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Santos 3 x 1 Internacional

Data: 27/09/2015, domingo, 11h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 28ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.043 pagantes
Renda: R$ 452.145,00
Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC)
Auxiliares: Fabricio Vilarinho da Silva e Bruno Raphael Pires (ambos de GO).
Cartões amarelos: Paulo Ricardo (S); Willian, Wellington, Juan e Silva (I).
Gols: Valdivia (26-1, de pênalti) e Marquinhos Gabriel (36-1); Gabriel (14-2) e Leandro (44-2).

SANTOS
Vanderlei, Victor Ferraz, Paulo Ricardo, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia (Léo Cittadine), Renato e Lucas Lima; Marquinhos Gabriel, Gabriel, Nilson (Leandro).
Técnico: Dorival Júnior

INTERNACIONAL
Alisson; Léo (Silva), Paulão, Juan e William, Nilton, Wellington (Alex Santana) e Anderson (Taiberson); Vitinho e Valdívia.
Técnico: Argel Fucks



Peixe bate Inter de virada e mantém vivo o sonho de chegar ao G4

No duelo de duas equipes que ainda sonham em chegar ao G4, o Santos se deu melhor e bateu o Internacional de Porto Alegre por 3 a 1 na Vila Belmiro. O Colorado até saiu na frente com Valdivia, que converteu cobrança de pênalti ainda no primeiro tempo. Mas Marquinhos Gabriel garantiu a igualdade. No segundo tempo, o Santos sobrou e virou sem maiores dificuldades. Gabriel, também de pênalti, fez o segundo gol santista e Leandro, já aos 44 minutos, sacramentou a importante vitória nesta 28ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Agora, pelo menos até o fim da rodada, o Peixe volta a colar no grupo que garante vaga na próxima Libertadores da América com 43 pontos, ainda um abaixo do Palmeiras, que tem 44. Já o Colorado estaciona nos 41 pontos, provisioriamente na oitava colocação.

O jogo

O torcedor que compareceu à Vila Belmiro na manhã deste domingo viu o time iniciar a partida jo jeito que ele gosta, com o Peixe partindo para cima e tomando a iniciativa. Sem Ricardo Oliveira, Nilson mudou um pouco as características do time, atuando mais fixo, como pivô, entre os zagueiros. Já Argel surpreendeu com uma marcação individual em cima de Lucas Lima. Willian acompanhou o meia por todo o campo no primeiro tempo e fez com que o camisa 20 acabsse recuando e abrindo pelas laterais. Porém, desta forma, articulador santista praticamente não apareceu nos primeiros 45 minutos.

Então, apareceram as figuras de Marquinhos Gabriel e Gabriel. Os dois homens de frente buscavam o gol a todo momento. O camisa 10 chegou a pedir pênalti em dois lances seguidos, mas Heber Roberto Lopes ignorou ambos.

E na única chegada mais forte do Colorado, Paulo Ricardo deslocou Juan dentro da área e acabou cometendo a penalidade máxima. Aos 26, Valdivia foi para a bola e rbiu o placar.

Depois de muita xiadeira da torcida, as coisas só se acalmaram com a parada médica para os atletas se hidratarem. E os cinco minutos de pausa foram fundamentais para Dorival Júnior arrumar sua equipe em campo. Logo aos 36, Nilson fez a parede e enfiou linda bola para Marqyuinhso Gabriel, na esquerda. O meia dominou e fuzilou Alisson. Era o gol de empate que os donos da casa queriam antes de descerem para o intervalo.

A segunda etapa teve um Inter mais recuado e, aparentemente, mais cansado. Com muitos desfalques, o time gaúcho pouco conseguia chegar ao gol de Vanderlei e, com isso, Santos crescia cada vez mais na partida em busca da virada. E não demorou muito para o cântico da torcida se fazer valer. 12 minutos e Lucas Lima é derrubado dentro da área por Silva e o árbitro não teve receio de marcar o segundo pênalti do jogo. Na batida, Gabriel estufou as redes com um forte chute no ângulo esquerdo do goleiro.

