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Santos 5 x 1 Atlético-PR

Data: 06/12/2015, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 38ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 3.836 torcedores
Renda: R$ 124.970,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (PE)
Auxiliares: Sergio Campelo Gomes (MA) e Ubiratan Bruno Viana (RN).
Cartões amarelos: Deivid (A).
Gols: Cleberson (11-1), Geuvânio (13-1), Gabriel (28-1); Gabriel (14-2), Gêuvanio (34-2) e Vitor Bueno (28-2).

SANTOS
Vladimir; Victor Ferraz, Werley (Leonardo), Gustavo Henrique e Zeca; Alison (Fernando Medeiros), Leandrinho, Serginho (Vitor Bueno) e Lucas Lima; Gabriel e Geuvânio.
Técnico: Dorival Júnior

ATLÉTICO-PR
Rodolfo; Eduardo (Barrientos), Vilches, Cleberson e Roberto; Otávio, Deivid, Bruno Pereirinha (Hernane) e Sidcley (Bruno Mota); Crysan e Walter.
Técnico: Cristóvão Borges



Após vice, Santos goleia o Atlético-PR com show dos Meninos da Vila

Em seu 12º jogo seguido debaixo de chuva e novamente com o gramado da Vila Belmiro em péssimas condições, o Santos encerrou o ano com uma goleada arrasadora diante de seu torcedor, depois de ter os sonhos de alcançar o G4 no Campeonato Brasileiro e conquistar a Copa do Brasil frustrados. Com dois gols de Geuvânio, dois de Gabriel (o primeiro deles em posição de impedimento) e um de Vitor Bueno, o Peixe fez 5 a 1, de virada, em cima do Atlético-PR, que chegou a abrir o placar com o zagueiro Cleberson.

O resultado fez com que Dorival Júnior terminasse a temporada com 17 vitórias e apenas um empate no estádio Urbano Caldeira, desde que assumiu a equipe. Já o Furacão vê quebrada a sua série de seis partidas sem perder. Assim, o alvinegro praiano fecha o Brasileirão na 7ª posição, com 58 pontos. Enquanto o rubro-negro paranaense termina em 10º lugar, com 51 pontos.

Agora, as duas equipes entram definitivamente de férias. No Santos, a apresentação está marcada para o dia 6 de janeiro, uma quarta-feira, e a expectativa é saber quantos jogadores deixarão o clube até lá. Muitos devem ser devolvidos de empréstimo ou apenas dispensados com o fim de seus contratos, casos de Werley, Nilson, Marquinhos, Marquinhos Gabriel, Leandro e Chiquinho. Outros, como Gabriel, Geuvânio e Lucas Lima, podem acabar negociados nesta janela de transferências.

O jogo

Quem esperava um jogo arrastado, sem grande interesse dos atletas, foi surpreendido com a partida na Vila Belmiro. Com muitos garotos em campo, já que tanto Santos como Atlético-PR costumam dar muitas oportunidades para jogadores oriundos das categorias de base, o confronto começou quente.

O Furacão deu de ombros para o fato de atuar como visitante e resolveu ditar o início do confronto, quando o Peixe ainda sentia o desentrosamento e tentava arrumar, principalmente, a sua marcação.

E logo aos 11 minutos, o rubro-negro paranaense chegou ao seu gol. Após cobrança de escanteio, o zagueiro Cleberson subiu sozinho no meio da área e cabeceou para baixo, no canto direito de Vladimir, que nada pôde fazer.

Mas a respostas santista veio apenas dois minutos depois. Gabriel enfiou linda bola para Geuvânio, que furou na cara do goleiro Rodolfo e acabou dando sorte, ficando com o gol vazio para empatar.

O jogo ganhou velocidade e o Santos passou a equilibrar as ações. Mesmo assim, o segundo gol atleticano não saiu porque Crysan perdeu uma oportunidade incrível. Otávio fez linda jogada individual pelo meio e abriu para Walter, que de primeira cruzou na cabeça do centroavante. Cryzan, porém, tirou de mais e a bola saiu pela linha de fundo.

E, como diz o ditado, quem não faz, toma. Aos 28, Geuvânio retribuiu a assistência de Gabriel e, pela ponta direita, fez o passe rasteiro, cruzado, achando o camisa 10 livre na segunda trave para virar o jogo. O atacante santista estava em posição irregular no lance, mas o auxiliar nada marcou e o Peixe tomou a dianteira no placar.

Nos últimos 15 minutos da primeira etapa, o alvinegro praiano jogou mais solto. Lucas Lima e Werley desperdiçaram boas chances de aumentar a vantagem, enquanto Walter foi quem levou mais perigo a Vladimir em chutes de longa distância.

A segunda etapa veio com uma cara diferente. O ímpeto dos dois times ainda era o mesmo, mas agora o Santos é quem ditava o ritmo. Logo aos 3 minutos, Leandrinho puxou contra-ataque e deu lindo passe de trivela para Gabriel, que percebeu o goleiro adiantado e bateu por cobertura. Rodolfo, no entanto, conseguiu se recuperar e evitou um golaço na Vila.

Mas, aos 14 não teve jeito. De tanto pressionar, o Peixe chegou ao terceiro gol. Lucas Lima rolou para Victor Ferraz na direita. O lateral cruzou para trás e, depois de dois desvios, a bola ficou limpa para Gabriel só empurrar para as redes.

Com o jogo definido, Dorival Júnior resolveu dar oportunidade para mais jovens jogadores que aparecem como promessas da base santista. Fernando Medeiros e Vitor Bueno entraram nas vagas de Alison e Serginho, respectivamente.

E a dupla entrou com fome de mostrar serviço. Logo na primeira participação, Fernando Medeiros iniciou a jogada no meio de campo e tocou para Gabriel, que achou Vitor Bueno na área. Gol e goleada do Peixe.

E não parou por ai. O menino Vitor Bueno entrou endiabrado. O garoto, com direito a passe de calcanhar, fez linda tabela com Lucas Lima, foi ao fundo e rolou para Geuvânio marcar o quinto. Show dos ‘Meninos da Vila’, que ainda ouviram os poucos torcedores que compareceram ao estádio gritarem o famoso ‘olé’ e aplaudirem a equipe após o apito final.

Bastidores – Santos TV:

Mordido, Gabriel enaltece o Santos e evita polêmica com palmeirenses

O Santos entrou em campo ainda com o peso de ter perdido a final da Copa do Brasil na última quarta-feira de forma dramática, nos pênaltis. A queda representou o adeus ao sonho de disputar a Libertadores da América de 2016 e ainda rendeu muitas provocações e declarações polêmicas, algumas até ofensivas, dos atletas palmeirenses. Mesmo assim, neste domingo, a equipe de Dorival Júnior deu um show na Vila Belmiro e encerrou o ano com uma vitória por 5 a 1 em cima do Atlético-PR, fechando o Campeonato Brasileiro em 7º lugar.

Tudo isso mexeu com Gabriel, que brilhou em cima do Furacão com dois gols e duas assistências. O camisa 10, sem muitos sorrisos, fez questão de valorizar o clube que defende e explicou o motivo de tanto empenho mesmo sem nada a disputar nesta 38ª rodada.

“Não tem por que não jogar. O que passou, passou. Não tem motivação maior do que jogar no melhor do Brasil. Tri-mundial, Tri-Libertadores, Tri-Paulista, oito Brasileiros. É a nossa alegria jogar futebol e é isso que estamos fazendo”, comentou o camisa 10, sem esconder que a equipe sentiu tudo o que foi dito após a final da Copa do Brasil.

“Cada um fala o que quer. Todo mundo tem boca para falar mesmo. Não tenho o que falar deles (jogadores do Palmeiras). Todo mundo sabe do nosso time, como que é, da nossa amizade”, afirmou, apesar de nitidamente aborrecido, evitando estender as polêmicas.

Agora oficialmente de férias, Gabriel certamente será alvo de muita especulação na janela de transferências que se aproxima. Esta temporada valorizou ainda mais o jogador de 19 anos, que não garante sua permanência no Peixe.

“Deus que sabe”, resumiu, encerrando a entrevista ao Sportv.

Dorival elogia equipe e faz análise positiva da campanha santista

Quem esperava um Santos ainda abatido pela derrota na última quarta viu um time determinado e que goleou o Atlético-PR por 5 a 1 mesmo sem suas grandes estrelas em campo. Gabriel, Geuvânio e Vitor Bueno brilharam e fizeram Dorival Júnior muito feliz no último jogo do ano.

“É prazeroso ver um time com oito garotos iniciando uma partida, mantendo o nível muito parecido com o que o time apresentou lá atrás, com a equipe muito composta. Ver a equipe atuando assim depois de três dias de um revés como aquele (contra o Palmeiras), normal que gerasse uma dúvida. Eu fico satisfeito de ver a busca a todo momento”, comentou o treinador.

Entre tantos jogadores que sequer foram relacionados, o treinador admitiu que Nilson era o único com condições de jogo. Mas, como o jogador não deve ficar para 2016 e a torcida ainda não engoliu o gol perdido pelo centroavante na primeira final contra o Palmeiras, Dorival preferiu preservar o atleta.

“O Ricardo (Oliveira) está com um problema no joelho, não conseguia fazer os movimentos. Marquinhos Gabriel até tentou ir a campo ontem (sábado), mas não conseguia trabalhar com o pé esquerdo, uma pequena contratura. Braz vocês sabem (lesão). Renato vinha com o tornozelo se arrastando nas últimas dez rodadas de uma maneira muito intensa. Thiago Maia foi aquele choque ele teve no jogo com o Palmeiras, que ele teve inclusive que sair da partida. A exceção foi o Nilson. Apenas preservamos ele de uma situação desagradável diante de tudo o que aconteceu na última partida”, explicou o técnico.

