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Santos 1 x 2 São Paulo

Data: 24/03/1999, quarta-feira.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 19.150
Renda: R$ 198.361,00
Árbitro: Sidrack Marinho
Gols: Marcelinho Paraíba (26-1), Gustavo Nery (31-1) e Dodô (06-2).

SANTOS
Zetti; Michel, Argel, Jean e Gustavo Nery; Marcos Assunção, Narciso, Eduardo Marques (Lúcio) e Jorginho; Rodrigo Fabri e Viola (Rodrigão).
Técnico: Emerson Leão

SÃO PAULO
Roger; Jorginho, Nem, Bordon e Fábio Aurélio (Warlei); Alexandre, Carabali, Edmílson e Marcelinho Paraíba; Dodô e França.
Técnico: Paulo César Carpegiani



São Paulo mantém supremacia do Grupo 3

Time vence o clássico contra o Santos e aumenta o número de vitórias de sua chave sobre o Grupo 4 no Paulista

O São Paulo ajudou ontem o Grupo 3 a manter a sua supremacia sobre o Grupo 4 no Paulista ao bater o Santos, no Campeonato Pacaembu, por 2 a 1. Nessa fase do torneio, os times de uma chave enfrentam as equipes da outra.

Até agora, os times do Grupo 3 venceram 14 vezes, contra apenas três triunfos dos rivais do Grupo 4.

Os jogadores do São Paulo achavam essencial a vitória contra o Santos, pois nas próximas fases vai enfrentar adversários de sua chave. Os atletas prevêem partidas mais equilibradas.

O jogo começou com discreto domínio do Santos. A supremacia da equipe do técnico Emerson Leão deveu-se, principalmente, na eficiência do time nos passes: aproveitamento de 87,4% no primeiro tempo, segundo o Datafolha, contra 84,6% do São Paulo.

Além disso, o time foi mais efetivo na marcação: 75 desarmes, contra 63 da equipe rival.

A primeira boa chance santista foi aos 12min, com Rodrigo batendo falta com perigo. Logo depois, aos 24min, o zagueiro Argel driblou um defensor são-paulino e chutou sobre o gol de Roger.

Mesmo com a pouca criatividade na execução das jogadas ofensivas, o São Paulo abriu o placar, aos 27min. Marcelinho cobrou com perfeição uma falta: 1 a 0.

O técnico Paulo César Carpegiani teve que mudar a configuração tática de sua equipe logo depois do gol. O lateral-esquerdo Fábio Aurélio se contundiu e teve que ser substituído. O treinador optou pela escalação de mais um atacante, Warley, deslocando Marcelinho para a esquerda.

A alteração tática não teve influência no empate do Santos, aos 32min. O diferencial foi o meia-atacante Rodrigo, que fez uma boa jogada individual, driblando vários marcadores são-paulinos até a área do rival. A bola acabou sobrando para Gustavo, que finalizou: 1 a 1. No primeiro tempo, Rodrigo teve aproveitamento de 92,3% dos passes, além de executar oito dribles certos.

O Santos aumentou seu domínio depois do empate. Aos 46min, Jorginho tocou para Viola. O atacante se livrou de um marcador e chutou próximo ao gol são-paulino.

Numa rara jogada de linha de fundo, o São Paulo abriu o placar no início do segundo tempo. Aos 7min, o atacante França cruzou para Dodô cabecear: 2 a 1.

Durante a partida, Dodô foi pouco acionado. O atacante recebeu apenas nove bolas. Porém foi eficiente na finalização: três vezes, com uma certa -o gol da vitória.

França foi um dos mais acionados de sua equipe: 30 bolas recebidas, mas com apenas uma finalização -errada.

Com a necessidade de marcar, o Santos “acelerou” a partida, tentando realizar suas jogadas com mais velocidade. Porém a primeira boa chance foi aos 23min, com Rodrigão chutando com perigo. Aos 27min, o atacante cabeceou forte, na pequena área. Roger defendeu.

Aos 34min, após um erro da defesa do São Paulo, Rodrigo avançou e chutou forte. Roger fez outra boa defesa.



São Paulo busca “futuro tranquilo’ (Em 24/03/1999)

Equipe enfrenta o Santos, no Pacaembu, tentando ampliar a vantagem dos times do Grupo 3 no Paulista-99

O São Paulo enfrenta hoje o Santos, às 20h30, no estádio do Pacaembu, “preocupado com o futuro”. Além de consolidar a sua liderança no Grupo 3, a equipe de Paulo César Carpegiani precisa somar pontos para disputar com uma relativa tranquilidade as próximas fases do Paulista-99.

