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Santos 3 x 1 São Paulo

Data: 28/10/2015, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa do Brasil – Semifinais – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 13.932 torcedores
Renda: R$ 840.010,00
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Carvalho Van Gasse (ambos de SP).
Cartões amarelos: Luis Fabiano e Matheus Reis (SP).
Gols: Ricardo Oliveira (11-1), Marquinhos Gabriel (20-1) e Ricardo Oliveira (23-1); Michel Bastos (26-2).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes (Chiquinho), Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima (Geuvânio); Marquinhos Gabriel (Alison), Gabriel e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior

SÃO PAULO
Rogério Ceni (Denis); Bruno, Lucão, Lyanco e Matheus Reis; Rodrigo Caio, Paulo Henrique Ganso e Michel Bastos; Alexandre Pato, Alan Kardec (Centurión) e Luis Fabiano (Wesley).
Técnico: Doriva



Peixe despacha o São Paulo e se garante na final da Copa do Brasil

O futebol de hoje mudou muito em relação ao tempo em que Doriva ainda entrava em campo para jogar e ser comandado. O jogo ganhou velocidade, os sistemas táticos evoluíram e o talento por si só deixou de resolver sem uma mínima organização. Mas Doriva, hoje técnico do São Paulo, pagou caro por ter apostado em um futebol antiquado na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro. Com três atacantes e dois meias que abdicavam de recompor a marcação sempre que perdiam a posse da bola, o Tricolor do Morumbi sofreu com o compacto Santos de Dorival Júnior, sempre letal nos contra-ataques.

A medida pode ser baseada no desespero de reverter a vantagem santista conquistada na semana passada, no primeiro duelo da semifinal da Copa do Brasil, quando o Peixe venceu por 3 a 1. Mas o plano são-paulino, além de ter dificultado as coisas, ainda tornou a situação vexatória. Com muita facilidade desde os primeiros segundos de partida, o alvinegro praiano venceu o rival por 3 a 1 novamente e se garantiu na grande decisão da Copa do Brasil de 2015 contra o Palmeiras, que será disputada em dois jogos, dias 25 de novembro e 2 de dezembro, com a novidade do gol fora de casa não ser usado como critério de desempate. Um sorteio ainda nesta quinta vai definir a ordem dos mandos.

Sem ninguém para lhe incomodar, Lucas Lima ‘flutuou’ pelo gramado da Vila. O camisa 20 esnobou todo seu talento que o tem feito jogador de Seleção Brasileira, principalmente na etapa inicial. O meia aparecia na direita, na esquerda, infiltrava na área e atormentava seus marcadores, sempre atrasados na jogada.

Tanto espaço não seria desperdiçado pelo Peixe, que nesta quarta alcançou sua 14ª vitória seguida na Baixada Santista. Antes mesmo da primeira volta do relógio, Gabriel quase marcou, após falha de Lyanco, aposta de Doriva na vaga do contestado Luiz Eduardo. Mantendo o ritmo forte, não demorou para o Santos abrir o placar. Aos 11, Lucas Lima fez linda invertida para Gabriel, que cruzou de trivela para Ricardo Oliveira atingir 34 gols na temporada e ampliar a vantagem santista no confronto pela Copa do Brasil.

Cheio de homens de frente, o São Paulo era inofensivo e muitas vezes displicente no ataque, sem contar o nítido desentrosamento perante a um esquema ‘suicida’. Vanderlei ainda evitou o que seria um gol contra de Gustavo Henrique, depois de cobrança de falta, mas o time da casa queria mais.

A jogada do primeiro gol e tão eficiente diante do Corinthians, em Itaquera, pelas quartas de final, era a arma mortal. Saída rápida pelas beiradas e bola invertida para pegar o atacante de frente para o gol, preparado só para escorar. Assim, Lucas Lima quase marcou depois de receber cruzamento de Ricardo Oliveira, aos 15. Mas aos 20 não teve quase. Novamente em contra-ataque, o meia alvinegro virou o jogo da esquerda para a direita e encontrou Marquinhos Gabriel, que resolveu variar. Com tempo para definir o lance, o atacante ajeitou a bola para o pé bom e mandou de canhota, cruzado, no ângulo de Rogério Ceni. Um golaço!

Sem tempo para respirar, três minutos depois, o São Paulo ainda não tinha percebido que estava prestes a ser goleado se continuasse jogando daquela forma. Então, Thiago Maia, que nada tem com isso, aproveitou nova bobeada do rival e ligou a bola em Lucas Lima. Rapidamente o lance se transformou em três jogadores do Peixe contra dois desesperados são-paulinos. Assim, o meia do Santos só precisou rolar para a área, onde estava Ricardo Oliveira e seu faro matador. 35º gol no ano do centroavante de 35 anos e 3 a 0 para o Peixe no placar da Vila.

Pouco depois, Marquinhos Gabriel acertou a trave de Rogério Ceni. O relógio não marcava nem meia hora de clássico e a torcida do Peixe já gritava “olé” a cada toque na bola, enquanto os poucos são-paulinos nas arquibancadas faziam um silêncio mórbido, sem qualquer esperança de uma reviravolta.

Doriva então resolveu agir. Mesmo que tardiamente, o treinador Tricolor sacou Luis Fabiano e colocou Wesley no jogo, em uma tentativa de povoar um pouco um meio campo e tentar obter mais posse de bola e ao menos brigar pelos rebotes. Mas a essa altura o Santos já administrava sua larga vantagem.

A etapa final do clássico começou com uma surpresa. Rogério Ceni, que deu adeus ao sonho de conquistar o único título que nunca vencera na carreira antes de sua aposentadoria, ficou no vestiário e Dennis assumiu a meta Tricolor. A substituição não foi perdoada pelos torcedores do Peixe, que ironizaram: “Rogério amarelou”.

Sem seu capitão, o São Paulo passou todo o segundo tempo evitando uma goleada histórica e sem muita ambição em buscar uma classificação milagrosa. O time de Dorival Júnior também pisou no freio e o próprio técnico percebeu que não havia mais necessidade de correr riscos. Por isso, logo sacou Lucas Lima para a entrada de Geuvânio. Chiquinho também substituiu Daniel Guedes e Alison entrou na vaga de Marquinhos Gabriel. A noite foi marcante para o volante, que voltou a jogar uma partida oficial pelo Santos depois de oito meses. Foi justamente em um clássico contra o Tricolor, no primeiro semestre, que Alison rompeu os ligamentos do joelho direito pela terceira vez.

No São Paulo, Kardec deu lugar à Centurión. Mas foi Michel Bastos que ainda honrou o manto Tricolor. Primeiro, o meia acertou a trave em um forte chute de fora da área. Com a marcação frouxa, o jogador insistiu no lance seguinte em jogada semelhante, mas dessa vez não errou, diminuindo o prejuízo para 3 a 1.

Porém, nada impediria a sétima eliminação são-paulina imposta pelo Santos em disputadas de mata-matas. O tabu de não perder para o Tricolor na Vila Belmiro desde 2009 também foi mantido pelo alvinegro praiano, que volta à decisão de uma Copa do Brasil depois de cinco anos, quando levou sua primeira e única taça do torneio sob o comando de seu atual técnico: Dorival Júnior.

Empolgado depois de uma atuação inesquecível, o Santos se prepara para outro clássico, agora pelo Campeonato Brasileiro. Neste domingo, o time de Dorival Júnior reedita a decisão do Campeonato Paulista e ao mesmo tempo faz uma prévia da final da Copa do Brasil contra o Palmeiras, às 17 horas (sempre de Brasília), de novo na Vila Belmiro. Por outro lado, o São Paulo junta os cacos para receber o Sport Recife no Morumbi, também às 17 horas, mas no sábado. E a necessidade de uma resposta imediata é grande, já que conquistar uma vaga no G4 do Brasileiro é a última chance da equipe se classificar à Copa Libertadores da América de 2016 e mais um ano sem levantar um caneco.

Bastidores – Santos TV:

Santos atropela o São Paulo em 23 minutos, amplia freguesia e vai à final da Copa do Brasil

Parecia um treino de luxo do time da casa na Vila Belmiro na noite desta quarta-feira. O Santos massacrou o São Paulo em 23 minutos, abriu três logo de cara e sacramentou a classificação à decisão da Copa do Brasil. No fim, o time visitante ainda diminuiu e repetiu o placar do confronto de ida: 3 a 1 a favor do clube da Baixada.

Os gols santistas desta quarta-feira foram marcados por Ricardo Oliveira, duas vezes, e Marquinhos Gabriel. O São Paulo, acuado, só assistiu ao rival, viu Ceni deixar o clássico no intervalo por lesão e fez o seu com Michel Bastos, no fim.

No jogo de ida, no Morumbi, o Santos também havia vencido por 3 a 1, somando portanto 6 a 2 no placar agregado.

De quebra, a equipe da Vila Belmiro ampliou a freguesia contra o rival tricolor, que já completa 15 anos sem despachar o Santos em jogos eliminatórios. Foi a sétima queda seguida do São Paulo contra o Santos em duelos mata-mata. O time tricolor já havia levado a pior nas semifinais dos Paulistas de 2015, 2012, 2011 e 2010, além das oitavas da Sul-Americana 2004 e do Brasileirão 2002. A última vez que a equipe do Morumbi venceu o rival da Vila em um confronto desse tipo foi na decisão do estadual de 2000.

Era o São Paulo que precisava correr atrás do placar. Mas, mesmo com um time extremamente ofensivo, já que o técnico Doriva mandou Ganso, Michel Bastos, Pato, Kardec e Luis Fabiano a campo no ataque tricolor, nem assim a equipe visitante conseguiu se impor.

Em 10 minutos de jogo, duas chances claras perdidas pelo clube da casa. Aos 11, Alexandre Pato foi desarmado no ataque, Lucas Lima fez belo lançamento para Gabriel, que avançou nas costas de Matheus Reis e cruzou na medida para Ricardo Oliveira bater no canto e abrir o placar.

Não parou por aí. No lance seguinte, após novo erro da defesa do São Paulo, Ricardo Oliveira desceu pela esquerda e cruzou para Lucas Lima, que não alcançou a bola e por pouco não ampliou.

Aos 19, depois de cobrança de escanteio do São Paulo, o Santos armou contra-ataque e Marquinhos Gabriel recebeu no ataque, pela direita. O meia dominou e mandou de canhota no ângulo direito de Rogério Ceni, que nada pôde fazer. Golaço!

