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Corinthians 2 x 1 Santos

Data: 31/03/2019, domingo, 16h00.
Competição Campeonato Paulista – Semifinal – Jogo de ida
Local: Arena Corinthians, o Itaquerão, em São Paulo, SP.
Público: 39.919 pagantes
Renda: R$ 2.467.185,50
Árbitro: Vinícius Gonçalves Dias Araújo
Auxiliares: Anderson José de Moraes Coelho e Bruno Salgado Rizo.
VAR: Rodrigo Guarizo, auxiliado por Fabrício de Moura e Thiago Peixoto.
Cartões amarelos: Sornoza (C) e Alison (S).
Gols: Manoel (03-1), Derlis González (07-1) e Clayson (31-1).

CORINTHIANS
Cássio; Fagner, Manoel, Henrique e Danilo Avelar; Ralf, Júnior Urso e Sornoza (Richard); Vagner Love (Pedrinho), Clayson (Mateus Vital) e Gustagol.
Técnico: Fábio Carille

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Felipe Aguilar (Lucas Veríssimo), Luiz Felipe e Felipe Jonathan; Alison, Diego Pituca, Carlos Sánchez (Soteldo) e Jean Mota; Cueva (Rodrygo) e Derlis González.
Técnico: Jorge Sampaoli



Corinthians aproveita melhor as falhas e sai na frente do Santos na Arena

O Corinthians foi melhor em um jogo de falhas individuais na tarde deste domingo, na Arena, contra o Santos, pela partida de ida da semifinal do Campeonato Paulista. Contando com um gol de Manoel e outro de Clayson, o time do Parque São Jorge só não teve uma vantagem maior porque Cássio saiu muito mal do gol no lance em que Derlis anotou o gol solitário dos visitantes. A disputa segue bastante aberta.

A decisão será apenas na segunda-feira, dia 8 de abril, no estádio do Pacaembu. Como a Vila Belmiro está em reforma, o Peixe escolheu o estádio municipal paulistano para exercer o seu mando e vai precisar de uma vitória por um gol de diferença para levar aos pênaltis. Dois gols de diferença ou mais dão a vaga ao time da Baixada, enquanto o Timão joga por todos os outros resultados.

Ambos os times têm compromissos no meio da semana, porém. Os comandados de Fábio Carille seguem em uma sequência caseira e encaram a volta da terceira fase da Copa do Brasil, frente ao Ceará, na quarta-feira, na Arena. Um dia depois, Sampaoli e seu elenco visitam o Atlético-GO, pela ida da terceira fase da mesma competição.

O jogo

O jogo poderia ter começado praticamente 1 a 0 para o Corinthians, mas o ritmo foi tão alucinante que o 1 a 1 já estava no placar aos sete minutos da etapa inicial. O primeiro gol saiu em cruzamento de Sornoza, batendo falta pelo lado esquerdo do ataque, que achou Manoel livre entre os zagueiros. O desvio foi leve, mas o suficiente para superar Vanderlei, que mal se mexeu. Sem encostar na bola, porém, o Timão viu o Peixe ganhar escanteio, Jean Mota bater e Cássio falhar feio, espalmando para Derlis cabecear ao gol vazio.

O empate tirou o que poderia ser um ritmo avassalador do Timão, aproveitando a empolgação da torcida. Até os 30 minutos, apenas um chute forte de Jean Mota e uma cabeçada torta de Henrique foram lances de perigo. Em um lance sem grande esforços dos corintianos, porém, Luiz Felipe afastou mal a bola em duas oportunidades e deixou Clayson no mano a mano com Victor Ferraz. Mérito do corintiano de cortar para dentro e acertar um chute rasteiro, sem chances para Vanderlei.

O gol animou os donos da casa, que tentaram aproveitar para ampliar a vantagem antes do intervalo. Em outro bom lance de Clayson, o atacante limpou dois adversários e cruzou na área, a zaga afastou e Fagner chutou para o que seria o terceiro gol. Vanderlei, porém, já havia aberto mão de fazer a defesa para socorrer Felipe Aguilar, desacordado após choque com Danilo Avelar. O processo teve até entrada de ambulância no gramado para retirada do atleta, esfriando o ânimo até o fim da primeira etapa.

O segundo tempo da partida prometia um outro duelo com alta intensidade, mas, em vez da bola jogada por baixo, a etapa final mostrou um jogo muito mais físico. Sampaoli, que optou pela entrada de Rodrygo na vaga de Cueva, viu seu time sofrer para impor o seu ritmo de marcação. Sem trocar passes, o Timão apostou na ligação direta para Gustagol e Vagner Love, normalmente no mano a mano com os zagueiros.

A estratégia deu certo durante cerca de meia hora, com os atacantes levando vantagem sempre que a bola chegava no ataque, mas pecando na hora da finalização. Love chutou uma vez por cima do gol. Depois, Clayson tentou de bicicleta, Vanderlei espalmou e conseguiu afastar no limite antes de Love concluir. O domínio permaneceu até as substituições de Carille, que mandou a campo Pedrinho, Richard e Vital.

Com jogadores mais leves, o Peixe viu seu espaço aumentar e o Corinthians recuar. Soteldo entrou para dar mais velocidade e o Peixe pressionou nos minutos finais, com escanteios e seguidas bolas alçadas na área. Rodrygo, em bom lance, quase achou Derlis no meio da área, mas Cássio assegurou o triunfo corintiano.

Santos tem maior posse, mas falha nos arremates contra Corinthians eficiente

O Santos teve um domínio enganoso no clássico deste domingo contra o Corinthians, na derrota da primeira semifinal do Campeonato Paulista. No quesito posse de bola, foi superior, com 61,1% contra 39,9% do adversário. Mas o Peixe falhou muito nas finalizações e encontrou um adversário extremamente concentrado e eficiente em Itaquera.

