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Santos 2 x 0 Santo André

Data: 25/02/2018, domingo, 19h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 9ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 6.687 pagantes
Renda: R$ 135.240,00
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza
Auxiliares: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa e Gustavo Rodrigues de Oliveira.
Cartões amarelos: Léo Cittadini, Gabriel e Alison (S); Domingos e Flávio (SA).
Gols: Gabriel (28-2) e Eduardo Sasha (42-2).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota; Alison; Eduardo Sasha, Vecchio (Vitor Bueno), Léo Cittadini (Matheus Jesus) e Arthur Gomes; Gabriel (Rodrygo).
Técnico: Jair Ventura

SANTO ANDRÉ
Neneca; Dudu Vieira, Sueliton, Domingos e Heilton; Flavio, Garré (Paulinho) e Tinga (Joãozinho); Hugo Cabral, Walterson (João Lucas) e Lincom.
Técnico: Sérgio Soares



Santos vence Santo André, mas perde Gabigol para clássico

O Santos venceu o Santo André por 2 a 0 na noite deste domingo, na Vila Belmiro, pela nona rodada do Campeonato Paulista. O resultado deixou o torcedor totalmente feliz? Não.

Gabigol fez o primeiro gol, mas, logo na sequência, finalizou após estar impedido e recebeu o terceiro cartão amarelo. Ele desfalcará o Peixe no clássico contra o Corinthians, no próximo domingo, no Pacaembu. Em bela atuação, Eduardo Sasha fez o segundo gol do alvinegro na Vila.

O Santos dominou o jogo desde os primeiros minutos, mas só abriu o placar na segunda metade da etapa final. O Peixe martelou, teve paciência para abrir espaços e construiu a vitória, que poderia até ter sido maior nos minutos finais, com boas chances para Vitor Bueno e Rodrygo.

Na rodada 10, o Peixe enfrentará o Corinthians. Antes, porém, estreará na Libertadores contra o Real Garcilaso, na quinta-feira, em Cuzco, no Peru.

O jogo:

O Santos pressionou o Santo André nos primeiros minutos, principalmente com bons passes de Eduardo Sasha. Arthur Gomes não aproveitou ótimo cruzamento de Daniel Guedes aos oito minutos. A partida apresentou bom duelo entre Gabigol e o zagueiro Domingos. Foram três carrinhos e um cartão amarelo em 14 minutos.

O domínio era do Santos, mas as chances claras de gol não vinham. E a melhor oportunidade veio com o Santo André, aos 32 minutos. Garré chutou, a bola desviou e no, reflexo, Vanderlei conseguiu espalmar.

Aos 40 minutos, o alvinegro teve a melhor chance de marcar. Léo Cittadini roubou a bola no campo de ataque, fez fila e rolou para Gabigol, perto da marca do pênalti, isolar. O Santos ensaiou uma pressão nos instantes finais, mas não assustou mais o goleiro Neneca.

Pressão nos primeiros minutos, como na etapa inicial. Três cruzamentos em sequência, nenhum aproveitado. Aos 4′, Gabigol arriscou de muito longe e Neneca espalmou de “manchete”. Dois minutos depois, David Braz também tentou da intermediária. A bola desviou e passou com perigo por cima do travessão.

Aos 13 minutos de jogo, o Santos quase saiu na frente. Jean Mota cruzou, Domingos afastou mal e Gabigol chutou forte, para grande defesa do goleiro Neneca. Sasha, na sequência, tentou de bicicleta para fora.

A pressão continuou. Quando o placar marcava 18, Sasha apareceu no segundo pau após bate-rebate e chutou fraco. Neneca, na segurança, desviou para escanteio.

Na base do abafa, mas sem espaços e grande criatividade, o Santos seguiu tentando até marcar. Aos 28 minutos, Eduardo Sasha chutou cruzado, Neneca falhou e Gabigol, sozinho, só teve o trabalho de empurrar. Quatro gols em quatro jogos para o camisa 10.

Segundos depois, porém, a alegria virou raiva. Gabigol recebeu, impedido, driblou Neneca e balançou as redes, desrespeitando a arbitragem. Recebeu o terceiro cartão amarelo e não enfrentará o Corinthians, no próximo domingo, no Pacaembu.

Aos 35 minutos, Vitor Bueno recebeu da entrada da área e bateu bonito, colocado. A bola beijou a trave esquerda de Neneca. E aos 42′, o Santos matou o jogo. Domingos falhou, Sasha dominou e saiu cara a cara com Neneca antes de deslocar o goleiro.

Nos minutos finais, Rodrygo quase deu a goleada ao Santos. E Vanderlei, no último lance, fez grande defesa para manter a invencibilidade da defesa.

Bastidores – Santos TV:

Jair exalta evolução do Santos antes de Libertadores: “Muitas coisas boas”

Após a vitória o técnico Jair Ventura destacou a evolução do Peixe antes do início da competição continental.

“Equipe está em formação, com coisas boas. É muito cedo para falar como estamos, mas não sofremos gols em três jogos. Campeonato Paulista é muito equilibrado, difícil. Falamos do ataque, mas temos que exaltar a defesa. Mudamos a linha de quatro e conseguimos manter padrão, organização. Santos não vai perder ofensividade, mas não deixará de marcar bem, com jogo coletivo forte, muita posse, com muitos gols e sem sofrer gols”, explicou Jair.

De forma mais específica, o treinador analisou a vitória do Peixe sobre o Santo André. O time melhorou no segundo tempo “avassalador”, na visão de Jair.

“Primeiro tempo foi um pouco afoito, depois avassalador no segundo tempo. Muitas oportunidades, jogando dentro da área do adversário. Valorizamos a posse, somos uma das equipes que mais têm posse no campeonato, e consegue reverter em gols. Temos muitas coisas boas para falar dessa noite”, completou.

O Santos se reapresenta na tarde desta segunda-feira, no CT Rei Pelé, para iniciar a preparação da estreia na Libertadores, contra o Real Garcilaso, quinta-feira, às 19h15 (de Brasília), na altitude de 3.400 metros em Cuzco, no Peru.

Muito triste, Gabigol lamenta suspensão: “Para violência, não dão cartão”

Gabigol explicou o terceiro cartão amarelo recebido, que o suspende para o clássico contra o Corinthians, no próximo domingo, às 17h (de Brasília), no Pacaembu, pela décima rodada do Campeonato Paulista. O camisa 10 finalizou após a arbitragem assinalar impedimento e foi advertido no segundo tempo da vitória do Santos por 2 a 0 sobre o Santo André, neste domingo.