A temporada de 2015, então, se encerrou. No Santos, fica um gosto amargo pelo time não ter conquistado o título da Copa do Brasil e também não ter conseguido se manter no G4 do Campeonato Brasileiro. Porém, Dorival Júnior não quer que o time seja refém do próprio sucesso, já que tais objetivos eram impensáveis no primeiro semestre.

“Acho que é uma equipe que há dez meses não tinha perspectiva nenhuma, era uma somatória de incertezas, insegurança. Ninguém sabia o que poderia acontecer. E você finaliza o ano com uma final de Paulista, final de Copa do Brasil e chega brigando por Libertadores via Brasileiro. Acho que foi uma no positivo, ainda que há alguns dias atrás tenhamos perdido o título da Copa do Brasil. Mas, se perdemos é porque a equipe fez por onde, fez por merecer. Detalhes tiraram o título”, finalizou.

Dorival Júnior troca reforços pela manutenção do elenco para 2016

Fim de 2015 e os planos para a próxima temporada já começaram no Santos. Após a perda do título da Copa do Brasil, na quarta, o técnico Dorival Júnior já participou de duas reuniões com a diretoria alvinegra e algumas ações já começaram a ser executadas na prática. Neste domingo, o treinador revelou, sem citar nomes, que já conversou com alguns atletas que não ficaram na Baixada em 2016.

“Isso tudo vai ser muito bem respeitado. São profissionais acima de tudo e que foram importantes em algum momento. Já estamos conversando, alguns jogadores já foram comunicados da posição que tomamos ontem (sábado), já chamei para conversar”, confessou o comandante santista.

Mesmo assim, Dorival Júnior fez questão de ressaltar que seu pedido à diretoria do Peixe é pela manutenção dos principais jogadores da equipe. O técnico reconhece a dificuldade em segurar jogadores que se valorizaram nesta temporada, mas cobra o esforço e abre mão até de reforços.

“Estamos começando a analisar tudo o que vem acontecendo ao longo do ano. Já vínhamos conversando, agora um pouco mais forte, algumas coisas já andando, possíveis chegadas e saídas. Eu gostaria muito que a equipe fosse mantida. Muito mais que contratações, gostaria que o presidente priorizasse a manutenção da equipe para termos um 2016 ainda mais fortes”, afirmou, explicando que gastar com contratações será sua última alternativa.

“Apostas eventuais podem acontecer, uma ou duas posições que não encontrarmos nas categorias de base, ai sim, mas eu gostaria muito que fosse priorizado a permanência desses jogadores”, completou.

O caso de Lucas Lima é o mais emblemático nesta situação. O camisa 20 deixou o gramado da Vila Belmiro neste domingo reconhecendo que pode ter feito sua despedida do clube. O meia não nega o sonho de jogar na Europa, admite ter propostas e deve abrir uma grande lacuna na equipe alvinegra para a próxima temporada.

“Nós conversamos com a grande maioria dos jogadores. Eles sabem o quanto eles são importantes nessa equipe. O Brasil é o único país que você monta uma equipe e de repente perde todo mundo. Sei que devem estar acontecendo propostas, não só pra ele, como para outros, mas nós temos que fazer todas as forças possíveis e imagináveis para manter esse elenco”, avisou Dorival, sonhando com uma temporada positiva para o Peixe.

“Fatalmente, com a manutenção e a vinda de um ou dois, temos a possibilidade de ir para 2016 em igualdade de condições com as grandes equipes do Brasil. Vamos aguardar. É uma pena se isso se confirmar”, encerrou.

Derrota na final ainda repercute no Santos: “não tem como explicar”

O Santos encerrou o ano com uma goleada acachapante em cima do Atlético-PR na tarde deste domingo pela última rodada do Campeonato Brasileiro. Porém, o assunto Copa do Brasil ainda é o principal tema entre os torcedores e até mesmo dentro do elenco alvinegro. Dorival Júnior busca explicações para uma atuação tão abaixo do que o time vinha apresentado, mas fica sem resposta para o revés diante do Palmeiras no Palestra Itália.

“Só quem jogou bola tem noção do que é e não sabe explicar. Eu senti com 1 minuto de jogo que o jogo seria completamente diferente do que foi na Vila. A bola sai dos nossos pés e de repente, com 15 segundos, o Palmeiras está tendo uma oportunidade de gol. Equilibramos um pouco a partida, mas foi muito pouco para aquilo que vínhamos jogando”, analisou, citando até “os Deuses do futebol”, frase que ganhou fama pela boca de Mano Menezes.

“Estávamos sentindo alguma coisa anormal que estava acontecendo, mas não conseguimos a recuperação, que nos daria a condição real de lutar de igual para igual, como sempre fizemos, mas, de repente, naquela noite os Deuses estavam voltados para o time do Palmeiras e as coisas foram direcionadas a que a própria competição se definisse como acabou acontecendo, mesmo com a campanha maravilhosa que o Santos acabou fazendo”, lamentou.

O técnico santista também sabe que as críticas em cima de sua escolha em colocar apenas reservas na partida contra o Coritiba, quando o Peixe tinha a oportunidade de retomar sua posição no G4 do Campeonato Brasileiro, ainda não foram bem digeridas. Depois disso, o clube se complicou na tabela e também fracassou na tentativa de conquistar uma vaga na Libertadores do ano que vem via Brasileirão.

“Nós trouxemos a equipe titular até quando sentimos que não dava mais, que foi contra o Coritiba. Conversamos com a comissão, diretoria, ouvimos os jogadores. Não abrimos mão do campeonato. Contra o Coritiba, fomos a campo em busca do resultado, fomos até superiores, e, de repetene, você acaba perdendo a decisão da Copa do Brasil”, disse.
“Tudo foi feito pensando no melhor. Com a chegada (da fase final) das duas competições, era impossível que tivéssemos o mesmo rendimento. Muitas finais finais, muito próximo. Isso é um absurdo. Muito mal pensando. Acredito que o Santos sai de 2015 muito feliz com o desempenho”, completou.

E realmente quando teve de optar, o Santos decidiu priorizar a Copa do Brasil, afinal, a competição lhe renderia mais que vaga, e sim um título acompanhado de uma premiação de R$ 4 milhões. Porém, a queda nos pênaltis para o alviverde da Capital frustrou os planos e nitidamente ainda está entalada na garganta dos santistas.

“Se o Santos tivesse jogado dentro de uma normalidade, não tenho dúvidas que o Palmeiras encontraria muito mais dificuldades. Não aconteceu e Palmeiras tornou a situação favorável de crescer dentro da própria partida e, empurrados por 40 mil torcedores, é natural que tivessem competência para resolver o jogo. Não podemos tirar o mérito, mas o Santos não teve uma grande noite”, concluiu o técnico do Peixe.

Santos 3 x 1 Chapecoense

Data: 03/09/2015, quinta-feira, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 22ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 8.047 pagantes
Renda: R$ 180.920,00
Árbitro: Bruno Arleu de Araujo (RJ)
Auxiliares: Thiago Henrique Neto Correa Farinha e Michael Correia (ambos do RJ).
Cartão amarelo: Ananias (C)
Gols: Ricardo Oliveira (13-1); Geuvânio (12-2), Ricardo Oliveira (30-2) e Neto (37-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato e Marquinhos Gabriel (Rafael Longuine); Geuvânio, Neto Berola (Léo Cittadini) e Ricardo Oliveira (Nilson).
Técnico: Dorival Júnior

CHAPECOENSE
Danilo; Caramelo, Neto, Rafael Lima e Dener Assunção; Elicarlos, João Afonso (Cleber Santana), Neném (Bruno Silva) e Wagner e Tiago Luis; Ananias (Camilo)
Técnico: Vinícius Eutrópio



Santos vence Chapecoense na Vila, salta na tabela e fica a três pontos do G4

O Santos está definitivamente na briga por uma vaga na próxima Copa Libertadores. Nesta quinta-feira, o time de Dorival Júnior não fez um grande jogo na Vila Belmiro, mas foi o bastante para bater a Chapecoense por 3 a 1 e estender sua invencibilidade para onze partidas. A vitória deixou o Peixe na oitava colocação na tabela de classificação, com 33 pontos, a apenas três do Atlético-PR, o primeiro time dentro do G4. O clube iniciou este 22ª rodada na 11ª posição.

Por outro lado, o time de Santa Catarina foi derrotado pela terceira vez seguida na competição nacional. Em 12º lugar, com 28 pontos, o alviverde de Chapecó ainda pode ser ultrapassado pelo Figueirense, que encara o Grêmio também nesta quinta-feira.

Sem Lucas Lima, que pode ser até titular pela Seleção Brasileira neste sábado, Dorival Júnior voltou a apostar em Marquinhos Gabriel. E o meia correspondeu dando uma linda assistência para Ricardo Oliveira marcar um belo gol e abrir o placar.

Como já virou rotina, a partida também teve uma polêmica envolvendo a arbitragem. O árbitro assinalou um pênalti muito duvidoso de Neto em cima do centroavante santista e revoltou o time de Chapecó. Porém, o camisa 9 mais uma vez bateu no canto direito do goleiro Danilo e, pela terceira vez consecutiva, viu seu adversário se sobressair com uma linda defesa.

Mas na etapa final, o alvinegro praiano definiu a vitória com tranquilidade. Primeiro com Geuvânio, que marcou um golaço em mais um forte chute de fora da área que acertou o ângulo de Danilo. E, para sair aplaudido de pé, Ricardo Oliveira aproveitou jogada ensaiada, após cobrança de escanteio, para marcar seu 14ª gol no Brasileiro e se isolar ainda mais na artilharia.

O jogo

Disposto a manter o embalo de dez jogos de invencibilidade e o fato da Chapecoense ter poupado alguns titulares, o Santos usou a já conhecida tática de pressionar o adversário do campo de defesa desde os primeiros toques na bola.

