Navegando Posts marcados como Marcelo Passos

Santos 2 x 0 Juventus

Data: 11/05/1995, quinta feira, 20h30.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 3.663 pagantes
Renda: R$ 21.326,00
Árbitro: Cláudio Cerdeira
Cartões amarelos: Marcos Paulo (S); Nenê e Luizão (J).
Gols: Jamelli (21-1) e Marcelo Passos (41-1, de pênalti).

SANTOS
Edinho; Silva (Ronaldo), Marcelo Fernandes, Marcelo Moura e Marcos Paulo; Gallo, Carlinhos, Giovanni (Ranielli) e Marcelo Passos (Demétrios); Camanducaia e Jamelli.
Técnico: Joãozinho Rosa

JUVENTUS
Gilmar, Anderson Lima, Nildo, Sangaletti e Nenê; Ramos, Luisão, Fernando Diniz (Carmo) e Márcio Griggio (Mauro): Fabiano e Neto.
Tácnico: Basílio



Santos, comandado por Giovanni, vence Juventus por 2 a 0, na Vila Belmiro

O Santos venceu ontem o Juventus, na Vila Belmiro, por 2 a 0. O resultado foi conquistado no primeiro tempo, em dois contra-ataques comandados por Giovanni. O Santos assume o segundo lugar no Paulista, com 39 pontos.

O primeiro gol surgiu aos 21min do primeiro tempo. Em um cruzamento, a bola sobrou para Camanducaia. O ponta chutou, a bola desviou em Jamelli, que fez seu terceiro gol no Paulista.

Aos 40 minutos, em novo contra-ataque, o Santos fez o segundo gol. Giovanni lançou Jamelli que foi derrubado dentro da área. Os jogadores do Juventus reclamaram que a falta teria sido cometida fora da grande área.

Marcelo Passos cobrou e fez o 12º gol no torneio, igualando se a Giovanni na artilharia do time.

No segundo tempo, o Juventus tentou jogar no ataque, mas errava nos passes. O Santos apenas tocou a bola e esperou o jogo acabar.



Jamelli muda estilo de jogo (Em 11/05/1995.)

O jogador Jamelli, 20 anos, mudou o seu estilo de jogo no Santos. Na nova função, armando as jogadas ofensivas no meio-campo, ele disse que foi obrigado a “pensar mais taticamente”.

Repórter – De centroavante, você hoje atua mais recuado, armando as jogadas ofensivas. Você é o cérebro do time?
Jamelli – Não. Mas a função me obriga a pensar mais taticamente. Hoje, eu jogo em todas as partes do campo. É preciso pensar rápido e ter boa visão de jogo para acionar os companheiros.

Repórter – Você está tendo sucesso?
Jamelli – Todos os meus companheiros de ataque têm feito muitos gols (Giovanni, 12 gols; Marcelo Passos, 11 e Macedo, 5 gols). Acho que é uma prova que o sistema está funcionando direitinho.

Repórter – O Paulista está muito violento?
Jamelli – Não vejo deslealdade. Agora, perto do final do segundo turno, as disputas tendem a endurecer. Os árbitros precisam estar atentos.

Camanducaia vê a ‘maior chance’

Ex-funcionário de um depósito de bebidas na cidade de Camanducaia (sul de Minas Gerais), Marcelo Fernando Domingues de Rezende, 19, o Camanducaia, começa hoje o seu primeiro jogo como titular na ponta direita do Santos.

O ponta substitui o atacante Macedo, que cumpre suspensão por ter levado o terceiro cartão amarelo contra o América, no último domingo, em São José do Rio Preto.

“Sou um ponta no estilo antigo, que gosta do drible. Minha característica é levar a bola até a linha de fundo e cruzar para os atacantes”, afirmou Camanducaia.

“Essa é a primeira vez que começo jogando. É a maior oportunidade da minha carreira”, disse o atacante, que começou nas equipes de base do Santos.
Em 93, “por causa da solidão, da distância da família e de ser pouco aproveitado”, Camanducaia quase desistiu de ser jogador de futebol.
No campeonato deste ano, já marcou dois gols.

“Gosto do jeito de o Edmundo (atacante do Palmeiras) atuar, mas sem o seu lado polêmico. Sou uma pessoa pacata. Só viro animal dentro de campo”, afirmou.


Santos 3 x 1 Corinthians

Data: 30/04/1995, domingo, 18h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 18.719 pagantes
Renda: R$ 192.420,00
Árbitro: Dalmo Bozzano
Cartões amarelos: Carlinhos, Moura, Giovanni e Marcelo Fernandes (S); Viola, Célio Silva, André Santos e Daniel (C).
Cartão vermelho: Marcelo Fernandes (S)
Tempo técnico: Corinthians (26-1) e Santos (24-2).
Gols: Marcelo Passos (31-1), Marcelo Passos (45-2); Célio Silva (27-2) e Macedo (35-2).