Era tudo que o Peixe precisava para sufocar de vez o Inter. Aos 19, Thiago Maia chegou no ataque como elemento surpresa e, na entrada da área, bateu colocado, na famosa gaveta, mas a bola explodiu no travessão e não entrou.

A resposta do time do Rio Grande do Sul veio com um lindo chute de Valdivia. Vanderlei voou para espalmar e evitar o gol de empate na Vila. Nos minutos finais, a partida se transformou em um verdadeiro ‘ataque contra defesa’. Com o jogo já liquidado, o Santos pressionou até marcar o terceiro gol com Leandro, já aos 44 do segundo tempo, depois de uma falha feia da zaga Colorada. Foi o suficiente para o torcedor santista iniciar o tradicional “olé” a cada toque na bola até o apito final do jogo.

Bastidores – Santos TV:

Gabriel valoriza vitória que deixa Santos na cola do G4

O Peixe encontrou muitas dificuldades para superar o Internacional na Vila Belmiro, na manhã deste domingo. Mas, de tanto insistir e pressionar, o time de Dorival Júnior chegou a virada e venceu por 3 a 1 graças a gols de Marquinhos Gabriel, Gabriel e Leandro. Para o camisa 10 santista, a vitória é fundamental para as pretensões do time no Campeonato Brasileiro.

“Tem que ficar perto, na cola deles ali. Foi um jogo muito bom. Difícil. O Inter é muito técnico, habilidoso. Conseguimos fazer um bom jogo e a virada”, comentou o jovem atacante de 19 anos.

O goleiro Vanderlei, que pouco trabalhou neste domingo, enalteceu a postura da equipe diante de um adversário direto na briga por uma vaga entre os quatro primeiros.“Uma boa partida. Dominamos. A única chance deles foi no gol mesmo, de pênalti. E um contra ataque no segundo tempo. Dominamos e tivemos a chance de matar na hora certa”, analisou o camisa 1.

Zeca, que teve bastante trabalho pela lateral esquerda do time, principalmente em função das chegadas de Valdivia e Vitinho, foi outro a enaltecer os três pontos conquistados em um dos duelos mais complicadas para o Peixe em sua casa.“É uma grande equipe. O Inter é muito bom. Conseguimos fazer a vitória. Foi difícil. O professor conversou com a gente, pediu para tocar a bola. Tivemos calma e conseguimos fazer os gols”.

Lucas Lima sofre com marcação individual e reclama de dor e cansaço

Não é segredo para ninguém a importância de Lucas Lima para a equipe do Santos. A boa fase do camisa 20 chamou até a atenção de Dunga, que novamente o convocou para defender a Seleção Brasileiro. Mas, com tanta exposição, os adversário começam a dar, cada vez mais, uma atenção especial na marcação do meia, que depois de encontrar muitas dificuldades contra o Corinthians, voltou a ser ‘perseguido’ neste domingo, diante do Internacional. O técnico Argel Fucks incumbiu alguns atletas de fazer uma marcação individual em cima de Lucas Lima, que, assim, precisou se reinventar em campo.

“Diferentemente daquilo que havíamos combinado com o Lucas, que queria ele mais centralizado, porque é um jogador que busca ‘n’ oportunidades para nossa equipe. Quando percebemos este tipo de situação, é natural que tirando ele do meio de campo. É natural que tentem preencher o espaço de outra forma. Os jogadores de ataque do Inter tinham de recuar mais. Com o Lucas Lima saindo, é natural que você tenha de preencher espaço na frente da área. E ele começou a circular”, explicou Dorival Júnior, ao analisar a partida depois do apito final.

“Os três jogadores que entraram para marcá-lo foram penalizados com cartões. Ele tem de aprender a jogar desta maneira, porque irá acontecer em outras oportunidades”, avisou o técnico santista.

