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Santos 1 x 1 Benfica

Data: 08/10/2016, sábado, 16h05.
Competição: Amistoso
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 10.149
Renda: R$ 575.152,00
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Auxiliares: Rogério Pablos Zanardo e Bruno Salgado Rizo (ambos de SP).
Cartões amarelos: Luiz Felipe (S).
Gols: Salvio (01-2, de pênalti) e Fábian Noguera (42-2).

SANTOS
Vanderlei (John/João Paulo), Victor Ferraz (Daniel Guedes), David Braz (Lucas Veríssimo), Luiz Felipe (Fábian Noguera) e Zeca (Caju); Renato (Yuri/Fernando Medeiros), Thiago Maia (Léo Cittadini/Walterson), e Elano (Vecchio/Matheus Oliveira); Jean Mota (Paulinho/Joel), Copete (Rafael Longuine) e Ricardo Oliveira (Giovanni/Rodrigão/Léo).
Técnico: Dorival Junior

BENFICA
Ederson; André Almeida (Alan Benitez), Luisão, Lisandro López (Rúben Diaz) e Eliseu (Yuri Ribeiro); Celis, Danilo e Cervi (Dálcio); Salvio, Carrillo (Léo/Diego Gonçalves) e Luka Jovic (José Gomes).
Técnico: Rui Vitória



Santos arranca empate com Benfica e garante festa para ídolos

O Estádio Urbano Caldeira foi palco de um evento especial para os torcedores do Santos neste sábado. Após proporcionar muitas alegrias aos santistas, foi a vez da Vila Belmiro receber uma homenagem. O ‘Alçapão’, que completa 100 anos na próxima quarta-feira, recebeu um amistoso do alvinegro contra o Benfica. Além disso, o clube também preparou uma grande festa para homenagear seus ídolos Léo e Giovanni. Mas faltou avisar os portugueses. Cobrando pênalti no início do segundo tempo, Salvio marcou e quase estragou a festa alvinegra. Porém, no apagar das luzes, o zagueiro Fábian Noguera deixou tudo igual no duelo.

O ex-lateral esquerdo jogou os 10 minutos finais da primeira etapa pela equipe portuguesa. Já pelo Peixe, Léo entrou na reta final do duelo e viu de perto o empate com o alvinegro. Outro ídolo, o ex-meia Giovanni entrou também no fim do primeiro tempo, foi homenageado no intervalo, e ainda jogou mais alguns minutos. Os dois pouco acrescentaram na partida. Mas o que valeu foi a festa na Vila Belmiro.

O jogo

Jogo bom no início, confusão e homenagens

Assim que a bola rolou na Vila Belmiro, a primeira boa oportunidade do amistoso foi do Santos. Logo aos dois minutos, Celis recuou mal e Ricardo Oliveira apareceu livre na entrada da área. O atacante, porém, tentou driblar o goleiro Ederson e foi interceptado. O Benfica não deixou barato e respondeu com duas chances claras logo em seguida. Primeiro, Salvio chutou de fora da área e a bola passou por cima do travessão. Na sequência, Eliseu cruzou na marca do pênalti e Cervi certou um bonito voleio, assusta Vanderlei.

Após a pressão inicial dos portugueses, o Santos cresceu no jogo e equilibrou as ações. Tanto que aos 14 minutos, Ricardo Oliveira mandou uma bomba de fora da área, quase abrindo o placar na Vila. No lance seguinte, o próprio camisa 9 arriscou mais uma de longe. O goleiro Ederson rebateu e Copete isolou.

E se alguém pensava que os times iriam entrar de forma ‘leve’ por ser um amistoso, o meia Cervi tratou de acabar com esse papo. Aos 24 minutos, o argentino deu uma entrada dura em Renato. O volante ficou no chão por alguns segundos e pediu para ser substituído após a pancada. Yuri entrou em seu lugar. Após o choque, Luisão discutiu com Luiz Felipe e os jogadores se estranharam.

O clima seguiu tenso. Aos 29 minutos, o zagueiro Luiz Felipe revidou a falta em Cervi e levou cartão amarelo. E para amenizar os ânimos, só a presença de um ‘Messias’ em campo. No minuto seguinte, o Santos promoveu a entrada de Giovanni na vaga de Ricardo Oliveira. Com G10 em campo, o jogo voltou ao normal e ficou mais com cara de amistoso. Porém, as equipes diminuíram o ritmo e o duelo perdeu intensidade.

Preocupado com a sequência do Peixe no Campeonato Brasileiro, o técnico Dorival Júnior promoveu alterações por atacado na equipe. Victor Ferraz, Zeca, Elano, Luiz Felipe, Thiago Maia e Jean Mota saíram e deram a vaga para Daniel Guedes, Caju, Vecchio, Fábian Noguera, Léo Cittadini e Paulinho, respectivamente.

Como já veio com o time remendado, o Benfica promoveu apenas uma mudança antes do intervalo. E foi a substituição mais esperada do dia. Aos 39 minutos, Léo entrou na vaga de Carrilo na equipe portuguesa. Porém, o ex-lateral teve pouco tempo para mostrar alguma coisa e o primeiro tempo terminou 0 a 0 na Vila Belmiro.

