Marcos Assunção - Acervo Santista

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Santos 5 x 1 Portuguesa Santista

Data: 11/04/1999, domingo, 11h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 5.063 pagantes
Renda: R$ 52.385,00
Árbitro: Flávio de Carvalho
Cartão vermelho: Argel (S).
Gols: Narciso (32-1); Narciso (17-2), Marcos Assunção (20-2), Rodrigão (25-2), Fernandes (28-2) e Aristizábal (36-2).

SANTOS
Zetti; Michel (Ânderson Lima), Argel, Andrei e Gustavo Nery; Marcos Assunção, Narciso, Jorginho e Rodrigo Fabri (Eduardo Marques); Alessandro (Aristizábal) e Rodrigão.
Técnico: Emerson Leão

PORTUGUESA SANTISTA
Wilson Júnior; Jorge Luis, Biluca, Cristiano e Marcos Aurélio (Fernandes); Jadson, Embu, Daniel Frasson e Claudinho (Régis); Curê e Cláudio Millar (Shizo).
Técnico: Varley de Carvalho



Santos goleia no clássico do litoral e continua líder

A Portuguesa Santista resistiu no primeiro tempo, mas no segundo o Santos necessitou de pouco esforço para golear o adversário por 5 a 1 ontem pela manhã no estádio da Vila Belmiro, em Santos.

Com o resultado, o Santos manteve a liderança do Grupo 4, agora com 14 pontos ganhos.

Na etapa inicial, funcionou a estratégia do técnico Varlei de Carvalho, da Portuguesa, de retrancar sua equipe e provocar nervosismo nos jogadores do Santos.

Em um jogo monótono, o time da casa só deu o primeiro chute a gol aos 17min. Aos 30min, a torcida santista já vaiava a sua equipe.

Nem mesmo o primeiro gol do Santos, marcado de cabeça pelo volante Narciso aos 32min, após cobrança de escanteio de Rodrigo, diminuiu a marcação rígida dos jogadores da Portuguesa Santista, que timidamente tentava ameaçar o adversário em contra-ataques.

O caminho para a goleada foi aberto aos 16min do segundo tempo, quando o Santos conseguiu novamente furar o bloqueio da Portuguesa, outra vez por meio de uma cobrança de escanteio de Rodrigo. Argel desviou de cabeça para o gol, mas antes que a bola entrasse, Narciso apareceu para completar de pé direito.

Perdendo por 2 a 0, o sistema de marcação da Portuguesa desmoronou, e o Santos ganhou liberdade para tocar a bola e articular as jogadas de ataque.

“A Portuguesa é um time difícil de enfrentar, mas, depois que eles tomam o primeiro e o segundo, parece que não têm mais ânimo para conseguir se recuperar”, disse o meia Jorginho, autor da jogada do terceiro gol, aos 20min.

Em um lance pelo lado direito do ataque santista, ele invadiu a área e apenas rolou a bola para o volante Marcos Assunção marcar.

Aos 24min, uma falha do goleiro Wilson Júnior permitiu ao Santos ampliar o placar. Ele saiu da grande área para interceptar uma jogada, dominou a bola no peito, mas chutou fraco. Rodrigão se aproveitou do erro e, da intermediária, concluiu para o gol.

O único gol da Portuguesa aconteceu em uma jogada do atacante Curê. Na linha de fundo, pelo lado esquerdo, ele entrou na área, passou pelo zagueiro Argel e cruzou para Fernandes completar.

Quando Aristizábal fez o quinto do Santos, aos 36min, concluindo na saída do goleiro após receber lançamento de Eduardo Marques, o Santos já atuava com dez jogadores -Argel deu um pontapé por trás em Curê e foi expulso.

O técnico Leão disse que o zagueiro será punido com multa. “Ele foi expulso merecidamente. Não precisava bater por trás como ele bateu”, disse o treinador.

Após a partida, indignado com mais uma derrota da equipe -a sexta em sete jogos na segunda fase-, o atacante Curê decidiu abandonar a Portuguesa Santista. “Não tenho mais condições de jogar. Recebi uma proposta da Ponte Preta e quero me transferir.”

