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Santos Futebol Clube x Corporación Deportiva Independiente Medellín

Santos FC x DIM

Retrospecto:

03 jogos
03 vitórias
00 empate
00 derrota
06 gols pró
03 gols contra
03 saldo

Resultados:

06/03/1960 – Santos 2 x 1 Deportivo Medellín – Amistoso – Medellín, Colômbia
04/06/2003 – Santos 1 x 0 Deportivo Medellín – Libertadores – Vila Belmiro, Santos, Brasil
18/06/2003 – Santos 3 x 2 Deportivo Medellín – Libertadores – Atanasio Girardot, Medellín, Colômbia

Independiente Medellín 2 x 3 Santos

Data: 18/06/2003, quarta-feira, 21h40.
Competição: Copa Toyota Libertadores – Semifinal – Jogo de volta
Local: Estádio Atanasio Girardot, em Medellín, Colômbia.
Público e renda: N/D
Árbitro: Gilberto Hidalgo (PER)
Cartões amarelos: Fábio Costa (S) e Jaramillo (DIM)
Gols: Moreno (14-1) e Alex (37-1); Fabiano (17-2), Molina (36-2) e Léo (42-2).

INDEPENDIENTE DE MEDELLÍN
González; Vásques (Álvarez), Baloy, Perea e Calle; Cortés, Restrepo, Jaramillo e Montoya (Serna); Molina e Moreno (Diego Álvarez).
Técnico: Víctor Luna

SANTOS
Fábio Costa; Reginaldo Araújo (Andre Luís), Pereira, Alex e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano (Fabiano)e Diego; Ricardo Oliveira e Robinho (Douglas).
Técnico: Emerson Leão



Santos tem 180 minutos para fazer a história voltar

Time vence em Medellín e tenta, após 40 anos de espera, o inédito tricampeonato da Libertadores

O Santos voltou a fazer história. A equipe bateu o Independiente Medellín, na Colômbia, por 3 a 2, e depois de 40 anos retorna à final de uma Taça Libertadores.

A última vez em que tinha chegado à decisão do torneio continental foi na era Pelé, em 1963, quando se sagrou bicampeão -já havia vencido a competição no ano anterior.

Se ganhar a final -contra Boca Juniors, da Argentina, ou América de Cali, da Colômbia-, voltará a ser o time brasileiro com mais títulos da Libertadores. Com duas conquistas, está empatado com São Paulo, Cruzeiro e Grêmio.

Com a vitória de ontem, mantém acesa a chance de ser campeão invicto -não perdeu nenhum dos 12 jogos que disputou.

Até hoje apenas seis vezes um time ganhou a Libertadores sem derrotas. Depois de 1988, quando começaram as quatro fases de mata-mata da competição, nenhum time foi campeão invicto.

Na partida de ontem, os novos Meninos da Vila, que no ano passado já conquistaram um inédito Brasileiro para o Santos, tiveram alguns problemas em campo.

Liberado pelo departamento médico momentos antes do início do jogo, Ricardo Oliveira começou como titular, mas não se saiu bem. Fabiano, que sete horas antes estava escalado para seu lugar, ficou na reserva.

Aos 23min, no entanto, quando o Santos perdia por 1 a 0, gol de Moreno, que encobriu Fábio Costa em falha da defesa santista, Elano se contundiu. Emerson Leão resolveu, então, substituí-lo por Fabiano, 25. E o genro de Wanderley Luxemburgo, que já defendeu São Paulo, Lusa e Internacional, tornou-se um dos nomes do jogo em Medellín.

Autor do segundo gol da equipe da Vila e do cruzamento que resultou no terceiro e decisivo gol, marcado por Léo, foi um dos responsáveis pela classificação do time à final da Libertadores.

“Ele é um pé-quente danado. Entrou para resolver a partida”, disse Léo logo depois do jogo, referindo-se ao novo herói santista.
Com Fabiano em campo, os brasileiros chegaram ao empate aos 37min, quando Alex, de peito, marcou e desestabilizou o rival.

A equipe colombiana ficou tensa em campo, e a torcida respondeu agressivamente na arquibancada. Passou a jogar pedras no gramado, o que fez o juiz interromper duas vezes a partida.