Antes dos três minutos, Ricardo Oliveira quase saiu na cara do gol de Danilo depois de linda enfiada de Marquinhos Gabriel. Dois minutos depois, cobrança de falta na área e o camisa 9 cabeceou com muito perigo, sobre o gol da Chapecoense.

A pressão era forte e o time de Santa Catarina sequer chegava perto da área de Vanderlei. Assim, não teve jeito. Aos 13 minutos, Marquinhos Gabriel cumpriu bem a função de Lucas Lima, que está na Seleção Brasileira, e fez lindo lançamento para o centroavante do Peixe. Bem posicionado, Ricardo Oliveira pegou de primeira, de esquerda. Danilo falhou e o Santos abriu o placar na Vila.

O pequeno público que compareceu no estádio santista se empolgou e voltou a comemorar aos 28, em mais um lance polêmico neste Campeonato Brasileiro. Ricardo Oliveira recebeu de costas, dentro da área, girou em cima de Neto e caiu. O árbitro deu pênalti, para desespero do técnico Vinícius Eutrópio.

A reclamação só não se estendeu porque o artilheiro da competição desperdiçou a oportunidade pela terceira vez seguida (também errou contra Vasco e Atlético-PR). Danilo repetiu o canto de seus companheiros de profissão e também obteve sucesso, defendendo a penalidade cobrada por Oliveira.

O time do Santos parece ter sentido o erro e o ritmo do jogo caiu. Marquinhos Gabriel passou a ser bem marcado e Neto Berola pouco participou dos primeiros 45 minutos. A torcida ameaçou algumas reclamações, mas preferiu aplaudir os jogadores após o fim da primeira etapa, em uma clara tentativa de levantar o ânimo alvinegro.

O segundo tempo começou com Vinícius Eutrópio mostrando que iria em busca do empate na Vila. O técnico da Chapecoense coloco Cleber Santana e Camilo no jogo e o time mostrou confiança para passar os primeiros 10 minutos com mais posse de bola e empurrando o Peixe para dentro de sua área.

O time do Santos tentava contra-atacar, mas Geuvânio e Neto Berola erravam muito e desperdiçavam as poucas oportunidades da equipe na etapa complementar.

Dorival Júnior percebeu a apatia de seu time e resolveu mexer. Neto Berola, que não fez nada no jogo, deu lugar para o jovem Léo Citadinni.

E logo na sequência da substituição, o veio o alívio para os santistas. Se a equipe não estava bem, Geuvânio resolveu tudo sozinho. Em jogada individual, bem ao seu estilo, o camisa 11 recebeu pela direita, cortou para dentro e, de fora da área, acertou uma lindo chute cruzado. A bola morreu no ângulo de Danilo, estufando a rede lateral da trave. Um golaço.

A Chapecoense tentou responder aos 20 minutos. Em cobrança de falta na entrada da meia-lua, Cleber Santana, ex-Santos, bateu bem, mas Vanderlei espalmou.

Mas os visitantes não tinham força ofensiva para criar perigo para o time da Vila Belmiro. E, aos 30 minutos, Ricardo Oliveira colou números finais no jogo.

Em jogada ensaiada no escanteio, Zeca cruzou e o centroavante se antecipou ao goleiro para marcar, de cabeça, seu 14º gol na competição.

Na sequência, artilheiro foi substituído por Nilson e deixou o gramado aplaudido de pé pelos pouco mais de 8 mil presentes na Vila Belmiro.

Mesmo já abatida, a Chapecoense ainda marcou seu gol de honra. Camilo cobrou escanteio na segunda trave, Vagner tocou de cabeça e o zagueiro Neto, ex-Santos, tocou para o fundo do gol.

Mas a reação parou por ai e a torcida santista mais uma vez deixou a Vila Belmiro rindo à toa, com seu time agora cada vez mais perto de ocupar uma vaga no G4 do Brasileirão.

Bastidores – Santos TV:

Ricardo Oliveira não nega: “Eu penso sempre em Seleção Brasileira”

Ricardo Oliveira mais uma vez foi protagonista da uma vitória do Santos nesta temporada. E depois de marcar duas vezes nos 3 a 1 para cima da Chapecoense, nesta quinta, na Vila Belmiro, o camisa 9 mandou seu recado para Dunga. “Eu penso sempre em Seleção Brasileira. Acho que o nível que eu estou jogando mostra o que eu posso fazer”, avisou.

Com 35 anos, Oliveira sabe bem o que é vestir a pesada camisa amarela. Mas nenhum obstáculo parece impedir que o centroavante volte a pensar em uma oportunidade. Nem mesmo a idade.

“Acho que o Paulista foi uma competição de teste. Consegui passar. Vencemos. Campeonato Brasileiro é difícil. Estamos aí, brigando pela artilharia, estamos vencendo. Ambições de coisas grandes sempre existem na minha cabeça. Se tiver oportunidade, se eu for solicitado, tenho certeza que vou contribuir bastante”, acrescentou.

Nesta quinta, apesar de desperdiçar o quatro pênalti neste Campeonato Brasileiro, Ricardo Oliveira chegou a 14 gols na competição e abriu cinco de vantagem na briga pela artilharia. Já são 27 gols na temporada, sendo 11 no Estadual, no qual também acabou como o principal goleador e melhor jogador. Por isso, o próprio técnico Dorival Júnior já faz campanha por seu capitão.

“Eu acho que não é só isso, não. Nós tivemos aí, em algumas seleções mundiais, jogadores importantes que continuaram sua história nas seleções mesmo com idade avançada. Não vejo motivo nenhum para que descartemos uma situação dessa”, disse o treinador, lembrando que a idade também traz coisas positivas. “Vocês não têm noção da importância do Ricardo fora de campo, dando uma sustentação para essa garotada”, completou Dorival.

Empolgado com a fase, o centroavante não nega a sensação alegria, mas fala em seguir evoluindo. “A campanha é muito boa. Pode melhorar e acredito que vai melhorar. Não só em números. O que eu mais prezo e valorizo é que os gols estão contribuindo com o time”, explicou, antes de também enaltecer a evolução da equipe como um todo, depois de passar algumas rodadas agonizando na zona de rebaixamento.

“Eu acho que a evolução é notória. O time cresceu. Coletivamente, tem uma faceta bem interessante, individualmente não se questiona, as vitórias, time ganhando… Não perdendo contra o Cruzeiro, sabíamos que era determinante. Estamos olhando lá para cima. Esse é o objetivo. Estamos chegando lá, mas ainda tem muita coisa pela frente”, concluiu o jogador.

Para santistas, time cresceu na hora certa e vai brigar até o fim por G4

A vitória desta quinta por 3 a 1 em cima da Chapecoense colocou o Santos na oitava colocação na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro, a três pontos do G4. Os jogadores do Peixe não negam a euforia depois de passar boa parte da competição brigando contra a zona de rebaixamento e agora sonham alto.

“Difícil ficar naquela zona de desconforto. A equipe provou sua força, olhando cada vez mais para frente e deixando aquele pessoal lá para baixo”, comentou o volante Renato.

Marquinhos Gabriel, que atuou no lugar de Lucas Lima e deu uma linda assistência para Ricardo Oliveira abrir o placar, seguiu o mesmo discurso. “A equipe toda está de parabéns, evoluiu cada vez mais para gente conseguir entrar nesse grupo, que briga por Libertadores e título”, avisou.

O Santos chegou à marca de onze jogos de invencibilidade. O time não perde desde a 14ª rodada, quando foi derrotado pelo Palmeiras, fora de casa, no segundo jogo de Dorival Júnior no comando da equipe.

David Braz, um dos líderes do elenco, negou que a reação tenha acontecido tarde demais, mesmo com o segundo turno do Brasileiro já em curso. “Eu não acho que a reação foi tarde. Poderia ser melhor, porque acabamos perdendo uns gols aqui em casa, principalmente contra a Ponte Preta e contra o Sport, a gente sente muito esses quatro pontos, mas estamos recuperando no momento certo”, disse o zagueiro, esbanjando confiança.

“Faltam 16 rodadas, mas tem muita coisa para acontecer. Vamos nos preparar bastante, é competição muito difícil, tem muita equipe oscilando. Vamos manter pegada para chegar nos nossos objetivos”, finalizou.

Geuvânio se irrita com xingamentos e deixa o jogo com suspeita de lesão

Ricardo Oliveira marcou dois gols na noite desta quinta-feira, na Vila Belmiro. Mas, provavelmente, o assunto mais comentado entre os pouco mais de 8 mil torcedores que foram ao estádio foi o gol de Geuvânio, o segundo na vitória por 3 a 1 do Peixe em cima da Chapecoense, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro.

No momento que o time não apresentava um bom futebol, o camisa 11 acertou um lindo chute de fora da área e mandou a bola na gaveta. Um gol de fazer os locutores gritarem mais alto. O contraponto, porém, veio na tímida comemoração. Geuvânio, com fisionomia séria, apenas olhou para as arquibancadas. Após o jogo, ele mesmo explicou.

“Comemorei o gol, sim. Mas tem santistas que são complicados. Levei xingamentos alí. Depois retribuí com gols para quem me xingou. Foi para eles. Nunca vão me ver dando ‘migué’. O gol foi para eles”, disse o atacante.

Além da irritação, Geuvânio se mostrou preocupado em função de ter deixado o jogo com muita dor. Já nos acréscimos do segundo tempo, ele deixou o time com um a menos, pois Dorival Júnior não podia mais realizar substituições, e deve ser desfalque para as próximas rodadas.

“Na hora do arranque, senti a coxa. Fisgada muito forte. Provavelmente deu lesão. Mas vamos aguardar os exames. Estou sentindo muita dor”, explicou, assim que o jogo foi encerrado.

Mesmo sem saber se poderá ajudar o time nos próximos jogos, pelo menos, Geuvânio pôde comemorar mais uma vitória do Peixe no Brasileirão e a confirmação de que o time vai brigar pelo G4.

