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Santos 4 x 0 Mogi Mirim

Data: 28/01/2004
Competição: Campeonato Paulista – Primeira Fase – Grupo B – 3ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 3.280 pagantes
Renda: R$ 46 635,00
Árbitro: Cléber Wellington Abade (SP).
Gols: Elano (10-1), Robinho (20-1); Léo (19-2) e Jerri (42-2).

SANTOS
Júlio Sérgio; Paulo César, Alex, André Luís, Léo; Paulo Almeida, Claiton (Preto Casagrande), Renato, Elano (Basílio); Robinho (Jerri) e Róbson.
Técnico: Emerson Leão.

MOGI MIRIM
Fábio (Edervan); Júlio César (Douglas), Leandro, Gian, Daniel; Márcio, Ramires, Rodrigo, Válber (Dione); Marcinho e Gilson Batata.
Técnico: Jorge Raulli.



Santos goleia o Mogi Mirim na volta de jogadores da seleção

Três dias após amargarem a perda da vaga olímpica para o Paraguai, Robinho, Elano, Alex e Paulo Almeida sentiram o gosto da volta por cima. Os quatro foram decisivos para a goleada de 4 a 0 do Santos sobre o Mogi Mirim, na noite desta quarta, na Vila Belmiro.

Robinho e Elano fizeram um gol cada um no segundo triunfo santista em três jogos neste Campeonato Paulista. Alex e Paulo Almeida se destacaram na marcação.

O meia Diego foi o único dos que estavam na seleção brasileira sub-23 a não jogar. Ele ficou fora por causa de dores musculares.

Na véspera da partida, o técnico Emerson Leão saíra em defesa de seus jogadores, após críticas feitas pelo treinador da seleção principal, Carlos Alberto Parreira, e seu coordenador, Zagallo, aos jogadores da seleção sub-23.

O santista condenou a atitude de seus colegas e procurou reanimar os jogadores. “O Leão pediu para a gente esquecer o que passou e jogar bola. Conseguimos fazer isso”, disse Paulo Almeida.

Os jovens atletas ganharam também o apoio dos torcedores, que levaram faixas para o estádio. “Meninos, nosso orgulho e confiança continuam inabalados” e “Ricardo Gomes, até nunca mais” foram algumas das mensagens exibidas pela torcida.

Os fãs precisaram só de dez minutos para ver um dos ex-jogadores da seleção brilhar. Foi o tempo que Elano levou para abrir o placar. Ele chutou cruzado, após receber passe de Róbson. Depois, o meia se machucou e deixou o campo antes dos 20min.

Aos 21min, Robinho deixou a sua marca. O atacante, apagado no Pré-Olímpico do Chile, livrou-se de dois marcadores e chutou da entrada da área para fazer 2 a 0.

Robinho voltou a ser decisivo no segundo tempo. Aos 20min, o atacante serviu Léo, que encobriu o goleiro Edervan e fez o terceiro.

Na comemoração, o lateral-esquerdo simulou engraxar a chuteira do colega. “É a chuteira azul da sorte”, afirmou o atacante.

O passe para Léo foi o último lance importante de Robinho, já que Leão tirou o jogador aos 26min para a entrada de Jerri. Ele deixou o gramado sob aplausos dos torcedores.

Jerri marcou o quarto, aos 43min, com o gol vazio. Ele aproveitou um rebote de Edervan em chute forte de Róbson.

Sem balançar as redes, Paulo Almeida e Alex foram os que mais ajudaram a tirar a bola do adversário. O zagueiro, que cobrou uma falta na trave, foi o santista que mais fez desarmes, segundo o Datafolha. Ele roubou 26 bolas. O volante foi o segundo, com 18.

Pouco atacado, o Santos fez mais que o dobro de faltas em relação ao Mogi Mirim: 26 a 12. Ninguém levou cartão amarelo.



Créditos:
Ficha Técnica: Fernando Ribeiro

Coritiba 0 x 4 Santos

Data: 25/10/2003, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 39ª rodada
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba, PR.
Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva (RS)
Auxiliares: Altemir Hausmann (RS) e Paulo Ricardo Silva Conceição (RS)
Cartões amarelos: Neném, André Luís (S), Williams, Nivaldo (C)
Gols: Robinho (22-1) Léo (35-1); Robinho (06-2) e André Luís (23-2).

