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Santa Cruz 0 x 2 Santos

Data: 12/06/2016, domingo, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 7ª rodada
Local: Estádio do Arruda, em Recife, PE.
Público: 16.464 pessoas
Renda: R$ 182.805,00
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)
Auxiliares: Bruno Raphael Pires e Leone Carvalho Rocha (ambos de GO).
Cartões amarelos: Wallyson (SC); Paulinho e Zeca (S).
Gols: Zeca (44-1) e Joel (19-2).

SANTA CRUZ
Tiago Cardoso; Léo Moura, Neris, Danny Morais e Tiago Costa; Alex Bolaño (Leandrinho), João Paulo, Fernando Gabriel (Daniel Costa) e Lelê; Arthur e Bruno Moraes (Wallyson).
Técnico: Milton Mendes

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Renato, Thiago Maia, Léo Cittadini (Serginho) e Vitor Bueno; Paulinho (Ronaldo Mendes) e Joel (Elano).
Técnico: Dorival Júnior



Com golaço de Zeca, Santos bate Santa Cruz e vence fora de casa

O Santos espantou o fantasma do jogo fora de casa. Neste domingo, o Peixe enfrentou o Santa Cruz, no Arruda, e saiu de campo com a vitória por 2 a 0. Zeca, com um golaço, e Joel marcaram os gols do Alvinegro, um em cada tempo da partida.

Com o resultado, o Santos chegou a dez pontos e assumiu a quinta colocação, colando no Corinthians, primeiro time do G4, com 13 pontos. O Santa Cruz, por sua vez, perdeu a terceira partida consecutiva e se aproximou da zona de rebaixamento. Com oito pontos, a equipe coral ocupa a 14ª posição.

O jogo

Mesmo jogando fora de casa, o Santos começou controlando a posse de bola e trocando passes em busca de um espaço na defesa do Santa Cruz, que esperava uma oportunidade para sair em velocidade nos contragolpes. Apostando nas jogadas pelas beiradas, o Peixe chegou com perigo pela primeira vez aos 11 minutos, em cruzamento de Victor Ferraz cortado pela zaga tricolor. Na sequência, Vítor Bueno lançou para a área, mas Neris, bem posicionado, afastou.

Aos poucos, o Santa Cruz foi conseguindo sair para o jogo. Também priorizando os lançamentos para a área, os donos da casa foram chegando. João Paulo, Tiago Costa e Arthur arriscaram cruzamentos, porém a defesa santista afastou as tentativas. Apesar da melhora do Tricolor, o Santos continuava melhor. Aos 22, Joel aproveitou falha na zaga coral e tentou encobrir Tiago Cardoso, mas chutou com muita força e a bola saiu por cima.

Em nova chegada alvinegra, aos 25 minutos, Zeca apareceu pela esquerda e cruzou para a área. Joel desviou na altura da primeira trave e a bola sobrou para Léo Cittadini, que bateu travado pelo marcador e a bola ficou limpa para Tiago Cardoso. Aos 36, o mesmo Léo Cittadini finalizou novamente, mas chutou fraco e facilitou a defesa do goleiro. Aos 41, Victor Ferraz teve boa chance em cobrança de falta, mas mandou por cima. Aos 44, saiu o gol. Zeca tabelou com Joel e chutou de primeira, sem deixar a bola quicar, fazendo um golaço no Arruda.

O Santa Cruz voltou com outro ritmo na segunda etapa, acuando o adversário. Logo no primeiro minuto, Wallyson, que entrou no lugar de Bruno Moraes, foi lançado em profundidade e cruzou com perigo. Victor Ferraz fez o corte. Na sequência, Arthur arriscou de fora da área e a bola passou perto da trave direita de Vanderlei. Aos cinco minutos, Fernando Gabriel recebeu na meia-lua e mandou uma bomba, obrigando Vanderlei a fazer grande defesa, espalmando para escanteio. No corner, Danny Morais desviou com perigo.

O Santinha seguiu pressionando na busca pelo empate. Aos 18, Wallyson bateu falta direto para o gol, mas Vanderlei defendeu. No lance seguinte, o mesmo Wallyson apareceu na área, nas costas da zaga, passou por Vanderlei, mas foi atrapalhado por Lelê, que também chegava para finalizar. O ímpeto do time coral, porém, foi punido com mais um gol do Santos. Aos 19, Vítor Bueno arrancou com velocidade pela esquerda e bateu cruzado. Tiago Cardoso fez a defesa, mas Joel pegou o rebote e só empurrou para o fundo das redes.

O Tricolor pernambucano não diminuiu o ritmo depois de sofrer o segundo gol e seguiu no ataque. Na marca de 30 minutos, Wallyson fez jogada individual pela direita e rolou para Daniel Costa, que chutou cruzado. A bola desviou em Luiz Felipe e sobrou para Arthur, que tentou cabecear para o gol, mas mandou por cima. Bem postado na defesa, o Santos fechou os espaços e segurou o resultado, garantindo a vitória.

Joel exalta vitória fora de casa e nega que time não sinta falta de Oliveira

Depois de dez meses sem vencer longe da Vila Belmiro, o Santos enfim quebrou o jejum de vitórias fora de casa, que durava desde agosto do ano passado. Neste domingo, o Peixe visitou o Santa Cruz, no Arruda, e bateu o rival por 2 a 0. Autor do segundo gol santista – o primeiro foi marcado por Zeca – Joel exaltou o feito da equipe e negou que o time não sente a falta de Ricardo Oliveira, que está com a Seleção Brasileira na disputa da Copa América Centenário.

“Não sentir mais saudade é mentira. O Ricardo Oliveira é o nosso capitão, é um jogador de uma importância muito grande para o nosso elenco. Então eu fico feliz pela vitória, a primeira fora de casa, porque havia tempo que não vencíamos fora de casa. Foi uma vitória importante para a sequência do campeonato”, disse o atacante camaronês ao SporTV, na saída do gramado.

A vitória fora de casa sobre o Santa Cruz fez o Peixe encostar no grupo dos quatro melhores do Campeonato Brasileiro, chegando à quinta colocação, com dez pontos ganhos. O Corinthians, última equipe do G4, em quarto lugar, tem 13 pontos.

Dorival celebra vitória fora de casa e enaltece atuação da defesa

A vitória do Santos por 2 a 0 sobre o Santa Cruz, neste domingo, no Arruda, satisfez Dorival Júnior. O técnico santista elogiou a atuação do time, que chegou a primeira vitória fora de casa desde agosto de 2015, destacando a inteligência apresentada dentro de campo.

