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Fluminense 0 x 1 Santos

Data: 13/06/2018, domingo, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 12ª rodada
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, RJ.
Público: 7.438 presentes (6.745 pagantes)
Renda: R$ 173.580,00
Árbitro: Rafael Traci (PR)
Auxiliares: Ivan Carlos Bohn e Rafael Trombeta (PR)
Cartões amarelos: Matheus Norton e Douglas (F); Alison, Diego Pituca, Renato (S).
Gol: Bruno Henrique (40-2).

FLUMINENSE
Julio Cesar; Ibañez (Sornoza), Nathan e Luan Peres; Matheus Norton, Gilberto, Richard, Jadson (Dodi), Marlon e Douglas; Pablo Dyego (Dudu) e Pedro
Técnico: Abel Braga

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Dodô; Diego Pituca, Alison (Copete), Léo Cittadini e Jean Mota (Renato); Bruno Henrique e Gabigol (Vitor Bueno)
Técnico: Jair Ventura



Sem Rodrygo, B. Henrique salva o Santos em retorno ao time titular

Enquanto dirigentes se reuniam para tratar sobre a venda de Rodrygo, o Santos tentava, em campo, vencer o Fluminense no Maracanã para ao menos amenizar a crise instaurada no clube. O problema é que sem a jovem promessa, o que já estava difícil ficou ainda mais complicado. O pragmatismo e a falta de criatividade voltaram a assolar o Santos no último compromisso antes da pausa para a Copa do Mundo.

Mas se por um lado o Peixe está prestes a perder umas de suas promessas e o desempenho do time está longe de honrar seu dito DNA, a partida dessa quarta-feira serviu para resgatar uma das grandes apostas do elenco santista: Bruno Henrique. Enfim, o atacante voltou a iniciar um jogo como titular depois de sofrer com duas lesões sérias, e foi justamente dele o gol da vitória por 1 a 0, marcado já aos 40 minutos do segundo tempo. Jair Ventura, que nem assim deixa de correr risco de demissão, extravasou à beira do campo, Bruno Henrique chorou, e a noite, que parecia desastrosa, terminou com sentimento de alívio.

A situação ficou feia mesmo foi para Abel Braga, outro que está na berlinda e teve de ouvir vaias e xingamentos após o apito final. Apesar do tricolor não ter podido contar com uma Gilberto, Ayrton Lucas, Léo, Gum, Renato Chaves, Marcos Junior e Matheus Alessandro, a tolerância com a má fase parece ter se esgotado diante da quarta derrota seguida, o quinto jogo consecutivo sem sair de campo com uma vitória.

A situação na tabela do Campeonato Brasileiro ainda é um pouco pior para os paulistas depois de 12 rodadas – o Santos tem um jogo a menos, a fazer com o Vasco –. O resultado levou o Santos aos 13 pontos, na provisória 15ª colocação, e ao menos livrou o clube do risco de passar todo o período de Copa do Mundo na zona de rebaixamento. Em 11º, também enquanto a rodada não termina, com 14 pontos, o Flu não vive situação mais cômoda, na prática.

No dia 19 de julho, os dois times voltam a campo para retomar a competição por pontos corridos. O Peixe, logo de cara, terá o clássico com o Palmeiras, no Pacaembu. Em São Januário, o Fluminense também fará clássico regional com o Vasco.

Bastidores – Santos TV:

Jair exalta Bruno Henrique, diz viver “loucura” e comemora pausa

A vitória do Santos em cima do Fluminense nessa quarta-feira esteve longe de mostrar uma nova cara do Peixe, ou de agradar com um desempenho vistoso. Mesmo assim, os três pontos, quer queira quer não, aliviam um pouco da pressão em cima da equipe e, principalmente sobre o técnico Jair Ventura, que no Maracanã voltou a falar sobre a situação de pressão que tem vivido no comando do Alvinegro Praiano.

“É a situação de todos os treinadores do Brasil. Eu me preparei bastante para isso. Tento fazer o mesmo e ser a mesma pessoa sempre. A minha permanência não depende de mim. Não vou pedir demissão. Sigo fazendo o meu melhor. Quando a bola entra, as coisas aliviam um pouco para a vida do treinador”, comentou o carioca, dono do retrospecto de 14 vitórias, 14 derrotas e sete empates.

“Um marco nosso foi a goleada contra o Vitória (goleada por 5 a 2). Fizemos um grande jogo, mas não conseguimos vencer o Corinthians. Aí perdemos em casa e hoje a gente retoma. Torcedor é paixão. Quando não vence, querem te matar, mas quando vence e joga bem, vem para o seu lado. Vida de treinador é essa loucura, sempre pressionado”, completou.

Nessa quarta, o herói do jogo para os santistas foi Bruno Henrique, atacante que não iniciava uma partida como titular ou ficava em campo por 90 minutos desde dezembro do ano passado por causa de duas lesões, uma no olho e outra na coxa esquerda.

“Um jogo bem equilibrado. Acho que o Santos teve as melhores chances. Aquela cabeçada do Bruno… Depois de tudo o que passamos contra o Corinthians, de jogar melhor e criar as melhores chances na casa do adversário, e a bola não entra, volta aquele filme. Falei para ele que a gente não poderia se abater. E acabou fazendo um lindo gol. É o primeiro jogo do ano dele (como titular). É um cara que eu falo desde que cheguei aqui, de quanto o Santos cresceria com ele. Ainda não está na melhor forma, mas foi importantíssimo”, comemorou.

Os elogios se estenderam ao grupo, já que mesmo sem tempo para treinar, Jair Ventura posicionou seu time em um novo sistema tático, no 4-2-2, diferente do que seus jogadores estão acostumados, muito em função dos desfalques de Rodrygo, Yuri Alberto, Sasha e Arthur gomes.

“Foi (mudança) tática. Perdemos quatro atacantes para esse jogo. Tive de fazer uma mudança tática. Tivemos de mudar por ordem de tudo que aconteceu. Mostra a força do grupo. Mesmo com tantas perdas, tivemos as melhores chances. Importante conseguir jogar no campo do adversário. Vitória estava batendo na trave algumas vezes e agora primeira vitória jogando fora”.

Agora, o Santos terá toda a intertemporada pela frente. Com a realização da Copa do Mundo, o elenco alvinegro ganhará dez dias de folga antes de voltar aos trabalhos, de olho no segundo semestre, que começará, na prática, dia 19 de julho, contra o Palmeiras, no Pacaembu, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. Para Jair, a pausa vem em boa hora.

“Positivo (parada), porque tivemos 12 jogos sem pausa. Praticamente não treina. Fiz mudança hoje sem treinar, essa é a verdade… Nossos melhores resultados foram com a semana cheia. Mas sabemos que não é só o Santos. Só vejo como benéfico (o tempo sem jogos). Muitos desfalques por conta dessa loucura do calendário e pela intensidade que se tornaram os jogos. A importância dessa paralisação é voltar com mais energia. Agora, vem os grandes jogos, os grandes momentos… Eliminatórias da Libertadores, e esperamos conseguir os objetivos”, concluiu.

Bruno Henrique se emociona com gol e comenta drama pessoal

Assim que soou o apito final no Maracanã, Bruno Henrique se entregou à emoção. E não é para menos. O herói do Santos nessa quarta-feira viveu uma noite especial na partida contra o Fluminense, a última antes da pausa para a Copa do Mundo, e ficou até meio perdido, sem saber ao certo o que fazer no gramado carioca com uma clara alegria que transbordava do seu interior.

