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Santos 1 x 1 Grêmio

Data: 16/10/2016, domingo, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 31ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 7.969 pagantes
Renda: R$ 230.510,00
Árbitro: Pablo dos Santos Alves (PB)
Auxiliares: Oberto Santos da Silva e Tomaz Diniz de Araújo (ambos de PB).
Cartões amarelos: Lucas Lima (S); Lincoln, Guilherme Amorim, Bruno Grassi, Kannemann, Maicon, Rafael Thyere e Lincoln (G).
Gols: Everton (09-1) e Noguera (20-1).

SANTOS
Vanderlei, Victor Ferraz, Fabián Noguera, David Braz (Yuri) e Zeca; Renato, Thiago Maia (Paulinho), Lucas Lima e Jean Mota (Vitor Bueno); Copete e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior

GRÊMIO
Bruno Grassi; Wallace Oliveira, Rafael Thyere, Fred (Kannemann) e Iago; Guilherme Amorim, Jailson, Kaio (Maicon) e Lincoln; Guilherme (Bolaños) e Everton.
Técnico: Renato Gaúcho



Santos tropeça nos reservas do Grêmio e perde chance de subir na tabela

A derrota do Atlético-MG para o Botafogo daria a chance de o Santos assumir a terceira posição do Campeonato Brasileiro, porém o Peixe tropeçou no time reserva do Grêmio e ficou no empate por 1 a 1, neste sábado, na Vila Belmiro. O Tricolor gaúcho saiu na frente com Everton, mas Noguera deixou tudo igual.

Priorizando a Copa do Brasil, Renato Gaúcho surpreendeu ao escalar o Grêmio com uma formação totalmente alternativa. Os reservas da equipe gaúcha corresponderam e conseguiram sair na frente, mas depois sofreram o empate. O jogo foi bastante movimentado e terminou com chances para os dois times nos instantes finais.

O jogo

Atuando em casa contra a equipe reserva do Grêmio, o Santos começou no ataque e chegou pela primeira vez logo aos três minutos. Victor Ferraz apareceu na frente, cruzou para a área e Jean Mota finalizou em cima de Rafael Thyere. Na sequência da jogada, o Grêmio saiu em contra-ataque rápido e Everton por pouco não saiu cara a cara com Vanderlei. David Braz fez o desarme providencial.

O Peixe apostava nos ataques pelo lado direito. Aos cinco minutos, Victor Ferraz foi à linha de fundo e cruzou. A bola passou por toda a área e ficou com Lucas Lima, que tentou ajeitar para o meio, mas Thyere cortou. O Tricolor gaúcho respondeu quatro minutos depois, com gol. Everton recebeu na direita, girou em cima de Thiago Maia e bateu cruzado de pé esquerdo, sem chances para Vanderlei.

O gol sofrido obrigou o Santos a atacar, enquanto o Grêmio recuou o time. Aos 13 minutos, Jean Mota abriu pela lateral e arriscou a finalização, mas mandou nas mãos de Bruno Grassi. Na sequência, Victor Ferraz encontrou Ricardo Oliveira na área e o atacante caiu em disputa com Rafael Thyere. Os santistas reclamaram de pênalti, porém o árbitro nada marcou.

De tanto insistir, o Peixe chegou ao empate na marca de 20 minutos. Lucas Lima cobrou escanteio da esquerda e Noguera cabeceou com liberdade no meio da área. A bola ainda tocou na trave antes de entrar. Aos 28, quase veio a virada alvinegra. Copete recebeu lançamento nas costas da zaga e ficou frente a frente com Bruno Grassi, mas o goleiro gremista saiu bem do gol e evitou.

Melhor na partida, o Santos sufocava o Grêmio e criava chances de marcar. Aos 31, Ricardo Oliveira pegou sobra na área, girou e bateu forte. A bola desviou na zaga tricolor e saiu à direita de Bruno Grassi. Na cobrança de escanteio, Noguera novamente cabeceou livre, mas desta vez mandou por cima. Aos 35, Victor Ferraz cruzou para Copete, mas o colombiano furou. Zeca pegou a sobra e bateu de primeira da entrada da área, assustando o goleiro.

Mesmo acuado pelo poder ofensivo do adversário, o Grêmio não deixava de atacar. No final do primeiro tempo, aos 45 minutos, os gaúchos quase fizeram o segundo gol. Iago avançou pela esquerda, percebeu que tinha espaço e bateu forte rasteiro. Vanderlei se esticou todo e espalmou para escanteio.

O segundo tempo começou truncado, com as duas equipes cometendo mais faltas. O árbitro mostrou três cartões amarelos nos seis primeiros minutos. Santos e Grêmio tinham dificuldades para construir as jogadas, em especial no momento do passe que antecede a finalização. A primeira chance de perigo aconteceu apenas aos 18 minutos e foi do time da casa. Após boa trama pela esquerda entre Lucas Lima e Copete, o colombiano cruzou para a área. Thiago Maia chegou desviando de primeira, mas mandou na rede pelo lado de fora.

O Santos voltou a assustar a meta defendida por Bruno Grassi na marca de 21 minutos. Kannemann afastou mal e jogou a bola para a própria área. Ricardo Oliveira protegeu e Copete bateu de primeira, porém pegou muito embaixo da bola e mandou por cima. Aos 35, Vitor Bueno bateu forte da entrada da área e obrigou o arqueiro gremista a fazer grande defesa.

A partida ganhou em emoção nos minutos finais. Na marca de 38 minutos, o Grêmio desperdiçou grande chance. Everton arrancou com liberdade e deu uma cavadinha na cara de Vanderlei, que desviou a bola. O atacante pegou o rebote e tocou por cima, mas a bola bateu no travessão e saiu pela linha de fundo. O Santos respondeu na sequência com finalização de Vitor Bueno que carimbou o poste esquerdo de Bruno Grassi. Apesar das tentativas, o placar não foi mais alterado.

Bastidores – Santos TV:

Dorival lamenta empate do Santos, mas comemora ponto conquistado

O empate por 1 a 1 contra o Grêmio, neste domingo, na Vila Belmiro, não era o resultado que o Santos queria. O Tricolor gaúcho jogou com uma equipe alternativa e trouxe problemas para o Peixe, que saiu atrás no marcador, mas conseguiu buscar a igualdade. Dorival Júnior lamentou o empate, mas comemorou o ponto conquistado.

“Nós nos desgastamos muito para tentar procurar o empate e depois disso tivemos algumas dificuldades. No fim o jogo ficou muito franco, muito aberto de uma maneira desnecessária e os riscos foram muito claros para as duas equipes. Então não tem essa de que o sabor é de derrota. Nós sabíamos das dificuldades”, disse o treinador santista.

“Fizemos um ponto, nos aproximamos mais do que estão na nossa frente e a ideia é que continuemos assim a cada rodada, sempre pontuando. Naturalmente seria importante uma vitória, mas nem sempre ela acontece”, completou.

A decisão de Renato Gaúcho de mandar a campo uma formação alternativa para enfrentar o Santos na Vila Belmiro não surpreendeu Dorival. O comandante alvinegro defendeu a utilização dos jogadores reservas quando os titulares estão desgastados fisicamente.

“Não, ele já tinha dado um sinal desse tipo em uma das entrevistas dele. O ano passado nós fizemos errado e esse ano o Renato fez certo. É para vocês verem que o futebol não tem mágica. Quando um efetivo está cansado é muito melhor ter uma suplência descansada e em condições de poder brigar, de poder correr de igual para igual com uma equipe”, finalizou.

Dorival não descarta fazer mudanças no time para o duelo contra o Inter

Depois do empate por 1 a 1 com o Grêmio, no domingo, as atenções do Santos se voltam para o duelo de volta das quartas de final da Copa do Brasil contra o Internacional, nesta quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), no Beira-Rio. Apesar da importância da partida, Dorival Júnior ainda não sabe se poderá contar com todos os titulares e não descartou utilizar alguns reservas, assim como fez Renato Gaúcho na Vila Belmiro.

“Não dá para saber. É isso que é difícil e as pessoas não conseguem entender. Nós ficamos sabendo internamente, não sei se procede, que a própria equipe do Grêmio, alguns jogadores, chegaram para o Renato e pediram para que não atuassem em razão do excessivo desgaste que estavam tendo e, de repente, o Renato modifica completamente a equipe. O nosso desgaste foi excessivo, foi um desgaste absurdo. O jogo do meio de semana já foi muito desgastante e você não consegue uma recuperação completa. Aí eu deixo a pergunta, qual é a decisão a ser tomada? O que é correto e o que não é?”, questionou Dorival em entrevista à TV Gazeta.