Já Lucas Lima, que acabou sofrendo o pênalti que determinou a virada do Peixe, deixou o campo bastante debilitado e mais uma vez reclamou do horário das 11 horas.

“Jogar às 11h é impossível não chegar no fim do jogo e não estar cansado”, esbravejou, antes de revelar que uma pancada na coxa esquerda o fez jogar com uma certa limitação.

“Joguei o segundo tempo e metade do primeiro com dor. Resolvi ficar e vamos ver o que vai ser. Tem que jogar com dor. É quase impossível não jogar com dor, por causa da maratona de jogos. Agora é descansar e pensar na Copa do Brasil, porque tem um jogo difícil pela frente”, comentou o meia, sendo respaldado por Dorival.

“É uma sobrecarga grande. Logo no início da partida, ele acabou sentindo. Fomos monitorando, sempre perguntando, porque ele é um jogador importante para todos nós. Hoje, além de tudo isso, ele foi muito participativo, inclusive retomando bolas para nossa equipe. E é isso que queremos, nossa equipe sempre coletiva”, concluiu.

Dorival ignora projeções e desaprova sequência de jogos às 11 horas

O Santos encerrou neste domingo a sequência de três finais de semana seguidos atuando às 11 horas com um saldo negativo. Foram duas derrotas, para Ponte Preta e Corinthians, e apenas uma vitória, justamente nesta 28ª rodada, em cima do Internacional. Dorival Júnior, que antes evitava se queixar, agora enxerga a situação de outra maneira.

“É natural que cause um desequilíbrio. O time dificilmente consegue se recuperar. Isso tem acontecido com a maioria das equipes. O atleta ainda está em um processo diferente. A alimentação muda completamente. Não é choro. É apenas uma constatação”, comentou o técnico, saindo em defesa de seus atletas.

“A grande maioria reclama do horário. Para nós, que estamos fora, não tem problema nenhum. Para a equipe do Santos, não foi proveitosa essa experiência. Ainda que entendamos que em relação a público e visibilidade isso tenha tido um ganho muito bom”.

De qualquer forma, com o 3 a 1 em cima do Colorado, na Vila Belmiro, o Peixe volta a se aproximar do G4, com 43 pontos, e recebe o Fluminense na próxima rodada, de novo em casa. Para muitos, pode ser mais uma chance de acabar com o estigma de não entrar no pelotão de cima do Brasileiro, já que o clube não frequenta o G4 desde 2010.

“Cada ponto conquistado nos dá uma oportunidade um pouco maior. Quando entrarmos (no G4), espero não sair mais. Estamos sempre nessa linha divisória. A qualquer momento pode ser que aconteça. Até então, fizemos sempre um campeonato de recuperação. Agora, quem sabe, possamos nos aproximar um pouco mais e buscarmos nas rodadas seguintes uma aproximação total e, de repente, uma entrada”, explicou Dorival.

A dez rodadas do fim da competição, esta disputa intensa por uma vaga na próxima Libertadores da América promete se arrastar até o fim da competição e, por isso, Dorival evita fazer qualquer projeção de pontos.

“Não fiz contas. Não faço. Você nunca vai me ver preparando possíveis resultados de uma tabela que esteja à frente. Sei que o campeonato é muito difícil. Resultados inesperados, e muitos. Não tenho essa maneira de pensar, porque sei que se não pontuar em duas rodadas seguidas, você acaba tendo todo o seu trabalho praticamente jogado por terra”, concluiu.

Dorival ressalta mística da Vila, mas Ferraz revela saudade do Pacaembu

Neste domingo, o Santos chegou a sua 20ª vitória na Vila Belmiro. Derrotado apenas uma vez (para o Grêmio), a equipe contou com o apoio de 11.043 torcedores para virar o jogo em cima do Inter e subir para a quinta colocação na tabela de classificação. Apesar do ótimo retrospecto, a receita com a bilheteria segue sendo um problema para a diretoria santista. Diante do Colorado, mesmo com a casa cheia, o clube arrecadou apenas R$ 452.145,00. E também por isso o Santos revolveu levar a partida da próxima quinta-feira, contra o Figueirense, pelas quartas de final da Copa do Brasil, para o estádio do Pacaembu, apesar de todo o descontentamento do técnico Dorival Júnior.