“Todos sabem o que aconteceu, minha lesão, que me deixou afastado bastante tempo. Sempre fiquei falando: ‘Será que vou conseguir jogar?’ E os médicos que me trataram me incentivaram muito”, comentou, ao Sportv, para em seguida citar o momento de irritação pessoal pelo gol perdido minutos antes de balançar as redes.

“Hoje fui glorificado. O Gabriel falou ‘vai aparecer mais’ depois que perdi o gol. Na outra, tive calma e consegui mandar entre as pernas do goleiro. Dedico o gol à minha mulher, Gisele, e ao meu filho que vai nascer, Lorenzo”, concluiu.

Desde sua estreia na temporada, dia 17 de janeiro, Bruno Henrique não iniciava um jogo como titular do Peixe. Naquele fatídico dia, em Lins, com apenas oito minutos de bola rolando, o atleta de 27 anos sofreu cinco lesões na retina de seu olho esquerdo por causa de uma bolada.

Cirurgia, tratamento no exterior, receio de ser obrigado a deixar o futebol e, enfim, pouco mais de três meses depois, Bruno Henrique voltou a vestir a camisa alvinegra. Entrou no segundo tempo contra o Bahia, na Fonte Nova. Substituiu Rodrygo, ficou cerca de 20 minutos em campo e acabou sofrendo uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda.

Lá se foram mais 36 dias afastado, no departamento médico. Aos poucos, Jair Ventura foi colocando Bruno Henrique no ritmo de seus companheiros. Até que nessa quarta, o treinador não só bancou a titularidade do camisa 27, como o deixou na partida até o fim, o que não acontecia desde 3 de dezembro do ano passado, pela última rodada do Campeonato Brasileiro.

A recompensa de Jair, a alegria de Bruno Henrique e o alívio para os torcedores santistas foram concretizados com o gol salvador marcado aos 40 minutos da etapa final. O tento livra o Peixe do risco de passar o período de Copa do Mundo da zona de rebaixamento e enche de esperança um dos principais jogadores do elenco alvinegro para o restante da temporada.

Diego Pituca e Alison vão desfalcar o Santos contra o Palmeiras

O Santos terá 35 dias para se preparar para a sequência da temporada por causa da pausa para a disputa da Copa do Mundo da Rússia. Mas, é bom o time ficar esperto, pois o primeiro desafio na retomada do Campeonato Brasileiro será logo contra o Palmeiras, no Pacaembu, dia 19 de julho.

Jair Ventura, se estiver no cargo até lá, já sabe que terá problemas para escalar sua equipe, pois nessa quarta-feira, durante a vitória em cima do Fluminense, Diego Pituca e Alison receberam cartões amarelos. Como estavam pendurados, ambos são desfalques certos no clássico.

Ex-jogador do Botafogo-SP, Pituca foi integrado ao time principal do Peixe depois de chamar atenção no Santos B. Desde a goleada em cima do Vitória, o volante vinha sendo titular absoluto.

Já Alison voltou ao time nessa quarta-feira ao se recuperar de um entorse no joelho direito, sofrido no clássico com o São Paulo, dia 20 de maio. Dessa forma, a dupla só fica à disposição para o confronto com a Chapecoense, fora de casa, dia 22 de julho.



Fluminense 3 x 2 Santos

Data: 14/05/2017, domingo, 11h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª rodada
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, RJ.
Público: 9.880 pagantes
Renda: R$ 305.610,00
Árbitro: Wagner Reway (MT)
Auxiliares: Fabio Rodrigo Rubinho e Marcelo Grando (ambos do MT)
Cartões amarelos: Léo (F); Victor Ferraz, Bruno Henrique, Lucas Veríssimo, Lucas Lima e Ricardo Oliveira (S).
Gols: Henrique Dourado (03-1), Victor Ferraz (38-1), Henrique Dourado (47-1); Sornoza (12-2) e Vladimir Hernández (42-2).

FLUMINENSE
Diego Cavalieri; Lucas, Renato Chaves, Henrique e Léo; Orejuela, Wendel e Sornoza (Gustavo Scarpa); Wellington Silva (Marcos Júnior), Richarlison (pierre) e Henrique Dourado.
Técnico: Abel Braga

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Yuri e Jean Mota (Léo Cittadini); Renato, Thiago Maia e Lucas Lima; Vitor Bueno (Vladimir Hernández), Ricardo Oliveira (Kayke) e Bruno Henrique.
Técnico: Dorival Junior



Com dois gols de Dourado, Fluminense mostra força e vence o Santos

Após ter suas últimas atuações questionadas, o Fluminense mostrou força e venceu por 3 a 2 o Santos, neste domingo, no Maracanã, na estreia do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, os tricolores conquistam a primeira vitória na competição, já que os jogos de sábado terminaram empatados. Já os santistas tiveram finalizada a sequência de bons resultados.

Os donos da casa souberam aproveitar melhor os as chances criadas, principalmente no primeiro tempo. Henrique Dourado abriu o placar para o Fluminense, mas viu o Santos empatar com Victor Ferraz. Antes do intervalo, novamente Henrique Dourado deixou os cariocas a frente. Na etapa final, os tricolores chegaram ao terceiro, com Sornoza. Já no fim, os visitantes diminuíram com Hernandez, mas não tiveram tempo para igualar o placar.

O jogo

O Fluminense começou a partida pressionando o Santos e conseguiu abrir o placar logo aos três minutos. Após boa jogada de Léo pela esquerda, Henrique Dourado se antecipou a Yuri e tocou para a rede.

Com a vantagem no placar, os tricolores diminuíram o ritmo e permitiram que o Santos equilibrasse o confronto. No entanto, os paulistas só criaram sua primeira chance de gol aos 15 minutos. Após troca de passes no ataque, a bola sobrou para Jean Mota, que chutou por cima do travessão.

O equilíbrio marcou boa parte do primeiro tempo. As duas equipes se alternavam na tentativa de atacar, mas erravam muito. Com isso, o jogo ficou sendo disputado em ritmo lento, sem grande emoção. Só que aos 38 minutos, o Santos chegou ao empate no Maracanã. Bruno Henrique cruzou pela esquerda e achou Victor Ferraz, que entrou de surpresa na área. O lateral cabeceou cruzado, sem chance para Diego Cavalieri.

Nos minutos finais, o Fluminense voltou a pressionar em busca do segundo gol. Os tricolores assustaram aos 43 minutos. Após escanteio, a bola sobrou para Henrique. O zagueiro chutou, mas acertou a trave direita de Vanderlei. Só que nos acréscimos, os donos da casa ficaram novamente a frente no marcador. Henrique Dourado foi derrubado por Jean Mota na área e o árbitro marcou pênalti. O próprio atacante cobrou para fazer seu segundo gol na partida e deixar os cariocas com a vantagem no intervalo.

O segundo tempo começou movimentado. O Fluminense quase ampliou aos três minutos, quando Richarlison foi lançado, mas viu Vanderlei se antecipar a fazer a defesa. A resposta do Santos veio quatro minutos depois. Bruno Henrique ganhou na raça de Lucas e finalizou para boa defesa de Cavalieri.

