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Internacional 2 x 1 Santos

Data: 08/09/2016, quinta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 23ª rodada
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, RS.
Público: 29.996 pagantes.
Renda: R$ 763.100,00
Árbitro: Rodrigo Batista Raposo (DF)
Auxiliares: Daniel Henrique da Silva Andrade e José Reinaldo Nascimento Junior (ambos do DF).
Cartões amarelos: Anselmo, Eduardo Henrique e Fabinho (I); Gustavo Henrique, Ricardo Oliveira e Victor Ferraz (S).
Cartão vermelho: Lucas Lima (S).
Gols: Ricardo Oliveira (27-1) e Seijas (41-1); Aylon (16-2).

INTERNACIONAL
Danilo Fernandes; William, Paulão (Eduardo), Ernando e Geferson; Anselmo (Eduardo Henrique), Fabinho, Seijas e Valdívia (Alex); Nico López e Aylon.
Técnico: Celso Roth

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz (Rodrigão), Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Renato, Léo Cittadini (Jean Mota) e Lucas Lima; Vitor Bueno (Walterson), Copete e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior



Com expulsão polêmica, Inter vira sobre o Santos no Beira-Rio

O duelo entre Internacional e Santos, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro pode ser definido com uma única palavra: polêmica. Com a bola rolando, o Peixe chegou a abrir o placar, com Ricardo Oliveira, mas viu o Colorado buscar a virada, com Seijas e Aylon, e conquistar a vitória por 2 a 1, na noite desta quinta-feira, no Beira-Rio. Porém, o arbitragem acabou chamando a atenção na partida. Aos 45 minutos do primeiro tempo, Lucas Lima foi expulso após o árbitro Rodrigo Batista Raposo entender que o meia estava fazendo ‘cera’. A expulsão gerou muitas reclamações por parte dos santistas.

Sem nada a ver com isso, o Inter finalmente conquistou uma vitória no Brasileirão. Após um jejum de 14 rodadas, o Colorado chegou aos 27 pontos e saiu da zona de rebaixamento, ocupando a 15ª colocação. Já o Peixe amargou sua terceira derrota seguida na competição. Com isso, a equipe de Dorival Júnior segue estacionada nos 36 pontos e continua na quinta posição.

O jogo

A partida em Porto Alegre começou com um susto. Logo aos 10 segundos, a defesa do Inter já bateu cabeça, literalmente. Os zagueiros Paulão e Ernando subiram ao mesmo tempo para desviar a bola e acabaram se chocando. Os dois caíram no chão e o atendimento médico foi chamado imediatamente. Após três minutos de paralisação, Ernando voltou para o jogo, enquanto.Paulão acabou sendo substituído por Eduardo.

Com a bola rolando, o Inter começou pressionando o Santos. Aos oito minutos, Copete saiu jogamdo errado e deu a bola no pé de Nico Lopez. O uruguaio avançou e bateu fraco, de fora da área, nas mãos de Vanderlei. No lance seguinte, Seijas chutou cruzado. O arqueiro santista rebateu e deixou no pé de Nico Lopez, que isolou.

O alvinegro só assustou aos 14 minutos. Lucas Lima cobrou falta na área e Gustavo Henrique desviou, assustando o goleiro Danilo Fernandes.

Após o ‘abafa’ inicial, o Inter diminuiu o ritmo e o Santos passou a pressionar a saída de bola colorada. E a pressão surtiu efeito. Aos 27 minutos, Geferson saiu jogando errado e deu a bola nos pés de Ricardo Oliveira. O artilheiro não perdoou. Ele ajeitou o corpo e bateu de esquerda, no canto direito baixo do goleiro Danilo Fernandes.

O Inter sentiu o gol. Após o tento sofrido, a equipe de Celso Roth não conseguia mais chegar com o ímpeto inicial. Mas quando o duelo caminhava para o intervalo, Seijas arriscou um chute de fora da área, aos 41 minutos. A bola desviou em Vanderlei e enganou Vanderlei, deixando tudo igual.

Após o empate, veio a grande polêmica do jogo. Lucas Lima, que já havia levado um cartão amarelo por demorar para bater uma falta, se posicionou para cobrar um escanteio. O meia resolveu deixar a cobrança para Vitor Bueno e saiu da posição. O árbitro Rodrigo Batista Raposo entendeu que o camisa 10 retardou o jogou e aplicou o segundo amarelo, expulsão o santista.

O cartão vermelho abalou Lucas Lima. Tanto que o meia sentou no banco de reservas e começou a chorar. A comissão técnica e os jogadores do Peixe reclamaram bastante do lance. Antes do intervalo, o árbitro acabou ainda amarelando o zagueiro Gustavo Henrique.

Além deles, Ricardo Oliveira, Victor Ferraz também levaram amarelo e desfalcam o Santos no clássico contra o Corinthians.

Com um jogador a mais, o Internacional começou o segundo tempo buscando a virada. Porém, com a pouca criatividade, a equipe de Celso Roth não conseguia furar o bloqueio defensivo montado pelo Santos.

Aos poucos, aproveitando a vantagem numérica e na base da insistência, o Colorado foi encontrando os espaços. Tanto que conseguiu a virada. Aos 16 minutos, Valdívia desviou cobrança de escanteio e Vanderlei fez linda defesa, espalmando pra cima. O atacante Aylon esperou a redonda cair e empurrou para o fundo das redes, de peito.

Depois de conquistar a virada, o Inter diminuiu o ritmo. Já pelo lado santista, o técnico Dorival Júnior colocou Jean Mota na vaga de Léo Cittadini e sacou Vitor Bueno para promover a estreia do jovem Walterson. Com a entrada dos dois, o alvinegro ameaçou uma reação.

Com um a menos, o Santos foi para cima, deixando espaços para o Colorado chegar no contra-ataque. O jogo ficou franco, com chances claras para os dois lados. Porém, ninguém marcou e a vitória ficou mesmo com os gaúchos.

Após expulsão polêmica, Ferraz dispara contra árbitro: “Ridículo”

A derrota por 2 a 1 para o Internacional, nesta quinta-feira, no Beira-Rio, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro, vai demorar para sair da cabeça dos santistas. A expulsão polêmica de Lucas Lima, ainda no primeiro tempo, gerou muitas reclamações dentro e fora de campo.

O lateral-direito Victor Ferraz foi um dos mais exaltados na saída do gramado. O jogador admitiu as falhas da equipe, mas disparou contra o árbitro Rodrigo Batista Raposo.

“Não vou fugir da responsabilidade. A gente vem de algumas partidas ruins e temos também muita culpa. Mas hoje o jogo estava controlado, ele (árbitro) se atrapalhou inteiro. É complicado, posso pegar um gancho, mas o que aconteceu hoje aqui foi ridículo. O Inter é muito grande, poderia ganhar da gente sem isso. Ele disse que xingamos ele. Eu não falo um palavrão há 20 anos. Além de tudo, ele é mentiroso”, esbravejou o lateral, sobre a expulsão de Lucas Lima.

Aos 45 minutos do primeiro tempo, quando a partida estava empatada em 1 a 1, o camisa 10 do Peixe, que já havia levado um cartão amarelo por demorar para bater uma falta, se posicionou para cobrar um escanteio. O meia resolveu deixar a cobrança para Vitor Bueno e saiu da posição. O árbitro Rodrigo Batista Raposo entendeu que Lucas Lima retardou o jogou e aplicou o segundo amarelo, expulsando o santista.

Além da expulsão polêmica, o Santos ainda teve Ricardo Oliveira e Victor Ferraz amarelados. Por conta disso, a dupla, assim como Lucas Lima, não encara o Corinthians, no próximo domingo, às 16h (de Brasília), na Vila Belmiro, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Santos perde Ricardo Oliveira, Lucas Lima e Victor Ferraz para o clássico

Como se já não bastasse a polêmica derrota por 2 a 1 para o Internacional, na noite desta quinta-feira, no Beira-Rio, o Santos também terá três problemas para a sequência da competição. Ricardo Oliveira e Victor Ferraz, que estavam pendurados, receberam o terceiro cartão amarelo e não encaram o Corinthians, neste domingo, às 16h (de Brasília), na Vila Belmiro, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. Lucas Lima, expulso, também não estará à disposição de Dorival Júnior.

Sem o trio, o comandante santista deve dar oportunidade a Daniel Guedes, Jean Mota e Rodrigão no time titular. Em compensação, Thiago Maia volta de suspensão e retorna à equipe. Assim, Léo Cittadini retorna ao banco de reservas.

Na manhã desta sexta-feira, o Peixe ainda treina em Porto Alegre na manhã antes de retornar a Santos. Dos últimos cinco jogos, o Alvinegro só venceu um – contra o Atlético-MG –, e perdeu para América-MG, Coritiba, Figueirense e Internacional.

O resultado no Beira-Rio determinou o fim de um jejum de 14 jogos do Inter no Brasileirão. A equipe colorada chegou a 27 pontos e saiu da zona de rebaixamento. Já o Santos manteve o quinto lugar, com 36 pontos, mas ficou distante do G4. O Corinthians, quarto colocado, chegou aos 40 pontos.