Assustado, o time tricolor só observou o rival fazer o terceiro. Em mais um contra-ataque pela esquerda iniciado por Lucas Lima, o meia foi até o fundo e cruzou na medida para Ricardo Oliveira que, sozinho dentro da área, só empurrou para a rede de Ceni.

Era um massacre. Com três no placar, o Santos não se acomodou e quase fez o quarto. E não tinham nem 30 minutos no cronômetro. Daniel Guedes escapou pela direita e alçou para a área. Lyanco falhou, Marquinhos Gabriel bateu de pé esquerdo e mandou na trave direita de Rogério.

Sem reação até então, Doriva mexeu no time tricolor. Sacou Luis Fabiano, que nada havia feito, e mandou Wesley ao gramado. O São Paulo equilibrou as jogadas no meio de campo e não sofreu mais perigos do Santos, que recuou até o fim da etapa inicial.

No intervalo, o goleiro Rogério Ceni alegou lesão e deixou o clássico para a entrada de Denis. O capitão tricolor torceu o pé em lance logo no início e não aguentou retornar para a etapa complementar.

O jogo mudou de figura nos 45 minutos finais. Com a classificação santista definida, já que o São Paulo precisava fazer improváveis cinco gols no segundo tempo, nenhum dos clubes se doou muito ao longo da etapa final.

Melhor para a equipe da casa, que só gastou o tempo e encaminhou mais uma classificação a uma decisão em 2015.

Não sem antes Michel Bastos receber de Centurión na entrada da área e disparar uma bomba de pé esquerdo, no canto esquerdo de Vanderlei. Nada que estragasse a festa alvinegra na Vila Belmiro.

Dorival Jr defende xará são-paulino e relata alegria de reviver 2010

Para muitos, o Santos definiu sua classificação à final da Copa do Brasil na semana passada, quando bateu o São Paulo no Morumbi por 3 a 1. Mas o discurso do elenco santista de que esqueceria a vantagem conquistada para o duelo desta quarta-feira não era só da boca para fora. Em 30 minutos brilhantes, o Peixe voltou a marcar três gols e, ao levar um no segundo tempo, eliminou seu rival após um novo 3 a 1. Na entrevista coletiva depois do clássico, Dorival Júnior se rendeu ao vistoso futebol apresentado por sua equipe e lembrou de 2010, ano que também sob o comando do atual treinador santista, o clube da Vila Belmiro chegou ao seu inédito título de Copa do Brasil com um estilo alegre e contagiante liderado por Neymar e com as companhias de Ganso e Robinho.

“Tenho que ressaltar a alegria de ver a equipe jogar um futebol dinâmico, veloz, competitivo, como era em 2010. Fruto de muito trabalho, da dedicação de muita gente que está aqui dentro, que trabalha duro para isso, para evitar qualquer conversinha. É isso que tem acontecido. Fico muito contente desse novo momento da equipe do Santos e espero que não termine tão cedo, porque é prazeroso assistir a equipe jogando com trocas de passe, sempre para frente”, disse o treinador do Peixe.

E se no primeiro confronto Dorival Júnior deixou o clássico satisfeito com o placar, mas preocupado com os vacilos no setor defensivo, que acabou contando com a ineficiência são-paulina na hora de concluir as jogadas em gol. Desta vez, o Peixe não deu chances ao rival da Capital, principalmente em função dos espaços encontrados diante de um São Paulo montado por Doriva com dois meias, três atacantes e poucos atletas para defender seu gol. Mesmo assim, o treinador do Peixe saiu em defesa de seu xará, já que o comandante Tricolor também se chama Dorival Júnior.

“Eu faria o mesmo que o Doriva fez, porque ele precisava agredir. E saindo um gol logo no começo, seria natural que as coisas se invertessem. O São Paulo, com a capacidade boa no meio campo, seria natural que as coisas mudassem. Você tem que arriscar. Acho que ele fez uma escolha correta. Lógico que tivemos espaço nos contra-ataques, soubemos tocar a bola, mas não acho que ele errou”, avaliou.

Posição da diretoria sobre data e local da final agradam Dorival Júnior

As finais da Copa do Brasil estavam agendadas para os dias 4 e 25 de novembro. No entanto, em um movimento liderado por Modesto Roma Júnior, presidente do Santos, a CBF acatou a ideia de alterar uma data da grande decisão para não deixar os dois confrontos tão espaçados. Com isso, o primeiro jogo passou a ser o do dia 25, enquanto o segundo duelo ficou para 2 de dezembro. Dorival Júnior aprovou a iniciativa e torce para que sua equipe esteja 100% preparada para enfrentar o Palmeiras.

“As datas a gente não tem o que falar, porque, paralelo a isso, o Campeonato Brasileiro segue. Estaremos brigando por posições. Os confrontos definirão as sortes das equipes no próprio campo. Se jogássemos agora, talvez o desgaste fosse grande. Até pode ser bom para a recuperação da equipe. Até para dar tempo de recuperar alguns atletas que estão no departamento médico. Espero que não percamos mais ninguém. Espero ter equipe completa, titular, para esses dois compromissos”, comentou o treinador.

Nesta quinta-feira, a CBF define, em sorteio, a ordem dos mandos da final. E Dorival não negou que se sentiu aliviado ao ser informado que Modesto não pretende abrir mão de jogar na Vila Belmiro, local que o Santos vem de 14 vitórias seguidas.

“Acho que não tem o que falar. Fundamental a Vila Belmiro para o Santos. Atitude correta a se tomar”, resumiu o treinador, que já chegou a discordar publicamente do presidente santista sobre a ideia de transferir alguns jogos para a Capital.

E apesar de ressaltar a importância dos clássicos com o Verdão na tão sonhada Copa do Brasil, que pode render o título e uma vaga na próxima Copa Libertadores da América, Dorival Júnior não esquece o Campeonato Brasileiro, onde o clube lutar apenas para ficar no G4 e garantir a mesma condição no torneio continental.

“Mais uma vez uma final com clássico regional, a mesma disputa do campeonato Paulista. Espero que o Santos se prepare muito bem, porque teremos dois compromissos dificílimos, complicados e, paralelo a isso, o Campeonato Brasileiro, que será fundamental”, avaliou.

Santos de 2015 é mais econômico e regular que time campeão em 2010

A vitória contundente do Santos sobre o São Paulo na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, garantiu o clube em sua segunda final de Copa do Brasil. Na até então única vez que havia decidido o título, o Peixe ficou com a taça, em 2010. Agora, a oportunidade de conquistar o Bi é real e será confrontada com o desejo do Palmeiras em ficar com o caneco. A coincidência nesses dois casos é o fato do treinador do Peixe ser o mesmo. Dorival Júnior eternizou seu nome no clube com o feito há cinco anos e pode escrever um novo capítulo nessa história. O treinador inclusive revelou que já esperava colocar o Santos entre os finalistas.

“Trabalhamos muito para chegar nesse momento. No jogo com o Sport, eu disse que se a gente passasse, íamos chegar na final da Copa do Brasil”, disse, lembrando de seu primeiro jogo a frente do time na competição.

Naquela oportunidade, o Peixe precisava reverter a vantagem dos pernambucanos, vencedores do duelo de ida por 2 a 1. E com o placar de 3 a 1, na Vila Belmiro, o alvinegro praiano avançou às oitavas de final da Copa do Brasil.

Mas, se compararmos as equipes de 2010 e a deste ano na tradicional competição por mata-mata, vamos perceber que apesar do técnico ser o mesmo, o perfil das campanhas é bem diferente. Enquanto o time de Neymar, Paulo Henrique Ganso, Robinho e André encantava com suas goleadas e seu futebol moleque, o esquadrão liderado por Ricardo Oliveira, Licas Lima e Gabriel preza pela organização tática e faz menos gols. No entanto, é mais eficiente e não deixa de jogar um futebol vistoso, com as características do clube.

Para levantar o troféu inédito em 2010, o Santos disputou 11 jogos, conquistou sete vitórias e perdeu quatro vezes. O atual elenco santista nem jogou as finais e já chegou a 12 partidas nesta Copa do Brasil, com 10 vitórias, um empate e apenas uma derrota.

Já no quesito bola na rede não tem para ninguém. O Santos em 2010 marcou espantosos 39 gols, com destaques para as goleadas por 10 a 0 em cima do Naviraiense e 8 a 1 sobre o Guarani. Foram apenas 15 gols sofridos ao todo. Nesta temporada, a campanha é mais modesta. Até a semifinal, o Peixe fez 23 gols e levou 10, sendo que o placar mais elástico que o time conseguiu foi o 3 a 1, repetido nos dois duelos contra o São Paulo e na partida de volta diante do Sport Recife.

Quando ajudou o Peixe a ser campeão em 2010, Neymar acabou como artilheiro da Copa do Brasil ao anotar 11 gols. Este ano, o goleador máximo da competição também é um santista. Gabriel está isolado, mas com sete gols. Com isso, precisaria fazer dois jogos inesquecíveis nas finais contra o Palmeiras, marcando quatro gols, para igualar a marca do hoje craque do Barcelona.

Mas, independente dos números, a responsabilidade maior que o atual grupo comandado por Dorival Júnior carrega é de encerrar a Copa do Brasil da mesma forma como aconteceu em 2010: consagrado campeão.


São Paulo 1 x 3 Santos

Data: 21/10/2015, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa do Brasil – Semifinal – Jogo de ida
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 26.434
Renda: R$ 1.500.367,00
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Auxiliares: Rogério Pablos Zanardo e Carlos Augusto Nogueira Junior (ambos de SP).
Cartões amarelos: Luis Fabiano, Lucão, Centurión, Thiago Mendes (SP); Marquinhos Gabriel (S).
Gols: Gabriel (15-1) e Alexandre Pato (26-1); Ricardo Oliveira (58s-2) e Marquinhos Gabriel (04-2).

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Bruno, Lucão, Luiz Eduardo (Centurión) e Matheus Reis; Rodrigo Caio e Thiago Mendes; Michel Bastos (Alan Kardec), Paulo Henrique Ganso e Alexandre Pato; Luis Fabiano.
Técnico: Doriva

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, David Braz, Werley, Zeca; Thiago Maia, Renato, Lucas Lima; Marquinhos Gabriel (Neto Berola), Gabigol (Paulo Ricardo) e Ricardo Oliveira (Gustavo Henrique).
Técnico: Dorival Júnior



Santos supera tempestade e vence o São Paulo com boa vantagem na semi

O Santos soube jogar debaixo de uma tempestade nesta quarta-feira e derrotou o São Paulo por 3 a 1, no estádio do Morumbi, na primeira partida das semifinais da Copa do Brasil por 3 a 1. Por conta do regulamento do torneio, os gols marcados fora de casa permitirão que o Peixe perca por até dois tentos de diferença para ir às finais da competição. O time que avançar enfrentará o vencedor de Palmeiras e Fluminense. O Tricolor carioca saiu na frente no jogo de ida com um triunfo por 2 a 1, no Maracanã.

