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Santos FC x FC Internazionale Milano
Santos Futebol Clube x Football Club Internazionale Milano


Retrospecto:

11 jogos
05 vitórias
00 empates
06 derrotas
24 gols pró
18 gols contra
06 saldo

Resultados:

05/06/1959 – Santos 2 x 3 Internazionale – Amistoso – Milão, Itália
26/06/1959 – Santos 7 x 1 Internazionale – Torneio de Valência – Valência, Espanha
24/06/1961 – Santos 4 x 1 Internazionale – Torneio Itália – Milão, Itália
19/06/1963 – Santos 0 x 2 Internazionale – Amistoso – Milão, Itália
05/09/1966 – Santos 4 x 1 Internazionale – Amistoso – New York, EUA
26/08/1967 – Santos 0 x 1 Internazionale – Amistoso – New York, EUA
24/06/1969 – Santos 1 x 0 Internazionale – Recopa/68 – Milão, Itália
29/05/1970 – Santos 0 x 1 Internazionale – Amistoso – New York, EUA
06/06/1970 – Santos 3 x 1 Internazionale – Amistoso – Toronto, Canadá
26/06/1981 – Santos 1 x 4 Internazionale – Mundialito – Milão, Itália
15/08/1985 – Santos 2 x 3 Internazionale – Copa Misura – Cesena, Itália

Internazionale Milano 4 x 1 Santos

Data: 26/06/1981
Competição: Supercopa Mundial de Clubes (Mundialito)
Local: Estádio Giuseppe Meazza, em Milão, Itália.
Árbitro: Gino Meneguti
Gols: Bini (24-1), Orialli (26-1), Toninho Vieira (32-1) e Autobelli (34-1); Muraro (32-2).

INTERNAZIONALE MILANO
Cipolini; Bergomi, Baresi, Pasinato e Bini; Canuti, Prohaska e Bacalosi (Muraro); Orialli, Autobelli e Marini (Caso).
Técnico:

SANTOS
Marolla; Suemar, Joãozinho, Amaral e Washington; Gilberto Costa (Roberto Biônico), Toninho Vieira e Pita; Gilson (Claudinho), Elói e João Paulo.
Técnico: Sérgio Clérice



Só um milagre pode dar título ao Santos
Com remotíssimas possibilidades de ser campeão o Santos enfrentará o Feyenoord (dia 28/06 as 14h de Brasília) em Milão, na última rodada da Supercopa Mundial de Clubes. É que para conquistá-la, precisará vencer o time holandês por cinco gols de diferença e contar ainda com uma derrota da líder e favorita Internazionale para o Milan.

Jogos inesquecíveis


Internazionale Milano 0 x 1 Santos

Data: 24/06/1969, terça-feira, 16h00 de Brasília.
Competição: Recopa Mundial Interclubes 68
Local: Estádio San Siro, em Milão, Itália.
Público: N/D
Renda: estimada em 200 mil dólares (NCr$ 800 mil)
Árbitro: Ortiz de Mendivil (ESP).
Gol: Toninho (11-2).

INTERNAZIONALE
Borbon; Burgnich, Guarnieri, Cella e Poli; Bedin e Mazzola; Jair da Costa, Domenghini, Corso e Vastola.
Técnico: Mario Neri

SANTOS
Cláudio (Laércio 14′), Carlos Alberto, Ramos Delgado, Djalma Dias e Rildo; Clodoaldo e Negreiros; Edu, Pelé, Toninho e Abel.
Técnico: Antoninho



Santos vence a Inter em San Siro

O Santos precisou jogar apenas meio tempo para superar por apenas 1 a 0, porém, de maneira incontestável, a Internazionale em seus domínios, em Milão. O time brasileiro fez o gol da vitória aos 11′, quando o goleiro italiano Borbon não conseguiu segurar potente chute de Pelé em cobrança de falta e soltou a bola para o oportunista Toninho concluir.

As duas equipes fizeram um jogo trancado e praticamente idêntico na primeira etapa, jogando com apenas dois atacantes efetivos. Pelo Santos, somente Edu e Pelé é que tentaram realmente atacar. Toninho, neutralizado plos adversários no meio-de-campo, não conseguiu jogar de forma eficiente naquele setor. E como Clodoaldo e Negreiros tiveram preocupações defensivas, nada restou a Pelé e Edu senão se baterem, inutilmente, contra a defesa adversária.