O Corinthians foi mais vertical na partida. Finalizou mais, foram oito chutes e acertou cinco na direção da meta do goleiro Vanderlei – um aproveitamento de 62,5%. Marcou dois gols, que lhe dão uma vantagem para o compromisso de volta no Pacaembu. Clayson foi o destaque: além do gol, acertou mais um arremate na direção do gol adversário.

O Santos, por sua vez, teve sete finalizações na partida deste domingo. E acertou apenas um, justamente o gol do atacante Derlis González. Jean Mota, grande destaque santista no Estadual, tentou duas vezes, mas desperdiçou as chances. O meia-atacante não estava inspirado no confronto.

Sampaoli reconhece superioridade do Corinthians sobre o Santos

O Santos acabou derrotado por 2 a 1 no primeiro jogo pela semifinal do Campeonato Paulista, disputado na tarde deste domingo. Sem fazer rodeios nem usar termos rebuscados, o técnico Jorge Sampaoli reconheceu a superioridade do Corinthians durante o confronto em Itaquera.

“O jogo correu como o Corinthians quis e não como nós queríamos. Não encontramos o jogo que estamos acostumados e jogamos como o adversário quis. Não fizemos uma boa partida e, agora, precisamos nos preparar para o que vem”, disse Sampaoli.

Logo no começo da partida, após cruzamento de Sornoza, Manoel marcou de cabeça. Pouco depois, Derlis aproveitou falha de Cássio para empatar. Ainda no primeiro tempo, Luiz Felipe vacilou feio e Clayson anotou o gol que garantiu a vitória corintiana.

“Houve méritos do adversário. Reitero que a chave na análise do jogo é que o Corinthians jogou como quis: prevaleceu, ganhou muito bem e nos neutralizou. Não nos sufocou, mas incomodou e não tivemos resposta. Mérito do rival e incapacidade nossa para gerar ataques”, declarou Sampaoli.

O segundo e decisivo confronto entre Santos e Corinthians está marcado para as 20 horas (de Brasília) da próxima segunda-feira, no Estádio do Pacaembu. Empate beneficia o time paulistano, enquanto triunfo por um gol da equipe praiana leva a decisão aos pênaltis.

“Temos que trabalhar muito para conseguir surpreender um time que se defende com bastante gente. Eles se multiplicam para defender e precisamos de outras variações para atacar”, disse Sampaoli, que pega o Atlético-GO às 19h15 (de Brasília) de quinta-feira, fora de casa.

Substituto de Aguilar, Veríssimo projeta virada sobre o Corinthians

Escolhido pelo técnico Jorge Sampaoli para substituir Felipe Aguilar, Lucas Veríssimo assegura que a saída do colombiano não influenciou no rendimento do Santos diante do Corinthians. O defensor, derrotado em Itaquera neste domingo, manifestou confiança na virada com o mando de campo.

Após choque de cabeça com Danilo Avelar, Aguilar caiu no gramado e chegou a ficar desacordado, causando preocupação entre os jogadores. Sem condições de seguir, o colombiano deixou o campo de ambulância e acabou substituído por Veríssimo já nos acréscimos do primeiro tempo, com o placar em 2 a 1 para o Corinthians.

“Infelizmente, foi uma fatalidade e espero que ele esteja bem. Estávamos até procurando informações. Mas acredito que isso não tenha influenciado. Treinei na equipe titular durante a semana. Então, foi uma mudança que acabou acontecendo, mas nosso time se comportou bem”, declarou Veríssimo.

Avaliado por neurologista no Hospital Sírio Libanês, Aguilar passou por tomografia e não teve qualquer alteração clinica detectada. O defensor passa a noite internado e será reavaliado na manhã desta segunda para possível alta após realização de nova tomografia.

Durante o segundo tempo, com Lucas Veríssimo em campo, o Santos não conseguiu assustar o Corinthians. “Está aberto, mas era um jogo em que a gente podia dar mais. Vamos atuar dentro de casa agora e, se Deus quiser, fazer uma boa partida para sair com a vitória e a classificação”, projetou o zagueiro.

O segundo e decisivo confronto entre Santos e Corinthians está marcado para as 20 horas (de Brasília) da próxima segunda-feira, no Estádio do Pacaembu. Empate beneficia o time paulistano, enquanto triunfo por um gol da equipe praiana leva a decisão aos pênaltis.


Corinthians 0 x 0 Santos

Data: 10/03/2019, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 10ª rodada
Local: Arena Corinthians, em São Paulo, SP.
Público: 41.737 presentes (41.404 pagantes)
Renda: R$ 2.197.534,00.
Árbitro: Douglas Marques das Flores
Auxiliares: Marco Antonio de Andrade Motta Júnior e Evandro de Melo Lima.
Cartões amarelos: Fagner (C); Alison, Mateus Ribeiro, Derlis (S).

CORINTHIANS
Cássio; Fagner, Manoel, Henrique e Danilo Avelar; Ralf, Júnior Urso e Sornoza; Pedrinho (Love), Clayson (André Luis) e Boselli (Mateus Vital).
Técnico: Fábio Carille

SANTOS
Vanderlei; Aguilar, Alison (Cueva) e Gustavo Henrique; Victor Ferraz, Jean Lucas (Rodrygo), Diego Pituca e Felipe Jonatan; Carlos Sánchez (Matheus Ribeiro), Derlis González e Jean Mota.
Técnico: Jorge Sampaoli



Corinthians domina, mas Santos arranca empate em Itaquera

O Corinthians foi melhor, fez talvez sua melhor partida em 2019, mas não conseguiu passar de um empate por 0 a 0 com o Santos diante de 41.737 pessoas na Arena de Itaquera. O Peixe encontrou muitas dificuldades para fugir da marcação e segurar o ímpeto corintiano. Ainda assim, segurou o empate e sondou um triunfo nos minutos finais.

O resultado não garante a classificação antecipada do Corinthians às quartas de final do Campeonato Paulista depois de 10 das 12 rodadas previstas nessa primeira fase. O time da capital é líder do Grupo C com 15 pontos. Já os santistas, já classificados, somam 23 pontos e seguem tranquilos na ponta do Grupo A.