O São Paulo imprimiu o ritmo que queria no início do primeiro tempo, mas o Santos foi mais eficiente e chegou ao primeiro gol com o jovem Gabigol, aos 15 minutos. O empate do Tricolor veio aos 25, em finalização de Alexandre Pato dentro da área. O time até teve a chance de virar o jogo aos 40, mas Ganso conseguiu perder um gol inacreditável. O lance custou caro e, com o auxílio de falhas da defesa são-paulina, o Peixe balançou as redes mais duas vezes. Ricardo Oliveira e Marquinhos Gabriel, aos 58 segundos e 4 minutos da etapa complementar, respectivamente, foram os autores dos tentos.

Chamaram a atenção no confronto dois elementos extracampo. Um apagão deixou o Morumbi completamente às escuras com menos de um minuto de jogo. Já nos minutos finais do primeiro tempo, uma tempestade prejudicou as condições do gramado e dificultou o trabalho da atrapalhada defesa são-paulina nos dois últimos lances de gol do rival.

O jogo de volta entre as equipes está marcado para a próxima quarta-feira, dia 28, na Vila Belmiro. Antes, porém, os times terão duelos importantes na luta por uma vaga no G4 do Campeonato Brasileiro. O São Paulo, que ocupa a sexta posição no torneio, viajará para enfrentar o Coritiba, no domingo, no estádio Couto Pereira. Já o Peixe, atual quarto colocado, medirá forças com o Figueirense, sábado, no Orlando Scarpelli.

O jogo

Os relógios marcavam apenas 37 segundos de jogo no Morumbi quando uma queda de energia apagou os refletores e deixou o estádio na completa escuridão. A torcida são-paulina aproveitou o momento para ligar as luzes dos celulares e cantar com mais força, mas os jogadores do Tricolor optaram por voltar ao vestiário até que as condições fossem restabelecidas. Foram aproximadamente 15 minutos de paralisação até que o árbitro Raphael Claus autorizasse o reinício do duelo.

Com a bola rolando, o São Paulo avançou primeiro ao ataque e, aos 5 minutos, Luis Fabiano recebeu de Ganso e finalizou para defesa tranquila de Vanderlei. No minuto seguinte, Ganso alçou na área e Lucão cabeceou para fora. O Santos, embora não tenha mostrado um volume de jogo tão expressivo quanto o rival, soube aproveitar a sua primeira subida ao campo ofensivo. Aos 15, o lateral Daniel Guedes desmontou a defesa tricolor com um passe preciso e Gabigol, com tranquilidade, tirou do alcance de Rogério Ceni para abrir o marcador.

Aos 18 minutos, Luis Fabiano respondeu para o São Paulo e chutou próximo à trave de Vanderlei. Cinco minutos depois, Pato soltou a bomba de fora da área e mandou por cima da meta rival. O Santos, cada vez mais acuado na defesa e buscando só o contra-ataque, foi castigado aos 25 minutos. Michel Bastos fez o cruzamento da direita e alcançou Alexandre Pato na área. O artilheiro tricolor usou o peito para matar a bola e finalizou de bico, sem chances para Vanderlei.

Junto com o gol do São Paulo veio uma tempestade que há muito não atingia a capital paulista. Em campo, a zaga tricolor bateu cabeça, aos 28 minutos, e Thiago Mendes apareceu na defesa para interromper uma perigosa investida do Santos. A chance do Tricolor virar a partida surgiu aos 40 minutos, após Ganso receber grande passe pelo alto de Alexandre Pato. Na cara do goleiro e livre de qualquer marcação, Ganso teve tempo de dominar a bola, olhar para o gol, e chutar torto, direto para a linha de fundo.

Por mais eficiente que a drenagem do Morumbi tenha se mostrado, a intensidade da chuva deixou o campo com diversas poças d’água no intervalo. Foram essas condições que ditaram o ritmo nos primeiros segundos da etapa complementar. Logo após o apito do árbitro, o Santos aproveitou o gramado pesado e obrigou Rogério Ceni a se esticar todo para defender finalização vinda da direita. No escanteio, o goleiro tricolor patinou na área e, na sequência, aos 58 segundos, só observou o chute rasteiro de Ricardo Oliveira entrar à esquerda de sua meta.

A defesa são-paulina voltaria a se atrapalhar aos 4 minutos. Lucas Lima cruzou com precisão da direita e encontrou Marquinhos Gabriel. O jogador subiu sozinho no centro da área e cabeceou para levar o Peixe ao terceiro gol. Incapaz de acertar a equipe, o técnico Doriva tirou Michel Bastos – recém-recuperado de lesão – para a entrada de Alan Kardec. A alteração não trouxe tantas novidades para a formação tática do São Paulo, mas abriu novos caminhos no ataque. Aos 13 minutos, Luis Fabiano testou para as redes, mas teve o gol anulado por estar em posição de impedimento. O atacante recebeu cartão amarelo por reclamar da marcação do árbitro.

Aos 21 minutos, Gabigol completou cruzamento da direita e cabeceou em cima de Rogério Ceni. O São Paulo, no lance seguinte, chegou bem à frente, mas Vanderlei praticou a defesa após a indefinição na área. Doriva, então, tirou o zagueiro Luiz Eduardo e colocou o atacante argentino Centurión. A ida para o ataque levou o São Paulo a duas grandes chances. Alan Kardec, aos 25 e 27 minutos, não acertou a finalização e manteve inalterável a vantagem santista. Antes do apito final, Neto Berola apareceu bem no campo ofensivo e finalizou na trave de Rogério Ceni. Já Alan Kardec perdeu outra grande chance nos acréscimos do duelo.

Bastidores – Santos TV:

Apesar de larga vantagem, jogadores santistas pregam “pezinho no chão”

A primeira partida entre Santos e São Paulo pela semifinal da Copa do Brasil expôs todo o nervosismo do Tricolor e a boa fase que o Peixe vive na temporada. Debaixo de muita chuva no Morumbi, o Santos praticamente definiu sua vaga na grande final da competição com uma vitória por 3 a 1. Na arquibancada, mesmo em pequeno número, o torcedor santista já ironizou os são-paulinos com gritos de “eliminado”. Mas, no elenco alvinegro, a conversa tem outro tom.

“Isso é coisa de torcedor”, resumiu Ricardo Oliveira, que nesta quarta marcou o segundo gol do Peixe em cima do São Paulo.

“Vocês conhecem futebol. Nós sabemos que não tem nada ganha. Jogo ótimo, principalmente coletivamente. Nosso time é forte. Resultado importante, porém, ainda restam 90 minutos. Vamos com o pezinho no chão”, comentou o camisa 9.

O capitão santista deixou o campo com o dedo da mão luxado, mas já avisou que o problema não é nada sério. Além disso, o experiente jogador comentou sobre a equipe alvinegra ter lidado tão bem com um gramado encharcado, com muitas poças, o que dificultou o toque de bola.

“Eu acho que a gente precisa se adaptar em várias situações. Às vezes a gente pega gramados muito bons e hoje tivemos que nos adaptar com a chuva. Fomos eficientes. Logo fizemos dois gols na volta do segundo tempo”, explicou, sem negar o entusiasmo com a vantagem adquirida no Morumbi, apesar de toda a cautela nas palavras.

“Vantagem importante. Viemos para jogar futebol, para ser um time que defende a sua maneira de jogar, muito Fiel à sua maneira de jogar. Time simples. Sem a bola marcando, recebemos certa pressão, porém, conseguimos fazer 3 a 1, resultado importante. Vamos defender dentro de casa a possibilidade de passar à final”, concluiu o centroavante.

David Braz, outro líder do elenco santista, comemorou bastante a vitória nesta quarta-feira. Depois do apito final, o jogador abraçou os companheiros, foi em direção aos torcedores do Peixe e fez um pedido.

“Queremos o torcedor lá para nos apoiar. A gente sabe como é o futebol, temos que respeitar. Fui la pedir para que eles lotem a Vila Belmiro”, explicou o zagueiro, mais um a refutar qualquer clima de ‘oba-oba’ depois da vantagem conquistada pela equipe.

“Tem mais 90 minutos e espero que a gente possa fazer um grande jogo também na Vila para a gente chegar na final e conseguir o título. A gente tem que jogar o que vem jogando na Vila. Com o Dorival não perdemos lá ainda, espero que a gente possa manter essa força”, vislumbrou Braz.

Dorival Júnior confia na seriedade de seu grupo e explica substituições

O discurso dos jogadores santistas de que não tem nada ganho mesmo com a vitória por 3 a 1 em cima do São Paulo, no Morumbi, nesta quarta-feira, não é só da boca para fora. Quem garante é o técnico Dorival Júnior. Logo após a primeira partida da semifinal da Copa do Brasil, o comandante fez questão de ressaltar a postura firme de seu elenco, com o foco totalmente voltado para o duelo de volta, na próxima quarta, na Vila Belmiro.

“O Santos não pode se dar ao direito de achar que as coisas estão definidas. Não tem como relaxar em um momento como esse. Não é esse o perfil desse grupo e tenho certeza que não é isso que vai acontecer”, avisou o técnico do Peixe, antes de reforçar a cautela diante de um cenário tão favorável.

“Tudo é possível no futebol. Futebol não dá o direito de você relaxar em momento nenhum. Tem que ter o equilíbrio suficiente de saber as dificuldades que o adversário nos impôs hoje e aquilo que temos pela frente. Tudo pode acontecer. Você tem que se precaver de todas as formas”, avisou Dorival.

O treinador aproveitou a entrevista coletiva para explicar o motivo por ter terminado a partida com quatro zagueiros em campo, já que na segunda etapa Paulo Ricardo entrou na vaga de Gabriel e Gustavo Henrique substitui Ricardo Oliveira. Ambos se alinharam a David Braz e Werley na zaga do Peixe, fugindo totalmente do estilo de jogo do Santos e até do que Dorival Júnior costuma realizar.

“Foram 26 bolas aéreas contra três do nosso time. Eu tava incomodado, porque não estávamos encostando. Você tem que matar a jogada na nascente. Na primeira finta, eles tiravam a marcação e alçavam a bola. Tinham Fabiano, Kardec e justamente nas costas dos nossos dois zagueiros”, analisou o treinador, admitindo que sua ação não vai de encontro com seu gosto.