Pelo regulamento da competição, na primeira etapa da segunda fase, os componentes dos dois grupos jogam entre si, em turno único. Na segunda etapa, os times jogam contra agremiações de seu próprio grupo, em dois turnos. Os dois melhores de cada chave passam para as semifinais.

Até o momento, o Grupo 3 -composto por São Paulo, Palmeiras, Lusa, Rio Branco, Inter de Limeira e Matonense- é o que tem melhor desempenho técnico, projetando para as próximas etapas do Campeonato Paulista partidas com mais equilíbrio.

“Nossa chave está bem nivelada. As equipes do interior estão jogando bem, muito fechadas. Fica mais fácil até jogar contra equipes grandes, que dão espaço”, disse o zagueiro Bordon.

No confronto entre as duas chaves, os times do Grupo 3 têm aproveitamento de 64,1% dos pontos disputados, além de uma média de 2,1 gols marcados (38 no total). Foram dez vitórias e cinco empates.

As equipes do Grupo 4 ganharam apenas 25,9% dos pontos disputados, com média 1,3 gol (24 no total). Os times dessa chave conquistaram apenas três vitórias (duas do Corinthians e uma do Santos). No Grupo 3, todos os times conseguiram pelo menos uma vitória.

“É importante somar pontos agora, quando as equipes ainda não estão totalmente entrosadas”, completou Bordon.

Os números do Datafolha também mostram um desempenho superior dos times do Grupo 3.

O São Paulo, por exemplo, tem aproveitamento de passe de 82%. O Santos, do Grupo 4, tem média, no quesito, de 76,6%.

Nas finalizações, o time do treinador Paulo César Carpegiani também leva vantagem: sete certas por partida, contra seis do rival. O São Paulo tem uma média de quatro assistências (passe que resulta em finalização certa) por jogo, contra três do time santista.

O quesito em que o Santos leva grande vantagem em relação ao São Paulo é no número de faltas cometidas: média de 28,3, contra 22 do rival. “Não acho o Santos uma equipe violenta. Fui criado no futebol do Sul”, disse Carpegiani.

O treinador não quis revelar qual a escalação da sua equipe. A dúvida é no meio-campo: as opções são Reinaldo e Carabali. O goleiro Roger e o lateral Fábio Aurélio substituem, respectivamente, Rogério e Serginho, que estão com a seleção.

No Santos, o técnico Emerson Leão continua “revoltado” com a indicação do estádio do Pacaembu como o local do clássico entre Santos e São Paulo. Para o treinador, a decisão da Federação Paulista de Futebol modificou, na prática, o mando do jogo, que, de acordo com a tabela, pertence ao Santos.

“O São Paulo deixou de ser visitante para ser mandante. Não é a mesma coisa”, afirmou Leão.

O meia Caíco, que iria substituir Alessandro, convocado para a seleção, sofreu uma lesão muscular na coxa esquerda e está fora da partida. Para substituir o meia, Leão decidiu escalar Eduardo Marques no meio-campo. Rodrigo, que vinha atuando mais recuado, formará dupla de ataque com Viola. Na zaga, Jean entrará no lugar de Claudiomiro, machucado.

Santos não descarta Vila

O presidente Samir Abdul-Hak disse ontem que, no próximo clássico em que for o mandante (25 de abril, contra o Corinthians), o Santos exercerá a opção de escolher o estádio onde disputará a partida.

Abdul-Hak disse que o acordo foi firmado em reunião anteontem em São Paulo com o presidente da Federação Paulista de Futebol, Eduardo José Farah. Se decidir enfrentar o Corinthians na Vila Belmiro, o Santos ficará com a renda da partida, mas terá de desistir da cota de R$ 600 mil por jogo paga ao clube pela federação.

A definição do local do clássico de hoje contra o São Paulo gerou uma crise interna na diretoria. O Santos teve de se submeter à decisão da Federação Paulista de levar o jogo para o Pacaembu porque não podia dispensar os R$ 600 mil, segundo Abdul-Hak.

“Abrir mão da cota é impraticável porque no final do mês o presidente é quem vai ser cobrado por não pagar os salários dos jogadores”, afirmou.
O vice-presidente José Paulo Fernandes é contra a realização de clássicos nos quais o Santos é mandante fora da Vila Belmiro e, junto com o técnico Emerson Leão, defendeu uma posição de confronto em relação à federação.