CORITIBA
Fernando; Ceará, Edinho Baiano, Nivaldo e Adriano; Williams, Roberto Brum (Helinho), Jackson e Djames (Souza); Edu Salles (Lima) e Marcel
Técnico: Paulo Bonamigo

SANTOS
Fábio Costa; Neném (Reginaldo Araújo), Pereira, André Luís e Léo; Paulo Almeida (Daniel), Renato, Elano e Diego (Narciso); Robinho e Fabiano
Técnico: Emerson Leão



Santos, inspirado, goleia Coritiba fora de casa por 4 a 0, na volta de Narciso

O Santos parece ter reencontrado o futebol que encantou milhares de torcedores em 2002, quando sagrou-se campeão brasileiro. Com uma bela apresentação na tarde deste sábado, a equipe goleou o Coritiba por 4 a 0 em pleno estádio Couto Pereira.

Foi a segunda goleada consecutiva da equipe santista fora de casa no Campeonato Brasileiro. Na rodada passada, o time bateu o Bahia por 7 a 4 em Salvador. Com o resultado, o Santos chegou aos 73 pontos, se distanciou ainda mais do Coritiba, com 65 pontos na terceira posição, e diminuiu a diferença para três pontos do líder Cruzeiro (o time mineiro ainda jogaria neste sábado à noite, em casa, contra o Figueirense).

Como esperado, o Coritiba tomou a iniciativa da partida. O Santos, por sua vez, mesmo com dificuldades em sair jogando foi para o ataque. As equipes haviam criado poucas chances até o Santos, mais perigoso em suas descidas, abrir o placar com Robinho, aos 22min, aproveitando bobeira do zagueiro Ceará.

O time do litoral paulista continou melhor após o gol e conseguiu ampliar aos 35min, com Léo. Foi quase um replay do primeiro gol, mas desta vez a jogada saiu dos pés de Diego, que deixou o lateral-esquerdo em boas condições de marcar.

No segundo tempo, o Coritiba veio com toda a força para cima dos santistas e por pouco não abriram o placar. Mas o Santos tinha Robinho. O atacante fez uma jogada genial, no primeiro ataque do alvinegro na etapa final , e ampliou para os santistas, marcando um golaço aos 6min. André Luís, de falta, fechou a goleada aos 23min.

Para completar a festa, Narciso, depois de quatro anos afastado dos gramados devido a uma leucemia, entrou no jogo no lugar de Diego, aos 38min.

O jogo

O primeiro lance da partida aconteceu antes do primeiro minuto de jogo. Elano recebeu passe na direita, na entrada da área, dominou e chutou. O goleiro Fernando teve trabalho para defender, mas conseguiu evitar o gol santista ao cair no canto esquerdo e agarrar a bola.

Na sequência, contra-ataque rápido do time paranaense e, após cruzamento da direita, Edu Salles cabeceou com perigo contra a meta de Fábio Costa, assustando o goleiro santista.

O Coritiba apertou, mas as jogadas de ataque não eram aproveitadas. Com isso, quem quase marcou foi o Santos. Aos 12min, Robinho tabelou com Diego na entrada da grande área, pela direita, e arriscou. O chute, entretanto, saiu muito alto.

O Santos era mais perigoso em suas descidas. Aos 22min, Ceará marcou bobeira na esquerda, em seu campo de defesa, e Robinho ficou a bola. O atacante santista invadiu a área e tocou rasteiro, na saída de Fernando: 1 a 0.

Os paranaenses quase chegaram ao empate aos 27min. Djames, sem marcação na grande área, chutou forte, cruzado, e Fábio Costa espalmou para frente. Para sorte dos santistas, ninguém do Coritiba conseguiu aproveitar o rebote.

Aos 33min, após cobrança de falta em dois lances, Neném arriscou de fora da área, pela esquerda, e o goleiro Fernando, com a visão comprometida devido ao grande número de jogadores em sua frente, quase foi surpreendido. A bola passou à sua esquerda, próxima à trave do goleiro paranaense.

O Santos pressionou e chegou ao segundo gol aos 35min. Diego abriu para Léo na esquera. O lateral ganhou na velocidade da marcação, invadiu a área e chutou rasteiro, cruzado, na saída de Fernando: 2 a 0.

A equipe santista ainda teve boa chance de ampliar aos 41min e aos 45mi, em cobranças de falta. Na primeira, Elano chutou forte, da intermediária, por cima do gol. Na segunda, Diego, da entrada da área, pela esquerda, cobrou por cima do travessão.

O jogo começou quente no segundo tempo. Antes do primeiro minuto de jogo, a torcida paranaense pediu pênalti de Léo em cima de Helinho, que havia entrado no lugar de Roberto Brum. O árbitro gaúcho Leonardo Gaciba da Silva mandou o jogo seguir, para indignação dos torcedores coxa-branca.