Como não poderia deixar de ser, Pelé foi o mais marcado, dificilmente conseguiu escapar do esquema armado pelos italianos para contê-lo: primeiro o médio Bedin, que lhe deu combate inicial e depois a cobertura do marcador eventual “líbero” Cella.

A Inter enfrentava os mesmos problemas que os santistas e procurou explorar mais os contra-ataques, afim de aproveitar a velocidade de Jair e Domenghini, pois, a exemplo dos brasileiros, os demais atacantes tratavam de guarnecer o meio de campo. Disso tudo resultou apenas a impressão de um jogo mais eficiente do Santos, porém menos perigoso que os contra-ataques italianos. Num deles Mazzola chocou-se com Djalma Dias, aos 20 minutos e Vastola apanhoua a rebatida e atirou no poste. Enfim, o primeiro tempo terminou equilibrado e não se pode prever como se desenvolveria o segundo.

A segunda etapa

O Santos melhorou desde o início da segunda etapa, quando Pelé deslocou-se para o lado direito a fim de evitar a marcação de Bedin; Toninho avançou com decisão e marcou o gol; Abel e Edu alternaram-se nas duas pontas e aí surgiu o melhor período do jogo.

Aos 13′, dois minutos após abrir o marcador, o Santos foi prejudicado pelo juiz, quando Pelé, o condutor da reação santista, foi derrubado na área poor Cella, sem que se marcasse o penal.

O Santos dominou a partida e se impôs até os 30′ da segunda etapa, quando passou a prender a bola e correu alguns riscos, porque a Internazionale, para tentar empatar, copiou o seu esquema: avançou com os seus quatro atacantes e até com Bedin e outros defensores. Os italianos porém não se livraram dos contra-ataques santistas. Mas quem perdeu mesmo a grande oportunidade foi o time italiano, faltando um minuto para o fim da partida. Bedin e Mazzola tramaram até que a bola fosse a Burgnich, que com um forte chute atigiu a trave.

Laércio e todos os zagueiros na defesa; Clodoaldo no meio de campo e Toninho e Edu foram os melhores jogadores santistas; e pelo trabalho na segunda etapa Pelé foi o melhor da partida. No time italiano destacaram-se Bordon, Guarnieri, Bedin, Mazzola, Jair e Corso.

Desempate

Esta foi a sétima vez em que Santos e Inter se enfrentaram. Nos embates anteriores cada um vencera três vezes.

Pelé não sai

Pelé disse antes do jogo de ontem que por enquanto não pensa em deixar o Santos e o futebol brasileiro para jogar no exterior. O jogador admitiu, porém, que recebera realmente uma oferta de um milionário mexicano. O empresário Gerardo Sanella, dias antes, garantira que Pelé poderia jogar na Itália em defesa do Milan, Juventus ou Internazionale, na próxima temporada.

Pelé adiantou que “se quisesse abandonar o futebol brasileiro, o teria feito há três ou quatro anos, quando clubes italianos e o Real Madrid me fizeram boas propostas. No momento não estou pensando em sair do Brasil, muito embora as propostas sejam tentadoras.”

Santos é campeão da Supercopa Sul-Americana 1968

Conquista qualifica Peixe a enfrentar a Inter de Milão pelo título da Recopa Mundial

Formação do Santos em 16/04/1969, noite em que derrotou o Racing Club por 3x2 em Avellaneda sem Pelé. Em pé: Carlos Alberto, Ramos Delgado, Joel, Cláudio, Clodoaldo e Rildo. Agachados: Manoel Maria, Negreiros, Toninho, Douglas e Edu. Foto: Revista El Gráfico (Argentina).


































Promovida pelos clubes
A Supercopa Sul-Americana ou Recopa Sul-Americana Interclubes foi idealizada no final de 1967 pelos dirigentes de três equipes sulamericanas: Peñarol (Uruguai), Racing Club (Argentina) e o Santos FC. A idéia era enaltecer as grandiosas conquistas dos Clubes que já haviam sido campeões mundiais (Copa Intercontinental) até então, no caso título ganho duas vezes por Santos e Peñarol e uma vez pelo Racing.

Campeões Mundiais Interclubes (Copa Intercontinental) até 1968:
1960 – Real Madrid
1961 – Peñarol
1962 – Santos
1963 – Santos
1964 – Internazionale Milano
1965 – Internazionale Milano
1966 – Peñarol
1967 – Racing Club
1968 – Estudiantes

O torneio foi anunciado em Buenos Aires, no início de novembro de 1968 pelos dirigentes de Peñarol e Racing, que ressaltaram que na edição de 1969 contaria com a participação dos Estudiantes de La Plata, que haviam conquistado a América poucos dias antes (16 de outubro).

