% do tempo. Já o alviverde da Capital mais uma vez abusou dos ‘chutões’. Aliás, neste quesito a equipe de Marcelo Oliveira foi superior, e com sobras. Foram expressivos 55 lançamentos durante o jogo, sendo que 39 não terminaram nos pés dos jogadores palmeirenses ou deram sequência nas jogadas. Neste ponto, o Santos tentou menos, mas também errou a maioria. Foram apenas seis lançamentos certos e 22 equivocados.

Mas, o ponto que o torcedor santista deve estar se lamentando até agora é o fundamento de finalização. O time de Dorival Júnior concluiu em gol 17 vezes. Dez acertaram o alvo para apenas um gol marcado. Três destes lances são os mais emblemáticos da final: a cobrança de pênalti de Gabriel, que explodiu na trave; a defesa de Fernando Prass com os pés, após o mesmo Gabriel ficar livre, cara a cara com o goleiro; e a conclusão para fora de Nilson, já aos 50 minutos do segundo tempo, sem goleiro, de dentro da pequena área. Por outro lado, o Palmeiras conseguiu a proeza de chutar apenas cinco bolas a gol e errar o alvo em todas as tentativas.

A troca de passes também foi um ponto alto do Santos frente ao seu rival nesta decisão de Copa do Brasil. O alvinegro praiano acertou 297 vezes e errou 29, enquanto o Verdão conseguiu tocar a bola sem problemas apenas 185 vezes. Foram 33 passes errados dos jogadores palmeirenses.

Na questão da disciplina e dos escanteios, o Peixe também saiu ‘vencedor’. Foram nove corners contra três em seu campo de defesa. E apenas quatro cartões amarelos contra sete do Palmeiras, além de um cartão vermelho mostrado para o lateral Lucas, que está fora da segunda final, na próxima quarta-feira, no Allianz Parque.

Apesar disso, os santistas foram mais faltosos, com 29 interceptações ilegais, no critério da arbitragem, contra 17 do Palmeiras, que ainda realizou 16 desarmes corretos. Os jogadores do Peixe conseguiram 11 desarmes bem sucedidos.

Santos 2 x 1 Palmeiras – 4 x 2 pênaltis

Data: 03/05/2015, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – Final – Decisão
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 14.662 pessoas
Renda: R$ 1.555.280,00
Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Alex Ang Ribeiro
Cartões amarelos: Valencia e David Braz (S); Valdivia, Gabriel e Lucas (P).
Cartões vermelhos: Geuvânio (S); Dudu e Victor Ramos (P).
Gols: David Braz (29-1) e Ricardo Oliveira (43-1); Lucas (19-2).
Pênaltis: Palmeiras: Cleiton Xavier (gol), Rafael Marques (defesa), Jackson (trave) e Leandro Pereira (gol). Santos: David Braz (gol), Gustavo Henrique (gol), Victor Ferraz (gol) e Lucas Lima (gol).

SANTOS
Vladimir; Victor Ferraz, Werley (Gustavo Henrique), David Braz e Chiquinho; Valencia (Leandrinho), Renato e Lucas Lima; Geuvânio, Robinho (Cicinho) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Marcelo Fernandes

PALMEIRAS
Fernando Prass; Lucas, Victor Ramos, Vitor Hugo e Zé Roberto; Gabriel (Amaral) e Robinho (Cleiton Xavier); Rafael Marques, Valdivia (Jackson) e Dudu; Leandro Pereira.
Técnico: Oswaldo de Oliveira



Santos sofre, mas bate Palmeiras nos pênaltis e é campeão na Vila

Até este domingo, apenas três vezes na história o perdedor da primeira final do Campeonato Paulista havia conseguido ser campeão no jogo de volta. Agora são quatro: assim como em 2007, o Santos desfez a vantagem adversária e foi campeão. Para ficar com o título na Vila Belmiro, devolveu a diferença no placar do jogo de ida vencendo o Palmeiras por 2 a 1 no tempo normal e derrotando-o também na disputa por pênaltis (4 a 2).

