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Santos 6 x 2 Inter de Limeira

Data: 03/04/1999, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 5.204 pagantes
Renda: R$ 46.278,00
Árbitro: Oscar Roberto Godói
Gols: Andrei (08-1), Rodrigo Fabri (20-1), Rodrigão (35-1) e Jorginho (45-1); Alexandre (04-2), Alexandre (09-2), Narciso (17-2) e Jorginho (31-2).

SANTOS
Zetti; Michel, Argel (Jean), Andrei e Gustavo Nery; Marcos Assunção, Narciso (Marcos Bazílio), Jorginho e Rodrigo Fabri; Aristizábal (Lúcio) e Rodrigão.
Técnico: Emerson Leão

INTER DE LIMEIRA
Ronaldo; Wilson Goiano, Marcão, Lica e Ednélson (Daniel Júnior); Caçapa, Emerson, Marcinho (Auêcione) e Alexandre
Técnico: Fito Neves



“Vovô’ Jorginho lidera goleada do Santos em Santos

Meia de 33 anos marca dois gols e comanda a equipe na vitória sobre a Inter, a maior dos santistas no Paulista

Comandado pelo “vovô” Jorginho, 33, o Santos não encontrou dificuldades para golear por 6 a 2 a Inter de Limeira, ontem à tarde, na Vila Belmiro, em Santos, pelo Campeonato Paulista.

Jorginho marcou dois gols e deixou o campo aplaudido pela torcida, que gritou: “Ô, ô, o vovô é um terror”. “Eu sou o vovô; o terror é o Viola”, disse Jorginho.

“Esse é o nosso verdadeiro futebol. Não o que apresentamos contra o Goiás na quarta-feira (quando o time foi eliminado da Copa do Brasil)”, disse o artilheiro santista, que tem três gols no Paulista.

O Santos assumiu a liderança do Grupo 4 (11 pontos), mas pode ser superado hoje pelo Corinthians.

A equipe santista foi a campo com Aristizábal no lugar de Alessandro, que pediu para não jogar. Alessandro esteve com a seleção brasileira participando de amistosos na Ásia. Chegou anteontem e sentiu a mudança de fuso horário. Leão não gostou da atitude do jogador e evitou comentar o assunto. “Vamos falar do jogo, esquecer do que não entrou em campo.”

“A minha movimentação foi ótima. É sempre bom voltar ao futebol com goleada”, disse Aristizábal, que ficou sete meses se recuperando de cirurgia no joelho direito.

O Santos abriu o placar logo aos 8min do primeiro tempo. Após escanteio da esquerda, Andrei subiu mais do que a zaga e cabeceou sem chance de defesa para Ronaldo.

Aos 20min, novo escanteio, só que pela direita. Rodrigo cobrou e Lica tocou de ombro contra seu próprio gol, mas o juiz deu o gol para o meia-atacante santista.

O Santos voltou a marcar aos 35min, com Rodrigão. Aos 45min, foi a vez de Jorginho fazer bonita jogada e chutar no canto esquerdo de Ronaldo.

No segundo tempo, a Inter chegou a surpreender. Em falhas da zaga santista, Alexandre marcou aos 4min e aos 9min.

Aos 18min, Narciso aproveitou rebote e fez 5 a 2. Completando jogada de Michel pela direita, Jorginho fechou o placar.

Argel sai de maca e preocupa

O zagueiro Argel teve uma entorse no joelho direito, deixou o campo de maca e preocupa o departamento médico do Santos.

“Fica difícil afirmar o tempo em que ele ficará parado”, disse o médico Antônio Carlos Taira.

No jogo, Argel voltou a abusar das faltas e foi xingado por atletas e integrantes da comissão técnica da Inter quando chutou a bola na proteção do banco de reservas.

O atacante Viola, o meia Caíco e o volante Claudiomiro já estão no departamento médico santista.



