Navegando Posts marcados como Ibirapuera

Santos 2 x 2 Bragantino

Data: 03/11/1996, domingo.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – turno único – 17ª rodada
Local: Estádio Ícaro de Castro Mello, o Ibirapuera, em São Paulo, SP.
Público: 1.740 pagantes
Renda: R$ 18.400,00
Árbitro: Carlos Elias Pimentel (RJ).
Cartões amarelos: Andradina e Jamelli (S); Jandílson e Márcio (B).
Gols: Kelly (37-1; Kelly (16-2), Camanducaia (41-2) e Alessandro (47-2).

SANTOS
Edinho; Sandro, Jean, Narciso e Baiano (Camanducaia); Carlinhos, Vágner (Élder), Robert (Andradina) e Jamelli; Alessandro e Edgar Baez.
Técnico: Orlando Lelé

BRAGANTINO
Marcelo; Viana, Marcão, Jandílson e Biro-Biro; Caniggia, Rubens (Esquerdinha), Maurinho, Kelly (Claudinho); Márcio e Edílson (Alex).
Técnico: Antônio Pardal



Santos comemora empate nos descontos

Sem os laterais Ânderson e Marcos Adriano, suspensos, o Santos foi surpreendido pelo Bragantino no Ibirapuera, tendo enormes dificuldades para empatar por 2 a 2.

O técnico Orlando Pereira, que substitui o demitido José Teixeira, improvisou, sem sucesso, o zagueiro Sandro, na direita, e o volante Baiano, na esquerda.

A equipe falhava seguidamente na marcação, permitindo que o Bragantino criasse boas chances.

O goleiro Edinho evitou o primeiro gol do time de Bragança aos 9min, quando espalmou chute de Edílson, e aos 31min, tirando a bola da linha do gol com o pé.

A melhor chance santista na etapa inicial veio com Alessandro, que chutou na trave aos 32min.

O primeiro gol do Bragantino foi aos 38min, com Kelly, de cabeça.

O Santos voltou para o segundo tempo com Camanducaia no lugar de Baiano, mudando o esquema do 4-4-2 para o 3-5-2 (três zagueiros, cinco meias e dois atacantes), com Vágner como ala direita.

A alteração não surtiu efeito. Apático, o time continuou sendo dominado pelo Bragantino, que explorava bem os contra-ataques.

Aos 16min, Kelly, chutando por cobertura, ampliou para 2 a 0.

A reação do Santos veio nos minutos finais. Aos 41min, Camanducaia descontou. Aos 47min, Alessandro, completando jogada iniciada pela esquerda do ataque santista, empatou.

A situação

O empate foi um alívio para o Santos, que chegou a comemorar o resultado ao entrar no vestiário. “A rodada acabou sendo favorável para a gente”, disse o técnico Pereira.

Com 18 pontos, a equipe ainda corre risco de rebaixamento, mas foi “ajudada” pelas derrotas de Criciúma, que tem 11, Bahia, 13, e Fluminense, 16.

O Bragantino, com 15, é o antepenúltimo. Os dois últimos caem para a Série B.

O presidente José Roberto Bonuci, do Bragantino, comandará uma caravana para Aparecida do Norte, dia 25, se seu time escapar do rebaixamento.

Torcida pede retorno do técnico Serginho Chulapa

A torcida do Santos passou grande parte do jogo de ontem pedindo a contratação de Serginho Chulapa como técnico do time.

Ex-treinador do Santos, Serginho comandou, no primeiro semestre, a Portuguesa Santista, que subiu da Série A-2 para a A-1 do Campeonato Paulista.

A diretoria admite contratar Serginho para a temporada 97, mas deve continuar com Orlando Pereira até o final do Brasileiro.

Irritada com a atuação da equipe, torcedores do Santos chegaram a gritar “olé” quando o adversário tocava a bola.

Os jogadores do Bragantino, apesar de chateados por terem cedido o empate no final, não acharam ruim o resultado. “Jogamos fora de casa”, lembrou o goleiro Marcelo.