“Estou muito triste. O estádio está lotado atrás, colocou a bola para mim e fiz o gol. É difícil fazer o gol. Eu posso ser punido, é difícil falar, mas vocês viram como me bateram e ele não dá cartão. O Neneca demora 20 horas para bater tiro de meta e ele me dá cartão e me tira do jogo. É difícil falar no Brasil, porque pode ser punido, mas vocês têm câmeras para ver que eu não fiz nada. Está ficando chato, muito chato, porque para violência ele (árbitro)não dá cartão, mas para jogadas que o cara não escuta, sem querer, ele acabou me dando cartão e me tirou do clássico”, desabafou o camisa 10.

O técnico Jair Ventura, em coletiva de imprensa, defendeu Gabigol e disse que o jogador justificou no vestiário que não ouviu mesmo o apito do juiz.

“Ele fez quatro gols em quatro jogos e nós vamos exaltar o cartão amarelo recebido? Eu não posso desconfiar do meu jogador. Ele diz que não ouviu o apito. E os três pontos de hoje são os mesmos do jogo contra o Corinthians. Temos coisas boas para falar nessa noite”, analisou.

Gabriel fez o primeiro gol do Peixe na Vila Belmiro, antes de receber o cartão segundos depois. Ele recebeu lançamento, deu chapéu em Neneca e empurrou de cabeça para o fundo das redes. O setor do placar, na trave onde Gabigol marcou, era o mais lotado do estádio.

Sem o camisa 10, o Santos deve enfrentar o Corinthians com o retorno de Copete. O colombiano foi desfalque neste domingo por conta de dores musculares na coxa direita.

Titular após cinco meses, Cittadini é elogiado no Santos: “Dinâmico”

Léo Cittadini foi a novidade do Santos na vitória por 2 a 0 sobre o Santo André, neste domingo, na Vila Belmiro. O meio-campista substituiu Renato, poupado, com qualidade e acabou elogiado pelo técnico Jair Ventura.

Cittadini não era titular desde o dia 16 de setembro, em derrota por 2 a 0 para o Botafogo, no Campeonato Brasileiro. Ele passou por cirurgia no ombro esquerdo, se recuperou e voltou a ganhar minutos no Peixe com o técnico Jair Ventura no Paulistão.

“Foi dinâmico. Levou cartão (no primeiro tempo) e eu pensei em tirá-lo, mas estava bem, mesmo com muito tempo sem jogar como titular. Primeira vez comigo, deu mobilidade, dinâmica, chegou na frente, marcou como volante e armou como meia. Quem ganha é o Santos. Temos encontrado soluções caseiras sem Lucas Lima, grande responsável pela armação do Santos no ano passado”, explicou o treinador.

Léo tem chamado a atenção de Jair nos treinamentos. Revelado nas categorias de base do alvinegro, ele é meia de origem, mas mostra características para atuar como “médio” no esquema 4-1-4-1 do Santos, à frente de Alison e ao lado de Renato ou Vecchio.

Em 2017, Cittadini atuou em 15 partidas. Nessa temporada, são três jogos, diante de Ferroviária, São Paulo e Santo André. Recentemente, ele foi procurado pelo São Paulo. Seu contrato vai apenas até o fim de 2018.

Regra faz Santos se preocupar com logística para a Libertadores

O Santos está preocupado com a logística para enfrentar o Real Garcilaso nesta quinta-feira, às 19h15 (de Brasília), em Cuzco, no Peru, pela estreia na Libertadores. O Peixe teme pelos efeitos da altitude de 3.400 metros após uma regra imposta pela Conmebol.

A confederação agora exige que as equipes cheguem no local do jogo com antecedência de pelo menos um dia. A ideia do alvinegro era voar até Cuzco horas antes da bola rolar, como foi feito no empate de 1 a 1 com o The Strongest, em La Paz, na edição de 2017.

O departamento médico santista entende que os efeitos da altitude começam a ser sentidos a partir de seis horas. Chegar em Cuzco “em cima da hora”, então, seria a solução. Com a regra da Conmebol, porém, o Peixe chegará na quarta-feira e tem a chance de sofrer mais do que o esperado.

Diante do The Strongest, o Santos, no geral, aguentou bem. A exceção foi Ricardo Oliveira, que, mesmo com a estratégia de pousar na data da partida, passou mal já no aquecimento, mas conseguiu atuar.

“Dificulta muito (a regra da Conmebol). Isso é muito ruim para quem enfrentará a altitude porque, realmente, o efeito é maior (com a antecedência na chegada). Lamentamos, mas temos que nos adaptar. Isso está acima de todos nós. Vamos sofrer mais, mas espero que não seja suficiente para não atrapalhar nosso objetivo, que é a vitória na estreia”, disse o técnico Jair Ventura.


São Paulo 0 x 1 Santos

Data: 18/02/2018, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 8ª rodada
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 36.118 pagantes
Renda: R$ 952.804,00
Árbitro: Raphael Claus
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Alex Ang Ribeiro.
Cartões amarelos: Petros, Reinaldo e Éder Militão (SP); Gabigol e Alison (S).
Gol: Gabriel (08-2).

SÃO PAULO
Sidão; Éder Militão, Bruno Alves, Arboleda e Reinaldo; Jucilei, Petros e Nenê; Marcos Guilherme (Valdívia), Diego Souza (Tréllez) e Cueva (Brenner).
Técnico: Dorival Júnior

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Jean Mota; Alison, Renato (Léo Cittadini) e Vecchio; Copete (Guilherme Nunes), Eduardo Sasha (Arthur Gomes) e Gabriel.
Técnico: Jair Ventura



Gabigol marca no Morumbi e Santos tem 1ª vitória em clássicos no ano

O Santos conquistou, na tarde deste domingo, a sua primeira vitória em clássicos no ano. Jogando no Morumbi, após ser dominado no primeiro tempo, o time alvinegro derrotou o São Paulo, por 1 a 0, com gol do atacante Gabriel, marcado na etapa final, em duelo válido pela oitava rodada do Campeonato Paulista.

Na liderança do Grupo B do Estadual com dez pontos ganhos, o Tricolor teve interrompida a sua série de quatro vitórias consecutivas. Os comandados de Dorival Júnior, que não perdiam desde o revés para o Corinthians, em 27 de janeiro, buscarão se reabilitar diante do Ituano, nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), como visitantes, em duelo adiado e válido pela sétima rodada do Paulistão.

O Santos, por sua vez, chegou aos 14 pontos e se mantém isolado na ponta do Grupo D. A equipe dirigida por Jair Ventura, que no primeiro clássico do ano havia perdido para o Palmeiras, no Palestra Itália, tentará conquistar seu terceiro triunfo seguido contra o Santo André, no domingo, às 19h30, na Vila Belmiro.