Santos enfrenta a Inter e o desânimo (Em 03/04/1999)

O Santos entra em campo hoje, às 16h, na Vila Belmiro, tentando superar ao mesmo tempo a Inter de Limeira, em jogo válido pelo Paulista, e o abatimento que perdura na equipe por causa da eliminação da Copa do Brasil, na última quarta-feira, pelo Goiás.

Jogando em casa, o Santos foi derrotado por 4 a 3 e acabou desclassificado na segunda fase do torneio nacional.

Dos três jogos que disputou na Vila Belmiro nesta temporada, o Santos venceu apenas o Sinop, do Mato Grosso, por 6 a 0, na fase classificatória da Copa do Brasil. No Campeonato Paulista, empatou com a Matonense em 1 a 1.

O meia Jorginho reconhece que alguns jogadores ficaram abatidos com a desclassificação na competição nacional, que credencia o campeão a disputar a Taça Libertadores da América. “Espero que esse estado de ânimo não entre em campo amanhã (hoje)”, afirmou.

Jorginho ressaltou que a atenção agora tem de ser dirigida para o Campeonato Paulista. “É um outro campeonato, de pontos corridos. Temos de entrar em campo tranquilos, impondo nosso ritmo. A torcida saberá incentivar o time”, afirmou o meia.

O goleiro Zetti, que foi vaiado pela torcida na derrota para o Goiás, acredita na volta por cima hoje. “O Santos tem time e futebol para reverter a situação”, disse.

Zetti afirmou que ficou chateado com a desclassificação, mas não com o comportamento da torcida. “Tenho 20 anos de futebol. Não foi a primeira nem será a última vez que serei vaiado. Já passei por situações piores”, salientou.

Apesar do clima tenso no grupo, o Santos entra em campo como favorito e defendendo o tabu de há 13 anos não perder para a Inter de Limeira na Vila Belmiro.

O volante Marcos Assunção não sabe explicar o motivo exato de o time estar se complicando em jogos da Vila Belmiro. “Só pode ser pela forma de jogar dos adversários, que utilizam sempre a tática de jogar fechados, explorando os contra-ataques.”

O atacante Alessandro, que estava integrado à seleção brasileira que participou de excursão à Ásia e chegou ontem de manhã a Santos, não participou do coletivo e deixou transparecer que talvez fosse melhor ficar de fora da partida.

“Foram 27 horas de viagem. Estou sentindo dor de cabeça e enjôo. Espero até amanhã (hoje) ter melhorado. Não quero correr risco de contusão”, argumentou Alessandro, que atuou no segundo tempo do jogo contra a Coréia do Sul.

“O Alessandro não treinou, mas joga. Foi apenas poupado do coletivo devido ao cansaço”, retrucou Leão. Caso o jogador não possa atuar hoje, seu substituto será Eduardo Marques.

No coletivo de ontem à tarde, no Centro de Treinamentos Rei Pelé, o desempenho do time titular não agradou ao técnico Leão. O zagueiro Argel chegou inclusive a cometer uma falta violenta no meia Bechara e foi advertido pelo treinador.

“Temos de ter um pouco mais de coordenação e não correria. Não interessa correr. Desgasta mais e não rende”, explicou Leão.


Portuguesa 1 x 2 Santos

Data: 20/03/1999, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista –
Local: Estádio do Canindé, em São Paulo, SP.
Público: 18.600
Árbitro: Paulo César de Oliveira
Gols: Jorginho (06-1), Leandro (10-1) e Marcos Assunção (34-1).

PORTUGUESA
Fabiano; Márcio Goiano, Emerson, César e Augusto; Simão, Carlinhos, Alexandre e Evandro (Messias); Leandro e Aílton (Didi).
Técnico: Zagallo

SANTOS
Zetti; Michel, Argel, Claudiomiro e Gustavo Nery; Marcos Assunção (Marcos Bazílio), Narciso, Jorginho e Rodrigo Fabri (Eduardo Marques); Alessandro (Caíco) e Viola.
Técnico: Emerson Leão



Santos põe hoje à prova a “era Zagallo”

Ex-técnico da seleção faz no Canindé o primeiro clássico desde que assumiu o comando da Lusa, pelo Paulista

O técnico Zagallo, da Lusa, faz hoje seu primeiro clássico no Campeonato Paulista, contra o Santos, no Canindé, às 16h.