“O Santos teve uma proposta de jogo e a manteve nos 90 minutos. Sofremos um pouco, mas eu só tenho a valorizar e reconhecer o espírito de luta, a vontade e a garra para vencer. Prevalecemos com toque de bola, movimentação e penetrações. Nos comportamos bem, tivemos paciência e soubemos sofrer para chegarmos ao que temos de melhor, o contra-ataque, definindo o resultado. Foi uma partida muito inteligente”, avaliou.

O comandante alvinegro também aprovou a atuação da zaga, que mesmo com o desfalque de David Braz não sofreu gols. Diante do Santa Cruz, Dorival escalou a defesa com Gustavo Henrique, que completou 100 jogos com a camisa do Santos, e Luiz Felipe.

“A zaga esteve muito bem composta. Foi uma partida consistente da nossa equipe, uma partida inteligente. Reconheço o valor do adversário, mas tenho que enaltecer a nossa equipe”, finalizou o treinador, que não escondeu a felicidade com o resultado positivo.


Figueirense 2 x 2 Santos

Data: 25/05/2016, domingo, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 3ª rodada
Local: Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, SC.
Público: 5.927 torcedores
Renda: R$ R$ 86.670,00
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhaes (RJ)
Auxiliares: Rodrigo F. Henrique Correa e Luiz Claudio Regazone (ambos do RJ).
Cartões amarelos: Elicarlos e Jaime (F); Rafael Longuine, Matheus Nolasco e Paulinho (S).
Cartão vermelho: Gustavo Henrique (S).
Gols: Rafael Moura (37-1) e Vitor Bueno (41-1, de pênalti); Joel (11-2, de pênalti) e Ermel (46-2).

FIGUEIRENSE
Gatito Fernandéz; Ayrton, Jaime, Bruno Alves e Marquinhos Pedroso; Elicarlos (Ermel), Jocinei, Ferrugem e Bady (Ortega); Guilherme Queiroz (Dudu) e Rafael Moura.
Técnico: Vinícius Eutrópio

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia, Vitor Bueno (Serginho) e Rafael Longuine (Matheus Nolasco); Paulinho e Joel. (Luiz Felipe).
Técnico: Dorival Junior



Com um a menos, Santos sofre empate aos 46 e segue sem vencer fora

O Santos esteve muito perto de acabar com o jejum de vitórias fora de casa em Campeonatos Brasileiros. Na noite desta quarta-feira, a equipe de Dorival Júnior absorveu bem os desfalques de Lucas Lima, Gabriel e Ricardo Oliveira e esteve a frente do placar diante do Figueirense, no estádio Orlando Scarpelli. Mas, aos 46 minutos, a equipe da casa arrancou o empate e frustrou os planos do Peixe.

A arbitragem do jogo sofreu muita pressão durante os 90 minutos e deixou o gramado com a escolta policial. Isso porque os dois gols santistas saíram após cobranças de pênaltis. Vitor Bueno e Joel balançaram as redes. Antes, Rafael Moura abriu o placar. E com a expulsão de Gustavo Henrique, que acertou uma voadora em Dudu, no segundo tempo, o Santos acabou sendo pressionado até levar um belo gol de Ermel, já nos minutos finais. Assim, a última vitória santista fora de casa no Brasileirão segue sendo o 1 a 0 em cima do Cruzeiro, na 21ª rodada da edição de 2015, há nove meses.

O resultado deixa o Santos com quatro pontos na competição, em campanha de uma vitória, um empate e uma derrota, na provisória 8ª posição neste início da 3ª rodada. Por outro lado, a equipe de Florianópolis segue sem vencer, diante de três empates, o que dá ao time apenas três pontos e a 15ª posição na tabela, que ainda pode piorar no desenrolar dos próximos jogos.

O jogo

Quem esperava um Santos cauteloso por não ter seus principais jogadores em campo e principalmente pelo fato de estar longe da Vila Belmiro se enganou. Dorival Júnior se mostrou determinado a arrancar os três pontos diante do Figueirense, em Florianópolis, e postou sua equipe com uma marcação alta, surpreendendo o adversário.

Desta maneira, o Peixe dominou toda a primeira etapa. Os donos da casa chegaram ao ataque pela primeira fez só aos 13 minutos, mesmo assim, sem levar perigo a Vanderlei. A resposta santista veio em seguida e por pouco o placar não foi aberto.

Joel recebeu em profundidade e rolou para o meio da área. Sozinho, Rafael Longuine furou embaixo das traves. Paulinho pegou a sobra e também se atrapalhou. Chance inacreditável desperdiçada pelo Santos.

Apesar do vacilo, o alvinegro praiano não se abalou e seguiu ditando o ritmo do jogo, já com mais de 60% de posse de bola. Faltava apenas encaixar o último passe, que sempre acabava bloqueado pelos defensores do Figueira. E o castigo veio aos 37 minutos.

David Braz se perdeu na linha de impedimento e deixou Rafael Moura em posição legal nas costas de Victor Ferraz na única subida efetiva do Figueirense. O centroavante dominou e não perdoou: 1 a 0.

A alegria, no entanto, não durou muito tempo. Aos 41 minutos, Ferrugem saltou para afastar a bola da área e acabou tocando com o braço na bola. Pênalti assinalado pelo árbitro Wagner do Nascimento Magalhaes e convertido por Vitor Bueno.

Na segunda etapa, a partida parecia que manteria o mesmo ritmo. Logo no primeiro minuto, Vitor Bueno ficou de frente para o goleiro Gatito, mas isolou a finalização por cima do travessão. No lance seguinte, Baby cabeceou livre e obrigou Vanderlei a trabalhar pela primeira vez no confronto.

Mas o jogo esquentou mesmo aos 10 minutos, quando Joel se antecipou a Jaime dentro da área e caiu. Novamente, sem titubear, Wagner do Nascimento Magalhaes apontou para a marca da cal. Desta vez, o camaronês colocou a bola debaixo dos braços e também foi feliz na cobrança. 2 a 1 e muita reclamação da torcida, que ecoava o grito de “vergonha” das arquibancadas.

A pressão sobre a arbitragem só aumentou aos 17 minutos, quando Thiago Maia acertou Ferrugem dentro da área santista e o juiz do jogo, desta vez, nada marcou. A partida chegou a ficar paralisada diante de tanta reclamação e o massagista do Figueirense acabou expulso.

