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Santos 6 x 1 Goiás

Data: 04/08/2019, domingo, 11h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 13ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 13.462 pagantes
Renda: R$ 510.020,00
Árbitro: Rafael Traci (SC)
Auxiliares: Kleber Lucio Gil e Johnny Barros de Oliveira (ambos de SC).
VAR: Rodrigo D’alonso Ferreira (SC)
Cartões amarelos: Jorge, Soteldo e Uribe (S); Kevin, Yago, Marlone e Kayke (G).
Gols: Carlos Sánchez (08-1), Lucas Veríssimo (14-1) e Gustavo Henrique (36-1); Eduardo Sasha (06-2), Soteldo (26-2) e Soteldo (35-2) e Kayke (45-2).

SANTOS
Éverson; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Jorge; Diego Pituca, Carlos Sánchez e Felipe Jonatan (Evandro); Derlis González (Marinho), Soteldo e Eduardo Sasha (Uribe).
Técnico: Jorge Desio

GOIÁS
Tadeu; Kevin (Yago Rocha), Yago, Rafael Vaz e Jefferson; Geovane, Léo Sena e Marlone (Giovanni Augusto); Michael (Marcinho), Leandro Barcia e Kayke.
Técnico: Claudinei Oliveira



Santos amassa o Goiás na Vila Belmiro e garante liderança do Brasileirão

O Santos goleou o Goiás por 6 a 1 a manhã deste domingo, na Vila Belmiro, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os gols foram marcados por Carlos Sánchez, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique, Eduardo Sasha e Soteldo (2). O de honra foi de Kayke.

Com a vitória, o Peixe garantiu mais uma rodada na liderança, agora com 32 pontos, e jogou a pressão para o vice-líder Palmeiras. O rival enfrentará o Corinthians também neste domingo, às 19h (de Brasília), na arena em Itaquera. A vantagem atual é de cinco pontos.

O Alvinegro não sentiu a falta de Jorge Sampaoli, suspenso, e dominou os 90 minutos na Vila Belmiro. Diferentemente de outros compromissos, os donos da casa comandados pelo auxiliar Jorge Desio aproveitaram as chances criadas e pouco sofreram na defesa. Aos 14 minutos de jogo, já estava 2 a 0.

O jogo

O Santos amassou o Goiás durante todo o primeiro tempo. O cenário foi o mesmo por 46 minutos: o Peixe criando chances com facilidade; o Esmeraldino tentando, sem sucesso, contra-atacar.

O primeiro gol saiu logo aos 8 minutos, quando Soteldo passou como quis por Kevin e cruzou na entrada da área. Sánchez fez um golaço de voleio.

O segundo saiu na seguida, no minuto 14. Sánchez cobrou falta e Lucas Veríssimo cabeceou no primeiro pau. O gol foi validado depois da consulta no VAR.

Com 2 a 0 no placar, o Alvinegro seguiu em cima e teve oportunidades com Eduardo Sasha e Derlis González, mas o terceiro saiu de outro zagueiro: Gustavo Henrique. Victor Ferraz cruzou, Sasha acertou a trave e o defensor estufou a rede no rebote para encaminhar a vitória.

A situação foi a mesma na etapa final. E não demorou para virar goleada. Sánchez deu linda assistência para Eduardo Sasha passar por Tadeu e marcar o quarto do Santos, aos 6.

O Peixe, insaciável, seguiu em cima do Goiás e o quinto veio com Soteldo, em mais uma pintura na Vila Belmiro, no minuto 26. O camisa 10 aproveitou erro na saída da defesa, conduziu e chutou de fora da área, na lateral da rede. Tadeu nada pôde fazer.

E ainda cabia mais. Quando o placar marcava 35, Marinho arrancou em contra-ataque, contou com o erro na defesa do Goiás e só rolou para Soteldo marcar o segundo dele e o sexto do Santos.

Nos minutos finais, o Goiás torceu para o tempo acabar, fez cera e viu ola” e “olé” na Vila Belmiro, mas ainda fez o de honra, com Kayke, aos 45. Nada suficiente para abalar a atuação quase perfeita do Santos, líder do Campeonato Brasileiro.

Bastidores – Santos TV:

Auxiliar de Sampaoli destaca seriedade do Santos em goleada: “Jogamos até o fim”

Jorge Desio, auxiliar Jorge Sampaoli, destacou a seriedade do Santos na goleada de 6 a 1 sobre o Goiás neste domingo, na Vila Belmiro. O Peixe não teve o técnico, suspenso, na área técnica.

O Alvinegro atacou durante os 90 minutos e parecia a todo momento precisar desesperadamente do gol. A manutenção da intensidade foi um dos pedidos da comissão técnica no intervalo.

“Eu creio que se pode fazer em alguns aspectos, como motivar, nunca se dar por vencido, alta intensidade em todos os minutos. Tivemos um bom jogo, falamos sobre nunca diminuir a intensidade no intervalo. Jogamos até o fim e eles também, descontaram nos acréscimos. Jogadores jogaram como pedimos, concentrados, sérios, fazendo o que planejamos durante a semana”, disse Jorge Desio, em entrevista coletiva.

Desio também comentou sobre o desafio de ver o Santos com essa intensidade também quando o momento não for positivo como o atual.

“Creio que viver os 90 minutos com concentração e manter a intensidade é bom para o Santos e qualquer equipe. É o que o treinador sempre busca. Não quero que interpretem mal, Santos está em posição boa e nós estamos motivados. Temos que fazer essa crença aumentar, que os jogadores participem, peçam a bola… Desafio é ter a mesma aderência se não estivermos nesse bom momento. Que jogadores vivam os 90 minutos com intensidade mesmo que o momento não seja bom”, avaliou.

O Santos abriu cinco pontos de vantagem para o Palmeiras na liderança do Campeonato Brasileiro e aguarda pelo clássico do rival contra o Corinthians, também neste domingo, às 19h (de Brasília), em Itaquera.

Exigente, Marinho cita intensidade e grupo unido no Santos

Líder do Campeonato Brasileiro, o Santos teve um grande desempenho na manhã deste domingo e venceu o Goiás na Vila Belmiro por 6 a 1. No entanto, mesmo com a goleada, o atacante Marinho fez questão de dizer que a partida não foi fácil.

Na saída do gramado, o jogador exaltou a importância da torcida e da união do grupo santista, e destacou sobretudo a entrega da equipe dentro de campo.

“A torcida tem comprado nossa briga. O momento é de união no grupo. Temos criado isso no nosso dia a dia. O resultado foi largo, mas não quer dizer que foi fácil. Fizemos valer nossa força dentro de campo”, disse, em entrevista ao Premiere.

Exigente, Marinho ainda disse que a equipe demorou a acordar, e lembrou da intensidade que o técnico Jorge Sampaoli pede aos jogadores.

“É o que ele (Sampaoli) pede (intensidade). Assim que treinamos e assim que jogamos. Demoramos um pouco para acordar no segundo tempo, mas conseguirmos fazer um resultado bom”, completou.

Lucas Veríssimo fala sobre chegada de Luan e diz ter certeza do Santos na briga pelo título

O zagueiro Lucas Veríssimo, autor de um dos gols na vitória do Santos por 6 a 1 sobre o Goiás neste domingo, na Vila Belmiro, tem a certeza da briga pelo título.

Após 13 rodadas, o Peixe tem 32 pontos, cinco pontos à frente do Palmeiras. O rival enfrentará o Corinthians também neste domingo, às 19h, em Itaquera.

