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Avaí 2 x 2 Santos

Data: 29/11/2009, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 37ª rodada
Local: Estádio da Ressacada, em Florianópolis, SC.
Público: 8.761 pagantes
Renda: R$ 47.184,00
Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva (Fifa-RS)
Auxiliares: Julio Cesar Rodrigues Santos (RS) e Jose Antonio Chaves Franco Filho (RS)
Cartões amarelos: Léo Gago e Anderson (A); Paulo Henrique e Edu Dracena (S).
Cartões vermelhos: Adaílton (S)
Gols: Cristian (03-1), Cristian (06-1), Kléber Pereira (27-1); Paulo Henrique Ganso (39-2).

AVAÍ
Eduardo Martini; Rafael, Augusto e Anderson; Luís Ricardo (Leonardo), Ferdinando, Léo Gago, Caio, Eltinho (Uendel); Muriqui e Cristian (Fabinho Capixaba).
Técnico: Silas

SANTOS
Felipe; Pará, Adaílton, Eli Sabiá e Léo; Rodrigo Mancha (Robson), Rodrigo Souto, Madson (Edu Dracena) e Paulo Henrique; Neymar (Felipe Azevedo) e Kléber Pereira.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Com um a menos, Santos arranca empate com o Avaí e ofusca despedida de Silas

A festa estava armada na Ressacada. Após uma campanha surpreendente no Campeonato Brasileiro e de garantir vaga na Copa Sul-Americana, a torcida do Avaí encheu o estádio para comemorar e se despedir de Silas. Tudo dava certo e o time vencia por 2 a 0, mas o Santos, mesmo com um homem a menos, conseguiu reagir e, nos minutos finais, empatou a partida ‘estragando’ a festa.

Com a Ressacada cheia, as comemorações começaram antes mesmo do apito incial. Os jogadores entraram em campo com camisas e erguendo uma faixa em agradecimento à torcida com os dizeres: “Obrigado torcida. 2009 foi bom, 2010 será melhor”.

Silas, que já havia anunciado que em 2010 não estará mais no comando da equipe e já negocia sua transferência para o Grêmio, foi o mais assediado. “Só quero agradecer e ganhar o jogo”, disse, emocionado. No final do duelo, o objetivo não foi alcançado, mas o comandante foi ovacionado, teve o nome gritado e deu até volta olímpica. Nas arquibancadas era possível ver a faixa “Boa sorte Silas”.

Apesar do gosto de derrota, o Avaí foi a 54 pontos na tabela de classificação e, em nono, já tem assegurada a vaga na Copa Sul-Americana, algo inédito na história do clube.

Já o Santos, irregular durante toda a competição, mostra força na reta final após golear o Coritiba por 4 a 0 na semana passada. Assim, o time foi a 49 pontos, o suficiente para também se garantir na competição continental. Mas tem suas atenções voltadas mais para as eleições presidenciais no final da próxima semana.

Na rodada de encerramento do Campeonato Brasileiro, os times apenas cumprem tabela. O Santos recebe o Cruzeiro na Vila Belmiro, enquanto o Avaí pega o Náutico.

Com o clima festivo, o Avaí começou arrasador. Logo aos 2 minutos, Léo chegou atrasado e fez falta em Cristian na área. Ele próprio cobrou o pênalti e abriu o marcador. Três minutos mais tarde, após bela jogada de Muriqui, Felipe defendeu, mas Cristian aproveitou e fez o segundo.

O Avaí continuou pressionando, marcando a saída de bola do Santos, que errava muitos passes. As únicas tentativas saíam dos pés de Madson. Até que Rafael derrubou Rodrigo Mancha na área aos 27 min. Na cobrança, Kléber Pereira converteu e diminuiu.

No segundo tempo, o Avaí parecia que liquidaria o duelo. Cristian fez boa jogada e por pouco não marcou o seu terceiro gol. Mas o jogo ficou equilibrado e o Santos cresceu na partida, mesmo com um a menos, já que Adaílton havia sido expulso,. Aos 39 minutos do segundo tempo, conseguiu o empate com Paulo Henrique.