O treinador santista ressaltou que a decisão de escolher o time não é tão fácil como parece, mesmo diante de uma partida decisiva na reta final da segunda competição mais importante do futebol brasileiro.

“É muito complicado e nós temos de ter o discernimento a partir do momento que nós ouvimos o departamento médico, o departamento físico e a fisiologia para saber qual posição tomar. Mas nós precisamos de uma equipe forte e competitiva para o jogo forte e difícil de quarta-feira contra o Inter”, completou.

Com dois gols, Noguera vê bola aérea como ‘arma’ para ser titular

Acostumado a sofrer com as bolas aéreas, o Santos ganhou uma boa opção para ajudar a equipe pelo alto. No alvinegro desde julho, o zagueiro Fabián Noguera demorou para ganhar uma oportunidade, mas correspondeu quando entrou em campo. Em apenas três jogos, o defensor já tem dois gols marcados de cabeça. O primeiro veio em amistoso diante do Benfica, no dia 8, enquanto o segundo foi contra o Grêmio, neste domingo, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Mostrando força pelo alto, o argentino vê esta jogada como sua principal arma dentro de campo e acredita que essa virtude pode lhe dar mais chances entre os titulares. Com 1,93 metros de altura, Noguera ainda vê o jogo aéreo como um problema no futebol brasileiro.

“Eu falava quando eu cheguei que olhava muito os times brasileiros, e muitos têm dificuldade em bolas de cabeça. Como minha especialidade é essa, com a cabeça, quero ajudar mais o time na bola parada”, afirmou o defensor, em entrevista coletiva nesta segunda-feira, no CT Rei Pelé.

Apesar de ser seu terceiro jogo com o camisa do Santos, o duelo contra o Grêmio foi a primeira vez que Noguera atuou durante os 90 minutos de uma partida. Afastado do Banfield desde quando assinou um pré-contrato com o Peixe, no começo do ano, o zagueiro acredita que isso atrapalhou seu ritmo de jogo e afirma ainda não estar 100% dentro de campo.

“Fisicamente eu cheguei bem. Fiz um trabalho especial quando cheguei aqui, mas ainda não estou 100% futebolisticamente, tanto que os últimos 10 minutos contra o Grêmio eu senti um pouco mais. Não tive pré-temporada este ano, e todo jogador precisa dos seus 15 dias de preparação para entrar bem. Finalizei o torneio na Argentina e ficava com seis meses de contrato, aí apareceu a proposta do Santos eu não renovei para assinar. Por conta disso, o Banfield me fez treinar à parte. Dorival achou que era melhor uma adaptação. Eles (Banfield) queriam fazer um novo contrato comigo, mas quando escutei a proposta do Santos, eu larguei tudo e só pensei em vir pra cá”, concluiu.

Vitor Bueno sente lesão novamente e vira dúvida contra o Inter

Após ficar 22 dias parado com uma lesão no músculo adutor da coxa esquerda, o meia Vitor Bueno voltou ao Santos neste domingo e participou dos minutos finais do empate por 1 a 1 contra o Grêmio, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. Porém, na reapresentação do elenco, nesta segunda-feira, o jogador sentiu uma fisgada no mesmo local e precisou sair do treino mais cedo, no CT Rei Pelé.

Treinando com bola desde o fim da última semana, Bueno estava sendo preparado para ser titular no confronto diante do Internacional, nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), no Beira-Rio, pelo duelo de volta das quartas de final da Copa do Brasil. Porém, o atleta passará por alguns exames para saber se terá condições de entrar em campo.

Artilheiro da equipe na competição nacional com 10 gols, o meia sentiu a lesão na derrota santista para o Sport, no último dia 24 de setembro, na Ilha do Retiro. Com previsão inicial de pelo menos um mês fora dos gramados, Bueno surpreendeu os médicos e retornou antes do tempo estipulado.

Na partida contra o Grêmio, neste domingo, o jogador entrou aos 32 minutos do segundo tempo e agradou ao técnico Dorival Júnior. Apesar do tempo parado, o meia participou de alguns lances e quase virou o jogo para o Santos em duas oportunidades. Na primeira, ele arriscou um chute de fora da área e obrigou o goleiro Bruno Grassi a fazer boa defesa. Depois, o jogador apareceu dentro da área e acertou a trave do arqueiro gremista.

Após o empate diante do Tricolor Gaúcho, o técnico Dorival Júnior comandou uma atividade só com os reservas e os atletas que entraram no segundo tempo da partida deste domingo. Enquanto isso, os titulares fizeram um treino regenerativo, visando o duelo contra o Internacional. Se Vitor Bueno não puder atuar, abaixa será dupla, já que o meia Jean Mota, substituto natural da posição, já atuou pelo Fortaleza na Copa do Brasil e não poderá jogar na competição

A equipe que deve encarar o Inter será formada por: Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, David Braz e Zeca; Thiago Maia, Renato e Lucas Lima; Vitor Bueno (Vecchio); Copete e Ricardo Oliveira.

Dorival nega gosto de derrota em empate do Santos: “Sabor de ponto”
Técnico valoriza ponto conquistado no 1 a 1 contra os reservas do Grêmio, na Vila Belmiro. Peixe poderia assumir a terceira colocação se vencesse

O Santos empatou por 1 a 1 contra o time reserva do Grêmio neste domingo, na Vila Belmiro. Sabor de derrota? Não. Resultado tem “sabor de ponto” para o técnico Dorival Júnior.

O treinador valorizou a atuação do Tricolor, que teve jogadores descansados em campo, e lamentou os erros no último passe e o azar para não chegar à vitória.

– Não tem essa de sabor de derrota. É um empate com sabor de ponto. Nós criamos, lutamos, tivemos chances de vencer. Jogamos contra um adversário difícil, descansado, focado. Renato (Gaúcho) foi bem na escolha – analisou o treinador em entrevista coletiva, na Vila Belmiro.

– Deixamos de acertar no último passe, ficamos ansiosos em busca do resultado, e tivemos azar também. No lance em que a bola bate na trave (chute do Vitor Bueno), sobra para Paulinho, que não consegue dominar, e Ricardo Oliveira estava sozinho. São coisas do jogo – completou.

Mesmo com a vantagem de nove pontos para o líder Palmeiras, Dorival não joga a toalha na disputa pelo título. Faltam sete rodadas para o término do Campeonato Brasileiro.

– Continuamos brigando até o último momento. Por que não o título? Temos sete jogos, 21 pontos. Há uma diferença considerável, ninguém aqui é insano de pensar diferente, mas estamos motivados e vamos até o fim. Não vamos mudar o pensamento por causa do resultado. Futebol é cíclico, muda muito. Temos confronto (direto) ainda – concluiu.

Grêmio 3 x 2 Santos

Data: 29/06/2016, quarta-feira, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 12ª rodada
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre, RS.
Público: 13.088 pagantes (14.865 presentes)
Árbitro: Eduardo Tomaz de Aquino Valadão (GO)
Auxiliares: Alessandro A Rocha de Matos (BA) e Bruno Raphael Pires (GO).
Cartões amarelos: Edilson, Douglas e Wallace (G); Lucas Lima, Zeca e Yuri (S).
Gols: Giuliano (02-1) e Douglas (44-1); Copete (19-2), Zeca (38-2) e Marcelo Hermes (44-2).

GRÊMIO
Marcelo Grohe; Edílson, Fred, Rafael Thyere (Marcelo Hermes) e Marcelo Oliveira; Walace, Jaílson, Giuliano, Douglas e Éverton (Guilherme); Luan (Bobo).
Técnico: Roger Machado

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Renato (Jean Mota), Thiago Maia, Vitor Bueno (Jonathan Copete) e Lucas Lima; Gabriel e Rodrigão.
Técnico: Dorival Junior



Grêmio vence confronto direto na Arena e toma vaga do Santos no G4

O Grêmio reagiu diante de seu torcedor após duas derrotas seguidas e interrompeu a ascensão momentânea do Santos no Campeonato Brasileiro. Em confronto direto pela briga no topo da tabela, nesta quarta-feira, o Tricolor levou a melhor com uma vitória emocionante e dramática por 3 a 2 em cima do alvinegro praiano. Além de acabar com a chance do Peixe de assumir a liderança do nacional nesta 12ª rodada após 10 anos e 2 meses, os gaúchos ainda tomaram a vaga santista dentro do G4, independentemente dos resultados dos outros jogos.

