Navegando Posts marcados como Geilson

Data: 25/02/2006
Competição: Campeonato Paulista – 11ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público e renda: N/D
Árbitro: Cleber Wellington Abade
Auxiliares: Ana Paula da Silva Oliveira e Evandro Luiz Silveira
Cartões amarelos: Cléber Santana (S), Wennedy (R)
Cartões vermelhos: Nunes (R), Fábio Costa (S)
Gol: Geílson (17-1).

SANTOS
Fábio Costa; Ronaldo, Júlio Manzur e Luiz Alberto; Fabinho, Maldonado (Wendell), Cléber Santana, Rodrigo Tabata (Léo Lima) e Kléber; Magnum (Heleno) e Geílson.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

RIO BRANCO
Marcelo Bonan; Thiaguinho, Júnior Paulista, Luiz Henrique e Maurinho; Bruno, Edimar, Diogo e Wennedy (Rafael Iotte); Fabiano Gadelha (Julio César) e Nunes.
Técnico: Ruy Scarpino



Nova vitória magra mantém Santos na cola dos líderes do Paulista

O Santos venceu neste sábado o Rio Branco por 1 a 0, na Vila Belmiro, e ampliou para seis sua seqüência de partidas sem tomar gols.

O resultado serviu para manter o time na cola dos líderes do Campeonato Paulista, com 25 pontos, contra 26 de Palmeiras e São Paulo.

Apesar do bom resultado, o time Baixada não conseguiu cumprir uma das metas do técnico Vanderlei Luxemburgo, que quer placares mais elásticos –entre os quatro primeiros, os santistas são os que têm pior saldo.

“Claro que me preocupa. O regulamento é claro, podemos definir a competição por saldo de gols”, disse o técnico.

No jogo deste sábado, o Santos começou melhor. Aos 9min, após receber lançamento na direita, Rodrigo Tabata bateu e a bola tocou na trave.

Aos 18min, Magnum cruzou para Geílson completar e fazer o único gol do jogo.

Bem na partida, Geílson teve outra boa oportunidade aos 32min, quando ganhou na velocidade da zaga, invadiu a área e chutou –Marcelo Bonan evitou o gol.

O Rio Branco ameaçou pouco. Aos 44min, em contra-ataque, Fabiano Gadelha bateu cruzado para defesa de Fábio Costa.

Na segunda etapa, o time santista continuou melhor. Aos 16min, Edimar derrubou Wendel na área e o juiz Cleber Wellington Abade marcou pênalti. Mas, na cobrança, Cléber Santana acertou a trave.

Já no final, aos 40min, o santista Fábio Costa e Nunes, do Rio Branco, foram expulsos após uma discussão. Como já tinha feito três alterações, o Santos teve que mandar Wendel para o gol, mas a equipe soube segurar a posse de bola e manteve o resultado.

Corinthians 0 x 1 Santos

Data: 12/02/2006
Competição: Campeonato Paulista – 9ª rodada
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 33.450 pagantes
Renda: R$ 444.090,00
Árbitro: José Henrique de Carvalho
Auxiliares: Ednilson Corona e Nilson de Souza Monção
Cartões amarelos: Maldonado, Julio Manzur, Geílson e Wendel (S); Carlos Alberto, Fabinho e Tevez (C).
Cartão vermelho: Luís Alberto (S)
Gol: Geílson (33-2).

CORINTHIANS
Marcelo; Coelho, Marinho, Betão e Gustavo Nery; Marcelo Mattos, Bruno Octavio (Elton), Ricardinho e Carlos Alberto (Roger); Tevez e Nilmar (Rafael Moura)
Técnico: Antônio Lopes

SANTOS
Fábio Costa; Luís Alberto, Julio Manzur e Domingos; Neto (Wendell), Fabinho, Maldonado, Rodrigo Tabata (Léo Lima), Cléber Santana e Kléber; Reinaldo (Geílson)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo


Com um a menos, Santos vence Corinthians e empata com líder

Num clássico marcado pela rivalidade cada vez maior e recheada de jogadores que trocaram de lado nos últimos tempos, o Santos derrotou o Corinthians por 1 a 0, neste domingo, pelo Campeonato Paulista.