Santos 4 x 0 Coritiba

Data: 22/11/2009, domingo.
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 3.942 pagantes
Renda: R$ R$ 52.270,00
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG)
Auxiliares: Márcio Eustáquio Santiago (Fifa-MG) e Guilherme Dias Camilo (MG).
Cartões amarelos: Léo e Madson (S); Rodrigo Heffner, Pereira e Jeci (C).
Gols: Madson (22-1), Kléber Pereira (25-1); Neymar (19-2) e Neymar (43-2).

SANTOS
Felipe; Pará, Adaílton, Eli Sabiá e Léo (Triguinho); Rodrigo Mancha, Rodrigo Souto, Madson (Róbson) e Paulo Henrique Lima; Neymar e Kléber Pereira (Jean).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

CORITIBA
Vanderlei; Rodrigo Heffner, Pereira (Marcos Aurélio), Jeci e Luciano Amaral; Jaílton, Leandro Donizete, Makelele e Carlinhos Paraíba (Thiago Gentil); Marcelinho e Rômulo.
Técnico: Ney Franco



Em tarde inspirada, Santos goleia e complica o Coritiba

Madson, Kléber Pereira e Neymar (duas vezes) ajudaram o Peixe a se livrar matematicamente do rebaixamento, ainda um tormento para o Coxa

O Santos entrou em campo contra o Coritiba, neste domingo, na Vila Belmiro, pressionado pela possibilidade — ainda que remota — de rebaixamento e pelo clima instável por conta das eleições presidenciais do clube, marcadas para dezembro. Mas, em uma jornada inspirada, os santistas não deram chances aos paranaenses e venceram por 4 a 0, gols de Madson, Kléber Pereira e Neymar (2).

Com este resultado, o Peixe chegou a 48 pontos e, apesar de permanecer na 12° colocação do Campeonato Brasileiro, está definitivamente livre do fantasma da degola e cada vez mais próximo de um lugar na Copa Sul-americana do ano que vem. Já o Coxa, na 14° posição, segue ameaçado pelo rebaixamento, com 44 pontos.

O jogo

O Santos começou o duelo mostrando que estava determinado a voltar a ganhar dentro da Vila Belmiro, após pouco mais de dois meses – o último triunfo havia sido sobre o Santo André, por 1 a 0, no dia 13 de setembro.

Logo aos nove minutos, o meia Paulo Henrique Lima quase abriu o placar. O lateral Pará cruzou na medida para Ganso, que cabeceou no ângulo de Vanderlei. Bem posicionado, o goleiro alviverde se esticou e conseguiu evitar o gol.

Pouco depois, Kléber Pereira recebeu uma boa enfiada de bola, invadiu a grande área livre e soltou a bomba. O centroavante levou azar e a bola acabou passando por cima da trave do Coritiba.

Mas, aos 22, finalmente o predomínio e a insistência do Peixe acabaram premiados. Em cobrança de falta, Madson cobrou a falta, a bola passou por todo mundo e acabou entrando no ângulo direito de Vanderlei, que nada pôde fazer para evitar o primeiro tento santista.

Se aproveitando do bom momento na partida e da fragilidade do adversário, os donos da casa chegaram ao segundo gol. Após jogada ensaiada de falta, entre Madson e Paulo Henrique Lima, o ‘baixinho’ encontrou Kléber Pereira sozinho, sem marcação. O camisa 9 dominou a bola no peito e, dentro da grande área, finalizou com força, sem chances para Vanderlei: 2 a 0 para o Alvinegro Praiano.

Sem saber como fazer para sua equipe reagir em campo, o técnico Ney Franco chegou a tirar, ainda no primeiro tempo, o zagueiro Pereira para a entrada de Marcos Aurélio. A mudança acabou sendo em vão, porque o Santos continuou impondo o seu ritmo de jogo.

Com 33, Neymar poderia ter definido a disputa. O jovem atacante recebeu grande passe de Ganso, porém, na hora de concluir, acabou pegando fraco na bola, para a defesa de Vanderlei.

