Navegando Posts marcados como Ganso

Santos 6 x 1 Ponte Preta

Data: 25/02/2012, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Arena Barueri, em Barueri, SP.
Público: 10.252 pagantes
Renda: R$ 221.556,00
Árbitro: Marcelo Rogério
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo
Adicionais: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza e Vinicius Furlan
Cartões amarelos: Durval e Neymar (S); Xaves, Guilherme e Cicinho (PP).
Cartões vermelhos: Cicinho, Guilherme e Renato Cajá (PP)
Gols: Neymar (27-1), Ganso (34-1); Uendel (06-2), Ferron (11-2, contra), Edu Dracena (13-2), Edu Dracena (23-2) e Neymar (32-2).

SANTOS
Rafael; Fucile (Crystian), Edu Dracena, Durval e Juan; Henrique (Alan Kardec), Arouca, Ibson (Elano) e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Borges
Técnico: Muricy Ramalho

PONTE PRETA
Lauro; Guilherme, Ferron, Gian e Uendel; Xaves (Willian Magrão), João Paulo, Cicinho e Renato Cajá; Rodrigo Pimpão (Enrico) e Leandrão (Gerson)
Técnico: Gilson Kleina



Santos dá show e goleia a Ponte Preta por 6 a 1 na Arena Barueri

Inspirado, Neymar comanda vitória do time santista, que sobe para a terceira posição do Campeonato Paulista

O Santos confirmou a boa fase e mostrou que está retomando o mais alto nível de suas atuações. A prova disso foi a vitória goleada aplicada sobre a Ponte Preta, neste sábado, na Arena Barueri, por 6 a 1.

Com a vitória, o Santos sobe provisoriamente para a terceira colocação, com 21 pontos, aguardando o complemento da atual rodada do Campeonato Paulista. A Ponte Preta fecha o grupo dos oito primeiros da competição, com 15 pontos ganhos.

Na próxima rodada, o Santos visita o Guarani, na quarta-feira, às 19h30 (horário de Brasília), no Brinco de Ouro da Princesa. O time não poderá contar com Neymar (suspenso), Ganso e Rafael, convocados para a seleção brasileira para o amistoso com a Bósnia-Herzegovina, na próxima terça, na Suíça, e Fucile, que irá defender o Uruguai contra a Romênia. A Ponte visita o Botafogo-SP, na próxima quinta, em Ribeirão Preto.

O jogo

Embalado pela sequência de quatro vitórias consecutivas, o Santos começou a partida criando boas chances de gol. A primeira da equipe aconteceu aos 11 minutos, quando Neymar fez grande lance individual e serviu Ibson. Mas o volante não conseguiu deslocar o goleiro Lauro, que fez a defesa e evitou que o placar fosse aberto.

No minuto seguinte, a Ponte Preta assustou com Cicinho cruzando para Leandrão, livre dentro da grande área, após se antecipar a zaga santista, desperdiçar a oportunidade mandando a bola por cima do gol de Rafael.

Depois dessas duas chances, o ritmo dos dois times diminuiu e o confronto ficou um pouco mais lento. Isto até a estrela de Neymar brilhar. Aos 27, o atacante recebeu a bola na intermediária e soltou a bomba, que fez uma curva antes de entrar no ângulo direito de Lauro e abrir o marcador para o Santos.

Mais leve após o gol, o ataque do Santos passou a incomodar com mais intensidade a defesa adversária. Só que aos 34, a Ponte não conseguiu evitar o segundo gol santista. Neymar iniciou o lance, com um “chute no ar”, antes de tocar para Borges. O centroavante batalhou pela bola dentro da área e foi travado na hora do arremate. Porém, a bola sobrou limpa para o meia Paulo Henrique Ganso apenas completar para o fundo das redes, ampliando a vantagem de sua equipe.

Inspirado, Neymar quase possibilitou a Borges deixar a sua marca, na sequência. Aos 36, ele fez grande jogada e, enganando a marcação adversária, rolou para o camisa 9 chutar para fora a chance do terceiro gol do time da Vila Belmiro, antes do intervalo.

Na volta para o segundo tempo, o técnico da Ponte Preta, Gilson Kleina, promoveu uma alteração no seu time. O volante Xaves, pendurado com um cartão amarelo, foi substituído por Willian Magrão. Com mais disposição ofensiva, a Ponte diminuiu aos seis minutos, quando Renato Cajá encontrou o lateral Uendel, cara a cara com Rafael, para anotar o primeiro gol de sua equipe.