No segundo tempo, o confronto recomeçou movimentado. Ricardo Oliveira chutou uma bola no travessão, aos 5min, e dois minutos depois foi a vez de Molina fazer o mesmo, quase desempatando para os colombianos.

Mas, aos 17min, Fabiano fez uma jogada individual, entrou pela direita do ataque santista e chutou cruzado, anotando 2 a 1.

Com a vantagem do Santos, o nervosismo da equipe colombiana aumentou, e a torcida chegou a ensaiar algumas vaias.

Aos 35min, no entanto, voltou a ter esperanças. O atacante Molina chutou rasteiro, de longe, e Fábio Costa, herói na classificação contra o Nacional, do Uruguai, nas oitavas-de-final, falhou. Foi mal na bola e permitiu o empate.

No final, reclamou do estado do gramado. “Não falhei no segundo gol, a bola desviou no chão e me atrapalhou”, afirmou.

Com os 2 a 2, o Independiente foi com tudo para cima dos brasileiros, tentando o terceiro gol, que levaria a partida aos pênaltis -o Santos vencera o primeiro jogo, na Vila, por 1 a 0. Só que quem marcou foi o Santos. Fabiano avançou pela direita, cruzou para a área, a bola resvalou na defesa e sobrou para Léo, que precisou chutar duas vezes para marcar.

Classificado para a final, o Santos espera o adversário. Se pegar o Boca, repete a final de 1963. Batendo os argentinos, repete a do Mundial interclubes, contra o Milan, também 40 anos depois.

Coadjuvantes levam Santos à final da Libertadores após 40 anos

O Santos arrancou uma vitória de virada por 3 a 2 sobre o Independiente de Medellín, na Colômbia, e se classificou para voltar a disputar a decisão da Taça Libertadores depois de 40 anos. O rival só sairá nesta quinta-feira, entre Boca Juniors e América de Cali. Caso o time argentino avance, também se repetirá o adversário da final de 1963.

O atacante Ricardo Oliveira, que vem de uma contusão, só foi definido na última hora para a segunda partida das semifinais, mas os gols santistas foram de três coadjuvantes: o zagueiro Alex, o lateral Léo e o meia Fabiano, que seria o substituto do artilheiro. Robinho, o outro titular do ataque, deixou o campo lesionado.

O jogo começou disputado, mas sem objetividade. O primeiro chute a gol só veio aos 9 min, com Montoya, que, de longe, mandou para fora. Na seqüência, Reginaldo Araújo entrou livre na área e, com Ricardo Oliveira sozinho ao seu lado, chutou por cima.

Depois da chance desperdiçada pelo Santos, o Independiente partiu em contra-ataque rápido e abriu o placar aos 14min, com Moreno, que tocou por cima de Fábio Costa, na saída do goleiro.

A situação ficou mais complicada para o Santos com a saída de Elano, que teve de ceder o lugar a Fabiano depois de se contundir ao sofrer uma falta violenta.

Apesar da necessidade de empatar, o time brasileiro não conseguia criar chances e continuava a sofrer com as investidas do adversário, que ameaçava mais.

Só aos 36min, depois de uma cobrança de falta de Alex, a bola sobrou na área para Fabiano, que chutou prensado por cima. Em seguida, ao 37min, o Santos empatou em um lance involuntário de Alex, que viu a bola bater em seu peito e entrar, após cruzamento de Diego da direita.

No segundo tempo, o Independiente já ameaçou logo no início, em cobrança de Montoya que só foi defendida por Fábio Costa em dois tempos. O Santos deu a resposta rapidamente. Robinho fez boa jogada pela esquerda e cruzou para Ricardo Oliveira, que chutou no travessão. O rival não deixou por menos e também colocou uma bola na trave superior, em cobrança de falta de Molina.

Com a obrigação de marcar mais um gol para não ser eliminado, o Independiente manteve a pressão, mas também continuou a ser ameaçado pelo Santos. Aos 17min, Reginaldo Araújo tabelou com Fabiano, que entrou na área e chutou cruzado para fazer 2 a 1.

Quando era a equipe brasileira que levava mais perigo, o Independiente conseguiu o empate, aos 36min, em um chute de longe de Molina. Sob muita pressão do rival a partir daí, o Santos ainda fez o terceiro gol aos 42min, com Léo, após duas tentativas de frente para o goleiro González.