Mais homenagens e redenção no fim

Após o apito de Raphael Claus, o ex-meia Giovanni foi ovacionado pela torcida alvinegra e recebeu algumas homenagens no gramado. Mesmo assim, o ‘Messias’ retornou para o segundo tempo na Vila, mas saiu logo aos quatro minutos, sendo novamente reverenciado pelos santistas. Mas antes disso, o Benfica já havia jogado água no chopp do Peixe.

Logo no primeiro minuto, José Gomes entrou na área e foi derrubado por Lucas Veríssimo. Pênalti para os Encarnados. Salvio bateu no meio e abriu o placar na Vila. Após o gol, o jogo ficou lento, praticamente parado.

As duas equipes promoveram diversas alterações e o bom ritmo da primeira etapa desapareceu. O Santos ainda assustou após bom passe de Rafael Longuine para Rodrigão. O centroavante dominou e bateu forte. A bola passou perto do travessão. Mesmo assim, a partida ficou arrastada na Vila Belmiro.

Após boa parte do segundo tempo passar sem emoção, José Gomes foi mais uma vez pra cima de Lucas Veríssimo. E o zagueiro cometeu outro pênalti claro. O próprio centroavante do Benfica bateu. Mas desta vez, o goleiro João Paulo salvou os santistas.

Quando parecia que a vitória ficaria com os portugueses, o zagueiro Fábian Noguera aproveitou cobrança de falta de Matheus Oliveira, subiu mais que todo mundo e escorou para o gol. O defensor ainda contou a falha do goleiro Ederson para marcar seu primeiro tento com a camisa do Peixe e garantir a festa na Vila Belmiro.

Bastidores – Santos TV:

Léo agradece despedida com festa na Vila: “Passa um filme”

A despedida oficial de Léo com a camisa do Santos foi exatamente do jeito que o ex-lateral queria. Apesar do Benfica quase ter estragado a festa realizada neste sábado, na Vila Belmiro, o gol de Fábian Noguera no fim garantiu a igualdade no marcador e deixou a comemoração perfeita para o eterno camisa 3.

“Eu fiquei meio temeroso, porque o jogo estava muito rápido e até um pouco violento. Acabou que deu tudo certo. Agora nós fechamos o ciclo com chave se ouro”, afirmou Léo, em entrevista coletiva após o amistoso contra a equipe portuguesa.

Em 2014, ano em que encerrou sua carreira, o ex-lateral-esquerdo viveu um litígio com a diretoria que comandava o Peixe naquela época. Tanto que o “Guerreiro da Vila”, como é conhecido pela torcida, acabou se aposentando discretamente. Sua última partida oficial pelo alvinegro foi contra o Mixto-MT, pela Copa do Brasil, na Arena Pantanal. Porém, após mais de dois anos, Léo vibrou com a festa de despedida.

“É a minha segunda casa, é minha vida esse clube. Eu fiquei andando ali no gramado da Vila e já não tinha mais ninguém. Passa um filme de tudo o que vivi. Vitórias, derrotas, conquistas, frustrações. Mas a sensação é de dever cumprido e de agora estar com a cabeça mais tranquila, mais leve, sabendo que deixei um legado”, disse.

Maior campeão pelo Santos após a ‘Era Pelé’, o ex-lateral-esquerdo conquistou oito títulos: Libertadores, Recopa Sul-Americana, Copa do Brasil, duas edições do Campeonato Brasileiro e três do Paulistão. Com a camisa alvinegra, foram 455 jogos oficiais entre os anos de 2000 e 2005 e de 2009 a 2014.

Agora oficialmente aposentado, Léo já participa de algumas ações nos bastidores do Santos e não pretende abandonar o futebol. “Vou procurar trabalhar fora de campo para tentar retribuir de alguma forma o que o clube me deu. Pretendo ir para a Europa. Passar, não sei, seis meses ou um ano indo aos clubes europeus para ver como é feita a gestão, a logística. Faz-se necessário. O futebol exige isso. Quanto mais conhecimento tiver é melhor”, completou o ex-lateral santista.

Convidado de honra da festa, Giovanni vibra com amistoso: “Foi fácil aceitar”

Apesar da festa que o Santos promoveu neste sábado ser direcionada para a Vila Belmiro, que completa 100 anos na próxima quarta-feira, e para o ex-lateral-esquerdo Léo, que ganhou sua despedida oficial, o amistoso contra o Benfica também teve uma presença ilustre e que roubou os holofotes no empate em 1 a 1.

Convidado por Léo, o ídolo Giovanni entrou aos 30 minutos do primeiro tempo e saiu de campo no começo da segunda etapa. O ‘Messias’, como ficou conhecido pela torcida, também recebeu algumas homenagens no intervalo do duelo. Apesar do jeito tímido e de preferir não aparecer muito, o ex-camisa afirmou que não foi difícil aceitar participar da festa.

“Estou muito feliz. Foi um pouco inesperado. Eu realmente não tinha a noção do que seria essa festa. Passa muita coisa na cabeça. A gente relembra todos os jogos, não só dentro de campo. No vestiário, tive a oportunidade de estar no CT, almoçar com o pessoal. A gente sempre relembra tudo aquilo que nós vivenciamos. Eu tinha que aceitar. A escolha foi fácil”, brincou Giovanni.

