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Santos 4 x 0 Ponte Preta

Data: 30/09/1998, quarta-feira, 15h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 15ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 4.486 pagantes
Renda: R$ 40.425,00
Árbitro: Fabiano Gonçalves (RS).
Cartões amarelos: Argel (S) e André Santos (PP).
Cartão vermelho: Paulo César (PP, 33-1).
Gols: Eduardo Marques (41-1); Ânderson Lima (14-2, de pênalti), Lúcio (31-2) e Gustavo Nery (40-2).

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima, Argel, Jean e Athirson (Gustavo Nery); Marcos Bazílio, Élder (Fernandes), Eduardo Marques e Lúcio; Alessandro (Adiel) e Viola.
Técnico: Emerson Leão

PONTE PRETA
Edinho; André Santos, Sérgio Baresi, Ronaldão e Paulo César; André Silva, Roberto, Ataliba, Dionísio e Luis Fernando (Alessandro); Foguinho (Fabiano) e Sandro Gaúcho (Régis).
Técnico: Marco Aurélio



Santos goleia e é o novo líder do Brasileiro-98

Time de Emerson Leão vence a lanterna Ponte Preta e fica dois pontos à frente do Corinthians na classificação

O Santos venceu a Ponte Preta, ontem, por 4 a 0, em Santos, e assumiu a liderança isolada do Brasileiro-98, com 34 pontos.

Em 15 rodadas, é a primeira vez que o Corinthians de Wanderley Luxemburgo deixa a liderança do torneio. A equipe soma 32 pontos.

Já a Ponte Preta, com mais esta derrota -a décima em 15 jogos- vive situação oposta: é a última colocada do torneio e corre sério risco de ser rebaixada.

No jogo, disputado à tarde na Vila Belmiro, o Santos começou sufocando o time campineiro. Antes do primeiro minuto, o lateral-esquerdo Athirson avançou e cruzou para o meio da área. A defesa conseguiu afastar. Na cobrança do escanteio, o zagueiro Argel cabeceou no travessão.

Com boa movimentação de Lúcio pelo ataque e as subidas dos laterais Ânderson e Athirson, o time de Emerson Leão não dava espaço para a Ponte Preta, mas errava muitas finalizações.

Os meias tinham dificuldade em fazer com que a bola chegasse a Viola, artilheiro do torneio com 13 gols. Com dores musculares, Viola era dúvida para o jogo e teve atuação apagada, sem marcar.

O time visitante deu o primeiro chute ao gol de Zetti aos 20min. O lateral-esquerdo Paulo César bateu falta da intermediária no ângulo superior direito de Zetti. O goleiro santista fez bela defesa.

Aos 33min, o lateral foi expulso por falta violenta em Alessandro.

Após desperdiçar mais uma oportunidade com Lúcio, aos 35min, o Santos marcou o primeiro gol aos 41min. Athirson levou pela esquerda e cruzou. Eduardo Marques, da entrada da área, acertou chute forte no canto direito de Edinho.

O Santos voltou ainda pressionando na segunda etapa. Aos 2min, Viola cabeceou com perigo.

Aos 14min, o time ampliou. Em cobrança de falta do bico direito da grande área, Ânderson, convocado para a seleção brasileira, acertou o canto esquerdo de Edinho.

Lúcio fez 3 a 0 aos 31min. Em lançamento de Élder, o meia ganhou na corrida de Ronaldão e, na saída de Edinho, tocou por cima.

Aos 40min, o time fechou o placar. Eduardo Marques cobrou falta, Edinho tentou desviar para escanteio, mas a bola acertou o travessão e sobrou para Gustavo apenas tocar de cabeça.

Leão reclama falta de atletas

Apesar de o Santos ter conquistado a liderança isolada do Brasileiro-98, o técnico Emerson Leão voltou a reclamar, após a partida, da carência de jogadores no grupo.

Ontem, o Santos teve disponíveis somente 17 jogadores. O treinador santista não pôde aproveitar cinco -Claudiomiro e Narciso, suspensos, Jorginho, Aristizábal e Messias, machucados.

Leão disse que substituiu o lateral Athirson aos 18min do segundo tempo porque temia uma eventual expulsão do jogador, que já tinha cartão amarelo, o que provocaria mais um desfalque para o jogo de sábado contra o Coritiba.

O técnico não tem esperança de a situação melhorar a curto prazo.

Segundo Leão, o Santos está conseguindo manter um bom desempenho porque os jogadores estão se superando. “Não temos vergonha de falar que o grupo é pequeno. Isso tem sido motivo de orgulho para nós”, disse.

Para o meia Eduardo Marques, a campanha do Santos é a prova de que dá resultado utilizar jogadores das categorias inferiores. Na partida de ontem, atuaram cinco ex-juniores -o próprio Marques, Jean, Marcos Basílio, Gustavo e Adiel.