Com espaço, os tricolores foram eficientes e chegaram ao terceiro gol aos 12 minutos. Após boa troca de passes, Wendel achou Sornoza na área. O meia dominou e chutou colocado, sem chance para Vanderlei.

O revés não desanimou o Santos, que desperdiçou duas chances no mesmo lance. Após cruzamento, Ricardo Oliveira cabeceou no travessão. No rebote, Bruno Henrique também acertou o travessão de Diego Cavalieri antes da zaga tirar o perigo.

Só que o Fluminense seguia sendo mais perigoso e quase chegou ao quarto aos 20 minutos. Léo tabelou com Henrique Dourado e chutou cruzado para boa defesa de Vanderlei. Depois, foi a vez de Sornoza finalizar, mas parar no goleiro santista.

Com o passar do tempo, o Santos foi obrigado a avançar para tentar diminuir o prejuízo. No entanto, a equipe paulista errava muito na parte ofensiva e pouco incomodava a defesa carioca. Somente aos 39 minutos, os visitantes quase marcaram o segundo. Victor Ferraz fez boa jogada e tocou para Hernandez, mas o colombiano chutou por cima do gol.

De tanto insistir, os paulistas chegaram ao gol aos 42 minutos. Bruno Henrique chutou para o gol, Diego Cavalieri espalmou para frente e Hernandez apareceu para colocar a bola para a rede. Nos minutos finais, o Santos buscou o empate, mas o Fluminense conseguiu segurar a vitória até o apito final.

Bastidores – Santos TV:

Victor Ferraz lamenta derrota para o Flu e prega foco na Libertadores

A estreia do Santos no Campeonato Brasileiro não foi da maneira como os jogadores esperavam. O Peixe foi derrotado por 3 a 2 pelo Fluminense, na manhã deste domingo, no Maracanã. Autor do primeiro gol alvinegro, o lateral direito Victor Ferraz lamentou o resultado e o desempenho defensivo da equipe, que foi vazada por três vezes na partida.

“A gente acabou vacilando no começo, tomando gol, que não era a nossa proposta. Não fomos bem defensivamente, que é o nosso ponto forte. A gente toma poucos gols, nossos números são muito bons, mas hoje tomamos três em um jogo só, o que não é normal”, avaliou Ferraz em entrevista ao canal Premiere no final do jogo.

O camisa 4 santista reconheceu que o calor atrapalhou o Peixe – o jogo foi realizado às 11 horas (de Brasília) e os termômetros registram temperatura na casa dos 30°C – e, aliado ao desgaste do confronto com o Paysandu, na última quarta-feira, pela Copa do Brasil, prejudicaram o estilo de jogo da equipe. Sem muito tempo para lamentar, Victor Ferraz pregou foco no próximo compromisso do Santos, pela Libertadores.

“Hoje fez muito calor e a gente veio de um jogo muito desgastante em Belém, o campo não era bom e a viagem foi muito difícil também. A gente tentou dar o nosso melhor, corremos atrás do resultado. Foi um jogo difícil, queríamos estrear bem, mas não deu. Agora é pensar na Libertadores, que é o nosso principal objetivo da temporada”, declarou.

O Santos volta a campo já na próxima quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), para enfrentar o The Strongest, pela quinta rodada da fase de grupos da Copa Libertadores da América, na Bolívia. A equipe viaja nesta segunda-feira para se ambientar à altitude de 3.660 metros da cidade de La Paz e Victor Ferraz confia no trabalho da comissão médica para recuperar os atletas.

“Tem que descasar a partir de agora, voltar para Santos, porque amanhã já viajamos novamente. Mas eu tenho certeza que o pessoal da fisiologia vai fazer um grande trabalho para estarmos com todo mundo 100% lá na Bolívia”, concluiu.

Dorival vê derrota injusta do Santos e reclama de pênalti não marcado

A derrota por 3 a 2 para o Fluminense na estreia do Santos no Campeonato Brasileiro, neste domingo, no Maracanã, não foi um resultado justo na avaliação do técnico alvinegro Dorival Júnior. O treinador viu sua equipe melhor em campo, buscando mais o jogo e criando mais oportunidades.

“O Santos não mereceria uma derrota aqui de maneira nenhuma por tudo aquilo que jogou, que produziu. A vitória do Fluminense é incontestável, porém o Santos não poderia ter saído daqui derrotado por tudo o que fez”, analisou. “Acabamos sofrendo o segundo gol bem na virada no primeiro para o segundo tempo e isso tenha dificultado um pouco mais. Voltamos, tomamos o terceiro gol, continuamos mantendo a posse de bola, criando, buscando os espaços. Jogamos bolas na trave, tivemos lances favoráveis, mas infelizmente não era nossa tarde”, completou o comandante santista.

Dorival lamentou o gol sofrido logo no início da partida, mais precisamente aos três minutos, e condicionou este fato ao modo como o jogo transcorreu no primeiro tempo, com o Fluminense administrando a vantagem e o Santos buscando o empate. O treinador santistas ainda reclamou de um pênalti não marcado a favor de sua equipe nos instantes finais do confronto.

“Eles se aproveitaram sim (dos 15 minutos iniciais) e a partir daí tiveram o jogo sempre na espera, o Fluminense jogou esperando praticamente durante os 90 minutos. Acho que o importante foi que o Santos teve paciência, rodou bola, criou oportunidades, teve um pênalti absurdo não anotado nos últimos momentos da partida”, protestou.

De acordo com o comandante alvinegro, o árbitro Wagner Reway foi avisado de que os zagueiros do Fluminense estavam segurando os atacantes do Santos nas jogadas dentro da área, mas não deu atenção ao aviso. Dorival considerou o pênalti não marcado como um ‘lance capital’, mas exaltou a produção ofensiva do Peixe.

“Ele (o árbitro) foi avisado ao longo dos 90 minutos que os jogadores estavam sendo muito segurados dentro da área do Fluminense. Foi um lance capital, que poderia ter decidido. Nós tivemos 20 chutes no gol do Fluminense, nove deles no Cavalieri. Foi uma grande partida, não temos que ficar buscando fatos negativos. Ao contrário, o Santos teve muito mais coisas positivas do que negativas, apenas não concretizamos o resultado”, finalizou.


Flamengo 2 x 0 Santos

Data: 27/11/2016, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 37ª rodada
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, RJ.
Público: 33.924 pagantes (37.615 presentes)
Renda: R$ 1.601.982,00
Árbitro: Eduardo Tomaz de Aquino Valadão (GO)
Auxiliares: Alessandro Rocha de Matos (BA) e Bruno Raphael Pires (GO).
Cartões amarelos: Diego (F)
Gols: Paolo Guerrero (05-1) e Diego (39-2).

FLAMENGO
Alex Muralha, Pará, Rafael Vaz (Juan), Réver e Jorge; Márcio Araújo, Willian Arão, Diego, Gabriel (Fernandinho) e Everton; Paolo Guerrero (Leandro Damião).
Técnico: Zé Ricardo

SANTOS
Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz, Yuri e Zeca; Renato (Arthur Gomes), Thiago Maia e Lucas Lima; Vitor Bueno (Léo Cittadini), Copete e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior



Guerrero e Diego marcam, Fla vence o Santos e fica com a vice-liderança

O Flamengo fez sua última partida no Maracanã neste Campeonato Brasileiro, e se despediu de sua torcida com vitória de 2 a 0 sobre o Santos. Guerrero e Diego, ex-Peixe, marcaram os gols do Rubro-Negro, que ainda não havia vencido no estádio na temporada.

