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Santos 1 x 1 Benfica

Data: 08/10/2016, sábado, 16h05.
Competição: Amistoso
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 10.149
Renda: R$ 575.152,00
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Auxiliares: Rogério Pablos Zanardo e Bruno Salgado Rizo (ambos de SP).
Cartões amarelos: Luiz Felipe (S).
Gols: Salvio (01-2, de pênalti) e Fábian Noguera (42-2).

SANTOS
Vanderlei (John/João Paulo), Victor Ferraz (Daniel Guedes), David Braz (Lucas Veríssimo), Luiz Felipe (Fábian Noguera) e Zeca (Caju); Renato (Yuri/Fernando Medeiros), Thiago Maia (Léo Cittadini/Walterson), e Elano (Vecchio/Matheus Oliveira); Jean Mota (Paulinho/Joel), Copete (Rafael Longuine) e Ricardo Oliveira (Giovanni/Rodrigão/Léo).
Técnico: Dorival Junior

BENFICA
Ederson; André Almeida (Alan Benitez), Luisão, Lisandro López (Rúben Diaz) e Eliseu (Yuri Ribeiro); Celis, Danilo e Cervi (Dálcio); Salvio, Carrillo (Léo/Diego Gonçalves) e Luka Jovic (José Gomes).
Técnico: Rui Vitória



Santos arranca empate com Benfica e garante festa para ídolos

O Estádio Urbano Caldeira foi palco de um evento especial para os torcedores do Santos neste sábado. Após proporcionar muitas alegrias aos santistas, foi a vez da Vila Belmiro receber uma homenagem. O ‘Alçapão’, que completa 100 anos na próxima quarta-feira, recebeu um amistoso do alvinegro contra o Benfica. Além disso, o clube também preparou uma grande festa para homenagear seus ídolos Léo e Giovanni. Mas faltou avisar os portugueses. Cobrando pênalti no início do segundo tempo, Salvio marcou e quase estragou a festa alvinegra. Porém, no apagar das luzes, o zagueiro Fábian Noguera deixou tudo igual no duelo.

O ex-lateral esquerdo jogou os 10 minutos finais da primeira etapa pela equipe portuguesa. Já pelo Peixe, Léo entrou na reta final do duelo e viu de perto o empate com o alvinegro. Outro ídolo, o ex-meia Giovanni entrou também no fim do primeiro tempo, foi homenageado no intervalo, e ainda jogou mais alguns minutos. Os dois pouco acrescentaram na partida. Mas o que valeu foi a festa na Vila Belmiro.

O jogo

Jogo bom no início, confusão e homenagens

Assim que a bola rolou na Vila Belmiro, a primeira boa oportunidade do amistoso foi do Santos. Logo aos dois minutos, Celis recuou mal e Ricardo Oliveira apareceu livre na entrada da área. O atacante, porém, tentou driblar o goleiro Ederson e foi interceptado. O Benfica não deixou barato e respondeu com duas chances claras logo em seguida. Primeiro, Salvio chutou de fora da área e a bola passou por cima do travessão. Na sequência, Eliseu cruzou na marca do pênalti e Cervi certou um bonito voleio, assusta Vanderlei.

Após a pressão inicial dos portugueses, o Santos cresceu no jogo e equilibrou as ações. Tanto que aos 14 minutos, Ricardo Oliveira mandou uma bomba de fora da área, quase abrindo o placar na Vila. No lance seguinte, o próprio camisa 9 arriscou mais uma de longe. O goleiro Ederson rebateu e Copete isolou.

E se alguém pensava que os times iriam entrar de forma ‘leve’ por ser um amistoso, o meia Cervi tratou de acabar com esse papo. Aos 24 minutos, o argentino deu uma entrada dura em Renato. O volante ficou no chão por alguns segundos e pediu para ser substituído após a pancada. Yuri entrou em seu lugar. Após o choque, Luisão discutiu com Luiz Felipe e os jogadores se estranharam.

O clima seguiu tenso. Aos 29 minutos, o zagueiro Luiz Felipe revidou a falta em Cervi e levou cartão amarelo. E para amenizar os ânimos, só a presença de um ‘Messias’ em campo. No minuto seguinte, o Santos promoveu a entrada de Giovanni na vaga de Ricardo Oliveira. Com G10 em campo, o jogo voltou ao normal e ficou mais com cara de amistoso. Porém, as equipes diminuíram o ritmo e o duelo perdeu intensidade.

Preocupado com a sequência do Peixe no Campeonato Brasileiro, o técnico Dorival Júnior promoveu alterações por atacado na equipe. Victor Ferraz, Zeca, Elano, Luiz Felipe, Thiago Maia e Jean Mota saíram e deram a vaga para Daniel Guedes, Caju, Vecchio, Fábian Noguera, Léo Cittadini e Paulinho, respectivamente.

Como já veio com o time remendado, o Benfica promoveu apenas uma mudança antes do intervalo. E foi a substituição mais esperada do dia. Aos 39 minutos, Léo entrou na vaga de Carrilo na equipe portuguesa. Porém, o ex-lateral teve pouco tempo para mostrar alguma coisa e o primeiro tempo terminou 0 a 0 na Vila Belmiro.