SANTOS
Edinho; Ronaldo, Marcelo Fernandes, Cerezo (Marcelo Moura) e Silva; Gallo, Carlinhos, Giovanni (Ranielli) e Marcelo Passos; Jamelli e Macedo (Camanducaia).
Técnico: Joãozinho Rosa

CORINTHIANS
Ronaldo; Vitor (Tupãzinho), Célio Silva, André Santos e Silvinho (Daniel); Bernardo, Ezequiel, Marcelinho Souza e Elivélton; Viola e Marques.
Técnico: Eduardo Amorim



Pressão da torcida ajuda Santos a ganhar

O Santos venceu o Corinthians por 3 a 1, na Vila Belmiro, e é agora o vice-líder do Campeonato Paulista, com 35 pontos.

O Santos começou pressionando, empurrados por sua torcida. Aos 4min, depois de um escanteio cobrado por Marcelo Passos, o lateral-esquerdo Silvinho tirou a bola próximo ao gol.

Três minutos depois, novamente Marcelo Passos ergueu na área, para Gallo, que, de cabeça, passou para as tentativas, bloqueadas, de conclusão de Jamelli e Giovanni.

A nova resposta do Corinthians veio com Marques, que, em jogada pessoal, avançou na área pela direita, mas finalizou fraco para a defesa de Edinho.

Quando o Santos voltava à carga, aos 26min foi concedida a parada técnica para o técnico Eduardo Amorim, do Corinthians. Cinco minutos depois da volta para o jogo, o Santos marcou seu primeiro gol.

Pela esquerda Gallo lançou do meio-de-campo até o setor esquerdo da área do Corinthians, onde o lateral Ronaldo dominou a bola.
Depois, driblou Elivélton e tocou para Marcelo Passos, que completou para o canto esquerdo de Ronaldo.

O Corinthians se lançou ao ataque, mas, com um meio-de-campo mais defensivo que criativo, teve dificuldades para chegar próximo à meta santista.

No último minuto do tempo regulamentar, o Santos alcançou seu segundo gol.

Macedo arrancou pela esquerda e cruzou para Giovanni no meio da área. O meia santista dominou no peito, se desvencilhou de Célio Silva, Silvinho e André Santos e depois dividiu com Ronaldo e Célio Silva.

A bola acabou sobrando para Marcelo Passos chutar para o gol -Ronaldo ainda tocou na bola antes de ela entrar.

No segundo tempo, o Corinthians voltou tentando se aproximar do Santos no placar. Aos 2min, Tupãzinho, que acabava de entrar, trocou passes com Viola, que teve chance de chutar a gol, mas ficou na marcação.

Dois minutos depois, o Santos assustou o goleiro Ronaldo com um chute forte, depois de um rebote, do lateral santista Ronaldo.

Aos 13min, Célio Silva cobrou forte uma falta para a difícil defesa de Edinho no canto direito.

Passados 12 minutos, em um contra-ataque puxado por Jamelli, Giovanni passou para Marcelo Passos, que chutou para a defesa, com o pé direito, de Ronaldo.

Aos 27min, Célio Silva, em sua terceira cobrança de falta, chutou forte no canto esquerdo de Edinho.

O terceiro gol santista surgiu aos 35min do segundo, em jogada de Jamelli, que passou na área para Macedo, que, desequilibrado, tocou no canto esquerdo do goleiro do Corinthians.

Santos vence clássico e é vice-líder

A vitória do Santos por 3 a 1 sobre o Corinthians, no clássico disputado ontem, levou o time à vice-liderança do Paulista-95.

O time divide a posição com a Portuguesa, que, sábado, venceu o Juventus (1 a 0). Soma o mesmo número de pontos do rival (35).

Foi o primeiro clássico realizado pelos dois times na Vila Belmiro, em Santos, o que não acontecia desde julho de 1986 (Corinthians 2 a 0 pelo Campeonato Paulista de 86).

Foi, também, a primeira vitória do Santos em clássicos realizados em sua casa. Nos dois anteriores lá disputados, empatou com a Portuguesa e com o São Paulo, ambos em 1 a 1.

Marcelo Passos elogia a equipe

O meia Marcelo Passos, autor de dois gols do time santista, disse que o Santos “foi o dono do jogo”.

Para ele, o Santos sentiu menos os desfalques. “Os reservas que entraram no Santos tiveram uma atuação notável”, disse.

Repórter – O que determinou a vitória do Santos?
Marcelo Passos – Entramos determinados a apagar a má apresentação com o Guarani (derrota 1 a 2). O Santos foi o dono do jogo.

Repórter – O fato de jogar na Vila foi decisivo?
Marcelo Passos – Não acho. Nós vencemos a Portuguesa no Canindé. A vitória hoje (ontem) se deve a méritos dos jogadores.

Repórter – O Santos sentiu menos os desfalques?
Marcelo Passos – Pode ser. Os reservas do Santos tiveram uma atuação notável. Mas acho que a vitória foi uma conquista coletiva.

Repórter – Você volta a ser o artilheiro do time, ao lado de Giovanni, com 11 gols. A boa fase está de volta?
Marcelo Passos – Sem dúvida. Depois de apresentações ruins, estou novamente brigando pela artilharia.