Até aqui, a equipe paulistana enfrentou apenas as equipes consideradas “pequenas”, já que começou a disputar o torneio desde a primeira fase. O Santos entrou apenas na segunda etapa.

Zagallo travará ainda um duelo particular com o ex-goleiro Leão, do Santos (que ele comandou nas Copas de 70 e 74). “Espero que hoje ele (Leão) fique bem mansinho”, brincou o técnico da Lusa.

O time paulistano defende a liderança do Grupo 3, que divide com a Internacional de Limeira.

A Lusa ainda não perdeu em casa neste Paulista. “Hoje é a prova do alçapão”, disse o zagueiro César. “Estava com saudade do Canindé lotado, contra um adversário mais técnico, que não joga pelo empate”, afirmou o jogador.

“É melhor jogar contra Santos, Corinthians, Palmeiras do que enfrentar as equipes consideradas pequenas. Fica mais aberto. Contra os pequenos, sempre existem dois jogadores marcando você”, declarou o atacante Leandro.

Apesar de jogar seu primeiro clássico, o time da Lusa não terá nenhum “incentivo extra” para a partida de hoje. “O bicho é o mesmo do que o dos outros jogos (R$ 1.000 por vitória). Mas, para as semifinais, o pessoal deve conversar”, disse Leandro.

Uma das preocupações da defesa da Lusa hoje é em relação à dupla de ataque do Santos (Alessandro e Viola), que passa por boa fase.

“Para o Alessandro, tem de haver duas sobras. Uma para a bola curta, que é feita pelos volantes, e outra para a bola longa, que é feita por mim. Já o Viola prende os zagueiros. Tem de haver um posicionamento correto”, disse César.

Além do ataque santista, preocupa também a Lusa o cansaço da viagem de volta do Acre, onde atuou pela Copa do Brasil.

“Não foi fácil. Acordamos às 6h da manhã (de anteontem) e chegamos aqui às 19h. Seria melhor jogar no domingo”, disse Zagallo.

Santos

Para o clássico de hoje, o Santos poderá contar com os reforços de Marcos Assunção e Narciso. O primeiro se recuperou de contusão no ombro, e o segundo, que rescindiu contrato com o Flamengo depois de um mês de empréstimo, foi inscrito no campeonato a tempo de participar do jogo.

No treinamento coletivo de ontem à tarde, Leão testou duas formações. Em uma delas, Marcos Assunção formou a dupla de volantes com Marcos Basílio. Na outra, com Narciso. O técnico disse que definirá somente hoje qual dos dois começará jogando.

Ontem, um fax da Federação Paulista de Futebol tumultuou o ambiente santista.

Ao final do treino, indignado, o técnico Emerson Leão deixou correndo o gramado do CT à procura de diretores do clube quando tomou conhecimento de que o jogo da próxima quarta-feira contra o São Paulo foi transferido da Vila Belmiro para o Pacaembu.

O treinador chegou a dizer que não irá ao Pacaembu se a transferência do local da partida vier a ser confirmada. “No Pacaembu, eu não vou. Juro por Deus que não vou”, declarou, irritado.

O vice-presidente do Santos, José Paulo Fernandes, classificou a alteração do local da partida como um “desrespeito” ao clube e à torcida.
“Nessas circunstâncias, não haverá mais clássicos na Vila Belmiro. Para que, então, investimos no estádio, instalando a melhor iluminação e o melhor gramado?”, indagou Fernandes.

O regulamento do Paulista, aprovado por todos os clubes, dá à federação o direito de alterar o local dos jogos que envolvam os chamados times “grandes”.


