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Atlético-MG 0 x 1 Santos

Data: 14/10/2001, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 19ª rodada
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, MG.
Público: 73.468 pagantes
Renda: R$ 159.902,50
Árbitro: Leo Feldman (RJ).
Cartões amarelos: Marcelo Djian e Álvaro (A); Cléber (S).
Gol: Galván (17-2).

ATLÉTICO-MG
Velloso; Cicinho (Romeu), Marcelo Djian, Álvaro e Ronildo (Kin); Gilberto Silva, Alexandre, Valdo e Ramón; Guilherme e Marques.
Técnico: Levir Culpi

SANTOS
Fábio Costa; Preto, Galván e Cléber; Valdir (Elano), Paulo Almeida, Marcelo Silva, Robert (Canindé) e Leandro; Marcelinho Carioca e Viola.
Técnico: Cabralzinho



No Mineirão, Santos vence e quebra série invicta do Atlético-MG

Com gol de Galván, time de Cabralzinho derrota mineiros e impede rival de assumir liderança do Brasileiro

O Santos triunfou em seu teste de fogo no Brasileiro. O time do técnico Cabralzinho venceu ontem o Atlético-MG por 1 a 0, no Mineirão, e quebrou a invencibilidade dos atleticanos em jogos dentro de casa no campeonato. Com o resultado, o time da Vila Belmiro chegou ao nono lugar, com 28 pontos, e interrompeu a série de duas derrotas seguidas. O Santos folgará na próxima rodada e somente voltará a jogar no dia 28, contra o time do Corinthians, na Vila Belmiro. Já o Atlético-MG, com 33 pontos, está em quinto e sem vitória há três jogos no Brasileiro.

Ontem, o ataque atleticano não conseguiu ultrapassar o forte esquema defensivo do Santos. No primeiro tempo, o time de Cabralzinho preferiu priorizar os contra-ataques. Os erros de passes nas saídas de bola, porém, prejudicaram a estratégia santista, que só chegou com perigo em bolas alçadas na área.

O time mineiro, com o domínio das ações no meio-campo, criou mais jogadas de gol. Aos 11min, o Atlético-MG chegou pela primeira vez com perigo ao gol de Fábio Costa. Marques tabelou com Guilherme e, quando se preparava para concluir, foi desarmado pelo zagueiro Cléber, que colocou a bola para escanteio.

O principal lance do ataque atleticano aconteceu aos 22min. Marques fez boa jogada pela direita e tocou pra Alexandre, que chutou forte. A bola bateu na trave e depois no ombro do goleiro Fábio Costa. O rebote ficou com Guilherme, que tocou para um forte chute de Ronildo, obrigando o goleiro santista a fazer difícil defesa.

Viola desperdiçou as duas principais chances do Santos. Em dois cruzamentos de Marcelinho, aos 28min e aos 33min, o atacante, livre de marcação, cabeceou sobre o gol de Velloso.

No segundo tempo, pressionado pelos cerca de 75 mil torcedores que foram ao Mineirão, o Atlético-MG passou a errar muitos passes no meio-de-campo, dando ao adversário a chance de armar os contra-ataques.

Mas foi em um lance de bola parada que os santistas abriram o placar. Marcelinho cobrou escanteio, e a zaga atleticana afastou a bola para a entrada da grande área. Na sobra, o zagueiro Galván chutou de primeira, aos 17min.

Após o gol, o Santos recuou e passou a ser pressionado pelo rival, que atacava sem objetividade. Aos 34min, no único lance de perigo contra os santistas no segundo tempo, Ramón fez boa jogada, invadiu a área e bateu rasteiro. Fábio Costa defendeu.

Nos minutos finais da partida, o Santos ainda desperdiçou três contra-ataques: um com Canindé e dois com Marcelinho. Na principal jogada, Marcelinho chutou colocado, aos 37min, acertando a trave esquerda.