“Tenho certeza que no final vamos brigar pelo título. Passo a passo, jogo a jogo, temos de reservar nossas forças no Brasileiro. É dar a vida, dar o 100% que vamos brigar”, disse Veríssimo.

O defensor também comentou sobre a chegada de Luan Peres, mais um jogador para a defesa, e destacou a possibilidade de ser lateral-direito.

“Estou satisfeito, tem zagueiros bons, o Luan chegou e vai ajudar. A gente vai jogar junto, brigar junto para conquistar o título. Eu treino na lateral também, hoje quem fez foi o Jorge (função de centra-lateral). Se ele precisar, também vou ajudar”, concluiu.


Santos 1 x 2 Atlético-MG

Data: 06/06/2019, quinta-feira, 20h00.
Competição: Copa do Brasil – Oitavas de final – Jogo de volta
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 16.857 torcedores
Renda: R$ 828.709,00
Árbitro: Bruno Arleu de Araújo
Assistentes: Luiz Claudio Regazone e Michael Correia (ambos do RJ).
VAR: Rodrigo Nunes de Sá (RJ).
Cartões amarelos: Lucas Veríssimo, Jean Lucas e Soteldo (S); José Welison, Adilson e Fábio Santos (A).
Gols: Gustavo Henrique (05-1) e Chará (36-1); Chará (39-2).

SANTOS
Everson, Lucas Veríssimo, Felipe Aguilar (Jean Mota), Gustavo Henrique e Jorge; Jean Lucas; Victor Ferraz, Carlos Sánchez (Soteldo), Diego Pituca e Marinho; Uribe (Eduardo Sasha).
Técnico: Jorge Sampaoli

ATLÉTICO-MG
Victor, Patric, Rever, Igor Rabello, Fábio Santos; José Welison (Adilson), Elias, Cazares e Luan (Geuvânio); Chará e Ricardo Oliveira (Alerrando).
Técnico: Rodrigo Santana



Atlético-MG vira, avança na Copa do Brasil e Santos é eliminado pela 3ª vez no Pacaembu em 2019

O Atlético-MG venceu de virada o Santos por 2 a 1 na noite desta quinta-feira, no Pacaembu, e avançou para as quartas de final da Copa do Brasil. Os gols foram marcados por Chará, duas vezes. O do Peixe foi de Gustavo Henrique.

Essa foi a terceira eliminação do Santos no Pacaembu em 2019. Antes, o Peixe caiu para River Plate na Sul-Americana e Corinthians no Campeonato Paulista.

As equipes voltam a se enfrentar no domingo, dessa vez pelo Campeonato Brasileiro, na Vila Belmiro, às 19h (de Brasília). O jogo é válido pela oitava rodada.

O jogo

O começo de jogo do Santos foi eletrizante. Com Marinho “on fire”, o Peixe pressionou o Atlético-MG e abriu o placar logo aos cinco minutos. Marinho cobrou escanteio com perfeição, na cabeça de Gustavo Henrique. O goleiro Vitor nem saiu do lugar.

O Alvinegro seguiu em cima e teve chance de ampliar com Diego Pituca, Jorge, Marinho e Sánchez, mas não o fez. E o Galo equilibrou o jogo.

Com Cazares cheio de espaço, o Atlético ensaiava o gol. Os lançamentos paravam em cortes providenciais da defesa santista. Até que Gustavo Henrique cochilou, Chará escapou e aproveitou saída equivocada de Everson para marcar.

Cada time ficou com uma “metade” da etapa inicial. O Atlético-MG foi para o vestiário com o empate e mais perto da virada do que do desempate do Santos.

Aos dois minutos, o árbitro fez a torcida comemorar ao expulsar José Welison por deixar o braço em Marinho. A decisão, porém, foi alterada depois da consulta no VAR e a cor do cartão mudou para amarelo.

A alteração de Jorge Sampaoli, tirar Aguilar para colocar Jean Mota, tornou o jogo ainda mais aberto. Aos 15, Cazares recebeu na área e buscou o ângulo – a bola passou com perigo. No minuto seguinte, Marinho e Jean Lucas levaram perigo em chutes da intermediária.

Quando o placar marcava 20 minutos jogados, Ricardo Oliveira recebeu um bolão de Cazares e bateu forte, mas no meio do gol, e Everson espalmou com segurança. E aos 25, mais uma chance atleticana: Luan bateu da entrada da área, Everson rebateu para frente e Chará se atrapalhou no rebote, quase na pequena área.

Aos 37, começou um momento decisivo do jogo. Lucas Veríssimo cabeceou muito perto do gol depois de cruzamento de Soteldo. Na sequência, Marinho recebeu na entrada da área, não viu Victor Ferraz sozinho e chutou no meio. E veio o castigo.

Jean Mota tentou chute improvável da intermediária, a bola bateu na defesa e o Galo puxou o contra-ataque. De Geuvânio, para Cazares, para Chará. De novo. Linha de passe na exposta defesa do Peixe no Pacaembu.

Todo aberto, o Santos buscou a reação, mas foi o Atlético-MG quem quase fez o terceiro, com Geuvânio. Everson salvou. No fim das contas, Galo nas quartas de final e a terceira eliminação do Peixe no Pacaembu em 2019.

Sampaoli evita desculpas, mas contesta diretoria do Santos por preço alto e decisão no Pacaembu

O técnico do Santos, Jorge Sampaoli, evitou dar desculpas para a eliminação nas oitavas de final da Copa do Brasil diante do Atlético-MG, mas não poupou críticas à diretoria.

O Peixe não conseguiu transferir o mando de campo para a Vila Belmiro e colocou preço alto no Pacaembu, com arquibancadas a R$ 90. O resultado foi público total de 16.857.

“Jogamos domingo passado contra 60 mil pessoas do Ceará. Hoje estádio não estava de acordo para uma decisão. Dirigentes colocaram esse preço, a gente não é ouvido. Minha predileção pela Vila eu sempre disse, mas não creio que seja uma forma de esconder análise desportiva ou eliminação, mas sim tentar analisar o motivo do público do Santos não ir aos estádios”, disse Sampaoli, em entrevista coletiva.

Sobre o jogo, o treinador santista viu injustiça em mais uma eliminação. Antes, o Peixe caiu para River Plate-URU na Sul-Americana e Corinthians no Campeonato Paulista.

“Santos foi quem propôs mais, principalmente no segundo tempo. Tivemos muitos ataques, chutes e possibilidades não concretizados. Perdemos injustamente no contra-ataque, futebol é assim. A chave é o nervosismo para definir. Tiveram dois contra-ataques no segundo tempo depois de falhas na direito e depois na esquerda. Temos que ter tranquilidade quando gol vem, sem perder a forma. E isso ocorreu em outros jogos. A vontade tem que ser com fúria, mas com organização”, analisou.

Questionado sobre a ausência de Rodrygo, Sampaoli contemporizou. A CBF não desconvocou o atacante da seleção olímpica e o impediu de atuar.

“A federação tomou medida que correspondia. Se não pode jogar, não pode jogar. Não entendo, não posso criticar uma decisão pré-estabelecida”, concluiu.

Victor Ferraz vê falta de “capricho” e “competência” do Santos em eliminação

Capitão do Santos, Victor Ferraz viu falta de “capricho” e “competência” na derrota por 2 a 1 para o Atlético-MG nesta quinta-feira, no Pacaembu, com a eliminação nas oitavas de final da Copa do Brasil.

Essa foi a terceira queda do Peixe no Pacaembu em 2019. Antes, o Alvinegro foi derrotado para o River Plate-URU na Sul-Americana e Corinthians no Campeonato Paulista.