Divergência com Leão faz gerente pedir demissão

O conflito com o técnico Emerson Leão levou o gerente de futebol do Santos, Marco Aurélio Cunha, a pedir demissão anteontem, dois dias depois de o ex-jogador Clodoaldo Tavares Santana ter sido indicado para co-ocupar o cargo.

Cunha presenciou a partida de ontem na Vila Belmiro, mas deixou para explicar hoje à tarde, no CT do clube, os motivos de sua saída. Ontem, disse apenas que “desmandos, falta de critério, dificuldades de relacionamento e menosprezo” eram fatores que tinham influenciado na sua demissão.

Leão não quis entrar em detalhes sobre o caso após o jogo. “É um problema administrativo”, limitou-se a declarar. Na semana passada, o técnico havia criticado Cunha por sua ida ao CT do São Paulo para tentar a prorrogação do empréstimo do atacante Aristizábal.

Cunha já tinha sido alvo das queixas do técnico no episódio da partida contra o São Paulo, quando a Federação Paulista transferiu o jogo da Vila Belmiro para o Pacaembu, contra a vontade de Leão. Na época, Cunha se manifestou em favor da FPF, por achar que o regulamento dava poderes à entidade para que adotasse a medida.



Santos vê “clássico da dengue” na Vila (Em 11/04/1999)

Santos e Portuguesa Santista se enfrentam às 11h de hoje na Vila Belmiro, em Santos, preocupados com a mais grave epidemia de dengue que já atingiu a cidade (72 km a sudeste de São Paulo).

Pelo segundo ano consecutivo, Santos lidera o ranking estadual da dengue. Até anteontem, a estatística oficial apontava 2.008 casos confirmados neste ano, o equivalente a 48,5% do total de doentes em todo o ano passado (4.134).

A preocupação com a epidemia levou a Comissão Técnica do Santos a alertar os jogadores. Um funcionário do clube, além de um jornalista e um cinegrafista que frequentam o Centro de Treinamento Rei Pelé, já contraiu dengue.

“Que sirva de exemplo para os jogadores. Isso não acontece só com os outros. Nós também moramos na cidade e corremos o mesmo risco”, afirmou o preparador físico Walmir Cruz.

O clube pretende solicitar aos órgãos públicos que combatem a doença que seja realizada uma pulverização de inseticida na área do CT, onde, devido às frequentes chuvas, formam-se muitas poças de água, ambiente ideal para a procriação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.

Outro fator de risco no cotidiano dos jogadores das duas equipes é o bairro da Vila Mathias, que registra a maior quantidade de ocorrências de dengue na cidade (159).

A Vila Mathias é vizinha aos bairros do Jabaquara -onde estão o CT do Santos e o estádio Ulrico Mursa, da Portuguesa- e da Vila Belmiro, sede do estádio santista.

O clássico santista também será marcado por iniciar a segunda centena de jogos entre as duas equipes na história. Nos cem primeiros confrontos, o Santos levou ampla vantagem -venceu 65 vezes, empatou 22 e perdeu 13.

No Paulista-99, o Santos é líder, e a Portuguesa é última colocada do Grupo 4 da competição. Mesmo com esse retrospecto, os santistas adotaram um discurso com o objetivo de neutralizar o clima de favoritismo.

“Não há favoritismo. A Portuguesa vai dificultar ao máximo”, disse o atacante Rodrigão.

“O Santos tem superioridade? Tem. Mas anos atrás também tinha e sempre encontrou a mesma dificuldade para vencer a Portuguesa”, declarou o técnico Leão.

Técnico Leão não quer “bando” dentro de campo

O técnico Emerson Leão insistiu durante os treinos da semana com os jogadores do Santos para que eles não se comportem como um “bando” dentro de campo.

Bando, na definição do treinador, “é um time sem comando, que corre para tudo quanto é lugar”.

Segundo ele, isso aconteceu no treino coletivo de anteontem. De acordo com o técnico, em 70% do tempo o treino foi “maravilhoso”. Nos outros 30%, prevaleceu o comportamento de “bando”. “Aí, já não era mais treino”, disse.

Na avaliação de Leão, nos momentos em que isso ocorre, a equipe se deixa levar pela “correria” do adversário e não consegue manter um ritmo de jogo uniforme e impor seu domínio na partida.