O jogo:

Assistido presencialmente por mais de 36 mil tricolores, o clássico começou equilibrado. A primeira chegada perigosa foi do Santos, aos sete minutos, quando Gabigol recebeu de Jean Mota na esquerda, invadiu a área, mas foi travado por Bruno Alves na hora do arremate.

A resposta tricolor foi dada pouco depois. Cueva tentou tabelar com Petros na entrada da área e, após bate-rebate, a bola sobrou para o peruano finalizar em cima de Vanderlei, que saiu bem do gol.

Melhor na partida, o São Paulo voltou a assustar aos 14 minutos, quando Cueva fez fila pelo meio e acionou Marcos Guilherme na direita. O atacante, porém, mandou alto demais. Aos 29, após boa trama pelo meio, o camisa 10 recebeu dentro da área e chutou forte, exigindo boa defesa de Vanderlei.

Com seu time dominado pelo rival, o goleiro alvinegro teve de trabalhar de novo. Após cruzamento de Marcos Guilherme pela esquerda, a bola sobrou para Cueva, que, sem ângulo, carimbou Vanderlei. O Santos, acuado, precisou de 35 minutos para finalizar pela primeira vez. Só que o chute de Eduardo Sasha saiu por cima, sem perigo.

A parada para o intervalo não modificou o panorama do duelo: o São Paulo começou melhor a etapa complementar. Logo aos quatro minutos, diante de um Santos totalmente recuado, Bruno Alves arriscou de fora da área. O chute saiu forte, e Vanderlei teve de se esticar todo para espalmar.

Na sequência, Gabigol repetiu a ação do rival e bateu de longe, colocando Sidão para trabalhar pela primeira vez no jogo. Foi um prenúncio do que viria em seguida. Após contra-ataque, o atacante recebeu de Sasha na entrada da área, sem marcação. O chute saiu forte e rasteiro, no canto esquerdo do arqueiro tricolor, sem chance de defesa.

Em busca do empate, atendendo a pedidos da torcida, Dorival Júnior colocou Valdívia no lugar de Marcos Guilherme. Também sacou Cueva e Diego Souza para as entradas de Brenner e Tréllez. O camisa 9, por sinal, foi vaiado na saída de campo.

As alterações, contudo, foram inócuas. O São Paulo não conseguiu criar mais chances de gol, ao passo que o Santos administrou bem a vantagem para ganhar o seu primeiro clássico na temporada.

Bastidores – Santos TV:

Santistas exaltam atuação taticamente ‘perfeita’ no clássico

A vitória do Santos sobre o São Paulo neste domingo por 1 a o em pleno Estádio do Morumbi foi a marca de um duelo no qual a equipe mais “letal” acabou triunfante. Apostando na forte marcação, no time compacto e nos contra-ataques, os comandados de Jair Ventura se saíram melhor em relação ao time comandado por Dorival Júnior, que teve mais posse de bola, até criou chances, mas não conseguiu furar a meta defendida por Vanderlei.

Após a partida, os jogadores do Santos exaltaram não apenas o resultado conquistado na casa do adversário, mas a partida tática que o time fez em campo, respeitando o que Ventura havia pedido aos atletas. Depois de alguns contra-ataques desperdiçados no primeiro tempo, o Peixe conseguiu marcar o tento derradeiro nos 45 minutos finais.

“Sabíamos que o São Paulo iria impor uma pressão jogando em casa. É uma equipe de qualidade na frente, mas deixa espaços e quando você tem jogadores de qualidade como os nossos, aparecem os espaços e aproveitamos. Fizemos um jogo estratégico e nisso fomos muito bem”, disse o meia Renato.

Destaque da partida juntamente com Gabigol, Vanderlei também exaltou o cumprimento de tudo o que havia sido planejado e revelou que o jogo sem sofrer gols, assim como a vitória no clássico, trazem confiança para o Santos, que havia perdido o primeiro derby do ano para o Palmeiras.

“A gente sabia que seria difícil, o São Paulo é um time muito qualificado. Ficamos fechados, esperamos os contra-ataques, erramos alguns no final, mas o Sasha achou o Gabriel e conseguimos o gol que deu a vitória”, pontuou o arqueiro. “Vitórias em clássico são como um divisor de águas pela grandeza do jogo. Estávamos concentrados, bem postados defensivamente e não tomamos gol. Isso que importa”, concluiu Vanderlei.

Autor do único gol da partida, Gabigol valorizou o trabalho de Jair Ventura e a eficiência. “Eu falei que precisávamos acertar uma bola. Taticamente fomos bem, o professor Jair é muito estudioso e marcamos muito bem. Fizemos o gol e vencemos”, ressaltou o atacante.

Jair contesta Dorival e rasga elogios a Gabigol: “Jogador diferenciado”

A vitória do Santos sobre o São Paulo pela oitava rodada do Campeonato Paulista teve nome e sobrenome: ‘Gabigol’. Recém-chegado ao time da Vila Belmiro, o atacante terminou como destaque ao marcar o gol da vitória e foi bastante elogiado por todos os companheiros na saída de campo. Quem também fez questão de comentar sobre o desempenho do camisa 10 foi o treinador Jair Ventura, que rasgou elogios ao comandado.

“O Gabigol é um jogador diferenciado. Todo treinador do mundo quer ter no time um jogador diferente como ele. Ele acaba salvando a vida do treinador. Ele decide quando precisa”, disse Jair Ventura.

Com três gols nos últimos três jogos, Gabriel Barbosa começa a despontar como principal responsável pelo bom rendimento do Santos nas últimas partidas. O discurso do treinador, porém, é de não colocar responsabilidade extra sobre o jovem, além de rechaçar qualquer dependência do artilheiro.

“Não podemos e nem somos dependentes de um jogador só. Não tomamos gols há três jogos e não perdemos há quatro. Temos de ter uma equipe equilibrada e acreditar no planejamento que está sendo feito”, concluiu o treinador do Santos após a vitória no clássico contra o São Paulo.

Certeiro na estratégia que planejou para a partida, Jair Ventura saiu bastante orgulhoso e motivado com a atuação do time. Do outro lado, Dorival Júnior também se mostrou satisfeito com a partida de seus comandados e tratou o resultado como injusto, algo que o comandante santista discordou plenamente.