“Acho que a gente voltou melhor (para o segundo tempo), conseguimos pressionar. A gente sabia que eles iam jogar buscando o contra-ataque. Acho que faltou capricho na frente, faltou acertar na tomada de decisão”, disse Victor Ferraz, ao Premiere.

“Não fomos competentes, deixamos a desejar e deixamos escapar uma classificação importante. É levantar a cabeça, domingo tem de novo”, completou o lateral-direito.

Presidente do Santos dispara contra CBF: “Conseguiu o que queria, fomos desclassificados”

O presidente do Santos, José Carlos Peres, disparou contra a CBF na noite desta quinta-feira, depois da eliminação para o Atlético-MG nas oitavas de final da Copa do Brasil.

Peres disse que a confederação conseguiu o que queria por dois motivos: não permitir a decisão na Vila Belmiro e não desconvocar Rodrygo da seleção olímpica para o Torneio de Toulon, já em andamento na França.

“CBF conseguiu o que queria. Fomos desclassificados. Nos roubaram o direito de jogar na Vila Belmiro. CBF jogou para frente e não respondeu. Nosso ofício está lá. E de quebra convocaram o Rodrygo. Terceira vez que levam para o sub-23. CBF conseguiu aquilo que esperava, nos desclassificar”, disse Peres.

“CBF tem que explicar o motivo de não liberar. Tribunal não nos deu a liminar. CBF não respondeu. Esperamos pelo bom senso do STJD. Se não está inscrito, qual é a razão de não desconvocar?”, completou.

O presidente do Santos ainda disse que pode indenizar a CBF. Com a eliminação, o Peixe deixou de receber R$ 3,1 milhões.

“Se não tiver explicação plausível, é indenizar. Nos tiraram a classificação, que nos daria uma boa fatia (de dinheiro)”, concluiu.

Peres minimiza preço do ingresso em eliminação do Santos: “Não justifica 16 mil”

O presidente do Santos, José Carlos Peres, minimizou o preço dos ingressos para a partida que culminou na eliminação do Santos na Copa do Brasil, com a derrota de 2 a 1 para o Atlético-MG no jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil.

A entrada mais barata custava R$ 40 (inteira), no tobogã. As arquibancadas custaram R$ 90. O resultado foi o público total de 16.857 no Pacaembu, com renda de R$ 828.709,00.

“Um grande time vence em qualquer lugar, na Vila Belmiro ou no Maracanã. Grande público não compareceu hoje. Existe uma crise, mas não justifica 16 mil”, disse o presidente.

“Quem paga salário? Temos que ter time forte. Sabia que teríamos dificuldades, adaptação, sistema diferente. Essa reclamação não cabe (do valor)”, completou.

O Santos, com Campeonato Brasileiro como competição restante em 2019, voltará a enfrentar o Atlético-MG, domingo, na Vila Belmiro, pela oitava rodada. Dessa vez a arquibancada (portões 1/2, 7/8 e 26) custa R$ 60. A geral santista está por R$ 40.

De “corretíssima” à “culpada” por eliminação: Santos racha com a CBF após elogios

O presidente do Santos, José Carlos Peres, mudou completamente o discurso sobre a CBF entre o dia 27 de maio, em reunião do Conselho Deliberativo e 6 de junho, com a eliminação na Copa do Brasil para o Atlético-MG.

Em meio ao aparente ruído entre o Peixe e a confederação, Peres fez elogios e minimizou a briga pela desconvocação de Rodrygo da seleção olímpica. Dias depois, foi para cima e rachou a com a confederação.

“Sub-23 não é Data FIFA. Não é oficial. Não quero puxar saco da CBF, mas tem sido corretíssima comigo. Não dá para comparar Rodrygo com outros liberados. Se é convocado para a seleção principal, ok, é diferente, mas eu perdi jogadores várias vezes por causa do Sul-Americano. Sou generoso. Pedi para liberar, não liberaram, mas era oficial. Agora o próprio jogador demonstrou que não quer ir. Iria para a principal, oficial, só isso. Não foi nenhuma afronta com a CBF. Eu trabalhei na gestão do Marco Polo (Del Nero) por seis anos na Federação Paulista. Quem almoçava comigo? (Rogério) Caboclo, então gerente financeiro, e o (Walter) Feldman. Presidente e secretário-geral. Estamos bem, mas cada um defende seu pedaço. Entendo, de coração, mas não posso ser prejudicado mais uma vez”, disse o presidente.

Após a eliminação, porém, o tom foi outro. Além de não poder escalar Rodrygo, Peres lembrou da confusão pelo mando de campo. A CBF chegou a anunciar a Vila Belmiro para as oitavas de final, mas voltou atrás e manteve o Pacaembu.

“CBF conseguiu o que queria. Fomos desclassificados. Nos roubaram o direito de jogar na Vila Belmiro. CBF jogou para frente e não respondeu. Nosso ofício está lá. E de quebra convocaram o Rodrygo. Terceira vez que levam para o sub-23. CBF conseguiu aquilo que esperava, nos desclassificar”, afirmou Peres.

“CBF tem que explicar o motivo de não liberar. Tribunal não nos deu a liminar. CBF não respondeu. Esperamos pelo bom senso do STJD. Se não está inscrito (no Torneio de Toulon), qual é a razão de não desconvocar?”, concluiu.

Por meio do SJTD, o Santos ainda tentará ter Rodrygo novamente contra o Atlético-MG e também diante do Corinthians, ambos os jogos na Vila Belmiro pelas rodadas 8 e 9 do Campeonato Brasileiro. Se não obtiver êxito, o camisa 11 pode ter se despedido diante do Internacional sem saber.


Santos 1 x 0 Corinthians – 6 x 7 nos pênaltis

Data: 08/04/2019, segunda-feira, 20h00.
Competição: Campeonato Paulista – Semifinal – Jogo de volta
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 38.542 presentes (37.731 pagantes e 811 não pagantes).
Renda: R$ 1.477.585,00
Árbitro: Raphael Claus
Auxiliares: Danilo Ricardo Simon Manis e Luiz Alberto Andrini Nogueira.
VAR: Thiago Duarte Peixoto
Cartões amarelos: Alison, Diego Pituca, Sánchez e Kaio Jorge (S); Clayson e Cássio (C).
Gol: Gustavo Henrique (41-2).
Pênaltis: Santos: Converteram: Rodrygo, Soteldo, Sánchez, Derlis, Pituca, Alison; Perderam: Kaio Jorge (travessão) e Victor Ferraz (trave). Corinthians: Converteram: Vagner Love, Ramiro, Júnior Urso, Fagner, Sornoza, Danilo Avelar, Henrique; Perdeu: Boselli (defesa).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Aguilar, Gustavo Henrique e Diego Pituca; Alison, Carlos Sánchez e Jean Mota (Kaio Jorge); Cueva (Rodrygo), Soteldo e Derlis González.
Técnico: Jorge Sampaoli

CORINTHIANS
Cassio, Fagner, Manoel, Henrique e Danilo Avelar; Ralf, Junior Urso e Sornoza; Pedrinho (Vagner Love), Clayson (Ramiro) e Gustavo (Boselli).
Técnico: Fabio Carille



Corinthians tira Santos nos pênaltis e vai à terceira final seguida de Paulistão

Fiel ao estilo que o consagrou em tantas competições nos últimos anos, o Corinthians garantiu na noite dessa segunda-feira a vaga na final do Campeonato Paulista pelo terceiro ano seguido. Diante de um Pacaembu lotado de santistas, o Timão não se furtou a apostar na sua força defensiva para fazer valer a vantagem conquista em Itaquera, mas a estratégia deu certo só até os 41 minutos do segundo tempo, quando Gustavo Henrique ganhou bola alta, garantiu o triunfo do Peixe por 1 a 0 e levou tudo para os pênaltis.