O técnico da Portuguesa, Varlei de Carvalho, disse que vai aplicar um esquema tático para bloquear as ações ofensivas do Santos. O objetivo é conseguir irritar o adversário, jogar a torcida contra o time da casa e explorar o eventual nervosismo dos santistas.

Para isso, ele escalou o time com quatro volantes -um deles, Jadson, ex-júnior emprestado pelo Santos, atuará na lateral esquerda, para reforçar a marcação.


Santos 3 x 4 Goiás

Data: 31/03/1999, quarta-feira, 21h40.
Competição: Copa do Brasil – 2ª fase – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 4.109 pagantes
Renda: R$ 32.675,00
Árbitro: Fabiano Gonçalves
Gols: Rodrigão (40-1) e Araújo (42-1); Rodrigão (03-2), Aloísio (17-2), Marcos Assunção (19-2), Aloísio (24-2) e Araújo (44-2).

SANTOS
Zetti; Michel (Valdir), Andrei, Argel e Gustavo Nery; Marcos Assunção, Marcos Bazílio, Eduardo Marques (Lúcio) e Jorginho; Rodrigo Fabri e Rodrigão.
Técnico: Emerson Leão

GOIÁS
Marcos; Borges Neto (Juninho), Sílvio Criciúma, Álvaro e Marquinhos; Júlio César (Maezono), Marabá, Josué e Fernandão (Alex Dias); Araújo e Aloísio.
Técnico: Hélio dos Anjos



Santos é eliminado da Copa do Brasil

O Santos foi eliminado da Copa do Brasil ontem ao perder para o Goiás, na Vila Belmiro, por 4 a 3.

O Goiás vai enfrentar agora o Vasco. A primeira partida está marcada para o próximo dia 8, em Goiânia.

O Santos, que havia vencido o jogo de ida por 2 a 1, teve cinco desfalques no confronto de ontem -Viola, Claudiomiro, Caíco (machucados), Alessandro (na seleção) e Narciso (que já atuou na Copa do Brasil pelo Flamengo).

As ausências fizeram a equipe santista sentir a falta de entrosamento, prejudicando a eficiência de seu ataque.

O primeiro gol santista foi marcado apenas aos 40min do primeiro tempo, com Rodrigão, de cabeça, completando cruzamento da esquerda de Jorginho.
Dois minutos depois, o Goiás empatou em bonita jogada de Araújo, que entrou driblando na área santista. Na segunda etapa, o Santos mudou: Leão colocou Lúcio no lugar de Eduardo Marques para melhorar a armação de jogadas.

O jogo ficou mais aberto, e, logo aos 3min, Rodrigão deixou o Santos novamente em vantagem.

O Goiás voltou a empatar. Aos 17min, Araújo foi derrubado na área, originando pênalti convertido por Aloísio. Mas, logo na sequência, Marcos Assunção marcou de falta.

A vantagem, no entanto, durou pouco. Aos 23min, Araújo cruzou da esquerda, e a bola sobrou para Aloísio completar para o gol e empatar novamente.

Aos 44min, o Goiás conseguiu o gol que garantiu sua classificação na Copa do Brasil. Aloísio entrou na área e chutou forte, Zetti falhou, e Araújo, no rebote, completou para as redes.

Paulista-99

Marcada inicialmente para o domingo, a partida do Santos contra a Inter de Limeira, pelo Campeonato Paulista, foi antecipada para o sábado à tarde, na Vila Belmiro.

A FPF (Federação Paulista de Futebol) atendeu a um pedido feito pela diretoria santista, que pretende liberar a equipe para a folga de Páscoa.



Santos joga na Copa do Brasil temendo a violência do Goiás (Em 31/03/1999)

Jogadores do Santos temem hoje, contra o Goiás, a violência, no confronto pela Copa do Brasil, no estádio da Vila Belmiro.

Em Goiânia, o Santos venceu por 2 a 1. Por isso, joga por um empate. Caso se classifique, enfrentará o Vasco na próxima fase.

As queixas dos santistas, que foram os mais violentos do Rio-São Paulo (33,4 faltas por jogo) e são os terceiros em violência no Paulista (27,8 faltas por jogo), se concentram sobre o volante Túlio. Para o meia Jorginho, ele atuou com deslealdade no jogo de ida.

