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The Strongest 1 x 1 Santos

Data: 17/05/2017, quarta-feira, 19h30.
Competição: Copa Libertadores – Grupo 2 – 5ª rodada
Local: Estádio Hernando Siles, em La Paz, na Bolívia.
Público e renda: N/D
Árbitro: Dario Herrera (ARG)
Auxiliares: Diego Bonfá e Ivan Nuñes (ambos da ARG).
Cartões amarelos: Julio Pérez e Raúl Castro (TS); Vanderlei, Bruno Henrique e Lucas Lima (S).
Cartão vermelho: Bruno Henrique (S).
Gols: Chumacero (39-1) e Vitor Bueno (23-2).

THE STRONGEST
Daniel Vaca; Diego Bejarano, Luis Maldonado, Fernando Marteli e Marvin Bejarano; Raúl Castro, Walter Veizaga e Jara; Chumacero, Escobar e Matías Alonso.
Técnico: César Farías

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Cleber Reis e Copete; Leandro Donizete, Renato e Lucas Lima (Jean Mota); Vitor Bueno (Léo Cittadini), Vladimir Hernández (Kayke) e Bruno Henrique.
Técnico: Dorival Junior



Santos arranca empate heroico na Bolívia e se classifica na Liberta

O Santos viveu uma típica noite de Libertadores nesta quarta-feira. Jogando na altitude de 3.660 metros de La Paz, na Bolívia, o Peixe foi pressionado desde o início pelo The Strongest, viu Bruno Henrique, seu melhor jogador, ser expulso no primeiro tempo e ainda saiu atrás no marcador. Porém, mesmo com todas as adversidades, o Peixe foi buscar o empate na segunda etapa, com Vitor Bueno, também presenciou Pablo Escobar tentando cavar e perdendo um pênalti no fim, e voltará para o Brasil nesta quinta com a classificação para as oitavas de final do torneio na bagagem.

Com a igualdade, o alvinegro manteve-se na liderança do grupo 2, com nove pontos, e confirmou a vaga na próxima fase da Liberta. O The Strongest, por sua vez, ocupa a segunda colocação, com oito, e segue lutando pela classificação.

Na última rodada da fase de grupos da competição, os santistas recebem o Sporting Cristal, na Vila Belmiro, na próxima terça-feira, às 21h45 (de Brasília). Já os bolivianos ‘jogam a vida’ contra o Santa Fe, no mesmo horário, em Bogotá. Quem vencer na Colômbia ficará com a outra vaga da chave.

O jogo

O Santos até começou o duelo na Bolívia dando impressões de que atacaria o The Strongest mesmo atuando na altitude de 3.660 metros acima do nível do mar. Aos sete minutos, Lucas Lima armou contra-ataque e lançou Bruno Henrique na esquerda. O atacante limpou o defensor e rolou para Vladimir Hernández, que foi derrubado na área. A arbitragem, porém, não marcou nada.

Logo depois, o Tigre passou a dominar o duelo e desperdiçou diversas oportunidades. O Peixe, por sua vez, se segurava do jeito que dava e tentava apostar na velocidade dos contra-ataques para chegar ao gol.

Aos 22 minutos, porém, as coisas ficaram ainda mais complicadas. Isso porque Bruno Henrique deu dura entrada em Chumacero e acabou sendo expulso pelo árbitro Dario Herrera. Com um a menos, o alvinegro praticamente abdicou de jogar no primeiro tempo e tentava apenas segurar o empate.

O castigo veio aos 39. Pérez cruzou da esquerda, Alonso chutou mascado, e bola ficou livre para Chumacero. Com tranquilidade, ele se livrou de Vanderlei e mandou para o fundo das redes, abrindo o placar na Bolívia.

Mesmo atrás do marcador, o Peixe continuou apático dentro de campo e só assustou aos 45 minutos, quando Lucas Veríssimo tentou uma bicicleta. A bola passou perto do gol de Vaca.

O segundo tempo começou na mesma tônica da etapa inicial. Em desvantagem no placar e no número de jogadores em campo, o Peixe não conseguia assustar o The Strongest. A equipe boliviana, por sua vez, seguia pressionando e buscando o segundo gol em La Paz.