Mais homenagens e redenção no fim

Após o apito de Raphael Claus, o ex-meia Giovanni foi ovacionado pela torcida alvinegra e recebeu algumas homenagens no gramado. Mesmo assim, o ‘Messias’ retornou para o segundo tempo na Vila, mas saiu logo aos quatro minutos, sendo novamente reverenciado pelos santistas. Mas antes disso, o Benfica já havia jogado água no chopp do Peixe.

Logo no primeiro minuto, José Gomes entrou na área e foi derrubado por Lucas Veríssimo. Pênalti para os Encarnados. Salvio bateu no meio e abriu o placar na Vila. Após o gol, o jogo ficou lento, praticamente parado.

As duas equipes promoveram diversas alterações e o bom ritmo da primeira etapa desapareceu. O Santos ainda assustou após bom passe de Rafael Longuine para Rodrigão. O centroavante dominou e bateu forte. A bola passou perto do travessão. Mesmo assim, a partida ficou arrastada na Vila Belmiro.

Após boa parte do segundo tempo passar sem emoção, José Gomes foi mais uma vez pra cima de Lucas Veríssimo. E o zagueiro cometeu outro pênalti claro. O próprio centroavante do Benfica bateu. Mas desta vez, o goleiro João Paulo salvou os santistas.

Quando parecia que a vitória ficaria com os portugueses, o zagueiro Fábian Noguera aproveitou cobrança de falta de Matheus Oliveira, subiu mais que todo mundo e escorou para o gol. O defensor ainda contou a falha do goleiro Ederson para marcar seu primeiro tento com a camisa do Peixe e garantir a festa na Vila Belmiro.

Bastidores – Santos TV:

Léo agradece despedida com festa na Vila: “Passa um filme”

A despedida oficial de Léo com a camisa do Santos foi exatamente do jeito que o ex-lateral queria. Apesar do Benfica quase ter estragado a festa realizada neste sábado, na Vila Belmiro, o gol de Fábian Noguera no fim garantiu a igualdade no marcador e deixou a comemoração perfeita para o eterno camisa 3.

“Eu fiquei meio temeroso, porque o jogo estava muito rápido e até um pouco violento. Acabou que deu tudo certo. Agora nós fechamos o ciclo com chave se ouro”, afirmou Léo, em entrevista coletiva após o amistoso contra a equipe portuguesa.

Em 2014, ano em que encerrou sua carreira, o ex-lateral-esquerdo viveu um litígio com a diretoria que comandava o Peixe naquela época. Tanto que o “Guerreiro da Vila”, como é conhecido pela torcida, acabou se aposentando discretamente. Sua última partida oficial pelo alvinegro foi contra o Mixto-MT, pela Copa do Brasil, na Arena Pantanal. Porém, após mais de dois anos, Léo vibrou com a festa de despedida.

“É a minha segunda casa, é minha vida esse clube. Eu fiquei andando ali no gramado da Vila e já não tinha mais ninguém. Passa um filme de tudo o que vivi. Vitórias, derrotas, conquistas, frustrações. Mas a sensação é de dever cumprido e de agora estar com a cabeça mais tranquila, mais leve, sabendo que deixei um legado”, disse.

Maior campeão pelo Santos após a ‘Era Pelé’, o ex-lateral-esquerdo conquistou oito títulos: Libertadores, Recopa Sul-Americana, Copa do Brasil, duas edições do Campeonato Brasileiro e três do Paulistão. Com a camisa alvinegra, foram 455 jogos oficiais entre os anos de 2000 e 2005 e de 2009 a 2014.

Agora oficialmente aposentado, Léo já participa de algumas ações nos bastidores do Santos e não pretende abandonar o futebol. “Vou procurar trabalhar fora de campo para tentar retribuir de alguma forma o que o clube me deu. Pretendo ir para a Europa. Passar, não sei, seis meses ou um ano indo aos clubes europeus para ver como é feita a gestão, a logística. Faz-se necessário. O futebol exige isso. Quanto mais conhecimento tiver é melhor”, completou o ex-lateral santista.

Convidado de honra da festa, Giovanni vibra com amistoso: “Foi fácil aceitar”

Apesar da festa que o Santos promoveu neste sábado ser direcionada para a Vila Belmiro, que completa 100 anos na próxima quarta-feira, e para o ex-lateral-esquerdo Léo, que ganhou sua despedida oficial, o amistoso contra o Benfica também teve uma presença ilustre e que roubou os holofotes no empate em 1 a 1.

Convidado por Léo, o ídolo Giovanni entrou aos 30 minutos do primeiro tempo e saiu de campo no começo da segunda etapa. O ‘Messias’, como ficou conhecido pela torcida, também recebeu algumas homenagens no intervalo do duelo. Apesar do jeito tímido e de preferir não aparecer muito, o ex-camisa afirmou que não foi difícil aceitar participar da festa.