“Em mim, ele deu um pontapé. No Lúcio, que tinha acabado de entrar, deu carrinho que poderia quebrar a perna. O Claudiomiro também estava bravo com ele.”

O goleiro Zetti concordou. Segundo ele, o jogador do Goiás “ficou marcado” pelos santistas desde a Copa do Brasil de 98, quando teria dado soco no lateral Dutra.

O técnico Emerson Leão disse que Túlio “se entusiasmou”, porque houve complacência do juiz Wilson de Souza Mendonça (PE).

“A violência de qualquer equipe fica a critério do árbitro. Lá, eles estavam perdendo de 2 a 0. Então, talvez, ele (Túlio) tenha se entusiasmado um pouco. Mas o juiz viu e não fez nada”, declarou Leão.

O Santos atuará sem cinco titulares -Viola, Claudiomiro, Caíco (machucados), Alessandro (na seleção) e Narciso, que já atuou na Copa do Brasil pelo Flamengo. Para a vaga de Narciso, Leão escalou o volante Marcos Bazílio.

O Goiás está em crise após a derrota por 5 a 3, para o Vila Nova. O técnico Hélio dos Anjos vai substituir o goleiro Adnan, que levou gol do meio-de-campo de Marcos. O zagueiro Álvaro deve entrar no lugar de Sílvio Criciúma.


Rio Branco 1 x 2 Santos

Data: 27/03/1999, sábado.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio Décio Vitta, em Americana, SP.
Público: 7.829
Árbitro: Edilson Pereira de Carvalho
Cartão vermelho Rodrigão (S).
Gols: Rodrigão (14-1), Marcos Assunção (18-2) e Marcos Teixeira (38-2).

RIO BRANCO
Maurício; Augusto, Maxsandro, Gilmar e Marcos Teixeira (Paulo César); Careca (Charles), Odair, Marcos Sena e João Marcelo (Jackson); Sandro e Pena.
Técnico: Lula Pereira

SANTOS
Zetti; Michel, Argel, Andrei (Jean) e Gustavo Nery; Marcos Assunção, Narciso (Marcos Bazílio), Eduardo Marques (Lúcio) e Jorginho; Rodrigo Fabri e Rodrigão.
Técnico: Emerson Leão



Santos bate Rio Branco e lidera Grupo 4

Com um jogador a menos, time santista quebra tabu de não vencer fora de casa no interior paulista desde 97

O Santos derrotou o Rio Branco ontem, em Americana, por 2 a 1. Foi a segunda vitória do time santista no Campeonato Paulista e a primeira em jogos fora de casa no interior do Estado desde 1997, quando venceu o Araçatuba.

Com a vitória, o Santos assumiu a liderança do Grupo 4 do Paulista, com oito pontos, dois a mais que o Corinthians, que tem dois jogos a menos.

Sem Viola, contundido na coxa esquerda, o Santos entrou em campo com o ataque formado por Rodrigo e Rodrigão. A novidade na defesa foi a estréia do zagueiro Andrei, que não jogava há sete meses, quando defendia o Betis, da Espanha.

O Rio Branco estava empolgado pela goleada de 7 a 1, a maior do Campeonato Paulista até agora, aplicada sobre o Mogi Mirim na última quarta-feira.

Os dois times começaram o jogo com posicionamentos ofensivos. Cada equipe perdeu duas boas chances de gol nos primeiros dez minutos, impedidas pelos goleiros adversários.

Aos 14min, quando o Rio Branco estava melhor, o Santos abriu o placar. Marcos Assunção levou a bola pela ponta direita, ganhou do zagueiro na velocidade e cruzou rasteiro. Rodrigão tocou de primeira, colocando a bola rente à trave de Mauricio.

O gol deixou o time da casa atordoado. O Santos aproveitou para pressionar, mas desperdiçou chances de ampliar o marcador.

O Rio Branco, com a boa atuação de Odair e Marcos Sena na armação das jogadas, equilibrou a partida e, aos 39min, chegou ao empate. Depois de um cruzamento desperdiçado pelos atacantes, a bola sobrou para o ala Marcos Teixeira, na linha lateral da grande área, que acertou o chute junto ao travessão do gol defendido por Zetti.