Antes do clássico, muito se falou sobre o duelo de estilos entre Fábio Carille, tratado como pragmático, e Jorge Sampaoli, fã do jogo ofensivo e de posse de bola. Mas, quem surpreendeu foi o comandante corintiano, que teve toda a semana livre para trabalhar antes do encontro desse domingo.

O jogo

O Timão avançou suas linhas, pressionou, criou jogadas de gol, fez Vanderlei trabalhar e também conseguiu matar as tentativas ofensivas do Peixe logo no início das jogadas. Os corintianos se viram apreensivos apenas nos sustos causados pelo zagueiro Henrique.

Apesar do amplo domínio, explícito principalmente pelas jogadas combinadas entre Fagner e Pedrinho pela direita, os mandantes não conseguiram abrir o placar antes do intervalo.

O treinador argentino do Santos, então, resolveu agir. Não só isso. Resolveu ousar. Durante o primeiro tempo, Sampaoli mexeu no posicionamento dos santistas diversas vezes em busca de soluções. Sem efeito, o técnico voltou para a etapa final com Cueva e Rodrygo.

Nos primeiros minutos, o jogo até apresentou um novo equilíbrio, com os times se contra-atacando. Mas, não demorou para o Corinthians retomar seu domínio. A entrada de Vagner Love também contribuiu para isso.

Os dois goleiros contribuíram para as jogadas de gol criadas pelas equipes. Tanto Cássio quanto Vanderlei foram mal quando exigidos com os pés e só não se tornaram vilões pela ineficiência dos atacantes.

Assim, com tantos problemas nos momentos decisivos, Corinthians e Santos não saíram de um empate sem gols, apesar do bom jogo na Arena.

Bastidores – Santos TV:

Sampaoli admite erro e destaca melhora do Santos em clássico “interessante”

O técnico Jorge Sampaoli viu um 0 a 0 “interessante” no clássico entre Corinthians e Santos neste domingo, em Itaquera. O argentino ficou incomodado com o primeiro tempo, admitiu erro e destacou a melhora na etapa final.

“Foi um jogo interessante e muito disputado. Jogadores se ofereceram, os jovens dos dois times fizeram jogo intenso, no segundo tempo fomos buscar o jogo, modificamos taticamente e tivemos controle. Para os treinadores, foi interessante. Esteticamente, não sei. Como técnico, é uma aprendizagem e temos que continuar crescendo”, disse Sampaoli, em entrevista coletiva.

“Ideia era jogar no 3-4-1-2, com gente no espaço, por isso Carlos e Derlis entre centrais e laterais. Pensamos na pressão exagerada no Corinthians e isso poderia gerar um oito versus seis, mas não deu certo. A inclusão de Alison de zagueiro era porque no amistoso os cruzamentos do Corinthians foram muito perigosos e com meias que chegavam. Colocamos um zagueiro para livrar os laterais da bola cruzada. São planos e que não terminaram com solução. Ocorreram outras coisas que prejudicaram nosso jogo e isso tem a ver comigo”, completou.

Sampaoli explicou o problema nos primeiros 45 minutos e a dificuldade de enfrentar equipes de “hierarquia”.

“Corinthians fez pressão alta, nós não encontramos a saída com tanta gente no nosso campo. Tivemos que modificar a estratégia porque sofremos e não pudemos jogar no primeiro tempo. No segundo, encontramos as chances de poder entrelaçar o jogo do início para ter chances que não tivemos no primeiro. Foi mérito do Corinthians”, analisou.

“Equipes maiores têm mais hierarquia, condição distinta. Esse cenário, como o do Palmeiras, geram maior rendimento para os jovens. Tentamos com plantel jovenzinho protagonizar contra rivais de destaque. Temos que tentar melhorar para defendermos mais com a bola. Sem a bola, defendemos bem na área no último passe. Também tem a ver com a hierarquia dos rivais que repetirão o que ocorreu hoje”, concluiu.

Sampaoli cogita Pituca de 1º volante e mira testes por ausência de gringos

O técnico Jorge Sampaoli cogita utilizar Diego Pituca como primeiro volante do Santos. No 0 a 0 com o Corinthians neste domingo, em Itaquera, o meio-campista foi recuado depois das saídas de Alison e Jean Lucas no intervalo. E atuou bem.

“Pituca fez uma grande partida, outro dia de lateral, hoje de volante de contenção, no primeiro de volante misto. Interpreta muito bem o jogo e se encontra mais controle de posição, pode ser primeiro volante pois tem bom passe e isso ajuda muito”, disse Sampaoli, em entrevista coletiva.

O treinador também falou sobre encontrar alternativas por causa da ausência dos selecionados. Convocados para Uruguai, Peru e Paraguai, respectivamente, Carlos Sánchez, Cueva e Derlis González são desfalques certos no primeiro jogo das quartas de final do Campeonato Paulista. Felipe Aguilar e Soteldo ainda podem ser chamados para as seleções da Colômbia e Venezuela.

“Estamos vendo algumas alternativas. Se não modificam o calendário, jogaremos sem os selecionados. Buscaremos formas diferentes, jogamos um partida na Copa do Brasil e agora menos de 72 horas (contra o Corinthians). Evidentemente o time sentiu, pensei no time com outros jogadores. Rodrygo e Cueva nos deram um novo ar, ameaçaram, poderiam ter convertido. Nossa equipe quase não sofreu no segundo tempo. Partido muito agradável para analisar para o futuro. Jogar contra equipe de hierarquia contra o Corinthians muda alguns detalhes e temos que impor nosso estilo depois do que nos passou hoje”, analisou o argentino.


Corinthians 1 x 1 Santos

Data: 13/01/2019, domingo, 17h30.
Competição: Amistoso – Troféu Gylmar dos Santos Neves
Local: Arena Corinthians, o Itaquerão, em São Paulo, SP.
Público: 33.173 total
Renda: R$ 868.451,00
Árbitro: Vinícius Furlan (SP)
Auxiliares: Marco Antônio de Andrade e Evandro de Melo (ambos de SP).
Cartões amarelos: Ramiro, Thiaguinho, Araos (C); Victor Ferraz, Guilherme Nunes, Yuri Alberto e Daniel Guedes (S).
Gols: Gustavo (05-1) e Pedro Henrique (25-1, contra).