“Não sairia da Vila de maneira nenhuma. Agora, isso é decidido com presidente e diretoria. Eu tenho de respeitar e cumprir. A minha opinião, todos sabem e conhecem. A partir do momento que seja definida a situação, eu tenho de preparar a equipe da melhor maneira possível. É uma situação que foi conversada exaustivamente dentro do clube. Vamos cumprir, mas gostaria de não ter de sair daqui de dentro”, explicou o treinador.

Para sustentar sua tese, Dorival ignora até a baixa média de público do clube e explica os motivos pelo qual vê prejuízo em tirar o time de sua casa. “Dando mil pessoas ou dez mil, eu gostaria de não sair da Vila nunca. Sei o quanto eles se sentem confortáveis e apoiados aqui dentro. Temos aqui dentro uma mística muito grande. Lógico que se você não tem uma boa equipe, não adianta nada. Você tem de complementar a sua equipe com alguns fatores que possam auxiliar no rendimento”.

O elenco alvinegro também costuma brigar ferrenhamente pela manutenção dos jogos na Vila, também em função de minimizar o desgaste com as viagens, já que o clube precisa subir e descer a Serra para atuar em São Paulo. Porém, na contramão, Victor Ferraz revelou uma certa saudade do charmoso palco paulistano.

“A Vila Belmiro é a nossa casa, mas a gente sabe que no Pacaembu a torcida vai lotar, empurrar. Inclusive, a gente fala ali, entre a gente, que até estamos com saudade de jogar lá também. Vai ser bom para eles nos prestigiarem”, comentou o lateral direito.

Nilson não marca, mas se contenta com assistência e ganha elogios

Na véspera da partida contra o Inter, Nilson foi sincero e admitiu que o jogo seria seu verdadeiro “teste” no Santos. Emprestado pelo Cianorte, do Paraná, o centroavante teve apenas a sua segunda chance como titular e, mesmo sem balançar as redes, aprovou sua atuação, mantendo vivo o objetivo de renovar seu contrato ao fim do ano.

“É uma responsabilidade muito grande. O Ricardo vive uma grande fase. Tentei me esforçar ao máximo, ajudar na marcação. Fiz um bom jogo, nunca é fácil substituir o Ricardo”, lembrou o atleta de 24 anos. “Estou muito feliz. Foi uma atuação digna de Santos. Todos ali da comissão me passaram bastante tranquilidade e pude desenvolver meu melhor.”

No segundo tempo, Nilson acabou substituído por Leandro. E aquela bola que o centroavante esperou o jogo todo caiu nos pés do camisa 7, que aproveitou a oportunidade e marcou o terceiro gol do Peixe na vitória por 3 a 1 em cima do Inter. Em vez de lamentar a falta de sorte, Nilson preferiu enaltecer sua participação no primeiro gol do Santos, marcado por Marquinhos Gabriel, após linda assistência dele.

“Foi uma jogada rápida, na qual o Vitinho (Victor Ferraz) pegou a bola, consegui antecipar o zagueiro, ele me deu um pouco de espaço, consegui virar e acertar um belo passe para o Marquinhos, que teve felicidade no domínio e na conclusão. Fico feliz pela partida. Não fiz gol, mas consegui colaborar com uma vitória importante dentro de casa”, relatou.

Depois do jogo, Dorival Júnior elogiou a atuação de seu suplente, ressaltando a importância de ter um elenco nivelado para superar os desfalques e seguir vencendo seus adversários.