“O professor Leão está dando oportunidade às pratas da casa.”

O meia-atacante Lúcio atribuiu o bom desempenho santista ao crescimento gradativo da equipe. “Tudo está dando certo porque estamos melhorando devagar. Tem equipe que subiu muito rápido e agora começa a cair”, afirmou.

Ponte culpa expulsão

Conformados com a goleada e abatidos com a possibilidade de rebaixamento, os jogadores da Ponte Preta atribuíram a superioridade do Santos à expulsão do lateral-esquerdo Paulo César, no primeiro tempo.

Além de ficar sem um defensor pelo lado esquerdo, pelo direito a Ponte tinha um zagueiro (André Santos) improvisado na lateral.

“Quebrou o nosso esquema. Não tínhamos um lateral fixo na direita, e, depois da expulsão, o Santos escapou pelos lados”, afirmou o zagueiro Ronaldão, ex-jogador do Santos.

O goleiro Edinho, emprestado pelo Santos ao time de Campinas, disse que a atuação refletiu a “realidade” da equipe, “lanterna” com nove pontos. “O Zetti quase não fez nenhuma defesa. A Ponte se resumiu à defesa. Na segunda etapa, com um a menos, foi só questão de o tempo acabar para não tomarmos mais.”

Para André Santos, a equipe “estava se aguentando” até a expulsão de Paulo César. Depois, segundo ele, desabou.



Viola é dúvida em jogo da liderança ( Em 30/09/1998 )

Equipe de Emerson Leão pode não ter o artilheiro do Brasileiro para enfrentar a Ponte Preta, na Vila Belmiro

O Santos pode não ter o atacante Viola em condições de atuar na partida de hoje contra a Ponte Preta, na Vila Belmiro, que vale a liderança isolada do Brasileiro-98 ao time do técnico Emerson Leão.

Reclamando de dores na parte lateral do tronco, Viola, artilheiro do Campeonato Brasileiro com 13 gols, não treinou.

Ele foi levado para uma clínica, onde iria se submeter a exames de radiografia, ultra-sonografia e ressonância magnética para detectar o problema.

Marco Aurélio Cunha, gerente de futebol do Santos, disse que o jogador já vinha reclamando de dores no local no último domingo, mas suportou e conseguiu atuar no clássico contra o Corinthians, que o Santos venceu por 2 a 0.

Embora a Ponte precise da vitória para escapar da última posição na tabela, o Santos também quer vencer, para se tornar o líder isolado do campeonato.

O time tem um ponto e um jogo a menos do que o líder Corinthians, que não atua pelo Brasileiro hoje.

“Eles sabem que o Santos quer o resultado e vão vir com cautela, apesar de precisarem ganhar para sair da crise”, disse o volante Élder.
Com um elenco muito reduzido, se o atacante Viola não atuar o time pode ficar com um jogador a menos no banco de reservas.

Ontem à tarde, Leão não conseguiu comandar um coletivo porque não tinha jogadores suficientes para formar duas equipes.

Leão disse que se Viola não jogar poderá “sacrificar” um meio-campista para atuar na frente ao lado de Alessandro, já que não há no grupo outro atacante com as características do artilheiro santista.

“Não posso sacrificar o esquema tático do time. Prefiro sacrificar um jogador em função da equipe.”

Uma das alternativas do treinador será adiantar o meia Lúcio para atuar no ataque ao lado de Alessandro, e colocar no meio-campo o reserva Fernandes. Outra possibilidade é a escalação de Adiel.

Além da possível ausência de Viola, o Santos não terá os volantes Claudiomiro, que vem atuando improvisado na zaga, e Narciso, ambos suspensos pelo terceiro cartão amarelo.

Por isso, Jean vai formar dupla de zaga com Argel, e Élder entrará no meio para compor a dupla de volantes com Marcos Basílio.

Embora a Ponte Preta seja a última colocada do Campeonato Brasileiro, os jogadores do Santos esperam encontrar muita dificuldade na partida de hoje, porque o jogo será na Vila Belmiro e o adversário está “desesperado” para fugir do rebaixamento.

“Jogar aqui na Vila Belmiro favorece muito as equipes que vêm para se defender”, afirmou o atacante Alessandro.

Maezono é apresentado

O meia-atacante japonês Masakiyo Maezono, 24, deve estar em condições legais para estrear pelo Santos no próximo dia 11, contra o Vasco, no Rio.

A afirmação é do gerente de futebol do Santos, Marco Aurélio Cunha. Segundo ele, a demora é decorrente do prazo de tramitação de documentos para que o jogador obtenha visto de trabalho no Brasil.

Maezono foi apresentado oficialmente ontem. Ele está emprestado até dezembro pelo Verdy Kawasaki, do Japão. Em troca, o Santos emprestou o zagueiro Daniel ao clube japonês.