No segundo tempo, o técnico Leão colocou Marcos Basílio no lugar de Narciso, para melhorar a marcação. A alteração deu resultado, e o time santista voltou melhor. Aos 18min, numa cobrança de falta, Marcos Assunção bateu forte e fez o segundo gol do Santos.

Três minutos depois, o atacante santista Rodrigão fez uma falta por trás em Marcos Teixeira e foi expulso. Até aquele momento, nenhum cartão havia sido mostrado pelo árbitro Edilson Pereira de Carvalho.

Os dois treinadores fizeram então várias substituições. O Santos promoveu o retorno do atacante Lúcio, que não jogava no time principal desde o ano passado. O Rio Branco trocou seu dois laterais por atacantes.

Aos 39min, o meia Charles, do Rio Branco, chutou da intermediária. A bola foi desviada para o gol santista, de cabeça, por Pena, mas o árbitro anulou, apontando impedimento do atacante.

Aos 42min, Marcos Assunção teve a grande chance de ampliar, chutando forte dentro da grande área. O goleiro Mauricio defendeu.

Leão critica arbitragem

O técnico Leão elogiou a atuação do Santos ontem, após a vitória sobre o Rio Branco, mas criticou a atuação da arbitragem, que expulsou o atacante Rodrigão.

O jogador do Santos foi expulso no início do segundo tempo após cometer uma falta por trás. Segundo Leão, a medida foi injusta pela falta de critérios da arbitragem.

“Houve uma falta igual contra nosso time e o jogador não foi expulso”, disse.

O juiz Edilson Pereira de Carvalho não quis comentar as declarações do técnico Leão.

Segundo Leão, o resultado da partida poderia ter sido melhor para o Santos. “O time jogou compacto e acho que poderíamos ter feito mais dois gols. O importante é que ganhamos”, disse.

Ele elogiou ainda a atuação do zagueiro Andrei, que estreou ontem no time.

O meia Marcos Assunção, autor do gol da vitória, afirmou que a marcação imposta pelo seu time, foi fundamental para o resultado.

O treinador do Rio Branco, Lula Pereira, criticou as falhas individuais de seu time. “Os jogadores, mesmo com a expulsão de Rodrigão, não souberam aproveitar.” Para ele, perder para o Santos é normal, apesar de o Rio Branco ter vencido o Mogi Mirim no jogo anterior por 7 a 1. “Agora teremos que vencer o Guarani fora de casa.”



Sem Viola, Santos tenta quebrar tabu (Em 27/03/1999)

A ausência do atacante Viola, machucado, representará uma dificuldade adicional para o Santos conseguir uma vitória hoje, em Americana, onde o retrospecto em jogos contra o Rio Branco é amplamente favorável ao adversário.

Dos seis confrontos entre os dois times pelo Paulista em Americana, o Santos só venceu um -5 a 2, em 1996. Nos demais, houve dois empates -2 a 2 em 93 e 1 a 1 em 97- e três vitórias do Rio Branco -2 a 0 (94), 4 a 2 (95) e 2 a 1 (98).

O desfalque de Viola foi notificado ontem pelos médicos ao técnico Leão. Um exame de ressonância magnética constatou uma lesão muscular na coxa esquerda do jogador. A contusão o manterá afastado por tempo indeterminado, segundo o médico Antonio Taira.

Embora já tenha marcado seis vezes nos três jogos pela Copa do Brasil, Viola ainda não fez gols no Campeonato Paulista.

Sem o atacante, o Santos terá uma dupla de xarás na frente -Rodrigo e Rodrigão.

Leão está descontente com a quantidade de erros de finalização da equipe. Ele avalia que o time está desperdiçando as chances de gol que cria por “falta de decisão”.

O treinador já havia apontado o defeito no treino que antecedeu a derrota por 2 a 1 para o São Paulo.

“No treino de hoje (ontem), tivemos três chances reais em lances de cabeça com o Rodrigo, o Jorginho e o Rodrigão e erramos todos. Faltou decisão”, disse o técnico.

“Centroavante que não faz gols morre de fome. O professor sempre diz que, se eu aproveitar duas de cada dez chances, já está bom”, afirmou Rodrigão.

Goleada

Leão espera que o entusiasmo do Rio Branco -o time vem de uma goleada de 7 a 1 sobre o Mogi Mirim- favoreça o Santos.