Aos 2min, Souza, que foi paa o jogo em substituição a Djames, fez boa jogada na entrada da área, pela esquerda, e chutou forte. O lance já estava sendo paralisado devido ao impedimento do ataque do Coritiba.

Os donos da casa continuaram a pressionar. Aos 4min, Marcel chutou de fora da área e a bola passou muito perto do gol santista.

De repente, na primeira vez que o Santos conseguiu encaixar um contra-ataque, Robinho apareceu e fez um golaço, aos 6min. Após receber bola fora da área, pela esquerda, ele ameaçou tocar para Léo, tirou dois marcadores do Coxa da jogada, invadiu a área e, na saída de Fernando, encobriu o goleiro do time paranaense.

O Santos ampliou aos 23min. Andre Luís cobrou falta da entrada da área, a bola desviou na barreira e enganou o goleiro Fernando, entrando no canto esquerdo do goleiro do time coxa-branca. Era o quarto dos santistas.

O Coritiba, por sua vez, não desanimou e partiu para cima tentando diminuir a diferença. Lima, que havia acabado de entrar no lugar de Edu Salles, carregou bola sem marcação na entrada da área e chutou forte. A bola explodiu no travessão de Fábio Costa.

Narciso entrou no lugar de Diego aos 38min e em sua primeira participação, pelo lado direito, chutou a bola na trave. Elano, aos 41min, cobrou falta de longe, a bola desviou na barreira e quase entrou no gol. Seria o quinto gol.

Após cobrança de escanteio na sequência, Robinho chutou cruzado e Narciso, livre na direita, colocou o pé no meio. A bola passou perto do travessão.

Bahia 4 x 7 Santos

Data: 22/10/2003, quarta-feira, 21h40.
Competição: Campeonato Brasileiro – 38ª rodada
Local: Estádio da Fonte Nova, em Salvador (BA).
Público: 17.545 pagantes
Renda: R$ 124.257,50
Árbitro: Jorge Fernando Rabello (RJ)
Cartões amarelos: Ramos, Preto e Guto (B); Alex (S)
Gols: Didi (09-1), Robinho (14-1), Léo (16-1), Didi (22-1), Robinho (27-1) e Cícero (36-1); Preto (07-2), Diego (19-2), Diego (21-2), William (35-2) e Fabiano (46-2, de pênalti).

BAHIA
Émerson; Guto (Paulinho), Accioly, Marcelo Souza e Lino; Neto, Ramos, Preto e Cícero (Danilo); Jean Carlos (Nonato) e Didi
Técnico: Lula Pereira

SANTOS
Fábio Costa; Neném (Reginaldo Araújo), Alex, André Luís e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano (William) e Diego; Robinho e Fabiano
Técnico: Émerson Leão



Santos bate o Bahia em jogo de 11 gols e se aproxima do Cruzeiro

Equipe santista fica a 6 pontos do líder

O Santos está vivo no Campeonato Brasileiro. Nesta quarta-feira à noite, o alvinegro da Vila Belmiro conquistou uma vitória histórica sobre o Bahia, por 7 a 4, no estádio da Fonte Nova, em Salvador.

Somado com a derrota do Cruzeiro para o Internacional, o time santista aproximou-se da equipe mineira, líder do Brasileirão. Após 38 rodadas, o Cruzeiro soma 76 pontos, enquanto o Santos chegou aos 70.

O resultado superou o jogo entre Vasco e Goiás, no primeiro turno da competição, que teve vitória vascaína por 6 a 4. Com os 11 gols, Santos e Bahia proporcionaram o jogo com o maior número de gols do torneio.

A vitória santista foi conquistada em grande estilo. O grande destaque do Santos na partida foi o atacante Robinho, relembrando seus melhores momentos da última temporada. Sem firulas e com um futebol objetvo, jogador marcou dois gols e participou das principais jogadas de sua equipe.

A partida, porém, não foi fácil para o Santos, que só conseguiu abrir dois gols de diferença ao marcar seu sexto gol. Até então, os times alternaram-se na liderança do placar. Só o primeiro tempo terminou com um empate por 3 a 3.

Na próxima rodada, o time do Santos terá outro difícil desafio fora de casa. O alvinegro irá até a capital paranaense para enfrentar o Coritiba, no Couto Pereira. O aliverde paranaense venceu seus últimos quatro jogos em casa.

Se o Santos vive um grande momento, o mesmo não se pode dizer do time do Bahia. Com a derrota e a vitória do Fluminense sobre o Corinthians, o tricolor baiano, com 39 pontos, caiu para a zona de rebaixamento do Brasileirão.

