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Ferroviária 0 x 0 Santos

Data: 16/02/2020, domingo, 19h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 6ª rodada
Local: Estádio da Fonte Luminosa, em Araraquara, SP.
Público: 6.904 presentes
Renda: R$ 255.810,00.
Auxiliares: Alberto Poletto Masseira e Evandro de Melo Lima.
Cartões amarelos: Luiz Felipe (S); Max (2), Lucas Mandes e Mazinho (F).
Cartão vermelho: Max (F).

FERROVIÁRIA
Saulo; Lucas Mendes, Max, Elton e Bruno Recife; Mazinho, Tony e Claudinho; Felipe Ferreira (Patrick), Henan (Yuri) e Hygor (Léo Artur).
Técnico: Sérgio Soares

SANTOS
Everson; Pará, Luiz Felipe, Luan Peres e Felipe Jonatan; Alison, Diego Pituca (Jean Mota) e Carlos Sánchez; Raniel (Arthur Gomes), Soteldo e Eduardo Sasha (Kaio Jorge).
Técnico: Jesualdo Ferreira



Santos sofre para segurar empate com a Ferroviária

Em uma atuação sofrível na noite deste domingo, o Santos segurou o empate por 0 a 0 com a Ferroviária pela sexta rodada do Campeonato Paulista. A equipe da casa pressionou e mereceu os três pontos na Fonte Luminosa, mas a trave e Everson impediram o triunfo dos mandantes em Araraquara.

O resultado levou o Peixe aos 11 pontos, na ponta do Grupo A. Já a Ferroviária segue na lanterna do Grupo D, com cinco pontos.

O jogo

Jesualdo Ferreira promoveu o retorno de Everson ao gol e, com a sombra de Vladimir, o goleiro mostrou serviço ao treinador português. Isso porque o Santos foi amassado pela Ferroviária durante todo o primeiro tempo.

Hean, Felipe Ferreira e Hygor perderam chance atrás de chance e o intervalo chegou para o alívio dos santistas.

Na etapa final, os visitantes até conseguiram ficar mais tempo com a bola. Ainda assim, com apenas nove minutos, Patrick acertou a trave de Everson depois de linda caneta em cima da Pará.

Nos minutos finais, Max foi expulso e o Santos conseguiu impor pressão. Jean Mota por pouco não marcou.

E acabou assim, sem gols. E vaia para os dois times oriundas das arquibancadas.

Sánchez admite que faltou atitude ao Santos contra a Ferroviária

O Santos ficou no 0 a 0 com a Ferroviária neste domingo. O placar, por si só, já não é bom, mas o desempenho do Peixe em campo foi pior ainda. Carlos Sánchez admitiu, na saída de campo, que a equipe praiana ficou devendo em Araraquara.

“Faltou atitude. Com time grande isso não pode acontecer, temos que trabalhar, fizemos uma partida difícil hoje. Temos que trabalhar e não ter desculpas, porque ainda faltam coisas. São pontos que às vezes valem muito. É levantar a cabeça, apesar de não ter saído com a vitória”, disse, ao Premiere.

No intervalo do confronto, Sánchez fez pelo menos a alegria de um torcedor santista que levou uma grande faixa ao estádio, escrita em espanhol, e que pedia uma camisa do uruguaio.

“Sim, com coisas pequenas fazemos crianças, torcedores, muito felizes. Eles sabem que podemos dar mais e assim temos de seguir trabalhando”, concluiu.

Jesualdo fala em pior jogo do Santos e não consegue explicar o motivo

Jesualdo Ferreira não escondeu sua insatisfação pelo desempenho do Santos na noite deste domingo, no empate com a Ferroviária por 0 a 0. Em entrevista coletiva ainda no estádio da Fonte Luminosa, em Araraquara, o técnico português não conseguiu explicar o motivo dos santistas terem jogado tão mal.

“Foi nosso pior jogo, eu esperava que fosse a continuação do jogo anterior e a verdade é que isso não aconteceu. Muitas vezes não consigo explicar muito bem, os jogadores não conseguem explicar como as coisas aconteceram. Não começamos bem o jogo e depois não tivemos a capacidade para fazer o gol e controlar as situações, como vínhamos fazendo”, avaliou.

“Acabamos por ter um resultado que não é positivo para nós. É um jogo para nós conversarmos, tentar encontrar as razões. Muitas vezes as coisas não acontecem na lógica que queremos. Foi um jogo fora da lógica em função do que fizemos lá atrás”,
Agora, o Santos vai visitar o Ituano, sábado que vem. E Jesualdo espera que a resposta seja imediata.

“Jogamos mal, isso acontece, mas vamos trabalhar para o próximo jogo já, se possível, que as coisas sejam melhores”, concluiu.

Sánchez revela discussão no vestiário do Santos após empate com a Ferroviária

Após o empate do Santos em 0 a 0 com a Ferroviária, pela 6ª rodada do Campeonato Paulista, Carlos Sánchez deu uma entrevista polêmica na saída do gramado, dizendo que faltou atitude da equipe e que isso não poderia acontecer em um time grande. Nesta terça-feira, em entrevista coletiva, o meio-campista voltou a comentar sobre o tema e revelou que teve cobrança no vestiário.

“A discussão foi grande no vestiário. Era um jogo que não podíamos deixar de jogar o que havíamos planejado. Foi difícil. Um primeiro tempo muito ruim de todos, em que não conseguimos achar a forma, atuar como estávamos nas outras partidas”, disse.

Em Araraquara, o Peixe não fez uma boa partida e graças a boa atuação do goleiro Everson, o time de Jesualdo Ferreira não conheceu sua segunda derrota no estadual.

Apesar da crítica, Sánchez fez questão de frisar que não faltou entrega dos companheiros e reconheceu que é necessária uma melhora para a sequência.