Antes do intervalo, os santistas ainda tiveram duas boas oportunidades para definir o encontro, com Madson. Aos 37, o ‘baixinho’ ia marcando um golaço, mas o goleiro Vanderlei estava atento e com agilidade, conseguiu evitar que Madson o driblasse e fizesse mais um gol. E, com 45, o meia tocou para fora, dentro da pequena área, uma assistência precisa de Pará, depois de um lançamento de Neymar.

Na etapa complementar, no entanto, o Peixe não deu chances ao seu adversário. Com 19, Neymar recebeu belo passe de Madson e, mesmo marcado, conseguiu empurrar a bola para o fundo das redes.

Entregue no gramado da Vila, o Coritiba praticamente assistia o Alvinegro Praiano jogar. Aos 24, Neymar sofreu pênalti de Jeci. Na cobrança, Kléber Pereira parou na boa intervenção do arqueiro Vanderlei, que fez a defesa em dois tempos.

Apesar de ter desperdiçado uma penalidade, o Santos ainda teve fôlego para marcar mais um gol. Aos 43, Ganso deu um passe milimétrico para Neymar. Com inteligência, o camisa 7 deu um chute no ar, enganando o goleiro coxa branca, antes de mandar a bola por cima dele, anotando o quarto gol santista no confronto, para delírio da torcida alvinegra.

Atlético-PR 1 x 1 Santos

Data: 28/10/2009, quarta-feira, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 32ª rodada
Local: Arena da Baixada, em Curitiba, PR.
Público: 17.930 pagantes
Renda: R$ 359.130,00
Árbitro: Francisco de Assis Almeida Filho (CE).
Auxiliares: Erich Bandeira (Fifa/PE) e Thiago Gomes Brigido (CE).
Cartões amarelos: Valência e Ronaldo (A); Paulo Henrique, Kléber Pereira e Germano (S).
Cartão vermelho: Róbson (S)
Gols: Kléber Pereira (04-2) e Bruno Costa (08-2).

ATLÉTICO-PR
Galatto; Nei, Manoel, Ronaldo e Bruno Costa; Valencia, Rafael Miranda (Netinho), Paulo Baier e Marcinho; Wallyson (Rodrigo Tiuí) e Patrick (Alex Mineiro).
Técnico: Antônio Lopes

SANTOS
Felipe; Pará, Astorga, Adaílton e Triguinho; Germano, Rodrigo Souto, Felipe Azevedo (Róbson), Paulo Henrique e Jean (Mádson); Kléber Pereira (Rodrigo Mancha).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Atlético-PR e Santos empatam e seguem estagnados na tabela do Brasileiro

Atlético-PR e Santos seguem estagnados na tabela do Brasileirão. Jogando nesta quarta-feira, na Arena da Baixada, os dois times empataram por 1 a 1, pela 32ª rodada do Brasileirão e permaneceram se evoluir significativamente na classificação do campeonato.

O Santos, que jogou parte do segundo tempo com dez homens, saiu na frente, num pênalti cobrado por Kléber Pereira, mas o Atlético reagiu em seguida e empatou com Bruno Costa.

Com o resultado, o Furacão acumulou seu segundo jogo sem vitória e permaneceu na 14ª colocação, com 40 pontos, posição que não consegue ultrapassar há 11 rodadas. No próximo sábado, às 18h30, o time enfrenta do Avaí, na Ressacada.

Com o ponto somado, o Santos ultrapassou o Barueri e ganhou uma posição, temporariamente, chegando ao 12º lugar, com 42 pontos. Na próxima rodada, sábado, às 18h30, o Peixe volta a atuar fora de casa, diante do Flamengo, no Rio.

O jogo

O Atlético teve mais posse de bola, nos primeiros minutos do jogo, mas o Santos, com uma marcação forte no meio-de-campo, logo equilibrou e, explorando os erros defensivos do time da casa e criou as melhores chances na primeira etapa.

