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Data: 20/4/2011 – às 19h30
Comnpetição: Copa Libertadores – Grupo 5 – 6ª rodada (última)
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 36.091 pagantes
Renda: R$ 1.327.265,00
Árbitro: Nestor Pitana (ARG).
Auxiliares: Gustavo Esquível (ARG) e Diego Bonfa (ARG).
Cartões amarelos: Yequez, Zafra, Fernández, Rouga (DT)
Gols: Neymar (04-1), Jonathan (13-1); Chacón (24-2) e Danilo (27-2).

SANTOS
Rafael, Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Danilo, Elano (Adriano) e Paulo Henrique Ganso (Pará); Neymar e Zé Eduardo (Maikon Leite)
Técnico: Muricy Ramalho

DEPORTIVO TÁCHIRA
Sanhouse, Rouga, Zafra, Moreno e Chacón; Yequez, Fernández, Guerrero (Del Valle) e Hernández (Gutiérrez); Herrera e Pérez Greco (Parra)
Técnico: Jorge Luis Pinto



Santos bate Táchira, termina em segundo no grupo 5 e faz torcida já falar no tri

Com uma atuação convincente e no Pacaembu lotado, o Santos fez sua parte ao derrotar nesta quarta-feira o Deportivo Táchira por 3 a 1 e terminar em segundo no grupo 5 da Libertadores. Empolgada, a torcida gritou “vamos ser tri, Santos”, em alusão ao possível tricampeonato que o time da Vila pode conquistar, cenário bem diferente daquele há três rodadas, em que a eliminação estava próxima.

O Santos terminou com 11 pontos na segundo colocação da chave, pois o Cerro Porteño buscou a vitória contra o Colo-Colo na casa do adversário e eliminou os chilenos, que ficaram com 9 pontos. Os paraguaios conquistaram a segunda vaga (com 11, melhores no saldo), enquanto o Táchira finalizou em último com 2.

Os santistas terminaram como melhor segundo colocado e agora irão encarar o América-MEX (pior primeiro lugar) nas oitavas de final. A primeira partida já será realizada na próxima quarta na Vila Belmiro.

O clima foi todo montado para a festa santista. Os torcedores lotaram o Pacaembu (37.701 pessoas) e gritaram desde o anúncio do nome dos jogadores no telão do estádio. O meia Paulo Henrique Ganso, por sinal, foi um dos mais ovacionados, um sinal de que os fãs perdoaram a intenção do jogador de ir embora para a Europa e o flerte recente com o arquirrival Corinthians.

“Não é mole não, o Paulo Henrique é o maestro do Peixão”, gritaram os torcedores que, além de Ganso, exaltaram todos os titulares, mas poucos com o mesmo entusiasmo do que falaram do meia santista.

Talvez inflado pela torcida, o Santos começou em ritmo alucinante a partida. Com minutos minutos, duas chances e um gol. A primeira foi com Danilo, que obrigou o goleiro Sunhouse a defender. Na segunda, Neymar caiu na área e o árbitro mandou o jogo seguir. Na última, o camisa 11 santista abriu o placar com categoria.

Mesmo com o placar favorável, o Santos não tirou o pé e continuou pressionando o Táchira. O time alvinegro perdeu uma boa chance e viu o goleiro Rafael trabalhar bem até o lateral Jonathan receber sozinho, fazer o segundo e ensaiar uma goleada no Pacaembu.

E foi ‘só’ com o 2 a 0 no placar que o Santos passou a cadenciar o jogo e a tocar a bola de lado, mas toda vez que chegava no gol era com muito perigo. O Táchira agradeceu e começou a ter mais posse de bola, apesar de não incomodar.

Na saída para o intervalo, Neymar admitiu que imitou uma máscara na comemoração do gol, em alusão ao episódio que causou sua expulsão contra o Colo-Colo. “Não foi um óculos, foi uma máscara. Já que não pode usar uma de verdade a gente faz com os dedos”.

No segundo tempo o panorama continuou o mesmo: o cadenciado Santos dominando o jogo e fazendo o que quer com o Táchira, como se soubesse a hora certa de marcar o terceiro gol. No início, Jonathan perdeu grande chance e obrigou Sunhouse a trabalhar.

Apesar de não incomodar muito, o Táchira teve em bola parada mais uma bela chance de gol, mas Rafael trabalhou novamente e salvou o Santos. O time da casa cadenciou ainda mais o ritmo e irritou a torcida, que pediu a entrada do atacante Maikon Leite. Logo após, Chacón marcou de falta e deixou tenso o ambiente no Pacaembu.