Sánchez freia empolgação com Jesualdo e culpa jogadores por não apresentar melhor futebol

O futebol do Santos segue sendo alvo de críticas. Com o pouco tempo de trabalho, Jesualdo Ferreira ainda não conseguiu implementar sua ideias de jogo. Carlos Sánchez acredita que os principais responsáveis pelas atuações do Peixe são os próprios jogadores.

“Ainda não encontramos a forma de jogar, mas isso é nossa culpa, por ainda não se adaptar ao estilo de Jesualdo. Vamos trabalhar melhor, concentrar mais para que não aconteça lá na frente o que aconteceu domingo contra a Ferroviária”, comentou.

O uruguaio não poupou críticas ao futebol apresentado pelo Santos no empate do último domingo, em Araraquara. Na saída do gramado, o meio-campista alegou que faltou atitude ao time e que isso não deveria se repetir.

Apesar da falas contundentes, Sánchez acredita que o momento se deve pelo período de adaptação do novo treinador à frente do Alvinegro da Vila Belmiro. Evitando comparações, o atleta de 35 anos lembrou o começo de Sampaoli, em que a equipe também recebeu críticas e depois deslanchou.

“Todo início tem um período de adaptação. No começo do Sampaoli, nós também não conseguíamos fazer tudo que ele pediu e foi um bom amadurecimento. Agora acontece a mesma coisa. São sistemas diferentes, formas diferentes de se trabalhar, sem querer fazer comparação”, disse.

Em seis jogos, Jesualdo tem 61,1% de aproveitamento, com três vitórias, dois empates e uma derrota. O próximo desafio será diante do Ituano, em Itu, no sábado, às 16h30.


Ferroviária 2 x 2 Santos

Data: 10/02/2018, sábado, 16h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 6ª rodada
Local: Estádio da Fonte Luminosa, em Araraquara, SP.
Público: 3.861 pagantes
Renda: R$ 165.160,00
Árbitro: Marcelo Ribeiro Aparecido de Souza
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa.
Cartões amarelos: Hygor, Welinton Junior, Moacir e Marco (F); Daniel Guedes, Gabigol, Jean Mota e Rodrygo (S).
Gols: Eduardo Sasha (28-1), Léo Castro (18-2), Gabriel (20-2) e Luan (31-2).

FERROVIÁRIA
Tadeu, Alisson, Patrick, Luan e Daniel Vançan (Marco); Bruno Silva, Velicka e Moacir; Hygor, Misael (Welinton Junior) e Eliandro (Léo Castro).
Técnico: PC de Oliveira

SANTOS
Vanderlei, Daniel Guedes, Gustavo Henrique, David Braz e Caju; Renato, Vecchio (Léo Cittadini) e Jean Mota; Arthur Gomes (Rodrygo), Eduardo Sasha e Gabigol (Yuri Alberto).
Técnico: Jair Ventura



Gabigol marca, mas Santos só empata com a Ferroviária

Com gol de Gabigol na reestreia, o Santos empatou com a Ferroviária em 2 a 2 na tarde deste sábado de Carnaval, em Araraquara. Eduardo Sasha também marcou. Léo Castro e Luan fizeram para os donos da casa.

O Peixe esteve duas vezes à frente do placar, no primeiro e no segundo tempo, mas cedeu o empate. O lateral-direito Daniel Guedes, com duas assistências, se destacou. O goleiro Vanderlei defendeu um pênalti na etapa inicial.

Nos minutos finais, o alvinegro buscou a vitória, mas não criou grandes chances. A defesa, em compensação, mostrou insegurança e cedeu muitos espaços. O lateral-esquerdo Caju, além do pênalti cometido, errou nos dois gols da Ferroviária e foi o pior entre os santistas.

O jogo:

Os primeiros minutos da partida foram mornos. O Santos deixou claro desde o começo que ficaria com a posse de bola e tentaria controlar o jogo. Postada na defesa, a Ferroviária buscaria o contra-ataque.

A primeira chance do Peixe veio aos nove minutos, em cabeceio de Eduardo Sasha após cruzamento de Arthur Gomes. O goleiro Tadeu desviou para escanteio.

O alvinegro pressionava a Ferroviária com cruzamentos e passes longos de Renato e Jean Mota. Aos 24 minutos, Vecchio assustou em chute de fora da área para nova boa defesa de Tadeu.

Quando o placar marcava 28, o Santos fez a pressão surtir efeito. Cruzamento perfeito de Daniel Guedes para Eduardo Sasha cabecear no contrapé de Tadeu. 1 a 0 em Araraquara.

O Santos dominava o jogo e estava mais perto do segundo gol do que sofrer o empate. Aos 35 minutos, Gabigol recebeu grande passe de Sasha e chutou cruzado, mas fraco, para Tadeu espalmar.

Segundos depois, veio o susto. Caju fez pênalti bobo ao chutar o pé de Alisson. Velicka cobrou no canto esquerdo para grande defesa do goleiro Vanderlei.

Nos minutos finais, o Santos administrou o resultado no forte calor do interior de São Paulo e foi para o vestiário com a vantagem mínima.

A Ferroviária voltou para a segunda etapa com novo jeito de jogar. Com a desvantagem, os donos da casa foram para cima do Santos e quase empataram com Hygor, que recebeu na pequena área e chutou para grande defesa de Vanderlei. Na sequência, Hygor teve nova chance e cabeceou por cima do gol.

O Peixe só respondeu aos oito minutos. Daniel Guedes cruzou fechado e Tadeu espalmou a bola que ia direto para o gol. No rebote, Jean Mota chutou fraco, sem trabalho para o goleiro. Segundos depois, Vanderlei apareceu de novo. David Braz perdeu a bola para Moacir. O meia avançou e o goleiro saiu bem nos seus pés.

Aos 18 minutos, o Santos, com a vantagem no placar, sofreu o empate no contra-ataque. Jean Mota reclamou de falta não assinalada pela arbitragem. Na sequência, a Ferroviária disparou com Welinton Junior, que cruzou para Léo Castro marcar.