“Tive a necessidade, pela primeira vez, de colocar uns jogadores com um pouco mais de altura, contrariando aquilo que acho ideal para futebol, mas estávamos tendo muita dificuldade. E eles ainda tiveram algumas oportunidades no final. Por pouco não fizeram gol. É algo que precisamos acertar, corrigir”, concluiu.

Gabriel deixa Neymar para trás e lidera artilharia em Copa do Brasil

Aos 19 anos, Gabriel se tornou, nesta quarta-feira, o maior artilheiro do Peixe em Copa do Brasil. Ao abrir o placar para a vitória por 3 a 1 em cima do São Paulo, o camisa 10 chegou a 14 gols, deixando Neymar para trás, com 13 tentos marcados. Gabriel é o atual artilheiro desta edição do torneio com sete gols e fez outros setes juntando as temporadas de 2013 e 2014. Ao todo, o atacante entrou em campo 20 vezes, 16 como titular. O craque do Barcelona, por sua vez, defendeu o Santos em 12 compromissos de Copa do Brasil em 2009, 2010 e 2013.

Se for campeão nesta temporada e se mantiver como principal goleador, Gabriel também poderá igualar Neymar em outro quesito. O atual camisa 10 da Seleção Brasileira liderou o Peixe em 2010, quando o clube conquistou seu único título da Copa do Brasil até hoje. Além disso, naquela oportunidade, Neymar acabou a competição como artilheiro ao anotar 11 gols.

Robinho, outro grande ídolo da torcida santista, também foi ultrapassado por Gabriel na fase anterior da Copa do Brasil. Nas quartas de final, com dois gols em dois jogos contra o Figueirense, o atual menino prodígio da Vila Belmiro alcançou 13 gols na ocasião. Robinho tem 12 e precisou de 15 partidas na Copa do Brasil para chegar à marca. O Rei das Pedaladas atuou nas edições de 2010, 2014 e 2015, antes de partir para o futebol chinês.

Confira a lista de artilheiros do Santos em Copa do Brasil:

Gabriel – 14 gols (2013/2014/2015)
Neymar – 13 gols (2009/2010/2013)
Robinho – 12 gols (2014/2014/2015)
Viola – 11 gols (1998/1999)
André – 8 gols (2010)
Dodô – 7 gols (2000/2001)
Marcos Assunção – 5 gols (1997/1998/1999)
Robert – 5 gols (1997/2000)
Rodrigão – 5 gols (1999/2001)
Geuvânio – 4 gols (2014/2015)

Na Vila, Santos não leva três gols de diferença há mais de sete anos

O discurso dos jogadores e do técnico, como não poderia ser diferente, é aquele tradicional, de total respeito ao adversário. Mas a verdade é que o Santos praticamente definiu sua classificação à grande final da Copa do Brasil ao deixar o Morumbi na chuvosa noite desta quarta-feira com a vitória por 3 a 1. Os números evidenciam que apenas uma catástrofe fará com que o Peixe acabe eliminado pelo São Paulo na Vila Belmiro, em duelo marcado para a próxima quarta.

Para contrariar a lógica, o Tricolor precisa superar o Peixe em sua casa por uma diferença mínima de três gols. E isso não acontece há sete anos e quatro meses. O último a conseguir a proeza foi o Goiás, durante a disputa do Campeonato Brasileiro de 2008.

No longínquo 22 de junho daquele ano, em um domingo à noite, o Esmeraldino contou com gols de Romerito, Iarley (duas vezes) e Alex Terra para superar o alvinegro praiano na Vila Belmiro por 4 a 0, sob olhares de 3.848 torcedores pagantes. Era a sétima rodada da competição e o Santos, à época comandado pelo técnico Cuca, esteve em campo com a seguinte formação: Fábio Costa; Hudson, Fabão, Marcelo e Kleber; Rodrigo Souto, Marcinho Guerreiro (Quinõnez), Molina (Lima) e Rodrigo Tabata (Patrick); Wesley e Kléber Pereira.

Desde a goleada para os goianos, o Santos nunca mais sofreu um placar no estádio Urbano Caldeira que pudesse dar a classificação direta ao São Paulo nesta Copa do Brasil. O máximo que os adversários santistas conseguiram foi vencer por 3 a 1. Resultado que levaria o San-São da próxima quarta para a definição nos pênaltis.

Mesmo assim, as estatísticas não são nada animadoras para o time da Capital. Apenas sete equipes nos últimos sete anos conseguiram conquistar os três pontos na Vila com um placar por 3 a 1. São elas: o Coritiba, no Brasileiro de 2008; o Corinthians, no Paulista de 2009; o Palmeiras, no Brasileiro de 2010; o Bahia e a Portuguesa, no Brasileiro de 2012; o Paulista, no Estadual de 2013; e o Grêmio, no Brasileiro de 2015.

Agravante

Para complicar ainda mais a tarefa do São Paulo neste confronto de semifinal de Copa do Brasil, o Peixe vive um momento espetacular jogando em casa. Desde que Dorival Júnior assumiu a equipe, o Santos venceu todos os 13 jogos que realizou na Vila Belmiro. Nesta temporada, foram 27 duelos na Baixada Santista, com 22 vitórias, quatro empates e apenas uma derrota, sofrida para o Grêmio, dia 5 de julho, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O Santos ainda defende um tabu direto diante de seu rival. Já são seis anos sem ser derrotado na Vila Belmiro pelo São Paulo. Em partida pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2009, com gols de Hernanes, Jorge Wagner, Rogério Ceni e Washington, o time são-paulino superou o Peixe por 4 a 3. André, Robinho e Rodrigo Souto descontaram para os mandantes naquela que foi a última vitória do Tricolor na casa alvinegra.

Portanto, pelo menos estatisticamente, o Santos está muito perto de eliminar o São Paulo em uma disputa de mata-mata pela sétima vez seguida. O último revés aconteceu na decisão do Paulista de 2000. De lá para cá, o Peixe se deu melhor nos Estaduais de 2010, 2011, 2012 e 2015, no Brasileiro de 2002 e na Copa Sul-Americana de 2004.

Santos 3 x 1 Fluminense

Data: 04/10/2015, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 29ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 7.491 pagantes
Renda: R$ 298.780,00
Árbitro: Sandro Meira Ricci (SC)
Auxiliares: Helton Nunes e Thiago Americano Labes (ambos de SC).
Cartões amarelos: Daniel Guedes, Thiago Maia e Neto Berola (S); Pierre e Marlon (F).
Gols: Lucas Lima (05-1) e Marquinhos Gabriel (11-1); Neto Berola (38-2) e Robert (48-2).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, David Braz, Gustavo Henrique (Werley) e Chiquinho; Thiago Maia, Renato e Lucas Lima; Marquinhos Gabriel (Neto Berola), Gabriel (Leandro) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior

FLUMINENSE
Diego Cavalieri; Higor Leite, Gum, Marlon e Victor Oliveira (Robert); Pierre, Jean e Gerson; Marcos Junior (Lucas Gomes), Osvaldo (Magno Alves) e Wellington Paulista.
Técnico: Eduardo Baptista



Santos domina o Fluminense, vence com facilidade e entra no G4

Em mais uma boa atuação coletiva, o Santos conseguiu derrotar o Fluminense por 3 a 1 na tarde deste domingo, na Vila Belmiro. O Peixe dominou a partida desde o primeiro minuto e soube controlar até os poucos bons momentos do adversário, anotando seus gols com Lucas Lima, Marquinhos Gabriel e Neto Berola. Já nos acréscimos, Robert descontou para os cariocas.

O resultado faz o time da Baixada entrar no G4 da competição. Com 46 pontos, os alvinegros foram beneficiados na rodada pela derrota do Palmeiras e seguem em vantagem sobre o São Paulo no saldo de gols, diminuindo a desvantagem para o Grêmio, terceiro colocado, que tem 52. O Tricolor carioca, por sua vez, fica estacionado nos 37 pontos, ainda correndo risco de rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

Agora, ambos os times terão de dias de treinamento até voltarem a campo. Também envolvidas nas semifinais da Copa do Brasil, as equipes terão duelos difíceis no retorno do Brasileiro. Enquanto o Flu recebe o São Paulo no Maracanã, no dia 14, os comandados de Dorival Júnior têm um confronto direto com o Grêmio, na casa do adversário, às 21h do dia 15.

O jogo

O primeiro tempo começou com o Peixe mostrando por que é avassalador quando atua em seus domínios. Logo aos cinco minutos de bola rolando, o alvinegro apostou na pressão na saída de bola e conseguiu abrir o placar. Marlon recuou para Diego Cavalieri, no lado esquerdo da área, e o goleiro demorou a chutar. Lucas Lima, que chegou a ser dúvida pelo cansaço físico, mostrou disposição para acreditar no lance e travar a jogada. A redonda bateu nele, pegou uma curva e entrou rente à trave direita.

Logo depois, o ritmo continuou alucinante por parte dos santistas, enquanto os tricolores pareciam não entender o que estava acontecendo dentro de campo. Gabriel, em grande fase, conseguiu fintar dois marcadores com o corpo e invadiu a área pela direita. Cheio de confiança, o avante bateu de canhota, cruzado, mas a bola acabou desviando na perna direita de Marlon e, apesar de sair do caminho do gol, ficou limpa para Marquinhos Gabriel, na pequena área, que só empurrou para a rede.

Feliz com o placar e claramente poupando energias, já que o Dorival tem reclamado há algumas semanas da falta de descanso para os jogadores, o Peixe passou a trocar passes no meio-campo e se aproveitou da má performance do adversário para administrar a vantagem. Até o intervalo, ainda poderia ter ampliado a vantagem com Gabriel e Daniel Guedes, mas Cavalieri se redimiu e fez duas grandes defesas. Nos visitantes, apenas um chute de Wellington Paulista, por cima do gol, assustou Vanderlei.

O retorno para o segundo tempo foi o pior momento dos anfitriões durante toda a partida. Animado pela entrada do experiente Magno Alves, o clube carioca criou duas boas oportunidades, mas deu azar de elas caírem no pé de Wellington Paulista. Na primeira, livre na área, ele furou feio. Na segunda, pôde se redimir ao disparar belo chute de esquerda, que Vanderlei foi buscar.