“Nossa equipe está crescendo. Sabemos disso. Cada jogo encaramos como uma final. Estamos subindo na tabela. Felizes pelo trabalho, mas não podemos parar. Sempre com humildade, vamos crescer cada vez mais”, concluiu o atleta, que deve realizar exames nesta sexta para saber a gravidade do seu problema.

Ricardo Oliveira admite novo pênalti mal batido, e posto de batedor fica sob análise

Se o Santos tiver um pênalti a seu favor nos próximos jogos, quem baterá? Hoje, ninguém pode responder esta questão. Ricardo Oliveira fez dois dos três gols que garantiram a vitória do Peixe sobre a Chapecoense nesta quinta, Porém, mais uma vez o centroavante falhou ao bater um pênalti. Pela terceira vez seguida, o experiente jogador optou pelo mesmo canto e viu o goleiro espalmar. Já é o quatro desperdiçado por ele na competição.

“Certamente, eles também observam os batedores de pênalti e falta. Acho que eu tenho que continuar trabalhando. Tem que valorizar o trabalho que eles fazem. Eu bati muito mal o pênalti”, analisou o próprio Ricardo Oliveira, admitindo que talvez seja a hora de dar a oportunidade para outro atleta do elenco.

“São sequências negativas. Acreditei que deveria bater ali novamente, o goleiro foi feliz, defendeu, mas a gente continua treinando. Continuo à disposição. Sempre que tiver pênalti vou estar à disposição. Mas, se tiver que dar a bola para um companheiro, eu darei sem problemas”, avaliou.

Aliás, o lance que culminou na penalidade também foi alvo de muitos questionamentos. O time de Santa Catarina ficou revoltado com a marcação do árbitro carioca Bruno Arleu de Araújo. O lance envolveu o centroavante do Peixe e o zagueiro Neto, que é ex-jogador do Santos.

“Não fiquei na dúvida. Ali sempre tem um ‘agarra-agrara’. Quando joguei para dentro, teve o contato. Não posso te garantir que o cara me agarrou, mas teve o contato”, explicou o camisa 9.

Questionado se vai manter seu capitão como o cobrador oficial de pênaltis do time, Dorival Júnior despistou e relembrou um caso parecido ocorrido quando também era treinador do Peixe, em 2010.

“Acho que primeiro você tem que entender que isso aconteceu com Neymar, naquele momento lá atrás. Depois, vamos conversar. As coisas se ajeitam com naturalidade, desde que o jogador aceite”, ponderou o comandante santista, ainda tentando aliviar a barra de seu artilheiro. “De todos eles (perdidos), nenhum foi para fora”.

Apesar de vitória, Dorival se mostra indignado com maratona de jogos

Nesta quinta, Dorival Júnior alcançou sua nona vitória em doze jogos à frente do Santos desde o seu retorno ao clube. Mas o técnico tem percebido sua equipe caindo de rendimento a cada nova partida em função do desgaste físico. Os resultados têm sido positivos, mas o técnico já teme por uma queda que possa acabar evitando que algum objetivo seja alcançando, já que a temporada começa a entrar em momentos decisivos.

“Eu acho muito difícil a manutenção. É natural que a equipe vá sentir, em razão das perdas importantes. Joga-se em intensidade até um determinado momento. A sequência é estupida e descaracteriza todo o trabalho e a maneira da equipe trabalhar”, disse o treinador.

O Peixe está invicto há onze jogos. A última derrota foi contra o Palmeiras, ainda na 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. A acensão fez o time chegar às quartas de final da Copa do Brasil e ficar a apenas três pontos do G4 no Campeonato Brasileiro.

“Logicamente, foi um resultado importante. A equipe deu uma resposta boa. A confiança aumentou. Mas é uma ciranda, vimos várias equipes com trocas, lesões. Isso daí é o que penaliza muito. Você não tem como manter um trabalho buscando correções em treinamentos, porque da última semana que eu tive de treinamento já se foram nove rodadas. Você fica apenas tentando recuperar jogador”, reclamou, destoando de entrevistas concedidas após uma vitória, como a desta quinta, por 3 a 1, em cima da Chapecoense.

“A equipe melhorou. Começa a se posicionar um pouco melhor (na tabela). Isso é um fato importante. Mas eu analiso rendimento. O time teve posse de bola, trabalhou bem, teve paciência, mas, de jogo a jogo eu sinto que está existindo uma vulnerabilidade um pouco maior, e isso acontece pelo pouco tempo de trabalho”, explicou.

“Vocês se lembram o nível de atuações. Começamos a ter esses jogos ininterruptos e vamos ter ainda uma sequência que vai desgastar demais. E aí comprometer um resultado ou outro”, avisou.

Desde o dia oito de agosto, há pouco menos de um mês, o Peixe tem jogado duas vezes por semana. E esta sequência não tem previsão de pausa, já que a equipe segue viva na Copa do Brasil. O próximo desafio já é neste domingo, contra o Sport, em Pernambuco.

“Não adianta. Eles pensam em coisas quantitativas, não em qualitativas. As coisas vinham boas justamente pelas pausas, mas as pessoas não percebem. Querem quantidade. Querem quantidade? Vai dar nisso”, concluiu Dorival, se referindo ao baixo nível técnico do jogo desta quinta, pela 22ª rodada do Brasileiro.

Santos se preocupa em suportar desgaste físico nesta reta final

O Santos não sabe o que é ter uma semana livre para recuperar seus atletas e ter tempo para treinar há oito jogos. A sequência de duas partidas por semana não tem previsão para ser interrompida e, com isso, o clube começa a ficar aflito. Mesmo indignado com a situação e ciente dos riscos, Dorival Júnior mais uma vez reiterou que vai continuar escalando força máxima tanto no Campeonato Brasileiro quanto na Copa do Brasil.

“Eu quero continuar insistindo. Vou tentar manter a equipe até o último momento, mas, sou sincero, não sei se estou fazendo a coisa correta, porque não tem como saber como vai ser a resposta do grupo na rodada seguinte”, explicou o treinador.

Nesta quinta, depois da vitória por 3 a 1 contra a Chapecoense, Geuvânio deixou o campo com muita dor na coxa. A tendência é que os exames desta sexta confirmem uma lesão muscular do atacante. Para o treinador, este é apenas um exemplo de como esta maratona de jogos pode causar estragos ao time.

“Anterior a isso, quando fui questionado, também fui bem claro. Nós não sabíamos se estávamos tomando a atitude correta. Dou minha mão à palmatória, porque não dá para saber. Perdemos um jogador agora por causa disso, por causa dessa sequência absurda, que faz com que tenha um desgaste excessivo. E o Geuvânio ainda ficou parado essa semana”, disse, lembrando que o camisa 11 cumpriu suspensão diante do Cruzeiro, no último fim de semana.

Nas duas últimas rodadas, o Santos conseguiu duas vitórias importantes. Acabou com o jejum fora de casa batendo o Cruzeiro e, diante de seu torcedor, cumpriu a missão de vencer a Chapecoense e colar de vez no G4 do Brasileirão, ficando a três pontos do Atlético-PR. Porém, o time já perdeu Gabriel, com edema muscular, nas últimas duas partidas. Agora deve ter problemas com Geuvânio, além de Lucas Lima, que está com a Seleção Brasileira. E, neste domingo, o time desafia o Sport, em Pernambuco. Para Ricardo Oliveira, a situação é preocupante.

“Tentamos. De fato é uma batida muito pesada quarta domingo. Temos três dias para um jogo superdifícil, mas, é isso. Não dá. Já falamos muito a respeito de calendário. Todos os times estão sofrendo com isso. Esperamos que as lesões nos respeitem. Infelizmente hoje (quinta) parece que o Geuvânio sentiu. Mas não dá pra ficar se queixando. O campeonato é assim”, lamentou o camisa 9.

Com apenas 16 rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro e uma briga intensa por um lugar no G4, aliado a Copa do Brasil, que já chega à sua fase de quartas de final, David Braz é mais um no Peixe que mostra apreensão perante ao que vem pela frente. A vontade do zagueiro é de que a equipe brigue com a mesma intensidade nas duas competições, mas nem ele próprio sabe se isso será possível.

“É complicado. Muita gente teve essa dificuldade. Esperamos que a gente possa conseguir, porque as duas competições são difíceis. A Copa do Brasil tem várias equipes grandes ainda. Vamos nos preparar bastante para chegar no objetivo que é colocar o Santos na Libertadores”, disse o defensor, tentando manter o otimismo, mas sem esconder ao receio de ver os objetivos do clube serem frustrados por falta de condições dos atletas.

Santos 3 x 0 Coritiba

Data: 08/08/2015, sábado, 21h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 17ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 12.657 pagantes
Renda: R$ 306.585,00
Árbitro: Igor Junio Benevenuto (MG)
Auxiliares: Kleber Lúcio Gil e Carlos Berkenbrock (ambos de SC).
Cartões amarelos: Lucas Lima (S); João Paulo, Ivan, Ruy e Juninho (C).
Gols: SANTOS: Geuvânio (19-1) e Ivan (43-1, contra); Ricardo Oliveira (14-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Thiago Maia (Elano), Renato (Paulo Ricardo) e Lucas Lima; Gabriel, Ricardo Oliveira e Geuvânio (Neto Berola).
Técnico: Dorival Júnior

CORITIBA
Wilson; Ivan (Juan), Rafael Marques, Leandro Silva e Juninho; Alan Santos (Thiago Galhardo), João Paulo e Ruy; Rafhael Lucas, Henrique Almeida (Fabrício Baiano) e Evandro.
Técnico: Ney Franco



Santos mantém ascensão e afunda o Coritiba na Vila Belmiro

O Santos aproveitou a fragilidade do Coritiba para continuar em alta sob o comando de Dorival Júnior. Na noite deste sábado, a equipe do litoral paulista recebeu o lanterna do Campeonato Brasileiro na Vila Belmiro e venceu por 3 a 0, com gols de Geuvânio, Ivan (contra) e Ricardo Oliveira.