Foi nessa hora que um dos principais jogadores do Santos resolveu aparecer. Neymar fez bela jogada individual que terminou no gol de Danilo para acalmar os ânimos da torcida. Logo depois, o técnico Muricy Ramalho colocou Maikon Leite na vaga de Zé Eduardo

Muricy ainda trocou o meia Elano pelo volante Adriano e o meia Ganso pelo volante Pará. Mesmo com as três alterações, o Táchira não conseguiu mudar o panorama da partida. Por isso, o jogo acabou mesmo 3 a 1, para a alegria dos torcedores santistas.

Ituano 2 x 3 Santos

Data: 27/03/2011
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 16ª rodada
Local: Estádio Novelli Júnior, em Itú, SP.
Público: 5.301 pagantes.
Renda: N/D
Árbitro: Philippe Lombard.
Auxiliares: Marco Antonio de Andrade Motta Junior e Mauricio Helder Luiz Alexandrino.
Cartões: Danilo, Possebon e Ganso (S); Leomir e Jackson (I).
Gols: Jefferson (24-1) e Tiago Alves (27-1) e Keirrison (35-1); Jonathan (21-2) e Alan (37-2).

ITUANO
Marcelo Bonan; Anderson Sales, Rodrigão, Jackson e Alex Cazumba; Adoniran, Junior Urso, Alemão (Oliveira) e Jefferson (Alan); Leomir (Welton) e Malaquias.
Técnico: Ruy Scarpino.

SANTOS
Rafael, Jonathan (Charles), Edu Dracena, Bruno Rodrigo (Bruno Aguiar) e Danilo; Possebon, Adriano, Ganso e Felipe Anderson; Tiago Alves (Alan Patrick) e Keirrison.
Técnico: Marcelo Veiga.



Reservas decidem, Santos vira sobre o Ituano e sela sua classificação

O Santos tinha muitos desfalques, incluindo os selecionáveis Neymar e Elano, e Paulo Henrique Ganso estava sendo bem marcado. Para piorar, começou perdendo do Ituano. Mas os reservas chamaram a responsabilidade, foram protagonistas da virada (3 a 2) e selaram a vaga santista à próxima fase do Campeonato Paulista.

A três rodadas para o encerramento, o Santos figura na quarta colocação, agora com 34 pontos e já não pode mais ser alcançado pela Portuguesa, que ocupa a 9ª posição, a primeira fora da zona de classificação, e contabiliza 22 pontos. “Alcançamos nosso objetivo”, resumiu o zagueiro Edu Dracena. Já o Ituano tem apenas 15 pontos e figura na degola.

O duelo, aliás, marcou a reabertura do estádio Novelli Júnior, interditado nos últimos oito meses em razão das obras de ampliação de capacidade, que passou de 15 mil para 19 mil, além de outras reformas para modernização do local.

Para esta partida, o Santos tinha inúmeros desfalques. Eram 11 entre vetados pelo departamento médico (Vinícius, Léo, Alex Sandro, Arouca, Diogo e Maikon Leite), suspensos (Durval, Pará e Zé Eduardo) e convocados para a seleção brasileira, casos de Elano e Neymar.

Mesmo assim, o time da Vila Belmiro deu sinais de que esse ‘detalhe’ não atrapalharia. Tiago Alves e Felipe Anderson criaram duas belas oportunidades no começo. O Ituano demorou a chegar ao ataque. Em sua segunda chance, porém, acabou sendo eficiente. Aos 24min, Jefferson aproveitou cruzamento de Urso e fez o primeiro

A resposta do Santos foi rápida. Apenas três minutos mais tarde, Tiago Alves arriscou da esquerda e viu a bola pegar um efeito inacreditável. 1 a 1. Isso foi suficiente para o elenco santista retomar o domínio da partida. E, aos 35min, virou. Keirrison recebeu de Felipe Anderson e tocou na saída de Marcelo.

“Quando trocamos passes e colocamos a bola no chão, nosso time mandou no jogo. Precisamos continuar com essa postura para definir a vitória”, disse o meia Paulo Henrique Ganso, que teve atuação discreta na etapa inicial. Para o segundo tempo, o camisa 10 voltou melhor e encontra mais espaços.

E foi dele a primeira grande jogada. Aos 11min, deu um toque de classe e deixou Keirrison na cara do gol. O atacante, porém, desperdiçou. O Ituano, por outro lado, sentia muitas dificuldades. Não bastasse isso, o Santos era eficiente. Aos 21min, Jonathan recebeu passe da direita e colocou no ângulo de Marcelo.

A vitória parecia certa. Não foi o que aconteceu. Na base da vontade, o Ituano se mandou para o ataque, viu o goleiro Rafael fazer uma espécie de milagre, aos 36min, e, no minuto seguinte, Alan diminuiu. O time de Itu ainda insistiu, mas evitou o revés e a classificação antecipada do rival santista.