Ciente do perigo que correria se levasse um gol, o treinador dos donos da casa sacou Marquinhos Gabriel, cansado, e apostou na velocidade de Neto Berola nos contra-ataques. Após duas boas subidas em contragolpes, o Santos conseguiu conter o ímpeto do adversário e retomou o controle das ações em campo, podendo administrar a vantagem com tranquilidade.

Até o apito final, ainda conseguiu balançar a rede do adversário outras três vezes, mas apenas uma delas foi válida. Primeiro Gabriel foi pego em impedimento ao desviar bola dentro da área. Depois, Werley ganhou pelo alto e cabeceou o no canto direito, mas o Sandro Meira Ricci pegou falta do defensor santista. O tento só veio quando Neto Berola apareceu livre na grande área, subiu bem após cruzamento de Daniel Guedes e testou firme, para o chão, vencendo Cavalieri.

Quase que como um prêmio por ter corrido durante todo momento, o garoto Robert, do Flu, acertou belo chute da entrada área e mandou a bola no ângulo direito, sem chances para Vanderlei. Foi a deixa para o encerramento da partida.
Bastidores – Santos TV:



Santos 3 x 2 Figueirense

Data: 01/10/2015, quinta-feira, 21h00.
Competição: Copa do Brasil – Quartas de final – Jogo de volta
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 25.930 pagantes (29.468 total)
Renda: R$ 1.281.485,00
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO)
Auxiliares: Jesmar Benedito Miranda de Paula e Evandro Gomes Ferreira (ambos de GO).
Cartões amarelos: Leandro Silva, Saimon, Carlos Alberto (F).
Gols: Gabriel (20-1), Marquinhos Gabriel (28-1) e Bruno Alves (36-1); Neto Berola (02-2) e Carlos Alberto (41-2).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato e Rafael Longuine (Neto Berola); Marquinhos Gabriel (Marquinhos), Gabriel (Serginho) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior

FIGUEIRENSE
Felipe; Leandro Silva, Bruno Alves, Saimon e Juninho; Jefferson, Fabinho, Ricardinho (Dudu) e Bruno Dybal (Carlos Alberto); Thiago Santana e Elias (Clayton).
Técnico: Hudson Coutinho



Peixe despacha o Figueira e garante San-São na semifinal da Copa do Brasil

Os jogadores do Santos não negam a preferência pela Vila Belmiro. Em compensação, provam a cada oportunidade que o Pacaembu é, sim, a segunda casa santista. Nesta quinta-feira, o time de Dorival Júnior passeou em cima do desfalcado Figueirense e chegou à nona vitória seguida no estádio paulistano. Aliás, onde não perde em competições nacionais desde 2010. A vitória por 3 a 2 confirmou o favoritismo do Peixe, que já havia vencido em Santa Catarina, por 1 a 0. Com isso, está confirmado o clássico contra o São Paulo em uma das semifinais da Copa do Brasil. Do outro lado, Palmeiras e Fluminense decidem uma vaga na grande final. A CBF ainda fará os sorteios para definir a ordem dos mandos e os horários dos jogos, mas as datas estão reservadas para 21 e 28 de outubro.

Nesta quinta, Gabriel mais uma vez foi o grande nome do jogo. O jovem atacante de 19 anos abriu o placar, depois de receber longo lançamento de Marquinhos Gabriel e ainda contar com a sorte, já que a bola desviou no goleiro Felipe antes de entrar. Pouco tempo depois, o camisa 10 retribuiu o ‘favor’ e mostrou toda sua técnica ao dar um lindo passe de ‘trivela’ para o meia do Peixe ampliar de cabeça.

Ainda no primeiro tempo, Bruno Alves descontou, após cobrança de escanteio. Porém, no primeiro lance da etapa complementar, Neto Berola marcou seu primeiro gol em 16 jogos pelo Peixe e decretou a classificação do Alvinegro praiano para enfrentar o São Paulo na próxima fase. Carlos Alberto ainda descontou novamente, mas nada que alterasse o rumo da classificação santista.

Independentemente de comemoração ou lamentação, agora as duas equipes voltam suas atenções para o Campeonato Brasileiro. Neste domingo, o Santos luta para entrar no G4 na partida contra o Fluminense, às 16 horas, na Vila Belmiro. No mesmo dia e horário, o Figueirense visita o Goiás, no Serra Dourada, em duelo direto na briga contra o rebaixamento.

O jogo

Longe da Vila, mas com apoio maciço de seu torcedor na capital paulista, o Santos se mostrou à vontade na noite desta quinta-feira e jogou do jeito que gosta contra o desfalcado Figueirense.

O clube catarinense até iniciou a partida de forma ousada, com uma marcação alta e tocando bem a bola. Thiago Santa chegou a aparecer livre nas costas de Daniel Guedes logo aos quatro minutos, mas acabou adiantando muito a bola e perdendo o domínio.

O problema do Figueira era a falta de entrosamento da equipe. Gabriel usava a linha de impedimento mal feita de seu rival para aparecer sempre com perigo pelas pontas. E, aos 20 minutos, mesmo com menos posse de bola, o Peixe abriu o placar justamente desta forma. Marquinhos Gabriel lançou do campo de defesa e o camisa 10 recebeu livre, já dentro da área. Sem ângulo, Gabriel tentou cruzar para Ricardo Oliveira, mas a bola bateu na perna do goleiro Felipe e entrou no cantinho.

Era tudo o que o Santos queria. A torcida se empolgou e o time cresceu. Assim, não demorou para o placar ser movimentado mais uma vez. Desta vez, Gabriel retribuiu a assistência e, em um lindo cruzamento de ‘trivela’, pela direita, encontrou Marquinhos Gabriel livre, no meio da zaga do Figueirense. De cabeça, o meia ampliou: 2 a 0.

Apagado, Ricardo Oliveira por pouco não deixou sua marca depois de uma cobrança de escanteio. Felipe defendeu a cabeçada do centroavante. Mas, para quem esperava um Figueirense já entregue, veio a surpresa aos 36 minutos. Escanteio pela esquerda do ataque dos visitantes e o zagueiro Bruno Alves se antecipou na primeira para diminuir antes do intervalo.

Se alguém no Figueirense se empolgou com o gol marcado pouco antes do fim da primeira etapa, esse sentimento durou apenas enquanto os times descansavam nos vestiários, porque, assim que o duelo recomeçou, o Peixe não perdeu tempo e marcou seu terceiro gol. Neto Berola, que entrou no lugar de Rafael Longuine, aproveitou cruzamento de Daniel Guedes e partiu para o abraço.

O técnico Hudson Coutinho, mesmo ciente de que só um milagre lhe traria a classificação, resolveu rodar o elenco e usou suas três substituições. O time, já sem qualquer responsabilidade, passou a dominar as ações e rondar o gol de Vanderlei.

Thiago Santana perdeu uma grande chance, pela esquerda, ao estufar as redes pelo lado de fora, e Saimon por pouco não diminuiu o marcador ao aproveitar cobrança de escanteio e cabecear com perigo, à direita de Vanderlei. Mas, a deficiência técnica impediu qualquer tipo de reação. Carlos Alberto, em jogada individual, ainda descontou aos 41 minutos do segundo tempo, mas a equipe pecava no ‘último passe’ e, mesmo em maioria em alguns ataques, não conseguia ser efetivo.

Ao Santos, restou administrar, jogar com a vantagem estabelecida e até mesmo se poupar em campo. Dorival também usou todas as alterações a que tem direito e o jogo caiu de ritmo, até de uma forma natural. Nos instantes finais, foi possível apenas ouvir os gritos de “olé” da torcida do Peixe, agora ciente de que terá uma missão bem mais difícil pela frente, contra o São Paulo.

Bastidores – Santos TV:

Dorival reprova atuação do Santos na vitória em cima do Figueirense

O Santos atingiu seu objetivo. Venceu o Figueirense mais uma vez e garantiu vaga na semifinal da Copa do Brasil. Mas o semblante de Dorival Júnior durante a entrevista coletiva deixou claro que o técnico não estava satisfeito com os dois gols que a equipe sofreu, e muito menos pelo desempenho em campo.

“Muito diferente daquilo quem o Santos vinha jogando. Resultado, lógico, deixa satisfeito, mas o principal não foi executado. Talvez, pelo resultado alcançado, não tenha chamado tanto a atenção, mas precisamos melhor muito para que possamos ir bem na próxima partida, contra o Fluminense, pelo Campeonato Brasileiro”, alertou o comandante.

Dorival não gostou, principalmente, do fato de sua equipe não ter aproveitado a larga vantagem no placar agregado para se poupar e administrar o jogo. Pelo contrário, deixou o Figueirense crescer no segundo tempo e, apesar de a classificação não ter corrido riscos, os jogadores acabaram saindo de campo bem mais desgastados do que se imaginava.

“O maior problema hoje (quinta) foi o desgaste excessivo. Jogamos muito distante, com bolas alongadas desde o primeiro tempo. Não encaixamos nossa primeira bola, perdemos muito a segunda bola, não tínhamos presença no ataque, como sempre fazemos. Hoje, talvez nosso maior prejuízo tenha sido esse, essa falta de posse de bola. E demos, inclusive, chance para que o adversário pudesse nos contra-atacar, com espaço para isso”, analisou Dorival, sempre preocupado com a recuperação de seus atletas, já que o clube não pretende abrir mão de nenhuma competição.

“Nós vamos continuar acompanhando os dois campeonatos da mesma forma. Não faremos opção. Agora, nosso foco passa a ser o Fluminense”, concluiu.

Com gol e assistência, Marquinhos Gabriel diz que está dando a vida em campo

Com seus direitos ligados ao Al Nassr, da Arábia Saudita, Marquinhos Gabriel está emprestado ao Santos até dezembro. Depois de ficar perto de ser dispensado, o jogador tem provado a cada jogo seu valor e, nesta quinta, voltou a ser importante para o Peixe na vitória por 3 a 2 em cima do Figueirense, que garantiu a equipe na semifinal da Copa do Brasil.

“Eu estou dando minha vida, né? Fazendo o máximo dentro de campo. Às vezes na técnica não vai, a gente vai procurar na raça, na dedicação”, afirmou o meia.

Depois de balançar as redes contra o Fluminense, Marquinhos Gabriel mostrou todo o entrosamento dele com Gabriel nesta quinta. Primeiro, o meia fez a assistência para o atacante abrir o placar. Em seguida, foi a vez de Gabriel servir Marquinhos, que não desperdiçou.