Na polêmica, o ex-jogador Pelé, homem-forte do clube, se alinhou ao presidente. “Acho que houve precipitação do Leão e do José Fernandes. Eles esqueceram que havia sido assinado um documento e havia um acordo. O Samir estava com a razão”, disse ontem no CT do clube.

A opção de atuar na Vila não significará, no entanto, que necessariamente o Santos utilizará seu estádio no clássico contra o Corinthians, informou Abdul-Hak.

Segundo ele, a decisão dependerá das circunstâncias do campeonato no momento e da posição do Santos na tabela.

Caso esteja em boas condições para obter a classificação para o quadrangular final, sem necessidade de atuar na Vila como um dos meios de obter o resultado, o Santos poderá até jogar em outro local e garantir a cota de R$ 600 mil, de acordo com Abdul-Hak.


Goiás 1 x 2 Santos

Data: 17/03/1999, quarta-feira.
Competição: Copa do Brasil – 2ª fase – Jogo de ida
Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia, GO.
Público: 11.734
Renda: R$ 103.734,00
Árbitro: Wilson de Souza Mendonça
Gols: Gustavo Nery (44-1) e Viola (47-1); Aloísio (37-2).

GOIÁS
Adnam; Juninho (Sandro), Flávio, Álvaro e Marquinhos; Túlio, Josué, Maezono (Alex) e Fernandão (Danilo); Araújo e Aloísio.
Técnico: Hélio dos Anjos

SANTOS
Zetti; Michel, Jean, Valdir e Gustavo Nery; Claudiomiro, Marcos Bazílio, Jorginho (Élder) e Rodrigo Fabri (Caíco); Alessandro (Lúcio) e Viola.
Técnico: Emerson Leão



Com ex-juniores, Santos vence Goiás

Com quase metade da equipe formada por ex-juniores, o Santos venceu ontem, pela Copa do Brasil, o Goiás, em Goiânia, por 2 a 1.

Com o resultado, os dois times terão de disputar a partida de volta na Vila Belmiro, no próximo dia 31. Caso ganhasse por dois gols de diferença, o Santos evitaria o segundo jogo.

O Santos passará para a terceira fase com um empate ou até mesmo com uma derrota por 1 a 0.

Dos 11 jogadores santistas que começaram a partida, cinco foram formados no próprio clube. Um deles, o lateral-esquerdo Gustavo Nery, abriu o marcador ontem.

Aos 45min do primeiro tempo, em uma jogada ensaiada, na cobrança de uma falta, ele chutou de fora da área e marcou.

No início do segundo tempo, o Santos ampliou o marcador. Aos 2min, o atacante Viola aproveitou o rebote do goleiro Adinam e marcou o segundo gol santista.

Foi o sexto gol de Viola na Copa do Brasil, sendo que cinco foram marcados em um só jogo, contra o Sinop (MT).

Correndo o risco de eliminação da competição, o Goiás avançou ao ataque e conseguiu assegurar a realização da partida de volta. O gol foi marcado pelo zagueiro Álvaro, aos 36min.

A partida de ontem marcou também a volta do meia-atacante Lúcio ao time principal do Santos, depois de uma contusão que o deixou quase seis meses afastado. Ele entrou no segundo tempo, no lugar de Rodrigo Fabri.

No ano passado, o Santos eliminou o Goiás na primeira fase da Copa do Brasil, depois de vencer em Goiânia por 5 a 2, dispensando a realização da partida de volta.

Caso passe para a terceira fase, o próximo adversário do Santos na Copa do Brasil será o Vasco, que ontem eliminou, em São Januário, o América-RN, vencendo por 2 a 0.

Os dois times já se enfrentaram quatro vezes em 99, pelo Torneio Rio-São Paulo. O time carioca venceu três jogos -incluindo os dois da decisão- e empatou outro.

Pelo Campeonato Paulista, em que empatou suas duas primeiras partidas, o Santos volta a jogar no próximo sábado, contra a Lusa, em São Paulo.

Santos pega o Goiás com 8 ex-juniores

Metade do time do Santos será formada por ex-juniores na partida de hoje contra o Goiás, no estádio Serra Dourada, em Goiânia, pela Copa do Brasil.