O Peixe não sentiu o empate e rapidamente voltou à frente. Daniel Guedes arrancou e deu mais uma assistência, dessa vez para Gabigol marcar na reestreia. O camisa 10 limpou o marcador e finalizou com categoria. Bola para um lado, goleiro do outro. E aos 23, Gabriel teve nova chance, mas parou em Tadeu.

E quem não faz… toma. Aos 31 minutos, o zagueiro Luan aproveitou bate-rebate e acertou um lindo chute no ângulo de Vanderlei para empatar novamente.

Com o empate, o Santos se lançou ao ataque nos minutos finais. Eduardo Sasha, bem no jogo, chutou cruzado para nova defesa de Tadeu. Segundos depois, Gabigol foi substituído. Ele aguentou 80 minutos na reestreia.

Nos minutos finais, o Peixe se expôs em busca da vitória, mas não criou grandes chances. Léo Cittadini e David Braz cabecearam por cima do gol. A Ferroviária se contentou com o empate.

Bastidores – Santos TV:

Jair lamenta irregularidade e vê 1º tempo de ‘almanaque’ no Santos

Jair Ventura ficou muito satisfeito com o primeiro tempo do Santos, mas lamentou os 45 minutos finais no empate em 2 a 2 com a Ferroviária neste sábado, em Araraquara. O técnico acredita que a tapa inicial foi de “almanaque”.

“Fizemos um primeiro tempo muito bom, de encantar, aqueles de almanaque. E pelo número de situações, queríamos mais. Criamos muito e sofremos dois gols em bate-rebate. Temos que buscar equilíbrio. Santos vinha tomando gol no começo dos jogos, não sofremos, jogamos bem, mas não fomos regulares. Resultado não foi bom, lógico, mas vamos lá. Conseguimos ver luz no fim do túnel. No momento mais decisivo, Santos estará forte”, disse Jair, em entrevista coletiva.

O treinador acredita que a formação ofensiva, sem um volante de contenção, pode ter atrapalhado o Peixe na busca por dois tempos de alto nível.

“Perdemos o Alison, homem de marcação, e optamos por recuar o Renato. Jogamos praticamente sem homem de marcação, três meias, e não sofremos no primeiro tempo. No segundo, sim, Ferroviária veio mais forte. Tivemos diversas oportunidades e no bate-rebate, bola duvidosa lá na frente, e o gol… Depois, em uma falta, uma bobeira nossa, outro gol em bate-rebate. Teve pênalti que eles perderam e nós perdemos diversos gols. Não está tudo bom. Precisamos jogar bem e vencer”, completou o treinador.

Jair pede tempo para Gabigol após reestreia: “Fará os gols que não fez”

Gabigol marcou na reestreia pelo Santos em empate por 2 a 2 com a Ferroviária neste sábado, em Araraquara, mas desperdiçou algumas boas oportunidades na frente do goleiro Tadeu. O técnico Jair Ventura acredita que com tempo e ritmo de jogo, a situação mudará.

“Gabriel jogou em dezembro pela última vez, em 17 minutos (pelo Benfica) E hoje estava muito calor, é difícil, não teve pré-temporada. Mesmo assim, fez gol e criou outras oportunidades. Sabemos que os jogadores que não fizeram pré-temporada estão um pouco atrás. Gabriel foi importante e continuará sendo. Ele se cobra bastante e com ritmo, ele fará os gols que não fez hoje”, projeta Jair.

Gabriel atuou como centroavante, função que desempenhava na base e que lhe rendeu o apelido. No profissional, ele se firmou como atacante pelos lados do campo e só atuou como um 9 com o técnico Oswaldo de Oliveira, em alguns jogos de 2014.

Gabigol seguirá como titular do Santos na partida contra o São Caetano, quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), na Vila Belmiro, pela sétima rodada do Campeonato Paulista.

O camisa 10 foi contratado pelo Peixe por empréstimo junto a Internazionale-ITA até o dia 31 de dezembro. Na negociação, não foi estipulado um valor de compra fixado.

Sasha admite relaxamento do Santos em empate: “Não voltamos tão ligados”

O Santos empatou em 2 a 2 com a Ferroviária neste sábado, em Araraquara. Com um primeiro tempo bom, o Peixe foi para o intervalo com 1 a 0, com gol de Eduardo Sasha. Na segunda etapa, o Peixe relaxou, sofreu o empate, conseguiu ficar à frente do placar, mas sofreu mais um gol na metade final.

“Começamos bem o jogo, coisa que não vinha acontecendo, mas não voltamos tão ligados para o segundo tempo. Deixamos escapar um resultado que era nosso, mas vamos recuperar esses pontos perdidos”, disse Sasha.

O atacante santista reclamou da arbitragem. Na origem do primeiro gol do Ituano, Jean Mota caiu e pediu falta, não assinalada. No contra-ataque, a Ferroviária marcou.

“No primeiro gol deles, não tinha motivo para o Jean Mota se atirar, ele ficaria de frente para o goleiro. No contra-ataque, sofremos o gol…”, alertou.

Em dois jogos no Santos, Guedes supera número de assistências de 2017

Em dois jogos no Campeonato Paulista, Daniel Guedes fez três assistências, mais do que as duas realizadas em 18 partidas pelo Santos em 2017. As boas atuações pressionam o técnico Jair Ventura pela titularidade.

Até então titular, Victor Ferraz se recupera de luxação no ombro direito e não tem previsão de retorno. Enquanto isso, Guedes, além dos passes para gol, teve atuações defensivas seguras diante de Palmeiras e Ferroviária.

Para não dizer que Daniel Guedes merece o 10, é preciso que o lateral tenha mais atenção nas faltas cometidas. Ele recebeu um cartão amarelo diante da Ferroviária e após infração dele na linha de fundo, os donos de casa chegaram ao gol de empate com Luan.