No próximo final de semana, o Bahia terá uma ótima oportunidade para ultrapassar novamente o time do Rio de Janeiro. Bahia e Fluminense irão se enfrentar na Fonte Nova, pela 39ª rodada do torneio.

O jogo

Logo aos 9min de partida, Preto cruzou da direita e Didi, bem colocado, subiu mais que a defesa santista e fez o primeiro gol da equipe baiana na partida.

Com as duas equipes indo ao ataque, o empate santista não demorou para acontecer. Aos 14min, em uma linda jogada, Robinho, da intermediária e marcado por três jogadores, surpreendeu o goleiro Emerson, que estava adiantado e marcou.

Ainda baqueada pelo gol de empate do Santos, a equipe baiana nem respirou e levou mais um. Aos 15min, Robinho, que tinha acabado de fazer um golaço, cruzou na cabeça de Léo, que virou para a equipe da baixada santista.

Perdido na partida, o time baiano passou a assistir o Santos tocar a bola. Mas, justamente num momento ruim em campo, o Bahia empatou novamente. Aos 22min, Preto arriscou ao gol, a bola resvalou na zaga santista e sobrou para Didi que, de primeira, empatou novamente para os tricolores.

Após o empate a partida continuou em ritmo alucinante. Mais uma vez a torcida nem respirou e novamente a bola balançou a rede. Aos 29min, Neném cruzou da direita e Robinho não desperdiçou. Santos mais uma vez na frente.

Se cinco gols já era muito para apenas 45 minutos, o sexto gol fez da etapa a mais movimentada de todo o Campeonato Brasileiro até então. Aos 37min, Cícero passou nas costas de Renato, aproveitou cruzamento e, de cabeça, empatou novamente para a equipe do técnico Lula Pereira.

Para quem esperava um segundo tempo morno após seis gols, a segunda etapa começou como a primeira. Aos três minutos, Jean Carlos obrigou Fábio Costa a uma bela defesa e que, parcialmente, garantiu o empate para a equipe paulista.

Mais uma vez o ataque levou a melhor sobre a defesa. Aos 7min, Preto bateu falta, a bola quicou na frente de Fábio Costa e enganou o goleiro. Bahia 4 a 3.

Após sete gols, até quem não tinha feito nenhum gol de bola rolando no campeonato resolveu aparecer. Aos 19min, Diego recebeu bom passe de Robinho e chutou forte, no canto direito do goleiro Emerson, que aceitou.

No que pode ser considerado o jogo das viradas, Diego fez mais um. Aos 21min, Robinho fez ótima jogada pela esquerda e cruzou para Diego, sozinho, empurrar para a rede no nono gol da partida.

O décimo gol foi o que tranqüilizou a equipe santista na partida. Fabiano deu de calcanhar para Diego, que chutou forte. O goleiro Emerson fez a defesa parcial e, no rebote, Willian fez o sexto do Santos.

Mesmo após 10 gols o jogo continuou movimentado. Aos 47min, o Santos chegou ao sétimo gol. Robinho tentou encobrir o goleiro Emerson, que defendeu. Na volta, a bola foi cruzada na área do Bahia e sobrou para William tocar para o gol. Marcelo Souza cortou com a mão. Fabiano cobrou a penalidade e fechou o placar.

Mesmo assim, Leão deixou o campo furioso após a vitória –havia 11 anos o Santos não vencia na Fonte Nova. “É inadmissível um time como o Santos tomar quatro gols em uma partida.”

Léo disse que foi uma das melhores atuações do ano. “O Santos repetiu uma atuação dos tempos de Pelé. A defesa tomou quatro gols, mas o ataque fez sete.”

Flamengo 0 x 3 Santos

Data: 03/09/2003, quarta-feira, 21h40.
Competição: Copa Sul-Americana – Grupo 1
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, RJ.
Árbitro: Héber Roberto Lopes (Fifa-PR)
Cartões amarelos: André Gomes e Jônatas (F); André Luís, Paulo Almeida e Reginaldo Araújo (S).
Gols: William (33-1); William (10-2) e Léo (42-2).

FLAMENGO
Diego; Luciano Baiano (Henrique), Fernando, André Bahia e Anderson; Fabinho, André Gomes, Jônatas e Andrezinho; Zé Carlos (Igor) e Edílson
Técnico: Oswaldo de Oliveira

SANTOS
Fábio Costa, Reginaldo Araújo, Alex, André Luís e Léo; Paulo Almeida, Daniel, Fabiano (Marcelo) e Jerri; Robinho (Júlio César) e William (Val Baiano)
Técnico: Emerson Leão.



