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Santos 3 x 1 Ponte Preta

Data: 16/07/2016, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 15ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.979 pagantes
Renda: R$ 364.360,00
Árbitro: Marielson Alves Silva (BA)
Auxiliares: Gustavo Rodrigues de Oliveira e Bruno Salgado Rizo (ambos de SP).
Cartões amarelos: Thiago Maia, Gabriel e Zeca (S); Willian Pottker e Wendel (PP).
Gols: Victor Ferraz (20-1); Vitor Bueno (12-2), Gabriel (26-2) e Roger (39-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Renato, Thiago Maia, Vitor Bueno e Lucas Lima (Elano); Gabriel (Vecchio) e Ricardo Oliveira (Rodrigão).
Técnico: Dorival Júnior

PONTE PRETA
João Carlos, Nino Paraíba, Fábio Ferreira, Grolli e Reinaldo; Maycon, Matheus Jesus (Felipe Menezes), Wendel e Clayson (Giva); Rhayner e Willian Pottker (Roger).
Técnico: Eduardo Baptista



Santos derrota a Ponte Preta na despedida do trio olímpico

No dia em que teve a oportunidade de jogar com sua força máxima pela primeira, e talvez a única, vez no Campeonato Brasileiro, o Santos não vacilou e fez a lição de casa com autoridade. Na vitória sobre a Ponte Preta por 3 a 1, neste sábado, na Vila Belmiro, com gols de Victor Ferraz, Vitor Bueno e Gabriel, o Peixe ratificou a quarta colocação na tabela, com 26 pontos. A Macaca, que descontou com Roger, segue com 23 pontos.

O triunfo santista foi marcado pela eficiência da equipe do técnico Dorival Júnior, que não desperdiçou as chances que teve. O Peixe agora torce para os tropeços de Palmeiras, Corinthians e Grêmio, que jogam no domingo e ocupam as três primeiras colocações, respectivamente, para colar de vez na parte de cima da tabela.

Agora sem Zeca, Thiago Maia e Gabriel, que se apresentam neste domingo à Seleção Brasileira que disputa a Olimpíada, a equipe da Baixada Santista volta a campo na quarta-feira, diante do Gama, no Bezerrão, pela terceira fase da Copa do Brasil. Já a Ponte Preta retorna no mesmo dia, diante do Figueirense, também pela Copa do Brasil, em Campinas.

O jogo

Desde o início, a partida teve a postura tática exatamente como se imaginava, com o Santos dono das ações e a Ponte na espera de um contra-ataque.

Com Gabriel inspirado, o gol era uma questão de tempo para os santistas. E foi realmente o que aconteceu. Aos 20, Gustavo Henrique caprichou na cobrança de falta. A bola foi na trave direita de João Carlos. No rebote, Victor Ferraz, em falha de marcação da defesa da Macaca, só teve o trabalho de cabecear para o gol aberto.

Aos 35, em descida pela esquerda, Gabriel levou a melhor sobre o seu marcador e cruzou na medida para Ricardo Oliveira, que tocou no canto direito do goleiro campineiro, mas para fora do gol.

A Ponte Preta ensaiou uma reação nos minutos finais. Aos 43, Pottker recebeu na área e finalizou de esquerda para excelente defesa de Vanderlei e corte de Gustavo Henrique, na sequência.

Os visitantes voltaram para o segundo tempo com a proposta bem definida de empatar a partida logo nos primeiros minutos. Mas o objetivo campineiro esbarrou mais uma vez no bom desempenho do goleiro Vanderlei.

Aos 6, Maycon recebeu na entrada da área, driblou Gustavo Henrique e chutou cruzado. Vanderlei se esticou todo para fazer uma bela defesa.

O Santos poderia ter definido a partida logo na sequência, quando Gabriel disparou livre pelo campo da Ponte Preta, tirou João Carlos da jogada com um corte para a direita, mas perdeu o ângulo para definir com precisão.

Mas, aos 12 minutos, não teve jeito para a Ponte. Gabriel deu belo passe para Ricardo Oliveira, dentro da área, pela direita. O camisa 9 tocou rasteiro para o meio da área, Grolli furou e ficou fácil para Vitor Bueno tocar para dentro.

O panorama se repetiu aos 28 minutos: quando a Ponte mais rondava a área santista, o Santos novamente chegou ao gol. Após cruzamento pela direita, Ricardo Oliveira tentou o chute, mas a bola sobrou para Gabriel marcar.

Logo depois do gol, o camisa 10 protagonizou uma imagem emblemática, ao se ajoelhar atrás do gol e beijar o escudo do clube, pintado no gramado. Seria um sinal de despedida do Peixe em razão do assédio da Juventus, da Itália?

A Ponte ainda descontou aos 39, quando Rayner lançou Roger pela direita. Gustavo Henrique não acompanhou o atacante, que pôde finalizar e marcar.

Gabriel fala em tom de despedida; Barça observa Lucas Lima

Os gritos de “Fica, Gabigol!” vindos das arquibancadas da Vila Belmiro após a vitória santista sobre a Ponte Preta, neste sábado, foram um sinal claro de que até a torcida santista sabe que está cada vez mais próximo o momento de Gabriel deixar o Santos.

Com atuação destacada, marcada por uma assistência e um gol, o atacante sinalizou que sua despedida pode ter ocorrido neste sábado. Ao balançar as redes, o camisa 9 se ajoelhou atrás do gol e beijou o símbolo do clube, algo inusitado na carreira do atacante.

“Aqui é meu quintal onde eu brinco. Estou muito contente de jogar na minha casa. Fazer um gol na Vila Belmiro é uma alegria enorme. Não sei se foi meu último jogo, mas não sei se volto (depois da Olimpíada). Curti muito esse momento do gol. Deixo a decisão nas mãos do meu pai e do meu empresário. Estamos conversando, discutindo bastante. Meu foco agora é a Seleção Brasileira”, disse Gabriel, logo após a partida.

Neste domingo, Gabriel viaja para Teresópolis, no Rio de Janeiro, junto com Zeca e Thiago Maia, onde se junta à Seleção Brasileira que disputará os Jogos Olímpicos.

Após quase assinar a renovação contratual com o Santos, o atacante está perto de deixar o Peixe. A Juventus, da Itália, sinaliza oferecer uma quantia milionária para a diretoria santista. O Santos tem direito a somente 40% dos direitos econômicos do atleta.

Semana passada, a renovação contratual de Gabriel estava praticamente definida até 2021, faltando apenas a assinatura contratual. A diretoria santista convenceu o jogador a recusar o Chelsea, da Inglaterra, para ficar na Vila Belmiro e até divulgou nota oficial dizendo que o novo contrato estava em fase de confecção de minuta.

No entanto, a proposta italiana mudou o rumo da negociação e o destino do atacante está cada vez mais próximo de ser a Europa. Pelo Santos, Gabriel marcou 57 gols em 155 partidas. Na temporada de 2016, o atacante anotou 13 gols em 28 jogos. No Brasileiro deste ano, foram cinco gols em 10 partidas.

Lucas Lima é observado pelo Barça – Quem também não está certo sobre seu futuro no Santos é o meia Lucas Lima. Diante da Ponte Preta, o jogador foi observado por Robert Fernández, secretário-técnico do Barcelona. O meia tem sido frequentemente tem sido chamado para a Seleção Brasileira e já declarou que tem a intenção de atuar na Europa em breve. A boa relação com Neymar pode facilitar a transferência do jogador para a Espanha. Além de Lucas Lima e Gabriel, nomes como Thiago Maia e Zeca têm atraído a atenção de empresários do exterior.

Dorival demonstra insatisfação com provável saída de jogadores

O momento era para se de satisfação após seu time vencer mais uma partida de maneira convincente e ver que sua equipe está cada vez mais embalada e disposta a lutar pelo título do Campeonato Brasileiro. Porém, o técnico Dorival Júnior está bastante preocupado. Mais do que isso: está incomodado com as notícias que rondam a Vila Belmiro com rumores de que alguns de seus principais atletas devem deixar o clube até o fechamento da janela de transferências, no dia 31 de agosto.