Santistas detonam árbitro após derrota para o Inter: “Vergonha”

O Santos foi derrotado pelo Internacional por 2 a 1 no Beira-Rio e chegou à terceira derrota consecutiva no Campeonato Brasileiro. Mas após o jogo, o resultado ficou em segundo plano, pois o principal assunto foi a arbitragem de Rodrigo Batista Raposo, que expulsou o meia Lucas Lima ainda no primeiro tempo.

Os jogadores do alvinegro não pouparam o árbitro do duelo desta quinta-feira, em Porto Alegre. No lance que resultou na expulsão, o camisa 10 santista estava preparando uma jogada ensaiada com Vitor Bueno, mas o árbitro entendeu que Lucas Lima estava retardando o início do jogo e aplicou o segundo cartão amarelo. Antes, Raposo já havia amarelado o meia por achar que ele estava fazendo ‘cera’ e ainda ignorou um pisão do volante Anselmo, que também já tinha cartão, no próprio Vitor Bueno.

“A gente veio com intuito de vitória, vínhamos jogando bem. Não se faz o que fez aqui. Vimos que ele veio mal intencionado e isso não pode acontecer. Não pode fazer isso porque aqui tem trabalhadores”, disparou o zagueiro Gustavo Henrique.

O atacante Ricardo Oliveira, na saída do gramado, não quis comentar a atuação da arbitragem e pediu para os jornalistas entrevistarem o juiz. Rodrigão, por sua vez, mostrou indignação, mas já quer o time pensando no próximo duelo, contra o Corinthians, na Vila Belmiro. “Isso é uma vergonha para o Brasil. Eles fizeram papel de casa e agora temos que levantar a cabeça porque domingo temos clássico”.

Dorival assume culpa por derrota, mas critica árbitro: “Crime”

Antes mesmo de começar a entrevista coletiva após a derrota por 2 a 1 para o Internacional, o técnico Dorival Júnior avisou que não iria comentar sobre a arbitragem. Porém, não tinha como fugir do assunto. Apesar de tentar evitar, o comandante do Santos não se conteve e disparou contra o juiz Rodrigo Batista Raposo.

Aos 45 minutos do primeiro tempo, o árbitro expulsou o meia Lucas Lima por entender que o camisa 10 estava fazendo ‘cera’ em uma cobrança de escanteio, quando a partida ainda estava empatada em 1 a 1.

“Aquilo foi jogada ensaiada. Um crime esse tipo de atitude. Nunca vi isso no futebol. Foi uma pena porque ali desarticulou o trabalho e a possibilidade de um resultado. Pensar que estávamos retardando o jogo vendo uma equipe que estava procurando a vitória, precisando de um resultado. Foi uma decisão muito infeliz”, afirmou Dorival.

Apesar das reclamações contra a arbitragem o técnico do Peixe assumiu a culpa pelas falhas da equipe na derrota desta quinta-feira. “O erro é meu, não dos jogadores, fomos infelizes na bola parada. É difícil sustentar uma situação com um a menos”, completou o treinador.

Modesto sugere favorecimento ao Corinthians e vê arbitragem como “vagabunda”

A arbitragem da partida entre Internacional e Santos segue causando polêmica. Após a controversa expulsão do meia Lucas Lima ainda na primeira etapa, quando o placar marcava 1 a 1, o presidente do Peixe, Modesto Roma Júnior, fez duras críticas ao trio formado por Rodrigo Batista Raposo, Daniel Henrique da Silva Andrade e José Reinaldo do Nascimento Júnior, classificando a arbitragem como “vagabunda”, “vergonhosa” e “mal-intencionada”, sugeriu um favorecimento para o rival Corinthians, pediu “a cabeça” de Sérgio Corrêa, presidente da Comissão de Arbitragem, e ainda falou sobre uma alteração no comando da CBF.

“Não adianta querer remediar um terremoto. Aí vem o senhor Walter Feldman dizendo ‘vamos pegar os melhores (árbitros) do Brasil, vamos ter trios fixos’. Um trio de vagabundos fixo o que teve ontem. Erro de arbitragem a gente perdoa, má-intenção a gente não pode perdoar. Ontem o árbitro estava mal-intencionado”, disse Modesto Roma, em entrevista à Espn.

“Estou reclamando porque ontem foi uma questão de má-intenção. Quando é questão de erro de arbitragem é uma coisa, entendemos que os árbitros são humanos. Quando é erro, agente até releva, mas ontem foi má-intenção. Os cartões que ele deu foram, o pênalti que ele não marcou, ele não se manifestar na briga do Luis Felipe com o atacante do Internacional, ele tolerar a ‘cera’ do Internacional no segundo tempo, isso tudo foi má-intenção. Um árbitro que foi lá com má-intenção”, completou.

O lance que causou maior revolta nos santistas foi a expulsão de Lucas Lima, nos minutos finais do primeiro tempo. Aos 19, o meia recebeu o primeiro cartão amarelo por retardar o reinício do jogo em uma cobrança de falta no campo de defesa. Depois, aos 45, o camisa 10 recebeu o segundo amarelo e, consequente o cartão vermelho, por ir em direção à cobrança de um escanteio, mas em seguida chamar o lateral Victor Ferraz para fazer o cruzamento. Além do jogador da Seleção Brasileira, Victor Ferraz e Ricardo Oliveira também receberam cartão amarelo e estão suspensos suspensos da próxima rodada, quando o Peixe encara o Corinthians. Modesto Roma sugeriu um favorecimento ao Timão e afirmou que o “Campeonato Brasileiro de 2016 está manchado”.

“Dos nove jogos que ele apitou de 2014 pra cá, teve uma vitória do visitante e um empate. Os outros sete foram vitórias dos mandantes na Série A. Ele é bom em expulsar para arrumar resultado, é sempre essa história. Dá todo o entendimento de que isso foi preparado, porque para bom entendedor meia palavra basta. Tirou três dos nossos melhores jogadores para domingo (contra o Corinthians). Isso foi claramente montado. Por quem? Não sei, não me compete dizer. Isso mancha o futebol brasileiro. Está manchado o Campeonato Brasileiro de 2016. O resultado beneficiou os quatro primeiros e o Internacional. Foi tendencioso e mal-intencionado”.

Bastante irritado, Modesto Roma seguiu suas reclamações motivadas pela arbitragem desta quinta-feira, mas que acabaram resultando no presidente da Comissão de Arbitragem, Sérgio Corrêa, à quem Modesto Roma pediu “a cabeça”, e no presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, que tem mandato se encerrando em 2018. O mandatário sugeriu uma união dos clubes para compor uma das chapas nas eleições da entidade brasileira.

“Vai continuar assim. O passado deu essa estrutura vergonhosa. Todo mundo sabe da incompetência do atual presidente da Comissão de Arbitragem da CBF (Sergio Corrêa) e ninguém tira esse cara de lá. Ele já me processou no STJD e se quiser processar de novo, me processe, mas ele não tem condição de comandar a arbitragem brasileira. O que foi feito ontem, colocar árbitro pra ser experimentado no Campeonato Brasileiro? Isso é uma vergonha, ou então é pior ainda. Espero que seja só uma vergonha”.

“Você lembra do caso que aconteceu em um jogo Santos e Corinthians? O David Braz foi expulso e o árbitro mentiu na súmula. Na semana seguinte, o árbitro estava apitando de novo. O problema é mais sério porque a arrogância da arbitragem é provocada por esse cidadão que é o rei da arrogância. Ele é o maior dos arrogantes. Quando eu falei que queria o escalpo dele, ele me processou no STJD, mas eu continuo querendo. Eu continuo querendo sua cabeça, Sérgio (Corrêa) porque você não tem competência para administrar a arbitragem brasileira”.

“A questão é, temos que respeitar o mandato, que vai até 2018. Eu só não entendo porque o Marco Polo (Del Nero), que fez uma mudança importante em São Paulo colocando o Coronel Marinho, que deu um jeito na arbitragem paulista, não toma nenhuma providência quanto a esse incompetente do Sérgio Corrêa. A gente sabe que quem veio de Brasília é isso mesmo. Uma péssima escola. O que aconteceu ontem foi imoral. Mas vamos fazer o quê? Greve pra derrubar o Marco Polo? Não vamos fazer isso. Vamos nos mobilizar em 2018 para colocar um novo presidente e resolver esse problema do futebol brasileiro. Hoje eu peço pessoalmente ao Marco Polo que salve a gestão dele tirando esses despreparados do futebol brasileiro”.

“Os clubes para se unirem e lançarem uma chapa hoje, precisa do apoio de 18 Federações, que tem os benefícios do poder. Tem que pensar isso com muita clareza. As Federações recebem mesada da CBF então querem mudar o estatuto? Não, não querem. Se conseguirmos esse favor das Federações, ganhar é mais fácil, mas é preciso que as Federações tenham o controle externo da CBF. Temos que mudar várias coisas, mas tenho certeza que temos unidade para isso. Não estou tirando a responsabilidade dos presidentes dos clubes, que também tem uma certa incompetência e vagabundagem, para falar a palavra clara. Acabamos nos acovardando frente a essas coisas.