Superior durante quase toda a partida, o Flamengo recuperou do próprio Santos a vice-liderança do Brasileirão, e levou a decisão de quem ficará em segundo para o campeão Palmeiras para a última rodada.

Ttodos os confrontos de encerramento, por enquanto, estão programados para as 17h do próximo domingo. O Flamengo visita o Atlético-PR na Arena da Baixada, e o Santos recebe o já rebaixado América Mineiro, na Vila Belmiro.

O Flamengo tem 70 pontos na tabela de classificação, enquanto o Santos, agora terceiro, tem 68.

O jogo

Apesar do sol forte e do calor no Rio de Janeiro, a partida apresentou boa movimentação desde o primeiro tempo. O Santos começou indo ao ataque pela direita. O Lateral Victor Ferraz levantou na área e Muralha tirou de soco. A bola saiu da área, mas Thiago Maia aproveitou o rebote e arriscou o chute. A bola saiu com perigo, à direita da meta Rubro-Negra.

O Fla respondeu aos tês minutos, quando Gabriel recebeu de Diego na entrada da área e tirou do goleiro, mas Victor Ferraz apareceu para afastar o perigo.

Aos cinco, saída de bola errada do Santos, e passe em direção ao meio campo, mas a bola acabou voltando para a frente da área. Paolo Guerrero dominou livre e acertou uma bomba no canto de Vanderlei para abrir o placar.

Com 1 a 0, o Flamengo anulou o ímpeto inicial santista, e passou a controlar o jogo. Apesar do Peixe ter mais posse de bola, era o Flamengo qu levava mais perigo e esteve perto de marcar o segundo antes do intervalo.

Aos 20, após nova saída de bola errada do Santos, Márcio Araújo cobra lateral na ponta esquerda e aciona Jorge. O lateral vai a linha de fundo e, mesmo marcado, consegue mandar para o meio. Vanderlei se estica e corta o lance.

O Peixe respondeu na sequência. Lucas Lima abriu para Vitor Bueno na direita e ele lançou Ricardo Oliveira na área. O atacante tentou o chute cruzado mas a bola bateu na rede pelo lado de fora.

O Fla partiu em contra-ataque rápido aos 25. Diego rolou para Márcio Araújo que correu desde seu campo a entrada da área santista e tentou Guerrero. A zaga tentou cortar, mas Guerrero recuperou e soltou a bomba, que acabou subindo de mais.

No minuto seguinte, Diego cobrou falta da intermediária e levantou na área. Vanderlei saiu, mas não achou nada e a bola sobrou na esquerda para Everton. O meia cruzou e Gabriel testou no travessão.

O Santos tenta mais uma vez pela direita aos 30, e desta vez é Victor Ferraz que recebe e tenta o chute cruzado. A bola não vai com muita força e Muralha defende com tranquilidade.

Aos 38, Pará fez grande jogada pela direita, partiu em direção à area e rolou para Diego no meio. Ele viu Guerrero na esquerda e tocou para o peruano, que tentou o chute mas a bola saiu pela linha de fundo.

O Santos chegou com perigo antes do apito final da primeira etapa. Aos 42, Lucas Lima cobrou escnateio pela esquerda e Copete cabeceou, mas a bola saiu com perigo e não acertou o gol.

A segunda etapa começou movimentada. Em grande tarde, Everton arrancou pela esquerda, cortou para o meio na frente da área e inverteu a jogada para Guerrero. O peruano ajeitou, mas bateu mal na bola e ela subiu muito.

O Santos respondeu, aos 9 minutos, na cobrança de uma falta da intermediária. Vitor Bueno levantou e Ricardo Oliveira entrou sozinho para cabecear. Muralha fez grande defesa, mas o lance já havia sido paralizado e o impedimento do atacante do Santos foi marcado.

O jogo caiu de ritmo, com as duas equipes acusando um certo desgaste. Mas o Flamengo continuava muito mais incisivo em campo, só que perdia oportunidades de ampliar o placar.

Aos 22, tabela entre Diego e Pará pela direita e Everton foi acionado dentro da área. O meia faz o pivo e atrasou para Márcio Araújo bater de primeira e obrigar Vanderlei a se esticar para evitar o gol e mandar para escanteio.

Três minutos depois, Guerrero perdou um gol incrível. Pará recebeu na direita e tocou na frente para Gabriel, que girou e levantou na área. A zaga tentou cortar de cabeça mas a bola sobra do outro lado para o peruano livre. Mas ele, de frente para o gol, matou na coxa e chuta para fora.

O Flamengo chegou ao segundo gol aos 39, e deu números finais ao espetáculo. Em nova trama pela direita entre Pará e Gabriel, o lateral cruzou no segundo pau e Diego se esticou para tocar de primeira, de perna esquerda, para o fundo da rede.

Bastidores – Santos TV:

Dorival vê falhas no último passe e lamenta derrota no Maracanã

A derrota por 2 a 0 para o Flamengo não era o resultado que o Santos queria. O Peixe acabou ultrapassado justamente pelo Rubro-Negro e caiu para o terceiro lugar do Campeonato Brasileiro. Ao analisar o desempenho do time no Maracanã, o técnico Dorival Júnior lamentou o gol sofrido com apenas quatro minutos de jogo e apontou erros no último passe.

“Primeiro, o gol logo de início, deu uma condição favorável. O Flamengo jogou na espera, mas foi agressivo, uma equipe muito bem treinada. O Santos tentou envolver. Pecamos muito no último passe. Foi um jogo difícil, complicado, porém leal. O Flamengo teve merecimento no resultado”, avaliou.

A derrota, porém, não desanima o Santos. O comandante alvinegro garante o time forte para a última rodada, contra o América-MG. Com 68 pontos, o Peixe precisa vencer o Coelho e torcer contra o Flamengo para terminar como vice-campeão brasileiro.

“O campeonato não está definido. Temos mais uma rodada e vamos brigar até o último momento. O Palmeiras é o legítimo campeão, toda equipe está de parabéns. O Santos fez um grande campeonato, assim como Flamengo e Atlético-MG. Foi uma competição bem disputada, um pouco diferente das anteriores. O Santos, por tudo que passou, fez um campeonato brilhante”, declarou.

Apesar de ter pela frente o já rebaixado e lanterna da competição, Dorival não prevê facilidades para o duelo do próximo domingo, na Vila Belmiro, e promete uma equipe atenta durante os 90 minutos para buscar a vitória.

“O Flamengo com certeza lutará até o último instante pela vitória. Teremos novamente uma rodada difícil e complicada. Porém, estaremos atentos e brigando pela melhor colocação”, finalizou o treinador santista.

Ricardo Oliveira lamenta derrota e volta as atenções para o América-MG

No duelo que valia a vice-liderança do Campeonato Brasileiro, o Santos acabou derrotado por 2 a 0 pelo Flamengo, no Maracanã, e caiu para a terceira posição. Insatisfeito, Ricardo Oliveira lamentou o resultado e voltou às atenções para o último compromisso do torneio nacional, diante do América-MG.