Excetuando o goleiro Zetti, o sistema defensivo será composto por ex-juniores. Estão escalados como titulares os laterais Michel e Gustavo Nery e os zagueiros Valdir e Jean, os quatro com 21 anos, além do volante Marcos Bazílio, 22, todos revelados pelo próprio Santos.

Além deles, estarão no banco de reservas o goleiro Nando, 24, o meia Eduardo Marques, 23, e o atacante Rodrigão, 20, jogadores também formados pelo clube.

O técnico Leão afirmou que a escalação de uma defesa jovem e pouco experiente é decorrência da “necessidade”.

Apesar disso, a saída do time titular do lateral Ânderson e o deslocamento de Claudiomiro da zaga para o meio-campo foram opções do próprio treinador.

O único titular que obrigatoriamente terá de ficar fora é o zagueiro Argel, suspenso. No lugar dele, entrará Valdir, que vai estrear como zagueiro. Ele havia atuado no time principal uma única vez -como lateral-direito, em um empate com o Juventude, pelo Brasileiro-96.


Santos 4 x 0 Ponte Preta

Data: 30/09/1998, quarta-feira, 15h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 15ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 4.486 pagantes
Renda: R$ 40.425,00
Árbitro: Fabiano Gonçalves (RS).
Cartões amarelos: Argel (S) e André Santos (PP).
Cartão vermelho: Paulo César (PP, 33-1).
Gols: Eduardo Marques (41-1); Ânderson Lima (14-2, de pênalti), Lúcio (31-2) e Gustavo Nery (40-2).

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima, Argel, Jean e Athirson (Gustavo Nery); Marcos Bazílio, Élder (Fernandes), Eduardo Marques e Lúcio; Alessandro (Adiel) e Viola.
Técnico: Emerson Leão

PONTE PRETA
Edinho; André Santos, Sérgio Baresi, Ronaldão e Paulo César; André Silva, Roberto, Ataliba, Dionísio e Luis Fernando (Alessandro); Foguinho (Fabiano) e Sandro Gaúcho (Régis).
Técnico: Marco Aurélio



Santos goleia e é o novo líder do Brasileiro-98

Time de Emerson Leão vence a lanterna Ponte Preta e fica dois pontos à frente do Corinthians na classificação

O Santos venceu a Ponte Preta, ontem, por 4 a 0, em Santos, e assumiu a liderança isolada do Brasileiro-98, com 34 pontos.

Em 15 rodadas, é a primeira vez que o Corinthians de Wanderley Luxemburgo deixa a liderança do torneio. A equipe soma 32 pontos.

Já a Ponte Preta, com mais esta derrota -a décima em 15 jogos- vive situação oposta: é a última colocada do torneio e corre sério risco de ser rebaixada.

No jogo, disputado à tarde na Vila Belmiro, o Santos começou sufocando o time campineiro. Antes do primeiro minuto, o lateral-esquerdo Athirson avançou e cruzou para o meio da área. A defesa conseguiu afastar. Na cobrança do escanteio, o zagueiro Argel cabeceou no travessão.

Com boa movimentação de Lúcio pelo ataque e as subidas dos laterais Ânderson e Athirson, o time de Emerson Leão não dava espaço para a Ponte Preta, mas errava muitas finalizações.

Os meias tinham dificuldade em fazer com que a bola chegasse a Viola, artilheiro do torneio com 13 gols. Com dores musculares, Viola era dúvida para o jogo e teve atuação apagada, sem marcar.

O time visitante deu o primeiro chute ao gol de Zetti aos 20min. O lateral-esquerdo Paulo César bateu falta da intermediária no ângulo superior direito de Zetti. O goleiro santista fez bela defesa.

Aos 33min, o lateral foi expulso por falta violenta em Alessandro.

Após desperdiçar mais uma oportunidade com Lúcio, aos 35min, o Santos marcou o primeiro gol aos 41min. Athirson levou pela esquerda e cruzou. Eduardo Marques, da entrada da área, acertou chute forte no canto direito de Edinho.

O Santos voltou ainda pressionando na segunda etapa. Aos 2min, Viola cabeceou com perigo.

Aos 14min, o time ampliou. Em cobrança de falta do bico direito da grande área, Ânderson, convocado para a seleção brasileira, acertou o canto esquerdo de Edinho.

Lúcio fez 3 a 0 aos 31min. Em lançamento de Élder, o meia ganhou na corrida de Ronaldão e, na saída de Edinho, tocou por cima.