Santos faz 3 a 0 no Flamengo e avança na Copa Sul-Americana

O Santos venceu o Flamengo por 3 a 0, nesta quarta-feira, no Maracanã, no Rio, no jogo decisivo do Grupo 1, e conseguiu a classificação para as semifinais da seletiva brasileira da Copa Sul-Americana.

O time paulista chegou ao Rio com a difícil missão de ter que ganhar do rival carioca por placar igual ou superior a 3 a 1 para superar o Internacional e ficar com a vaga da chave.

Os santistas terminaram com quatro pontos, mesma pontuação do Inter. O clube paulista, no entanto, terminou com saldo de três gols, contra dois do rival gaúcho. O Flamengo, que perdeu os dois jogos, ficou em último.

O Santos criou boas chances para marcar no primeiro tempo. A equipe paulista acabou chegando ao primeiro gol aos 33min. Após cruzamento de Reginaldo Araújo, o atacante William, na pequena área, fez 1 a 0.

O resultado, porém, não servia para o Santos, que precisava de mais dois gols para se classificar. A esperança aumentou aos 10min do segundo tempo quando William aproveitou cruzamento de Robinho e fez 2 a 0.

Aos 26min da etapa final, o técnico Emerson Leão sacou Robinho e colocou Val Baiano. Em seguida, substituiu William por Júlio César. As alterações surtiram efeito e o time conseguiu o gol salvador.

O gol que garantiu o atual campeão brasileiro nas semifinais da Sul-Americana –enfrenta o São Caetano, que foi campeão do Grupo 4–, foi marcado pelo lateral-esquerdo Léo, aos 42min.

Independiente Medellín 2 x 3 Santos

Data: 18/06/2003, quarta-feira, 21h40.
Competição: Copa Toyota Libertadores – Semifinal – Jogo de volta
Local: Estádio Atanasio Girardot, em Medellín, Colômbia.
Público e renda: N/D
Árbitro: Gilberto Hidalgo (PER)
Cartões amarelos: Fábio Costa (S) e Jaramillo (DIM)
Gols: Moreno (14-1) e Alex (37-1); Fabiano (17-2), Molina (36-2) e Léo (42-2).

INDEPENDIENTE DE MEDELLÍN
González; Vásques (Álvarez), Baloy, Perea e Calle; Cortés, Restrepo, Jaramillo e Montoya (Serna); Molina e Moreno (Diego Álvarez).
Técnico: Víctor Luna

SANTOS
Fábio Costa; Reginaldo Araújo (Andre Luís), Pereira, Alex e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano (Fabiano)e Diego; Ricardo Oliveira e Robinho (Douglas).
Técnico: Emerson Leão



Santos tem 180 minutos para fazer a história voltar

Time vence em Medellín e tenta, após 40 anos de espera, o inédito tricampeonato da Libertadores

O Santos voltou a fazer história. A equipe bateu o Independiente Medellín, na Colômbia, por 3 a 2, e depois de 40 anos retorna à final de uma Taça Libertadores.

A última vez em que tinha chegado à decisão do torneio continental foi na era Pelé, em 1963, quando se sagrou bicampeão -já havia vencido a competição no ano anterior.

Se ganhar a final -contra Boca Juniors, da Argentina, ou América de Cali, da Colômbia-, voltará a ser o time brasileiro com mais títulos da Libertadores. Com duas conquistas, está empatado com São Paulo, Cruzeiro e Grêmio.

Com a vitória de ontem, mantém acesa a chance de ser campeão invicto -não perdeu nenhum dos 12 jogos que disputou.

Até hoje apenas seis vezes um time ganhou a Libertadores sem derrotas. Depois de 1988, quando começaram as quatro fases de mata-mata da competição, nenhum time foi campeão invicto.

Na partida de ontem, os novos Meninos da Vila, que no ano passado já conquistaram um inédito Brasileiro para o Santos, tiveram alguns problemas em campo.

Liberado pelo departamento médico momentos antes do início do jogo, Ricardo Oliveira começou como titular, mas não se saiu bem. Fabiano, que sete horas antes estava escalado para seu lugar, ficou na reserva.

Aos 23min, no entanto, quando o Santos perdia por 1 a 0, gol de Moreno, que encobriu Fábio Costa em falha da defesa santista, Elano se contundiu. Emerson Leão resolveu, então, substituí-lo por Fabiano, 25. E o genro de Wanderley Luxemburgo, que já defendeu São Paulo, Lusa e Internacional, tornou-se um dos nomes do jogo em Medellín.