Com um jogador a menos desde os 30min do segundo tempo –Luiz Alberto foi expulso–, o Santos chegou aos 19 pontos, mesma pontuação do líder Noroeste, mas perde no saldo de gols para o time de Bauru.

Além do bom resultado, o Santos conseguiu se vingar do arqui-rival. Na última vez que se enfrentaram, o Corinthians havia goleado o time santista por 7 a 1, em jogo válido pelo segundo turno do Brasileiro-05.

Do lado do Corinthians, que permanece com 15 pontos e se distancia dos líderes, a novidade foi o retorno do meia Roger, que não entrava em campo desde 30 de outubro do ano passado, quando sofreu lesão na fíbula da perna direita e teve que ser operado.

O Santos volta a jogar pelo Paulista-06 no próximo domingo (19) contra a Ponte Preta, em casa. Já o Corinthians, que acumula duas derrotas seguidas no Estadual, faz sua estréia na Taça Libertadores na quarta-feira (15) contra Deportivo Cali, na Colômbia.

O jogo

Antes mesmo de começar o clássico, o técnico Vanderlei Luxemburgo já tinha conseguido mexer com o adversário. O santista não divulgou a escalação de sua equipe e confundiu o técnico do Corinthians, Antonio Lopes, que foi obrigado a entrar em campo momentos antes do início do jogo para reorientar o time.

A estratégia de começar o jogo no esquema 3-5-2 deu certo para os santistas em boa parte do primeiro tempo. Com três zagueiros e dois volantes marcadores –Fabinho e Maldonado–, o Santos anulou os dois principais articuladores do Corinthians –Carlos Alberto e Ricardinho.

A equipe de Parque São Jorge até assustou com uma bola na trave chutada por Coelho, aos 2min. O Santos, entretanto, soube explorar as jogadas com velocidade. Foi assim que Rodrigo Tabata lancou para Neto, aos 9min, chutar cruzado e exigir uma difícil defesa de Marcelo.

A partida ficou equilibrada apenas na segunda metade da etapa inicial, principalmente porque Ricardinho e Carlos Alberto encontraram alguns espaços.

Tevez, que tinha dificuldades para penetrar na defesa santista, precisou mudar sua postura –deixou de ficar enfiado entre os zagueiros santistas e saiu para armar.

Aos 23min, o argentino lançou para Marcelo Mattos. O volante tentou tocar por cima de Fábio Costa, que evitou o gol corintiano. O Corinthians teve outra chance, quando Coelho cobrou falta, aos 39min, e a bola bateu na trave.

A superioridade santista já não foi tão visível no segundo tempo. Aliás, foi o Corinthians quem criou a primeira grande oportunidade. Aos 15min, Ricardinho recebeu de Marcelo Mattos e chutou rente a trave de Fábio Costa.

O técnico Antonio Lopes mexeu com a equipe. Colocou em campo Roger e Rafael Moura nos lugares de Carlos Alberto e Nilmar, respectivamente.

O Santos quase se complicou aos 30min, quando o zagueiro Luiz Alberto foi expulso por reclamar de um suposto pênalti de Gustavo Nery não marcado pelo juiz.

Quando todos pensavam que o Corinthians pressionaria o adversário, o Santos fez o primeiro gol. Aos 33min, Geílson, que havia substituído Reinaldo, ainda no primeiro tempo, entrou livre e tocou no canto esquerdo de Marcelo.

No final, o Santos teve ainda um gol não marcado pelo árbitro em uma cobrança de Cléber Santana –a bola bateu na trave e teria entrado antes de Marcelo fazer a defesa.

No vídeo abaixo o zagueiro Domingos fala da marcação especial feita no argentino Tevez:

Corinthians 7 x 1 Santos

Data: 06/11/2005, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 21.918 pagantes
Renda: R$ 323.254,00
Árbitro: Evandro Rogério Roman (PR)
Auxiliares: Roberto Braatz (Fifa-PR) e Rogério Carlos Rolim (PR)
Cartões amarelos: Rosinei, Bruno Octávio e Carlos Alberto (C); Kléber e Wendell (S).
Cartão vermelho: Rogério (S)
Gols: Rosinei (01-1), Geílson (08-1), Tevez (20-1) e Tevez (36-1); Tevez (08-2), Nilmar (12-2), Nilmar (32-2) e Marcelo Mattos (45-2).