Diego e Robinho dão espaço para os mais velhos

No jogo que marcou a passagem do Santos para a final da Libertadores, as figuras mais destacadas não foram os mais badalados Meninos da Vila, fato que já está marcando a campanha santista no torneio.

Robinho, 19, que saiu aplaudido de campo em sua primeira passagem pela Colômbia (5 a 1 no América de Cali), teve atuação discreta e acabou substituído após uma entrada mais dura no segundo tempo.

Diego, 18, o principal condutor da equipe, esteve bem marcado na primeira etapa e ameaçou o rival praticamente só nas jogadas de bolas paradas (cobranças de faltas e escanteios).

O meia Fabiano, 25, que vem atuando como atacante no time, mais uma vez brilhou -esteve na confusão na área que gerou o primeiro gol, de Alex, 20, e fez o segundo. O jogador começou na reserva devido ao aproveitamento de Ricardo Oliveira, 23, mas teve participação decisiva.

O lateral-esquerdo Léo, 27, também apareceu bem no time santista ontem. Conseguiu o gol da classificação, em momento crucial da partida.

Ricardo Oliveira tem roubado a cena nesta Libertadores. Com nove gols e recuperado para a final, tem tudo para inscrever seu nome na lista dos goleadores da competição.

No jogo de ida contra o Independiente, o reserva Nenê, 21, foi o salvador. O goleiro Fábio Costa, 25, que ontem falhou no segundo gol do rival, foi o herói santista nas oitavas-de-final, quando defendeu três pênaltis.

O técnico Leão já chegou a destacar após jogo no México que Robinho, comparado a Pelé em quase todos os países que visita, estava caindo de rendimento. Diego fez um gol importante contra o Cruz Azul fora de casa, mas também não tem conseguido repetir as atuações brilhantes do Brasileiro.

Em grandes momentos da história do Santos, os grandes protagonistas deram espaço para coadjuvantes. Na final do Mundial contra o Milan, em 63, por exemplo, Pelé não atuou nos dois jogos no Brasil -no primeiro, Pepe salvou; no segundo, Dalmo fez o único gol.

Leão já fala em decidir na Vila Belmiro

Emerson Leão iniciou a sua campanha para fazer a final da Libertadores na Vila Belmiro. Pela tabela da competição, os santistas são mandantes no segundo jogo.

“Nossa casa é a Vila, temos que começar a falar isso desde já. Nosso estádio tem condições de receber a final”, afirmou o técnico.

Pelo regulamento, a decisão tem que ser em estádios com capacidade mínima de 40 mil pessoas. A Vila pode receber 20 mil. Nas semifinais, porém, em que eram exigidos estádios para 25 mil torcedores, o clube foi autorizado pela Conmebol a atuar em casa.

Os jogadores querem voltar logo ao Brasil para reencontrar a torcida. Mas o clube pode ficar na Colômbia até quarta, dia da primeira final, caso o América de Cali se classifique hoje contra o Boca. Se o time argentino for o finalista, o Santos retorna amanhã.



Invicto, Santos tenta final e recordes na Libertadores (Em 18/06/2003)

Em Medellín, empate leva time de volta à decisão após 40 anos e reforça a marca de imbatível

O Santos pode, sim, ser campeão da Taça Libertadores da América pela terceira vez. Mas, mais que isso, o time pode ganhar o título de maneira épica.

Invicto há 11 jogos no mais importante interclubes do continente, a equipe joga por um empate hoje na Colômbia contra o Independiente Medellín para voltar à final do torneio após 40 anos.

Apenas seis vezes um time ganhou a Libertadores sem ser derrotado. Tal feito só foi obtido antes de 1988, quando teve início as quatro fases de mata-mata que perduram até os dias atuais.

Se o Santos for campeão neste ano -chegando à final, vai decidir em casa-, irá fazer 14 jogos, o dobro de partidas que Peñarol (URU) e Independiente (ARG) fizeram nas campanhas invictas de 1960 e 1964, respectivamente.