“A entrada do Nilson foi muito boa. A do Paulo (Ricardo), também. Isso, sim, é um ponto importante. Certamente perdemos jogadores importantes. Mesmo assim, a resposta tem sido boa”, avaliou o comandante santista.

Corinthians 0 x 3 Santos

Data: 05/10/2006, quinta-feira, 20h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 27ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 21.143
Renda: R$ 342.650,00
Árbitro : Wilson Luiz Seneme (Fifa-SP)
Auxiliares: Ednilson Corona e Ana Paula da Silva Oliveira (ambos Fifa-SP)
Cartões amarelos: Magrão, Marquinhos, Marcus Vinícius e Marcelo Mattos (C); Wellington Paulista, Ronaldo, Zé Roberto, Maldonado, Leandro e Kléber (S).
Cartões vermelhos: Magrão (C); Zé Roberto (S).
Gols: Kléber (40-1); Leandro (34-2) e Zé Roberto (35-2).

CORINTHIANS
Marcelo; Marinho, Marquinhos (Ramon) e Marcus Vinícius; Rosinei, Renato (Rafael Moura), Marcelo Mattos, Roger, Magrão e César; Amoroso.
Técnico: Emerson Leão

SANTOS
Fábio Costa (Felipe); Denis, Ronaldo, Luiz Alberto e Kléber; Maldonado, Cleber Santana, André Luiz (Rodrigo Tabata) e Zé Roberto; Rodrigo Tiuí e Wellington Paulista (Leandro).
Técnico: Wanderley Luxemburgo



Santos confirma supremacia, vence Corinthians e mantém metas

O Corinthians bem que tentou, mas o Santos foi mais eficiente. Com um futebol competitivo e excelente aproveitamento das oportunidades criadas, a equipe da Vila Belmiro superou o rival da capital por 3 a 0 nesta quinta-feira, no Pacaembu. Com isso, confirmou seu histórico positivo em clássicos nesta temporada e se manteve na briga por uma vaga na Copa Libertadores do ano que vem e até pelo título do Campeonato Brasileiro de 2006.

“Vencer um clássico é sempre importante. Isso nos dá mais moral para a seqüência do Campeonato Brasileiro e mostra que o Santos tem condições de enfrentar qualquer equipe de igual para igual. Hoje [quinta-feira] nós fomos inteligentes, chegamos ao ataque na hora certa e matamos o jogo quando tivemos as chances”, comemorou o centroavante Leandro, que substituiu Wellington Paulista no intervalo e marcou o segundo gol dos visitantes.

A vitória desta quinta – a sétima em oito clássicos nesta temporada – mantém as chances de o Santos conquistar o título do Campeonato Brasileiro. A equipe da Vila Belmiro chegou a 46 pontos e ascendeu à terceira posição da tabela, a sete pontos do líder São Paulo e a dois do segundo colocado Grêmio. “Estamos vivos. Ainda tem muita coisa pela frente até o fim do ano e nós temos plenas condições de chegar ao título. O resultado contra o Corinthians mostrou isso”, disse o lateral-esquerdo Kléber.

Além de ter mantido suas chances de conquistar o Campeonato Brasileiro e de ter confirmado seu histórico positivo em clássicos desta temporada, o Santos conseguiu apagar um trauma nesta quinta-feira. No ano passado, na última vez em que havia enfrentado o Corinthians no Pacaembu, a equipe da Vila Belmiro (então dirigida por Nelsinho Baptista) foi goleada por sonoros 7 a 1.

O desempenho acima da média do ataque corintiano naquela partida, porém, é coisa do passado. Nesta quinta-feira, apesar de ter sido superior em grande parte do clássico, o time da casa não conseguiu marcar diante do Santos e confirmou a condição de pior ataque do Campeonato Brasileiro (com apenas 25 gols marcados em 27 partidas). “Perdemos gols demais, principalmente no primeiro tempo. Eu mesmo tive uma chance clara. Esse é o tipo de detalhe que faz diferença em um clássico”, lamentou o meio-campista Rosinei.