Após passe errado de Renato aos 11 minutos, Alonso recebeu cara a cara com Vanderlei. O arqueiro santista, porém, faz linda defesa e impede o Strongest de ampliar.

E como o futebol é uma caixinha de surpresas, justamente em seu pior momento na Bolívia, o alvinegro chegou ao empate. Aos 23 minutos, Lucas Lima recebeu na entrada da área, driblou Pérez com facilidade e cruza para Vitor Bueno. Completamente livre, o camisa 7 apenas completou para o fundo das redes.

O empate deixou os bolivianos atordoados. Precisando da vitória para ficar em uma situação tranquila no grupo, o The Strongest se lançou ao ataque de forma desordenada, errando muitos passes. Quando parecia que o empate estava encaminhado, Pedrozo recebeu completamente livre dentro da área e foi derrubado por Vanderlei. Pênalti claro anotado pelo árbitro Dario Herrera.

Na cobrança, porém, Pablo Escobar tentou dar uma cavadinha e mandou por cima da trave, salvando o Peixe na Bolívia. O erro abalou ainda mais o Tigre. O time boliviano até tentou pressionar nos últimos minutos, mas esbarrou em um valente Santos, que segurou o resultado e garantiu a classificação na Liberta.

Bastidores – Santos TV:

Autor de gol salvador, Bueno vê expulsão injusta e vibra com superação

Muito criticado pela torcida desde o início do ano, Vitor Bueno foi o autor do gol que garantiu o Santos nas oitavas de final da Libertadores. Mesmo com um a menos desde o início do jogo e enfrentando a altitude de 3.660 metros de La Paz, o camisa 7 ajudou o Peixe a empatar com o The Strongest em 1 a 1 e voltar ao Brasil com a vaga na bagagem.

Herói na Bolívia, Bueno admitiu que o alvinegro sentiu bastante os problemas do ar rarefeito e ainda criticou a atuação do árbitro Dario Herrera, que expulsou o santista Bruno Henrique aos 22 minutos do primeiro tempo.

“Senti bastante a altitude, todos sentiram. Antes do jogo dissemos que seria jogo de superação, ainda mais com expulsão injusta. Esperamos ao máximo a equipe deles e conseguimos sair no contra-ataque para matar o jogo. Agradecemos ao torcedor que veio”, disse o camisa 7 na saída do gramado.

Com a igualdade, o alvinegro manteve-se na liderança do grupo 2, com nove pontos, e confirmou a vaga na próxima fase da Liberta. O The Strongest, por sua vez, ocupa a segunda colocação, com oito, e segue lutando pela classificação.

Dorival critica arbitragem, mas enaltece Santos: “Honraram a camisa”

Se jogar contra o The Strongest na altitude de 3.660 metros de Laz Paz já é complicado, atuar com um jogador a menos desde os 22 minutos do primeiro tempo torna a missão quase impossível. O Santos sentiu na pele essa dificuldade na noite desta quarta-feira, pela quinta rodada da fase de grupos da Libertadores. Mas com um gol de Vitor Bueno na segunda etapa, o Peixe arrancou um empate diante do Tigre e ainda garantiu a classificação para as oitavas de final do torneio.

Apesar de toda a euforia com a vaga, o técnico Dorival Júnior não deixou de criticar a arbitragem de Dario Herrera. Segundo o comandante, o árbitro errou na expulsão de Bruno Henrique e em vários outros lances durante o confronto desta quarta.

“Árbitro foi infeliz desde o começo. Isso acontece com o Santos nos jogos fora. Fomos muito prejudicados e por isso não tivemos pontuação ainda maior. Mas prefiro falar da partida, do que a equipe procurou a partir da expulsão. Tentamos neutralizar, marcar. Foi uma ambientação difícil, depois pegamos ritmo, nos expomos mais, e perdemos o Bruno. Fizemos força além do normal por esse ponto. Espero que o exemplo dessa partida seja levado para a sequência do nosso ano, que promete muito. Equipe está plantando para colher alguma coisa. Esse resultado é para poucas equipes. Torcedor do Santos tem que saber valorizar o que essa equipe vem fazendo, principalmente na noite de hoje. Honraram essa camisa. Fico feliz por dirigir uma equipe tão guerreira e determinada”, vibrou o treinador em entrevista coletiva após o empate.

