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Santos 4 x 2 Atlético-GO

Data: 15/09/2010, quarta-feira, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 22ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 3.873 pagantes
Renda: R$ 99.315,00
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa-RS)
Auxiliares: Alexander Kleinich e Carlos Henrique Selbach (ambos do RS).
Cartões amarelos: Edu Dracena (S); Pituca e William (A).
Gols: Josiel (13-1); William (05-2), Edu Dracena (06-2); Madson (22-2), Alan Patrick (34-2) e Marcel (38-2, de pênalti).

SANTOS
Rafael; Pará (Alan Patrick), Edu Dracena, Bruno Aguiar e Léo; Roberto Brum, Danilo, Alex Sandro e Marquinhos (Madson); Neymar e Keirrison (Marcel)
Técnico: Dorival Júnior

ATLÉTICO-GO
Márcio; Victor Ferraz, Jairo, Daniel Marques e Thiago Feltri; Pituca (William), Ramalho, Robston e Diguinho (Juninho); Elias e Josuel (Diogo Galvão)
Técnico: René Simões



Reservas garantem virada do Santos diante do Atlético-GO

Após estar perdendo por 2 a 0, Marcel, Alan Patrick e Madson decidem em jogo, que teve discussão entre Neymar e Dorival. Veja os gols da Vila Belmiro no vídeo abaixo

O Santos conquistou uma virada heróica contra o Atlético-GO e depois de três rodadas sem vencer no Campeonato Brasileiro, a equipe santista reagiu na tabela de classificação. Após estar perdendo por 2 a 0, os Meninos da Vila viraram o jogo no segundo tempo e venceram por 4 a 2, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, pela 22ª rodada da competição.

Depois de um primeiro tempo apagado, o técnico Dorival Júnior colocou Madson, Marcel e Alan Patrick, que marcaram três dos quatro gols do alvinegro na Vila. Edu Dracena marcou o gol da reação santista. Os gols dos goianos foram marcados por Josiel e Willian.

Apesar da vitória, a partida teve seu lado negativo para o time do Santos. Isso porque, o atacante Neymar discutiu com o técnico Dorival Júnior no final da partida. A joia santista xingou o treinador, já que pretendia bater o pênalti cobrado por Marcel, que decretou a vitória santista. Outro ponto negativo foi o público da Vila. Apenas 3.873 compareceram ao estádio.

Com a vitória, o alvinegro recuperou a quinta colocação, com 34 pontos. O Atlético-GO está na décima oitava, com 20 pontos. No entanto, o Santos pode voltar a sexta colocação, caso o Internacional-RS vença o São Paulo, nesta quinta-feira, no Estádio do Morumbi.

O jogo

A primeira boa jogada de perigo foi do Santos. Aos 12 minutos, o volante Danilo passou pelo marcador do lado direito e cruzou para Keirrison, que chutou fraco nas mãos do goleiro Márcio. No entanto, um minuto depois, o meia Robston driblou com facilidade o zagueiro Edu Dracena e finalizou rasteiro na saída do goleiro Rafael. A bola bateu na trave, mas no rebote, Josiel chutou de perna direita e abriu o marcador.

Aos 14 minutos, a bola sobrou dentro da área e Keirrison finalizou novamente fraco, nas mãos do goleiro. Depois do segundo gol desperdiçado, o atacante começou a ser vaiado pelos poucos torcedores que compareceram à Vila Belmiro. O Santos tinha muitas dificuldades para criar as jogadas e não causava perigo ao gol do Atlético-GO.

Entretanto, o técnico Renê Simões fez duas alterações antes de terminar a primeira etapa. Machucado, Josiel saiu para a entrada de Diego Galvão. Já Pituca, que tinha recebido um cartão amarelo por falta em Neymar, deixou o campo para a entrada de Willian. Apesar da mudança por causa do cartão, no primeiro lance de Willian no jogo, o meia fez falta em Brum e recebeu o amarelo.

No segundo tempo, o técnico Dorival Júnior foi ousado e sacou o lateral-direito Pará para a entrada de Alan Patrick. Apesar da mudança, os santistas foram surpreendidos novamente pelo Atlético. Aos cinco minutos, Willian chutou rasteiro de fora da área e marcou o segundo dos goianos. Porém, o Santos não deu tempo para adversário comemorar e fez seu primeiro gol, com o zagueiro Edu Dracena de cabeça.