Autor do convite, Léo retrucou logo na sequência. “Nunca corri tanto atrás de alguém como corri atrás dele. Mas é um ídolo que eu tenho e ele não poderia ficar fora”.

Aposentado desde 2010, Giovanni surpreendeu e superou as expectativas. Afinal, estava previsto que o ex-meia jogaria apenas alguns minutos no final do primeiro tempo e depois pararia. Porém, G10 ainda voltou do intervalo e fez algumas jogadas antes de ser substituído por Rodrigão.

“Tem muito atleta que quando para tem uma outra mentalidade. Mas eu sempre mantenho minha parte física e jogo minhas peladas por aí. Mas no meu caso, eu sabia que não estava carregando nenhum peso. O pessoal iria entender errasse um passe, coisa que não acontece com quem está começando. Temos de aproveitar sempre o momento, porque passa. Eu sempre ouvia isso quando era jovem. E passa mesmo, muito rápido. Agora, a gente fica só olhando”, afirmou Giovanni.

Ao contrário do amigo Léo, que afirmou pretender continuar no futebol, o ‘Messias’ prefere seguir sua vida longe das quatro linhas. “Não posso dizer ‘nunca’, mas no momento meu pensamento é de estar em casa com a minha família. Sabemos que o futebol tem um desgaste muito grande, viagens. Meu pensamento é de permanecer como estou”, concluiu.

Noguera estreia com gol e afirma estar pronto para jogar no Santos

Após passar três meses apenas treinando com o elenco do Santos, o zagueiro Fabián Noguera finalmente fez sua estreia com a camisa do novo clube. E logo no primeiro compromisso, o defensor mostrou que tem estrela. Quando o amistoso contra o Benfica, neste sábado, na Vila Belmiro, caminhava para uma derrota santista, o argentino escorou de cabeça e contou com a falha do goleiro Ederson para empatar o duelo.

Depois de um período de adaptação e recondicionamento físico, Noguera vibrou com o tento marcado e disse estar pronto para ganhar mais oportunidades na equipe comandada por Dorival Júnior.

“Foi um gol muito importante. Quando um jogador espera sua estreia, sonha com gol. Fiquei muito tempo parado, sem jogar, mas agora já estou pronto. Quando o Dorival precisar, estou à disposição. Tem três meses que estou aqui treinando com o grupo. Tive uma pequena lesão, mas não foi nada”, disse.

O defensor não atuava desde outubro do ano passado, quando foi afastado pelo Banfield, da Argentina, por ter recusado a renovação contratual. Ele acertou um pré-contrato com o Santos e foi apresentado no dia 6 de julho. Aos 23 anos, o zagueiro tem a concorrência no elenco alvinegro de David Braz, Gustavo Henrique (que rompeu o ligamento do joelho e só volta em 2017), Luiz Felipe e Lucas Veríssimo.

Agora, Noguera vive a expectativa de ser relacionado para o seu primeiro jogo oficial com a camisa alvinegra. E isso pode acontecer já na próxima quinta-feira, quando o Santos encara o São Paulo, às 21h (de Brasília), no Pacaembu, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Léo brinca com provocação ao Barça em 2011: “Não me arrependo”

Apesar de ser o maior campeão pelo Santos após a ‘Era Pelé’, conquistando oito títulos, como Libertadores, Copa do Brasil, Brasileirão, entre outros, o ex-lateral-esquerdo Léo também marcado pela sua postura fora de campo. Fora das quatro linhas, ele gostava de sempre provocar os adversários. Tanto que é lembrado até hoje pelos rivais por uma frase que disse após levantar a taça da Liberta, em 2011.

“No Japão, a gente se encontra lá. Vamos pegar o Barcelona lá, vamos ver se é tudo isso”, disse o ex-camisa 3 na ocasião, na festa que o clube fazia dentro da Vila Belmiro após a conquista.

Depois do empate em 1 a 1 com o Benfica, em amistoso que faz parte das comemorações pelos 100 anos da Vila Belmiro, Léo riu da famosa provocação ao Barcelona e não perdeu a oportunidade de dar uma ‘cutucada’ nos rivais do alvinegro. “Não me arrependo, não. Eu paguei para ver, paguei mesmo. Eu tive a oportunidade… Quero ver se outros vão ter, né”, disse o ex-jogador, soltando uma larga risada logo em seguida.

Após a provocação de Léo, o Santos encarou o Barcelona na final do Mundial de Clubes em 2011 e voltou ao Brasil seu o título e com uma sonora goleada de 4 a 0 na bagagem.

Passada a derrota para o Barça, o ex-lateral seguiu jogando no Peixe e encerrou sua carreira em 2014 de forma discreta, pois estava em litígio com a diretoria que comandava o clube na época. Na tarde deste sábado, mais de dois anos após pendurar as chuteiras, finalmente ganhou sua despedida no alvinegro.

Em amistoso do Santos contra o Benfica, que terminou empatado em 1 a 1, o ídolo jogou dez minutos pelo Peixe e outros dez pela equipe portuguesa, clube onde também virou referência nos quatro anos em que atuou. No intervalo do amistoso, ele recebeu uma placa do ex-presidente santista Marcelo Teixeira.