“Quem faz sete gols é porque tem um bom poder ofensivo. Então, esperamos que eles saiam mesmo para o ataque”, disse o treinador, na esperança de o adversário deixar espaços em sua defesa para os atacantes santistas.

Além de Viola, o Santos não poderá contar com o volante Claudiomiro, com os reservas Caíco e Élder, todos machucados, e com o atacante Alessandro, que está servindo a seleção brasileira na excursão pela Ásia.

Devido à carência motivada pelos desfalques, o técnico não cedeu nenhum de seus jogadores para o time de aspirantes, que atuará na preliminar. Fernando, Anderson, Valdir, Jean, Marcos Basílio, Camanducaia, Aristizábal e Lúcio estarão no banco de reservas.

A partir de 5 de abril, o titular Michel e o reserva Jean também passarão a desfalcar o grupo. Ontem, os dois foram convocados para a seleção brasileira sub-23 que disputará um amistoso contra os EUA, dia 7, em Brasília.

Andrei volta a jogar depois de sete meses

Quarenta e cinco dias depois de ser apresentado como reforço para a temporada deste ano, o zagueiro Andrei estréia hoje no Santos.

Emprestado pela equipe espanhola do Real Betis até o final do ano, o jogador está escalado para compor a dupla de zaga com Argel.

A última partida disputada por Andrei aconteceu em agosto do ano passado, um amistoso entre Betis e Extremadura, na Espanha. Depois disso, ele se manteve inativo em razão de atritos com os dirigentes do Betis e devido a uma contusão no tornozelo.

“Fisicamente, já estou bem, depois de treinar por mais de 40 dias. Agora, o mais importante é o entrosamento e o ritmo de jogo”, disse o jogador.


Portuguesa 1 x 2 Santos

Data: 20/03/1999, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista –
Local: Estádio do Canindé, em São Paulo, SP.
Público: 18.600
Árbitro: Paulo César de Oliveira
Gols: Jorginho (06-1), Leandro (10-1) e Marcos Assunção (34-1).

PORTUGUESA
Fabiano; Márcio Goiano, Emerson, César e Augusto; Simão, Carlinhos, Alexandre e Evandro (Messias); Leandro e Aílton (Didi).
Técnico: Zagallo

SANTOS
Zetti; Michel, Argel, Claudiomiro e Gustavo Nery; Marcos Assunção (Marcos Bazílio), Narciso, Jorginho e Rodrigo Fabri (Eduardo Marques); Alessandro (Caíco) e Viola.
Técnico: Emerson Leão



Santos põe hoje à prova a “era Zagallo”

Ex-técnico da seleção faz no Canindé o primeiro clássico desde que assumiu o comando da Lusa, pelo Paulista

O técnico Zagallo, da Lusa, faz hoje seu primeiro clássico no Campeonato Paulista, contra o Santos, no Canindé, às 16h.

Até aqui, a equipe paulistana enfrentou apenas as equipes consideradas “pequenas”, já que começou a disputar o torneio desde a primeira fase. O Santos entrou apenas na segunda etapa.

Zagallo travará ainda um duelo particular com o ex-goleiro Leão, do Santos (que ele comandou nas Copas de 70 e 74). “Espero que hoje ele (Leão) fique bem mansinho”, brincou o técnico da Lusa.

O time paulistano defende a liderança do Grupo 3, que divide com a Internacional de Limeira.

A Lusa ainda não perdeu em casa neste Paulista. “Hoje é a prova do alçapão”, disse o zagueiro César. “Estava com saudade do Canindé lotado, contra um adversário mais técnico, que não joga pelo empate”, afirmou o jogador.

“É melhor jogar contra Santos, Corinthians, Palmeiras do que enfrentar as equipes consideradas pequenas. Fica mais aberto. Contra os pequenos, sempre existem dois jogadores marcando você”, declarou o atacante Leandro.

Apesar de jogar seu primeiro clássico, o time da Lusa não terá nenhum “incentivo extra” para a partida de hoje. “O bicho é o mesmo do que o dos outros jogos (R$ 1.000 por vitória). Mas, para as semifinais, o pessoal deve conversar”, disse Leandro.

Uma das preocupações da defesa da Lusa hoje é em relação à dupla de ataque do Santos (Alessandro e Viola), que passa por boa fase.

