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Santos 4 x 2 Cruzeiro

Data: 11/11/2001, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 23ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 7.818 pagantes
Renda: 66.655,00
Árbitro: Heber Roberto Lopes (PR)
Cartões amarelos: Léo, Cléber e Viola (S); João Carlos, Augusto Recife e Maicon.
Cartão vermelho: Ricardinho (C, 28-2).
Gols: Alex (23-1), Viola (24-1) e Marcelinho Carioca (28-1); Viola (14-2), Elano (30-2) e Oséas (39-2).

SANTOS
Fabio Costa; Preto, Galvan, Cléber (Pereira); Valdir, Renato, Marcelo Silva (Elano), Canindé e Léo (Leandro); Marcelinho Carioca e Viola.
Técnico: Cabralzinho

CRUZEIRO
André, (Bosco), Maicon, Luizão, João Carlos, (Irineu), Sérgio Manoel, Augusto Recife, Ricardinho, Jorge Wagner, Alex (Adriano Chuva), Oséas e Jussiê.
Técnico: Marco Aurélio



Santos vence e espreita 8ª posição

Time bate Cruzeiro e já tem mesmo número de pontos que o Palmeiras, dono da última vaga

Com a vitória de 4 a 2 sobre o Cruzeiro, o Santos aumentou suas chances de classificação à próxima fase do Brasileiro. Está na décima posição, com 35 pontos, como o Palmeiras, em oitavo.

No último domingo, o time havia superado o Grêmio, em seu estádio, pelo mesmo placar. Na próxima quinta, a equipe enfrentará o Internacional, em Porto Alegre, sem dois titulares -o zagueiro Cléber e o lateral Léo, ambos suspensos por cartões amarelos.

O Santos preocupou sua torcida ao sair atrás no placar. Nos 20 primeiros minutos, o jogo transcorreu sob um temporal. Nesse período, as principais chances foram do Cruzeiro que, aproveitando os erros de passe do Santos, ameaçava nos contra-ataques.

Aos 6min, Maicon avançou pela direita, passou por Léo e acertou um forte chute na trave. O predomínio mineiro se consolidou aos 24min, com o gol de Alex. Em cobrança de escanteio de Ricardinho, o meia concluiu de cabeça.

Apesar de não ter conseguido até então ameaçar o gol de André, o Santos virou a partida em cinco minutos. Depois de dar a saída, obteve um escanteio que Marcelinho cobrou à meia altura, e Viola, aos 25min, marcou de cabeça.

Empurrado pela torcida, o time pressionou, e Renatinho, de cabeça, fez outro gol no minuto seguinte, mas o árbitro anulou, anotando falta de Cléber em André.

Aos 30min, o Santos virou. Após confusão na defesa cruzeirense, a bola sobrou para Marcelinho, que acertou um chute forte.
No intervalo, o técnico do Santos, Cabralzinho, partiu para cima do árbitro Heber Roberto Lopes, mas foi contido por policiais. Expulso minutos antes, supostamente por reclamação, o técnico havia se recusado a sair do banco.

De temperamento normalmente pacato, o treinador deixou o gramado revoltado com a decisão do juiz. Segundo afirmou, a expulsão foi injusta porque ele não teria reclamado, mas tentado orientar seus jogadores.

“Ele [o árbitro” falou que não queria conversa e me mandou tomar naquele lugar”, declarou.

Após o intervalo, o treinador tentou voltar ao banco junto com o auxiliar Serginho Chulapa, mas ambos foram obrigados a sair.
Com isso, Cabralzinho ficou assistindo à partida de uma das saídas do gramado. Correndo, o médico Jorge Merouço levava até o banco as instruções do treinador.

Mesmo sem técnico no banco, o Santos voltou melhor e ampliou o placar aos 14min. Em lance pela direita, o lateral Valdir cruzou a bola na área, e Viola completou.

O domínio santista se ampliou com a entrada de Elano no lugar do volante Marcelo Silva. O time passou a tocar a bola com facilidade, envolvendo a defesa mineira.

A situação se complicou ainda mais para o Cruzeiro com a expulsão do volante Ricardinho.

Com um jogador a menos, o time mineiro perdeu a capacidade de reação e ficou à mercê do toque de bola dos santistas, que, aos 30min, fizeram o quarto gol.

Após receber a bola na entrada da grande área, o meia Elano acertou um chute forte no canto esquerdo do goleiro Bosco.
Em um lance isolado, aos 39min, quando o Santos já havia relaxado a marcação, o Cruzeiro conseguiu marcar o segundo, com o atacante Oséas, que chutou fraco de fora da área, mas Fábio Costa não conseguiu interceptar.