CORINTHIANS
Fábio Costa; Eduardo Ratinho, Wendel, Marinho e Hugo; Marcelo Mattos, Bruno Octávio (Wescley), Rosinei (Dinélson) e Carlos Alberto, Nilmar e Tevez (Jô)
Técnico: Antônio Lopes

SANTOS
Saulo; Paulo César, Halisson (Wendell), Rogério e Kléber; Fabinho (Mateus), Heleno, Giovanni e Ricardinho; Geílson e Luizão (Basílio)
Técnico: Nelsinho Baptista



Corinthians dá show no clássico e fica a três vitórias da taça

Um domingo perfeito para o Corinthians. No dia em que Tevez deu seu maior show em um clássico e Nilmar fez sua melhor apresentação com a camisa alvinegra no Pacaembu, o time do Parque São Jorge goleou o arqui-rival Santos por sonoros 7 a 1 (o placar mais elástico de toda a competição), ouviu gritos de “é campeão” e ficou a apenas três vitórias da conquista do Campeonato Brasileiro 2005.

Esta foi a melhor partida do Corinthians nesta temporada. Desde o início de 2005, o milionário time do Parque São Jorge havia conquistado um placar tão elástico apenas no dia 5 de março, quando fez 6 a 1 no União São João em jogo válido pelo Campeonato Paulista.

Em um clássico, porém, nunca os jogadores contratados pelo MSI haviam conseguido tamanho destaque. Carlitos Tevez anotou três gols e ainda deu uma assistência para Rosinei. Nilmar fez outros dois (os dois primeiros dele pelo Corinthians no Pacaembu) e acertou um chute no travessão de Saulo.

Com a contundente goleada, o Corinthians chegou a 74 pontos e se manteve tranqüilo na liderança do Campeonato Brasileiro. A cinco rodadas do término do torneio, o time alvinegro precisa apenas de três vitórias para conquistar o título sem depender de outros resultados.

Para chegar a esta situação confortável, o time do Parque São Jorge contou neste domingo com a pior partida da defesa santista nesta temporada. Totalmente desarrumado, o clube da Vila Belmiro não conseguiu acertar a marcação sobre os jogadores rivais em nenhum momento. A dupla de zaga escalada por Nelsinho Baptista, aliás, colaborou para isso. Halisson perdeu a bola em dois gols do Corinthians, e Rogério foi expulso no início do segundo tempo.

O Santos volta a campo apenas no domingo, às 18h10, quando joga contra o Internacional no estádio Anacleto Campanella. O próximo compromisso do Corinthians no Campeonato Brasileiro é no mesmo dia, às 16h, quando o time paulista encara o Coritiba fora de casa. Antes disso, na quarta-feira, a equipe comandada por Antônio Lopes enfrenta o Pumas, no México, no jogo de volta das quartas-de-final da Copa Sul-Americana (venceu o primeiro, em São Paulo, por 2 a 1).

O jogo

Desde o início do confronto deste domingo, o Corinthians apostou em forte marcação sobre a saída de bola do Santos. “Vamos pressionar. Temos uma equipe voltada ao ataque e não adianta tentarmos jogar de outra maneira”, planejou o técnico Antônio Lopes.

A estratégia traçada pelo comandante dos donos da casa funcionou logo a 1min. Rosinei roubou a bola de Halisson no meio e lançou na esquerda para Carlitos Tevez. O camisa 10 cruzou rasteiro, de primeira, e o próprio Rosinei completou de pé esquerdo dentro da pequena área para inaugurar o marcador.

O domínio do Corinthians, contudo, durou apenas até o primeiro ataque do Santos. Na primeira vez em que chegou, o time do litoral empatou o placar. Ricardinho cobrou escanteio da esquerda aos 8min. Geílson subiu à frente de Bruno Octávio e cabeceou no canto direito de Fábio Costa.