Dai para frente, todos os lances eram muito questionados e o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães parecia perder o comando do duelo. A situação só foi amenizada aos 22 minutos, quando Gustavo Henrique deu um ‘golpe de karatê’ em Dudu e foi expulso sem apresentação do cartão amarelo.

O Peixe, então, se limitou apenas a marcar, enquanto o Figueirense partiu para o tudo ou nada nos minutos finais. A pressão só surtiu efeito aos 46 minutos, quando Marquinhos Pedroso cruzou da esquerda e Ermel acertou um lindo voleio para empatar a partida e manter a sina do Santos em não vencer como visitante.

Dorival culpa expulsão e gols perdidos por novo tropeço fora de casa

“Expulsão” e “efetivo”. Essas foram as palavras mais utilizadas por Dorival Júnior depois do empate por 2 a 2 com o Figueirense no estádio Orlando Scarpelli. O treinador santista, apesar da fala mansa, não escondeu seu descontentamento com o zagueiro Gustavo Henrique, pela expulsão direta aos 22 minutos do segundo tempo, quando o Peixe vencia por 2 a 1, e com a má pontaria de seus atacante, principalmente diante das chances criadas na etapa inicial.

“O jogo, até o momento da expulsão, foi um. E depois foi outro completamente diferente. Facilitamos para que o Figueirense alcançasse o gol. Perdemos uma ótima oportunidade em razão do que vínhamos produzindo. Demos as condições ou proporcionamos as condições para que o Figueirense alcançasse a recuperação”, avaliou o treinador santista, convicto de que seus comandados poderiam ter matado o jogo antes do fatídico cartão vermelho.

“Até o momento da expulsão, nós tínhamos posse de bola e envolvíamos a equipe do Figueirense. Poderíamos ter tido sorte melhor no primeiro tempo. Poderíamos ter sido mais efetivos também. Temos de estar mais preparados para definirmos, porque não é a todo momento que vamos envolver um adversário como envolvemos hoje”, avisou.

Apesar da vitória ter escapado aos 46 minutos do segundo tempo, Dorival aprovou a atuação da equipe no primeiro teste sem Lucas Lima, Gabriel e Ricardo Oliveira. O treinador valorizou o fato do Peixe ter finalizado mais a gol e ter ficado mais tempo que o adversário com a bola sob seu domínio.

“O Santos tem esse perfil. Joga dessa maneira. Jogou o Paulista assim, o Brasileiro do ano passado assim. Procuramos manter posse de bola e jogada em velocidade. Não fomos felizes por completo por não sabermos aproveitar as oportunidades que tivemos”, disse, antes de novamente cobrar uma nova postura dos jogadores.

“É aquilo que falei: tem de jogar futebol de uma maneira fria, equilibrada, sempre buscando intensidade e tendo consciência, sabendo administrar. O jogo estava totalmente a nosso favor para que pudéssemos definir a qualquer momento. De repente, proporcionamos isso por causa da expulsão”, concluiu Dorival Júnior.

Renato ameaça reclamar de gol do Figueirense, mas vê lance normal

O gol de Ermel, já quase aos 47 minutos do segundo tempo, evitou a vitória santista em Florianópolis nesta quarta-feira. O lance que decretou o 2 a 2 no placar gerou reclamações de alguns jogadores santistas, mas, depois do apito final, o capitão Renato se dirigiu ao árbitro com outra postura. A polêmica foi criada porque Vanderlei saiu para cortar o cruzamento vindo da direita e acabou furando o soco. O goleiro pediu falta, mas a jogada seguiu e acabou na conclusão de Ermes para as redes.

“Ele (Vanderlei) foi para pegar a bola e achei que tinha tomado um tranco. Mas, vimos que o Vanderlei perdeu o tempo da bola. Não tem de lamentar. Ele (árbitro) não apitou, correu o jogo. Essa foi a única reclamação. Não era o que queríamos. Diante da circunstância da partida, a gente correu e o resultado não veio”, explicou o camisa 8, ao Sportv.

Agora o Santos volta a Baixada Santista para iniciar a preparação para o duelo de domingo, contra o Internacional, às 18h30, na Vila Belmiro. Gustavo Henrique é o único desfalque de Dorival Júnior. O zagueiro levou o cartão vermelho direto na segunda etapa da partida no Orlando Scarpelli. Luiz Felipe e Lucas Veríssimo brigarão pela vaga.

Santos 3 x 0 Santos-AP

Data: 28/04/2016, quinta-feira, 21h30.
Competição: Copa do Brasil – 1ª fase – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Renda: R$ 58.000,95
Público: 5.140 pagantes
Árbitro: William Machado Steffen.
Auxiliares: Gabriel Conti Viana e Diogo Carvalho Silva.
Cartões amarelos: Elano, Lucas Veríssimo e Alison (S); Lessandro, Rafinha, Cavalo, Otavio Pretão (SAP).
Cartões vermelhos: Alison (S) e Lessandro (SAP).
Gols: Luiz Felipe (46-1); Ronaldo Mendes (21-2) e Joel (37-2).

SANTOS
Vanderlei; Igor, Lucas Veríssimo, Luiz Felipe e Caju; Alison, Ronaldo Mendes, Elano (Lucas Crispim) e Rafael Longuine (Fernando Medeiros); Paulinho (Maxi Rolón) e Joel.
Técnico: Dorival Junior

SANTOS-AP
Zé Maria; Cavalo, Dedé, Jari e Batata(Marabaixo); Otavio Pretão (Michel), Lessandro, Fabinho e Rafinha; Renatinho e Armando (Esquerdinha).
Técnico: Romeu Figueira



Em jogo morno na Vila, Santos elimina xará e avança na Copa do Brasil

O Santos esteve longe de dar uma grande exibição na noite desta quinta-feira, mas cumpriu sua obrigação. Com gols de Luiz Felipe, Ronaldo Mendes e Joel, os reservas de Dorival Júnior venceram o Peixe do Amapá por 3 a 0 e garantiram vaga na segunda fase da Copa do Brasil. Agora, o alvinegro praiano encara o Galvez, do Acre, que eliminou o Rio Branco-AC. Os jogos da próxima fase têm as datas de 4, 11 e 18 de maio reservadas.