O resultado fez o Santos se distanciar da zona de rebaixamento da competição, computando agora com 20 pontos ganhos. Já em situação de desespero, o Coritiba totaliza apenas 12, assim como Vasco e Joinville (que irão se enfrentar no domingo, em São Januário).

O Vasco também é justamente o próximo oponente do Santos – a partida será na de quarta-feira, outra vez na Vila Belmiro. Na mesma noite, o Coritiba tentará se reabilitar diante de outra equipe paulista, o Palmeiras, no Couto Pereira.

O jogo

O Santos obedeceu ao coro dos seus torcedores que estavam na Vila Belmiro e foi para cima do Coritiba desde os primeiros minutos de partida. Com rápidas trocas de passes de seus homens de frente, não demorou a virar alvo da truculência da marcação adversária.

Aos 17 minutos, no entanto, o Santos deu a primeira mostra de que não poderia ser contido com violência. Lucas Lima fez ótima lançamento para Ricardo Oliveira, que ajeitou a bola de cabeça da esquerda para o meio da área. Diante do gol, Gabriel acertou o travessão.

Nem houve tempo para muita lamentação pela chance perdida. Dois minutos mais tarde, Geuvânio clareou para dentro da área pela direita e soltou o pé para acertar o canto do gol defendido por Wilson.

A desvantagem no placar desestabilizou ainda mais o Coritiba. Sem criatividade para dar uma resposta ao Santos, o time visitante apelava para as finalizações de longa distância quando conseguia atacar.

Seguro em campo, o Santos chegou ao segundo gol ainda antes do intervalo. Aos 43, Gabriel rolou a bola para a passagem de Lucas Lima pelo lado direito da área. O meia cruzou rasteiro para o meio, onde Ivan se antecipou a Geuvânio e anotou contra, para frustração de Ney Franco.

O técnico do Coritiba resolveu entrar em ação no intervalo, trocando Ivan por Juan. Como a sua equipe não reagia, ele esperou mais seis minutos para mexer de novo já no segundo tempo. Alan Santos saiu para a entrada de Thiago Galhardo.

Dorival Júnior mudou o Santos pela primeira vez pouco depois, já que Renato reclamou de dores. Bastante aplaudido, o veterano deu lugar a Paulo Ricardo e viu do banco de reservas o seu time ampliar o marcador.

Aos 14 minutos, Geuvânio recebeu a bola do lado direito e teve visão de jogo para cruzar rasteiro para Ricardo Oliveira, que levou a melhor na disputa com a marcação e finalizou para dentro.

Combalido, o Coritiba apostou a sua última ficha em Fabrício Baiano, substituto de Henrique Almeida, porém já tinha forças apenas para cometer faltas mais duras nos atacantes do Santos. Por sua vez, o satisfeito Dorival mandou a campo Neto Berola e Elano nos lugares de Geuvânio e Thiago Maia antes de a bola parar de rolar na Vila Belmiro.

Bastidores – Santos TV:

Jogadores do Santos tentam evitar empolgação depois de nova vitória

Os jogadores do Santos ainda nem haviam deixado o gramado da Vila Belmiro, em meio à comemoração dos torcedores pela vitória por 3 a 0 sobre o Coritiba, e já repetiam o discurso comedido adotado desde a ascensão sob o comando de Dorival Júnior.

“Demos uma respirada, mas ainda estamos muito longe de onde queremos chegar. Apesar de a crescente ser boa, temos obrigação de ir mais à frente na tabela”, pregou o meia Lucas Lima, no final da noite deste sábado.

Ainda que a momentânea 12ª colocação do Campeonato Brasileiro, com 20 pontos ganhos, não satisfaça completamente os santistas, a sequência de bons resultados já serviu para fazer o time fugir da zona de rebaixamento.

“Assino embaixo do que o Lucas falou. Foi uma vitória importante para abrir distância para quem está atrás na tabela, fundamental por ser dentro de casa, mas já devemos pensar no próximo jogo”, avisou o centroavante Ricardo Oliveira, respeitando o também ameaçado Vasco, adversário de quarta-feira, de novo na Vila Belmiro.

O artilheiro do Campeonato Brasileiro ainda aproveitou para repetir o mantra apregoado por Dorival Júnior. “Teremos mais uma final”, disse Ricardo Oliveira. “Isso não é jogada de marketing. Não existe empolgação com a nossa evolução. Cada jogo é uma final para não deixarmos escapar nem um ponto. Esse é o espírito, o caminho para continuar crescendo na competição”, completou.

Artilheiro, Ricardo Oliveira enaltece a sua forma física aos 35 anos

O centroavante Ricardo Oliveira marcou o último gol do Santos – o seu décimo no Campeonato Brasileiro – na vitória por 3 a 0 sobre o Coritiba, na noite deste sábado, e saiu ovacionado do gramado da Vila Belmiro. “Feliz”, conforme repetiu muitas vezes, o artilheiro da competição atribuiu a boa fase ao seu condicionamento físico.

“Sempre fui disciplinado, regrado, cuidando do meu corpo e da minha saúde. Isso é a colheita do que plantei em todos esses anos de futebol profissional e amador. Eu me encontro bem, em plena forma. É algo notório nos jogos”, comemorou Ricardo Oliveira, de 35 anos.

Os gols marcados como veterano também ajudam a estreitar o vínculo do centroavante com o Santos, clube que ele já havia defendido em 2003. “Tive uma primeira passagem, mas essa de agora tem um gosto muito doce”, definiu. “A minha empolgação é nítida. O que importa é que estou feliz e fazendo o que mais gosto”, acrescentou, ainda sorridente.

O entusiasmo é tamanho que já começa fazer com que Ricardo Oliveira sonhe com uma vaga na Seleção Brasileira do técnico Dunga. Para Dorival Júnior, o seu comandante no Santos, o experiente atacante tem totais condições de ser útil à equipe nacional.

Meninos da Vila destacam evolução pessoal sob o comando de Dorival

A chegada de Dorival Júnior ajudou a motivar dois jovens atacantes do Santos. Satisfeitos com mais uma vitória no Campeonato Brasileiro – por 3 a 0 sobre o Coritiba, neste sábado, na Vila Belmiro –, Geuvânio e Gabriel enalteceram o treinador após a partida.

“O professor vem conversando muito com a gente. O entrosamento está cada vez melhor”, comentou Geuvânio, que abriu o placar para o Santos nesta noite. “Foi um bom chute, e a bola entrou no cantinho. Aí, foi só correr para o abraço”, sorriu.

Gabriel passou em branco, mas não deixou de ter uma atuação importante para o Santos construir o resultado positivo. “Estou aprendendo bastante com o professor. Antes, vinha fazendo alguns jogos bons e outros, ruins. Consigo manter uma regularidade agora. Devo continuar assim”, disse o também Menino da Vila.

Mais falante, Geuvânio aproveitou para enaltecer ainda a experiência do “extraordinário” centroavante Ricardo Oliveira, artilheiro do Campeonato Brasileiro, e a criatividade do meia Lucas Lima. Ele tem se divertido com a reação do quarteto ofensivo santista na competição.

“Estou muito feliz pelas brincadeiras que vejo na internet. Nos jogos, passamos a colocar em prática aquilo que treinamos. Vamos continuar trabalhando forte para todos serem ainda mais felizes”, concluiu Geuvânio.

Dorival avisa que a realidade do Santos ainda é a luta contra a degola

Assim como os seus comandados, o técnico Dorival Júnior evitou se empolgar com a vitória por 3 a 0 sobre o lanterna Coritiba, que fez o Santos se distanciar da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Para o comandante, ainda é cedo para alimentar maiores ambições na competição.

“Não é a nossa realidade. O Santos está brigando contra o rebaixamento”, sentenciou Dorival. “Conquistamos pontos importantes, mas isso não é suficiente. Essa foi a conversa que tivemos com os jogadores após a partida”, contou.

Os três importantes pontos conquistados contra o Coritiba fizeram o Santos totalizar 20, subindo momentaneamente para a 12ª colocação do Brasileiro – ameaçada pela sequência da rodada, neste domingo.

“Pela aproximação de pontos, é natural abrir a possibilidade para outras situações. Mas, se não continuarmos pontuando, não adianta nada. Até o início da rodada, éramos só a primeira equipe fora da zona de rebaixamento. É por isso que não dá para relaxar e achar que as coisas estão acontecendo de outra forma”, discursou Dorival.

Os jogadores compraram a ideia do treinador santista. Todos eles têm dito que cada partida é como uma final na luta contra a degola. A próxima será contra o também ameaçado Vasco, na noite de quarta-feira, outra vez na Vila Belmiro.

“Todos são adversários duríssimos. O Coritiba está na última posição, mas nos pressionou na Vila, dificultando bastante o nosso trabalho. O Vasco tem uma belíssima equipe e também vai oferecer muitos riscos. Não podemos perder o espírito”, alertou o centroavante Ricardo Oliveira.