Com a igualdade, o Santos cresceu e assumiu o controle do jogo. Porém, a marcação pressão do Corinthians funcionou novamente aos 20min. Halisson tentou estourar de pé esquerdo e jogou a bola nos pés de Rosinei, que carregou pela direita e cruzou rasteiro para Carlitos Tevez. O camisa 10 dominou dentro da área e chutou de pé direito para marcar.

A fragilidade da defesa do Santos possibilitou ao Corinthians mais um gol, aos 36min. Eduardo Ratinho cruzou da direita para Tevez, que dominou de costas para Rogério, girou para a esquerda e chutou cruzado. “Mantivemos um ritmo legal no primeiro tempo e conseguimos uma vantagem importante. Vamos tentar manter isso”, planejou o zagueiro Marinho durante o intervalo.

O que Marinho não esperava é que o Santos se desarrumasse tanto no segundo tempo. O técnico Nelsinho Baptista tirou o zagueiro Halisson, que foi muito mal no primeiro tempo, e colocou o meio-campista Wendell (Heleno foi deslocado para a defesa). Com isso, o time visitante se perdeu em campo e o Corinthians construiu a goleada.

Logo aos 8min, Carlos Alberto fez jogada individual pela direita e tocou rasteiro para Tevez na meia-lua. O camisa 10 tabelou com Nilmar, recebeu dentro da área e tocou na saída de Saulo para fazer seu terceiro gol no jogo.

A vantagem do Corinthians, que já era confortável, ficou ainda mais elástica aos 12min. Carlos Alberto chutou de fora da área, e Saulo não conseguiu segurar. A bola sobrou para Nilmar, que apenas desviou de primeira para as redes.

Satisfeito com a diferença no placar, o Corinthians apenas trocou passes lateralmente e administrou o jogo. Mesmo em ritmo extremamente lento, porém, o time da casa conseguiu o sexto gol aos 32min. Jô, que havia acabado de entrar, cruzou da esquerda. Nilmar se antecipou a Saulo e tocou de cabeça.

A goleada parecia definida, mas o Corinthians teve tempo para marcar mais um aos 45min. Marcelo Mattos cobrou falta com violência e colocou a bola no canto esquerdo baixo de Saulo, que nada pôde fazer para evitar o último gol dos donos da casa.

Nelsinho descarta boicote no Alvinegro

Treinador não acredita que jogadores tenham perdido propositalmente o clássico para o Santos, neste domingo.

A participação do Santos foi decepcionante neste domingo. Perdido em campo, o time da Vila Belmiro foi presa fácil para o Corinthians e sofreu uma goleada por 7 a 1 no clássico do Pacaembu. No entanto, apesar da apresentação muito abaixo das possibilidades da equipe alvinegra, o técnico Nelsinho Baptista descartou a hipótese de um boicote dos jogadores do Peixe.

“Não sinto nada nesse sentido por parte do grupo. O que houve aqui [no Pacaembu] hoje [domingo] foi lamentável, mas não acredito que o elenco que nós temos possa ter entrado em campo determinado a perder para ameaçar meu emprego”, garantiu Nelsinho.

Os jogadores também desmentiram a possibilidade de boicote a Nelsinho. “Eu não sei quem levantou essa hipótese, mas é uma pessoa que certamente não conhece esse grupo e não acompanha o trabalho que está sendo feito”, garantiu o capitão Ricardinho.

A hipótese de boicote surgiu após as críticas do meia Giovanni a uma decisão de Nelsinho, que dispensou quatro atletas na última quinta-feira. O treinador mandou embora o lateral-direito Flávio, o volante Bóvio, o meia Léo Lima e o atacante Diego.

“Não foi a primeira vez que jogadores deixam um elenco durante uma competição e nem vai ser a última. O que aconteceu em campo foi lamentável, mas não tem relação com os acontecimentos da semana”, sentenciou Ricardinho.

Nelsinho preferiu utilizar o nível do elenco santista para justificar a derrota deste domingo: “Não vi um boicote, mas vi limitações. Nossa equipe tem deficiências e isso ficou bastante evidente diante do Corinthians”.