O time santista criou pelo menos três oportunidades de gols, duas delas, com os atacantes ficando cara a cara com o goleiro Gallato. Aos 14 minutos, Jean foi lançado por Rodrigo Souto, escolheu o canto e tocou para fora. Aos 19, foi a vez de Paulo Henrique perder. Ele recebeu um cruzamento na área e, de frente para o gol, cabeceou pela linha de fundo.

O Atlético quase marcou, numa bola parada, aos 23 minutos. Paulo Baier cobrou falta da direita, a bola quicou dentro da pequena área e quase enganou Felipe que, no susto, deu um tapa e salvou o Santos.

Na primeira boa movimentação do segundo tempo, o Santos abriu o placar. Aos 4 minutos, Paulo Henrique invadiu a área e foi atropelado por Valência. Pênalti, que Kléber Pereira cobrou no canto esquerdo e converteu. Ex-ídolo da torcida atleticana, o atacante não comemorou.

A vantagem santista, porém, durou pouco tempo. Aos 8 minutos, o Furacão empatou. Paulo Baier cobrou escanteio fechado e quase fez gol olímpico. Felipe conseguiu salvar, mas, no rebote, o lateral Bruno Costa tocou, para fazer seu primeiro gol no campeonato.

O Atlético melhorou após o gol e passou a pressionar. Acuado o Santos mostrou nervosismo. Aos 13 minutos, Róbson, que entrara no intervalo, acertou Rodrigo Tiuí e recebeu o cartão vermelho direto.

Apesar da vantagem numérica, o time rubro-negro não conseguiu chegar ao segundo gol, acumulando seu segundo jogo seguido sem derrota no campeonato.

Santos 2 x 2 Avaí

Data: 08/08/2009, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 18ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 12.074
Renda: R$ 201.840,00
Árbitro: Wallace Nascimento Valente (ES)
Auxiliares: Antonio Carlos de Oliveira e Adailson Alves Pereira (ambos do ES)
Cartões amarelos: Madson, Rodrigo Mancha e Fabão (S); William, Augusto, Léo Gago e Rafael (A).
Gols: Madson (09-1); Kléber Pereira (06-2), William (20-2) e Emerson (24-2).

SANTOS
Felipe; Pará, Fabão, Eli Sabiá e Léo; Rodrigo Mancha, Germano (Felipe Azevedo) (Tiago Luís), Rodrigo Souto, Madson e Paulo Henrique Lima (Neymar); Kléber Pereira.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

AVAÍ
Eduardo Martini; Rafael, Emerson e Augusto; Luís Ricardo, Léo Gago, Marcus Winícius, Marquinhos (Anderson) e Eltinho; Muriqui e William (Caio).
Técnico: Silas



Santos cede empate ao Avaí e perde embalo na Vila Belmiro

O Santos tinha tudo para manter a reação no Campeonato Brasileiro e sair da Vila Belmiro neste sábado com sua terceira vitória consecutiva. Porém, o time alvinegro abusou dos erros na marcação e precisou se contentar com um empate por 2 a 2 contra o Avaí. Com isso, perdeu a chance de encostar no G-4 e viu o rival catarinense manter a boa sequência no torneio.

“Faltou atenção. Estávamos bem e tivemos um vacilo que não pode acontecer”, lamentou o zagueiro Fabão. “Foi um descuido total, estava 2 a 0 e cedemos o empate. Conversamos no intervalo que não poderíamos bobear. Deixamos a desejar”, completou o atacante Kléber Pereira.

A igualdade deixou a equipe praiana com 24 pontos, na 11ª colocação do Nacional. Após duas vitórias fora de casa (contra Coritiba e Náutico), havia a expectativa que o embalo da equipe fosse mantido na Vila, o que não aconteceu.

O Avaí, por sua vez, ampliou a invencibilidade para oito partidas. A última vez que o time de Silas saiu de campo derrotado aconteceu no dia 11 de junho e desde então a equipe soma seis vitórias e dois empates. O time encerra a rodada com 27 pontos, agora na quinta posição.

“No começo não tínhamos entendido o Campeonato Brasileiro, mas agora sim. Todo mundo encarnou esse espírito do torneio. Estamos lutando muito e isso tem feito a diferença”, comemorou o atacante William.