“Estou muito feliz. Foi um pouco inesperado. Eu realmente não tinha a noção do que seria essa festa. Passa muita coisa na cabeça. A gente relembra todos os jogos, não só dentro de campo. No vestiário, tive a oportunidade de estar no CT, almoçar com o pessoal. A gente sempre relembra tudo aquilo que nós vivenciamos. Eu tinha que aceitar. A escolha foi fácil”, brincou Giovanni.

Autor do convite, Léo retrucou logo na sequência. “Nunca corri tanto atrás de alguém como corri atrás dele. Mas é um ídolo que eu tenho e ele não poderia ficar fora”.

Aposentado desde 2010, Giovanni surpreendeu e superou as expectativas. Afinal, estava previsto que o ex-meia jogaria apenas alguns minutos no final do primeiro tempo e depois pararia. Porém, G10 ainda voltou do intervalo e fez algumas jogadas antes de ser substituído por Rodrigão.

“Tem muito atleta que quando para tem uma outra mentalidade. Mas eu sempre mantenho minha parte física e jogo minhas peladas por aí. Mas no meu caso, eu sabia que não estava carregando nenhum peso. O pessoal iria entender errasse um passe, coisa que não acontece com quem está começando. Temos de aproveitar sempre o momento, porque passa. Eu sempre ouvia isso quando era jovem. E passa mesmo, muito rápido. Agora, a gente fica só olhando”, afirmou Giovanni.

Ao contrário do amigo Léo, que afirmou pretender continuar no futebol, o ‘Messias’ prefere seguir sua vida longe das quatro linhas. “Não posso dizer ‘nunca’, mas no momento meu pensamento é de estar em casa com a minha família. Sabemos que o futebol tem um desgaste muito grande, viagens. Meu pensamento é de permanecer como estou”, concluiu.

Noguera estreia com gol e afirma estar pronto para jogar no Santos

Após passar três meses apenas treinando com o elenco do Santos, o zagueiro Fabián Noguera finalmente fez sua estreia com a camisa do novo clube. E logo no primeiro compromisso, o defensor mostrou que tem estrela. Quando o amistoso contra o Benfica, neste sábado, na Vila Belmiro, caminhava para uma derrota santista, o argentino escorou de cabeça e contou com a falha do goleiro Ederson para empatar o duelo.

Depois de um período de adaptação e recondicionamento físico, Noguera vibrou com o tento marcado e disse estar pronto para ganhar mais oportunidades na equipe comandada por Dorival Júnior.

“Foi um gol muito importante. Quando um jogador espera sua estreia, sonha com gol. Fiquei muito tempo parado, sem jogar, mas agora já estou pronto. Quando o Dorival precisar, estou à disposição. Tem três meses que estou aqui treinando com o grupo. Tive uma pequena lesão, mas não foi nada”, disse.

O defensor não atuava desde outubro do ano passado, quando foi afastado pelo Banfield, da Argentina, por ter recusado a renovação contratual. Ele acertou um pré-contrato com o Santos e foi apresentado no dia 6 de julho. Aos 23 anos, o zagueiro tem a concorrência no elenco alvinegro de David Braz, Gustavo Henrique (que rompeu o ligamento do joelho e só volta em 2017), Luiz Felipe e Lucas Veríssimo.

Agora, Noguera vive a expectativa de ser relacionado para o seu primeiro jogo oficial com a camisa alvinegra. E isso pode acontecer já na próxima quinta-feira, quando o Santos encara o São Paulo, às 21h (de Brasília), no Pacaembu, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Léo brinca com provocação ao Barça em 2011: “Não me arrependo”

Apesar de ser o maior campeão pelo Santos após a ‘Era Pelé’, conquistando oito títulos, como Libertadores, Copa do Brasil, Brasileirão, entre outros, o ex-lateral-esquerdo Léo também marcado pela sua postura fora de campo. Fora das quatro linhas, ele gostava de sempre provocar os adversários. Tanto que é lembrado até hoje pelos rivais por uma frase que disse após levantar a taça da Liberta, em 2011.

“No Japão, a gente se encontra lá. Vamos pegar o Barcelona lá, vamos ver se é tudo isso”, disse o ex-camisa 3 na ocasião, na festa que o clube fazia dentro da Vila Belmiro após a conquista.

Depois do empate em 1 a 1 com o Benfica, em amistoso que faz parte das comemorações pelos 100 anos da Vila Belmiro, Léo riu da famosa provocação ao Barcelona e não perdeu a oportunidade de dar uma ‘cutucada’ nos rivais do alvinegro. “Não me arrependo, não. Eu paguei para ver, paguei mesmo. Eu tive a oportunidade… Quero ver se outros vão ter, né”, disse o ex-jogador, soltando uma larga risada logo em seguida.

Após a provocação de Léo, o Santos encarou o Barcelona na final do Mundial de Clubes em 2011 e voltou ao Brasil seu o título e com uma sonora goleada de 4 a 0 na bagagem.