Santos 3 x 1 Sport Recife

Data: 22/07/2015, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa do Brasil – 3ª fase – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 8.370
Renda: R$ 198.185,00
Árbitro: Paulo Henrique de Melo Salmazio (MS)
Auxiliares: Eduardo Gonçalves da Cruz (MS) e Fabiano da Silva Ramires (ES).
Cartões amarelos: Victor Ferraz, Ricardo Oliveira, Werley e Elano (S); Renê, Ferrugem e Rodrigo Mancha (SR).
Gols: Gabriel (02-1), Gabriel (35-1) e Diego Souza (39-1); Geuvânio (12-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Werley, David Braz e Zeca; Renato, Paulo Ricardo e Marquinhos Gabriel (Elano); Geuvânio, Gabriel (Rafael Longuine) e Ricardo Oliveira (Nilson).
Técnico: Dorival Junior

SPORT RECIFE
Danilo Fernandes; Ferrugem, Ewerton Páscoa, Durval e Renê; Rithely (Wendel), Rodrigo Mancha, Diego Souza, Élber (Régis) e Marlone (Samuel); André.
Técnico: Eduardo Baptista



Peixe bate o Sport na Vila Belmiro e se classifica na Copa do Brasil

O Santos conseguiu reverter a vantagem do Sport e garantiu sua vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil. Depois de perder por 2 a 1 na Ilha do Retiro, o Peixe deu o troco e, com uma vitória por 3 a 1, na Vila Belmiro, avançou na competição disputada em mata-mata, nesta quarta-feira.
Gabriel abriu o placar logo aos dois minutos de jogo nesta quarta-feira e ampliou ainda na primeira etapa. Diego Souza, porém, diminuiu em cobrança de falta antes do término do primeiro tempo. Mas Geuvânio acabou com as chances de o duelo ser decidido nos pênaltis com um belo gol no segundo tempo.

Agora, um sorteio na CBF definirá os confrontos da próxima fase, que terão as equipes que disputaram a Libertadores da América somadas à disputa. Com a eliminação, o Sport agora terá o direito de disputar a Copa Sul-Americana. Até por isso, a desclassificação desta quarta-feira acabou não sendo muito lamentada pelos jogadores pernambucanos, já que a competição internacional também dá uma vaga na próxima Libertadores da América ao campeão.

As duas equipes voltam a jogar pelo Campeonato Brasileiro neste fim de semana. No sábado, o Sport visita o Grêmio, em Porto Alegre, às 19h30. O Peixe joga no domingo, de novo na Vila, às 11 horas, contra o lanterna Joinville.

O Rubro-Negro pernambucano é o quarto colocado na tabela de classificação do Nacional, com 27 pontos, enquanto o Alvinegro Praiano é apenas o 17º, primeiro time dentro da zona de rebaixamento, com 13 pontos nas mesmas 14 rodadas disputadas até aqui.

O jogo

O Peixe começou a partida do jeito que o torcedor queria. Com postura de decisão e partindo para cima. E a pressão inicial deu tão certo que logo aos 2 minutos, Gabriel abriu o placar e encheu o santista de esperança. Na jogada, Zeca recebeu pela esquerda, cortou para dentro e lançou o jovem atacante, que entrou no facão, furando a linha de impedimento do Sport para marcar.

No lance seguinte, jogada pela direita do ataque do Santos e novamente a bola sobrou para Gabriel, que bateu firme, mas errou o alvo desta vez. Era pressão alvinegra na Vila.

Desta forma, com as linhas avançadas, o time de Dorival Jr jogava com os zagueiros na linha do meio de campo, forçado uma compactação que, talvez, o Rubro-Negro pernambucano não esperava. Atordoado, o Sport mal conseguia chegar à meta de Vanderlei. Apenas arriscava algumas jogadas pela esquerda, com Marlone, mas sem oferecer riscos.

A marcação avançada do Peixe, porém, durou apenas 20 minutos. Após isso, o Leão se encontrou em campo e passou a tocar mais a bola. Aos 22, Werley quase entregou o ouro ao afastar mal uma bola alçada na área. Diego Souza pegou a sobra e bateu de primeira, já dentro da área, mas a bola desviou no zagueiro e saiu por cima.

O alívio veio aos 35. Renê recuou mal de cabeça e deu um presente a Ricardo Oliveira, que teve apenas o trabalho de dominar e cruzar rasteiro para Gabriel empurrar para as redes. 2 a 0 Peixe.

Porém, após um bom primeiro tempo, o Santos acabou castigado aos 39 minutos. Werley cometeu falta em Diego Souza na entrada da meia-lua. O próprio meia bateu forte e contou com o vacilo de Marquinhos Gabriel, que virou o corpo na barreira e desviou a bola para o gol. Com isso, com apenas um chute a gol, o Leão conseguiu descer para os vestiários com a disputa igual, já que venceu a primeira partida pelos mesmos 2 a 1.

O segundo tempo teve um panorama bem diferente da primeira etapa. O Sport resolveu mudar sua atitude em campo e o Santos, surpreendentemente, voltou recuado em seu campo, apenas tentando evitar o bom toque de bola dos pernambucanos.

Porém, apesar do aparente domínio, os visitantes não conseguiam finalizar. Já o Peixe, apesar da pouca posse de bola, acabou marcando seu terceiro gol aos 12 minutos. Renato acertou um belo lançamento e encontrou Geuvânio nas costas do zagueiro Éwerton Páscoa. O camisa 11 aguardou o quique da bola e bateu de sem pulo para balançar as redes.

Empolgado, o Peixe quase chegou ao quarto gol em chute despretensioso de Gabriel, pela direita. Danilo Fernandes tocou na bola, que ainda bateu na trave antes de sair pela linha de fundo.

O Sport respondeu aos 19 com chute de longe de Diego Souza, que assustou Vanderlei. Mas a Vila Belmiro se calou mesmo, por alguns segundos, aos 26, quando o Rubro-Negro pernambucano chegou ao ataque tocando rápido e encontrou Wendel, livre na entrada da área. O jogador pegou de primeira e a bola raspou a trave, no ângulo direito do camisa 1 santista.

O jogo ficou completamente aberto na segunda metade da etapa complementar. O Sport se lançou de vez ao ataque, já que um gol lhe daria a classificação, enquanto o Peixe criava perigo sempre que saía nos contra-ataques em busca de liquidar o jogo de uma vez por todas.

Mas, como ninguém mais balançou as redes, mesmo com muita pressão do Sport nos minutos finais, o Peixe garantiu sua vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil e, consequentemente, colocou os pernambucanos na disputa da Copa Sul-Americana.

Bastidores – Santos TV:

Ricardo Oliveira se empolga com pegada do Peixe e planeja reação

Ninguém no Santos consegue negar que a situação no Campeonato Brasileiro incomoda. E, nesta quarta-feira, quem pagou o pato por essa ‘raiva’ dos jogadores santistas foi o Sport, derrotado por 3 a 1 na Vila Belmiro, dando adeus à Copa do Brasil e rumando à disputa da Copa Sul-Americana.

Após a partida, acompanhada por quase 9.000 torcedores (houve promoção no preço dos ingressos), Ricardo Oliveira fez questão de ressaltar a importância da classificação às oitavas de final.

“Temos que ressaltar a pegada, o compromisso, a parceria dentro de campo. Isso foi fundamental para conseguirmos os triunfos. Devemos valorizar essa cara agressiva que tivemos contra o Figueirense e que repetimos no primeiro tempo. Tomamos gol, mas o time foi intenso. Isso é importantíssimo para nós”, avaliou o camisa 9, sem negar que a zona de rebaixamento no Brasileirão é o que mais deixa a equipe preocupada. “Já passou do tempo de sair dali.”

Artilheiro do Peixe e do Campeonato Brasileiro, Ricardo Oliveira também minimizou o fato de ter passado em branco nesta quarta-feira, com apenas uma assistência para o segundo gol de Gabriel – Geuvânio completou o placar.

“Sempre ressaltei que minha função é fazer gol, mas, acima de marcar gol, quero ver meu time ganhar. Se eu não fizer e o time vencer, estou feliz do mesmo jeito. O mais importante é todo o mundo estar feliz, é descer no vestiário e ver todo o mundo comemorando junto”, explicou.

Empolgado, o capitão santista agora quer que o time mantenha a postura e não teme qualquer adversário na sequência da temporada. “Essa é a nossa cara. O time não pode mudar com esse compromisso, com essa pegada. Com esse comprometimento, ninguém vai ganhar da gente. Agora é ganhar os jogos, no Campeonato Brasileiro tem que ganhar”, afirmou, ressaltando a força da Vila Belmiro durante o duelo contra o Sport, nesta quarta-feira.

“Sempre gosto de jogar aqui na Vila. É o alçapão, e precisamos deles (torcedores) todos os jogos. O torcedor tem que acreditar no nosso time, como fez hoje (quarta). E o time precisa cooperar. Não merecemos continuar nessa zona do campeonato”, encerrou o centroavante, que está suspenso e não enfrentará o Joinville neste domingo.

Dorival aprova postura do Santos, mas vê time melhor em clássico

O Santos se caracterizou no Campeonato Brasileiro por sair na frente em quase todas as partidas e acabar derrotado por causa de gols sofridos nos minutos finais dos jogos. Nesta quarta-feira, a equipe sofreu forte pressão do Sport, na Vila Belmiro, mas suportou e, com a vitória por 3 a 1, garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil, depois de perder o jogo de ida por 2 a 1. Ao analisar a partida, Dorival Júnior, que comandou o time apenas pela terceira vez, evitou comparar as situações, mas elogiou a forma como seus comandados se comportaram em campo.

“Foi uma coincidência. O Santos saiu na frente em alguns jogos e os gols saíam nos últimos minutos. Isso é um fator de campo. Não dá para trabalhar. Pegamos uma equipe dificílima de se jogar. Sabíamos que seria um jogo para arriscar. O Santos ficaria à mercê do que o Sport explora bem, os contra-ataques. Evoluímos de maneira compacta, com a chegada de seis jogadores na área”, explicou.

O gol de Diego Souza, aos 39 minutos do primeiro tempo, deu um balde de água fria na equipe e na torcida santista, já que o Peixe havia aberto 2 a 0 e os pernambucanos não tinham acertado o gol nenhuma vez até então. A reação na segunda etapa também foi destacada pelo treinador.

“Tivemos algumas precauções importantes. Sofremos o primeiro gol no primeiro tempo e depois tivemos chance de ampliar. De repente, o gol de falta tira uma possível vantagem. Mas isso também foi bom para entrarmos mais ligados no segundo tempo. Foi uma postura que favoreceu”, comentou.