Gol do Cruzeiro ajudou, afirma técnico santista

O técnico Cabralzinho atribuiu ao gol inicial do Cruzeiro o desempenho do Santos na partida de ontem. De acordo com o treinador, a equipe estava “sonolenta” antes de levar o gol, que, segundo ele, despertou o time.

“O gol do Cruzeiro foi até benéfico. Naquele momento, a equipe acordou e se superou para virar”, afirmou.

Para o treinador, se a reação não tivesse acontecido com rapidez, o nervosismo poderia ter dominado os jogadores e permitido ao rival assumir o controle do jogo.

“Caso tivéssemos deixado o Cruzeiro crescer na partida, seria uma grande desvantagem para nós”, disse.

O goleiro Fábio Costa afirmou que a segunda vitória consecutiva em casa devolveu a confiança ao grupo, que, após a derrota por 2 a 0 para o Corinthians na Vila, foi ameaçado por membros de torcidas organizadas, que invadiram o CT Rei Pelé.

“Agora, espero que aqueles babacas que invadiram o CT estejam aqui para nos aplaudir”, declarou ele.

No Cruzeiro, a derrota expôs a crise do Cruzeiro, que, antes do jogo, já tinha se agravado pelo atrito entre o técnico Marco Aurélio e o volante Rincón, afastado do grupo por ter se recusado a ficar no banco de reservas.

Ao deixar o campo, o zagueiro Luizão criticou os companheiros: “Na hora em que o jogo fica difícil, todo mundo se esconde. Aí, nós passamos essa vergonha”.

“É preciso ter calma. Vou conversar com o Luizão. Temos de falar entre nós”, disse o técnico.


Santos 4 x 2 Grêmio

Data: 04/11/2001, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 21ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 6.231 pagantes
Renda: R$ 52.080,00
Árbitro: Luciano Augusto Teotônio de Almeida (DF)
Cartões amarelos: Galván e Valdir (S); Marinho, Nenê, Pedrinho, Itaqui, Luís Mário e Fábio de Los Santos (G).
Gols: Marcelinho Carioca (09-1), Viola (20-1), Canindé (24-1), Marcelinho Carioca (33-1) e Luís Mário (34-1); Fábio de Los Santos (23-2).

SANTOS
Fábio Costa; Preto, Galván (Pereira, 42-2) e Cléber; Valdir, Renato, Marcelo Silva, Canindé (Elano, 28-2) e Léo; Marcelinho Carioca e Viola.
Técnico: Cabralzinho

GRÊMIO
Danrlei; Marinho Nenê e Roger; Pedrinho (Rafael, 33-2), Émerson, Itaqui (Fábio de Los Santos, 00-2), Zinho e Rubens Cardoso; Luís Mário e Cláudio Pitbull (Rodrigo Fabri, 00-2).
Técnico: Tite



Marcelinho Carioca marca dois e reabilita o Santos na Vila

Vitória por 4 a 2 sobre o Grêmio alivia clima de tensão sobre jogadores

Os primeiros gols de falta de Marcelinho no Santos surgiram no momento decisivo, e o time da Baixada Santista reabilitou-se no Brasileiro, ao vencer o Grêmio por 4 a 2 na Vila Belmiro.

Além de melhorar a classificação do time, a vitória amenizou o clima de pressão que a derrota da última semana, para o Corinthians, provocou nos jogadores.

Na partida de ontem, o Santos tomou a iniciativa com Marcelinho e Canindé, responsáveis pelas jogadas ofensivas da equipe. Com dois volantes com características ofensivas, o Santos começou marcando a saída de bola do Grêmio.

Explorando as laterais e atraindo a atenção dos zagueiros adversários, aos 6min, Marcelinho cobrou falta com efeito, e Danrlei espalmou. Três minutos depois, o mesmo Marcelinho cobrou outra falta, Danrlei falhou, e o Santos marcou o primeiro gol da partida.

O gol deu tranquilidade para a equipe santista tocar a bola, e, aos 20min, no lançamento de Cléber, o zagueiro Lelê falhou. A bola sobrou para Viola, que invadiu a área e chutou forte no canto.

Atordoado em campo, o Grêmio sentiu a falta de um articulador de jogadas no meio-campo.

Aos 23min, uma jogada entre Marcelinho e Viola quase resultou em gol. Um minuto depois, Canindé recebeu pela direita, livrou-se do zagueiro e chutou com o pé esquerdo.