CORINTHIANS
Cássio (Walter); Fagner (Michel Macedo), Pedro Henrique (Léo Santos), Henrique (Marllon) e Danilo Avelar (Douglas); Richard (Thiaguinho), Ramiro (Araos), Jadson (Mateus Vital) e Sornoza (Marquinhos); André Luis (Gustavo Mosquito) e Gustagol (Roger).
Técnico: Fábio Carille

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz (Daniel Guedes), Luiz Felipe (Noguera), Gustavo Henrique e Orinho (Yuri); Alison (Guilherme Nunes), Pituca (Copete) e Jean Mota (Arthur Gomes); Derlis González (Carlos Sanchez), Felippe Cardoso (Sasha) e Bruno Henrique (Yuri Alberto).
Técnico: Jorge Sampaoli



Corinthians leva troféu com empate em amistoso contra o Santos

Corinthians e Santos testaram seus elencos em amistoso na Arena de Itaquera na tarde desse domingo. Fábio Carille e Jorge Sampaoli utilizaram 20 atletas ao todo, diante de pouco mais de 33 mil torcedores. Gustagol foi quem se destacou pelo Timão ao marcar o gol da equipe ainda no primeiro tempo. O Peixe empatou graças a gol contra de Pedro Henrique. O jogo terminou com o empate por 1 a 1, mas os corintianos ficaram com o Troféu Gylmar dos Santos Neves por terem recebido um cartão amarelo a menos que os rivais (4 a 3).

Antes da bola rolar, um clima atípico tomou conta do clássico. Primeiro, as duas delegações almoçaram juntas no CT Joaquim Grava. Em Itaquera, os jogadores alvinegros foram apresentados ao seu torcedor com direito a passagem pelo meio dos torcedores, no setor Oeste do estádio.

O ambiente era realmente amistoso, mas, quando a bola rolou, tudo mudou. Ao velho estilo Carille, os donos da casa deram a bola aos visitantes. Na primeira oportunidade que teve de ser mais incisivo, o Corinthians foi fatal.

André Luis se beneficiou de passe de letra errado de Bruno Henrique e cruzou na medida para Gustagol abrir o placar. A comemoração do centroavante foi intensa, afinal, 2019 representa seu retorno ao clube de coração depois de uma passagem lamentável em 2016.

O Peixe detinha mais posse de bola, rodava a bola, mas pecava nos passes mais agudos. Em um dos contra-ataques corintianos, Jadson deixou Gustagol na cara de Vanderlei. Victor Ferraz cometeu falta e atrasou a jogada. O centroavante insistiu, mas chutou desequilibrado e desperdiçou uma grande oportunidade.

Nesse ritmo, o Corinthians por muito pouco não aumentou sua vantagem no placar. A jogada parecia replay do gol. André Luis levantou e Gustagol cabeceou firme. Dessa vez, porém, o goleiro santista executou um verdadeiro milagre e ainda contou com o travessão para impedir que a bola entrasse.

No lance seguinte, o Santos cobrou bola na área corintiana e Pedro Henrique mandou contra o próprio patrimônio. Assim, o primeiro tempo terminou empatado, mesmo que o desempenho dos times não tenha mostrado exatamente isso.

Os primeiros 45 minutos só não foram bem aproveitados por Sornoza, entre os reforços do Corinthians. Já no Santos a sensação foi de que a realidade foi acima das expectativas.

Sem alterações, os rivais alvinegros voltaram para a etapa final. As formações duraram apenas mais 15 minutos e pouco produziram. Primeiro, Sampaoli mandou Sanchez para o lugar de Derlis.

Na sequência, Carille trocou seus 11 atletas de uma vez só, e a escalação ficou assim: Walter; Michel Macedo, Léo Santos, Marllon e Douglas; Thiaguinho, Araos, Marquinhos e Mateus Vital; Gustavo Mosquito e Roger.

Ralf (dores na coxa direita), Clayson, Sergio Díaz e Pedrinho (dores nos joelhos), Romero (aprimoramento físico), Gabriel e Renê Junior (tratamento no Lab R9), Carlos (Seleção Sub 20), Boselli (ainda no México) e Jonathas (Opção de Carille) não foram relacionados para o amistoso.

O técnico argentino do Peixe seguiu sua maneira de colocar jogadores aos poucos. Yuri Alberto e Copete foram os seguintes a entrar em campo.

Na terceira pausa, já aos 30 minutos, Sampoli resolveu colocar Noguera, Daniel Guedes, Guilherme Nunes, Yuri, Sasha e Arthur Gomes.

A partida caiu muito de intensidade e de nível técnico desde então. Além do verdadeiro show de passes errados, cada time teve apenas uma chance clara. Pelo Corinthians, Gustavo Mosquito desperdiçou chance dentro da área. Pelo Santos, Noguera teve um gol anulado por impedimento.

No fim, os donos da casa ficam com o Troféu Gylmar dos Santos Neves por terem recebido um cartão amarelo a menos. No mais, agora é concentração total nessa reta final de pré-temporada.

Sampaoli admite incômodo no Santos e pede reforços urgentes

O técnico Jorge Sampaoli admite insatisfação no Santos e pede reforços urgentes para o presidente José Carlos Peres. A preocupação é com outros clubes de elencos já formados há mais tempo.

“Sobre a insatisfação, eu, quando vim, vim para uma equipe com história, que me motivou a vir e temos que estar à altura da história de Pelé e Neymar, com equipes grandes, que proponham. Expectativa expressada ao presidente e ele está em busca de chegar aos nossos pedidos. Trabalhamos em isso e que a curto prazo com os trabalhos feitos possamos cumprir os objetivos e Santos tenha a chance de competir com clubes de elencos já formados. Queremos que o que pedimos em curto prazo se concretize. Que isso ocorra pronto e que tenhamos o que o Santos merece”, disse Sampaoli, em entrevista coletiva.