Revelado nas categorias de base do Peixe, Guedes nunca teve status de titular. Em entrevista coletiva na última sexta-feira, Jair Ventura disse que ter dois bons laterais-direitos melhora o rendimento da equipe e não garantiu Victor Ferraz como titular em seu retorno.

Cabeceador, Eduardo Sasha tem bom início de 2018 pelo Santos

Enquanto Gabigol reuniu todos os holofotes na Vila Belmiro, Eduardo Sasha foi uma contratação sem grife no Santos. O atacante, sem espaço no Internacional, chegou por empréstimo como aposta do técnico Jair Ventura. E tem dado certo.

Com dois gols em quatro jogos, Sasha já se tornou titular do Peixe. Centroavante diante do Palmeiras, o atleta mostrou polivalência e foi ponta-esquerda contra a Ferroviária.

E com 1,73 m de altura, Eduardo Sasha mostra a qualidade em um fundamento que não era esperado: o cabeceio. Os dois gols marcados foram pelo alto. E ele quase fez outros dois dessa forma contra Ituano e Palmeiras.

Sasha deve ser mantido como titular na partida contra o São Caetano, quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), na Vila Belmiro, pela sétima rodada do Campeonato Paulista. Com Gabigol escalado como centroavante por Jair, o ex-Colorado vai seguir pelos lados do campo.

Eduardo Sasha tem contrato de empréstimo até o dia 31 de dezembro. O Santos fixou um valor de compra, mas o número pedido pelo Internacional não foi divulgado.



Vídeos: (1) Gols e (2) melhores momentos.

Corinthians 1 x 1 Santos

Data: 27/10/2013, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 31ª rodada
Local: Arena Fonte Luminosa, em Araraquara, SP.
Público: 17.949 pagantes
Renda: R$ 587.694,00
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Auxiliares: Fábio Rogério Baesteiro (SP) e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo (SP).
Gols: Douglas (26-1); Gustavo Henrique (16-2).

SANTOS
Aranha; Cicinho, Edu Dracena, Gustavo Henrique e Mena (Emerson); Alison, Arouca, Cícero e Montillo (Alan Santos); Willian José (Victor Andrade) e Everton Costa.
Técnico: Claudinei Oliveira

CORINTHIANS
Walter; Edenílson, Gil, Paulo André e Alessandro; Ralf, Guilherme (Rodriguinho), Diego Macedo (Alexandre Pato), Renato Augusto (Danilo) e Douglas; Emerson Sheik.
Técnico: Tite



Walter e a trave garantem empate nos 100 anos de Corinthians x Santos

No fim, Everton Costa chuta em cima do goleiro e Douglas carimba o poste. Em resultado ruim para ambos, Peixe ainda sonha com a Libertadores

De um lado, Walter. Do outro, a trave. Não se pode acusar Corinthians e Santos de não terem tentado a vitória no clássico em Araraquara. O goleiro do Timão evitou gol de Everton Costa, sozinho na área. Já Douglas, que já havia marcado um, carimbou o poste a minutos do fim. Esforço, brios… Mas nada que tenha evitado um desanimador 1 a 1. Ruim para ambos, que comemoram em 2013 os cem anos de um clássico que até valeu uma taça simbólica, conquistada pelo Timão nos critérios de desempate (cartões recebidos), mas representou pouco em termos de classificação no Brasileiro.

O placar foi ruim, mas perfeito para refletir as temporadas de um Timão, apesar dos títulos paulista e da Recopa, muito aquém do que se imaginava, e um Peixe que tenta se redescobrir após a saída de Neymar. No time alvinegro da capital, é tão difícil, mas tão sofrido fazer um gol, que Douglas comemorou o seu na maca, já que se chocou com Arouca ao cabecear. No praiano, ao menos ainda segue viva a chama da Libertadores. Se Grêmio ou Atlético-PR vencerem a Copa do Brasil, o G-4 vira G-5. Neste momento, cinco pontos separam o Santos do Goiás, quinto colocado.

Vaias antes e depois do clássico. Antes, só para Alexandre Pato, ainda resultado da cobrança de pênalti que dormiu nas mãos de Dida. Depois, para todos. O pacto que os corintianos haviam anunciado para vencerem todos os jogos até o fim de 2013 já cai por terra na primeira oportunidade. O time não vence duas seguidas no Brasileiro desde o início de agosto, quando bateu Grêmio e Criciúma.

Já eliminados da Copa do Brasil, os alvinegros paulistas vão descansar e treinar durante essa semana, e voltarão a campo somente no próximo domingo. O Timão vai a Salvador, onde enfrentará o Vitória, que também faz parte da briga por uma vaga na Libertadores. Já o Peixe terá um difícil compromisso contra o líder e quase campeão Cruzeiro, na Vila Belmiro. Ambas as partidas serão realizadas às 17h.

O jogo

Os corintianos revelaram um pacto para vencerem todos os jogos até o fim do ano após a eliminação na Copa do Brasil, nos pênaltis, na cavadinha de Pato, contra o Grêmio. Deviam ter feito pacto antes, pensaram os torcedores no primeiro tempo em Araraquara. Não que tenha sido uma maravilha, mas a disposição, a pegada, o ritmo da equipe ao menos lembrou, de longe, no fundo da memória, seus melhores momentos.

É verdade também que Paulo André teve atuação segura na defesa, e Renato Augusto deu toque de qualidade ao setor ofensivo. Talvez tenham sido os melhores. Mas o símbolo da mudança de atitude foi Emerson. Em temporada apagada, um dos heróis do inesquecível ano de 2012 correu demais. Começou o jogo pela esquerda, onde chutou com perigo para defesa de Aranha. Foi para a direita, e lá cruzou para Douglas marcar. E terminou como centroavante, perdendo chance incrível após ganhar de Cicinho.

O Santos se assustou com o ímpeto do rival. Talvez estivesse acostumado ao marasmo habitual. Encolhido, o Peixe deixou Willian José isolado à frente, e o resto do time foi sendo sufocado pela pressão do Corinthians, que sofreu no início pela ausência de um atacante com características para atuar dentro da área: Guerrero está machucado, e Pato machucou tanto a torcida com seu pênalti displicente que ficou no banco – e foi muito hostilizado.