Só que o Santos voltou a carga e ampliou aos 11. Neymar cobrou escanteio, Borges subiu de cabeça e Lauro defendeu parcialmente. Mas no rebote, a zaga campineira se complicou e Guilherme chutou a bola, que tocou em Ferron e foi para o fundo das redes da Ponte Preta.

Dois minutos depois, Neymar outra vez na bola parada caprichou na cobrança de falta, encontrando a cabeça de Edu Dracena, que balançou as redes anotando o quarto tento do Santos na partida.

Com a desvantagem, a Ponte Preta ficou nervosa em campo e viu Cicinho ser expulso aos 16, após falta dura em Neymar. O jogador já tinha cartão amarelo e recebeu o segundo, originando o cartão vermelho.

Sem encontrar mais resistência no seu oponente, o Santos passou a tentar aumentar a goleada. Neymar, aos 19, quase marcou o seu segundo no jogo, concluindo de bicicleta um bom cruzamento de Juan para a área.

No entanto, o quinto gol santista não demorou para acontecer. Aos 22, Neymar bateu escanteio na medida para Dracena, mais uma vez, deixar a sua marca na Arena Barueri: 5 a 1.

Descontrolados, os campineiros perderam Guilherme, aos 24, expulso após agressão sobre Neymar, na lateral do campo.

Com facilidade, o Santos ampliou aos 32. Após uma bela assistência de Ganso para Neymar, o camisa 11 tocou por cima de Lauro e fez o sexto, para a alegria de sua torcida, que compareceu em bom número a Arena Barueri.

Antes do apito final, o meia Renato Cajá perdeu a cabeça e, depois de uma falta dura no meio-campo, aos 36 minutos, também recebeu o cartão vermelho da arbitragem.

Santos 1 x 1 Atlético-GO

Data: 17/11/2011, quinta-feira, 20h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 35ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 18.044 pagantes
Renda: R$ 359.795,00
Árbitro: Alício Pena Junior (MG)
Auxiliares: Janette Mara Arcanjo (MG) e Helberth Costa Andrade (MG)
Cartões amarelos: Edu Dracena, Adriano e Neymar (S); Rafael Cruz, Anselmo, Bida, Dodô, Agenor, Joilson e Leonardo (A).
Cartão vermelho: Agenor (A)
Gols: Leonardo (36-1) e Ganso (50-2).

SANTOS
Rafael, Danilo, Edu Dracena (Léo), Bruno Rodrigo, Durval; Adriano (Alan Kardec), Arouca (Felipe Anderson), Henrique e Ganso; Neymar e Borges.
Técnico: Muricy Ramalho.

ATLÉTICO-GO
Márcio, Rafael Cruz, Anderson, Leonardo e Thiago Feltri; Agenor, Ernandes, Joílson e Bida; Anselmo e Juninho (Dodô).
Técnico: Hélio dos Anjos.



Em teste para o Mundial, Ganso salva o Santos contra o Atlético-GO

Camisa 10 marcou o gol de empate aos 50 minutos do segundo tempo, evitando a derrota santista

Em sua despedida do estádio do Pacaembu, o Santos empatou diante do Atlético-GO por 1 a 1 nesta quinta-feira, em jogo válido pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro. O time perdia o jogo até os 50 minutos do segundo tempo, quando o meia Ganso chutou de fora da área e empatou a partida.

O resultado ajuda a manter a confiança do time para o Mundial de Clubes da Fifa, em dezembro, no Japão. A partida foi considerada pelos santistas como um teste difícil para o Mundial. O zagueiro Leonardo marcou de cabeça o gol do Atlético-GO.

Os goianos abusaram das faltas, mas os jogadores do Santos não aproveitaram as cobranças. Neymar, inclusive, desperdiçou diversas oportunidades na entrada da área. Ganso chegou a acertar o travessão, mas foi o Atlético-GO que aproveitou uma das poucas oportunidades de bola parada para abrir o marcador.

De tanto fazer falta, o Atlético-GO terminou o jogo com sete cartões amarelos recebidos. Além disso, o volante Agenor recebeu o segundo cartão amarelo na partida, e foi expulso aos 18 minutos do segundo tempo.