Lucas Lima destaca ‘catimba’ dos bolivianos: “Não pode deixar barato”

Após um início de ano de altos e baixos, Lucas Lima voltou a assumir um papel de protagonismo no Santos. Contra o The Strongest, nesta quarta-feira, o meia foi decisivo para a classificação santista às oitavas de final da Libertadores. Aos 23 minutos do segundo tempo, ele driblou a marcação com facilidade e encontrou Vitor Bueno na área. Sozinho, o camisa 7 só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes e decretar o empate do Peixe em 1 a 1, no estádio Hernando Siles, em La Paz, na Bolívia.

Além da boa atuação, Lucas Lima precisou conviver com a provocação dos bolivianos durante todo o jogo. Caçado em campo, o camisa 10 destacou a força do alvinegro para superar a ‘catimba’ dos rivais.

“Libertadores é isso. A gente se acostuma com essa provocação. Fizemos uma grande partida e merecemos o resultado. Não podemos deixar barato. Somos humanos. A gente provoca também. Eu não entendo nada que eles falam. Gritam para caramba, falam tudo rápido… Estou muito feliz pelo resultado”, comemorou o meia na saída do gramado.

Santistas brincam após vaga na Bolívia: “Recarregando o fôlego”

De forma heroica, o Santos arrancou um empate em 1 a 1 com o The Strongest, na noite desta quarta-feira, em La Paz, na Bolívia, e alcançou a classificação para as oitavas de final da Copa Libertadores.

Além do duelo contra o Tigre, o Peixe também precisou encarar a altitude de 3.660 metros da cidade boliviana. Durante o jogo, o zagueiro Cleber Reis chegou a cair no gramado pedindo atendimento. Além dele, o atacante Ricardo Oliveira, sacado por Dorival Júnior, passou mal no banco de reservas e precisou ir aos vestiários para ser atendido pelos médicos do clube.

Por conta de toda essa adversidade, aliada a expulsão de Bruno Henrique e ainda um pênalti desperdiçado pelo rival, os santistas aproveitaram para ‘tirar um sarro’ após a partida.

Ainda nos vestiários do estádio Hernando Siles, elenco e comissão técnica ‘simularam’ um atendimento a Cleber e postaram a foto nas redes sociais com a seguinte frase:

“Recarregando o fôlego pra próxima fase”

Reserva na Bolívia, Oliveira passou mal no banco, mas deve jogar sábado

Os torcedores do Santos tiveram uma surpresa quando viram a escalação do time antes do duelo contra o The Strongest, na noite desta quarta-feira. Afinal, o atacante Ricardo Oliveira aparecia apenas no banco de reservas, dando lugar a Vladimir Hernández. Segundo o técnico Dorival Júnior, a mudança aconteceu por conta da estratégia de explorar a velocidade nos contra-ataques.

Porém, toda a programação montada pelo treinador acabou desmoronando logo aos 22 minutos do primeiro tempo, quando Bruno Henrique foi expulso pelo árbitro Dario Herrera.

Com um homem a menos, Dorival até pensou em colocar Oliveira na segunda etapa. Porém, o camisa 9 sentiu os efeitos da altitude e, com dores de cabeça, precisou ser levado ao vestiário durante o jogo para receber oxigênio. Mesmo assim, o Peixe conseguiu arrancar o empate em 1 a 1, em La Paz, na Bolívia, e alcançou a classificação para as oitavas de final da Libertadores.

“Ricardo, a principio, não estaria jogando. Foi uma definição para tirar a referência para povoar o meio-campo. The Strongest penetra muito por dentro. Se tivéssemos um a mais flutuando, poderíamos neutralizar o início das jogadas. No banco, ele passou muito mal, não se sentiu bem, e ficou no vestiário. Agora, está mais recuperado. É natural que tenhamos ter um cuidado para saber o que aconteceu”, explicou Dorival Júnior em entrevista coletiva após o duelo.