O Santos pagou pela falta de concentração em momentos cruciais do duelo na Arena, em Porto Alegre. Logo aos 3 minutos, o time de Dorival Júnior levou o primeiro gol depois de Giuliano aproveitou rebote dado por Vanderlei. E quase nos acréscimos da primeira etapa, em lance muito parecido, foi a vez de Douglas aproveitar rebatida do goleiro alvinegro. O Peixe descontou no segundo tempo com o atacante Jonathan Copete, que fez sua estreia ao entrar no intervalo e não desperdiçou desvio de Gustavo Henrique em escanteio pela esquerda. Nos minutos finais, Zeca marcou um golaço de fora da área e empatou tudo, mas Lucas Lima perdeu uma bola dominada no campo de defesa e Hermes levou os gremistas ao delírio já aos 44 do segundo tempo.

O jogo

A expectativa antes da bola rolar era de jogão em Porto Alegre devido as duas equipes estarem tão próximas na tabela de classificação. Mas, enquanto o Grêmio entrou em campo preparado para uma decisão, o Santos acabou pagando pela desatenção nos minutos iniciais. Os defensores de Dorival Júnior não resistiram a pressão na saída de bola e foram surpreendidos. Éverton recebeu pela esquerda, limpou e bateu forte. Vanderlei espalmou e Giuliano não perdoou no rebote: 1 a 0 Tricolor com apenas 2 minutos de jogo.

O Peixe demorou para entrar no ritmo da partida e por pouco não viu o prejuízo ficar ainda pior no minuto seguinte. Douglas dominou dentro da área, após escanteio e cruzou na cabeça do zagueiro Rafael, que jogou por cima do travessão e por pouco não ampliou a vantagem.

Só a partir daí os santistas, até então atordoados, conseguiram ter calma e colocar a bola no chão. Aos 7 minutos, Lucas Lima serviu Victor Ferraz na direita. O lateral cruzou para trás e Rodrigão bateu com perigo. Era o início do domínio alvinegro, ao menos no quesito posse de bola, já que o chute do centroavante foi a única jogada furou a defesa gremista em todo o primeiro tempo.

Com a nevoa de volta à Arena, como vem ocorrendo em muitos jogos do Grêmio em sua casa, o ritmo diminuiu e as disputas passaram a ficar concentradas no meio de campo. Apenas Giuliano conseguiu se sobressair ao sistema defensivo aos 28 minutos, nas costas de Victor Ferraz, mas Vanderlei salvou com uma bela defesa a queima roupa.

E quando todos pareciam aguardar o apito do árbitro para descansar nos vestiários, os gaúchos marcaram de novo em lance muito parecido com o primeiro gol. Aos 44, Éverton passou por Luis Felipe e Victor Ferraz e bateu cruzado. Vanderlei voltou a rebater a finalização e Douglas ‘pregou’ o goleiro, sem deixar a bola cair, em amis um rebote.

Com o placar de 2 a 0 contra, Dorival Júnior resolveu mexer já no intervalo e promoveu a estreia do atacante colombiano Jonathan Copete. Vitor Bueno foi sacado. Em campo, porém, as coisas continuaram ruim para os paulistas. O Grêmio repetiu a dose de pressionar nos primeiros minutos e Éverton quase marcou depois de receber cruzamento de Marcelo Oliveira e bater cruzado. A bola raspou a trave de Vanderlei.

O goleiro preciso trabalhar ainda mais duas vezes nos primeiros 10 minutos em finalizações de Giuliano e Edilson. O Santos não conseguia ser criativo, apesar de ter Lucas Lima na armação e três atacantes na frente.

Só aos 19 minutos o Peixe chegou. Gabriel fez jogada individual pela direita e encheu o pé. Marcelo Grohe evitou o gol santista. Mas, na cobrança do escanteio, o goleiro gremista nada pôde fazer. Gustavo Henrique ganhou no alto e a bola sobrou para Copete, que teve liberdade para dominar e estufar as redes. 2 a 1 e um novo jogo na Arena.

A pressão mudou de lado e o Santos se lançou de vez ao ataque. Dorival, para isso, ainda colocou Yuri no lugar de Gustavo Henrique para que o ex-jogador do Audax pudesse fazer o papel de zagueiro, mas usar sua técnica refinada para ajudar na saída de bola. O Grêmio só respondeu aos 27 minutos, quando Luan recebeu cruzamento de Douglas e desperdiçou uma grande chance, de cabeça.

E quem não faz, toma. Já diria o ditado popular. E mais uma vez foi assim dentro de campo. Aos 37 minutos, Zeca apareceu na diagonal e arriscou de fora da área. O lateral esquerdo, que é destro, ‘pegou na veia’, sem chance para o goleiro gremista, e decretou a igualdade no placar. Desta forma, o Santos mantinha sua vaga dentro do G4 e deixava o rival de fora.

Mas, para concluir uma partida emocionante e digna de duas equipes que prometem brigar pelo título nesta temporada, um gol aos 44 minutos mudou todo o cenário. Lucas Lima perdeu a bola no campo de defesa e complicou a zaga santista. Giuliano serviu Hermes, que bateu de primeira na saída de Vanderlei e fez os quase 15 mil torcedores nas arquibancadas explodirem de alegria, principalmente depois do apito final, que veio após quatro minutos dramáticos de acréscimo.

Santistas não culpam Lucas Lima e valorizam postura ousada em derrota

O Santos fez o mais difícil nesta quarta-feira. Buscou o empate na casa do adversário depois do Grêmio abrir 2 a 0 no placar. Mas, já nos minutos finais, Lucas Lima prendeu excessivamente a bola no campo de defesa e acabou dando o contra-ataque ao Tricolor Gaúcho, que foi fatal. Marcou o terceiro gol e decretou a vitória nesta 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. Após o apito final, ao invés de frustração, veio a surpresa. Os jogadores do Peixe estavam orgulhosos do que fizeram em campo, apesar da derrota.

“Não (frustração), o time jogou bem, no segundo tempo impôs o jogo, mas infelizmente não conseguimos o empate ou a vitória, perdemos por 3 a 2. Saímos de cabeça erguida e vamos trabalhar para poder conseguir o próximo resultado”, comentou Zeca, autor do segundo gol alvinegro, ao Sportv.

“Fomos ousados e valentes. Se fosse outro time, ia tentar segurar o empate, mas é o nosso estilo de jogo e fomos para cima. Tentamos a vitória e acabamos levando o gol”, avaliou Gabriel, antes de eximir Lucas Lima de qualquer culpa pelo terceiro gol gremista. “Uma infelicidade nossa. Tentamos o terceiro gol jogando para frente, para vencer e, em um lance bobo, eles fizeram o gol. Queríamos a vitória, fizemos um bom jogo, mas perdemos”, completou.

O lateral esquerdo também fez questão de sair em defesa de Lucas Lima. “Foi uma bola que a gente treina isso, de sair tocando a bola, treinamos diariamente, toque de bola, mas infelizmente perdemos a bola e eles fizeram o gol. Temos certeza que vamos nos encaixar e ganhar o próximo jogo”, explicou.

Talvez o jogador que mais lamentou os pontos perdidos em Porto Alegre foi o experiente e capitão Renato. O volante não se abateu, mas não conseguiu esconder a decepção com o gol levado nos minutos finais depois de uma reação surpreendente. “Sabíamos que era um jogo difícil, buscamos o empate, eles (Grêmio) fizeram o terceiro. Brasileirão é isso. Era importante fazer um ponto. Infelizmente fomos castigados”, concluiu o volante.

Dorival rasga elogios ao Santos e fala em cabeça erguida após revés

Nem parece que o Santos perdeu na noite desta quarta-feira. Depois dos próprios atletas enaltecerem a postura da equipe no revés para o Grêmio por 3 a 2, em Porto Alegre, em seguida foi a vez do técnico Dorival Júnior não poupar elogios aos seus comandados pela forma como o time de comportou nesta 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. Nem mesmo a saída do Peixe do G4 fez com que o treinador se preocupasse.

“O Santos jogou perante uma equipe competitiva. Grêmio teve competência no início e no fim. Conseguiu definir a partida. Gol no primeiro momento. O Santos foi guerreiro e não se abateu em momento nenhum. Procurou penetração e encontrou movimentação. Poderíamos sair para o terceiro na jogada em que eles fizeram o último gol. Estou satisfeito com a equipe e com o espetáculo de futebol”, disse Dorival. “O Santos não sai daqui com a cabeça baixa. Buscamos o resultado, e era isso que eu queria ver”, completou.

