Navegando Posts marcados como Marcos Assunção

Vasco 3 x 2 Santos

Data: 06/02/1999
Competição: Torneio Rio SP – 5ª rodada
Local: Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro, RJ.
Público: 14.618
Renda: R$ 73.409,00
Árbitro: Oscar Roberto Godói (SP)
Cartões amarelos: Luisinho, Mauro Galvâo, Paulo Miranda (V); Claudiomiro, Dutra e Marcos Assunção (S).
Cartões vermelhos: Juninho (V); Alessandro e Jorginho (S).
Gols: Eduardo Marques (25-1) e Marcos Assunção (40-1); Felipe (17-2, de pênalti), Paulo Miranda (24-2) e Guilherme (36-2).

VASCO
Carlos Germano; Zé Maria, Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Nasa (Luisinho), Paulo Miranda, Juninho e Chiquinho(Alex); Vanderlei (Zezinho) e Guilherme.
Técnico: Antônio Lopes

SANTOS
Zetti; Michel, Argel, Claudiomiro e Dutra (Jean); Marcos Bazilio, Marcos Assunção, Jorginho e Eduardo Marques (Caico); Alessandro e Rodrigão.
Técnico: Emerson Leão


Fluminense 0 x 2 Santos

Data: 23/01/1999, sábado, 16h00.
Competição: Torneio Rio SP
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, RJ.
Público: 10.609 pagantes
Renda: R$ 100.561,00
Árbitro: Edílson Pereira de Carvalho (SP)
Cartões amarelos: Dutra, Alessandro, Argel e Claudiomiro (S).
Gols: Marcos Assunção (35-1) e Marcos Assunção (31-2).

FLUMINENSE
Adilson; Paulo César, Gelson Baresi, Émerson e Nonato; França, Marco Brito (Magno Alves), Jorge Luis e Roger (Bruno Reis); Roni e Túlio.
Técnico: Carlos Alberto Parreira

SANTOS
Zetti; Michel, Claudiomiro, Argel e Dutra; Narciso,. Marcos Assunção, Jorginho (Camanducaia) e Eduardo Marques; Alessandro (Marcos Bazílio) e Viola (Rodrigo).
Técnico: Émerson Leão

Bahia 3 x 3 Santos

Data: 24/03/1998, terça-feira, 21h40.
Competição: Copa do Brasil – Oitavas-de-final – Jogo de ida
Local: Estádio da Fonte Nova, em Salvador, BA.
Público: 23.673 pagantes
Renda: R$ 175.077,00
Árbitro: Jorge dos Santos Travassos (RJ).
Gols: Marcos Assunção (13-1), Marcos Assunção (36-1); Branco (12-2), Róbson Luis (14-2), Marcos Assunção (30-2) e Marquinhos (40-2).

BAHIA
Jean; Mantena (Edmundo), Nenê, Fabão e Branco; Clébson, Marquinhos (Junior), Souza (Zinho), Róbson Luis; Everton Luiz e Uéslei.
Técnico: Evaristo de Macedo

SANTOS
Zetti; Baiano, Ronaldão, Argel e Dutra (Ronaldo Marconato); Narciso, Marcos Assunção, Caíco e Jorginho (Élder); Müller e Caio.
Técnico: Émerson Leão


Tumulto marca a chegada de Viola ao Santos ( Em 24/03/1998 )

Um tumulto marcou ontem a apresentação do atacante Viola, 29, como novo reforço do Santos, na Vila Belmiro.

Aos gritos e com barulho de batidas de cadeiras, cerca de 300 torcedores aglomerados no salão do Conselho Deliberativo do clube invadiram a área reservada aos jornalistas e interromperam a entrevista que o jogador concedia.

Viola deixou o salão 40 minutos depois de chegar, cercado por quatro seguranças, enquanto os torcedores se empurravam para chegar perto do ídolo. Pelo menos uma torcedora caiu no chão durante a confusão.