O incômodo é tão grande que o treinador adotou um discurso que foge da sua caraterística conciliadora e serena na maioria das entrevistas. Na coletiva após o Santos derrotar a Ponte Preta por 3 a 1 neste sábado, Dorival falou em tom de desabafo.

“Se quisermos buscar algo melhor na competição, será com atuações como essas que tivemos nos últimos jogos. A produção que o Santos tem com todos os jogadores à disposição é muito forte. Agora sairão três jogadores (para as Olimpíadas). Não há como suprirmos isso sem tempo para prepararmos essas saídas. Os jogadores que temos podem até suprir essas ausências, mas a tendência é de encontrarmos dificuldades nas próximas partidas para mantermos o nível de atuação que estamos tendo”, avaliou o treinador, para, em seguida, desabafar, quando foi questionado sobre a eventual saída de Gabriel para Europa.

“É difícil falar que esse é o momento dele sair. Mas torço para que isso não aconteça nesse momento e espero que a diretoria pense nisso. Está na hora de pararmos de ter que montar a equipe durante a competição. Temos que pontuar o nosso torcedor para mostrar o que queremos: vamos buscar títulos ou buscarmos uma equipe nova a todo o momento? Está na hora de pensarmos grande. É preciso que o clube se posicione”, enfatizou Dorival.

O desabafo do treinador não parou por aí. O comandante santista utilizou como exemplo a saída do meia Geuvânio, para o futebol chinês, ano passado, para demonstrar o quanto é difícil ajustar a equipe após a transferência de um atleta importante no elenco.

“Até hoje não conseguimos um composição sem o Geuvânio. A reposição muitas vezes sai mais cara que a venda. Por isso me questiono se não é hora de os clubes aqui se posicionarem. O Geuvânio nos fez muita falta no Paulista e não tivemos uma reposição no mesmo nível”, disse. “Se um clube pagar a multa rescisória (do Gabriel), não há o que fazer. Se isso acontecer, ótimo. Do contrário, não vejo razão para negociar o jogador”, finalizou.

Palmeiras 1 x 1 Santos

Data: 12/07/2016, terça-feira, 20h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 14ª rodada
Local: Allianz Parque, em São Paulo, SP.
Público: 40.035 pagantes
Renda: R$ 2.847.298,80
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Auxiliares: Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (ambos de SP).
Cartões amarelos: Moisés, Erik e Arouca (P); Gabriel e Lucas Lima (S).
Gols: Mina (06-1) e Gabriel (10-2).

PALMEIRAS
Fernando Prass; Jean, Mina (Edu Dracena), Vitor Hugo e Zé Roberto; Matheus Sales, Tchê Tchê e Moisés (Arouca); Erik, Dudu e Lucas Barrios (Leandro Pereira).
Técnico: Cuca

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato, Vitor Bueno (Copete) e Lucas Lima; Gabriel (Yuri) e Rodrigão (Joel).
Técnico: Dorival Junior



Palmeiras cede empate ao Santos e vê vantagem diminuir para o Corinthians

O Palmeiras não conseguiu segurar uma vantagem construída no início do primeiro tempo e cedeu o empate por 1 a 1 ao Santos, nesta terça-feira, no Palestra Itália. Diante de 40.035 torcedores – o maior público desde a reforma do estádio, o Verdão viu sua estratégia ruir após as lesões de Moisés e Mina. A igualdade nesta 14ª rodada do Campeonato Brasileiro manteve o time na liderança, mas diminuiu para um ponto a distância do rival Corinthians. No momento, o time de Cuca está com 29 pontos.

As contusões de Moisés e Mina são novas dores de cabeça para Cuca, já que eles poderão desfalcar a equipe nas próximas rodadas. O caso do colombiano é mais sério, pois se trata de uma lesão no músculo posterior da coxa. Como levará ao menos três semanas para se recuperar o zagueiro de 21 anos deverá ser cortado da seleção colombiana que disputará as Olimpíadas do Rio de Janeiro.

O gol palmeirense foi marcado justamente por Mina, em uma cabeçada aos seis minutos do primeiro tempo. O Santos, contudo, ganhou terreno no segundo tempo e igualou com Gabriel. Aos dez, ele arriscou um chute de fora da área e superou o goleiro Fernando Prass graças a um desvio no zagueiro Vitor Hugo. O empate fez o Verdão perder os primeiros pontos em casa no torneio sob o comando de Cuca. O time havia vencido os sete jogos anteriores em seus domínios.

O Palmeiras tentará recuperar a vantagem para o vice-líder Corinthians às 16 horas (de Brasília) do próximo domingo, diante do Internacional, no Beira-Rio. Já o Santos, que se manteve no G4 com o ponto conquistado, enfrentará a Ponte Preta, às 18h30 de sábado, na Vila Belmiro. O time comandado por Dorival Júnior é o quarto colocado, com 23 pontos conquistados.

O jogo

Os telões do Palestra Itália marcavam apenas seis minutos quando Mina colocou o Palmeiras à frente no placar. Dudu cobrou escanteio da direita e viu o colombiano de 1,95m subir no centro da área e cabecear para o gol sem ser incomodado pela defesa santista. Na comemoração, o zagueiro cumpriu a promessa feita à torcida e mostrou uma de suas famosas – e desengonçadas – danças.

Pouco tempo se passou até a alegria de Cuca dar lugar à preocupação. O meio-campista Moisés sentiu uma lesão, aos dez minutos, e teve de ser substituído pelo volante Arouca. Ele era dúvida antes do jogo e só foi escalado porque apresentou melhoras após fazer um tratamento intensivo durante a última semana.

No lance seguinte, o Santos assustou com um chute de Victor Bueno que passou rente à trave esquerda de Prass. Barrios, aos 19, respondeu ao se antecipar em um recuo de bola e concluir antes da chegada de Vanderlei, à direita do gol. Aos 26, o lateral alvinegro Victor Ferraz fez um cruzamento perigoso à meia altura, obrigando Prass a praticar uma defesa com os pés.

A disputa seguiu aberta até o intervalo. Lucas Lima, aos 40, apareceu pela primeira vez no jogo ao cobrar uma falta da direita. A tentativa de cruzamento passou por toda extensão da área e quase entrou no gol alviverde. Aos 45, o Palmeiras sofreu um duro golpe com a contusão de Mina. O zagueiro sentiu uma lesão no músculo posterior da coxa e saiu de campo chorando.

Cuca, então, colocou Edu Dracena em campo. O Santos aproveitou a baque no time palmeirense e quase empatou o jogo, após Lucas Lima surgir na frente do gol e desviar para fora. Na volta do intervalo, o Verdão começou melhor e assustou duas vezes no primeiro minuto. Erik e Dracena, em finalizações defendidas por Vanderlei, levantaram a torcida nas arquibancadas.

Mas aos poucos o Santos recuperou o domínio do jogo. Foi numa jogada despretensiosa, aos dez minutos, que Gabriel empatou o duelo. Após pegar a sobra de uma cobrança de falta, o atacante arriscou de longe e contou com um desvio em Vitor Hugo para superar Prass. O revés levou Cuca a mexer pela última vez no Verdão, tirando Barrios para promover a reestreia de Leandro Pereira.

Na primeira vez em que pegou na bola, aos 15 minutos, Leandro Pereira arrancou pela direita e chutou por cima do gol. Para não deixar o Palmeiras crescer, Dorival Júnior sacou Vitor Bueno para a entrada de Copete. Foi Dudu, no entanto, quem levou perigo ao gol. Aos 24, ele sambou na frente da defesa e arriscou a finalização, defendida com segurança por Vanderlei.

Em rápido contra-ataque, aos 33 minutos, Victor Ferraz cruzou da direita e Gabriel furou ao tentar concluir de letra. No mesmo lance, Thiago Maia tentou a conclusão e mandou por cima do gol. A jogada foi a última de perigo na partida. O Palmeiras tratou de se defender para evitar uma derrota, enquanto o Santos não teve competência para converter em gols a superioridade em campo.