Danrlei estava adiantado, e a bola bateu primeiro no travessão, depois no chão e entrou.

O Grêmio criou a primeira oportunidade de gol com o meia Zinho cobrando falta.

Aos 32min, o Santos ampliou. Marcelinho cobrou falta pela esquerda, a bola resvalou no zagueiro Marinho e tirou o goleiro Danrlei da jogada. Foi o segundo gol de Marcelinho na partida.

A torcida ainda fazia festa na arquibancada quando o Grêmio foi à frente e Luiz Mário aproveitou o vacilo da zaga rival para diminuir.

No segundo tempo, o Santos procurou administrar o marcador, criando a primeira jogada de perigo aos 9min, em uma cabeçada de Viola. Aos 21min, Preto cometeu falta em Luiz Mário. Zinho cobrou rápido para Delosantos, que chutou de pé esquerdo. A bola desviou em Galván e entrou.

A equipe gaúcha melhorou a marcação no meio-campo e o toque de bola, criando boas oportunidades. No entanto, esbarrou na atuação segura de Fábio Costa.

Com a derrota, o Grêmio perdeu uma invencibilidade de 12 jogos no Brasileiro. A última derrota tinha sido para a Ponte Preta, por 3 a 2, em agosto.

Para o técnico Tite, a equipe foi surpreendida com os gols no primeiro tempo, além da marcação forte e consistente do Santos.

Meia se redime contra seu rival “preferido”

O Grêmio sempre foi um adversário que trouxe alegria para Marcelinho. Quando jogava no Corinthians, marcou um gol que deu o título da Copa do Brasil, de 1995, em cima da equipe gaúcha em pleno estádio Olímpico, em Porto Alegre.

Dessa vez, com a camisa do Santos, foi justamente contra o Grêmio que Marcelinho marcou o gol exigido pela torcida.
“O Grêmio faz parte da minha história vencedora. A galera cobrava os gols de falta, e fiz dois. Eles sempre aparecem nos momentos mais importantes. A vitória de hoje [ontem” é a arrancada do Santos no Brasileiro”, disse Marcelinho.

O atacante Viola, que voltou a marcar gols -o 10º no campeonato-, também sentiu-se aliviado com a vitória. “Sabíamos da nossa responsabilidade, e essa vitória traz tranquilidade. O grupo provou que tem competência. Teve garra, honrou a camisa. A pressão da torcida é compreensível, mas sabíamos do nosso potencial.”

Antes do início da partida, a torcida não gritou o nome de Viola, optando pelo coro: “Viola, joga bola e vai embora”.

O próximo jogo do Santos será contra a Lusa, na quinta, no Canindé. O técnico Cabralzinho não contará com o zagueiro Galván, suspenso.


Santos 3 x 0 América-MG

Data: 16/09/2001, domingo, 15h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 12ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 9.454 pagantes
Renda: R$ 83.805,00
Árbitro: Láo Feldman (RJ)
Cartões amarelos: Paulo Almeida, Léo, Galván, Cléber (S); Índio, Michael e Mirandinha (A).
Gols: Viola (38-1); Viola (19-2) e Marcelinho Carioca (40-2).

SANTOS
Pitarelli; Preto, Galván e Cléber; Russo, Renato (Elano), Paulo Almeida, Robert e Léo; Marcelinho Carioca e Viola.
Técnico: Cabralzinho

AMÉRICA-MG
Ranieri; Édson (Luciano), Índio, Aldo e Michel; Chicão, Claudinei, Ruy e Fabrício; Somália (Narcísio) e Mirandinha (Alessandro).
Técnico: Lula Pereira



Viola e Marcelinho comandam show na Vila

O Santos venceu na estréia de Cabralzinho com gols de Viola e Marcelinho

Num jogo de muita emoção, o Santos venceu o América-MG, por 3 a 0, ontem, na Vila Belmiro, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com a vitória, o Peixe continua vivo na competição e sonha com a classificação. Já a derrota, deixa o time mineiro mais perto do rebaixamento.

Viola, dois, e Marcelinho fizeram os gols do Santos. A partida marcou a estréia do técnico Cabralzinho no comando do Santos, e foi a primeira de Marcelinho Carioca na Vila Belmiro. Com a derrota, o América continua sem ganhar do Santos pelo Brasileiro.

O Santos começou um pouco melhor que o América-MG. Logo no início, Viola quase abriu o placar. O zagueiro Aldo salvou em cima da linha. Na seqüência, Marcelinho finalizou para fora. Apesar do domínio territorial, o Santos não conseguia traduzir a vantagem em gols.