Para Galván, o jogo de ontem trará um novo ânimo para o Santos. “O time precisava dos três pontos para continuar na disputa pela classificação”, disse. Já para o meia-atacante Marcelinho, o Santos poderia ter obtido uma vitória mais tranquila no Mineirão, se não fossem os seguidos erros de finalização, principalmente no segundo tempo. “Perdemos muitas oportunidades, mas a vitória com certeza elevará a força da equipe para as próximas partidas”, afirmou.

Fonte: Jornal Folha de SP – http://acervo.folha.com.br/fsp/2001/10/15/15//77901

Santos 4 x 0 Portuguesa

Data: 17/02/2001, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Renda e público: não divulgados
Árbitros: Edilson Pereira Carvalho e Luciano Calabietto Quilichini.
Cartões amarelos: Marcio Goiano e Vinícius (P).
Gols: Dodô (06-1) e Deivid (43-1); Dodô (21-2) e Galván (33-2).

SANTOS
Fábio Costa; Pereira, Galván e André Luís; Russo, Claudiomiro, Ranato (Caíco e depois Marcelo Silva) e Léo; Robert, Dodô e Deivid (Julio César).
Técnico: Geninho

PORTUGUESA
Fabiano; Márcio Goiano, Tinho, Vinícius e Paulo Fabrício; Sousa, Ricardo Lopes (Alex Afonso), Marquinhos e Irênio (Claudinho); Hernâni e Zé Roberto (Jefferson).
Técnico: Renê Simões



Santos goleia Portuguesa e lidera

O 4 a 0, com dois gols do atacante Dodô, deixou o time da Vila Belmiro com 12 pontos, um mais que o até então líder Rio Branco.

O Santos goleou a Portuguesa por 4 a 0, neste sábado à tarde, na Vila Belmiro, e assumiu a liderança isolada do Campeonato Paulista.

O time santista tem agora 12 pontos, passando o Rio Branco, que foi derrotado nos pênaltis para o Palmeiras e ficou com um ponto a menos. A Portuguesa é a terceira, com nove pontos.

Desde o começo o time de Vila Belmiro tomou a iniciativa da partida. E, no primeiro chute, de fora da área, Dodô abriu o placar. O goleiro Fabiano falhou. A Portuguesa jogou sem seis titulares, Lúcio, Edson Araújo, Cléber, Mancini, ɉlson e Sandro Fonseca. Os substitutos não conseguiram mostrar o mesmo nível e levaram pouco perigo ao adversário.

Antes do intervalo, o Santos marcou mais um. Dodô cobrou bem falta e Fabiano fez grande defesa, mas não conseguiu segurar a bola. No rebote, Deivid chutou forte para o gol. Renê Simões percebeu que seu time não criava nada e fez uma substituição. Tirou Ricardo Lopes e pôs o jovem Alex Afonso, de 18 anos. No início da segunda etapa, a Portuguesa quase fez um gol numa boa cobrança de falta de Irênio, mas a bola bateu no travessão.

Depois, só o Santos jogou. O terceiro gol era uma questão de tempo e acabou saindo aos 20 minutos. Deivid fez boa jogada pela direita e cruzou para Robert. O meia, que mais uma vez teve grande atuação, deixou a bola passar para Dodô, que não desperdiçou a oportunidade. Mesmo com a boa vantagem, o Santos não parou de atacar. Aos 32, conseguiu ampliar, com o zagueiro Galván aproveitando rebote da defesa de Fabiano a um chute de Deivid.

Fontes:
– Jornal Estado de SP
– Folha de SP: http://acervo.folha.com.br/fsp/2001/02/18/20//422

Santos 7 x 2 Araçatuba

Data: 22/03/2000, quarta-feira.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 13.782 pagantes
Renda: R$ 31.675,00
Árbitros: Anselmo da Costa e Luiz Edmar Caldeira.
Gols: Galván (01-1), Dodô (04-1, de pênalti), Galván (10-1), Dodô (13-1, de pênalti), Gilson (43-1), Valdir (44-1) e Núbio (47-1); Valdir (14-2) e Valdir (28-2).