O comandante santista entendeu o gol gremista nos minutos finais como uma fatalidade do esporte e preferiu, a cada resposta, valorizar o que sua equipe fez de bom no jogo, principalmente no segundo tempo, quando buscou um resultado surpreendente.

“Alcançamos o empate e queríamos o terceiro gol. Nos abrimos, fomos para cima, jogamos com a intensidade de sempre, criamos, com posse de bola, e infelizmente fomos penalizados nesse último minuto. Paciência. temos de trabalhar, reequilibrarmos nossas melhores condições já para o jogo de domingo”, avaliou.

“Até porque eu não tenho o que lamentar. Eu tenho que enaltecer aquilo que a equipe fez dentro de campo, saindo de um 2 a 0, um resultado muito complicado, frente uma grande equipe, mesmo assim, a equipe procurou a todo instante o gol que nos daria uma condição muito favorável”.

A análise final de Dorival Júnior não fez com que o técnico não enxergasse aquilo que seus jogadores não fizeram tão bem nesta quarta. E a maior crítica veio pelo desempenho do time do primeiro tempo, quando o Peixe teve mais posse de bola, mas pouco entrou na área adversária.

“Nós tínhamos a posse de bola, mas faltava a penetração, as trocas de passes com um pouco mais de dinâmica acima de tudo e as movimentações para que um companheiro pudesse estar em condições de finalizar a jogada. Isso que faltou”, concluiu Dorival.

Grêmio 1 x 0 Santos

Data: 15/10/2015, quinta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 30ª rodada
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre, RS.
Público: 8.837 pagantes (10.496 presentes)
Renda: R$ 257.109,55
Árbitro: Marielson Alves da Silva (BA)
Auxiliares: Elicarlos Franco de Oliveira e Marcos Rocha de Amorim (ambos da BA).
Cartões amarelos: Geromel, Douglas e Moisés (G); Vanderlei, David Braz e Gabriel (S).
Cartão vermelho: Gabriel (S).
Gol: Bressan (26-1).

GRÊMIO
Bruno Grassi; Galhardo, Geromel, Bressan e Marcelo Oliveira; Walace, Maicon, Giuliano, Douglas (Maxi Rodriguez) e Luan (Moisés); Bobô (Pedro Rocha).
Técnico: Roger Machado

SANTOS
Vanderlei; Zeca, David Braz, Werley e Chiquinho; Thiago Maia (Serginho), Renato e Lucas Lima; Marquinhos Gabriel (Neto Berola), Leandro (Nilson) e Gabriel.
Técnico: Dorival Júnior.



Santos cai diante do Grêmio no Sul, mas não perde vaga no G4

Um gol de cabeça do zagueiro Bressan ainda no primeiro tempo definiu a vitória do Grêmio em cima do Santos nesta 30º rodada do Campeonato Brasileiro. A partida disputada em Porto Alegre contou pouco mais de 10 mil pessoas nas arquibancadas devido aos estragos que as fortes chuvas causaram na Capital gaúcha nesta quinta-feira. O jogo inclusive esteve perto de ser cancelado pela CBF.

A vitória mantém o Tricolor Gaúcho tranquilo na terceira colocação, agora com 55 pontos, a quatro do vice-líder Atlético-MG. Já o Peixe estaciona nos 46 pontos, mas, por causa dos tropeços de seus concorrentes, segue na quarta colocação pela segunda rodada seguida.

O jogo

Como já é de costume, o Grêmio iniciou a partida pressionando e partindo para a cima. Logo aos 20 segundos, Vanderlei salvou o Santos em chute rasteiro de Luan. No lance seguinte, novamente o time da casa chegou com perigo depois de uma tabela de Marcelo Oliveira com Douglas. O lateral entrou na área e rolou para o meio. Sozinho, Giuliano isolou e perdeu a segunda grande oportunidade de abrir o marcador com apenas 1 minuto de jogo.

Passado os sustos, o Peixe foi se encontrando em campo e, com toque de bola, tentava frear o ímpeto dos gaúchos. Aos 7 minutos, Thiago Maia infiltrou Marquinhos Gabriel e o meio bateu com perigo, por cima do gol. Dois minutos depois, Lucas Lima fez linda jogada individual, arrancando do campo de defesa até a entrada da área tricolor, onde sofreu falta. Na cobrança, o meia bateu por fora da barreira e acertou a trave.

O jogo já era equilibrado, quando uma indecisão de Werley com Vanderlei proporcionou um escanteio ao Grêmio. E na sequência da jogada, Bressan testou no ângulo, sem chances para o goleio do Peixe. 1 a 0.

O Santos, então, se lançou ao ataque, mas o máximo que conseguiu foi assutar com um chute de fora da área de Gabriel, aos 41, que acabou facilmente defendido por Bruno Grassi.

Na segunda etapa, o Santos ignorou o fato atuar na casa gremista e foi em busca do empate. A equipe de Dorival Júnior pressionou desde o apito do árbitro, mas viu o Grêmio se fechar com muita organização. Apesar de ter o domínio das ações, o Peixe não levou perigo ao gol.

Com o passar do tempo, o treinador paulista resolveu apostar no banco de reservas. Nilson, Neto Berola e Serginho entraram nas vagas de Leandro, Marquinhos Gabriel e Thiago Maia, respectivamente. Porém, quem por pouco não balançou as redes foi Pedro Rocha, substituiu Bobô.

O atacante do Grêmio recebeu uma linda assistência de Wallace e, na cara do gol, acertou o peito de Vanderlei, que se jogou à frente do atacante. Aos 28, de novo Pedro Rocha arriscou, desta vez de longe, e viu a bola passar perto do travessão.

No fim, o jogo caiu de rendimento. Gabriel ainda assustou Grassi com uma bomba cruzada, mas que acabou indo para fora. O Santos ainda lutou até o fim, mas o sistema defensivo gaúcho suportou a pressão sem grandes dificuldades e garantiu a vitória em casa.

Já depois do apito final, Gabriel foi tirar satisfação com o árbitro e acabou expulso.

Dorival reconhece superioridade gremista e vê Peixe abaixo do normal

Grêmio e Santos fizeram um jogo bastante equilibrado na noite desta quinta-feira e que acabou decidido por um gol do zagueiro Bressan, após cobrança de escanteio. Apesar da derrota, o técnico do Peixe admitiu que sua equipe não apresentou o futebol vistoso das últimas rodadas e concordou que o time da casa mereceu a vitória.

“ O primeiro tempo nosso foi bem abaixo do que vínhamos jogando, muito em razão da postura do Grêmio, que foi mais equipe, fez o resultado. No segundo tempo o jogo inverteu, tomamos uma outra postura, tivemos uma outra condição, nos movimentamos muito mais, procuramos jogar dentro das condições que vínhamos apresentando. Mas não tivemos felicidade nas chances que aparaceram”, analisou Dorival Júnior, enaltecendo a qualidade do espetáculo.

“Foi um grande jogo. Acho que temos que enaltecer aquilo que as duas equipes fizeram. Reconhecer que foi uma grande partida, bem jogada, com bola no chão, e buscar a recuperação já no domingo”, completou.

Para o comandante santista, o posicionamento errado da equipe em campo acabou dificultando seu jogo. As constantes perdas na segunda bola, aquela que sobra na intermediária, normalmente, acabaram deixando a equipe exposta.

“Realmente isso aconteceu. As movimentações aconteceram, mas não tivemos a posse de bola necessária para colocar os jogadores em condições de definições. O Grêmio estava ganhando a segunda bola e isso causa um prejuízo grande, porque as jogadas já iniciavam no meio campo. Isso estava causando muita dificuldade”, confirmou Dorival.

A derrota não tira o Peixe do G4, mas deixa o time a nove pontos do próprio Grêmio, terceiro colocado na tabela do Campeonato Brasileiro. Por isso, para Dorival Júnior, o resultado desta quinta-feira deixa a briga pela classificação à próxima Libertadores da América restrita a uma vaga.

“Ainda está em aberto uma das vagas. Poderia ter outra em disputa, se tivéssemos a felicidade de termos o resultado. Traríamos mais uma equipe para esta condição. Estaríamos abrindo uma condição de disputa maior. Agora, cabe a nós corrermos atrás, tirarmos essa diferença, jogar dentro das nossas condições”, conclui o técnico.