Aos 39min, o Peixe marcou um golaço. Após cruzamento de Robert, Marcelinho tocou de cabeça, tirando o zagueiro Aldo da jogada, para Viola marcar e cumprir a promessa de fazer o gol em homenagem aos “Lalaus do Brasil”. O atacante, que não marcava desde 29 de agosto, dominou e acertou um lindo chute, fazendo seu segundo gol no campeonato.

Aos 43min, o América-MG, por pouco, não empata. O meia Ruy entrou sozinho na área santista e bateu na saída de Pitarelli. O goleiro santista evitou o gol com uma grande defesa.

No segundo tempo, o técnico Lula Pereira trocou Somália, que sentiu uma contusão muscular, pelo atacante Narcízio na tentativa de empatar a partida. Porém, o que se viu foi um Santos melhor que o América.

Viola, que caia pelas pontas, abria espaço para Marcelinho e Robert, e dificultava a marcação da retaguarda mineira. O Coelho insistia e Ruy numa boa finalização exigiu grande defesa de Pitarelli.

Aos 18min, Viola, num lance duvidoso, marcou o segundo dele no jogo. Depois de um cruzamento, Viola, com uma das mãos, fez o segundo do Peixe. A não marcação da falta pelo árbitro Léo Feldman revoltou o técnico Lula Pereira. Ele e os reservas do América invadiram o campo para protestar.

Nem bem o time mineiro recuperava-se do segundo gol, Marcelinho, aos 38min, marcava o seu gol e consolidava a primeira vitória do Santos em um mês. O Pé-de-Anjo tocou para Léo, recebeu cruzamento e marcou de cabeça.



Com duas novidades, Santos tenta apagar trauma em seu estádio (Em 16/09/2001)

Dois atrativos e um trauma serão hoje os ingredientes do Santos para a partida diante do América-MG, às 15h, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro.

Se por um lado o clube promoverá a estréia do técnico Cabralzinho, e Marcelinho atuará pela primeira vez com a camisa do Santos na Vila, por outro o time terá mais uma vez de superar o retrospecto negativo nos jogos em casa.

Nos cinco jogos na Vila neste Brasileiro, além de uma sequência de xingamentos, o Santos obteve três empates, uma derrota e apenas uma vitória. Além disso, está há seis rodadas sem vencer e ocupa só a 16ª colocação na tabela.

“A gente sabe que a torcida vai exigir muito durante a partida. Mas o Cabralzinho comentou durante a semana sobre as dificuldades e pediu para nós pressionarmos o América desde o início para os torcedores ficarem do nosso lado”, afirmou o meia Robert.

Para o jogo de hoje, o time terá dois desfalques. Cabralzinho não poderá contar com o goleiro Fábio Costa, suspenso, e com o volante Válber, vetado pelo departamento médico devido a uma tendinite no joelho esquerdo. Eles serão substituídos por Pitarelli e Renato, respectivamente.

O meia Renato, que durante a competição vem atuando ao lado de Robert na armação das jogadas, terá hoje uma função mais defensiva, auxiliando na marcação ao lado de Paulo Almeida.

A equipe atuará, como tem sido desde o início do Brasileiro, no esquema 3-5-2, com Preto, Galván e Cléber na zaga e os laterais Russo e Leo atuando como alas.

“Eu e o Russo jamais deixamos de apoiar o ataque, tanto no esquema 3-5-2 como no 4-4-2. Com o Cabralzinho, não há tática defensiva”, declarou Léo.

Na zona de rebaixamento, o América precisa vencer hoje. “Estão dizendo lá [no Santos” que os três pontos já estão garantidos, mas eles estão enganados se acham que vão pegar moleza”, disse o meia Fabrício.

Marcelinho faz estréia diante da Vila

O meia-atacante Marcelinho fará hoje o seu primeiro jogo na Vila Belmiro com a camisa do Santos.

Com o passado recente vinculado ao Corinthians, arqui-rival de seu novo clube, ele quer usar a partida como um primeiro passo para cair nas graças dos santistas, que amargam 17 anos sem um título de relevância nacional.

Segundo Marcelinho, a Vila Belmiro deve ser utilizada como um “caldeirão” a favor do Santos. “Vamos passar a pressão para o outro lado”, declarou.

Para ele, o fato de já ter feito dois jogos pelo Santos, contra o Flamengo e contra o Guarani (no qual fez um gol), diminui a ansiedade para entrar em campo hoje.

“Tudo aquilo [a ansiedade” já passou. Agora a intenção é levar o Santos às vitórias, principalmente quando jogarmos na Vila Belmiro, que é a nossa casa.”