Um exemplo de limitação do Santos, segundo Nelsinho, é a falta de opções para montar o setor defensivo. “Nós perdemos dois titulares da zaga [Ávalos e Luiz Alberto] e precisamos recorrer a dois garotos [Rogério e Halisson, titulares neste domingo]. A equipe sentiu a falta dos titulares”, admitiu.

Peixe não encontra acordo sobre erros

Jogadores não conseguem encontrar responsável por contundente derrota sofrida neste domingo e dividem opiniões sobre clássico.

Os dois primeiros gols marcados pelo Corinthians neste domingo, na vitória por sonoros 7 a 1 sobre o Santos, aconteceram em bolas que estavam dominadas pela defesa do Peixe. Por conta disso, os jogadores do time do litoral mostraram total desencontro quando tentaram justificar o revés.

Para o volante Fabinho, a culpa foi do sistema tático do Santos. “Nós só temos dois marcadores para três jogadores deles. Toda hora um homem do meio-campo deles avança e nós não estamos acompanhando. Assim fica complicado segurar”, analisou.

Como prova do quanto o Santos estava desarrumado, Fabinho citou a dificuldade na saída de bola: “Toda vez que um zagueiro dominava a bola, não tinha com quem sair. Faltou movimentação certa para escaparmos da pressão”.

Enquanto Fabinho optou por criticar o sistema tático do Peixe, o goleiro Saulo preferiu enaltecer os atacantes adversários. “Não acho que nós erramos. Foi mérito do Corinthians, que marcou com qualidade e teve eficiência na hora de finalizar”, ponderou.

E o zagueiro Halisson, que perdeu a bola para Rosinei nos dois primeiros gols marcados pelo Timão, admitiu a culpa pela derrota santista. “Foi uma infelicidade muito grande. Tentei fazer o melhor possível, mas não acertei. Isso acontece”, minimizou.

O defensor explicou que errou na saída de bola duas vezes devido ao lado do campo em que atuou: “Não sou canhoto e, nos dois lances, tentei afastar a bola com o pé esquerdo. Acabei errando, e eles aproveitaram isso”.

Com os sete gols sofridos neste domingo, o Santos chegou a 62 bolas em suas redes desde o início do Campeonato Brasileiro. O time da Vila Belmiro é o segundo mais vazado entre os dez primeiros colocados (supera apenas o Cruzeiro, que levou 63 gols) e o sétimo pior aproveitamento defensivo entre todas as equipes que disputam a Série A.

Ponte Preta 2 x 1 Santos

Data: 02/11/2005, quarta-feira, 21h45.
Competição: Campeonato Brasileiro – 36ª rodada
Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, SP.
Público: 1.979 pagantes
Renda: N/D
Árbitro: Djalma José Beltrami Teixeira (RJ)
Auxiliares: José Cláudio Paranhos (RJ) e Elson Passos Sena Filho (RJ)
Cartões amarelos: Evando, Rafael Santos e Élson (PP); Fabinho, Rogério e Ricardinho (S).
Gols: Geílson (24-1); Izaías (23-2) e Tico (41-2).

PONTE PRETA
Lauro; Rafael Santos, Preto e Thiago Matias (Izaías); Rissutt, André Silva, Luciano Santos, Élson e Luciano Baiano (Rafael Ueta); Evando (Danilo) e Tico.
Técnico: Estevam Soares

SANTOS
Saulo; Ávalos (Halisson), Gavião e Rogério; Paulo César, Fabinho, Heleno, Ricardinho e Wendel; Basílio (Cláudio Pitbull) e Geílson (Frontini).
Técnico: Nelsinho Baptista



De virada, Santos perde e se distancia do G-4

Último campeão brasileiro, o Santos corre o risco de, em 2005, ano em que se desfez de suas principais estrelas, sequer se classificar para a Copa Libertadores. Nesta noite de quarta-feira, o time do litoral perdeu por 2 a 1, de virada, para a Ponte Preta, no estádio Moisés Lucarelli, e se afastou da briga por uma das quatro vagas – duas delas para a repescagem.