A iniciativa dos clubes foi bem recebida pela Conmebol, que em seguida tratou de entrar em contato com a UEFA para tratar da negociação da nova competição.

A UEFA consentiu a celebração do torneio. Os campeões europeus, que neste momento eram Real Madri e Inter de Milão, disputariam entre si a qualificação para enfrentar o vencedor sul-americano. Dias após o time merengue desistiu da disputa e então a Inter foi inscrita diretamente para medir forças com o indicado sul-americano. No ano seguinte o Santos enfrentou a Inter no San Siro e tornou-se campeão da Recopa Mundial 1968, mas isso é outro assunto.

Todos confrontos:

Supercopa Sul-Americana 1968
#
Data
Ficha Técnica
Local
Vídeo
1 13/11/1968 Peñarol 3 x 0 Racing Club Centenario N/D
2 19/11/1968 Santos 2 x 0 Racing Club Palestra Itália N/D
3 21/11/1968 Santos 1 x 0 Peñarol Maracanã N/D
4 16/04/1969 Racing Club 2 x 3 Santos El Cilindro N/D
5 19/04/1969 Peñarol 3 x 0 Santos Centenario N/D
6 22/05/1969 Racing Club 1 x 1 Peñarol El Cilindro N/D



Prevaleceu a hierarquia de uma equipe legendária
A competição entre os sulamericanos teve inicio em 13/11/1968, em Montevideo, quando o Peñarol superou com autoridade o Racing por 3 a 0 com gols de dois equatorianos Alberto Spencer e Polo Carrera após Pedro Rocha abrir o marcador.

O Santos, futuro campeão, estreiou na semana seguinte em 19/11 no estádio Palestra Itália, do Palmeiras, vencendo a “Academia” argentina do Racing Club por 2 a 0 com tentos de Pelé e Edu.

Dois dias depois a equipe alvinegra deslocou-se para o Rio de Janeiro para encarar a brava equipe do Peñarol no Maracanã. Foi apenas 1 a 0 com um golaço do volante Clodoaldo, que tinha apenas 18 anos.

Segundo a crônica da revista argentina El Gráfico, as duas apresentações do Santos contra Racing e Peñarol foram apenas discretas, mas suficientes para dar vitórias incontestáveis aos alvinegros, devido a riqueza técnica de seu plantel e o inalterável entrosamento.

Com estes três confrontos encerrou-se a primeira fase, restando as outras três partidas de revanche que estavam marcadas para 11, 20 e 22 de dezembro de 1968 mas foram remarcadas para abril de 1969.

Efetivamente, em 16/04 do ano seguinte, o estádio Juan Domingo Perón, do Racing, foi o cenário do quarto confronto, o mais brilhante de todos: Racing 2×3 Santos. Foi uma apresentação sensacional do Santos, sem Pelé em campo, que deixou encantados todos os presentes naquela noite chuvosa em Avellaneda. Todos os gols foram marcados por brasileiros, os dois primeiros do excepcional Toninho “Guerreiro” e o terceiro de Negreiros; já os da equipe branca e celeste foram anotados por Machado da Silva.

Três dias depois o Peixe cruzou o rio de La Plata para enfrentar o desafio crucial contra o Peñarol no temido estádio Centenário. Em seus domínios os uruguaios confirmaram sua condição de equipe copeira e aplicaram 3×0 sobre o Santos, abrindo o placar com um gol contra de “El Negro” Ramos Delgado, zagueiro argentino que fez história no Santos. Os outros dois tentos foram do “Verdugo” (carrasco) Pedro Rocha, sendo o segundo de penalti.

Chegando ao último confronto com 4 pontos contra 6 do Santos, bastava aos uruguaios uma vitória como visitante contra o Racing para que o Peñarol garantisse o título. Não parecia ser tarefa das mais difíceis já que até então o Racing não havia sequer pontuado. Mas os argentinos resolveram ser o fiel da balança e com o empate de 1×1 o Santos foi o campeão da Supercopa Sulamericana de 1968.

Classificação Final
 
PG
J
V
E
D
GP
GC
SG
%
1 Santos
6
4
3
0
1
6
5
1
75
2 Peñarol
5
4
2
1
1
7
2
5
62.5
3 Racing Club
1
4
0
1
3
3
9
-6
12.5

Artilharia:

03 gols – Machado da Silva (Racing Club)
03 gols – Pedro Rocha (Peñarol)
02 gols – Toninho Guerreiro (Santos)
01 gol – Clodoaldo, Edu, Negreiros e Pelé (Santos); Spencer e Carreira (Peñarol).