Aos 12 minutos, Keirrison sentiu uma contusão e pediu para ser substituído. Marcel entrou em seu lugar. O Santos tentava o empate, mas deixava espaços para os contra-ataques dos goianos. Com pouca criação, o time tentava no desespero. Roberto Brum acerta um chute forte de fora da área e obriga Márcio a fazer uma grande defesa. Em seguida, Neymar faz boa jogada e finaliza de perna esquerda, mas Márcio volta a fazer uma excelente defesa. Caminhando para o final do jogo, os treinadores ‘queimaram’ as últimas alterações.

No Santos, Madson entrou na vaga de Marquinhos, que deixou o campo vaiado pela torcida. No Atlético, Juninho assumiu o lugar de Diguinho. As substituições santistas deram mais resultado. Aos 38 minutos, Madson driblou o marcador e chutou forte para empatar o jogo. Ainda no final, Neymar sofreu pênalti e Marcel fechou o placar.

Santos 4 x 0 Vasco

Data: 06/06/2010, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 7ª rodada
Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 8.585 pagantes
Renda: R$ 218.995,00
Árbitro: José de Caldas Souza (DF)
Auxiliares: Erich Bandeira (Fifa-PE) e Ênio Ferreira de Carvalho (DF)
Cartões amarelos: Rodriguinho (S); Nilson, Fernando Prass e Ernani (V)
Cartão vermelho: Fumagalli (V)
Gols: André (34-1, de pênalti), Maranhão (06-2), André (17-2), Madson (28-2).

SANTOS
Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo (Zezinho); Rodriguinho (Maranhão), Wesley, Marquinhos e Paulo Henrique (Breitner); Madson e André
Técnico: Dorival Júnior

VASCO
Fernando Prass; Thiago Martinelli, Cesinha e Dedé; Allan, Souza, Rafael Carioca e Jéferson (Fumagalli) e Ernani; Phillipe Coutinho (Magno) e Nilson (Léo Gago)
Técnico: Celso Roth


Santos goleia, chega ao G-4 e mantém Vasco na zona de rebaixamento

Com um segundo tempo convincente, o Santos aplicou um goleada sobre o Vasco por 4 a 0 neste domingo, na Vila Belmiro, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro. Os gols foram marcados por André, duas vezes, Maranhão e Madson. O resultado deixou o clube paulista na quarta colocação com 12 pontos. O Cruzeiro foi derrotado pelo Atlético-GO e perdeu a chance de ocupar o posto.

Por outro lado, o Vasco permanece em uma situação complicada. Com cinco pontos, o time carioca permanece na zona de rebaixamento do Brasileirão. Com a parada da competição por conta da Copa do Mundo, as duas equipes só voltam a atuar no mês de julho. Os cariocas visitam o Goiás, no Serra Dourada, dia 14. Já os paulistas, fazem o clássico diante do Palmeiras, dia 15, no Pacaembu.

A partida começou equilibrada. O Santos, com uma equipe mais técnica, tinha dificuldade para conseguir entrar na defesa do Vasco. A equipe cruzmaltina marcava forte e não se intimidava pelo fato de jogar fora de casa. Mesmo tendo perdido dois jogadores em última hora, os cariocas não tiveram maiores problemas no início. Elder Granja e Rafael Coelho não atuaram porque sentiram uma indisposição estomacal. Assim, Thiago Martinelli e Nilson, respectivamente, foram os escolhidos.

Com apenas dez minutos de partida, o Vasco criou a melhor chance para abrir o placar. Philippe Coutinho, o principal articulador da equipe carioca, tabelou com Nilson e finalizou com perigo. Rafael espalmou para a linha de fundo. A equipe da casa demorou para se encontrar e somente com uma falta bem batida por Marquinhos, aos 15, que o goleiro Fernando Prass precisou se preocupar.

O início animador deu a falsa impressão que o primeiro tempo seria mais movimentado. Entretanto, o que mais se viu foram passes errados e chutões. O jogo se concentrava nas duas intermediárias porque os cérebros das equipes, Ganso e Coutinho, eram marcados de perto. O Santos, no entanto, acabou se encontrando nos quinze minutos finais e acabou marcando seu gol , em uma falha de Fernando Prass.