“A gente vem numa crescente. Foi uma bela assistência do Gabriel. A gente tem treinado bastante contra-ataque. Sabemos o que temos que fazer dentro de campo. Temos que voltar a ter pegada. Deixamos a desejar nessa parte”, comentou o jogador, lembrando a importância da equipe esquecer um pouco da Copa do Brasil.

“Agora temos um jogo decisivo, contra o Fluminense. Primeiro vamos concentrar e esperar o sorteio (dos mandos das semifinais), mas temos jogos importantes antes”.

Aliás, o adversário nesta semifinal da competição por mata-mata promete dar mais trabalho que o Figueirense. Apesar de não ter perdido nenhuma partida para o São Paulo nesta temporada, Marquinhos Gabriel faz questão de ressaltar que o momento é outro.

“São situações diferentes. O São Paulo tem outro treinador, agora é Copa do Brasil. São coisas de passado. Precisamos manter o foco aqui. A equipe deles melhorou muito e vamos trabalhar por mais um título”, finalizou.

Apesar de vitória e bom retrospecto no Pacaembu, Santos jogará semi na Vila

Mesmo com a vitória sobre o Figueirense por 3 a 2 na Copa do Brasil e o recorde de público no ano como mandante, jogando no Pacaembu, o Santos irá jogar as semifinais da competição nacional contra o São Paulo na Vila Belmiro. A confirmação veio através do presidente do clube, Modesto Roma Júnior, após o jogo desta quinta-feira.

“Vamos mandar na Vila. A festa foi bonita hoje, mas não vou deixar nossos amigos lá na Vila. Tenho certeza que vamos fazer uma peixada lá junto com o Carlos Miguel (Aidar, presidente do São Paulo). Eu não abro mão da Vila. Não abro!”, afirmou o dirigente.

Jogar no Pacaembu, mesmo com 25.939 pagantes (29.438 espectadores) e uma ótima renda como no duelo contra o Figueira, não agrada a comissão técnica e os jogadores, podendo ser uma das causas para o Santos atuar na Vila Belmiro no duelo contra o São Paulo pela Copa do Brasil. A ordem das partidas ainda não foi definida, mas as datas das partidas serão nos dias 21 e 28 de outubro.

“A questão não é renda. As torcidas não estão nos abandonando. Nós temos que usar da nossa estratégia para jogar na Vila quando é dia de Vila. E jogar em São Paulo quando é dia de São Paulo. Precisamos ter o equilíbrio para sabermos quando é necessário utilizarmos a pressão da Vila Belmiro e também para jogarmos em um estádio tão agradável como o Pacaembu”, afirmou o presidente santista.

Apesar das reclamações pela diretoria ter colocado o jogo para ser disputado no Pacaembu o Santos tem um ótimo retrospecto no recinto da capital paulista. Desde 2010, a equipe da Vila Belmiro venceu 14 partidas e empatou três no estádio jogando em competições nacionais. Pela Copa do Brasil foi o segundo triunfo. Ainda assim, Modesto Roma prefere o histórico da equipe na Vila Belmiro.

“Vocês dizem que o Santos é imbátivel na Vila, então eu vou jogar na Vila. Eu compenso a perda de arrecadação ano que vem. Se eu for campeão, vou compensar com a Libertadores. Tenho certeza que a minha torcida vai me apoiar”, sentenciou o dirigente santista.

Gabriel marca contra Figueira e se iguala a Neymar na Copa do Brasil

No jogo em que o Santos se garantiu nas semifinais da Copa do Brasil, o atacante Gabriel se igualou a Neymar. Na noite desta quarta-feira, o jogador marcou um gol no estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP), diante do Figueirense, que foi derrotado pelo elenco da Vila Belmiro por 3 a 2. Com isso, o jovem de 19 anos está empatado em tentos com o atleta do Barcelona, dividindo o posto de maior goleador da história do Peixe no torneio, ambos com 13.

“Muito contente em alcançar essa marca. Ser o maior artilheiro do Santos em Copa do Brasil com grandes jogadores que esta equipe teve, mas eu não penso no individual e sim no coletivo, eu quero muito ser campeão”, afirmou.

De quebra, Gabigol ultrapassou Robinho no ranking de artilheiros santistas na Copa do Brasil. Jogando no futebol chinês, o ex-jogador do Santos tem 12 gols, ficando atrás de Gabriel e Neymar.

Na atual edição, Gabigol tem seis gols e empatou na artilharia da competição com Ronaldo, do Ituano, clube que já está eliminado da competição. Um rival em potencial pelo topo da tabela de goleadores é Alexandre Pato, do São Paulo, que tem quatro tentos.

Em seu gol contra o Figueirense, Gabriel recebeu um belo passe de Marquinhos Gabriel aos 20 minutos do primeiro tempo. O atacante invadiu a área e, sem ângulo, tentou servir Ricardo Oliveira, mas a bola desviou no goleiro Felipe e foi para o fundo das redes.

O jogador até teve outras oportunidades para bater o recorde e se tornar o maior artilheiro do Santos na Copa do Brasil, mas o técnico Dorival Júnior optou por tirar Gabigol aos 26 minutos do segundo tempo.

Refugiados sírios vão ao Pacaembu e assistem a triunfo santista na Copa do Brasil

Após irem a Vila Belmiro, cerca de 80 refugiados sírios marcaram presença novamente em um jogo do Santos. Na noite desta quinta-feira, no estádio do Pacaembu, em São Paulo, os “convidados especiais” assistiram à vitória do Peixe diante do Figueirense por 3 a 2 e vibraram muito com a experiência de ver a partida.

A ação que é promovida pelo Santos é feita em parceira com a Oasis Solidário, associação que dá assistência aos refugiados no Brasil. O sírio Amer Masarani, presidente da entidade, está no Brasil desde 1996 e afirmou que a ideia partiu do time da Vila Belmiro, lembrando que a equipe é famosa por atos de solidariedade, como quando parou a guerra de Biafra, na Nigéria, em 1969.

“Essa ação foi iniciativa do Santos mesmo. Historicamente eles têm um trabalho muito grande com esse tipo de solidariedade, tanto que eles pararam uma guerra uma vez. Eles chamaram a gente para trazermos os refugiados sírios. Fizemos isso na Vila Belmiro e agora viemos para o Pacaembu”, relata Amer.

Segundo Amer, a ação promovida pelo time santista serve para os sírios recém-chegados ao Brasil esquecerem os traumas causados pelos conflitos da região. O presidente da Oasis Solidário afirma que os refugiados esperam ter uma chance de viver sem preocupações no país sul-americano, diferente dos muitos outros estrangeiros que chegam aqui.

“Quando eu vim pra cá em 1996 estava na esperança de melhorar meu futuro, eles por outro lado querem ter uma chance de viver. O jogo do Santos para o povo distrair, esquecer o trauma causado pela guerra. Deixar as preocupações de lado, principalmente aquelas que eles viveram em meio a tanto sofrimento”, revela.

Inicialmente eram esperados 100 sírios, mas muitos não foram ao jogo porque trabalham à noite ou estavam cuidando a família. Inclusive, entre os refugiados que estão no Brasil existem esportistas. Segundo Amer, um jogador de futebol, que atuava no Al-Ittihad Aleppo, tradicional clube do país asiático, não pôde ir à partida porque estava no serviço.

Os sírios presentes no Pacaembu mostraram empolgação em conhecer o estádio. Alguns arriscavam um “obrigado” para agradecer as pessoas que os ajudavam a chegar em seus lugares. Um grupo mais empolgado entoou o grito de “Santos!”, aguardando o início do confronto contra o Figueirense.

O grupo que foi ao Pacaembu já está sob os cuidados da Oasis. A associação trata de ajuda-los a encontrar emprego e moradia, além de ensinar o português para quebrar a barreira do idioma.

“Os refugiados antes de chegar no aeroporto se comunicam com a gente através da nossa página. Nossa associação vai busca-los lá, faz a preparação dos documentos deles com a Polícia Federal, carteira de trabalho, emprego, além de procurar moradias para eles. Também ensinamos português para eles porque a maior barreira é o idioma”, sentencia.

Ricardo Oliveira não reclama de desgaste: “Qualquer um gostaria de ter”

A vitória do Santos por 3 a 2 em cima do Figueirense expôs um cansaço maior que o normal por parte da equipe santista. O time não rendeu o que era esperado e viu a equipe de Santa Catarina muitas vezes dominar as ações do jogo. A atuação inclusive rendeu críticas do técnico Dorival Júnior. Por outro lado, o capitão Ricardo Oliveira fez questão de agradecer às 29.468 pessoas que foram ao Pacaembu prestigiar a equipe nesta quinta à noite e admitiu um esforço extra.

“Fica o agradecimento pelo apoio do torcedor, que compareceu para incentivar. A gente tenta fazer o que está dentro das nossas possibilidades. Em concordância com o departamento de fisiologia. A gente está pensando em como recuperar, pois já domingo temos jogo importante. Estamos conseguindo manter a parte boa”, comentou o artilheiro do time na temporada.

Mas, ao ser questionado de forma insistente sobre a maratona de jogos a que o time vem sendo submetido, o centroavante de 35 anos evitou fazer qualquer reclamação. Vale lembrar também que, após a partida contra o Fluminense, o camisa 9 ficará à disposição de Dunga para os dois primeiros jogos do Brasil nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo, dias 8 e 13. Pelo Brasileirão, o Santos enfrenta o Grêmio, no Sul, dia 15.

“Temos agora que recuperar o quanto antes, porque temos jogos dentro de casa e queremos vencer pelo Campeonato Brasileiro. Está ótimo. É uma sequência que qualquer jogador gostaria de ter. Temos esses dias para recuperar, temos jogo domingo. Depois, sim, é se apresentar à Seleção Brasileira”, minimizou Oliveira.

Ao falar sobre o São Paulo, próximo adversário na Copa do Brasil, o experiente jogador usou poucas palavras e preferiu ressaltar o peso da competição, e o fato de três times paulistas estarem entre os quatro que sobraram pela briga do título.

“É uma grande equipe, com grandes jogadores. É uma semifinal aberta. A Copa do Brasil desse ano mostra a força dos paulistas. Temos três clubes de São Paulo (na semifinal) e nós esperamos aquilo que nós traçamos para a Copa do Brasil, que é chegar a uma final. Porém, sabendo que temos que passar pela semifinal”, concluiu.