Apesar do problema, Oliveira não deve ser desfalque do Santos contra o Coritiba, no próximo sábado, às 16h (de Brasília), na Vila Belmiro, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro.


Bolívar 2 x 1 Santos

Data: 25/04/2012, quarta-feira, 21h50.
Competição: Copa Libertadores – Oitavas de final – Jogo de ida
Local: Estádio Hernando Siles, em La Paz, Bolívia.
Público e renda: N/D
Árbitro: Enrique Osses (CHI)
Auxiliares: Francisco Mondria e Carlos Astroza (ambos do CHI)
Cartões amarelos: Frontini e Arce (B); Durval, Edu Dracena e Rafael (S).
Gols: Campos (01-1) e Maranhão (34-1); Campos (29-2).

BOLÍVAR-BOL
Argüello; Rodríguez, Frontini, Valverde e Álvarez; Flores, Campos (Eguino), Lizio e Cardoso; Ferreira (Cantero) e Arce.
Técnico: Ángel Guillermo Hoyos

SANTOS
Rafael; Maranhão, Edu Dracena, Durval e Juan; Adriano, Arouca, Elano (Ibson) e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Borges (Alan Kardec).
Técnico: Muricy Ramalho



Santos não suporta altitude e perde do Bolívar com dois de falta

Jogando em casa e com a altitude de 3.660 metros de La Paz a seu favor, o Bolívar (Bolívia) venceu o Santos, por 2 a 1, na noite desta quarta-feira, no Estádio Hernando Siles. La Academia ganhou com dois gols de falta, marcados por Campos, com Maranhão descontando para o Peixe, no duelo de ida das oitavas de final da Copa Libertadores da América.

Agora, os alvinegros recebem os bolivianos no confronto de volta no dia 10 de maio, na Vila Belmiro ou no Pacaembu – a direção santista ainda não decidiu em qual estádio irá exercer o seu mando de campo.

O jogo

O Bolívar começou a partida da melhor maneira possível. Logo no primeiro minuto de jogo, em cobrança de falta no bico esquerdo da grande área, Campos soltou a bomba, que explodiu na trave e, na volta, bateu nas costas do goleiro Rafael, antes de ir para o fundo das redes: 1 a 0 para La Academia.

Melhor em campo no começo do duelo, o time boliviano quase ampliou a sua vantagem, aos oito. Campos trocou passes com Arce, antes de arriscar da entrada da área e obrigar Rafael a fazer uma boa defesa.

Apesar do domínio no início do confronto, o Bolívar sofreu um duro golpe ao perder o seu principal jogador, o atacante uruguaio Ferreira, que voltou a sentir uma lesão na coxa esquerda. Aos 20, o paraguaio Cantero substituiu Ferreira.

Depois dessa alteração de La Academia, o Santos passou a crescer em campo, acertando melhor a sua marcação e se arriscando no campo de ataque, principalmente em arrancadas e dribles do atacante Neymar.

Com essa melhora, o Peixe não demorou para empatar o jogo. Aos 34, Elano cobrou bem uma falta sofrida por Neymar, Argüello salvou parcialmente, espalmando a bola na trave direita, só que o lateral Maranhão acompanhava o lance e estufou as redes no rebote, deixando tudo igual no placar.

Antes do intervalo, no último minuto do primeiro tempo, o Bolívar quase chegou ao seu segundo gol, em mais uma cobrança de falta na entrada da área, mas Campos não teve a mesma precisão da jogada do gol e mandou a bola ao lado da meta santista.

Na volta para a etapa complementar, quem levou perigo em cobrança de falta foi o Alvinegro Praiano. Logo no primeiro minuto do segundo tempo, Elano arriscou de longa distância e quase surpreendeu Argüello, que se esticou para tocar na bola e evitar o segundo gol dos brasileiros na partida.

La Academia voltou a assustar aos 20, em cobrança de escanteio. O zagueiro Frontini foi ao ataque e de cabeça, aproveitando cruzamento vindo da direita, quase recolocou os bolivianos no comando do marcador.