“Desde a minha chegada, tive uma identificação muito grande com esse clube. Sempre fui muito preso a esse clube. Quando voltei (ao Brasil), já estava certo com outro clube e recebi uma ligação do Santos. Abri mão de tudo para vir para cá. Eu tenho prazer de estar aqui. É a minha segunda casa, é minha vida esse clube”, completou o ex-lateral.


Vídeos: (1) Gols e (2) melhores momentos.

Santos 3 x 0 São Paulo

Data: 02/10/2013, quarta-feira, 21h50.
Competição: Campeonato Brasileiro – 25ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 7.788 pagantes
Renda: R$ 210.816,00
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)
Auxiliares: Marcio Eustáquio (MG) e Marcelo Van Gasse (SP),
Cartões amarelos: Cícero, Thiago Ribeiro e Aranha (S); Luis Fabiano (SP).
Cartão vermelho: Alison (S)
Gols: Edu Dracena (22-1); Thiago Ribeiro (12-2) e Léo (44-2).

SANTOS
Aranha; Cicinho, Edu Dracena, Gustavo Henrique e Mena; Alison, Arouca, Leandrinho (Everton Costa) e Cícero; Thiago Ribeiro (Léo) e Willian José (Renê Júnior).
Técnico: Claudinei Oliveira

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Douglas, Paulo Miranda, Edson Silva (Aloísio) e Reinaldo; Wellington, Rodrigo Caio, Jadson (Maicon) e Paulo Henrique Ganso; Osvaldo (Lucas Evangelista) e Luis Fabiano.
Técnico: Muricy Ramalho



Com um a menos, Santos vence clássico por 3 a 0 e devolve São Paulo à crise

Alison foi expulso no primeiro tempo, mas equipe santista soube aproveitar as chances para deixar o rival em situação ainda mais delicada no Brasileirão

Mesmo jogando boa parte do clássico com um a menos em campo – o volante Alison foi expulso no fim do primeiro tempo -, o Santos conquistou uma importante vitória diante do São Paulo, por 3 a 0, na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro. Edu Dracena, Thiago Ribeiro e Léo marcaram os gols no reencontro com o técnico Muricy Ramalho, demitido no fim de maio do clube praiano.

Os santistas pularam para o sexto lugar do Campeonato Brasileiro, com 36 pontos. Já o São Paulo segue na 16ª posição da Série A, com 27 pontos.

O jogo

A primeira boa jogada da partida foi do Santos. Aos três minutos, o meia Cícero se livrou da marcação e arriscou de longa distancia, mas a bola saiu ao lado do gol de Rogério Ceni, sem oferecer maior perigo ao camisa 1 do São Paulo.

A resposta dos visitantes veio aos oito, quando o lateral-direito Douglas cruzou para a área, buscando Luis Fabiano. O centroavante bateu de primeira, exigindo grande defesa do goleiro Aranha.

Depois de uma sequência de três escanteios consecutivos a seu favor, a equipe praiana abriu o placar. Aos 22, o meia Leandrinho cobrou o tiro de canto com precisão, para a cabeçada firme do zagueiro Edu Dracena: 1 a 0 para os santistas.

No minuto seguinte, os alvinegros quase marcaram o segundo gol, mas Rogério Ceni defendeu um forte arremate do atacante Thiago Ribeiro, salvando os são-paulinos.

O São Paulo tentou responder aos 27, mas o volante Wellington bateu à direita do gol de Aranha, após receber a bola do meia Jadson.

O Santos também esteve perto do segundo gol quando, aos 34, Thiago Ribeiro driblou a marcação e chutou rasteiro, de fora da área. Sem precisão, a bola saiu à direita da meta de Ceni.

No fim do primeiro tempo, o Santos ficou com um jogador a menos em campo. O volante Alison fez falta dura em Douglas, recebendo o cartão vermelho, aos 42.

Antes do intervalo, o São Paulo quase empatou. Aos 47, o volante Rodrigo Caio exigiu boa defesa de Aranha e Douglas não aproveitou o rebote, chutando por cima do gol santista.

Na volta para a etapa complementar, os visitantes tentaram exercer uma pressão, mas o time praiano soube aproveitar os contra-ataques e chegou ao seu segundo gol. Aos 14, Thiago Ribeiro bateu no canto esquerdo de Rogério Ceni, após receber bom passe de Cicinho, estufando as redes são-paulinas.

Em desvantagem, o técnico Muricy Ramalho colocou os tricolores no ataque. O zagueiro Edson Silva saiu para a entrada de Aloísio, aos 16. O atacante Osvaldo também deixou o gramado, com Lucas Evangelista sendo o seu substituto.

Com as mudanças no São Paulo, o treinador santista, Claudinei Oliveira, também resolveu mexer na sua equipe. O atacante Everton Costa entrou no lugar de Leandrinho, aos 22. Três minutos mais tarde, Thiago Ribeiro saiu para a entrada do veterano Léo, fortalecendo o setor de meio-campo. Pouco depois, do lado visitante, Maicon substituiu Jadson.

Nos últimos minutos, os alvinegros ainda alcançaram o terceiro gol. Aos 44, Léo aproveitou cruzamento preciso de Cicinho, escorando a bola para o fundo das redes e decretando o placar final do clássico: 3 a 0 para o Santos.