“Nunca vou debater a opinião de um profissional. Respeito a opinião do Dorival. A gente conseguiu neutralizar a equipe deles. Foi um jogo muito equilibrado. Mostra a força do grupo, da base. Suportamos a pressão do São Paulo e isso ficou evidente”, pontuou. “A nossa estratégia hoje foi marcar alto, mesmo fora de casa. Fizemos duas linhas de quatro, soubemos marcar e tivemos chances na transição”, finalizou Jair Ventura.

Improvisado na lateral, Jean Mota tem atuação elogiada por Jair

Jean Mota é o exemplo mais fiel do jogador polivalente no elenco do Santos. Desde 2016, quando chegou ao time da Baixada, o meio-campista é uma válvula de escape para partidas em que pode atuar não apenas na sua posição de origem, como também na lateral, onde já teve boas atuações. Uma dessas foi justamente no último domingo, na vitória diante do São Paulo por 1 a 0.

Uma das posições mais escassas no Santos para 2018 é a lateral-esquerda. Enquanto Zeca trava uma disputa judicial com o clube, Caju e Romário, contratado nesta temporada, são as únicas opções, mas parecem não estar agradando Jair Ventura. No clássico realizado no Morumbi, Mota foi mais uma vez escalado na posição pelos flancos e teve atuação bastante elogiada pelo treinador.

“Eu queria ter dois ‘Jeans Mota’, um para jogar na lateral e outro no meio. Dei oportunidade para o Romário e o Caju, mas ele estava pedindo espaço na equipe. Quando o jogador é bom, temos de arranjar um espaço para ele no time. Fico feliz por ele ter feito um belo jogo. Ele nos ajudou bastante na partida”, disse Jair Ventura.

Atuando fora da posição de origem, Jean Mota acabou com boa atuação, contendo as investidas ofensivas do São Paulo e surgindo como uma oportunidade para os problemas santistas no setor. Após a partida, o próprio jogador reconheceu a possibilidade de sequência pelo lado do campo.

“Acredito que fizemos um bom jogo, acho que individualmente também fui bem. Espero que eu possa dar conta do recado nesses setor enquanto o Santos estiver precisando”, revelou o jogador.

A lateral-esquerda, porém, deve ser um problema resolvido em breve pela diretoria santista. O clube mantém negociações avançadas para ter Dodô por empréstimo junto a Sampdoria, mas a contratação é tratada com cautela por Jair Ventura, que despistou durante a coletiva.

“As contratações a gente trabalha sempre em sigilo. Não falei de nenhuma contratação até agora e sigo assim no Santos. Quando ele chegar eu dou os detalhes”, comentou o comandante.


Santos 2 x 0 São Caetano

Data: 14/02/2018, quarta-feira, 19h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 7ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 4.165 pagantes
Renda: R$ 92.490,00
Árbitro: Vinicius Furlan
Auxiliares: Vitor Carmona Metestaine e Herman Brunel Vani
Cartões amarelos: David Braz (S); Chiquinho e Alex Reinaldo (SC).
Gols: Lucas Veríssimo (32-1) e Gabriel (02-2).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Caju (Arthur Gomes); Alison; Vecchio (Vitor Bueno) e Jean Mota (Matheus Jesus); Eduardo Sasha, Gabriel e Copete.
Técnico: Jair Ventura

SÃO CAETANO
Helton Leite; Alex Reinaldo, Sandoval, Max e Bruno Recife; Vinicius Kiss, Esley (Ferreira) e Chiquinho; Diego Rosa (Rafael Costa), Ermínio (Paulo Vinicius) e Marlon.
Técnico Pintado



Gabigol marca, Santos vence o São Caetano e reassume a liderança

O Santos controlou o jogo e venceu o São Caetano por 2 a 0 na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, com gols de Lucas Veríssimo e Gabigol. Com a vitória, o Peixe reassumiu a liderança do Grupo 4, com 11 pontos. O Botafogo empatou com a Ponte Preta e agora soma 10.

Veríssimo marcou pela primeira vez na Vila Belmiro. Foi o segundo gol como profissional do alvinegro. E Gabriel sentiu o gosto de balançar as redes no estádio após a passagem por Internazionale e Benfica. São dois gols em dois jogos, igualando a estatística da passagem pelo futebol europeu.

O Santos sofreu alguns sustos no primeiro tempo e obrigou Vanderlei a fazer boas defesas. Na segunda etapa, porém, Gabigol ampliou o placar logo no primeiro minuto e deu tranquilidade ao time, que administrou o resultado e poderia ter feito até mais gols.

O jogo:

Aos 2 minutos, Alex Reinaldo cobrou falta de muito longe surpreendendo Vanderlei, que teve trabalho para espalmar de mão trocada.

Aos sete minutos, Caju encontrou Gabigol na área. O atacante chutou de bico, a bola desviou e quase entrou. Na sequência, David Braz ficou na área e quase fez de voleio. Helton Leite fez grande defesa para evitar o gol. A resposta veio rapidamente. Segundos depois, Diego Rosa chutou cruzado para Vanderlei espalmar.

O Santos seguiu em cima do São Caetano. Aos 10 minutos, Gabigol avançou pela linha de fundo e chutou cruzado. Helton defendeu em dois tempos, assustando os visitantes. Quando o placar marcava 12, Braz teve nova chance em cabeceio, e o goleiro do Azulão salvou novamente.

Enquanto o Peixe detinha a posse de bola e criava chances, o São Caetano se armava e era perigoso no contra-ataque. Entre os minutos 15 e 17, Diego Rosa teve duas oportunidades de marcar de fora da área, mas chutou fraco.

Aos 23 minutos, o Santos voltou a criar uma chance. Jean Mota puxou contra-ataque e Gabigol chutou mascado, mais uma vez, e a bola passou raspando a trave esquerda de Helton. Aos 30, Alison inverteu o jogo e Sasha deu bom passe para Jean Mota, que chutou por cima do gol. Segundos depois, Copete arriscou de longe e o goleiro espalmou de soco.

E aos 32 minutos, o alvinegro, finalmente, abriu o placar. Jean Mota fez ótimo cruzamento de trivela, Copete bateu cruzado e Lucas Veríssimo só empurrou para as redes. 1 a 0 para os donos da casa.

Aos 41, o São Caetano teve uma grande chance para empatar. Ermínio chutou cruzado e Marlon, na pequena área, bateu fraco de carrinho para Vanderlei encaixar.

No primeiro minuto do segundo tempo, o Santos ampliou o placar. Eduardo Sasha lançou Gabigol, que ganhou no pé de ferro da defesa e chutou bonito, cruzado, para vencer Helder e encaminhar os três pontos na Vila Belmiro.