Bastidores – Santos TV:

Dorival elogia a postura santista mesmo com o empate no clássico

O técnico Dorival Júnior avalia que o Santos está em plena evolução quando atua como visitante. No empate desta terça-feira, contra o Palmeiras, no Palestra Itália, o treinador aprovou a postura de sua equipe, principalmente no segundo tempo, quando esteve mais perto de conseguir a vitória

“Fomos buscar o resultado a todo o momento, mesmo com o estádio lotado pela torcida adversária. Buscamos jogar dentro das nossas características e isso foi muito importante”, avaliou Dorival.

O momento destoante, na avaliação do treinador, foi atuação do Peixe durante boa parte do primeiro tempo. “Tivemos um mal início, talvez pela insegurança de começo de jogo. Mas nos recuperamos ainda na primeira etapa. No segundo tempo, mudou completamente a postura do time e passamos a predominar e levar muito mais perigo do que o Palmeiras”, opinou.

O lateral-direito Vitor Ferraz concorda com o treinador e vê o Santos muito mais preparado em atuar como visitante em relação ao ano passado. “O time tem amadurecido. Ano passado nossa equipe era muito nova, com uns 10 jogadores disputando seu primeiro Brasileiro naquele momento. O brasileiro é um campeonato que ganha na imposição e essa experiência é importante você ter. Hoje o time está mais maduro e com condições de disputar o titulo”, enfatiza o lateral.

O atacante Gabriel também valorizou a boa postura do Peixe, principalmente na etapa final. “Poderíamos ter vencido. Fomos melhores. Sabemos inverter o jogo, mas faltou o último passe para conseguir a vitória. Mas fora de casa um empate não é mal resultado”, disse.

Fluminense 2 x 4 Santos

Data: 22/06/2016, quarta-feira, 21h45.
Competição: Campeonato Brasileiro – 10ª rodada
Local: Estádio Kleber Andrade, em Cariacica, ES.
Público: 4.721 pagantes (5.310 presentes)
Renda: R$ 177.312,00
Árbitro: Rodolpho Toski Marques (PR)
Auxiliares: Fabiano da Silva Ramires e Vanderson Antonio Zanotti (ambos do ES).
Cartões amarelos: Giovanni (F); Luiz Felipe (S).
Gols: Marcos Júnior (13-1), Luiz Felipe (27-1), Rodrigão (38-1) e Gabriel (47-1); Gabriel (05-2), Marcos Júnior (20-2).

FLUMINENSE
Diego Cavalieri, Jonathan (Giovanni), Gum, Henrique e Wellington Silva; Pierre (Maranhão), Douglas, Cícero e Gustavo Scarpa; Marcos Júnior (Oswaldo) e Magno Alves.
Técnico: Levir Culpi

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Luiz Felipe e Zeca; Renato, Thiago Maia, Léo Cittadini (Lucas Lima) e Vitor Bueno (Yuri); Gabriel e Rodrigão (Joel).
Técnico: Dorival Junior



Peixe goleia o Flu, quebra marca de 2015 e cola no G4 do Brasileirão

O Santos precisou de dez rodadas para superar a marca do ano passado e alcançar a segunda vitória fora de casa no Campeonato Brasileiro. Se em 2015 o alvinegro era o visitante que todos os adversários queriam, na atual temporada o Peixe promete fazer diferente. E, nesta quarta, os três pontos vieram em grande estilo, com direito a virada e goleada em cima do Fluminense, que sem o Maracanã e o estádio Nilton Santos, antigo Engenhão, mandou o jogo no Kleber Andrade, em Cariacica, no Espírito Santo.

Marcos Júnior abriu o placar no primeiro tempo, mas Rodrigão e Gabriel viraram ainda antes do intervalo. O camisa 10 santista ampliou logo nos primeiros minutos do segundo tempo, até Marcos Júnior colocar fogo na partida de novo. Mas, o zagueiro Luiz Felipe também deixou o seu e decretou a goleada a favor dos paulistas.

Desta forma, o alvinegro praiano se beneficiou da derrota do Corinthians para o Atlético-MG, também nesta quarta, e chegou à 5ª colocação, com 16 pontos, um a menos que o Flamengo, agora novo integrante do G4. Já o Tricolor Carioca cai para a 13ª colocação, estacionado nos mesmos 13 pontos.

O jogo

O primeiro tempo de Fluminense e Santos foi mais uma prova de que no futebol a eficiência é o que importa no fim das contas. O Tricolor carioca, em campo como mandante, apesar do jogo em Cariacica, partiu para cima desde o início e ditou o ritmo da partida praticamente o tempo todo. A primeira chance de gol veio ainda aos 7 minutos, em cobrança de falta de Cícero. Três minutos depois, Scarpa cruzou da esquerda e o meia do Flu só não marcou de cabeça porque Gustavo Henrique travou a bola no alto.

A pressão surtiu efeito aos 13 minutos em lance polêmico. Gustavo Henrique espanou um cruzamento da direita e, na sequência, cabeceou a bola para o meio da área. Luiz Felipe perdeu para Magno Alves no alto e a bola ficou para Marcos Júnior, que dividiu com Vanderlei e ainda teve a sorte da bola tocar na trave de voltar em sua direção. Mesmo caído, o atacante abriu o placar com o joelho.

No replay do lance, foi possível perceber que o autor do gol estava com uma pequena parte de seu corpo a frente do último homem santista, o que caracteriza o impedimento na jogada, mesmo que por tão pouco.

O Peixe encontrava muita dificuldade para organizar uma jogada de ataque. Como os jogadores passavam a maior parte do tempo atrás da linha da bola, marcando, os atacantes acabavam ficando isolados quando tinham a bola sob domínio. E a situação só não ficou pior graças a dois milagres de Vanderlei.

Depois de cobrança de falta na área e toque de Gustavo Henrique, Marcos Júnior testou com consciência, no ângulo, e viu o camisa 1 do Peixe voar e jogar a bola na trave. No rebote, Magno Alves bateu forte e Vanderlei voltou para executar outro milagre. Gum foi o último a ter uma chance, mas cabeceou para fora. Lance incrível no estádio Kléber Andrade.

Mas, é como diz o velho ditado: Quem não faz, toma! E no caso do Fluminense, a pena foi dobrada. Primeiro Rodrigão, estreante na noite, aproveitou passe de Léo Cittadini, girou e bateu rasteiro, de pé esquerdo, para empatar o jogo. E antes do intervalo, aos 47, praticamente no mesmo espaço de campo, Vitor Bueno enfiou para Gabriel repetir o companheiro e virar o jogo com chute rasteiro, cruzado. 2 a 1 Santos.

Peixe fatal
Na segunda etapa, o confronto continuou movimentado, com o Fluminense tendo de correr atrás do resultado. Mas, o balde de água fria veio logo aos 5 minutos. O Peixe saiu rápido em contra-ataque. Léo Citaddini lançou Rodrigão, em posição duvidosa, no meio da zaga carioca. Wellignton Silva tentou afastar, mas acabou tirando Cavallieri e dando uma assistência para Gabriel, que só colocou a bola para o fundo do gol, já vazio.

Levir Culpi então mandou o meia-atacante Maranhão para campo no lugar do volante Pierre. E o jogo ganhou características de ataque contra defesa, com o alvinegro sendo perigoso a cada contra-ataque, enquanto o Flu tentava diminuir o prejuízo a qualquer custo, principalmente com bolas aéreas.

E o duelo pegou fogo de vez aos 20 minutos. Magno Alves deu uma linda assistência para Marcos Júnior, que entrou com liberdade na área do Peixe e tocou com cima de Vanderlei para diminuir. Belo gol e 3 a 2 no placar.

Mas, de novo quando parecia perto de igual o jogo, o Fluminense tomou o segundo balde de água fria. Cobrança de escanteio na área, Rodrigão rocou de cabeça para o meio e Luiz Felipe, livre entre tantos defensores cariocas, fez o quarto gol do Santos, de cabeça.

Desta vez, o Flu não conseguiu reagir e o time de Dorival Júnior só teve o trabalho de administrar o resultado até o apito final, consumando a segunda vitória fora de casa do Alvinegro Praiano neste Campeonato Brasileiro. Ainda deu tempo de Lucas Lima acertar a trave de Cavalieri, mas o placar não foi amis alterado.