No minuto seguinte, procurando aumentar a estatura de sua equipe no gramado. Alan Kardec entrou na vaga de Borges. Pouco depois, foi a vez do volante Ibson ir para o jogo, no lugar de Elano.

Em busca do segundo gol, o Bolívar teve mais uma grande oportunidade de gol, aos 24. Campos cruzou da direita, a zaga do Santos desviou e Arce tentou acertar a finalização de primeira, só que a bola passou por cima do gol.

O Peixe quase passou a frente no placar, aos 27, quando Paulo Henrique Ganso cruzou na medida para cabeça de Edu Dracena, mas a bola passou muito próximo ao gol de La Academia.

Dois minutos após a boa chance desperdiçada pelos santistas, os bolivianos voltaram a ficar na frente no marcador. E, de novo, em cobrança de falta de Campos. O meia do Bolívar acertou um belo chute no canto esquerdo de Rafael.

Logo após o gol de La Academia, o clima esquentou quando um objeto arremessado da arquibancada foi atirado no campo e atingiu Neymar. A polícia teve que entrar no gramado para proteger a Joia e o árbitro teve trabalho para conter os ânimos dos jogadores das duas equipes.

No final, os santistas quase chegaram ao empate, com 40 minutos. O volante Arouca puxou rápido contra-ataque, a bola sobrou para Neymar, que cortou para dentro e bateu forte, exigindo grande defesa de Argüello.



Vídeos: (1) Gols e (2) Melhores momentos.

The Strongest 2 x 1 Santos

Data: 15/02/2012, quarta-feira, 19h45 (horário de Brasília).
Competição: Copa Libertadores – Grupo 1 – 1ª rodada
Local: Estádio Hernando Siles, em La Paz, Bolívia.
Árbitro: Carlos Vera (EQU)
Auxiliares: Christian Lescano e Luis Alvarado (ambos do EQU).
Cartões amarelos: Parada, Lima e González (TS); Arouca, Rafael e Neymar (S).
Gols: Henrique (10-1) e Cristaldo (33-1); Rodrigo Ramallo (45-2).

THE STRONGEST-BOL
Vaca; Parada, Ojeda, Méndez e Torrico; Soliz, Chumacero, Lima e Cristaldo (Rodrigo Ramallo); Pablo Escobar e Melgar (González).
Técnico: Mauricio Soria

SANTOS
Rafael; Fucile, Edu Dracena, Durval e Pará; Henrique, Arouca, Ibson (Elano) e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Borges (Alan Kardec).
Técnico: Muricy Ramalho



Santos perde muitos gols, leva castigo no fim e perde na Bolívia

Equipe joga bem e cria chances, mas volta da altitude com derrota na bagagem. Agora, vai pegar o Inter

Em um jogo movimentado, o Santos pecou nas finalizações e viu o The Strongest (Bolívia) sair com a vitória nos minutos finais da partida. O time boliviano ganhou por 2 a 1, na noite desta quarta-feira, no Estádio Hernando Siles, em La Paz, com gols de Cristaldo e Ramallo. Henrique marcou para o Peixe.

O resultado fez os bolivianos se igualarem ao Internacional-RS, que derrotou o Juan Aurich (Peru) no primeiro confronto do grupo 1, na liderança da chave. Os gaúchos levam vantagem no saldo de gols (2 a 1) sobre o The Strongest, apesar dos dois possuírem três pontos ganhos.

Na próxima rodada da do grupo, o Santos recebe o Inter, no dia 8 de março, na Vila Belmiro. Na mesma data, o The Strongest pega o Juan Aurich, em La Paz.

O jogo

Sem poder contar com o lateral esquerdo Juan, que não pôde atuar em virtude de uma suspensão por cartão vermelho na última Copa Sul-americana, defendendo o São Paulo, o Santos iniciou o jogo com Pará na direita e o uruguaio Fucile na esquerda e sofrendo uma pequena pressão do The Strongest.

Apoiado pela torcida local, o time boliviano quase abriu o placar aos seis minutos. Pará falhou e o atacante Pablo Escobar desceu pela esquerda do ataque do Tigre, antes de soltar a bomba. Atento, Rafael fez a defesa, evitando que bola sobrasse para Melgar. No minuto seguinte, Soliz fez bom lance individual, porém, chutou por cima do gol do Peixe.