Após o segundo gol do Peixe, o São Caetano desanimou. Os santistas conseguiram o controle do jogo e não sofreram mais nos contra-ataques. O Azulão foi assustar apenas aos 22 minutos, em cabeceio de Ferreira depois de escanteio. Vanderlei foi no cantinho buscar.

Sem forças, o São Caetano não esboçou a reação. O Santos administrou o resultado e poderia ter feito o terceiro gol em chance clara de Vitor Bueno, que levou a pior com Helton Leite, sozinho na pequena área.

Bastidores – Santos TV:

Jair comemora ‘batismo’ no Santos: “Hoje eu senti a Vila”

Jair Ventura venceu a primeira partida pelo Santos na Vila Belmiro na noite desta quarta-feira, nos 2 a 0 contra o São Caetano. Antes, o Peixe perdeu por 1 a o para o Bragantino. O técnico comemorou o “batismo”.

“Hoje eu senti a Vila mesmo, foi o batizado, fico feliz pela vitória… Eu vinha falando em performance sem resultado. Temos que conciliar. E parece desculpa do treinador, mas estávamos próximos à vitória, jogando bem. E hoje tivemos junção da performance com resultado. Uma vitória sem sustos, com controle total da partida. Bola chegou algumas vezes, mas criamos muito mais. Helton, que foi meu jogador, fez defesas incríveis. O Santos é equilibrado. Não acho que está tudo errado quando perdemos e mantenho pé no chão quando vencemos. Santos tem que ligar alerta quando não ganha. Fico feliz por termos retomado a liderança do grupo”, analisou o treinador.

Jair destacou o aproveitamento de Gabigol, que marcou pela segunda vez em dois jogos no retorno ao Peixe. O técnico destaca a “fome” do camisa 10.

“Falamos um pouquinho de tudo, vida profissional, vida particular também, que é importante. Como educador, tenho responsabilidade de ajudar a todos, dentro e fora de campo. Ele está muito focado, sabe que não viveu grande momento na Europa, mas sabe onde errou e é uma grande virtude. Reconheceu. Volta mais maduro, não querendo mostrar para as pessoas, mas para ele mesmo. É um Menino da Vila, uma referência. Está focado, motivado, é muito competitivo. E isso é fantástico. É cedo, sabemos, mas tem tudo para fazer um grande ano”, projetou Jair.

Após marcar e beijar gramado, Gabigol diz: “Parece que nunca saí”

Gabigol voltou a marcar na Vila Belmiro na vitória do Santos por 2 a 0 sobre o São Caetano nesta quarta-feira, na Vila Belmiro. Na comemoração, o camisa 10 beijou o gramado.

“Estou muito feliz. Parece que eu nunca saí daqui”, disse o atacante.

“Foi uma vitória muito importante. Hoje voltamos a vencer em casa, vamos para o clássico bem focados. Fazer gols é importante, mas mais ainda é a vitória. O São Paulo é um grande time, tem o Dorival, que é especial para mim. Agora é descansar”, afirmou o Menino da Vila.

Grato, Vitor Bueno volta ao Santos e diz: “Estou pronto para ganhar títulos”

Após sete meses de recuperação após ruptura nos ligamentos do joelho direito, Vitor Bueno voltou a jogar pelo Santos na noite desta quarta-feira, em vitória por 2 a 0 contra o São Caetano, na Vila Belmiro.

O meia-atacante revelou sentimento de gratidão ao clube e garantiu que está pronto para a sequência da temporada. Ele entrou na metade final do segundo tempo como meia, na vaga de Vecchio.

“Meu sentimento é de gratidão por tudo que o Santos fez nesse momento difícil da minha carreira. Estou feliz por voltar e pronto para ajudar o time na temporada e ganhar títulos”, disse o camisa 7.

Vitor Bueno disputa posição com Vecchio pela armação do Peixe. Antes de se lesionar, o atleta atuava como ponta sob o comando de Dorival Júnior e Levir Culpi.

David Braz recebe o terceiro cartão amarelo e não jogará o San-São

David Braz recebeu o terceiro cartão amarelo na vitória do Santos por 2 a 0 sobre o São Caetano e será desfalque no clássico contra o São Paulo, domingo, às 17h (de Brasília), no Morumbi, pela oitava rodada do Campeonato Paulista.

O provável substituto de Braz, capitão diante do Azulão, é Gustavo Henrique. O zagueiro atuou ao lado do camisa 14 no empate em 2 a 2 com a Ferroviária.

Em compensação, o Peixe conta com o retorno de Renato, poupado contra o São Caetano por causa de incômodo no adutor direito. Victor Ferraz (luxação no ombro direito) e Bruno Henrique (contusão na retina do olho direito) seguirão fora.




Ferroviária 2 x 2 Santos

Data: 10/02/2018, sábado, 16h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 6ª rodada
Local: Estádio da Fonte Luminosa, em Araraquara, SP.
Público: 3.861 pagantes
Renda: R$ 165.160,00
Árbitro: Marcelo Ribeiro Aparecido de Souza
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa.
Cartões amarelos: Hygor, Welinton Junior, Moacir e Marco (F); Daniel Guedes, Gabigol, Jean Mota e Rodrygo (S).
Gols: Eduardo Sasha (28-1), Léo Castro (18-2), Gabriel (20-2) e Luan (31-2).

FERROVIÁRIA
Tadeu, Alisson, Patrick, Luan e Daniel Vançan (Marco); Bruno Silva, Velicka e Moacir; Hygor, Misael (Welinton Junior) e Eliandro (Léo Castro).
Técnico: PC de Oliveira

SANTOS
Vanderlei, Daniel Guedes, Gustavo Henrique, David Braz e Caju; Renato, Vecchio (Léo Cittadini) e Jean Mota; Arthur Gomes (Rodrygo), Eduardo Sasha e Gabigol (Yuri Alberto).
Técnico: Jair Ventura



Gabigol marca, mas Santos só empata com a Ferroviária

Com gol de Gabigol na reestreia, o Santos empatou com a Ferroviária em 2 a 2 na tarde deste sábado de Carnaval, em Araraquara. Eduardo Sasha também marcou. Léo Castro e Luan fizeram para os donos da casa.

O Peixe esteve duas vezes à frente do placar, no primeiro e no segundo tempo, mas cedeu o empate. O lateral-direito Daniel Guedes, com duas assistências, se destacou. O goleiro Vanderlei defendeu um pênalti na etapa inicial.

Nos minutos finais, o alvinegro buscou a vitória, mas não criou grandes chances. A defesa, em compensação, mostrou insegurança e cedeu muitos espaços. O lateral-esquerdo Caju, além do pênalti cometido, errou nos dois gols da Ferroviária e foi o pior entre os santistas.