Sem ter usado nenhum titular, com exceção ao goleiro Vanderlei, o Santos mais famoso agora se concentra totalmente nas finais do Campeonato Paulista, que se iniciam neste domingo, em Osasco, contra o Audax.

O jogo

Os poucos torcedores que foram à Vila Belmiro na noite desta quinta-feira esperavam ver a equipe partindo para cima e colocando em prática a disparidade técnica desde os primeiros minutos de jogo. Mas, acabaram assistindo uma pressão inicial do outro Santos, aquele que veio do Amapá.

Até os 8 minutos, o Peixe da Amazônia ignorou o fato de ser visitante e partiu para o ataque, criando muito perigo com a dupla Fabinho e Rafinha. Só depois disso que a equipe de Dorival Júnior acordou e tentou se impor diante no seu estádio.

O lance mais perigoso, porém, veio aos 18 minutos, quando Fabinho fez linda jogada pela esquerda, entrou na área e rolou para atrás. Rafinha finalizou por cima do gol. Nesse momento, já era possível ouvir as primeiras reclamações das arquibancadas.

Aos 27 e aos 29, o Santos mais famoso respondeu com um chute de fora de área e Ronaldo Mendes e uma oportunidade com Joel, que acabou travado ao sair cara a cara com o goleiro Zé Maria.

O jogo era mais equilibrado do que se esperava, mas, um lance de sorte, ou azar, dependendo do ponto de vista, acabou sendo crucial. 46 minutos e Elano colocou a bola na área. Luiz Felipe, um dos mais criticados até então, cabeceou. A bola ainda desviou no zagueiro adversário antes de encobrir o goleiro Zé Maria e balançar as redes.

As equipes voltaram para o segundo tempo sem alterações e o jogo seguiu igual, com o Santos-AP buscando forças para se manter vivo na briga, enquanto o alvinegro praiano tentava, mas não conseguia dominar o jogo de forma mais ampla.

Com o passar do tempo, o Santos-AP foi sentindo o cansaço e o ímpeto caiu. Com isso, o Peixe passou a ter mais tranquilidade e jogar sem pressa. O time dominava, mas não criava qualquer perigo ou dava impressão que não marcaria mais um gol.

Mas, aos 21 minutos, Ronaldo Mendes, um dos poucos que se salvavam na partida, recebeu bola na direita e percebeu o goleiro adiantado. Bateu colocado, por cobertura, abrindo a vantagem em grande estilo.

Em seguida, Alison, que já tinha arrumado confusão na primeira etapa, deu uma cotovelada no adversário e esquentou o clima. O volante acabou expulso. Lessandro também acabou levando o cartão vermelho sem muita explicação.

Dai para frente o jogo tomou um novo rumo. Principalmente depois que Pretão atrasou mal para o goleiro Zé Maria e deu a bola de presente para Joel, que driblou o goleiro e pôs números finais ao jogo: 3 a 0.

Com gritos de “não é mole, não. Quero ver no Paulistão”, o Santos da Baixada fez o dever de casa e garantiu sua vaga na segunda fase da Copa do Brasil, antes de iniciar as finais do Estadual contra o Audax.

Bastidores – Santos TV:

Dorival admite atuação ruim de reservas e valoriza próximo adversário

Mesmo depois de um empate frustrante na primeira partida contra o Santos-AP, Dorival Júnior voltou a repetir a escolha de preservar seus titulares para as finais do Campeonato Paulista e deu a responsabilidade de conseguir a vaga na segunda fase da Copa do Brasil aos reservas, desta vez na Vila Belmiro. No fim, objetivo alcançado, mas a vitória por 3 a 0 não se desenrolou como treinador esperava.

“Não é uma situação fácil. Cria uma ansiedade muito grande. Deu para sentir na primeira partida, como aqui. Primeiro tempo muito abaixo, pouca troca de passe, muita movimentação em momentos que ainda não estávamos preparados para que elas acontecessem. Estávamos atropelando algumas antecipações”, explicou, com ressalvas até mesmo depois dos três gols marcados.

“No segundo tempo, aos poucos, a equipe foi se encaixando um pouco mais, começamos a criar algumas opções. Melhoramos muito, mas ainda assim não foi o que eu esperávamos que acontecesse. Era uma equipe que poderia se comportar de outra forma”, admitiu.

Agora, ainda com data indefinida, o Peixe terá de ir ao Acre para encarar o Galvez, que eliminou o Rio Branco, equipe do mesmo Estado. Quando questionado se mandaria reservas de novo, já que o jogo pode acontecer entre as finais com o Audax, Dorival pediu mais respeito ao adversário.

“Muito relativo essa fragilidade que você coloca. Nessa primeira rodada, algumas grandes equipes já ficaram pelo caminho. Temos uma noção muito clara do qeu é uma Copa do Brasil. Tenho certeza que respeitaremos da mesma maneira que enfrentamos o Santos do Amapá. É uma equipe complicada, perigosa… será respeitada e vamos com a melhor formação possível”, avisou, despistando sobre a questão da escalação.

Joel faz crítica pessoal e Ronaldo Mendes se empolga com mais um gol

O Santos não deu mole para a zebra e eliminou o xará do Amapá na noite desta quinta-feira. Mesmo sem jogar uma partida vistoso, o Peixe fez 3 a 0 com seus reservas e avançou à segunda fase da Copa do Brasil para pegar o Galvez do Acre agora. Assim, o alvinegro praiano ampliou sua invencibilidade em casa na competição nacional para 22 jogos, com 19 vitórias e três empates. A última derrota aconteceu há sete anos, em abril de 2009, quando o CSA venceu por 1 a 0 na Vila.

Joel, que marcou o terceiro gol santista no jogo comentou a vitória. “Fico muito feliz pelo desempenho da equipe. Sabíamos que iam vir fechados, mas o mais importante foi ter alcançado o objetivo, que era passar (de fase)”, disse, explicando o motivo de não ter comemorado quando foi às redes. “Não estou muito satisfeito com a minha atuação. Acabei fazendo o gol, mas não estou muito satisfeito”, admitiu o atacante camaronês, à Espn

Ronaldo Mendes, ao contrário, não conseguia segurar a empolgação. Depois de mais uma bela partida individual e outro gol no estádio Urbano Caldeira, o meio-campista enalteceu a chance dada pelo técnico do Peixe.
“Exatamente. A Copa do Brasil serviu para isso. O primeiro jogo foi muito pegado, campo ruim, viagem longa. Hoje, colocamos a bola no chão, mantemos a calma e fizemos os gols. Serviu como oportunidade para quem não vinha jogando. Esse jogo serviu para isso”, comentou.