Apesar de uma tentativa de pressão do The Strongest nos primeiros minutos, os santistas foram mais eficientes e conseguiram chegar ao gol. Aos 10, o meia Paulo Henrique Ganso cobrou falta, Neymar desviou e, aproveitando-se do fato de o goleiro Vaca não ter conseguido interceptar a bola, o volante Henrique pegou o rebote e estufou as redes bolivianas: 1 a 0 para o Alvinegro Praiano.

Melhor em campo e explorando os contra-ataques, o Santos quase ampliou a sua vantagem em duas oportunidades. A primeira, aos 21, com Borges recebendo boa bola e arriscando uma forte finalização da entrada da área. Vaca defendeu. Na segunda, aos 23, Borges apareceu novamente, mas desta vez cruzando a bola para Neymar. A Joia dominou mal e, na hora do arremate, acertou a trave da equipe boliviana.

Um dos jogadores mais perigosos do The Strongest, Pablo Escobar deu bastante trabalho a defesa santista no primeiro tempo, principalmente em chute de fora da área, como aconteceu aos 27. A finalização do atacante do Tigre passou rente a trave de Rafael, assustando o camisa 1 do Peixe.

De tanto insistir, especialmente em lances pelos lados do campo e explorando a velocidade de seus atacantes, o The Strongest chegou ao empate. Aos 33, Parada cruzou da esquerda, Ibson furou na hora do corte, Pará deu espaço na marcação e Cristaldo pegou firme na bola, acertando um belo chute e deixando tudo igual em La Paz.

Após o gol do empate boliviano, a partida ganhou em velocidade, só que as chances de gol ficaram mais raras. A última boa oportunidade antes do intervalo foi santista. Aos 46, Pará iniciou a jogada e tocou para Neymar, que escapou em velocidade e finalizou, exigindo boa defesa de Vaca. Borges não conseguiu aproveitar o rebote e os donos da casa escaparam de sofrer o segundo gol.

Na volta do intervalo, Pablo Escobar continuou dando trabalho à defesa alvinegra e quase deixou a sua marca, aos nove. Em chute de fora da área, com a perna esquerda, o atacante viu a bola passar perto do alvo, mais uma vez.

Logo em seguida, Muricy Ramalgo fez a primeira substituição no Santos. Ibson entrou na vaga de Elano. Na sequência, o The Strongest quase chegou ao seu segundo tento, com Pablo Escobar exigindo grande defesa de Rafael em cobrança de falta, aos 15.

A resposta veio no minuto posterior, com Neymar driblando o goleiro Vaca, que saiu da grande área. O camisa 11 do Peixe tabelou com Ganso e bateu para o gol, só que a zaga boliviana cortou e evitou o gol dos brasileiros.

Bem armado taticamente e com Neymar aparecendo mais, os santistas tiveram outra grande chance de gol, aos 17. Elano começou a jogada roubando a bola, acionando Ganso, que fez a assistência para a Joia. De frente para o gol, na saída de Vaca, Neymar bateu para fora.

Após esse lance, os dois times resolveram mexer. Rodrigo Ramallo entrou na vaga de Cristaldo no The Strongest e Alan Kardec substituiu Borges no Santos.

Só que o panorama do duelo continuou o mesmo e, aos 26, o Alvinegro Praiano desperdiçou mais uma grande oportunidade de gol. Neymar lançou Elano, que acertou o travessão no arremate.

A resposta boliviana veio aos 30. Rodrigo Ramallo cruzou para Melgar tocar de cabeça, assustando Rafael e quase colocando os donos da casa em vantagem no Hernando Siles. Essa foi a última jogada de Melgar, substituído nos minutos seguintes por González.

Mesmo dominando quase por completo o segundo tempo, o Santos continuou esbarrando na sua má pontaria na altitude. Aos 37, Ganso encontrou Neymar, outra vez, só que o atacante fez o giro e disparou por cima do gol de Vaca.