Bastidores – Santos TV:

Edu Dracena enfatiza “resposta” após tropeços, e Thiago Ribeiro sonha com G4

Para o zagueiro, autor de um dos gols, a vitória no clássico também foi importante para dar um suporte a mais ao trabalho do técnico Claudinei Oliveira

Após empatar com o Náutico e ser derrotado pelo Atlético-MG, o Santos voltou a vencer no clássico diante do São Paulo, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro. Satisfeito com o resultado, o zagueiro Edu Dracena, que abriu o caminho para o triunfo de sua equipe por 3 a 0 diante do time tricolor, valorizou a resposta dada pelos jogadores dentro de campo, contra um dos maiores rivais do Peixe.

“Não vínhamos de bons resultados e uma vitória contra o São Paulo dá moral. Além de jogarmos bem, foi uma vitória convincente. Todo mundo está de parabéns, pela dedicação integral. Todos marcaram e procuraram se ajudar em campo. Mesmo com um a menos (o volante Alison foi expulso no final do primeiro tempo), nós não demos espaço para o São Paulo”, afirmou o capitão santista.

Para Dracena, a vitória no clássico também foi importante para dar um suporte a mais ao trabalho do técnico Claudinei Oliveira, questionado por alguns torcedores após os recentes tropeços e, também, alvo de críticas do promotor de justiça Francisco Cembranelli, membro do Comitê de Gestão do clube.

“Algumas vezes, a gente escuta coisas que acaba nos chateando. Mas no futebol, isso é natural. A gente respeita as opiniões e procuramos lutar dentro de campo, fazer o nosso melhor. O importante é que vencemos um jogo importante e ele tem o apoio de todos nós, atletas, e da diretoria também”, concluiu.

Thiago Ribeiro sonha com o G4

Autor do segundo gol da vitória do Santos sobre o São Paulo, na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, o atacante Thiago Ribeiro comemorou o fato de ter balançado as redes no clássico. O tento anotado pelo avante deixou o time mais calmo para administrar a vantagem com um jogador a menos e, ainda por cima, marcar mais um gol no fim da partida, sacramentando o resultado positivo diante do Tricolor Paulista.

“Fui feliz no chute. Quando vi a bola passando por todo mundo e o Rogério (Ceni) caminhando para o centro, bati no contrapé dele. Gosto desse tipo de bola, tirando do goleiro. Fui feliz no lance e fico feliz por ter feito o gol, pois deu tranqulidade ao time, já que estávamos com um a menos”, disse Thiago Ribeiro.

Com a vitória sobre os são-paulinos, os santistas pularam para a sexta posição no Campeonato Brasileiro, com 36 pontos, apenas cinco atrás do Atlético-PR, último integrante do G4. No entanto, os alvinegros ainda precisam aguardar o complemento da rodada para saberem a exata colocação da equipe praiana – Atlético-MG e Internacional-RS jogam nesta quinta e, caso vençam seus respectivos compromissos, podem ultrapassar o Santos na tabela.

O atacante destacou a necessidade de o Peixe acumular uma série de vitórias dentro do Brasileirão. “Na nossa cabeça, a meta é chegar ao G4. Só que para alcançarmos esse objetivo, é preciso ter regularidade. Vencemos hoje (quarta), foi legal, mas temos que procurar ganhar da Portuguesa (domingo, no Canindé), para chegarmos lá em cima”, concluiu.

Claudinei não alimenta polêmica com dirigente do Santos e enaltece atletas

“O que falei para o doutor Francisco Cembranelli não foi irônico. Eu o vejo como um grande profissional, um promotor sério”, disse o treinador

Criticado pelo promotor de justiça Francisco Cembranelli, membro do Comitê de Gestão do Santos, após a derrota para o Atlético-MG, o técnico Claudinei Oliveira optou por não alimentar a polêmica com o dirigente, depois da vitória da equipe praiana sobre o São Paulo , na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro.

Cembranelli chegou a declarar, em uma rede social, que o Peixe necessitava de um técnico com “t” maiúsculo. Claudinei, que já havia classificado o membro do Comitê Gestor como um promotor com “p” maiúsculo, um dia antes, minimizou o episódio e negou ter sido irônico em sua resposta.

“Não tenho nada para responder mais. O que falei para o doutor Francisco Cembranelli não foi irônico. Eu o vejo como um grande profissional, um promotor sério. Estou falando de coração, não tenho nada pessoal contra ele. Respeito a sua opinião. Eu, também, por vezes penso muitas coisas que não posso falar. Na minha função, eu tenho que ter discernimento, saber o que eu posso ou não dizer. Continuo sendo o mesmo cara, na derrota ou na vitória. A minha conduta não muda”, afirmou o treinador.

O comandante alvinegro ainda agradeceu ao empenho dos jogadores na vitória sobre o rival paulista e enalteceu o futebol apresentado, mesmo com o time atuando durante o fim do primeiro tempo e toda a segunda etapa com um atleta a menos – o volante Alison foi expulso, por falta dura no lateral-direito Douglas.