“O período de três meses é um pouco curto para que eu prove alguma coisa, mas a vinda para o Brasil será um fator de grande crescimento para a minha carreira”, afirmou o jogador, com o auxílio de um intérprete.

Maezono foi indicado pelo técnico do Santos, Emerson Leão, ex-treinador do Verdy. Na Olimpíada de 96, ele foi o capitão da seleção japonesa na vitória por 1 a 0 sobre o Brasil.



Fonte: Estadão

Sampaio Corrêa 1 x 5 Santos

Data: 24/09/1998, quinta-feira, 20h30.
Competição: Copa Conmebol – Semifinais – Jogo de volta
Local: Estádio Castelão, em São Luís, MA.
Público: 95.720 (recorde do estádio)
Renda: R$ 957.200,00
Árbitro: Francisco Dacildo Mourão Albuquerque (CE).
Cartões amarelos: Carlos Henrique (SC); Eduardo Marques e Élder (S).
Gols: Ivan (32-1), Lúcio (39-1), Argel (49-1); Eduardo Marques (01-2), Adiel (20-2) e Viola (24-2).

SAMPAIO CORRÊA
Carlos Alberto; Paulinho, Remerson, Nei e Ivan; Toninho (Marcinho), Oliveira (Cal), Massei e Adãozinho; Junior (Carlos Henrique) e Paulo Roberto.
Técnico: Julio Espinosa

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima, Argel, Jean e Athirson (Gustavo Nery); Marcos Bazílio, Narciso, Eduardo Marques (Élder), Lúcio (Adiel); Alessandro e Viola.
Técnico: Émerson Leão



Santos goleia e vai à final da Conmebol

Equipe de Leão vence por 5 a 1 o Sampaio Corrêa

O Santos goleou ontem o Sampaio Corrêa por 5 a 1 no estádio Castelão, em São Luís (MA), e conseguiu se classificar para a final da Copa Conmebol.

O time do técnico Leão vai decidir o torneio sul-americano contra o Rosario Central, da Argentina, que anteontem venceu o Atlético-MG por 1 a 0 no Mineirão.

No primeiro confronto das semifinais contra o Sampaio Corrêa, o Santos não havia passado de um empate sem gols, mesmo jogando na Vila Belmiro.

A equipe maranhense montou uma promoção especial para atrair torcedores, na qual notas fiscais podem ser trocadas por ingressos, e obteve resultado, como já vem acontecendo no Campeonato Maranhense. O Castelão, que recebeu a seleção brasileira na quarta-feira, contou ontem com 95.720 pessoas, recorde do estádio.

Apoiado pela torcida, o Sampaio Corrêa tomou a iniciativa do jogo. O time dirigido pelo técnico Julio Espinosa conseguiu abrir o placar aos 32min, com um gol de Ivan.

O Santos, que até a abertura do placar não tinha se arriscado tanto no ataque, foi à frente e acabou empatando a partida com um gol do meia Lúcio, aos 39min.

Nos acréscimos do árbitro cearense Francisco Dacildo Mourão, aos 49min, o zagueiro Argel colocou o Santos em vantagem.

No segundo tempo, o time maranhense partiu para o ataque e cedeu mais espaços para os contra-ataques santistas.

O time de Leão se aproveitou desses espaços e ampliou a vantagem logo a 1min. Eduardo Marques foi o autor do gol.

O Sampaio Corrêa tentou ainda descontar o placar, mas o Santos, com a classificação quase garantida, soube tocar a bola e chegar à marcação de outros dois gols.

Aos 20min, Adiel anotou. Quatro minutos depois, foi a vez de Viola aumentar. Depois o Santos apenas administrou o resultado.

As partidas finais contra o Rosario estão marcadas para os dias 7 e 21 de outubro. O Santos terá problemas de calendário para o primeiro jogo, na próxima quinta-feira. Segundo a tabela original do Brasileiro, o Santos enfrentaria a Ponte Preta na quarta-feira.

Situações opostas

Enquanto o técnico Julio Espinosa, do Sampaio Corrêa, ficou com o cargo ameaçado após a desclassificação de sua equipe da Copa Conmebol, o técnico Leão mostrou-se muito satisfeito com o poder de reação de seu time.

Além de decidir pela primeira vez em sua história a Copa Conmebol, o Santos também faz grande campanha no Brasileiro -está em segundo lugar, com 28 pontos, mas com um jogo a menos que o líder Corinthians, que tem 32.

A equipe santista tem retorno marcado para hoje a São Paulo, devendo chegar apenas no final da tarde ao aeroporto de Cumbica, em Guarulhos.

A pedido dos próprios jogadores, a delegação retorna logo em seguida a Santos, pois o time não quer perder tempo. Amanhã pela manhã já será feito um treinamento na Vila Belmiro.