“Treinadores nunca estão satisfeitos. Tempo de trabalho é curto, três ou quatro jogos e o treinador acaba. A gente se protege muito. Se eu não estiver à altura, não posso estar, assim como os jogadores. Sempre digo que quando vim para cá, cheguei para um clube grande, de Argentina, Espanha ou Chile via o Santos como grande. Não posso ver como pequeno. Se não posso estabelecer o que sinto, tenho que expressar o que realmente vejo. Todas as conversas com presidente e direção é para isso, exigindo a todos que estamos num clube grande e há que respeitar”, completou.

Sampaoli explica inquietude no banco do Santos: “Sentir o jogo”

Na estreia pelo Santos contra o Corinthians, neste domingo, o técnico Jorge Sampaoli apresentou novidades táticas, como uma linha de três zagueiros, linhas altas e posse de bola elevada, e apresentou seu estilo inquieto no banco de reservas.

O argentino não parou, gesticulou, aplaudiu, foi advertido algumas vezes por quase invadir o campo e chegou a chutar copos d’água, como bem registrou o fotógrafo Mauro Horita, da Gazeta Press.

“Minha característica como técnico, há muito tempo, é de paixão e sentir jogo do banco, com muito respeito aos árbitros e às vezes até saio um pouco da área técnica”, explicou Sampaoli, em entrevista coletiva.

Antes do empate em 1 a 1 com o Corinthians, Sampaoli sentiu fortes dores de cabeça e não conseguiu ir em uma confraternização no CT Joaquim Grava. Em campo, porém, não houve incômodo que fizesse o treinador parar.


Corinthians 1 x 1 Santos

Data: 06/06/2018, quarta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 10ª rodada
Local: Arena Corinthians, em São Paulo, SP.
Público: 27.586 pagantes
Renda: R$ 1.249.919,56
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG)
Auxiliares: Guilherme Dias Camilo (Fifa-MG) e Rodrigo Corrêa (Fifa-RJ)
Cartões amarelos: Roger, Kazim e Romero (C); Victor Ferraz e Lucas Veríssimo (S).
Gols: Roger (07-2) e Victor Ferraz (30-2).

CORINTHIANS
Walter; Mantuan, Balbuena, Henrique e Sidcley; Gabriel e Maycon; Pedrinho (Mateus Vital), Rodriguinho e Romero; Roger (Emerson Sheik).
Técnico: Osmar Loss

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Diego Pituca, Renato e Jean Mota; Gabriel (Léo Cittadini), Eduardo Sasha (Bruno Henrique) e Rodrygo (Copete).
Técnico: Jair Ventura



Sem paz, Corinthians e Santos empatam em jogo quente na Arena

Corinthians e Santos entraram em campo na noite desta quarta-feira buscando paz para os seus treinadores, mas acharam um jogo movimentado no gramado da Arena Corinthians. Em grande atuação de Rodrygo, o Santos foi superior ao Timão e só não saiu com a vitória porque Gabigol não honrou seu nome. O time da casa, que saiu na frente com Roger, não soube se segurar e levou o empate de Victor Ferraz.

Com o resultado, o clube do Parque São Jorge fica cada vez mais longe dos líderes da competição, podendo ver o Flamengo abrir oito pontos de vantagem ao final da rodada. O Peixe, por sua vez, tem 10 pontos conquistados, com um jogo a menos que os adversários, ainda mais próximo da zona de rebaixamento do que do grupo de cima.

Na próxima rodada, os comandados de Osmar Loss terão pela frente o Vitória, novamente em Itaquera, às 21h (de Brasília) do sábado, no penúltimo duelo antes da parada para a disputa da Copa do Mundo. Jair e os seus atletas, por outro lado, encaram o Internacional às 19h (de Brasília) do domingo, na Vila Belmiro.

O jogo

O primeiro tempo começou com as duas equipes impondo um ritmo muito abaixo da expectativa para o clássico, recheado de passes laterais e pouca objetividade. Os únicos que quebravam essa lógica eram Romero e Pedrinho, sempre tentando movimentar-se para o meio e trocar de posição. Rodriguinho e Roger, no entanto, destoaram bastante e mataram a maioria das jogadas corintianas.

Do outro lado, o Peixe postou-se para aproveitar os contra-ataques, principalmente na habilidade do ótimo Rodrygo. No jogo de xadrez entre Loss e Ventura, quem começou melhor foi o time da casa. O lance de maior perigo no começo veio com Sidcley, que recebeu pela esquerda após boa jogada de Pedrinho e bateu cruzado. A bola passou rente à trave de Vanderlei, à direita do gol santista.

O Timão seguiu rondando a área a adversária, mas sem conseguir finalizações de qualidade. Os lances mais perigosos saíam de fora da área, como uma tentativa de Gabriel, por cima do gol. Na resposta, Rodrygo ganhou a jogada pela esquerda e conseguiu espaço na entrada da área para bater. Walter, bem posicionado mandou para escanteio. Foi a senha, no entanto, para o Peixe se sentir confortável.

Pouco depois, em novo escanteio, Jean Mota bateu fechado, a defesa corintiana falhou, Walter ficou plantado e a bola sobrou para Gabigol sem goleiro. O atacante, porém, não honrou o cenário perfeito para quem tem esse apelido, viu a bola quicar, bater no seu joelho e ir por cima do gol. Na resposta, Romero deu lindo “rolinho” no próprio Gabigol, puxou contragolpe e Maycon tentou finalizar na entrada da área, mas mandou fácil para Vanderlei.

O atacante santista, no entanto, teve uma segunda chance de mostrar que merece o apelido, mas falhou novamente. Depois de puxar bom contra-ataque, ele acalmou o lance e, depois de o Santos rodar a bola, recebeu na entrada da área. Em uma rara tabela realizada na defesa corintiana, ele tocou e ganhou na frente de Sasha. Cara a cara com Walter, no entanto, tentou tirar demais do goleiro e mandou para fora.