Aos 40min, o time fechou o placar. Eduardo Marques cobrou falta, Edinho tentou desviar para escanteio, mas a bola acertou o travessão e sobrou para Gustavo apenas tocar de cabeça.

Leão reclama falta de atletas

Apesar de o Santos ter conquistado a liderança isolada do Brasileiro-98, o técnico Emerson Leão voltou a reclamar, após a partida, da carência de jogadores no grupo.

Ontem, o Santos teve disponíveis somente 17 jogadores. O treinador santista não pôde aproveitar cinco -Claudiomiro e Narciso, suspensos, Jorginho, Aristizábal e Messias, machucados.

Leão disse que substituiu o lateral Athirson aos 18min do segundo tempo porque temia uma eventual expulsão do jogador, que já tinha cartão amarelo, o que provocaria mais um desfalque para o jogo de sábado contra o Coritiba.

O técnico não tem esperança de a situação melhorar a curto prazo.

Segundo Leão, o Santos está conseguindo manter um bom desempenho porque os jogadores estão se superando. “Não temos vergonha de falar que o grupo é pequeno. Isso tem sido motivo de orgulho para nós”, disse.

Para o meia Eduardo Marques, a campanha do Santos é a prova de que dá resultado utilizar jogadores das categorias inferiores. Na partida de ontem, atuaram cinco ex-juniores -o próprio Marques, Jean, Marcos Basílio, Gustavo e Adiel.

“O professor Leão está dando oportunidade às pratas da casa.”

O meia-atacante Lúcio atribuiu o bom desempenho santista ao crescimento gradativo da equipe. “Tudo está dando certo porque estamos melhorando devagar. Tem equipe que subiu muito rápido e agora começa a cair”, afirmou.

Ponte culpa expulsão

Conformados com a goleada e abatidos com a possibilidade de rebaixamento, os jogadores da Ponte Preta atribuíram a superioridade do Santos à expulsão do lateral-esquerdo Paulo César, no primeiro tempo.

Além de ficar sem um defensor pelo lado esquerdo, pelo direito a Ponte tinha um zagueiro (André Santos) improvisado na lateral.

“Quebrou o nosso esquema. Não tínhamos um lateral fixo na direita, e, depois da expulsão, o Santos escapou pelos lados”, afirmou o zagueiro Ronaldão, ex-jogador do Santos.

O goleiro Edinho, emprestado pelo Santos ao time de Campinas, disse que a atuação refletiu a “realidade” da equipe, “lanterna” com nove pontos. “O Zetti quase não fez nenhuma defesa. A Ponte se resumiu à defesa. Na segunda etapa, com um a menos, foi só questão de o tempo acabar para não tomarmos mais.”

Para André Santos, a equipe “estava se aguentando” até a expulsão de Paulo César. Depois, segundo ele, desabou.



Viola é dúvida em jogo da liderança ( Em 30/09/1998 )

Equipe de Emerson Leão pode não ter o artilheiro do Brasileiro para enfrentar a Ponte Preta, na Vila Belmiro

O Santos pode não ter o atacante Viola em condições de atuar na partida de hoje contra a Ponte Preta, na Vila Belmiro, que vale a liderança isolada do Brasileiro-98 ao time do técnico Emerson Leão.

Reclamando de dores na parte lateral do tronco, Viola, artilheiro do Campeonato Brasileiro com 13 gols, não treinou.

Ele foi levado para uma clínica, onde iria se submeter a exames de radiografia, ultra-sonografia e ressonância magnética para detectar o problema.

Marco Aurélio Cunha, gerente de futebol do Santos, disse que o jogador já vinha reclamando de dores no local no último domingo, mas suportou e conseguiu atuar no clássico contra o Corinthians, que o Santos venceu por 2 a 0.

Embora a Ponte precise da vitória para escapar da última posição na tabela, o Santos também quer vencer, para se tornar o líder isolado do campeonato.

O time tem um ponto e um jogo a menos do que o líder Corinthians, que não atua pelo Brasileiro hoje.

“Eles sabem que o Santos quer o resultado e vão vir com cautela, apesar de precisarem ganhar para sair da crise”, disse o volante Élder.
Com um elenco muito reduzido, se o atacante Viola não atuar o time pode ficar com um jogador a menos no banco de reservas.

Ontem à tarde, Leão não conseguiu comandar um coletivo porque não tinha jogadores suficientes para formar duas equipes.