Se o Bragantino escapar do rebaixamento, a Lousano, que assumiu o departamento de futebol do clube, deverá permanecer até 97. Caso contrário, fica até dezembro. A empresa se comprometeu a pagar os salários dos jogadores, que estavam atrasados desde setembro, até o final do ano. A folha de pagamento do Bragantino chega a R$ 100 mil por mês.



Santos parte para o ‘matar ou morrer’ no Ibirapuera (Em 03/11/1996)

O Santos apresentará um time taticamente remodelado na partida de hoje à tarde contra o Bragantino, no Ibirapuera, em São Paulo.

O técnico Orlando Pereira, que assumiu anteontem no lugar de José Teixeira, decidiu armar a equipe com um único volante, dois armadores e três atacantes. “Agora, é matar ou morrer”, declarou Pereira, em referência à necessidade de uma vitória para escapar do rebaixamento.

A nova armação do time modifica totalmente a maneira de jogar adotada por José Teixeira, que privilegiava a marcação e os cuidados defensivos, o que o transformou em alvo das vaias da torcida.

A equipe terá no meio-campo o volante Carlinhos e os meias Vágner, pela direita, e Robert, pela esquerda. Na frente, jogarão Alessandro, Jamelli e o paraguaio Baez.

Nas laterais, devido às suspensões de Ânderson e Marcos Adriano, serão improvisados o zagueiro Sandro e o volante Baiano. Marcos Assunção, suspenso, fica de fora.

Sérgio é o goleiro titular, segundo Pereira, mas poderá dar lugar a Edinho caso não se recupere de pancada que sofreu no tornozelo.


Santos 3 x 2 Atlético-PR

Data: 17/11/1996, domingo.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – turno único – 21ª rodada
Local: Estádio Ícaro de Castro Mello, o Ibirapuera, em São Paulo, SP.
Público: 1.843 pagantes
Renda: R$ 20.120,00
Árbitro: Ubiraci Damásio de Oliveira
Cartões amarelos: Andradina e Robert (S); Pierkaski e Dedé (A).
Cartões vermelhos: Vagner (S); Paulo Rink, Roberto Ramos e Reginaldo (A).
Gols: Pierkaski (10-1), Alessandro (19-1), Paulo Rink (35-1) e Ronaldo Marconato (41-1); Alessandro (45-2).

SANTOS
Edinho; Marcos Adriano (Andradina), Jean (Vágner), Ronaldo Marconato e Daniel; Marcos Assunção, Élder, Robert e Jamelli; Camanducaia (Edgar Baez) e Alessandro.
Técnico: Orlando Lelé

ATLÉTICO-PR
Ivan; Alberto, Reginaldo, Jorge Luís e Branco; Alex, Roberto Ramos, Jean Carlo (Andrei) e Piekarski (Clóvis); Paulo Rink e Oséas (Dedé).
Técnico: Evaristo Macedo



Atlético-PR vê perseguição na derrota para o Santos

O Santos superou ontem o Atlético-PR por 3 a 2, tirando-o da liderança do Brasileiro. Com 27 pontos, os santistas não têm mais esperança de classificação, mas estão livres do rebaixamento. O Atlético, com 39, tem vaga assegurada para a segunda fase.

O jogo, tumultuado, teve quatro expulsões, três para o Atlético, uma para o Santos.

Os paranaenses foram mais perigosos no primeiro tempo. O meia Pierkaski armava as principais jogadas do time, tabelando com os atacantes Paulo Rink e Oséas.

Aos 10min, Jean Carlo tocou para Oséas, que passou para o polonês Pierkaski anotar 1 a 0.

Aos 19min, Alessandro, aproveitando rebatida de Ivan, empatou para o Santos.

Aos 35min, o Atlético aproveitou falha da defesa santista para chegar aos 2 a 1. Jean Carlo cobrou escanteio, Oséas tocou de cabeça e Paulo Rink, também de cabeça, marcou.

O Santos empatou novamente aos 41min. Quem anotou foi Ronaldo, cobrando falta. A barreira atleticana abriu, e o goleiro Ivan pulou atrasado.
No segundo tempo, quando a partida ficou mais tensa, ocorreram as expulsões.