Presidente do Inter rebate Modesto e defende expulsão de Lucas Lima

Após as fortes declarações do presidente do Santos, Modesto Roma Júnior, à Espn, sobre a arbitragem da partida entre Internacional e Santos, na última quinta-feira, o mandatário do Internacional, Vitorio Piffero, se manifestou, e contestou o comportamento do chefe do Peixe.

Na vitória do Colorado, por 2 a 1, o árbitro Rodrigo Batista Raposo, entre outros lances polêmicos, expulsou o meia Lucas Lima, deixando um dos principais nomes da equipe de Dorival Júnior fora do clássico contra o Corinthians, no próximo domingo. Para Piffero, porém, a exclusão do atleta foi correta.

“O Lucas Lima fez cera e tomou amarelo. Depois, repetiu o comportamento, então levou outro. O árbitro ia fazer o quê? O Lucas errou, e o Modesto vai perceber também”, afirmou Vitorio, também à Espn.

Sobre o fato de o presidente santista ter alegado má intenção do árbitro do jogo, o mandatário colorado também rebateu Roma, negando qualquer chance de atitude intencional de Raposo.

“A CBF coloca, mais ou menos, dez árbitros para o sorteio, é totalmente aleatório. Não tem como pensar na possibilidade de manipulação para prejudicar qualquer clube”, finalizou Piffero.

Com um a mais, o Inter conseguiu quebrar o jejum de 14 rodadas, vencendo de virada, por 2 a 1. De quebra, a equipe de Celso Roth saiu da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, ocupando agora a 15ª posição, com 27 pontos.

Estreia agrada Dorival e Walterson terá novas chances no Santos

Apesar da polêmica envolvendo a arbitragem na derrota do Santos para o Internacional, por 2 a 1, nesta quinta-feira, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro, o técnico Dorival Júnior ainda conseguiu ver alguns pontos positivos na equipe santista. Um deles foi a estreia de Walterson. O atacante fez sua primeira partida como profissional em Porto Alegre e deve ter mais chances nos próximos jogos.

“O Walterson é um garoto com velocidade. Faz parte da minha procura por um novo jogador com a perda do Gabriel. Tenho que buscar uma opção. Ele vem se destacando no sub-23 e vai ter algumas oportunidades”, afirmou o treinador, após a derrota para o Colorado.

Walterson começou a carreira no São Bernardo, jogou o Campeonato Mineiro de 2014 pelo Guarani-MG e retornou à equipe do interior paulista, antes de vir para o Santos B, em maio deste ano. O jogador de 21 anos chamou a atenção na Copa Paulista. Por conta disso, foi chamado por Dorival para participar dos treinos na última semana. Mesmo com o pouco tempo entre os profissionais, o jovem foi relacionado e já fez sua estreia diante do Colorado.

“É a realização de um sonho. Nós, que viemos de times menores, sempre queremos chegar em time e ir para um jogo. Agradeço ao professor Dorival (Júnior) e a comissão técnica por estar confiando em mim”, afirmou o atleta, que usou a camisa 45 em Porto Alegre.

O atacante está emprestado ao Peixe com contrato válido até dezembro. Mas após o crescimento no clube, a diretoria já pensa em negociar a permanência do jovem. Walterson tem vínculo com o São Bernardo até 2020.

Herói da vitória colorada, Aylon comemora fim de jejum: “Alívio”

O atacante Aylon pode se considerar o herói do Internacional na noite desta quinta-feira. No Beira-Rio, o jogador fez o gol da virada na vitória por 2 a 1 sobre o Santos e ainda evitou o tento de empate do Peixe, já nos minutos derradeiros da partida válida pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. Após o apito final, o camisa 18 comemorou o término de um jejum que durava 14 jogos ou 84 dias sem triunfos na competição.

“Alívio pela vitória, pelos três pontos, havia uma sequência grande que a gente não conseguia vencer. Agora é pensar todo jogo como uma final, pensar que no domingo tem outro jogo importante fora de casa e temos que buscar mais vitórias”, considerou Aylon ao canal Sportv.

O atacante de 24 anos ainda contou com a sorte nesta noite. Quando o placar ainda apontava o empate por 1 a 1, Aylon se posicionou bem após rebote em cobrança de escanteio, a bola tomou grande altura, mas caiu no peito do atleta, que só teve o trabalho de ficar parado para anotar o gol da virada colorada.

Aylon, no entanto, fez questão de dividir os méritos da vitória. “Teve ajuda dos companheiros, todo mundo correu, batalhou, as coisas mudaram um pouco. A bola bateu e voltou no meu peito. Agora no final tive a felicidade de tocar na bola senão o Copete ia fazer o gol, e ela saiu por muito pouco”, acrescentou, ressaltando o público de mais de 34 mil torcedores presentes no Beira-Rio.

“Acho que as coisas agora voltam ao normal, a confiança volta, temos que agradecer a torcida que nos empurrou e foi fundamental”, concluiu.

Certo é que, com a vitória, o Internacional, enfim, deixa a zona de rebaixamento ao somar 27 pontos, colocando-se no 15º lugar, superando Sport e Figueirense nos critérios de desempate.

Árbitro do jogo do Santos é retirado de escala pela CBF

Depois das declarações do presidente do Santos, Modesto Roma Junior, que criticou o árbitro da partida entre Santos e Internacional, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) retirou o juiz Rodrigo Raposo da escala da rodada deste final de semana do Campeonato Brasileiro.

O árbitro iria participar da partida entre Ponte Preta e América-MG, neste domingo, às 18h30 (de Brasília), como quarto árbitro, no entanto, a CBF realizou uma mudança na escala, retirando Rodrigo Raposo e o substituindo por Christiano Gayo Nascimento.

A principal polêmica envolvendo o árbitro no jogo entre Santos e Internacional, vencido pelo Colorado por 2 a 1, foi a expulsão do meia Lucas Lima ainda no primeiro tempo da partida, quando o jogo se encontrava empatado em 1 a 1. O primeiro cartão amarelo recebido pelo meia santista foi por retardar a partida, enquanto o segundo foi apresentado após o jogador se dirigir para a batida de escanteio e depois chamar o lateral Victor Ferraz para fazer a cobrança.

Além da expulsão de Lucas Lima, Rodrigo Raposo foi criticado pelo presidente Modesto por apresentar o cartão amarelo ao atacante Ricardo Oliveira e ao lateral Victor Ferraz, que estão suspensos para o próximo jogo da equipe, contra o Corinthians, neste domingo, na Vila Belmiro.

Santos 0 x 1 Internacional-RS

Data: 29/05/2016, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 4ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 4.468 torcedores
Renda: R$ 109.980,00
Árbitro: Andre Luiz de Freitas Castro (GO)
Auxiliares: Fabricio Vilarinho da Silva e Cristhian Passos Sorence (ambos de GO).
Cartões amarelos: Luiz Felipe (S) e William (I).
Gol: Aylon (38-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, David Braz e Zeca; Thiago Maia, Renato, Rafael Longuine (Ronaldo Mendes) e Vitor Bueno; Paulinho (Lucas Crispim) e Joel (Matheus Nolasco).
Técnico: Dorival Junior

INTERNACIONAL
Danilo Fernandes; William, Paulão, Ernando e Artur; Fernando Bob, Fabinho, Andrigo (Alex) e Gustavo Ferrareis (Anselmo); Eduardo Sasha e Vitinho (Aylon).
Técnico: Argel Fucks



Santos é dominado pelo Inter e encerra série invicta na Vila Belmiro

O Santos parece ter sentido a falta do seu trio ofensivo neste domingo contra o Internacional, contrariando o desempenho da rodada anterior, quando mostrou iniciativa e boas jogadas de ataque para empatar com o Figueirense. Jogando em casa, o Peixe pouco produziu e teve de assistir o adversário dominar o confronto e levar mais perigo no setor ofensivo para, já nos minutos finais, mandar a bola para o fundo das redes com Aylon e garantir a vitória por 1 a 0.

Enfrentando um adversário bem postado em campo e trocando posições entre os homens de ataque, o Santos tinha dificuldades para se impor no jogo e dominar a partida. Após um primeiro tempo truncado, Dorival Jr tentou dar mais poder de fogo a sua equipe sacando Rafael Longuine e colocando Ronaldo Mendes ainda no intervalo. Apesar da alteração, o Internacional seguiu como protagonista no duelo e dando trabalho ao goleiro Vanderlei.

Com o resultado o Santos perdeu uma invencibilidade de 29 jogos atuando na Vila Belmiro e tentará a recuperação já na próxima quarta-feira, quando faz o clássico contra o Corinthians, na Arena Itaquera. Já o Internacional sai satisfeito, já que assegurou a vice-liderança da competição e tem à sua frente apenas o rival Grêmio, que também venceu neste domingo.

O JOGO – O Santos entrou em campo com a intenção de repetir o bom desempenho da partida contra o Figueirense. Praticamente com a mesma escalação, a equipe propunha o jogo, no entanto, pouco produzia quando atravessava a linha intermediária. Já o Internacional, mais cauteloso nos instantes iniciais, procurava aproveitar bem as poucas chances de levar perigo à meta alvinegra.

Apesar de estar atuando fora de casa, o Inter foi quem quase abriu o placar. Aos dez minutos Vitinho cobrou falta na cabeça de Ernando, que tentou colocar no canto direito de Vanderlei, mas sem sucesso. Com isso, o time gaúcho ganhou confiança e se tornou mais presente na defesa do Peixe, trocando passes e equilibrando mais o duelo.