Guarani 1 x 1 Santos

Data: 09/09/2001, domingo, 15h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 11ª rodada
Local: Estádio Brinco de Ouro, em Campinas, SP.
Público: 7.787 pagantes
Renda: R$ 67.080,00
Árbitro: Romildo Correia (SP)
Auxiliares: Adriano Augusto Lucas (SP) e Evandro Luiz Silveira (SP)
Cartão vermelho: Fábio Costa (S, 50-1).
Gols: Marcelinho Carioca (10-2, de pênalti) e Élder (12-2).

GUARANI
Gléguer; Luciano Baiano, Marcelo Souza, Edu Dracena e Jadílson; Sangaletti (Fausto), Élder (Cléber), Henrique e Eduardo Marques (Marcinho); Fumagalli e Sinval.
Técnico: Zé Mário

SANTOS
Fábio Costa; Preto, Galván (Pitarelli) e Cléber (Pereira); Russo, Paulo Almeida, Renato, Robert e Léo; Marcelinho Carioca e Viola (Marcelo Silva).
Técnico: Serginho Chulapa (interino)



Serginho deixa o Santos após empate com Guarani

Sem obter nenhuma vitória, treinador entrega o cargo em Campinas

Em uma partida marcada pela demissão de Serginho Chulapa, pelo primeiro gol de Marcelinho em seu novo time e pelo desequilíbrio emocional do goleiro Fábio Costa, o Santos não passou ontem de um empate por um gol com o Guarani, forte candidato ao rebaixamento no Brasileiro-2001.

Insatisfeito com os resultados negativos e com as críticas que vinha recebendo, Serginho anunciou ontem sua saída do comando do time. Em quatro jogos no Brasileiro, ele obteve dois empates e duas derrotas. Cabralzinho, Oswaldo Alvarez e Emerson Leão são os nomes mais fortes para assumir o cargo.

Jogando no Brinco de Ouro, em Campinas, o Santos começou melhor, explorando as jogadas pelas laterais. Mesmo assim, o primeiro tempo foi fraco tecnicamente, com as duas equipes truncadas.

O Guarani, que estreou o técnico Zé Mário e o atacante Sinval, criou raras oportunidades.

O meia Robert se livrou facilmente da marcação de Sangaletti e tentou jogadas com o meia Marcelinho, que teve atuação melhor que na estréia contra o Flamengo.

Aos 13min do primeiro tempo, Élder chutou, e Fábio Costa defendeu. No rebote, Sinval acertou a cabeça do goleiro, que agrediu o atacante e levou cartão amarelo.

O jogo só voltou a ter um lance de perigo 11 minutos depois, com Léo, que driblou dois adversários e, num chute cruzado rasteiro, pela esquerda, quase marcou.

O Guarani chegou ao gol de Fábio Costa aos 31min, em um chute forte de Luciano Baiano pela direita. Aos 39min, Fábio Costa espalmou um chute de Jadílson.

Em lance pela esquerda, Henrique fez falta em Robert, que agrediu o adversário e recebeu cartão amarelo. Fábio Costa atravessou o campo em direção ao lance. Em seguida, dirigiu-se ao auxiliar, foi expulso e discutiu com os companheiros Pereira e Preto. Chulapa optou pela saída de Galván para a entrada do goleiro Pitarelli.

Ainda nos acréscimos do primeiro tempo, Marcelinho cobrou escanteio, a bola esbarrou na zaga do Guarani e bateu na trave.

Na segunda etapa, o Guarani não soube aproveitar a vantagem de um jogador a mais. Aos 9min, Robert lançou Marcelinho, que entrou na área e sofreu pênalti de Edu Dracena. O próprio meia cobrou e marcou o seu primeiro gol com a camisa do Santos.

Marcelinho comemorou com a torcida, com os companheiros do banco de reservas e beijou o distintivo do clube. “Foi legal porque eu estava sem jogar havia 40 dias. Dei dribles, passes e fiz gol. Deu para tirar a ansiedade”, disse Marcelinho.

O empate do Guarani aconteceu três minutos depois, com um chute forte de Élder no canto esquerdo de Pitarelli. Após os gols, as equipes criaram, mas não conseguiram ampliar o marcador.

Corinthians replica Marcelinho

O Corinthians reinicia hoje a batalha jurídica que trava com o meia-atacante Marcelinho. Hoje, o clube deve entrar no TST (Tribunal Superior do Trabalho) com pedido de agravo regimental (revisão) à decisão do corregedor-geral da Justiça do Trabalho, ministro Vantuil Abdala, que cassou a liminar que impedia Marcelinho de atuar pelo Santos.