O único clube brasileiro que venceu a Libertadores sem ser batido foi o próprio Santos, em 1963. Porém naquele ano a equipe de Pelé fez só quatro partidas.

Desde 1978, quando o Boca Juniors ganhou a taça com quatro vitórias e dois empates, um time não sente o gosto de ser campeão continental sem nenhum revés.

A partir dos anos 90, a Libertadores passou a ser o objeto maior do desejo dos clubes nacionais, que chegaram até com frequência ao título, mas conquistaram a taça sempre com derrotas.

O Cruzeiro foi campeão em 1997 apesar de seis tropeços, três nos três primeiros jogos do time. O Palmeiras ganhou em 1999 com cinco derrotas. O São Paulo também foi batido cinco vezes no seu bicampeonato (1992 e 1993).

A campanha santista deste ano mostra seis vitórias e cinco empates. Com 26 gols marcados, o time do técnico Leão, que já atuou na Colômbia, no Equador, no Paraguai, no Uruguai e no México, tem o melhor ataque do torneio.

Para coroar ainda mais a campanha, Ricardo Oliveira é o artilheiro do torneio. Ele viajou à Colômbia, mas não deve jogar.

“Não queremos pressa. Ele só volta se realmente estiver bem para jogar”, disse o técnico Leão.

Fabiano deve seguir no ataque.

Depois de bater o Independiente Medellín na Vila Belmiro por 1 a 0, a ordem é simplesmente não perder na Colômbia. O Santos pode até avançar à decisão perdendo por um gol de diferença, mas teria que vencer nos pênaltis.

“Eles vão usar todos os artifícios para reverter a nossa vantagem, inclusive nos provocando. Saberemos lidar com isso”, disse Léo.

Os jogadores acham que basta acertar a pontaria, o que não aconteceu no primeiro jogo, para ganhar a vaga. “Teremos que explorar os espaços deixados por eles. Não podemos desperdiçar tantas chances”, disse Elano.

A volta do Santos ao cenário internacional em grande estilo, possibilitada pela conquista do Brasileiro no ano passado, pode culminar com uma final contra o Boca Juniors na América do Sul e uma decisão com o Milan no Mundial interclubes, o que repetiria épicos confrontos de 40 anos atrás.

Nenhum clube brasileiro até hoje conseguiu ser três vezes campeão continental nem três vezes campeão mundial. O Santos, o São Paulo, o Cruzeiro e o Grêmio têm duas Libertadores cada um.

E o adversário santista de hoje é o único semifinalista que nunca fez uma final sequer do torneio.

Campeão ou até mesmo vice invicto, o Santos estabeleceria com 14 jogos a maior série sem derrotas de um time brasileiro na Libertadores. E poderia quebrar na primeira fase da edição do ano que vem a maior invencibilidade de todos os tempos (entre 1962 e 1969, o Sporting Cristal fez 17 partidas no torneio e não perdeu).

É muita história em jogo hoje.

Clube mantém força política e posterga partida

O Santos comprovou mais uma vez estar com grande força política. O clube conseguiu adiar a partida que faria no final de semana pelo Brasileiro.

Confiante na classificação para a final da Libertadores, talvez contra o América de Cali, a diretoria santista cogita passar uma semana na Colômbia.

Isso mesmo correndo o risco de não estar na decisão e de o primeiro jogo da final ser em Buenos Aires, pois o Boca Juniors já fez 2 a 0 no América.

Independentemente do resultado de hoje, o Santos só voltaria ao Brasil no sábado, véspera do jogo com o Atlético-PR. A diretoria então solicitou à CBF o adiamento do jogo no Paraná, alegando que é preciso dar prioridade à Libertadores.

Marcelo Teixeira, presidente do Santos, é um dos dirigentes mais afinados com a CBF -foi um dos que apoiaram movimento para parar o Brasileiro.
Na Libertadores, o Santos também está bem respaldado politicamente. Teixeira se aproximou de Nicolás Leoz, presidente da Conmebol -o paraguaio foi condecorado como “peixeiro emérito” e ganhou homenagens da prefeitura e de universidade de Santos.

O técnico e os dirigentes do Independiente já falaram de suposto favorecimento ao Santos -usou a Vila Belmiro nas semifinais mesmo sem que ela comporte 30 mil pessoas.