Diante da marca da cal foram necessários 16 chutes. Boselli foi o único a parar em Vanderlei. Cássio dessa vez não foi herói, mas o Timão comemorou por causa das batidas na trave de Kaio Jorge e Victor Ferraz. Aliás, foi a terceira vitória corintiana nos pênaltis em 2019, dessa vez pelo placar de 7 a 6.

Disposto a encontrar um jeito de furar o sistema defensivo corintiano, Jorge Sampaoli resolveu inovar. Mandou Pituca para a lateral esquerdo e colocou Soteldo pela ponta, com Cueva no meio, mais próximo de Jean Mota.

O Corinthians, por sua vez, conseguiu segurar o ímpeto inicial dos mandantes com uma marcação alta que incomodou a saída de bola de Vanderlei. Aos poucos, porém, o time de Fábio Carille foi se restringindo a viver de bicões que procuravam por Gustagol.

A ideia de começar com Pedrinho não surtiu efeito no ataque. Sornoza foi quem mais comprometeu a marcação. Mesmo assim, a ausência de um centroavante foi sentida pelo Peixe, que erros passes em demasia na busca por um espaço.

Na única intervenção mais incisiva de um goleiro, Cássio evitou gol de Jean Mota já dentro da área em lance originado por falha de Pedrinho e chute torto de Cueva.

A chuva que não deu trégua até o intervalo não voltou para o segundo tempo. Pedrinho e Cueva também não. Vagner Love e Rodrygo, que teve a entrada solicitada por parte da torcida ainda no primeiro tempo, foram para o jogo.

Como era de se imaginar, a vantagem do Corinthians por ter vencido na Arena por 2 a 1 passou a ser respeitada mais do que nunca. Definitivamente as propostas ficaram escancaradas. O Santos se lançou e o Timão se encolheu, a espera de um contra-ataque mortal.

Com Ramiro no lugar de Clayson, esse cenário apenas se consolidou. O Corinthians errava todas as suas saídas de bola e indignava Fábio Carille na beira do campo. E nesse momento de dificuldade mais uma vez apareceu a figura de Cássio.

Famoso por seus atos em jogos decisivos, o camisa 12 corintiano voltou a ser crucial, principalmente em um chute forte, de dentro da área, de Rodrygo.

Cássio só não teve o que fazer aos 41 minutos, quando Victor Ferraz acertou um cruzamento na medida para Gustavo Henrique. Sem marcação, o zagueiro testou a bola para o chão e levou a torcida à loucura.

Antes do apito final só deu tempo para Boselli entrar na vaga de Gustagol, aparentemente com câimbras. Com o estádio todo de pé, veio o apito final e a aflição pela certeza que o finalista sairia apenas após a disputa de pênaltis.

Diante da marca da cal, de cara, Boselli parou em Vanderlei. Na sequência, Cássio tocou, mas não evitou o gol de Rodrygo. Vagner Love fez, mas Kaio Jorge mandou no travessão. Ramiro e Soteldo não desperdiçaram. Júnior Urso cobrou com categoria, assim como Sánchez. Os últimos da primeira sequência foram Fagner e Derlis. Ambos garantiram os seus gols e levaram. Sornoza, então, mandou no ângulo. Pituca também acertou. Avelar e Alison também. Henrique converteu e coube a Victor Ferraz ser o vilão na 16ª cobrança. O lateral acertou o pé da trave e acabou com as chances do Santos de chegar à final.

Agora, o time da Baixada Santista foca no duelo contra o Atlético-GO, quinta-feira, pela Copa do Brasil, quando mais uma vez o Peixe terá de correr contra o prejuízo por ter perdido fora de casa por 1 a 0. Já o Corinthians tem o São Paulo pela frente na luta pelo título do Estadual nos dois próximos domingos. Pela Copa do Brasil, o time também está classificado à quarta fase e apenas aguarda sorteio da CBF para descobrir seu adversário e as datas dos confrontos.

Sampaoli vê partida incrível e promete não trair jogo ofensivo do Santos

O técnico Jorge Sampaoli exaltou a forma de jogar do Santos na eliminação da semifinal do Campeonato Paulista nesta segunda-feira, no Pacaembu.

Depois da derrota por 2 a 1 em Itaquera, o Peixe criou várias chances, venceu por 1 a 0 e perdeu nos pênaltis.

“Prometo que nunca vou trair essa forma de jogar. Nunca vou jogar de outra forma que não seja a que jogamos hoje”, disse Sampaoli, em entrevista coletiva.

“Tomara que esse resultado não nos faça cair, porque temos que nos preparar para o Brasileirão. Temos que ter valentia, capacidade, segurança e convicção para jogar dessa forma em qualquer lugar”, completou.

Sampaoli diz que a campanha no Paulistão serve de lição no Alvinegro.

“,Jogamos uma partida incrível, mas não nos classificamos. O Paulista nos serviu de aprendizado para que o jogador tenha em mente a ideia do treinador. Hoje foi uma festa no estádio”, concluiu.

Santistas reclamam da “retranca” do Corinthians: “Nem sempre o melhor vence”

Os jogadores do Santos reclamaram da “retranca” do Corinthians depois da eliminação da semifinal do Campeonato Paulista na noite desta segunda-feira, no Pacaembu.

Depois da derrota por 2 a 1 em Itaquera, o Peixe atacou durante todo o tempo, fez o gol da vitória com Gustavo Henrique no fim e perdeu nos pênaltis.

“O Corinthians não veio para jogar futebol, veio para defender. Ficou com os 11 ali atrás. Só o Santos jogou. Agora é levantar a cabeça, nem sempre o melhor vence”, afirmou Pituca.

Fora do Paulistão, o Santos voltará a campo para enfrentar o Atlético-GO na quinta-feira, na reinauguração da Vila Belmiro, pela volta da terceira fase da Copa do Brasil. Na ida, o Peixe perdeu por 1 a 0.

Victor Ferraz chora após eliminação no Santos: “Sonhei com a imagem de levantar a taça”

O capitão Victor Ferraz chorou em entrevista depois da eliminação do Santos na semifinal do Campeonato Paulista para o Corinthians, nesta segunda-feira, no Pacaembu.

Um dos melhores em campo, o lateral-direito deu a assistência para o gol de Gustavo Henrique, mas perdeu o último pênalti. Diante das câmeras, não aguentou o choro e contou de um “sacrifício” para chegar em boas condições na decisão.

“Para mim fica mais pesado. Eu sou um cara muito pressionado aqui né. Eu queria muito colocar o Santos em mais uma final e levantar mais um título pelo clube. Eu como capitão. Sonhei muitas vezes com essa imagem de levantar a taça. Tem até um episódio que posso contar para vocês. Tenho um filho pequeno, tem um ano e meio e muita energia. Eu preferi, junto com a minha esposa, em mandar ele para a Paraíba. Quando eu chego em casa tenho que brincar muito com ele, então eu ficava mais cansado ainda. Pra que eu pudesse estar completamente focado aqui”, disse Ferraz.