“Não dá para prever. Hoje não conseguimos fazer o nosso jogo, apesar de termos possibilidades dentro do jogo. Não conseguimos, não fomos hoje aquela equipe que vínhamos sendo nas partidas anteriores. Agora é pensar no último jogo, dentro de casa, e procurar recuperar esta segunda colocação”, declarou o capitão santista ao canal Premiere.

O Santos volta a campo pelo Campeonato Brasileiro no próximo domingo, às 17 horas (de Brasília) para enfrentar o lanterna e já rebaixado América-MG, na Vila Belmiro. Para terminar a competição em segundo lugar, o Peixe precisa vencer o Coelho e torcer para um tropeço do Flamengo, que visita o Atlético-PR.

Mesmo sem título, Copete vê temporada positiva e quer o vice

Chegou oficialmente ao fim o sonho do Santos conquistar o título do Campeonato Brasileiro. Após a derrota por 2 a 0 para o Flamengo, no último domingo, no Maracanã, o Peixe viu o Palmeiras ficar com a taça ao bater a Chapecoense por 1 a 0, no Allianz Parque. Porém, os jogadores e a comissão técnica do alvinegro não estão desanimados.

Apesar de não trazer o caneco para a Vila Belmiro, o clube faz sua melhor campanha na história do torneio disputado por pontos corridos e ainda garantiu vaga direta na fase de grupos da Copa Libertadores da América de 2017, coisa que não acontecia há quatro anos. Segundo o atacante Jonathan Copete, o trabalho desta temporada pode ser visto com bons olhos pela torcida.

“Minha avaliação é positiva. Tanto para o meu desempenho, quanto para o dos meus companheiros. Fizemos um bom trabalho dentro do campeonato. Sabemos que temos que melhorar ainda mais para a próxima temporada, porque teremos objetivos ainda maiores”, afirmou o colombiano.

Se a temporada do Santos pode ser vista de forma positiva, o desempenho de Copete no clube é para ser aplaudido de pé. Contratado no meio da temporada, ele se adaptou rapidamente ao futebol brasileiro. Com a saída de Gabigol, vendido para a Inter de Milão, em agosto, o atacante assumiu a titularidade e foi decisivo para o Peixe nesta reta final de Brasileirão. Tanto que virou o artilheiro da equipe na competição nacional, com 10 gols, ao lado de Vitor Bueno e Ricardo Oliveira, e também é o maior garçom do time no torneio, com cinco assistências, junto com Jean Mota.

Sem título, o alvinegro ainda luta para ficar com o vice-campeonato. O revés para o Flamengo fez a equipe cair para a terceira colocação. Afinal, terminar em segundo irá render R$ 3,4 milhões a mais no caixa do clube. E para ultrapassar o Rubro-Negro, o Santos precisa bater o já rebaixado América-MG, neste domingo, às 17h (de Brasília), na Vila Belmiro.

“Precisamos do apoio dos torcedores no jogo da última rodada. Pode decidir a segunda colocação na tabela de classificação. Já alcançamos um dos objetivos, que era a vaga direta para a Libertadores mas vamos seguir trabalhando e buscar fazer um grande jogo no domingo”, declarou.

Flamengo 2 x 2 Santos

Data: 02/08/2015, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 16ª rodada
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, RJ.
Público: 51.749 pagantes (61.421 presentes)
Renda: R$ 2.450.700,00
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Rodrigo Henrique Correa (RJ)
Cartões amarelos: Márcio Araújo, Emerson, Wallace e Guerrero (F); Zeca e Werley (S).
Gols: Alan Patrick (39-1) e Emerson (41-1); Ricardo Oliveira (07-2) e Lucas Lima (26-2).

FLAMENGO
Paulo Victor; Pará , Wallace, César Martins e Jorge; Márcio Araújo, Canteros, Éverton (Almir) e Alan Patrick (Gabriel); Emerson e Guerrero.
Técnico: Cristóvão Borges

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Werley, Gustavo Henrique e Zeca; Paulo Ricardo (Marquinhos Gabriel), Renato e Lucas Lima; Geuvânio (Thiago Maia), Gabriel (Neto Berola) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior



Santos reage na etapa final e empata com o Flamengo no Maracanã

Mais de 60 mil pessoas compareceram na tarde de domingo no Maracanã, mas acabaram saindo frustradas. Depois de abrir 2 a 0 no primeiro tempo e desperdiçar várias chances, o Flamengo viu o Santos crescer de rendimento no segundo tempo e alcançar o empate.

O resultado de 2 a 2 fez a equipe da Gávea chegar aos 20 pontos ganhos e ocupar a 11ª posição na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro. O Santos segue em situação difícil. O clube de Vila Belmiro soma 17 pontos na 15ª colocação.

O placar acabou fazendo justiça ao desempenho das duas equipes. O Flamengo foi bem melhor no primeiro tempo – quando marcaram Alan Patrick e Emerson Sheik. O Santos voltou melhor do intervalo. Ricardo Oliveira e Lucas Lima deixaram tudo igual.

O jogo

O Flamengo começou no ataque e o goleiro Vanderlei errou sua primeira saída de bola. Emerson Sheik acabou ficando com o rebote e arriscou, de fora da área, mas a bola saiu, sem levar perigo. Apoiado por uma grande e entusiasmada torcida, o time rubro-negro marcava em cima e não permitia que o Santos tivesse tranquilidade para sair jogando.

Aos cinco minutos, Emerson lançou Guerrero, que concluiu fraco, mas o goleiro Vanderlei, muito nervoso, quase deixou a bola escapar. Dois minutos depois, foi a vez de Márcio Araújo se lançar ao ataque e enfiar para Emerson, mas o zagueiro Werley bloqueou a conclusão do atacante, desviando para escanteio.

Só aos oito minutos é que o Santos chegou à área carioca, e com grande perigo. Ricardo Oliveira se livrou de Wallace e tocou para Gabriel, livre na área, mas Paulo Victor fez grande defesa, impedindo o primeiro gol do Peixe.

Depois dessa jogada, a equipe paulista começou a se soltar dentro do gramado, mas o Flamengo seguia com mais posse de bola. Aos 15 minutos, o lateral esquerdo Zeca falhou e Everton lançou Emerson na área, mas a marcação santista impediu a conclusão do Sheik.

O time dirigido por Cristovão Borges seguiu controlando as ações da partida, enquanto o Santos continuou preocupado em marcar o adversário. Aos 24 minutos, Everton ganhou de Gustavo Henrique e cruzou para Guerrero, mas o peruano não conseguiu alcançar a bola.

O domínio do Flamengo era absoluto. Aos 33, foi a vez de o volante Canteros receber de Pará, na área, e bater com categoria, dando mais um susto no goleiro Vanderlei.

O Santos não conseguia sair da defesa e o Flamengo pressionava cada vez em busca do primeiro gol. O que conseguiu, aos 39 minutos, por meio de Alan Patrick. O meia recebeu de Everton, deslocou-se da ponta para o meio e mandou a bomba, sem qualquer chance de defesa para Vanderlei.

Dois minutos depois, a equipe carioca ampliou. Canteros lançou para Emerson Sheik nas costas da zaga. O atacante avançou e tocou na saída do goleiro santista. Por comemorar com a torcida, o Sheik foi advertido com o cartão amarelo.

No intervalo, até a lutadora Ronda Rousey, vencedora na noite anterior do duelo promovido pelo UFC, apareceu nos camarotes com a camisa rubro-negra e foi muito festejada pelo público.