Dorival detona CBF por perder titulares em reta final: “É o Brasil”

A boa fase do Santos na temporada vai custar ao clube perder quatro jogadores na próxima semana por causa de convocações. Lucas Lima e Ricardo Oliveira vão servir a Seleção principal nas Eliminatórias Sul-americanas para a Copa do Mundo, enquanto Gabriel e Zeca se apresentarão à Seleção olímpica. Portanto, no período de dez dias sem jogos pelo Campeonato Brasileiro e pela Copa do Brasil, Dorival Júnior sequer poderá aperfeiçoar sua equipe ou mesmo dar aos seus principais atletas o tão aguardado período de recuperação.

“Praticamente vai me tirar a possibilidade de trabalhar a equipe, porque são 40% da equipe fora. O que seria um ponto altamente favorável, para mim em particular, vai ser uma perda considerável, porque ele vão continuar jogando. O desgaste vai ser o mesmo. A recuperação vai inexistir, porque vamos receber de volta um dia antes do jogo. O prejuízo todo será do Santos”, esbravejou o treinador.

Logo após a partida deste domingo, contra o Fluminense, os jogadores santistas já se apresentam às seleções. O time olímpico atuará dias 9 e 12, em Manaus. Já a equipe principal entrará em campo dias 8, no Chile, e 13, em Fortaleza. Dia 15, Todos viajam com o Santos para Porto Alegre, local do confronto direto com o Grêmio por uma vaga no G4 do Brasileirão, seis dias antes da primeira semifinal contra o São Paulo, pela Copa do Brasil.

“Não vou conseguir preparar a equipe sem quatro jogadores fundamentais. Vai provocar um prejuízo grande na semifinal. Quem faz tabela não trabalha diretamente com futebol. Não tem ideia do prejuízo que proporciona, porque não imagina que êxito leva a convocações. É o Brasil. Não temos o que reclamar. Temos que trabalhar. Fazer o quê?”, questionou o treinador santista, inconformado com a situação.

Time
Dorival Júnior também se mostrou ansioso em poder contar com seus atletas lesionados. Nesta quinta, Lucas Lima não pôde jogar por causa de um estiramento na coxa direita e Geuvânio segue em tratamento também de um problema na coxa, este, porém, mais acentuado.

“É natural que fazem muita falta. Estão habituados àquilo que a equipe joga. O Lucas Lima espero contar já neste domingo. Geuvânio possivelmente para a segunda partida contra o São Paulo (dia 28). Talvez não na primeira. Vamos tentar acelerar, mas acho difícil. No mais, melhor aguardar”, explicou Dorival, antes de enaltecer o crescimento de outros atletas durante essa fase de necessidade do elenco em mostrar sua força.

“O Berola está começando a encontrar um caminho, a buscar uma regularidade importante. O Gabriel realmente vem crescendo muito. Vem chamando atenção, tem jogado de uma mameira madura, equilibrada. Tem participado de quase todos nossos gols. Vamos esperar que ele continue assim, se interesse ainda mais, porque ele tem capacidade para jogar não só finalizando, mas também armando, fato comprovado pelo segundo gol”, elogiou o técnico.

Dorival agradece escolha “sensata” de Modesto e vê rival “perigoso”

O objetivo santista em levar a partida desta quinta para o Pacaembu foi alcançado. O time venceu, garantiu vaga na semifinal da Copa do Brasil e bateu seu recorde de público na temporada. 25.930 pessoas pagaram para assistir a vitória por 3 a 2 em cima do Figueirense, mas 29.468 estiveram no estádio paulistano. A renda de R$ 1.281.485,00 também agradou a diretoria santista, que só arrecadou um valor superior na decisão do Campeonato Paulista, contra o Palmeiras, quando o clube registrou seu segundo maior público no ano, com 14.662 espectadores, e arrecadou R$ 1.555.280,00. Na ocasião, porém, além do fato da partida valer um título, o valor dos ingressos também eram mais caros. Já para esta quinta, havia até uma promoção, que liberava meia-entrada para os setores de arquibancada, caso o torcedor fosse à bilheteria com a camisa do Santos.

“Ninguém gosta de sair da Vila Belmiro. Essa é a grande verdade. Mas o que for decidido, nós acataremos”, disse, curto e grosso, Dorival Júnior, ao ser questionado sobre as possibilidades para a semifinal, frente ao São Paulo.

Em seguida, ao ser informado que o presidente Modesto Roma Júnior já se antecipou e confirmou o mando do Peixe na Vila Belmiro, o técnico se mostrou aliviado.

“Posição sensata. Fico feliz com isso e vamos nos preparar para os dois jogos”, afirmou.

O último San-São, aliás, foi disputado justamente na Baixada Santista. Naquela oportunidade, no entanto, o público e a renda decepcionaram. 5.552 torcedores levaram ‘apenas’ R$ 342.290,00 aos cofres do clube.

Aproveitando a oportunidade, Dorival Júnior fez questão de deixar claro, principalmente para o seu torcedor, que a vitória conquistada recentemente em cima do Tricolor Paulista não servirá como parâmetro para esta decisão.

“Aquela partida da Vila Belmiro foi muito bem disputada. O número de gols não condiz com aquilo que naturalmente aconteceu, pelo equilíbrio que tivemos. O Santos prevaleceu em determinado momento, mas hoje o São Paulo é mais compacto e equilibrado. Teremos dois grandes jogos”, avisou, lembrando os 3 a 0 impostos na 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, há menos de um mês.

“O histórico inexiste nesse momento. São duas partidas com outra característica. O São Paulo é perigoso, está evoluindo na competição, com todas essas incertezas que falam, mas está praticamente dentro do G4, brigando por vaga, como o Santos. Não vejo esse desequilíbrio todo”, explicou, minimizando as turbulências recorrentes em seu rival por consequência de alguns atritos entre diretoria, comissão técnico e elenco.

Santos 3 x 1 Internacional

Data: 27/09/2015, domingo, 11h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 28ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.043 pagantes
Renda: R$ 452.145,00
Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC)
Auxiliares: Fabricio Vilarinho da Silva e Bruno Raphael Pires (ambos de GO).
Cartões amarelos: Paulo Ricardo (S); Willian, Wellington, Juan e Silva (I).
Gols: Valdivia (26-1, de pênalti) e Marquinhos Gabriel (36-1); Gabriel (14-2) e Leandro (44-2).

SANTOS
Vanderlei, Victor Ferraz, Paulo Ricardo, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia (Léo Cittadine), Renato e Lucas Lima; Marquinhos Gabriel, Gabriel, Nilson (Leandro).
Técnico: Dorival Júnior

INTERNACIONAL
Alisson; Léo (Silva), Paulão, Juan e William, Nilton, Wellington (Alex Santana) e Anderson (Taiberson); Vitinho e Valdívia.
Técnico: Argel Fucks



Peixe bate Inter de virada e mantém vivo o sonho de chegar ao G4

No duelo de duas equipes que ainda sonham em chegar ao G4, o Santos se deu melhor e bateu o Internacional de Porto Alegre por 3 a 1 na Vila Belmiro. O Colorado até saiu na frente com Valdivia, que converteu cobrança de pênalti ainda no primeiro tempo. Mas Marquinhos Gabriel garantiu a igualdade. No segundo tempo, o Santos sobrou e virou sem maiores dificuldades. Gabriel, também de pênalti, fez o segundo gol santista e Leandro, já aos 44 minutos, sacramentou a importante vitória nesta 28ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Agora, pelo menos até o fim da rodada, o Peixe volta a colar no grupo que garante vaga na próxima Libertadores da América com 43 pontos, ainda um abaixo do Palmeiras, que tem 44. Já o Colorado estaciona nos 41 pontos, provisioriamente na oitava colocação.

O jogo

O torcedor que compareceu à Vila Belmiro na manhã deste domingo viu o time iniciar a partida jo jeito que ele gosta, com o Peixe partindo para cima e tomando a iniciativa. Sem Ricardo Oliveira, Nilson mudou um pouco as características do time, atuando mais fixo, como pivô, entre os zagueiros. Já Argel surpreendeu com uma marcação individual em cima de Lucas Lima. Willian acompanhou o meia por todo o campo no primeiro tempo e fez com que o camisa 20 acabsse recuando e abrindo pelas laterais. Porém, desta forma, articulador santista praticamente não apareceu nos primeiros 45 minutos.

Então, apareceram as figuras de Marquinhos Gabriel e Gabriel. Os dois homens de frente buscavam o gol a todo momento. O camisa 10 chegou a pedir pênalti em dois lances seguidos, mas Heber Roberto Lopes ignorou ambos.

E na única chegada mais forte do Colorado, Paulo Ricardo deslocou Juan dentro da área e acabou cometendo a penalidade máxima. Aos 26, Valdivia foi para a bola e rbiu o placar.

Depois de muita xiadeira da torcida, as coisas só se acalmaram com a parada médica para os atletas se hidratarem. E os cinco minutos de pausa foram fundamentais para Dorival Júnior arrumar sua equipe em campo. Logo aos 36, Nilson fez a parede e enfiou linda bola para Marqyuinhso Gabriel, na esquerda. O meia dominou e fuzilou Alisson. Era o gol de empate que os donos da casa queriam antes de descerem para o intervalo.

A segunda etapa teve um Inter mais recuado e, aparentemente, mais cansado. Com muitos desfalques, o time gaúcho pouco conseguia chegar ao gol de Vanderlei e, com isso, Santos crescia cada vez mais na partida em busca da virada. E não demorou muito para o cântico da torcida se fazer valer. 12 minutos e Lucas Lima é derrubado dentro da área por Silva e o árbitro não teve receio de marcar o segundo pênalti do jogo. Na batida, Gabriel estufou as redes com um forte chute no ângulo esquerdo do goleiro.

Era tudo que o Peixe precisava para sufocar de vez o Inter. Aos 19, Thiago Maia chegou no ataque como elemento surpresa e, na entrada da área, bateu colocado, na famosa gaveta, mas a bola explodiu no travessão e não entrou.

A resposta do time do Rio Grande do Sul veio com um lindo chute de Valdivia. Vanderlei voou para espalmar e evitar o gol de empate na Vila. Nos minutos finais, a partida se transformou em um verdadeiro ‘ataque contra defesa’. Com o jogo já liquidado, o Santos pressionou até marcar o terceiro gol com Leandro, já aos 44 do segundo tempo, depois de uma falha feia da zaga Colorada. Foi o suficiente para o torcedor santista iniciar o tradicional “olé” a cada toque na bola até o apito final do jogo.