Repórter – Por ter sido contra o Corinthians, a vitória teve um sabor especial?
Marcelo Passos – Vencer, jogando bem, e contra o Corinthians, é sempre emocionante. Hoje foi um jogo inesquecível.

Esquema recorde controla jogo de ‘alto risco’

A PM (Polícia Militar) montou um esquema de segurança especial com 360 policiais para tentar evitar violência na partida entre Corinthians e Santos, disputada ontem na Vila Belmiro.

Foi a maior operação policial no estádio. A quantidade normal de policiais é de 80 por jogo.

A partida era considerada de “alto risco” pela Polícia Militar porque o estádio da Vila Belmiro, com capacidade para 25 mil torcedores, é pequeno para acomodar as torcidas de dois times grandes.

No primeiro tempo não foi registrado nenhum confronto sério entre torcedores dentro do estádio. As arquibancadas da Vila Belmiro ficaram totalmente tomadas pelos torcedores.

Até as 18h30, apenas uma ocorrência havia sido registrada no 1º Distrito Policial de Santos. Um homem, que se identificou como funcionário do Corinthians, teria tentado entrar no vestiário reservado ao time corintiano. Ele foi acusado de trocar socos com um segurança do Santos.

Após o registro do boletim de ocorrência, o torcedor e o segurança foram liberados. A polícia não divulgou os nomes dos envolvidos.

O comandante da PM em Santos, major Oscar Pereira da Silva, disse que a Polícia Militar “a princípio” foi contrária à realização do clássico em Santos. Depois, quando o jogo foi confirmado pela Federação Paulista, a PM tentou limitar a venda a 18 mil ingressos.

Segundo o major, o Santos não concordou e colocou à venda 20 mil bilhetes. Por questão de segurança, havia nove anos que não era disputado um jogo entre Santos e Corinthians na Vila Belmiro.

PM bloqueia os corintianos

As torcidas organizadas do Corinthians só chegaram ao estádio da Vila Belmiro minutos antes da partida. Quando o jogo começou, mais de mil torcedores ainda estavam fora do estádio.

A razão foi a ação da polícia. Primeiro, foi montado um bloqueio na via Anchieta, para que todos os ônibus descessem em comboio. Por esse motivo, os ônibus das torcidas só chegaram a Santos às 16h50, uma hora e dez minutos antes do início marcado para o jogo.

Na entrada da cidade, houve um novo bloqueio. Cerca de cem policiais revistaram todos os ônibus. Segundo o comando do Batalhão da Polícia Militar em Santos, a revista demorou 40 minutos. Não foram encontradas bombas caseiras nem armas. A PM só apreendeu alguns mastros de bandeira. Com isso, a maioria dos torcedores corintianos só chegou ao estádio 12 minutos antes do jogo.

Mesmo a entrada não foi simples. As torcidas entraram uma a uma. A Gaviões da Fiel só se posicionou quando o Santos já havia entrado em campo.

Com a entrada da Gaviões, o espaço da torcida corintiana lotou. Aí, cerca de mil torcedores, segundo a PM, invadiram uma área vazia do estádio, que ficava entre as duas torcidas.

A torcida santista chegou a jogar algumas pedras, mas a PM controlou o incidente.



Fonte: Estadão Pág. 1 e 4

Portuguesa 1 x 2 Santos

Data: 22/04/1995, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio do Canindé, em São Paulo, SP.
Público: 12.721 pagantes
Renda: R$ 127.069,00
Árbitro: Oscar Roberto de Godói
Pedido de tempo: Santos (2º tempo)
Cartões amarelos: Ildo, Jorginho, Capitão e Edinho (P); Gallo (S).
Cartão vermelho: Jorginho (P)
Gols: Betinho (11-1), Marcelo Passos (32-1, de pênalti) e Marcos Paulo (41-1).

PORTUGUESA
Paulo César; Edinho, Jorginho, Ildo e Zé Roberto; Norberto, (Jorge Andrade), Capitão, Betinho e Zinho (Roque); Flávio e Paulinho McLaren.
Técnico: Candinho

SANTOS
Edinho; Silva, Cerezo, Narciso, (Marcelo Moura) e Marcos Paulo; Gallo, Carlinhos, Giovanni e Marcelo Passos (Ranielli); Macedo (Camanducaia) e Jamelli.
Técnico: Joãozinho Rosa



Santos permanece invicto em clássicos no Paulista

A vitória de 2 a 1 sobre a Portuguesa, sábado, no Canindé, manteve a invencibilidade do Santos em clássicos disputados no Campeonato Paulista deste ano.

No primeiro turno, o time da Vila Belmiro empatou com Palmeiras (2 a 2), Portuguesa (1 a 1), Corinthians (0 a 0) e São Paulo (1 a 1). No próximo domingo, a equipe recebe o Corinthians na Vila.