Com o ataque em queda (não marca mais de uma vez num mesmo jogo do Brasileiro desde o triunfo por 2 a 1 sobre o Fluminense no dia 16 de agosto, na estréia de Emerson Leão), o Corinthians voltou a ser assombrado pelo rebaixamento à segunda divisão. A equipe do Parque São Jorge estacionou nos 32 pontos e está na 16ª posição da tabela, a última entre os que não estão na zona de risco.

O retorno à briga contra o rebaixamento significa uma grande frustração para as pretensões do treinador Emerson Leão, que sofreu sua segunda derrota à frente do Corinthians (ambas no Pacaembu). Quando foi contratado, o comandante alvinegro fez planos para uma ascensão rápida e para brigar até por uma vaga na Copa Libertadores de 2007.

Na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, Corinthians e Santos entrarão em campo neste domingo. O time do Parque São Jorge jogará mais cedo, às 16h, contra o Goiás (no Serra Dourada). Depois, às 18h10, a equipe do litoral receberá o Grêmio na Vila Belmiro.

O jogo

Insatisfeito com a produção ofensiva do Corinthians nas últimas partidas, o técnico Emerson Leão apostou em uma alteração inusitada. O comandante alvinegro escalou sua equipe com três zagueiros e Amoroso isolado na frente. “Mas não é por causa disso que vamos ser menos agudos. A idéia é atacar o Santos desde o começo, com chegada constante dos homens de trás”, disse o volante Magrão antes do início do clássico desta quinta.

Em campo, o Corinthians justificou as palavras de Magrão e foi mais incisivo que o Santos desde o início do jogo. Com muita movimentação no meio-campo, a equipe do Parque São Jorge conseguiu acuar os visitantes no Pacaembu. O problema é que, na hora de concluir, os mandantes sentiram falta de um homem com mais presença de área.

Foi isso que aconteceu aos 13min e aos 18min, em dois lances iniciados por Amoroso. Em ambos, o camisa 10 saiu da área, levou um zagueiro com ele e lançou no meio para Rosinei. O volante conduziu com liberdade, mas errou a conclusão (no primeiro Felipe fez grande defesa; no outro, o meio-campista bateu à esquerda da meta).

Com o Corinthians melhor, o Santos foi mais eficiente. Aos 40min, Kléber aproveitou uma falta cometida por Marcelo Mattos em Dênis na meia direita e colocou a bola no ângulo esquerdo de Marcelo, que nada pôde fazer. “Eles começaram criando mais, mas nós conseguimos tranqüilizar o jogo e mostramos experiência. Depois, abrimos o placar e mudamos totalmente o panorama da partida”, analisou o zagueiro santista Luiz Alberto.

Realmente, o gol do Santos desmoronou a estrutura armada pelo Corinthians. A equipe do Parque São Jorge havia planejado sua estratégia tática em constantes trocas de posições no meio-campo, mas passou a errar muitos passes e facilitou o trabalho da marcação do time do litoral. A evolução dos visitantes também foi motivada por uma alteração tática do técnico Vanderlei Luxemburgo, que deu mais liberdade a Cléber Santana pela direita e abriu Zé Roberto pela esquerda.

Aos poucos, porém, o Corinthians conseguiu recuperar o controle do jogo. O técnico Emerson Leão abandonou o esquema 3-6-1 e voltou ao tradicional 4-4-2, com Ramón e Rafael Moura nos lugares de Marquinhos e Renato (respectivamente). A mudança tática dos donos da casa foi seguida por um recuo excessivo do Santos, que se fechou no campo de defesa.

Com mais posse de bola e diante de um adversário fechado, porém, o Corinthians encontrou muita dificuldade para criar. A equipe alvinegra trocou passes lateralmente, mas não conseguiu criar oportunidades contundentes. Na melhor delas, aos 27min, Magrão recebeu um cruzamento da esquerda, completamente livre, mas deixou a bola escapar ao tentar dominar no peito e foi travado na hora de concluir.