Aos 18min, Vágner agrediu Paulo Rink no chão e os dois foram expulsos. Aos 22min, Roberto Ramos recebeu cartão vermelho por reclamação. Aos 33min, Reginaldo, que já tinha amarelo, cometeu falta e também foi expulso.

Com oito atletas em campo, o Atlético permitiu a virada santista. Aos 45min, Robert chutou na trave e, no rebote, Alessandro, de cabeça, marcou o gol da vitória.

Os protestos

A atuação do juiz Ubiraci Damásio revoltou o Atlético, que pretende protestar junto à Comissão Nacional de Arbitragem.

“Foi uma atuação facciosa”, disse Munir Kaluf, supervisor de futebol atleticano. “O Paulo Rink foi agredido e foi expulso. O Roberto Ramos fez uma falta normal e também foi expulso. É palhaçada.”

O presidente Mário Petraglia também reclamou. “São dois pesos e duas medidas. Se está em campo o Corinthians ou o Flamengo é uma coisa. Se é o Atlético-PR, o respeito não é o mesmo.”

O técnico Evaristo de Macedo preferiu ironizar. “O juiz foi ótimo. Só decidiu o jogo.”

Time usa luto por Dondinho

O Santos jogou ontem com uma tarja preta na camisa em homenagem a João Ramos do Nascimento, o Dondinho, pai de Pelé.

Samir Abdul-Hak, presidente do time, decretou três dias de luto no clube devido à morte de Dondinho, anteontem, em Santos.

O goleiro Edinho diz ter ficado emocionado quando foi respeitado um minuto de silêncio em memória de seu avô. “Fiquei com lágrimas nos olhos”, afirmou.

Antes do início da partida, alguns jogadores do Atlético-PR chegaram a procurar Edinho para lhe dar os pêsames.

O time paranaense entrou em campo com uma faixa condenando a violência da torcida do Fluminense, na partida da semana passada, no Rio de Janeiro. “Foi um dia de homenagens”, disse o atacante Paulo Rink. “O Santos homenageou o pai do Pelé, e a gente, o Ricardo Pinto.”

As críticas

Se Edinho se emocionou durante o minuto de silêncio por Dondinho, o goleiro deixou o estádio do Ibirapuera magoado com a própria torcida santista.
O goleiro foi hostilizado por alguns torcedores, que pediam a entrada do reserva Sérgio.

“Essas críticas magoam, porque são irracionais. Qualquer coisa que eu faça, lá vem um grupo chiar”, lamentou.

Além de Edinho, o presidente Abdul-Hak também foi criticado por parte da torcida. Assim que o jogo acabou, apesar da vitória santista, um grupo pedia sua saída da direção do clube.

A confusão

Não foram só homenagens e protestos que marcaram o jogo de ontem. Cenas confusas também.

Logo aos 6min de jogo, por exemplo, o zagueiro Jean machucou a cabeça e foi medicado à beira do gramado. Sem consultar o médico, Orlando Pereira o substituiu por Vágner.

Quando ia retornar ao campo, porém, o jogador percebeu que já tinha outro em seu lugar. Irritado, dirigiu-se ao vestiário.



‘Feridos do Rio’ desfalcam Atlético-PR contra Santos (Em 17/11/1996)

O Atlético-PR defende a liderança no Campeonato Brasileiro sem seus jogadores feridos na “batalha das Laranjeiras”, no domingo passado. Ele enfrenta o Santos, já eliminado, no estádio do Ibirapuera, em São Paulo.

O goleiro Ricardo Pinto levou uma paulada de um torcedor do Fluminense na cabeça e sofreu um traumatismo craniano, que exigiu até uma cirurgia no cérebro, para a drenagem de um coágulo. O meia Luiz Carlos levou um soco na boca, perdeu dois dentes e teve que sofrer uma cirurgia no local.
O goleiro não joga mais no Brasileiro, e o meia volta na próxima semana.

No lugar de Ricardo Pinto, que deve deixar o hospital onde está internado amanhã, entra Ivan, que também diz ter sido agredido pelo goleiro Léo, do Fluminense.