Autor do segundo gol da equipe da Vila e do cruzamento que resultou no terceiro e decisivo gol, marcado por Léo, foi um dos responsáveis pela classificação do time à final da Libertadores.

“Ele é um pé-quente danado. Entrou para resolver a partida”, disse Léo logo depois do jogo, referindo-se ao novo herói santista.
Com Fabiano em campo, os brasileiros chegaram ao empate aos 37min, quando Alex, de peito, marcou e desestabilizou o rival.

A equipe colombiana ficou tensa em campo, e a torcida respondeu agressivamente na arquibancada. Passou a jogar pedras no gramado, o que fez o juiz interromper duas vezes a partida.

No segundo tempo, o confronto recomeçou movimentado. Ricardo Oliveira chutou uma bola no travessão, aos 5min, e dois minutos depois foi a vez de Molina fazer o mesmo, quase desempatando para os colombianos.

Mas, aos 17min, Fabiano fez uma jogada individual, entrou pela direita do ataque santista e chutou cruzado, anotando 2 a 1.

Com a vantagem do Santos, o nervosismo da equipe colombiana aumentou, e a torcida chegou a ensaiar algumas vaias.

Aos 35min, no entanto, voltou a ter esperanças. O atacante Molina chutou rasteiro, de longe, e Fábio Costa, herói na classificação contra o Nacional, do Uruguai, nas oitavas-de-final, falhou. Foi mal na bola e permitiu o empate.

No final, reclamou do estado do gramado. “Não falhei no segundo gol, a bola desviou no chão e me atrapalhou”, afirmou.

Com os 2 a 2, o Independiente foi com tudo para cima dos brasileiros, tentando o terceiro gol, que levaria a partida aos pênaltis -o Santos vencera o primeiro jogo, na Vila, por 1 a 0. Só que quem marcou foi o Santos. Fabiano avançou pela direita, cruzou para a área, a bola resvalou na defesa e sobrou para Léo, que precisou chutar duas vezes para marcar.

Classificado para a final, o Santos espera o adversário. Se pegar o Boca, repete a final de 1963. Batendo os argentinos, repete a do Mundial interclubes, contra o Milan, também 40 anos depois.

Coadjuvantes levam Santos à final da Libertadores após 40 anos

O Santos arrancou uma vitória de virada por 3 a 2 sobre o Independiente de Medellín, na Colômbia, e se classificou para voltar a disputar a decisão da Taça Libertadores depois de 40 anos. O rival só sairá nesta quinta-feira, entre Boca Juniors e América de Cali. Caso o time argentino avance, também se repetirá o adversário da final de 1963.

O atacante Ricardo Oliveira, que vem de uma contusão, só foi definido na última hora para a segunda partida das semifinais, mas os gols santistas foram de três coadjuvantes: o zagueiro Alex, o lateral Léo e o meia Fabiano, que seria o substituto do artilheiro. Robinho, o outro titular do ataque, deixou o campo lesionado.

O jogo começou disputado, mas sem objetividade. O primeiro chute a gol só veio aos 9 min, com Montoya, que, de longe, mandou para fora. Na seqüência, Reginaldo Araújo entrou livre na área e, com Ricardo Oliveira sozinho ao seu lado, chutou por cima.

Depois da chance desperdiçada pelo Santos, o Independiente partiu em contra-ataque rápido e abriu o placar aos 14min, com Moreno, que tocou por cima de Fábio Costa, na saída do goleiro.

A situação ficou mais complicada para o Santos com a saída de Elano, que teve de ceder o lugar a Fabiano depois de se contundir ao sofrer uma falta violenta.

Apesar da necessidade de empatar, o time brasileiro não conseguia criar chances e continuava a sofrer com as investidas do adversário, que ameaçava mais.

Só aos 36min, depois de uma cobrança de falta de Alex, a bola sobrou na área para Fabiano, que chutou prensado por cima. Em seguida, ao 37min, o Santos empatou em um lance involuntário de Alex, que viu a bola bater em seu peito e entrar, após cruzamento de Diego da direita.

No segundo tempo, o Independiente já ameaçou logo no início, em cobrança de Montoya que só foi defendida por Fábio Costa em dois tempos. O Santos deu a resposta rapidamente. Robinho fez boa jogada pela esquerda e cruzou para Ricardo Oliveira, que chutou no travessão. O rival não deixou por menos e também colocou uma bola na trave superior, em cobrança de falta de Molina.

Com a obrigação de marcar mais um gol para não ser eliminado, o Independiente manteve a pressão, mas também continuou a ser ameaçado pelo Santos. Aos 17min, Reginaldo Araújo tabelou com Fabiano, que entrou na área e chutou cruzado para fazer 2 a 1.