O técnico Joãozinho afirmou após o jogo que o Santos fez “a sua melhor apresentação no campeonato”. “Foi um grande jogo e vencemos uma das equipes mais bem estruturadas do Paulista”, disse Joãozinho. Ele reservou elogios especiais ao meia Giovanni, considerado o destaque da partida.

“O Giovanni foi brilhante. Nos últimos jogos, ele não vinha aparecendo muito para a torcida, apesar de estar realizando uma função tática muito importante.”

Para o atacante Jamelli, o Santos ainda apresenta falhas que precisam ser corrigidas nos próximos jogos. “Continuamos perdendo cerca de cinco ou seis chances de gol por jogo. Felizmente, contra a Portuguesa, fizemos dois e conseguimos a vitória.”

No jogo de sábado, o Santos chutou três vezes a bola na trave no segundo tempo e poderia ter ampliado o placar.

O time volta a jogar na quinta-feira, contra o Guarani, na Vila Belmiro. Os zagueiros Narciso e Maurício Copertino, ambos contundidos, são as dúvidas do técnico Joãozinho.

Giovanni cria jogadas de gol

O meia Giovanni justificou a sua convocação para a seleção brasileira com uma grande exibição no jogo de sábado, contra a Portuguesa.
O jogador foi o responsável pelos dois gols do Santos -sofreu o pênalti que originou o primeiro e fez a jogada do segundo.

Repórter – O técnico Joãozinho disse que você fez a sua melhor partida no campeonato. Concorda?
Giovanni – Sim. Estamos no caminho certo. O segredo é a união do grupo, que cresce a cada dia.

Repórter – Mas você discutiu asperamente com um colega (Marcelo Fernandes) durante um jogo…
Giovanni – Isso acontece no calor de uma partida. Mas não restou qualquer ressentimento e o Marcelo continua sendo meu amigo.

Repórter – Qual foi a sua principal virtude na partida diante da Portuguesa?
Giovanni – Explorei o meu forte, que é partir de trás, com a bola dominada. Os dribles, eu herdei dos tempos de futebol de salão.

Candinho descarta abatimento

A derrota para o Santos, sábado, acabou com uma invencibilidade de 38 partidas da Portuguesa no Canindé. O time não perdia em seu estádio desde setembro de 1993.

Apesar disso, o técnico Candinho disse que o resultado não irá prejudicar a campanha do time, nem o desempenho dos jogadores.

“Desde o primeiro turno eu vinha preparando o espírito dos jogadores para quando esse momento chegasse. Nenhum time consegue permanecer tanto tempo invicto”, disse Candinho.

O zagueiro Jorginho concordou: “Agora que perdermos no Canindé, vamos poder jogar com mais tranquilidade.”

Candinho disse “ter certeza” que a Portuguesa estará entre os sete times classificados para a fase final do campeonato. “Para isso, precisamos somar mais uns 15 pontos.”

O treinador disse que o Santos mereceu a vitória anteontem, mas lamentou as ausências do zagueiro Gilmar e do meia Caio, ambos suspensos.

“Eles são os meus ‘engenheiros’, comandam a equipe e fizeram falta”, afirmou.

‘Ele desequilibra’, afirma Capitão

Os jogadores da Portuguesa reconheceram após a partida de anteontem que o meia Giovanni foi o grande responsável pela vitória do Santos.

“Demos espaço e ele mais uma vez desequilibrou”, afirmou o volante Capitão.

Segundo o goleiro Paulo César, “faltou atenção” ao time para as jogadas individuais de Giovanni quando a Portuguesa ainda ganhava a partida por 1 a 0.

“Tínhamos que apertar um pouco mais na marcação e esperar o momento certo para dar os contra-ataques.”

O treinador Candinho endossou os elogios ao camisa 10 do Santos. “O Giovanni é um grande jogador, que pode se tornar um craque se mantiver esse desempenho”, disse.

A Portuguesa volta a jogar pelo Paulista na quarta-feira, contra o Rio Branco, em Americana. O desfalque será o zagueiro Jorginho, expulso na partida contra o Santos. Ele será substituído por Ildo.

O meia Caio e o zagueiro Gilmar, que já cumpriram suspensão automática, estão confirmados no time. Zé Roberto e Carlos Roberto disputam a lateral-esquerda. O meia Betinho pode assumir a vaga de Zinho na equipe titular.



Canindé tem clássico dos ‘invictos’ ( Em 22/04/1995 )

As equipes de Portuguesa e Santos possuem objetivos diferentes na partida de hoje, às 16h, no estádio do Canindé. Além da vitória, os times querem manter dois tipos de invencibilidade no Campeonato Paulista.

A Portuguesa não perde em seu estádio (Canindé) desde 15 de setembro de 1993, quando foi derrotada pelo América mineiro, por 2 a 1, no Campeonato Brasileiro.

No total, contando os jogos dos Campeonatos Paulistas de 94/95 e Campeonatos Brasileiros de 93/94, são 38 partidas invictas.

Já o Santos ainda não foi derrotado nas partidas envolvendo os grandes times do campeonato (Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Portuguesa e Santos). Até agora, o time de Joãozinho empatou os quatro clássicos.