Finalista da competição pelo sétimo ano consecutivo, a equipe litorânea volta a festejar depois de ter sido vice-campeã em 2013 e 2014. Com a vitória deste domingo, são quatro conquistas nesse período. Além disso, dá o troco no Palmeiras pela derrota em 1959, única ocasião em que os dois times disputaram o troféu em confrontos diretos. O rival, por sua vez, não chegava a uma decisão estadual desde 2008, quando foi campeão diante da Ponte Preta.

Depois de um primeiro tempo praticamente todo do Santos – com gols de David Braz e Ricardo Oliveira em dois lances de desatenção defensiva -, a segunda etapa foi bem diferente. A começar pelas expulsões de Geuvânio e Dudu minutos antes do intervalo. Com dez jogadores de cada lado e a entrada de Cleiton Xavier, o Palmeiras diminuiu a diferença com Lucas, depois de ótimo lançamento de Valdivia, até então pouco produtivo. E até tinha o controle do jogo, porém precisou se desdobrar para segurar o resultado ao ter Victor Ramos expulso.

Nos pênaltis, quem levou a melhor foi o Santos. Rafael Marques teve sua cobrança defendida por Vladimir, ao passo que Jackson chutou a bola no travessão. Com quatro tentativas convertidas diante de Fernando Prass, os santistas finalmente soltaram o grito de campeão na Vila Belmiro.

O jogo – Derrotado por 1 a 0 no Palestra Itália, o Santos precisava da vitória e teve o reforço de Robinho, recuperado de edema na coxa esquerda. O Palmeiras, sem o volante Arouca (que não se recuperou a tempo de estiramento na coxa esquerda), recuou Robinho e voltou a contar com Valdivia, que não atuou no primeiro jogo por conta de dores no joelho esquerdo. Dois times, portanto, dispostos a atacar, ainda que a equipe alviverde pudesse jogar pela vantagem do empate para ser campeã.

Logo no primeiro minuto, Valdivia levou um chapéu de Renato no meio-campo e deu mostras de que não teria uma boa primeira metade de jogo. Sete minutos depois, o meia chileno recebeu cartão amarelo, a exemplo do que ocorreu com Dudu instantes antes. O terceiro palmeirense pendurado foi o volante Gabriel, aos 24 minutos. Até lá, foi o Santos o dono das principais ações de jogo, com muita velocidade principalmente em contra-ataques. Em um deles, Ricardo Oliveira finalizou pouco atrás da entrada da área, à direita do gol de Fernando Prass.

O Robinho santista – muito mais participativo do que o palmeirense – também quase marcou, mas foi desarmado pelo zagueiro Victor Ramos no momento exato do chute, quase na pequena área. Na sequência da jogada, o Palmeiras tentou a resposta rápida, mas o contragolpe foi paralisado por Victor Ferraz, único jogador do time da casa a ser advertido antes do intervalo pela arbitragem.

Móvel no ataque santista, Robinho teve outra oportunidade interessante de finalização. Depois de deixar Gabriel para trás na ponta esquerda, ele invadiu a área e chutou no ângulo oposto. Fernando Prass fez a defesa em dois tempos. No minuto seguinte, quem levou perigo ao goleiro alviverde foi Geuvânio, em arremate cruzado e rasteiro, que passou rente à trave direita. O camisa 11 era uma dos principais escapes ofensivos do Santos, para azar do veterano Zé Roberto.

Aos 29 minutos, o Santos aproveitou a única arma com que o Palmeiras assustava até então. Em rebote da defesa após cobrança de falta, Valencia despachou a bola para frente e achou Robinho em posição legal, livre de marcação, dentro da área. O atacante tocou de primeira para o lado direito. De frente para o gol, com Fernando Prass já batido, o zagueiro David Braz apenas completou para a rede e abriu o placar.

O Palmeiras sentiu o golpe. Se já não conseguia furar a marcação ao se aproximar da área adversária, ficaria ainda mais difícil. Os únicos momentos de apreensão da torcida santista continuaram a ser em jogadas de bola parada. Sem efetividade nos escanteios, o time treinado por Oswaldo de Oliveira quase chegou ao empate em falta cobrada por Robinho. O meio-campista colocou a bola perto do ângulo direito de Vladimir.