O motivo de tanta pressa é o jogo decisivo de domingo contra o Corinthians, marcado para as 17h, no estádio do Morumbi. Os jogadores santistas planejam manter “concentração máxima” para a partida, que opõe os dois melhores times da competição.

Os jogadores do Santos ficaram ainda mais animados após a derrota de 2 a 1 do Corinthians para o Cruzeiro, ontem à noite. A equipe voltou a depender apenas de si para terminar a primeira fase do Brasileiro com a melhor campanha do torneio e enfrentar assim, teoricamente, o pior time entre os classificados à próxima fase.



Santos tenta ir à final da Conmebol (Em 24/09/1998)

Temendo pane elétrica, equipe joga hoje contra o Sampaio Corrêa, no Maranhão

Além de se preocupar com os cerca de 70 mil torcedores que devem apoiar o Sampaio Corrêa, hoje, às 20h30, no Maranhão, o Santos torce para que a iluminação do estádio não o prejudique na tentativa de chegar à final da Conmebol, torneio sul-americano de clubes.

A preocupação com a iluminação é plenamente justificada pelo que aconteceu segunda-feira e terça-feira, quando primeiro o Brasil e depois a Iugoslávia treinaram no estádio Castelão para o amistoso de ontem à tarde.

Na segunda, assim que Wanderley Luxemburgo começou a treinar seus 21 jogadores, metade dos refletores do estádio se apagaram. Anteontem, na hora do treino da Iugoslávia, o problema voltou a acontecer. Sem luz no Castelão, os europeus tiveram de encerrar o treinamento após dez minutos.

“Espero que isso não aconteça na nossa partida, porque seria uma lástima ter que jogar em outra data, já que para chegar a São Luís são quase sete horas de viagem, e o calendário brasileiro já é apertado”, disse o atacante Viola.

O jogador afirmou que está ansioso pelo clássico de domingo, no Morumbi. “Vai ser um jogão.”

O técnico Leão e o goleiro Zetti não falam no Corinthians. “Minha cabeça está voltada para o Sampaio Corrêa”, afirmou o treinador.

“O empate na Vila (0 a 0 contra o time maranhense, no jogo de ida das semifinais) está atravessado na nossa garganta”, desabafou Zetti.

Leão, no entanto, afirmou não acreditar que o Santos terá tantos problemas em São Luís quanto os que enfrentou na Vila Belmiro.

“Lá, o Sampaio jogou todo atrás, não tinha a obrigação de atacar. E o juiz, para piorar, não marcou dois pênaltis para o Santos. Jogando em casa, eles abrirão espaço para a gente, e ficará mais fácil ganhar.”

Se houver empate na partida de hoje, a decisão será nos pênaltis. O vencedor da partida enfrentará na final o ganhador do confronto entre Atlético-MG e Rosario Central, da Argentina, que jogariam ontem à noite em Belo Horizonte.

Conquistando o título, Leão será bicampeão, já que, em 97, venceu a Conmebol com o Atlético-MG.

A psicóloga da seleção brasileira, Suzy Fleury, elogiou ontem o perfil de Leão. Para ela, treinadores autoritários e disciplinadores têm maior possibilidade de conseguir resultados positivos do que os que não sejam tão “durões”.

Ele tem um perfil parecido com o do Wanderley Luxemburgo”, disse ela. “Não se trata de uma simples observação, mas de uma afirmação com base científica. Uma pesquisa feita pela Universidade de São Paulo mostra que técnicos que pregam a disciplina costumam se sair melhor.”



Narciso em ação contra o Sampaio Corrêa pela Conmebol.




São Paulo 1 x 3 Santos

Data: 23/08/1998, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 7ª rodada
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 20.988 pagantes
Renda: R$ 209.442,00
Árbitro: Sidrack Marinho dos Santos (SE).
Cartões amarelos: Zé Carlos, Bordon, Márcio Santos, Edmílson, França, Marcelinho Paraíba e Dodô (SP); Ânderson Lima, Argel e Athirson (S).
Cartão vermelho: Capitão (14-2, SP)
Gols: Dodô (04-2), Lúcio (13-2), Jorginho (24-2) e Athirson (48-2).

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Zé Carlos (Gallo), Bordon, Márcio Santos e Serginho; Capitão, Fabiano, Edmílson e Souza (Dodô); Marcelinho Paraíba (Reinaldo) e França.
Técnico: Nelsinho Baptista

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima, Argel, Jean e Athirson; Claudiomiro, Narciso, Jorginho (Baiano) e Lúcio; Viola e Aristizábal (Adiel).
Técnico: Emerson Leão



Santos vence de virada e vai à liderança

São Paulo sofre 4ª derrota consecutiva no Brasileiro, enquanto santistas quebram tabu ganhando por 3 a 1

O Santos derrotou o São Paulo por 3 a 1, de virada, ontem à tarde no estádio do Morumbi, e assumiu a liderança do Campeonato Brasileiro, ao lado do Corinthians, com 17 pontos, ambos invictos.