Santos 3 x 1 Palmeiras

Data: 27/01/1999, quarta-feira, 20h30.
Competição: Torneio Rio SP
Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público:
Renda: R$
Árbitro: Cláudio Vinícius Cerdeira (RJ)
Cartões amarelos: Argel, Dutra, Eduardo Marques e Alessandro (S); Galeano, Wagner e Evair (P).
Cartão vermelho: Paulo Assunção (P)
Gols: Jorginho (10-1) e Neném (12-1); Rodrigão (01-2) e Alessandro (30-2).

SANTOS
Zetti; Michel, Argel, Claudiomiro e Dutra; Marcos Assunção, Narciso (Marcos Bazilio), Eduardo Marques (Arinélson) e Jorginho; Alessandro (Camanducaia) e Rodrigão.
Técnico: Emerson Leão

PALMEIRAS
Marcos; Neném, Júnior Tuchê, Galeano e Wagner; Pedrinho (Thiago), Paulo Assunção, Tiago Silva e Jackson; Juliano e Evair (Augusto)
Técnico: Luiz Felipe Scolari



Santos bate Palmeiras e lidera Rio SP

Santistas confirmam previsão do palmeirense Luiz Felipe Scolari e ficam isolados em 1º lugar na competição

Confirmando as previsões do técnico Luiz Felipe Scolari, o Santos derrotou o Palmeiras por 3 a 1, ontem à noite, na Vila Belmiro, pelo Torneio Rio-São Paulo.

Antes do jogo, o treinador palmeirense, alegando a ausência dos titulares e o pouco tempo de preparação, previra a derrota de seu time -formado ontem principalmente por reservas e juniores.

Com a vitória, o Santos foi a seis pontos em dois jogos e assumiu a liderança isolada do Grupo 1 do torneio, beneficiando-se da derrota do Vasco para o Fluminense. Os times cariocas estão empatados em segundo, com três pontos, e o Palmeiras, que não pontuou, é o último.

Scolari resolveu escalar o atacante Evair desde o início da partida. Fora de forma e sem entrosamento com a equipe, Evair pouco produziu no ataque.

O mesmo aconteceu com o resto do time, inclusive com o meia Jackson, muito marcado e apagado durante quase todo o jogo.

Nos primeiros minutos de jogo, o Santos teve o domínio da posse de bola e ameaçava com mais frequência o gol adversário, mas errava muitos passes e finalizava com imprecisão.

A ala esquerda de campo, onde Dutra e Eduardo Marques levavam ampla vantagem sobre o palmeirense Neném, era o setor preferido dos santistas.

Foi dali que surgiu a primeira chance de gol do time de Emerson Leão. Aos 7min, Eduardo Marques cruzou, Jorginho deixou a bola passar, e o estreante Rodrigo, 20,de virada, chutou para fora.

Três minutos depois, Marcos deu rebote em um chute de Eduardo Marques de fora da área. Jorginho aproveitou, e o goleiro palmeirense voltou a rebater nos pés de Jorginho, que encostou para as redes, fazendo 1 a 0.

A reação palmeirense foi imediata. Aos 12min, Neném cobrou falta da esquerda, Narciso tentou cortar de cabeça e acabou fazendo gol contra.

Um dos destaques da partida, o santista Rodrigo voltou a ameaçar aos 19min, quando, novamentre de virada, mandou à direita de Marcos.

A partir da metade do primeiro tempo, o Palmeiras ajeitou o posicionamento do meio-campo, passou a distribuir melhor a bola e equilibrou a partida.

Ainda assim, o jogo, principalmente no primeiro tempo, foi marcado pelo baixo nível técnico dos dois times.

Para o segundo tempo, Leão tirou Narciso, que fora mal na primeira etapa, e pôs Marcos Basílio.

Logo a 1min, Alessandro cruzou, a zaga palmeirense não cortou, e Rodrigo chutou forte, sem chance para Marcos.

Aos 26min, o júnior palmeirense Assunção, 18, que já tinha amarelo, fez uma falta normal em Marcos Assunção e foi expulso injustamente pelo árbitro carioca Cláudio Vinícius Cerdeira.