O Santos voltou para o segundo tempo com o meia Marquinhos Gabriel no lugar do volante Paulo Ricardo, tentativa do técnico Dorival Júnior de aumentar o poder ofensivo da equipe.

E, logo aos sete minutos, o Peixe marcou o primeiro gol. Lucas Lima bateu escanteio e Ricardo Oliveira se aproveitou da desatenção da zaga carioca para cabecear e colocar nas redes de Paulo Victor.

O Flamengo ficou desnorteado com a nova postura da equipe paulista e quase sofreu o gol do empate, aos 11 minutos, quando Victor Ferraz foi lançado por Marquinhos Gabriel, invadiu a área e chutou, mas Paulo Victor fez grande defesa, mantendo a vantagem da sua equipe.

Só depois dos 15 minutos é que o Flamengo voltou a equilibrar as ações. E Paolo Guerrero, muito discreto, apareceu em uma cabeçada que não levou perigo para o gol de Vanderlei. Logo depois, o atacante peruano se livrou da marcação e bateu com perigo.
Aos 20 minutos, Lucas Lima recebeu falta dura de Wallace. O meia bateu colocado e Paulo Victor defendeu, sem dificuldades.

Preocupado com a queda de rendimento da equipe, Cristovão tirou Alan Patrick e colocou Gabriel.

Aos 26 minutos, o Santos, que jogava bem melhor, marcou o gol do empate com Lucas Lima. O meia ficou com sobra na entrada da área e chutou no ângulo. Paulo Victor ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar que ela entrasse.

A torcida silenciou e o Flamengo tentou partir para o desempate. Emerson fez bom lançamento para Guerrero, que tropeçou nas próprias pernas e acabou não conseguindo a conclusão.

Nos acréscimos, o Flamengo pressionou intensamente, mas o goleiro Vanderlei apareceu bem em duas oportunidades e garantiu o empate.

Jogadores do Peixe admitem 1º tempo ruim, mas valorizam reação na etapa final

O confronto entre Flamengo e Santos, neste domingo, no Maracanã, teve dois tempos distintos. No primeiro, os donos da casa dominaram com facilidade e desceram para os vestiários com a vitória parcial por 2 a 0. Na segunda etapa, porém, Dorival Jr sacou Paulo Ricardo, colocou Marquinhos Gabriel no meio de campo e o Peixe tomou a iniciativa, chegando ao empate e calando os mais de 60 mil presentes nas arquibancadas no Maracanã.

“O primeiro tempo nosso foi muito aquém. Nós não jogamos, ficamos só olhando. E se tivesse encaixado aquela bola com o Geuvânio, podíamos ter até saído com a vitória. A atitude mudou no segundo tempo”, analisou o goleiro Vanderlei, responsável por duas grandes defesas no fim da partida.

Renato, experiente volante de 36 anos, também admitiu a mudança de postura do time paulista depois da conversa no vestiário.

“Eu acho que a equipe jogou com coragem no segundo tempo. E, quando teve oportunidade, conseguiu fazer os gols e empatar. A gente veio para buscar a vitória, mas pelo menos não perdemos”, comentou, ignorando até o fato do Peixe manter o jejum longe da Vila Belmiro neste Campeonato Brasileiro.

“A gente ainda não venceu no campeonato (fora de casa). A gente tem que imprimir o ritmo que tem em casa, a gente sabe que é difícil, mas a equipe voltou determinada. Não é fácil buscar esse empate. A equipe lutou muito para isso”, explicou, antes de encerrar. “Não demos o contra-ataque, sofremos no final, o que é normal, mas foi importante o resultado”.

Ricardo Oliveira, que mais uma vez deixou sua marca e, com nove gols, segue na artilharia isolada do nacional por pontos corridos, saiu de campo satisfeito com a atitude do grupo santista contra o Fla.

“Eu acho que esse é o Santos. Eu entendo a indagação de vocês (jornalistas) a cerca do que fizemos no primeiro tempo, mas, no segundo tempo, mostramos do que esse time é capaz. Então, acho que estamos de parabéns. Terminar o primeiro com 2 a 0, com essa torcida… então, é um grande resultado”, concluiu.

Com assistência e gol, Lucas Lima brilha em sua estreia no Maracanã

“Ainda não joguei contra o Flamengo, no Maracanã. Falam que a torcida é diferente mesmo. Vai ser uma experiência única”, falou Lucas Lima, durante a semana de preparação para o confronto deste domingo, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. E, com a bola rolando, o meia santista parece não ter sentido a pressão das 61 mil pessoas presentes no estádio e foi fundamental na reação do Peixe para buscar o 2 a 0 contra e sair do Rio de Janeiro com um ponto para o time da Vila Belmiro.

“É diferente. Falando com o (David) Braz e o pessoal, eles falavam que era diferente. Mas, graças a Deus, deixamos isso de lado e conseguimos o empate”, admitiu o camisa 20.

Com a saída de Paulo Ricardo para a entrada de Marquinhos Gabriel, logo no intervalo do jogo, Lucas Lima ganhou uma companhia no meio de campo no segundo tempo e passou a participar mais do jogo, após um primeiro tempo para ser esquecido.

“A equipe fez um bom segundo tempo. Pecamos muito no primeiro, mas mostramos nossa força no segundo. O time está de parabéns”, analisou o jogador.

Em cobrança de escanteio pela ponta-direita do ataque santista, Lucas Lima conseguiu colocar curva na bola e serviu Ricardo Oliveira para diminuir o prejuízo. Depois, o meia arriscou chute colocado de fora da área e acabou empatando o jogo com um belo gol. O goleiro Paulo Vitor chegou a tocar na bola, mas não evitou o empate por 2 a 2.

Questionado se teve todo o mérito ou se foi beneficiado por uma eventual falha do goleiro flamenguista, Lucas Lima não titubeou. “(Mérito) Todo meu. Indefensável para ele. Acho que foi mais mérito meu do que falha dele por onde a bola foi”, disse, rindo, o jogador.

Por fim, Lucas Lima comentou a mudança de atitude do time após a chegada de Dorival Jr, que agora tem três vitórias, um empate e uma derrota desde que assumiu o lugar de Marcelo Fernandes.

“O time está mais maduro, sim. O Dorival vem cobrando isso, para a gente amadurecer durante os jogos, e acho que a gente está conseguindo”, finalizou.

Ricardo Oliveira vê Peixe capaz de lutar de igual para igual com qualquer equipe

Neste domingo, contra o Flamengo, o Santos mais uma vez não conseguiu conquistar os três pontos atuando como visitante. No entanto, na visão de Ricardo Oliveira, capitão santista, o desempenho do time no segundo tempo prova que a equipe têm condições de aspirar coisas maiores no Campeonato Brasileiro ao invés de ficar na briga contra o rebaixamento.

“Conversamos. Não podemos fazer o primeiro tempo que fizemos. Acho que o Alan (Patrick) foi feliz no gol, mas o segundo gol não podemos permitir que aconteça. Ai você pensa: ‘Jogo contra o Goiás, de novo apagão’, analisou primeiramente, antes de completar.

“Mas a gente foi corajoso, voltou com outra postura. Fizemos rápido o gol e aí o time cresceu. Pelo segundo tempo, dá para tomar como parâmetro que podemos jogar de igual para igual com qualquer time. Nos dá confiança, porque um time grande, como é o Santos, não pode ficar tantos jogos sem vencer fora de casa”, disse.