O Corinthians havia obtido liminar na quarta-feira passada da juíza Maria Aparecida Pellegrina, da 2ª Região do TRT (Tribunal Regional do Trabalho), de São Paulo, impedindo que o atleta jogasse pelo Santos.

A tendência, no entanto, segundo advogados ouvidos pela Folha, é que o TST mantenha a decisão favorável a Marcelinho.

Como ele já atuou pelo Santos, se o Corinthians obtiver sucesso com a medida no TST hoje, Marcelinho estaria impedido de atuar no Brasileiro, de acordo com a lei, que não permite que um atleta defenda mais do que um clube na mesma competição.

O embate principal, no entanto, deve ocorrer em 30 dias, quando Marcelinho entrará com medida definitiva na 74ª Vara do Trabalho de São Paulo para rescindir seu contrato com o Corinthians.

A ação se baseia em declarações do técnico Wanderley Luxemburgo, do vice de futebol Antonio Roque Citadini e de alguns jogadores de que não queriam mais trabalhar com o jogador por ser ele “mau-caráter” e “traíra”.

Marcelinho é acusado por eles de ter telefonado para jornalistas e dito que o meia Ricardinho apanhara de alguns companheiros durante a fase de preparação do time em Extrema (MG).

Outra reclamação do meia-atacante é de que ele teria tido seu direito de trabalho cerceado durante seu período de afastamento.
O clube, porém, nega que tenha impedido o jogador de trabalhar. Durante seu afastamento, Marcelinho treinou em separado no CT de Itaquera, supervisionado por membros da comissão técnica.

Confirmada ou não a decisão do TST em favor de Marcelinho, entretanto, o Corinthians terá duas saídas para tentar receber os R$ 7 milhões que reivindica pelos direitos federativos do jogador. Ou por meio de um acordo com o jogador e com o Santos, o que é muito difícil. Ou pelo contrato de imagem que Marcelinho mantém com o clube por meio da Divina Inspiração Publicidade e Produções Artísticas Ltda. e MPF Produções Comerciais.

“Quando o Marcelinho entrar com a ação na 74ª Vara, terá de mostrar o contrato de imagem dele com o Corinthians”, disse o advogado Leonardo Serafim, especialista em direito esportivo do escritório Demarest & Almeida.



Créditos:
– Vídeo indicado por Danilo Barbosa

Santos 2 x 2 Corinthians

Data: 11/02/1996, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – 5ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 13.087 pagantes
Renda: R$ 140.360,00
Cartoes amarelos: Vágner, Marcos Adriano, Sandro e Macedo (S); André Santos, Bernardo, Carlos Roberto, Silvinho, Ronaldo e Nei (C).
Cartoes vermelhos: Henrique e Edmundo (C); Marcos Paulo e Jean (S).
Gols: Marcos Paulo (40-1), Edmundo (42-1); Marcelinho Carioca (22-2) e Sandro (32-2, de pênalti).

SANTOS
Edinho; Marcos Adriano, Sandro, Jean e Marcos Paulo; Baiano (Ronaldo Marconato), Vágner, Robert (Kiko) e Kennedy (Arthur); Camanducaia e Macedo.
Técnico: Candinho

SANTOS
Ronaldo (Nei); Carlos Roberto, André Santos, Henrique e Silvinho; Julio Cesar, Bernardo, Leônidas (Marcelinho Souza) e Marcelinho Carioca; Edmundo e Mazinho Loyola (Tupãzinho).
Técnico: Eduardo Amorim



Corinthians cede empate ao Santos

Corinthians e Santos empataram em 2 a 2, ontem, na Vila Belmiro. O resultado distancia os dois times dos líderes do Paulista.

Palmeiras (que ontem bateu o Juventus por 4 a 1), São Paulo (que passou pelo América, 3 a 2) e Portuguesa (que ficou no 1 a 1 com o Guarani) dividem a ponta do torneio com 13 pontos cada.

O Corinthians está em quarto lugar, com 11 pontos, e o Santos, em sexto, com 7.

A partida em Santos começou em alta velocidade. Como as equipes jogavam desfalcadas (os santistas estavam sem sete titulares; o Corinthians, sem quatro), contaram as iniciativas individuais.

A primeira chance do time da casa aconteceu aos 15min. Robert cruzou da direita, Kennedy ajeitou de calcanhar e Camanducaia dividiu com Ronaldo, que afastou.