Apesar da vitória e da classificação, Dorival se manteve frio e, durante a entrevista coletiva, voltou a elogiar a atuação diante do Palmeiras, no último domingo, no Palestra Itália. Mesmo com a derrota por 1 a 0 na ocasião, o técnico entende que nem mesmo a atuação do Santos nesta quarta-feira foi superior.

“Os melhores 90 minutos do Santos foram contra o Palmeiras e tivemos derrota. A equipe está melhorando e pode produzir mais ainda. Alguns jogadores buscam adaptação. Eu mesmo estou em processo de conhecimento do elenco”, explicou, sem deixar de valorizar a entrega frente ao Sport, quarto colocado no Campeonato Brasileiro.

“Ímpeto de luta: isso o Santos tem que resgatar. Foi um jogo fundamental. A exigência é grande para qualquer equipe que jogue contra o Sport”, completou.

Entrada de Elano
Logo aos seis minutos do segundo tempo, vencendo por 2 a 1, resultado que levaria a definição do para os pênaltis, Dorival Jr. surpreendeu e colocou Elano na vaga de Marquinhos Gabriel. Após o jogo, o técnico justificou a alteração em um momento que o Sport tinha a iniciativa de atacar.

“O Sport já começava a ter mais posse de bola e a nossa marcação não era tão agressiva. Com o Elano, um homem mais experiente, com menor mobilidade, mas um posicionamento um pouco mais consistente, teríamos uma melhora. Trabalhamos mais a bola. O segundo tempo estava diferente de como acabou o primeiro. Tentei a corrigir e sacrifiquei o Marquinhos, mesmo com ele tendo uma atuação muito boa. Talvez até melhorasse, mas tive que tomar uma decisão”, explicou.

Neste domingo, o Peixe voltará a campo e espera aproveitar a empolgação pela vitória na Copa do Brasil para deixar a zona do rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Às 11 horas, a equipe de Dorival Jr. receberá o lanterna Joinville na Vila Belmiro. Vale destacar que Ricardo Oliveira e Neto Berola estão suspensos pelo terceiro cartão amarelo.

Elano fala em “jogo de homem” e revela conversa com torcedores no CT

Elano entrou logo no início da segunda etapa e colaborou com toda sua experiência para que o Santos alcançasse o terceiro gol e cravasse sua vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil, com a vitória por 3 a 1 sobre o Sport, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro. Com a situação incômoda da equipe no Campeonato Brasileiro, o meio-campista fez questão de valorizar a classificação em cima de um time que é o quarto colocado na principal competição do país.

“Temos que valorizar as vitórias. O Sport está fazendo um grande ano, é um grande time. O Santos está de parabéns, mas temos que manter os pés no chão”, comentou. Além disso, Elano revelou que alguns torcedores do clube foram ao CT Rei Pelé conversar com os jogadores antes da decisão desta quarta e se mostrou emocionado com a atitude.

“Durante a semana, cerca de 20 torcedores e cada torcida (organizada) do Santos foram ao CT e pediram para conversar com a gente. E sabe o que eles falaram? ‘Nós estamos com vocês. Precisamos de vocês para dar a vida dentro do campo’”, afirmou um dos grandes ídolos da história do Santos.

“O Santos só sai dessa situação porque tem esse tipo de coisa. O Santos é diferente. Hoje (quarta), tinha que ser com coração, jogo de homem. Hoje nós tínhamos que ganhar. Graças a Deus, deu tudo certo, mas agora é colocar os pés no chão, porque domingo tem mais”, finalizou.

Santos 2 x 2 Ponte Preta

Data: 06/06/2015, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 5ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 5.508 pagantes
Renda: R$ 159.545,00
Árbitro: Vinicius Goncalves Dias Araujo (SP)
Auxiliares: Gustavo Rodrigues de Oliveira e Ricardo Pavanelli Lanutto (ambos de SP).
Cartões amarelos: Lucas Lima (S); Gilson, Fernando Bob (PP).
Gols: Geuvânio (22-1); Felipe Azevedo (07-2), Ricardo Oliveira (15-2) e Renato Cajá (26-2).

SANTOS
Vladimir; Daniel Guedes (Chiquinho), Werley, David Braz e Victor Ferraz; Lucas Otávio, Elano (Thiago Maia) e Lucas Lima; Geuvânio, Gabriel (Neto Berola) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Marcelo Fernandes

PONTE PRETA
Marcelo Lomba; Rodinei, Tiago Alves, Pablo e Gilson; Josimar, Fernando Bob e Renato Cajá (Juninho); Biro Biro, Felipe Azevedo (Cesinha) e Diego Oliveira (Borges).
Técnico: Guto Ferreira



Santos abre vantagem, mas cede empate para Ponte na Vila

O Santos esteve à frente no placar por duas vezes neste sábado, mas novamente não soube aproveitar a vantagem e cedeu o empate por 2 a 2 para a Ponte Preta, na Vila Belmiro. A igualdade manteve a Macaca invicta no Campeonato Brasileiro e deixou, definitivamente, o clima pesado no Alvinegro praiano, que agora já não vence há cinco partidas, contanto a derrota para o Sport pela Copa do Brasil.

Geuvânio foi, talvez, o único destaque santista na partida. O Caveirinha marcou um golaço no primeiro tempo e sofreu o pênalti que Ricardo Oliveira converteu na segunda etapa. Pelo time de Campinas, Felipe Azevedo aproveitou rebote de Vladimir, e Renato Cajá decretou a igualdade, de cabeça.

A Ponte Preta, com o empate fora de casa, chega a 12 pontos e se mantém provisoriamente na vice-liderança do Nacional por pontos corridos. Já o Peixe chega aos seis pontos após seis rodadas e caiu para a 15ª colocação, com o risco de ficar ainda mais próximo da zona de rebaixamento ao fim da rodada.

O jogo

Marcelo Fernandes resolveu, enfim, dar uma oportunidade para Gabriel começar jogando. Apesar de o técnico entender que o camisa 10 renda melhor na posição de centroavante, o garoto de 18 anos foi escalado pela esquerda, na vaga de Robinho, que está com a Seleção Brasileiro. E, logo aos 4 minutos, o atacante mostrou fome de bola e foi responsável pelo primeiro “uhh” da arquibancada ao arriscar chute de fora da área e ver Marcelo Lomba defender.

Com moral, a Ponte Preta reagiu no lance seguinte em boa jogada de Rodinei pela direita, que só não complicou o Peixe porque Elano tocou para escanteio antes que a bola chegasse a Biro Biro. O mesmo atacante na Macaca também obrigou Vladimir a trabalhar aos 12 minutos, em arremate de fora da área, mas o grande lance do jogo ainda estava por vir.

Aos 22 minutos, em jogada pela direita, Daniel Guedes tocou para dentro da área. Geuvânio escorou o corpo no zagueiro Pablo, girou e acertou uma bomba no ângulo esquerdo de Marcelo Lomba. Um golaço com a marca registrada do Caveirinha.

O gol empolgou o Peixe. Melhor em campo, a equipe praiana tentava a todo momento furar as duas linhas de quatro feitas pelo time campineiro e, para isso, tentava tocar de pé em pé, virando o jogo.

Aos 26, tabela de Victor Ferraz com Gabriel, que chutou firme, mas a bola explodiu no zagueiro. Aos 33, Ricardo Oliveira recebeu lançamento longo e ficou de frente para o gol. Na saída do goleiro, o camisa 9 tentou encobrir, mas não bateu com a força necessária e Pablo evitou o segundo do Santos no jogo.

O castigo quase veio no minuto seguinte. Josimar arriscou de longe e acertou o ângulo, mas Vladimir voou na bola e fez uma defesa espetacular, garantindo a vitória parcial santista no primeiro tempo.

No segundo tempo, o Santos mostrou claramente que tentaria matar o jogo o mais rápido possível. Em cinco minutos, o time da casa não deixou a Ponte pegar na bola e pressionou a saída de bola da Macaca. No entanto, no primeiro lance ofensivo dos ponte-pretanos, Felipe Azevedo não perdoou. O relógio marcava sete minutos quando Renato Cajá enfiou a bola na esquerda para Biro Biro, que bateu colocado. Vladimir fez linda defesa, mas, no rebote, Felipe Azevedo estufou as redes.

Precisando da vitória, o Santos recomeçou sua busca pelo gol já na saída de bola. Mais uma vez, Geuvânio buscou a jogada individual e soltou a perna, mas Lomba espalmou e afastou o perigo.

De novo pela direita do ataque santista, Caveirinha foi sozinho para cima da marcação, entrou na área e foi derrubado por Gilson, que acabou cometendo pênalti claro e infantil. Ricardo Oliveira deslocou o goleiro e colocou o Peixe em vantagem novamente aos 15 minutos.

A partir daí, o jogo ficou aberto e com as duas equipes dando espaço. A Ponte Preta forçava as jogadas pela direita de ataque, enquanto o Santos apostava no talento de Lucas Lima.

Mas o Peixe voltou a vacilar na marcação, assim como já havia acontecido na última rodada, contra o Sport, e a Macaca soube aproveitar bem. Renato Cajá mostrou que vive grande fase e, após receber cruzamento no meio da área, cabeceou no canto direito de Vladimir e anotou seu quarto gol no Campeonato Brasileiro. O gol silenciou a Vila Belmiro.

Marcelo Fernandes, então, mandou Thiago Maia, Neto Berola e Chiquinho para o jogo em uma tentativa desesperada de buscar o gol da vitória, mas as substituições não surtiram efeito, e o Santos foi mais uma presa da Ponte Preta neste Brasileirão. Agora, o time da Vila Belmiro já está há cinco jogos sem vencer, enquanto a Macaca segue invicta na competição.