Assim como havia feito no primeiro tempo, porém, o Santos foi mais eficiente que o Corinthians em um momento de pressão dos donos da casa. Kléber lançou Zé Roberto na esquerda e o camisa 10 cruzou rasteiro para Leandro bater de primeira, no canto direito baixo do goleiro Marcelo.

Com o gol, o Corinthians não apenas esmoreceu, mas se desestabilizou. O time da casa se perdeu totalmente na marcação e deu espaço para Zé Roberto selar a vitória dos visitantes aos 35min. O camisa 10 recebeu passe de Rodrigo Tabata no meio, entre os zagueiros da equipe mandante, e tocou na saída de Marcelo para definir o placar.

“O Corinthians ficou perdido depois dos nossos gols, que aconteceram muito rápido. Sinceramente, não deu para entender o que aconteceu. Parece que eles perderam a cabeça e resolveram trocar o jogo por agressões”, comentou o atacante santista Leandro sobre o fim da partida.

O novo Cavalieri?

A participação do goleiro Fábio Costa no clássico desta quinta-feira durou apenas seis minutos. O camisa 1 do Santos tentou cortar um cruzamento de Roger em uma falta cobrada da meia-direita do Corinthians, se chocou no ar com o companheiro Cléber Santana e sofreu uma lesão nos ligamentos do ombro ao cair.

Sem condições de continuar em campo, Fábio Costa abriu caminho para a entrada do goleiro Felipe, de apenas 18 anos, que fez seu terceiro jogo como profissional no Santos. “Fico muito feliz por ter conseguido ajudar meus companheiros e ainda mais feliz por saber que eu fui elogiado”, comemorou o suplente da meta do time da baixada, que foi apontado como um dos grandes destaques do clássico.

Com a boa apresentação, Felipe lembrou muito a trajetória de outro goleiro de um time paulista. No dia 16 de julho deste ano, no clássico contra o Corinthians, o palmeirense Marcos sofreu uma lesão logo aos 2min de jogo e foi substituído por Diego Cavalieri, que assumiu a meta da equipe alviverde e foi um dos destaques.

Aproveitando a ausência de Marcos, Diego Cavalieri tem sido titular do Palmeiras até agora. O antigo titular já voltou a treinar, mas ainda não recuperou a condição de titular no time paulista.


Atlético PR 1 x 1 Santos – 1 x 4 nos pênaltis

Data: 07/09/1988, quarta-feira, 15h30.
Competição: Campeonato Brasileiro (Copa União) – 1º turno – 2ª rodada – Grupo B
Local: Estádio do Pinheirão, em Curitiba, PR.
Público: 6.533 pagantes
Renda: CrZ$ 3.919.800,00
Árbitro: Dalmo Bozzano (SC).
Gols: Leandro (01-1); Adilson (30-2).
Pênaltis: Santos: Mendonça, Heraldo, Giba e César Ferreira marcaram. Atlético-PR: Serginho (defesa) e Carlinhos (defesa) perderam; Vilson marcou.

SANTOS
Nilton; Heraldo, Davi, Nildo e Luizinho (Ijuí); Cesar Ferreira, Mendonça, Marco Antonio Cipó e Giba; Leandro (Essinho) e Sidney.
Técnico: Carlos Gainete

ATLÉTICO-PR
Marolla; Odmilson, Hilton, Adilson e Miranda; Cacau, Roberto Cavalo (Dicão) e Manguinha (Vilson); Carlinhos, Serginho e Marquinhos.
Técnico: Nelsinho Baptista



Nilton defende dois pênaltis e Santos ganha em Curitiba

Com a vitória nos pênaltis o Santos garantiu 2 pontos na partida. O goleiro Nilton defendeu duas penalidades.

Fonte: Jornal Folha de SP