O jogo:

Os primeiros minutos da partida foram mornos. O Santos deixou claro desde o começo que ficaria com a posse de bola e tentaria controlar o jogo. Postada na defesa, a Ferroviária buscaria o contra-ataque.

A primeira chance do Peixe veio aos nove minutos, em cabeceio de Eduardo Sasha após cruzamento de Arthur Gomes. O goleiro Tadeu desviou para escanteio.

O alvinegro pressionava a Ferroviária com cruzamentos e passes longos de Renato e Jean Mota. Aos 24 minutos, Vecchio assustou em chute de fora da área para nova boa defesa de Tadeu.

Quando o placar marcava 28, o Santos fez a pressão surtir efeito. Cruzamento perfeito de Daniel Guedes para Eduardo Sasha cabecear no contrapé de Tadeu. 1 a 0 em Araraquara.

O Santos dominava o jogo e estava mais perto do segundo gol do que sofrer o empate. Aos 35 minutos, Gabigol recebeu grande passe de Sasha e chutou cruzado, mas fraco, para Tadeu espalmar.

Segundos depois, veio o susto. Caju fez pênalti bobo ao chutar o pé de Alisson. Velicka cobrou no canto esquerdo para grande defesa do goleiro Vanderlei.

Nos minutos finais, o Santos administrou o resultado no forte calor do interior de São Paulo e foi para o vestiário com a vantagem mínima.

A Ferroviária voltou para a segunda etapa com novo jeito de jogar. Com a desvantagem, os donos da casa foram para cima do Santos e quase empataram com Hygor, que recebeu na pequena área e chutou para grande defesa de Vanderlei. Na sequência, Hygor teve nova chance e cabeceou por cima do gol.

O Peixe só respondeu aos oito minutos. Daniel Guedes cruzou fechado e Tadeu espalmou a bola que ia direto para o gol. No rebote, Jean Mota chutou fraco, sem trabalho para o goleiro. Segundos depois, Vanderlei apareceu de novo. David Braz perdeu a bola para Moacir. O meia avançou e o goleiro saiu bem nos seus pés.

Aos 18 minutos, o Santos, com a vantagem no placar, sofreu o empate no contra-ataque. Jean Mota reclamou de falta não assinalada pela arbitragem. Na sequência, a Ferroviária disparou com Welinton Junior, que cruzou para Léo Castro marcar.

O Peixe não sentiu o empate e rapidamente voltou à frente. Daniel Guedes arrancou e deu mais uma assistência, dessa vez para Gabigol marcar na reestreia. O camisa 10 limpou o marcador e finalizou com categoria. Bola para um lado, goleiro do outro. E aos 23, Gabriel teve nova chance, mas parou em Tadeu.

E quem não faz… toma. Aos 31 minutos, o zagueiro Luan aproveitou bate-rebate e acertou um lindo chute no ângulo de Vanderlei para empatar novamente.

Com o empate, o Santos se lançou ao ataque nos minutos finais. Eduardo Sasha, bem no jogo, chutou cruzado para nova defesa de Tadeu. Segundos depois, Gabigol foi substituído. Ele aguentou 80 minutos na reestreia.

Nos minutos finais, o Peixe se expôs em busca da vitória, mas não criou grandes chances. Léo Cittadini e David Braz cabecearam por cima do gol. A Ferroviária se contentou com o empate.

Bastidores – Santos TV:

Jair lamenta irregularidade e vê 1º tempo de ‘almanaque’ no Santos

Jair Ventura ficou muito satisfeito com o primeiro tempo do Santos, mas lamentou os 45 minutos finais no empate em 2 a 2 com a Ferroviária neste sábado, em Araraquara. O técnico acredita que a tapa inicial foi de “almanaque”.

“Fizemos um primeiro tempo muito bom, de encantar, aqueles de almanaque. E pelo número de situações, queríamos mais. Criamos muito e sofremos dois gols em bate-rebate. Temos que buscar equilíbrio. Santos vinha tomando gol no começo dos jogos, não sofremos, jogamos bem, mas não fomos regulares. Resultado não foi bom, lógico, mas vamos lá. Conseguimos ver luz no fim do túnel. No momento mais decisivo, Santos estará forte”, disse Jair, em entrevista coletiva.

O treinador acredita que a formação ofensiva, sem um volante de contenção, pode ter atrapalhado o Peixe na busca por dois tempos de alto nível.

“Perdemos o Alison, homem de marcação, e optamos por recuar o Renato. Jogamos praticamente sem homem de marcação, três meias, e não sofremos no primeiro tempo. No segundo, sim, Ferroviária veio mais forte. Tivemos diversas oportunidades e no bate-rebate, bola duvidosa lá na frente, e o gol… Depois, em uma falta, uma bobeira nossa, outro gol em bate-rebate. Teve pênalti que eles perderam e nós perdemos diversos gols. Não está tudo bom. Precisamos jogar bem e vencer”, completou o treinador.

Jair pede tempo para Gabigol após reestreia: “Fará os gols que não fez”

Gabigol marcou na reestreia pelo Santos em empate por 2 a 2 com a Ferroviária neste sábado, em Araraquara, mas desperdiçou algumas boas oportunidades na frente do goleiro Tadeu. O técnico Jair Ventura acredita que com tempo e ritmo de jogo, a situação mudará.

“Gabriel jogou em dezembro pela última vez, em 17 minutos (pelo Benfica) E hoje estava muito calor, é difícil, não teve pré-temporada. Mesmo assim, fez gol e criou outras oportunidades. Sabemos que os jogadores que não fizeram pré-temporada estão um pouco atrás. Gabriel foi importante e continuará sendo. Ele se cobra bastante e com ritmo, ele fará os gols que não fez hoje”, projeta Jair.

Gabriel atuou como centroavante, função que desempenhava na base e que lhe rendeu o apelido. No profissional, ele se firmou como atacante pelos lados do campo e só atuou como um 9 com o técnico Oswaldo de Oliveira, em alguns jogos de 2014.

Gabigol seguirá como titular do Santos na partida contra o São Caetano, quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), na Vila Belmiro, pela sétima rodada do Campeonato Paulista.

O camisa 10 foi contratado pelo Peixe por empréstimo junto a Internazionale-ITA até o dia 31 de dezembro. Na negociação, não foi estipulado um valor de compra fixado.

Sasha admite relaxamento do Santos em empate: “Não voltamos tão ligados”

O Santos empatou em 2 a 2 com a Ferroviária neste sábado, em Araraquara. Com um primeiro tempo bom, o Peixe foi para o intervalo com 1 a 0, com gol de Eduardo Sasha. Na segunda etapa, o Peixe relaxou, sofreu o empate, conseguiu ficar à frente do placar, mas sofreu mais um gol na metade final.