Bastidores – Santos TV:

Santistas admitem incômodo e ‘não entendem’ novo tropeço

O torcedor santista que foi à Vila Belmiro no início da noite deste sábado viu o Santos repetir os erros da partida contra o Sport, há uma semana, também no estádio Urbano Caldeira, quando a equipe alvinegra ficou à frente no placar por duas vezes, mas, no fim, cedeu o empate. Desta vez, foi a vez da Ponte Preta aproveitar os vacilos santistas para arrancar resultado de 2 a 2.

Após o apito final do árbitro, as vaias deram o tom no estádio e os protestos na saída dos jogadores para o vestiário se dividiam entre Marcelo Fernandes e alguns atletas, como Gabriel, que novamente não aproveitou oportunidade e acabou sacado na segunda etapa.

“Temos que ter cuidado e atenção. Se a gente não estivesse criando, seria preocupante, mas estamos tomando gols por falta de atenção e isso, no final, pesa. Acho que a gente está mais do que na hora de se conscientizar que não podemos continuar cometendo esses erros, porque não é bom para ninguém”, disse Elano, capitão do time neste sábado, já que Renato não pôde atuar por causa de dores no joelho.

Ao comentarem o novo tropeço, os jogadores santistas tinham discursos variados e pareciam buscar uma explicação pela falta de vitórias.

“Eles tiveram posse de bola legal depois que a gente teve um a menos (Chiquinho se machucou no fim), mas uma hora a bola vai entrar, vamos voltar a ganhar e tirar o Santos dessa posição, que está incomodando”, analisou Victor Ferraz.

No entanto, ao ser questionado se a falta de gols estava atrapalhando o time nos jogos, Geuvânio discordou.

“Não. A gente fez gol hoje”, disse o atacante, de forma ríspida, para depois completar “A gente jogou bem, mas a vitória não está vindo. Mas o time não vai parar de lutar, não”.

David Braz também parecia atordoado e sem palavras para falar sobre o empate na Vila.

“Infelizmente, cara. Vamos trabalhar para melhorar logo, o Santos não pode estar nessa situação, fomos campeões paulistas agora, a gente está jogando bem, mas tem que trabalhar mais para concertar e voltar a ser o Santos do começo da temporada”, disse.

“A gente tem que corrigir alguns defeitos. A gente começou muito bem o primeiro tempo, no segundo tempo deixamos cair e cedemos o empate”, resumiu Vladimir. “Campeonato Brasileiro é sempre preocupante. A gente sempre começa bem e, em alguns detalhes, acaba pecando”, encerrou o goleiro santista.

Irritado, Fernandes pede chutão e esbraveja: “A gente sofre ganhando”

Marcelo Fernandes chegou pilhado para a entrevista coletiva na sala de imprensa da Vila Belmiro, neste sábado, poucos minutos após o frustrante empate por 2 a 2 com a Ponte Preta, que deixou o clube com apenas seis pontos no Campeonato Brasileiro e muito próximo da zona de rebaixamento. Até agora, o time venceu apenas uma única partida no Brasileirão e está há cinco partidas, sem sequência, sem sair de campo com a vitória.

“A conversa é de cobrança, todo mundo, não tem outra conversa. Seis pontos no Campeonato, desculpa, a Ponte Preta é uma excelente equipe, mas tinha que ganhar o jogo, não pode ter só seis pontos”, admitiu Marcelo Fernandes, inconformado com o fato da sua equipe, pela terceira vez seguida, não ter vencido após ficar à frente no placar.

“Nossa equipe se porta bem, 0 a 0 joga bem, recompõe…aí fazemos o gol e não tem mais controle do jogo. A gente sofre ganhando. Chegou no fundo, não deu, volta. Nós estamos indo, dando a bola para os caras, ganhando o jogo”, reclamou. “Eu sou da época de dar chutão, foi o que falei lá dentro (no vestiário). Nós já vimos que não é por aqui e fomos de novo. Três jogos 2 a 1 Agora tem que recuperar em Minas Gerais, Campeonato Brasileiro é difícil, não é simples assim recuperar esses pontos”, exclamou, já preocupado com o jogo desta quarta-feira, contra o Atlético-MG, pela sétima rodada.

Além do erro na saída de bola, que, claramente, é o que mais tem tirado Marcelo Fernandes do sério, as bolas aéreas voltaram a ser um tormento para a defesa alvinegra. Mesmo assim, o treinador fez questão de não pontuar um setor específico do time e chamou a responsabilidade.

“Não tem essa. Não estou aqui para falar de defesa, meio e ataque. Eu sou técnico do Santos e a culpa é minha, porque quem põe para jogar sou eu. Mas a gente já provou uma comida ruim e hoje a gente comeu da mesma comida. Tem hora que é melhor dar um chutão e não sofrer o gol”, voltou a enfatizar.

E mesmo com pouco tempo para consertar as falhas na equipe, o técnico sabe que não pode perder tempo e quer uma resposta já diante do Galo.

“É o que a gente pede, esperar o melhor momento. Você faz um gol, os caras vão vir para cima. A gente está fazendo gol e está sofrendo ganhando. Hoje foi a mesma coisa. O pessoal (time) vai fazer, mas no Brasileiro não dá para esperar. Já tem que ser na quarta-feira”, avisou.

Técnico rebate pressão no Santos: “Não fico sem dormir por isso”

Bastaram seis rodadas do Campeonato Brasileiro para todo o clima de paz e tranquilidade no Santos chegar ao fim. Campeão paulista em maio, o time está próximo da zona de rebaixamento no Nacional por pontos corridos e não vence há cinco partidas, acrescentando a derrota para o Sport, pela Copa do Brasil, nesta sequência. Neste sábado, depois do 2 a 2 com a Ponte Preta na Vila Belmiro, muitos torcedores vaiaram a equipe alvinegra e pediram a saída do técnico Marcelo Fernandes, que prontamente rebateu as críticas.

“Anota aí: 32574000, liga lá na presidência que o Modesto Roma vai te atender. Eu estou aqui para trabalhar, sou treinador do Santos, essa pergunta tua você tem que perguntar para o Modesto, não para mim”, disse, de forma direcionada ao primeiro jornalista a abordar o tema durante a entrevista coletiva.

Efetivado no comando da equipe desde a 8ª rodada do Campeonato Paulista, Marcelo Fernandes a todo momento evita falar de projeções para sua carreira e, neste momento de crise, usa o mesmo discurso para garantir que não sente qualquer tipo de pressão sobre seu cargo.

“Eu não sinto pressão nenhuma. Já cansei de falar isso lá na sala (de imprensa do CT). Acabei de falar para o teu amigo falar com o Modesto Roma, vai lá e fala com ele também”, afirmou a outro jornalista.

“Eu estou superbem, não tenho vaidade nenhuma, estou no grupo que eu gosto. Se a diretoria achar que tem que trocar, tudo bem, não fico sem dormir com isso. Mudança de técnico é supernomal no futebol, é assim. Estou chateado, sim, pela minha equipe jogar do jeito que joga e perder por erros dela. Mas eu trabalho em clube grande, que vive de resultado. E não estamos tendo resultado”, explicou.

Independentemente da forma como Marcelo Fernandes encare esse momento conturbado do Peixe na temporada, ele sabe que precisa voltar a vencer. E, por isso, já avisou que vai buscar os três pontos na quarta-feira, contra o Atlético-MG, ignorando o fato de o confronto estar marcado para o estádio Independência, em Minas Gerais, onde o Galo sempre é muito forte.

“Preste atenção: eu disputei 18 pontos, ganhei seis. Então, está na hora. Na situação que a gente está na tabela, a gente precisa ganhar e é para cima que a gente vai jogar”, finalizou, com o semblante fechado e de forma sucinta.

Fernandes diz que time sentiu saída de Elano e dá força a Gabriel

Marcelo Fernandes perdeu Renato para o duelo contra a Ponte Preta, neste sábado, por causa de dores no joelho de seu volante titular. Sem Leandrinho também, o treinador santista recorreu à experiência de Elano. Após o frustrante empate por 2 a 2 na Vila Belmiro, Fernandes elogiou a atuação de um de seus líderes no grupo e ainda viu o time cair muito após sua saída.

“Elano, até a hora em que ficou, fez uma partida irrepreensível, até onde deu o gás dele. É um jogador que põe a bola no chão, junto com o Lucas Otávio e o próprio Lucas (Lima). Fez uma grande partida, entrou muito bem na equipe. Quando ele saiu a gente não teve mais o domínio de bola, foi quando já não dava mais para ele. Normal isso, ele não vinha em uma sequência de jogos”, comentou o técnico, lembrando que Elano acabou substituído no minuto seguinte ao segundo gol da Macaca.

Junto com Elano, Gabriel foi sacado para a entrada de Neto Berola. Em má fase técnica e sofrendo com a concorrência no ataque, o camisa 10 do Peixe mais uma vez não aproveitou a oportunidade de começar jogando, porém, mesmo assim, Marcelo Fernandes fez questão de dar moral para o artilheiro do Santos na última temporada.

“Gabriel fez uma partida muito boa, é outro garoto que não vinha jogando, sentiu o cansaço também, por isso saiu no segundo tempo. Mas fez uma grande partida, ajudou, tentou, foi na linha de fundo. Quando não deu, acompanhou o lateral, fez aquilo que foi determinado para ele. Cansou e saiu, o que é normal”, disse, buscando minimizar a cobrança em cima do seu jogador.

Quem claramente se destacou individualmente em campo foi Geuvânio. O Santos tropeçou de novo no Campeonato Brasileiro, mas o Caveirinha fez sua parte com um lindo gol e sofrendo o pênalti, após partir para cima da marcação, que Ricardo Oliveira não desperdiçou.

“Geuvânio fez uma partida maravilhosa, de doação, de entrega, não só ele como o grupo todo”, enfatizou Marcelo Fernandes, antes de enaltecer a postura de seu elenco, independentemente da má fase. “Está todo mundo chateado, mas na parte da entrega não tenho o que falar, muito pelo contrário, todo mundo se doa e tem muita vontade de jogar com a camisa do Santos”, garantiu.