“Para o Alessandro, tem de haver duas sobras. Uma para a bola curta, que é feita pelos volantes, e outra para a bola longa, que é feita por mim. Já o Viola prende os zagueiros. Tem de haver um posicionamento correto”, disse César.

Além do ataque santista, preocupa também a Lusa o cansaço da viagem de volta do Acre, onde atuou pela Copa do Brasil.

“Não foi fácil. Acordamos às 6h da manhã (de anteontem) e chegamos aqui às 19h. Seria melhor jogar no domingo”, disse Zagallo.

Santos

Para o clássico de hoje, o Santos poderá contar com os reforços de Marcos Assunção e Narciso. O primeiro se recuperou de contusão no ombro, e o segundo, que rescindiu contrato com o Flamengo depois de um mês de empréstimo, foi inscrito no campeonato a tempo de participar do jogo.

No treinamento coletivo de ontem à tarde, Leão testou duas formações. Em uma delas, Marcos Assunção formou a dupla de volantes com Marcos Basílio. Na outra, com Narciso. O técnico disse que definirá somente hoje qual dos dois começará jogando.

Ontem, um fax da Federação Paulista de Futebol tumultuou o ambiente santista.

Ao final do treino, indignado, o técnico Emerson Leão deixou correndo o gramado do CT à procura de diretores do clube quando tomou conhecimento de que o jogo da próxima quarta-feira contra o São Paulo foi transferido da Vila Belmiro para o Pacaembu.

O treinador chegou a dizer que não irá ao Pacaembu se a transferência do local da partida vier a ser confirmada. “No Pacaembu, eu não vou. Juro por Deus que não vou”, declarou, irritado.

O vice-presidente do Santos, José Paulo Fernandes, classificou a alteração do local da partida como um “desrespeito” ao clube e à torcida.
“Nessas circunstâncias, não haverá mais clássicos na Vila Belmiro. Para que, então, investimos no estádio, instalando a melhor iluminação e o melhor gramado?”, indagou Fernandes.

O regulamento do Paulista, aprovado por todos os clubes, dá à federação o direito de alterar o local dos jogos que envolvam os chamados times “grandes”.


Santos 1 x 0 Botafogo

Data: 21/02/1999, domingo, 18h30.
Competição: Torneio Rio São Paulo
Local: Estádio Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 11.064 pagantes
Renda: R$ 76.780,00
Árbitro: Reinaldo Ribas (RJ)
Cartões amarelos: Zetti, Marcos Assunção e Marcos Bazílio (S); Bandoch, Ronildo e Sérgio Manoel (B).
Gol: Marcos Assunção (06-2).

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima, Argel, Jean e Gustavo Nery; Marcos Assunção (Bechara), Marcos Bazílio, Jorginho (Rodrigão) e Alessandro; Camanducaia (Eduardo Marques) e Viola.
Técnico: Emerson Leão

BOTAFOGO
Wagner; César Prates, Edimar, Bandoch e Ronildo (Paulo Cesar); Gálio, Reidner, Fábio Augusto (Mílson) e Sérgio Manoel; Zé Carlos e Bebeto.
Técnico: Valdyr Espinosa



Santos, com três atacantes, só faz um gol

Equipe vence o rival carioca e pode empatar no Maracanã, nesta quarta, para ir à decisão do Rio-São Paulo

O Santos venceu o Botafogo por 1 a 0 ontem, no Morumbi, na primeira partida das semifinais do Torneio Rio-São Paulo, e agora precisa de um empate para garantir a vaga para as finais.

As duas equipes voltam a se enfrentar na próxima quarta-feira, às 21h40, no Maracanã, no Rio. Se o Santos perder por um gol de diferença, a decisão será nos pênaltis.

Com uma formação inédita, usando três atacantes -Viola, Alessandro e Camanducaia-, o Santos tomou a iniciativa do jogo.

A primeira oportunidade concreta do Santos, no entanto, só veio aos 13min, em uma cobrança de falta frontal de Marcos Assunção. A bola passou rente à trave superior do goleiro Vágner.

Aos 17min, Alessandro recebeu cruzamento na área, tocou para trás para Viola, que se livrou da marcação de Edimar em uma virada rápida e chutou para o gol. Vágner fez uma grande defesa.