A resposta do Corinthians saiu de maneira cruel, um dos adjetivos que a torcida santista costuma dar ao seu centroavante. Em uma rara jogada em que Rodriguinho movimentou-se bem, Pedrinho acionou o armador na lateral direita da área e ele cruzou rasteiro para Roger. O centroavante, que também não havia se achado em campo até aquele momento, bateu Veríssimo na movimentação e chutou cruzado, rasteiro, vencendo Vanderlei.

O gol, no entanto, foi um momento fortuito do Timão, que seguiu pior do que o rival, mesmo em vantagem e jogando em casa. É verdade que o juiz ignorou um pênalti claro quando a bola ricocheteou na mão de Renato dentro da grande área, mas aquele lance ofensivo foi apenas um respiro alvinegro em meio às diversas bolas alçadas na área pelos santistas. E logo elas resultaram no empate do Peixe.

Após tanto tentar, Rodrygo conseguiu descolar bom lance pela esquerda após Pedrinho ser desarmado. Romero teve de ajudar no lado direito e deixou um buraco na esquerda. O ponta santista cruzou no segundo pau e Victor Ferraz, acompanhado por um atrasado Rodriguinho, testou para fazer o gol. Walter, que falhou no lance ao cair para dentro do gol, ainda salvou sua barra – e o empate – ao fazer linda defesa em finalização de Rodrygo, assegurando o 1 a 1.

Bastidores – Santos TV:

Jair diz que não se preocupa com Santos perto do Z-4: “Caminho certo”

A goleada sobre o Vitória e o empate em 1 a 1 com o Corinthians, em Itaquera, nesta quarta-feira, devolveram a paz a Jair Ventura no Santos. Antes pressionado, o técnico ganha sobrevida e elogia o desempenho do time.

Depois de duas boas atuações, o Peixe é o 15º no Campeonato Brasileiro. O treinador diz que não se preocupa com a posição na tabela neste momento.

“Sabemos que podemos melhorar, com certeza. A briga do Santos não é embaixo na tabela. Pelo futebol que vem apresentando o Santos, não vamos brigar lá embaixo. Vamos sair. Não estou preocupado. Claro que a pressão fica no treinador. No Brasileiro, sim, foi a melhor atuação. Santos conseguiu ser melhor nos 90 minutos”, disse Jair, em entrevista coletiva.”

“Não saio feliz pelo que nós criamos. Merecíamos uma sorte melhor. Não posso me contentar com o empate. Não fizemos um jogo para empatar. Ou a gente ganha ou a gente perde, jogamos para frente. Não conseguimos fazer mais um gol. A gente sabe. Quem assistiu os lances, vai concordar comigo. Estamos no caminho certo”, completou.

Victor Ferraz elogia Santos em clássico e diz que empate não é bom

Autor do gol do Santos no empate em 1 a 1 com o Corinthians nesta quarta-feira, na arena do rival, Victor Ferraz não viu o ponto conquistado como bom resultado. O lateral-direito entende que a vitória seria merecida.

“Empate não está de bom tamanho. Santos jogou para ganhar. Nossa mentalidade é vencedora. Se tivesse de ter um vencedor, seria o Santos. Normalmente não perdemos esses gols. Mas tenho certeza que contra o Inter vão sair os gols e a vitória”, disse o camisa 4, em entrevista à Rádio Bandeirantes.

O ala, que fez um gol de cabeça após cruzamento de Rodrygo no segundo tempo, lamentou o vandalismo da torcida do Timão – que arremessou diversos objetos no gramado -, e previu um campeonato de recuperação.

“Isso aqui não pode acontecer, ser agredido dessa maneira. Estão com raiva e por pouco não deixamos eles com mais raiva ainda”, afirmou Ferraz ao Premiere.

“Começamos embaixo e já conseguimos recuperar. Já que não deu para começar melhor, vamos tentar o campeonato de recuperação. Temos duas pedreiras e vamos fazer tudo para ganhar e irmos melhores para a parada”, concluiu.

Vanderlei ironiza moedas da torcida do Corinthians: “Dá para comprar um lanche”

Vanderlei foi alvo de moedas da torcida do Corinthians no empate em 1 a 1 do Santos na noite desta quarta-feira, na arena do rival. O goleiro ironizou o vandalismo dos donos da casa.

“Jogaram moeda, errorex (corretivo)… Dá para comprar um lanche com essas moedas (risos). Xingar é normal, jogar as coisas no campo atrapalha o espetáculo”, disse o goleiro, ao Premiere.

O camisa 1 do Peixe analisou o resultado e foi mais um a afirmar que a vitória seria merecida. O alvinegro criou diversas chances e parou em grande defesa de Walter em chute de Rodrygo e duas chances claríssimas desperdiçadas por Gabigol.

“A gente poderia estar mais feliz com a vitória. Tivemos inúmeras chances, mas futebol é assim. Pelo menos conseguimos o empate fora de casa e agora temos que vencer com o Inter. Com a qualidade que temos, não podemos empatar”, completou.

David Braz defende Gabigol após chances desperdiçadas: “Tem nossa confiança”

Gabriel Barbosa, conhecido como Gabigol, teve uma noite infeliz nesta quarta-feira, no empate do Santos por 1 a 1 com o Corinthians, na arena do rival, pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O camisa 10 perdeu duas chances claríssimas, uma em cada tempo. Na primeira, na pequena área, sem goleiro, não teve reação e a bola bateu no seu joelho e subiu. Na segunda, tabelou com Eduardo Sasha e, sozinho, também chutou por cima. Ele acabou substituído por Léo Cittadini nos minutos finais.

Um dos capitães do elenco, David Braz defendeu o companheiro e evitou culpá-lo pelo resultado. Pelo que criou, o Peixe poderia ter vencido pela primeira vez fora de casa no Campeonato Brasileiro.