Bastidores – Santos TV:

Dorival admite pressão do Flu, mas comemora virada e elogia estreante

A vitória do Santos sobre o Fluminense na noite desta quarta-feira, em Cariacica, no Espírito Santo, é uma daquelas que o placar não diz exatamente o que foi o jogo. No fim, 4 a 2 para o Peixe, que agora é quinto colocado no Campeonato Brasileiro, com 16 pontos. Mas, os gols em contra-ataques foram os responsáveis por ofuscar a pressão imposta pelo Tricolor Carioca, principalmente no primeiro tempo, quando Vanderlei operou dois milagres e ainda contou com a ajuda da trave. Dorival Júnior, técnico santista, soube reconhecer isso após o confronto.

“Nós não começamos bem a partida, tivemos muitas dificuldades, o Fluminense predominou no início. Tivemos a felicidade de conseguirmos os dois gols na primeira etapa, melhoramos no segundo (tempo), jogamos em uma característica que a equipe produz bem. Jogo difícil, mas valorizamos o que o Santos fez em campo. Foi um jogo franco, um campo pesado. As duas equipes procuraram o resultado, um jogo de seis gols. Acima de tudo, um grande espetáculo”, avaliou, sem deixar de ressaltar o que sua equipe fez de bom para sair de campo com a vitória.

“O primeiro tempo foi complicado. O Santos conseguiu encontrar dois gols na primeira etapa. Eu também viria para cima tentar o resultado, reverter o placar. Isso aí proporciona uma condição que as duas equipes sabem aproveitar muito bem. Colocamos velocidade, dinâmica muito grande, troca de passes com frequência. Isso começou a esfriar o Fluminense. Foi fundamental e espero que a equipe mantenha essa postura. Deixamos pontos importantes no meio do caminho”, completou.

A estreia de Rodrigão também mereceu comentários do treinador alvinegro. Titular nesta quarta, o centroavante, que marcou 18 gols no Campeonato Paraibano, deixou o seu ainda no primeiro tempo, participou da jogada do terceiro e deu assistência para o quarto gol do Peixe no jogo, praticamente desbancando de vez a concorrência de Joel, que vive má fase e não tem sido perdoado pelos torcedores.

“Foi uma boa estreia, sim. Assim como o gol, a movimentação, a aproximação com os jogadores de frente. Realmente foi uma boa estreia, precisamos que ele mantenha tudo isso. O Joel também entrou no segundo tempo e manteve o nível, criando boas condições para quem chegasse de trás, prendendo a bola. É isso que nós queremos, essa competição saudável, que nos leva a uma melhora na classificação geral”, disse Dorival, sem desprestigiar o camaronês. “Importante continuar pontuando. Conseguir pontos fora que perdemos em casa. Valorizo isso. O restante vai ser uma troca constante de posições. Caso pontue, não pontue, naturalmente essas oscilações continuarão acontecendo. Temos de ter tranquilidade, pensar em classificação num momento oportuno do campeonato”.

Gabriel brinca com Rodrigão, pede maturidade e cabeça no clássico

Gabriel mais uma vez mostrou que vive grande fase e, nesta quarta, marcou dois dos quatro gols do Santos na vitória por 4 a 2 em cima do Fluminense, em Cariacica, no Espírito Santo. “Conseguimos uma virada importante contra um grande time. Nosso time é competitivo, independente de quem jogue”, comentou o camisa 10, que apesar de 19 anos, lembrou da derrota na rodada anterior para o Atlético-PR e pediu “maturidade” para a equipe seguir brigando na parte de cima da tabela. “Às vezes falta maturidade. Contra o Atlético-PR, fizemos um bom jogo. Precisava de calma, somar ponto. Tomamos um gol bobo”.

Ao falar sobre seu novo companheiro de ataque, Gabriel brincou com Rodrigão. “É meu companheiro de quarto, por isso fez gol”, contou, elogiando o centroavante, que fez uma estreia em grande estilo. “O Santos precisa de jogadores de personalidade, sem medo, sem se esconder. Nosso time deu confiança ao Rodrigão”, concluiu o atacante.

A timidez do reforço santista não o deixava transparecer a felicidade pela sensação de dever cumprido. Rodrigão saiu de campo já de olho no clássico contra o São Paulo, no próximo domingo. “Agora tem que manter a pegada e vamos pensar no São Paulo para fazer bom jogo”, resumiu, minimizando a disputa pela titularidade com Joel. “Não pensamos nisso. O professor decide. Trabalhamos no dia a dia”.

Zeca, já calejado com a camisa alvinegra, foi outro atleta a citar o San-São do fim de semana logo após a goleada em cima do Tricolor Carioca nesta 10ª rodada do Campeonato Brasileiro. “Parabéns à equipe e vamos em busca de mais uma (vitória). O Santos sempre jogou bola. Tem que entrar com raça para ganhar esse clássico”, avisou.

Santos 2 x 0 Sport Recife

Data: 15/06/2016, quarta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 8ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 4.937 pagantes
Renda: R$ 123.620,00
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Auxiliares: Lucio Beiersdorf Flor (RS) e Fabiano da Silva Ramires (ES).
Cartões amarelos: Gustavo Henrique (S); Luiz Antônio, Edmílson e Oswaldo (SR).
Gols: Gabriel (20-2) e Vitor Bueno (42-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Caju (Yuri); Renato, Thiago Maia, Léo Cittadini (Paulinho) e Vitor Bueno; Gabriel e Joel (Lucas Lima).
Técnico: Dorival Junior

SPORT RECIFE
Magrão; Samuel Xavier, Oswaldo, Durval e Renê; Rithely, Luiz Antônio (Rodrigo Mancha), Gabriel Xavier (Cleyton), Everton Felipe e Diego Souza; Edmilson (Lenis).
Técnico: Oswaldo de Oliveira



Dupla da Seleção garante vitória em cima do Sport e põe o Peixe no G4

O Santos vai dormir nesta quarta-feira dentro do G4 do Campeonato Brasileiro. Em uma partida marcada por um primeiro tempo em que o Peixe desperdiçou pelo menos nove oportunidades incríveis de gol, a vitória por 2 a 0 em cima do Sport Recife na fria Vila Belmiro deixou o alvinegro praiano a frente do Corinthians, provisoriamente. Agora, os santistas terão de torcer por uma derrota do Timão nesta quinta, contra o Fluminense, em Brasília, para se consolidarem no pelotão de cima da tabela de classificação.

De qualquer forma, a terceira vitória seguida da equipe de Dorival Júnior na competição põe fim ao clima de desconfiança e ratifica o desejo inicial do clube em brigar pelo título nesta temporada. O Santos chegou aos 13 pontos e só está a frente do rival da Capital momentaneamente por ter um gol marcado a mais.

E pode-se dizer que os três pontos conquistados nesta quarta foram somados graças a Lucas Lima e Gabriel. O meia entrou apenas no segundo tempo e acabou dando a assistência para seu companheiro de Seleção Brasileira. A dupla retornou ao clube na terça, depois de participar da vexatória campanha do Brasil na Copa América. E no segundo gol, o camisa 10 deu lindo passe para Vitor Bueno, que tirou Magrão da jogada e completou para as redes.

O jogo

Não foi uma nem duas. O Santos perdeu nada menos de nove oportunidades claras de abrir o placar no primeiro tempo da partida desta quarta. Apesar do Sport figurar na zona de rebaixamento do campeonato, a impressão é que nem os próprios santistas estavam preparados para tanta facilidade. Praticamente todos os ataques do Peixe levavam perigo ao goleiro Magrão.

Joel foi quem mais abusou. Logo no primeiro minuto, o camaronês desperdiçou talvez a oportunidade mais inacreditável, de cabeça, praticamente dentro da pequena área, sem marcação. Em pouco tempo, o centroavante de 22 anos recebeu mais duas chances para se redimir, mas não correspondeu e antes mesmo dos 20 minutos a torcida já havia perdido a paciência.

A revolta só não ficou centralizada em Joel porque seus companheiros fizeram o favor de dividir a carga negativa. Gabriel, de volta após defender a Seleção Brasileira na Copa América, chutou para fora duas grandes chances, de frente para o goleiro do Sport. A segunda, totalmente livre de marcação.