Quando Cícero participou mais da partida, o Peixe cresceu. Ele apareceu na área para concluir de cabeça, sua especialidade, bom cruzamento de Mena. Walter espalmou. Aranha não teve a mesma sorte. Douglas cabeceou para o fundo do gol após passe de Sheik, e comemorou na maca, já que Arouca acertou, sem querer, seu nariz.

Edu Dracena, Gil, Everton Costa… Tantos poderiam ter decidido o clássico. Mas só Gustavo Henrique, zagueiro de 18 anos que talvez nem devesse estar na área do rival, conseguiu. Aproveitou o domínio errado de Everton Costa para ganhar de Walter e garantir o ponto do Peixe.

O Santos tinha de se soltar. Precisava avançar. Não havia o que fazer após 45 minutos de apenas uma chance. Os laterais passaram a atacar mais, com as coberturas de Arouca e Alison. Ao menos virou um clássico de verdade, equilibrado. Cícero continuou sendo o mais perigoso. Ele bateu falta com força, da entrada da área, e novamente parou em Walter.

Tite já havia avisado que Renato Augusto não aguentaria os 90 minutos, resultado de uma artroscopia no joelho direito. Mas os torcedores que não receberam o aviso reclamaram quando ele foi substituído por Danilo. Compreensível. O camisa 8 dá um toque diferente ao time. Fez muita falta na temporada ao se lesionar demais.

Edu Dracena cabeceou para fora, sozinho, após cobrança de falta de Montillo. Eram tantos jogadores do Santos livres que até ele deve ter pensado estar impedido. Não estava. Gil também estava sozinho, e também cabeceou para fora. Zagueiro-artilheiro só Gustavo Henrique.

O estádio ficou barulhento quando Tite chamou Alexandre Pato. Ele foi vaiado, aplaudido, fotografado, xingado… E entrou na vaga de Diego Macedo. Não fez nada de mais nem de menos. Apenas torceu. Torceu muito para que Everton Costa perdesse o gol. Lançado na área, ele estava livre, mas não se livrou de Walter. Chutou em cima do goleiro.

Pato torceu também para o chute de Douglas entrar. Não entrou. Carimbou a trave. Foi o último ato de um clássico que mereceu aplausos pela dedicação, não pela qualidade.

Corinthians leva título simbólico contra o Peixe por tomar menos cartões

Em ‘campeonato à parte’, pelos cem anos do clássico, Corinthians fica com título simbólico por levar um cartão amarelo a menos nas duas partidas

O Corinthians ganhou o título simbólico colocado em jogo na tarde deste domingo, na Arena da Fonte Luminosa, em Araraquara, pelo centenário do clássico contra o Santos. Com o empate por 1 a 1 – mesmo resultado da partida na Vila Belmiro, no dia 7 de agosto, o Timão levou a melhor por ter acumulado um cartão amarelo a menos que o rival no primeiro confronto. Caso as equipes também estivessem iguais neste critério, o título seria decidido no par ou ímpar (veja os melhores momentos do clássico deste domingo no vídeo acima).

O árbitro Leandro Pedro Vuaden não aplicou nenhum cartão na tarde deste domingo, no interior paulista. Assim, foram levadas em conta apenas as advertências da partida na Baixada. Pelo Timão, Douglas e Edenílson foram advertidos com cartões amarelos, enquanto Paulo André acabou expulso. Pelo Peixe, um amarelo a mais: Neilton, Alison e Edu Dracena, além de Willian José, que recebeu o vermelho.

Corinthians e Santos se enfrentam cinco vezes em 2013. Além dos dois empates nas partidas no Brasileirão, pelo Campeonato Paulista, foram três jogos: empate sem gols pela primeira fase, vitória por 2 a 1 do Timão no jogo de ida da final, no estádio do Pacaembu, e empate por 1 a 1 no jogo de volta, na Vila Belmiro – resultado que deu o título estadual à equipe comandada por Tite.

Santistas deixam o clássico lamentando oportunidades perdidas

Resultado de 1 a 1 com o Corinthians deixa a equipe mais distante de vaga na Libertadores

Os santistas deixaram o gramado da Fonte Luminosa neste domingo lamentando as chances perdidas quando o placar do clássico contra o Corinthians já marcava 1 a 1, que viria a ser o resultado final. O capitão Edu Dracena destacou oportunidade desperdiçada por ele aos 29 minutos do segundo tempo, quando subiu sozinho de cabeça, mas não conseguiu direcionar a finalização para o gol.

“Não poderia ter errado nunca. A gente podia ter matado o jogo naquele lance”, declarou Edu Dracena em entrevista à TV Bandeirantes.

Aos 36, o Peixe perdeu outra chance, desta vez nos pés de Everton Costa, que tabelou com Willian José e saiu na frente de Walter. O atacante santista finalizou em cima do goleiro corintiano.

“Tentei tirar (a bola) dele, mas infelizmente ele fez uma bela defesa. Só erra quem está ali dentro. Mas bola para a frente”, afirmou Everton Costa ao Premiere FC.

O empate deixou o Santos com 44 pontos, a oito do G-4. No próximo domingo, a equipe praiana enfrenta o líder do Brasileirão, Cruzeiro, na Vila Belmiro.

Gustavo Henrique celebra gol que garantiu empate contra o Corinthians

“Foi um bate-rebate, e a gente conseguiu fazer o gol”, avaliou o jovem zagueiro do Santos

O zagueiro Gustavo Henrique ganhou a posição de titular no Santos nesta edição do Campeonato Brasileiro, relegando Durval, que formava a dupla com Edu Dracena desde o início de 201,0 ao banco. E, neste domingo, quando fazia seu primeiro clássico contra o Corinthians como profissional, o defensor marcou o gol que garantiu o empate ao Peixe.