O goleiro Zetti fez sua primeira defesa aos 20min, após chute certeiro de Zé Carlos. Antes disso, o Botafogo tinha conseguido apenas um lance de perigo a seu favor, aos 13min, com Bebeto, em uma falha de Argel provocada pelo campo escorregadio devido à chuva forte que havia atingido o Morumbi 15 minutos antes do início da partida.

Em outra falta frontal, aos 28min, Marcos Assunção chutou forte na trave. A bola tocou em Argel e sobrou para Jorginho, que chutou por cima do gol.

O Santos fez seu gol aos 7min do segundo tempo, em um rebote que sobrou para Marcos Assunção. Viola tinha finalizado antes, com um chute forte que o goleiro botafoguense rebateu.

O Botafogo passou a explorar ainda mais os contra-ataques na expectativa de empatar a partida, mas foi o Santos quem criou mais oportunidades até o final do jogo.

O Santos, que já estava desfalcado de Claudiomiro, contundido na última sexta-feira, corre o risco agora de ficar também sem Marcos Assunção, que teve de deixar o gramado devido a uma luxação no ombro aos 40min da etapa final.



Santos busca uma vaga com 3 atacantes (em 21/02/1999)

Time encara partida de hoje contra Botafogo, no Morumbi, como decisiva, e Leão opta por formação ofensiva

O Santos elegeu a partida de hoje contra o Botafogo, no Morumbi, como decisiva para suas pretensões de ir à final do Rio-São Paulo. Por isso, o técnico Leão deverá optar por uma formação inédita, com três atacantes -Camanducaia, Viola e Alessandro.

Devido ao regulamento da competição, o time será obrigado a decidir a vaga no Rio, embora tenha terminado a fase de classificação como primeiro do Grupo 1, e o Botafogo, como segundo do 2.

“Para o Santos as coisas são sempre mais difíceis e complicadas”, afirmou o meia Jorginho.

Com a nova formação, Leão diz que está tentando tornar o ataque santista mais veloz. A opção por Camanducaia, em lugar do meia Eduardo Marques, é uma tentativa de implantar nos dois extremos do ataque o mesmo futebol agressivo que vem sendo praticado por Alessandro.

O técnico considera Camanducaia uma “cópia” de Alessandro, embora o último se encontre em boa fase, e o primeiro, não.

Os dois deverão desempenhar funções semelhantes, atuando como pontas -abertos pelas extremidades quando o Santos estiver no ataque, mas voltando para bloquear as descidas dos laterais adversários quando o time não tiver a posse da bola.

“É a chance da minha vida”, disse Camanducaia, que neste ano só conseguiu atuar no segundo tempo dos jogos do Santos.

Além da chance de se firmar, Camanducaia também voltará a enfrentar o Botafogo com a camisa do Santos pela primeira vez desde o Brasileiro-95.

Naquele ano, na decisão contra a equipe carioca, o atacante marcou um gol, anulado pelo árbitro Márcio Rezende de Freitas (MG) -decisão que custou ao Santos o título de campeão.

Para Alessandro, o jogo também terá um significado especial. Ele completará cem jogos pelo Santos, nos quais marcou 30 gols.

O desfalque santista poderá ser o zagueiro Claudiomiro, que se contundiu na sexta. Na lateral esquerda, Leão aprovou o desempenho de Gustavo contra o Palmeiras e pretende mantê-lo na equipe.

Viola dedica gols a Leão

O atacante Viola credita ao técnico Leão, “um cara fundamental em minha vida”, o fato de ter sido o destaque na última partida, contra o Palmeiras, quando voltava a jogar, após uma fratura no nariz.

Repórter – Os problemas com arbitragens refletiram no ânimo de vocês?
Viola – De maneira alguma. Temos de trabalhar e fazer nosso papel, porque somos bem pagos para isso. Se o Santos está ou não (sendo deliberadamente prejudicado), não levaremos isso para campo.

Repórter – Você já recuperou sua forma?
Viola – Ter marcado dois gols (contra o Palmeiras) foi uma maravilha, mas não quero esse reconhecimento só para mim. Quero para todos os meus companheiros. O Leão, por exemplo, é um cara fundamental em minha vida, em minha profissão, porque me orienta a todo instante.