O Corinthians, então, passou a perder oportunidades. Aos 20min, após cruzamento de Marcelinho, Bernardo cabeceou para fora.

Aos 27min, Edmundo tocou para Mazinho, livre, chutar à direita do gol. E, aos 29min, novamente Bernardo, de cabeça, desperdiçou.

Aos 36min, a equipe visitante perdia o zagueiro Henrique, expulso. Quatro minutos depois, sofria o primeiro gol. Marcos Paulo recebeu na esquerda e chutou forte, com efeito, marcando um belo gol.

Mas, logo aos 42min, Marcelinho cruzou da direita e Edmundo cabeceou, quase sem ângulo, para empatar o jogo: 1 a 1.

O Santos reagiu com Macedo acertando a trave de Ronaldo aos 44min. E, aos 45min, o atacante corintiano Edmundo foi expulso por agredir o santista Sandro.

Mesmo com dois jogadores a mais, o Santos voltou lento para o segundo tempo. A vantagem não durou muito. Aos 15min, já havia perdido dois atletas: Marcos Paulo e Jean foram expulsos.

Em igualdade de condições, o Corinthians partiu para cima, impulsionado pelas tabelas de Marcelinho e Tupãzinho, que entrara no lugar de Mazinho Loiola.

O meia-atacante, num toque sutil, levantou a bola e deu um “lençol” no meia Ronaldo. Sem deixar a bola cair, chutou forte, sem chance para Edinho. Um golaço colocava o Corinthians na frente.

A reação santista veio aos 32min. Carlos Roberto fez pênalti em Vágner. Sandro cobrou e definiu o placar em 2 a 2.

Expulsões irritam Candinho

O técnico Candinho se mostrou inconformado com as expulsões sofridas por seu time.

“Conversei com os jogadores no intervalo e cansei de pedir para eles evitarem agarrões e faltas por trás. Foi só começar o jogo e tivemos dois expulsos”, disse o treinador após a partida.

“Ainda não consegui escalar o mesmo time em dois jogos seguidos. Depois, o técnico é o culpado”, afirmou.

O diretor de futebol do Santos, José Paulo Fernandes, também estava irritado. “Os jogadores serão multados. Tivemos seis expulsões em cinco jogos”, afirmou.

O zagueiro Jean considerou o árbitro rigoroso na sua expulsão. “Foi um lance confuso. Eu não merecia o cartão. Ele quis compensar”, disse.

Para atenuar os problemas, Giovanni, Gallo e Cláudio voltarão ao time no sábado, contra a Ferroviária. O meia-atacante Marcelo Passos, com um entorse no tornozelo direito, é dúvida.

Sobre a vinda de reforços, a diretoria evita o assunto. O treinador insiste na vinda de um zagueiro, um lateral e mais um atacante.

Corinthians e Santos culpam falta de controle emocional

O desequilíbrio emocional dos jogadores do Santos e do Corinthians era o assunto mais comentado nos vestiários da Vila Belmiro, logo após o empate de ontem.

Os corintianos responsabilizaram o árbitro Flávio de Carvalho e as más condições do estádio pelo nervosismo em campo. “Dá para jogar num estádio em que você tem que fazer o aquecimento fora do vestiário por falta de espaço?”, perguntou Ronaldo.

O meia-atacante Marcelinho, autor do segundo gol do Corinthians, o mais bonito do jogo, é da mesma opinião. “Para bater escanteios, você recebe sapatos e pilhas de rádio. Tudo isso enervou.”

Marcelinho não quis comentar a expulsão de Edmundo. “Não julgo comportamentos, mas ele precisa ter mais equilíbrio.”

O meia-atacante estava eufórico com o gol. “Foi importante, pois provei que não faço só de falta.”

O Santos, que tinha 11 contra 9 jogadores ao final do primeiro tempo, desestruturou-se no segundo, quando sofreu duas expulsões.
“Jogamos fora a vantagem”, disse o goleiro Edinho.

O técnico Candinho concorda que seu time foi “ingênuo”. “Depois de terem sido roubados no Brasileiro, eles entram em campo achando que vão ser sempre perseguidos”, declarou.

Segundo Candinho, ele teve sérias conversas com os jogadores após a polêmica derrota para a Portuguesa. “O Jean e o Marcos Paulo estavam proibidos de fazer qualquer tipo de falta.”

Clodoaldo Tavares Santana, dirigente santista, não entendeu as reclamações do adversário. “Eles acham o Parque São Jorge melhor do que a Vila?”, ironizou. Clodoaldo reclamou de um pênalti, cometido por Bernardo, não marcado pelo árbitro.