Expulso, Gabriel diz que não dá para usar “educação que a mãe ensinou”

O Santos não poderá contar com David Braz e Gabriel na partida contra o Goiás, domingo, na Vila Belmiro. Ambos levaram o terceiro cartão amarelo nesta quinta-feira, durante a derrota para o Grêmio por 1 a 0, em Porto Alegre. No caso do atacante, a situação ficou ainda pior. Isso porque depois do apito final, o camisa 10 do Peixe se dirigiu ao árbitro Marielson Alves da Silva para tirar satisfação de alguns lances do jogo. E, por causa disso, acabou recebendo o cartão vermelho.

“Acho que não precisava, não. Estava de cabeça quente. Acho que ele foi muito severo”, comentou o jogador, já mais calmo, depois de sair do vestiário.

Questionado se havia xingado ou falado algum palavrão em direção ao árbitro, Gabriel voltou a negar qualquer ofensa, mas admitiu que não usou de sua melhor educação para protestar.

“É normal dentro de campo falar palavrão. Não tem como falar “por favor”. Mas não fiquei querendo desrespeitar ele. Só quis conversar um pouquinho sobre os cartões, várias faltas, principalmente no Lucas Lima, o lance do gol, que teve a falta”, explicou o jogador de 19 anos, que estava de costas quando foi advertido com o cartão vermelho.

“Não tinha visto. Fui ver na TV. Acho que não precisava, não. Dentro de campo não dá para falar educadamente, como minha mãe me ensinou, me pai me ensinou”, encerrou.

Dorival Júnior preferiu não entrar em qualquer polêmica e sequer falou sobre o lance de Gabriel após o jogo. O técnico preferiu cobrar uma ação do árbitro em outra jogada isolada.

“Sobre arbitragem não falo, não. Não vou comentar. Acho só que teve um erro fatal, na primeira jogada de perigo nossa, com o Lucas Lima, passível de punição. Ele não deu. Logo em seguida, o zagueiro deles tomou um cartão, que seria o segundo. Poderia modificar o jogo, mas de modo geral, não tenho o que falar, não”, disse o treinador.

Sobre o gol de Bressan, que decretou a vitória do Tricolor Gaúcho, Dorival Júnior apenas reproduziu as opiniões que seus jogadores externaram.

“Não vi ainda o vídeo da partida. A minha impressão é que o Bressan fez um gesto de empurrar, com as duas mãos, e depois sim saltou completamente livre para fazer o gol. Mas não tenho como te falar. Estou indo pelo que ouvi no vestiário”, finalizou.

Além de Braz e Gabriel, o Santos dificilmente contará com Victor Ferraz e Geuvânio. O lateral tenta se recuperar de um problema na coluna, enquanto o atacante está em fase final da recuperação de uma lesão grau 2 na coxa direita e tem previsão de retorno para a quarta-feira da próxima semana, no primeiro duelo contra o São Paulo, pelas semifinais da Copa do Brasil.

Ricardo Oliveira, que desfalcou o time nesta quinta por causa do desgaste causado enquanto defendia a Seleção Brasileira, volta à equipe normalmente.

Árbitro cita ofensa de santista Gabriel em súmula: “Só fazem m…”

O árbitro Marielson Alves Silva não teve dúvidas ao expulsar o atacante Gabriel mesmo após o apito final. Sacramentada a derrota de 1 a 0 fora de casa, diante do Grêmio, o santista, que já tinha cartão amarelo, invadiu o campo para questionar a conduta da arbitragem e acabou expulso. Na súmula, o juiz baiano relatou o protesto do atacante que, dependendo do julgo, pode trazer complicações futuras.

Se enquadrado dentro do artigo 258, no que concerne ao desrespeito à arbitragem, Gabriel pode pegar gancho de uma a seis partidas. No entanto, como não apelou para uma linguagem chula como os xingamentos, é possível que o santista passe desapercebido pelo tribunal. O documento pós-jogo, redigido por Marielson Alves da Silva, tenta explicar melhor o caso.

“Expulsei de forma direta o senhor Gabriel Barbosa Almeida, número 10 do Santos FC, por após o término da partida se dirigir ao quarteto de arbitragem proferindo as seguintes palavras: ‘vocês só fazem m…, vocês só fazem m…’ Após essas palavras, o mesmo se retirou de campo sem maiores problemas”, alegou o árbitro ao escrever a lauda de pós-jogo.

Ao se encaminhar ao túnel dos vestiários, Gabriel falou ao SporTV e, só aí, foi avisado da expulsão. “Eu fui expulso?”, perguntou o jogador a uma repórter, ao deixar o gramado. Na zona mista, já mais calmo, Gabriel analisou o lance e viu rigor excessivo na conduta adotada por Marielson. “Acho que não precisava, não. Estava de cabeça quente. Acho que ele foi muito severo”, comentou.

Se Dorival Jr. preferiu não comentar sobre assuntos relacionados à arbitragem, após o revés, Gabriel admitiu que tentou argumentar com o juiz para ponderar alguns erros. “É normal falar palavrão dentro de campo, não tem como falar “por favor”. Não fiquei querendo desrespeitar ele, só quis conversar um pouquinho sobre os cartões, várias faltas, principalmente no Lucas Lima, o lance do gol, que teve a falta”, declarou.

Para a partida contra o Goiás, na Vila Belmiro, Dorival Jr. não poderá contar nem com Gabriel e nem com David Braz, já que ambos terão que cumprir suspensão. É possível que, na volta à Vila, Neto Berola ganhe uma chance na linha de frente, enquanto Werley ou Paulo Ricardo podem substituir Braz na zaga.

Santos 1 x 3 Grêmio

Data: 05/07/2015, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 11ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 4.942 presentes
Renda: R$ 136.690,00
Árbitro: Felipe Gomes da Silva (PR)
Auxiliares: Rafael Trombeta e Luciano Roggenbaum (ambos do PR).
Cartões amarelos: Gabriel, Geuvânio (2), Caju, David Braz (S); Walace (G).
Cartão vermelho: Geuvânio (S).
Gols: Pedro Rocha (04-1); Galhardo (03-2), Ricardo Oliveira (19-2) e Yuri Mamute (35-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Paulo Ricardo e Caju; Lucas Otávio (Rafael Longuine), Thiago Maia (Neto Berola) e Lucas Lima; Geuvânio, Gabriel (Nilson) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Marcelo Fernandes

GRÊMIO
Marcelo Grohe; Galhardo, Geromel, Rhodolfo (Erazo) e Marcelo Oliveira; Walace, Edinho, Giuliano e Douglas (Moisés); Luan e Pedro Rocha (Yuri Mamute).
Técnico: Roger Machado



Com direito a “olé”, Grêmio vence e afunda Santos na Vila Belmiro

A situação do atual campeão paulista se complica mais a cada rodada do Campeonato Brasileiro. Neste domingo, jogando em casa, onde estava invicto na temporada, o Santos foi engolido pela boa fase do Grêmio e conheceu a terceira derrota seguida na competição.

Por outro lado, com o placar por 3 a 1, o Tricolor Gaúcho alcançou a marca de cinco vitórias seguidas e, com 23 pontos, chega à vice-liderança do Brasileirão. Enquanto isso, o alvinegro praiano, com 10 pontos, entra novamente na zona do rebaixamento por causa dos critérios de desempate em relação ao Goiás, agora o primeiro time fora do Z4.

Neste domingo, a equipe santista parece ter sido contaminada pelo clima frio e nublado e entrou em campo sonolenta. O Grêmio aproveitou o momento e abriu o placar com Pedro Rocha logo aos três minutos de jogo.

Ainda no primeiro tempo, Geuvânio acabou recebendo o segundo cartão amarelo e foi expulso por ter entrado em campo após receber atendimento médico sem autorização do árbitro. Com um a menos, o Peixe sofreu diante dos gremistas, que pareciam jogar em casa.

Na etapa complementar, Galhardo ampliou em mais um gol de boa triangulação e toque de bola da equipe do Rio Grande do Sul. Artilheiro do Campeonato Brasileiro, Ricardo Oliveira ainda chegou aos sete gols e diminuiu o prejuízo dos paulistas, mas não foi o suficiente para evitar a derrota do Peixe. Aos 35, Yuri Mamute ainda marcou o terceiro para alegria dos poucos torcedores gremistas que foram à Baixada Santista e que terminaram o jogo gritando o famoso “olé”.