Quatro minutos mais tarde, o Santos não desperdiçou a desorganização palmeirense. Ricardo Oliveira foi acionado por Robinho, ganhou de Vitor Hugo em dividida pelo chão, entrou sozinho na área e carregou a bola com tranquilidade suficiente para encontrar o melhor ângulo para vazar Fernando Prass. Um golpe ainda mais duro para os jogadores do Palmeiras, que viram Dudu ser expulso no último minuto regulamentar ao se enrolar com Geuvânio dentro da área rival. O santista imediatamente também levou cartão vermelho direito. Revoltado, o palmeirense ainda deu um empurrão no árbitro.

No segundo tempo, com dez jogadores de cada lado, vantagem revertida e a entrada de Cleiton Xavier no Palmeiras (no lugar de Robinho), a partida mudou. Todo ataque, o time visitante por pouco não diminuiu a diferença aos dez minutos. Após cobrança de escanteio pelo lado direito, Rafael Marques cabeceou no chão, e Vladimir segurou a bola em cima da linha. Três minutos depois, o goleiro santista fez bela defesa em chute colocado de Zé Roberto de fora da área que buscava seu ângulo direito.

O Santos ameaçou sair um pouco mais para tentar retomar o controle do jogo. Mas o Palmeiras traduziu sua melhora em gol aos 19 minutos. Valdivia, até então pouco produtivo, fez ótimo lançamento para Lucas. Por trás da defesa, dentro da área, o lateral direito ajeitou a bola e desviou sem muita força, a suficiente para que ela passasse por cima da perna de Vladimir e entrasse. A euforia se tornaria desespero, no entanto, a partir dos 31 minutos, quando Victor Ramos foi expulso com o segundo amarelo por levantar o pé no corpo de Valencia.

Com nove homens em campo, o Palmeiras se desdobrou e foi valente. Chegou até a balançar a rede – com Vitor Hugo, em rebote de Vladimir após falta cobrada por Cleiton Xavier -, mas o gol foi corretamente anulado por impedimento. No minuto seguinte, Ricardo Oliveira saiu cara a cara com Fernando Prass e viu o goleiro se agigantar para fazer a defesa à queima-roupa. Nos pênaltis, porém, não brilhou como na semifinal diante do Corinthians. Vladimir, sim, fez uma defesa (na cobrança de Rafael Marques) e ainda contou com ajuda do travessão, na tentativa de Jackson, para dar o título ao Santos.

Bastidores pré e pós título – Santos TV:

Santos supera tumulto e cresce em desconfiança para ser campeão

“Vamos pensar um pouquinho, vou pegar um papel aqui (com o nome de todos os jogadores do elenco). Esse time, para mim, é para ser campeão. Para você é para cair?”. Essas foram as palavras de Modesto Roma Jr, nove dias antes do pontapé inicial do Campeonato Paulista. À época, o clima na Vila Belmiro era de desconfiança, falava-se que o time brigaria apenas nas posições mais baixas da tabela de classificação e apenas o presidente, que fora eleito no início do ano, parecia acreditar em terminar o semestre campeão Estadual.

O título conquistado neste domingo, após eliminar o rival São Paulo na semifinal e reverter a vantagem palmeirense na grande decisão, na Vila Belmiro, para delírio do torcedor que lotou seu alçapão, coroou uma campanha de superação e comprovou a força do elenco alvinegro, capaz de driblar tantas adversidades durante a competição.

Pré-temporada conturbada
Desde a apresentação do elenco santista, na primeira semana de janeiro, o clima no CT Rei Pelé já era tenso e pesado. Jogadores insatisfeitos com os atrasos salariais e as promessas não cumpridas da diretoria, até dezembro comandada por Odílio Rodrigues, respingaram no início da temporada.

Em meio aos primeiros treinos, Arouca, Aranha, Mena e Leandro Damião entraram em conflito com a cúpula do Peixe, abandonaram os treinamentos e acionaram o clube na Justiça, buscando um desligamento imediato para atuarem em outros clubes e o recebimento dos salários atrasados.