“Ele não tem o apelido à toa, está acostumado a fazer gols, mas faltou sorte. Ele deve estar revoltado no vestiário e vamos procurar passar tranquilidade a ele. Ele tem nossa confiança”, disse o zagueiro, à Rádio Bandeirantes.


Corinthians 2 x 0 Santos

Data: 03/06/2017, sábado, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 4ª rodada
Local: Estádio de Itaquera, em São Paulo, SP.
Público: 40.169 pagantes (total de 40.436)
Renda: R$ 2.110.601,50
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Auxiliares: Rafael da Silva Alves e Elio Nepomuceno de Andrade Júnior (ambos de RS).
Cartão amarelo: Vitor Bueno (S)
Cartão vermelho: Bruno Henrique (S)
Gols: Romero (24-1) e Jô (29-1).

CORINTHIANS
Cássio; Fagner, Pedro Henrique, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel, Maycon (Camacho), Jadson (Clayson), Rodriguinho (Fellipe Bastos) e Romero; Jô.
Técnico: Fábio Carille

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz (Yuri) e Copete; Renato, Thiago Maia e Vladimir Hernández (Rafael Longuine); Vitor Bueno, Ricardo Oliveira (Rodrigão) e Bruno Henrique.
Técnico: Dorival Junior



Corinthians complica o Santos e isola-se provisoriamente na ponta

O Corinthians continua com rendimento quase irrepreensível nos clássicos disputados em 2017. Na noite deste sábado, fez um grande segundo tempo para vencer o Santos por 2 a 0 em Itaquera. Os gols de Romero e Jô – Rodriguinho e Pedro Henrique também colocaram a bola na rede, mas a arbitragem assinalou impedimento – asseguraram a liderança isolada do Campeonato Brasileiro à equipe campeã paulista. Ao menos por um dia.

Com 10 pontos ganhos, o Corinthians deixou para trás Cruzeiro e Chapecoense, que também iniciaram a quarta rodada com 7 e irão se enfrentar no domingo, no Mineirão. Coritiba e Fluminense, vitoriosos diante de Atlético-PR e Vitória respectivamente, neste sábado, têm 9 cada. Em situação complicada, o Santos soma apenas 3 e está próximo da zona de rebaixamento.

O jogo

Enquanto a torcida do Corinthians gritava que “lugar de peixe é dentro do aquário”, o Santos começava a se mostrar à vontade fora dos seus domínios. Assustou o rival logo aos seis minutos, quando Pablo furou feio em um cruzamento vindo da direita. A bola ficou nos pés de Bruno Henrique, que chutou em cima de Pedro Henrique.

Com pouco mais de 30% de posse de bola até então, o Corinthians adotou a tranquilidade para reverter o panorama da partida. Trocou muitos passes, à procura dos melhores espaços para incomodar o Santos. Foi assim que, aos 16 minutos, Jô apareceu livre do lado esquerdo da área e rolou para trás. A zaga cortou antes que Rodriguinho pudesse concluir a jogada.

Seria pela direita, contudo, que o Corinthians criaria as suas melhores oportunidades de gol, conforme Fábio Carille não demorou a perceber. Por ali, a marcação do lateral esquerdo improvisado Copete era bastante deficiente – o atacante colombiano foi iludido mais de uma vez por dribles de corpo de Fagner e ainda contava com pouco apoio defensivo de Bruno Henrique.

Mas só as triangulações entre Jadson e Fagner do lado direito foram insuficientes para o Corinthians fazer o goleiro Vanderlei trabalhar. Apesar de ter melhorado consideravelmente, o Corinthians passou a abusar do jogo aéreo para encurtar o caminho para o gol, e a área santista, ao contrário do setor onde estava Copete, permanecia muito povoada.

Nesse novo cenário, o Santos se apegou aos contra-ataques para surpreender o rival. Bruno Henrique se provou uma boa opção para avançar em velocidade pela esquerda, mas o apagado Vladimir Hernández estava longe de acompanhar o ritmo pelo meio. Pela direita, Vitor Bueno quase abriu o placar aos 28, quando correu entre os zagueiros corintianos e esbarrou em uma saída de gol providencial de Cássio.

Antes do intervalo, houve mais uma chance para cada lado. Primeiro, aos 40, Fagner inverteu o jogo para a esquerda, e Victor Ferraz deixou a bola passar. Rodriguinho dominou e soltou o pé – foi o primeiro chute do Corinthians na direção do gol –, parando em defesa de Vanderlei. Três minutos mais tarde, o lateral direito santista tentou se redimir com uma conclusão de primeira. A bola passou perto da meta.

Sem fazer alterações no intervalo, Carille se viu obrigado a mexer no Corinthians com menos de cinco minutos da etapa complementar. Maycon reclamou de dores e cedeu lugar a Camacho, que foi a campo com a missão de dar mais qualidade à saída de bola dos donos da casa. Dorival Júnior, em pé na sua área técnica desde o início do clássico, preferiu aguardar para responder.

Era melhor agir logo. Com outro ímpeto, o Corinthians se lançou ao ataque e acuou o Santos. Teve dois gols anulados em menos de cinco minutos. Aos 11, Rodriguinho completou para dentro em posição irregular. Aos 15, Pedro Henrique cabeceou para a rede, mas o assistente considerou que Romero, impedido, atrapalhou a ação de Vanderlei – para revolta de quem já comemorava nas arquibancadas.

Preocupado, Dorival trocou o apático Hernández por Rafael Longuine. Não adiantou. Ainda em cima do Santos, o Corinthians finalmente fez o assistente correr para o centro do campo, aos 24 minutos. Jô desviou a bola de cabeça depois de levantamento de Fagner, e Romero se esticou para finalizar cruzado, premiando a boa apresentação do seu time no segundo tempo.

Cabia mais. Depois de o artilheiro de Itaquera aumentar a sua marca para 19 gols no estádio, o algoz de todos os rivais do Corinthians empolgou-se para confirmar a fama de carrasco – em grande estilo. Aos 29 minutos, Jô girou muito bonito dentro da área do Santos, no ar, para aproveitar a bola ajeitada por Rodriguinho e superar Vanderlei.