“A participação maior foi deles. Eles se doaram ao máximo, inclusive se dedicaram a mais pelo Alison, que sempre se dedicou bastante pela equipe e hoje (quarta) foi expulso. Foi uma partida digna de todos os elogios”, ponderou Claudinei, satisfeito com o resultado: “Foi uma vitória maiúscula”, completou.

Feliz na Vila Belmiro, Muricy se confunde e quase usa banco do Santos

Hoje no comando do São Paulo, técnico retorna ao estádio quatro meses após ter sido demitido do clube

Quatro meses depois de ter deixado a Vila Belmiro, Muricy Ramalho voltou ao estádio nesta quarta-feira sentindo-se como se ainda trabalhasse no Santos . Antes do início do clássico, o agora treinador do São Paulo dirigiu-se ao banco de reservas mandante e só se deu conta do engano quando já ia se sentando.

“Confundi mesmo, não é piada. Estava acostumado, fui sozinho. Foi muito estranho”, disse, negando espontaneamente que a atitude fosse um jogo de cena para reiterar sua identificação com o clube no qual trabalhou entre abril de 2011 ao fim de maio deste ano.

“Não faço tipo. Foi muito estranho o que fiz ali. É que fui muito feliz aqui. Muito feliz mesmo. Sou muito grato ao Santos e à torcida do Santos. Foi um dos melhores lugares em que trabalhei. Por isso fui sentar no banco ali”, explicou, já devidamente acomodado no local correto.

Pelo Santos, Muricy foi campeão paulista e da Libertadores, além de tê-lo levado ao vice-mundial e ao título da Recopa Sul-Americana. Foram 150 jogos ao todo no comando da equipe, com 72 vitórias, 42 empates e 36 derrotas.

Demitido do clube logo após a transferência de Neymar para o Barcelona, ele passou mais de três meses sem emprego até ser convidado para substituir Paulo Autuori no São Paulo (onde se sagrou tricampeão brasileiro) e tentar salvar o time do rebaixamento.

O resultado da partida desta quarta-feira, no entanto, não foi bom para o treinador. Mesmo com um jogador a mais desde o fim do primeiro tempo, o São Paulo foi derrotado por 3 a 0 (com dois gols na etapa final) e corre o risco de terminar a rodada entre os quatro últimos colocados.

Santos 2 x 3 Figueirense

Data: 24/09/2011, sábado, 18h00.
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 7.059 pagantes
Renda: R$ 167.240,00
Árbitro: Héber Roberto Lopes (PR)
Auxiliares: Roberto Braatz (PR) e Luiz H. Souza Santos Renesto (PR).
Cartão amarelo: Léo (S); Jean Deretti, Edson Silva (F).
Gols: Julio Cesar (09-1), Borges (24-1), Wellington Nem (26-1), Léo (46-1); Julio Cesar (39-2).

SANTOS
Rafael; Danilo, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Henrique, Felipe Anderson (Pará) e Ibson (Tiago Alves); Alan Kardec (Diogo) e Borges.
Técnico: Muricy Ramalho.

FIGUEIRENSE
Ricardo; Bruno (Jonatas), Roger Carvalho, Edson Silva e Juninho (Hélder); Ygor, Coutinho, Wilson Pittoni e Jean Deretti (Rhayner); Wellington Nem e Júlio César.
Técnico: Jorginho.



Figueirense barra a subida do Santos e vence na Vila Belmiro

Borges voltou a marcar, mas Julio Cesar, com dois gols, e Wellington Nem definiram o 3 a 2

O Figueirense protagonizou a surpresa da rodada do Brasileirão. O time catarinense foi à Vila Belmiro e derrotou o Santos por 3 a 2. A partida foi uma aula de contra-ataque. Os visitantes defenderam bem e aproveitaram três subidas decisivas para definir a vitória.

Julio Cesar abriu o placar logo a nove minutos, cobrando falta. Borges buscou o empate aos 24. Wellington Nem, aos 26, colocou os catarinenses na frente outra vez. Léo, aos 46 da primeira etapa, deixou tudo igual outra vez. No segundo tempo, cobrando pênalti aos 39, Julio cesar outra vez definiu o 3 a 2 para o Figueirense, acabando com a invencibilidade de oito jogos do Santos.

A grande ausência na partida foi Neymar. Suspenso pelo terceiro cartão amarelo, o atacante desfalcou o Santos. Embalado pela sequência de oito jogos sem derrota, o Santos foi pra cima, mas acabou surpreendido. A cobrança de falta de Julio Cesar abriu o placar para o Figueirense, dificultando a tarefa do time de Muricy Ramalho.

Borges empatou o jogo logo em sua segunda tentativa a gol, dando a ideia que a virada seria questão de tempo. O segundo gol veio rápido, mas foi do Figueirense. Wellington Nem aproveitou o contragolpe para colocar os catarinenses em vantagem. Léo, faltando segundos pra terminar a primeira etapa, fez 2 a 2.

O Santos seguiu no ataque no segundo tempo, mas manteve um pouco mais de cautela para não ser surpreendido outra vez no contra-ataque. Porém, a escapada dos catarinenses aconteceu aos 37, obrigando Léo a cometer pênalti em Wellington Nem. Julio Cesar bateu bem, definindo o 3 a 2.