Aos poucos os visitantes iam conquistando o protagonismo da partida, já que o Santos seguia sem despertar a emoção dos torcedores na Vila Belmiro. Contando com uma marcação na saída de bola do Peixe e explorando bem as laterais, o Colorado só não abria o placar pela falta de capricho no último passe.

Já nos minutos finais da primeira etapa Andrigo tentou levar uma vantagem para o intervalo jogando a bola na área. A jogada quase resultou em gol quando o zagueiro Luiz Felipe apareceu para interceptar o passe dentro da área e jogando a bola contra o próprio gol, no entanto, ela acabou passando por cima da meta do goleiro adversário. Ainda aos 40, o Inter teve mais uma boa chance com Ferrareis, aproveitando o escorregão do marcador para bater forte e obrigar Vanderlei a rebater a bola, que por sorte não foi aproveitada por Vitinho.

Buscando dar mais eficácia ao ataque, Dorival Jr tratou de mexer no time para o segundo tempo. Insatisfeito com o rendimento de Rafael Longuine, o treinador colocou Ronaldo Mendes em campo, porém o Internacional continuava sendo mais agudo em suas investidas. Aos seis minutos Andrigo votou a atormentar o sistema defensivo do Peixe. O meia aproveitou rebote do cruzamento de Vitinho e soltou um petardo, porém a bola acabou explodindo em Thiago Maia.

Três minutos depois Ferrareis ficou muito perto de, enfim, abrir o placar. Após passe rasteiro de Vitinho dentro da área, o jovem revelado pela base colorada se atirou na bola, no entanto, o carrinho não foi suficiente para conseguir empurrá-la para o fundo das redes. O bombardeio colorado seguiu com Andrigo, novamente ele. Com passe de William e corta-luz de Vitinho, a bola sobrou limpa para o meia bater cara a cara com o goleiro, mas faltou pontaria para que pudesse estufar as redes, mandando por cima do gol.

Antes do apito final Matheus Nolasco teve a chance de garantir os três pontos para o Peixe. Substituindo o camaronês Joel, o atacante recebeu bom passe para ficar de frente com Danilo Fernandes, que cresceu na jogada e conseguiu bloquear o chute do adversário. Diante do final da partida o técnico Argel Fucks parecia prever o que estava por vir e resolveu fazer uma alteração no ataque, sacando Vitinho e colocando Aylon. O jogador precisou de apenas dois minutos para aproveitar cruzamento de Alex e cabecear para o fundo do gol já aos 38 minutos, garantindo o triunfo colorado.

O resultado coloca o Santos em uma situação complicada, já que na próxima quarta-feira terá a difícil missão de tentar arrancar uma vitória no clássico contra o Corinthians, em Itaquera. Já o Internacional buscará manter a liderança e se possível se desvencilhar do Grêmio na ponta da tabela. O Colorado retorna a Porto Alegre, onde recebe o Atlético-PR, no Beira Rio.

Santistas reconhecem superioridade do Inter após derrota na Vila

O Internacional conseguiu dar um fim a sequência invicta do Santos na Vila Belmiro, que já durava 29 jogos. Os 11 meses sem perder dentro de casa, no entanto, não abalou a análise do atual técnico da equipe, Dorival Jr, que ressaltou a superioridade do adversário. Além do treinador, o volante Renato também comentou sobre o desempenho ruim do time neste domingo com os importantes desfalques de Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Gabigol.

“A gente sabia que ia ter dificuldade no meio, eles estavam com três volantes e tínhamos de explorar o contra-ataque. Eles conseguiram marcar bem e o detalhe do gol acabou não saindo e por isso acabamos perdendo”, disse Renato, que teve de trabalhar para dar suporte à defesa nos vários contra-ataques explorados pelo Internacional.

Acelerando o jogo em diversos momentos da partida, o que fez o time perder a bola diante da ansiedade de marcar um gol, o Santos passou longe de repetir a exibição da rodada passada diante do Figueirense, quando os comandados de Dorival Jr corresponderam bem com a ausência do trio ofensivo do Peixe. Segundo o treinador, a solução agora é reverter a preocupação com o desempenho do confronto deste domingo em trabalho.

“O Inter foi superior desde o primeiro tempo, mereceu o resultado. É uma realidade, já sabíamos que ia acontecer. Não temos que ficar lamentando, é natural que se eles (Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Gabigol) tivessem aqui seria ótimo. Não estarão aqui por mais cinco ou seis rodadas e temos que tirar isso do nosso caminho. Fizemos uma boa apresentação com o Figueirense, jogamos muito abaixo do que poderíamos produzir e é natural que nos deixe preocupado. Mas essa preocupação tem que ser revertida em trabalho”, analisou o técnico.

Questionado se a pouca posse de bola do Santos durante a partida teria sido uma estratégia – a mesma utilizada na final do Campeonato Paulista contra o Audax -, Dorival Jr admitiu que desta vez sua equipe não manteve o domínio do jogo através dos passes por mérito do rival.

“Não foi estratégia, queríamos impor nossa troca de passes, não aconteceu desde o primeiro tempo. O Inter foi muito feliz na marcação e na proposta que teve, e com isso acabou tomando conta na própria condução da partida”, finalizou Dorival Jr.

Dorival admite carência no ataque e falta de tempo para trabalhar equipe

O Santos provou ter sentido a ausência de Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Gabigol. Com pouco poder de fogo no ataque, a equipe encerrou uma série de 29 jogos sem perder na Vila Belmiro e agora terá a difícil missão de voltar a pontuar na próxima quarta-feira, quando enfrenta o Corinthians, fora de casa.

O técnico Dorival Jr ainda trabalha para solucionar o mais rápido possível o ‘buraco’ deixado pelo trio ofensivo. Se na rodada passada seus comandados deram uma resposta positiva, chegando perto de garantir o triunfo fora de casa diante do Figueirense, contra o Internacional tiveram uma atuação muito aquém do esperado em relação a oportunidades de gol.

Se os problemas na frente já eram suficientes para Dorival Jr quebrar a cabeça em busca da escalação ideal, as coisas ficaram ainda piores com um desfalque na defesa. O zagueiro foi expulso contra o Figueirense e teve de cumprir suspensão automática nesta rodada, fato que enfraqueceu a proteção do Peixe.

“São quatro jogadores que entram com a responsabilidade de substituir os que vinham atuando. Isso requer tempo. Estávamos jogando com a equipe titular do Campeonato Paulista. Impossível encontrar um caminho tão rápido. As equipes vão usar estratégias para neutralizar o principal do Santos, que é a troca de passes. Pode ser que mudemos nosso estilo de jogo, mas isso só aconteceria se tivéssemos tempo para treinamento”, sinalizou Dorival, que cogitou mexer na filosofia de jogo implantada na equipe caso o calendário permitisse.

“Vamos ter paciência, não vamos jogador tudo fora por causa de um resultado. Temos que contar com o apoio dos jogadores nesse momento, não podemos ficar sem pontuar por muito tempo”, finalizou.

Dorival lamenta falha em contratações e sinaliza necessidade de reforços

O problema que afetou o Corinthians no final da temporada passada após o título do Campeonato Brasileiro deverá assombrar o Santos em breve. Um desmanche na equipe campeã paulista de 2016 não está muito longe de acontecer e jogadores importantes como Lucas Lima e Gabigol já são especulados em clubes da Europa.

Além deles, Ricardo Oliveira deverá ser mais uma vítima do mercado chinês. O jogador que já teve muito próximo de se transferir para o outro lado do mundo no ano passado poderá, enfim, selar seu último contrato milionário da carreira, já que aos 36 anos vive seus últimos grandes momentos no futebol profissional.

Após a derrota para o Internacional neste domingo, Dorival Jr ainda lembrou os torcedores santistas de outras perdas. Destaques na campanha do vice-campeonato da Copa do Brasil, Marquinhos Gabriel não teve seu empréstimo renovado e Geuvânio aceitou uma proposta irrecusável para atuar ao lado de Luis Fabiano e Jadson na segunda divisão chinesa. Nomes que, segundo o treinador, ainda não foram repostos no elenco.

“Trabalhamos para repor alguns jogadores já no Campeonato Paulista. Não foi possível, fizemos contratações que não chegaram. Perdemos valores importantes e ainda não conseguimos substituir Marquinhos Gabriel e Geuvânio. Torcedor quer saber de vitorias, mas se tivéssemos alguns elementos teríamos minimizado a saída de alguns jogadores importantes”, disse o treinador.

Já na próxima quarta-feira o Santos segue para mais um difícil compromisso sem sua base ofensiva. A equipe terá de se recuperar da derrota sofrida para os gaúchos no clássico contra o Corinthians, em Itaquera. Basta saber se o desempenho deste domingo foi uma exceção ou se o Peixe realmente deverá sofrer até o final da Copa América e da recuperação física do seu camisa 9.