Ivan disse não ter medo de ocupar o lugar de Ricardo Pinto, que é ídolo em Curitiba. “Reconheço que o Ricardo Pinto é um excelente profissional e tem carisma, mas prometo cumprir o meu papel”, disse.

Santos

No clube paulista, o clima já é de fim de temporada. A equipe já não disputa mais nenhum título e nem está ameaçada de rebaixamento.

A diretoria já faz planos para a próxima temporada, que incluem rebaixamento de salários de alguns jogadores.

O técnico Orlando Pereira, que deve ser substituído no ano que vem, escalou dois atacantes velozes, Alessandro e Camanducaia. Ele voltou a adotar o sistema 4-4-2, com os laterais Ânderson e Marcos Adriano.


Santos 1 x 0 Vitória

Data: 10/11/1996, domingo.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – turno único – 19ª rodada
Local: Estádio Ícaro de Castro Mello, o Ibirapuera, em São Paulo, SP.
Público: 3.095 pagantes
Renda: R$ 32.385,00
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (RS).
Cartões amarelos: Ânderson, Narciso e Alessandro (S); Nelsinho, Émerson, Bebeto, Eliomar e Wilson (V).
Cartão vermelho: Fernando (V, 35-2).
Gol: Ânderson Lima (20-2).

SANTOS
Edinho; Ânderson Lima (Daniel), Sandro (Cuca), Narciso e Robert; Marcos Assunção, Élder, Carlinhos (Camanducaia) e Vágner; Alessandro e Jamelli.
Técnico: Orlando Pereira

VITÓRIA
Nildo; Nelsinho, Flávio, Émerson (Júnior) e Rubem (Eliomar); Fernando, Bebeto, Donizetti e Gil Baiano; Adoílson (Batistinha) e Wilson.
Técnico: Edinho



Santos explora setor esquerdo para superar o Vitória por 1 a 0

O Santos diminuiu a ira de sua torcida ao derrotar o Vitória por 1 a 0, no estádio do Ibirapuera.

Antes de o Santos abrir a contagem, os torcedores protestavam, pedindo reforços e chamando os jogadores de mercenários. Após o gol de Ânderson, aos 20min do segundo tempo, passaram a aplaudir o time.

Robert, atuando como ala esquerda, foi o destaque do jogo. Ele criou, tabelando com o atacante Alessandro, as principais jogadas santistas.

Foi de uma tabela entre os dois que surgiu o único gol do jogo. A bola sobrou para o lateral Ânderson chutar com força, sem chances de defesa para o goleiro Nílson.

A melhor chance do Vitória foi na etapa inicial, quando Wilson, livre diante de Edinho, chutou, mas o goleiro fez ótima defesa.

Após o jogo, o técnico Edinho reconheceu que sua defesa falhou na marcação, surpreendida com as investidas de Robert. “Nossos zagueiros se confundiram muito no primeiro tempo”, afirmou.

Com o resultado, Santos afastou a ameaça de rebaixamento, chegando aos 24 pontos. O Vitória, que continuou com 28, tem chances reduzidas de classificação.



Santos faz ensaio e pensa na Supercopa (Em 06/11/1996)

O Santos começa hoje contra o Vitória, no Ibirapuera, em São Paulo, um período de preparação para o jogo da próxima quinta-feira diante do Vélez Sarsfield. A partida, em Buenos Aires, na Argentina, decidirá uma vaga na final da Supercopa dos Campeões da Libertadores.

Motivado pela vitória de 2 a 1 contra o Vasco na última quinta-feira, no Rio, o time voltou a acreditar na possibilidade de ir à final da competição que reúne os campeões da Taça Libertadores, contra o Cruzeiro. Para não depender dos pênaltis, o Santos precisa vencer o Vélez por diferença de dois gols.

“Temos esperanças na Supercopa. Uma vitória simples leva a decisão para os pênaltis. O Vélez não é nada demais”, afirmou o volante Carlinhos.

“Agora, a bola começou a entrar. Vamos ver se a gente pega esse gostinho de ganhar”, afirmou o atacante Alessandro, em referência ao jejum de 49 dias sem vitórias, superado diante do Vasco.