Com 35 pontos, os paulistas ficam na 11ª posição. O Figueirense é o 10º, com 36 pontos. O Santos volta a campo no próximo sábado, 18h. Vai visitar o Fluminense. O Figueirense, no domingo, dia 2 de outubro, recebe o Coritiba.

O jogo

Uma cabeçada de Edu Dracena, logo aos dois minutos de jogo, abriu os trabalhos para os goleiros: Ricardo segurou com tranquilidade. O Figueirense conseguiu abrir o placar aos nove minutos. Julio Cesar cobrou falta da entrada da área, a bola passou no meio da barreira e traiu o goleiro Rafael: 1 a 0.

O Santos sentiu o golpe e demorou a reagir. Borges tentou um chute aos 20, mais saiu fraquinho… O artilheiro não falhou quatro minutos depois: trombou com o zagueiro e, da entrada da área, mandou uma bomba. 1 a 1.

O time de Muricy se atirou para o ataque. Acabou surpreendido num contragolpe. Wellington Nem recebeu o lançamento, correu meio campo e deslocou o goleiro. Figueirense na frente de novo: 2 a 1.

Borges teve tudo para empatar aos 33, mas Ricardo abafou o chute à queima roupa. Léo empatou no apagar das luzes. O lateral acertou um chute cruzado, aos 46, fazendo 2 a 2.

A dobradinha Léo-Borges voltou em ação aos seis minutos do segundo tempo. O lateral cruzou na cabeça do goleador, mas a finalização foi ao lado do gol. Borges estava com fome de gol. Após uma bomba de Durval, ele meteu a cabeça na bola, mas não conseguiu coloca-la na direção do gol. Novo chute do artilheiro, aos 33, assustou o goleiro do Figueirense outra vez.

Os catarinenses conseguiram nova escapada mortal no fim do jogo. Wellington Nem entrou na área e foi derurbado por Léo. Julio Cesar cobrou o pênalti com perfeição: 3 a 2.

Data: 09/03/2011
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 12ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 7.897 pagantes
Renda: R$ 249.436,26
Árbitro: Vinicius Furlan.
Auxiliares: Giuliano Neri Colisse e Fábio Rogério Basteiro.
Cartões amarelos: Diogo, Adriano (S); Maurício, Ferdinando (P).
Gols: Neymar (41-1); Neymar (05-2) e Léo (23-2).

SANTOS
Rafael, Jonathan, Edu Dracena (Bruno Aguiar), Durval e Léo; Adriano, Danilo, Elano (Possebon) e Diogo; Neymar e Zé Eduardo (Maikon Leite).
Técnico: Marcelo Martelotte

PORTUGUESA
Weverton; Jaime, Maurício (Ananias) e Preto Costa; Marcos Pimentel, Ferdinando (Glauber), Ademir Sopa, Henrique e Fabrício; Jael e Rafael Silva (Ivo).
Técnico: Jorginho



Neymar ignora ‘ressaca’, finda jejum com dois golaços e comanda vitória do Santos

Neymar passou os primeiros quatro jogos do ano sem vitórias e gols pelo Santos, ganhou quatro dias de folga para curtir o Carnaval, e voltou revigorado. O jovem atacante teve atuação inspirada contra a Portuguesa, na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, pela 12ª rodada do Campeonato Paulista, marcando dois golaços e dando o passe para o gol de Léo, na vitória por 3 a 0.

A atuação de gala foi repleta de dribles ousados, passes precisos, e gols marcados em jogadas individuais. Desta forma, Neymar findou o jejum na temporada, e comemorou o primeiro triunfo com o Santos em 2011 – agora são cinco jogos, uma vitória, três empates e uma derrota -.

A lembrança carnavalesca de Neymar só se fez presente na comemoração do atacante. Após marcar o primeiro golaço, sozinho ele reproduziu a coreografia da música “Liga da Justiça”, da Banda Leva Nóiz, que foi um dos principais hits do Carnaval de Salvador, e contou com a presença do jovem em um desfile no trio elétrico.

Com o triunfo, o Santos deu um significante salto na tabela e saiu da quinta para a vice-liderança do Estadual, com 25 pontos – o alvinegro pode ser ultrapassado pelo São Paulo em caso de vitória contra o Ituano, no Morumbi, nesta quinta-feira.

O Santos de Marcelo Martelotte iniciou o jogo demonstrando o empenho ofensivo prometido pelo treinador. Criando espaços pela esquerda, Neymar começou a infernizar a defesa adversária abusando das jogadas individuais, e com um arremete perigoso logo aos oito minutos de jogo.

Aos poucos, a Portuguesa foi melhorando na partida, e também passou a levar perigo. Chutes de longa distância começaram a ser arriscados com frequência. Fabrício obrigou Rafael a fazer um boa defesa. Já Henrique viu o arremate que parecia certeiro bater na trave direito do goleiro santista.

Ousando em atacar em plena Vila Belmiro, a Portuguesa foi sofrendo com os contra-ataques do Santos. O gol de Neymar, aos 40 minutos, foi marcado em um rápida jogada armada por Elano, e finalizada após dribles desconcertantes do atacante santista nos adversários.

Com o golaço, o atacante encerrou o jejum de gols na temporada, e partiu para vencer a primeira partida com o Santos em 2011.