O gol que definiu o placar surgiu de uma jogada de Eduardo Marques. Ele passou por dois adversários, e a bola sobrou para Alessandro, que chutou cruzado para as redes.

Solenidade inaugura novo sistema de iluminação da Vila

Com uma solenidade presenciada por Pelé, o Santos inaugurou na noite de ontem, antes do clássico contra o Palmeiras, o novo sistema de iluminação do estádio da Vila Belmiro, que custou US$ 500 mil.

Às 20h30, com o estádio totalmente às escuras, a cantora Míriam Teixeira Oliveira foi chamada para interpretar, sem acompanhamento, o Hino Oficial do Santos.

Os torcedores acenderam isqueiros distribuídos no portão de entrada do estádio. Uma contagem regressiva, acompanhada em coro pelos torcedores, precedeu o acionamento da iluminação.

Cercado por jogadores das equipes amadoras do Santos, todos com balões pretos e brancos, o presidente Samir Abdul-Hak descerrou uma placa comemorativa que será afixada de fora do estádio.

O novo sistema acabou com as sombras que se formavam nas extremidades do gramado e eram motivo de queixa dos goleiros.

A quantidade de refletores aumentou de 68 para 198. A potência total cresceu de 124 mil para 297 mil watts, e o nível de iluminação foi multiplicado por seis: passou de 200 para 1.200 lux no gramado.



Fonte: Jornal Folha de SP – http://acervo.folha.com.br/fsp/1999/01/28/20//668904

São Paulo 1 x 3 Santos

Data: 23/08/1998, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 7ª rodada
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 20.988 pagantes
Renda: R$ 209.442,00
Árbitro: Sidrack Marinho dos Santos (SE).
Cartões amarelos: Zé Carlos, Bordon, Márcio Santos, Edmílson, França, Marcelinho Paraíba e Dodô (SP); Ânderson Lima, Argel e Athirson (S).
Cartão vermelho: Capitão (14-2, SP)
Gols: Dodô (04-2), Lúcio (13-2), Jorginho (24-2) e Athirson (48-2).

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Zé Carlos (Gallo), Bordon, Márcio Santos e Serginho; Capitão, Fabiano, Edmílson e Souza (Dodô); Marcelinho Paraíba (Reinaldo) e França.
Técnico: Nelsinho Baptista

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima, Argel, Jean e Athirson; Claudiomiro, Narciso, Jorginho (Baiano) e Lúcio; Viola e Aristizábal (Adiel).
Técnico: Emerson Leão



Santos vence de virada e vai à liderança

São Paulo sofre 4ª derrota consecutiva no Brasileiro, enquanto santistas quebram tabu ganhando por 3 a 1

O Santos derrotou o São Paulo por 3 a 1, de virada, ontem à tarde no estádio do Morumbi, e assumiu a liderança do Campeonato Brasileiro, ao lado do Corinthians, com 17 pontos, ambos invictos.

Foi a quarta derrota consecutiva do São Paulo no Brasileiro e a quinta incluindo a Copa Mercosul, em que o time do técnico Nelsinho Batista foi goleado por 5 a 1 pelo Cruzeiro na última quinta.

Com o resultado, o Santos conseguiu quebrar um tabu do Morumbi, onde não vencia os são-paulinos havia sete anos e meio. Nesse período, incluindo a partida de ontem, os dois times se enfrentaram 11 vezes, com 7 vitórias do São Paulo e 3 empates. A última vitória santista no Morumbi tinha sido em 16 de fevereiro de 1991, por 2 a 1.

O jogo de ontem foi o quinto clássico entre São Paulo e Santos em menos de sete meses, igualando o número de confrontos entre São Paulo e Palmeiras este ano. O Santos não enfrentou nenhuma outra equipe tantas vezes em 98.

O jogo

O São Paulo iniciou a partida mostrando maior ofensividade. A equipe levava perigo principalmente em jogadas aéreas, insistindo nos lançamentos para a área adversária, e com bola parada.