O jogo

Com todos os titulares em campo, o Santos começou o jogo atuando em velocidade e buscando o gol. Já o Atlético-GO apenas se defendia, mas não conseguia encaixar os contra-ataques.

Aos cinco minutos, Neymar invadiu a área, dividiu com o volante Agenor, e caiu dentro da área. O árbitro não marcou pênalti. Os goianos iniciaram a partida fazendo muitas faltas. Desta forma, os santistas quase abriram o marcador em cobrança de falta na entrada da área. Neymar cobrou forte por fora da barreira, e a bola passou muito perto do gol de Márcio.

O camisa 11 do Santos abusava das jogadas individuais. Em uma delas, Neymar arriscou um chute de fora da área, e Márcio deu o rebote para Henrique, que pegou a sobra e chutou para fora. Aos 24 minutos, Borges foi derrubado na entrada da área, mas Neymar desperdiçou a cobrança.

Apesar de o Santos dominar o jogo, foi o Atlético-GO que abriu o marcador. Aos 36 minutos, Bida cobrou a falta na cabeça do zagueiro Leonardo, que finalizou no contrapé de Rafael e marcou o primeiro gol da partida.

Como o Atlético-GO continuava marcando forte, mas fazendo muitas faltas, o Santos continuava tendo oportunidades em cobranças de faltas. Após Neymar cobrar uma seqüência de cobrança, Ganso bateu a última falta do primeiro tempo, e acertou o travessão do goleiro Márcio.

No final do primeiro tempo, Adriano sofreu uma lesão no tornozelo e foi substituído por Alan Kardec. Com isso, Muricy deixou o time mais ofensivo para a segunda etapa. Logo aos dois minutos, após cobrança de escanteio, a bola sobrou para Borges dentro da pequena área, o atacante chutou de perna direita para grande defesa de Márcio.

Após marcar o gol na primeira etapa, o Atlético-GO apenas se defendeu no segundo tempo. No entanto, o Santos não conseguia romper o sistema defensivo dos goianos, que atuavam praticamente com quatro volantes no meio-campo, e uma linha de quatro atletas atrás.

De tanto bater, o Atlético-GO teve um jogador expulso: o volante Agenor. O defensor derrubou Neymar na entrada da área. Na cobrança, Neymar errou novamente. Cinco minutos depois, mais uma falta para o Santos. Desta vez foi Danilo que cobrou e chutou para fora. Ganso também teve nova oportunidade para fazer o gol de falta, mas cobrou na barreira. O Santos pressionou no final, o goleiro Márcio fez grandes defesas, mas não evitou o gol de Ganso no último minuto do jogo.

Santos 1 x 1 São Paulo

Data: 28/08/2011, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 12.498 pagantes
Renda: R$ 301.515,00
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (Fifa-SP)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (Fifa-SP) e Marcio Luis Augusto (SP).
Cartões amarelos: Adriano e Pará (S); João Filipe, Carlinhos Paraíba e Piris (SP).
Cartão vermelho: Carlinhos Paraíba (SP)
Gols: Lucas (45-1) e Ganso (35-2).

SANTOS
Rafael; Pará (Alan Kardec), Edu Dracena, Durval e Léo; Adriano (Felipe Anderson), Henrique, Danilo e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Borges.
Técnico: Muricy Ramalho

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Piris, João Filipe, Rhodolfo e Juan; Wellington, Carlinhos Paraíba, Casemiro (Jean) e Cícero; Lucas (Rivaldo) e Dagoberto (Henrique).
Técnico: Adilson Batista



Na Vila, Ganso e Lucas brilham no empate entre Santos e São Paulo

Santos e São Paulo ficaram na igualdade por 1 a 1, na Baixada Santista

Em um clássico movimentado, Santos e São Paulo fizeram um grande jogo, mas não passaram do empate por 1 a 1, na tarde deste domingo, na Vila Belmiro. A equipe da capital paulista marcou, no primeiro tempo, com Lucas, e Ganso deixou tudo igual na etapa complementar, em confronto válido pela 19° rodada, a última do primeiro turno do Campeonato Brasileiro.

Com o empate, o time de Vila Belmiro segue na 14° colocação, agora com 22 pontos ganhos e uma partida a menos em relação a maior parte dos seus concorrentes. Os são-paulinos estão na terceira posição, com 35 pontos.