SANTOS
Carlos Germano; Michel, Galván (André Luis), Márcio Santos e Dutra; Baiano, Rincón (Caio), Valdo e Robert (Eduardo Marques); Valdir e Dodô.
Técnico: Carlos Alberto Silva

ARAÇATUBA
Cristiano; Marcão (Robinho), Omar Rios e Renato Carioca; Rodriguez, Peres, Gilson, Evandro e Fábio Vidal (Zé Carlos); Alex Carioca (Pichetti) e Núbio.
Técnico: Paulo Centrone



Santos goleia na Vila, e técnico respira

Time de Carlos Alberto Silva vence o Araçatuba por 7 a 2 e se recupera da derrota para o Corinthians

A fragilidade do adversário permitiu ao Santos massacrar o Araçatuba por 7 a 2, ontem, na Vila Belmiro, e se recuperar da goleada de 5 a 1 sofrida para o Corinthians no último domingo.

O atacante Valdir, que ainda não havia conseguido marcar pelo Santos, fez três. Dodô e o argentino Galván, com dois gols cada, completaram a goleada.

Apesar do placar dilatado, a apresentação do Santos não foi brilhante. Os próprios atletas reconheceram que o Araçatuba, último colocado do Paulista, não foi capaz de oferecer resistência.

“É lógico que é uma equipe mais fraca que as demais, mas conseguimos trazer o torcedor de volta para o nosso lado”, disse o atacante Caio, em referência às vaias que o time sofreu nos últimos jogos na Vila.

Durante toda a partida, o Santos atuou em ritmo de treino. Não teve nenhuma dificuldade para fazer 4 a 1 no primeiro tempo. Aos 13min, já vencia por 3 a 0.

Os três gols iniciais ocorreram em lances de bola parada. No primeiro, Valdo cobrou falta, e Galván, sozinho, nem precisou sair do chão para cabecear.

Dodô fez os outros dois em cobranças de pênalti, aos 4min e aos 13min. No primeiro, o goleiro Cristiano ainda tocou na bola, que entrou no canto esquerdo. No segundo, a torcida gritou o nome de Rincón, mas Dodô bateu novamente e colocou a bola no canto direito.

Embora atuasse com cinco homens no meio-campo, o Araçatuba falhava na marcação e dava muito espaço para as articulações dos jogadores santistas do setor.

Na saída para o ataque, a equipe do interior errava passes, permitia a recuperação da bola pelo Santos e era frequentemente acuada em seu campo de defesa.

O Araçatuba começou a se insinuar ofensivamente somente após os 20min, quando o Santos diminuiu o ritmo. O time ameaçou pela primeira vez o gol santista aos 22min. Aos 29min, um chute do meia Gilson acertou a trave direita de Carlos Germano. O próprio Gilson, em cobrança de falta da entrada da área, fez o primeiro do Araçatuba, aos 44min.

A resposta do Santos veio no minuto seguinte, com Valdir. O atacante recebeu a bola próximo à área adversária, driblou um zagueiro e chutou no canto esquerdo do goleiro Cristiano. Após o gol, correu para o banco de reservas para abraçar o técnico Carlos Alberto Silva, xingado de “burro” pela torcida antes mesmo do começo da partida.

O Araçatuba assustou ao fazer o segundo logo a 1min do segundo tempo, em lance no qual a defesa do Santos ficou parada, e o atacante Núbio subiu sozinho para marcar de cabeça.

Mas a má qualidade do futebol do time do interior voltou a facilitar a tarefa do Santos, que ampliou aos 10min -Galván aproveitou escanteio e fez novamente de cabeça- e aos 15min -Valdir concluiu para o gol vazio ao aproveitar rebote da zaga.