“Acabei sendo coroado com a assistência. Estava combinado de eu não bater porque eu fui o único jogador a ter jogado na quinta. Hoje o campo estava muito pesado, tivemos que correr atrás e eu tive que fazer duas funções. Então eles mesmo me optaram por me deixar para depois. Eu sou um cara que bate pênalti, nas decisões eu sempre bati. Mas eu só posso pedir desculpas ao torcedor. Tentei dar o meu melhor junto com meus companheiros. É levantar a cabeça. Hoje não tem como, fico muito triste. Mas quinta temos mais uma decisão. Com todo respeito ao Campeonato Paulista, que tem muita importância para mim, mas a Copa do Brasil é muito importante. Amanhã é trabalhar porque temos que dar a volta por cima na quinta-feira”, completou.

Sánchez diz que eliminação serve de alerta para o Santos desperdiçar menos chances

Carlos Sánchez diz que a principal lição do Santos depois da eliminação para o Corinthians é desperdiçar menos chances criadas nas próximas decisões.

O Peixe dominou o rival, mas venceu “só” por 1 a 0 e acabou derrotado nos pênaltis depois do 1 x 2 em Itaquera.

“Temos que concretizar as chances criadas. Isso é o que levamos de hoje. São todas finais, temos que agradecer pelo apoio a todo tempo. Usamos esse apoio para sempre procurar o gol rival”, disse Sánchez.

O uruguaio falou sobre o sentimento de jogar bem, mas sair de campo com a derrota.

“Triste porque jogamos bem, tivemos chances de gol. Criamos muito e se fizéssemos um gol antes, poderíamos ter jogado mais tranquilos. Gol demorou, mas tivemos atitude, nunca cruzamos os braços e fomos para cima”, afirmou, antes de falar sobre o tropeço na ida.

“Pecamos nisso, de não conseguir vantagem como visitante. Hoje foi tudo nosso, fizemos um grande jogo e não vencemos os pênaltis. Não podemos lamentar, mas sim temos que estar contentes pelo que fizemos”, concluiu.

Temos que concretizar as chances criadas. Isso é o que levamos de hoje. São todas finais, temos que agradecer pelo apoio a todo tempo. Usamos esse apoio para sempre procurar o gol rival.


Santos 1 x 1 Palmeiras

Data: 19/07/2018, quinta-feira, 20h00.
Comptição: Campeonato Brasileiro – 13ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 26.417 pessoas (23.572 pagantes e 2.845 não pagantes).
Renda: R$ 748.458,00
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (Fifa)
Auxiliares: Hélcio Araújo Neves e Heronildo Freitas da Silva.
Cartões amarelos: Alison, Léo Cittadini, Jean Mota e Rodrygo (S); Lucas Lima, Antônio Carlos, Gustavo Scarpa, Deyverson e Felipe Melo (P).
Gols: Lucas Lima (05-1) e Gustavo Henrique (29-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Dodô; Alison (Léo Cittadini), Jean Mota e Rodrygo (Yuri Alberto); Bruno Henrique, Gabriel e Eduardo Sasha (Copete).
Técnico: Jair Ventura

PALMEIRAS
Weverton; Marcos Rocha, Antônio Carlos, Edu Dracena e Diogo Barbosa; Felipe Melo, Bruno Henrique e Lucas Lima (Artur); Gustavo Scarpa, Hyoran (Jean) e Willian (Deyverson).
Técnico: Roger Machado



Lucas Lima marca, mas Palmeiras cede empate ao Santos no Pacaembu

Ruim para os dois lados. Nesta quinta-feira, Santos e Palmeiras duelaram no Pacaembu e empataram por 1 a 1 no primeiro jogo de cada equipe no Campeonato Brasileiro após a pausa da Copa do Mundo. O Verdão abriu o placar com o ex-alvinegro Lucas Lima, mas deixou cair o ritmo na segunda etapa, perdeu chances claras e sofreu empate, anotado por Gustavo Henrique.

O jogo:

O clássico sempre é um teste para Palmeiras e Santos, mas no duelo desta quinta-feira, a prova de fogo foi ainda maior. No primeiro jogo após a parada do Mundial, os dois times ‘estrearam’ novas formações, com planos táticos inéditos. Pelo que apresentaram especialmente na primeira etapa, porém, a impressão foi de que apenas o Verdão soube utilizar o tempo livre.

Pela primeira vez em um jogo oficial em 2018, o time de Roger Machado foi escalado com três meias criativos. No início da partida, a opção parecia que seria um problema, já que o Alviverde entrou em campo disposto a contra-atacar, mas sem ter a velocidade de pontas rápidos como Keno e Dudu.

O Palestra, entretanto, não demorou para achar uma solução, claramente treinada durante a pausa. Com seis minutos, Willian, o mais veloz do setor ofensivo alviverde, abriu pela direita, recebeu uma bola longa e fez grande jogada. Enquanto Bigode driblava o marcador, Lucas Lima entrou pelo meio, na posição do camisa 29, recebeu o passe, girou e bateu no canto.

Não foi o primeiro clássico de Lucas Lima vestindo a camisa do Palmeiras contra seu ex-clube, tampouco a primeira vez em que foi hostilizado pelas arquibancadas alvinegras, mas ao contrário dos últimos duelos, o meia mostrou ‘raiva’ do rival e o futebol que lhe trouxe ao Verdão. Prova disso foi a comemoração, mostrando seu nome e número, e batendo no que ele mesmo disse ser “o escudo do Maior Campeão do Brasil”.

Tendo o camisa 20 inspirado no primeiro tempo, o Palmeiras apresentou seu ‘novo’ estilo de jogo. Em mais de uma oportunidade, a equipe trocou passes em sequência por mais de um minuto, colocando os adversários ‘na roda’, mas pecando na objetividade para chegar ao gol. A atuação impecável da zaga até então e a falta de criatividade praiana contribuíram para o domínio alviverde.

Do outro lado, o Peixe de Jair Ventura, que treinou durante toda a intertemporada com quatro atacantes, se mostrou desorganizado. Sem meio-campo, o Santos assustou apenas em jogadas individuais e abusou nos cruzamentos. Nada construído pelo meio, onde o atacante Rodrygo tentou ser armador.

Na etapa final, pela queda do Palmeiras, o jogo se equilibrou. O Santos seguiu assustando apenas em cruzamentos para a área, mas o Verdão deixou cair o nível físico e de concentração. A equipe passou a não recompor defensivamente como antes, não se movimentar para receber na frente e errar muitos passes.

E foi justamente nesta situação que o gol de empate do Santos aconteceu. Gustavo Scarpa errou assistência no ataque, o Peixe puxou o contra-golpe e Dodô foi derrubado na entrada da área. Na cobrança, Victor Ferraz acertou seu primeiro levantamento no jogo, mas Antônio Carlos afastou. No rebote, Dodô tocou de cabeça, e Felipe Melo desviou contra o próprio travessão. A bola ainda sobrou para Gustavo Henrique, que precisou apenas tocar de cabeça para empatar.

Com o 1 a 1 no placar, Roger colocou Deyverson na vaga do lesionado Willian. Artur e Jean também entraram nos lugares de Hyoran e Lucas Lima. Assim, o Palmeiras passou a ‘imitar’ a atuação santista e apostar nas bolas levantadas para a área.

Em cruzamentos, Deyverson quase marcou, mas Vanderlei fez milagre. Depois, o garoto Artur acertou a trave, mas a pressão palestrina, já pouco organizada, não foi suficiente para o Verdão retomar o Brasileirão com vitória. Do lado alvinegro, ficou o gosto amargo pelo gol sofrido do ex-ídolo, mas o alento do empate em um duelo que o Peixe não teve boa atuação.

Jair exalta “coragem” e parabeniza Santos por empate no clássico

O técnico Jair Ventura valorizou o empate do Santos em 1 a 1 com o Palmeiras nesta quinta-feira, no Pacaembu, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. A “coragem” do time foi destacada.