Foi a quarta derrota consecutiva do São Paulo no Brasileiro e a quinta incluindo a Copa Mercosul, em que o time do técnico Nelsinho Batista foi goleado por 5 a 1 pelo Cruzeiro na última quinta.

Com o resultado, o Santos conseguiu quebrar um tabu do Morumbi, onde não vencia os são-paulinos havia sete anos e meio. Nesse período, incluindo a partida de ontem, os dois times se enfrentaram 11 vezes, com 7 vitórias do São Paulo e 3 empates. A última vitória santista no Morumbi tinha sido em 16 de fevereiro de 1991, por 2 a 1.

O jogo de ontem foi o quinto clássico entre São Paulo e Santos em menos de sete meses, igualando o número de confrontos entre São Paulo e Palmeiras este ano. O Santos não enfrentou nenhuma outra equipe tantas vezes em 98.

O jogo

O São Paulo iniciou a partida mostrando maior ofensividade. A equipe levava perigo principalmente em jogadas aéreas, insistindo nos lançamentos para a área adversária, e com bola parada.

O meia Souza, em cobrança de falta, teve chance de abrir o placar aos 3min e aos 14min.

O Santos criou sua primeira oportunidade aos 22min, graças a uma reposição de bola rápida do goleiro Zetti. O meia Jorginho tabelou com Lúcio, que cruzou para o ex-são-paulino Aristizábal. Ele soube aproveitar a falha da defesa adversária, mas chutou para fora.

A partir daí, a partida passou a ser mais equilibrada e o Santos conseguiu chegar mais ao ataque.

Aos 27min, após uma falta do lateral são-paulino Zé Carlos em Lúcio, à esquerda da linha lateral da grande área, o Santos criou mais uma chance. O lateral Ânderson bateu fechado e a defesa do São Paulo conseguiu tirar a bola perto da linha do gol.

No último minuto do primeiro tempo, Rogério, com uma grande defesa, impediu o gol santista.

O técnico Nelsinho Batista substituiu o meia Souza pelo atacante Dodô para ter um time mais ofensivo no segundo tempo. E deu certo. Logo aos 4min, em cruzamento do atacante França no meio da defesa santista, Dodô se antecipou ao lateral Ânderson e deu um toque sutil na saída de Zetti para fazer o seu quarto gol neste campeonato. Ele é o artilheiro da equipe são-paulina.

Nove minutos depois, quando o São Paulo continuava tomando a iniciativa de jogo, o Santos conseguiu o empate em uma falha de Zé Carlos, que acompanhava Lúcio em contra-ataque.

Livre do lateral e de frente para o gol, Lúcio não teve dificuldade em tocar a bola por cobertura, na saída do goleiro Rogério.

Em seguida, aos 15min, o São Paulo perdeu um de seus jogadores, o volante Capitão, que já tinha recebido cartão amarelo no primeiro tempo e foi expulso ao cometer nova falta violenta.

Mesmo assim, a equipe ainda tentou reagir. O meia Edmílson teve chance de colocar o São Paulo à frente aos 19min. Zetti defendeu.

O gol de virada do Santos foi aos 24min. Adiel, que havia entrado para substituir Aristizábal, recebeu a bola nas costas de Zé Carlos e, vendo Jorginho bem colocado, cruzou para o meia marcar.

O São Paulo conseguiu melhorar a marcação no meio-campo com a substituição de Zé Carlos por Gallo, deslocando Edmílson para a lateral, e teve nova oportunidade aos 28min, com chute de França.

Já nos descontos, em contra-ataque, o Santos surpreendeu mais uma vez em tabela de Narciso para Athirson, que fez o terceiro gol santista e fechou o placar.

Leão comemora poder de reação do time

O técnico Emerson Leão comemorou o poder de reação do time santista, que ontem venceu de virada o São Paulo por 3 a 1. Para ele, o time está mostrando maturidade ao conseguir reverter resultados adversos.

“Quando tomamos o gol, fiquei tranquilo. Vi os jogadores calmos, um aconselhando o outro. Não estamos tendo pressa para vencer. Isso mostra que o time está ficando maduro. Cada um sabe sua função e a está executando muito bem”.

Ontem não foi a primeira vez que o Santos reagiu em um momento difícil. No meio de semana, também pelo Campeonato Brasileiro, o Santos perdia por 4 a 1 para o Atlético-MG até os 30min do segundo tempo. Em 15 minutos, o time conseguiu empatar o jogo e ainda quase venceu.

Time excursiona após clássico

O Santos deixa o Morumbi e segue diretamente para o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP), de onde embarca para a Europa para disputar dois amistosos.