“Foi um bate-rebate, e a gente conseguiu fazer o gol. Eu vi que a bola estava vindo na minha direção, mas não consegui pegar, aí ela sobrou para o Everton (Costa), que chutou. Depois, consegui pegar o rebote”, disse o zagueiro.

O gol santista, marcado aos 16 minutos do segundo tempo, teve origem nos pés de Gustavo Henrique, que saiu do campo de defesa e tocou para Mena. O chileno foi à linha de fundo e cruzou. Everton Costa perdeu o domínio da bola e o próprio Gustavo Henrique, na verdade, finalizou. No rebote do goleiro Walter, o zagueiro mandou a bola para o fundo das redes.

“Eu imaginei que aquela bola poderia ira para a área. Como sou alto, resolvi me posicionar lá, e, graças a Deus, deu certo”, disse o zagueiro de 1,93m.

Claudinei minimiza influência de Zinho em substituição no time do Santos

“De maneira alguma. Ele está ali para tentar ajudar. Todos queremos vencer. Essa figura do auxiliar fora de campo não tem tanta influência nos jogos na Vila”, disse o treinador

O principal assunto da entrevista coletiva concedida pelo técnico do Santos, Claudinei Oliveira, após o empate nclássico contra o Corinthians , disputado neste domingo, em Araraquara, foi uma substituição. Aos 38 minutos, o treinador santista colocou o jovem Victor Andrade no lugar de Willian José, uma mudança que teria sido sugerida pelo gerente de futebol santista, Zinho, que acompanhava a partida no banco de reservas.

Arzul, preparador de goleiros do Santos, segundo as palavras do próprio Zinho, sugeriu ao dirigente a substituição de Willian José, que parecia cansado. O gerente de futebol, então, teria sugerido a mudança ao auxiliar técnico de Claudinei, Marcelo Fernandes.

“Ele (Zinho) não me chamou para passar orientação. O treinador normalmente trabalha com dois auxiliares técnicos, mas eu só tenho um. O Nei Pandolfo (antigo gerente de futebol) ficava na cabine e me passava o que via, porque debaixo a gente não tem a mesma visão. Hoje, não podemos mais usar o rádio. O Zinho chamou o Marcelo e falou que o jogador estava desgastado. Então, achei que era o momento de colocar o Victor e tirar o Willian José”, declarou Claudinei.

O treinador santista negou que Zinho interfira na escalação do time. “De maneira alguma. Ele está ali para tentar ajudar. Todos queremos vencer. Essa figura do auxiliar fora de campo não tem tanta influência nos jogos na Vila. O caso de hoje foi pontual. O trabalho do Zinho tem ajudado bastante. Aqui, não tem vaidade. É algo normal de quem quer ajudar. Pensar que alguém vai escalar o meu time é não me conhecer”.

Claudinei pede definição da diretoria sobre sua permanência no Santos

Técnico santista disse que não pode esperar até o dia 31 de dezembro, pois não quer ficar à margem do mercado, após as definições para a próxima temporada

Mesmo efetivado oficialmente desde o final de agosto, o técnico Claudinei Oliveira é frequentemente questionado sobre sua permanência no Santos em 2014. Na entrevista coletiva que concedeu em Araraquara, após o clássico deste domingo contra o Corinthians, o treinador santista pediu publicamente pela primeira vez que a diretoria se posicione em relação ao seu futuro.

“O presidente parece estar satisfeito com o meu trabalho, mas ainda não confirmou a minha permanência. Eles (dirigentes) devem julgar que o que eu fiz até agora não garante a minha permanência”, disse Claudinei.

Apesar de elogiar a atual comissão técnica santista, o gerente de futebol do clube praiano, Zinho, já disse em mais de uma oportunidade que a manutenção de Claudinei está condicionada aos resultados conquistados pela equipe. “Preciso definir a minha vida também, não posso esperar até o dia 31 de dezembro, porque senão não ouço outras propostas. Quando tiver uma definição, espero que me falem, para eu não ficar à margem do mercado em 31 de dezembro, depois que todos os clubes já tiverem definido seus treinadores”, declarou o técnico santista.

Claudinei Oliveira assumiu o comando do Santos no dia 31 de maio, após a demissão de Muricy Ramalho. O momento de maior turbulência por que passou o treinador foi após a goleada de 8 a 0 contra o Barcelona, no começo de agosto. A recuperação do time no Campeonato Brasileiro, no entanto, garantiu a permanência de Claudinei, que assinou novo contrato e ganhou reajuste salarial.

Ferroviária 0 x 3 Santos

Data: 04/07/2010 – 16h00
Competição: Amistoso
Local: Estádio da Fonte Luminosa, em Araraquara, SP.
Árbitro: José Henrique de Carvalho (SP).
Auxiliares: Marcos Joel Alves (SP) e Marcelo Luis da Silva (SP).
Cartões amarelos: André e Fernando (F); Durval, Bruno Aguiar e Vinicius (S).
Gols: Neymar (36-1, de pênalti) e Alan Patrick (38-1); Breitner (43-2).

FERROVIÁRIA
Eduardo, André, Toninho e Ronaldo (PV); Geovani (Abuda), Fernando, Everson (Walker), Diego Perini (Felipe Recife), Fernando Luis (Tatá); Jean Carlo (Daniel) e Leandro Miranda.
Técnico: João Martins

SANTOS
Rafael (Felipe), Pará, Durval (Vinicius), Bruno Aguiar e Alex Sandro (Maranhão); Arouca (Roberto Brum), Alan Patrick (Breitner), Wesley (Zezinho) e Madson (Zé Eduardo); Neymar (Renan Mota) e André (Marcel).
Técnico: Dorival Júnior



Neymar cobra pênalti com cavadinha ao estilo “Loco Abreu” eSantos vence Ferroviária em amistoso

Sem inspiração e com muitas mudanças, time ganha amistoso, em Araraquara, por 3 a 0.