Para completar, Victor Bueno errou o alvo em jogada que o meia pôde dominar a bola com a coxa e escolher o canto de tanta liberdade que tinha, mesmo estando dentro da área da equipe pernambucana. Um carrinho atrasado de Joel e uma linda defesa de Magrão em chute de longa distância de Renato completaram o show de gols perdidos pelos jogadores do Peixe.

E a velha máxima ‘quem não faz, toma’, por pouco não fez mais uma vítima. Aos 46 minutos, Durval, ex-zagueiro do Santos, ficou com uma sobra de bola dentro da área e só não abriu o placar para os visitantes graças a intervenção de Vanderlei.

E como já era esperado, Joel voltou para o segundo tempo no banco de reservas. Lucas Lima, preservado na primeira etapa, entrou no jogo. O problema é que Oswaldo de Oliveira, outro ex-santista, fez ajustes no rubro-negro e o jogo ganhou outra cara.

O Peixe seguiu se impondo e ditando o ritmo da partida, mas as chances claras de gol já não aconteciam como antes. Os comandados de Dorival Júnior, então, claramente passaram a sentir o nervosismo pela ineficiência, que veio acompanhado da impaciência da torcida, que já reclamava veemente a cada bola perdida. E o Sport Recife, por sua vez, começava a ser perigoso no contra-ataque e ficava mais tempo com o domínio da bola. Mas, Vanderlei não chegou a ser exigido.

A agonia só teve fim aos 20 minutos, quando Caju iniciou jogada pela esquerda e lançou Lucas Lima. O meia esperou o momento certo para cruzar rasante. Gabriel, na função de centroavante, só teve o trabalho de completar para o gol. Festa e sensação de alívio na Vila Belmiro graças aos dois atletas que retornaram nesta terça da Seleção Brasileira.

Pouco tempo depois, o Sport teve a oportunidade de jogar um verdadeiro balde de água fria nos alvinegros. Edmilson fez fila na defesa do Peixe e ficou cara a cara com Vanderlei. Mas, ao tentar cavar, acabou jogando a bola por cima do travessão. A Vila, desta vez, se calou por alguns segundos.

E golpe final do Santos veio aos 42 minutos, quando Gabriel recebeu livre na esquerda e viu Vitor Bueno aparecer como elemento surpresa dentro do área. O atacante não titubeou e fez a assistência para Bueno passar por Magrão e colocar números finais ao placar, de carrinho.

Bastidores – Santos TV:

Gabriel reclama de Vila “vazia” e Renato alerta para gols perdidos

O Santos fez o dever de casa nesta quarta-feira. Venceu o Sport Recife por 2 a 0 na Vila Belmiro e vai dormir no G4 do Campeonato Brasileiro. A terceira vitória seguida veio graças ao esforço de Lucas Lima e Gabriel, que retornaram dos Estados Unidos na terça-feira, onde defenderam a Seleção Brasileira na Copa América Centenário, e depois de apenas um treino, foram decisivos na vitória do Peixe. Após o jogo, porém, os atletas reclamaram da falta de apoio do torcedor em um momento de ascensão da equipe na competição.

“Muito contente, vitória na garra, na vontade, contente em voltar, fazer gol, mas acho que temos que lotar a Vila mais (vezes). Torcida tem direito de cobrar, mas acho que temos que cobrar deles a participação. Não pode em um jogo como esse, jogo decisivo, ter pouca gente no estádio. Respeito muito a torcida do Santos, sou santista, mas acho que o time está muito bem. Tem que melhorar e a torcida lotar o estádio para conseguirmos vitórias melhores”, comentou Gabriel, que nesta quarta abriu o placar e deu assistência para Vitor Bueno marcar o segundo.

Apenas 4.937 torcedores compareceram ao estádio Urbano Caldeira na noite que marcou 12ºC em Santos. O volante Renato, mesmo tomando alguns cuidados com as palavras, fez coro ao discurso de seu companheiro e pediu mais presença nas arquibancadas.

“Necessitamos deles. Ano passado, na recuperação, eles tiveram um papel fundamental, mas sabemos do horário também. Infelizmente, nem todo mundo pode vir. Mas esperamos que nos próximos jogos a torcida compareça e, na Vila, sejamos fortes de novo”, completou o camisa 8.

Com a braçadeira de capitão no braço, Renato também aproveitou para puxar a orelha dos jogadores de frente do time e alertou para os perigos de um jogo em que o Peixe desperdiçou ao menos nove oportunidades claras de gol quando o placar ainda estava zerado.

“A bola pune, mas graças a Deus nesse jogo não. Fizemos um bom primeiro tempo, mas fica o alerta para converter as oportunidades e não perder tanto gol assim”, explicou, antes de rasgar elogios a Gabriel e Lucas Lima, responsáveis por acabar com a ‘zica’ no segundo tempo. “Claro que a gente sente a dificuldade, até pelo entrosamento. A gente sabe que eles vinham numa dinâmica, então, quem entra tem um pouco de entrosamento. Mas mostramos que somos um grupo. Espero que não saiam, mas, se saírem não tem jeito. A gente continua, não pode lamentar, mas enquanto estiverem, vão nos ajudar”, concluiu.

Dorival perdoa time por gols perdidos e reforça cobrança ao torcedor

A vitória do Santos sobre o Sport nesta quarta-feira deu a Dorival Júnior um ambiente que o treinador ainda não havia curtido neste Campeonato Brasileiro. Calmo e claramente empolgado com os nove pontos conquistados nos últimos três desafios, Dorival minimizou até mesmo os riscos que sua equipe correu depois de desperdiçar tantas oportunidades claras de gol no primeiro tempo nesta 8ª rodada.

“Se não criasse, me preocuparia. Não foi o caso. Tivemos 20 oportunidades de gol. Caímos no segundo tempo. Na etapa final não perdemos as possibilidades de contra-atacar. Em um todo, a equipe se comportou muito bem. Poderia ter uma sorte um pouco melhor. Se não houvesse criação, aí sim me preocuparia. Nesse sentido, não”, explicou, explicando os reflexos de sua alteração no intervalo, quando sacou Joel e colocou Lucas Lima em campo.

“Tiramos a referência, depois mudamos de novo até que encontramos o gol em uma jogada trabalhada e bem aproveitada que nos deu uma tranquilidade maior. Depois, com o segundo gol, conseguimos o equilíbrio”, disse, se rendendo ao talento de Gabriel e Lucas Lima, grandes responsáveis pelos 2 a 0 no placar. “É nítido. A melhora acontece. São jogadores de altíssimo nível, dinâmica grande, qualidade técnica. São jogadores já consolidados, alcançando outro patamar. Natural que façam falta”.

Apesar do clima favorável, Dorival Júnior foi questionado sobre as reclamações de Gabriel e Renato, que na saída de campo cobraram uma presença em maior número dos torcedores santistas nas partidas na Vila Belmiro. Apenas 4.937 torcedores apoiaram o time na fria noite desta quarta.

“Acho que de um modo geral o torcedor do Santos precisa comparecer de maneira mais direta, principalmente aqui dentro. Estamos limitados à presença do torcedor que está em todos os momentos. Mesmo assim, o número de torcedores parece que tem um limite aqui dentro e em momento nenhum temos quantidade maior. Isso penaliza o clube e os jogadores. O torcedor comum realmente está deixando a desejar. A diretoria tem que se preocupar e criar alternativas para resgatar o torcedor”, opinou o comandante.

Por fim, Dorival Júnior fez questão de ressaltar que o mais importante neste início de competição é o time encontrar um padrão e ganhar confiança rodada a rodada. O fato do Peixe entrar no G4, pelo menos provisoriamente, é deixado em segundo plano pelo treinador santista nesse momento.

“Isso não é tão importante. Importante é voltar a jogar bem, com confiança. Desde o Botafogo a equipe já vem com nova condição. Hoje tivemos intensidade grande, troca de passes. A equipe pode manter aquilo que apresentou na primeira etapa. Nossa preocupação não é com o posicionamento, e sim voltar a jogar de forma confiável ao torcedor, sabendo que vai brigar”, concluiu.