O clássico estava definido. Ainda assim, Carille entrou em ação novamente, substituindo Jadson por Clayson. No Santos, Ricardo Oliveira e David Braz haviam deixado o gramado da Zona Leste paulistana para as entradas de Rodrigão e Yuri. Com eles, as esperanças de Dorival se foram de vez após uma cotovelada de Bruno Henrique, punido com a expulsão, em Romero.

Nos minutos finais, já com Fellipe Bastos no posto de Rodriguinho, o Corinthians tocou a bola tranquilo, ao som de “olé”. Entre os torcedores organizados, houve também quem festejasse a vitória sobre o Santos com sinalizadores, gesto repreendido com violência pela Polícia Militar.

Bastidores – Santos TV:

Após derrota, Dorival diz que resultados são ‘questão de tempo’

Depois de três derrotas e apenas uma vitória no Brasileirão, o técnico do Santos, Dorival Júnior, reconhece o momento ruim do time alvinegro e criticou as oscilações da equipe nas últimas partidas do torneio. Neste sábado, a equipe perdeu para o Corinthians por 2 a 0 em Itaquera, pela 4ª rodada da competição, com gols marcados no segundo tempo de jogo, depois de uma primeira etapa equilibrada.

“Quem vê (somente) o primeiro tempo contra o Corinthians, acaba até questionando o resultado. Fizemos um primeiro tempo bom, mas o segundo ruim. No domingo passado (contra o Cruzeiro), foi o inverso. Essas oscilações comprometem”, disse o treinador, em coletiva de imprensa depois da derrota na Arena Corinthians.

Dorival negou que a derrota possa pressionar sua situação como comandante do clube e espera resultados melhores nas próximas rodadas. “Acredito e confio no trabalho que está sendo desenvolvido. É questão de tempo para que os resultados aconteçam. Sempre que tem derrota é natural que a responsabilidade recaia sobre o treinador”.

A derrota fez o Santos cair para a 15ª posição na tabela do Brasileirão depois dos resultados deste sábado, com apenas três pontos conquistados.

Santistas picham subsede após revés e prometem ‘café amigável’ no CT

O Santos já estava sendo alvo de críticas por parte da torcida há muito tempo. Porém, a gota d’água aconteceu neste sábado, quando a equipe comandada por Dorival Júnior perdeu para o Corinthians por 2 a 0, em Itaquera, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. Após o revés, um grupo de cerca de 15 torcedores esperou o ônibus com a delegação para protestar no CT Rei Pelé.

Os santistas cobraram mais raça da equipe, além de pedirem a saída de Dorival. Os indivíduos chegaram até a atirar pedras na direção do veículo. O grupo saiu do local apenas após a chegada de uma viatura da Polícia Militar. Logo na sequência, os jogadores e o treinador conseguiram ir embora.

Além disso, os torcedores da capital também mostraram sua indignação com o momento do time. Isso porque a subsede alvinegra, localizada na avenida Indianópolis, na Zona Sul de São Paulo, amanheceu pichada e com um vidro quebrado neste domingo. Frases como “acabou a paz”, “time covarde” e “mais raça”, foram estampadas nos muros e portões do local.

E as manifestações não devem parar por aí. Nas redes sociais, os santistas estão se organizando para um ‘cafezinho amigável’ na reapresentação do time no CT Rei Pelé, que acontece na tarde desta segunda-feira. Mais de 600 pessoas confirmaram presença em um evento criado no Facebook.

Vale lembrar que esta não é a primeira vez que a torcida se revolta com o time nesta temporada. Após a derrota por 2 a 1 para o Palmeiras, no Paulistão, os muros da Vila Belmiro foram pichados.

Santos não tolera derrota para o Corinthians e demite Dorival Júnior

Dorival Júnior não é mais técnico do Santos. A derrota para o Corinthians, em Itaquera, foi a gota d’água para a cúpula santista, que resolveu interromper o trabalho do treinador para buscar um novo profissional. Modesto Roma Júnior, presidente do clube, seguia com o pensamento de manter o treinador no comando da equipe, mesmo com o mau momento do time, mas acabou ficando isolado e cedeu à pressão de dirigentes, conselheiros e torcedores. Em uma reunião na tarde desse domingo, Dorival foi comunicado oficialmente e pessoalmente de sua demissão. Levir Culpi, sem clube atualmente, é um nome que agrada a diretoria do Peixe, mas ainda não houve qualquer contato. Por enquanto, Elano comandará o time de forma interina.

Desde o apito final no clássico deste sábado, o clima de instabilidade e incertezas passou a pairar na Vila Belmiro. Cartolas e pessoas influentes na rotina do clube passaram a trocar mensagens e ligações e até uma reunião chegou a ser feita na Baixada Santista durante a noite para avaliar qual postura seria adotada.

No CT Rei Pelé, o elenco foi recebido com muito protesto de torcedores que aguardaram a viagem da equipe de volta a Santos. A subsede do clube na Capital Paulista também amanheceu com pichações nos muros e portões, assim como já havia ocorrido durante o Campeonato Paulista, em reflexo a uma derrota para o Palmeiras.

Dorival Júnior não tinha qualquer problema com o elenco para desenvolver seu trabalho e contava com a confiança de Modesto Roma Júnior. O que pesou foi a pressão externa, que diante dos resultados insatisfatórios na temporada, se tornou insustentável para o mandatário santista. Mesmo contra vontade, Modesto foi convencido a demitir Dorival Júnior.

Em 2017, o Peixe conseguiu 15 vitórias, quatro empates e oito derrotas sob o comando do agora ex-treinador. Apesar do Santos ser o único clube brasileiro invicto na Libertadores da América e estar classificado na Copa do Brasil, a queda nas quartas de final do Campeonato Paulista, o início ruim no Campeonato Brasileiro e principalmente o fato de não ter vencido nenhum clássico no ano culminaram para um descontentamento quase que generalizado com o trabalho que vinha sendo feito.