Ainda não foi um jogo oficial, mas a vitória por 3 a 0 sobre a Ferroviária, em Araraquara, neste domingo, ajudou os torcedores alvinegros a matarem a saudade do time do Santos. Os Meninos da Vila não entravam em campo havia quase um mês, quando golearam o Vasco por 4 a 0, na Vila Belmiro, pelo Brasileiro. Acostumado a dar show, o Peixe contou apenas com um lance bonito de Neymar, em cobrança de pênalti, com cavadinha, ao estilo Loco Abreu. Alan Patrick e Breitner, de falta, completaram o placar na Fonte Luminosa. E as mini-férias da equipe na parada para a Copa do Mundo estão perto do fim.

Ainda não foi um jogo oficial, mas a vitória por 3 a 0 sobre a Ferroviária, em Araraquara, neste domingo, ajudou os torcedores alvinegros a matarem a saudade do time do Santos. Os Meninos da Vila não entravam em campo havia quase um mês, quando golearam o Vasco por 4 a 0, na Vila Belmiro, pelo Brasileiro. Acostumado a dar show, o Peixe contou apenas com um lance bonito de Neymar, em cobrança de pênalti, com cavadinha, ao estilo Loco Abreu (assista aos gols no vídeo ao lado). Alan Patrick e Breitner, de falta, completaram o placar na Fonte Luminosa. E as mini-férias da equipe na parada para a Copa do Mundo estão perto do fim.

A próxima partida oficial que o time disputará acontece no dia 15 de julho, contra o Palmeiras, às 21h, no Pacaembu. O jogo é válido pela oitava rodada do Nacional. A equipe alvinegra é a quarta colocada da competição, com 12 pontos.

O jogo

Antes de a bola rolar, o técnico Dorival Júnior recebeu uma homenagem da diretoria da Ferroviária. O treinador iniciou a carreira de jogador no clube do interior de São Paulo exatamente contra o Santos. O ex-volante posou para fotos com a taça em que era exibido com orgulho o nome do clube, vice campeão da Série A3 do Campeonato Paulista, que garantiu o acesso para a Série A2.

Em campo, o técnico não contou com quatro jogadores. Paulo Henrique Ganso e o lateral-esquerdo Léo, vetados pelo departamento médico, além de Robinho, que disputou a Copa do Mundo com a seleção brasileira e se reapresenta nesta segunda-feira, ficaram fora. O desfalque de última hora foi Marquinhos, com um incômodo na coxa direita.

Coube então a Neymar a tarefa de comandar o show. Mas o futebol espetacular ficou adormecido durante 35 minutos. O lance mais perigoso durante este período foi de Jean Carlo. O atacante da Ferroviária escorou cruzamento da direita e Rafael fez boa defesa, com um minuto de jogo.

Depois disso, o que de mais interessante aconteceu foram os aplausos a cada toque de Neymar na bola e a comemoração quando o locutor do estádio anunciou que o atacante Kleber havia perdido pênalti a favor do Palmeiras contra o XV de Piracicaba.

Curiosamente, foi de pênalti também que o Santos despertou. Wesley foi derrubado na área por André e o árbitro assinalou. Neymar pegou a bola e, com personalidade, bateu no melhor estilo Loco Abreu, com cavadinha.

– Lembrei do Loco Abreu, o que ele fez na Copa e acabei fazendo igual – disse o atacante, referindo-se ao lance que deu a classificação ao Uruguai contra Gana, nas quartas de final da Copa do Mundo da África do Sul.

Após o gol ao estilo uruguaio, a comemoração à la Meninos da Vila. Neymar puxou a dacinha “catucada no frango”, segundo palavras do próprio.

Aos 38, Madson dominou na frente do adversário e cruzou na medida para Alan Patrick ampliar de pé esquerdo. Um bonito arremate daquele que entrou de última hora na vaga de Marquinho.

Na volta do intervalo, o Peixe puxou o freio de mão. E o show que era esperado em campo deu lugar a outro show, o de substituições. Foram 15 ao todo. Dorival mexeu nove vezes no time e João Martins, seis.

André, já negociado com o Dínamo de Kiev, da Ucrânia, Wesley, Madson e Neymar, deixaram a partida. Com isso, os jovens Renan Mota e Zezinho e os mais experiente Marcel e Zé Eduardo entraram para formar a já quase toda equipe reserva – restaram apenas Pará e Bruno Aguiar.

A Ferroviária ainda tentou ao menos o gol de honra, mas o expressinho do Santos segurou o resultado na Fonte Luminosa, com boa defesa de Felipe aos 38 minutos. No fim, aos 43, Breitner “brigou” com Bruno Aguiar para cobrar falta da entrada da área. Bateu colocado, no ângulo de Eduardo. O zagueiro não teve outra alternativa: aplaudiu.

Ferroviária 0 x 3 Santos

Data: 17/02/1996, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1º turno – 6ª rodada
Local: Estádio da Fonte Luminosa, em Araraquara, SP
Público: 4.101 pagantes
Renda: R$ 38.405,00
Árbitro: Oscar Roberto Godói
Cartões amarelos: Borçato (F); Gallo, Vágner, Giovanni e Robert (S).
Cartão vermelho: Ricardo Dias (F)
Gols: Dedé (21-1, contra) e Giovanni (32-1); Giovanni (10-2).

FERROVIÁRIA
Paulo Sérgio; Jorge Luiz (Volnei), Paulinho Oliveira, Vladimir e Dedé; Toninho, Borçato; Gilmar e Ricardo Dias; Otávio Augusto (Tita) e Juari (Serginho).
Técnico: Wilson Carrasco

SANTOS
Edinho; Cláudio, Ronaldo Marconato, Sandro e Gustavo Nery; Gallo, Giovanni, Vágner e Robert (Kennedy); Camanducaia (Baiano) e Macedo (Arthur).
Técnico: Candinho



Giovanni faz dois gols na vitória do Santos

O Santos venceu a Ferroviária por 3 a 0 ontem, em Araraquara. O meia-atacante Giovanni foi o destaque do jogo, com dois gols.