O jogador chegou com mais de uma hora de atraso à apresentação, marcada para as 11h. A bordo de um helicóptero da Unicór (patrocinadora do Santos), ele desceu às 12h12 no gramado da Vila Belmiro, acompanhado do dono da empresa, Renato Duprat.

Trajado com um terno cinza, Viola foi recepcionado pelo presidente do clube, Samir Abdul-Hak, e se dirigiu à arquibancada, onde torcedores que o saudavam.

Antes, ele esteve no Centro de Treinamento, onde iniciaria atividades físicas na tarde de ontem.

Ao seu estilo, o jogador fez juras de amor ao Santos. “Por mim e pela diretoria, nós assinaríamos até um contrato de 10, 12 anos em branco”, disse. “A partir de hoje, sou Santos Futebol Clube desde pequenininho”, acrescentou.

Viola classificou o ex-jogador Serginho, ídolo da torcida do Santos nos anos 80 e de quem é apontado sucessor, como “rei” da Baixada Santista.

O atacante disse que se sente recuperado da contusão que sofreu no olho e que estará “à disposição” do técnico Emerson Leão para o clássico de sábado contra o São Paulo, no Morumbi, pelo Campeonato Paulista.

“Não há trauma (da contusão). Se tiver de bater a cabeça na trave pelo Santos, nós vamos fazer.”

Viola enfrentará nesta semana uma programação diária de treinamentos físicos e com bola. O técnico Leão afirmou que a eventual estréia contra o São Paulo dependerá do próprio jogador.

O Santos parte agora para tentar as contratações do meia Lúcio e do lateral-esquerdo Athirson, ambos do Flamengo. O time carioca tem interesse em Marcos Assunção.



Fonte: Estadão

Santos 6 x 2 Matonense

Data: 18/03/1998, quarta-feira, 20h30.
Competição: Campeonato Paulista – 2ª fase – 4ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 5.530 pagantes
Renda: R$ 44.020,00
Árbitro: Alfredo dos Santos Loebeling (SP).
Gols: Cristiano (20-1), Jorginho (34-1), Caíco (42-1) e Marcos Assunção (44-1); Müller (14-2), Müller (30-2), Raniélli (42-2) e Eduardo Marques (46-2).

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima, Argel, Ronaldão e Dutra; Marcos Assunção, Narciso (Elder), Jorginho (Eduardo Marques) e Caíco (Adiel); Müller e Caio.
Técnico: Emerson Leão

MATONENSE
Júlio César; Deci (Marcelo Veiga), Cláudio, Cristiano e Denys; Júnior, Hélcio (Marquinhos), Ivanildo e Ranielli; Taílson e Pachequinho (Juninho).
Técnico: Geninho



Santos goleia na primeira vitória pelo Paulista

O Santos conquistou ontem sua primeira vitória no Campeonato Paulista ao golear a Matonense por 6 a 2, na Vila Belmiro.

Os destaques foram os atacantes Müller, autor de dois gols, e Caio, que preparou as jogadas para três.

A Matonense saiu na frente. Aos 20min, Denys cobrou falta, a defesa do Santos parou, e o zagueiro Cristiano cabeceou para o gol.

A boa atuação de Müller permitiu a reação. O empate aconteceu aos 35min, com um gol do meia Jorginho. Ele recebeu de Caio, invadiu a área e chutou forte.

No segundo gol, dois minutos depois, Caíco tocou para Müller na direita. Ele driblou o zagueiro, foi à linha de fundo e cruzou para trás. O próprio Caíco completou.

Aos 41min, o Santos ampliou em nova jogada de Müller. Ele tomou a bola do zagueiro e tocou para Caio, que apenas ajeitou para Marcos Assunção.

No segundo tempo, o Santos continuou dominando. Aos 14min, Caio cortou o zagueiro, mas perdeu a bola. Müller aproveitou e completou para o gol.

Müller voltou a marcar aos 32min, após uma tabela entre Jorginho e Adiel.

A Matonense diminuiu aos 40min, em cobrança de falta.