Arouca e Aranha acabaram indo justamente para o rival Palmeiras, Mena e Damião acertaram com o Cruzeiro e o capitão Edu Dracena, de uma forma amigável, se transferiu para o arquirrival Corinthians. A torcida passou a perseguir e protestar contra seus ex-ídolos e o Santos abdicou de contar os atletas rebelados.

Reforços sob suspeita
Sem dinheiro em caixa e priorizando acertar a dívida com o grupo de atletas, o Peixe buscou reforçar seu elenco com jogadores em fim de contrato, empréstimos a custo zero ou fazendo trocas. Assim, chegaram Vanderlei, Werley, Chiquinho, Valencia, Elano, Marquinhos Gabriel e Ricardo Oliveira.

Os reforços não empolgaram e a própria torcida alvinegra parecia não acreditar em um campeonato de muito sucesso.

Campo e bola
Ao contrário do que muitos esperavam, porém, o início dos jogos foi um verdadeiro remédio para o time santista. De tanto ouvir sobre o favoritismo do Trio de Ferro da Capital Paulista, os jogadores do Peixe se motivaram em provar a todos que a equipe tinha seu valor. Assim, o Peixe não deu trégua a seus adversários e se manteve na liderança do Grupo D desde a primeira rodada.

Aos poucos, Geuvânio, Robinho e Ricardo Oliveira se mostravam um trio de ataque muito perigoso. Lucas Lima, assim como em 2014, aparecia como maestro. E Renato usava sua experiência ao lado do jovem cão de guarda Alison. Chiquinho fez o torcedor esquecer a ausência de Mena e Victor Ferraz tomou conta da lateral direita. No gol, Vanderlei usou seu bom histórico no Coritiba para passar segurança e a zaga contou sempre com o comando do astuto David Braz.

Troca de técnico
Após a sétima rodada, apesar de liderar a classificação geral do Paulista e se manter invicto, o Santos viveu uma crise com seu treinador. Enderson Moreira, que nunca foi uma unanimidade no clube, acabou se desgastando com o elenco e a comissão técnica e, após atacar os jogadores revelados pelas categorias de base, não resistiu e acabou demitido.

Depois de fracassar na tentativa de contratar Dorival Junior e Vagner Mancini, a diretoria resolveu ouvir o grupo de jogadores e efetivou Marcelo Fernandes, com Serginho Chulapa de auxiliar. Ex-zagueiro do próprio Santos, Fernandes se apoiou no bom relacionamento com o elenco para manter o time entre os líderes.

Embalo até o título
Mesmo sem receber os direitos de imagem, conviver com as turbulências que envolveram saída de jogadores, reforços e troca de técnico, o time se mostrou imune a tudo isso e seguiu batendo seus rivais um a um. O único tropeço na primeira fase foi contra a Ponte Preta, mas 10 vitórias e 4 empates deram ao time da Vila Belmiro a segunda melhor campanha da primeira fase, atrás apenas do Corinthians.

Nas quartas de final, o time não encontrou dificuldades para despachar o XV de Piracicaba na Vila Belmiro após uma vitória por 3 a 0. Na fase seguinte, de novo diante de seu torcedor, o São Paulo foi presa fácil e o placar de 2 a 1 não foi capaz de representar a imponência do Peixe no clássico.

Com a queda corintiana para o arquirrival, o alvinegro conquistou o direito de decidir mais uma vez na sua casa e fez valer o alçapão para rever a vantagem conquistada pelo Verdão no primeiro duelo e, assim, ficar com mais uma taça do Paulista, a quarta nos últimos sete anos.

Santos repete 1995 e fica em campo no intervalo para triunfar

O Santos repetiu, na conquista do Campeonato Paulista, uma fórmula que lhe havia sido útil há 20 anos. Como ocorrera na semifinal do Campeonato Brasileiro de 1995, em triunfo histórico sobre o Fluminense, os jogadores alvinegros permaneceram em campo no intervalo da decisão contra o Palmeiras.