A equipe santista abriu o placar com um gol contra de Dedé, que tocou para as redes ao desarmar Macedo na grande área aos 21min do primeiro tempo.

Aos 32min, Giovanni recebeu passe na meia-lua. De lá, acertou belo chute e fez 2 a 0.

Na segunda etapa, o mesmo Giovanni recebeu cruzamento de Robert, pela esquerda, aos 10min e tocou de primeira: 3 a 0.



Santos pega Ferroviária no retorno de Giovanni ( Em 17/02/1996 )

A volta do meia Giovanni, que cumpria suspensão, é a principal arma do Santos para vencer a Ferroviária hoje à tarde. A partida acontece a partir das 16h, no estádio Fonte Luminosa, em Araraquara, e terá transmissão ao vivo pela TV.

O grande objetivo do time é diminuir a diferença de nove pontos que o separa do Palmeiras, líder do Campeonato Paulista de Futebol da série A-1.

Atual sexta colocada na competição -apesar de ter o mesmo número de pontos que o Mogi Mirim, o quinto na tabela-, a equipe poderá contar também com o lateral Cláudio e o volante Gallo, que também retornam de suspensão.

Em compensação, o técnico Candinho não vai poder escalar os zagueiros Jean e Marcos Paulo e o lateral-esquerdo Marcos Adriano, os três suspensos.

Isso sem contar com os desfalques de Marcelo Passos, que está contundido, Narciso e Jamelli, que estão defendendo a seleção brasileira no torneio pré-olímpico da Argentina.

Assim, o júnior Gustavo Nery será improvisado na lateral esquerda, enquanto Ronaldo e Sandro formarão a dupla de zagueiros.

Candinho considera insignificante a diferença de 9 pontos que separa o seu time, que tem 7, do Palmeiras, líder com 16. “Isso não é nada”, afirmou. Candinho lembrou que no primeiro turno do ano passado a Portuguesa tinha sete pontos atrás do São Paulo, faltando três rodadas para o final, mas conseguiu terminar na liderança.

O treinador prevê um jogo difícil contra a Ferroviária, apesar da má campanha do adversário, último colocado com dois pontos, ao lado do Guarani.
Golear não é a prioridade do time santista. Candinho disse que vai ficar satisfeito com uma vitória simples por 1 a 0, que já seria o suficiente para dar três pontos para seu time.

Antes do treino coletivo de ontem, realizado já em Araraquara, Giovanni reclamou das arbitragens no estadual. O jogador foi expulso durante a tumultuada partida contra a Portuguesa, na semana passada -vitória da equipe da capital por 3 a 2, no Canindé.

O árbitro da partida, Léo Feldman, acabou sendo bastante criticado por sua atuação na partida.

No caso de Giovanni, porém, o juiz acabou punindo corretamente, com cartão vermelho, o jogador. Ele fez uma falta por trás no lateral-direito Zé Roberto, que acabou contundido no lance.

Segundo o meia santista, no entanto, os árbitros estão usando critérios diferentes para punir jogadores por uma mesma atitude.

“Contra a Portuguesa, por exemplo, sofri muitas faltas e nossos adversários não tomaram cartões”, afirmou o jogador santista, reclamando dessa suposta discriminação.

Time só vence os “pequenos”

Após disputar três clássicos, o Santos volta a jogar contra uma equipe considerada “pequena” no Campeonato Paulista. Nas duas primeiras partidas do torneio, o Santos obteve duas vitórias.

Bateu o União São João, na Vila Belmiro, por 1 a 0, em sua estréia na competição, e venceu o Juventus (3 a 2), no Parque Antartica.

Depois do bom início, o time santista enfrentou uma sequência “indigesta” de clássicos: São Paulo, Portuguesa e Corinthians. Nos três jogos, o time só conseguiu conquistar um ponto, graças ao empate em dois gols com o Corinthians.

A equipe perdeu em casa por 2 a 1, de virada, para o São Paulo. Depois, em um jogo tumultuado, foi derrotado pela Portuguesa, no Canindé (3 a 2). O time acabou o jogo com oito jogadores.

Por fim, suou para empatar com o Corinthians, em jogo que também teve dois expulsos.

Time procura evitar a velocidade santista

Anular a velocidade dos atacantes do Santos é a meta dos jogadores da Ferroviária na partida desta tarde, em Araraquara (282 km a noroeste de São Paulo). A equipe vai adotar a marcação individual para evitar que o adversário troque passes com rapidez.

“Temos que dificultar a articulação das jogadas santistas”, disse Wilson Carrasco, treinador do time do interior.

O treinador descartou uma marcação especial sobre o meia-atacante Giovanni, principal jogador do Santos. “Não vamos nos concentrar em um só jogador”, disse Carrasco.

O treinador promete um esquema ofensivo para levar o seu time a sua primeira vitória no Campeonato Paulista deste ano. “Não podemos atrair o Santos para o nosso campo”, disse.

O treinador disse que vai liberar os seus atacantes para o ataque. “Quando o Santos recuperar a bola, todos têm que voltar para marcar”, disse.

A equipe vai ter a volta do lateral-direito Jorge Luís, que cumpriu suspensão. Celso deixa o time.

Essa vai ser a segunda partida da Ferroviária sob o comando de Carrasco, que estreou na derrota por 4 a 3 para o XV de Jaú, no último domingo.
Ele substitui Vail Motta, que pediu demissão.

“Gostei do nosso desempenho no ataque em Jaú. Agora, precisamos ter mais atenção na defesa”, afirmou o treinador.

Esse vai ser o segundo jogo da Ferroviária contra um time considerado grande no estadual. Na primeira rodada, a equipe foi goleada pelo Palmeiras por 6 a 1, em São Paulo.

“O Santos é um time que joga e deixa jogar. Vamos aproveitar isso para atacar”, disse o treinador.