O último gol foi marcado por Eduardo Marques. O meia avançou pela esquerda e chutou no canto direito do goleiro.

O atacante Viola,recém-contratado, não esteve ontem na Vila Belmiro para ser apresentado à torcida, como era a pretensão dos dirigentes do Santos. Ele pode estrear contra a Lusa, no sábado.



Leão exige que equipe retome espírito coletivo

O técnico Leão está pedindo aos jogadores do Santos uma “volta às origens” na partida de hoje à noite, às 20h30, contra a Matonense, no estádio da Vila Belmiro.

Segundo o diagnóstico do treinador, a má fase do time no Campeonato Paulista (um empate e duas derrotas) é motivada pelo abandono da característica mais marcante da equipe no início da temporada: o jogo coletivo.

“Quando conseguimos entender que deveríamos jogar coletivamente, o time prosperou. Foi simples e objetivo. Quando entendemos que havíamos chegado a um patamar e podíamos exceder, aí começamos a errar”, disse.

Nos primeiros 11 jogos da temporada, pelo Rio-São Paulo e Copa do Brasil, o time se manteve invicto (seis empates e cinco vitórias). A má fase começou na estréia no Campeonato Paulista, quando o time perdeu em casa para o São Paulo (3 a 2). Nos dois jogos seguintes, fora, empatou com o São José (1 a 1) e perdeu para o Rio Branco (2 a 1).

“Não temos tantos recursos individuais para decidir uma partida. Então, temos de voltar às nossas origens”, afirmou o treinador.

A situação do Santos na tabela (último colocado no grupo 4, com um ponto) deve levar o time a atuar sob pressão da torcida, que exigirá uma vitória.

“Temos que estar preparados psicologicamente. O torcedor tem o direito de vaiar. Por isso, precisamos ir lá dentro (no campo) e reverter esse quadro. Não podemos ficar com medo”, afirmou o meia Jorginho, capitão do time.

Para o volante Marcos Assunção, a equipe terá de controlar os nervos a fim de evitar um resultado negativo, que poderá provocar a desclassificação.

“A cobrança vai aumentar por parte da torcida. Se entrarmos nervosos, aí é que a coisa vai engrossar”, disse Assunção.

O time escalado por Leão para enfrentar a Matonense é o mesmo que iniciou as três partidas disputadas pelo Santos no Paulista. O atacante Macedo e o meia Arinélson poderão estar ausentes do banco de reservas na partida de hoje. Ambos reclamam de dores na musculatura da perna esquerda, não treinaram ontem e correm o risco de ficar fora.

Sabendo dos problemas do rival, a Matonense pretende explorar a falta de bons resultados do Santos para conquistar pelo menos um ponto.

O time, que no último domingo venceu o São Paulo, quer “segurar” os 15 minutos iniciais do jogo para forçar uma pressão da torcida santista.

“Já vencemos o grande e rico São Paulo. Agora temos a chance de roubar pontos de outro grande”, disse o meia Ranielli. “Temos que aguentar a pressão inicial. Depois disso, se eles não fizerem gols, a pressão dos torcedores volta-se contra eles”, completou.

Santos acerta contratação de Viola

Parmalat, dona do passe do atleta, vai receber R$ 700 mil pelo empréstimo do jogador até junho de 1999

O Santos definiu ontem o empréstimo do atacante Viola, cujo passe pertence a empresa Parmalat (patrocinadora do Palmeiras).

O contrato do jogador com a equipe vai até junho do ano que vem. O empréstimo custará R$ 700 mil ao Santos, pagos em sete parcelas de R$ 100 mil. Se o clube quiser comprar o passe de Viola, terá de pagar mais R$ 5 milhões.

A Federação Paulista de Futebol auxiliará na transação, cedendo R$ 300 mil para a quitação de parte do empréstimo.

A entidade também vai contribuir com o pagamento de metade dos salários do jogador durante o Campeonato Paulista. Encerrada a competição, o encargo passa a ser do Santos e do patrocinador do clube, a Unicór.