O jogo

Com a 11ª escalação diferente em 11 rodadas, o Santos demorou para entrar no jogo e acabou pagando cara pelo início sonolento. Confiante e empolgado pelas quatro vitórias seguidas, o Grêmio apertou o Peixe com uma marcação em cima dos zagueiros. E a tática do técnico Roger Machado surtiu efeito.

Logo ao três minutos, Giuliano assustou o goleiro Vanderlei após saída de bola errada dos defensores alvinegros. Em seguida, o mesmo meia recebeu pela direita, limpou a marcação de Caju e enfiou para Luan. David Braz falhou na marcação e Pedro Rocha se antecipou Victor Ferraz para completar o cruzamento já dentro da pequena área: 1 a 0 para os gaúchos aos 4 minutos de jogo.

Dois minutos depois, Luan arriscou de longe e a bola raspou a trave de Vanderlei. O lance gerou muitas críticas das arquibancadas, que já percebiam as dificuldades do Santos em se impor em casa.

Após os 18 minutos, a marcação gremistas já não era mais tão alta e o Peixe passou a ficar mais com a bola em seu pé. Porém, quando parecia que esboçaria uma pressão pela busca do empate, Geuvânio se envolveu em uma polêmica com o árbitro Felipe Gomes da Silva que mudou a história do jogo.

O camisa 11 recebeu um cartão amarelo aos 26 minutos após cometer uma falta no meio de campo. No lance, o jogador precisou sair para receber atendimento médico. Ao retornar para o jogo, Geuvânio roubou a bola do adversário e partiu em direção ao gol. No entanto, o árbitro, alegando que nem ele nem o quarto árbitro autorizaram o retorno do jogador ao campo, deu o segundo amarelo e, consequentemente, o vermelho para o atleta.

A atitude o juiz gerou uma revolta generalizada no banco de reservas santista, porque o árbitro fez um sinal com os braços, pouco antes de Geuvânio entrar no campo. A sequência do jogo mostrou um Santos apático e mais enfraquecido com um jogador a menos e o Grêmio jogando à vontade na Vila Belmiro. Giuliano ainda teve uma grande chance de ampliar ao sair cara a cara com o goleiro Vanderlei, mas, após driblar o camisa 1, foi travado por Caju. No rebote, Douglas isolou.

Assim, sob muitas vaias e protestos dos torcedores presentes, o primeiro tempo terminou 1 a 0 para os visitantes.

No retorno para o segundo tempo, apesar de Marcelo Fernandes ousar colocando Rafael Longuine no lugar do volante Lucas Otávio, o panorama do jogo não mudou em nada. Tranquilo e consciente da vantagem numérica, o Grêmio voltou melhor mais uma vez e logo aos três minutos ‘jogou um balde de água fria’ nos santistas com mais um gol.

Giuliano infiltrou pelo meio, tabelou com Douglas e serviu Galhardo na direita. O lateral dominou e bateu cruzado, sem chance para Vanderlei. Um belo gol na Vila.

A tarde realmente não era do Peixe. Antes dos 15 minutos, Gabriel sentiu a perna direita e pediu para ser substituído. Marcelo Fernandes escolheu o centroavante Nilson para entrar no jogo e ouviu muitos gritos de “burro” das arquibancadas.

Mesmo assim, o Peixe foi valente e, em um cochilo dos defensores gremistas, diminuiu a vantagem do rival. Thiago Maia recuperou a bola e rolou para Rafael Longuine. O meia deixou Ricardo Oliveira sozinho para marcar seu sétimo gol no Campeonato Brasileiro.

Marcelo Fernandes, então, partiu para o tudo ou nada em busca do empate heroico. Colocou Neto Berola no lugar de Thiago Maia e mandou o time ao ataque mesmo com um homem a menos.

Mas o Grêmio em nenhum momento perdeu a calma e o domínio do jogo. Assim, conteve o ímpeto santista e, aos 35, matou o jogo. Douglas, com muito espaço na entrada da área, colocou Yuri Mamute na cara do gol e o jovem atacante não desperdiçou, batendo por baixo do goleiro Vanderlei para marcar o terceiro gol. Desta forma, o Santos volta à zona de rebaixamento e o Grêmio chega à vice-liderança do Brasileirão.

Expulsão de Geuvânio gera indignação de santistas após nova derrota

O Grêmio sobrou no duelo deste domingo contra o Santos. Em plena Vila Belmiro, os gaúchos fizeram 3 a 1, assumiram a ponta da tabela e ainda deixaram o Peixe na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. No entanto, um lance confuso ainda no primeiro tempo revoltou os donos da casa.

Aos 28 minutos, Geuvânio, que havia acabado de receber um cartão amarelo, deixou o campo para receber atendimento médico. Quando retornou para o jogo, já tomou a bola do adversário e partiu em contra-ataque. Neste instante, o árbitro paranaense Felipe Gomes da Silva parou lance e, depois de mostrar o segundo cartão amarelo, expulsou o atacante alegando que ainda não havia autorizado sua entrada. Entretanto, uma imagem da TV mostra a autoridade gesticulando como se tivesse liberando Geuvânio para regressas à partida, pouco antes do camisa 11, de fato, entrar no gramado.

“Hoje, acho que o juiz prejudicou bastante. Com um a menos o jogo ficou bem mais difícil”, reclamou Gabriel. “A gente acabou prejudicado pela comissão de arbitragem hoje, que teve uma falta de comunicação ali. Se a bola tivesse ido pra outro lado, ficava tudo normal, como ele (Geuvânio) pegou a bola já no ataque, o juiz resolveu parar depois da reclamação dos gremistas. Além de enfrentar um adversário difícil hoje, tivemos que enfrentar o árbitro também”, afirmou David Braz, com discurso parecido de Victor Ferraz.

“Seguinte, o que a gente falar nesse momento é jogador contra a gente. O que a gente tem que fazer é ganhar jogo. Não adianta falar alguma coisa agora, porque as coisas não estão acontecendo. Se ganhar, tem chance de voltar a ser elogiado. Mas, no vestiário, a gente vê o lance e vê o juiz mandando o Geuvânio voltar. Aí é complicado. Temos quatro expulsões no campeonato injustas. E aí a gente fica correndo errado em campo”, esbravejou o lateral.

Após o fim da primeira etapa, Ricardo Oliveira, capitão do Peixe, e Douglas, experiente meia do Grêmio falaram sobre o lance antes de descerem para o vestiário. “Não dá para ver porque eu estava distante. Não estava próximo ao arbitro. Mas, segundo ele, ele não autorizou a entrada, e muito menos o quarto árbitro. A única informação é que ele disse que o Geuvânio estava limpo (sem sangue exposto)”, relatou o centroavante.

“Eu realmente não vi nada. Acabei acompanhando o lance da bola, não consegui olhar diretamente para o árbitro. Não sei se ele autorizou ou não”, disse o gremistas, admitindo que o lance acabou prejudicando os donos da casa. “Acho que sim. Com um jogador a menos, um jogador importante, que é rápido, que puxava o contra-ataque. O Santos lamenta, mas a gente agradece”, finalizou Douglas.

Fernandes detona árbitro e diz que até técnico do Grêmio admitiu erro

A expulsão de Geuvânio aos 28 minutos do primeiro tempo gerou revolta dos jogadores santistas após a derrota para o Grêmio por 3 a 1, na Vila Belmiro. E, como não podia ser diferente, Marcelo Fernandes também esbravejou na coletiva de imprensa já após ter visto as imagens da TV que mostraram o árbitro do Paraná, Felipe Gomes da Silva, fazendo um gesto que remete a uma autorização para o jogador entrar em campo.

No momento do cartão vermelho, depois de mostrar o segundo amarelo, o juiz explicou que nem ele nem o quarto árbitro haviam autorizado o atacante a regressar para o jogo.

“Estou cansado de falar. Quanto mais eu falar, mais eu vou me prejudicar. O Grêmio é um time de ‘macaco velho’, não vão perder a oportunidade. Mas o Roger (técnico do Grêmio) veio me falar que viu o árbitro chamando o jogador (Geuvânio). O Santos foi prejudicado hoje, sim”, reclamou o comandante santista.

“Grande arbitragem contra. Quem diz que eu não iria virar o jogo no primeiro tempo? Quem vê isso agora? Na súmula, o juiz coloca o que ele quer. Já foi, já perdi, já era. Não é muleta, mas foi crucial, a expulsão, para a derrota de hoje. O Roger Machado viu”, ressaltou.

Apesar da interferência da arbitragem, o Peixe conheceu sua terceira derrota consecutiva no Campeonato Brasileiro e voltou à zona de rebaixamento, na 17ª colocação, com apenas 10 pontos em 11 rodadas. Com isso, Marcelo Fernandes sabe que corre risco de deixar o cargo a qualquer momento.