Em nove jogos longe de seus domínios, o Santos conseguiu apenas três empates e foi derrotado seis vezes. Ricardo Oliveira não esconde o incômodo.

“Estamos tentando, estamos tentando. De fato, está sendo difícil”, admitiu. Porém, depois de ver o Flamengo abrir 2 a 0 no primeiro tempo, o centroavante não negou que o empate no Maracanã tem um sabor especial.

“Acho que, dentro as circunstâncias, nós podemos estar satisfeitos. Porque o primeiro tempo é para esquecer. Ou deixar ali ao lado, para não repetir”, explicou, voltando a salientar a péssima atuação nos primeiros 45 minutos.

E, ao ser perguntado por um repórter sobre seu desempenho pessoal, já que neste domingo o camisa 9 chegou a nove gol e se manteve isolado na artilharia do Campeonato Brasileiro, Ricardo Oliveira não usou de falsa modéstia.

“Estou fazendo a minha função. Meu dever é esse, ajudar a equipe com gols. O Campeonato Brasileiro tem grande jogadores de uma qualidade que não da para questionar. Meu trabalho está sendo bem feito. Espero que continue assim”, analisou o experiente jogador de 35 anos.

Após 1º tempo “inexistente”, Dorival Jr chama atenção para “jogaço”

Independente do time de coração, o amante do futebol que pôde assistir ao duelo entre Flamengo e Santos, neste domingo à tarde, foi presenteado com um grande jogo. O Peixe sucumbiu à pressão rubro-negra diante de mais de 60 mil pessoas no Maracanã, no primeiro tempo, mas encontrou forças para reagir e empatar a partida na etapa final. Os últimos 10 minutos do confronto foram emocionantes, com as duas equipes chegando perto da vitória. E, para Dorival Jr, técnico da equipe paulista, esse é o ponto a se destacar.

“Nós voltamos a ver, no Campeonato Brasileiro, grandes jogos. Acho que é isso que queremos ver. Tivemos um São Paulo e Atlético-MG, o Palmeiras, o Grêmio fazendo bons jogos. O futebol tem que ser novamente acreditável e é isso que nós queremos fazer, recuperar um pouco desse terreno perdido”, disse o técnico, também analisando o desempenho de seu time, durante a entrevista coletiva no estádio carioca.

“O Flamengo também teve um primeiro tempo e o segundo um pouco diferente. O que fica é que foi um grande jogo. É isso que temos que avaliar. O time que sai com 2 a 0, ele fica mais confortável no jogo, mas o Santos foi valente. No primeiro tempo, ele (o Santos) inexistiu. O segundo tempo foi completamente diferente. O Santos começou a ter mais a posse da bola, chegar ao ataque. Poderia ter feito o terceiro (gol), como também poderia ter tomado o terceiro”, completou.

A mexida de Dorival no intervalo da partida foi fundamental para a mudança de rumo do jogo. O treinador mandou Marquinhos Gabriel a campo no lugar de Paulo Ricardo. Deixou o Peixe mais exposto, mas mostrou que não havia jogado a toalha em busca de ao menos um empate. Nem por isso, demonstrou irritação com seus comandados pelo péssimo primeiro tempo.

“Eu não vejo problema tático, porque o que nós trabalhamos foi uma marcação agressiva, diferente do que existiu. O Flamengo criou um volume muito grande. Pecamos muito por não segurarmos a bola e darmos tempo para que a nossa defesa pudesse estar mais compacta, no campo adversário”, explicou, lembrando a dificuldade de manter o mesmo nível durante toda a partida, que chegou perto de 100 minutos, em função dos acréscimos.

“É muito difícil, porque do outro lado você sempre vai ter um adversário que também está buscando as mesmas situações. Quisera eu pudéssemos buscar os 90 minutos dessa forma”, afirmou.

Por fim, Dorival não escondeu sua satisfação pessoal com o empate por 2 a 2, fora da casa. Apesar do Peixe seguir sem vencer longe da Vila Belmiro neste Campeonato Brasileiro, já são três vitórias (uma pela Copa do Brasil), uma derrota e um empate desde que o treinador assumiu o comando da equipe.

“Enfrentamos um adversário de alto nível, com uma torcida que muito forte, mais de 60 mil torcedores, uma pressão muito grande. Acho que ficaram muito mais coisas positivas do que negativas, ainda que eu entenda que a equipe tenha inexistido no primeiro tempo”, finalizou.

Fluminense 2 x 1 Santos

Data: 02/07/2015, quinta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 10ª rodada
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, RJ.
Público: 13.002 presentes (11.437 pagantes)
Renda: R$ 325.100,00
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)
Auxiliares: Marcus Vinicius Gomes (MG) e Ivan Carlos Bohn (PR)
Cartão amarelo: Wagner e Gerson (F); Werley, Thiago Maia e Daniel Guedes (S).
Gols: Fred (39-1); Ricardo Oliveira (08-2) e Lucas Gomes (35-2).

FLUMINENSE
Diego Cavalieri; Wellington Silva, Henrique, Antônio Carlos e Giovanni; Edson, Jean, Wágner (Pierre) e Gerson (Gustavo Scarpa); Marcos Junior (Lucas Gomes) e Fred.
Técnico: Enderson Moreira

SANTOS
Vladimir; Daniel Guedes (Caju), Werley, Paulo Ricardo e Victor Ferraz; Thiago Maia, Rafael Longuine (Serginho) e Lucas Lima; Geuvânio (Nilson), Gabriel e Ricardo Oliveira.
Técnico: Marcelo Fernandes



Fluminense bate Santos no Maracanã e retorna ao G4

O Fluminense confirmou a boa fase e derrotou o Santos por 2 a 1, em partida disputada na noite desta quinta-feira, no Maracanã, no encerramento da 10ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado fez o Tricolor das Laranjeiras chegar aos 20 pontos ganhos e assumir a terceira posição. O Peixei, que ainda não conseguiu vencer fora de casa, segue com nove pontos ganhos e ocupa a 16ª posição.

O time dirigido por Enderson Moreira não fez uma partida brilhante, mas realizou o suficiente para superar o adversário na maior parte do tempo. Muito desfalcado, o Santos voltou a mostrar irregularidade e não conseguiu quebrar o jejum que o acompanha desde o início da competição. Fred e Lucas Gomes marcaram os gols da equipe carioca, enquanto Ricardo Oliveira anotou o gol solitário do Peixe.

O jogo

O Fluminense começou a partida com a marcação adiantada, com a intenção de não permitir que os jogadores do Santos tivessem liberdade para organizar as jogadas. Mesmo assim, o primeiro ataque perigoso foi da equipe paulista. Ricardo Oliveira desarmou Edson e lançou Gabriel que chutou rasteiro para uma boa defesa de Diego Cavalieri.

Aos seis minutos, o Tricolor criou seu primeiro momento de perigo em cobrança de falta de Jean que passou muito perto da trave direita de Vladimir. Logo depois, Fred, de calcanhar, colocou Marcos Junior em excelente posição. O cruzamento encontrou Gerson que se atrapalhou e deixou a bola sair, perdendo uma boa oportunidade.

Os dois times mantinham a postura ofensiva, mas a equipe das Laranjeiras ficava mais tempo com a bola, embora encontrasse dificuldades para chegar na área paulista. Marcos Junior se movimentava por todos os lados, mas Gerson e Wagner demoravam a encostar em Fred, o que acabava retardando as ações ofensivas da equipe.