Dorival quer fim de especulações e pede pulso firme à diretoria

Quanto mais as estrelas do Santos brilham em campo, mais crescem as especulações sobre o futuro dos principais atletas do elenco de Dorival Júnior. Depois de retornarem da Seleção Brasileira, Lucas Lima e Gabriel mostraram que realmente vivem grande fase e decidiram o jogo para o Peixe nesta quarta-feira, em duelo contra o Sport. Logo após a vitória por 2 a 0 na Vila Belmiro, Dorival novamente foi abordado sobre a possibilidade de perder definitivamente seus pilares para o mercado estrangeiro e se mostrou cansado com essa situação.

“Acho que, primeiro, o próprio posicionamento da diretoria de não vender a não ser pela multa. Segundo, que paremos com especulações, porque na verdade pouca coisa existe. Vontade dos jogadores é um terceiro ponto. O Santos tem que se reforçar e não perder jogadores, se quiser conquistar um espaço dentro de um cenário nacional, sul-americano e mundial. É natural que tenha que buscar, se concentrar e, acima de tudo, fortalecer um elenco que já tem qualidade. Paremos com especulações”, cobrou o treinador.

A janela de transferências internacionais abre dia 19 deste mês e fechará no Brasil no dia 20 de julho. Nesse período, a boa notícia para o treinador santista é que alguns reforços ficarão livres para atuar, além de outros que começam a aparecer após os primeiros treinamentos. Nesta quarta, Yuri fez sua estreia com a camisa do Peixe ao entrar no lugar de Caju nos minutos finais do jogo.

“Daqui a pouco teremos Vecchio, Copete, Rodrigão. A equipe terá um poderio ainda maior e vai ganhar em qualidade para que tenhamos uma equipe ainda mais forte”, sem esconder que pode mexer no sistema tático da equipe, principalmente por cauda da má fase de Joel, por mais que Dorival tente não jogar toda a responsabilidade nas costas do camaronês.

“Ainda não me defini. Teremos um jogo complicado (contra o Atlético-PR, fora, no sábado). O Joel foi importante, teve hoje muitas oportunidades, vinha fazendo uma partida boa, mas não estava em noite tão feliz. Isso não quer dizer nada. Continua com a minha confiança. Me deixa satisfeito. Natural que eu tente outra situação”, comentou.

Seleção

Dorival Júnior também falou sobre a saída de Tite do Corinthians, que agora assumirá o lugar deixado por Dunga na Seleção Brasileira.”Mais que merecida a chegada dele à Seleção. Lamento por quem saiu, mas natural que tudo que Tite vem conquistando vem preparando. Não atropelou ninguém. É um grande profissional. Merece. Espero que seja muito feliz e dê sequência ao trabalho. E que busquemos uma regularidade no futebol brasileiro novamente”, analisou, desmentido os boatos de que já teria sido procurado pelo próprio Corinthians para ocupar o espaço deixado por Tite. “Não fui procurado. Meu clube é o Santos. Não fui procurado”, encerrou.

Santos 2 x 2 Palmeiras – 3 x 2 nos pênaltis

Data: 24/04/2016, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – Semifinais – Jogo único
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 13.690 pagantes
Renda: R$ 688.235,00.
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Auxiliares: Anderson Jose de Moraes Coelho e Alex Ang Ribeiro
Cartões amarelos: Elano e Gabriel (S); Egídio, Alecsandro, Gabriel, Thiago Martins e Matheus Sales (P).
Cartão vermelho: Cuca (P).
Gols: Gabriel (39-1); Gabriel (28-2), Rafael Marques (42-2) e Rafael Marques (43-2).
Pênaltis: SANTOS: Converteram: David Braz, Zeca, Victor Ferraz. Desperdiçou: Lucas Lima.
PALMEIRAS: Converteram: Claiton Xavier, Jean. Desperdiçaram: Lucas Barrios, Rafael Marques e Fernando Prass.

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia (Léo Cittadini), Vitor Bueno (Paulinho) e Lucas Lima; Gabriel (Alison) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior

PALMEIRAS
Fernando Prass; Jean, Thiago Martins, Vitor Hugo e Egídio; Gabriel, Matheus Sales e Robinho (Claiton Xavier); Roger Guedes, Gabriel Jesus (Lucas Barrios) e Alecsandro (Rafael Marques).
Técnico: Cuca



Palmeiras arranca empate heroico, mas Peixe vai à final nos pênaltis

Com a Vila Belmiro 100% alvinegra e com recorde de público e renda, já que a torcida palmeirense não pôde incentivar seu time na semifinal deste domingo por causa da nova norma imposta pela Secretaria de Segurança do Estado, o Santos chegou a sua oitava final de Campeonato Paulista de forma consecutiva ao eliminar o Palmeiras.

Assim como nas decisões do Estadual e da Copa do Brasil em 2015, o confronto entre os dois rivais novamente foi definido nos pênaltis, depois de um empate por 2 a 2 no tempo normal. Lucas Lima desperdiçou, mas o Verdão viu Barrios, Rafael Marques e o goleiro Fernando Prass errarem suas cobranças.

Gabriel foi o nome do jogo para o Peixe com dois gols, um em cada tempo, mas Lucas Lima também se destacou com uma grande partida, participando das jogadas dos dois gols. Ricardo Oliveira, sempre alvo de muita provocação, pouco apareceu. Por outro lado, o time de Cuca pagou caro pelas desatenções de Matheus Sales no clássico e pela má partida do volante Gabriel. Rafael Marques, no entanto, entrou no fim para marcar duas vezes em dois minutos e decretar o empate no tempo normal de forma heroica.

Agora, o Peixe encara o Osasco Audax, que também eliminou o Corinthians nos pênaltis, na grande final. Diferente das fases anteriores, o campeão será definido em duas partidas. O time do presidente Vampeta tem o mando no próximo domingo e o segundo jogo acontecerá no fim se semana seguinte, na Vila Belmiro, a não ser que a diretoria queira transferir o jogo para outra praça, como o Pacaembu.

Com a derrota, o Palmeiras ficará pelo menos 20 dias sem entrar campo, já que sua próxima partida está marcada apenas para o dia 15 de maio, um domingo, contra o Atlético-PR, no Palestra Itália, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro. Enquanto isso, antes de iniciar a briga pelo título Paulista, a equipe de Dorival Júnior recebe o Santos-AP, na quinta-feira, pelo segundo jogo da primeira fase da Copa do Brasil.

O jogo

Com toda a Vila Belmiro a seu favor, o Santos iniciou o clássico como se esperava, partindo para cima e ditando o ritmo do jogo. O Palmeiras demorou para acertar a marcação de seus meio-campistas e, por isso, sofreu muita pressão até os 30 minutos.

E logo na primeira jogada de perigo teve polêmica. Vitor Bueno pegou sobra na entrada da área e encheu o pé. A bola explodiu no braço de Roger Guedes, mas o árbitro entendeu como lance involuntário pelo braço do jogador estar colado ao corpo e nada marcou, apesar de muita reclamação dos santistas.

Aos 9 minutos, Lucas Lima cobrou falta venenosa, rasteira, e Fernando Prass espalmou no susto. Dois minutos depois, Gabriel ficou em ótimas condições, de novo nas costas de Egídio, mas preferiu chutar a tocar para Vitor Bueno ou Ricardo Oliveira, que estavam livres, e desperdiçou outra chance.

Em seguida, nova polêmica. Lucas Lima entrou na área e cruzou. Fernando Prass cortou, mas a bola ficou viva. Gustavo Henrique cabeceou para o gol, mas Thiago Martins salvou. Na jogada, porém, Vitor Hugo acertou um chute na cabeça do zagueiro do Peixe, que foi a nocaute. Outro pênalti muito questionado pelos mandantes e não marcado pelo árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza.

Logo depois de Fernando Prass defender outra finalização do camisa 20 do Santos, o palmeiras chegou pela primeira vez com um chute fraco, defendido sem dificuldades por Vanderlei aos 25 minutos. Foi o último lance de destaque antes da parada para hidratação dos atletas devido a alta temperatura na Baixada.