No 1º turno do Paulista ficou no 1 a 1 com o São Paulo e com a própria Portuguesa, atuando no estádio da Vila Belmiro, em Santos. Diante do Corinthians novo empate, sem gols, no Pacaembu. Contra o Palmeiras, no Parque Antarctica, foi 2 a 2.

“As invencibilidades não são eternas. Mas espero que não percamos hoje”, disse o técnico Candinho, da Portuguesa. O seu companheiro Joãozinho não concorda.

“Jogamos bem em todos os clássicos. Está faltando só um pouco mais de sorte”, afirmou o treinador santista.

Além das “invencibilidades”, os times possuem quatro jogadores com dois cartões amarelos. O jogador que recebe três cartões amarelos fica impedido de disputar a partida seguinte.

Pelo Santos estão “pendurados” o goleiro Edinho, o lateral Silva, o zagueiro Marcos Paulo e o atacante Macedo.

Na Portuguesa, o goleiro Paulo César, o zagueiro Jorginho, o lateral Carlos Roberto e o atacante Paulinho estão ameaçados.

Joãozinho quer Santos ofensivo

O técnico Joãozinho, 39, faz segredo sobre o esquema tático que o Santos adotará para tentar vencer a Portuguesa, hoje, às 16h, no estádio do Canindé, em São Paulo.

O treinador diz somente que quer o time ofensivo e exige jogadas em velocidade dos jogadores de ataque, principalmente Giovanni e Macedo.

“A estratégia que vou utilizar dependerá de como a Portuguesa vai atuar”, disse.

O time foi praticamente confirmado por Joãozinho. Ele só tem dúvidas na zaga, já que não pode contar com Marcelo Fernandes (suspenso por cartões amarelos) e Marcelo Copertino (machucado).

Marcelo Moura é o mais cotado para atuar na zaga, ao lado de Narciso. Mas o treinador tem outras três opções: Cerezo, Rogério e o aspirante Jean, de 17 anos.

A preparação para o jogo de hoje não incluiu treinamento coletivo, que estava marcado para ontem. O coletivo foi cancelado devido às chuvas e o grupo de jogadores fez apenas um bate-bola na quadra do ginásio da Vila Belmiro.

O Santos vem de três empates consecutivos -contra São Paulo e Novorizontino em casa e diante do Bragantino, fora- pelo mesmo placar (1 a 1).

“A sequência de empates é perfeitamente normal. Nós estamos lutando pela classificação e não importa se estamos conseguindo apenas um ponto por jogo”, afirmou Joãozinho.

Segundo o técnico, a produção ofensiva da equipe é satisfatória. “Em 17 jogos, deixamos de marcar gols em apenas dois ou três.”

Para os jogadores, o time necessita de uma vitória para voltar a ter moral no campeonato. “Temos de ganhar da Portuguesa para manter nossa perspectiva de classificação”, afirmou o atacante Macedo.

Jamelli, o seu companheiro de ataque, também aposta na vitória. Segundo ele, um resultado positivo vai dar tranquilidade para a equipe obter a classificação.

“Deixamos de ganhar pontos importantes dentro de casa e fora dela”, disse Jamelli. “A situação do Santos não é difícil -ao contrário-, mas uma vitória será bem oportuna”, disse.

Segundo Jamelli, a equipe está conseguindo fazer o mais difícil, que é criar as jogadas. O problema, segundo ele, está nas finalizações. “É falta de sorte”, afirmou Jamelli.

No primeiro turno do Campeonato Paulista, Santos e Portuguesa empataram em 1 a 1, no estádio da Vila Belmiro, em Santos. Flávio, para a Portuguesa, e Ranielli marcaram os gols. Neste jogo, o juiz Márcio Resende de Freitas anulou um gol regular da equipe da Portuguesa.

Giovanni está ‘ansioso’

O meia Giovanni não quer ser apenas uma experiência no grupo convocado por Zagallo para o amistoso da seleção brasileira, dia 27, contra o Valencia, da Espanha.

“Vou fazer de tudo para jogar e não ficar somente no banco”, disse o jogador.

Repórter – É o jogo que antecede sua estréia na seleção. Está nervoso?
Giovanni – Não. Estou somente ansioso.

Repórter – Você acredita que poderá ficar com a vaga na seleção?
Giovanni – Lutarei muito para não ficar somente no banco de reservas.

Repórter – Por que o Santos tem marcado poucos gols?
Giovanni – Estamos errando passes e finalizações.

Repórter – Contra o Bragantino, na quarta-feira, você e o Marcelo Fernandes (zagueiro do Santos) teriam se agredido.
Giovanni – Errei uma jogada e ele me pediu explicações. Nós só discutimos.

Candinho usa psicologia para manter ritmo

O trauma por não conquistar um título há 22 anos (última conquista foi o Paulista de 1973) causa um trabalho extra para o técnico Candinho, da Portuguesa para o clássico de hoje contra o Santos.

“Tenho que mostrar aos jogadores que algumas derrotas seguidas não irão impedir nossa classificação”, afirmou o treinador.