Os adversários serão o Barcelona (Espanha), na terça, e a Roma (Itália), na quinta. Ao retornar, os jogadores vão para a concentração, para se prepararem para o jogo de domingo, pelo Brasileiro, contra o Inter, na Vila Belmiro.

O técnico Leão disse considerar positiva a excursão, apesar de obrigar o time a disputar quatro partidas em oito dias.

Nelsinho refuta saída

O tradicional coro “ão, ão, segunda divisão” se somou ontem ao “Fica Nelsinho e afunda esse timinho” na torcida santista ao final do jogo de ontem.
Por seu lado, o técnico são-paulino, Nelsinho Batista, ameaçado de ser demitido pela quinta derrota consecutiva, permaneceu uma hora depois da partida falando com jogadores e dirigentes.

Manoel Poço, diretor de futebol do clube, garantiu que “o contrato do treinador está em vigência até o final do ano e não há pressão”, mas que depois foi mais evasivo: “acho que ele será mantido”.

Apesar da situação, Nelsinho saiu sorridente do vestiário.

Pergunta – O que foi conversado com a diretoria nos vestiários depois desta quinta derrota?
Nelsinho – Foi uma conversa normal. A única coisa que não falamos foi em demissão. Pessoalmente, não falo sobre isso. Falo que devemos trabalhar e dar tranquilidade aos jogadores. De qualquer forma, sobre demissão, é melhor perguntar para os dirigentes.

Pergunta – É a pior situação profissional?
Nelsinho – Sim. Não me lembro de ter dirigido um time que tenha perdido tantos jogos seguidos. Mas já estou acostumado a momentos difíceis. Isso ocorre sempre na vida de um técnico. Mas não adianta ficar abatido, vamos trabalhar.

Pergunta – Qual é a explicação para essa fase?
Nelsinho – Estamos cometendo muitos erros, e isso está gerando os gols dos rivais. Hoje, tomamos dois gols em falhas nossas. Foram erros em saída de bola e na cobertura da defesa.

Pergunta – Como você analisa a derrota?
Nelsinho – O primeiro tempo foi dominado pelo Santos, mas no intervalo mexi na equipe, e ela voltou melhor no segundo tempo. Fizemos o gol, mas não suportamos a pressão posterior do Santos. Na hora em que tínhamos de manter a posse de bola no ataque, o time começou a tocar muito na defesa e errar na saída ao ataque.

Auto-análise é pedida para os derrotados

Diretores conversando em rodinhas, jogadores abatidos declarando “não há nada para falar” e torcedores gritando em coro “queremos diretor, queremos diretor”. Esse era o cenário do vestiário são-paulino após a partida.

Apesar das declarações negando, segue mais forte a possibilidade de o treinador Nelsinho cair. O jogo de quarta-feira contra o América-RN é decisivo para a conclusão da situação. Mas as coisas pioram: o zagueiro Bordon e o atacante França saíram sentindo dores e podem não jogar a partida.

Segundo os atletas, o técnico são-paulino pediu para que cada um fizesse uma “auto-análise”.

Motivos não faltaram para isso. Tirando o volante Edmílson, os jogadores são-paulinos não se apresentaram bem, principalmente os meias Souza e Fabiano e o goleiro Rogério.



Créditos:
Fonte: Jornal Folha de SP – http://acervo.folha.uol.com.br/fsp/1998/08/24/20//648711

Vitória 1 x 3 Santos

Data: 09/08/1998, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 4ª rodada
Local: Estádio Manoel Barradas, o Barradão, em Salvador, BA.
Público: 10.551 pagantes
Renda: R$ 81.662,00
Árbitro: Jorge dos Santos Travassos (RJ).
Cartões amarelos: Souza, Petkovic e Esquerdinha (V); Lúcio, Claudiomiro (S).
Gols: Viola (13-2), Viola (24-2), Lúcio (28-2) e Agnaldo (44-2).

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima, Argel, Sandro e Athirson; Claudiomiro, Narciso (Marcos Bazílio), Jorginho (Baiano) e Lúcio; Alessandro (Eduardo Marques) e Viola.
Técnico: Emerson Leão

VITÓRIA
Sérgio; Paulo César, Flávio, Júnior Tuchê e Esquerdinha; Souza, Donizeti Oliveira (Evandro), Kleber (Alex) e Petkovic; Elivélton e Agnaldo.
Técnico: Geninho



Viola faz dois e comanda vitória santista na Bahia

Equipe paulista é vice-líder do Brasileiro, e atacante, vice-artilheiro

O Santos manteve a invencibilidade no Brasileiro e chegou ao décimo ponto na competição ao derrotar ontem à tarde o Vitória, por 3 a 1, em Salvador. O time é vice-líder do torneio, com dois pontos a menos do que o Corinthians.