“Se o Santos jogasse contra um time argentino, isso não iria ocorrer” disse Víctor Luna, técnico do Independiente.

Javier Velázquez, presidente do time, reclamou do tratamento que a delegação de seu time recebeu no Brasil, mas disse que o Santos seria bem tratado no jogo de volta.

O técnico santista, Leão, afirmou estar preparado para tudo. “Depois de muitos anos, estamos perto de uma final da Libertadores. Temos que conquistar a vaga de qualquer maneira”, disse o treinador.


Santos 1 x 0 Independiente Medellín

Data: 04/06/2003, quarta-feira, 21h40.
Competição: Copa Libertadores – Semifinal – Jogo de ida
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 16.824 pagantes
Renda: R$ 316.660,00
Árbitro: Carlos Amarilla (PAR)
Cartões amarelos: Diego (S); Molina, Montoya, Vasquez, Perea, Jaramillo (I)
Gol: Nenê (23-2).

SANTOS
Fábio Costa; Wellington (Nenê), Alex, Pereira e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano e Diego; Robinho e Fabiano
Técnico: Emerson Leão

INDEPENDIENTE MEDELLÍN
Gonzalles; Calle, Baloy e Perea; Vasquez, Restrepo, Jaramillo, Montoya (Alvarez) e Roberto Carlos Cortes; Moreno
Técnico: Victor Luna



Santos erra muito, mas vence na Vila e fica a um empate da final

A falta de pontaria do Santos quase frustrou os torcedores que compareceram à Vila Belmiro nesta quarta-feira. Mas o reserva Nenê conseguiu fazer o que nenhum titular foi capaz _o gol_ e garantiu a vitória por 1 a 0 sobre o Independiente de Medellín. Agora, para ir à final da Taça Libertadores depois de 40 anos, o atual campeão brasileiro precisa de um empate no próximo dia 18, na Colômbia.

A partida foi um verdadeiro sofrimento para a torcida santista, que ficou com o grito de gol entalado na garganta em várias oportunidades. No primeiro tempo o Santos criou diversas oportunidades, mas desperdiçou pelo menos cinco chances claríssimas de gol. Na segunda etapa os donos da casa encontraram mais dificuldades, mas conseguiram o gol da vitória com Nenê, que entrou no lugar do lateral Wellington.

As duas primeiras das inúmeras oportunidades perdidas estiveram nos pés de Robinho. Logo aos 2min, ele recebeu um belo passe de Léo e chutou com efeito, rasteiro. A bola saiu rente à trave esquerda do goleiro Gonzalles. Dois minutos depois, o camisa 7 errou uma cabeçada com o gol aberto. A bola acabou sobrando para Fabiano, mas o meia, que mais uma vez atuou improvisado no ataque, estava impedido, situação que se repetiu várias vezes durante o jogo.

Depois foi a vez do meia Renato. Ele aproveitou rebote da zaga do Independiente e chutou livre, mas para fora, perdendo uma chance incrível. Mas nos minutos iniciais foi o Independiente que teve a oportunidade mais clara. O zagueiro Alex errou na saída de bola, Molina chutou cruzado da esquerda e a bola sobrou para Moreno na área. Ele pegou de primeira, Fábio Costa defendeu com as pernas e a bola ainda tocou no travessão antes de sair.

Após o susto o Santos seguiu dominando a partida e pressionando os colombianos. Aos 27min, Pereira subiu mais que a zaga adversária, e o zagueiro Calle evitou o gol em cima da linha. No final do primeiro tempo, Elano conseguiu o que parecia impossível. Sozinho na pequena área, sem goleiro, o meio-campista bateu na bola com o joelho e perdeu o gol. Depois deste lance, o placar da primeira etapa não poderia ter sido outro: 0 a 0.

Na segunda etapa quem começou assustando foi o Independiente. Logo aos 2min, Molina chutou colocado de fora da área e obrigou Fábio Costa a espalmar para escanteio. Mas a partir daí só deu Santos novamente.

Como os colombianos pouco atacavam, o técnico Emerson Leão resolveu tirar o lateral-direito Wellington e colocou Nenê. O meia-atacante não demorou muito para fazer aquilo que seus companheiros não conseguiram em mais de uma hora. Aos 23min, 12 minutos depois de entrar, Nenê limpou uma jogada na área e chutou cruzado, rasteiro. Santos, enfim, 1 a 0.