Vanderlei, único titular que foi a campo nesta quinta, não reclamou de jogar e quer cabeça voltada para as finais do Campeonato Paulista. “Quero sempre jogar, sempre estar ajudando. Agora é descansar e pensar no Audax”, concluiu o camisa 1.

Dorival aprova estratégia de usar reservas e manda recado ao elenco

Mesmo depois de ficar no 1 a 1 no Amapá e fazer um primeiro tempo muito ruim em casa contra o xará do norte do país, Dorival Júnior não colocou um titular sequer na linha, mantendo apenas Vanderlei como único jogador do time principal a participar dos confrontos com o Santos-AP. A vitória por 3 a 0 não convenceu, mas bastou para o time avançar na Copa do Brasil e ter suas estrelas descansadas para as finais do Campeonato Paulista.

“Eu estou seguro daquilo eu a gente vinha fazendo, só que não poderia arriscar, em uma final de competição, perder um ou dois jogadores. A seriedade é frequente e você tem que evitar uma situação como essa. Acredito que a decisão tomada tenha sido correta. Vamos aguardar e ver a resposta da equipe no domingo”, comentou o treinador, negando que tenha corrido algum risco em excesso.

E com essa escolha de aproveitar tantos suplentes, Dorival também teve a chance de analisar alguns jogadores individualmente. Ronaldo Mendes foi um dos poucos que agradou depois de criar as principais jogadas na partida e marcar um belo gol.

“Cada um vai dando seu recado, vai buscando seu espaço de uma maneira natural. O Ronaldo Mendes vem aparecendo. Jogador tem de estar preparado para esses momentos. É assim que estamos trabalhando”, avisou o treinador.
E ao falar sobre o fato de Joel ter admitido que não comemorou seu gol, o terceiro da equipe, por entender que não estava bem na partida, Dorival concordou. “Ele tem razão. Acho que é importante jogador que tenha essa consciência. Não só o Joel”, disse o técnico.

Mas, o momento que o comandante do Peixe teve mais dificuldade em analisar foi quando questionado sobre a expulsão de Alison, no segundo tempo. O volante só jogou porque Leandrinho contraiu uma virose e, depois de uma cotovelada no adversário, acabou recebendo o cartão vermelho mesmo com o confronto já definido.

“Ainda não conversei com ele. Eu vejo é que a própria expulsão não foi em relação a jogada violenta. Pelo que eu vi de longe foi uma discussão. Natural que você tenha que ter cuidado. Estaríamos correndo um risco muito grande com um atleta a menos”, minimizou o treinador.

Santos-AP 1 x 1 Santos

Data: 21/04/2016, quinta-feira, 21h30.
Competição: Copa do Brasil – 1ª fase – Jogo de ida
Local: Estádio Olímpico Zerão, em Macapá, AP.
Público e Renda: N/D
Árbitro: Joelson Nazareno Ferreira Cardoso.
Auxiliares: Marcio Gleidson Correia Dias e Lucio Ipojucan Ribeiro da Silva de Mattos.
Cartões amarelos: Armando, Cavalo e Fabinho (SAP); Luiz Felipe, Paulinho e Alison (S).
Gols: Rafinha (44-1); Joel (33-2).

SANTOS-AP
Zé Maria; Cavalo, Jari, Dedé e Batata (Raí); Pretão, Lessandro, Renatinho e Armando; Fabinho e Rafinha.
Técnico: Romeu Figueira

SANTOS
Vladimir; Alison, Lucas Veríssimo, Luiz Felipe e Caju; Léo Cittadini, Leandrinho (Igor), Serginho (Ronaldo Mandes) e Rafael Longuine (Maxi Rolón); Paulinho e Joel.
Técnico: Lucas Silvestre (auxiliar)



Santos do Amapá arranca empate com o Peixe e “ganha” segundo jogo

Com uma folha mensal de R$ 70 mil por mês e o histórico de nunca ter avançado além da primeira fase na Copa do Brasil, o Santos do Amapá fez história na noite desta quinta-feira ao arrancar um empate por 1 a 1 com o Peixe Da Vila Belmiro. Fundado em 1973 justamente para homenagear a equipe de Pelé e companhia, os alvinegros do extremo norte do país chegaram a sair na frente com Rafinha. Joel descontou na segunda etapa. A partida ainda teve uma paralisação de 30 minutos por causa de um temporal que tornou o jogo impraticável.

Com a igualdade no modesto estádio Olímpico Zerão, em Macapá, as duas equipes voltam a se enfrentar no segundo jogo, por ora marcado para a Vila Belmiro, dia 28, na próxima quinta-feira. Só a viagem já foi motivo para muita comemoração dos nortistas.

Antes, Santos e Palmeiras fazem clássico na Vila Belmiro às 16 horas deste domingo pelas semifinais do Campeonato Paulista. O confronto é encarado como prioridade pelo clube da Baixada e, por isso, os principais jogadores ficaram no CT Rei Pelé treinando com Dorival Júnior, enquanto Lucas Silvestre comandou os reservas nesta quinta.

O jogo

A decisão de Dorival Júnior em mandar uma equipe repleta de reservas e meninos da base para a estreia na Copa do Brasil não diminuiu a responsabilidade do clube em conseguir um resultado positivo diante de um adversário que beira a condição de amador no futebol nacional.

Mas, Lucas Silvestre, que viajou ao norte do país para comandar a equipe, não conseguiu fazer com que os atletas correspondessem em campo. O time da Vila Belmiro finalizou apenas duas vezes na primeira etapa, ambas com Rafael Longuine. Na primeira, o chute de longe foi facilmente defendido pelo goleiro Zé Maria, de 37 anos. Em seguida, uma cobrança de falta que apenas assustou.

A equipe mandante, que claramente não se incomodava com o perde e ganha no meio de campo e com as poucas finalizações, chegou uma única vez ao gol de Vladimir. E bastou. Alison falhou no posicionamento pela direita e Rafinha recebeu a bola livre de marcação.

Dentro da área, o camisa 10 fuzilou. O goleiro do Peixe chegou a tocar na bola e Caju tentou evitar o gol. Apesar de toda a dificuldade do lance, o auxiliar confirmou que a bola passou totalmente da linha e o estádio Olímpico Zerão foi ao delírio, com direito a invasão do banco de reservas para comemorar o tento histórico.