Sem chances de alcançar a classificação no Campeonato Brasileiro, o técnico Orlando Pereira pretende usar as partidas contra Vitória e Grêmio (na terça-feira, em Porto Alegre) para dar “padrão de jogo” à equipe.

“O objetivo é mexer o mínimo possível no time”, disse Pereira. A única modificação na equipe que venceu o Vasco deverá ser a volta do zagueiro Narciso, já que Daniel não está inscrito na Supercopa.

Para Orlando Pereira, a improvisação que foi obrigado a fazer contra o Vasco -escalar três volantes (meias defensivos) e os meias Vágner e Robert como alas (laterais ofensivos)- deu resultado e eles deverão ser mantidos.

“Não tinha quem colocar, improvisei e deu certo. Foi o destino”, afirmou o treinador.


Santos 1 x 2 Sport Recife

Data: 09/10/1996, quarta-feira.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – Turno único – 13ª rodada
Local: Estádio Ícaro de Castro Mello, no Ibirapuera, em São Paulo.
Público: 4.779 pagantes
Renda: R$ 49.090,00
Árbitro: Sidrack Marinho
Cartões amarelos: Carlinhos, Ronaldo Marconato e Marcos Assunção (S); Chico Monte Alegre, Russo, Dedé, Rogério, Ildo e Joãozinho (SR).
Cartão vermelho: Ânderson Lima (S, 13-2).
Gols: Dedé (03-2), Chiquinho (05-2) e Carlinhos (31-2, de pênalti).

SANTOS
Sergio; Ânderson Lima, Sandro, Ronaldo Marconato e Marcos Adriano (Juari); Marcos Assunção, Carlinhos, Vágner e Robert; Camanducaia e Alessandro (Otávio Augusto).
Técnico: José Teixeira

SPORT RECIFE
Alberico; Russo, Ildo, Chico Monte Alegre e Dedé; Rogério, Leomar, Wallace e Chiquinho (Edinan); Luis Muller (Marcelo) e João Paulo (Joãozinho).
Técnico: Helio dos Anjos



Santos perde para o Sport no Ibirapuera

O Santos perdeu ontem por 2 a 1 para o Sport-PE, em São Paulo. Com o resultado, a equipe continua com 15 pontos e praticamente fica sem chances de classificação no Campeonato Brasileiro.

Apesar de jogar em São Paulo, o time pernambucano tomou a iniciativa do jogo. Teve mais presença no ataque e as melhores chances de gol no primeiro tempo.

O Santos se limitava a contra-ataques. O time tinha dificuldade de penetrar na área adversária. Os jogadores acabavam arriscando chutes de longe, que não levavam perigo ao gol de Albérico.

O Santos voltou mais ofensivo para o segundo tempo, com o atacante Juari no lugar do volante Marcos Assunção. Mas não teve tempo para testar a nova formação.

Aos 3min, o lateral-esquerdo Dedê foi lançado em profundidade e chutou forte, de primeira, de longe. A bola entrou no canto baixo esquerdo de Sérgio.

Enquanto a torcida do Santos ainda xingava os dirigentes do clube no estádio, João Paulo fez boa jogada pela esquerda e tocou a bola para o meio da área. Chiquinho ficou livre diante de Sérgio e fez o segundo do Sport, aos 5min.

Para piorar ainda mais, aos 13min o Santos perdeu o lateral Ânderson, expulso.

Com dez jogadores, o Santos cresceu e chegou ao seu primeiro gol aos 31min. Carlinhos cobrou pênalti de Ildo, que cortou chute na área com a mão.

Sport sente preconceito por ser time do Nordeste

O Sport, revelação do Brasileiro, foi subestimado pelos adversários por ser uma equipe nordestina. A opinião é de Wanderson Lacerda, presidente do clube.

Para o técnico Hélio dos Anjos, só quem não acompanhou a trajetória do clube em 96 se surpreendeu com a campanha.

Atual campeão estadual, o Sport perdeu apenas 4 de 40 jogos em 96. As três derrotas, para Paraná, Goiás e Internacional, foram no Brasileiro. O time divide a terceira colocação com o Guarani, com 26 pontos.