Para a partida deste sábado, o técnico Vanderlei Luxemburgo preferiu uma escalação mais cautelosa, com três volantes e apenas Kléber Pereira no ataque. “O Avaí é um time que joga muito pelo meio e precisávamos dominar esse setor”, explicou o treinador.

E quando o duelo começou, o Santos realmente não teve muitos problemas para dominar as ações pelo meio. Após alguns momentos de pressão, o time da casa abriu o placar logo aos 9min com gol de Madson e acabou com a invencibilidade de pouco mais de 300 minutos do goleiro Eduardo Martini.

Depois do lance, o Avaí tentou se lançar ao ataque com mais intensidade e deixou a partida igual. Porém, perdeu chances e não fez o suficiente para empatar. “Eles tiveram oportunidades, mas nós também. Podíamos ter matado o jogo”, comentou o volante Rodrigo Souto no intervalo.

A etapa final começou de maneira semelhante ao primeiro tempo. Logo aos 6min, Kléber Pereira fez o segundo da equipe alvinegra e acabou com um jejum de gols que durava há quase um mês.

Mas quando parecia que os anfitriões estavam próximos do triunfo, veio a reação do clube catarinense. Em quatro minutos, o Avaí marcou com William e Emerson e voltou a preocupar o torcedor alvinegro. Depois disso, o time alvinegro ensaiou uma nova reação, mas não fez o suficiente para evitar a igualdade até o apito final.

Atlético-MG 3 x 1 Santos

Data: 27/09/2009, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 26ª rodada
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, MG.
Público: 36.294 pagantes
Renda: R$ 485.238,00
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (DF)
Auxiliares: Erich Bandeira (Fifa-PE) e Cesar Augusto de Oliveira Vaz (DF)
Cartões amarelos: George Lucas e Fabão (S).
Gols: Evandro (05-1); Diego Tardelli (11-2), Diego Tardelli (28-2) e Kléber Pereira (33-2).

ATLÉTICO-MG
Carini; Carlos Alberto, Jorge Luiz, Werley e Thiago Feltri; Jonílson, Márcio Araújo, Corrêa e Evandro (Ricardinho); Éder Luís e Diego Tardelli (Rentería).
Técnico: Celso Roth

SANTOS
Felipe; George Lucas, Fabão, Eli Sabiá e Léo; Emerson (Pará), Rodrigo Souto, Rodrigo Mancha (Germano) e Madson; Felipe Azevedo (Neymar) e Kléber Pereira.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Com 2 gols de Tardelli, Atlético vence Santos e segue na cola do G-4

No duelo de alvinegros, o Atlético-MG venceu o Santos, por 3 a 1, na noite deste domingo, no Mineirão, mantendo-se na quinta posição do Campeonato Brasileiro, mas com os mesmos 44 pontos do Internacional, que fecha o G-4 por ter uma vitória a mais: 13 contra 12. Com a derrota, o time santista se manteve na 12ª colocação, afastando-se mais ainda do grupo de classificação para a Libertadores.

A vitória do Goiás sobre o Grêmio, por 2 a 1, e os empates de São Paulo e Internacional contra Corinthians e Flamengo, por 1 a 1 e 0 a 0, respectivamente, impediam que o Atlético-MG voltasse ao G-4 ao término da 26ª rodada. Pressionado a vencer, para não se distanciar dos seus concorrentes, o alvinegro mineiro entrou entusiasmado em campo e abriu o caminho da vitória com um gol de Evandro, logo aos 5min do primeiro tempo.

O Santos, que teve um desfalque de última hora, com a contusão de Robson, iniciou a partida com a proposta de segurar a pressão do adversário, para tentar explorar seus erros. Mas não teve tempo e custou a assimilar o golpe.

Quando dominava a partida, no começo da etapa final, a equipe de Vanderlei Luxemburgo sofreu o segundo gol, marcado de pênalti por Diego Tardelli, que ainda fez o terceiro, igualando-se à Adriano, do Flamengo, e Jonas, do Grêmio, na artilharia com 13 gols.