Aos 28min, o volante Rincón pediu para ser substituído, a fim de se poupar. Hoje, ele se apresenta à seleção da Colômbia, que no dia 29 enfrenta o Brasil, pelas eliminatórias da Copa do Mundo.

Caio, que substituiu o colombiano, fez a jogada do sétimo gol, aos 29min. Ele arrancou pela direita, chegou à linha de fundo e cruzou para trás, para Valdir complementar.


Santos divide responsabilidade (Em 22/03/2000)

Após reunião com a diretoria, os jogadores do Santos -que hoje à noite pegam o Araçatuba, na Vila- assumiram parte da responsabilidade pelo fraco desempenho do time no Paulista.

O único que adotou uma postura diferente foi o colombiano Rincón. Desde a goleada por 5 a 1 para o Corinthians, quando foi alvo das moedas atiradas pelos torcedores adversários, ele se recusa a conceder entrevistas.

Na reapresentação, segunda-feira, e após o treino de ontem, o jogador deixou o CT do Santos dizendo que não queria falar.

Os demais atletas passaram a declarar que a responsabilidade não é exclusiva de Carlos Alberto Silva. “Na verdade, ele (o treinador) tem culpa, mas é uma culpa que nós também temos. É dividida. Na hora da vitória, ele também vence. Não somos só nós os ganhadores”, afirmou Valdir.O próprio Carlos Alberto Silva disse que contribuirá para diluir a responsabilidade entre o grupo, apontando publicamente as falhas dos jogadores. “Vou me manifestar e dizer: perdemos por isso, por isso e por isso.”

Na partida de hoje, o objetivo do time praiano é superar a pecha de time de primeiro tempo. Nas três rodadas iniciais do Paulista, quedas bruscas de rendimento na segunda etapa complicaram a equipe e facilitaram a tarefa dos adversários.

Na estréia, contra a Matonense, o time fez 1 a 0, permitiu a virada na etapa final, mas conseguiu empatar aos 44min. Na vitória de 1 a 0 sobre a Ponte Preta, saiu para o intervalo sob aplausos. Terminou o jogo, porém, pressionado pelo adversário e vaiado pela torcida.

No domingo, no clássico contra o Corinthians, sofreu três gols em oito minutos no segundo tempo e foi goleado por 5 a 1. “Temos feito primeiros tempos exuberantes. Espero agora conseguir completar 90 minutos de bom futebol”, disse Carlos Alberto Silva.

Embora tenha sido mantido no cargo pelo presidente do Santos, Marcelo Teixeira, Silva dificilmente resistirá a um resultado negativo em casa diante do último colocado no campeonato.

A vitória, entretanto, não basta. Comissão técnica e jogadores sabem que, além de ganhar, o time necessita de uma exibição convincente “Vamos em busca dos três pontos e de um bom espetáculo”, disse o lateral Baiano.

Os volantes Anderson e Claudiomiro, dois dos mais criticados nas últimas partidas, estão suspensos e não jogam. Com isso, Baiano será deslocado para o meio-campo, onde formará a dupla de volantes com Rincón. Na lateral, entrará Michel.

Santos joga para marcar gol no início

O técnico Carlos Alberto Silva quer ver o Santos sufocando o Araçatuba desde os primeiros minutos. A idéia é mostrar disposição para a torcida -e marcar um gol antes dos 15 minutos-, a fim de evitar as vaias e as hostilidades que têm caracterizado os jogos da equipe no Paulista.

Em entrevista a uma emissora de rádio, o treinador chegou a pedir o apoio dos torcedores, dizendo que o time fará “o possível e o impossível para conseguir um bom resultado”.

Ele lembrou ainda que o campeonato está no começo e as chances de o Santos reagir são grandes.

Quanto à posição da diretoria, que decidiu mantê-lo no cargo apesar da goleada sofrida para o Corinthians, considerou “louvável”. “Vamos tentar corresponder em campo às expectativas deles (diretoria e torcedores).”