Segundo Hélio dos Anjos, o entrosamento é o ponto forte. Após o Campeonato Pernambucano, só três jogadores, os atacantes Luís Muller e João Paulo e o meia Leomar foram contratados. O meia Chiquinho, 19, principal articulador das jogadas ofensivas, é um dos destaques.

O treinador destaca ainda a importância tática do meia Wallace e de Luís Muller, 35, artilheiro da equipe, com seis gols.

“Formamos um time que une experiência e juventude”, disse o zagueiro Chico Monte Alegre, 28, dez anos mais velho que o lateral Russo, 18, o mais novo do time.

Os salários

A estabilidade financeira é apontada como outro fator importante para a tranquilidade do elenco.

Segundo o presidente Wanderson Lacerda, o clube “não deve nada a ninguém” e paga para cada jogador um prêmio de R$ 1.000 por vitória no campeonato.

O prêmio pela classificação para a próxima fase do torneio também já foi definido. Será de R$ 250 mil, para ser rateado entre a equipe.



Santos quer ‘encurralar’ Sport hoje com marcação sob pressão ( Em 09/10/1996 )

Uma forte marcação sob pressão no campo do adversário será a arma do Santos para tentar encurralar o Sport, hoje à noite, no estádio do Ibirapuera, em São Paulo.

Para o técnico José Teixeira, o time pernambucano é um franco-atirador. “O Sport não tem nada a perder. Uma derrota aqui não abalará o time. Um empate ou uma vitória seriam excelentes para ele.” O treinador santista acredita que o Sport vá atuar retrancado, aproveitando as pequenas dimensões do campo do Ibirapuera.

No coletivo de ontem, ele armou o time reserva com três meias defensivos e determinou uma marcação rígida. Os titulares não conseguiram marcar.
Paraguaio

O paraguaio Edgar “Chito” Baez, 24, chegou ontem à Vila Belmiro para assinar contrato com a responsabilidade de solucionar o problema da falta de gols.

“Estou sendo contratado para isso mesmo. Tenho condições de assumir essa responsabilidade”, disse o jogador, cuja estréia dependerá do registro na CBF, o que deverá ocorrer em uma semana.

O passe de Baez foi comprado por R$ 600 mil do Guarani, de Assunção, no Paraguai. O atacante, titular da seleção de seu país, é o atual artilheiro do Campeonato Paraguaio, com 20 gols.

O presidente do Guarani, Mario Dominguez, que acompanhou o jogador, disse que a venda de Baez para o Santos gerou um princípio de crise no clube. Segundo Dominguez, a torcida era contrária à negociação. E o treinador Caetano Reyes ameaçou se demitir devido à saída do jogador. “Mas ele queria vir e nós não pudemos fazer nada.”

Baez disse que, para jogar no Brasil, obteve até mesmo dispensa da seleção paraguaia que disputa as eliminatórias para a Copa-98.


Santos 3 x 0 Peñarol

Data: 26/09/1996, quinta-feira, 21h00.
Competição: Supercopa dos Campeões da Libertadores – Jogo de volta
Local: Estádio Ícaro de Castro Mello, Ibirapuera, em São Paulo, SP.
Público: 2.603 pagantes
Árbitro: Javier Castrilli (ARG)
Gols: Sandro (08-2), Vágner (19-2) e Alessandro (32-2).

SANTOS
Sérgio; Anderson, Sandro, Narciso (Jean) e Marcos Adriano; Marcos Assunção, Carlinhos, Vágner, Robert, Jamelli (Camanducaia) e Alessandro.
Técnico: José Teixeira

PEÑAROL
Navarro; Gutierrez, Henrique De Los Santos, Lima e Adinolfi; Tais, Pereira e Gonzalo De Los Santos; Bengoechea (Gonzales), Pacheco (Rodrigues) e Sosa (Rotundo).
Técnico: Jorge Forssati.



Créditos:
Vídeo: hugosantista. Indicado por Danilo Barbosa.
Ficha técnica: Giovanni Dantas de Carvalho Miranda.