No retorno, o Verdão, mesmo sem o apoio de sua torcida na Vila Belmiro, assustou. Roger Guedes fez fila. Passou por Zeca, Thiago Maia e Gustavo Henrique antes de chutar forte, no meio do gol, para grande defesa de Vanderlei. Mas, quando o Palmeiras parecia equilibrar o jogo, Matheus Sales cochilou e perdeu a bola no meio de campo. Lucas Lima arrancou com ela e enfiou para Gabriel, na direita. O camisa 10 limpou a jogada duas vezes, tirando Egídio e Vitor Hugo do lance, antes de finalizar no canto rasteiro de Fernando Prass para abrir o placar e dar a vantagem ao Santos antes do intervalo.

Precisando de pelo menos um gol para levar a definição da vaga na final aos pênaltis, o Palmeiras voltou buscando mais o ataque. Em boa trama entre Alecsandro e Roger Guedes, a bola foi cruzada pelo chão, com perigo, e David Braz cortou providencialmente, já dentro da pequena área. Dois minutos depois, Gabriel ficou de frente para o gol e, apesar da distância, Gabriel Jesus arriscou. Vanderlei pegou em dois tempos.

O Santos, aos poucos, foi ganhando campo e equilibrando as ações. Liderado por um inspirado Lucas Lima, o Peixe avançou a marcação e empurrou o Palmeiras para dentro de seu campo. Cuca então agiu. Sacou Robinho e Alecsandro para colocar Claiton Xavier e Rafael Marques.

E sem qualquer interferência das substituições, o Palmeiras lamentou logo em seguida, aos 16 minutos, uma chance incrível de gol desperdiçada por Gabriel Jesus. O jovem atacante roubou a bola de David Braz e partiu sozinho em direção ao gol. Na hora de finalizar, foi traído pelo quique da bola e isolou, para alívio dos santistas.

O lance deixou a Vila Belmiro apreensiva e mais silenciosa. O time alvinegro pareceu ter sentido o momento também e já não conseguia mais manter o ritmo, com o Palmeiras, por outro lado, cada vez mais audacioso em busca do gol de empate.

E novamente quando alviverde parecia melhor em campo, o Santos foi às redes. Já sem a mesma intensidade, o Peixe voltou a aproveitar uma vacilo de Matheus Sales para tomar a bola e partir para o contra-ataque. Zeca infiltrou na área pela esquerda, recebeu de Lucas Lima e deixou o volante palmeirense Gabriel no chão antes de rolar para o outro Gabriel, seu companheiro, que bateu de primeira e ampliou a vantagem do Santos: 2 a 0.

Partindo para o tudo ou nada, Cuca mandou Lucas Barrios para o jogo na vaga de Gabriel Jesus. Dorival então sacou Thiago Maia e Gabriel, muito aplaudido, para colocar Léo Cittadini e Alison. A esta altura, o Santos já administrava o resultado diante de um Palmeiras nitidamente cansado e sem forças para reagir.

E quando a torcida santista já alternava entre gritos de “eliminado” e “olé”, Rafael Marques brilhou de forma inesperada. Primeiro, aos 42, venceu divida com os zagueiros adversários e bateu para o gol para descontar e colocar fogo no jogo. No lance seguinte, um minuto depois, subiu mais alto que a zaga alvinegra para aproveitar cruzamento de Claiton Xavier e empatar o clássico.

Nos minutos finais, até os acréscimos, o Palmeiras seguiu martelando em busca de uma virada heroica. O Santos sentiu o golpe, tanto dentro quanto fora de campo, nas arquibancadas. Mas, de forma emocionante, o jogo foi encerrado com o empate por 2 a 2 e pela terceira vez seguida uma decisão entre os dois rivais teve de ser decidida nos pênaltis.

Pênaltis

O Palmeiras começou batendo com Claiton Xavier, que marcou com segurança. Na sequência, Lucas Lima parou em Fernando Prass. Mas Barrios também perdeu, em boa defesa de Vanderlei, que encaixou. David Braz, Jean e Zeca converteram os seus, até Vanderlei pegar o de Rafael Marques. Ai, Victor Ferraz marcou o seu e Fernando Prass acabou como vilão ao isolar a sua cobrança.

Assim, o Palmeiras voltou a cair diante do Santos em cobrança de pênaltis na Vila Belmiro, assim como no Paulistão do ano passado. Enquanto isso, o Peixe vai para sua oitava final seguida de Estadual.

Bastidores – Santos TV:

David Braz chora e Vanderlei destaca calma em vitória nos pênaltis

Santos e Palmeiras mais uma vez proporcionaram um jogo recheado de emoção, drama e luta. Neste domingo, na Vila Belmiro tomada por santistas, já que o clássico foi o primeiro com torcida única no Estado, depois de um empate normal por 2 a 2, o Peixe avançou à final depois de uma vitória por 3 a 2 nas penalidades. Agora, a equipe de Dorival Júnior encara o Osasco Audax na grande decisão.

“Muita emoção”, comentou David Braz, chorando de emoção logo após a definição do jogo. “Foi o jogo mais desgastante que já joguei. Corremos o máximo para dar a vitória ao torcedor que ajudou bastante, mas duas bobeiras nossas tomamos os gols. Seria uma injustiça grande não ir para a final. Toda honra e glória para Jesus Cristo, que viu nossas lutas. Todos viram que poderíamos chegar de novo à final do Paulista”, disse o zagueiro, que ficou quase quatro meses parado por causa de uma lesão sofrida na final da Copa do Brasil.

Nas cobranças de pênaltis, quando todos olhavam para Fernando Prass, Vanderlei foi quem se destacou ao defender as cobranças de Barrios e Rafael Marques, quanto seu companheiro de posição pegou apenas o chute de Lucas Lima e depois isolou a cobrança deu números finais à disputa.
“Estávamos com o jogo ganho e demos dois vacilos que o Palmeiras aproveitou. Mas a gente sabia que conseguiria essa vitória. Tenho um jeito discreto, procuro ser calmo e passar tranquilidade aos companheiros”, explicou o camisa 1 do Peixe, sempre muito sereno, até mesmo depois de um clássico eletrizante.

Dorival vê justiça, explica substituição e mostra raiva de pênaltis

Dorival Júnior demorou um pouco mais do que o habitual para dar sua entrevista coletiva depois da vitória por 3 a 2 nos pênaltis sobre o Palmeiras, após um empate por 2 a 2 no tempo normal, neste domingo. Com o semblante acelerado, logo depois de sair dos vestiários, o técnico foi logo perguntado sobre a reação palmeirense ter alguma relação com a troca de Gabriel por Alison quando o jogo parecia decidido.

“Sinceramente, não. O Alison entrou em uma função e abrimos o Lucas Lima, e colocamos o Cittadini para a função do Lucas Lima. Se fosse o caso do Palmeiras nos envolvendo eu daria a mão à palmatória. Mas foi uma jogada de dividida e na sequência teve uma bola na área em que o citado Alison nem participou”, explicou, deixando claro que, na sua visão, o Palmeiras não merecia a vaga à final do Campeonato Paulista.

“Seria uma grande injustiça se o Santos não saísse com a classificação. Sou muito sincero. São circunstâncias de uma partida, que acontece em qualquer partida, mas, o modo como a partida vinha sendo conduzida… A não ser dois momentos, um dos Roger Guedes e outro de uma falha na saída, com o Gabriel Jesus. Não vejo nenhuma relação com a substituição”, completou.

O treinador admitiu que sua equipe sentiu o primeiro gol e acabou não desempenhando em campo aquilo que ele havia planejado com as substituições. Mas, nem por isso, criticou qualquer jogador e preferiu culpar apenas a dramaticidade que o esporte pode proporcionar.

“Era o momento de aproveitarmos os espaços do Palmeiras. Nós tínhamos tudo para que pudéssemos ter um final de partida mais tranquilo, mas é futebol. Futebol acontece de tudo e quando você menos espera. Seria uma derrota muito grande se o Santos não saísse classificado daqui hoje pelo que jogou, pelo que produziu durante os 90 minutos”, ressaltou.