Passada a derrota para o Barça, o ex-lateral seguiu jogando no Peixe e encerrou sua carreira em 2014 de forma discreta, pois estava em litígio com a diretoria que comandava o clube na época. Na tarde deste sábado, mais de dois anos após pendurar as chuteiras, finalmente ganhou sua despedida no alvinegro.

Em amistoso do Santos contra o Benfica, que terminou empatado em 1 a 1, o ídolo jogou dez minutos pelo Peixe e outros dez pela equipe portuguesa, clube onde também virou referência nos quatro anos em que atuou. No intervalo do amistoso, ele recebeu uma placa do ex-presidente santista Marcelo Teixeira.

“Desde a minha chegada, tive uma identificação muito grande com esse clube. Sempre fui muito preso a esse clube. Quando voltei (ao Brasil), já estava certo com outro clube e recebi uma ligação do Santos. Abri mão de tudo para vir para cá. Eu tenho prazer de estar aqui. É a minha segunda casa, é minha vida esse clube”, completou o ex-lateral.

Santos 2 x 1 Rio Claro

Data: 14/02/2010, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 32.001 pagantes
Renda: R$ 775.450,00
Árbitro: Leandro Bizzio Marinho
Auxiliares: Vicente Romano Neto e David Botelho Barbosa
Cartões amarelos: Marco Aurélio, Neno, Vinícius e Alessandro Paraná (RC); Madson (S)
Cartão vermelho: Ernando (RC)
Gols: Jackson (39-1); André (24-1) e Giovanni (44-2).

SANTOS
Felipe; Pará, Edu Dracena, Durval e Wesley Santos (Madson); Rodrigo Mancha, Germano (Giovanni), Marquinhos (André) e Paulo Henrique; Neymar e Robinho
Técnico: Dorival Júnior

RIO CLARO
Sidney; Luciano, Ernando Vinícius; Neno (Lucas), Walker, Danilo Avelar (Alessandro Paraná), Davi, Maicon Souza (Willian Alves) e Marco Aurélio; Jackson
Técnico: Paulinho McLaren



Com gol salvador de Giovanni, Santos vira e continua líder

Peixe foi surpreendido pelo Rio Claro no Pacaembu, mas virou em duas jogadas de Neymar; Robinho jogou a partida inteira, porém ficou devendo.

O Santos sofreu, mas conseguiu voltar à liderança do Campeonato Paulista. Em uma partida dramática, o Peixe teve que lutar bastante, até o final, para alcançar a vitória sobre o Rio Claro, por 2 a 1, na tarde deste domingo de Carnaval, no Pacaembu.

O experiente ídolo alvinegro Giovanni foi o grande herói do confronto, marcando o gol da virada santista, o seu primeiro desde que retornou pela terceira vez à Vila Belmiro.

Essa vitória colocou o Santos isolado na liderança do Estadual, com 19 pontos ganhos. O Galo Azul segue na zona do rebaixamento, agora na penúltima colocação, com quatro pontos.

O jogo

Embalado pela sequência de quatro vitórias na competição, o Santos entrou em campo tentando fazer valer o seu favoritismo, tão falado durante a semana. Mas, como o técnico Dorival Júnior já havia previsto, o Rio Claro foi ao Pacaembu determinado a dificultar a vida dos santistas.

Com várias mudanças em sua equipe titular e com um esquema que privilegiava a marcação, com três zagueiros e três volantes, o Galo Azul neutralizava as ações ofensivas do Peixe e ainda encontrava tempo para assustar o gol de Felipe.

Aos seis, os visitantes assustaram, quando Davi subiu em meio à defesa alvinegra e, graças a um desvio de Edu Dracena, a cabeçada do meio-campista do Rio Claro acabou passando ao lado do gol de Felipe. Aos 26, foi a vez de Luciano assustar, em cobrança de falta que saiu rente à trave esquerda do Santos.

Com pouca criatividade e ainda vendo o seu adversário chegar com perigo nos contra-ataques, Dorival aproveitou que o meia Marquinhos deixou o jogo machucado, com um corte na testa, para colocar um centroavante. O garoto André entrou com a missão de incomodara a zaga do Galo Azul.

Mas, aos 39, a boa atuação dos visitantes foi recompensada. Maicon Souza evitou a saída de bola pelo lado esquerdo, driblou facilmente Pará e tocou em direção a Jackson, que dentro da pequena área, só teve o trabalho de empurrar a bola para o fundo das redes: 1 a 0 para o Rio Claro.
Na volta para o segundo tempo, o Peixe criou uma boa chance de gol logo no primeiro minuto. Robinho fez boa jogada individual e tocou para Neymar, que ajeitou a bola dentro da grande área, porém, na hora da finalização, acabou chutando mal.

Mais determinado na etapa complementar, o Alvinegro Praiano passou a visitar constantemente a grande área do adversário. Aos 11, Robinho quase marcou, após cobrança de escanteio de Neymar. No entanto, o ‘Rei das Pedaladas’ não alcançou a bola. Dois minutos depois, o mesmo Robinho recebeu, parou e, na hora de chutar dentro da grande área, mandou a bola nas mãos do goleiro Sidney.