De tanto perder oportunidades, o Santos foi castigado nos minutos finais. O The Strongest armou uma pressão nos últimos instantes da partida e, em cobrança de escanteio aos 45, Rodrigo Ramallo cabeceou para o fundo do gol, decretando a vitória boliviana, por 2 a 1.

Bolívar 4 x 3 Santos

Data: 16/02/2005, quarta-feira, 21h45.
Competição: Copa Libertadores – Grupo 2 – 1ª rodada
Local: Estádio Hernando Siles, em La Paz, Bolívia.
Público e renda:
Árbitro: Carlos Torres (PAR)
Cartoes amarelos: Pizzarro e Angulo (B); Paulo César (S).
Gols: Zermatten (02-1) e Deivid (25-1); Zermatten (09-2), Deivid (11-2), Zermatten (40-2), Cabrera (42-1) e Robinho (45-2).

BOLÍVAR
Mauro Machado; Pachi, Sandy, Sanchez e Colque; Pizzarro, Angulo, Galindo e Zermatten; Andaveris (Guirberguis) e Cabrera.
Técnico: Vladimir Soria

SANTOS
Henao; Paulo César (Flávio), Ávalos, Domingos e Léo; Fabinho, Bóvio, Tcheco (Leonardo) e Basílio; Deivid (Rossini) e Robinho.
Técnico: Osvaldo de Oliveira



Santos perde do Bolívar na estréia da Libertadores

Um Santos com uma postura bem diferente daquele que bateu o Corinthians no final de semana foi derrotado por 4 a 3 pelo Bolívar nesta quarta-feira, no estádio Hernando Siles de Milaflores, em La Paz, na Bolívia. A partida marcou a estréia do time brasileiro na Libertadores 2005.

Com este resultado, a equipe da Vila Belmiro segue com um retrospecto ruim quando joga na altitude. Desde 2003, quando o clube voltou a disputar a competição internacional (e também a Sul-Americana), foram duas vitórias, dois empates e cinco derrotas.

No confronto com o Bolívar, a derrota do alvinegro foi consolidada em apenas dois minutos. Depois de estar atrás no placar em duas oportunidades, o Santos conseguiu empatar, mas vacilou no final da partida e sofreu dois gols: um aos 40min e outro aos 42min.

O destaque do Santos neste duelo foi o atacante Deivid, que marcou dois gols (Robinho marcou o outro). No entanto, ele saiu de campo no segundo tempo sentindo os efeitos da altitude.

Do lado boliviano, o ponto positivo foi a atuação do meia Zermatten, que infernizou os zagueiros santistas e ainda marcou três dos quatro gols da equipe do Bolívar.

Quanto ao colombiano Henao, que ganhou a preferência do treinador para defender o gol alvinegro na Libertadores, sua atuação foi razoável. Inseguro em alguns lances, ele falhou no primeiro gol.

O Santos volta a campo no próximo domingo, dia 20, quando enfrenta o Ituano, às 18h, no estádio Novelli Junior, em Itu, pela oitava rodada do Paulista. O alvinegro está na segunda colocação do certame com 17 pontos, dois a menos que o líder São Paulo.

O jogo

Desde que soube que jogaria sua primeira partida na Copa Libertadores da América na altitude de La Paz, na Bolívia, o Santos logo se preocupou com as consequências que isso teria, principalmente com relação ao fôlego dos atletas e também dos chutes.

Foi até por isso que o técnico Oswaldo de Oliveira optou por colocar o goleiro Henao como titular. “Ele é um goleiro que já está acostumado a jogar na altitude e também é experiente na Libertadores”, comentou o treinado alvinegro no final de semana.

A preocupação do Santos, porém, aumentou logo no primeiro minuto da partida. Em cobrança de falta da ala esquerda, o meia do Bolívar Zermatten chutou cruzado, a bola passou por toda a zaga e enganou o camisa 1 do time brasileiro.

Empolgados com a vantagem no placar, os bolivianos começaram a explora bastante os chutes de fora da área. Aos 9min, Angulo avançou pelo meio e chutou de longe. Henao, bem colocado, espalmou por cima do gol.