O meia Souza, em cobrança de falta, teve chance de abrir o placar aos 3min e aos 14min.

O Santos criou sua primeira oportunidade aos 22min, graças a uma reposição de bola rápida do goleiro Zetti. O meia Jorginho tabelou com Lúcio, que cruzou para o ex-são-paulino Aristizábal. Ele soube aproveitar a falha da defesa adversária, mas chutou para fora.

A partir daí, a partida passou a ser mais equilibrada e o Santos conseguiu chegar mais ao ataque.

Aos 27min, após uma falta do lateral são-paulino Zé Carlos em Lúcio, à esquerda da linha lateral da grande área, o Santos criou mais uma chance. O lateral Ânderson bateu fechado e a defesa do São Paulo conseguiu tirar a bola perto da linha do gol.

No último minuto do primeiro tempo, Rogério, com uma grande defesa, impediu o gol santista.

O técnico Nelsinho Batista substituiu o meia Souza pelo atacante Dodô para ter um time mais ofensivo no segundo tempo. E deu certo. Logo aos 4min, em cruzamento do atacante França no meio da defesa santista, Dodô se antecipou ao lateral Ânderson e deu um toque sutil na saída de Zetti para fazer o seu quarto gol neste campeonato. Ele é o artilheiro da equipe são-paulina.

Nove minutos depois, quando o São Paulo continuava tomando a iniciativa de jogo, o Santos conseguiu o empate em uma falha de Zé Carlos, que acompanhava Lúcio em contra-ataque.

Livre do lateral e de frente para o gol, Lúcio não teve dificuldade em tocar a bola por cobertura, na saída do goleiro Rogério.

Em seguida, aos 15min, o São Paulo perdeu um de seus jogadores, o volante Capitão, que já tinha recebido cartão amarelo no primeiro tempo e foi expulso ao cometer nova falta violenta.

Mesmo assim, a equipe ainda tentou reagir. O meia Edmílson teve chance de colocar o São Paulo à frente aos 19min. Zetti defendeu.

O gol de virada do Santos foi aos 24min. Adiel, que havia entrado para substituir Aristizábal, recebeu a bola nas costas de Zé Carlos e, vendo Jorginho bem colocado, cruzou para o meia marcar.

O São Paulo conseguiu melhorar a marcação no meio-campo com a substituição de Zé Carlos por Gallo, deslocando Edmílson para a lateral, e teve nova oportunidade aos 28min, com chute de França.

Já nos descontos, em contra-ataque, o Santos surpreendeu mais uma vez em tabela de Narciso para Athirson, que fez o terceiro gol santista e fechou o placar.

Leão comemora poder de reação do time

O técnico Emerson Leão comemorou o poder de reação do time santista, que ontem venceu de virada o São Paulo por 3 a 1. Para ele, o time está mostrando maturidade ao conseguir reverter resultados adversos.

“Quando tomamos o gol, fiquei tranquilo. Vi os jogadores calmos, um aconselhando o outro. Não estamos tendo pressa para vencer. Isso mostra que o time está ficando maduro. Cada um sabe sua função e a está executando muito bem”.

Ontem não foi a primeira vez que o Santos reagiu em um momento difícil. No meio de semana, também pelo Campeonato Brasileiro, o Santos perdia por 4 a 1 para o Atlético-MG até os 30min do segundo tempo. Em 15 minutos, o time conseguiu empatar o jogo e ainda quase venceu.

Time excursiona após clássico

O Santos deixa o Morumbi e segue diretamente para o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP), de onde embarca para a Europa para disputar dois amistosos.

Os adversários serão o Barcelona (Espanha), na terça, e a Roma (Itália), na quinta. Ao retornar, os jogadores vão para a concentração, para se prepararem para o jogo de domingo, pelo Brasileiro, contra o Inter, na Vila Belmiro.

O técnico Leão disse considerar positiva a excursão, apesar de obrigar o time a disputar quatro partidas em oito dias.