Santos 3 x 1 Internacional

Data: 27/09/2015, domingo, 11h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 28ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.043 pagantes
Renda: R$ 452.145,00
Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC)
Auxiliares: Fabricio Vilarinho da Silva e Bruno Raphael Pires (ambos de GO).
Cartões amarelos: Paulo Ricardo (S); Willian, Wellington, Juan e Silva (I).
Gols: Valdivia (26-1, de pênalti) e Marquinhos Gabriel (36-1); Gabriel (14-2) e Leandro (44-2).

SANTOS
Vanderlei, Victor Ferraz, Paulo Ricardo, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia (Léo Cittadine), Renato e Lucas Lima; Marquinhos Gabriel, Gabriel, Nilson (Leandro).
Técnico: Dorival Júnior

INTERNACIONAL
Alisson; Léo (Silva), Paulão, Juan e William, Nilton, Wellington (Alex Santana) e Anderson (Taiberson); Vitinho e Valdívia.
Técnico: Argel Fucks



Peixe bate Inter de virada e mantém vivo o sonho de chegar ao G4

No duelo de duas equipes que ainda sonham em chegar ao G4, o Santos se deu melhor e bateu o Internacional de Porto Alegre por 3 a 1 na Vila Belmiro. O Colorado até saiu na frente com Valdivia, que converteu cobrança de pênalti ainda no primeiro tempo. Mas Marquinhos Gabriel garantiu a igualdade. No segundo tempo, o Santos sobrou e virou sem maiores dificuldades. Gabriel, também de pênalti, fez o segundo gol santista e Leandro, já aos 44 minutos, sacramentou a importante vitória nesta 28ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Agora, pelo menos até o fim da rodada, o Peixe volta a colar no grupo que garante vaga na próxima Libertadores da América com 43 pontos, ainda um abaixo do Palmeiras, que tem 44. Já o Colorado estaciona nos 41 pontos, provisioriamente na oitava colocação.

O jogo

O torcedor que compareceu à Vila Belmiro na manhã deste domingo viu o time iniciar a partida jo jeito que ele gosta, com o Peixe partindo para cima e tomando a iniciativa. Sem Ricardo Oliveira, Nilson mudou um pouco as características do time, atuando mais fixo, como pivô, entre os zagueiros. Já Argel surpreendeu com uma marcação individual em cima de Lucas Lima. Willian acompanhou o meia por todo o campo no primeiro tempo e fez com que o camisa 20 acabsse recuando e abrindo pelas laterais. Porém, desta forma, articulador santista praticamente não apareceu nos primeiros 45 minutos.

Então, apareceram as figuras de Marquinhos Gabriel e Gabriel. Os dois homens de frente buscavam o gol a todo momento. O camisa 10 chegou a pedir pênalti em dois lances seguidos, mas Heber Roberto Lopes ignorou ambos.

E na única chegada mais forte do Colorado, Paulo Ricardo deslocou Juan dentro da área e acabou cometendo a penalidade máxima. Aos 26, Valdivia foi para a bola e rbiu o placar.

Depois de muita xiadeira da torcida, as coisas só se acalmaram com a parada médica para os atletas se hidratarem. E os cinco minutos de pausa foram fundamentais para Dorival Júnior arrumar sua equipe em campo. Logo aos 36, Nilson fez a parede e enfiou linda bola para Marqyuinhso Gabriel, na esquerda. O meia dominou e fuzilou Alisson. Era o gol de empate que os donos da casa queriam antes de descerem para o intervalo.

A segunda etapa teve um Inter mais recuado e, aparentemente, mais cansado. Com muitos desfalques, o time gaúcho pouco conseguia chegar ao gol de Vanderlei e, com isso, Santos crescia cada vez mais na partida em busca da virada. E não demorou muito para o cântico da torcida se fazer valer. 12 minutos e Lucas Lima é derrubado dentro da área por Silva e o árbitro não teve receio de marcar o segundo pênalti do jogo. Na batida, Gabriel estufou as redes com um forte chute no ângulo esquerdo do goleiro.

Era tudo que o Peixe precisava para sufocar de vez o Inter. Aos 19, Thiago Maia chegou no ataque como elemento surpresa e, na entrada da área, bateu colocado, na famosa gaveta, mas a bola explodiu no travessão e não entrou.

A resposta do time do Rio Grande do Sul veio com um lindo chute de Valdivia. Vanderlei voou para espalmar e evitar o gol de empate na Vila. Nos minutos finais, a partida se transformou em um verdadeiro ‘ataque contra defesa’. Com o jogo já liquidado, o Santos pressionou até marcar o terceiro gol com Leandro, já aos 44 do segundo tempo, depois de uma falha feia da zaga Colorada. Foi o suficiente para o torcedor santista iniciar o tradicional “olé” a cada toque na bola até o apito final do jogo.

Bastidores – Santos TV:

Gabriel valoriza vitória que deixa Santos na cola do G4

O Peixe encontrou muitas dificuldades para superar o Internacional na Vila Belmiro, na manhã deste domingo. Mas, de tanto insistir e pressionar, o time de Dorival Júnior chegou a virada e venceu por 3 a 1 graças a gols de Marquinhos Gabriel, Gabriel e Leandro. Para o camisa 10 santista, a vitória é fundamental para as pretensões do time no Campeonato Brasileiro.

“Tem que ficar perto, na cola deles ali. Foi um jogo muito bom. Difícil. O Inter é muito técnico, habilidoso. Conseguimos fazer um bom jogo e a virada”, comentou o jovem atacante de 19 anos.

O goleiro Vanderlei, que pouco trabalhou neste domingo, enalteceu a postura da equipe diante de um adversário direto na briga por uma vaga entre os quatro primeiros.“Uma boa partida. Dominamos. A única chance deles foi no gol mesmo, de pênalti. E um contra ataque no segundo tempo. Dominamos e tivemos a chance de matar na hora certa”, analisou o camisa 1.

Zeca, que teve bastante trabalho pela lateral esquerda do time, principalmente em função das chegadas de Valdivia e Vitinho, foi outro a enaltecer os três pontos conquistados em um dos duelos mais complicadas para o Peixe em sua casa.“É uma grande equipe. O Inter é muito bom. Conseguimos fazer a vitória. Foi difícil. O professor conversou com a gente, pediu para tocar a bola. Tivemos calma e conseguimos fazer os gols”.

Lucas Lima sofre com marcação individual e reclama de dor e cansaço

Não é segredo para ninguém a importância de Lucas Lima para a equipe do Santos. A boa fase do camisa 20 chamou até a atenção de Dunga, que novamente o convocou para defender a Seleção Brasileiro. Mas, com tanta exposição, os adversário começam a dar, cada vez mais, uma atenção especial na marcação do meia, que depois de encontrar muitas dificuldades contra o Corinthians, voltou a ser ‘perseguido’ neste domingo, diante do Internacional. O técnico Argel Fucks incumbiu alguns atletas de fazer uma marcação individual em cima de Lucas Lima, que, assim, precisou se reinventar em campo.

“Diferentemente daquilo que havíamos combinado com o Lucas, que queria ele mais centralizado, porque é um jogador que busca ‘n’ oportunidades para nossa equipe. Quando percebemos este tipo de situação, é natural que tirando ele do meio de campo. É natural que tentem preencher o espaço de outra forma. Os jogadores de ataque do Inter tinham de recuar mais. Com o Lucas Lima saindo, é natural que você tenha de preencher espaço na frente da área. E ele começou a circular”, explicou Dorival Júnior, ao analisar a partida depois do apito final.

“Os três jogadores que entraram para marcá-lo foram penalizados com cartões. Ele tem de aprender a jogar desta maneira, porque irá acontecer em outras oportunidades”, avisou o técnico santista.

Já Lucas Lima, que acabou sofrendo o pênalti que determinou a virada do Peixe, deixou o campo bastante debilitado e mais uma vez reclamou do horário das 11 horas.

“Jogar às 11h é impossível não chegar no fim do jogo e não estar cansado”, esbravejou, antes de revelar que uma pancada na coxa esquerda o fez jogar com uma certa limitação.

“Joguei o segundo tempo e metade do primeiro com dor. Resolvi ficar e vamos ver o que vai ser. Tem que jogar com dor. É quase impossível não jogar com dor, por causa da maratona de jogos. Agora é descansar e pensar na Copa do Brasil, porque tem um jogo difícil pela frente”, comentou o meia, sendo respaldado por Dorival.

“É uma sobrecarga grande. Logo no início da partida, ele acabou sentindo. Fomos monitorando, sempre perguntando, porque ele é um jogador importante para todos nós. Hoje, além de tudo isso, ele foi muito participativo, inclusive retomando bolas para nossa equipe. E é isso que queremos, nossa equipe sempre coletiva”, concluiu.

Dorival ignora projeções e desaprova sequência de jogos às 11 horas

O Santos encerrou neste domingo a sequência de três finais de semana seguidos atuando às 11 horas com um saldo negativo. Foram duas derrotas, para Ponte Preta e Corinthians, e apenas uma vitória, justamente nesta 28ª rodada, em cima do Internacional. Dorival Júnior, que antes evitava se queixar, agora enxerga a situação de outra maneira.

“É natural que cause um desequilíbrio. O time dificilmente consegue se recuperar. Isso tem acontecido com a maioria das equipes. O atleta ainda está em um processo diferente. A alimentação muda completamente. Não é choro. É apenas uma constatação”, comentou o técnico, saindo em defesa de seus atletas.