Procurando aumentar ainda mais o poderio ofensivo de sua equipe, com 13 minutos, Dorival sacou o jovem lateral esquerdo Wesley Santos para a entrada do ‘baixinho’ Madson. Germano também deixou a partida para a entrada de Giovanni.

As mudanças surtiram o efeito desejado e o Santos deixou tudo igual no placar aos 24 minutos. Em rápido contra-ataque, Giovanni lançou Neymar, que bateu na saída do goleiro Sidney. O arqueiro, que fechou bem o ângulo do camisa 17, não conseguiu evitar que o centroavante André fosse mais rápido que a zaga do Galo Azul e completasse para o gol vazio.

Com a expulsão do zagueiro Ernando, do Rio Claro, o Peixe passou a sufocar a zaga rival. E o resultado dessa pressão apareceu no final do jogo. Aos 44, Neymar arriscou um chute forte, bem defendido por Sidney de forma parcial. Bem posicionado, Giovanni mostrou tranquilidade e categoria para aproveitar a sobra e definir de cabeça, decretando a virada santista e a retomada da liderança do Alvinegro Praiano na tabela do Paulistão.



Vídeos: (1) Matéria do Globo Esporte, (2) Convite à partida e (3) Bastidores Santos TV.

Rio Branco 0 x 4 Santos

Data: 17/01/2010, domingo
Competição: Campeonato Paulista – 1ª rodada
Local: estádio do Pacaembu, em São Paulo
Árbitro: Marcelo Rogério (SP)
Auxiliares: Vicente Romano Neto e David Botelho Barbosa (ambos de SP)
Cartões amarelos: Kléber 2, Vinicius, Everton (RB); Paulo Henrique Ganso (S)
Cartão vermelho: Kléber (RB)
Gols: Ganso (02-1), Neymar (20-1); Ganso (20-2) e Neymar (46-2).

RIO BRANCO
Cristiano; Marcos Tamandaré, Kléber, Vinícius e Márcio Goiano (Maurim); Everton, Márcio Carioca, Flávio e Felipe (Alex Mineiro); Romarinho (Ricardinho) e Anselmo
Técnico: Ademir Fonseca

SANTOS
Felipe; George Lucas, Bruno Rodrigo, Bruno Aguiar e Pará (Madson); Roberto Brum (Breitner), Rodrigo Mancha, Wesley e Ganso; Neymar e André (Giovanni)
Técnico: Dorival Júnior



Na volta de Giovanni, garotos brilham e Santos vence na estréia

Com dois gols de Paulo Henrique “Ganso” e mais dois de Neymar, Peixe aplicou uma goleada de 4 a 0 no Rio Branco

Com uma atuação firme e segura, o Santos estreou bem no Campeonato Paulista 2010. Na reestreia de Giovanni com a camisa santista – o meia entrou no segundo tempo -, o Peixe não deu chances ao Rio Branco e derrotou a equipe de Americana por 4 a 0, neste domingo, no Pacaembu, com grandes desempenhos do meia Paulo Henrique Lima e Neymar, que, com dois gols cada, decidiram a partida.

Na segunda rodada, o Alvinegro Praiano recebe a Ponte Preta, na próxima quarta-feira, às 19h30 (horário de Brasília), na Vila Belmiro. No dia seguinte, também às 19h30, o Rio Branco visita o Mogi Mirim, no Estádio Papa João Paulo II.

O jogo

O confronto se iniciou com os dois times se lançando ao ataque. Logo no primeiro minuto, a equipe do Interior Paulista assustou o goleiro Felipe. O atacante Anselmo Ramon girou em cima da marcação e bateu com força, levando perigo ao arqueiro, que acompanhou a bola sair a sua esquerda, rente à trave.

Mas, aos dois, os santistas mostraram quem mandaria no gramado. Após boa troca de passes no campo de ataque, a bola chegou para Paulo Henrique Lima. Com espaço, o meia dominou a bola e soltou uma bomba, de perna esquerda, no canto direito de Cristiano, que apesar de ter se esticado, para tentar fazer a defesa, não conseguiu evitar o gol de Ganso.

Melhor em campo e sem correr riscos com as investidas do Tigre, o Peixe não demorou muito para chegar ao seu segundo gol. Com toques rápidos e envolventes, Wesley encontrou o centroavante André, que abriu a jogada para Paulo Henrique na grande área. Tranquilo, Ganso serviu Neymar, que sem ajeitar a bola, bateu com força, à ‘queima roupa’, sem chances para o arqueiro do time de Americana.

Apresentando um futebol leve e rápido, o Alvinegro Praiano quase marcou o seu terceiro gol. Aos 26, o lateral direito George Lucas cobrou a falta pelo lado esquerdo, o zagueiro Bruno Aguiar subiu e desviou a bola, que saiu ao lado da trave esquerda.

Depois deste lance, o Santos desacelerou um pouco ritmo e passou a jogar de forma mais cadenciada. Porém, na volta do intervalo, os santistas voltaram a imprimir velocidade na partida.