Nelsinho refuta saída

O tradicional coro “ão, ão, segunda divisão” se somou ontem ao “Fica Nelsinho e afunda esse timinho” na torcida santista ao final do jogo de ontem.
Por seu lado, o técnico são-paulino, Nelsinho Batista, ameaçado de ser demitido pela quinta derrota consecutiva, permaneceu uma hora depois da partida falando com jogadores e dirigentes.

Manoel Poço, diretor de futebol do clube, garantiu que “o contrato do treinador está em vigência até o final do ano e não há pressão”, mas que depois foi mais evasivo: “acho que ele será mantido”.

Apesar da situação, Nelsinho saiu sorridente do vestiário.

Pergunta – O que foi conversado com a diretoria nos vestiários depois desta quinta derrota?
Nelsinho – Foi uma conversa normal. A única coisa que não falamos foi em demissão. Pessoalmente, não falo sobre isso. Falo que devemos trabalhar e dar tranquilidade aos jogadores. De qualquer forma, sobre demissão, é melhor perguntar para os dirigentes.

Pergunta – É a pior situação profissional?
Nelsinho – Sim. Não me lembro de ter dirigido um time que tenha perdido tantos jogos seguidos. Mas já estou acostumado a momentos difíceis. Isso ocorre sempre na vida de um técnico. Mas não adianta ficar abatido, vamos trabalhar.

Pergunta – Qual é a explicação para essa fase?
Nelsinho – Estamos cometendo muitos erros, e isso está gerando os gols dos rivais. Hoje, tomamos dois gols em falhas nossas. Foram erros em saída de bola e na cobertura da defesa.

Pergunta – Como você analisa a derrota?
Nelsinho – O primeiro tempo foi dominado pelo Santos, mas no intervalo mexi na equipe, e ela voltou melhor no segundo tempo. Fizemos o gol, mas não suportamos a pressão posterior do Santos. Na hora em que tínhamos de manter a posse de bola no ataque, o time começou a tocar muito na defesa e errar na saída ao ataque.

Auto-análise é pedida para os derrotados

Diretores conversando em rodinhas, jogadores abatidos declarando “não há nada para falar” e torcedores gritando em coro “queremos diretor, queremos diretor”. Esse era o cenário do vestiário são-paulino após a partida.

Apesar das declarações negando, segue mais forte a possibilidade de o treinador Nelsinho cair. O jogo de quarta-feira contra o América-RN é decisivo para a conclusão da situação. Mas as coisas pioram: o zagueiro Bordon e o atacante França saíram sentindo dores e podem não jogar a partida.

Segundo os atletas, o técnico são-paulino pediu para que cada um fizesse uma “auto-análise”.

Motivos não faltaram para isso. Tirando o volante Edmílson, os jogadores são-paulinos não se apresentaram bem, principalmente os meias Souza e Fabiano e o goleiro Rogério.



Créditos:
Fonte: Jornal Folha de SP – http://acervo.folha.uol.com.br/fsp/1998/08/24/20//648711

LDU 2 x 2 Santos

Data: 05/08/1998, quarta-feira.
Competição: Copa Conmebol – Quartas de finais – 1º jogo
Local: Estádio Casa Blanca, em Quito, no Equador.
Público: 20.000
Árbitro: Felipe Russi (COL)
Cartões amarelos: Anderson, Alessandro, Claudiomiro, Jean e Zetti (S); Carcelén, Hurado e Do Padro (L).
Gols: Morales (19-1), Morales (24-1) e Jorginho (37-1); Lúcio (28-2).

LDU
Espinosa; Tenorio, Do Padro, De La Cruz e Reasco; González (Obregón), Carcelén (Camargo), Gevara (Guamán) e Escobar; Hurtado e Morales.
Técnico: Paulo Massa

SANTOS
Zetti; Anderson, Argel, Sandro (Jean) e Athirson; Claudiomiro, Marcos Bazilio, Jorginho e Alessandro (Adiel); Lúcio e Viola.
Técnico: Émerson Leão