“A grande maioria reclama do horário. Para nós, que estamos fora, não tem problema nenhum. Para a equipe do Santos, não foi proveitosa essa experiência. Ainda que entendamos que em relação a público e visibilidade isso tenha tido um ganho muito bom”.

De qualquer forma, com o 3 a 1 em cima do Colorado, na Vila Belmiro, o Peixe volta a se aproximar do G4, com 43 pontos, e recebe o Fluminense na próxima rodada, de novo em casa. Para muitos, pode ser mais uma chance de acabar com o estigma de não entrar no pelotão de cima do Brasileiro, já que o clube não frequenta o G4 desde 2010.

“Cada ponto conquistado nos dá uma oportunidade um pouco maior. Quando entrarmos (no G4), espero não sair mais. Estamos sempre nessa linha divisória. A qualquer momento pode ser que aconteça. Até então, fizemos sempre um campeonato de recuperação. Agora, quem sabe, possamos nos aproximar um pouco mais e buscarmos nas rodadas seguintes uma aproximação total e, de repente, uma entrada”, explicou Dorival.

A dez rodadas do fim da competição, esta disputa intensa por uma vaga na próxima Libertadores da América promete se arrastar até o fim da competição e, por isso, Dorival evita fazer qualquer projeção de pontos.

“Não fiz contas. Não faço. Você nunca vai me ver preparando possíveis resultados de uma tabela que esteja à frente. Sei que o campeonato é muito difícil. Resultados inesperados, e muitos. Não tenho essa maneira de pensar, porque sei que se não pontuar em duas rodadas seguidas, você acaba tendo todo o seu trabalho praticamente jogado por terra”, concluiu.

Dorival ressalta mística da Vila, mas Ferraz revela saudade do Pacaembu

Neste domingo, o Santos chegou a sua 20ª vitória na Vila Belmiro. Derrotado apenas uma vez (para o Grêmio), a equipe contou com o apoio de 11.043 torcedores para virar o jogo em cima do Inter e subir para a quinta colocação na tabela de classificação. Apesar do ótimo retrospecto, a receita com a bilheteria segue sendo um problema para a diretoria santista. Diante do Colorado, mesmo com a casa cheia, o clube arrecadou apenas R$ 452.145,00. E também por isso o Santos revolveu levar a partida da próxima quinta-feira, contra o Figueirense, pelas quartas de final da Copa do Brasil, para o estádio do Pacaembu, apesar de todo o descontentamento do técnico Dorival Júnior.

“Não sairia da Vila de maneira nenhuma. Agora, isso é decidido com presidente e diretoria. Eu tenho de respeitar e cumprir. A minha opinião, todos sabem e conhecem. A partir do momento que seja definida a situação, eu tenho de preparar a equipe da melhor maneira possível. É uma situação que foi conversada exaustivamente dentro do clube. Vamos cumprir, mas gostaria de não ter de sair daqui de dentro”, explicou o treinador.

Para sustentar sua tese, Dorival ignora até a baixa média de público do clube e explica os motivos pelo qual vê prejuízo em tirar o time de sua casa. “Dando mil pessoas ou dez mil, eu gostaria de não sair da Vila nunca. Sei o quanto eles se sentem confortáveis e apoiados aqui dentro. Temos aqui dentro uma mística muito grande. Lógico que se você não tem uma boa equipe, não adianta nada. Você tem de complementar a sua equipe com alguns fatores que possam auxiliar no rendimento”.

O elenco alvinegro também costuma brigar ferrenhamente pela manutenção dos jogos na Vila, também em função de minimizar o desgaste com as viagens, já que o clube precisa subir e descer a Serra para atuar em São Paulo. Porém, na contramão, Victor Ferraz revelou uma certa saudade do charmoso palco paulistano.

“A Vila Belmiro é a nossa casa, mas a gente sabe que no Pacaembu a torcida vai lotar, empurrar. Inclusive, a gente fala ali, entre a gente, que até estamos com saudade de jogar lá também. Vai ser bom para eles nos prestigiarem”, comentou o lateral direito.

Nilson não marca, mas se contenta com assistência e ganha elogios

Na véspera da partida contra o Inter, Nilson foi sincero e admitiu que o jogo seria seu verdadeiro “teste” no Santos. Emprestado pelo Cianorte, do Paraná, o centroavante teve apenas a sua segunda chance como titular e, mesmo sem balançar as redes, aprovou sua atuação, mantendo vivo o objetivo de renovar seu contrato ao fim do ano.

“É uma responsabilidade muito grande. O Ricardo vive uma grande fase. Tentei me esforçar ao máximo, ajudar na marcação. Fiz um bom jogo, nunca é fácil substituir o Ricardo”, lembrou o atleta de 24 anos. “Estou muito feliz. Foi uma atuação digna de Santos. Todos ali da comissão me passaram bastante tranquilidade e pude desenvolver meu melhor.”

No segundo tempo, Nilson acabou substituído por Leandro. E aquela bola que o centroavante esperou o jogo todo caiu nos pés do camisa 7, que aproveitou a oportunidade e marcou o terceiro gol do Peixe na vitória por 3 a 1 em cima do Inter. Em vez de lamentar a falta de sorte, Nilson preferiu enaltecer sua participação no primeiro gol do Santos, marcado por Marquinhos Gabriel, após linda assistência dele.

“Foi uma jogada rápida, na qual o Vitinho (Victor Ferraz) pegou a bola, consegui antecipar o zagueiro, ele me deu um pouco de espaço, consegui virar e acertar um belo passe para o Marquinhos, que teve felicidade no domínio e na conclusão. Fico feliz pela partida. Não fiz gol, mas consegui colaborar com uma vitória importante dentro de casa”, relatou.

Depois do jogo, Dorival Júnior elogiou a atuação de seu suplente, ressaltando a importância de ter um elenco nivelado para superar os desfalques e seguir vencendo seus adversários.

“A entrada do Nilson foi muito boa. A do Paulo (Ricardo), também. Isso, sim, é um ponto importante. Certamente perdemos jogadores importantes. Mesmo assim, a resposta tem sido boa”, avaliou o comandante santista.

Internacional 1 x 0 Santos

Data: 28/06/2015, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 9ª rodada
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, RS.
Público: 26.143 pessoas (22.495 pagantes)
Renda: R$ 618.895,00
Árbitro: Dewson Freitas Silva (PA)
Auxiliares: Rodrigo Corrêa (RJ) e Celso Luiz da Silva (MG).
Cartões amarelos: Jorge Henrique, William e Lisandro López (I); Neto Berola (S).
Cartão vermelho: David Braz (S)
Gol: Valdívia (31-2).

INTERNACIONAL
Alisson (Muriel); William, Ernando, Alan Costa e Alan Ruschel (Valdívia); Rodrigo Dourado, Anderson, Jorge Henrique e D’Alessandro; Nilmar (Rafael Moura) e Lisandro López.
Técnico: Diego Aguirre

SANTOS
Vladimir; Daniel Guedes (Caju), Werley, David Braz e Victor Ferraz; Lucas Otávio, Thiago Maia e Lucas Lima; Geuvânio (Marquinhos Gabriel), Ricardo Oliveira e Gabriel (Neto Berola).
Técnico: Marcelo Fernandes



Valdívia sai do banco e define vitória do Inter sobre o Santos no Beira-Rio

Depois de passar algumas rodadas fora da equipe do Internacional por lesão, o garoto Valdívia voltou a ver sua estrela brilhar. Neste domingo, ele saiu do banco e marcou o gol de uma difícil vitória colorada sobre o Santos, no Beira-Rio, por 1 a 0. Aos 31 minutos da etapa final, ao tentar efetuar um cruzamento para a área em falta lateral, ele bateu fechado demais e encobriu o goleiro Vladimir, marcando um golaço.

O jogo foi bastante aberto no Beira-Rio, com boas chances para os dois lados no primeiro tempo. Na etapa final, o Inter conseguiu se impor e chegou ao gol. A expulsão do zagueiro David Braz logo após o gol, por reclamação, facilitou a administração do resultado por parte da equipe gaúcha.

O jogo

O Beira-Rio viu um primeiro tempo agradável e aberto, com apenas seis faltas ao todo e muito tempo de bola rolando. O Santos começou melhor, chegando com perigo em um chute de Geuvânio e numa cabeça de Gabriel, esta defendida por Alisson. Aos 13 minutos, o goleiro colorado sentiu lesão e teve de sair do jogo. Muriel, seu irmão e reserva, entrou e já teve trabalho aos 16, pegando falta batida por Geuvânio em dois tempos.

Depois de um começo morno, o Inter saiu de trás e ensaiou uma pressão. Primeiro, D’Alessandro fez boa jogada individual e chutou por cima, com perigo. Aos 20, o argentino lançou Nilmar, que dominou na área e bateu cruzado para defesa de Vladimir. A melhor chance viria aos 22, em cabeçada de Ernando no travessão após escanteio curto levantado na área por Anderson.