Apesar de oferecer certa resistência, o Rio Branco via o Santos criando as melhores oportunidades de gol do duelo. E, logo no primeiro minuto da etapa complementar, quase o time da Vila Belmiro anotou o seu terceiro gol, quando Wesley cruzou para André. O jovem centroavante se antecipou a marcação e, de ‘peixinho’, quase deixou a sua marca.

Se a situação do Tigre já estava difícil, ficou ainda pior com a expulsão do zagueiro Kléber. Aos 11, o defensor, que já tinha cartão amarelo, fez falta em André, que havia roubado a bola e estava partindo em direção ao gol.

Percebendo que o panorama do jogo estava altamente favorável a sua equipe, o técnico Dorival Júnior resolveu satisfazer a vontade do torcedor, que estava pedindo a entrada de Giovanni no time. Com 15 minutos, o ‘Messias’ substituiu o garoto André, para delírio da torcida.

Inspirado pela presença de seu ‘padrinho’, Paulo Henrique balançou as redes mais uma vez. E com a ajuda do próprio Giovanni, que o indicou em 2005 ao Peixe. Aos 19, o experiente jogador, de 37 anos, recebeu a bola, protegeu de dois adversários e deu a assistência para que Ganso fizesse o terceiro gol alvinegro, no Pacaembu.

No entanto, ainda houve tempo para mais um gol. No último minuto, Neymar se livrou da marcação, invadiu a área, e tentou o cruzamento. Só que a bola passou pelo goleiro Cristiano, bateu na trave e foi para no fundo do gol, decretando o placar final: 4 a 0 para o Santos.


Vídeos: (1) Melhores momentos e (2) Reportagem.

Santos 3 x 0 Mogi Mirim

Data: 15/03/2009, domingo, 19H10.
Competição: Campeonato Paulista – 14ª rodada
Local: estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 12.703 pagantes
Renda: R$ 276.820,00
Árbitro: Márcio Roberto Soares
Auxiliares: Jumar Nunes Santos e Fabio Aparecido Gomes Ribeiro
Cartões amarelos: Bolaños (S); Luís Henrique, Neguette, Giovanni (MM)
Gols: Ganso (12-1) e Roni (23-1); Neymar (27-2).

SANTOS
Fábio Costa; Luizinho, Fabão, Fabiano Eller e Triguinho; Pará, Germano, Lúcio Flávio e Paulo Henrique Lima (Molina); Roni (André) e Neymar (Bolaños).
Técnico: Vagner Mancini

MOGI MIRIM
Marcelo Cruz; Anderson, Neguette, Thiago Couto (William) e Júlio César; Luís Henrique, Luciano Sorriso, Joelson (Rick) e Giovanni; Marcelo Régis (André Luís) e João Sales.
Técnico: Paulo Campos



Em dia de festa, Neymar marca, Santos vence e volta ao G-4

Estreia de Neymar como titular, retorno de Lúcio Flávio após oito jogos e reencontro de Giovanni com o ex-time. O jogo contra o lanterna Mogi Mirim, na noite deste domingo, no Pacaembu, foi cheio de atrativos para a torcida santista. E a maior promessa da Vila, do alto de seus 17 anos, ofuscou o ídolo, marcando seu primeiro gol como profissional na fácil vitória por 3 a 0, no Pacaembu.

O resultado recolocou o time de Vagner Mancini no G-4 do Campeonato Paulista: chegou à quarta colocação, com os mesmos 27 pontos da Portuguesa, levando a melhor no saldo de gols (7 a 5).

Sem Rodrigo Souto, Roberto Brum e Madson, todos suspensos, Mancini surpreendeu ao escalar Paulo Henrique Lima na armação e deslocar o lateral-direito Pará para a cabeça-de-área, ao lado de Germano.

Apesar da falta de experiência, Neymar e Paulo Henrique Lima não decepcionaram e protagonizaram as principais chances do primeiro tempo. Entrosada desde as categorias de base, a dupla compensou a inibição de Lúcio Flávio, que, sem ritmo, pouco participou do jogo. Irritada com o futebol discreto do meia, a torcida gritou por Molina antes mesmo do fim do primeiro tempo.

Mancini insistiu com o camisa 10 e acertou. Lúcio Flávio voltou acordado para a etapa final e ajudou a equipe a acertar duas bolas na trave em pouco mais de cinco minutos.

A pressão surtiu resultado: aos 12min, Paulo Henrique Lima redimiu-se de uma chance perdida frente a frente com o gol no primeiro tempo e desviou um chute de Germano para a rede.

Com toques rápidos e muita movimentação, o Santos envolvia facilmente a zaga do Mogi. E pelo segundo jogo consecutivo Roni mostrou que, apesar do 1,71m, sabe resolver pelo alto. Como no empate com o Paulista, ele recebeu cruzamento, desta vez de Luizinho, entre os zagueiros e cabeceou com estilo, ampliando.