Candinho disse que, após a derrota para o Palmeiras, por 3 a 0 na primeira partida do returno, surgiram alguns comentários “venenosos”no Canindé.

“Falsos torcedores e a própria imprensa queriam saber o que havia acontecido com a Portuguesa? Nada.”, afirmou Candinho. “Por isso entramos para enfrentar o Santos com a tranquilidade de quem foi a primeira colocada no turno inicial e que está em primeiro lugar no campeonato”, completou.

Segundo o treinador, o time precisa de 15 pontos -além dos 31 já conquistados- no returno do campeonato para assegurar uma vaga no octogonal final.

“O mais importante é que estamos mantendo uma regularidade durante o campeonato. Estamos conseguindo somar pontos em quase todas as partidas”, disse o atacante Paulinho.

A Portuguesa só perdeu dois jogos no Paulista. Para o Guarani, 1 a 2, e para o Palmeiras, 0 a 3.

No jogo de hoje, o técnico Candinho poderá contar com os retornos do goleiro Paulo César e do atacante Flávio, recuperados de contusão. Outro que volta é o lateral-direito Edinho, que cumpriu suspensão na partida diante do América, na quarta-feira.

O zagueiro Gilmar e o meia Caio, suspensos, estão fora. Ildo e Betinho são os substitutos.


Santos 1 x 1 São Paulo

Data: 09/04/1995, domingo
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 20.000 pagantes
Renda: R$ 196.355,00
Árbitro: José Mocellin (RS).
Cartões amarelos: Silva, Marcelo Fernandes, Gallo, Carlinhos e Jamelli (S); Nélson, Rogério Pinheiro e Catê (SP).
Cartão vermelho: Mona (SP).
Gols: Bentinho (10-1) e Marcelo Passos (25-2, de pênalti).

SANTOS
Edinho; Silva, Marcelo Fernandes, Narciso e Marcos Paulo (Demétrios); Gallo, Carlinhos (Camanducaia) e Ranielli; Macedo, Jamelli e Marcelo Passos.
Técnico: Joãozinho Rosa

SÃO PAULO
Zetti; Pavão, Nélson, Rogério Pinheiro (Thiago) e Murilo; Mona, Axel, Donizete e Juninho; Bentinho (Aílton) e Catê (Cláudio).
Técnico: Telê Santana



Partida tem dois momentos táticos distintos

O clássico de ontem teve dois momentos táticos distintos: até a metade do primeiro tempo, quando o São Paulo se impôs, e a partir daí, quando o Santos dominou.

No início da partida, o time são-paulino simplesmente não permitiu que o adversário se aproximasse do seu gol. Com seus três volantes (meias defensivos), Mona, Axel e Donizete, tomando conta do meio-campo, o São Paulo chegava à área do Santos através de tabelas pelas laterais do campo.

Além disso, a defesa santista se colocava mal e dava espaços para o ataque são-paulino mexer a bola e finalizar.

O gol de Bentinho, aos 10min, foi produto de um lance típico dessa fase da partida.

A partir dos 25min, porém, o Santos passou a utilizar o lado direito do seu ataque, onde o veloz Macedo levava nítida vantagem sobre o zagueiro Murilo, improvisado de lateral-esquerdo.

Os meias Jamelli e Marcelo Passos também começaram a tabelar, abrindo espaços na defesa são-paulina.

No segundo tempo, o meio-campo do São Paulo conseguiu dar maior proteção ao seu lado esquerdo, dificultando a criação de jogadas pelo Santos. O São Paulo tentava os contra-ataques, sempre puxados pelo meia Juninho.

O problema é que Juninho não tinha com quem jogar, já que os volantes -sobretudo após a expulsão de Mona- não avançavam para ajudá-lo.
Com isso, o meia era obrigado a carregar a bola e, na maioria das vezes, acabava desarmado.

Como o São Paulo tinha pouco poder ofensivo, mas marcava bem o Santos, o jogo acabou tendendo para o empate.

Santos empata com ajuda da arbitragem

O Santos dominou a maior parte do clássico com o São Paulo, mas precisou de dois erros do juiz José Mocellin -a expulsão de Mona e a marcação de um pênalti inexistente- para empatar o jogo.

Os primeiros 20 minutos deram uma falsa impressão do que seria a partida. O São Paulo se defendia bem e contra-atacava com perigo.

O time são-paulino quase marcou aos 5min, quando o goleiro Edinho salvou no canto direito um chute de Donizete que desviou em Marcelo Fernandes.

O São Paulo chegou ao gol aos 10min, em jogada pela direita: Donizete cruzou rasteiro, Juninho chutou mal e a bola foi para Bentinho, que mandou para a rede.

O São Paulo só era ameaçado quando o Santos levantava bolas sobre a área. Por duas vezes, o goleiro Zetti saiu mal do gol e o time da casa quase marcou.

A partir dos 25min, porém, o Santos começou a ameaçar e manteve a pressão também no segundo tempo.