O goleiro colocou a bola no chão para repor a bola em jogo e Léo, espertamente, o desarmou. Na sequência, ele derrubou o lateral-esquerdo dentro da área. André, que tinha acertado uma bola na trave em uma jogada anterior, cobrou no canto direito e fez Santos 1 a 0. O tento esfriou novamente a partida. Assim, o primeiro acabou com a vantagem mínima para o time paulista.

“O erro foi meu. Botei a bola no chão e ele (Léo) roubou a bola de mim”, confessou Fernando Prass no intervalo.

Logo no início da segunda etapa, o Santos perdeu Rodriguinho. O volante se chocou com o cruzmaltino Dedé e levou a pior. Com fortes dores na região lombar, precisou ser substituído por Maranhão. A mexida acabou dando certo porque o próprio jogador marcou, aos seis, e aumentou a vantagem santista. Ele acertou um forte chute de fora da área e Fernando Prass nada pode fazer.

Demonstrando mais volume de jogo, o Santos não parou de atacar e seguiu pressionado o Vasco. Insatisfeito com a criação do cruzmaltino, o técnico Celso Roth trocou Philippe Coutinho e Jeferson para promover as entradas de Magno e Fumagalli. Entretanto, a equipe paulista demonstrou seu poder de fogo novamente, aos 17 minutos.

Madson achou André dentro da área, o atacante dominou e tocou com categoria na saída de Fernando Prass. Para piorar o quadro, Fumagalli acabou sendo expulso no minuto seguinte. Ele deu um carrinho criminoso em Pará e o árbitro José Caldas de Souza aplicou o cartão vermelho.

No momento em que Celso Roth se preparava para colocar Léo Gago no lugar de Nilson, o Santos marcou mais um gol. A substituição era evitar mais gols do adversário. Zezinho, que entrou no lugar de Léo, machucado, cruzou rasteiro e Madson completou para a rede, aos 28 minutos. O meia, que deixou o Cruzmaltino no final de 2008, não comemorou.

Com o placar definido, o ritmo da partida diminuiu. O Vasco passou a ficar ainda mais recuado para não sofrer uma derrota por um placar mais elástico. Já o Santos, tocou a bola com tranquilidade porque a vitória estava construída.


Vídeos: (1) Gols e (2) Reportagem do Globo Esporte.

Santos 9 x 1 Ituano

Data: 21/03/2010, domingo, 19h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 15ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Árbitro: Robério Pereira Pires
Auxiliares: Alex Alexandrino e Caio Mesquita de Almeida
Cartões amarelos: Carlos Eduardo e Marcel (I); Paulo Henrique Ganso e Wesley (S).
Cartões vermelhos: Carlos Eduardo, Saulo e Luiz Eduardo (I); Wesley (S)
Gols: João Leonardo (01-1), André (14-1), Ganso (28-1), André (39-1) e Madson (46-1); Madson (08-2), Maikon Leite (16-2), Ganso (27-2), Zé Eduardo (40-2) e André (46-2).

SANTOS
Felipe; Wesley, Edu Dracena (Roberto Brum), Durval e Pará (Zé Eduardo); Rodrigo Mancha, Arouca (Maikon Leite), Marquinhos e Paulo Henrique Ganso; Madson e André
Técnico: Dorival Júnior

ITUANO
Saulo; Roque Júnior (Anderson Sales), Rodrigão e João Leonardo; Rissult, Luiz Eduardo, Sandro Juninho Paulista e Carlos Eduardo; Marcel (Jean) e Welton (Lincoln)
Técnico: Mazola Júnior



Sem Robinho e Neymar, Santos massacra o Ituano, faz 9 a 1 e volta à ponta

Pela primeira vez na temporada, o Santos entrou em campo sem Neymar ou Robinho. E a equipe da Vila Belmiro não sentiu a ausência de seus dois principais astros. Com outro show de Paulo Henrique, André e Madson, massacrou o Ituano por 9 a 1, no estádio do Pacaembu, e reassumiu a liderança do Campeonato Paulista.

A quatro rodadas do encerramento, o elenco santista contabiliza 35 pontos, dois à frente do vice-líder Santo André, que havia assumido a ponta provisória, após a vitória sobre o Bragantino, no sábado, e dez a mais que a quinta colocada Portuguesa. Ou seja, somente uma catástrofe não coloca a equipe de Dorival Junior na semifinal.