“Foi para sentir o clima. Saímos do vestiário falando que só voltaríamos com a missão cumprida”, afirmou o técnico Marcelo Fernandes, ainda no intervalo, antes que a missão fosse cumprida. “Conversamos com os líderes do grupo, todos toparam. A torcida merece, é um presente.”

Desta vez, o placar do primeiro tempo já era suficiente. Derrotado por 1 a 0 no jogo de ida, no Palestra Itália, o Santos fez 2 a 0 nos 45 minutos iniciais do embate na Vila Belmiro. Acabou levando um gol na etapa final, mas chegou à conquista na disputa por pênaltis.

Em 1995, a partida de ida foi mais complicada, uma vitória por 4 a 1 do Fluminense no Maracanã. No segundo confronto, no Pacaembu, a formação preta e branca abriu 2 a 0 e ficou no gramado. Em um duelo cheio de reviravoltas, avançou à final triunfando por 5 a 2.

O heroísmo não foi suficiente, na ocasião, para que o troféu fosse erguido – ficou com o Botafogo, em decisão de arbitragem bastante problemática. Em 2015, os jogadores do Santos ficaram no campo no intervalo e também após o apito final, fazendo a festa com sua torcida.

Em 10 anos, Santos supera São Paulo em taças do Paulista e é 3º no ranking

Ao ser campeão estadual em 2005, o São Paulo somou o 20º título. Desde então não foi mais campeão. Durante as dez edições seguintes o Santos conseguiu ser o clube com mais taças e, de quebra, superou o rival tricolor com 21 conquistas.

A marca foi superada neste domingo (3) ao derrotar o Palmeiras na decisão do Estadual, na Vila Belmiro.

A marca é significativa porque deixa os santistas a uma taça de igualar o Palmeiras (22). O Corinthians, com 27, continua tranquilo como o recordista.

Neste século, no entanto, o Santos é o recordista. São seis taças (2006, 2007, 2010, 2011, 2012 e 2015) contra quatro do Corinthians, duas do Ituano e uma de Palmeiras, São Caetano e São Paulo.

Com o título do Santos, o Paulista confirma o histórico de ser um dos mais equilibrados do país.

No Rio, o recordista é o Flamengo com 33 títulos. Em Minas Gerais, é o Atlético-MG com 43. No Rio Grande do Sul, é o Internacional com 44.

DOMÍNIO POR DÉCADA

O Campeonato Paulista foi disputado pela primeira vez em 1902. Alguns anos teve duas edições devido brigas entre clubes e federações. Ao todo, são 125 títulos divididos por 17 campeões.

Separando o torneio por décadas, o domínio santista é mais evidente. O clube foi o melhor em quatro décadas do Estadual, empatado com o São Paulo.

Só na década de 1960, entre 1961 e 1970, foram sete títulos do Santos.

Corinthians e Palmeiras dominaram duas décadas cada um. Paulistano e Clube Atlético São Paulo dominaram uma cada um.

CONFIRA OS CAMPEÕES:
27 – Corinthians
22 – Palmeiras
21 – Santos
20 – São Paulo
11 – Paulistano
04 – Clube Atlético São Paulo
03 – Portuguesa
03 – Associação Palmeiras
02 – Ituano
02 – Germânia (atual Pinheiros)
02 – Internacional
02 – Americano
02 – São Bento
01 – Bragantino
01 – Inter de Limeira
01 – São Caetano
01 – São Paulo da Floresta

Com funk, apresentador da Globo Tiago Leifert tenta “fazer as pazes” com santistas

A relação entre a torcida do Santos e a TV Globo anda estremecida. Há anos que a torcida critica a preferência dada a outros clubes nas transmissões porém nas quartas de final do Campeonato Paulista ficou ainda mais evidente, quando a emissora carioca optou por transmitir ao vivo apenas a partida do Corinthians, no sábado, e ignorou Santos x XV de Piracicaba, no domingo, dia em que os torcedores estão acostumados com futebol na televisão. No lugar da partida, a organização preferiu passar um filme do Homem Aranha, o que irritou os torcedores. Nesta segunda-feira, após a conquista santista, Tiago Leifert, apresentador do Globo Esporte, seguindo a moda do funk feito pelo atacante Robinho ainda nos vestiários após a primeira partida da final, fez um funk para tentar “fazer as pazes” com os novos campeões.