O jogo caiu um pouco de ritmo a partir dos 25, mas ainda assim algumas oportunidades foram criadas. Ricardo Oliveira e Victor Ferraz obrigaram Muriel a boas defesas em chutes de fora da área. Aos 32, D’Alessandro lançou Nilmar na cara do gol, mas Vladimir abafou a conclusão e salvou o Peixe. O time paulista ainda teve boa chegada aos 44, com chute de primeira de Gabriel por cima, aproveitando sobra dentro da área.

O Santos voltou novamente mais aceso no segundo tempo. Aos três minutos, Geuvânio arriscou de longe e Muriel pegou em dois tempos com dificuldade. Aos 11, Lucas Lima cruzou da direita para Ricardo Oliveira, mas Ernando salvou de carrinho. O Inter respondeu em cabeçada de Valdívia, que entrara no começo da etapa complementar, por cima.

O Inter passou a pressionar mais a partir dos 20 minutos. Primeiro, Nilmar tabelou com D’Alessandro e cruzou para um lindo sem pulo de Lisandro López por cima. Aos 25, Jorge Henrique cruzou, Nilmar escorou e D’Alessandro pegou de primeira, para fora. Aos 31, o gol: em falta ao lado da área, Valdívia levantou fechado demais e acabou encobrindo o goleiro santista. Após o lance, o zagueiro David Braz foi expulso por reclamação.

Valdívia ainda quase marcou outro aos 35, quando um chute seu da entrada da área se desviou na zaga e por pouco não entrou. A melhor chance do Peixe para empatar veio aos 45: Lucas Lima bateu na entrada da área, a bola desviou na defesa do Inter e quase enganou Muriel.

Fernandes lamenta “gol achado” e se diz cansado de não vencer jogando bem

Marcelo Fernandes julgou a derrota por 1 a 0 para o Internacional incompatível com o que produziu o Santos em Porto Alegre. Ele lamentou muito o lance que decidiu a partida – Valdívia admitiu ter tentado cruzar a bola que entrou – e a “sortezinha” que tem faltado à sua equipe.

“Não vou abrir mão de o Santos jogar o que está jogando porque vai pegar A ou B fora de casa. Infelizmente, mais um detalhe nos prejudicou hoje. Com todo o respeito, o Inter achou um gol, o gol foi achado. É um resultado até mais decepcionante do que outros que a gente teve”, afirmou o técnico.

“Cansa. A gente jogou bem, teve tantas finalizações e não ganhou. Os caras tão chateados. A gente sai muito chateado porque tinha totais condições de conseguir outro resultado. Vem faltando o detalhe, faltando a sortezinha, o arremate final. São situações de jogo, que acontecem no Beira-Rio e em qualquer outro lugar”, acrescentou.

A derrota no Rio Grande do Sul ampliou o jejum do Santos como visitante – a última vitória aconteceu no distante dia 14 de março, contra o Marília, no Campeonato Paulista. Chateado, Fernandes fez uma defesa não tão empolgada de Vladimir, encoberto por Valdívia no gol colorado.

“Não, eu não cogito nada”, disse o treinador, questionado sobre a possibilidade de sacar o goleiro. “Só não posso tomar gol em bobeiras nossas, como foi com Lucas Lima outra vez, com David Braz em outra. Mas o grupo é fechado. O Vladimir já salvou o Santos em várias partidas. Não tem essa, não tem caça às bruxas.”

David Braz reclama de cartão vermelho e diz que juiz “quis aparecer”

Expulso por reclamação pelo árbitro Dewson Fernando Freitas da Silva, David Braz deixou revoltado o gramado do Beira-Rio na derrota por 1 a 0 do Santos para o Internacional. Mesmo bem mais calmo no vestiário, o zagueiro insistiu veementemente que não mereceu o cartão vermelho em Porto Alegre.

“Ele quis aparecer, na verdade”, resumiu. “Não pode ser assim, cara. Não dá nem para trocar ideia. É futebol. Futebol é comunicação também. Eles podem errar, como nós, faz parte. Eu procurei ter equilíbrio ali, tive muita tranquilidade para falar com ele. Na minha opinião, quis aparecer.”

David Braz tinha recebido um cartão amarelo no primeiro tempo ao perder disputa com Lisandro López e agarrar o argentino. Após o gol de falta de Valdívia, aos 34 minutos da etapa final, o beque se aproximou do árbitro, falou com ele por alguns instantes e acabou levando mais um cartão.

“Foi uma bola à queima-roupa, não tinha como o Lucas Otávio tirar o braço”, disse o zagueiro, referindo-se ao lance que originou o tento colorado. “Saiu o gol, eu comentei dessa regra para ele. Falei que vi a regra nessa semana. Ele não lembrava que eu tinha amarelo. Se lembrasse, não daria outro cartão.”

Há uma determinação da comissão de arbitragem responsável pelo Campeonato Brasileiro para não admitir reclamações. A orientação é que se puna com rigor as queixas feitas pelos jogadores dentro de campo, especialmente quando há gesticulação com os braços.

“Foi isso mesmo. Ele falou que fui acintoso. Em nenhum momento falei palavrão, não teve nenhuma situação para ele me dar cartão. Falei tranquilo, mas ele quis aparecer”, acrescentou Braz, lembrando que Robinho já havia sido vítima de Dewson no ano passado, quando ainda nem havia essa determinação aos juízes.

“Ele já teve essa falha. No Botafogo e Santos da Copa do Brasil, expulsou o Robinho. Todo o mundo criticou porque foi muito rigoroso. Expulsou o Robinho em um lance em que ele nem reclamou”, comentou. “Todos os jogadores estão sendo perseguidos. Não dá para falar com o juiz. Nada”, concluiu.

Acha que é Dewson?
Victor Ferraz se mostrou tão irritado quanto David Braz na saída do gramado do Beira-Rio. Ao ser questionado sobre a derrota do Internacional, começou a disparar contra Dewson Fernando Freitas da Silva, assegurando que as palavras foram ditas pelo zagueiro em tom respeitoso.

“A bola pegou na mão do Lucas Otávio. Depois, ele expulsou o David Braz. Estava ali, sou testemunha. O David Braz não falou um palavrão para o juiz. Isso não existe. Qualquer coisa que diz, o cara é expulso. Expulsou por quê? Agora, é Deus”, esbravejou o lateral.

Santos 1 x 2 Internacional

Data: 02/11/2014, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 5.907 pagantes
Renda: R$ 170.950,00
Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA).
Assistentes: Alessandro Rocha de Matos e Luiz Carlos Silva Teixeira (ambos da BA).
Cartões amarelos: Cicinho e Edu Dracena (S); Alisson, Alan Patrick, Fabrício e Jorge Henrique (I).
Gols: Aránguiz (24-1); Gabriel (17-2) e Aránguiz (35-2).

SANTOS
Aranha; Cicinho, Edu Dracena, Bruno Uvini e Mena; Arouca, Alison (Renato) e Lucas Lima; Gabriel (Leandro Damião), Robinho e Rildo (Jorge Eduardo).
Técnico: Enderson Moreira

INTERNACIONAL
Alisson; Cláudio Winck, Alan Costa, Ernando e Fabrício; Willians, Aránguiz, Alan Patrick (Bertotto), Jorge Henrique e D’Alessandro (Welington Paulista); Nilmar (Ygor).
Técnico: Abel Braga



Internacional vence Santos na Vila pela 1ª vez na história e volta ao G4

Com dois gols do chileno Aránguiz, equipe gaúcha sobe para a terceira colocação e fica três pontos do vice-líder São Paulo

O Internacional conseguiu quebrar um tabu histórico neste domingo. A equipe colorada visitou o Santos na Vila Belmiro e venceu por 2 a 1, resultado que representa o primeiro triunfo dos gaúchos no estádio santista. Além disso, a equipe comandada por Abel Braga segue firme na briga pelo G4 do Campeonato Brasileiro , enquanto os paulistas voltam a focar nas semifinais da Copa do Brasil.

Para dar o importante passo em busca de uma vaga na Libertadores da próxima temporada, Internacional contou com a qualidade de seus jogadores sul-americanos. No primeiro gol, Aránguiz marcou depois de receber passe açucarado do argentino D’Alessandro. No segundo tempo, depois de sofrer o empate, o chileno voltou a aparecer para garantir o triunfo.

A vitória deixou o Internacional na terceira colocação, ainda mais perto de garantir uma vaga na competição continental. O time colorado agora soma 56 pontos, com seis rodadas para o fim, e tem um compromisso fundamental no próximo final de semana. No domingo, às 17 horas (de Brasília), a equipe de Abel Braga faz o clássico diante do Grêmio, que também sonha com Libertadores.

O Santos, por sua vez, permanece com 46 pontos, apenas na oitava colocação, e volta suas atenções à Copa do Brasil, caminho escolhido pela equipe para chegar à Libertadores. Na próxima quarta-feira, às 22 horas (de Brasília), o Peixe recebe o Cruzeiro, na Vila Belmiro, pela segunda partida das semifinais da Copa do Brasil. O desafio é reverter a vantagem dos mineiros, que venceram por 1 a 0 em BH.

O jogo

Mesmo com a decisão contra o Cruzeiro na próxima quarta-feira, Enderson Moreira preferiu escalar o time titular. O Inter, por sua vez, sabia da importância do resultado para seguir firma na briga pela Libertadores. Desta forma, a partida na Vila Belmiro foi movimentada desde os primeiros minutos. O time da casa tinha mais presença no ataque, porém falta objetividade para definir as jogadas.