Aos 19min, com a expulsão de Mona -a falta em Ranielli não era grave para merecer cartão-, o Santos cresceu mais.

O técnico Joãozinho pôs os atacantes Demetrios e Camanducaia. Este último conseguiu “cavar” um pênalti aos 25min, em disputa com Thiago. Erradamente, Mocellin marcou o pênalti. Marcelo Passos bateu e marcou.

O panorama do jogo não mudou até o final: o Santos pressionando e o São Paulo contra-atacando.

Joãozinho culpa defesa por empate

O técnico Joãozinho criticou a atuação da zaga do Santos no empate de ontem contra o São Paulo. “A defesa proporcionou algumas situações embaraçosas”, declarou. Ele não quis fazer avaliações individuais. Segundo Joãozinho, “nos primeiros 15 minutos, não só a defesa, mas todo o time, foi muito ruim”.

O técnico classificou o empate como um bom resultado. “Mas, se houvesse justiça, nós poderíamos ter vencido, porque o time que mais lutou pela vitória foi o Santos”, afirmou.

Para ele, a vitória “escapou” porque o ataque desperdiçou muitas chances de gol. “Cheguei a ficar preocupado com as oportunidades perdidas. Quem não faz gols, acaba levando”, avaliou Joãozinho.

Para o segundo turno, ele “espera” que a diretoria do Santos contrate reforços.”Eu pedi um zagueiro, um lateral-esquerdo e um ponta-esquerda.”

“Espero que o Santos tenha recursos para providenciar essas contratações, que são muito importantes para continuarmos brigando pela classificação”, disse o técnico.

Ele afirmou ainda que ficou satisfeito com o “ótimo resultado alcançado no 1º turno”.

Telê reclama de sufoco do estádio

O técnico do São Paulo, Telê Santana, disse após o empate de ontem à tarde que jogar na Vila Belmiro “é um sufoco”.

Telê voltou a ameaçar deixar o futebol se Palmeiras e Corinthians não atuarem em Santos no segundo turno do Paulista.

“Se o Corinthians não comparecer à Vila no próximo dia 30, eu não serei mais o técnico do São Paulo. Eles também tem que passar por este sufoco. Enfrentar a pressão da torcida, as garrafadas que atiram das arquibancadas e as duas horas de espera para sairmos ilesos daqui”, disse.

O treinador são-paulino voltou a criticar o presidente da Federação Paulista de Futebol, Eduardo José Farah. “Quero ver se ele cumpre sua palavra e traz o Palmeiras e o Corinthians para Santos. Acho difícil, porque ele é um homem falso.”

O goleiro Zetti deixou o campo irritado.

“Quase fui atingido por uma baqueta (objeto musical de madeira) atirada pela própria torcida do São Paulo”, explicou.

Zetti disse que não acredita em um complô dor torcedores são-paulinos a favor da entrada de seu reserva, Rogério.

“É sempre a mesma meia dúzia de pessoas, e não a torcida toda. Eles deveriam estar felizes porque o São Paulo, com todos os problemas, continua entre os primeiros do campeonato.”

Santistas lamentam ‘afobação’

A maioria dos jogadores do Santos ficou frustrado com o empate. “Perdemos, no mínimo, quatro gols feitos. Isso é imperdoável”, definiu o volante Gallo.

Na opinião do atacante Macedo, que classificou o resultado como ruim, as falhas nas finalizações ocorreram por “afobação”.

O atacante Marcelo Passos se disse “decepcionado” com o empate. “Perdemos a chance de conquistar uma grande vitória contra uma equipe forte.” “Nosso time sempre cria e desperdiça muitas chances de gols. Não sei o motivo, mas hoje foi demais”, desabafou.

Para Carlinhos, substituído no segundo tempo, o time sentiu falta do meia titular Giovanni. “Com ele, o Santos poderia ter goleado”, disse Carlinhos.

Ranielli, substituto de Giovanni ontem, disse que a sua atuação foi prejudicada pela boa marcação feita pelo meio-campo do São Paulo. “Eles marcaram forte. O gol do São Paulo, que tomamos no início do jogo, desestabilizou o time e favoreceu o estilo de jogo deles”, avaliou Ranielli.


Guarani 1 x 3 Santos

Data: 12/03/1995, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, SP.
Público: 8.351 pagantes
Renda: R$ 74.930,00
Árbitro: José Aparecido de Oliveira (SP).
Cartões vermelhos: Marcinho (G, 31-1) e Carlinhos (S, 42-1).
Gols: Marcelo Passos (41-1, de pênalti); Giovanni (04-2), Djalminha (13-2, de pênalti) e Giovanni (37-2).