“Com certeza. Futebol é assim. Estou trabalhando. Me incomoda estar trabalhando sério e os resultados não virem. Não tem ninguém no CT dando migué. Só tenho a agradecer, e vou acatar a decisão que a diretoria tomar”, disse, em tom conformado.

Ainda assim, o treinador torce por uma ação da diretoria no sentido de reforçar o grupo com jogadores experientes, que possam respaldar um elenco formado por tantos jovens.

“Uma vitória em nove jogos não tem tranquilidade. Time grande é assim. Sou muito realista. Eu acho que sim, a diretoria precisa fazer algo. E está correndo atrás. Estou preocupado com a situação, porque estamos procurando, mas não estamos conseguindo”, contou.

Fernandes clama por reforço e agradece a Deus por garotos da base

Se antes da partida deste domingo Marcelo Fernandes já engrossava o coro por um reforço de peso para a equipe, após a derrota por 3 a 1 para o Grêmio em plena Vila Belmiro, o primeiro revés em casa do time na temporada, o técnico santista deixou claro que o time dificilmente sairá da crise se continuar apostando em tantos atletas jovens juntos.

“Esses meninos estão pulando etapas da vida deles. Tínhamos seis da base, mas ninguém experiente ao lado deles. O campeonato é difícil. Eles são muito bons, mas (o time) precisa de um toque de experiência. Precisamos qualificar o grupo”, exclamou o treinador, pressionado pelo retrospecto de apenas uma vitória nas últimas nove partidas.

“Tem moleque de 17 anos, como o Diogo (na verdade, tem 18), que está treinando muito bem. Ia colocar no jogo hoje (domingo), mas não deu. Ele não aguenta o tranco porque vem de cirurgia pesada. Eles sobem para o profissional com personalidade forte. Cabeça erguida. O Santos tem que agradecer a Deus por eles. Eles estão passando por uma prova de fogo”, avisou.

E não basta apenas contratar qualquer jogador para compor o elenco. Durante sua coletiva de imprensa depois da derrota que recolocou o Santos na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, Marcelo Fernandes explicou do que o time precisa.

“Perfil de maturidade. O outro time vai olhar e reconhecer a experiência. O Santos está muito bem servido, mas o campeonato necessita de jogadores experientes e maduros. Não tem folga, não tem espaço para lamentar. Já conversamos sobre nomes, e a diretoria estava correndo atrás”, explicou.

Jogando a responsabilidade na mão da diretoria e, principalmente, em cima do presidente Modesto Roma Jr, Fernandes, ao mesmo tempo em que cobra um jogador com mais experiência para dividir o protagonismo da equipe com Ricardo Oliveira, já que Robinho deixou o grupo definitivamente, também faz questão de ressaltar o empenho dos atletas que deixaram as categorias de base há pouco tempo.

“Tem que honrar o que esses moleques fizeram. Estão dando conta do recado”, reiterou. “Temos que dar moral para os garotos. Não tem o que reclamar. O campeonato não permite ficar lamentando. Quarta tem jogo e eles têm que estar com a cabeça boa. Tem que dar moral para eles”, afirmou.

Antes otimistas, santistas já admitem preocupação com momento crítico

O Santos conquistou o Campeonato Paulista de forma surpreendente para muitos críticos e até torcedores. A equipe superou todos os problemas internos e ficou com a taça no primeiro semestre. Porém, a equipe sofreu um verdadeiro choque de realidade no Campeonato Brasileiro. Em 11 rodadas, venceu apenas duas vezes e está na zona do rebaixamento com uma sequência negativa de apenas uma vitórias nas últimas nove partidas.

Nestas circunstâncias, os discursos de que em questão de tempo as coisas se encaixariam ou de que o time estava sofrendo com uma falta de sorte passageira, agora, são resumidos em uma palavra: preocupação. “A gente se preocupa, sim. Pela qualidade do time, não pode passar por isso. Foi um jogo atípico. Temos que acordar e voltar a ganhar”, falou o meia Lucas Lima, comentando a derrota para o Grêmio no domingo.

O camisa 20, aliás, evitou condenar a atitude de algumas torcedores, que protestaram de uma forma ainda não vista nesta temporada, após o placar de 3 a 1 para gaúchos, em plena Vila Belmiro. “A fase não está boa. Estão no direito deles. Apoiaram o jogo todo e têm direito de reclamar”, resumiu.

David Braz, que voltou ao time no domingo, foi outro atleta a demostrar abatimento e não conseguiu explicar porque o Peixe não consegue engrenar no Nacional por pontos corridos. “A gente está fazendo de tudo. Pouco tempo de trabalho de um jogo para o outro. Não conseguimos teinar bem. Tivemos que recuperar os jogadores, viagem, tudo. A gente acabou tomando gol no comecinho, a equipe do Grêmio acabou começando melhor que a gente e agora é trabalhar para reverter essa situação”, analisou.

E, com números tão ruins, a pressão sobre o técnico Marcelo Fernandes não poderia deixar de ser forte e intensa. Chamado de burro por alguns torcedores naquela que foi a primeira derrota santista em seu estádio nesta temporada, o comandante alvinegro tentou se defender.

“Nós trabalhamos muito no dia a dia. Estou fazendo de tudo para o Santos melhorar. Trabalhamos muito e a molecada está tentando”, disse. “Preocupação a gente tem. Foi um jogo atípico. O Ricardo (Oliveira) bateu uma (bola) cruzada que poderia ter sido o 2 a 2. O time do Grêmio é muito qualificado, então, tivemos que nos desdobrar bastante”, explicou.

Nesta segunda, o elenco se reapresenta no CT Rei Pelé para um trabalho regenerativo, sem atendimento à imprensa. Sob pressão, o Peixe inicia a semana de olho na partida desta quarta, contra o Goiás, no Serra Dourada.

Sem Geuvânio, que foi expulso contra o Grêmio, Marcelo Fernandes contará com os retornos de Daniel Guedes e Werley, que cumpriram suspensão. A partida é muito importante para ambas as equipes, já que se trata de um confronto direto. Santos e Goiás têm os mesmos 10 pontos, com o Esmeraldino à frente apenas por causa do saldo de gols (-3 contra -4).


Vídeos: (1) Gols e (2) melhores momentos.

Grêmio 1 x 1 Santos

Data: 18/09/2013, quarta-feira, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 22ª rodada
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre, RS.
Público: 13.641 (12.447 pagantes)
Renda: R$ 341.829,00
Árbitro: Péricles Bassols Pegado Cortez (RJ)
Auxiliares: Marrubson Melo Freitas (DF) e Ivan Carlos Bohn (PR).
Cartões amarelos: Cícero e Alison (S).
Gols: Elano (27-2) e Willian José (39-2).

GRÊMIO
Dida; Gabriel, Rhodolfo e Bressan (Elano); Pará, Souza, Riveros, Zé Roberto (Vargas) e Alex Telles; Kleber e Barcos (Yuri Mamute).
Técnico: Renato Gaúcho

SANTOS
Aranha; Rafael Galhardo (Bruno Peres), Edu Dracena, Gustavo Henrique e Mena; Alison (Pedro Castro), Arouca, Cícero e Montillo (Willian José); Gabriel e Thiago Ribeiro.
Técnico: Claudinei Oliveira



Reservas saem do banco e marcam no empate entre Grêmio e Santos

Elano marcou para os gaúchos e William José fez para o time paulista. Ambos entraram na segunda etapa de jogo

Na partida que abriu a 22ª rodada do Brasileirão, Grêmio e Santos ficaram no 1 a 1 na Arena, em Porto Alegre, nesta quarta-feira. A curiosidade fica por conta dos autores dos gols: Elano, ex-jogador do Peixe, fez o gol gremista, mas Willian José, ex-Tricolor, empatou no final do jogo. Ambos saíram do banco de reservas para marcarem os gols da partida.

A primeira etapa foi equilibrada e com poucas chegadas perigosas. Pouco criativo, o time gaúcho insistiu muito em cruzamentos para a área, facilitando o trabalho da zaga santista. Na etapa final, o Tricolor voltou mais ofensivo, mas seguia criando pouco. Renato então mexeu no time, pôs Vargas e Elano em campo, e numa jogada do chileno para o ex-santista saiu o gol gremista. Quando o time gaúcho dominava, Willian José girou em cima da zaga gaúcha e fez o gol de empate.