A diretoria corintiana, anteriormente contrária ao jogo na Vila, agora quer que o Palmeiras jogue lá. O argumento: se São Paulo e Corinthians tiveram que atuar em Santos, Palmeiras terá de passar pelas mesmas dificuldades.

Pelé levanta e aplaude Marcelinho

Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, ministro dos Esportes, se levantou e bateu palmas quando o meia-atacante Marcelinho fez o segundo gol do Corinthians contra o Santos.

“Levantei e aplaudi. Foi um golaço”, disse Pelé, que assistiu ao clássico na tribuna de honra da Vila Belmiro.

“O Marcelinho é um grande jogador e ajudou a melhorar o espetáculo”, disse.

Pelé, que esteve no estádio para torcer por seu filho, Edinho, não o responsabilizou pelo primeiro gol corintiano. Mas criticou o atacante Edmundo, expulso ainda no primeiro tempo do jogo.

“A impressão é de que ele não tem mais jeito.”

“Depois do acidente em que ele se envolveu no Rio, liguei para o Edmundo, sugeri que ele viesse para o Corinthians, e, agora, acontece isso…”

Para Pelé, a atitude do atacante corintiano não tem justificativa. “Ele passou dos limites e acabou prejudicando o próprio Corinthians.”

Eduardo Amorim faz crítica à torcida

O técnico Eduardo Amorim “perdoa” os jogadores do Corinthians pelo excesso de cartões no clássico contra o Santos.

“Sofremos mil provocações. Eu vejo pelo banco de reservas. O técnico não tem condições de trabalhar. Se eu me levantava para dar instruções, vinha cervejada, mijo, tudo em cima da gente”, afirmou.

Amorim reclamou também da postura dos gandulas, que teriam provocado atletas do Corinthians. “Eles têm que ser instruídos e manter a imparcialidade.”

Quanto à expulsão de Edmundo, o treinador não quis falar sobre uma possível punição. “Não vi o lance, não sei direito o que aconteceu.”

Sandro faz gol e leva soco

O zagueiro Sandro marcou o gol de empate do Santos e foi protagonista no lance que resultou na expulsão de Edmundo. Sandro teria levado um soco do atacante do Corinthians, que, para ele, “perdeu a cabeça”.

Repórter – Como foi o lance do Edmundo?
Sandro – Estávamos batendo boca. Ele estava reclamando do árbitro, alegando que ele não estava marcando as faltas. Falei para ele que não adiantava nada reclamar e prosseguir a jogada. Ele se virou e me deu um soco no rosto. É um grande jogador, mas perdeu a cabeça. Desse jeito, não vai mais voltar à seleção. Um dia, ele vai encontrar alguém que revidará as agressões. Já aconteceu.

Repórter – Você pensou em revidar?
Sandro – Nem deu tempo. Se ele quiser dar outro soco, pode dar. Sou um jogador leal, jogo duro, mas na bola. Nunca agredi um companheiro de profissão.

Repórter – Faltou experiência ao Santos para vencer o clássico?
Sandro – Talvez. Sabíamos que corríamos o risco de ter alguém expulso porque o Corinthians estava com dois jogadores a menos. Foram lances que poderiam ter sido evitados. Temos que analisar muito bem essas expulsões. Isso não pode mais acontecer. O Candinho havia nos alertado no intervalo.

Edmundo vê “perseguição”

O atacante Edmundo, expulso pela primeira vez com a camisa do Corinthians, acha-se “perseguido”.

“Ele passou o jogo me provocando, fazendo falta e depois vai se fazer de santinho”, declarou, referindo-se ao zagueiro Sandro. Um suposto soco de Edmundo no santista ocasionou o cartão vermelho.

Repórter – O que aconteceu no lance com o Sandro?
Edmundo – O bandeirinha deveria saber.

Repórter – Você deu um murro nele?
Edmundo – Ele passou o jogo me provocando, fazendo falta e depois vai se fazer de santinho.
Ele tinha que ter sido expulso, mas como não é o Edmundo, tudo bem.

Repórter – Você está sendo perseguido?
Edmundo – O pessoal pega no pé do Edmundo. Eu sou o culpado por tudo. É fácil aparecer às minhas custas.

Repórter – Na sua saída de campo, os torcedores santistas não pararam de provocar. Como você se sentiu?
Edmundo – Essa turma não tem mãe. Eu não falaria estas coisas para ninguém.
Não se brinca com a vida dos outros, mas como é a vida do Edmundo…