“Começamos bem o jogo, coisa que não vinha acontecendo, mas não voltamos tão ligados para o segundo tempo. Deixamos escapar um resultado que era nosso, mas vamos recuperar esses pontos perdidos”, disse Sasha.

O atacante santista reclamou da arbitragem. Na origem do primeiro gol do Ituano, Jean Mota caiu e pediu falta, não assinalada. No contra-ataque, a Ferroviária marcou.

“No primeiro gol deles, não tinha motivo para o Jean Mota se atirar, ele ficaria de frente para o goleiro. No contra-ataque, sofremos o gol…”, alertou.

Em dois jogos no Santos, Guedes supera número de assistências de 2017

Em dois jogos no Campeonato Paulista, Daniel Guedes fez três assistências, mais do que as duas realizadas em 18 partidas pelo Santos em 2017. As boas atuações pressionam o técnico Jair Ventura pela titularidade.

Até então titular, Victor Ferraz se recupera de luxação no ombro direito e não tem previsão de retorno. Enquanto isso, Guedes, além dos passes para gol, teve atuações defensivas seguras diante de Palmeiras e Ferroviária.

Para não dizer que Daniel Guedes merece o 10, é preciso que o lateral tenha mais atenção nas faltas cometidas. Ele recebeu um cartão amarelo diante da Ferroviária e após infração dele na linha de fundo, os donos de casa chegaram ao gol de empate com Luan.

Revelado nas categorias de base do Peixe, Guedes nunca teve status de titular. Em entrevista coletiva na última sexta-feira, Jair Ventura disse que ter dois bons laterais-direitos melhora o rendimento da equipe e não garantiu Victor Ferraz como titular em seu retorno.

Cabeceador, Eduardo Sasha tem bom início de 2018 pelo Santos

Enquanto Gabigol reuniu todos os holofotes na Vila Belmiro, Eduardo Sasha foi uma contratação sem grife no Santos. O atacante, sem espaço no Internacional, chegou por empréstimo como aposta do técnico Jair Ventura. E tem dado certo.

Com dois gols em quatro jogos, Sasha já se tornou titular do Peixe. Centroavante diante do Palmeiras, o atleta mostrou polivalência e foi ponta-esquerda contra a Ferroviária.

E com 1,73 m de altura, Eduardo Sasha mostra a qualidade em um fundamento que não era esperado: o cabeceio. Os dois gols marcados foram pelo alto. E ele quase fez outros dois dessa forma contra Ituano e Palmeiras.

Sasha deve ser mantido como titular na partida contra o São Caetano, quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), na Vila Belmiro, pela sétima rodada do Campeonato Paulista. Com Gabigol escalado como centroavante por Jair, o ex-Colorado vai seguir pelos lados do campo.

Eduardo Sasha tem contrato de empréstimo até o dia 31 de dezembro. O Santos fixou um valor de compra, mas o número pedido pelo Internacional não foi divulgado.



Vídeos: Gols e melhores momentos

Santos 3 x 1 Ponte Preta

Data: 16/07/2016, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 15ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.979 pagantes
Renda: R$ 364.360,00
Árbitro: Marielson Alves Silva (BA)
Auxiliares: Gustavo Rodrigues de Oliveira e Bruno Salgado Rizo (ambos de SP).
Cartões amarelos: Thiago Maia, Gabriel e Zeca (S); Willian Pottker e Wendel (PP).
Gols: Victor Ferraz (20-1); Vitor Bueno (12-2), Gabriel (26-2) e Roger (39-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Renato, Thiago Maia, Vitor Bueno e Lucas Lima (Elano); Gabriel (Vecchio) e Ricardo Oliveira (Rodrigão).
Técnico: Dorival Júnior

PONTE PRETA
João Carlos, Nino Paraíba, Fábio Ferreira, Grolli e Reinaldo; Maycon, Matheus Jesus (Felipe Menezes), Wendel e Clayson (Giva); Rhayner e Willian Pottker (Roger).
Técnico: Eduardo Baptista



Santos derrota a Ponte Preta na despedida do trio olímpico

No dia em que teve a oportunidade de jogar com sua força máxima pela primeira, e talvez a única, vez no Campeonato Brasileiro, o Santos não vacilou e fez a lição de casa com autoridade. Na vitória sobre a Ponte Preta por 3 a 1, neste sábado, na Vila Belmiro, com gols de Victor Ferraz, Vitor Bueno e Gabriel, o Peixe ratificou a quarta colocação na tabela, com 26 pontos. A Macaca, que descontou com Roger, segue com 23 pontos.

O triunfo santista foi marcado pela eficiência da equipe do técnico Dorival Júnior, que não desperdiçou as chances que teve. O Peixe agora torce para os tropeços de Palmeiras, Corinthians e Grêmio, que jogam no domingo e ocupam as três primeiras colocações, respectivamente, para colar de vez na parte de cima da tabela.

Agora sem Zeca, Thiago Maia e Gabriel, que se apresentam neste domingo à Seleção Brasileira que disputa a Olimpíada, a equipe da Baixada Santista volta a campo na quarta-feira, diante do Gama, no Bezerrão, pela terceira fase da Copa do Brasil. Já a Ponte Preta retorna no mesmo dia, diante do Figueirense, também pela Copa do Brasil, em Campinas.

O jogo

Desde o início, a partida teve a postura tática exatamente como se imaginava, com o Santos dono das ações e a Ponte na espera de um contra-ataque.

Com Gabriel inspirado, o gol era uma questão de tempo para os santistas. E foi realmente o que aconteceu. Aos 20, Gustavo Henrique caprichou na cobrança de falta. A bola foi na trave direita de João Carlos. No rebote, Victor Ferraz, em falha de marcação da defesa da Macaca, só teve o trabalho de cabecear para o gol aberto.

Aos 35, em descida pela esquerda, Gabriel levou a melhor sobre o seu marcador e cruzou na medida para Ricardo Oliveira, que tocou no canto direito do goleiro campineiro, mas para fora do gol.

A Ponte Preta ensaiou uma reação nos minutos finais. Aos 43, Pottker recebeu na área e finalizou de esquerda para excelente defesa de Vanderlei e corte de Gustavo Henrique, na sequência.

Os visitantes voltaram para o segundo tempo com a proposta bem definida de empatar a partida logo nos primeiros minutos. Mas o objetivo campineiro esbarrou mais uma vez no bom desempenho do goleiro Vanderlei.