Ficou fácil demais. Aos 27min, mudou o lado, mas a jogada foi a mesma: Roni levantou da esquerda e Neymar mergulhou de cabeça para marcar. Era o que faltava para tornar completa a festa no Pacaembu.

O próximo compromisso da equipe de Mancini no Paulista será o clássico contra o Corinthians, domingo, novamente no Pacaembu. Antes disso, há o confronto com o Rio Branco-AC, quarta-feira, na Vila Belmiro, pela primeira fase da Copa do Brasil. Vencedor do primeiro jogo por 2 a 1, o Santos pode até perder por 1 a 0 que se classifica.

Torcida faz festa no Pacaembu para receber Giovanni

Jogador do Mogi Mirim que teve passagem brilhante pelo Santos é aplaudido pelo público no estádio

Nenhum jogador do Santos foi tão aplaudido pela torcida quanto o camisa dez do Mogi Mirim. Andando pelo gramado do Pacaembu, o palco da mítica vitória por 5 a 2 sobre o Fluminense, em 1995, Giovanni Silva de Oliveira, o “Messias” dos seguidores do time do litoral, olhava para as arquibancadas e via diversas demonstrações de reverência a seu talento.

Torcedores que se autointitulam “Testemunhas de Giovanni”, como Pablo Gorbon Lerner, de 46 anos, que estava no Pacaembu naquele 10 de dezembro de 1995 e levou neste domingo o filho Eduardo, de 19, para ver o ídolo. “Aquele jogo é inesquecível, indescritível”, disse Lerner. “Eu tinha cinco anos na época, mas sei da importância do Giovanni para nós, santistas”, emendou Eduardo.

Acima do portão principal do estádio via-se a faixa “10.12.95”. Ao lado, outra dizia “Giovanni, ídolo eterno”. A camisa dez era obviamente a mais popular e algumas carregavam o nome do “Messias” nas costas. “É o ídolo de uma geração que não viu o time ser campeão, mas percebeu nele a retomada da grandeza daquele Santos de antigamente”, disse Anílton Luiz Perão, de 50 anos, que também estava presente naquela semifinal de Brasileirão contra o Flu. “Eu me arrepio só de lembrar. E olha que eu estava vendo pela tevê”, completou Paulo Henrique Peres, de 39.

Os dois esperam que a diretoria organize um jogo de despedida para Giovanni. “Se fizeram para aquele careca que nunca fez nada pelo Santos e virou diretor do Corinthians, por que não fazer para o Giovanni?”, indagou Anílton, referindo-se ao ex-zagueiro Antonio Carlos.

Santos 2 x 0 São Caetano

Data: 04/10/2005, terça-feira, 20h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 30ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 4.673 pagantes
Renda: R$ 48.023,00
Árbitro: Cleber Welington Abade (SP)
Auxiliares: Giovani César Cansian e Flávio Lúcio Magalhães (ambos de SP)
Cartões amarelos: Ávalos, Luís Alberto e Heleno (S); Claudecir, Thiago e Somália (SC).
Cartões vermelhos: Alessandro (SC) e Wendel (S)
Gols: Wendell (10-2) e Giovanni (35-2).

SANTOS
Saulo; Paulo César (Flávio), Ávalos, Luís Alberto e Wendel; Fabinho, Heleno, Ricardinho e Giovanni; Cláudio Pitbull (Basílio) e Luizão (Élton).
Técnico: Nelsinho Baptista

SÃO CAETANO
Luiz; Thiago (Lei), Gustavo e Douglas; Alessandro, Claudecir (Germano), Zé Luís, Márcio Richardes (Mateus) e Triguinho; Somália e Dimba.
Técnico: Jair Picerni



Santos joga mal, mas volta a vencer no Brasileiro

O futebol ainda não foi convincente. Mesmo assim, com muita lentidão, o Santos interrompeu série de duas partidas sem triunfar no Campeonato Brasileiro e superou o São Caetano por 2 a 0 nesta terça-feira, na Vila Belmiro.

“O futebol foi um pouco melhor do que apresentamos no empate com o Fortaleza [no último sábado], mas é claro que faltou conjunto à equipe. Não conseguimos render tudo que podemos, mas vencemos o jogo e conseguimos tranqüilidade para trabalhar”, comemorou o treinador Nelsinho Baptista.

Apesar da vitória, o Santos tem motivos para ficar preocupado. A dupla de ataque contratada para o Campeonato Brasileiro, Luizão e Cláudio Pitbull, fracassou em sua segunda exibição. Nesta terça-feira, assim como no empate sem gols com o Fortaleza (no último sábado), os dois jogadores passaram em branco.

Entre os jogadores do setor ofensivo do Santos, mais uma vez o destaque foi Giovanni. O camisa 10, que havia ficado três semanas parado devido a uma lesão (voltou contra o Fortaleza), correu por todo o campo e criou as principais jogadas ofensivas dos donos da casa.

A vitória desta terça-feira leva o Santos a 48 pontos. Com isso, o time da Vila Belmiro ganha uma posição e sobe do sexto para o quinto posto na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro.