Na letra, escrita pelo próprio apresentador, ele lembra a polêmica da escolha pelo filme ao invés do jogo, enche a bola dos jogadores do Santos e até dá uma “cutucada” em alguns palmeirenses, como Dudu, expulso na decisão, e Valdivia, com quem já se estranhou em outras oportunidades.

Apesar de não se desculpar claramente pela escolha da emissora na época, Tiago deixa claro que tenta fazer as pazes com os torcedores santistas. “Torcida do Santos um abraço para vocês. A gente sabe que estavam bravos por causa das quartas de final, mas estamos sempre juntos”, finalizou.

Veja o vídeo do funk abaixo.

Campeão e craque do Paulista, Ricardo Oliveira comemora “resposta”

Ricardo Oliveira passou quatro anos no Al Wasl, nos Emirados Árabes Unidos, mas já voltou ao futebol brasileiro sendo campeão paulista e eleito o melhor jogador da competição. Resultados que o veterano centroavante, autor de 11 gols que ajudaram na conquista santista, considera uma resposta a todos, inclusive para si mesmo.

“Foi uma resposta para mim. Eu tinha certeza que era só voltar a treinar e jogar que voltaria a fazer gols. Isso me deixa satisfeito. Algumas pessoas abaixam a cabeça e se enterram com as críticas. Mas eu pegava o que era válido. Sou um cara muito focado, não desvio facilmente dos meus objetivos. E, sem a ajuda de companheiros, nem treino seria possível”, disse o jogador, que fará 35 anos nesta semana, feliz pelo início de temporada que o fez prorrogar seu vínculo com o time da Vila Belmiro.

“É o retorno que eu esperava. Existiam muitas dúvidas, até compreensíveis, porque foram cinco anos em um campeonato que não é competitivo, é curto. Mas a dúvida nunca existiu na minha cabeça. Eu tinha certeza de que isso ia acontecer por causa do meu empenho, meu trabalho e meus companheiros que acreditaram que eu poderia ser decisivo e se dedicaram a me ajudar”, agradeceu o artilheiro do Paulistão, que recebeu seus troféus nesta noite, na festa de encerramento do torneio.

“A minha função é fazer gols, mas os meus gols têm que servir para a vitória do time. Não sou daqueles que chega ao outro dia feliz pelo meu gol e só. Mas sei que, se eu fizer gols, a vitória fica mais perto”, prosseguiu Ricardo Oliveira, alegre pelas conquistas nestes primeiros meses de temporada.

“O sentimento é de muita alegria, de dever cumprido. É o meu primeiro título no Brasil como protagonista, vestindo a camisa de um grande clube. Foi um prêmio por tudo que fiz na pré-temporada e nos nove meses sem jogar, quando fui semeando todos os dias na esperança de chegar a um grande clube, fazendo o que demonstrei. A coroação veio com o troféu, o título coletivo e um parâmetro que dá base muito sólida para o Brasileiro, sabendo que o caminho é esse”, indicou.

Confira a lista completa da seleção do Paulistão 2015:

Goleiro: Fernando Prass (Palmeiras)
Lateral direito: Fágner (Corinthians)
Zagueiros: Gil (Corinthians) e David Braz (Santos)
Lateral esquerdo: Zé Roberto (Palmeiras)
Volantes: Gabriel e Arouca (ambos do Palmeiras)
Meias: Robinho (Palmeiras) e Lucas Lima (Santos)
Atacantes: Robinho e Ricardo Oliveira (ambos do Santos)
Técnico: Oswaldo de Oliveira (Palmeiras)
Craque do campeonato: Ricardo Oliveira (Santos)
Craque da galera: Robinho (Palmeiras)
Craque do interior: Crislan (Penapolense)
Revelação: Rafael Longuine (Grêmio Osasco Audax)