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O estádio Urbano Caldeira, em Santos, será reaberto nesta quinta-feira depois de nove meses fechado. A novidade é o gramado, totalmente refeito e com um sistema de drenagem controlado por computador.

A empresa norte-americana “The Motz Group” iniciou as obras no gramado em 14 de outubro do ano passado. O grupo é responsável pela construção do campo do Arena Amsterdã, do Ajax (Holanda), tido como o estádio mais moderno do mundo.

Toda a grama foi retirada do campo com uma motoniveladora. Foi construído um sistema de drenagem e irrigação totalmente controlado por computador.

O sistema é chamado de PAT (Prescription Athletic Turf) e fornece condições para o crescimento do gramado pelo gerenciamento da quantidade de água no solo.

Segundo a diretoria do Santos, o investimento foi de cerca de US$ 1 milhão.

Bombas de sucção a vácuo foram instaladas para drenar a água que se acumula no campo, evitando o excesso de umidade. Quando o gramado estiver muito seco, aspersores de água são acionados e a grama será molhada.

Todo esse sistema foi coberto por uma camada grossa de 3.000 m3 de areia que, por sua vez, foi coberta por grama importada dos Estados Unidos.

O novo sistema suportará a descarga de 12 cm de chuva por hora. O sistema antigo só conseguia absorver 14 cm de água em 24 horas.

A manutenção do campo será feita pela empresa brasileira World Sports, que trabalha em conjunto com o grupo Motz.

Uma nova alça de arquibancadas também está sendo construída na Vila Belmiro, atrás de um dos gols, para completar o anel de arquibancadas em volta do campo.

As obras ainda estão em andamento e as novas acomodações só poderão ser usadas no meio do ano, quando o concreto estiver totalmente seco.

Até lá, a área em obras será isolada com tapumes para evitar o acesso dos torcedores.

Esse foi um procedimento exigido pela Federação Paulista de Futebol e pela Polícia Militar de Santos (72 km a sudeste de São Paulo) para a liberação do estádio para o jogo de quinta-feira, contra o Internacional (RS).


Santos 2 x 3 Novorizontino

Data: 30/05/1993, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 15.003 pagantes
Renda: Cr$ 1.613.150.000,00
Árbitro: João Paulo Araújo
Cartão vermelho: Cilinho (S).
Gols: Darci (14-1), Sinval (22-1, de pênalti) e Cuca (40-1); Flávio (10-2) e Fernando (22-2).

SANTOS
Maurício; Índio, Júnior, Gallo e Silva; Rogério (Serginho Fraldinha), Cuca e Ranielli (Neizinho); Darci, Guga e Cilinho.
Técnico: Evaristo de Macedo

NOVORIZONTINO
Marcos; Jorge Antônio, Fernando, Valmir e Bezerra; Goiano, Ademir e Edmílson; Marco Antônio Cipó, Sinval e Flávio (Geraldo).
Técnico: Afrânio Riul



Novorizontino surpreende e vence o Santos

Torcedores santistas reclamam da arbitragem e invadem campo; jogo é suspenso a sete minutos do final.

O Santos ficou praticamente sem chances de lutar por uma vaga para a final do Campeonato Paulista.

A torcida, revoltada com a atuação de João Paulo Araújo (que expulsou o ponta esquerda Cilinho aos 21 minutos do segundo tempo, após o jogador tentar cavar um pênalti), invadiu o gramado e agrediu o árbitro e o time do Novorizontino, que assustado fugiu para os vestiários.

Já Araújo, escoltado pela Polícia Militar, saiu de campo, sendo obrigado por várias vezes a devolver a agressão recebida da torcida santista. Aos 38-2 o jogo foi suspenso por falta de segurança.

A invasão, segundo versão de um dos chefes do policiamento, negada pelos dirigentes santistas, foi incentivada pelo presidente Marcelo Teixeira. “Não conseguimos evitar o tumulto”, afirmou Teixeira. “O juiz foi o principal responsável pela invasão, pois teve atuação desastrosa”.

Fontes:
Jornal Folha de SP
Estadão