Leão disse que se Viola não jogar poderá “sacrificar” um meio-campista para atuar na frente ao lado de Alessandro, já que não há no grupo outro atacante com as características do artilheiro santista.

“Não posso sacrificar o esquema tático do time. Prefiro sacrificar um jogador em função da equipe.”

Uma das alternativas do treinador será adiantar o meia Lúcio para atuar no ataque ao lado de Alessandro, e colocar no meio-campo o reserva Fernandes. Outra possibilidade é a escalação de Adiel.

Além da possível ausência de Viola, o Santos não terá os volantes Claudiomiro, que vem atuando improvisado na zaga, e Narciso, ambos suspensos pelo terceiro cartão amarelo.

Por isso, Jean vai formar dupla de zaga com Argel, e Élder entrará no meio para compor a dupla de volantes com Marcos Basílio.

Embora a Ponte Preta seja a última colocada do Campeonato Brasileiro, os jogadores do Santos esperam encontrar muita dificuldade na partida de hoje, porque o jogo será na Vila Belmiro e o adversário está “desesperado” para fugir do rebaixamento.

“Jogar aqui na Vila Belmiro favorece muito as equipes que vêm para se defender”, afirmou o atacante Alessandro.

Maezono é apresentado

O meia-atacante japonês Masakiyo Maezono, 24, deve estar em condições legais para estrear pelo Santos no próximo dia 11, contra o Vasco, no Rio.

A afirmação é do gerente de futebol do Santos, Marco Aurélio Cunha. Segundo ele, a demora é decorrente do prazo de tramitação de documentos para que o jogador obtenha visto de trabalho no Brasil.

Maezono foi apresentado oficialmente ontem. Ele está emprestado até dezembro pelo Verdy Kawasaki, do Japão. Em troca, o Santos emprestou o zagueiro Daniel ao clube japonês.

“O período de três meses é um pouco curto para que eu prove alguma coisa, mas a vinda para o Brasil será um fator de grande crescimento para a minha carreira”, afirmou o jogador, com o auxílio de um intérprete.

Maezono foi indicado pelo técnico do Santos, Emerson Leão, ex-treinador do Verdy. Na Olimpíada de 96, ele foi o capitão da seleção japonesa na vitória por 1 a 0 sobre o Brasil.



Fonte: Estadão

Coritiba 1 x 3 Santos

Data: 01/09/1996, domingo.
Competição: Campeonato Brasileiro – Turno único – 5ª rodada
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba, PR.
Público: 16.045 pagantes
Renda: R$ 159.640,00
Árbitro: Cláudio Vinicius Cerdeira (RJ).
Cartões amarelos: Jean e Ânderson Lima (S); Claudiomiro e Jorge Antônio (C).
Cartão vermelho: Marcos Assunção (S, 19-2).
Gols: Alberto (48-1, de pênalti); Jamelli (22-2, de pênalti), Gustavo Nery (30-2) e Zambiasi (43-2, contra).

CORITIBA
Anselmo; Jorge Antônio, Zambiase, Flávio (Josemar) e Fábio; Claudiomiro, Cuca, Alberto (Ademir) e Alex; Basílio e Pachequinho.
Técnico: Pepe

SANTOS
Edinho; Ânderson Lima, Sandro (Cuca), Jean e Gustavo Nery; Marcos Assunção, Carlinhos, Robert (Baiano) e Piá (Alessandro); Camanducaia e Jamelli.
Técnico: José Teixeira



Santos vira e ganha com dez jogadores

O Santos, mesmo atuando com um jogador a menos, virou o jogo e derrotou, ontem à tarde, o Coritiba por 3 a 1, em Curitiba.

A equipe do Paraná começou a partida pressionando bastante, mas a falta de qualidade dos atacantes impediu que o Coritiba fizesse pelo menos três gols.

O Santos, por sua vez, começou o jogo recuado, mas o meio-campo tinha dificuldades para trabalhar a bola e não conseguia fazer a ligação dos contra-ataques.

Ainda no começo do jogo, o zagueiro Sandro se machucou e foi substituído pelo meia Cuca, improvisado como zagueiro.

O Coritiba saiu na frente aos 48min. O atacante Basílio saiu em contra-ataque. Cuca, improvisado na zaga, derrubou o atacante do Coritiba, fazendo pênalti. O meio Alberto cobrou e marcou 1 a 0.