“Santos lutou, criou, foi corajoso e como um time assim, correu riscos no na transição, mas faz parte. Quero parabenizar os jogadores”, disse o técnico, em entrevista coletiva.

Jair analisou a opção tática por quatro atacantes contra os três meias do Verdão. Na visão do treinador, foi um duelo entre a supremacia no meio e os espaços pelas laterais.

“O Palmeiras que vinha jogando com Dudu e Keno, passou a jogar com três meias. E entramos com quatro atacantes, com objetivo de explorar a situação. Eles ganham o meio com Felipe e Bruno e abrem espaço pelos dois corredores laterais, por isso os quatro atacantes. São laterais ofensivos os dois deles, Diogo Barbosa conheço bem. Foi um jogo onde o Palmeiras juntou três meias que todos querem, eles têm três. Ganhando o corredor. Nós ganhamos o lado do campo. Esperávamos a intensidade deles no começo do jogo, Roger fala isso. No erro nosso, eles marcaram o gol. Mas começamos em cima”, explicou.

Jair elogia Ruiz e chama Yuri de novo raio, mas volta a pedir um 9 no Santos

Jair Ventura analisou pela primeira vez a contratação de Bryan Ruiz. O técnico do Santos destacou o passe e a bola parada do meia e admitiu que gostaria de contar com ele para já. O costarriquenho ganhou uma semana de descanso e se apresentará no CT Rei Pelé na próxima semana.

“Tenho de aguardar o Bryan Ruiz. Queria o jogador o mais rápido possível. Fico incomodado em falar, porque parece que o grupo não está bom, porém pedimos reforços, porque saíram 23 atletas e chegaram três. Temos de vencer, e buscar o alto da tabela. O Bryan chega para somar, é importante. Um camisa 10 que tem uma boa parada e tem qualidade para fazer gols. O desgaste mental da Copa é muito grande, importante as férias e vai nos ajudar bastante”, disse Jair, em entrevista coletiva nesta quinta-feira, após o empate em 1 a 1 com o Palmeiras.

Feliz com as chegadas de Carlos Sánchez e Ruiz, o treinador voltou a pedir a chegada de um centroavante, sem deixar de destacar o único ofício no elenco: Yuri Alberto, o “novo raio”.

“Se eu tivesse um 9 de ofício, ele (Eduardo Sasha) teria mais oportunidades, porém tenho um menino que é o Yuri Alberto. Será que todos os meninos de 17 anos estão bem? O Santos é um dos maiores clubes formadores do mundo. Yuri entrou bem na partida e foi bem lá no México. Gosto muito dele, é um novo raio, um menino fantástico. De repente, ainda não está em uma maturação como o Rodrygo. Colocamos o Rodrygo de uma maneira gradativa, dentro de uma situação. O Giroud foi um dos piores da Copa, não acertou finalização e foi campeão do Mundo (pela França). Se tivéssemos um 9, o Sasha estaria fazendo gol. Ele tem uma importância no time”, explicou o treinador.

Rodrygo sai de campo carregado, mas Santos não teme lesão grave

Com fortes dores no joelho direito, Rodrygo foi substituído no segundo tempo do empate do Santos em 1 a 1 com o Palmeiras nesta quinta-feira, no Pacaembu. A primeira avaliação do departamento médico do Peixe, porém, não prevê nada grave.

O atacante do alvinegro sofreu uma pancada no joelho e foi sacado para a entrada de Yuri Alberto aos 21 minutos da etapa final. A joia passará por exame de ressonância magnética, provavelmente nesta sexta-feira.

O Santos voltará a campo para enfrentar a Chapecoense neste domingo, às 19h (de Brasília), na Arena Condá, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. A presença de Rodrygo é incerta. Alison, suspenso, é desfalque certo. Diego Pituca volta a ficar à disposição do técnico Jair Ventura após ausência devido ao terceiro cartão amarelo.

Gabigol aguarda por Bryan Ruiz e diz que acha que é o camisa 10 do Santos

A camisa 10 do Santos rendeu uma pequena polêmica nos últimos dias. Bryan Ruiz foi apresentado com o número, mas Gabigol não foi consultado. O Menino da Vila elogia o reforço costarriquenho e acredita que continuará com o mesmo uniforme.

“Não fui comunicado, ninguém falou comigo sobre isso. Pelo que falaram, eu sou o camisa 10. Independentemente do número, o que importa é o escudo, é o jogador que vem pra somar. Estou muito ansioso para que ele chegue. É um jogador de Copa do Mundo que vai ajudar a gente. O Santos está bem servido”, disse Gabriel, após o empate em 1 a 1 com o Palmeiras, nesta quinta-feira, no Pacaembu.

Na coletiva de apresentação e em entrevista para seu próprio site, Ruiz comemorou o recebimento do número 10, mas adotou o mesmo discurso de Gabriel: o que importa é o escudo.

Bryan Ruiz ganhou uma semana de descanso e se apresentará no CT Rei Pelé na próxima semana, quando saberá qual número vestirá no alvinegro. O meia não teve férias entre o fim da temporada europeia pelo Sporting-POR e a disputa da Copa do Mundo da Rússia pela Costa Rica.

Santos vê confusão no Pacaembu como “inadmissível” e promete mudanças

O torcedor do Santos teve dificuldade para assistir ao clássico contra o Palmeiras nesta quinta-feira, no Pacaembu. Um ataque virtual comprometeu a venda de ingressos pela internet. E o acesso ao estádio foi caótico com filas quilométricas e catracas quebradas. Muitos entraram ao final do primeiro tempo.

O Peixe promete assumir maior responsabilidade do processo e vai se reunir com a Redegol, empresa responsável pela gestão do Sócio Rei, nos próximos dias.

“O que aconteceu nas últimas 48h foi inadmissível. Prejudicou a experiência do torcedor que foi terrível na tentativa de comprar o ingressos e, pior ainda no acesso, prejudicou as vendas, prejudicou a credibilidade de um programa de sócios que precisamos ampliar… A responsabilidade final é nossa, do clube, afinal escolhemos, contratamos e administramos o fornecedor. Temos que assumir as rédeas do processo, tratar internamente das soluções e entregarmos um serviço digno ao nosso torcedor”, disse o executivo de marketing Marcelo Frazão, à Gazeta Esportiva.

O alvinegro pediu desculpas pelo caos em suas redes sociais. Mesmo com todos os problemas, o público foi bom: 26.417 no total, com 23.752 pagantes e uma renda de R$ 748.458,00.

“O Santos Futebol Clube lamenta e se desculpa humildemente com seu associado e torcedor por todos os problemas ocorridos nesta partida desde o processo de compra e acesso ao Pacaembu. Melhores esforços e mudanças serão efetivadas para que tais transtornos não mais ocorram”.

Em nota oficial, a Redegol explicou o ocorrido e prometeu investigar a origem do ataque virtual.