Os espaços deixados pelo Santos eram bem aproveitados pelo Inter, que quase chegou ao primeiro gol logo aos oito minutos, mas Nilmar não alcançou o cruzamento rasteiro. D’Alessandro também deu trabalho aos 12, em chute de fora da área que obrigou boa defesa de Aranha. No lance seguinte, Robinho apareceu livre na cara do goleiro e chutou à esquerda da meta colorada.

Aos 14, o Santos carimbou o travessão com Bruno Uvini, e Gabriel chegou a balançar as redes. O atacante, no entanto, foi flagrado em posição de impedimento. Sem marcar, o time da Vila foi castigado. Lucas Lima errou o passe no meio de campo, D’Alessandro ligou o contra-ataque, encontrou Aránguiz livre na área, o chileno levou para a perna esquerda e abriu o placar aos 24.

O gol colorado não mudou a cara do jogo. O Internacional seguiu com a sua estratégia de permanecer no campo de defesa, esperando o momento certo para atacar, enquanto o Santos tinha dificuldades para chegar efetivamente com perigo. Os donos da casa ainda mostravam maior desorganização em campo, mostrando que Enderson Moreira teria trabalho nos vestiários para buscar a virada.

O treinador alvinegro tentou dar mais qualidade ao meio de campo no segundo tempo. Renato entrou na vaga de Alison, mas a presença de um jogador mais experiente não acalmou os ânimos do time santista. Edu Dracena foi amarelado logo aos quatro minutos e Arouca, na sequência, cometeu falta perigosa que quase originou o segundo gol colorado.

Com o passar do tempo, o Santos conseguiu se organizar. O time da casa, que já trabalhava a bola no meio de campo durante o primeiro tempo, passou a transformar a posse de bola em chances de gols. Aos 13, Robinho recebeu no lado esquerdo, saiu da marcação ao dominar no peito, invadiu a área com liberdade, mas errou o chute, sem levar perigo à meta de Alisson.

Abel Braga não escondia sua irritação com a postura defensiva do Colorado. O treinador temia pelo empate, o que não demorou a acontecer. Aos 17, Cicinho saiu livre no lado direito, arrumou espaço para o cruzamento, Gabriel se antecipou à marcação já na pequena área e apareceu para desviar ao fundo das redes, deixando tudo igual na Vila Belmiro.

O empate fez o Santos crescer na partida. O Inter já não conseguia ligar os contra-ataques e o final de jogo foi dominado pelo time da casa. Robinho recebeu de Lucas Lima, saiu na cara de Alisson, mas foi travado bno momento do chute. Na sequência, Edu Dracena desviou de cabeça no meio da área, Rildo ficou livre na pequena área, porém conseguiu chutar para fora.

Apesar do amplo domínio, o Santos novamente pecava no momento da finalização e acabou sendo castigado. Ao dividir uma bola na intermediária, Mena jogou para trás, Aranha pegou com as mãos e o árbitro marcou o recuou, para a irritação dos jogadores alvinegros. Na cobrança do tiro indireto, Aránguiz bateu rasteiro com força, o chute passou por baixo da barreira e balançou as redes.

Robinho ameniza derrota do Santos na Vila: “Estamos preocupados com quarta”

Jogador exaltou volume de jogo do time e espera não perder chances de gol diante do Cruzeiro, pela semi da Copa do Brasil

Pela primeira vez na história, o Santos perdeu para o Internacional na Vila Belmiro. Apesar de reencontrar o Cruzeiro na quarta-feira, pelo segundo jogo das semifinais da Copa do Brasil, Enderson Moreira não quis dar descanso aos seus jogadores, colocou o time titular, mas não evitou o revés por 2 a 1. O pensamento dos atletas, no entanto, era diferente. Logo após o apito final, Robinho deixou o gramado alegando que o foco é na decisão contra os mineiros.

“A gente criou muito e jogamos bem. Agora, espero que os gols que não saíram hoje possam sair na quarta-feira. Estamos preocupados com a quarta-feira. Tenho certeza que a bola vai entrar”, declarou o atacante, que desperdiçou chances claras, principalmente no segundo tempo, que poderia mudar o resultado do confronto na Vila.

O Santos teve maior presença de ataque ao longo dos 90 minutos, saiu atrás no placar, mas buscou o empate e dominava o adversário no segundo tempo. Robinho ficou livre dentro da área, teve espaço para o chute, porém chutou longe da meta do time gaúcho. Na sequência, o atacante ainda saiu na cara de Alisson e foi travado pela marcação.

Rildo também teve a chance de virar a partida e jogou pela linha de fundo, mas as chances desperdiçadas ainda foram amenizadas pelos santistas. Mesmo com o segundo gol do Internacional e a confirmação da vitória colorada na Vila Belmiro, o discurso do capitão Edu Dracena também ressaltou a importância do duelo contra o Cruzeiro, na próxima quarta-feira.

“Quarta-feira é o jogo mais importante na temporada. Espero que a bola possa entrar na quarta. Gostaria de aproveitar para pedir a paciência do torcedor desde o início, pois será um jogo tão difícil como foi hoje. Quero pedir para o torcedor vir à Vila e cantar até o final”, destacou o defensor santista.

Aranha questiona critério de árbitro em lance crucial na derrota do Santos

Suposto recuo de bola originou tiro livre indireto dentro da área do Santos na partida contra o Inter que acabou em gol

O lance crucial na derrota do Santos para o Internacional, domingo, gerou muita dúvida e discussão no clube paulista. O árbitro Jaílson Freitas assinalou tiro livre indireto, dentro da área, ao interpretar que o goleiro Aranha não poderia ter agarrado com as mãos a bola recuada por Mena. Na cobrança, o Inter marcou o gol da vitória.

“Perguntei a todos sobre o recuo e ninguém me disse com certeza. A regra deixa uma interrogação, no meu entendimento. Se está bem especificado, não tem o que falar”, comentou Aranha, nesta segunda-feira, ao ser questionado sobre a jogada.

O goleiro disse também que não viu o lance na televisão, pois evita assistir programas esportivos, e também não conversou com o lateral chileno após o jogo. Na jogada, Mena deu um alto do meio-campo em direção ao gol santista.

“A bola veio, esperei o quique e peguei. O juiz tomou a decisão dele. Fui para pegar com a mão, ia segurar um pouco, não sei se está certo, ninguém tem certeza. O Mena muito menos. Não foi a intenção dele recuar”, explicou o camisa 1.

Técnico do Santos discute com repórter em pergunta sobre eliminação na quarta

Enderson Moreira não gostou de ser questionado sobre a desvantagem da equipe na semifinal da Copa do Brasil

A simples menção de que o Santos pode ser eliminado na próxima quarta-feira já é capaz de irritar Enderson Moreira. Neste domingo, ao ser questionado sobre o futuro da equipe na temporada em caso de queda para o Cruzeiro nas semifinais da Copa do Brasil, o treinador não escondeu o seu descontentamento, desviou o foco da resposta e discutiu com o repórter responsável pela pergunta.

Na entrevista coletiva após a derrota para o Internacional , o comandante santista falava sobre a compreensão demonstrada pela torcida até o momento, mesmo com mais um resultado negativo na Vila Belmiro. Desta forma, Enderson Moreira foi questionado se haveria a mesma paciência nas arquibancadas caso o time alvinegro fosse eliminado na quarta.

“Você está colocando que se não ocorrer a classificação, vai acontecer uma tragédia. Você está incitando a violência?”, respondeu o treinador, sem pensar na possibilidade de eliminação. A questão, entanto, abordava o futuro da equipe na temporada, já que a queda para o Cruzeiro deve minar o sonho do torcedor alvinegro de chegar à Libertadores na próxima temporada.

Logo na sequência, após um claro desconforto na sala de imprensa da Vila Belmiro, o treinador voltou a mostrar irritação com mais questão. Após o apito final e a confirmação da derrota, o time se reuniu no centro do gramado, com o próprio treinador, e teve uma última conversa antes de entrar para o vestiário, recebendo o reconhecimento da torcida pela entrega.

Enderson, então, foi questionado se a atitude havia sido combinada antes do jogo. “Ensaiar? A gente não ensaia comemoração, não ensaia reunir todo mundo no final, é uma questão de todo grupo. Estamos focados, o time jogou com inspiração, transpiração, não podemos falar absolutamente nada, são resultado que acontecem”, rechaçou o treinador.

Escalação

No meio do confronto semifinal da Copa do Brasil, Enderson Moreira deu indícios de que poderia atuar com um time misto neste domingo, contra o Internacional, na Vila Belmiro. O treinador, no entanto, surpreendeu a todos no anúncio da escalação. Sem se preocupar com o jogo na quarta-feira, colocou em campo todos os titulares à disposição.

“A gente não pode abandonar o Campeonato Brasileiro. Hoje era um confronto direto, poderíamos diminuir a distancia, então não poderíamos desistir disso. Todos os jogadores mostraram recuperação plena para o jogo de hoje, assim não se justificava a retirada de algum deles por causa do desgaste físico” justificou o treinador do Santos, que agora está a oito pontos do G4.