“Eu agora vou conversar com os jogadores porque ainda faltam seis jogos e nós precisamos terminar o campeonato da melhor maneira possível. A Libertadores ficou mais longe, e há está chance da Sul-Americana”, disse o técnico Nelsinho Baptista.

O clube praiano continua com 55 pontos, mas cai da sexta para a sétima posição pela vitória do Cruzeiro sobre o Corinthians. A diferença para o quarto colocado, no entanto, não diminuiu já que o Goiás foi derrotado em casa pelo Fluminense e segue com 61.

A Ponte Preta volta a sonhar com a inédita vaga na Copa Sul-Americana e afasta o risco de brigar pelo rebaixamento nas últimas rodadas. A equipe comandada por Estevam Soares tem 47 pontos e chega à 11ª colocação. O clube torce agora por uma derrota do Botafogo para o São Caetano, quinta-feira, no Rio de Janeiro, para continuar no mesmo posicionamento.

“O Estevam pediu mais atitude no intervalo e, felizmente, conseguimos virar no segundo tempo. Estávamos fugindo da Sul-Americana e encostando na zona de rebaixamento. Mas esse resultado vai nos dar mais tranqüilidade para pensar só na classificação”, afirmou o atacante Tico.

Com a vitória em casa, o time do interior paulista quebra uma série de três derrotas consecutivas e ameniza o clima pesado que rondou o Majestoso, principalmente depois da derrota para o Fluminense, na qual sofreu o último gol aos 46min do segundo tempo.

Este foi o segundo tropeço seguido do Santos que, na rodada passada, havia sido batido também por 2 a 1 pelo Cruzeiro, no Parque Antarctica. Agora, o clube terá a chance de se recuperar diante do arqui-rival Corinthians, domingo, às 16h, no Pacaembu.

A Ponte Preta volta a campo para enfrentar um candidato direto ao título. Também domingo, às 16h, a equipe vai a Porto Alegre pegar o Internacional, no estádio Beira-Rio.

O jogo

Apesar de precisarem vencer, os times começaram a partida em ritmo lento. A primeira oportunidade surgiu aos 9min, em jogada de bola parada em favor da Ponte Preta. Após cobrança de falta pela direita, Tico subiu de cabeça, mas mandou por cima da meta.

O Santos respondeu quatro minutos mais tarde. Paulo César fez o passe para a área, ninguém conseguiu concluir e por pouco a bola não engana Lauro, que conseguiu desviar antes que a defesa afastasse.

Aos 24min, a equipe do litoral abriu o placar. Depois de chute de Geílson, o goleiro ponte-pretano tentou evitar que a bola saísse pela linha de fundo, mas se atrapalhou e acabou cedendo escanteio. Na segunda batida, o mesmo Geílson cabeceou forte no canto direito e assinalou 1 a 0.

Fazendo péssima partida novamente, a Ponte Preta não conseguiu reagir. Com Élson apagado, o time praticamente não criou chances para os atacantes Tico e Evando. O goleiro Saulo teve trabalho apenas aos 43min, quando Rissutt cobrou falta e ele espalmou para fora.

O time da casa voltou para o segundo tempo da mesma maneira que terminou o primeiro. Objetivo, o Santos quase ampliou aos 10min. Wendel aproveitou cobrança de falta pela direita e cabeceou muito próximo ao gol rival.

A Ponte só conseguiu melhorar depois da entrada do atacante Izaías no lugar do zagueiro Thiago Matias. E, na primeira chance, ele marcou. Aos 23min, após cruzamento da direita, o jogador apareceu no meio da área e desviou para as redes.

Com a igualdade, o Santos foi para cima. Mesmo dominando a partida, a equipe não teve forças para criar boas jogadas e ainda teve de conviver com os contra-ataques do adversário.

Aos 41min, a Ponte chegou ao segundo. Rafael Santos foi ao ataque e cruzou da direita. Tico apareceu na área e cabeceou para virar o placar e garantir a vitória.

Lateral do Santos culpa os zagueiros

Paulo César, que teve atuação discreta em Campinas, vê falhas fatais da zaga na derrota para a Ponte Preta de virada.