A principal oportunidade de gol do Santos no primeiro tempo aconteceu aos 37min. Jamelli entrou em diagonal pela direita da área, driblou três adversários e tocou para Robert, que chutou em cima do gol defendido por Anselmo.

No segundo tempo, o técnico José Teixeira mexeu no ataque santista e colocou Alessandro no lugar de Piá. A mudança deu maior objetividade ao ataque, que aproveitou a queda de rendimento físico de todo o time paranaense.

Aos 19min, porém, Marcos Assunção, que já tinha recebido o cartão amarelo três minutos antes, foi expulso após cometer falta por trás em Basílio.

Quando o Coritiba iniciava uma pressão na área santista, o lateral Fábio fez pênalti, derrubando o lateral-direito Anderson aos 23min. Jamelli cobrou e empatou o jogo.

O gol da virada santista também surgiu em bola parada, aos 32min. O lateral-esquerdo Gustavo Nery cobrou falta da direita com perfeição e colocou a bola no ângulo esquerdo do goleiro Anselmo.

Aos 42min, com o Santos dominando o jogo, novamente o lateral-direito Anderson, o melhor da partida, recebeu um lançamento de Jamelli sem marcação. Ele invadiu a área do Coritiba e cruzou. O zagueiro paranaense Zambiasi se atrapalhou ao cortar o cruzamento e chutou contra o próprio gol.

Técnico ressalta preparo físico

O treinador do Santos, José Teixeira, creditou ao bom preparo físico da equipe a vitória sobre o Coritiba.

“Aguentamos a pressão do adversário e impusemos o nosso ritmo de jogo no segundo tempo, com a queda de rendimento da equipe do Paraná.”

Outro fato importante ressaltado pelo técnico foram os dois dias que o Santos teve para se preparar. A equipe jogou com o Botafogo no Rio e viajou direto para Curitiba. “Tivemos tempo para descansar e orientar melhor o time.”

Segundo ele, a vitória de ontem foi mais difícil, devido às circunstâncias, do que a vitória por 2 a 0 sobre o Botafogo na última quinta-feira, no Rio de Janeiro. “Cada partida é uma história diferente. Contra o Botafogo nós saímos na frente e mantivemos a situação até o fim. Aqui em Curitiba tivemos de virar o jogo.”

Ainda segundo Teixeira, o Coritiba vinha motivado pela vitória contra o Bahia por 4 a 1 no meio de semana. “Além do mais, estava estreando o Pepe como novo técnico. É uma equipe com ânimo renovado.”

Para o jogo contra o Juventude no meio de semana, em São Paulo, o Santos não poderá contar com o lateral Anderson, que levou o terceiro cartão amarelo, e Marcos Assunção, que foi expulso. Teixeira ainda não definiu os substitutos.

A diretoria do clube não quis falar sobre a situação do atacante colombiano Usuriaga.



Empolgado, Santos pega o Coritiba e pensa em final ( Em 01/09/1996 )

A vitória sobre o Botafogo no Maracanã empolgou os santistas, que, ainda no vestiário, previram a presença do time nas finais do Brasileiro, apesar de o Santos ter participado de só quatro partidas.

O goleiro Edinho demonstrou bastante entusiasmo com o rendimento da equipe na quinta-feira. “Apesar de jovem, o time é melhor que o do ano passado, porque tem mais equilíbrio e as responsabilidades estão mais distribuídas”, disse Edinho, referindo-se à saída do meia-atacante Giovanni.

O “equilíbrio” também foi citado como qualidade santista por Jamelli, que completou cem jogos pelo clube contra o Botafogo. “O Santos pode até ser campeão este ano. É um time totalmente diferente daquele que foi vice-campeão em 95. É mais aguerrido, tem mais conjunto e equilíbrio”, disse.

O mais empolgado era o presidente do Santos, Samir Abdul-Hak, que anunciou uma trajetória de sucesso para o time. “Se embalar, vai ser difícil segurar a gente”, disse Abdul-Hak.

Para o presidente, a competição “está nivelada por baixo”, com exceção de “uns quatro clubes de nível diferenciado”.

O treinador José Teixeira entrou no clima de previsões otimistas. Para ele, o Santos se classificará “com ou sem os cinco pontos”.

O Santos corre o risco de perder cinco pontos por ter escalado Usuriaga contra o Fluminense.

Teixeira anunciou que manterá em Curitiba o mesmo time que venceu o Botafogo. O técnico acredita que a partida contra o Coritiba deverá ser “muito dura”.