Após o gol, o outro único bom momento esteve nos pés de Nenê novamente. Ele cobrou falta do setor esquerdo e acertou o travessão. E foi só. Uma vitória sofrida na Vila, como já vem se tornando comum pela Libertadores e também pelo Brasileiro.

“Tivemos no mínimo umas dez oportunidades criadas no primeiro tempo, e umas quatro no segundo. Um time que cria 14 oportunidades e faz só um está devendo”, afirmou o técnico Emerson Leão, em entrevista coletiva nos vestiários da Vila.

O meia Diego também não ficou satisfeito com o placar. “Por tudo o que fizemos no jogo, acabou sendo um resultado magro. Mas, se jogarmos da mesma forma como atuamos aqui, podemos sair com a classificação em Medellín.”



Contra o peso da história, Santos adota tática light (Em 04/06/2003)

Devido ao desgaste físico e emocional dos jogadores, Leão “alivia” para semifinal da Libertadores

Em vez de criar estratégias mirabolantes, o técnico Emerson Leão preferiu simplificar a preparação do Santos para a primeira partida da semifinal da Libertadores da América, hoje, às 21h40, contra o Independiente Medellín, da Colômbia, na Vila Belmiro.

O time tenta voltar depois de 40 anos à final do mais importante interclubes do continente, que foi conquistado pela lendária equipe de Pelé em 1962 e 1963.

Com a equipe fisicamente desgastada, embora em fase ascendente, Leão optou por dar uma espécie de trégua psicológica aos jogadores após três jogos que exigiram bastante do condicionamento atlético e emocional da equipe -as vitórias sobre Internacional (2 a 1) e São Paulo (3 a 2), pelo Brasileiro, e sobre o Cruz Azul (1 a 0), pela Libertadores.

Por isso, o grupo se concentrou na manhã de ontem após o único treinamento preparatório para o jogo sem excesso de reuniões e preleções -a exceção foi a habitual fala do presidente Marcelo Teixeira no vestiário na véspera de partidas importantes.

No meio de uma maratona de jogos, viagens, concentrações e com pouco tempo para folgas e treinos, o técnico aposta mais no entrosamento consolidado em 2002 do que em instruções de última hora para o confronto que pode ser visto como o mais importante do clube nos últimos anos.

“Não gosto de dar muita informação em pouco tempo. A cabeça não foi feita para aprender tudo em 24 horas. Então prefiro não encher a cabeça do atleta.”

Até ontem, o zagueiro Alex, por exemplo, desconhecia os atacantes com os quais vai se defrontar. “Hoje [ontem] é que ouvi falar de um atacante alto que eles têm. Mas não o conheço”, afirmou.

Segundo o zagueiro, o técnico iria estudar o adversário por meio de teipes, mas não iria exibir as fitas para os atletas. “Ele disse que vai assistir e depois passar as informações para a gente.”

Embora normalmente evite divulgar antecipadamente a escalação da equipe, desta vez Leão não deverá promover surpresas. No time que bateu o São Paulo por 3 a 2, nenhum jogador foi substituído durante o jogo, e agora a formação será repetida. “Treinamos à vista de todo mundo. Nosso segredo é não ter segredo”, disse.

O meia Fabiano, improvisado no ataque no clássico, será mantido no setor no lugar do artilheiro Ricardo Oliveira, que só deverá voltar a jogar na Libertadores se o Santos for à final. “Na primeira partida [no ataque], deu certo. Às vezes, sinto a falta de adaptação à posição, mas isso se compensa com a garra e a vontade.”

Os santistas reagiram às declarações dadas à imprensa colombiana pelo técnico do Independiente, Víctor Luna, e pelo presidente do clube, Javier Velázquez.

Luna qualificou o Grêmio, eliminado pelo próprio Independiente nas quartas-de-final, como “a mais forte” equipe brasileira.

“Quem tem boca fala o que quer. Nós vamos jogar futebol”, disse Léo, para quem as declarações dos colombianos representarão um estímulo adicional. “Mesmo que eles julguem o Grêmio melhor, terão de passar por nós se quiserem ir à final”, disse Renato.