Quando era a equipe brasileira que levava mais perigo, o Independiente conseguiu o empate, aos 36min, em um chute de longe de Molina. Sob muita pressão do rival a partir daí, o Santos ainda fez o terceiro gol aos 42min, com Léo, após duas tentativas de frente para o goleiro González.

Diego e Robinho dão espaço para os mais velhos

No jogo que marcou a passagem do Santos para a final da Libertadores, as figuras mais destacadas não foram os mais badalados Meninos da Vila, fato que já está marcando a campanha santista no torneio.

Robinho, 19, que saiu aplaudido de campo em sua primeira passagem pela Colômbia (5 a 1 no América de Cali), teve atuação discreta e acabou substituído após uma entrada mais dura no segundo tempo.

Diego, 18, o principal condutor da equipe, esteve bem marcado na primeira etapa e ameaçou o rival praticamente só nas jogadas de bolas paradas (cobranças de faltas e escanteios).

O meia Fabiano, 25, que vem atuando como atacante no time, mais uma vez brilhou -esteve na confusão na área que gerou o primeiro gol, de Alex, 20, e fez o segundo. O jogador começou na reserva devido ao aproveitamento de Ricardo Oliveira, 23, mas teve participação decisiva.

O lateral-esquerdo Léo, 27, também apareceu bem no time santista ontem. Conseguiu o gol da classificação, em momento crucial da partida.

Ricardo Oliveira tem roubado a cena nesta Libertadores. Com nove gols e recuperado para a final, tem tudo para inscrever seu nome na lista dos goleadores da competição.

No jogo de ida contra o Independiente, o reserva Nenê, 21, foi o salvador. O goleiro Fábio Costa, 25, que ontem falhou no segundo gol do rival, foi o herói santista nas oitavas-de-final, quando defendeu três pênaltis.

O técnico Leão já chegou a destacar após jogo no México que Robinho, comparado a Pelé em quase todos os países que visita, estava caindo de rendimento. Diego fez um gol importante contra o Cruz Azul fora de casa, mas também não tem conseguido repetir as atuações brilhantes do Brasileiro.

Em grandes momentos da história do Santos, os grandes protagonistas deram espaço para coadjuvantes. Na final do Mundial contra o Milan, em 63, por exemplo, Pelé não atuou nos dois jogos no Brasil -no primeiro, Pepe salvou; no segundo, Dalmo fez o único gol.

Leão já fala em decidir na Vila Belmiro

Emerson Leão iniciou a sua campanha para fazer a final da Libertadores na Vila Belmiro. Pela tabela da competição, os santistas são mandantes no segundo jogo.

“Nossa casa é a Vila, temos que começar a falar isso desde já. Nosso estádio tem condições de receber a final”, afirmou o técnico.

Pelo regulamento, a decisão tem que ser em estádios com capacidade mínima de 40 mil pessoas. A Vila pode receber 20 mil. Nas semifinais, porém, em que eram exigidos estádios para 25 mil torcedores, o clube foi autorizado pela Conmebol a atuar em casa.

Os jogadores querem voltar logo ao Brasil para reencontrar a torcida. Mas o clube pode ficar na Colômbia até quarta, dia da primeira final, caso o América de Cali se classifique hoje contra o Boca. Se o time argentino for o finalista, o Santos retorna amanhã.



Invicto, Santos tenta final e recordes na Libertadores (Em 18/06/2003)

Em Medellín, empate leva time de volta à decisão após 40 anos e reforça a marca de imbatível

O Santos pode, sim, ser campeão da Taça Libertadores da América pela terceira vez. Mas, mais que isso, o time pode ganhar o título de maneira épica.

Invicto há 11 jogos no mais importante interclubes do continente, a equipe joga por um empate hoje na Colômbia contra o Independiente Medellín para voltar à final do torneio após 40 anos.

Apenas seis vezes um time ganhou a Libertadores sem ser derrotado. Tal feito só foi obtido antes de 1988, quando teve início as quatro fases de mata-mata que perduram até os dias atuais.

Se o Santos for campeão neste ano -chegando à final, vai decidir em casa-, irá fazer 14 jogos, o dobro de partidas que Peñarol (URU) e Independiente (ARG) fizeram nas campanhas invictas de 1960 e 1964, respectivamente.

O único clube brasileiro que venceu a Libertadores sem ser batido foi o próprio Santos, em 1963. Porém naquele ano a equipe de Pelé fez só quatro partidas.