“Não tenho dúvida nenhuma. Bola entrou realmente. É só felicidade. Sabemos da grandeza do Santos, impomos uma estratégia de jogo para fazer o gol em uma bola, mesmo jogando em casa, e estamos conseguindo”, comentou o autor da façanha, na saída para o intervalo.

Em busca de uma mudança de atitude, Lucas Silvestre sacou Serginho e Leandrinho para colocar Ronaldo Mendes e Igor, respectivamente. A equipe até voltou ligeiramente melhor, mas, logo aos 10 minutos, uma chuva torrencial, acompanhada de muito vento, obrigou o árbitro Joelson Nazareno Ferreira Cardoso a paralisar o jogo. Com o gramado encharcado, os dois elencos e a arbitragem foram para os vestiários para aguardar a situação melhorar.

Depois de 30 minutos, já sem chuva, mas com o campo ainda em péssimas condições, a partida foi reiniciada. E logo nas primeiras jogadas ficou claro que a bola aérea se transformaria na principal arma das duas equipes, pois a bola não rolava como deveria.

E assim, depois de muitas jogadas ríspidas e infinitas disputas pelo alto, o Santos da Baixada chegou ao empate aos 33 minutos. Em uma das dezenas bolas alçadas na área, Joel cabeceou, Zé Maria e falhou e a bola entrou. Tudo igual. E assim ficou até o apito final, obrigando o segundo confronto, dia 28, na Vila Belmiro.

Bastidores – Santos TV:

Joel marca de novo, mas lamenta jogo de volta com Santos do Amapá

O Santos apostou nos reservas e nos famosos meninos da Vila para a estreia na Copa do Brasil de 2016 contra o modesto Santos do Amapá, que disputa a Série D do Campeonato Brasileiro e nunca avançou além da primeira fase na competição nacional por mata-mata. Mas, em um jogo muito ruim tecnicamente e que ainda teve o agravante de um temporal que chegou a paralisar a partida na segunda etapa, o empate por 1 a 1 garantiu a necessidade de um segundo confronto, na próxima quinta-feira.

“No primeiro tempo, deixamos a desejar, mas a equipe está de parabéns. Lutamos até o final. Não queríamos levar o jogo para a Vila Belmiro, mas a equipe está de parabéns e, na Vila Belmiro, podemos passar de fase”, analisou Joel, em entrevista à Espn.

O camaronês era um dos principais destaques da equipe da Baixada, já que os titulares ficaram no CT Rei Pelé com Dorival Júnior focados na preparação para a semifinal do Campeonato Paulista, contra o Palmeiras, no domingo. E apesar de ter marcado seu quarto gol com a camisa santista e ter evitado a derrota, Joel não escondeu o ar de decepção.

“Eu pude dar o meu melhor. Não ajudei a sair com a vitória, mas a equipe está de parabéns. O Resultado não foi o que a gente queria, mas evitamos a derrota”, concluiu, sem sorriso no rosto.

Agora, a delegação alvinegra tem voo de volta marcado para às 5 horas desta sexta-feira. O planejamento prevê a sexta-feira de folga para o grupo que esteve no norte do país nesta quinta e um trabalho diferenciado no sábado, para que Dorival possa contar com todos no domingo, caso precise, durante o clássico decisivo com o Palmeiras.

Peixe lamenta jogo da Copa do Brasil em meio a finais do Paulista

Os reservas do Santos não conseguiram cumprir o papel esperado pela comissão técnico alvinegra com o empate por 1 a 1 na noite desta quinta-feira diante do Santos do Amapá. A ideia de matar o jogo de volta e focar totalmente em uma eventual final de Campeonato Paulista foi por água abaixo com a obrigatoriedade de fazer o segundo jogo contra o xará do norte na próxima quinta-feira. “O resultado não foi bom pelas circunstâncias do jogo. Tínhamos que ter vencido aqui e ter levado outro resultado para a Vila Belmiro”, admitiu Lucas Silvestre, auxiliar que substituiu o técnico Dorival Júnior em Macapá.

Neste domingo, às 16 horas, o Peixe enfrenta o Palmeiras em duelo único pelas semifinais do Estadual. Caso avance para a grande decisão, três dias antes do primeiro confronto frente ao vencedor de Corinthians e Osasco Audax, o alvinegro terá a missão de espantar a zebra na Copa do Brasil.

“São muitas competições, muitos jogos. Aí o jogador acaba acostumando. Claro que se tivéssemos só um jogo por semana seria o ideal. Jogando duas vezes por semana você não tem tempo para se recuperar e descansar. Seria interessante, mas, pelo número de competições, fica complicado”, disse, conformado, o zagueiro Gustavo Henrique.

Mas o Peixe não tem muito do que reclamar. Foi o único grande de São Paulo que não precisou dividir suas atenções em mais de uma competição até agora. Dorival Júnior tenta ignorar o fato do clube ter ficado de fora da Copa Libertadores durante todo este período, mas isso lhe garantiu semanas livres para recuperar atletas e treinamentos, bem diferente da rotina de seus rivais.

Até por isso, Dorival tem repetido mais suas escalações do que Corinthians, Palmeiras e São Paulo. Mesmo assim, Lucas Silvestre garantiu que os atletas que viajaram para o Amapá estarão prontos para o clássico do fim de semana, caso o técnico recorra ao banco de reservas. “Creio que para domingo esses jogadores vão poder ajudar a gente”, vislumbrou o auxiliar e filho do comandante santista.

Ao menos Dorival Júnior não tem problemas com seu time principal. O treinador passou toda a semana realizando trabalhos fechados à imprensa no CT Rei Pelé, preparando os titulares para a semifinal. “A expectativa é de um grande jogo. Sabemos da qualidade do Palmeiras. Eles vêm para ganhar. Vamos tentar fazer nosso melhor para colocarmos o Santos mais uma vez em uma final”, avisou o zagueiro Gustavo Henrique, um dos atletas poupados na Copa do Brasil, empolgado com o momento do time.