O jogo

Empurrado por sua torcida, o Santos começou o jogo pressionando e quase abriu o placar. Logo aos dois minutos, Neymar cobrou falta na entrada da área, com força, exigindo uma grande defesa de Rogério Ceni. Melhor em campo, com mais posse de bola e se utilizando do talento de Neymar no ataque, o time da casa comandava as ações mas, com poucas finalizações, levava pouco perigo ao gol de Ceni.

Com uma proposta de jogo mais defensiva, o São Paulo chegava pouco ao ataque. Aos 25, os visitantes chegaram a assustar Rafael em um lance no qual Lucas driblou dois adversários e tocou para o meio, com o volante santista Henrique desviando a bola contra o próprio gol. No entanto, a bola passou rente a trave esquerda de Rafael.

Dois minutos após essa chance, Carlinhos Paraíba dificultou a missão de bater os alvinegros na Vila, ao receber seu segundo cartão amarelo depois de falta em Léo. O volante tricolor foi expulso pelo árbitro, deixando a sua equipe com um a menos em campo ainda no primeiro tempo.

Com um a mais, o técnico Muricy Ramalho resolveu deixar o Santos mais ofensivo. Aos 35, o treinador sacou o volante Adriano, que já havia recebido o cartão amarelo e poderia ser expulso, para a entrada meia Felipe Anderson.

O time da casa melhorou um pouco no jogo e quase abriu o placar, em um chute de Paulo Henrique Ganso de fora da área, aos 37. O camisa 10 santista se aproveitou de um rebote da zaga são-paulina para soltar a bomba, ao lado esquerdo do gol defendido por Rogério Ceni.

Entretanto, se o Santos dominou a partida no primeiro tempo e não abriu o marcador, o São Paulo foi mais eficiente e chegou ao gol após extraordinária jogada de Lucas. No último minuto da etapa inicial, a jovem promessa gingou para cima de Durval, deu um “drible da vaca” no capitão Edu Dracena e bateu para o gol. O goleiro Rafael chegou a tocar na bola, Pará tentou salvar, mas a bola foi para o fundo das redes alvinegras.

Na volta do intervalo, o Santos quase empatou logo no primeiro minuto da etapa complementar. Ganso tocou para Borges, que fez o pivô para a chegada de Léo. O chute do veterano foi por cima.

Os santistas voltaram a assustar aos 12. Em nova cobrança de falta, Neymar chutou no canto esquerdo do gol de Rogério Ceni. Mas a Joia não levou sorte no arremate, pois a bola saiu próxima a trave.

Logo na sequência, os visitantes tiveram duas boas oportunidades para ampliar a vantagem, porém, esbarraram em Rafael. O goleiro santista salvou duas chegadas do rival com grandes defesas cara a cara com os jogadores são paulinos. A primeira com Wellington, aos 13, e a segunda com Dagoberto, aos 16. Após a chance de gol desperdiçada, Dagoberto foi sacado pelo técnico Adilson Batista, pouco depois. Henrique entrou no seu lugar.

Em busca do empate e vendo o tempo passar, o Santos passou a acelerar mais o jogo e arriscar chutes de longa distância. Aos 21, Felipe Anderson soltou a bomba e a bola quase surpreende Rogério Ceni, saindo próxima da trave direita do capitão tricolor.

Com a desvantagem, Muricy lançou mão de mais uma substituição ao trocar o lateral Pará pelo centroavante Alan Kardec, aos 24. Desta maneira, Danilo deixou o meio-campo para voltar a desempenhar a função de ala direito.

Na pressão, o Santos continuou sufocando o São Paulo e quase empatou em duas oportunidades, ambas com Borges. Na primeira, aos 28, Rogério Ceni salvou a sua equipe ao defender uma cabeçada do centroavante. No minuto seguinte, Borges mandou por cima.

E, de tanto insistir, o time da Vila Belmiro foi premiado aos 35. Alan Kardec recebeu dentro da área de Paulo Henrique e ajeitou a bola de volta para a chegada do maestro santista. Na finalização, Ganso acertou um chute forte, no ângulo direito de Ceni, que nada pôde fazer para evitar o gol de empate dos donos da casa.

No final, os santistas persistiram na pressão sobre o São Paulo, mas não obtiveram sucesso. Com isso, o resultado final do clássico ficou mesmo no 1 a 1.