“A Redegol informa que recebeu um ataque na entrada principal de alguns servidores desde ontem, quarta-feira, dia 18/07/2018. Este ataque, intensificado nesta quinta feira, acabou resultando na instabilidade das vendas de ingressos para o clássico Santos x Palmeiras pela internet.
Devido a isso, nossos protocolos de proteção do sistema detectarem o fato e nossos patchs de segurança estão sendo gerados para normalizar a situação.
Ressalvamos, no entanto, que esse ataque parou justamente na entrada dos nossos servidores, garantindo assim que nenhum dado de torcedor ou sócio tenha sido acessado, pelo fato de possuirmos uma arquitetura de segurança interna criptografada bastante robusta.
Lamentamos profundamente este ataque criminoso e imbuído de má fé, que ocasionou tamanho desconforto, por ora, gerando instabilidade na web para a compra de ingressos para o jogo de logo mais na capital paulista. Contamos com a compreensão de todos, reafirmando o nosso compromisso de oferecer ao Sócio Rei a melhor plataforma de atendimento, do jeito que a nação santista merece. Lembramos que os pontos de venda continuam funcionando normalmente, bem como as bilheterias do Pacaembu, ainda com ingressos disponíveis em todos os setores, exceto arquibancada amarela.
A Redegol já tomou as medidas cabíveis para identificar a exata origem deste ataque virtual, que não visa atingir somente a empresa, mas também a instituição Santos Futebol Clube e toda coletividade alvinegra”.




Santos 5 x 1 Luverdense-MT

Data: 10/05/2018, quinta-feira, 21h45.
Competição: Copa do Brasil – Oitavas de Final – Jogo de ida
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 3.590 pagantes
Renda: R$ 90.725,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Auxiliares: Michael Correia e Thiago Henrique Neto Correa Farinha (ambos do RJ).
Cartões amarelos: Gabriel e Alison (S); Paulinho, Rafael Silva e Moisés (L).
Gols: Itaqui (11-1), Gabriel (24-1); Gustavo Henrique (13-2), Gabriel (17-2), Gabriel (22-2) e Yuri Alberto (40-2).

SANTOS
Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Dodô; Alison (Yuri), Jean Mota e Vitor Bueno; Gabigol, Rodrygo e Eduardo Sasha (Yuri Alberto).
Técnico: Jair Ventura

LUVERDENSE
Diogo Silva; Itaqui, Kaique, André Ribeiro e Paulinho; Diogo Sodré, Moisés e Elton (Rubinho); Lucas Braga (Adriano), Rafael Silva e Paulo Renê (Ariel).
Técnico: Luizinho Vieira



Gabigol brilha e Santos goleia o Luverdense na Vila

Depois de ser goleado para o Grêmio, foi o Santos quem goleou. O início da redenção veio em um mesmo 5 a 1 diante do Luverdense nesta quinta-feira, na Vila Belmiro, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil.

Gabigol foi o destaque santista, com três gols marcados. O camisa 10 não começou bem a partida, foi vaiado por várias vezes, mas se redimiu. Gustavo Henrique, substituto de David Braz na defesa, e Yuri Alberto, no fim, também marcaram. Itaqui fez o de honra do Luverdense.

O primeiro tempo do alvinegro não foi bom, terminou em 1 a 1 e poderia ter sido até de derrota parcial. Na segunda etapa, porém, a postura mudou. Com estratégia menos conservadora, os donos da casa fizeram valer a superioridade técnica.

O jogo de volta das oitavas da competição nacional será na próxima quinta-feira, às 19h15, em Lucas do Rio Verde. A tendência é que o Santos poupe titulares. O Luverdense precisa vencer por 4 a 0 ou cinco gols de diferença para avançar.

O jogo

O Santos, um dos gigantes do futebol brasileiro, na Vila Belmiro, contra o Luverdense, oitavo colocado de seu grupo na Série C do Campeonato Brasileiro. Vida fácil? Que nada.

O Peixe, diferentemente do esperado, não adiantou suas linhas de marcação diante do LEC. E nos primeiros minutos, foram os visitantes quem criaram as melhores ações.

Aos 11′, veio o castigo. Itaqui cobrou falta na área, a bola passou por todo mundo e contou com a colaboração do goleiro Vanderlei para morrer no fundo da rede. 1 a 0. O alvinegro, mesmo longe de estar inspirado, não demorou para reagir. E a jogada veio com os dois mais contestados pela torcida: Victor Ferraz e Gabigol. O lateral deu um cruzamento perfeito para o camisa 10 cabecear e empatar o jogo.

Na segunda metade do primeiro tempo, o Santos tentou controlar, mas não conseguiu. O Luverdense seguiu perigoso e a partida ficou aberta. Vanderlei se redimiu em bela defesa nos instantes finais da etapa inicial.

No segundo tempo, o Santos fez o placar ter lógica. A equipe voltou com uma postura diferente, mais adiantado e fez valer a diferença técnica para o Luverdense.

Os gols saíram naturalmente. O segundo veio com Gustavo Henrique, aos 13, depois de boa cobrança de falta de Vitor Bueno. O zagueiro teve boas chances no primeiro tempo e, depois de muito tentar, conseguiu. Ele substituiu David Braz, poupado por conta de dor muscular na panturrilha.

Com a vantagem, os espaços apareceram e a goleada foi construída. Gabigol lavou a alma e aproveitou rebote de Rodrygo para marcar aos 17. E aos 22, o camisa 10 alcançou seu hat-trick depois da segunda assistência de Victor Ferraz. O camisa 4 foi bem no seu retorno ao time titular.

Na segunda metade da etapa final, o Santos continuou em cima, buscando mais gols. Rodrygo tentou de todas as formas seu primeiro na Vila Belmiro, mas não conseguiu. E foi seu parceiro de base quem marcou. Yuri Alberto recebeu assistência de Arthur Gomes e fechou o placar. 5 a 1. E alma lavada na Vila Belmiro.

Bastidores – Santos TV:

Gabigol alcança hat-trick e valoriza reação do Santos: “Vida é assim”

Criticado por parte da torcida pelo desempenho recente abaixo do esperado, Gabigol brilhou na goleada santista por 5 a 1 sobre o Luverdense nesta quinta-feira, na Vila Belmiro. O resultado encaminhou a classificação às quartas de final da Copa do Brasil.

O camisa 10 errou quase tudo nos primeiros minutos, mas não se escondeu e foi recompensado com um gol no primeiro tempo e outros dois na segunda etapa. Gabriel valoriza a reação do time após os 5 a 1 sofridos para o Grêmio, domingo, em Porto Alegre.

“Muito feliz. Eu acho que conseguimos fazer um bom jogo, conseguimos criar bons lances. Hoje conseguimos fazer um bom jogo. Acho que o ano é muio longo, temos que fazer muita coisa. Sabemos que a torcida não gostou (da derrota para o Grêmio), é normal. A gente não tinha tomado mais de dois gols no ano e acabamos levando cinco, e hoje fizemos cinco. O futebol é assim, a vida é assim”, afirmou o atacante à Fox Sports.

Com os três gols, Gabigol se isolou como maior artilheiro da história do Santos na Copa do Brasil. São 19 em sua carreira, quatro a mais que Neymar. Ele foi artilheiro em duas edições e briga por mais um prêmio individual.

Após goleada, Vanderlei diz que se resolveu com Alison: “É normal”

Em goleada de 5 a 1 sofrida para o Grêmio no último domingo, em Porto Alegre, o Santos viu Vanderlei e Alison discutirem calorosamente em campo. E nesta quinta-feira, com a situação resolvida, foi o Peixe quem goleou pelo mesmo resultado diante do Luverdense, na Vila Belmiro, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil.

O goleiro do alvinegro minimiza o entrevero com o companheiro e alerta para as surpresas na competição continental. Ele acredita que a vantagem não decide nada. O Santos pode perder por até três gols de diferença na próxima quinta-feira, às 19h15 (de Brasília), em Lucas do Rio Verde.