Santos 1 x 1 São Paulo

Data: 27/03/2016, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 12ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 6.239 torcedores
Renda: R$ 171.980,00
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Auxiliares: Danilo Ricardo Simon Manis e Luiz Alberto Andrini Nogueira
Cartões amarelos: Neto Berola (S) e Lucas Fernandes (SP).
Gols: Joel (13-2) e Alan Kardec (37-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo e Caju; Renato (Alison), Léo Cittadini (Serginho), Rafael Longuine e Vitor Bueno (Neto Berola); Paulinho e Joel.
Técnico: Dorival Junior

SÃO PAULO
Denis; Bruno, Maicon, Lugano e Carlinhos; Hudson, Thiago Mendes (Kelvin), João Schmidt, Daniel (Alan Kardec) e Centurión (Lucas Fernandes); Calleri.
Técnico: Edgardo Bauza



Em clássico morno, Santos e São Paulo só empatam na Vila Belmiro

Sem as principais estrelas em campo, Santos e São Paulo fizeram um clássico morno na noite deste domingo, na Vila Belmiro. Joel chegou a abrir o placar para o Peixe no segundo tempo em belo gol de canhota, mas Alan Kardec empatou de cabeça, após cobrança de escanteio.

Com o resultado, o Santos cai para segunda colocação do Grupo A, com os mesmos 23 pontos do São Bento, que tem dois gols a mais no saldo de gols (10 a 8). Já o Tricolor segue na liderança do Grupo C, com 18 pontos, a frente do Audax também por causa do saldo de gols (3 a 2).

O empate por 1 a 1 mantém o tabu são paulino de não vencer na Vila Belmiro desde outubro de 2009 e a seca de vitórias em clássicos, já que a última vitória em cima de um rival paulista ocorreu no dia 3 de junho do ano passado, quando o São Paulo venceu o próprio Santos, por 3 a 2, no estádio do Morumbi.

O jogo

Esvaziado dentro e fora de campo, com desfalques e público abaixo do que se imagina para um clássico, Santos e São Paulo tentavam compensar com vontade a falta de entrosamento. Dorival, além dos cinco jogadores que perdeu para a Seleção Brasileira, ainda resolveu colocar Vitor Bueno na vaga de Serginho.

“Serginho tem a característica de carregar mais. Estou fazendo uma tentativa de não perdermos a ofensividade e manter uma boa postura de posse de bola”, explicou o técnico ao Sportv, pouco antes do apito inicial.

Mas, as tentativas de Dorival e Bauza em armar suas equipes da melhor forma possível mediante a tantos problemas não surtiu muito efeito nos primeiros 45 minutos. Apesar do jogo aberto, com cada uma das equipes dominando parte do jogo, foram poucos lances de perigo e um festival de passes errados.

O Peixe foi quem esteve mais perto de abrir o placar, quando Rafael Longuine arriscou de longe, aos 33 minutos. A bola desviou em Maicon, bateu no travessão e Joel balançou as redes no rebote. A posição irregular do camaronês anulou o gol.

Na segunda etapa, Lucas Fernandes voltou na vaga de Centurión. O jovem são-paulino mexeu mais uma vez na forma do Tricolor jogar, mas a partida seguia bastante equilibrada.

Aos 13 minutos, porém, Joel acabou com o marasmo na Vila Belmiro. O camaronês recebeu de Léo Cittadini dentro da área, pela esquerda, e soltou a bomba no canto de Denis, que não conseguiu fazer a defesa. 1 a 0 Santos.

O gol acabou sendo um divisor de águas na partida. O São Paulo sentiu e o Peixe se animou. Aos 18 minutos, Paulinho por pouco não ampliou com um gol de placa ao acertar um lindo voleio, que acabou defendido por Denis. Três minutos depois, Joel subiu sozinho entre Lugano e Maicon e cabeceou com muito perigo, mas para fora. A esta altura, o São Paulo mal chegava ao ataque, mesmo com a entrada de Alan Kardec no lugar de Daniel.

Bastidores – Santos TV:

Dorival é só elogios a garotos depois de empate com o São Paulo

O Santos deixou escapar a vitória no clássico deste domingo contra o São Paulo por causa de um gol de cabeça de Alan Kardec, depois de cobrança de escanteio. Apesar da sensação de lamentação, Dorival Júnior preferiu enaltecer o desempenho de sua equipe, que não pôde contar com Zeca, Thiago Maia, Lucas Lima, Gabriel e Ricardo Oliveira, além de Serginho, que saiu por opção do técnico.

“É um fato normal (o desentrosamento), mas, mesmo assim, eu sou muito sincero. Eu fiquei muito satisfeito com o que eu vi do Santos. O Santos procurou jogar, manteve suas características, obviamente, às vezes avançávamos em espaços já preenchidos. Isso é o desentrosamento. Mas fiquei muito satisfeito. Vi uma equipe vibrante, criando jogadas, querendo jogar”, ressaltou o comandante santista.

Caju, Léo Cittadini, Vitor Bueno, Rafael Longuine, Paulinho e Joel iniciaram o clássico com o Tricolor. No segundo tempo, Neto Berola, Serginho e Alison ainda foram utilizados pelo técnico nesta 12ª rodada do Campeonato Paulista.

“Nós trabalhamos com essa intenção, de não fugirmos das nossas características. Acho que foi assim, uma partida difícil, complicada, mas com muito mais coisas positivas. E fico tranquilo com uma retomada de caminho e espero que se confirme com esses três jogos da fase classificatória”, continuou Dorival.

Depois de abrir o placar com Joel, aos 13 do segundo tempo, o Peixe pressionou e teve chances para ampliar a vitória, antes de ser castigado com o gol de Kardec, já nos minutos finais. Dorival falou sobre a mudança de postura e do momento que sua equipe encaixou no jogo.

“Acho que muito mais no primeiro tempo. Uma mobilidade um pouco menor do que na etapa final. Até uns 25 até 30 minutos eu gostei muito da movimentação. Adiantamos a marcação, corrigimos posicionamentos, paramos de ocupar espaços que já estavam ocupados”, explicou.

Com tudo isso, a equipe jogou, procurou botar a bola no chão, teve essa ambição de querer ganhar a partida. Tivemos até mais posse de boal que o São Paulo. Acho que o Santos está conseguindo, aos poucos, encontrar um caminho. Acredito nesse conceito que está sendo implantado”, concluiu Dorival, bastante otimista com o futuro do Santos.

Dorival explica deficiência de Serginho e opção por Vitor Bueno

Sem cinco titulares à disposição em função das convocações das Seleções brasileiras principal e olímpica, o Santos ainda entrou em campo sem um sexto titulares para encarar o São Paulo na noite deste domingo por pura opção de Dorival júnior. O técnico resolveu sacar Serginho e dar oportunidade ao também jovem Vitor Bueno para tentar corrigir uma movimentação que estava incomodando o comandante santista.