O técnico do Santos, Emerson Leão, preferia a contratação de Valdir. Porém o São Paulo não aceitou os R$ 3,2 milhões, em três parcelas, oferecidos pelo clube.

Viola, 29, deverá ser apresentado oficialmente hoje à noite na Vila Belmiro, antes da partida do Santos contra a Matonense, ou amanhã pela manhã, no salão do Conselho Deliberativo.

Viola vai receber R$ 90 mil de salário. A oferta inicial do Santos era de R$ 60 mil, menos que o teto salarial dos jogadores do clube (R$ 80 mil). O técnico Leão recebe R$ 75 mil por mês do Santos.

“Espero ser tratado com muito mais respeito no Santos”, disse Viola, ontem, ainda no centro de treinamento do Palmeiras.

Queda

O atacante Viola projetou-se no futebol nacional em 1988, quando marcou o gol do título paulista para o Corinthians, na final contra o Guarani, em Campinas.

Depois de um período de ostracismo no clube -quando chegou a ser emprestado para o São José-, o atacante voltou a se destacar em 1993, quando foi artilheiro do Paulista, com 20 gols.

A performance garantiu ao jogador uma vaga na Copa do Mundo dos EUA, onde jogou alguns minutos na final contra a Itália.

De volta ao Corinthians, o atacante começou a decair. No último torneio disputado pelo time -o Paulista-95-, Viola marcou apenas cinco gols.

Porém a “fama” alcançada na Copa fez o atacante ser contratado pelo Valencia (Espanha) por U$ 4 milhões. Alegando não estar adaptado ao país, o jogador passou a maior parte da temporada 95/96 na reserva e fez apenas 12 gols.

No Palmeiras, o jogador teve várias contusões e um relacionamento muito difícil com o atual técnico da equipe, Luiz Felipe Scolari, que o colocou na reserva. Viola marcou 29 gols nos 52 jogos que atuou na equipe.



Fonte: Estadão

Santos 2 x 2 Botafogo – 3 x 4 pênaltis

Data: 25/02/1998, quinta-feira, 21h40.
Competição: Torneio Rio SP – Semifinal – Jogo de volta
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 17.693 pagantes
Renda: R$ 193.760,00
Árbitro: Reinaldo Ribas Vieira (RJ).
Cartões amarelos: Ânderson, Marcos Assunção, Ronaldão e Caio (S); Pingo, Djair, Gonçalves e Túlio (B).
Cartão vermelho: Dutra (S).
Gols: Túlio (37-1); Djair (16-2), Marcos Assunção (19-2) e Ronaldão (22-2).
Pênaltis: Botafogo: Bebeto, Gonçalves, Jorge Antônio e Jorge Luís marcaram para o Botafogo. França desperdiçou. Santos: Marcos Assunção, Narciso e Sandro marcaram. Ânderson Lima e Jorginho desperdiçaram.

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima, Argel, Ronaldão e Dutra; Marcos Assunção, Narciso, Caíco (Macedo)(Sandro) e Jorginho; Caio e Müller.
Técnico: Emerson Leão

BOTAFOGO
Wágner; Wilson Goiano (Jorge Antônio), Jorge Luís, Gonçalves e Jéferson; Pingo, Djair (Zé Carlos), França e Sérgio Manoel (Marcelo Alves); Bebeto e Túlio
Técnico: Gílson Nunes



Nos penais, Botafogo vence Santos e vai à final

O Botafogo se classificou para a final do Torneio Rio-SP ao vencer o Santos nos pênaltis (4 a 3), após empate de 2 a 2 no jogo.

Nos primeiros 12 minutos, o Santos não deixou o Botafogo jogar. Marcando sob pressão, o time paulista recuperou várias vezes a bola no campo do adversário e criou várias chances, mas errou finalizações fáceis.

O Botafogo, como já fizera contra o Palmeiras, procurava evitar erros e jogar nas falhas do adversário. Aos 37min, Ronaldão errou um passe na defesa. Túlio roubou a bola e não errou: 1 a 0.