O lateral-direito Paulo César deixou o gramado do estádio Moisés Lucarelli reclamando da defesa do Santos na derrota de virada por 2 x 1 para a Ponte Preta na noite desta quarta-feira.

O Peixe marcou com Geílson, de cabeça, no primeiro tempo, e levou dois gols na etapa complementar após erros de marcação de seus defensores Halisson e Rogério. O resultado derrubou a equipe da sexta para a sétima posição do Campeonato Brasileiro.

“Foi um erro do Rogério e do Halisson, que deveriam estar ali no lance. Bobeamos. Falhamos, e isso acontece. Agora não podemos nos abater”, analisou o lateral-direito.

Paulo César, assim com os defensores, teve atuação discreta na partida em que o Alvinegro praiano atuou no 3-5-2, criou poucas oportunidades de gols e utilizou quatro atacantes diferentes.

Os dois gols da Ponte Preta saíram de jogadas pela direita da defesa alvinegra. O primeiro foi resultado de cruzamento de Rafael Ueta, e o segundo fruto de passe de Rafael Santos para Tico virar o placar.

Para Ricardinho, o jogo foi muito feio

Meia reclama das movimentações de Santos e Ponte Preta na derrota do time do litoral na noite desta quarta-feira.

Foi reclamando que o meia Ricardinho deixou o estádio Moisés Lucarelli na noite desta quarta-feira, quando viu o seu time ser derrotado de virada por 2 x 1 pela Ponte Preta.

O jogador criticou bastante as movimentações das duas equipes, falou em “falta de estilo” e reclamou do ritmo da partida que derrubou o Peixe para a sétima posição do Campeonato Brasileiro.

“Foi um jogo feio, sem toque de bola e o adversário aproveitou esta situação. Foi muito truncado, sem movimentação nenhuma e sem ritmo. Este não é o nosso estilo de jogo”, desabafou Ricardinho.

O camisa 8 foi um dos poucos santistas que teve atuação destacada. O lateral-direito Paulo César deixou o gramado reclamando com os zagueiros e Geílson, apesar de ter marcado um gol, foi substituído. O Santos utilizou quatro atacantes diferentes em Campinas.

Neste final de semana a equipe enfrenta o Corinthians em clássico no Pacaembu, a seis jogos do final da competição.

Nelsinho já fala em Copa Sul-Americana

Treinador do Santos muda discurso após derrota para a Ponte Preta, e agora vê distante a vaga para a Copa Libertadores.

Se o planejamento do Santos era vencer a Ponte Preta na noite desta quarta-feira como última alternativa para se manter na briga para chegar à Copa Libertadores da América, a idéia de Nelsinho Baptista mudou.

O treinador alterou o discurso após a derrota por 2 x 1 de virada em Campinas, e admitiu que a vaga ao torneio latino ficou longe. O Peixe caiu da sexta para a sétima posição na tabela, onde soma 55 pontos.

“Eu agora vou conversar com os jogadores porque ainda faltam seis jogos e nós precisamos terminar o campeonato da melhor maneira possível”, disse Nelsinho.

“Independentemente de Libertadores ou Copa Sul-Americana, temos que terminar da melhor maneira que der. A Libertadores ficou mais longe, e há está chance da Sul-Americana”, emendou.

O treinador do Santos demonstrou tristeza com a campanha do clube no Nacional. O time não há duas rodadas, e com Baptista no comando alcançou apenas três vitórias em nove partidas. Foram quatro derrotas e dois empates.

“Hoje apresentamos falhas na marcação, e isso ao pode acontecer. Esperávamos que a campanha fosse melhor neste momento do campeonato, e agora não adianta reclamar. Precisamos trabalhar”, argumentou.

Vasco 1 x 3 Santos

Data: 26/10/2005
Competição: Campeonato Brasileiro – 34ª rodada
Local: Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro, RJ.
Público: 16.965 pagantes
Renda: R$ 170.487,50
Gols: Geílson, Ricardinho e Basílio. Romário descontou para o Vasco.