O resultado é expressivo. Foi o placar mais elástico da competição estadual. Até então, as maiores goleadas santistas haviam sido diante do Grêmio Prudente (5 a 0) e do Bragantino (6 a 3). Na temporada santista, só não superou a vitória sobre o Naviraiense (10 a 0). “Isso [goleada] mostra que o nosso time é ofensivo. Vamos buscar esse tipo de vitória sempre que for possível”, destacou o atacante André, autor de três gols.

Para o duelo deste domingo, não tinha em campo dois de seus principais jogadores. Robinho, contundido, e Neymar, suspenso e que participou de um amistoso com a equipe “B” nos Estados Unidos, no sábado. A expectativa era saber como a equipe se comportaria. O Ituano até tentou mostrar que a partida não seria tão fácil.

Na primeira jogada da partida, João Leonardo aproveitou cobrança de falta, recebeu dentro da área e bateu cruzado. 1 a 0. Mas o Santos não se abalou e comprovou sua excelente fase. Não deu espaços para o time dos pentacampeões mundiais Roque Junior e Juninho Paulista e começou a criar muitas oportunidades.

O goleiro Saulo ainda se virou para evitar os gols do time da Vila Belmiro e fez algumas boas defesas no primeiro tempo. No entanto, não conseguiu suportar a pressão dos rivais. Aos 14min, André, de cabeça, deixou tudo igual. O Ituano tentava parar o rápido ataque santista na base da falta. Numa delas, aos 27min, Carlos Eduardo foi expulso.

Na cobrança de falta, Paulo Henrique subiu mais alto que a defesa adversária e virou o marcador. Com um a mais em campo, o Santos começou a dar show. Aos 39min, André foi lançado e teve tranquilidade para ampliar o marcador. Nos acréscimos, Madson driblou dois defensores e tocou com categoria. 4 a 1.

“Espero que nossa equipe continue pressionando e buscando mais gols. Estamos bem em campo”, disse Paulo Henrique Ganso. E foi justamente o que aconteceu. Logo aos 8min, Madson cobrou falta, mas a bola bateu na barreira. No rebote, o próprio camisa 11 bate forte e faz o quinto. O sexto não demorou a sair. Aos 16min, Maikon Leite fez o sexto. Aos 28min, o meia Paulo Henrique marcou o sétimo.

Nos minutos finais, aos 40min, Zé Eduardo contou com um “frango” de Saulo para marcar o oitavo –logo depois, Luiz Eduardo ainda foi expulso. Aos 45min, Saulo cometeu pênalti e também recebeu o cartão vermelho. André cobrou e selou a goleada santista. 9 a 1 –Wesley, do Santos, também foi expulso.

O time da Vila Belmiro volta a jogar pelo Campeonato Paulista na próxima quinta-feira, diante do Botafogo, que ainda sonha com a vaga às semifinais, em Ribeirão Preto. Um dia antes, o Ituano recebe o São Caetano, em Itu.

Santos 3 x 4 Palmeiras

Data: 14/03/2010, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.452 pagantes
Renda: R$ 543.940,00
Árbitro: Antonio Rogério Batista do Prado
Auxiliares: Dante Mesquita Júnior e Rogério Pablos Zanardo
Cartões amarelos: Robinho (S); Marcos, Diego Souza, Eduardo, Edinho e Léo (P).
Cartões vermelhos: Neymar (S) e Léo (P).
Gols: Pará (10-1), Neymar (30-1), Robert (40-1) e Robert (42-1); Diego Souza (11-2), Madson (34-2) e Robert (41-2).

SANTOS
Felipe; Wesley (Madson), Edu Dracena, Durval e Pará; Arouca, Marquinhos (Maranhão) e Paulo Henrique; Neymar, André (Zé Eduardo) e Robinho.
Técnico: Dorival Júnior

PALMEIRAS
Marcos; Eduardo (Márcio Araújo), Léo, Danilo e Armero; Pierre, Edinho (Ivo), Cleiton Xavier e Diego Souza; Ewerthon (Lincoln) e Robert
Técnico: Antônio Carlos Zago



Palmeiras derruba “favorito” Santos na Vila

Jogando em casa, Santos abriu dois a zero, mas não conseguiu segurar o resultado e acabou derrotado por 4 a 3

O Palmeiras deu mais uma prova de que em clássico realmente não há favorito. Com um futebol bem diferente ao das rodadas anteriores, o Palmeiras surpreendeu o badalado Santos e deixou neste domingo a Vila Belmiro com uma vitória por 4 a 3, em compromisso válido pela 14ª rodada do Campeonato Paulista.