“Foi opção. Já trabalhamos ao longo da semana. Vinha projetando a possibilidade do Vitor há um tempo. Vinha cobrando do Serginho, que já estava demorando para se adaptar à função, e, de repente, estava se resguardando em determinado lado do campo. Ficávamos com uma marcação muito definida das equipes adversárias. Não estava satisfeito. Tentei uma mudança com o Vitor, que vem fazendo treinamentos de alto nível”, explicou Dorival logo após o empate por 1 a 1, na Vila Belmiro.

Vitor Bueno, no entanto, também não satisfez seu chefe por completo e acabou substituído por Neto Berola na segunda etapa. Para Dorival, Vitor Bueno não conseguiu repetir no clássico suas atuações nos treinamentos realizados durante toda a semana.

“Acho que teve crescimento ao longo da partida, mas ainda um pouco abaixo do que vinha nos mostrando. Foi a primeira partida dele como titular. É cedo para cobrança. Tem muitas qualidades e vai dar muitas alegrias ao torcedor santista, assim como o Serginho”, comentou o treinador, tentando manter a dupla motivada a uma evolução.

Já Caju, que trazia todo um temor pela falta de ritmo e ansiedade admitida pelo próprio lateral esquerdo na véspera do confronto deste domingo, recebeu elogios de Dorival, que vê o jogador revelado pelas categorias de base do clube com um futuro promissor.

“Esses jogadores que não vêm atuando com frequência precisam de sequência. E o Caju veio em uma crescente dentro da própria partida. A tendência de crescimento dele é grande. Jogador que tem potencial enorme”, finalizou.

Gustavo Henrique assume falha e Dorival enaltece atitude do zagueiro

Um escanteio aos 37 minutos da etapa final acabou decretando o empate no clássico deste domingo entre Santos e São Paulo. Depois de abrir o placar de desperdiçar ao menos três chances claras de gol, o Peixe viu Alan Kardec se antecipar na primeira trave e marcar, de cabeça, o gol são-paulino na Vila Belmiro. Após a partida, o zagueiro Gustavo Henrique não tentou fugir da responsabilidade e usou de uma franqueza rara no futebol.

“Perdi o tempo da bola, o Kardec me antecipou e a falha foi minha”, resumiu o jogador santista, antes de Victor Ferraz, também sempre muito autêntico em sua entrevistas, falar mais detalhadamente do lance.

“Vou te falar que dá muita raiva levar um gol desse. Sabíamos que era perigoso. Sabíamos. O Kardec jogou aqui, tem essa característica. Mas não podemos crucificar só nós da defesa. A bola veio muito forte. Ele (Kardec) veio correndo. Mérito deles também”, avaliou o lateral.

Na coletiva de imprensa, depois de conversar com os atletas no vestiário, Dorival Júnior aprovou e enalteceu a atitude de Gustavo Henrique em reconhecer a falha na marcação, mas eximiu o zagueiro de uma culpa isolada.

“Eu entendo e enalteço a atitude dele, ainda que ache desnecessário, porque futebol é coletivo e alguém deveria ter impedido da boal chegar no primeiro pau. Mas é interessante isso. Nos momentos de erros, ainda que eu ache que esse é coletivo, que a gente admita e pare com esse tipo de perseguição. Para mim, é muito mais maturidade do que qualquer outra coisa, até porque ele fez uma partida excelente”, ressaltou o treinador santista.

“A equipe merecia, na minha concepção, um melhor resultado”, completou Dorival.

Dorival abandona briga pela ponta na tabela geral e pede reforços

O empate contra o São Paulo na noite desse domingo, na Vila Belmiro, teve um sabor amargo para os santistas, que viram a equipe sair na frente do rival e, por causa de um cochilo em um escanteio, acabaram perdendo dois pontos fundamentais para as ambições do time nesta fase classificatória no Campeonato Paulista. O resultado de 1 a 1 deixou o Peixe com os mesmos 23 pontos do Santos Bento no Grupo A, mas, atrás na tabela por causa do saldo de gols (10 a 8). Além disso o Corinthians abriu seis pontos de vantagem na classificação geral há três jogos do início das quartas de final.

“Estaremos brigando até a última rodada com o São Bento para brigar pela liderança. O Corinthians já se distanciou, porque faz uma boa campanha, merecidamente. Está ficando um pouco difícil de alcançarmos, mas, vamos lutar até o último instante pela liderança do nosso grupo”, avisou Dorival Júnior, já jogando a toalha na tentativa de desbancar o Corinthians da ponta.

Nessas últimas três rodadas antes da fase eliminatória, o Peixe enfrentará Ferroviária (casa), Capivariano (fora) e Audax (casa), enquanto seu rival de Sorocaba terá pela frente Capivariano (fora), Audax (casa) e São Paulo (casa). A briga é praticamente pelo direito de poder jogar em casa na partida única das quartas de final em que os dois devem se enfrentar, já que o Linense, terceiro colocado do Grupo A, tem apenas 17 pontos e o regulamento do Estadual prevê o confronto do 1º contra o 2º do mesmo grupo na próxima fase.

Se por um lado Dorival preferiu ser realista e reconhecer a dificuldade em alcançar o Corinthians na tabela, a confiança é outra nessa disputa particular com o São Bento. O técnico aprovou a atuação da sua equipe neste domingo, depois de enfrentar o São Paulo de igual para igual mesmo com tantos desfalques.
“Estou muito satisfeito com o que estou vendo. Não atingimos nosso melhor dentro do campeonato, mas são garotos que vêm mostrando crescimento dentro do campeonato. Vêm buscando uma consolidação”, explicou.

Entretanto, o técnico do Peixe tem identificado algumas carências no elenco e não esconde a necessidade do clube ir ao mercado para buscar reforços, se a intenção for brigar pelos títulos nesta temporada. Além do Paulista, o alvinegro praiano quer, principalmente, voltar a disputar a taça do Campeonato Brasileiro, além da Copa do Brasil, que escapou por pouco ano passado.

“Eu acho que é um grupo que está crescendo. Ainda tem espaço para crescer, mas ainda precisamos de alguns elementos que venham para reforçar esse grupo. Precisamos ainda de alguns elementos. A diretoria está trabalhando. Não vamos abrir mão (de contratar mais reforços)”, cobrou Dorival Júnior.