Com o empate, o Grêmio chega a 38 pontos, ainda na 3ª colocação, enquanto o Peixe sobe para 29. O Tricolor volta a campo no sábado, em Salvador, onde enfrenta o Vitória. Já o Peixe recebe o Criciúma, domingo, na Vila Belmiro.

O jogo

O primeiro tempo foi equilibrado. O Grêmio teve a primeira finalização logo a dois minutos, com Alex Telles, mas foi o Santos que tomou a iniciativa nos minutos iniciais: aos sete minutos, Thiago Ribeiro trouxe para dentro e chutou de fora da área, raspando o travessão. Aos nove, Gabriel recebeu passe após boa jogada de Galhardo, mas chutou sobre a zaga gremista.

A primeira boa chegada do Grêmio foi de bola parada. Aos 13, Pará levantou falta na cabeça de Rhodolfo, que tocou por cima com perigo. A partir daí, o time gaúcho ensaiou uma pressão, marcando a saída de bola santista, mas criava e finalizava pouco, como num cruzamento de Pará para Barcos, aos 27, no qual o argentino furou na pequena área e viu a zaga cortar.

A pressão gremista diminui no fim da etapa inicial, e o Peixe cresceu: aos 41, Alison driblou Rhodolfo e soltou uma bomba na trave de Dida. Foi a última chegada perigosa de algum dos dois times no primeiro tempo, que terminou sob vaias dos torcedores na Arena do Grêmio.

Com marcação adiantada, o Grêmio tentou ir para cima no segundo tempo, mas ao mesmo tempo passou a ceder espaços para o Santos. Aos oito minutos, Barcos fez boa jogada pela esquerda e cruzou, mas ninguém aproveitou. Na sequência, Pará cruzou, a zaga cortou mal e Zé Roberto chutou alto demais. O Peixe respondeu num bom chute de fora da área de Cícero, defendido por Dida com dificuldade.

Ainda com problemas criativos, Renato mexeu no Grêmio aos 16 minutos, tirando Bressan e colocando Elano, que voltou ao time após 38 dias. Com isso, o Tricolor passou do 3-5-2 para o 4-4-2. No entanto, a alteração não trouxe alteração significativa na articulação gremista. Aos 26, Vargas entrou para dar velocidade e agressividade ao time no lugar de Zé Roberto.

Logo em sua primeira chegada, o chileno abriu a defesa do Peixe, driblou três marcadores e serviu o outro reserva que havia entrado, Elano, que fuzilou Aranha: 1 a 0. Devido à sua história no Santos, Elano não comemorou, mas seguiu criando problemas para seu ex-clube: aos 28, ele cruzou na cabeça de Kleber, que entrou sozinho e cabeceou raspando a trave. Aos 32, o camisa 7 chutou da intermediária e quase surpreendeu Aranha.

O Santos saiu de trás para tentar o empate e passou a abrir espaços para o contragolpe. Num deles, aos 38, Vargas deu a Elano, que cruzou para Barcos, mas a zaga chegou na hora que o argentino iria concluir e impediu o gol. Na jogada seguinte, o empate: Willian José recebeu na entrada da área, girou e chutou no cantinho de Dida, empatando o jogo. No fim, Thiago Ribeiro perdeu a chance da virada, com grande defesa do goleiro gremista.

Bastidores – Santos TV:

Dracena elogia postura contra Grêmio e diz que Santos poderia ter vencido

Zagueiro do time santista elogiou o desempenho paulista até tomar o gol do Grêmio no empate desta quarta

Com um gol do atacante Willian José nos minutos finais da partida, o Santos empatou com o Grêmio, por 1 a 1, na noite desta quarta-feira, em Porto Alegre. Mas, apesar do resultado ter sido obtido já próximo do último apito do árbitro, o zagueiro Edu Dracena acredita que o Peixe poderia, até mesmo, ter tido uma melhor sorte e saído vencedor, atuando fora de casa.

Para o capitão santista, o time praiano foi superior ao adversário em boa parte do jogo. “Estávamos bem até tomarmos o gol. No primeiro tempo, por exemplo, fomos muito superiores, inclusive acertando uma bola na trave (em chute do volante Alison). O Gabriel também teve uma boa oportunidade, cara a cara com o Dida. Conseguimos ter forças para buscar o empate, mas acho que o Santos poderia ter saído com a vitória (da Arena do Grêmio)”, analisou.

Dracena lembrou que uma vitória poderia ter contribuído para que os alvinegros se aproximassem ainda mais do G-4 do Brasileirão, que garante uma vaga na próxima edição da Copa Libertadores da América.

“O raciocínio era vencer aqui, pois também estamos brigando com eles pelo G-4 e, com uma vitória, poderíamos entrar de vez na briga. Porém, nós vínhamos de duas derrotas consecutivas (Flamengo e Botafogo, respectivamente) e era importante somar pontos. Jogamos muito bem, criamos oportunidades para vencer e, o principal, é que em nenhum momento a equipe se abateu, mesmo perdendo”, concluiu.

‘Ficou um gostinho de quero mais’, diz Claudinei sobre empate contra o Grêmio

Treinador do Santos credita gol sofrido à falha no posicionamento e considera que a equipe poderia ter voltado de Porto Alegre com a vitória

O Santos conquistou o empate com o Grêmio nesta quarta-feira nos últimos minutos, graças ao gol do atacante Willian José. Ainda assim, o técnico do time paulista acredita que seus comandados poderiam ter voltado do Rio Grande do Sul com resultado melhor.

“Levamos um gol mal posicionados, mas fomos buscar o empate. Acertamos uma bola na trave e tivemos um gol anulado durante a partida… enfim, ficou um gostinho de ‘quero mais’. Não saímos com sabor de derrota, mas com um sentimento de que poderíamos ter conseguido algo ainda melhor”, afirmou Claudinei.

Porém, sem tempo para lamentar o resultado diante do Grêmio, Claudinei já concentra as atenções no próximo desafio santista no Campeonato Brasileiro. Será contra o Criciúma, domingo, a partir das 18h30 (horário de Brasília), na Vila Belmiro.

Neste compromisso pelo Brasileirão, o treinador não poderá contar com o volante Alison e o meia Cícero, ambos suspensos pelo terceiro cartão amarelo. Com os desfalques, Claudinei ainda não sabe qual a melhor formação para ir a campo.

“Preciso pensar. Temos várias opções para as vagas deles e vamos escolher a melhor alternativa. Antes de tomar a decisão, vamos dar uma olhada no Criciúma. Sobre a partida, creio que será mais um jogo difícil, como tem sido todos no Brasileiro. Por isso, nós precisamos ter atenção para não sermos surpreendidos. Devemos entrar com a mesma determinação de todas as partidas”, concluiu.

Montillo valoriza empate no Sul em seu retorno ao Santos

Recuperado de uma contusão muscular, meia argentino já planeja ver a evolução do time santista nas próximas partidas em casa

Após três semanas afastado dos campos, por conta de uma lesão na coxa esquerda, o meia Montillo voltou a jogar pelo Santos , no empate com o Grêmio por 1 a 1 , na noite desta quarta-feira, em Porto Alegre. Substituído no fim da partida pelo centroavante Willian José, autor do gol santista na Arena do Grêmio, o argentino comemorou o resultado alcançado em seu retorno ao time praiano.

“Foi o primeiro jogo depois da lesão, então não dá para avaliar direito. Quase nem treinei com o time, mas a equipe estava precisando. Fizemos um bom ponto fora de casa e tomara que domingo seja melhor, para que consigamos os três pontos em casa”, disse Montillo, projetando o duelo com o Criciúma , no próximo domingo, a partir das 18h30 (horário de Brasília), na Vila Belmiro.

“Acho que já me senti pior. Não senti nada ontem (quarta). Acho que, graças a Deus, a lesão ficou para trás. Agora é tratar de treinar com o grupo e pensar no jogo de domingo”, analisou o camisa 10 santista. Sobre o empate com o time gaúcho, Montillo elogiou a postura da equipe, destacando a proposta de jogo alvinegra, que privilegiou a busca pela vitória, mesmo atuando na casa do adversário.

“O time fez um bom jogo. Acho que o primeiro tempo foi bom e o segundo foi mais parelho. Com um pouco mais de chegada, poderíamos até ganhar o jogo. Agora, nós temos dois jogos (Criciúma e Náutico, partida atrasada da 11ª rodada do Campeonato Brasileiro) em casa para vencer e ficar mais perto do G4”, encerrou.