“Fizemos um bom placar, poderíamos ter feito até mais. A gente resolve as coisas internamente, é normal. Não tem nada com o Alison. Não tem nada decidido, tem jogadores rápidos, bons na bola parada. Copa do Brasil é importante para nós e vamos com força máxima. A gente ficou muito chateado por tomar cinco gols do Grêmio, tudo deu errado para nós. Tivemos tranquilidade hoje para suportar a pressão”, disse Vanderlei à Fox Sports.

Em um jogo no Santos, Ferraz chega à metade das assistências de 2017

Victor Ferraz fez as suas primeiras assistências em 2018 nesta quinta-feira, na vitória do Santos por 5 a 1 sobre o Luverdense, na Vila Belmiro. O lateral-direito deu dois passes para dois dos três gols de Gabriel Barbosa.

Depois de ter luxação no ombro direito e perder a posição para Daniel Guedes, Ferraz recuperou seu lugar e atuou como em 2015 e 2016, quando chegou a ser cotado para a seleção brasileira. No ano passado, seu rendimento foi abaixo do esperado.

As duas assistências em 95 minutos fizeram Victor Ferraz chegar à metade dos passes para gols em 2017 inteiro (quatro). Na última temporada, o camisa 4 entrou em campo 48 vezes, um total de 4348 minutos.

“Eu trabalhei muito. Eu esperei voltar, voltei há cinco ou seis jogos no banco de reservas. Voltei bem, fazendo o que mais gosto, dando assistências, marcando forte e Santos vencendo. Santos tem que voltar a ser respeitado”, disse Victor Ferraz, à Rádio Bandeirantes.

Depois da boa atuação, Ferraz deve se manter como titular no domingo contra o Paraná, às 19h (de Brasília), na Vila Belmiro, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. O lateral, líder do elenco, tem 30 anos, 178 partidas pelo Santos e seis gols marcados. Seu contrato vai até dezembro de 2020.

Rodrygo destaca goleada, mas lamenta perda de chance: “Era gol meu”

Rodrygo tentou e tentou muito, mas não conseguiu marcar seu primeiro gol pelo Santos na Vila Belmiro, em goleada por 5 a 1 contra o Luverdense nesta quinta-feira, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil.

A joia teve boas oportunidades, mas não conseguiu marcar. Em uma delas, errou a finalização e Gabigol aproveitou o rebote para marcar o terceiro do Peixe.

“Abrimos uma boa vantagem. Temos que manter a concentração desse jogo para sair classificado. Era gol meu, né? Eu errei na hora de virar o pé e a bola saiu mais para o meio, aí Gabigol aproveitou o rebote e marcou. A gente quer fazer o gol, né? Mas fica feliz pelo resultado, também, é claro”, disse Rodrygo, à Fox Sports.

“Iritado, não… Meu time ganhou de 5 a 1. Eu saio tranquilo e feliz com a vitória”, completou, ao minimizar mais uma falta na escola: “Vou passar de ano”.

Gabigol muda posicionamento e alcança primeiro hat-trick da carreira

Desde que foi contratado, no início deste ano, Gabigol passou a ser o centroavante do Santos. Em sua visão e na do técnico Jair Ventura, é nessa função onde pode render mais. Nesta quinta-feira, porém, o camisa 10 brilhou em uma nova posição, a mesma de sua primeira passagem pelo Peixe.

Depois de atuações ruins, Gabriel foi escalado pelo lado direito do ataque, com liberdade para se movimentar e Eduardo Sasha centralizado. A opção deu certo: três gols na vitória por 5 a 1 sobre o Luverdense, na Vila Belmiro, e o primeiro hat-trick de sua carreira profissional.

Em entrevista depois da goleada, Gabigol confirmou a mudança em seu jeito de jogar. Jair Ventura minimizou as críticas do torcedor. Antes de marcar seus gols, o Menino da Vila era o mais cornetado pelos santistas.

“Hoje eu joguei mais aberto pelo lado do campo, pela direita, me movimentei bastante, criamos, isso é muito importante”, afirmou Gabigol.

“Os gols foram importantes. Gabigol, pelo investimento, vai ser sempre cobrado. É a vida que nós escolhemos. Mas o Gabriel é muito bom. Não só ele, como todo o grupo. Hoje mostramos isso”, disse o treinador.

Jair destaca Yuri Alberto e explica veto do Santos à seleção sub-20

Yuri Alberto foi convocado para período de treinamentos e amistosos com a seleção brasileiro sub-20, porém, a pedido do técnico Jair Ventura, o Santos vetou a ida de seu atacante. A decisão, a princípio, não fazia muito sentido, já que o garoto não atuava há dois meses. A explicação veio nesta quinta-feira.

Yuri entrou no segundo tempo e fechou a goleada do Peixe por 5 a 1 contra o Luverdense, na Vila Belmiro, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. Jair explica decisão e prevê mais oportunidades ao Menino da Vila.

“Yuri Alberto foi pedido meu para não ir. Treinador da seleção (Carlos Amadeu) me ligou, eu disse que contava, eles convocaram mesmo assim e desconvocamos. Peço desculpa para a seleção, trabalhei três anos na base da seleção, sei da importância, ficava chateado com alguns nãos que recebia, mas Yuri tem importância e hoje provou isso. É nosso único centroavante de origem e usaremos quando precisarmos”, disse o comandante.

Yuri Alberto tem cinco jogos pelo Santos em 2018. E em 211 minutos em campo, já são dois gols na temporada. Antes, ele marcou em derrota diante do Novorizontino, pela primeira fase do Campeonato Paulista.

Yuri foi promovido junto com Rodrygo no fim de 2017, pelo técnico Elano. Artilheiro nas categorias de base, o jovem ainda não teve muitas chances por causa da concorrência de Gabigol, titular da posição, e Eduardo Sasha, que também pode desempenhar a função de centroavante.

Com público baixo, Santos paga para jogar contra o Luverdense

O Santos pagou para jogar nos 5 a 1 sobre o Luverdense nesta quinta-feira, na Vila Belmiro, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. O público total de 3480 não foi suficiente para deixar a bilheteria no azul.

A renda foi de R$ 90.725,00. Com altos custos, como cerca de R$ 30 mil em “despesas diversas” e R$ 17 mil para funcionários, o prejuízo foi de R$ 28.479,77 na Vila.

Contra o Luverdense, o Alvinegro recebeu seu pior público na temporada. Antes, 3816 foram à Vila Belmiro para ver a derrota por 3 a 1 para o São Bento, no Campeonato Paulista.

Com logística complicada, Santos deve poupar titulares contra o Luverdense

Depois de vencer por 5 a 1 o jogo de ida, na Vila Belmiro, o Santos deve poupar seus titulares para enfrentar o Luverdense pela partida de volta das oitavas de final da Copa do Brasil, quinta-feira, às 19h15 (de Brasília), em Lucas do Rio Verde.

Além da enorme chance de classificação às quartas e a possibilidade de perder por até três gols de diferença no Mato Grosso, o Peixe se preocupa com a logística para a viagem. O alvinegro, a princípio, não fretará um voo.

“Estamos por alguns detalhes, mas acho que não vamos precisar de voo fretado, não”, disse o técnico Jair Ventura, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira.

A tendência é que o Santos faça dois voos na terça-feira: um para Cuiabá e outro para Sinop. E depois de voar, o resto da viagem seria num ônibus para Lucas do Rio Verde. A distância final é de 150 km, porém, a qualidade das estradas não é boa e o traslado demora mais. No total, a “odisseia” pode durar um dia todo desde a saída da Baixada Santista.

O voo fretado para Sorriso, a 67 km de Lucas do Rio Verde, duraria 5h30. O Peixe, porém, deve optar pela economia da viagem convencional. A logística completa será divulgada nesta semana.