Nem mesmo os gritos de “eliminado” que os santistas já ecoavam das arquibancadas ou os inúmeros “olés” a cada toque na bola, que sempre irritam a equipe adversária, mexeram ou mudaram a atitude dos jogadores, garante Dorival.

“Não senti isso dentro de campo. Estávamos equilibrados. Não nos encolhemos. Nós não recolhemos a marcação. Continuamos a marcação como fizemos no jogo todo. Tirar lição é natural, no futebol você tem de estar atendo, mas não percebi contagio da arquibancada”.

Nos pênaltis, o Santos começou errando com Lucas Lima, mas viu David Braz, Zeca e Victor converterem suas cobranças, enquanto Barrios, Rafael Marques e Fernando Prass desperdiçaram para os palmeirenses. Para Dorival, este é um momento difícil de se explicar.

“É um pouco de tudo. É emocional, é equilíbrio, sorte, estar treinado. Às vezes um grande batedor falha e um batedor que não esteja passando confiança nos treinos, faça. Para quem está ali dentro é a pior coisa que existe. Uma obrigação e, queira ou não, penaliza qualquer profissional”, comentou, claramente incomodado com a forma tradicional utilizada para desempate de um jogo.

“A cada ano a gente vai acompanhando, vivendo várias decisões e a gente nunca aprende com pênaltis. Não existe preparação adequada. Não tem como saber se seu time vai vencer, se está preparado. Para mim, continua sendo uma grande loteria”, esbravejou, contrariado.

Santos de Dorival iguala recorde da Era Pelé e amplia invencibilidade

A vitória nos pênaltis em cima do Palmeiras depois de um empate por 2 a 2 no tempo normal fez com que a equipe comandada por Dorival Júnior alcançasse uma marca histórica. Desde a Era Pelé o Peixe não chegava a oito finais seguidas no Campeonato Paulista, feito igualado na tarde/noite deste domingo, na Vila Belmiro.

A atual sequência começa em 2009, quando o alvinegro praiano ficou com o vice diante do Corinthians. Em seguida, veio o Tri em 2010, 2011 e 2012, frente a Santo André, Corinthians e Guarani. Em 2013, nova derrota para o Corinthians e em 2014 outro vice, dessa vez diante do Ituano, até o título no ano passado, sobre o Palmeiras.

Vale destacar que o Santos também ficou com a taça nas disputadas de 2006 (contra a Portuguesa) e 2007 (contra o São Caetano), e só teve sua sequência de finais interrompida por Palmeiras e Ponte Preta, que decidiram o Paulista de 2008.

Apenas Pelé e companhia haviam conseguido chegar a oito finais consecutivas. Entre 1955 e 1962, o Rei do Futebol comandou o time da Vila Belmiro em uma soberania que, naquela época, se estendia também de forma nacional.

Outra marca significativa do atual Santos é número de jogos sem derrota em seu estádio. Com o empate por 2 a 2 neste domingo, o time chegou a 26 partidas de invencibilidade, com 22 vitórias e 4 empates. No Paulista, o Peixe não perde desde 3 de abril de 2011, quando o Palmeiras venceu por 1 a 0. São quase cinco anos sem sofrer qualquer revés na Baixada pelo Estadual.

No geral, a invencibilidade chega a quase 9 meses. A última derrota na Vila aconteceu dia 5 de julho, 3 a 1 para o Grêmio, pelo Campeonato Brasileiro de 2015. No jogo seguinte, Dorival Júnior assumiu o time no lugar de Marcelo Fernandes e, desde então, o Santos nunca mais perdeu como mandante, em Santos.

Lucas Lima volta a cutucar Palmeiras após vaga no Paulista

Titular durante os 90 minutos no empate em 2 a 2 com o Palmeiras, no tempo regulamentar, Lucas Lima se soltou na internet depois de o Peixe levar a melhor nos pênaltis.

Assim como já havia feito há algumas semanas, quando o Verdão caiu na Libertadores em razão de uma combinação desfavorável de resultados, Lucas Lima voltou a cutucar o rival com o suporte do Twitter, uma das redes sociais em que o jogador é ativo.

Se, após a desclassificação na Libertadores, Lucas Lima desejou uma boa sexta com “muito, mas muito mais alegria” aos seus seguidores, após a vitória na semifinal deste domingo, publicou mais um comando em seu canal: “Bate no peito e diz: oitava final seguida! #maximorespeito #peixao #santossempresantos”, escreveu.

A frase do meio-campista pode ser interpretada em tom provocativo já que o “bate no peito” foi uma marca registrada por Zé Roberto logo no início de 2015, ainda sob o comando de Oswaldo de Oliveira. Na ocasião, antes da estreia no Paulistão, Zé Roberto pregou um discurso motivacional aos companheiros, ainda no vestiário, e pediu que batessem no peito, uns dos outros, declarando que o “Palmeiras é grande”.

Antes de ir ao Twitter para brincar com os seguidores, Lucas Lima relevou as provocações, garantindo que é coisa do jogo, e que preferia gastar o tempo com sua torcida e seus colegas.

“Vou só comemorar junto com a minha torcida, mas sempre respeitando a equipe e grandeza do Palmeiras. Isso é mais pela imprensa e parte da torcida. Mas como falei, vou comemorar com a minha torcida e deixar a deles de lado”, disse ainda dentro de campo.

Vanderlei brinca com Prass: “Não sei onde foi parar a bola até agora”

Gabriel marcou dois gols para o Peixe e Rafael Marques repetiu a dose pelo Palmeiras no clássico emocionante desse domingo, pela semifinal do Paulista. Mas, quem ficou com o rótulo de herói foi Vanderlei. O goleiro santista defendeu as cobranças de Barrios e Rafael Marques e garantiu o Santos em mais uma final de Campeonato Paulista.

“Feliz de ter ajudado toda a equipe. Fizemos uma partida excepcional. No finalzinho, tivemos desatenção, que ocasionou os dois gols. Deu a possibilidade de classificação para eles, mas, mantivemos a calma nas penalidades e saímos com a classificação”, comentou o camisa 1, que abdicou de estudar os cobradores palmeirenses por opção pessoal.

“A questão de pênalti é complicada. É de cada um. O Prass gosta de ver os adversários. Eu, nesse jogo, preferi não ver, porque você é influenciado. Sabemos que todas as equipes fazem isso. Você tem a possibilidade de saber onde o batedor bate. Goleiro não está acostumado a bater. Ele bateu na Copa do Brasil e fez o gol. Fiquei no meio para dificultar. Ele precisou tirar muito e foi para fora”, lembrou.

Aliás, quando questionado sobre o momento em que teve de ficar novamente frente a frente com um companheiro de posição em uma penalidade, Vanderlei, sempre muito sereno, brincou.

“Foi tranquilo. Ele chutou forte. Tem gente que não sabe onde foi parar a bola até agora. Foi felicidade muito grande”, disse, arrancando risos dos jornalistas que acompanhavam a entrevista no CT Rei Pelé na tarde desta segunda-feira.

Mas, falando sério, Vanderlei explicou um pouco da sua estratégia na hora dos pênaltis e não eximiu a responsabilidade de se destacar, mesmo com a pressão nos jogadores de linha sempre acabarem tomando toda a atenção.

“Não escolher. Esperar o quanto puder e não sair antes para o adversário não rolar para o outro lado. Esperei e é ter explosão. Acertei todos os cantos. Eles falam muito que goleiro não tem responsabilidade, mas tem. Se não defender, dificilmente a equipe ganhar. Eu trabalhei muito”, contou.

Agora, o Peixe faz dois duelos contra o Osasco Audax para definir quem fica com a taça. Domingo a partida é na Grande São Paulo e no fim de semana seguinte a Vila Belmiro recebe a finalíssima. Para Vanderlei, a chegada do time de Fernando Diniz não chega a ser uma novidade.

“Não estou surpreso, porque o Audax jogou bem contra todos os grandes. Ganhou de São Paulo, Corinthians, Palmeiras. Com a gente, fez um grande jogo. Equipe qualificada, difícil de ser marcada. Vai ser uma grande decisão, mas sabemos do nosso potencial”, finalizou.