VASCO
Roberto, Wagner Diniz, Fábio Braz, anderson do Ó e Jorginho Paulista (Rodrigo); Ives, Osmar (Bruno Meneghel), Abedi e Morais, Alex Dias (William) e Romário.
Técnico: Renato Gaúcho

SANTOS
Saulo, Paulo César, Luís Alberto (Halisson), Rogério e Kléber; Fabinho, Gavião (Wendel), Luciano Henrique (Léo Lima) e Ricardinho; Basílio e Geilson.
Técnico: Nelsinho Baptista.



Santos atropela Vasco e entra na briga pela Libertadores

O Santos venceu o Vasco por 3 a 1, nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro, e entrou na briga por uma vaga na Copa Libertadores de 2006. O atual campeão brasileiro está empatado com o Palmeiras na quinta posição, ambos com 55 pontos. O time do Parque Antarctica leva vantagem no saldo de gols.

Após duas vitórias consecutivas em clássicos, o Vasco voltou a ficar ameaçado pelo rebaixamento. O time carioca está na 16ª posição, com 39 pontos. O Paysandu, primeira equipe na zona de risco, tem 35.

O jogo começou quente. Logo aos 40s, o Santos quase marcou, com um corte errado de Anderson do Ó. Na jogada seguinte, Geilson aproveitou o escanteio de Ricardinho e abriu o placar.

Romário empatou aos 7min. Em cobrança de falta na entrada da área, o atacante chutou forte, a bola desviou na zaga e bateu na trave direita, antes de entrar: 1 a 1.

A partida seguia com várias oportunidades de ambos os lados. O Santos explorava com Kléber e Basílio os espaços deixados por Wágner Diniz e pressionava mais. Em um desses avanços, o atacante do Santos entrou na área e foi derrubado. Pênalti que Ricardinho cobrou com perfeição, no canto direito, sem chances para Roberto. Santos 2 a 1.

Antes de o time vascaíno tentar assimilar o gol, a equipe paulista marcou mais um, no minuto seguinte. Após falha de Fábio Braz, Geilson dominou sozinho dentro da área e chutou. Roberto defendeu a primeira tentativa, mas Basílio pegou o rebote e acertou belo voleio para fazer 3 a 1.

Se a situação para o Vasco era ruim, ficou ainda pior com a lesão de Alex Dias. O artilheiro do time carioca no Brasileiro, com 19 gols, tentou puxar um contra-ataque e se machucou. Ele saiu de campo sentindo dores musculares e deve desfalcar a equipe nas próximas partidas.

O Santos, com a experiência de Ricardinho, administrava o jogo e quase ampliou aos 26min. Paulo César cruzou errado e acertou a trave. No rebote, Geilson tocou de cabeça na trave novamente e, por fim, Basílio concluiu para fora no último toque.

Romário, bastante inconformado, deu uma bronca na zaga vascaína tentando dar um jeito para o Vasco não levar mais gols. Pelo menos, até o fim do primeiro tempo, o time carioca conseguiu conter as investidas santistas.

No segundo tempo, o Santos teve a chance de decidir logo o resultado com outro pênalti logo aos 5min. Mas, Ricardinho deixou a cobrança para Paulo César e o lateral cobrou para fora. Com isso, o Vasco cresceu na partida e partiu para cima em busca do empate. Romário chegou a balançar a rede santista, mas o gol foi anulado porque o auxiliar marcou impedimento.

O time carioca deixou espaços na defesa que o Santos tratou logo de aproveitar. Em duas oportunidades, uma com Paulo César e outra com Geilson, Roberto salvou o Vasco com duas defesas importantes. No entanto, aos 22min, o clube carioca teve a chance de descontar. A bola bateu na mão de Halisson fora da área, mas o árbitro marca pênalti. Romário, porém, perdeu o pênalti e a situação da partida permaneceu a mesma.

Nem a tentativa do Renato Gaúcho de deixar o Vasco mais ofensivo adiantou. Os santistas tocaram a bola até o apito final. Agora, o Vasco tem a difícil missão de se recuperar do resultado negativo e deixar a assombração do rebaixamento longe contra o líder Corinthians, fora de casa, no próximo domingo. O Santos jogará no Parque Antarctica, com portões fechados, contra o Cruzeiro, também no domingo.