Todos os gols aconteceram no segundo tempo. Viola marcou dois e chegou a cinco gols no campeonato, dois a menos do que Marcelinho, do Corinthians.

O Vitória iniciou o jogo com velocidade e, logo aos 2min, teve sua primeira oportunidade para marcar. O atacante Elivélton aproveitou uma jogada de Kléber e chutou cruzado, à esquerda de Zetti.

A primeira chance do Santos aconteceu aos 14min. Alessandro chutou forte da entrada da área, com perigo para o goleiro Sérgio.

Aos 27min, após uma cobrança de escanteio, surgiu a jogada mais bonita do primeiro tempo. O atacante Elivélton percebeu que Zetti estava adiantado e chutou da intermediária. O goleiro santista recuou e, com as pontas dos dedos, mandou a bola para escanteio.

O Vitória continuou melhor e quase marcou aos 41min. O lateral Esquerdinha cruzou, Agnaldo cabeceou e Claudiomiro salvou quase em cima da linha.

No segundo tempo, o Santos voltou melhor e chegou ao primeiro gol aos 13min. Alessandro fez uma boa jogada pela direita, driblou dois jogadores e tocou para Viola. O centroavante chutou forte, de perna direita, sem chances de defesa para Sérgio.

Com o gol, o Santos passou a explorar os contra-ataques, criando sempre perigo para o Vitória.

Aos 24min, o Santos fez o segundo gol. Lúcio aproveitou uma falha de Donizete Oliveira e cruzou para Viola chutar de primeira.

Dois minutos depois, a equipe santista quase chega ao terceiro gol, novamente com Viola. O Santos continuou dominando e marcou outra vez aos 28min. Lúcio driblou Flávio e Júnior Tuchê e chutou cruzado, no canto esquerdo de Sérgio.

Com o terceiro gol, os torcedores do Vitória começaram a vaiar o time e a deixar as dependências do Barradão. No final do jogo, o Vitória fez seu único gol na partida.

O lateral Paulo César cruzou e Agnaldo subiu livre para marcar de cabeça. Após o jogo, alguns torcedores revoltados ameaçaram invadir os vestiários do Vitoria, que perdeu sua terceira partida consecutiva. O jogo marcou a estreia de Geninho no comando da equipe.

Time menciona entrosamento

Os jogadores do Santos atribuíram a vitória de ontem ao entrosamento da equipe.

“O técnico Leão está mantendo a mesma base e isso tem ajudado muito o nosso time”, afirmou o meia-defensivo Narciso.

Ao derrotar ontem o time baiano, o Santos chegou a 10 pontos no torneio. Foi a segunda vitória da equipe fora de São Paulo -no último domingo, havia derrotado o Cruzeiro, no Mineirão.

O Santos volta a jogar pelo Campeonato Brasileiro contra o Palmeiras, na Vila Belmiro, sábado. Sem nenhum jogador suspenso ou contundido, o técnico poderá manter a mesma equipe titular.

Aristizábal acerta empréstimo

Antes do início da partida ontem contra o Vitória, em Salvador, a diretoria do Santos confirmou a contratação do atacante colombiano Aristizábal.

O jogador, que defendeu o São Paulo no último Campeonato Paulista, chegando ao título, deve se apresentar hoje à tarde na Vila Belmiro, em Santos, para assinar o contrato. Pelo empréstimo de um ano, o clube vai pagar R$ 350 mil.

Segundo a diretoria do Santos, o atacante colombiano terá condições de estrear na próxima partida do clube pelo Campeonato Brasileiro, contra o Palmeiras, no próximo sábado, na Vila Belmiro.

“A contratação de Aristizábal foi excelente para o Santos. O jogador é rápido e se movimenta muito bem dentro de campo”, disse o centroavante Viola, que deverá ser o companheiro do ex-jogador são-paulino no ataque.

“Estamos enfrentando uma maratona de jogos. Mas temos amplas condições de se classificar em todas as competições”, disse.

Amanhã, o Santos volta a jogar contra a Liga Desportiva de Quito, pela Copa Conmebol. Na primeira partida, no Equador, na semana passada, houve empate em 2 a 2.

Na ida, o Santos enfrentou atraso no embarque e, na volta, um problema no avião levou a uma parada não prevista que estendeu a viagem por mais de 19 horas.

Para o jogo de amanhã, o técnico Leão não pensa em poupar nenhum titular. “O Santos vai ter de conviver com o acúmulo de jogos até o final da temporada.”


Maratona de jogos e vôos preocupa equipe do Santos ( Em 09/08/1998 )

Time completa 14 mil km de viagens e teme cansaço contra Vitória

Os jogadores do Santos acreditam que a maratona de viagens e os transtornos por que passaram nos últimos dias afetarão o desempenho do time hoje contra o Vitória, em Salvador, pelo Brasileiro.