GUARANI
Hiran; Marcinho, Índio, Marcelo e Dedé; Fernando, Fábio Augusto e Djalminha; Leto (Isael), Luizão e Alex (Fabinho).
Técnico: Givanildo Oliveira

SANTOS
Edinho; Silva, Maurício Copertino, Narciso e Marcos Paulo; Gallo, Carlinhos, Giovanni e Marcelo Passos (Ranielli); Macedo (Cerezo) e Jamelli (Camanducaia).
Técnico: Joãozinho Rosa



Santos derrota o Guarani e já está entre os líderes

O Santos venceu o Guarani por 3 a 1 ontem no estádio Brinco de Ouro, em Campinas, e passou para a liderança do Campeonato Paulista ao lado de Portuguesa, XV de Novembro e Araçatuba.

Foi o terceiro jogo do Guarani sob o comando de Givanildo Oliveira, que substituiu Oswaldo Alvarez —atualmente no Araçatuba.

O Santos jogou o tempo todo no ataque, embora tenha conseguido chegar ao seu primeiro gol através de um pênalti cometido pelo zagueiro Índio no atacante Macedo. O pênalti foi cobrado pelo meia Marcelo Passos, o artilheiro do Santos com sete gols.

O segundo gol do Santos foi marcado no início do segundo tempo pelo meia Giovanni, de cabeça, aproveitando a falha do zagueiro Índio do Guarani.

O centroavante Luizão recebeu o seu terceiro cartão amarelo e não joga no próximo domingo, contra o Bragantino, partida que marca o retorno do meia Amoroso —afastado há três meses devido a uma contusão no joelho esquerdo. O lateral Marcinho, expulso da partida aos 34min da etapa inicial, também desfalca a equipe.

A torcida do Guarani virou para baixo as faixas levadas ao Brinco de Ouro em protesto pelo desempenho do clube.

O meia Djalminha conseguiu acalmar os ânimos ao diminuir o placar 10 minutos depois, em uma cobrança de pênalti. Foi o primeiro gol de Djalminha, uma das estrelas do Guarani, nesta temporada.

No contra-ataque do Santos, Giovanni recebeu a bola na intermediária e partiu para o campo do Guarani. Ele chutou com o pé direito no canto esquerdo do goleiro Hyran e marcou o terceiro gol do Santos. Um golaço.

Euforia preocupa Joãozinho

Os jogadores do Santos comemoraram, após a vitória sobre o Guarani, a passagem para a liderança do Paulista.

Invicto no campeonato, o técnico Joãozinho disse ser preciso evitar que essa festa vire euforia. Ele afirmou que vai manter o mesmo sistema de trabalho para o clássico contra a Portuguesa no próximo sábado, na Vila Belmiro.

Somente durante os treinos desta semana é que ele pretende definir o substituto de Carlinhos no meio-campo. O técnico disse que não pretende mexer no esquema tático, mas quer reforçar um pouco mais o setor defensivo.

O atacante Macedo é dúvida na equipe para o próximo jogo. Ele se contundiu e foi substituído por Cerezo no jogo de ontem.

Ranielli e Camanducaia seriam as opções para o ataque ao lado de Jamelli, com apoio dos meias Giovanni e Marcelo Passos.

“Apesar do pouco tempo que tive quando substituí Marcelo Passos, espero ter oportunidade para ajudar a equipe a conquistar mais pontos ainda”, disse Ranielli.

Sem estrelas, Santos é o único invicto ( Em 14/03/1995 )

Santos e Araçatuba são as atuais sensações do Campeonato Paulista. Desacreditadas no início, ambas as equipes estão agora na liderança do torneio com 15 pontos ganhos, ao lado da Portuguesa e do XV de Piracicaba.

O Santos é o único time invicto do campeonato. Em sete partidas, conquistou quatro vitórias e três empates. Tem 15 gols a favor e oito contra.

Além disso, possui o vice-artilheiro da competição: Marcelo Passos, que fez sete gols em sete jogos.

Outro destaque da equipe é o meia Giovanni. Ele marcou um belo gol na última vitória da equipe, domingo, contra o Guarani.

Além de Giovanni, comprado da Tuna Luso (do Pará), e Jamelli, que veio por empréstimo do São Paulo, o Santos praticamente não fez contratações este ano.

Seguindo a política “pés-no-chão”, implementada pelo diretor Edson Arantes do Nascimento, Pelé, o clube preferiu apostar nas revelações das categorias inferiores.

O Santos pode assumir a liderança isolada do Paulista se vencer ou empatar com o Corinthians amanhã, no Pacaembu.
Sábado, a equipe enfrenta a Portuguesa na reabertura da Vila Belmiro.



Santos tenta no contra-ataque bater Guarani

O Santos, um dos dois invictos do Paulista, deve jogar à base de contra-ataques, puxados por Giovanni e Marcelo Passos.

O técnico Joãozinho está preocupado com a queda no empenho da equipe. O time tem sofrido mais gols no 2º tempo. Para reforçar a marcação, promove a volta do volante Carlinhos, que estava suspenso.

No Guarani, o técnico Givanildo José Oliveira, 46, volta a armar o time com três atacantes, Leto, Luizão e Alex, usado pela primeira vez contra o América, quarta-feira.

A única alteração é na defesa. O zagueiro Cláudio, suspenso, dá lugar a Marcelo, da seleção sub-20 campeã sul-americana na Bolívia.