Desde 1978, quando o Boca Juniors ganhou a taça com quatro vitórias e dois empates, um time não sente o gosto de ser campeão continental sem nenhum revés.

A partir dos anos 90, a Libertadores passou a ser o objeto maior do desejo dos clubes nacionais, que chegaram até com frequência ao título, mas conquistaram a taça sempre com derrotas.

O Cruzeiro foi campeão em 1997 apesar de seis tropeços, três nos três primeiros jogos do time. O Palmeiras ganhou em 1999 com cinco derrotas. O São Paulo também foi batido cinco vezes no seu bicampeonato (1992 e 1993).

A campanha santista deste ano mostra seis vitórias e cinco empates. Com 26 gols marcados, o time do técnico Leão, que já atuou na Colômbia, no Equador, no Paraguai, no Uruguai e no México, tem o melhor ataque do torneio.

Para coroar ainda mais a campanha, Ricardo Oliveira é o artilheiro do torneio. Ele viajou à Colômbia, mas não deve jogar.

“Não queremos pressa. Ele só volta se realmente estiver bem para jogar”, disse o técnico Leão.

Fabiano deve seguir no ataque.

Depois de bater o Independiente Medellín na Vila Belmiro por 1 a 0, a ordem é simplesmente não perder na Colômbia. O Santos pode até avançar à decisão perdendo por um gol de diferença, mas teria que vencer nos pênaltis.

“Eles vão usar todos os artifícios para reverter a nossa vantagem, inclusive nos provocando. Saberemos lidar com isso”, disse Léo.

Os jogadores acham que basta acertar a pontaria, o que não aconteceu no primeiro jogo, para ganhar a vaga. “Teremos que explorar os espaços deixados por eles. Não podemos desperdiçar tantas chances”, disse Elano.

A volta do Santos ao cenário internacional em grande estilo, possibilitada pela conquista do Brasileiro no ano passado, pode culminar com uma final contra o Boca Juniors na América do Sul e uma decisão com o Milan no Mundial interclubes, o que repetiria épicos confrontos de 40 anos atrás.

Nenhum clube brasileiro até hoje conseguiu ser três vezes campeão continental nem três vezes campeão mundial. O Santos, o São Paulo, o Cruzeiro e o Grêmio têm duas Libertadores cada um.

E o adversário santista de hoje é o único semifinalista que nunca fez uma final sequer do torneio.

Campeão ou até mesmo vice invicto, o Santos estabeleceria com 14 jogos a maior série sem derrotas de um time brasileiro na Libertadores. E poderia quebrar na primeira fase da edição do ano que vem a maior invencibilidade de todos os tempos (entre 1962 e 1969, o Sporting Cristal fez 17 partidas no torneio e não perdeu).

É muita história em jogo hoje.

Clube mantém força política e posterga partida

O Santos comprovou mais uma vez estar com grande força política. O clube conseguiu adiar a partida que faria no final de semana pelo Brasileiro.

Confiante na classificação para a final da Libertadores, talvez contra o América de Cali, a diretoria santista cogita passar uma semana na Colômbia.

Isso mesmo correndo o risco de não estar na decisão e de o primeiro jogo da final ser em Buenos Aires, pois o Boca Juniors já fez 2 a 0 no América.

Independentemente do resultado de hoje, o Santos só voltaria ao Brasil no sábado, véspera do jogo com o Atlético-PR. A diretoria então solicitou à CBF o adiamento do jogo no Paraná, alegando que é preciso dar prioridade à Libertadores.

Marcelo Teixeira, presidente do Santos, é um dos dirigentes mais afinados com a CBF -foi um dos que apoiaram movimento para parar o Brasileiro.
Na Libertadores, o Santos também está bem respaldado politicamente. Teixeira se aproximou de Nicolás Leoz, presidente da Conmebol -o paraguaio foi condecorado como “peixeiro emérito” e ganhou homenagens da prefeitura e de universidade de Santos.

O técnico e os dirigentes do Independiente já falaram de suposto favorecimento ao Santos -usou a Vila Belmiro nas semifinais mesmo sem que ela comporte 30 mil pessoas.

“Se o Santos jogasse contra um time argentino, isso não iria ocorrer” disse Víctor Luna, técnico do Independiente.

Javier Velázquez, presidente do time, reclamou do tratamento que a delegação de seu time recebeu no Brasil, mas disse que o Santos seria bem tratado no jogo de volta.

O técnico santista, Leão, afirmou estar preparado para tudo. “Depois de muitos anos, estamos perto de uma final da Libertadores. Temos que conquistar a vaga de qualquer maneira”, disse o treinador.