Aos palmeirenses mais antigos, foi a volta dos confrontos dos anos 60, quando o Santos era visto o time da moda, mas sempre encontrava dificuldades contra o rival de Palestra Itália. Neste domingo, Pará e Neymar abriram vantagem para os donos da casa, mas Robert (2) e Diego Souza viraram para o Palmeiras. No fim, Madson igualou novamente o placar, mas Robert definiu a vitória alviverde.

O Santos segue tranquilo no Campeonato Paulista, com 32 pontos, mas vê o fim de uma invencibilidade de 12 partidas. Já o Palmeiras chega a 22 pontos e ganha ânimo para lutar pela vaga nas semifinais.

O jogo

O Palmeiras começou a partida na Vila Belmiro com a intenção de evitar o tradicional abafa do Santos nos minutos iniciais. Em alguns momentos, o time de Antônio Carlos exagerava na força em sua marcação, tanto que Edinho levou cartão amarelo com apenas três minutos por falta em Neymar.

Só que a fase do Santos é mágica. Aos dez minutos, os donos da casa abriram o placar com um golaço de um coadjuvante. Na lateral esquerda da área, Pará recebeu passe de Robinho, cortou Eduardo e, de perna direita, ousou bater por cobertura. A bola entrou no ângulo de Marcos, que ficou paralisado na jogada.

O gol trouxe nervosismo aos palmeirenses. Em um contra-ataque santista, Léo aplicou uma tesoura violenta em Neymar. Os donos da casa exigiram a expulsão, mas o árbitro Antonio Rogério Batista do Prado optou por mais um cartão amarelo.

Na base da movimentação de seu setor ofensivo, o Santos conseguiu superar novamente a marcação palmeirense somente aos 30 minutos, porém foi mortal para chegar ao segundo gol. Paulo Henrique acertou lindo passe para Neymar nas costas da zaga. Com a frieza de um veterano, o craque deu um leve toque por cima de Marcos e saiu para a comemoração.

Pouco depois, Neymar ainda teve a chance de ampliar o placar. Na cara do gol, ele finalizou em cima de Marcos. Quando a torcida já esfregava as mãos e sonhava com uma goleada, o Santos dormiu em campo e levou o empate rapidamente. Aos 40 minutos, Robert fez de cabeça, após falta batida por Cleiton Xavier na direita. Logo em seguida, o camisa 20 marcou mais um ao completar de perna esquerda o preciso cruzamento de Armero. O etapa inicial terminou com o placar de 2 a 2.

No segundo tempo, o clássico continuou emocionante. Em quatro minutos, uma chance para cada lado. Primeiro, foi a vez de Marcos salvar o Palmeiras no chute de Paulo Henrique. Na sequência, Ewerthon desarmou Wesley, invadiu a área e finalizou para fora.

Em nova falha da zaga santista, o Palmeiras fez o que muitos pareciam impossível: virou o placar. Aos 11 minutos, Cleiton Xavier fez o levantamento, Léo cabeceou na trave e Diego Souza completou para as redes.

Ciente de que seu time perdeu a força ofensiva, Dorival Júnior mudou o esquema de jogo. Maranhão entrou na lateral direita e Wesley passou a atuar no meio-campo. Marquinhos foi sacado. Além disso, Zé Eduardo substituiu o apagado André na frente.

As alterações surtiram efeito, o Santos passou a pressionar e acordou sua torcida. Aos 34 minutos, veio o empate. Paulo Henrique foi o autor da assistência para a conclusão de Madson na saída de Marcos.

No fim, Neymar acabou expulso por falta em Pierre e deu nova vida ao Palmeiras. Inspirado, Robert roubou bola no campo de ataque e mandou uma bomba para vencer Felipe. Final: 4 a 3.

Vídeos: (1) Gols, (2) Reportagem do Globo Esporte e (3) do Jornal Nacional.