O time do téncico Oswaldo de Oliveira, no entanto, não se intimidou e partiu para cima. Só que os atacantes santistas pararam na forte marcação dos zagueiros da equipe boliviana.

A melhor jogada do alvinegro antes dos 20min aconteceu com Tcheco, que, aos 14min, avançou sozinho pela direita, passou por vários marcadores e cruzou para a área. A bola saiu sem direção e ficou nas mãos do goleiro Mauro Machado.

Sem desistir, o clube da Vila Belmiro conseguiu chegar ao empate ainda na primeira etapa. Aos 24min, após cruzamento da direita, a bola sobrou para Basílio, que chutou em cima do zagueiro. No rebote, o atacante Deivid acertou o gol.

Dez minutos depois, o Santos teve uma excelente oportunidade de ampliar. O atacante Robinho avançou no contra-ataque e tocou para Deivid, que dominou mal na grande área e permitiu o corte da zaga adversária.

Após sofrer o gol de empate, o Bolívar voltou a arriscar os chutes de longa distância, mas sem sucesso. A última tentativa da etapa incial aconteceu aos 37min, quando Galindo chutou rente à trave direita de Henao.

No segundo tempo, ambas as equipes voltaram com a mesma formação e postura do primeiro tempo: o Bolívar com forte marcação e o Santos tocando bastante a bola e cadenciando o jogo.

Apesar da melhor técnica santista, o time da casa ampliou primeiro. Aos 8min, o meia Zermatten recebeu a bola na grande área e, sem a marcação de Domingos, que lhe deu espaço, chutou cruzado.

A equipe brasileira mais uma vez não se abalou e conquistou o empate aos 11min. Em cobrança de tiro livre indireto de dentro da área, o atacante Robinho rolou para Deivid acertar um forte chute rasteio no canto direito de Mauro Machado.

Sentindo a pressão do Bolívar após o empate, o técnico Oswaldo de Oliveira preferiu adotar o esquema 3-5-2. Aos 25min, ele sacou o meia Tcheco e colocou o zagueiro Leonardo.

Depois de dez minutos, o Santos perdeu mais uma ótima oportunidade de ficar à frente no placar. O atacante Robinho avançou pela direita, passou por três marcadores e cruzou para Basílio, que, de frente para o gol, chutou em cima da zaga.

O Bolívar, por sua vez, não desperdiçou quando teve uma chance. Após chute de Pachi no travessão, o meia Zermatten aproveitou novo rebote e marcou seu terceiro gol no jogo.

Dois minutos depois, o time da casa ainda marcou mais um. O atacante Cabrera avançou pela esquerda e chutou de fora da área. A bola entrou no canto direito do goleiro Henao.

O Santos ainda encontrou forças para diminuir. Aos 45min, o atacante Robinho avançou no contra-ataque e chutou na saída do goleiro Mauro Mendonça. A reação, no entanto, foi tardia.


Seleção da Bolívia 2 x 3 Santos

Data: 23/06/1991, domingo, 14h30.
Competição: Amistoso
Local: Estádio Hernando Siles, em La Paz, Bolívia.
Público: 13.087 pagantes
Renda: 65.109,00 pesos
Árbitro: Armando Aliaga
Cartões vermelhos: Camilo (S) e Peña (B).
Gols: Axel, Almir e Carlinhos; Berti Soares e Álvaro Peña.

SANTOS
Nilton; Índio, Camilo, Luiz Carlos e Marcelo Veiga (Flavinho); Sérgio Santos, Axel (Mendonça) e Cassinho; Almir, Zé Renato (Carlinhos) e Tato (Luizinho).
Técnico: Ramiro Valente

SELEÇÃO DA BOLÍVIA
Barrero; Rimba (Peña), Jigguchi, Saldias e Ferrufino; Rivero, Soruco e Borja; Soarez, Castillo e Etcheverry.
Técnico: Ricardo Blacutt


Nilton defendeu um pênalti aos 44-1. Amistoso pela cota de US$ 12 mil.

Fontes:
– Almanaque do Santos FC – Guilherme Nascimento
Jornal Folha de SP
Estadão