Gols contra: Ramos Delgado (Santos) e Alfio Basile (Racing Club) ambos para o Peñarol.

Galeria de fotos:

Créditos:
Fontes:
– Revista Conmebol, Ano XVII, nº 93, Novembro e Dezembro de 2005.
– Livro “Time dos Sonhos, a história completa do Santos FC”, de Odir Cunha.
Fotos: Revista El Gráfico (Argentina) e Jornal A Tribuna de Santos.

Santos bate Inter de Milão no San Siro e conquista a Supercopa dos Campeões Intercontinentais

No vídeo acima o embarque no Aeroporto de Congonhas e a chegada de Milão trazendo a Recopa Mundial. Após esta conquista o Santos utilizou uma terceira estrela sobre o escudo.

Para chegar a decisão da Recopa Mundial o Santos foi campeão da Supercopa Sul-Americana em 1968 e a Inter de Milão foi campeã da Recopa Européia.

Nos anos 60 o legendário Santos de Pelé excursionou o mundo inteiro dezenas de vezes, jogando amistosos, torneios para o deleite dos amantes do futebol em todos cantos do planeta. O motivo, obviamente, era ver o Rei e seus geniais companheiros como Pepe, Coutinho, Toninho, Carlos Alberto… todos craques de nível mundial.

Naquela época, o esporte e a própria vida não estavam sujeitos a influência da mídia, tal como são hoje, e raras eram as transmissões de televisão via satélite.

Desta forma, os fãs que tivessem afim de apreciar o inegualável talento de Pelé, deveriam assistir in loco, com seus próprios olhos.

Em uma dessas incontáveis turnês pela Europa, mais precisamente em Milão, na Itália, o Santos alcançou um título oficial intercontinental que não deixou sua marca sobre a história do futebol sul-americano. Estamos nos referindo a Supercopa dos Campeões Intercontinentais entre o velho continente e a nossa América do Sul.

Em 24 de junho de 1969 o Santos derrotou a Inter de Milão por 1 a 0, em um lotado estádio de San Siro (hoje chamado de Giuseppe Meazza). Ficou estipulado que a partida de volta também seria na Itália, em setembro em Nápoles, o que nunca ocorreu, sendo assim o Santos foi declarado campeao depois de um tempo. Por esse motivo, após a referida partida, não houve volta olímpica comemoração ou entrega de troféu.

Supercopa Sul-Americana foi promovida pelos clubes
A Supercopa foi idealizada no final de 1967 pelos dirigentes de três equipes sulamericanas: Penarol (Uruguai), Racing Club (Argentina) e o Santos FC. A idéia era promover suas grandiosas conquistas grandiosas, no caso duas vezes por Santos e Peñarol e uma vez pelo Racing.

O torneio foi anunciado em Buenos Aires, no início de novembro de 1968 pelos dirigentes de Penarol e Racing, que ressaltaram que na edição de 1969 contaria com a participação dos Estudiantes de La Plata, que haviam conquistado a América poucos dias antes (16 de outubro).

A iniciativa dos clubes foi bem recebida pela Conmebol, que em seguida tratou de entrar em contato com a UEFA para tratar da negociaçao da nova competiçao.

A UEFA consentiu a celebraçao do torneio. Os campeoes europeus, que neste momento eram Real Madri e Inter de Milão disputariam entre si a qualificação para enfrentar o vencedor sulamericano. O time merengue desistiu da disputa e então a Inter foi inscrita diretamente para medir forças com o indicado sulamericano.

Recopa Mundial 68
#
Data
Ficha Técnica
Local
Vídeo
1 24/06/1969 Internazionale 0 x 1 Santos San Siro N/D
2   Cancelada Napoli  

Galeria de fotos:

Créditos:
Imagens: TV Tupi e TV Globo (Jornal Ultranotícias).
Fontes:
– Revista Conmebol, Ano XVII, nº 93, Novembro e Dezembro de 2005.
– Livro “Time dos Sonhos, a história completa do Santos FC”, de Odir Cunha.
– Jornal Folha de São Paulo.
Fotos: Gazzetta Dello Sport (Itália), Revista Él Grafico (Argentina) e jornais Folha de São Paulo e A Tribuna de Santos.