Santos 10 x 0 Naviraiense

Data: 10/03/2010, quarta-feira, 21h50.
Competição: Copa do Brasil – Primeira Fase – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.336 pagantes
Renda: R$ 158.001,00
Árbitro: Pablo dos Santos Alves (RJ)
Auxiliares: Marco Aurélio Pessanha e Lilian da Silva Fernandes (ambos do RJ).
Cartões amarelos: Arouca, Edu Dracena e Durval (S); Jacó Pitbull, Jean Michel e Tom (N).
Cartão vermelho: Jacó Pitbull (35-1) e Jean Michel (34-2)(N).
Gols: Ganso (06-1), André (27-1), Neymar (29-1), Robinho (32-1), André (37-1) e Marquinhos (45-1); Neymar (09-2), André (14-2), Madson (20-2) e Madson (32-2).

SANTOS
Felipe; Maranhão, Edu Dracena (Giovanni), Durval e Pará; Arouca, Marquinhos, Paulo Henrique Ganso; Neymar, Robinho (Madson) e André (Zé Eduardo)
Técnico: Dorival Júnior

NAVIRAIENSE
Aldo; Giordan, Jaime, Célio Lima e Adriano Lajes; Jean Carlos, Jacó Pitbull, Maílson e Marcelo Castelli (Jean Michel); Cristiano e Tom (Clécio).
Técnico: Paulo de Rezende



Santos dá show, faz 10 a 0 no Naviraiense na Vila e avança de fase na Copa do Brasil

Uma equipe com vocação ofensiva, jogando dentro de casa, diante de um adversário modesto. A combinação não poderia dar em outro resultado. Em noite inspirada, o Santos venceu o Naviraiense por incríveis 10 a 0, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, e classificou-se para a segunda fase da Copa do Brasil. No primeiro jogo, o alvinegro venceu por apenas 1 a 0, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Essa foi a segunda maior goleada da história da competição – O São Paulo também marcou 10 a 0, contra o Botafogo –PB, em 2001. O líder no quesito é o Atlético-MG, que venceu o Caiçara-PI por 11 a 0, em 91.

André, três vezes, Neymar, duas, Madson, duas, além de Robinho, Paulo Henrique Ganso e Marquinhos, uma vez cada, marcaram os gols santistas.

Na próxima fase, o Santos encara o Remo-PA, que passou pelo São Mateus –ES após vencer os dois jogos (2 a 1 e 4 a 1). O primeiro jogo do confronto será realizado na próxima quarta-feira, em Belém.

O sonho do Naviraiense em seguir na Copa do Brasil se tornou pesadelo rapidamente. Logo aos seis minutos, Robinho deu o ar da graça, pedalou, driblou o adversário e encontrou Ganso livre na área para marcar o primeiro gol santista.

Os 20 minutos seguintes deram a impressão de que a equipe visitante poderia aprontar. Além de evitar novos gols santistas, o atacante Tom chutou uma bola na trave. Porém, o lance acordou o alvinegro que marcou mais cinco gols em pouco menos de 20 minutos na primeira etapa.

André fez aos 27, Neymar marcou o seu aos 29 minutos, e Robinho fez um golaço por cobertura aos 32 minutos. Para complicar ainda mais a tarefa do Naviraiense, o volante Jacó Pitibull foi expulso aos 37. Dois minutos depois, André marcou o quinto gol, e no último lance do primeiro tempo Marquinhos, em chute desviado de fora da área, fez o sexto.

“Isso que estamos demonstrando é futebol show. Pedalando na hora que pode, e fazendo gols. A humildade é o caminho para o sucesso e precisamos manter isso para o segundo tempo” comentou Marquinhos.

Em busca de mais gols, Dorival Júnior colocou um sexto jogador na linha de frente santista, Giovanni, no lugar do zagueiro Edu Dracena. Já o treinador adversário reforçou a defesa com a saída do atacante Aldo e a entrada do zagueiro Clécio.

O Santos seguiu inspirado, e pressionando o adversário como se precisasse de mais gols para se classificar. O sétimo foi marcado logo aos 9 minutos por Neymar, que limpou três defensores, o goleiro Aldo, e fez uma “pintura” na Vila.

O goleador da partida, André marcou o oitavo, aos 14 minutos, na última jogada em que Robinho participou na partida. O camisa 7 foi substituído por Madson. Este marcou o nono e o décimo gol santista, aos 20 e 32 minutos respectivamente.