O erro foi tão grosseiro que o jogador foi consolado pelos colegas e no intervalo assumiu a falha.

Após o intervalo, o Santos criou diversas chances. Mas, novamente, após 12min, o Botafogo reequilibrou o jogo. Aos 16min, foi o goleiro Zetti que falhou, num chute rasteiro de Djair, numa cobrança de falta: 2 a 0 para o Botafogo.

Aos 19min, quando o Santos parecia morto, Marcos Assunção, de 30 metros de distância, mandou a bola no ângulo: 1 a 2.

Aos 22min, numa cobrança de escanteio, Ronaldão empatou o jogo.

Dutra foi expulso aos 32min e o jogo mudou. O Botafogo foi ao ataque, e o Santos passou a viver de arrancadas de Caio e Muller.

Na disputa de pênaltis, Bebeto, Gonçalves, Jorge Antônio e Jorge Luís marcaram para o Botafogo. França desperdiçou para o time carioca.
Pelo Santos, Marcos Assunção, Narciso e Sandro marcaram. Ânderson e Jorginho falharam.



Leão usa rotina vitoriosa contra pressão ( Em 26/02/1998 )

O técnico Leão quer evitar que a invencibilidade do Santos se transforme em fator de pressão sobre os jogadores na partida de hoje, às 21h40, no Pacaembu, contra o Botafogo, pelas semifinais do Torneio Rio-São Paulo.

O treinador tenta minimizar a expectativa acumulada sobre o time depois de dez jogos consecutivos sem derrota. Neste ano, a equipe ainda não perdeu, acumulou cinco vitórias e cinco empates, pelo Rio-São Paulo e pela Copa do Brasil.

A estratégia “psicológica” de Leão é fazer com que a sequência de bons resultados comece a ser encarada como “rotina”. “Se enfatizar o fato de que não perdemos há dez jogos, vai aumentar a dose de expectativa. Se passarmos que isso faz parte da rotina de uma grande equipe, não incomoda”, disse Leão.

Para os jogadores, uma eventual derrota acontecerá, mais cedo ou mais tarde. Alguns dizem que tentam não pensar no assunto. Outros planejam a manutenção da série invicta pelo maior prazo possível.

“A gente não fica pensando no fato de não ter perdido. Sabemos que esse dia (da derrota) sempre chega. Só espero que não seja agora (contra o Botafogo)”, afirmou o atacante Caio.

Os zagueiros Ronaldão e Argel concordam, mas querem esforço para prolongar ao máximo a sequência de jogos sem derrota. “Estamos com os pés no chão. Em futebol, ninguém é invencível. Mas, se a fase está boa, vamos tentar mantê-la o máximo possível”, declarou Ronaldão.

Para Argel, o acúmulo de bons resultados aumentou a confiança dos jogadores, o que, segundo ele, fez diminuir o risco da derrota. “Na hora em que a derrota acontecer, será algo normal. Se pudermos segurar até o final do ano sem perder, vamos fazer de tudo para isso”, disse Argel.

Leão quer evitar o risco de a decisão ser levada para os pênaltis. O treinador avaliou como negativo o empate em 0 a 0 na primeira partida da semifinal, no Maracanã. “Mediante as circunstâncias, o empate não foi bom resultado, pelo volume de jogo que o Santos apresentou”, afirmou o técnico.

A escalação do time depende da confirmação pelos médicos da presença de Narciso e Jorginho. Ambos se machucaram na vitória da última quinta por 5 a 2 sobre o Goiás. O volante Narciso sentia dores na virilha, e Jorginho, no púbis, em razão de uma joelhada que sofreu em Goiânia. Os substitutos prováveis são o volante Élder e o meia Arinelson.

Time melhora seu histórico

O desempenho do Santos no Rio-São Paulo -o time tenta conquistar neste ano o bicampeonato- está ajudando o clube a se aproximar de seus rivais cariocas no histórico de confrontos diretos.