Aos 15 minutos, uma tabela de Jean e Gerson quase surpreendeu a zaga, mas Gerson não entendeu o passe do companheiro e acabou deixando a bola sair. Depois dos 20 minutos, a partida caiu de ritmo porque o Fluminense não conseguia chegar na área paulista, enquanto o Santos, muito retraído, quase não aparecia na área de Diego Cavalieri. Só aos 25 minutos é que o time da Vila chegou com relativo perigo. Após cobrança de escanteio, Geovânio pegou de voleio, mas a bola saiu.

O time dirigido por Enderson Moreira ficava mais tempo com a bola nos pés, mas encontrava dificuldades para penetrar na defesa do time paulista. Aos 39 minutos, o Fluminense marcou o primeiro gol. Após lançamento na área, Gerson deu um toque preciso para a entrada de Fred que cabeceou sem defesa para o goleiro Vladimir. Foi o primeiro gol marcado pelo artilheiro tricolor contra a equipe santista.

O Santos tentou partir para o ataque, mas seguiu encontrando dificuldades para penetrar na defesa carioca e não conseguiu criar qualquer jogada de perigo, até o final do primeiro tempo.

Os dois times voltaram sem modificações para o segundo tempo. O Santos retornou com uma postura mais ofensiva, com os meias mais avançados. Aos quatro minutos, o Fluminense quase marcou o segundo gol. Wellington Silva investiu pela direita e cruzou para Gerson completar, com muito perigo para o gol de Vladimir.

A resposta da equipe paulista veio através de Geuvânio que recebeu de Daniel Guedes e chutou com perigo. Mais agressivo, o Santos acabou marcando o gol de empate, aos oito minutos. Geuvânio fez ótima jogada, se livrou de três marcadores e lançou Ricardo Oliveira que precisou chutar duas vezes para colocar a bola nas redes de Diego Cavalieri.

Insatisfeito com a produção da equipe tricolor, o técnico Enderson Moreira trocou Marcos Junior por Lucas Gomes que passou a jogar aberto pela direita. O Santos, por sua vez, voltou ao esquema cauteloso do primeiro tempo, mais preocupado em defender, o que permitia que o Fluminense aumentasse a pressão.

Aos 25 minutos, o Tricolor perdeu uma chance incrível. Wellington Silva arrancou em velocidade e cruzou para Fred que, de dentro da pequena área, e sem goleiro, conseguiu acertar o travessão. A resposta do Peixe veio em chute de Rafael Longuine que Diego Cavalieri espalmou para escanteio.

Aos 30 minutos, os zagueiros da equipe carioca se atrapalharam e a bola sobrou limpa para Gabriel bater e assustar a torcida tricolor.

O Fluminense desempatou aos 35 minutos. Gustavo Scarpa fez ótimo lançamento para Lucas Gomes que entrou por trás da zaga e cabeceou para marcar. O goleiro Vladimir ainda tocou na bola, mas não conseguiu fazer a defesa.

O Santos partiu para buscar o gol do empate e quase alcançou o objetivo, aos 45 minutos, mas Diego Cavalieri praticou duas grandes defesas e garantiu a vitória.

Ricardo Oliveira lamenta “erros coletivos” e se incomoda com situação

A derrota para o Fluminense na noite desta quinta-feira voltou a colocar o Santos na briga contra o rebaixamento. Em 16º lugar na tabela de classificação, o Peixe está a apenas um ponto da zona da degola. Ao fim do jogo, abatido, Ricardo Oliveira tentou mostrar serenidade, mas não escondeu que a situação começa a ficar mais complicada, já que a equipe segue sem vencer fora de casa.

“É o Campeonato Brasileiro. Quando começa com alguns erros, você acaba pagando por isso. Não tem outra meta a não ser continuar trabalhando, manter a seriedade, saber que o Campeonato Brasileiro é longo, mas não podemos mais cometer erros coletivos, senão fica difícil recuperar. Temos que começar a ganhar para não ficar perto da zona (de rebaixamento)”, analisou o camisa 9, que mais uma vez deixou sua marca, mas não evitou a derrota por 2 a 1, no Maracanã.

“Nós já conversamos muito a respeito. A gente tem feito grandes jogos fora de casa, foi assim contra o Atlético-MG, contra o Inter, e temos perdidos pontos. Hoje não foi uma grande noite. Não fizemos um bom jogo fora de casa e acabamos pagando por isso”, completou.

Victor Ferraz, que iniciou o jogo na lateral esquerda e terminou pelo lado direito, saiu de campo irritado com o revés. “Mais uma vez não deu certo. A gente tentou fazer o resultado. Tomamos uns gols de muito vacilo nosso. Mais uma vez foi um jogo muito igual, muito parelho. Foram momentos cruciais que eles acabaram fazendo os gols”.

O centroavante Nilson, que entrou na segunda etapa para buscar o gol de empate a qualquer custo, lembrou o jogo parelho que o Peixe conseguiu fazer com o Tricolor Carioca e explicou a grande chance perdida por ele.

“Concluí em gol. Infelizmente, saímos com a derrota, mas o jogo foi parelho. Acho que um empate seria mais justo. Na minha chance, a bola ficou pipocando, fui dominar e acabei escorregando”, disse.

Fernandes reclama de primeiro tempo e falha da zaga no segundo gol

O Santos chegou a sua quarta derrota no Campeonato Brasileiro. Todas fora de casa. A equipe da Vila Belmiro não consegue vencer longe de seus domínios e, nesta quinta, sucumbiu ao Fluminense e acabou perdendo por 2 a 1, no Maracanã. Após o jogo, Marcelo Fernandes fez sua análise do confronto da 10ª rodada.

“O Santos que costuma jogar é o do segundo tempo. O primeiro tempo nós não jogamos. Muito abaixo do que esperávamos, não era aquilo que queríamos. Depois, no segundo tempo, o time voltou bem, conseguiu empate e tomamos um gol que a bola passou a um metro e meio de altura, no meio da nossa zaga. Só temos a lamentar”, disse o treinador, em entrevista coletiva.

“A bola estava queimando muito no pé. Teve um lance no primeiro tempo, eu falei para eles no vestiário, que nós trocamos 18 passes. Tocamos, a torcida (do Flu) reclamou e quase chegamos ao gol. Acabou em um escanteio. É isso que a gente precisa fazer mais. Mas não dá tempo de ficar lamentando, o campeonato não permite lamentação”, explicou.

Na próxima rodada, o Peixe recebe o Grêmio na Vila Belmiro. Apesar de atuar em casa, a partida não será nada fácil, já que os gaúchos estão embalados pelas quatro vitórias seguidas. Porém, na 16ª colocação, o Santos não pode pensar em outro resultado a não ser a vitória, se não quiser entrar na zona do rebaixamento.

“O lugar que o Santos está não é o nosso (lugar). Provou nos nove jogos e hoje, tirando no primeiro tempo. Nós vínhamos fazendo jogos bons com essa molecada. Nós sabemos que temos condições de brigar na parte de cima. Agora, realmente a Vila é importante. Nós vamos necessitar do apoio do torcedor. A equipe tem coragem, tem luta e vai dar a volta por cima”, afirmou o comandante alvinegro.