Data: 30/04/2011 – 16h00
Competição: Campenato Paulista – Semifinal – Jogo único
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 44.675 pagantes.
Renda: R$ 1.232.468,00
Árbitro: Raphael Klaus.
Auxiliares: Luis Alexandre Nilsen e Mauro André de Freitas.
Cartões amarelos: Casemiro, Miranda e Juan (SP) e Paulo Henrique Ganso (S).
Gols: Elano (15-1) e Paulo Henrique Ganso (27-2).

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Xandão, Alex Silva e Miranda; Jean, Casemiro (Fernandão), Carlinhos Paraíba, Ilsinho (Willian José) e Juan; Marlos (Rivaldo) e Dagoberto.
Técnico: Paulo César Carpegiani

SANTOS
Rafael; Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro); Arouca, Danilo, Elano (Adriano) e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Zé Eduardo (Bruno Aguiar).
Técnico: Muricy Ramalho



Neymar e Ganso brilham, Santos mantém sina de carrasco do São Paulo e vai à final

E mais uma vez o Morumbi lotado de são-paulinos sucumbiu diante dos Meninos da Vila. Em show de Neymar, Ganso e Elano na tarde deste sábado, o Santos ganhou por 2 a 0, manteve a sina de carrasco do rival tricolor em jogos de mata-mata neste século e está na final do Campeonato Paulista em busca do bi.

O técnico Muricy Ramalho teve papel fundamental na vitória. No intervalo realizou uma substituição surpreendente ao sacar Zé Eduardo para a entrada do zagueiro Bruno Aguiar. “A bola não para na frente, então vamos adiantar o Ganso e o Elano”, explicou. E foi da cabeça de Elano e dos pés de Ganso que saíram os gols.

Assim, o time da Baixada elimina pela quarta vez consecutiva os são-paulinos em duelos de mata-mata. Tudo começou no Brasileiro de 2002, com a geração de Diego e Robinho, passou pela Copa Sul-Americana de 2004, e mais recentemente no Paulista de 2010 e agora em 2011.

Mais do que isso, a equipe alvinegra garante vaga na final, para defender o título conquistado no ano passado, e viaja com moral para o México, onde enfrenta na terça-feira o América, pelas oitavas de final da Copa Libertadores.

Apesar da maratona de compromissos e da longa viagem neste domingo à América do Norte, Muricy mandou a campo força máxima.

“Consultei todas as pessoas, médicos, fisiologistas, e me deram um Ok. Perguntei para os jogadores também. Infelizmente o calendário é apertado, mas o futebol é dessa maneira”, justificou.

Em cinco minutos de bola rolando, duas falhas na saída de bola, uma para cada lado, e quase o placar foi inaugurado. Neymar foi o primeiro a roubar a bola, de Alex Silva, invadiu a área sozinho e chutou na trave. Na sequência foi Danilo quem perdeu a bola no meio, o time da casa puxou o contra-ataque, mas Marlos foi travado por Durval.

No primeiro tempo, os donos da casa tiveram mais domínio de bola, enquanto os visitantes da Baixada procuravam atacar na velocidade de Neymar.

“Estamos superiores na posse de bola, no toque de bola. As chances deles foram no começo do jogo. O São Paulo está querendo jogar”, opinou Rogério Ceni, na saída para o intervalo.

Dagoberto foi o principal nome do ataque são-paulino, e dos pés do camisa 25 surgiram as melhores chances de gol. O goleiro Rafael realizou duas importantes defesas por volta dos 30min. O avanço surpresa de Jean, pelo lado são-paulino, e de Léo, pelo lado santista, também resultou em lances de perigo.

“Estamos tocando a bola, é um jogo tenso, complicado, e podemos matar a partida em um lance de contra-ataque. Uma bola parada também pode decidir, são detalhes”, apontou Léo.

Houve equilíbrio na etapa inicial, com oito finalizações para cada lado, só que mais posse para os são-paulinos.

Muricy alterou a estratégia na volta para o segundo tempo. Passou a atuar com três zagueiros e fez a diferença.

Aos 16min, Justamente o trio Neymar, Ganso e Elano, que passaram a ter mais liberdade na frente, fizeram a jogada do gol pelo lado esquerdo. Ganso colocou a bola na cabeça de Elano, que só desviou de Rogério Ceni.