Para o São Caetano, a derrota é preocupante. O time do ABC paulista acumula seu terceiro revés em cinco partidas com o técnico Jair Picerni (que também obteve uma vitória e um empate) e estaciona nos 36 pontos ganhos.

O time do ABC, que perdeu oito de suas últimas dez partidas no Campeonato Brasileiro, se mantém na 15ª colocação e vê a zona de rebaixamento para a Série B cada vez mais perto.

“Ficamos em situação complicada, mas ainda dependemos só das nossas forças. Temos condições de reagir e podemos escapar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Precisamos apenas seguir trabalhando e acreditando”, declarou o zagueiro Gustavo.

O Santos volta a campo no próximo sábado, às 18h10, quando encara o Juventude fora de casa. O São Caetano terá mais tempo para descansar e só jogará na terça-feira, contra o Internacional, no estádio Anacleto Campanella.

O jogo
As duas equipes apostaram em ataques pesados (Cláudio Pitbull e Luizão no Santos e Somália e Dimba no São Caetano) para o duelo desta terça-feira. Com isso, a movimentação na frente ficou limitada desde o início do confronto.

Esta situação se intensificou no Santos. Isso porque o volante Zé Luís marcou Giovanni individualmente e não deu espaço para o camisa 10. Assim, Ricardinho (que atuava muito recuado) ficou com toda a responsabilidade de armar a equipe da casa.

Sem criatividade no meio-campo, o Santos pouco produziu. E o São Caetano demonstrou muita lentidão nos contra-golpes. Com isso, o primeiro tempo ficou bastante pobre em emoção.

Os únicos lances de perigo foram criados quando Giovanni conseguiu se livrar de Zé Luís. Aos 42min, o camisa 10 recebeu passe de Ricardinho na direita e finalizou de primeira. Luiz defendeu com os pés no meio do gol.

No lance seguinte, o meia lançou na direita para Luizão, que se livrou de Thiago e cruzou rasteiro. Ricardinho, dentro da pequena área, concluiu de primeira e mandou a bola à esquerda de Luiz. “Demos um pouco de espaço para eles no finalzinho e isso não pode acontecer. Precisamos ter mais atenção”, avisou o lateral-esquerdo Triguinho, da equipe visitante.

Preocupado com a falta de criatividade do meio-campo, o técnico santista, Nelsinho Baptista, trocou o lateral-direito Paulo César, que passou o primeiro tempo inteiro fazendo lançamentos longos, por Flávio.

Entretanto, a modificação não deu mais vivacidade ao confronto. Santos e São Caetano seguiram apresentando a mesma lentidão do primeiro tempo e pouco produziram depois do intervalo. “A marcação da equipe adversária foi muito forte. Só tivemos um pouco mais de espaço quando a equipe deles se desgastou um pouco”, analisou o meia santista Ricardinho.

Com tanta morosidade, o gol só poderia acontecer em um lance inusitado. Aos 10min, Giovanni lançou rasteiro para Luizão na esquerda. O centroavante ajeitou para trás e encontrou Cláudio Pitbull, que tentou o domínio na coxa e deixou a bola escapar. Wendell ficou com a sobra e chutou de primeira para inaugurar o marcador.

O gol poderia ter mudado o panorama da partida. Contudo, Wendell trocou agressões com o lateral-direito Alessandro no minuto seguinte e as duas equipes ficaram com dez homens em campo. Assim, voltou à lentidão inicial.

A situação só mudou quando Nelsinho Baptista colocou o atacante Basílio em campo. O jogador deu mais velocidade ao Santos e abriu espaço para Giovanni marcar o segundo. O camisa 10 recebeu lançamento de Germano aos 35min, invadiu a área e chutou de pé direito para definir o placar da partida.

Santos esqueceu a crise, diz Giovanni

Meia do Santos diz que equipe entrou na Vila Belmiro exclusivamente para vencer o Azulão nesta terça-feira.

Autor de um gol na vitória do Santos por 2 x 0 sobre o São Caetano nesta terça-feira, Giovanni disse que sua equipe não entrou em campo motivada pela anulação do clássico com o Corinthians, por parte do STJD.

Antes da partida desta noite, na Vila Belmiro, parte do elenco admitiu abatimento pela decisão do Tribunal em relação ao escândalo do apito protagonizado pelo árbitro Edílson Pereira de Carvalho.

O camisa 10 do Peixe foi o maior destaque da equipe no duelo com o Azulão, e um dos principais jogadores santistas a reclamar da anulação do clássico.

“Nos preocupamos apenas em entrar em campo e vencer o São Caetano. Esquecemos os problemas extra-campo, precisávamos vencer este jogo”, disse o meia.

A vitória levou a equipe alvinegra temporariamente à quinta posição na tabela do Campeonato Brasileiro, onde agora soma 48 pontos. O líder é o Corinthians com 53.

“Esta vitória era como uma obrigação para nós. Foram dois jogadores expulsos, um de cada lado, e o campo ficou grande. Dificultou para os dois lados, mas soubemos superar os problemas”, comentou.