Bastidores – Santos TV:

Gabriel valoriza vitória que deixa Santos na cola do G4

O Peixe encontrou muitas dificuldades para superar o Internacional na Vila Belmiro, na manhã deste domingo. Mas, de tanto insistir e pressionar, o time de Dorival Júnior chegou a virada e venceu por 3 a 1 graças a gols de Marquinhos Gabriel, Gabriel e Leandro. Para o camisa 10 santista, a vitória é fundamental para as pretensões do time no Campeonato Brasileiro.

“Tem que ficar perto, na cola deles ali. Foi um jogo muito bom. Difícil. O Inter é muito técnico, habilidoso. Conseguimos fazer um bom jogo e a virada”, comentou o jovem atacante de 19 anos.

O goleiro Vanderlei, que pouco trabalhou neste domingo, enalteceu a postura da equipe diante de um adversário direto na briga por uma vaga entre os quatro primeiros.“Uma boa partida. Dominamos. A única chance deles foi no gol mesmo, de pênalti. E um contra ataque no segundo tempo. Dominamos e tivemos a chance de matar na hora certa”, analisou o camisa 1.

Zeca, que teve bastante trabalho pela lateral esquerda do time, principalmente em função das chegadas de Valdivia e Vitinho, foi outro a enaltecer os três pontos conquistados em um dos duelos mais complicadas para o Peixe em sua casa.“É uma grande equipe. O Inter é muito bom. Conseguimos fazer a vitória. Foi difícil. O professor conversou com a gente, pediu para tocar a bola. Tivemos calma e conseguimos fazer os gols”.

Lucas Lima sofre com marcação individual e reclama de dor e cansaço

Não é segredo para ninguém a importância de Lucas Lima para a equipe do Santos. A boa fase do camisa 20 chamou até a atenção de Dunga, que novamente o convocou para defender a Seleção Brasileiro. Mas, com tanta exposição, os adversário começam a dar, cada vez mais, uma atenção especial na marcação do meia, que depois de encontrar muitas dificuldades contra o Corinthians, voltou a ser ‘perseguido’ neste domingo, diante do Internacional. O técnico Argel Fucks incumbiu alguns atletas de fazer uma marcação individual em cima de Lucas Lima, que, assim, precisou se reinventar em campo.

“Diferentemente daquilo que havíamos combinado com o Lucas, que queria ele mais centralizado, porque é um jogador que busca ‘n’ oportunidades para nossa equipe. Quando percebemos este tipo de situação, é natural que tirando ele do meio de campo. É natural que tentem preencher o espaço de outra forma. Os jogadores de ataque do Inter tinham de recuar mais. Com o Lucas Lima saindo, é natural que você tenha de preencher espaço na frente da área. E ele começou a circular”, explicou Dorival Júnior, ao analisar a partida depois do apito final.

“Os três jogadores que entraram para marcá-lo foram penalizados com cartões. Ele tem de aprender a jogar desta maneira, porque irá acontecer em outras oportunidades”, avisou o técnico santista.

Já Lucas Lima, que acabou sofrendo o pênalti que determinou a virada do Peixe, deixou o campo bastante debilitado e mais uma vez reclamou do horário das 11 horas.

“Jogar às 11h é impossível não chegar no fim do jogo e não estar cansado”, esbravejou, antes de revelar que uma pancada na coxa esquerda o fez jogar com uma certa limitação.

“Joguei o segundo tempo e metade do primeiro com dor. Resolvi ficar e vamos ver o que vai ser. Tem que jogar com dor. É quase impossível não jogar com dor, por causa da maratona de jogos. Agora é descansar e pensar na Copa do Brasil, porque tem um jogo difícil pela frente”, comentou o meia, sendo respaldado por Dorival.

“É uma sobrecarga grande. Logo no início da partida, ele acabou sentindo. Fomos monitorando, sempre perguntando, porque ele é um jogador importante para todos nós. Hoje, além de tudo isso, ele foi muito participativo, inclusive retomando bolas para nossa equipe. E é isso que queremos, nossa equipe sempre coletiva”, concluiu.

Dorival ignora projeções e desaprova sequência de jogos às 11 horas

O Santos encerrou neste domingo a sequência de três finais de semana seguidos atuando às 11 horas com um saldo negativo. Foram duas derrotas, para Ponte Preta e Corinthians, e apenas uma vitória, justamente nesta 28ª rodada, em cima do Internacional. Dorival Júnior, que antes evitava se queixar, agora enxerga a situação de outra maneira.

“É natural que cause um desequilíbrio. O time dificilmente consegue se recuperar. Isso tem acontecido com a maioria das equipes. O atleta ainda está em um processo diferente. A alimentação muda completamente. Não é choro. É apenas uma constatação”, comentou o técnico, saindo em defesa de seus atletas.

“A grande maioria reclama do horário. Para nós, que estamos fora, não tem problema nenhum. Para a equipe do Santos, não foi proveitosa essa experiência. Ainda que entendamos que em relação a público e visibilidade isso tenha tido um ganho muito bom”.

De qualquer forma, com o 3 a 1 em cima do Colorado, na Vila Belmiro, o Peixe volta a se aproximar do G4, com 43 pontos, e recebe o Fluminense na próxima rodada, de novo em casa. Para muitos, pode ser mais uma chance de acabar com o estigma de não entrar no pelotão de cima do Brasileiro, já que o clube não frequenta o G4 desde 2010.

“Cada ponto conquistado nos dá uma oportunidade um pouco maior. Quando entrarmos (no G4), espero não sair mais. Estamos sempre nessa linha divisória. A qualquer momento pode ser que aconteça. Até então, fizemos sempre um campeonato de recuperação. Agora, quem sabe, possamos nos aproximar um pouco mais e buscarmos nas rodadas seguintes uma aproximação total e, de repente, uma entrada”, explicou Dorival.

A dez rodadas do fim da competição, esta disputa intensa por uma vaga na próxima Libertadores da América promete se arrastar até o fim da competição e, por isso, Dorival evita fazer qualquer projeção de pontos.

“Não fiz contas. Não faço. Você nunca vai me ver preparando possíveis resultados de uma tabela que esteja à frente. Sei que o campeonato é muito difícil. Resultados inesperados, e muitos. Não tenho essa maneira de pensar, porque sei que se não pontuar em duas rodadas seguidas, você acaba tendo todo o seu trabalho praticamente jogado por terra”, concluiu.

Dorival ressalta mística da Vila, mas Ferraz revela saudade do Pacaembu

Neste domingo, o Santos chegou a sua 20ª vitória na Vila Belmiro. Derrotado apenas uma vez (para o Grêmio), a equipe contou com o apoio de 11.043 torcedores para virar o jogo em cima do Inter e subir para a quinta colocação na tabela de classificação. Apesar do ótimo retrospecto, a receita com a bilheteria segue sendo um problema para a diretoria santista. Diante do Colorado, mesmo com a casa cheia, o clube arrecadou apenas R$ 452.145,00. E também por isso o Santos revolveu levar a partida da próxima quinta-feira, contra o Figueirense, pelas quartas de final da Copa do Brasil, para o estádio do Pacaembu, apesar de todo o descontentamento do técnico Dorival Júnior.

“Não sairia da Vila de maneira nenhuma. Agora, isso é decidido com presidente e diretoria. Eu tenho de respeitar e cumprir. A minha opinião, todos sabem e conhecem. A partir do momento que seja definida a situação, eu tenho de preparar a equipe da melhor maneira possível. É uma situação que foi conversada exaustivamente dentro do clube. Vamos cumprir, mas gostaria de não ter de sair daqui de dentro”, explicou o treinador.

Para sustentar sua tese, Dorival ignora até a baixa média de público do clube e explica os motivos pelo qual vê prejuízo em tirar o time de sua casa. “Dando mil pessoas ou dez mil, eu gostaria de não sair da Vila nunca. Sei o quanto eles se sentem confortáveis e apoiados aqui dentro. Temos aqui dentro uma mística muito grande. Lógico que se você não tem uma boa equipe, não adianta nada. Você tem de complementar a sua equipe com alguns fatores que possam auxiliar no rendimento”.

O elenco alvinegro também costuma brigar ferrenhamente pela manutenção dos jogos na Vila, também em função de minimizar o desgaste com as viagens, já que o clube precisa subir e descer a Serra para atuar em São Paulo. Porém, na contramão, Victor Ferraz revelou uma certa saudade do charmoso palco paulistano.

“A Vila Belmiro é a nossa casa, mas a gente sabe que no Pacaembu a torcida vai lotar, empurrar. Inclusive, a gente fala ali, entre a gente, que até estamos com saudade de jogar lá também. Vai ser bom para eles nos prestigiarem”, comentou o lateral direito.

Nilson não marca, mas se contenta com assistência e ganha elogios

Na véspera da partida contra o Inter, Nilson foi sincero e admitiu que o jogo seria seu verdadeiro “teste” no Santos. Emprestado pelo Cianorte, do Paraná, o centroavante teve apenas a sua segunda chance como titular e, mesmo sem balançar as redes, aprovou sua atuação, mantendo vivo o objetivo de renovar seu contrato ao fim do ano.

“É uma responsabilidade muito grande. O Ricardo vive uma grande fase. Tentei me esforçar ao máximo, ajudar na marcação. Fiz um bom jogo, nunca é fácil substituir o Ricardo”, lembrou o atleta de 24 anos. “Estou muito feliz. Foi uma atuação digna de Santos. Todos ali da comissão me passaram bastante tranquilidade e pude desenvolver meu melhor.”

No segundo tempo, Nilson acabou substituído por Leandro. E aquela bola que o centroavante esperou o jogo todo caiu nos pés do camisa 7, que aproveitou a oportunidade e marcou o terceiro gol do Peixe na vitória por 3 a 1 em cima do Inter. Em vez de lamentar a falta de sorte, Nilson preferiu enaltecer sua participação no primeiro gol do Santos, marcado por Marquinhos Gabriel, após linda assistência dele.

“Foi uma jogada rápida, na qual o Vitinho (Victor Ferraz) pegou a bola, consegui antecipar o zagueiro, ele me deu um pouco de espaço, consegui virar e acertar um belo passe para o Marquinhos, que teve felicidade no domínio e na conclusão. Fico feliz pela partida. Não fiz gol, mas consegui colaborar com uma vitória importante dentro de casa”, relatou.

Depois do jogo, Dorival Júnior elogiou a atuação de seu suplente, ressaltando a importância de ter um elenco nivelado para superar os desfalques e seguir vencendo seus adversários.

“A entrada do Nilson foi muito boa. A do Paulo (Ricardo), também. Isso, sim, é um ponto importante. Certamente perdemos jogadores importantes. Mesmo assim, a resposta tem sido boa”, avaliou o comandante santista.