Aos 27min, Ganso tocou nas costas da zaga, Neymar invadiu a área e segurou a bola a espera do camisa 10, que recebeu e bateu para estufar as redes.

Data: 27/4/2011.
Competição: Copa Libertadores – Oitavas-de-final – Jogo de ida
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.417 pagantes
Renda: R$ 474.800,00
Árbitro: Jorge Larrionda (URU).
Auxiliares: Pablo Fandiño (URU) e Miguel Nievas (URU).
Cartões amarelos: Rojas, Mosquera (A); Danilo, Adriano (S).
Cartão vermelho: Layun (A)
Gol: Ganso (38-1).

SANTOS
Rafael; Jonathan, Dracena, Durval e Léo; Arouca, Danilo, Elano (Adriano) e Ganso; Neymar e Zé Love (Alan Patrick)
Técnico: Muricy Ramalho

AMÉRICA – MEX
Ocha, Valenzuela, Mosquera, Cervantes (Layun) e Rojas; Rosinei, Olivera (Sánchez), Vuoso (Reyna) e Reyes; Martínez e Marques
Técnico: Carlos Reinoso



Com Pelé na Vila, Ganso honra a 10 e deixa Santos em vantagem contra o América

Na primeira vez de Pelé na Vila Belmiro em 2011, o atual camisa 10, Paulo Henrique Ganso, brilhou. O meia foi o autor do gol da vitória do Santos por 1 a 0 contra o América-MEX, na noite desta quarta-feira, e deixou o alvinegro em vantagem no confronto das oitavas de final da Libertadores. Agora, o time comandando por Muricy joga por um empate no México.

Ganso furou a barreira mexicana na Vila aos 38 minutos do primeiro tempo após receber passe de Neymar. O jovem atacante acredita na influência do Rei do futebol na partida.

“Deu sorte (a presença do Pelé) porque saiu gol do camisa 10, agora tomara que saia do 11 também”, disse Neymar no intervalo da partida à TV Globo.

O gol do camisa 11 não saiu no segundo tempo, mas o Santos sabe que a vantagem é boa, e caso marque um gol fora de casa obriga o adversário a marcar, no mínimo, três para avançar.

A segunda partida do confronto acontece na próxima terça-feira, em Queretáro, a 220km da Cidade do México. O vencedor do duelo encara o ganhador de Cruzeiro e Once Caldas-COL nas quartas de final.

Antes do embarque ao México, o alvinegro encara outro duelo decisivo no Campeonato Paulista: o clássico contra o São Paulo, sábado, às 16h no Morumbi.

O Santos entrou em campo com a ‘força máxima’ pela terceira vez seguida. Já, Carlos Reinoso, treinador do América, que também vive momentos decisivos em um campeonato paralelo, poupou três titulares no início do jogo: Montenegro, Reyna e Sanchez, o artilheiro do time. Os dois últimos entraram no segundo tempo.

O Santos não encontrou o adversário na retranca, mas sim uma equipe bem postada em campo. O América jogava com uma linha de quatro jogadores à frente da área extremamente eficiente, e pouco permitia finalizações do alvinegro. Três faltas cobradas por Elano perto da linha de fundo pela direita foram as principais jogadas do início do jogo.

Chutes com direção ao gol foram raros, e o primeiro foi dado pelo próprio América quase aos 30 minutos de jogo. Rafael fez uma boa defesa.

A partir deste momento, o Santos resolveu arriscar finalizações de longa distância. As duas primeiras foram com Danilo, sendo que a segunda passou bem perto do gol. A terceira, de Paulo Henrique Ganso, terminou na rede, aos 38 minutos. A vantagem simples permaneceu até o intervalo.

Como de costume, Muricy Ramalho optou por não modificar o time na volta ao segundo tempo, e deixá-lo do mesmo jeito até os 37 minutos, quando optou por sacar Zé Eduardo para colocar Alan Patrick

O panorama da partida seguiu bem semelhante ao do primeiro tempo. O Santos tinha raras oportunidades de gol, mas sequer levava grandes sustos do adversário.

A nova alteração de Muricy nos minutos finais, tirando Elano para colocar Adriano deixou parte da torcida insatisfeita. O América ainda teve Layun expulso no minuto final do jogo, e ficou claro que os torcedores gostariam de ver o Santos aumentar a vantagem no confronto. Já para o treinador santista, ficou perceptível que o 1 a 0 foi um excelente resultado.