O Santos não supera em vitórias nenhum dos chamados “grandes” de São Paulo e do Rio, segundo os dados de Francisco Mendes Fernandes, responsável pelo Departamento de Estatística do clube.

Se vencer o Botafogo hoje, o Santos se igualará ao rival carioca em número de vitórias. Em 65 confrontos, o Botafogo venceu 24, o Santos, 23, e houve 18 empates.

No último dia 11, o Santos conseguiu alcançar o Flamengo, ao vencer a equipe carioca por 3 a 1 na Vila Belmiro, também pelo Rio-São Paulo. Com o resultado, cada um ficou com 28 vitórias e 19 empates em 75 confrontos.

Vasco e Fluminense ganharam mais do que perderam do Santos. O Vasco ganhou 29 e perdeu 27 partidas para o Santos (25 empates). O Fluminense tem 23 vitórias contra 21 (12 empates).

A distância entre o Santos e seus rivais paulistas é bem maior.

O time só conseguiu 63 vitórias sobre o Palmeiras, contra 112 do adversário e 63 empates.

O Corinthians tem uma diferença de 33 vitórias a seu favor. Ganhou 107, perdeu 74 e empatou outras 74.

Contra o São Paulo são 95 vitórias tricolores, 70 santistas e 54 empates.

Argel vira líder do time

Com seis anos como profissional, o zagueiro gaúcho Argel, 23, já acumulou experiência no futebol que jogadores mais velhos ainda não possuem. Antes se transferir no início do ano para o Santos, a pedido de Leão, atuou durante três anos (95-97) no Verdy Kawasaki, do Japão.

Ele jogou no Internacional (RS), onde iniciou a carreira, e defendeu a seleção brasileira nas categorias infantil, juvenil, juniores e principal, para a qual foi convocado cinco vezes.

No Santos, Argel é titular desde que chegou e vem se destacando como um dos líderes da equipe.

Repórter – Atuar no Japão acrescentou algo ao seu futebol?
Argel – Acrescentou muito. Eu me tornei bem mais rápido porque o futebol lá é muito corrido.

Repórter – Você já se sente readaptado ao futebol brasileiro?
Argel – Sim. Fui bem recebido no Santos, que me deu toda a estrutura para desenvolver meu trabalho.

Repórter – Você não é o capitão do time e está há pouco tempo no clube, mas já exerce uma liderança na defesa e orienta os demais jogadores.
Argel – Acho que essa liderança é uma coisa normal, não é forçada. Procuro ajudar os companheiros, como eles procuram me ajudar. Há uma cobrança entre nós jogadores dentro do campo, e isso só ajuda.

Repórter – O seu entrosamento com o Ronaldão já é suficiente para ter dado estabilidade à defesa?
Argel – Acho que ainda estamos buscando o entrosamento ideal. A equipe ainda tem muito a melhorar na parte tática. Mas as coisas melhoraram bastante.

Sérgio Manoel reestréia no Botafogo após três anos

O Botafogo enfrenta o Santos hoje pela semifinal do Torneio Rio-São Paulo motivado com a reestréia do meia Sérgio Manoel, que retorna ao clube depois de três anos, e com a volta ao time do zagueiro Gonçalves, que estava servindo à seleção brasileira na Copa Ouro, nos Estados Unidos.

A comissão técnica do clube carioca não deu folga para os jogadores durante o Carnaval. Ontem, a equipe fez um recreativo à tarde e alguns jogadores treinaram pênaltis.

Em caso de empate na partida de hoje à noite, a classificação para a final da competição será decidida na cobrança de pênaltis.

O técnico Gílson Nunes avisou que sua equipe, mesmo jogando fora de casa, não vai assumir uma postura defensiva. Segundo Nunes, a equipe carioca vai atuar de forma compacta no meio-campo, buscando explorar a habilidade da dupla de ataque, Bebeto e Túlio.

O vencedor hoje decide o título da competição contra Palmeiras ou São Paulo, que disputam a outra semifinal. Na primeira partida, Santos e Botafogo empataram sem gols, no Maracanã.