Aos 6, Maycon recebeu na entrada da área, driblou Gustavo Henrique e chutou cruzado. Vanderlei se esticou todo para fazer uma bela defesa.

O Santos poderia ter definido a partida logo na sequência, quando Gabriel disparou livre pelo campo da Ponte Preta, tirou João Carlos da jogada com um corte para a direita, mas perdeu o ângulo para definir com precisão.

Mas, aos 12 minutos, não teve jeito para a Ponte. Gabriel deu belo passe para Ricardo Oliveira, dentro da área, pela direita. O camisa 9 tocou rasteiro para o meio da área, Grolli furou e ficou fácil para Vitor Bueno tocar para dentro.

O panorama se repetiu aos 28 minutos: quando a Ponte mais rondava a área santista, o Santos novamente chegou ao gol. Após cruzamento pela direita, Ricardo Oliveira tentou o chute, mas a bola sobrou para Gabriel marcar.

Logo depois do gol, o camisa 10 protagonizou uma imagem emblemática, ao se ajoelhar atrás do gol e beijar o escudo do clube, pintado no gramado. Seria um sinal de despedida do Peixe em razão do assédio da Juventus, da Itália?

A Ponte ainda descontou aos 39, quando Rayner lançou Roger pela direita. Gustavo Henrique não acompanhou o atacante, que pôde finalizar e marcar.

Gabriel fala em tom de despedida; Barça observa Lucas Lima

Os gritos de “Fica, Gabigol!” vindos das arquibancadas da Vila Belmiro após a vitória santista sobre a Ponte Preta, neste sábado, foram um sinal claro de que até a torcida santista sabe que está cada vez mais próximo o momento de Gabriel deixar o Santos.

Com atuação destacada, marcada por uma assistência e um gol, o atacante sinalizou que sua despedida pode ter ocorrido neste sábado. Ao balançar as redes, o camisa 9 se ajoelhou atrás do gol e beijou o símbolo do clube, algo inusitado na carreira do atacante.

“Aqui é meu quintal onde eu brinco. Estou muito contente de jogar na minha casa. Fazer um gol na Vila Belmiro é uma alegria enorme. Não sei se foi meu último jogo, mas não sei se volto (depois da Olimpíada). Curti muito esse momento do gol. Deixo a decisão nas mãos do meu pai e do meu empresário. Estamos conversando, discutindo bastante. Meu foco agora é a Seleção Brasileira”, disse Gabriel, logo após a partida.

Neste domingo, Gabriel viaja para Teresópolis, no Rio de Janeiro, junto com Zeca e Thiago Maia, onde se junta à Seleção Brasileira que disputará os Jogos Olímpicos.

Após quase assinar a renovação contratual com o Santos, o atacante está perto de deixar o Peixe. A Juventus, da Itália, sinaliza oferecer uma quantia milionária para a diretoria santista. O Santos tem direito a somente 40% dos direitos econômicos do atleta.

Semana passada, a renovação contratual de Gabriel estava praticamente definida até 2021, faltando apenas a assinatura contratual. A diretoria santista convenceu o jogador a recusar o Chelsea, da Inglaterra, para ficar na Vila Belmiro e até divulgou nota oficial dizendo que o novo contrato estava em fase de confecção de minuta.

No entanto, a proposta italiana mudou o rumo da negociação e o destino do atacante está cada vez mais próximo de ser a Europa. Pelo Santos, Gabriel marcou 57 gols em 155 partidas. Na temporada de 2016, o atacante anotou 13 gols em 28 jogos. No Brasileiro deste ano, foram cinco gols em 10 partidas.

Lucas Lima é observado pelo Barça – Quem também não está certo sobre seu futuro no Santos é o meia Lucas Lima. Diante da Ponte Preta, o jogador foi observado por Robert Fernández, secretário-técnico do Barcelona. O meia tem sido frequentemente tem sido chamado para a Seleção Brasileira e já declarou que tem a intenção de atuar na Europa em breve. A boa relação com Neymar pode facilitar a transferência do jogador para a Espanha. Além de Lucas Lima e Gabriel, nomes como Thiago Maia e Zeca têm atraído a atenção de empresários do exterior.

Dorival demonstra insatisfação com provável saída de jogadores

O momento era para se de satisfação após seu time vencer mais uma partida de maneira convincente e ver que sua equipe está cada vez mais embalada e disposta a lutar pelo título do Campeonato Brasileiro. Porém, o técnico Dorival Júnior está bastante preocupado. Mais do que isso: está incomodado com as notícias que rondam a Vila Belmiro com rumores de que alguns de seus principais atletas devem deixar o clube até o fechamento da janela de transferências, no dia 31 de agosto.

O incômodo é tão grande que o treinador adotou um discurso que foge da sua caraterística conciliadora e serena na maioria das entrevistas. Na coletiva após o Santos derrotar a Ponte Preta por 3 a 1 neste sábado, Dorival falou em tom de desabafo.

“Se quisermos buscar algo melhor na competição, será com atuações como essas que tivemos nos últimos jogos. A produção que o Santos tem com todos os jogadores à disposição é muito forte. Agora sairão três jogadores (para as Olimpíadas). Não há como suprirmos isso sem tempo para prepararmos essas saídas. Os jogadores que temos podem até suprir essas ausências, mas a tendência é de encontrarmos dificuldades nas próximas partidas para mantermos o nível de atuação que estamos tendo”, avaliou o treinador, para, em seguida, desabafar, quando foi questionado sobre a eventual saída de Gabriel para Europa.

“É difícil falar que esse é o momento dele sair. Mas torço para que isso não aconteça nesse momento e espero que a diretoria pense nisso. Está na hora de pararmos de ter que montar a equipe durante a competição. Temos que pontuar o nosso torcedor para mostrar o que queremos: vamos buscar títulos ou buscarmos uma equipe nova a todo o momento? Está na hora de pensarmos grande. É preciso que o clube se posicione”, enfatizou Dorival.

O desabafo do treinador não parou por aí. O comandante santista utilizou como exemplo a saída do meia Geuvânio, para o futebol chinês, ano passado, para demonstrar o quanto é difícil ajustar a equipe após a transferência de um atleta importante no elenco.

“Até hoje não conseguimos um composição sem o Geuvânio. A reposição muitas vezes sai mais cara que a venda. Por isso me questiono se não é hora de os clubes aqui se posicionarem. O Geuvânio nos fez muita falta no Paulista e não tivemos uma reposição no mesmo nível”, disse. “Se um clube pagar a multa rescisória (do Gabriel), não há o que fazer. Se isso acontecer, ótimo. Do contrário, não vejo razão para negociar o jogador”, finalizou.