Leão se disse satisfeito com o fato de o jogo ser na Vila Belmiro. “Se temos estádio, é para jogar nele, não em outro lugar”, disse.

Elano e Renato fazem frente a Diego e Robinho

Com base na regularidade, na disciplina tática e na qualidade técnica, uma nova dupla começa a fazer sombra aos astros Diego e Robinho como as mais importantes peças do time do Santos.

Os meias Renato e Elano são classificados pelos companheiros como “carregadores de piano”. São os que trabalham em dobro. Além de dar apoio ao ataque, executam tarefas de marcação.

“O Elano sempre termina os jogos muito cansado por ter de fazer o “vaivém” o tempo todo”, diz Alex. Esgotado, o meia pede por substituição ao final dos jogos.

Para o técnico Emerson Leão, Renato é um exemplo de jogador “múltiplo” e deverá se tornar nome certo nas futuras convocações da seleção brasileira. “Ele tem uma dinâmica que ajuda muito. Trabalha muito bem tanto na marcação quanto jogando ofensivamente.”

Elano, segundo Leão, é um “coordenador” que usa a habilidade com a bola nos pés e, sem ela, cumpre com perfeição as determinações táticas. O entrosamento entre os dois é tamanho que eles dizem nem precisar de palavras para se comunicar.

“É só na base do olhar. Se ele está lá na frente e olha para mim, já sei que não vai dar para voltar na marcação, e procuro ficar mais atrás”, diz Elano. “Temos afinidade desde os tempos do Guarani”, afirma Renato.

Por status, clube transforma Nicolás Leoz até em “peixeiro”

As relações entre Santos e Conmebol se estreitaram bastante desde o ano passado, o que teria ajudado nas vitórias do time paulista nos bastidores da Libertadores.

Além de ganhar o direito de usar a Vila Belmiro até as semifinais, mesmo o regulamento exigindo estádio com capacidade para 30 mil pessoas, o Santos tem um caminho caseiro até o título -o time decidiu nas oitavas-de-final e nas quartas-de-final em casa, o que será repetido se o clube passar à final.

O presidente do clube paulista, Marcelo Teixeira, ofereceu prêmios e homenagens a Nicolás Leoz, presidente da entidade que dirige o futebol sul-americano.

Teixeira, na companhia do embaixador do Brasil no Paraguai, deu em Assunção ao dirigente máximo do continente uma medalha e um diploma de “”Peixeiro Emérito”, além da faixa de campeão brasileiro de 2002.

O presidente santista salientou na ocasião que Leoz foi aceito pela Câmara Municipal de Santos como “cidadão emérito” da cidade.

O dirigente paraguaio, que viveu alguns anos em São Paulo, já fora homenageado na universidade que pertence à família de Teixeira.

“O Santos decidiu homenagear o dr. Leoz pela sua grande contribuição ao futebol mundial e especialmente pela sua humildade, que o faz grande”, disse Teixeira.

Por sua parte, Leoz agradeceu por “receber tantos títulos de um clube com o prestígio do Santos”. “Tive a sorte de assistir nos estádios ao nascimento da maravilha futebolística que foi o Santos de Pelé”, disse o paraguaio.

A aproximação de Teixeira e Leoz teria como objetivo a participação do Santos na Copa Sul-Americana, mas o time venceu o Nacional e quer a Taça Libertadores.

Rival reclama do tratamento santista

O Independiente Medellín está revoltado com a decisão da Conmebol de liberar a Vila Belmiro para a partida das semifinais da Libertadores, o que contraria o regulamento da competição.

“Se o Santos jogasse contra um time argentino, isso não iria ocorrer. Não creio que as equipes brasileiras precisem usar artimanhas como essa para ganhar uma partida”, disse Víctor Luna, técnico do clube colombiano, único dos semifinalistas que nunca foi à final.

Já o presidente do Independiente, Javier Velázquez, criticou o tratamento dado pelo Santos à sua delegação. “É muito estranho. Quando jogamos contra o Grêmio, eles foram muito cordiais. Mas nós somos educados. Na partida de volta, o Santos será bem tratado na Colômbia”, disse.