A festa do torcedor atleticano, que compareceu em bom número ao Mineirão, foi completa por causa da estreia do experiente meia Ricardinho, que substituiu a Evandro, pouco antes dos 30 minutos do segundo tempo. Quando ele foi colocado por Celso Roth, o Atlético já vencia por 3 a 0, e o Santos ainda marcou seu gol, por meio de Kléber Pereira, aos 33 minutos.

“O importante foi que a nossa equipe ganhou. É difícil depois de um longo tmpo a gente retomar o ritmo. Foi legal, a equipe conseguiu um belo resultado, toca bem a bola, procura os espaços. Principalmente no segundo tempo a gente conseguiu impor o nosso ritmo e uma bela vitória”, afirmou Ricardinho.

O jogo

“Está 1 a 0, mas podia estar 3 a 0 para a gente, tivemos muitas chances, Nosso time está bastante ligado”, comentou o meia Evandro, autor do único gol atleticano, nos 45 minutos iniciais, ao deixar o gramado para o intervalo. O primeiro tempo, especialmente no seu começo, foi marcado pela superioridade do time da casa, que abriu o placar, logo aos 5min, e criou outras chances para ampliar o marcador.

Foram 10 finalizações do Atlético-MG na etapa inicial, resultado de uma estratégia de arriscar chutes de fora da área. Sete bolas não tiveram pontaria, embora muitas delas passando perto do gol defendido por Felipe, que fez duas defesas difíceis. Já o Santos concluiu apenas três vezes, duas delas para fora. O uruguaio Carini, que fez seu segundo jogo pelo alvinegro, o primeiro perto da torcida, limitou-se cortar cruzamentos.

O volante Emerson, que atuou apenas na etapa inicial, reconheceu a dificuldade santista na primeira etapa. “Nossa equipe se assustou um pouquinho, tivemos dificuldade nos primeiros 15 minutos e tomamos o gol. Depois o jogo deu uma equilibrada e conseguimos chegar no jogo”, observou o experiente jogador, referindo-se ao crescimento santista.

Apesar disso, Vanderlei Luxemburgo não gostou da atuação da sua equipe. Prova disso é que o Santos voltou com duas alterações para a etapa final: Pará e Germano entraram nas vagas de Emerson e Rodrigo Mancha. E nos dois primeiros minutos, a equipe paulista finalizou duas vezes, com Rodrigo Souto e Germano, respectivamente. Nos dois casos, a bola foi para fora.

Ao contrário do primeiro tempo, em que só assistiu o adversário, no começo do jogo, na etapa final, o Santos voltou tomando a iniciativa da partida. Em sete minutos, já havia finalizado três vezes, o mesmo número de toda a etapa inicial. Mas, em contra-ataque, o Atlético-MG chegou ao segundo gol.

Éder Luís recuperou uma bola, arrancou em jogada individual e foi parado com falta, dentro da área, pelo zagueiro Fabão, de acordo com marcação do árbitro Wilton Pereira Sampaio. Com paradinha, Diego Tardelli marcou o seu 12º gol no Brasileiro. Nos minutos seguintes, o alvinegro mineiro, na base da velocidade e empurrado por seus torcedores, teve chances de chegar ao terceiro.

Aos 28min, o Atlético ampliou o marcador. Corrêa lançou Tardelli, que esperou a saída do goleiro Felipe e tocou para as redes. Logo depois, Carlos Alberto desperdiçou outra oportunidade. O santos não se abateu e marcou um gol, aos 33min. Madson fez a jogada pela direita e Kléber Pereira completou de cabeça para as redes.

O Santos se entusiasmou e partiu para buscar o segundo, enquanto o time atleticano procurava tocar a bola, para segurar a vantagem. Carini fez ainda uma boa defesa em chute de Kléber Pereira, mas a partida terminou com a vitória atleticana. “A gente sabia do potencial do Atlético, um adversário que jogou jogou muito. Temos de esfriar a cabeça e pensar no Palmeiras”, comentou o goleiro Felipe.