Ao retornar da Bahia após a partida, o time terá percorrido em oito dias quase 14 mil quilômetros -em viagens de avião, ida e volta- para disputar três partidas consecutivas fora de casa, pelo Brasileiro e pela Copa Conmebol.

A distância equivale a quase duas vezes a extensão do litoral brasileiro (7.408 quilômetros), do Rio Grande do Sul ao Amapá.

Na última quinta, a equipe deixou Quito -onde empatou com a Liga Deportiva (2 a 2), pela Copa Conmebol- às 21h (horário brasileiro). O avião pousou no aeroporto de Guarulhos (SP) às 15h40 de sexta, devido a uma pane no sistema hidráulico da aeronave.

O problema exigiu que o comandante do avião fizesse uma escala não prevista em Santa Cruz de La Sierra (Bolívia), onde os passageiros permaneceram por oito horas até que o reparo fosse concluído.

Na ida para o Equador, o avião também teve problemas e o embarque acabou retardado em sete horas. O time só chegou a Quito na madrugada do dia do jogo.

“Passamos praticamente 24 horas sentados na volta, sem dormir direito, sem nos alimentarmos direito. O torcedor não quer saber, mas é claro que isso vai prejudicar (no jogo contra o Vitória)”, afirmou o zagueiro Sandro.

Mas, para o técnico Leão, o que preocupa é a apatia que tomou conta do time nos primeiros tempos das três últimas partidas.

Contra Atlético-PR (1 a 1), Cruzeiro (vitória por 2 a 1), pelo Brasileiro, e Liga Deportiva, o Santos começou perdendo o jogo.

“Precisamos melhorar nossa condição coletiva, porque estamos deixando os adversários jogar nos primeiros 20 ou 30 minutos”, afirmou o treinador.

Leão confirmou a estréia do volante Narciso, que cumpria quatro jogos de suspensão por expulsão na Copa do Brasil e acabou de renovar seu contrato por dois anos. Marcos Basílio vai para a reserva.

O zagueiro Sandro, que discutiu com companheiros no jogo contra a Liga Desportiva e foi substituído, pode ficar de fora. No ataque, Adiel e Alessandro disputam a vaga para jogar ao lado de Viola.

Com apenas três pontos ganhos, o Vitória precisa derrotar o Santos para não se distanciar muito dos primeiros colocados. O regulamento prevê que apenas oito equipes passem para a próxima fase.

“Jogamos com apoio da torcida e temos de determinar o ritmo da partida”, disse o zagueiro Flávio.

A diretoria do clube solicitou à Federação Baiana de Futebol 15 mil ingressos para o jogo de hoje à tarde. Os ingressos começaram a ser vendidos na última sexta-feira.

O último jogo entre Vitória e Santos aconteceu em novembro de 97, em Salvador. Válido pelo Brasileiro, a partida terminou com a vitória do time baiano por 2 a 0.

Geninho estréia no comando do Vitória

A maior novidade do Vitória estará fora de campo. Após duas derrotas no campeonato (Goiás e Sport), o técnico Celso Roth aceitou a proposta para dirigir o Grêmio e foi substituído por Geninho.

“O Vitória precisa vencer o Santos para se reabilitar”, disse Geninho, que decidiu manter praticamente a equipe que iniciou os últimos jogos. “Não tive tempo para fazer nenhuma modificação tática”, disse o técnico, apresentado aos jogadores na última sexta.

O meia defensivo Matuzalém, que cumpre suspensão automática por ter sido expulso contra o Sport, na última quarta, será substituído por Élson, ex-Guarani.

A única dúvida de Geninho para definir o time está na lateral-esquerda. O titular Esquerdinha pode retornar, depois de dois jogos afastado para se recuperar de uma contusão.



Fonte: Estadão

LDU 2 x 2 Santos

Data: 05/08/1998, quarta-feira.
Competição: Copa Conmebol – Quartas de finais – Jogo de ida
Local: Estádio Casa Blanca, em Quito, no Equador.
Público: 20.000
Árbitro: Felipe Russi (COL)
Cartões amarelos: Anderson, Alessandro, Claudiomiro, Jean e Zetti (S); Carcelén, Hurado e Do Padro (L).
Gols: Morales (19-1), Morales (24-1) e Jorginho (37-1); Lúcio (28-2).

LDU
Espinosa; Tenorio, Do Padro, De La Cruz e Reasco; González (Obregón), Carcelén (Camargo), Gevara (Guamán) e Escobar; Hurtado e Morales.
Técnico: Paulo Massa

SANTOS
Zetti; Anderson, Argel, Sandro (Jean) e Athirson; Claudiomiro, Marcos Bazilio, Jorginho e Alessandro (Adiel); Lúcio e Viola.
Técnico: Émerson Leão