“Estava com saudade de tudo, da rede, da vitória, e tirei o jejum dos gols. Agora só falta o de vitória”, disse Neymar ao sair para o intervalo.

O jovem fez o triunfo ficar ainda mais perto com outro belo gols logo aos 4 minutos do segundo tempo. O jejum estava perto de ser encerrado por completo.

A promessa do jovem para o pai (Neymar da Silva Santos), presente em um dos camarotes da Vila Belmiro, era a de marcar um terceiro gol no jogo. Apesar do desejo, o atacante foi solidário em campo, e deu um preciso passe para Léo fechar o triunfo santista.

Neymar não deu espaço para qualquer polêmica sobre o período de folga ganho no Carnaval. Pelo contrário, com a exibição de gala, ele fez parecer que o descanso era necessário.


Vídeos: (1) Melhores momentos e (2) Reportagem Globo Esporte.

Santos 2 x 3 Atlético-MG

Data: 21/06/2009, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 7ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 7.214 pagantes
Renda: R$ 110.649,00
Árbitro: Djalma Beltrami (RJ)
Auxiliares: Hilton Moutinho (Fifa-RJ) e Ricardo Ferreira de Almeida (RJ)
Cartões amarelos: Fabiano Eller, Wagner Diniz e Paulo Henrique (S); Evandro, Marcos Rocha, Welton Felipe e Werley (A).
Cartão vermelho: Léo (S)
Gols: Neymar (45-1); Diego Tardelli (15-2), e Evandro (20-2), Carlos Alberto (29-2) e Léo (43-2).

SANTOS
Fábio Costa (Douglas); Wagner Diniz, Fabão, Fabiano Eller e Léo; Roberto Brum, Rodrigo Souto, Paulo Henrique (Molina) e Mádson; Neymar (Maikon Leite) e Kléber Pereira.
Técnico: Vagner Mancini

ATLÉTICO-MG
Aranha; Carlos Alberto, Werley, Welton Felipe e Chiquinho (Marcos Rocha); Renan, Jonílson, Márcio Araújo e Evandro (Renan Oliveira); Diego Tardelli e Éder Luis (Serginho).
Técnico: Celso Roth



Com muita confusão no fim, Atlético-MG vence Santos e se isola no topo

O Atlético-MG venceu o Santos, de virada, por 3 a 2, na noite deste domingo, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro, e se isolou ainda mais na liderança da competição. O resultado, no entanto, teve influência direta do árbitro Djalma Beltrami, que chegou a encerrar a partida antes da hora, recomeçar o jogo, e logo depois anular um gol, que seria o de empate, no último lance do confuso confronto na Vila Belmiro.

Toda a polêmica começou após o árbitro sinalizar que daria quatro minutos de acréscimo no segundo tempo. Beltrami, no entanto, admitiu ter se confundido com o tempo e encerrou antes da hora. Após protesto por parte dos jogadores do Santos e do técnico Vagner Mancini, a partida recomeçou.

Para complicar ainda mais a arbitragem, nestes minutos “extras”, o Santos conseguiu empatar. Após cobrança de falta de Mádson, o colombiano Molina subiu livre e cabeceou para o fundo das redes. O lance, no entanto, foi invalidado, pois o árbitro, em suas próprias palavras, marcou uma falta de Kléber Pereira.

“Lógico que depois desse erro histórico de acabar o jogo antes, ele [árbitro] não queria que o Santos empatasse, é óbvio. A partir do momento que a bola saiu do pé do Mádson, ele já estava apitando falta. Eu não entendi porque ele anulou o gol”, esbravejou o treinador santista.

Para complicar a noite fatídica para o Santos, o time perdeu dois jogadores, e as suspeitas são de contusões graves. Primeiro foi o goleiro Fábio Costa, que prendeu o pé no gramado e, após exames na Vila Belmiro, foi encaminhado para São Paulo com muitas dores no joelho direito.

Além dele, Maikon Leite, que ficou afastado do futebol por mais de seis meses após uma grave fratura, também deixou a partida chorando e reclamando de dores no mesmo joelho que foi operado anteriormente.

Independentemente de todos esses problemas, o Atlético-MG deixa a Vila Belmiro com uma importante vitória e, com 17 pontos, abriu três de vantagem para o Internacional, segundo colocado. Já o Santos caiu para a décima posição, com nove tentos.

Após um péssimo primeiro tempo, quando Neymar foi o grande destaque e conseguiu abrir o placar em um chute de fora da área, o time mineiro mostrou sua força e, em cinco minutos, virou o placar.

No primeiro lance, Diego Tardelli, artilheiro do time na temporada, dominou e chutou com classe, no canto superior esquerdo de Douglas. Pouco tempo depois, foi a vez de Evandro, que substituiu Júnior, driblar um defensor santista e promover a virada na Vila Belmiro.

Atrás no placar, o Santos foi, de forma desordenada, em busca do empate. Em um rápido contra-ataque, no entanto, quem voltou a balançar as redes foi o Atlético-MG, com Carlos Alberto. Restando dois minutos para acabar o jogo, os donos da casa conseguiram descontar, com Léo, e viram o sonho da igualdade terminar após toda a confusão promovida pelo árbitro do jogo.